UMA GRANDE NAÇÃO SE CONSTROI COM EDUCAÇÃO, CIDADANIA E SOBERANIA

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quarta-feira, 26 de agosto de 2020

Colapso de abastecimento de água no Brasil é questão de tempo, diz especialista

Meio ambiente/Água  🌊

Segundo engenheiro sanitarista e professor da UERJ, Adacto Ottoni, a crise de abastecimento de água no país é inevitável com a contínua degradação das bacias hidrográficas brasileiras.O professor da UERJ apontou para o aumento do desmatamento e da poluição dos rios em todo país, o que coloca em risco o acesso à água. Para Adacto Ottoni, falta às autoridades uma visão estratégica do tema e por isso o governo somente se mobiliza para "apagar o incêndio", em vez de pensar na prevenção.

Sputnik
foto - ilustração/arquivo
O Instituto Trata Brasil, especializado em estudos de saneamento e proteção ambiental divulgou uma pesquisa, revelando que o aquecimento global, o crescimento do país e o desperdício de recursos naturais poderão provocar um aumento da demanda por água potável no Brasil, até 2040, em 80%.
Sputnik Brasil conversou sobre o tema com Adacto Ottoni, engenheiro sanitarista, professor associado do Departamento de Engenharia Sanitária e Ambiental da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ).
O especialista classificou a pesquisa como "preocupante", em função dos fatores opostos relatados pelo estudo.
"Ao mesmo tempo que a demanda por água está aumentando no Brasil, e vai aumentar ainda mais até 2040, podendo chegar em até 80% do valor atual, do outro lado os mananciais de água que vão sustentar esse abastecimento de água estão, de forma oposta, sendo cada vez mais degradados", alertou o engenheiro sanitarista.
O professor da UERJ apontou para o aumento do desmatamento e da poluição dos rios em todo país, o que coloca em risco o acesso à água. Para Adacto Ottoni, falta às autoridades uma visão estratégica do tema e por isso o governo somente se mobiliza para "apagar o incêndio", em vez de pensar na prevenção.
"Temos que nós preocupar seriamente com essas informações que o Instituto Trata Brasil já está projetando para que a gente possa ter políticas públicas adequadas no sentido de garantir a sustentabilidade no abastecimento de água no Brasil", disse Ottoni à Sputnik Brasil.
O engenheiro considera a degradação das bacias hidrográficas brasileiras um dos principais problemas relacionados ao futuro do abastecimento de água no país. Segundo ele, o estudo do Instituto Trata Brasil abordou o tema de forma indireta, ao apontar o desmatamento e o desmatamento como vilões.
Bacias Hidrográficas são áreas ou regiões de drenagem de um rio principal e seus afluentes. Também pode-se dizer é um território, no qual as águas das chuvas, das montanhas, subterrâneas ou de outros rios escoam em direção a um determinado curso d'água.
"Crise hídrica não é só falta de água. Crise hídrica é também excesso de água, como aconteceu agora no Rio de Janeiro, em janeiro deste ano, com o problema da geosmina. Tinha água sobrando e a CEDAE não conseguia tratar a poluição. É o que está acontecendo hoje em dia. Durante o período chuvoso você coloca em risco o abastecimento porque a água fica mais suja em função da poluição da bacia hidrográfica que a chuva leva. E quando não há mais a floresta, porque a floresta segura 80% da chuva e filtra, quando chega o período de estiagem há o risco de não ter água, como aconteceu no sistema de Cantareira [em São Paulo], com 70% da bacia hidrográfica desmatada", explicou Ottoni.
Para o interlocutor da Sputnik Brasil, o colapso do sistema de abastecimento de água "é uma questão de tempo". Segundo ele, a sociedade, como um todo, precisa encarar o problema com ações concretas para evitar uma verdadeira crise ambiental, como a fiscalização do desmatamento e da poluição e reutilização do esgoto.
"O grande problema do nosso país é a falta de sustentabilidade nas políticas públicas. Você pensar no crescimento do país sem pensar na infraestrutura para suportar esse crescimento é a mesma coisa que dar um tiro no pé", concluiu.
As opiniões expressas nesta matéria podem não necessariamente coincidir com as da redação da Sputnik
Fonte - Soputinik  26/08/2020

domingo, 2 de fevereiro de 2020

Sistema purifica 2 mil litros de água por dia com energia solar e ainda gera eletricidade

Ciência & Tecnologia   🌊 

A nova solução vem da startup Tenkiv’s, que arrecadou US$ 50 mil, via financiamento coletivo, para aprimorar e produzir em larga escala um sistema que é capaz de purificar dois mil litros de água por dia com energia solar, e de quebra produzir, armazenar e converter energia para outros usos.

Revista Amazônia
Revista Amazônia
Moradores da África e Ásia têm encontrado dificuldades em obter água potável para consumo. Várias iniciativas procuram melhor o modo de promover qualidade de vida para esses países com menor custo benefício, claro.
A nova solução vem da startup Tenkiv’s, que arrecadou US$ 50 mil, via financiamento coletivo, para aprimorar e produzir em larga escala um sistema que é capaz de purificar dois mil litros de água por dia com energia solar, e de quebra produzir, armazenar e converter energia para outros usos.
A startup fica em Sacramento, na Califórnia, o principal objetivo da companhia é democratizar o acesso à água potável e energia renovável.
O grande diferencial do sistema é que, em vez de focar na tecnologia fotovoltaica, ela usa o calor do sol para fazer tudo isso funcionar – é a tecnologia térmica solar. De acordo com a startup, o método custa aproximadamente 1/13 de um painel solar e 1/5 do que qualquer fonte de combustível fóssil, o que torna a tecnologia viável e escalável.
“Tenkiv Solar Collectors vai poder distribuir de forma simples e eficiente a energia térmica provida pelo sol. Seja para esquentar o banho ou fazer chá, não importa. A maior parte das invenções energéticas provém de sistemas complexos e ineficientes que requerem energia para transformar a energia”, esclarece o site.
Fonte - Revista Amazônia  01/02/2020

sexta-feira, 20 de setembro de 2019

As dificuldades para proteger o meio ambiente

Meio ambiente  🌊

Os estudos feitos pela Abetre indicam que são gerados cerca de cinco mil metros cúbicos por dia de efluentes industriais, dos quais 60% são despejados de modo irregular em rede de esgotos e corpos d’água.Desconhecimento e desrespeito fazem com que a maioria dos efluentes industriais não seja tratada antes de chegar à natureza

Revista Amazônia
Revista Amazônia
O Dia Mundial pela Limpeza da Água, comemorado em 19 de setembro, também evidencia uma triste constatação: muitos dejetos industriais ainda são jogados no meio ambiente, sem qualquer tipo de tratamento, causando graves danos.
Apesar da falta de dados sobre o assunto, a ABETRE-Associação Brasileira de Empresas de Tratamento de Resíduos e Efluentes realizou estudos que apontam que 60% desses resíduos ainda são descarregados de maneira irregular nas redes de esgoto e corpos d’água.
“O despejo irregular de efluentes industriais é mais um dos graves problemas que enfrentamos, mostrando que ainda há muito a ser feito”, afirma Luiz Gonzaga, presidente da Abetre, acrescentando: “Além dessa questão, há diversos outras que precisam ser enfrentadas, como o fim dos lixões, que geram o chorume e poluem os lençóis freáticos”.
Os estudos feitos pela Abetre indicam que são gerados cerca de cinco mil metros cúbicos por dia de efluentes industriais, dos quais 60% são despejados de modo irregular em rede de esgotos e corpos d’água. Para se ter uma ideia do quanto isso vale, seria como produzir 500 caminhões-tanque por dia, dos quais 300 iriam parar na natureza.
Fonte - Revista Amazônia  20/09/2019

terça-feira, 20 de março de 2018

Especialista revela qual recurso crucial o Brasil corre o risco de perder

Sustentabilidade  🌊

A cidade de Brasília recebe desde o último domingo (18) até a próxima sexta-feira (23) o 8º Fórum Mundial da Água. Considerado o principal encontro para debater o uso de recursos hídricos no planeta, essa é a primeira vez que o evento acontece no Hemisfério Sul. A expectativa é que cerca de 40 mil pessoas passem pela cidade durante o fórum.

