UMA GRANDE NAÇÃO SE CONSTROI COM EDUCAÇÃO, CIDADANIA E SOBERANIA

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quarta-feira, 26 de agosto de 2020

Colapso de abastecimento de água no Brasil é questão de tempo, diz especialista

Meio ambiente/Água  🌊

Segundo engenheiro sanitarista e professor da UERJ, Adacto Ottoni, a crise de abastecimento de água no país é inevitável com a contínua degradação das bacias hidrográficas brasileiras.O professor da UERJ apontou para o aumento do desmatamento e da poluição dos rios em todo país, o que coloca em risco o acesso à água. Para Adacto Ottoni, falta às autoridades uma visão estratégica do tema e por isso o governo somente se mobiliza para "apagar o incêndio", em vez de pensar na prevenção.

Sputnik
foto - ilustração/arquivo
O Instituto Trata Brasil, especializado em estudos de saneamento e proteção ambiental divulgou uma pesquisa, revelando que o aquecimento global, o crescimento do país e o desperdício de recursos naturais poderão provocar um aumento da demanda por água potável no Brasil, até 2040, em 80%.
Sputnik Brasil conversou sobre o tema com Adacto Ottoni, engenheiro sanitarista, professor associado do Departamento de Engenharia Sanitária e Ambiental da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ).
O especialista classificou a pesquisa como "preocupante", em função dos fatores opostos relatados pelo estudo.
"Ao mesmo tempo que a demanda por água está aumentando no Brasil, e vai aumentar ainda mais até 2040, podendo chegar em até 80% do valor atual, do outro lado os mananciais de água que vão sustentar esse abastecimento de água estão, de forma oposta, sendo cada vez mais degradados", alertou o engenheiro sanitarista.
O professor da UERJ apontou para o aumento do desmatamento e da poluição dos rios em todo país, o que coloca em risco o acesso à água. Para Adacto Ottoni, falta às autoridades uma visão estratégica do tema e por isso o governo somente se mobiliza para "apagar o incêndio", em vez de pensar na prevenção.
"Temos que nós preocupar seriamente com essas informações que o Instituto Trata Brasil já está projetando para que a gente possa ter políticas públicas adequadas no sentido de garantir a sustentabilidade no abastecimento de água no Brasil", disse Ottoni à Sputnik Brasil.
O engenheiro considera a degradação das bacias hidrográficas brasileiras um dos principais problemas relacionados ao futuro do abastecimento de água no país. Segundo ele, o estudo do Instituto Trata Brasil abordou o tema de forma indireta, ao apontar o desmatamento e o desmatamento como vilões.
Bacias Hidrográficas são áreas ou regiões de drenagem de um rio principal e seus afluentes. Também pode-se dizer é um território, no qual as águas das chuvas, das montanhas, subterrâneas ou de outros rios escoam em direção a um determinado curso d'água.
"Crise hídrica não é só falta de água. Crise hídrica é também excesso de água, como aconteceu agora no Rio de Janeiro, em janeiro deste ano, com o problema da geosmina. Tinha água sobrando e a CEDAE não conseguia tratar a poluição. É o que está acontecendo hoje em dia. Durante o período chuvoso você coloca em risco o abastecimento porque a água fica mais suja em função da poluição da bacia hidrográfica que a chuva leva. E quando não há mais a floresta, porque a floresta segura 80% da chuva e filtra, quando chega o período de estiagem há o risco de não ter água, como aconteceu no sistema de Cantareira [em São Paulo], com 70% da bacia hidrográfica desmatada", explicou Ottoni.
Para o interlocutor da Sputnik Brasil, o colapso do sistema de abastecimento de água "é uma questão de tempo". Segundo ele, a sociedade, como um todo, precisa encarar o problema com ações concretas para evitar uma verdadeira crise ambiental, como a fiscalização do desmatamento e da poluição e reutilização do esgoto.
"O grande problema do nosso país é a falta de sustentabilidade nas políticas públicas. Você pensar no crescimento do país sem pensar na infraestrutura para suportar esse crescimento é a mesma coisa que dar um tiro no pé", concluiu.
As opiniões expressas nesta matéria podem não necessariamente coincidir com as da redação da Sputnik
Fonte - Soputinik  26/08/2020

quarta-feira, 30 de agosto de 2017

Embasa e CCR Metrô concluem serviços e fornecimento de água é retomado

Infraestrutura  🚧

O fornecimento de água foi retomado, na noite de terça-feira (29), em Salvador e Lauro de Freitas, após a conclusão da manutenção em equipamentos da rede distribuidora de água da capital e também do serviço de remanejamento, pela CCR Metrô, de um trecho de tubulação na área de interferência com as obras do Sistema Metroviário de Salvador e Lauro de Freitas.

