UMA GRANDE NAÇÃO SE CONSTROI COM EDUCAÇÃO, CIDADANIA E SOBERANIA

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domingo, 24 de julho de 2022

URNA ELETRÔNICA BRASILEIRA É SEGURA

 Cidadania 👪

As Urnas Eletrônicas do sistema eleitoral brasileiro são "SEGURAS E CONFIÁVEIS", garantido assim  eleições justas, limpas e sem fraudes. A Urna Eletrônica brasileira é um importante instrumento garantidor da nossa DEMOCRACIA. Nós confiamos, e todos devem confiar. Chega de "negacionismo", as urnas eletrônicas não podem ser alvo de constantes ataques mentirosos e sem fundamentos.




Cidadania não é só um "estado de direito", é também um "estado de espírito"

Luis Prego Brasileiro


sexta-feira, 14 de fevereiro de 2020

Estação Campo da Pólvora do Metrô de Salvador recebe exposição que alerta sobre o alcoolismo

Ação & Cidadania  🚇

A mostra traz depoimentos de apoiadores da causa como estímulo à busca de ajuda. Na ocasião, voluntários da entidade vão explicar sobre o programa de recuperação praticado pelos seus membros que, se praticado como modo de vida, um dia de cada vez proporciona uma vida longa, sóbria e com um novo jeito de caminhar.

Da Redação
Divulgação/CCR Metrô Bahia
De 18 de fevereiro a 3 de março, a Estação Campo da Pólvora de Metrô vai receber a Exposição de Alcoólicos Anônimos que visa alertar a sociedade para as consequências do alcoolismo na vida das pessoas. A mostra traz depoimentos de apoiadores da causa como estímulo à busca de ajuda. Na ocasião, voluntários da entidade vão explicar sobre o programa de recuperação praticado pelos seus membros que, se praticado como modo de vida, um dia de cada vez proporciona uma vida longa, sóbria e com um novo jeito de caminhar.
O próximo dia 18 é marcado pelo Dia de Combate ao Alcoolismo, classificado como doença pela Organização Mundial de Saúde (OMS). De acordo com o psicólogo Marcos Maia, o alcoolismo é uma doença progressiva, incurável, fatal e espiritual. “Por isso, decidi complementar as intervenções terapêuticas com os 12 passos, que tem salvado a vida de milhares de alcoólatras e mantendo-os sóbrios. O apoio psicológico é imprescindível nesse processo de recuperação para promover a reintegração do alcoólatra com a sociedade, família, trabalho e etc”, enfatiza o psicólogo Marcos Maia.
O membro do AA, J. C. (sigla para preservar o anonimato), explica o papel da entidade. “Os Alcóolicos Anônimos não combatem o alcoolismo, esse papel é da sociedade, medicina e familiares. O A.A. se propõe a ajudar aquele que está disposto a alcançar a sobriedade atuando na conscientização e elucidando que trata-se de uma doença que pode levar ao óbito”, destaca. O Alcoólicos Anônimos é uma entidade sem fins lucrativos, destinada a reunir homens e mulheres que compartilham entre si suas experiências, a fim de resolver seu problema comum e ajudar outros a se recuperarem do alcoolismo. A ação integra o projeto Vem pra Cá, que promove eventos durante todo o ano levando baianidade com conscientização para as estações de metrô da cidade.
Com informações da CCR Metrô Bahia  14/02/2020

quarta-feira, 29 de janeiro de 2020

ANPTrilhos lança campanha contra o abuso sexual

Transportes sobre trilhos/Cidadania  🚄  🚇

A campanha será veiculada pelos Associados da ANPTrilhos nos seus canais de comunicação, nas estações e trens, no site e redes sociais. Os personagens da campanha são funcionários dos sistemas metroferroviários que trabalham diariamente no atendimento aos passageiros. Eles participaram da ação voluntariamente.

Da ANPTrilhos
Divulgação/ANPTrilhos
A Associação Nacional dos Transportadores de Passageiros sobre Trilhos (ANPTrilhos) lança a campanha nacional de comunicação para o combate ao abuso sexual nos sistemas de metrô, trem, Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), monotrilho e aeromóvel. A iniciativa tem como objetivo alertar que o abuso sexual é crime; mostrar que o segmento está atento e monitorando todo o sistema; estimular a participação social no combate ao abuso sexual; e incentivar as denúncias para que se possa buscar a aplicabilidade da lei.
A campanha será veiculada pelos Associados da ANPTrilhos nos seus canais de comunicação, nas estações e trens, no site e redes sociais. Transportando cerca de 11 milhões de pessoas por dia, os operadores metroferroviários realizam, com frequência, ações e campanhas de orientação aos passageiros. Com a proximidade de grandes eventos, como o carnaval, as ações são intensificadas e a divulgação dos canais de denúncia é reforçada.
“Os operadores metroferroviários trabalham diariamente buscando a segurança e o melhor atendimento aos passageiros. Repudiamos qualquer tipo de violência e essa campanha visa unir todos os usuários na luta contra o abuso sexual. É importante que as pessoas não se calem e ajudem a combater a ação dos agressores. Promover o combate ao abuso sexual é um dever de todos”, destaca Roberta Marchesi, Diretora Executiva da ANPTrilhos.
Os personagens da campanha são funcionários dos sistemas metroferroviários que trabalham diariamente no atendimento aos passageiros. Eles participaram da ação voluntariamente.
O abuso sexual é crime. Desde 2018, com a promulgação da Lei nº 13.718, a importunação sexual passou a ser passível de reclusão de 1 a 5 anos. O artigo 2 da lei explica que importunação sexual é “praticar contra alguém e sem a sua anuência ato libidinoso com o objetivo de satisfazer a própria lascívia ou a de terceiro”.
Com informações da ANPTrilhos  29/01/2020

quarta-feira, 29 de agosto de 2018

Estação Campo da Pólvora de Metrô de Salvador sedia curso de formação de professores

Cidadania  🚇  👪

A iniciativa tem o objetivo de oferecer conhecimentos básicos das técnicas de Orientação e Mobilidade (OM) e ajudar na conquista da autonomia em áreas que possibilitam a inclusão social, como as dependências do Sistema Metroviário de Salvador e Lauro de Freitas. 

Da Redação
Divulgação/CCR 
A inclusão pede passagem. Nesta quinta-feira (30), a infraestrutura moderna e acessível do metrô baiano será o cenário para Curso de Formação de Professores com foco em Orientação e Mobilidade de Pessoas com Deficiência Visual. Realizado pelo Centro de Apoio Pedagógico ao Deficiente Visual (CAP), vinculado à Secretaria de Educação do Estado, a capacitação acontecerá na Estação Campo da Pólvora de Metrô com a participação de 25 professores e coordenadores pedagógicos da rede pública de ensino estadual e municipal, da capital e do interior do estado. O treinamento contará com simulados de condução de pessoas com deficiência visual em escadas rolantes sob a orientação de dois professores formadores do CAP. A iniciativa tem o objetivo de oferecer conhecimentos básicos das técnicas de Orientação e Mobilidade (OM) e ajudar na conquista da autonomia em áreas que possibilitam a inclusão social, como as dependências do Sistema Metroviário de Salvador e Lauro de Freitas.
Uma cidade inclusiva é estruturalmente projetada para garantir os direitos de todos os cidadãos. A inclusão social perpassa pelo atendimento das necessidades de qualquer pessoa em áreas como educação, saúde e mobilidade urbana, por exemplo. Nesse último quesito, as ações são essenciais para dar autonomia no deslocamento, sobretudo, de pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida. Exemplos de espaços públicos que oferecem condições de igualdade a essas pessoas, visando a sua inclusão social, são os espaços do metrô. São banheiros exclusivos e adaptados, piso tátil, sinalização em braile nos corrimãos das escadas fixas e rampas de acesso às passarelas, estações de metrô e terminais de ônibus construídos com o objetivo de garantir o direito de ir e vir e atender integralmente às necessidades de PCDs. Todos os equipamentos seguem normas de segurança e acessibilidade. As rampas de acesso às passarelas, por exemplo, foram implantadas com inclinação estabelecida e dimensões projetadas para dar autonomia às pessoas com mobilidade reduzida e outras necessidades durante o deslocamento, o que justifica a extensão de cada equipamento. Em respeito à acessibilidade, a CCR Metrô Bahia também possui equipe de Agentes de Atendimento e Segurança (AASs) preparados para auxiliar os usuários, sempre que necessário. É a mobilidade urbana a favor da inclusão de todos.

