UMA GRANDE NAÇÃO SE CONSTROI COM EDUCAÇÃO, CIDADANIA E SOBERANIA

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sexta-feira, 29 de janeiro de 2016

Alfenas (MG) aprova Lei proibindo anúncio e obstáculos nas ruas

Acessibilidade

A lei complementar nº 24, de 23/12/2015, sancionada pelo prefeito Maurilio Peloso, altera o "Código de Posturas" do município, e cria critérios para o combate à poluição visual e a obstáculos colocados nas vias públicas e calçadas. O intuito é preservar o trânsito de veículos e pedestres, segundo o próprio texto da Lei.

O Melhor do Sul de Minas
imagem - O Melhor do Sul de Minas
A cidade de Alfenas, no Sul de Minas, aprovou uma lei que busca responder ao direito da população, em especial pedestres e deficientes, de caminhar livremente pelas calçadas, com maior acessibilidade e sem interferências físicas ou visuais.
A lei complementar nº 24, de 23/12/2015, sancionada pelo prefeito Maurilio Peloso, altera o "Código de Posturas" do município, e cria critérios para o combate à poluição visual e a obstáculos colocados nas vias públicas e calçadas. O intuito é preservar o trânsito de veículos e pedestres, segundo o próprio texto da Lei.

Sem propaganda
Com a nova legislação, ficam proibidos os usos de anúncios, cavaletes, placas, faixas, bandeiras, cartazes ou similares, quando provocarem aglomerações, poluição visual ou restrição de passagem, tais como propagandas publicitárias de qualquer espécie, do tipo faixas ou bandeiras em semáforos, cavaletes e bandeiras em calçadas e outras análogas. Uma das justificativas da medida é também que estes objetos são causadores de desatenção de motoristas e pedestres.
Nenhum tipo de propaganda, inclusive móvel, poderá ser feito em praças e vias públicas. Quem descumprir, e dispuser cavaletes ou placas em calçadas, praças e canteiros e faixas em semáforos está sujeito a receber multa de 10 UFPA (a Unidade Fiscal Padrão Alfenas equivale a aproximadamente R$ 140) e apreensão do material. Já bandeiras e faixas serão multadas em 5 UFPA e, havendo reincidência, com valor da multa dobrado.
Fonte - Mobilize  28/01/2016

quarta-feira, 19 de agosto de 2015

Senado aprova a inclusão do transporte entre direitos constitucionais em primeiro turno

Transportes

Proposta de Emenda à Constituição ainda precisa ser aprovada em segundo turno.Caso a proposta avance, o transporte passará a fazer parte do artigo 6º da Constituição

Luiz Renato Orphão*
foto - ilustração
Em primeiro turno, Senado aprova a inclusão do transporte entre direitos constitucionais
O caminho para o transporte se tornar um direito constitucional de todo o brasileiro está mais curto. Na noite dessa terça-feira (18), o Plenário do Senado aprovou, em primeiro turno, a PEC 74/2013. A Proposta de Emenda à Constituição ainda precisa passar por mais uma votação.
Caso a proposta avance, o transporte passará a fazer parte do artigo 6º da Constituição, ao lado da educação, saúde, alimentação, trabalho, moradia, lazer, segurança, previdência social, proteção à maternidade e à infância e assistência aos desamparados como um direito social garantido a todos os brasileiros.
A reivindicação ganhou força após as manifestações de julho de 2013. Desse modo, o governo deve se comprometer mais com políticas públicas que estimulem o uso do transporte coletivo e aumento dos investimentos em mobilidade urbana.
Com informações da Agência Senado*
Fonte - Agência CNT de Notícias  19/08/2015

quarta-feira, 15 de outubro de 2014

Câmara aprova MP que desonera folha de pagamentos de contratação de pessoal

Política

O texto aprovado reduz permanentemente a tributação da folha dos atuais 20% para 1% ou 2%, dependendo do setor. Estão incluídos ainda setores que não foram abrangidos pelas medidas anteriores de desoneração.

Luciano Nascimento
Repórter da Agência Brasil
foto - ilustração
A Câmara dos Deputados aprovou hoje (14), em votação simbólica, a Medida Provisória (MP) 651/14 que traz uma série de medidas de incentivo ao setor produtivo. A principal delas torna permanente a desoneração da folha de pagamentos de contratação de pessoal. O texto aprovado reduz permanentemente a tributação da folha dos atuais 20% para 1% ou 2%, dependendo do setor. Estão incluídos ainda setores que não foram abrangidos pelas medidas anteriores de desoneração.
A MP retoma o Regime Especial de Reintegração de Valores Tributários para Empresas Exportadoras (Reintegra), ampliando restituição da tributação paga pelos exportadores para a Receita Federal de até 3% para até 5%. O texto prevê também a reabertura do prazo para adesão ao Programa de Recuperação Fiscal (Refis), tanto para empresas quanto para pessoas físicas. A adesão poderá ser feita até 15 dias depois que o projeto de lei proveniente da medida provisória for sancionado pela presidenta Dilma Rousseff.
Os deputados aprovaram ainda a ampliação do prazo para o fim dos lixões e instalação de aterros sanitários para até 2018. A ampliação integrava uma lista de 11 artigos retirados aprovados na comissão mista que analisou a medida e que foram retiradas pelo presidente Henrique Eduardo Alves por serem considerados estranhos ao tema original da MP.
A aprovação do texto-base da MP foi possível graças a um acordo de líderes que garantiu a matéria ser votada por consenso. Porém o acordo abrangia somente o texto base da MP que recebeu ainda sete emendas e quatro destaques, o que gerou desgaste e discussão entre os parlamentares.
O líder do governo, deputado Henrique Fontana (PT-RS), alegou que, durante a reunião de líderes, foi acordado que não haveria a apresentação de destaques. “O que nós acordamos foi que aprovaríamos o texto base, sem destaques, e que qualquer aperfeiçoamento poderá ser feito quando a medida for para o Senado. Os destaques podem alterar a essência do texto e perderemos todo o trabalho de consenso que foi construído”, disse Fontana.
O líder do PMDB na Câmara, Eduardo Cunha (RJ), rebateu Fontana. Segundo ele, o entendimento foi contrário e possibilitava a apresentação de destaques. Um dos pontos de divergência da aprovação foi uma emenda proposta pelo PMDB que obriga as empresas de médio porte (com valor de mercado inferior a R$ 700 milhões) com capital aberto na Bolsa de Valores a divulgar seus balanços em jornais de grande circulação, mas de maneira resumida.
O relator da MP, deputado Newton Lima (PT-SP), criticou a aprovação. Segundo ele, a medida vai onerar as médias empresas. “O texto original busca reduzir os custos e um deles é as empresas terem que publicar no Diário Oficial e nos grandes jornais os balancetes, que é o que a Lei de Sociedades Anônimas pede, queríamos eliminar essa obrigação e reduzir esse custo”, disse Lima.
Temendo que novo entrave impedisse a conclusão da votação, Alves sugeriu que os líderes tentassem chegar a um acordo. Após debaterem, os parlamentares optaram por retirar do texto outro ponto divergente, que permitia à Advocacia-Geral da União desistir de ações e fazer acordos entre o governo e o devedor nas causas de até R$ 500 mil para as dívidas não tributárias com autarquias e fundações públicas federais.
Em seguida, os deputados rejeitaram duas emendas e concluíram a votação da MP. A sessão foi encerrada e as votações deverão ser retomadas na semana que vem. O texto segue agora para o Senado, onde precisa ser aprovado antes do dia 6 de novembro, quando perderá a eficácia por decurso de prazo.
Fonte - Agência Brasil  14/10/2014