Da Redação
foto - ilustração
A Empresa Baiana de Águas e Saneamento (Embasa) informa que o fornecimento de água foi retomado, na noite de terça-feira (29), em Salvador e Lauro de Freitas, após a conclusão da manutenção em equipamentos da rede distribuidora de água da capital e também do serviço de remanejamento, pela CCR Metrô, de um trecho de tubulação na área de interferência com as obras do Sistema Metroviário de Salvador e Lauro de Freitas.
As localidades afetadas pela interrupção temporária foram São Cristóvão e Jardim das Margaridas; parte da Boca do Rio; Pituaçu; parte de Piatã; Curuzu; parte alta do Bonfim; parte de Pernambués; Cabula; São Gonçalo; IAPI; Santa Mônica; parte da Liberdade; Estrada das Barreiras; Engomadeira; Arraial do Retiro; parte de Narandiba;Tancredo Neves; Arenoso; Saboeiro; Mata Escura; Sussuarana Nova e Velha.
Com informações da Sucom Ba  30/08/2017

terça-feira, 27 de setembro de 2016

Governo do Estado inaugura UPA e sistema de abastecimento em Feira de Santana Ba.

Saúde

Com investimento total de R$ 4,3 milhões provenientes de recursos estaduais (R$ 2,4 milhões), o equipamento, localizada ao lado do Hospital Geral Cleriston Andrade (HGCA), terá capacidade de atender até 450 pacientes por dia. A estrutura funcionará 24 horas, sete dias por semana, e ampliará o acesso de pacientes aos serviços de urgência e emergência na região, beneficiando moradores da região.

Da Redação
foto -  Mateus Pereira/GOVBA
A saúde pública da Bahia foi reforçada na manhã desta terça-feira (27), com a inauguração pelo governador Rui Costa de uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) em Feira de Santana. Com investimento total de R$ 4,3 milhões provenientes de recursos estaduais (R$ 2,4 milhões), o equipamento, localizada ao lado do Hospital Geral Cleriston Andrade (HGCA), terá capacidade de atender até 450 pacientes por dia. A estrutura funcionará 24 horas, sete dias por semana, e ampliará o acesso de pacientes aos serviços de urgência e emergência na região, beneficiando moradores da região.
A nova unidade conta com 24 leitos de observação, sendo quatro para atendimento de pacientes críticos, além de laboratório clínico e equipamentos para auxiliar o diagnóstico - a exemplo de raio-X, oftalmoscópio, laringoscópio e eletrocardiografia por telemedicina. A expectativa é que os casos de baixa e média complexidade sejam absorvidos pela UPA, reduzindo a demanda no Hospital Clériston Andrade. Os pacientes serão atendidos conforme os protocolos de acolhimento com classificação de risco.
“Essa é uma unidade importantíssima para Feira de Santana porque, além de atender com dignidade as pessoas que estejam passando mal, vai possibilitar esvaziar a emergência do Hospital Clériston Andrade, porque o hospital é para atender aos casos graves. Isso nos possibilitará ampliar e melhorar o atendimento do hospital”, afirmou o governador, que estava acompanhada do secretário estadual da Saúde, Fábio Vilas-Boas. Rui disse que o próximo passo do Governo “é retirar a maternidade do Clériston e transferir para o Hospital da Criança”.
Com a inauguração da UPA, a Bahia passa a contar com 39 Unidades de Pronto Atendimento distribuídas em 26 municípios, com uma cobertura de mais de seis milhões de habitantes, de acordo com dados do IBGE/2014.