Sputnik
foto - ilustração/arquivo
Para debater justamente o uso de recursos hídricos no planeta, a Sputnik Brasil conversou com o Marcus Vinicius de Freitas, especialista em políticas públicas e professor de Relações Internacionais da Fundação Armando Álvares Penteado (FAAP).
Freitas afirma que temos que usar os recursos de forma que garanta que as próximas gerações continuem fazendo uso deles.
"O que nós vemos em toda essa história é que as gerações atuais têm deixado o mundo pior do que encontraram, tem deixado uma fatura de cartão de crédito para o futuro. A gente deveria estar usando os recursos como se fossem no cartão de débito, no sentido de que nós gastamos agora para repor agora. Essa preocupação que sempre deve permear a nossa cabeça", disse o professor.
Além da água como um recurso de uso pessoal, ela também é um importante componente econômico e político para os países. Marcus Vinicius de Freitas destacou, por exemplo, que a escassez de água no caso do Brasil pode prejudicar diretamente o agronegócio, uma dos principais componentes do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro.
"Quando a gente olha para grande produção do Brasil, que é centrada em agricultura e a agropecuária, nós estamos basicamente falando de três recursos: terra, que nós temos em abundância, Sol que felizmente o Brasil também tem muito Sol e o terceiro fator é a água. Então se não cuidarmos deste terceiro elemento, nós corremos o risco de só termos terra e sol e não conseguirmos manter a produtividade que nos permita continuar como um país competitivo numa área que nós temos uma grande vantagem", afirmou.
Durante o 8º Fórum Mundial da Água a diretora-geral da Unesco, Audrey Azoulay, lembrou que 90% da população mundial depende de recursos hídricos transfronteiriços e que há risco de haver conflitos no mundo em decorrência da escassez de água.
Marcus Vinicius de Freitas alertou para o fato do Brasil não fazer o uso correto da água por conta do alto índice de desmatamento e poluição.
"No caso brasileiro a questão da água é complicada pelo fato de que existe muita poluição, um problema enorme de falta de saneamento básico e isso vai causando um estresse hídrico em todo o cenário brasileiro. Além disso, o desmatamento que tem ocorrido no Brasil também é um fator de preocupação porque com o desmatamento vão as nascentes e toda essa questão de surgimento de água potável no Brasil vai de alguma forma diminuindo", completou.
Fonte - Sputnik  20/03/2018

sexta-feira, 16 de março de 2018

Indígenas e minorias étnicas trocam histórias de luta pela água no Fórum Mundial

Fórum Social Mundial  🌊

O professor de antropologia Henyo Barreto, da Universidade de Brasília (UnB), será um dos coordenadores da sessão que, segundo ele, terá como principais protagonistas os representantes dos povos e comunidades que irão relatar experiências na luta pela água.

Da Agência Brasil
Marcello Casal Jr./Agência Brasil/Arquivo
Os Direitos e Acesso à Água por Povos Indígenas, Comunidades Tradicionais e Minorias Étnicas: histórias e aprendizados a partir de conquistas e insucessos é um dos debates que reunirá representantes de mais de 150 países no 8º Fórum Mundial da Água, que se realiza a partir deste final de semana até o dia 23, em Brasília.
O professor de antropologia Henyo Barreto, da Universidade de Brasília (UnB), será um dos coordenadores da sessão que, segundo ele, terá como principais protagonistas os representantes dos povos e comunidades que irão relatar experiências na luta pela água.
“Nossa expectativa é que possamos aprender com eles, a partir dos relatos de nativos de diversos rincões do planeta, como Nova Zelândia, Estados Unidos, Índia e também do Brasil”, disse Barreto. Segundo ele, o Brasil tem um “patrimônio de disponibilidade de água para todos”. As terras indígenas e das comunidades tradicionais, na condição de terras ainda florestadas, seja na Amazônia, no Cerrado, na Caatinga e outros biomas, prestam importantíssimos serviços ecossistêmicos, seja na manutenção do ciclo hidrológico ou na proteção de nascentes, impedindo o avanço desenfreado do desmatamento.

Agronegócio predador
Barreto tem participação na formulação da Política Nacional de Gestão Territorial e Ambiental de Terras Indígenas do governo brasileiro e disse que o Cerrado, em especial, é um bioma especialmente crítico para a manutenção dos aquíferos e para a disponibilidade de água para todo o país. Ele defende a proteção de espaços territoriais do bioma para estancar o avanço desenfreado do agronegócio e das monoculturas de exportação.
Em entrevista exclusiva à Agência Brasil, o antropólogo comentou ainda o impacto das atividades de garimpo, pecuária e monocultura, citadas como fatores de degradação ambiental de rios e cursos d'água, especialmente nas áreas indígenas. Ele explica que, quando os sintomas de contaminação aparecem, a situação geralmente já está crítica.
Barreto diz que muitos povos que vivem em regiões de nascentes e cursos d’água têm com esses habitats uma relação “como se fosse com pessoas, como nós. Têm relações integrais e não somente materiais. Para eles, não são recursos naturais; são entes do mundo da vida. E, nessa relação com os nativos e a natureza, eles podem até adoecer e morrer”.
Na opinião do professor, as áreas de mineração, aquelas onde se instalam obras de infraestrutura, como hidrelétricas e onde há o agronegócio, são sempre as mais afetadas. “Vejam o que aconteceu com os povos do Rio Xingu com a construção de Belo Monte, com o povo Krenak com a tragédia do Rio Doce e agora a situação em Barcarena. A principal ação de política pública a ser adotada para minimizar os efeitos dessa degradação é fortalecer a regulação ambiental,” disse.
Segundo Barreto, capacitação e qualificação para monitorar a qualidade da água são sempre bem-vindas. Ele diz que muitos povos e comunidades indígenas têm reivindicado uma articulação intercientífica entre os seus regimes de conhecimento e os nossos, na identificação de problemas e de violações de direitos à água. Porém, diz que monitorar, identificar crimes contra o meio ambiente e não dispor de uma estrutura que permita a responsabilização dos criminosos é o mesmo que nada.
Fonte - Agência Brasil  16/03/2018

segunda-feira, 5 de março de 2018

Fórum Alternativo Mundial da Água é contra a privatização de mananciais

Sustentabilidade  🌊

A principal bandeira do Fórum Alternativo é mostrar que a água é um bem natural e está a serviço da humanidade, não podendo ser mercantilizada. Além disso, servir aos povos, a produção de alimentos, ao acesso das pessoas e não servir a interesses financeiros. O ato termina no dia 22, com uma marcha em defesa da água para alertar, em especial a população de Brasília, do problema da crise hídrica.Para o representante do Movimento dos Pequenos Agricultores, Bruno Pilon, que também é um dos coordenadores do FAMA, a maior preocupação é com o grande número de privatizações dos sistemas públicos de distribuição de água e energia.