sexta-feira, 12 de setembro de 2014

BNDES aprova crédito de R$ 982 mi para compra de novos trens em São Paulo

Transportes sobre Trilhos 

A diretoria do BNDES aprovou o financiamento de R$ 982 milhões para o Estado de São Paulo - Os investimentos totais, os quais são de R$ 1,1 bilhão deverão contribuir com a melhoria da infraestrutura no que diz respeito ao transporte metroferroviário das linhas operadas pela CPTM....
 
Nicole Ongaratto - Agência IN

A diretoria do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou o financiamento de R$ 982 milhões para o Estado de São Paulo. O valor dos recursos será destinado à compra de 35 trens para a Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM), bem como inclui a compra de materiais e serviços necessários à fabricação dos veículos.
Os investimentos totais, os quais são de R$ 1,1 bilhão deverão contribuir com a melhoria da infraestrutura no que diz respeito ao transporte metroferroviário das linhas operadas pela CPTM, o que irá atender à crescente demanda no transporte de passageiros. O apoio do banco ao projeto trará impactos sobre a mobilidade urbana na região metropolitana de São Paulo. Isto, possivelmente, contribuirá para que a população da cidade tenha mais conforto, segurança e rapidez na hora de se locomover.
Com oito carros em cada um em substituição aos seis carros, os novos trens ampliarão o uso do sistema de transporte com tração elétrica, o que reduziria, desta forma, a quantidade de automóveis e ônibus em circulação. Em conseqüência disto, a emissão de gases do efeito estufa, a poluição sonora, bem como os acidentes de trânsito também diminuiriam. O aumento da capacidade de atendimento aos passageiros também vai ocorrer por meio da redução do intervalo entre os trens, com a modernização das linhas da empresa.
A CPTM está comprando 65 novos trens em dois lotes, de 30 e 35. No entanto, o financiamento do BNDES contempla apenas o segundo lote, o qual teve como vencedora da licitação a CAF Brasil Indústria e Comércio – CAF Brasil.. Fabricados na unidade de Hortolândia (SP), os trens vão operar em vias com bitola larga, e contarão com a capacidade de transportar 2,6 mil passageiros. Além disto, vão dispor de modernos sistemas de frenagem, detecção de descarrilamento, ventilação, iluminação em led, comunicação e segurança, com vídeo e vigilância e detector de incêndio.
O financiamento vai ser concedido por meio da linha de Mobilidade Urbana do banco, responsável por apoiar projetos de interesse público voltados à mobilidade urbana. Estas iniciativas abrangem todos os investimentos necessários à qualificação do espaço urbano no entorno do empreendimento.
Fonte - STEFZS   12/09/2014

quarta-feira, 3 de setembro de 2014

Câmara aprova R$ 700 mi para o metrô de Curitiba

Transportes sobre trilhos

A Prefeitura de Curitiba pretende obter até R$ 700 milhões em empréstimo junto ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), para usá-los como contrapartida na construção do metrô. O orçamento total da obra está fixado em R$ 4,8 bilhões.

G1
foto - ilustração
A Câmara Municipal de Curitiba aprovou em primeiro turno, nesta terça-feira (2), o projeto que autoriza a prefeitura a contratar empréstimo para a construção do metrô. Foram 32 votos favoráveis à proposta, que tramita em regime de urgência na Casa. O texto ainda deve ser votado em segundo turno e receber redação final antes de seguir para apreciação do Executivo.
A Prefeitura de Curitiba pretende obter até R$ 700 milhões em empréstimo junto ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), para usá-los como contrapartida na construção do metrô. O orçamento total da obra está fixado em R$ 4,8 bilhões.
Do total da obra, a prefeitura já conseguiu levantar R$ 1,8 bilhão, que foram liberados pelo governo federal, para o início da construção. Além do empréstimo, a prefeitura conta com mais R$ 700 milhões, que devem ser levantados junto ao governo estadual, que precisará fazer um segundo empréstimo para cobrir a construção. O restante será pago pela iniciativa privada, que poderá explorar o serviço após a entrega da obra.

Projeto
O projeto atual do metrô prevê uma linha de 17,6 quilômetros, entre o Terminal do Cabral e a CIC Sul. Neste trecho, devem ser construídas 15 estações. A expectativa da prefeitura é entregar a obra em até cinco anos. Num segundo momento, a linha deverá ser estendida até o Terminal Santa Cândida. Porém, essa parte da obra ainda não possui orçamento e nem prazo de entrega.