Serviço:
O quê: Curso de Formação para Professores com foco em Orientação e Mobilidade de Pessoas com Deficiência Visual
Quando: 30 de agosto, de 9h às 12h
Onde: Estação Campo da Pólvora de Metrô
Centro de Apoio Pedagógico ao Deficiente Visual – CAP – Telefone: 3321-3014 / 3322-4133
Com informações da CCR Metrô Bahia  29/08/2018

domingo, 22 de abril de 2018

Um ato de cidadania em defesa da cidade de Salvador

Cidadania   👪 👫

Diversas entidade e Movimentos Sociais entre eles o Salvador Sobre trilhos e o Grupo ambientalista Gambá,juntamente com a sociedade civil,promoveram e participaram de uma manifestação em defesa do Meio Ambiente dos Rios Urbanos da cidade e contra o projeto do BRT Lapa/Lip que ira desmatar o canteiro central da Av.Jurci Magalhes Jr e Av,ACM.O projeto da prefeitura de Salvador lesivo aos interesses da cidade e da sua população,irá causar graves feridas ao Tecido Urbano da cidade e a paisagem urbana existente,com a construção de 11 elevados e viadutos não só para o sistema BRT mais também para o transito de carros (transporte individual) numa alternativa que contraria a nova tendência e os novos conceitos Urbanísticos e de Mobilidade que hoje já estão sendo postos em prática em varias cidades do mundo.






foto - Juliana Ferreira

quarta-feira, 18 de abril de 2018

VAMOS TODOS SALVAR SALVADOR

CIDADANIA  👪 👫 💑

Movimento em defesa da cidade de Salvador,por uma cidade mais amigável feita para pessoas,vamos todos participar,domingo 22/04/2018 a partir das 9:00h

Salvador Sobre Trilhos
BRT de Salvador Um telhado sem casa
Pense no futuro da nossa cidade e no futuro das próximas gerações que nela viverão.Qual o futuro que VOCÊ quer para todos?....Uma cidade CINZA coberta por elevados e viadutos?...uma cidade acinzentada,quente,poluída onde mal se poderá respirar?....Uma cidade constantemente alagada nos dias chuvosos com solo impermeável e rios rurbanos tamponados ou encapsulado?....Uma cidade sobre o domínio hegemônico dos carros?....Uma cidade que tenha um sistema de transportes poluente e antiquado que degrada o tecido urbano da cidade?......Ou você deseja um lugar que seja planejado e considerado como uma "Cidade para Pessoas"?  - Se você deseja uma cidade amigável,com projetos urbanos inteligentes que tornem o seu futuro mais promissor, venha participar desse encontro em defesa da nossa cidade e da CIDADANIA.
Dia 22/04/2018 no próximo domingo na Av. Juraci Magalhães Jr em Salvador a partir das 9:00h
Venha traga seus amigos e sua família,participe,a sua presença será muito importante  para a cidade e todos nos.
Lembre-se: Cidadania não é só um estado de direito,é também um estado de espirito
Salvador Sobre Trilhos apoio Pregopontocom



terça-feira, 26 de dezembro de 2017

CBTU Recife lança Campanha Metrô Sem Lixo

Transportes sobre trilhos  🚇

Composta por diversas ações, a iniciativa tem por objetivo conscientizar os usuários para sanar o problema do lixo jogado nas estações e via. Oficinas de reciclagem, lixeiras coloridas para coleta seletiva, atividades de conscientização ambiental e máquinas inovadoras que recolhem garrafas pets e latas de alumínio e retribuem quem depositou com dinheiro, fazem parte da campanha. A Estação Recife foi escolhida como piloto da iniciativa, que deverá ser ampliada para todo o sistema.

CBTU
divulgação/CBTU
Nesta quarta, 20, na Estação Recife, teve início a campanha “Metrô Sem Lixo”. Composta por diversas ações, a iniciativa tem por objetivo conscientizar os usuários para sanar o problema do lixo jogado nas estações e via. Oficinas de reciclagem, lixeiras coloridas para coleta seletiva, atividades de conscientização ambiental e máquinas inovadoras que recolhem garrafas pets e latas de alumínio e retribuem quem depositou com dinheiro, fazem parte da campanha. A Estação Recife foi escolhida como piloto da iniciativa, que deverá ser ampliada para todo o sistema.
“Essa é uma ação que foi feita de forma multidisciplinar, envolvendo várias áreas da Companhia. O objetivo é termos uma ação permanente, que contará com a colaboração do usuário para resolver esse problema”, afirma o Superintendente da CBTU Recife, Leonardo Villar. “Nós planejamos muito as ações, para que não sejam ações pontuais, mas sim ações duradouras, que pudessem, principalmente, tirar esse lixo da via. Os resíduos incomodam visualmente, trazem animais pra via, prejudicam o funcionamento do sistema. Essa ação é pensada não só ambientalmente, o ganho ambiental é muito importante, mas o ganho social e para a imagem do Metrô são muito visíveis e fortes”, comenta Juliano Montaño, engenheiro ambiental da CBTU.
Na estação, foram instaladas duas máquinas de reciclagem que dão dinheiro a usuário como recompensa – duas na Estação Recife e duas em Joana Bezerra. Chamada “Recicletool”, a tecnologia, desenvolvida pelos pernambucanos Thiago Dantas e Severino Barros, é de fácil utilização. As latas de alumínio e garrafas pets valem 5 e 2 centavos cada uma respectivamente. Ao completar o valor de sete reais, o usuário pode pedir para que o dinheiro seja transferido para uma conta corrente. Além disso, os passageiros irão se deparar com 15 trios de coletores coloridos, feitos de tonéis de óleo utilizados nas oficinas, para que possa ser feita a coleta seletiva. Os resíduos coletados serão destinados a reciclagem.
De forma lúdica, a chamada “Ecoblitz” interagiu com os passageiros dando prêmios aos que responderam corretamente perguntas sobre reciclagem. A equipe da Ecoblitz foi formada por voluntários estudantes de gestão ambiental do IFPE e pelo empregado da CBTU, Clênio Tomás de Aquino. “Nós estamos fazendo essa atividade para que o usuário tenha consciência de onde ele deve destinar o lixo. A palavra do momento é sustentabilidade. O crescimento e o desenvolvimento ninguém segura mais, mas é importante que ocorram de forma sustentável”, explica Clênio. Os usuários puderam, também, participar de oficina de reciclagem ministrada pela artista Ziza Pantoja.
Fonte - CBTU  26/12/2017

quarta-feira, 13 de dezembro de 2017

Respeita as Minas: Ação no metrô de Salvador destaca combate ao assédio no transporte público

Cidadania  ✋

A ação teve início na Estação Rodoviária, com a entrega de adesivo Respeita as Mina, campanha de enfrentamento à violência contra as mulheres do Governo do Estado. De lá, o grupo – formado por secretárias e deputadas estaduais, delegadas e integrantes dos movimentos de mulheres – seguiu até a Estação Mussurunga. 