Da Agência Brasil
foto - ilustração
De 19 a 22 de março, ocorrerá em Brasília, no Pavilhão de Exposições do Parque da Cidade, o Fórum Alternativo Mundial da Água (FAMA). O evento vai debater temas como o controle social das fontes de água, o acesso democrático à água, a luta contra as privatizações dos mananciais e barragens, a defesa dos povos atingidos, os serviços públicos de água e saneamento e as políticas públicas necessárias para o controle social do uso da água e preservação ambiental. O FAMA será realizado no mesmo período do 8º Fórum Mundial da Água.
É a primeira vez que o Fórum Alternativo Mundial da Água é realizado no Brasil, assim como o Fórum Mundial da Água. A estimativa é de que 6 mil a 7 mil pessoas participem dos cinco dias do FAMA, que reunirá cerca de 4 mil dos inscritos em um acampamento no Pavilhão do Parque da Cidade.
A principal bandeira do Fórum Alternativo é mostrar que a água é um bem natural e está a serviço da humanidade, não podendo ser mercantilizada. Além disso, servir aos povos, a produção de alimentos, ao acesso das pessoas e não servir a interesses financeiros. O ato termina no dia 22, com uma marcha em defesa da água para alertar, em especial a população de Brasília, do problema da crise hídrica.
Para o representante do Movimento dos Pequenos Agricultores, Bruno Pilon, que também é um dos coordenadores do FAMA, a maior preocupação é com o grande número de privatizações dos sistemas públicos de distribuição de água e energia. “Por que fazer o Fórum Mundial aqui no Brasil, neste momento em que está aumentando tanto a questão das privatizações no nosso país?, questiona. Para Pilon, a água é um bem público e ela não deve ser mercantilizada. “A gente sabe que esse processo aumenta os custos para os consumidores, além de você colocar diversas barreiras ao acesso”, alerta.
Bruno Pilon lembra que o que se tem verificado é que as punições aplicadas às multinacionais por conta dos desastres ambientais não têm sido rigorosas. E cita como exemplos a tragédia do município de Mariana, em Minas Gerais, onde o Rio Doce não foi até agora recuperado, e o caso de Barcarena, no nordeste do Pará, em que a mineradora Hydro se nega a assumir responsabilidade pelas contaminações.
O representante do Movimento dos Pequenos Agricultores destaca que a organização não participará do Fórum Mundial por entender que “não estão representadas as vontades e as necessidades do povo, existindo ali uma batalha de ideias e por estar a serviço das grandes corporações e dos grandes impérios”.
Já o representante da Frente Povo Sem Medo, Thiago Dávila, declarou que a ideia é fazer do Fórum Alternativo Mundial da Água um evento dos povos. Por isso, não considera nada razoável o cidadão ter que pagar para participar do Fórum Mundial da Água, o que o impede de ser mais participativo. “O Brasil é o país que tem a maior reserva de água doce no mundo. Antes nos vangloriávamos de ter o maior aquífero do mundo, o aquífero Guarani, e logo depois descobrimos que o Aquífero Alter do Chão é quatro vezes maior. O Brasil assume um papel estratégico nesse processo. E nós precisamos organizar uma resistência mundial, defendendo a necessidade de ser feito um processo participativo, politizado, democrático”, cobra Dávila.
O representante da Frente Povo Sem Medo também questiona o financiamento para a realização do Fórum Mundial. “A gente sabe que é o governo estadual, municipal, federal, quem paga e financia o Fórum das Corporações e nós não temos acesso a isso. Nós acreditamos que a falta de transparência, priorização e a perspectiva, inclusive de utilizar a força física, a força bélica para impedir o debate democrático do Fórum Alternativo é muito grave”, lamenta Thiago Dávila.
Ele explica que a coordenação nacional do FAMA é composta por diversos movimentos, onde os projetos devem ser pautados pelos interesses do povo. Cita como exemplo a questão da transposição do Rio São Francisco. “O processo de escassez de água sempre atinge a população mais pobre. O desastre ambiental planetário, o aquecimento global sempre atinge a população mais pobre. E essa é a nossa preocupação principal”, argumentou o representante da Frente.
Sobre o agronegócio, Thiago Dávila revelou apreensão, pois segundo ele os governos não levam em conta que cerca de 70% da água distribuída no país vai para o setor e o governo culpa a sociedade das grandes cidades pela escassez de água.
Fonte - Agência Brasil  05/03/2018

sexta-feira, 19 de janeiro de 2018

Brasil sediará Fórum Mundial da Água

Sustentabilidade  🌊

Conforme o WWC, o 8º Fórum Mundial da Água é uma plataforma aberta, transparente e participativa que pretende promover o intercâmbio de boas práticas e políticas públicas, conscientizar a sociedade sobre a importância da água para o desenvolvimento socioeconômico e para a qualidade de vida, além de buscar compromissos para colocar o tema água entre as prioridades dos governos.

Portogente
foto - ilustração
O Brasil sediará, entre os dias 18 e 23 de março, a 8º Fórum Mundial da Água, grande evento sobre a sustentabilidade da água organizado pelo World Water Council (WWC, sigla em inglês para Conselho Mundial da Água).
Conforme o WWC, o 8º Fórum Mundial da Água é uma plataforma aberta, transparente e participativa que pretende promover o intercâmbio de boas práticas e políticas públicas, conscientizar a sociedade sobre a importância da água para o desenvolvimento socioeconômico e para a qualidade de vida, além de buscar compromissos para colocar o tema água entre as prioridades dos governos.
O WWC é uma entidade internacional que reúne cerca de 400 instituições em quase 70 países para debater e provocar ações em questões críticos sobre a água.
Será a primeira vez que um país do hemisfério sul recebe o evento, que será realizado em Brasília (DF) e que conta com patrocínio e apoio de governo, agências reguladoras, empresa de saneamento e da Associação Brasileira da Infraestrutura e Indústrias de Base (Abdib).
Fonte - Portogente  19/01/2018

segunda-feira, 25 de setembro de 2017

Fórum Mundial Alternativo da Água é contra comercialização de recursos hídricos

Recursos hídricos   🌊

Leo Heller, relator especial da Organização das Nações Unidas (ONU) sobre o Direito Humano à Água e Saneamento, concorda com o tema levantado. “Água não é mercadoria. Entendo que quando a água é tratada assim, pessoas que não têm capacidade de pagar ficam excluídas. O evento ocorre de 17 a 19 de março de 2018, em Brasília, como contraponto ao encontro oficial, o 8º Fórum Mundial da Água, que será de 18 a 23 de março do próximo ano, também na capital federal.