Edital suspenso
Na sexta-feira (22), o Tribunal de Contas do Estado do Paraná (TCE-PR) suspendeu o andamento da licitação para construção e operação do metrô. A Diretoria de Fiscalização de Obras Públicas do órgão apontou as irregularidades no edital, o que levou o órgão a determinar a suspensão cautelar da licitação, que estava prevista para segunda-feira (25).
Conforme o relatório, não há no edital detalhamento do objetivo da Parceria Público-Privada (PPP), bem como não foi apresentada pesquisa de origem-destino. O relatório ainda afirma que as diretrizes para obtenção do licenciamento ambiental foram feitas por órgão sem competência legal.
O TCE-PR estabeleceu, então, prazo de 15 para que a prefeitura se manifestasse. A administração municipal informou que os questionamentos alegados já haviam sido respondidos anteriormente.
Fonte - Revista Ferroviária  02/09/2014

COMENTÁRIO Pregopontocom

Que se tome como exemplo o "metrô" de Salvador que sobre a responsabilidade da prefeitura local levou 14 anos para construir apenas 5 km do total de 13 km da linha 01 e nem se quer conseguiram colocar em funcionamento esse pequeno trecho.Tomara que no caso de Curitiba de tudo certo,mas.... mesmo assim acho um contrassenso um Metrô ser construído e operado por uma prefeitura,a mesma pode até colaborar,quando o correto seria ficar sobre a responsabilidade do Gov. do Estado,por questões obvias,inclusive as ligadas aos subsídios quando o mesmo entrar na faze de operação. 

quarta-feira, 27 de agosto de 2014

Projeto da prefeitura de desafetação de imóveis é aprovado

Salvador

Defensores da aprovação do projeto obtiveram apoio de parte da oposição após negociação prévia - Votaram contra apenas os vereadores Waldir Pires, Gilmar Santiago e Vânia Galvão (PT), Silvio Humberto (PSB), Hilton Colho (PSOL) e Aladilce Souza.

A Tarde
Biaggio Talento
Reginaldo Ipê l Divulgação
O polêmico Projeto 121, de desafetação e alienação de 62 terrenos públicos, de autoria da prefeitura de Salvador, foi aprovado em primeira votação na noite desta terça-feira, 26, na Câmara Municipal, por 35 votos a seis. Votaram contra apenas os vereadores Waldir Pires, Gilmar Santiago e Vânia Galvão (PT), Silvio Humberto (PSB), Hilton Colho (PSOL) e Aladilce Souza.
Um dos líderes do governo, o vereador Léo Prates (DEM), disse ter sido possível conseguir que integrantes da bancada da oposição votassem a favor do projeto após negociação.
"Fechamos um acordo para retirar a praça Wilson Lins (no antigo Clube Português), uma área verde no Itaigara, um terreno do estado na Avenida Garibaldi e cedemos parte de uma área para a construção de um conjunto habitacional para os servidores da Câmara", disse Prates.
Conforme a Secretaria da Fazenda do Município, a escolha dos terrenos ocorreu após uma triagem entre 100 mil propriedades da prefeitura. Os imóveis terão dois destinos. Uma parte será leiloada e o dinheiro arrecadado usado para a construção do Hospital do Municipio, e outros serão destinados ao Fundo Garantidor, uma espécie de reserva imobiliária da prefeitura, que será usada como hipoteca nas parcerias público-privadas (PPPs). Os recursos, garante a Município, serão usados para melhorias na cidade. Além do Hospital Municipal, é prevista a implantação do Centro Administrativo Municipal, postos de saúde e escolas.
Houve uma segunda votação do Projeto 80, que autoriza executivo a doar áreas de terras do domínio municipal ao fundo de arrendamento residencial. Destinado à implantação de unidade de habitação popular de interesse social, este projeto também foi aprovado, em placar ainda não divulgado pela Câmara.

Oposição
Contrário ao projeto, o vereador Waldir Pires (PT) classificou a tramitação da matéria como "medíocre", atribuindo-a a "mecanismos de jogo de interesses". Disse que a população não foi convocada para discutir assunto de tamanha importância. Aladilce Souza (PCdoB) lembrou que o projeto chegou a plenário para votação sem pareceres das comissões técnicas "e nenhum estudo anexado".
Hilton Coelho (PSOL) embora anunciasse votar contra, considerou uma "vitória" a mobilização dos moradores da Pituba (que realizaram plebiscito para se manifestar contra à privatização) para a retirada da praça Wilson Lins do projeto.
O assunto, entretanto, rachou a oposição. A vereadora Fabíola Mansur (PSB) anunciou ter mudado posição. Viu pontos positivos no projeto e decidiu votar a favor. Seu colega de bancada, Silvio Humberto, esclareceu que era contra devido, segundo ele, à ausência de estudos técnicos. Para ele, o ideal seria discutir e analisar os terrenos individualmente.
O líder do PT, Moisés Rocha, apesar da posição do diretório municipal do partido, contrária ao projeto, liberou sua bancada a votar "pela sua consciência". Alegou que o projeto beneficia comunidades de alguns vereadores.

Crítica
Opositores entendem que, antes de enviar o projeto para votação na Câmara Municipal do Salvador, a prefeitura deveria apresentar estudos técnicos para provar que os espaços não possuem serventia ao público e discutir com a sociedade a venda de bens tão valiosos.
Fonte - A Tarde 27/08/2014

sábado, 12 de julho de 2014

FRANÇA - Senado aprova reformas ferroviárias no país

Internacional

A legislação de reforma do sistema ferroviário deverá criar um "grupo integrado público privado", para recuperar o equilíbrio econômico do setor ferroviário e colocar as finanças do mesmo em uma posição mais sustentável,bem como a preparação da abertura para concorrência.

RG

FRANÇA - O projeto de lei do governo para reestruturar o setor ferroviário teve a sua leitura aprovada no Senado por 188 votos a 150 no dia 10 de julho desse ano. O texto revisto já havia sido aprovado por 355 votos a 168, durante uma leitura na Assemblée Nationale em 24 de junho.
Com o processo acelerado, a legislação deve ter uma única leitura em cada casa, e ser assinado pelo Presidente oito dias após a votação final.
A legislação de reforma do sistema ferroviário deverá criar um "grupo integrado público privado", para recuperar o equilíbrio econômico do setor ferroviário e colocar as finanças do mesmo em uma posição mais sustentável,bem como a preparação da abertura para concorrência.
A 1ª parte da legislação altera o Código de Transporte e prever a criação de um grupo público ferroviário, composto por três entidades: SNCF como o organismo público "mãe" responsável pelo controle estratégico, e duas instituições subsidiárias,a SNCF Réseau gerente de infra-estrutura  e o operador de trem SNCF Mobilités. A gerência de infra-estrutura unificada será formada através da fusão da RFF, negócio de manutenção de Infra SNCF e o controle de tráfego e direção DCF, mas a gestão das estações permanecerá com o operador de trem.
Novas disposições relativas ao controle da dívida e finanças ferroviárias vão formar a base de contratos de desempenho  para o operador e para a gerência de infra-estrutura, e o governo ficará obrigado a elaborar um Plano Diretor Nacional dos Transportes a cada cinco anos. O Regulador Rail Araf ganha poderes adicionais e aumento da independência, incluindo um requisito para fiscalizar os gastos de infra-estrutura e garantir que ele esteja alinhado com o contrato de desempenho.
A 2ª parte do projeto de lei inclui várias disposições específicas ou de transição. As três novas entidades serão legalmente estabelecida, com efeitos a partir de 1 de Dezembro de 2014, pronto para o Código de Transporte revisto para entrar em vigor a partir de 1 Janeiro de 2015. Outras artigos garantem a continuidade do emprego para os atuais ferroviários, incluindo medidas para a criação de um quadro comum para todos os trabalhadores do setor de transporte ferroviário e legitimar os direitos dos sindicatos ferroviários para negociar acordos colectivos sobre os termos e condições de emprego.
Fonte - Railway Gazette 11/07/2014
Tradução e adaptação de texto - Pregopontocom