Da Redação
foto - ilustração/arquivo
Iniciativa inédita na Bahia, a ação “As Mina no Metrô” surpreendeu usuárias e usuários do Metrô de Salvador nesta quarta-feira (13). É que a Secretaria Estadual de Políticas para as Mulheres da Bahia (SPM-BA) promoveu uma ação de conscientização e combate ao assédio nos transportes coletivos, com a performance das atrizes do grupo Deslimites e das palhaças do Nariz de Cogumelo. A atividade contou com o apoio da CCR Metrô Bahia e Secretaria de Desenvolvimento Urbano (Sedur) por meio da Companhia de Transportes da Bahia (CTB).
A ação teve início na Estação Rodoviária, com a entrega de adesivo Respeita as Mina, campanha de enfrentamento à violência contra as mulheres do Governo do Estado. De lá, o grupo – formado por secretárias e deputadas estaduais, delegadas e integrantes dos movimentos de mulheres – seguiu até a Estação Mussurunga.
Durante o percurso, as bailarinas do Deslimites apresentaram parte do espetáculo ‘Há Violência no Silêncio?’, que retrata a dor vivida silenciosamente pelas mulheres, simbolizadas em expressões e experiências corporais. Quem estava no trem ficou impactado com a apresentação, que foi realizada também no retorno à Estação Rodoviária.
Para a titular da SPM-BA, Julieta Palmeira, a iniciativa atingiu seu objetivo. “Conseguimos impactar a população e chamar a atenção para a importância em combater a violência e o assédio nos transportes coletivos. As mulheres representam grande parte da população que utiliza o transporte coletivo e o registro de assédio é muito grande.” Segundo pesquisa do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, divulgada esse ano, 10,4% das mulheres - o equivalente a 5,2 milhões - já foram assediadas fisicamente no transporte público do País.
Presente no ato, a secretária de Desenvolvimento Urbano, Jusmari Oliveira, ressaltou a importância do respeito no transporte público. "Essa uma ação muito importante, porque ressalta a necessidade do respeito para nós mulheres. Esse metrô que melhora a vida dos baianos a cada dia é também um espaço onde a mulher deve se sentir a vontade e acima de tudo, respeitada, assim como em todos os lugares, mas especialmente no transporte público, essa campanha ressalta esse direito fundamental que é o do respeito ao outro", disse.
Ao retornar à Estação Rodoviária do Metrô, as atrizes do Deslimites realizaram outra performance para os transeuntes. Já as palhaças do Nariz de Cogumelo chamaram a atenção para o combate ao assédio nos transportes. Presente no ato, a delegada da DEAM de Brotas, Heleneci Souza, falou da surpresa em participar de um ato tão relevante. “Em todos esses anos de polícia e defesa das mulheres, nunca participei de um evento como esse. A SPM está de parabéns e que mais iniciativas como essa sejam realizadas”.
Integrante do Deslimites, Maju Passos, acredita que a ação foi necessária para que as pessoas falem sobre as mulheres que sofrem violência no transporte público. “Essa é uma ação que empodera as mulheres e nos faz agir na coletividade. Que bom que uma secretaria tenha realizado isso.” Alessandro Nunes, colaborador da CCR Metrô Bahia, salientou a importância da realização do ato. “Essa atividade, que também é voltada para a educação e conscientização dos homens, é algo necessário na sociedade. A CCR agradece por fazer parte dessa ação”. Vale salientar que não existe nenhum registro oficial de assédio no metrô de Salvador.
A iniciativa contou com a presença das secretárias estaduais do Trabalho, Emprego e Renda, Olívia Santana; de Promoção da Igualdade Racial, Fábya Reis; e de Desenvolvimento Urbano, Jusmari Oliveira, das deputadas estaduais Luísa Maia, Neusa Cadore, Maria Del Carmen e Fátima Nunes. Estiveram presentes, ainda, a delegada da DEAM de Periperi, Vânia Matos; da defensora pública Raíssa Louzado; Vivian Queiroz, da banda Didá; representantes da Secretaria de Educação e de Relações Institucionais, do Hospital da Mulher, Bahiagás, Comissão de Mulheres da OAB-BA, de centrais sindicais e movimentos estudantis e de mulheres.
Com informações da Sedur BA  13/12/2017

sábado, 9 de dezembro de 2017

ONG Ação da Cidadania lança documentário sobre a história da fome no Brasil

Direitos Humanos   🍞

É um trabalho que mostra o que aconteceu neste país. Tem cenas que são inacreditáveis. Das secas e das fomes do início do século passado. Eu inclusive chamo de holocausto brasileiro porque foram centenas de milhares de pessoas que morreram", disse Daniel de Souza, atual presidente da organização e um dos produtores associados do filme. Em sua visão, o documentário desmistifica a ideia de que a causa da fome é oculta, como se fosse uma vontade divina ou de forças da natureza. "Na verdade a causa é eminentemente do homem. É a sociedade que cria a fome. E o filme mostra isso", acrescenta.

Léo Rodrigues
Repórter da Agência Brasil

foto - ilustração/arquivo
A organização não-governamental (ONG) Ação da Cidadania exibiu hoje (9) pela primeira vez o documentário Histórias da Fome no Brasil, dirigido por Camilo Tavares. A pré-estreia do filme ocorreu no Cine Odeon, no centro do Rio de Janeiro, em sessão com entrada franca mediante doação de alimento não perecível.
"É um trabalho que mostra o que aconteceu neste país. Tem cenas que são inacreditáveis. Das secas e das fomes do início do século passado. Eu inclusive chamo de holocausto brasileiro porque foram centenas de milhares de pessoas que morreram", disse Daniel de Souza, atual presidente da organização e um dos produtores associados do filme. Em sua visão, o documentário desmistifica a ideia de que a causa da fome é oculta, como se fosse uma vontade divina ou de forças da natureza. "Na verdade a causa é eminentemente do homem. É a sociedade que cria a fome. E o filme mostra isso", acrescenta.
Daniel de Souza é filho do sociólogo e ativista dos direitos humanos Herbert de Souza, popularmente conhecido como Betinho, fundador da Ação da Cidadania. A organização foi criada em 1993 com o objetivo de formar uma rede de mobilização nacional para ajudar 32 milhões de brasileiros que, segundo dados do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), estavam abaixo da linha da pobreza naquela época.
A ideia do documentário surgiu em 2014, quando a Organização das Nações Unidas (ONU) anunciou que o Brasil havia deixado do Mapa da Fome, levantamento que mostra onde vivem os milhões de pessoas que ainda passam fome no mundo.
"O filme mostra que quando você tem 12 ou 14 anos de vontade política, e isso independente de partido ou de quem trabalha para isso, é possível superar o problema. Quer dizer, uma situação de séculos se resolve em pouco mais de uma década com um conjunto de políticas públicas adequadas. Agora estamos em uma crise política e econômica que piora muita a situação principalmente da camada mais pobre e é real a possibilidade de retornarmos para o Mapa da Fome. Então no meio do processo de produção, o documentário foi reeditado na sua parte final justamente para mostrar os riscos", explica Daniel.
Segundo a produtora Luciana Boal Marinho, o filme trabalha com um vasto material de arquivo, o que demandou muito trabalho de pesquisa e de obtenção dos direitos de imagem. Ela conta que a versão exibida na pré-estreia tem 70 minutos, mas há também versões de 50 e de 20 minutos.
"Era um filme de comemoração que virou um filme de alerta. Essa crise pega de cara as pessoas mais fragilizadas. E a ideia é usá-lo para debater a fome e promover mobilização. Haverá agora diversas sessões organizadas pelos comitês do Ação da Cidadania nos estados. E vamos levar também para escolas, universidades e comunidades sem acesso ao cinema. Daí a estratégia de termos versões com diferentes durações", explicou Luciana.
A preocupação com a segurança alimentar no Brasil levou a Ação da Cidadania a relançar este ano a campanha Natal Sem Fome, que não era realizada desde 2007. Até o dia 16 de dezembro, a população poderá doar alimentos não perecíveis por meio da página oficial da campanha ou em postos de arrecadação distribuídos em 18 estados e no Distrito Federal.
De acordo com um balanço parcial, a meta de arrecadar 500 toneladas deve ser alcançada. O objetivo da organização é contribuir para que o país não volte a enfrentar os problemas do passado. Dados de um estudo divulgado em setembro pela ONU mostraram que, depois de uma década de queda, a fome aumentou no mundo de 2015 para 2016 e alcançou 815 milhões de pessoas, o que representa 11% da população mundial.
Fonte - Agência Brasil  09/12/2017

sexta-feira, 24 de novembro de 2017

Gov. do Maranhão lança programas e editais de mais de R$ 2 milhões para negros e quilombolas