foto -  Mateus Pereira/GOVBA
Fornecimento de água
A escassez de água, que sempre foi o pesadelo dos moradores do bairro de Campo Limpo, ganhou um ponto final na região. Em cumprimento de agenda em Feira de Santana, o governador também inaugurou o Centro de Reservação Norte, empreendimento construído pela Empresa Baiana de Águas e Saneamento (Embasa), para assegurar maior regularidade no abastecimento de água na parte norte do município. Ele estava acompanhando do secretário estadual de Infraestrutura Hídrica e Saneamento do Estado (Sihs), Cássio Peixoto.
O complexo é formado por três grandes reservatórios com capacidade total para armazenar até 24 milhões de litros de água. A obra incluiu, além dos reservatórios, a implantação de uma adutora com 2,7 km de extensão e mais 56 mil metros de rede de distribuição.
Com investimento de R$ 54 milhões, entre recursos próprios da Embasa e do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC 2), a obra beneficiará mais de 280 mil pessoas dos bairros de Campo Limpo, Novo Horizonte, Gabriela, Pamplona, Pedra Ferrada, Feira VI, George Américo, Cidade Nova e Asa Branca.
"Antes a nossa realidade era andar com o balde na mão para buscar água. Às vezes a água não chegava durante 15, 20 dias. Era horrível, mas agora está todo mundo com esperança. Com o sistema [de abastecimento de] água, a gente vai ter água de qualidade e isso é maravilhoso", disse a costureira Florisvanda Ferreira, moradora de Campo Limpo.
Com informações da Secom Ba.  27/09/2016

sábado, 24 de setembro de 2016

Tecnologia de energia solar transforma água do mar em água potável

Ciência&Tecnologia

O resultado são dois produtos: água potável pura, que é dirigida para a rede de tubulação de água principal da cidade, e água clara com 12% de salinidade. A água potável é canalizada para a costa, enquanto a água salgada fornece os banhos termais antes de ser redirecionado de volta para o oceano através de um sistema de liberação inteligente

Revista Amazônia
RA
O projeto é basicamente, uma usina de energia solar que implanta dessalinização eletromagnética para fornecer água potável para a cidade e filtra a salmoura resultante através de banhos termais de bordo antes de ser reintroduzido no Oceano Pacífico. A tubulação já é finalista da 2016 Land Art Generator Initiative design competition.
Elizabeth Monoian, co-fundadora da Iniciativa Land Art Generator afirma: “A infra-estrutura sustentável que é necessário para atingir as metas de desenvolvimento e crescimento da população da Califórnia terá uma profunda influência sobre a paisagem. O acordo de Paris uniu o mundo em torno de um objetivo de limitação da elevação da temperatura para 1,5 – 2 °C, o que exigirá um investimento maciço em infraestrutura de energia limpa “.


Para esta competição particular, a LAGI pediu para apresentar propostas que incorporam tanto energia quanto água limpa, uma vez que estão inextricavelmente interligados. Khalili Engineers do Canadá escolheu um projeto para alimentar um dispositivo de dessalinização eletromagnética usando a energia solar. E – de acordo com a arte pública e aspecto educativo da cruzada ambiental e social global da LAGI – a tubulação é um projeto bonito que permite que as pessoas interagem perfeitamente com a sua fonte de água potável, sem nenhum dos efeitos colaterais desagradáveis tipicamente associados com a geração de energia.
“Acima, painéis solares fornecem energia para bombear água do mar através de um processo de filtragem eletromagnética abaixo do deck da piscina, oferecendo banhos termais e produzindo água potável”. Segundo a equipe de desenvolvimento do projeto, “A tubulação representa uma mudança no futuro da água.”

RA
De acordo com Khalili Engineers, a sua concepção, essa coisa longa brilhante visível do píer de Santa Monica, é capaz de gerar 10.000 MWh por ano, o que por sua vez irá produzir 4,5 bilhões de litros (ou 1,5 bilhões de galões) de água potável. Dada a atual situação de seca em toda a Califórnia, e a escassez de água em geral, uma variedade de microgeradores urbanos como este pode complementar a geração de energia e água.
“O resultado são dois produtos: água potável pura, que é dirigida para a rede de tubulação de água principal da cidade, e água clara com 12% de salinidade. A água potável é canalizada para a costa, enquanto a água salgada fornece os banhos termais antes de ser redirecionado de volta para o oceano através de um sistema de liberação inteligente, mitigando a maioria dos problemas habituais associados com o retorno de água salgada do mar “.
Os vencedores da LAGI 2016 serão anunciados no dia 06 de outubro de 2016.
Fonte - Revista Amazônia  24/09/2016

quinta-feira, 17 de março de 2016

A cidade de Vitória da Conquista é o município mais bem saneado do Norte/Nordeste

Saneamento

No conjunto dos critérios analisados, Vitória da Conquista teve diversos destaques. Com os investimentos feitos pela Empresa Baiana de Águas e Saneamento (Embasa), para ampliar o atendimento com abastecimento de água, o município alcançou 100% de cobertura em 2014, aparecendo em 1º lugar no ranking juntamente com outros 22 municípios.