The original text
Railway Gazette
FRANCE: The government’s draft legislation to restructure the rail sector passed its reading in the Sénat by 188 votes to 150 on July 10. The revised text had been adopted by 355 votes to 168 during a reading in the Assemblée Nationale on June 24.
Under an accelerated process, the legislation is due to have a single reading in each house, and to be signed off by the President eight days after the final vote.
The railway reform legislation is intended to create an ‘integrated industrial public group’, to ‘restore the economic equilibrium’ of the rail sector and put railway finances on a more sustainable footing, as well as ‘preparing for the introduction of competition’.
Part I of the legislation amends the Transport Code to provide for the establishment of a public railway group, composed of three entities: SNCF as the ‘mother’ public body responsible for strategic control, and two ‘daughter’ institutions: infrastructure manager SNCF Réseau and train operator SNCF Mobilités. The unified infrastructure manager will be formed through the merger of RFF, maintenance business SNCF Infra and the traffic control directorate DCF, but the management of stations will remain with the train operator.
New provisions on debt control and railway finances will form the basis of performance contracts for both the operator and infrastructure manager, and the government is required to draw up a National Transport Master Plan every five years. Rail regulator ARAF gains additional powers and increased independence, including a requirement to scrutinise infrastructure spending and ensure that it is in line with the performance contract.
Part II of the bill includes various specific or transitional provisions. The three new entities will be legally established with effect from December 1 2014, ready for the revised Transport Code to enter into force from January 1 2015. Further articles provide continuity of employment for existing railway staff, including ‘measures to create a common framework for all workers in the rail industry’ and enshrine the rights of rail unions to negotiate collective agreements on terms and conditions of employment.

quarta-feira, 28 de maio de 2014

Câmara aprova texto-base do PNE, destaques serão votados na próxima semana

Educação

Com a galeria tomada por estudantes, professores e trabalhadores da educação, a Câmara dos Deputados aprovou hoje (28), por unanimidade, o texto-base do projeto que institui o Plano Nacional de Educação (PNE).

Luciano Nascimento 
Repórter da Agência Brasil 

O PNE estabelece 20 metas a serem cumpridas nos próximos dez anos. Entre as diretrizes, estão a erradicação do analfabetismo; o aumento de vagas em creches, no ensino médio, no profissionalizante e nas universidades públicas; a universalização do atendimento escolar para crianças de 4 a 5 anos e a oferta de ensino em tempo integral para, pelo menos, 25% dos alunos da educação básica. O plano destina também 10% do Produto Interno Bruto (PIB) para a educação – atualmente são investidos menos de 6% do PIB.
Votação do texto-base do Plano Nacional de Educação na Câmara dos DeputadosJosé Cruz/Agência Brasil
De acordo com o relator, Ângelo Vanhoni (PT-PR), a educação integral é a meta mais revolucionária do PNE. “Em países desenvolvidos, os pais levam os alunos à escola às 7h da manhã e pegam às 17h. Isso porque a grade curricular, os sistemas municipais de ensino, contam com os conteúdos básicos – matemática, português, história, etc – e aulas de reforço no período da tarde, com tempo de sobra ainda para aulas de música, dança”, comparou.
Os deputados votaram conforme o parecer de Vanhoni, que alterou o texto aprovado no Senado. A principal mudança foi a alteração no artigo que trata do financiamento da educação.
A comissão especial da Câmara que debatia a proposta aprovou a meta de atingir a aplicação de 10% do PIB em educação pública ao final dos dez anos, conforme versão aprovada pela Casa em 2012. O texto do Senado previa que os recursos também poderiam ser utilizados em isenção fiscal e em subsídios a programas de financiamento estudantil.
Nas galerias da Câmara, estudantes, professores e profissionais de educação seguravam cartazes e pediam a aprovação do PNE. Os manifestantes foram autorizados a acompanhar a votação no plenário e comemoraram o resultado sob os gritos de “10% do PIB para educação”.
A votação do texto-base foi uma maneira de ganhar tempo na negociação dos temas considerados polêmicos como o que trata do financiamento da educação. O tema vai ser debatido novamente na próxima semana quando os deputados devem votar os destaques ao texto.
Outro ponto a ser debatido é a possibilidade de a União ter de complementar recursos de estados, Distrito Federal e municípios se estes não atingirem o montante necessário para cumprir padrões de qualidade na educação, conceituados como Custo Aluno Qualidade inicial (CAQi) e Custo Aluno Qualidade (CAQ).
A votação dos destaques do PNE farão parte do esforço concentrado anunciado nessa quarta-feira, pelo presidente da Casa, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN). A intenção de realizar um esforço concentrado para votar matérias de maior apelo da sociedade.
Fonte - Agência Brasil  28/05/2014

quarta-feira, 21 de maio de 2014

Dilma sanciona lei que torna crime hediondo exploração sexual de crianças

Direitos Humanos

Aprovado em votação simbólica na última terça-feira (13) na Câmara dos Deputados, o projeto estipula como exploração sexual de criança e adolescentes a utilização deles em atividades sexuais remuneradas, a pornografia infantil e a exibição em espetáculos sexuais públicos ou privados.