Direitos humanos  👐

O governador Flávio Dino esteve com representantes de entidades da sociedade civil e lançou programas de afirmação ao povo negro e valorização da cultura negra. São editais de mais de R$ 2 milhões e um programa de atendimento integral à saúde.A primeira iniciativa tratada na solenidade foi a assinatura do edital de Inclusão Produtiva Quilombola

Da Redação 
foto -  Handson Chagas/Secap - MA
Um ato público realizado nesta quinta-feira (23) na Casa do Maranhão marcou as comemorações pelo Dia da Consciência Negra e foi mais uma da série de atividades promovidas pelo Governo do Estado em alusão ao dia 20 de novembro.
O governador Flávio Dino esteve com representantes de entidades da sociedade civil e lançou programas de afirmação ao povo negro e valorização da cultura negra. São editais de mais de R$ 2 milhões e um programa de atendimento integral à saúde.
“Mais um ano de lutas com ações e conquistas políticas que demonstram que nós temos muito respeito não apenas com palavras, mas um respeito concreto, e, por isso, estamos avançando muito no nosso Governo”, disse o governador, citando como exemplo a implantação das cotas raciais em concursos públicos no primeiro ano de sua gestão.
A primeira iniciativa tratada na solenidade foi a assinatura do edital de Inclusão Produtiva Quilombola, fruto da parceria entre a Fundação de Amparo à Pesquisa do Maranhão (Fapema) e a Secretaria de Igualdade Racial (Seir), que vai destinar R$ 550 mil para pesquisas voltadas ao desenvolvimento produtivo de comunidades quilombolas do Estado.
Em outra frente, o edital de Seleção de Organizações da Sociedade Civil vai aplicar R$ 1,5 milhão em projetos selecionados por meio de chamada pública que se proponham desenvolver atividades econômicas urbanas que valorizem a cultura afro-brasileira.

Combate ao Racismo
Nas escolas estaduais será iniciada uma campanha sistemática de combate ao racismo, em convênio firmado na solenidade entre as Secretarias de Igualdade Racial (Seir) e de Educação (Seduc).

Saúde integral
O governador também assinou decreto que institui uma das principais reivindicações das comunidades: a Política Estadual de Saúde Integral da População Negra. De acordo com o secretário da Seir, Gerson Pinheiro, a política foi construída a partir de diálogo com profissionais e gestores de saúde e assistência social, lideranças religiosas, quilombolas e do movimento negro, além de conselheiros estaduais da Igualdade Racial e da Saúde, intermediados por técnicos e assessores do Governo do Estado.
“Nós viemos de um estado que não tinha políticas públicas para a população como um todo, especialmente para a população negra. Viemos de 500 comunidades quilombolas reconhecidas e hoje já estamos como 602, estamos levando água para essas comunidades, levando o Maranhão Quilombola, campanhas voltadas para comunidades de matriz africana, ações afirmativas, construção de praças, espaços”, disse Gerson.
“Muita política foi feita, mas o principal é que este Governo está ouvindo o povo negro e a partir disso é que estamos implementando as ações”, completou.

Visibilidade
Por meio da Secretaria de Desenvolvimento Social (Sedes), o Governo do Maranhão também lançou na solenidade a Campanha de Autoidentificação dos Povos Tradicionais, que vai incentivar e promover o cadastramento adequado em plataformas de assistência social, a exemplo do Cadastro Único, para povos quilombolas, indígenas, ciganos, comunidades ribeirinhas, entre outros.
“O objetivo é assegurar direitos como a garantia de dignidade étnica, o que faz com que essas famílias sejam mais visíveis e que possam ser alvo de ações e políticas públicas que visam melhoria das suas condições de vida”, informou o titular da Sedes, Neto Evangelista.
O babalorixá Pai Airton Gouveia ressaltou a o reconhecimento das comunidades. “Essa é uma oportunidade ímpar que nós estamos tendo, tanto o nosso povo de matriz africana como os quilombolas. Nós estamos sendo reconhecidos em nossos trabalhos”.
“Antigamente você chegava nos quilombos e não era reconhecido, nosso povo de terreiro não era reconhecido. Hoje todas essas ações são uma grande conquista”, afirmou Pai Airton.
Com informações da Secap (Gov.Maranhão)  24/11/2017

terça-feira, 1 de agosto de 2017

Debate sobre a mulher negra no mercado de trabalho encerra a campanha Julho das Pretas

Igualdade   👐

O debate “Mulher Negra no Mundo do Trabalho e nos Espaços de Poder” marcou o último dia de atividades do Julho das Pretas, ação em homenagem ao Dia da Mulher Negra Afro –Latino - Americana e Caribenha, comemorado em 25 de julho. O evento foi realizado nesta segunda-feira (31), no auditório do Ministério Público (MPBA), no Centro Administrativo da Bahia (CAB) e contou com a participação de mulheres que conseguiram romper a barreira do preconceito

Da Redação
foto - Paula Fróes/GOVBA
As dificuldades encontradas pelas mulheres negras no mercado de trabalho podem se manifestar nos detalhes. “Foi uma entrevista que eu fiz para trabalhar na área financeira, quando estava fazendo a graduação e, quando eu estava sendo questionada sobre as minhas habilidades, veio uma pergunta a respeito do meu cabelo”, contou a contabilista Ana Paula Ferreira.
Ana Paula usava tranças compridas, no estilo afro e, se sentiu incomodada, pois as tranças não tinham nenhuma relação com a sua competência profissional. Hoje ela vê o cenário se modificando em relação a aceitação do cabelo afro. “É bastante gratificante quando a gente vê mulheres negras, com seu visual ‘black power’ sendo aceito. Poucas, mas eu vejo mais do que naquela época”, acrescentou.
O debate “Mulher Negra no Mundo do Trabalho e nos Espaços de Poder” marcou o último dia de atividades do Julho das Pretas, ação em homenagem ao Dia da Mulher Negra Afro –Latino - Americana e Caribenha, comemorado em 25 de julho. O evento foi realizado nesta segunda-feira (31), no auditório do Ministério Público (MPBA), no Centro Administrativo da Bahia (CAB) e contou com a participação de mulheres que conseguiram romper a barreira do preconceito. Dentre elas, a secretária do Trabalho, Emprego, Renda e Esporte (Setre), Olívia Santana.
“Temos avanços importantes no que diz respeito à conscientização das mulheres negras. Hoje existe uma onda forte feminista no Brasil marcadamente negra. A gente pode dizer que a quarta onda feminista é feita principalmente por mulheres negras. Entretanto, nós ainda temos uma sub-representação. Por isso que nós estamos fazendo este debate”, declarou a secretária, que também falou da sua própria trajetória. “Fui vereadora por 10 anos, hoje estou secretária da Setre e esta é primeira vez que esta pasta é ocupada por uma mulher negra em 50 anos de existência. A nossa responsabilidade é grande no sentido de dar o salto que pode impulsionar essa agenda”, completou a secretária.
Para ampliar a discussão sobre o tema e inspirar o público presente, o debate trouxe como convidadas mulheres negras que conseguiram superar as limitações impostas pela sociedade e hoje exercem funções de destaque. Doutora em psicologia social e atual secretária de Cultura do Rio de Janeiro (RJ), Nilcemar Nogueira. “Nós temos uma trajetória que serve de exemplo para encorajar outras mulheres a ousarem”, disse a secretária, que também é sambista e neta do cantor e compositor Cartola.
A jornalista Flávia Oliveira, trabalha na cobertura de economia e também deu sua contribuição. “Sem dúvida para qualquer mulher negra não é fácil, sobretudo a mobilidade social em profissões de nível superior. O Brasil se acostumou a ver mulheres negras em funções, posições e rendas mais baixas e subalternas. O que queria trazer para a reflexão das mulheres negras da Bahia é a aspiração de ocupar novos espaços’, disse a jornalista.
Apesar dos avanços, as mulheres negras são as mais vulneráveis. De acordo com análise do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos, (Dieese), elas exercem ocupações com menor proteção social, sem carteira assinada, no emprego doméstico ou como terceirizadas, em geral no setor de limpeza. “Infelizmente quando se trata de mercado de trabalho e atribuições mais qualificadas, as mulheres negras ainda estão muito pouco representadas. Quando a gente vê as taxas de desemprego, os empregos mais precários, a gente sempre vê a mulher negra super representada”, explicou a superintendente técnica do Dieese, Ana Georgina Dias.
Para a juíza federal, Adriana Cruz, a legislação vigente precisa ser aplicada com mais rigor. “Nós temos uma legislação antirracismo que deveria proteger essa mulheres. Eu acho que o problema no Brasil hoje não é, necessariamente, de ausência de legislação, mas de efetividade nessa legislação. Nós temos um déficit democrático em termos de aplicação, precisamos estabelecer discussões profundas no âmbito do judiciário, do Ministério Público, das defensorias. Uma sensibilização para as questões específicas que dizem respeito a essa população”, afirmou a titular da 5ª Vara Criminal Federal do RJ.
A mesa de debate contou ainda com as participações das secretárias Julieta Palmeira e Fabya Reis, das Secretarias de Políticas para as Mulheres (SPM) e da Promoção da Igualdade racial (Sepromi), respectivamente. A procuradora geral de Justiça, Ediene Santos Lousada e procuradora Márcia Virgens também contribuíram com as discussões.
Com informações da Seco Ba. 31/07/2017