Fernanda Cruz
Repórter da Agência Brasil
foto - ilustração/Sobradinho
O Fórum Mundial Alternativo da Água (Fama) lançado hoje (25), na cidade de São Paulo, apresentou como tema principal a luta contra a privatização e a comercialização da água. O evento ocorre de 17 a 19 de março de 2018, em Brasília, como contraponto ao encontro oficial, o 8º Fórum Mundial da Água, que será de 18 a 23 de março do próximo ano, também na capital federal.
Leo Heller, relator especial da Organização das Nações Unidas (ONU) sobre o Direito Humano à Água e Saneamento, concorda com o tema levantado. “Água não é mercadoria. Entendo que quando a água é tratada assim, pessoas que não têm capacidade de pagar ficam excluídas. Quando se trata a água como mercadoria, deixamos de lado direitos fundamentais. O recado é que modelos de gestão, que têm por orientação maximizar lucros, são modelos que podem violar direitos humanos”, disse.
Para Heller, as corporações gerindo a água tem como prioridade minimizar investimentos e maximizar receitas. “Em ambos os casos, podemos ter ampliação de desigualdades, como recusa de fornecer o bem para áreas rurais, pois não há viabilidade econômica, e nas periferias das cidades, sob pretexto de que levaria água a ocupações ilegais”, alertou. “A água é direito, não é admissível que um fórum oficial, com essa envergadura, ignore esse princípio”, defendeu.
Rodrigo de Freitas Espinoza, que elaborou a tese de doutorado sobre o assunto na Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), concluiu, em seu estudo, que o fórum deveria ser gerido pela ONU e não pelo Conselho Mundial da Água. Na edição em Brasília, o evento terá apoio dos governos federal e do Distrito Federal.
“O discurso do Conselho Mundial, pretensamente neutro, dá a entender que [o fórum] é um espaço neutro, aberto ao debate. Ao longo da pesquisa, eu acabo por descobrir que é uma fala voltada para a ideia de que o setor privado seria uma espécie de boia salva vidas para os grandes problemas da água”, avalia o pesquisador.
Espinoza observa que o Fama, por sua vez, é um espaço concretamente aberto aos diferentes setores. “É importante que o fórum oficial se posicione, a água é moeda política, de interesse de todos. Por isso, é importante a construção de um espaço como este, trazer para o debate os diversos setores”, disse.
O Fórum Mundial da Água ocorre a cada três anos. As edições anteriores tiveram como sede Marrocos (1997), Holanda (2000), Japão (2003), México (2006), Turquia (2009), França (2012) e Coreia do Sul (2015).
Fonte - Agência Brasil  25/09/2017

segunda-feira, 24 de julho de 2017

Programa brasileiro de cisternas para o Semiárido criado em 2003 concorre a prêmio internacional

Programas Sociais  👪

Morador da Agrovila Nova Esperança, em Ouricuri (PE), Adão Jesus de Oliveira está rodeado, há quase uma década, pelos feitos alcançados com a instalação das estruturas de captação e armazenamento de água.Tudo começou em 2008, quando os moradores da região aderiram ao projeto piloto. Atualmente, eles dispõem de sete reservatórios grandes, cada um com capacidade para 52 mil litros.

Letycia Bond
Repórter da Agência Brasil
foto - ilustração
O programa governamental Cisternas, que garante o acesso da população rural do Semiárido à água é um dos seis projetos que concorrem este ano ao Prêmio Internacional de Política para o Futuro (Future Policy Award, em nome original). A World Future Council, em parceria com a Convenção das Nações Unidas de Combate à Desertificação e Mitigação dos Efeitos das Secas (UNCCD), deu destaque a 27 iniciativas oriundas de 18 países.
Apesar de estar na 10ª edição, é a primeira vez que a organização alemã aborda as políticas de subsistência em áreas de condições severas ocasionadas pela seca ou por inundações. O anúncio da classificação dos três primeiros lugares ocorrerá em 22 de agosto e será seguido pela solenidade de entrega dos prêmios, marcada para setembro, em Ordos, na China. A cerimônia integra a 13ª sessão da Conferência das Partes da UNCCD.
Morador da Agrovila Nova Esperança, em Ouricuri (PE), Adão Jesus de Oliveira está rodeado, há quase uma década, pelos feitos alcançados com a instalação das estruturas de captação e armazenamento de água. Com os equipamentos, Oliveira diz que é capaz de enfrentar o baixo volume pluviométrico até o fim do ano. “Temos as tecnologias de água de beber desde quando eu cheguei à comunidade. Antes, era muito difícil, para nós, conseguir água para consumo. Tínhamos que andar 6 quilômetros. Pegava fila de madrugada. Não dava para todo mundo”, lembra Oliveira.
Tudo começou em 2008, quando os moradores da região aderiram ao projeto piloto. Atualmente, eles dispõem de sete reservatórios grandes, cada um com capacidade para 52 mil litros.
foto - ilustração
A melhora na qualidade da água é claramente perceptível, diz Oliveira. Hoje, ele produz hortaliças e cria animais. “Foi muito importante, porque, desde lá, enfrentamos essa grande estiagem, mas nunca mais é água desconhecida. Sabemos a procedência. Não é todo ano que vem enchendo, mas é mais por causa da estiagem. Graças a Deus, estamos usando água da cisterna, beneficiando a comunidade.”
Segundo a Articulação Semiárido Brasileiro, a região semiárida ocupa 18,2% do território brasileiro, abrangendo um quinto dos municípios e 11,84% da população do país. Com o projeto Cisternas, o Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome promove a democratização do acesso à água a partir de duas linhas: a de consumo básico, para suprir as necessidades rotineiras, e a de produção, que permite o desenvolvimento da agricultura familiar.
Coexistem nos dois contextos os programas Um Milhão de Cisternas e Uma Terra e Duas Águas. Em seu âmbito, foram distribuídas cerca de 604 mil cisternas e 95 mil tecnologias, entre as de uso familiar e as de uso coletivo. Além disso, 4.726 cisternas foram erguidas em escolas.

Capacitação

O programa Uma Terra e Duas Águas inclui cursos que disseminam ensinamentos sobre manejo de animais, cuidados com a horta e uso de inseticidas naturais. As famílias recebem orientações, ainda, sobre a edificação dos diferentes modelos de reservatórios, que se dividem, conforme o diâmetro e dimensões, em barraginha, cisterna-enxurrada, bomba d’água popular, barragem subterrânea, cisterna-calçadão e tanque de pedra ou caldeirão.
A Asa ressalta que outras estratégias para a autonomia e a segurança alimentar e nutricional na região são os bancos de sementes, a estocagem de alimentos para os animais e a agrofloresta, aliada para a sustentabilidade ambiental. De acordo com a rede, é a partir do espírito de emancipação que agricultores-experimentadores se tornam agricultores-promotores.Fonte - Agência Brasil  24/07/2017

Nota Pregopontocom
Programa 1 Milhão de Cisternas (P1MC),foi "lançado pelo presidente Lula em 2003". O Programa surgiu da iniciativa da ONG Articulação do Semiárido (ASA) 

sábado, 10 de dezembro de 2016

Governo do Estado autoriza implantação Fusegate na Barragem de Ponto Novo (BA)

Tecnologia 🌊

A ordem de serviço foi assinada pelo governador Rui Costa na manhã deste sábado (10), na sede de Ponto Novo, junto com a entrega de cinco equipamentos hospitalares e da assinatura de autorização para a implantação de um projeto, por meio do programa Bahia Produtiva, que beneficiará diretamente 35 famílias da associação dos apicultores do município.