Luciano Nascimento 
Repórter da Agência Brasil 
foto - ilustração
A presidenta Dilma Rousseff sanciona hoje (21) à tarde a lei que torna hediondo o crime de exploração sexual de criança, adolescente ou pessoa vulnerável. A nova lei é sancionada durante a Semana Nacional de Enfrentamento à Violência Sexual contra Crianças e Adolescentes.
Aprovado em votação simbólica na última terça-feira (13) na Câmara dos Deputados, o projeto estipula como exploração sexual de criança e adolescentes a utilização deles em atividades sexuais remuneradas, a pornografia infantil e a exibição em espetáculos sexuais públicos ou privados. A proposta diz que o crime ocorre mesmo que não haja ato sexual propriamente dito, mas qualquer outra forma de relação sexual ou atividade erótica que implique proximidade física e sexual entre a vítima e o explorador.
A pena prevista passa a ser de quatro a dez anos de reclusão, aplicável também a quem facilitar essa prática, impedir ou dificultar o seu abandono pela vítima. Incorrerá na mesma pena quem for pego praticando sexo ou outro ato libidinoso com alguém menor de 18 e maior de 14 anos no contexto da prostituição.
Os condenados por esse tipo de crime não poderão pagar fiança e não terão direito a anistia, graça ou indulto natalino. A pena imposta terá de ser cumprida inicialmente em regime fechado. Para a progressão de regime, será exigido o requisito objetivo de cumprimento de, no mínimo, dois quintos da pena aplicada, se o apenado for primário, e de três quintos, se reincidente.
A Lei do Crime Hediondo (8.072/90) já prevê essa classificação para outros dez crimes graves, como estupro de crianças e adolescentes menores de 14 anos e pessoas vulneráveis (que não têm condições de discernimento para a prática do ato devido a enfermidade ou deficiência mental), latrocínio e sequestro seguido de morte.
Antes de sancionar a nova lei, a presidenta Dilma Rousseff receberá os criadores do aplicativo Proteja Brasil, lançado pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) segunda-feira (19).
Desenvolvido para smartphones, o aplicativo, que pode ser baixado gratuitamente, facilita a denúncia para esse tipo de crime. A partir do local onde o usuário está, o Proteja Brasil indica telefones e endereços e o melhor caminho para chegar a delegacias especializadas de infância e juventude, conselhos tutelares, varas da infância e organizações que ajudam a combater a violência contra a infância e adolescência nas principais cidades brasileiras.
Fonte - Agência Brasil  21/05/2014

terça-feira, 22 de abril de 2014

Senado aprova Marco Civil da Internet e texto segue para sanção presidencial

Marco Civil 

Plenário do Senado aprova a proposta do Marco Civil da Internet. - Um dos principais pontos do projeto a proteção da neutralidade de rede está no Artigo 9º, que garante tratamento isonômico para qualquer pacote de dados, sem que o acesso ao conteúdo dependa do valor pago.

Mariana Jungmann 
Repórter da Agência Brasil 

O plenário do Senado aprovou hoje (23), por votação simbólica, o Projeto de Lei do Marco Civil da Internet. Após momentos de embate entre governistas e oposicionistas, a redação final da matéria foi aprovada sem alterações pela unanimidade dos senadores presentes. O texto segue agora para sanção da presidenta Dilma Rousseff.
Um dos principais pontos do projeto a proteção da neutralidade de rede está no Artigo 9º, que garante tratamento isonômico para qualquer pacote de dados, sem que o acesso ao conteúdo dependa do valor pago. A regra determina tratamento igual para todos os conteúdos que trafegam na internet. Assim, os provedores ficam proibidos de discriminar usuários conforme os serviços ou conteúdos que eles acessam –- cobrando mais, por exemplo, de quem acessa vídeos ou aplicações de compartilhamento de arquivos.
Outro ponto da proposta garante o direito dos usuários à privacidade , especialmente à inviolabilidade e ao sigilo das comunicações pela internet. O texto determina que as empresas desenvolvam mecanismos para garantir, por exemplo, que os e-mails só serão lidos pelos emissores e pelos destinatários da mensagem, nos moldes do que já é previsto para as tradicionais cartas de papel.
O projeto também assegura proteção a dados pessoais e registros de conexão e coloca na ilegalidade a cooperação das empresas de internet com órgãos de informação estrangeiros. O objetivo é evitar casos de espionagem como o escândalo que envolveu a NSA, agência norte-americana de informações.
O Artigo 19, que limita à Justiça a decisão sobre a retirada de conteúdos, também está entre os principais pontos do projeto. Atualmente, vários provedores tiram do ar textos, imagens e vídeos de páginas que hospedam, a partir de simples notificações.
José Cruz/Agência Brasil
Os senadores oposicionistas reclamaram da votação antecipada da matéria. Eles queriam discutir mais o assunto e chegaram a apresentar emendas que foram rejeitadas em plenário. No fim, entretanto, votaram a favor do texto final e comemoraram a aprovação do novo marco regulatório. “Infelizmente, o rolo compressor [do governo] prevaleceu. Mas o novo marco da internet é, sem dúvida, um avanço porque mantém a neutralidade da rede, que é uma vitória de toda a sociedade”, disse o senador e presidente nacional do PSDB, Aécio Neves (MG).
O líder do governo no Senado, Eduardo Braga (PMDB-AM), disse que o Brasil dará exemplo ao mundo no que se refere à regulação das relações na internet e ressaltou que a maioria dos países ainda não têm leis tão “maduras” quanto a que foi aprovada no Congresso brasileiro. Ele confirmou que a presidenta Dilma Rousseff deverá apresentar a nova legislação no evento internacional sobre o assunto, NetMundial, que começa amanhã (23), em São Paulo. “O encontro internacional será premiado com a grande legislação que o Brasil oferecerá para o mundo amanhã”, disse o senador.
Braga admitiu que o texto ainda deverá passar por ajustes, que serão tratados em uma medida provisória no futuro. Ela deverá abordar os artigos 10º e 13, especialmente no que se refere a quais autoridades terão permissão de acesso a dados pessoais dos usuários de internet.

Comissão do Senado aprova Marco Civil da Internet

Política

O texto foi aprovado com mudanças apenas de redação, com o objetivo de evitar que a matéria retorne à Câmara dos Deputados.

Débora Álvares 
Agência Estado
foto - ilustração
A Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) do Senado aprovou nesta terça-feira, 22, o projeto que estabelece o Marco Civil da Internet. O texto foi aprovado com mudanças apenas de redação, com o objetivo de evitar que a matéria retorne à Câmara dos Deputados. Com isso, o relator, senador Vital do Rêgo (PMDB-PB), atende a um pedido da presidente Dilma Rousseff, que quer apresentar a proposta na quarta-feira, 23, em evento mundial sobre internet como uma contribuição brasileira para as discussões em torno dos deveres e direitos na web.
Este é um dos três relatórios sobre o Marco Civil da Internet em tramitação no Senado. Os outros dois ainda estão em análise nas comissões de Fiscalização e Controle e de Ciência e Tecnologia. Os aliados do governo vão tentar apressar a votação desses outros dois pareceres nas comissões para que a matéria seja levada ao plenário ainda hoje, até o fim do dia.
Fonte - A Tarde 22/04/2014

quarta-feira, 16 de abril de 2014

Senado aprova fim de doações de empresas a partidos políticos e candidatos

Política

O substitutivo de autoria do senador Roberto Requião (PMDB-PR) altera a Lei das Eleições (Lei nº 9.504/1997). Inicialmente a ideia da senadora Vanessa Grazziotin era estender aos doadores de campanha, sejam pessoas físicas ou jurídicas, as limitações já impostas aos candidatos pela Lei da Ficha Limpa (Lei Complementar nº 135/2010).