domingo, 30 de julho de 2017

Marcha das Mulheres Negras no Rio cobra acesso a políticas públicas de qualidade

Direitos Humanos  ✋

A mobilização foi para celebrar o Dia da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha, com data oficial em 25 de julho, e os dez anos da Lei 5071/2007, que instituiu a data no calendário oficial do estado do Rio de Janeiro. “A gente está aqui para fazer, pela terceira vez, denúncia contra o racismo e o sexismo, que colocam as mulheres negras na base da pirâmide do mercado de trabalho. A gente está aqui para mexer com esta pirâmide.

Cristina Indio do Brasil
Repórter da Agência Brasil

Tânia Rêgo/Agência Brasil
A Terceira Marcha das Mulheres Negras no Centro do Mundo, reuniu, hoje (30), na orla da Praia de Copacabana cerca de 5 mil pessoas, pelos cálculos dos organizadores. As ativistas defenderam os direitos das mulheres negras a maior acesso à educação de qualidade, à saúde, ao convívio em comunidade e à segurança. A Polícia Militar não informou o número de participantes.
A mobilização foi para celebrar o Dia da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha, com data oficial em 25 de julho, e os dez anos da Lei 5071/2007, que instituiu a data no calendário oficial do estado do Rio de Janeiro. “A gente está aqui para fazer, pela terceira vez, denúncia contra o racismo e o sexismo, que colocam as mulheres negras na base da pirâmide do mercado de trabalho. A gente está aqui para mexer com esta pirâmide. A gente está aqui para dizer ao capitalismo e ao machismo que as mulheres negras têm lugar nessa sociedade, historicamente, desde que o primeiro navio negreiro aportou aqui”, disse uma das organizadoras do evento, a psicóloga, professora e vice-presidente do Centro de Tradições Afro-Brasileiras (Cetrab), Dolores Lima.
Ainda na manifestação, alguns participantes fizeram declarações contrárias às reformas trabalhista e da Previdência, que, segundo Dolores, afetam diretamente as mulheres negras. A vice-presidente do Cetrab disse que, embora seja crescente o número de mulheres negras em mestrados e doutorados, permanece a diferença de remuneração delas no mercado de trabalho, em relação ao homem tanto negro quanto branco, e ainda na comparação com a mulher branca.
Ainda na área da educação, a psicóloga apontou que falta também, nas escolas, um preparo para o enfrentamento ao racismo. “É uma escola do século 19, professores do século 20 e alunos do século 21. Imagina isso reforçado pelo racismo, que coloca essas crianças fora desse sistema, porque não se enxergam e não se colocam ali dentro. Passam por um processo de discriminação, em que a própria instituição não prepara os profissionais para a discussão do racismo”, indicou.
Dolores destacou que, apesar de a data ter entrado no calendário oficial do Rio, isso ainda não se refletiu em políticas públicas. Deu como exemplo a saúde que, segundo ela, até agora, também não garante atendimento de melhor qualidade nas redes públicas, especialmente, nos momentos de parto. “Na verdade, há um racismo institucional que nesses espaços veda à mulher negra acessar um serviço de qualidade”.
A programação da marcha incluiu, no fim da caminhada, no bairro do Leme, uma feira de artesanato para divulgação de trabalhos realizados por mulheres negras. “É uma vitrine negra do que as mulheres fazem. É um espaço de sustentabilidade dessas mulheres”, contou.
Fonte - Agência Brasil  30/07/2017

segunda-feira, 24 de julho de 2017

Programa brasileiro de cisternas para o Semiárido criado em 2003 concorre a prêmio internacional

Programas Sociais  👪

Morador da Agrovila Nova Esperança, em Ouricuri (PE), Adão Jesus de Oliveira está rodeado, há quase uma década, pelos feitos alcançados com a instalação das estruturas de captação e armazenamento de água.Tudo começou em 2008, quando os moradores da região aderiram ao projeto piloto. Atualmente, eles dispõem de sete reservatórios grandes, cada um com capacidade para 52 mil litros.

Letycia Bond
Repórter da Agência Brasil
foto - ilustração
O programa governamental Cisternas, que garante o acesso da população rural do Semiárido à água é um dos seis projetos que concorrem este ano ao Prêmio Internacional de Política para o Futuro (Future Policy Award, em nome original). A World Future Council, em parceria com a Convenção das Nações Unidas de Combate à Desertificação e Mitigação dos Efeitos das Secas (UNCCD), deu destaque a 27 iniciativas oriundas de 18 países.
Apesar de estar na 10ª edição, é a primeira vez que a organização alemã aborda as políticas de subsistência em áreas de condições severas ocasionadas pela seca ou por inundações. O anúncio da classificação dos três primeiros lugares ocorrerá em 22 de agosto e será seguido pela solenidade de entrega dos prêmios, marcada para setembro, em Ordos, na China. A cerimônia integra a 13ª sessão da Conferência das Partes da UNCCD.
Morador da Agrovila Nova Esperança, em Ouricuri (PE), Adão Jesus de Oliveira está rodeado, há quase uma década, pelos feitos alcançados com a instalação das estruturas de captação e armazenamento de água. Com os equipamentos, Oliveira diz que é capaz de enfrentar o baixo volume pluviométrico até o fim do ano. “Temos as tecnologias de água de beber desde quando eu cheguei à comunidade. Antes, era muito difícil, para nós, conseguir água para consumo. Tínhamos que andar 6 quilômetros. Pegava fila de madrugada. Não dava para todo mundo”, lembra Oliveira.
Tudo começou em 2008, quando os moradores da região aderiram ao projeto piloto. Atualmente, eles dispõem de sete reservatórios grandes, cada um com capacidade para 52 mil litros.
foto - ilustração
A melhora na qualidade da água é claramente perceptível, diz Oliveira. Hoje, ele produz hortaliças e cria animais. “Foi muito importante, porque, desde lá, enfrentamos essa grande estiagem, mas nunca mais é água desconhecida. Sabemos a procedência. Não é todo ano que vem enchendo, mas é mais por causa da estiagem. Graças a Deus, estamos usando água da cisterna, beneficiando a comunidade.”
Segundo a Articulação Semiárido Brasileiro, a região semiárida ocupa 18,2% do território brasileiro, abrangendo um quinto dos municípios e 11,84% da população do país. Com o projeto Cisternas, o Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome promove a democratização do acesso à água a partir de duas linhas: a de consumo básico, para suprir as necessidades rotineiras, e a de produção, que permite o desenvolvimento da agricultura familiar.
Coexistem nos dois contextos os programas Um Milhão de Cisternas e Uma Terra e Duas Águas. Em seu âmbito, foram distribuídas cerca de 604 mil cisternas e 95 mil tecnologias, entre as de uso familiar e as de uso coletivo. Além disso, 4.726 cisternas foram erguidas em escolas.