Da Redação
foto - Manu Dias/Gov Ba. 
O abastecimento para 150 mil baianos de Ponto Novo e outros oito municípios do Centro Norte do estado vai ser reforçado com mais 9 milhões de metros cúbicos de água, com a implantação de um Fusegate, equipamento de tecnologia francesa, na barragem local, que terá a capacidade de reserva aumentada em 24%. A ordem de serviço foi assinada pelo governador Rui Costa na manhã deste sábado (10), na sede de Ponto Novo, junto com a entrega de cinco equipamentos hospitalares e da assinatura de autorização para a implantação de um projeto, por meio do programa Bahia Produtiva, que beneficiará diretamente 35 famílias da associação dos apicultores do município.
Segundo Rui, além dos R$ 7,5 milhões na barragem, serão investidos outros R$ 6,5 milhões, também autorizados por ele neste sábado, para aumentar a produção com criação de peixes e para os agricultores. “Isso significa mais emprego e renda para toda a região. E aqui ao lado temos uma nova estação de tratamento que já está abastecendo Senhor do Bonfim, Filadélfia, Jaguarari e os demais municípios. Somente na adutora nova foram investidos mais R$ 60 milhões pelo Governo do Estado, garantindo abastecimento de Jacobina a Senhor do Bonfim”.

sistema Fusegate/ilustração
Fusegate
O sistema fusegate possibilita o controle dos vertedouros sem necessidade de intervenção humana ou elétrica. Com a vantagem de possuir baixo valor de investimento e altos resultados, o principal objetivo do equipamento, composto por módulos de concreto ou aço implantados sobre a crista do vertedouro, é aumentar o acúmulo de água nas reservas, garantindo a segurança hídrica. É um dos métodos mais eficazes e baratos e pode ser instalado em qualquer tipo de barragem.
Cesare de Simone, diretor técnico da Hydroplus, empresa responsável pela instalação do sistema fusegate, informa que os estudos para a implantação começam na próxima segunda-feira. “Teremos o tempo de fabricação e instalação das peças. A previsão é que o projeto esteja implantado em no máximo 15 meses. Já temos dois projetos destes implantados na Bahia, um na barragem de Jacobina e outro com a Embasa, em Itaparica, garantindo o abastecimento de água para essas regiões”.
Com informações da Secom Ba. 10/12/2016

terça-feira, 23 de agosto de 2016

Estudantes criam bactéria que come plástico dos oceanos e o transforma em água

Ciência & Tecnologia

Ainda bem que existem pessoas preocupadas com a poluição dos oceanos,e desse modo,uma bactéria foi desenvolvida pelas estudantes Miranda Wang e Jeanny Yao.As pesquisas iniciaram-se ainda no colégio,e hoje elas já possuem duas patentes,uma empresa e cerca de U$ 400 mil dólares de investimento.

Revista Amazônia
RA
De acordo com estudos recentes, é provável que em 2050 haja mais plástico do que peixes em nossas águas oceânicas. Ainda bem que existem pessoas preocupadas com a poluição dos oceanos, e desse modo, uma bactéria foi desenvolvida pelas estudantes Miranda Wang e Jeanny Yao.
As pesquisas iniciaram-se ainda no colégio, e hoje elas já possuem duas patentes, uma empresa e cerca de U$ 400 mil dólares de investimento.
Com cinco prêmios, a dupla ficou famosa por ser a mais jovem a ganhar o prêmio Perlman de Ciência. Tudo devido ao protótipo de bactéria capaz de transformar plástico em CO² e água. A tecnologia vem sido utilizada de duas formas: a primeira é para limpar as praias e a segunda para produzir matéria-prima para confecção de tecidos.
“Nos dias de hoje, é praticamente impossível fazer com que paramos de usar plástico. Acreditamos que tudo deveria ser biodegradável”, disse Wang.

Tecnologia em desenvolvimento
Em um primeiro passo o plástico é dissolvido e depois as enzimas de catalização quebram os componentes do mesmo em pedaços mais maleáveis. Esses componentes por sua vez, são colocados em uma estação biodigestora, em que tudo será compostado. O processo leva apenas 24 horas para acontecer. Ah, a ciência!
Fonte - Revista Amazônia  22/08/2016

segunda-feira, 22 de agosto de 2016

Nova tecnologia gera energia e reduz em até 70% nível de evaporação em reservatórios de água

Geração de Energia

Chega ao Brasil tecnologia que gera energia e reduz em até 70% nível de evaporação de reservatórios.-Fabricado no País, flutuadores solares podem aumentar em 20% a capacidade de oferta hídrica das companhias de saneamento no Brasil

Revista Amazônia
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A nova tecnologia da Ciel & Terre Brasil, uma joint venture formada pela Sunlution, empresa líder no fornecimento de sistemas de energia solar, e Ciel & Terre Internacional, fabricante francesa de soluções para usinas flutuantes de geração fotovoltaica, promete ampliar, mesmo em tempos de escassez de água e baixo nível dos reservatórios, a capacidade de oferta hídrica das companhias de saneamento no Brasil.
A empresa passa a fabricar no País o flutuador solar e aposta na utilização do sistema para cobrir parte dos espelhos d’água de reservatórios de companhias de saneamento. A tecnologia reduz em até 70% o nível de evaporação da água nos locais onde o equipamento fica instalado, o que permite maior oferta hídrica e, ao mesmo tempo, utilização da energia gerada para abastecer a operação da companhia.
Outra aplicação do flutuador é gerar energia em reservatórios de usinas hidrelétricas, como já ocorre em Balbina (Eletronorte – AM) e Sobradinho (Chesf – BA), e aproveitar as vantagens de infraestrutura já existentes nas instalações hidrelétricas para que as operações da geração solar possam ser otimizadas. “Como a estrutura está toda pronta, não há necessidade de se investir em transmissão ou em subestação, como acontece em muitos projetos eólicos, por exemplo”, ressalta Orestes Gonçalves, diretor da Ciel & Terre Brasil.
Já para o setor agrícola, a empresa pretende instalar os flutuadores em lagos e represas de propriedades rurais e, desta forma, garantir o abastecimento energético para a produção. Estudos mostram que a redução da evaporação com o flutuador permite ao agricultor aumentar em cerca de 20% a sua produção.
Fonte - Revista Amazônia  22/08/2016

sábado, 28 de maio de 2016

Criado o Primeiro Mapa-Mundi de Águas Subterrâneas!

Meio Ambiente

A equipe, liderada por Tom Gleeson, da Universidade de Vitória, no Canadá, usou vários conjuntos de dados (incluindo dados de perto de um milhão de bacias hidrográficas) e mais de 40.000 modelos de águas subterrâneas para compor o mapa-múndi das águas subterrâneas.