Karine Melo 
Repórter da Agência Brasil 
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Doações de empresas em dinheiro ou por meio de publicidade a candidatos e partidos políticos podem ficar proibidas. O substitutivo ao projeto de lei (PLS 60/2012) da senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM) foi aprovado nesta quarta-feira (16) na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, em turno suplementar. Se não houver recurso para votação pelo plenário do Senado, a matéria segue para a Câmara dos Deputados.
O substitutivo de autoria do senador Roberto Requião (PMDB-PR) altera a Lei das Eleições (Lei nº 9.504/1997). Inicialmente a ideia da senadora Vanessa Grazziotin era estender aos doadores de campanha, sejam pessoas físicas ou jurídicas, as limitações já impostas aos candidatos pela Lei da Ficha Limpa (Lei Complementar nº 135/2010). O PLS 60/2012 tratou, assim, de transpor os mesmos critérios de elegibilidade definidos na Lei da Ficha Limpa para classificação de cidadãos e empresas legalmente aptos a investir em campanhas eleitorais.
Sob o argumento de que pessoas jurídicas não têm direito a voto e que, portanto, as eleições são processos com participação direta exclusiva dos eleitores, Requião decidiu pela proibição de toda e qualquer contribuição financeira de empresas a partidos e candidatos.
Quanto às restrições a doações de pessoas físicas, Requião considerou desnecessária a exclusão de doadores 'ficha suja' como proposto pelo PLS 60/2012. Atualmente, as doações de cidadãos para campanhas são limitadas a 10% do valor dos rendimentos brutos obtidos no ano anterior. “Considero essa regra aceitável no caso das pessoas físicas, cujas diferenças de rendimento não são, normalmente, tão grandes quanto as diferenças no faturamento das empresas”, justificou Requião.
Fonte - Agência Brasil  16/04/2014

terça-feira, 1 de abril de 2014

Aneel aprova regulamento de conta de luz pré-paga

Energia

Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), e a previsão do diretor-geral, Romeu Rufino, é que o modelo esteja disponível a partir de 2015. Quem aderir ao pré-pagamento receberá um crédito inicial de 20 kWh, que será pago na compra subsequente.

Anne Warth
Agência Estado
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Os consumidores poderão aderir em breve ao sistema de contas de luz pré-pagas. O modelo será semelhante ao funcionamento dos telefones celulares pré-pagos, ou seja, o consumidor comprará créditos de energia para consumo posterior. A adesão será voluntária e não terá ônus. O regulamento do novo sistema foi aprovado nesta terça-feira, 1, pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), e a previsão do diretor-geral, Romeu Rufino, é que o modelo esteja disponível a partir de 2015. Quem aderir ao pré-pagamento receberá um crédito inicial de 20 kWh, que será pago na compra subsequente. Depois disso, o consumidor poderá comprar novos créditos quantas vezes quiser, desde que a aquisição seja de, no mínimo, 5kWh, em agências credenciadas ou pela internet. A tarifa de energia será a mesma oferecida ao cliente convencional, que paga a conta depois do consumo. As distribuidoras que quiserem poderão oferecer desconto para os clientes do sistema pré-pago, para incentivar a adesão. Em outros países que já adotam o sistema, o desconto na tarifa é de cerca de 5%, segundo o diretor da Aneel André Pepitone.
O cliente será avisado previamente se seus créditos estiverem acabando, por meio de alarmes visuais e sonoros do medidor eletrônico, para que tenha tempo hábil de providenciar nova carga. Para não ficar sem luz, o consumidor poderá solicitar um crédito de emergência de 20 kWh para a distribuidora, o equivalente a um consumo residencial médio de três dias. O pagamento será feito na compra subsequente. Se não gostar do sistema, o consumidor pode pedir o retorno ao modelo convencional, e a empresa terá 20 dias para atendê-lo. A ideia é oferecer o sistema para clientes residenciais e comerciais. Grandes consumidores, como indústrias, não poderão aderir ao modelo.
Segundo a Aneel, o novo sistema permitirá que o consumidor gerencie seu consumo de forma mais adequada e tenha mais transparência em relação a seus gastos diários. Além disso, o modelo deve eliminar a cobrança de multas, juros, mora e taxa de religação. Para as distribuidoras, as vantagens serão a diminuição da inadimplência e diminuição de problemas como erros de leitura, faturamentos por estimativa, cortes indevidos e problemas de religação fora do prazo. Antes de entrar em vigor, será preciso que os governos estaduais regulamentem de que forma vão cobrar o ICMS sobre a tarifa nessa modalidade. Além disso, o Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro) terá que aprovar e certificar os novos medidores eletrônicos. "Na minha percepção, isso não deve acontecer antes de 2015", disse o diretor.
A instalação e uso desses medidores eletrônicos não terá custo para o consumidor. Para que seja possível fazer a opção de pré-pagamento, porém, a distribuidora terá que oferecer a modalidade em sua área de concessão, o que não será obrigatório. Segundo Rufino, a Aneel buscou a experiência do pré-pagamento em outros países para elaborar o regulamento no País. "É uma conquista para o consumidor, uma opção a mais. O pré-pagamento permite também o uso de energia de forma mais racional", afirmou. "O crédito emergencial é uma medida importante. Por mais que tenhamos tido o cuidado de implantar um sistema de aviso sonoro e visual, pode haver algum descuido, e para não ter inconveniente, tem o crédito emergencial", acrescentou o diretor. O assunto ficou em audiência pública entre junho e setembro de 2012 e recebeu cerca de 1.200 contribuições de consumidores, distribuidoras e órgãos de defesa do consumidor.
Pós pagamento.
A Aneel aprovou também a modalidade de pós pagamento eletrônico de energia. Nesse caso, os medidores eletrônicos irão armazenar os dados de consumo em um cartão magnético. Para pagar a conta, será preciso levar o cartão no posto da distribuidora. Depois, o cartão deve ser reinserido para registrar que o pagamento foi efetuado.
Fonte - A Tarde  01/04/2014

quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

Tribunal de Justiça aprova modulação do PDDU de Salvador

Modulação do PDDU

Nos bastidores do TJ-BA, a aprovação foi alvo de questionamentos, já que seria necessário que 2/3 dos desembargadores aprovassem a modulação em sua totalidade em uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (Adin), o que não ocorreu.