Da Redação
foto - Elói Corrêa/GOVBA
Vitória da Conquista, no sudoeste baiano, aparece mais uma vez como o município mais bem saneado, na região Norte/Nordeste, conforme a classificação do Instituto Trata Brasil no Ranking do Saneamento 2016. Divulgado esta semana, o estudo realizado pela organização da sociedade civil de interesse público (Oscip) avaliou os 100 maiores municípios brasileiros e os dados do Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS 2014). As cidades de Salvador e Feira de Santana também foram incluídas no relatório.
No conjunto dos critérios analisados, Vitória da Conquista teve diversos destaques. Com os investimentos feitos pela Empresa Baiana de Águas e Saneamento (Embasa), para ampliar o atendimento com abastecimento de água, o município alcançou 100% de cobertura em 2014, aparecendo em 1º lugar no ranking juntamente com outros 22 municípios. Segundo o gerente regional da empresa, José Olímpio Silveira, diante do crescimento ocupacional da cidade, nos últimos dois anos, o índice atualmente se encontra em 99,8%.
Entre os 100 municípios, Conquista ficou em 9º lugar no índice de perdas de água tratada na distribuição (24,36%), percentual bem menor em relação à média nacional (36,7%). O município também é o 2º colocado em eficiência financeira, com o índice de 4,34% de água produzida e não faturada, enquanto a média brasileira é de 41,9%.
Salvador aparece na 8ª colocação, entre as capitais do País na classificação do Trata Brasil, sendo a capital com melhor índice de tratamento de esgoto coletado. Em Feira de Santana, o destaque é a evolução no controle das perdas de água faturada, que diminuíram de 33,02% para 27,05%.
O Ranking do Saneamento Básico é elaborado pelo Instituto Trata Brasil, desde 2009, em parceria com a consultoria G.O. Associados. O estudo consolida o Ranking do Saneamento tendo por base os dados fornecidos pelas empresas e municípios ao Ministério das Cidades.
Com informações da Secom Ba.  16/032016

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016

Cisternas garantem armazenamento de água para agricultores familiares da Bahia

Água

Até o final deste mês de fevereiro, mais 4.648 cisternas vão levar água de consumo para mais famílias baianas.As cisternas de abastecimento de água para consumo humano também melhorou a qualidade de vida e facilitou as atividades de alunos com a instalação de cisternas em 538 escolas e em 85 postos de saúde

Da Redação
Secom Ba.
O Governo da Bahia, por meio da Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR), empresa pública vinculada à Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR), já beneficiou 55.936 famílias com a construção de cisternas, uma em cada residência, em 80 municípios espalhados pela Bahia. Até o final deste mês de fevereiro, mais 4.648 cisternas vão levar água de consumo para mais famílias baianas.
As cisternas de abastecimento de água para consumo humano também melhorou a qualidade de vida e facilitou as atividades de alunos com a instalação de cisternas em 538 escolas. Pacientes e profissionais de saúde de comunidades rurais de municípios com dificuldade de acesso a água também foram favorecidas com a chegada das cisternas em 85 postos de saúde.
“Melhorou muito a nossa vida com a chegada da cisterna e do barreiro, pois, há alguns anos, temos a água necessária para o nosso consumo e para as frutas e hortaliças que produzimos”, declarou o agricultor familiar, Manoel Guardiano, da Comunidade Rural Várzea do Morro, localizada no município de Ponto Novo, Território de Identidade Piemonte Norte do Itapicuru.
Para o agricultor Manoel, que tem uma família composta por sete pessoas, era muito difícil quando não havia a cisterna, nem o barreiro, obras executadas pelos governos estadual e federal. “Uns dez anos atrás eu precisava andar quilômetros com a lata de água na cabeça para buscar água”, afirmou, manifestando a alegria em ver que, depois da chuva, a cisterna e o barreiro estão cheios de água, garantindo o consumo humano e da produção de hortaliças e frutas, que ele irá vender na feira do município.
O secretário de Desenvolvimento Rural, Jerônimo Rodrigues, também demonstrou alegria em ver a transformação que a chuva, que caiu em todo o estado, fez, beneficiando aqueles que estavam sofrendo com a estiagem. “Tenho uma grande satisfação em ver cheias as cisternas de 16 mil litros, ação executada pelo governo da Bahia, em parceria com ministérios do governo federal, que estão garantindo água de qualidade para os agricultores familiares. Outra alegria é ver os açudes, barreiros e aguadas, todos cheios, o que garante água para a produção e dessedentação animal”.