Revista Amazônia 
imagem/Revista Amazônia
Com a crescente demanda global por água – especialmente tendo em vista as mudanças climáticas – este estudo fornece informações importantes para os gestores de recursos hídricos e desenvolvedores de políticas, bem como para pesquisas de campo, na hidrologia, ciência atmosférica, geoquímica e oceanografia.
A equipe, liderada por Tom Gleeson, da Universidade de Vitória, no Canadá, usou vários conjuntos de dados (incluindo dados de perto de um milhão de bacias hidrográficas) e mais de 40.000 modelos de águas subterrâneas para compor o mapa-múndi das águas subterrâneas.

O mapa ilustra o qual seria a profundidade, se pegássemos toda a água subterrânea moderna e a colocássemos por cima do continente.


Os cálculos estimam um volume total de cerca de 23 milhões de quilômetros cúbicos de água subterrânea.
Para comparação, se fosse possível retirar essa água e depositá-la sobre a parte seca da Terra, ela poderia produzir um dilúvio que cobriria todos os continentes com uma profundidade de 180 metros – ou poderia elevar os níveis do mar em 52 metros se fosse espalhada sobre o globo inteiro.

Idade das águas
Do total das águas subterrâneas da Terra, apenas cerca de 0,35 milhão de quilômetros cúbicos é mais jovem do que 50 anos de idade.
Essa fração de “água jovem” recarrega-se através das chuvas e dos cursos d’água em uma escala temporal de algumas décadas, representando assim a parte potencialmente renovável das águas subterrâneas. Segundo Gleeson, as águas mais profundas são salgadas demais, isoladas e estagnadas, e deveriam ser vistas como recursos não-renováveis.
O volume da água subterrânea moderna supera todos os outros componentes do ciclo hidrológico ativo e é um recurso renovável. Contudo, como está mais perto das águas de superfície e se move mais rapidamente do que as águas subterrâneas antigas, ela é também mais vulnerável às alterações climáticas e à contaminação por atividades humanas.

Entenda como ocorre a contaminação:


Fonte - Revista Amazônia  28/05/2016

quinta-feira, 17 de março de 2016

Conselho Mundial da água discute fórum no Brasil

Sustentabilidade

Os 36 governadores da água reúnem-se dia 18 em Jodhpur, na Índia, para homologar as ações do Fórum Mundial de 2018.A delegação brasileira vai apresentar a programação do Fórum Mundial 2018, que pela primeira vez acontece no Hemisfério Sul.

Revista Amazônia

Os governadores brasileiros da água Newton de Lima Azevedo, Ricardo Andrade e o representante do governo do Distrito Federal, Paulo Salles, estão em Jodhpur, na Índia, para a reunião do World Water Council. A delegação brasileira vai apresentar a programação do Fórum Mundial 2018, que pela primeira vez acontece no Hemisfério Sul.
O Fórum trienal, que sucede o realizado na Coréia do Sul no ano passado, compreenderá pela primeira vez na história do Conselho Mundial da Água uma série de ações preparatórias. Debates e atividades socioculturais do Rumo à Brasília deverão impactar diretamente mais de 50 mil pessoas nas cidades de Belém, Foz do Iguaçu, São Paulo, Salvador, Cidade do México e Santiago do Chile.
“É importante referendar as etapas preliminares com os 36 conselheiros mundiais porque é uma coisa inédita nesses 20 anos de WWC”, diz Newton de Lima Azevedo, governador brasileiro do Conselho Mundial da Água. “O detalhamento do 8º Fórum, no Centro de Convenções Ulisses Guimarães, em Brasília, também passará pelo crivo do Conselho”.
Fonte - Revista Amazônia  16/03/2016

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2016

Um terço dos aquíferos do mundo está secando, alerta Nasa

Água

Para chegar aos dados, a entidade levou em consideração pequenas variações na força da gravidade do planeta, medidas pelos satélites gêmeos da missão espacial Grace.No Brasil, a situação dos principais aquíferos ainda é confortável. Localizado inteiramente no país, o Aquífero Alter do Chão chegou a apresentar pequeno ganho de volume no período, enquanto o Aquífero Guarani – compartilhado com Uruguai, Paraguai e Argentina – apresentou redução de água considerada “mínima”.

The Greenest Post

Levantamento inédito realizado pela Nasa apontou dados preocupantes sobre a situação dos principais sistemas aquíferos da Terra. Entre 2003 e 2013, 21 dos 37 maiores aquíferos do mundo tiveram mais perda do que recarga de água. Em 13 deles, a diferença foi classificada como de “grande estresse”, o que agrava ainda mais a situação.
Para chegar aos dados, a entidade levou em consideração pequenas variações na força da gravidade do planeta, medidas pelos satélites gêmeos da missão espacial Grace.
No Brasil, a situação dos principais aquíferos ainda é confortável. Localizado inteiramente no país, o Aquífero Alter do Chão chegou a apresentar pequeno ganho de volume no período, enquanto o Aquífero Guarani – compartilhado com Uruguai, Paraguai e Argentina – apresentou redução de água considerada “mínima”.
Apesar do resultado positivo, o hidrólogo brasileiro Augusto Getirana, pesquisador da Universidade de Maryland e do Centro de Voo Espacial Goddard da Nasa, ressaltou que as necessidades decorrentes da crise hídrica vivenciada pelo país podem representar um alerta a longo prazo. “Todos esperamos que a atual seca no sudeste brasileiro seja temporária, mas caso seja uma condição prolongada ou permanente teremos que pensar nos impactos negativos em aquíferos, uma vez que essa é outra fonte potencial de água para abastecimento da população”.
Muitos desses depósitos de água começaram a ser utilizados nas últimas décadas para suprir diversas necessidades humanas – como irrigação e consumo. Com a retirada desregulada de água, algumas fontes estão começando a secar, colocando em risco a segurança hídrica global.
Fonte - Revista Amazônia  24/02/2016

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2016

Estiagem no Amazonas deixa municípios em situação de alerta e de emergência

Meio ambiente

Por causa da seca, nível de alguns dos principais rios amazonenses baixou a níveis críticos.Segundo informações divulgadas hoje (12) pela Defesa Civil do Amazonas, pelo menos cinco comunidades da cidade já estão praticamente isoladas e enfrentam desabastecimento de água potável.

Bianca Paiva
Correspondente da Agência Brasil

Divulgação/Defesa Civil do Amazonas
O município amazonense de Presidente Figueiredo está em situação de emergência por causa da estiagem. As chuvas estão abaixo do normal para o período na região do Alto Rio Negro. Segundo informações divulgadas hoje (12) pela Defesa Civil do Amazonas, pelo menos cinco comunidades da cidade já estão praticamente isoladas e enfrentam desabastecimento de água potável.
De acordo com o secretário de governo da prefeitura de Presidente Figueiredo, Altamir Barroso, a população rural foi a mais afetada pela queda no nível do rio. “Houve uma queda brusca na produção rural, de 50% a 60%. A gente teve que pedir ajuda ao governo do estado porque não temos condições de resolver o problema da noite para o dia. Os poços artesianos também secaram”, contou.
Barroso informou que carros-pipa estão levando água potável para as comunidades rurais e que a prefeitura de Presidente Figueiredo está providenciando a abertura de novos poços artesianos. A Defesa Civil disse que o governo do estado vai liberar R$ 100 mil para custeio de transporte de água potável e auxílio para a população afetada pela estiagem.
Mais três municípios amazonenses estão em situação de alerta por causa da falta de chuva e do baixo nível do Rio Negro: São Gabriel da Cachoeira, Barcelos e Santa Izabel do Rio Negro.
O secretário executivo de Defesa Civil estadual, coronel Fernando Júnior, disse que técnicos foram enviados a essas cidades para avaliar as condições das comunidades, onde já há desabastecimento de alguns alimentos.