A Tarde
Da Redação
Com informações de Fernando Duarte
A Tarde
O Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA) aprovou a modulação do Plano Diretor de Desenvolvimento Urbano (PDDU) de Salvador na manhã desta nesta quarta-feira, 12.
Vinte e sete desembargadores acompanharam o voto do relator, o desembargador José Edivaldo Rocha Rotondano, que é a favor da construção do Centro Administrativo Municipal nos Barris e da discussão da Linha Viva.
Ele também é favorável a legalidade dos artigos 34 a 39 e 120 da lei 8.379/2012, que descrevem sobre a regulamentação do estudo de impacto da vizinhança.
Na prática, a aprovação da modulação do PDDU autoriza a prefeitura a dar prosseguimento a aplicação do plano diretor.
Nos bastidores do TJ-BA, a aprovação foi alvo de questionamentos, já que seria necessário que 2/3 dos desembargadores aprovassem a modulação em sua totalidade em uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (Adin), o que não ocorreu.
Isso porque dois desembargadores aceitaram o voto do relator, mas foram contrários a discussão sobre Linha Viva.
O projeto do PDDU foi declarado, em outubro do ano passado, inconstitucionais pela Poder Judiciário baiano.
Fonte - A Tarde 12/02/2014

terça-feira, 14 de janeiro de 2014

Cade aprova fusão entre Oi e Portugal Telecom

Economia

Daniel Lima
Repórter da Agência Brasil
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Brasília – O Diário Oficial da União traz hoje (14) despacho do Conselho Administrativo de Defesa Econômica que aprova sem restrições a fusão entre a operadora Oi e a Portugal Telecom (PT), que será chamada de CorpCo e controlará as atividades das duas empresas no Brasil e no mundo.
O documento do Cade indica que a nova operadora de telecomunicações vai atuar em países de língua portuguesa. A aliança estratégica já tinha sido anunciada em 2011 e, então, aprovada pelo conselho.
O Cade também entende que a fusão não vai trazer problemas concorrenciais no Brasil. Para isso, foi necessário que a Portugal Telecom abrisse mão da participação acionária que tinha na operadora Vivo. Além do mais, os técnicos do conselho lembram que a PT atua no Brasil indiretamente, por meio da operadora Oi.
No documento, o coordenador-geral substituto de Análise Antitruste, Paulo Vinícius Ribeiro de Oliveira, registra que, se forem mantidas as condições previamente consideradas pelo Cade, não haverá prejuízo ao ambiente concorrencial.
Fonte - Agência Brasil  14/01/2014

terça-feira, 26 de novembro de 2013

Senado aprova fim do voto secreto para processos de cassação

Política

O texto, aprovado em segundo turno, estabelece que os votos dos parlamentares em processos de cassação de mandato e na análise de vetos presidenciais serão públicos, e não mais secretos. A partir de agora, os senadores vão analisar os destaques para emendas que propõem mudanças a esse texto. A maioria dos destaques visa a ampliar os casos em que as votações devem ser públicas

Senado aprova texto-base da PEC do Voto Aberto em segundo turno

Mariana Jungmann
Repórter da Agência Brasil
Brasília - O plenário do Senado aprovou, em segundo turno, o texto-base da Proposta de Emenda à Constituição 43/2013, conhecida como PEC do Voto Aberto. O texto estabelece que os votos dos parlamentares sobre processos de cassação de mandato e vetos presidenciais serão públicos, e não mais secretos como atualmente.
A partir de agora os senadores vão analisar os destaques para emendas que propõem mudanças a esse texto. A maioria dos destaques é destinada a ampliar o escopo de votações que deverão ser públicas. Se forem aprovadas as emendas, os votos dos parlamentares também podem passar a ser abertos em casos de indicações de autoridades e eleições das mesas diretoras da Câmara e do Senado.
Por se tratar de PEC, para os destaques serem aprovados eles precisam de 49 votos favoráveis. Nos casos de vetos e autoridades há bastante polêmica e o plenário se manifesta até o momento de maneira dividida, com alguns senadores considerando que será prejudicial para a independência do Legislativo o fim do sigilo nas votações de indicações presidenciais. Esses também defendem emendas que estipulem o voto secreto também para vetos presidenciais. A votação continua e deve se encerrar ainda hoje.
Fonte - Agência Brasil  26/11/2103

quarta-feira, 16 de outubro de 2013

Senado aprova MP do Mais Médicos

Saúde

Fernando Stankuns/Creative Commons
O texto aprovado também permite que aposentados participem do Mais Médicos, o que não estava previsto na proposta original do governo

Mariana Jungmann 
Agência Brasil
Brasília - O plenário do Senado aprovou hoje (16) o Projeto de Lei de Conversão 26/2013, que trata da Medida Provisória que criou o Programa Mais Médicos, do governo federal. Os senadores mantiveram a mesma versão aprovada pela Câmara dos Deputados. Agora, o texto segue para sanção da presidenta Dilma Rousseff.
Pelo texto, caberá ao Ministério da Saúde emitir o registro provisório para que médicos estrangeiros possam trabalhar no Mais Médicos, deixando de ser uma atribuição dos conselhos regionais de Medicina. A mudança ocorreu por causa de uma emenda incluída pelo relator da comissão especial mista que analisou o projeto de lei de conversão, deputado Rogério Carvalho (PT-SE), depois de o governo argumentar que havia demora por parte dos conselhos em liberar os registros. Conforme balanço divulgado pelo Ministério da Saúde, 237 profissionais com diploma estrangeiro ainda aguardam o registro para começar a trabalhar.
O texto prevê que o médico estrangeiro será obrigado a revalidar o diploma, caso queira continuar trabalhando no país além dos três anos de atuação previstos no programa. Antes, não havia essa exigência. Durante três anos, os estrangeiros podem atuar somente nas atividades do Mais Médicos.
O texto aprovado também permite que aposentados participem do Mais Médicos, o que não estava previsto na proposta original do governo.
O Programa Mais Médicos foi criado pelo governo federal com o intuito de levar médicos para áreas de difícil fixação desses profissionais, como regiões isoladas, do interior e periferias de grandes cidades. A criação do programa foi alvo de críticas das principais entidades médicas, que questionam a vinda de profissionais estrangeiros para o Brasil sem a necessidade de passar pela revalidação do diploma e a falta de estrutura física para o trabalho.
Todas as propostas de emendas apresentadas no plenário do Senado foram rejeitadas. Três emendas de redação foram aprovadas para melhorar o texto, mas elas não provocam a necessidade de retorno do projeto à Câmara. A presidenta Dilma Rousseff terá 15 dias para sancionar integral ou parcialmente o texto.
Fonte - EBC  16/10/2013