Capacitação

O programa Uma Terra e Duas Águas inclui cursos que disseminam ensinamentos sobre manejo de animais, cuidados com a horta e uso de inseticidas naturais. As famílias recebem orientações, ainda, sobre a edificação dos diferentes modelos de reservatórios, que se dividem, conforme o diâmetro e dimensões, em barraginha, cisterna-enxurrada, bomba d’água popular, barragem subterrânea, cisterna-calçadão e tanque de pedra ou caldeirão.
A Asa ressalta que outras estratégias para a autonomia e a segurança alimentar e nutricional na região são os bancos de sementes, a estocagem de alimentos para os animais e a agrofloresta, aliada para a sustentabilidade ambiental. De acordo com a rede, é a partir do espírito de emancipação que agricultores-experimentadores se tornam agricultores-promotores.Fonte - Agência Brasil  24/07/2017

Nota Pregopontocom
Programa 1 Milhão de Cisternas (P1MC),foi "lançado pelo presidente Lula em 2003". O Programa surgiu da iniciativa da ONG Articulação do Semiárido (ASA) 

quinta-feira, 9 de março de 2017

Mulheres vão às ruas em São Paulo em dois grandes atos para marcar o 8 de março

Direitos Humanos  👧👩

Dois protestos partiram de locais diferentes, um da Praça da Sé e outro do Museu de Arte de São Paulo (Masp), mas se encontraram no centro da capital, reunindo cerca de 30 mil pessoas, segundo a organização. A Polícia Militar não indicou o número de participantes. Os protestos se posicionaram contra as propostas de reforma da Previdência (Proposta de Emenda à Constituição -PEC 287) e trabalhista, além da violência, o machismo e a favor da legalização do aborto.

Camila Maciel e Ludmilla Souza
Repórteres da Agência Brasil
Rovena Rosa/Agência Brasil
Mulheres foram às ruas de São Paulo nesta quarta-feira (8), Dia Internacional da Mulher, para celebrar e manifestar. Dois protestos partiram de locais diferentes, um da Praça da Sé e outro do Museu de Arte de São Paulo (Masp), mas se encontraram no centro da capital, reunindo cerca de 30 mil pessoas, segundo a organização. A Polícia Militar não indicou o número de participantes. Os protestos se posicionaram contra as propostas de reforma da Previdência e trabalhista, além da violência, o machismo e a favor da legalização do aborto.
“Além da questão da violência e da legalização do aborto, outra violência contra a classe trabalhadora é, em especial, a PEC [Proposta de Emenda à Constituição] 287 [que trata da Previdência]”, disse Juneia Batista, secretária nacional da Mulher Trabalhadora da Central Única dos Trabalhadores (CUT). Procurada pela Agência Brasil, a Secretaria Especial da Previdência Social do governo federal informou, por meio da assessoria de imprensa, que não iria se manifestar sobre os protestos.
O ato na Sé teve início após a Assembleia das Trabalhadoras Cutistas contra a Reforma da Previdência, que foi realizada em frente ao prédio do Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS), no Viaduto Santa Efigênia. No Masp, na Avenida Paulista, professores da rede estadual também fizeram assembleia antes de sair em caminhada. A atividade teve como propósito mobilizar professores para uma greve geral da educação anunciada para este mês.
A estudante Mariane Garcia, 20 anos, da União Paulista dos Estudantes Secundaristas (Upes), resolveu apoiar o ato dos professores no Masp. “Nós visamos a qualidade educacional neste dia das mulheres. As professoras precisam ser mais valorizadas”, avaliou. Eliane Vendranmetro, do Sindicato dos Especialistas da Educação de São Paulo, participou da concentração na Praça da Sé e, para ela, não há o que comemorar neste dia. “Estamos atravessando um período de muitas perdas com a reforma [da Previdência] e o prejuízo maior é das mulheres”, opinou.
O ato no Masp foi também convocado pelas redes sociais por coletivos feministas como parte de uma mobilização internacional chamada 8M. “Este é um movimento internacional de greve de mulheres, uma iniciativa que começou com as mulheres da Argentina, o [movimento] Nenhuma a Menos, e que se somou ao movimento nos Estados Unidos contra [o presidente Donald] Trump. Isso porque a violência é um problema mundial e que se soma a um problema social”, explicou Ana Pagu, do Movimento Mulheres em Luta, uma das organizações que compõe o 8M no Brasil.

Diversidade

A indígena Mbo' Y Jegua'i, da tribo Guarani Kaiowá, do Mato Grosso do Sul, participou do ato em São Paulo. “A nossa vinda para cá é para denunciar o genocídio contra o povo indígena e, principalmente, contra as nossas mulheres”, justificou.
A ajudante de serviços gerais Eronilde Mendes foi ao ato com as duas netas. “Vim ao ato para protestar pela reforma da Previdência e pela luta contra discriminação às lésbicas. Minhas netas vieram representar a mãe, que é lésbica, e por isso acho que não podemos perder nossos direitos e liberdade”, disse.
A arquiteta Maria Raquel Rangel, 28 anos, participa de um grupo de estudos feminista de psicologia e acredita que o 8 de março é um momento ápice de expressão das mulheres. “O movimento feminista está dentro da gente. E é o momento para colocar para fora, porque tudo pede essa mobilização: acabar com a violência, acabar com as mortes”, defendeu.
Também era possível perceber a presença de muitos homens no ato. Foi o caso do professor aposentado Ênio Buckione que acompanhou a esposa Deise Maria Santos Aguiar. Para ele, “o 8 março no Brasil se encaixa nesse quadro de luta contra a reforma da Previdência e de resistência”.
Fonte - Agência Brasil  09/03/2017

segunda-feira, 6 de março de 2017

Serviço Travessia no Maranhão comemora um ano e anuncia novos serviços

Mobilidade  🚌

Para comemorar a data, a Agência Estadual de Mobilidade Urbana e Serviços Públicos (MOB) e a Secretaria de Estado dos Direitos Humanos e Participação Popular (Sedihpop) anunciam nesta terça-feira (7), às 9h, no auditório da MOB, novos serviços que buscarão beneficiar ainda mais o público do programa

Da Redação 
foto - Gilson Teixeira
Em fevereiro, um dos programas de maior nível de satisfação do Governo do Estado completou um ano. Desde o seu lançamento, o ‘Travessia’ vem revolucionando a vida dos usuários permitindo-lhes o direito de ir e vir com mais dignidade. Para comemorar a data, a Agência Estadual de Mobilidade Urbana e Serviços Públicos (MOB) e a Secretaria de Estado dos Direitos Humanos e Participação Popular (Sedihpop) anunciam nesta terça-feira (7), às 9h, no auditório da MOB, novos serviços que buscarão beneficiar ainda mais o público do programa.
O ‘Travessia no Cinema’, ‘Travessia na Praia’ e ‘Travessia na Folia’ integrarão o Serviço Travessia, incluindo novas formas de atendimento às pessoas com deficiência já cadastradas, e, tudo isso, de modo completamente gratuito.
Além desta novidade, o ‘Travessia’ também inova o serviço de transporte gratuito porta a porta ao disponibilizar, em cada van, uma cadeira de rodas nova. A ideia surgiu após a agência identificar que algumas pessoas deixavam de utilizar o Travessia por não possuir, ao menos, uma cadeira de rodas para se locomover.

Novos serviços, mais lazer.