El Niño
A previsão é que as chuvas continuem abaixo do normal no Amazonas até o mês de abril por causa do fenômeno El Niño. “Isso nunca aconteceu no nosso estado. Então, para nós, isso também é novidade. Vamos usar o histórico da Defesa Civil do estado, que atendeu a todos os desastres esses anos todos, para atuar também nessa situação atípica."
De acordo com o coronel, além da estiagem no norte do estado, o Amazonas deve enfrentar este ano enchentes na parte sul. "A calha que mais nos preocupa em relação à estiagem é a do Rio Negro e em relação às enchentes, são as calhas dos rios Purus e Madeira”, explicou.
O secretário da Defesa Civil também informou que os focos de incêndio, principalmente em Barcelos e em Presidente Figueiredo, já estão controlados. Os dois municípios decretaram recentemente situação de emergência por causa das queimadas. Em janeiro, Barcelos, por exemplo, registrou 375 focos. No mesmo de 2015, foram seis ocorrências.
Na próxima semana, técnicos da Defesa Civil estadual e dos 62 municípios do Amazonas devem se reunir para discutir a situação dos rios e do clima e a criação de um plano de contingência para enfrentar a situação anormal de estiagem no norte e nordeste amazonenses.
Fonte - Agência Brasil  11/02/2016

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016

Cisternas garantem armazenamento de água para agricultores familiares da Bahia

Água

Até o final deste mês de fevereiro, mais 4.648 cisternas vão levar água de consumo para mais famílias baianas.As cisternas de abastecimento de água para consumo humano também melhorou a qualidade de vida e facilitou as atividades de alunos com a instalação de cisternas em 538 escolas e em 85 postos de saúde

Da Redação
Secom Ba.
O Governo da Bahia, por meio da Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR), empresa pública vinculada à Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR), já beneficiou 55.936 famílias com a construção de cisternas, uma em cada residência, em 80 municípios espalhados pela Bahia. Até o final deste mês de fevereiro, mais 4.648 cisternas vão levar água de consumo para mais famílias baianas.
As cisternas de abastecimento de água para consumo humano também melhorou a qualidade de vida e facilitou as atividades de alunos com a instalação de cisternas em 538 escolas. Pacientes e profissionais de saúde de comunidades rurais de municípios com dificuldade de acesso a água também foram favorecidas com a chegada das cisternas em 85 postos de saúde.
“Melhorou muito a nossa vida com a chegada da cisterna e do barreiro, pois, há alguns anos, temos a água necessária para o nosso consumo e para as frutas e hortaliças que produzimos”, declarou o agricultor familiar, Manoel Guardiano, da Comunidade Rural Várzea do Morro, localizada no município de Ponto Novo, Território de Identidade Piemonte Norte do Itapicuru.
Para o agricultor Manoel, que tem uma família composta por sete pessoas, era muito difícil quando não havia a cisterna, nem o barreiro, obras executadas pelos governos estadual e federal. “Uns dez anos atrás eu precisava andar quilômetros com a lata de água na cabeça para buscar água”, afirmou, manifestando a alegria em ver que, depois da chuva, a cisterna e o barreiro estão cheios de água, garantindo o consumo humano e da produção de hortaliças e frutas, que ele irá vender na feira do município.
O secretário de Desenvolvimento Rural, Jerônimo Rodrigues, também demonstrou alegria em ver a transformação que a chuva, que caiu em todo o estado, fez, beneficiando aqueles que estavam sofrendo com a estiagem. “Tenho uma grande satisfação em ver cheias as cisternas de 16 mil litros, ação executada pelo governo da Bahia, em parceria com ministérios do governo federal, que estão garantindo água de qualidade para os agricultores familiares. Outra alegria é ver os açudes, barreiros e aguadas, todos cheios, o que garante água para a produção e dessedentação animal”.

Mais investimentos
A SDR/CAR tem como meta a construção de 6.933 cisternas calçadão e 4.828 barreiros trincheiras, que vão atender a 11.761 famílias, de 161 municípios do semiárido baiano, com tecnologias sociais de captação e armazenamento de água da chuva para produção e dessedentação animal. A ação será realizada a partir de uma parceria com o do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS), no âmbito do Programa Estadual Água para Todos, através o convênio 027/2013.
De acordo com o superintendente da CAR, Jeandro Ribeiro, a previsão é que, até dezembro de 2016, o convênio já tenha sido totalmente executado. “Já entregamos cerca de três mil aguadas e, até o fim do ano, vamos executar as demais”.
Segundo a coordenadora de produção do Água para Todos, Kamilla Santos, a cisterna calçadão é uma tecnologia de captação de água da chuva com a capacidade de armazenar 52 mil litros de água. “Ela possui um calçadão de 200 metros quadrados, onde a água da chuva cai e escorre para a cisterna”.
Já o barreiro trincheira é utilizado mais para dessedentação de animais de pequeno e médio porte. “Ele é estreito e profundo, média de 3 a 4 metros para evitar a evapotranspiração. O barreiro acumula, em média, 500 metros cúbicos de água. No período chuvoso, o semiárido se renova e as pessoas que ali habitam veem a possibilidade de produzir seu próprio alimento garantindo, assim, a segurança alimentar”.
Com informações da Secom Ba.  01/02/2016

sábado, 23 de janeiro de 2016

Chuvas fortes causam inundações no interior da Bahia

Tempo

A ocorrência de fortes chuvas nos últimos dias no interior da Bahia tem causado estragos em vários municípios do estado.Foram registrado desabamento de pontes nas BRs 381 e 324,interrupções no fornecimento de água e energia,além do risco de enchente no município do Conde,banhado pelo Rio Itapicuru

Da Redação
Oito cidades ficam sem água por causa da chuva
imagem - A Tarde

Oito cidades ficaram sem abastecimento de água por causa da chuva que atingiu a Bahia na sexta-feira(22). Os municípios de Riachão do Jacuípe, Pé de Serra, Ichu, Candeal, Nova Fátima, São Domingos, Valente e Gavião tiveram o serviço interrompido após  ter sido danificada uma adutora,na altura do povoado de Vila Aparecida.
A Embasa em boletim emitido na sexta informou que, não é possível chegar ao local devido ao grande volume de água,e informa ainda que logo seja possível o acesso,os serviços de manutenção serão realizados e em seguida o abastecimento de água retomado.

Ponte na BR-381 se parte com correnteza de rio
A a pressão da correnteza do rio Itapicuru Mirim,que transbordou com a chuva na sexta-feira (22), partiu ao meio a ponte que liga os municípios de Filadélfia e Itiúba, na BR-381.
A força da correnteza do rio,aos poucos,rompeu a ponte ao meio.
Ainda na sexta,em Riachão do Jacuípe,a cabeceira de uma ponte na BR-324,também se rompeu. A Polícia Rodoviária Federal,interditou o tráfego no local. O abastecimento de água e luz foi interrompido na cidade.