Projeto transfere custos com transporte de empregado para empregador

Transportes


A Comissão de Assuntos Sociais do Senado aprovou, em caráter terminativo, texto prevendo que as despesas com transporte de empregados são do empregador, desonerando assim o trabalhador dos custos com vale-transporte. O projeto será analisado pelos deputados


Carolina Gonçalves
Repórter da Agência Brasil

Brasília – A Comissão de Assuntos Sociais (CAS) do Senado aprovou há pouco, em caráter terminativo, texto prevendo que as despesas com transporte de empregados são do empregador, desonerando assim o trabalhador dos custos com vale-transporte.
Pelos cálculos e avaliação do autor do Projeto de Lei (PL) 242/2013, senador Fernando Collor (PTB-AL), o impacto da medida no orçamento das empresas é “desprezível”. O projeto ainda precisa ser analisado pelos deputados.
O relator da matéria, senador Paulo Paim (PT-RS) lembrou que, pela lei, o vale-transporte é uma antecipação feita pelo empregador do valor gasto com transporte pelo empregado, para que se desloque de sua residência ao local de trabalho e retorne para casa. O benefício inclui o sistema de transporte coletivo público, urbano, intermunicipal e interestadual.
Pelas regras atuais, o empregador arca com uma ajuda de custo equivalente ao valor que ultrapassar os 6% do salário do empregado. Por esse critério, um trabalhador que recebe salário mínimo (R$ 678) e gasta R$ 88 com transporte (22 passagens de ida e 22 de volta, a R$ 2), tem desconto de R$ 40,68 do salário e recebe do empregador R$ 47,32.

Convencido pelo autor da proposta, o senador Paim defendeu que a transferência dos custos totais do benefício para o empregador “fará grande diferença no orçamento dos empregados e não causará tanto impacto nos custos das empresas”.
Segundo ele, além do impacto ser pequeno, esse tipo de despesa ainda pode ser abatido da receita da empresa, “para fins de apuração de seu lucro tributável, portanto, prejuízo não haverá para a classe produtiva”, concluiu.
Qualquer trabalhador tem, por lei, direito ao vale-transporte para o deslocamento residência-trabalho-residência, mas o gasto não é contabilizado como salário, nem considerado para cálculos de outros recursos, como o do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). O valor também não se configura como rendimento tributável.
Fonte - Agência Brasil  16/10/2013

sexta-feira, 4 de outubro de 2013

Metrô de Fortaleza terá empréstimo de 1 bi

Metrô

AL aprova empréstimo de R$ 1 bi para o metrô

Obras da linha leste
Além das matérias de interesse do Governo, os deputados aprovaram uma nova emenda à Constituição do Estado
A Assembleia Legislativa do Ceará aprovou, durante sessão ordinária, ontem, o Projeto de Lei que dispõe sobre a autorização para o Governo do Estado contratar uma operação de crédito interno no valor de R$ 1 bilhão, junto ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico Social (BNDES) ou Caixa Econômica Federal (CEF).
Outras quatro mensagens do Poder Executivo foram aprovadas, além de quatro projetos de deputados estaduais e uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) definindo o número de procuradores junto ao Tribunal de Contas do Estado (TCE).
O contrato de empréstimo do valor de R$ 1 bilhão, segundo a justificativa do Governo, visa a implantação da Linha Leste do Metrô de Fortaleza, projeto enquadrado no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) 2, no chamado Mobilidade Grandes Cidades.
O Projeto de implantação da Linha Leste do Metrofor prevê, segundo a matéria, um sistema metroviário de alta capacidade, com extensão de 12,4 mil metros quadrados, aquisição de 20 trens urbanos elétricos (TUE´s), 13 estações, sendo 12 subterrâneas e uma em superfície.
"O objetivo deste projeto é possibilitar a ligação do Centro da cidade de Fortaleza e, por meio da integração intermodal, das cidades de Pacatuba, Maracanaú e Caucaia, à região da Avenida Santos Dumont, onde se encontram os principais polos comerciais e financeiros de Fortaleza, além de escolas e universidades, e à região da Avenida Washington Soares, que apresenta maior índice de crescimento da cidade", justifica a mensagem.
Depois de concluída, a Linha Leste, o Metrofor deverá transportar cerca de 400 mil pessoas por dia em 2020, chegando a 650 mil em 2050, com integração plena entre todas as linhas metroviárias planejadas e em execução....
Fonte - Diário do Nordeste  04/10/2013

quarta-feira, 18 de setembro de 2013

CCJ do Senado aprova fim do voto secreto no Congresso

Política

Carolina Gonçalves
Repórter da Agência Brasil


Brasília - Os senadores da Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) aprovaram há pouco o fim do voto secreto em qualquer deliberação do Congresso. Os parlamentares rejeitaram, na reunião de hoje (18), o novo relatório do senador Sérgio Souza (PMDB-PR), que previa o voto aberto apenas para os processos de cassação de mandatos de parlamentares.
Depois de receber diversas críticas dos parlamentares que defendem a votação aberta irrestrita, Souza retomou o primeiro parecer que mantinha o texto aprovado na Câmara, estabelecendo voto aberto para qualquer decisão do Congresso. Agora, o voto aberto nas deliberações legislativas vai ser discutido em plenário.
A discussão do tema ocorre há mais de cinco anos no Congresso. Outra proposta que a CCJ já havia aprovado há quase seis anos, de autoria do senador Paulo Paim (PT-RS), também prevê o voto aberto em qualquer situação. O texto está em fase mais avançada de debate para ser votado.
O senador Alvaro Dias (PSDB-PR) lembrou que outro projeto apresentado por ele, prevendo o fim do voto secreto nos processos de cassação de mandatos, aprovado no Senado, depende agora da decisão da Câmara. Dias afirmou que o presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), garantiu que vai adotar as providências para acelerar a votação da proposta na Casa. A expectativa é que o relatório seja apresentado hoje (18) favorável ao voto aberto nos processos de cassação de mandato de parlamentares.
Fonte - Agência Brasil  18/09/2013