O ‘Travessia no Cinema’ passou a ser uma realidade em ações-piloto ocorridas em um cinema, na capital, nos últimos fins de semana. Para dar início aos novos serviços, cinco pessoas usuárias do Travessia e seus acompanhantes foram convidados para o sábado de lazer com direito a filme, pipoca e refrigerante – tudo a escolha dos presentes – gratuitamente.
A tarde de diversão foi marcada por muita alegria e emoção, não só aos usuários do ‘Travessia’ mas, principalmente, aos acompanhantes, afinal, dos cinco convidados, quatro nunca tinham ido ao shopping, tampouco ao cinema. “Vai fazer um ano que a Sarah Ramize (15 anos) utiliza o Travessia. Nós temos um ano de Travessia. Eu utilizo mais para ir ao médico e fazer o tratamento. Se não fosse o Travessia ela nem fazia o tratamento porque o táxi é muito caro. Lazer é a primeira vez que a gente está vindo. Tô feliz demais! Ela nunca tinha vindo ao cinema. É a primeira vez de várias, em nome de Jesus”, comemora Laércia da Conceição, mãe da Sarah, moradora do São Raimundo.
Os novos serviços têm como principal objetivo disponibilizar uma opção de lazer a esse público, por meio do ‘Travessia’, nos fins de semana, como explica o presidente da MOB, Artur Cabral. “Nós vimos uma necessidade de criar mais algumas opções de lazer para essas pessoas mais necessitadas que, por diversos motivos, até financeiros, acabavam não utilizando o nosso serviço para fazer essa opção de lazer que é um direito deles. Nós começamos a trabalhar quais seriam as possibilidades e a primeira foi o cinema. No caso desses serviços, é uma inversão da comunicação. A coordenação do Travessia convida as pessoas ao invés de esperar a marcação, e o que nós sentimos nessa primeira ação é que o Travessia não só dá qualidade de vida, ele muda a vida das pessoas. Das cinco pessoas que foram assistir o filme, quatro delas nunca tinham ido ao cinema”.
Para completar a diversão dos fins de semana, os domingos serão marcados pelo ‘Travessia na Praia’. Será instalado um posto do Travessia na Praia de São Marcos com cadeiras totalmente adaptadas para banho. “Nós vimos que havia uma baixa utilização desse serviço aos domingos e nós entendemos que um dos problemas é que as cadeiras utilizadas não são adaptadas para andar na praia. Então providenciamos a compra dessas cadeiras, vamos criar um ponto específico na praia de São Marcos para que essas pessoas possam ir com seus familiares aos finais de semana”, explica Cabral.
O lazer não fica por conta somente dos dois serviços. O ‘Travessia na Folia’ esteve em funcionamento na temporada carnavalesca. Quem desejou cair na folia pôde sair de casa sem preocupações, uma vez que o serviço funcionou em horário estendido a fim de garantir a brincadeira dos foliões, e, ao longo do ano, permanecerá disponível em outras festividades, como o São João.

Um ano de Travessia
Com capacidade de atendimento para até 1000 viagens/mês, o Serviço ‘Travessia’ é executado em quatro veículos do tipo VAN, adaptadas, climatizadas e com capacidade para levar até três cadeirantes e seus acompanhantes na Região Metropolitana de São Luís (Paço do Lumiar, São José de Ribamar e Raposa) e Imperatriz (Davinópolis e Senador La Rocque). Em São Luís, o serviço ampliou seu atendimento a deficientes visuais e crianças com microcefalia. O serviço já realizou mais de 5.000 atendimentos, que resultaram em 11.026 viagens apenas na Região Metropolitana de São Luís.
“De todos os trabalhos e projetos que viemos desenvolvendo, esse é o que mais nos orgulha e nos emociona. Cada vez que a gente se envolve nesse projeto, nós vemos o quanto ele é útil e necessário para uma parte significativa da população que se encontrava muito desassistida pelo Estado. O Estado agora chega aos mais necessitados”, finaliza Cabral.
Com informações da MOB Maranhão

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2017

População negra é desumanizada

Ponto de Vista  🔍

Assim como pessoas brancas, somos altos, baixos, gordos, magros, pessoas com pênis de variados tamanhos. Mas esse é um dos cernes da desumanização: homogeneizar. Lembrando que homens negros eram utilizados como reprodutores no período colonial para “fornecer” mão de obra escravizada e manter lucrativa a exploração. Um absurdo que pessoas ainda se sintam autorizadas a cometer esse tipo de violência.

Djamila Ribeiro - Portogente
Djamila Ribeiro
Escrevi diversas vezes sobre o modo pelo qual a população negra é desumanizada. Desde representações que a colocam como inferior, violenta e objetificada até a violência que extermina um jovem negro a cada 23 minutos. Julgo importante discutir representação, pois a imposição dessas imagens justifica inclusive a morte. Não à toa homens negros são os principais suspeitos e alvos da polícia. Debater racismo é mais amplo do que se pode imaginar, pois as violências se dão das mais variadas formas.
Vamos analisar casos recentes. A produtora Padrão Carvalheira, do Recife, realiza um concurso de fantasias todos os anos. A “fantasia” vencedora foi a de homens brancos fazendo blackface e com pênis enormes, personificando o estereótipo racista de que homens negros são "bem dotados", ou melhor, reduzindo seres humanos a seus órgãos genitais. Além de ser ofensivo por ser blackface, desumaniza o homem negro o animalizando.
Pessoas brancas nunca são representadas em grupo. Uma pessoa se fantasia de Hugh Jackman ou Luciano Huck, por exemplo. Os indivíduos são representados. No caso das pessoas negras, julgam que podem reduzir todo um grupo a somente um tipo de representação como se a diversidade fosse monopólio da branquitude.
Assim como pessoas brancas, somos altos, baixos, gordos, magros, pessoas com pênis de variados tamanhos. Mas esse é um dos cernes da desumanização: homogeneizar. Lembrando que homens negros eram utilizados como reprodutores no período colonial para “fornecer” mão de obra escravizada e manter lucrativa a exploração. Um absurdo que pessoas ainda se sintam autorizadas a cometer esse tipo de violência.
Os responsáveis pela produtora vão se esquivar dizendo que os vencedores foram eleitos pelo público, mas eles sequer deveriam ter autorizado a entrada na competição porque trata-se de um caso de racismo. Não há justificativa possível, pois além de autorizar, premiaram com uma viagem a Fernando de Noronha e postaram a foto em um blog recifense.
Utilizam pessoas negras como escárnio, para serem ridicularizadas, ao mesmo tempo em que legitimam violência.
Um outro caso recente. No Twitter, um homem que se intitula produtor cultural enaltece o modo pelo qual policiais abordaram, segundo ele, um rapaz suspeito de roubar um aparelho celular. O rapaz foi algemado e colocado deitado de costas, evidenciando a truculência da ação. Mesmo que fosse suspeito, justifica ser tratado dessa forma?
Esse ímpeto sanguinário em relação a homens negros é o que faz com que muitos sejam amarrados em postes e espancados enquanto que em relação a homens brancos que cometem crimes o tratamento é outro. Só há sede de vingança quando é para o sangue negro ser derramado. A naturalização da violência é algo chocante.
Na semana passada, um outro caso me comoveu absurdamente. Uma mulher negra é agredida por seguranças de um supermercado por ser suspeita de roubar comida. Os homens se esbaldam em humilhá-la e agredi-la. Num dos países mais desiguais do mundo, uma mulher é punida por roubar para se alimentar. E, o pior, por pessoas que também são exploradas.
Aqueles homens não conseguiram perceber que estão a serviço de uma mesma lógica que também os violenta. O vídeo é extremamente triste, o modo pelo qual uma mulher é desumanizada duplamente: por viver a fome e por ser agredida por viver a fome.O Brasil é o país da violência e do escárnio. No carnaval, humilham se “fantasiando” de negro e no resto do ano contribuem para a marginalização. Pau grande, mas de cabeça baixa, de preferência no chão. É assim que nos querem. Mas o que comove alguns portais é mulher branca dizer que não pode usar turbante. A hashtag desse país é: vai ter preto humilhado sim.
Fonte - Portogente  24/02/2017

quarta-feira, 16 de novembro de 2016

Trabalhadores rurais da Bahia discutem igualdade racial e de gênero

Igualdade racial 👫

De acordo com a dirigente regional do MST, Leonice Ferreira, este é o primeiro de uma série de eventos regionais que acontecem até a etapa estadual, realizada tradicionalmente no mês de dezembro. “É um momento de preparação, de reafirmarmos nossos direitos, mas também uma oportunidade para discussão, de forma unificada, da conjuntura política e de temas fundamentais para a nossa luta”, afirmou.