A cidade do Conde em alerta por conta do risco de enchente do rio Itapicuru
A prefeitura de Conde,no litoral norte baiano, divulgou um comunicado nesta sexta-feira (22), para que os moradores da cidade fiquem em estado de "alerta máximo" por conta do risco de enchente do Rio Itapicuru,que corta o município.
Segundo a nota, a prefeitura foi informada pelo Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos da Bahia (Inema),do alto volume de água no rio, causado pelas chuvas que atingem o interior baiano.
Segundo Cláudio Teles,coordenador de Meio Ambiente do município a situação é preocupante porque já aconteceram em outras épocas,a exemplo de 1989,fortes enchentes.O coordenador informou também que a prefeitura já pediu ao Inema a abertura de um canal para que a água possa escoar do rio e amenizar os riscos de enchente.Alem disso,prefeitura  informou que vai disponibilizar escolas,em caso de ocorrência de desabrigados,para que todos possam ficar em segurança.
Segundo informa o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet),a previsão é de chuva forte neste sábado (23) na cidade do Conde. No domingo,as pancadas de chuvas devem diminuir.
Com informações de A Tarde 23/01/2016

terça-feira, 1 de dezembro de 2015

Água potável chegará para população de assentamentos no Território do Velho Chico

Recursos Hídricos

Na ação, em parceria também com o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), está prevista também a implantação de sistemas nos assentamentos de Paratinga, Bom Jesus da Lapa, Carinhanha, Malhada e Riacho de Santana. “Estamos dando largada ao compromisso de levar água potável para os assentamentos rurais no estado”

Da Redação
foto - ilustração
Assentamentos das localidades de Oliveira dos Brejinhos, Brotas de Macaúbas, Barra e Sítio do Mato, no Território do Velho Chico, terão sistemas de abastecimento de água. A informação foi divulgada nesta terça-feira (1º) pelo titular da Secretaria de Infraestrutura Hídrica e Saneamento (SIHS), Cássio Peixoto, após confirmação de empenho no valor de R$ 600 mil e aprovação do plano de trabalho pelo Ministério da Integração Nacional.
Na ação, em parceria também com o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), está prevista também a implantação de sistemas nos assentamentos de Paratinga, Bom Jesus da Lapa, Carinhanha, Malhada e Riacho de Santana. “Estamos dando largada ao compromisso de levar água potável para os assentamentos rurais no estado”, comemorou o secretário.
De acordo com ele, “este aceno positivo por parte do Ministério da Integração e do Incra nos permite avançar no fortalecimento dos assentamentos de reforma agrária, implantando infraestrutura hídrica capaz de atender essas famílias e levar abastecimento de água ao meio rural, que é nosso papel”. O titular da SIHS informou que o objetivo inicial do governo é alcançar 39 assentamentos.

Centrais de Abastecimento
No dia 12 de novembro, em Brasília, o secretário recebeu da presidente do Incra, Maria Lúcia Falcon, a confirmação do financiamento no valor de R$ 32 milhões para beneficiar 4.169 famílias de assentados na Bahia. Neste programa, o objetivo é implantar sistemas simplificados de abastecimento de água e viabilizar que a gestão de cada um deles seja local, com as chamadas Centrais de Abastecimento.
De acordo com o secretário, as centrais funcionarão em forma de federações nas quais as comunidades estarão inseridas como corresponsáveis pelos sistemas. “Os assentados terão também a obrigação da cobrança da tarifa com um preço razoável, valorizando o empreendimento e tendo, acima de tudo, garantia de gestão e rentabilidade”, disse ainda Cássio Peixoto.
A contrapartida pleiteada pelo Incra é o apoio a projetos do órgão para a Bahia, a exemplo do Plano de Desenvolvimento Integrado do São Francisco. O instituto quer promover os assentamentos levando condições de produção e agroindústria. Além da Bahia, o projeto vai beneficiar outros estados onde o Rio São Francisco corre, a exemplo de Minas Gerais, Pernambuco e Alagoas.
Com informações da Secom Ba.  01/12/2015

sábado, 10 de outubro de 2015

Água da Transposição do São Francisco pode atender áreas rurais por meio de carros-pipa

Recursos hídricos

Dois reservatórios já estão cheios, em testes do projeto. A proposta é construir estações de tratamento para utilizar a água.Primeiro reservatório já armazena água há quase um ano, em testes operacionais do Eixo Leste do projeto.

André Clemente
Diario de Pernambuco
foto -  Ministério da Integração/Divulgação
O governo do estado está negociando com o ministério da Integração a forma de investir R$ 30 milhões para a implantação de três estações de tratamento e mais a perfuração de 14 poços profundos. A ideia é tirar água dos reservatórios da Transposição do Rio São Francisco e encher carros-pipa que abastecem áreas emergenciais rurais, onde não há rede. A Transposição está em testes, mas já armazena água em dois pontos no percurso dos canais. A previsão é ter seis reservatórios cheios até junho de 2016. Não está definido quanto, nem como será a fatia do estado e do governo federal para tirar a proposta do papel.
De acordo com o secretário estadual de Recursos Hídricos e Energéticos, Almir Cirilo, o estado atingiu uma estiagem que entra severa no sexto ano, com o agravante de barragens secas. “Nós estamos preocupados em como atender a população rural, que ainda depende de carros-pipa, mas que não há mais de onde tirar a água para enchê-los. Estamos discutindo com o Ministério da Integração para aproveitar esses reservatórios, porque vão estar em volumes expressivos e que a quantidade que vamos retirar não vai ser expressiva, ao ponto de prejudicar os testes das estações de bombeamento, por exemplo”, explica. “A água tem destino para essa população difusa, que vive, também, de barreiros e poços", pontua.
Aprovando o orçamento, a viabilidade é rápida para implantação dos sistemas, segundo o secretário. “As estações de tratamento são estruturas praticamente prontas. Já vêm pré-fabricadas e são montadas na estrutura. E isso inclui a perfuração de poços com profundidade entre 300 metros e 750 metros. São de grande proporção, para atuarem em complemento com outras ações de abastecimento, como dessalinizadores, além de outras adutoras e perfuração de poços de diversas proporções”, acrescenta.
De acordo com o ministério da Integração Nacional, por meio de assessoria de imprensa, aconteceu uma reunião técnica entre representantes do Ministério da Integração Nacional e da Secretaria de Recursos Hídricos do governo do estado de Pernambuco nesta semana, quando foi discutida a situação hídrica do Estado. Por meio de nota, explicou que "o ministério aguarda a entrega da documentação e do pleito do Estado para proceder análise do tema em questão."
Atualmente, a obra da Transposição está em testes no Eixo Leste há um ano e desde agosto deste ano no Eixo Norte. Nada chega ainda as 12 milhões de pessoas do semiárido nordestino que esperam pela água do Velho Chico. O projeto é orçado atualmente em R$ 8,2 bilhões e prevista para 2017. São 470 quilômetros de canais divididos em dois Eixos (Norte e Leste) para abastecer os estados de Pernambuco, Paraíba, Rio Grande do Norte e Ceará.
Fonte - Diário de Pernambuco  10/10/2015