Mais investimentos
A SDR/CAR tem como meta a construção de 6.933 cisternas calçadão e 4.828 barreiros trincheiras, que vão atender a 11.761 famílias, de 161 municípios do semiárido baiano, com tecnologias sociais de captação e armazenamento de água da chuva para produção e dessedentação animal. A ação será realizada a partir de uma parceria com o do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS), no âmbito do Programa Estadual Água para Todos, através o convênio 027/2013.
De acordo com o superintendente da CAR, Jeandro Ribeiro, a previsão é que, até dezembro de 2016, o convênio já tenha sido totalmente executado. “Já entregamos cerca de três mil aguadas e, até o fim do ano, vamos executar as demais”.
Segundo a coordenadora de produção do Água para Todos, Kamilla Santos, a cisterna calçadão é uma tecnologia de captação de água da chuva com a capacidade de armazenar 52 mil litros de água. “Ela possui um calçadão de 200 metros quadrados, onde a água da chuva cai e escorre para a cisterna”.
Já o barreiro trincheira é utilizado mais para dessedentação de animais de pequeno e médio porte. “Ele é estreito e profundo, média de 3 a 4 metros para evitar a evapotranspiração. O barreiro acumula, em média, 500 metros cúbicos de água. No período chuvoso, o semiárido se renova e as pessoas que ali habitam veem a possibilidade de produzir seu próprio alimento garantindo, assim, a segurança alimentar”.
Com informações da Secom Ba.  01/02/2016

terça-feira, 19 de janeiro de 2016

Mais de 70% dos paulistanos consideram risco de falta d'água alto, diz pesquisa

Crise hídrica

Apenas 7% dos paulistanos desconsideram a possibilidade de colapso no abastecimento,revela a pesquisa Irbem.O levantamento foi divulgado hoje (19) pela Rede Nossa São Paulo.Entretanto, o percentual dos que consideravam que havia grandes chances de colapso hídrico na capital caiu 10 pontos percentuais em relação à pesquisa anterior. Realizado no final de 2014, o levantamento mostrava que 82% das pessoas ouvidas tinham essa percepção.

Daniel Mello
Repórter da Agência Brasil
Divulgação/Cesan
O risco de falta d'água por longos períodos na capital paulista é alto, dizem 72% dos moradores da cidade, conforme a pesquisa Indicadores de Referência de Bem-Estar no Município (Irbem). O levantamento foi divulgado hoje (19) pela Rede Nossa São Paulo.
Entretanto, o percentual dos que consideravam que havia grandes chances de colapso hídrico na capital caiu 10 pontos percentuais em relação à pesquisa anterior. Realizado no final de 2014, o levantamento mostrava que 82% das pessoas ouvidas tinham essa percepção.
Para elaboração do estudo atual, foram entrevistadas 1,5 mil pessoas entre 30 de novembro e 18 de dezembro do ano passado. Os resultados mostram ainda que 20% dos paulistanos consideram que existe um pequeno risco de que a população seja obrigada a viver sem água por longos períodos. Apenas 7% não acreditam nessa possibilidade. No levantamento anterior, 3% dos moradores desconsideravam a possibilidade de colapso no abastecimento.
Desde o dia 18 de dezembro, a Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) amenizou o racionamento d'água na região metropolitana. Segundo a estatal, as casas paulistanas recebiam menos água durante, em média, 15 horas diárias no período de crise. A duração do racionamento caiu para oito horas diárias, em média. A redução da pressão atualmente ocorre, na maioria dos bairros, à noite.
De acordo com a companhia, os reservatórios fecharam o ano passado em melhores condições do que em 2014. Entre o ano passado e o anterior, houve acréscimo de 402,13 bilhões de litros de água, um aumento de 133%.
Na comparação com a pesquisa Irbem anterior, houve aumento de 61% para 67% entre os que atribuem o problema da crise hídrica à Sabesp. Para 45% da população, a falta d'água foi provocada pela ausência de planejamento do governo estadual. Na pesquisa anterior, o índice era 42%.
Fonte - Agência Brasil  19/01/2016

sexta-feira, 20 de novembro de 2015

Transposição do São Francisco chega a 81% das obras físicas

Transposição 

A obra é tida como saída para a crise de abastecimento d'água em muitos municípios do Semiárido.De acordo com o Ministério da Integração Nacional (MI),o projeto de transposição das águas do Rio São Francisco,considerado a maior obra de infraestrutura hídrica do País,está com 81% de execução física.