Da Redação
foto - Ascom/Sepromi
Foi aberto nesta terça-feira (15), em Camaçari, o Encontro do Movimento dos Trabalhadores Rurais sem Terra (MST), que reúne diversos militantes da região do Recôncavo, além de dirigentes e parceiros. A Secretaria de Promoção da Igualdade Racial (Sepromi) participou do primeiro dia de atividade, que abordou temáticas como igualdade racial e relações de gênero.
De acordo com a dirigente regional do MST, Leonice Ferreira, este é o primeiro de uma série de eventos regionais que acontecem até a etapa estadual, realizada tradicionalmente no mês de dezembro. “É um momento de preparação, de reafirmarmos nossos direitos, mas também uma oportunidade para discussão, de forma unificada, da conjuntura política e de temas fundamentais para a nossa luta”, afirmou.
A secretária da Sepromi, Fabya Reis, ressaltou que os debates alimentam os participantes de conteúdos fundamentais para a continuidade do trabalho pela construção da igualdade. Ela ressaltou a importância de somar os ideiais à luta internacionalista de combate ao racismo e ao sexismo. "Estas lutas estão conjugadas, associadas à reivindicação, à militância histórica da reforma agrária", pontuou.
Reis apresentou um panorama da atuação da pasta, segundo ela, ”criada a partir de um processo de luta coletiva do movimento negro”. Destacou que as bandeiras de luta pela terra, da igualdade racial e de gênero estão diretamente ligadas. "Lidamos, todos os dias, com um conjunto de povos e comunidades tradicionais, que tem seus direitos ameaçados historicamente e lutam pela garantia do território e manutenção dos recursos naturais", considerou a gestora, citando o Estatuto da Igualdade Racial e de Combate à Intolerância Religiosa como um dos principais instrumentos para garantia de direitos para os segmentos
Com informações da Secom Ba.  16/11/2016

domingo, 25 de setembro de 2016

Movimentos defendem participação direta do cidadão na administração da cidade

Política

O desafio lançado neste domingo faz parte da campanha Cidade para quem? Olho no seu voto, que pretende colocar na agenda dos candidatos a garantia a efetivação da função social da cidade e propriedade; o combate a especulação imobiliária e a privatização da cidade; a criação de programas de regularização e urbanização de favelas; a garantia ao direito à mobilidade e transporte público de qualidade; e a promoção de moradias adequadas em áreas centrais, utilizando a infraestrutura urbana já existente.

Bruno Bocchini
Repórter da Agência Brasil

foto - ilustração/arquivo
Organizações Não Governamentais (ONGs), movimentos sociais e sindicatos lançaram neste domingo (25) um desafio aos candidatos a prefeito, para que defendam que os cidadãos tenham direito à cidade. Entre outros itens, as entidades reivindicam que os candidatos se comprometam a promover a democracia direta, com mecanismos como plebiscitos e referendos relativos a temas de grande impacto na vida nas cidades.“Ninguém fala sobre participação e democracia direta e participativa na cidade. É sempre aquela visão de que o prefeito é o deus, que vai resolver tudo, fazer tudo, sozinho. No máximo, o candidato fala que vai dialogar alguma coisa com a Câmara [dos Vereadores]. E os moradores não significam nada”, disse o coordenador geral do Instituto Pólis, Nelson Saule Jr.
O desafio lançado neste domingo faz parte da campanha Cidade para quem? Olho no seu voto, que pretende colocar na agenda dos candidatos a garantia a efetivação da função social da cidade e propriedade; o combate a especulação imobiliária e a privatização da cidade; a criação de programas de regularização e urbanização de favelas; a garantia ao direito à mobilidade e transporte público de qualidade; e a promoção de moradias adequadas em áreas centrais, utilizando a infraestrutura urbana já existente.
“A cidade tem de ser um espaço de bem comum, contrapondo-se a essa visão da cidade como grande negócio, no sentido de que a cidade tem que ser mais usada, tem que ser mais ocupada, tem que ser mais utilizada para atender as necessidades da população, seja com mais equipamentos, seja com moradia, com mais áreas de lazer, até para atividades econômicas, espaços culturais, e então essa agenda está muito clara que não está presente nos debates”, ressalta Saule.
Entre as organizações que participam da campanha Cidade para quem? Olho no seu voto estão a Ação Educativa, a Associação Brasileira de Organizações Não Governamentais (Abong), a Central de Movimentos Populares (CMP), a União Nacional por Moradia Popular (UNMP), o Centro Gaspar Garcia Direitos Humanos, a Confederação Nacional das Associações de Moradores (Conam), o Fórum Nacional de Reforma Urbana (FNRU), a Federação das Associações Comunitárias do Estado de São Paulo, a Frente de Luta por Moradia (FLM), a Rede Nossa São Paulo e o Instituto Pólis.
Fonte - Agência Brasil  25/09/2016

quarta-feira, 17 de agosto de 2016

Força e trajetória de mulheres negras mostram o retrato da cultura baiana

Cultura

Para a coordenadora da Rede de Combate ao Racismo e à Intolerância Religiosa, Nairobi Aguiar, algumas iniciativas já têm buscado a reparação e o reconhecimento do lugar e do espaço dessas mulheres, como o Dia Nacional da Mulher Negra, comemorado em 25 de julho, e o Estatuto da Igualdade Racial.

Da Redação
foto - Divulgação
Mulheres que estão fazendo história na Bahia e no mundo e guardam entre si uma característica em comum: são negras. Esse grupo ocupa todos os lugares, posições sociais e diferentes círculos de influência. São mulheres empoderadas que relatam suas vidas sobre o ponto de vista de quem tem, na cor da pele, a trajetória marcada por uma série de preconceitos e diretos privados ao longo do tempo.
História essa que elas decidiram mudar e que contam com breves relatos do especial 'Nossa Cultura', uma série de vídeos produzidos pela Secretaria de Comunicação Social da Bahia (Secult), em parceria com Secretaria da Cultura (Secult) e outras pastas. A ideia da série é mostrar ações de governo que têm mudado a cara da cultura baiana.
Para a coordenadora da Rede de Combate ao Racismo e à Intolerância Religiosa, Nairobi Aguiar, algumas iniciativas já têm buscado a reparação e o reconhecimento do lugar e do espaço dessas mulheres, como o Dia Nacional da Mulher Negra, comemorado em 25 de julho, e o Estatuto da Igualdade Racial. "Esse marco regulatório busca também estar de alguma forma reparando esse lugar das mulheres negras, que durante muito tempo foi invisibilizado. Por exemplo, a Sepromi [Secretaria de Promoção da Igualdade Racial] tem um edital hoje, que é o Edital Agosto da Igualdade, que prevê uma premiação específica para mulheres negras", contou.
E é através do reconhecimento da história e da origem dessas mulheres que se pode fazer diferença, é o que acredita a historiadora Vanda Machado. "Imagine só, alguém que vem no navio negreiro, completamente perdido, a única coisa que traz é a sua memória. Então, essa reminiscência do passado é que nos dá vida, é o que nos projeta para o futuro", explicou.
O reconhecimento do sucesso e dos feitos dessas mulheres extrapola o âmbito nacional, como no caso da designer de moda e também professora da Universidade Federal da Bahia (Ufba) Carol Barreto. "Sair num site de uma revista como L'Officiel, que é de origem francesa, e tá lá: 'Estilista baiana apresenta coleção em Paris inspirada na luta de mulheres quilombolas'. Eu nunca imaginei na minha vida que eu iria desfilar em Paris", comemorou a designer.
Com informações da Secom Ba.  17/08/2016