Diário do Nordeste
Por Honório Barbosa - Colaborador
foto - Elizângela Santos
Iguatu - Os moradores do Semiárido nordestino estão de olho nas obras de transposição do Rio São Francisco, numa verdadeira contagem regressiva. O temor, segundo previsões Meteorológicas, é que o atual ciclo de seca, que já perdura desde 2012, estenda-se em 2016, provocando desabastecimento para milhões de pessoas. O colapso em grandes centros urbanos pode ser evitado com a chegada das águas do "Velho Chico", mas haverá tempo suficiente para o início da operação de transferência do recurso hídrico?
De acordo com o Ministério da Integração Nacional (MI), o projeto de transposição das águas do Rio São Francisco, considerado a maior obra de infraestrutura hídrica do País, está com 81% de execução física. Os dados são referentes a outubro passado. "As primeiras estações de bombeamento já foram entregues e ainda para este ano está prevista a conclusão da segunda estação do Eixo Leste", assegurou o secretário de Infraestrutura do MI, Osvaldo Garcia.
Mais de 10 mil operários trabalham ao longo dos 477Km de extensão da obra. "O projeto é uma prioridade do governo federal", frisou Garcia. A transposição vai atender 12 milhões de pessoas em 390 cidades dos Estados de Pernambuco, Ceará, Paraíba e Rio Grande do Norte. O sistema prevê a construção de dois eixos: Leste e Oeste. O primeiro levará água para áreas de Pernambuco, e o segundo para o Ceará, Paraíba e Rio Grande.
Segundo dados divulgados pelo MI, o eixo norte apresenta 82,2% de execução e o leste, 79,2%. A obra vem sendo construída por etapas, mas já sofreu atrasos e paralisações. O cronograma de execução prioriza a sequência construtiva do "caminho das águas" a partir da captação até os Estados que serão beneficiados. A expectativa é que a obra seja concluída em fins de 2016 ou início de 2017.
O secretário de Recursos Hídricos do Ceará, Francisco Teixeira, trabalha com esse cronograma. "Se não houver recarga nos reservatórios na quadra chuvosa de 2016 vamos enfrentar muitas dificuldades, mas até o fim do próximo ano já poderemos contar com a transposição do São Francisco", disse. O governo do Estado já solicita recursos federais para continuidade de obras de infraestrutura visando à distribuição de água do "Velho Chico" por bacias hidrográficas no Ceará. O principal projeto é o Cinturão das Águas.
Em agosto passado foi iniciado, em fase de teste, o bombeamento de águas do Rio São Francisco na estação de Cabrobó (PE). Essa operação trouxe a possibilidade de que a água do Velho Chico poderia chegar ao Ceará em julho do próximo ano, caso não ocorra contratempo na execução. Seria uma segurança e alívio para vários municípios e a Região Metropolitana de Fortaleza, que recebe água do Açude Castanhão. Atualmente, os açudes do Ceará acumulam somente 13,6% de sua capacidade. O projeto prevê quatro túneis, um com 15Km de extensão, 14 aquedutos, nove estações de bombeamento e 27 reservatórios.

Ações emergenciais
Mediante o quadro de estiagem que assola o Semiárido nordestino, o governo federal, em parceria com os Estados, vem liberando recursos para distribuição de água por caminhões-pipa, perfuração e recuperação de poços profundos e instalação de adutoras de montagem rápida. De agosto de 2012 a outubro deste ano, o governo federal já investiu R$ 525,4 milhões em ações de socorro e assistência.
Fonte - Diário do Nordeste  20/11/2015

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

Ceará - "Zona urbana" da velha Jaguaribara reaparece

Estiagem/Meio ambiente

A contínua redução do nível das águas do açude Castanhão revela cada dia mais a cidade antes submersa.Ruas calçamentadas e escombros de casas já são visíveis misturados a objetos

Melquíades Júnior - Reporter  DN
foto - Bruno Gomes
Jaguaribara - Cada nova baixa de águas do Castanhão é uma apreensão que ecoa. Além de não chover, parece que o céu está pegando de volta o que despejou. De fato, está. A evaporação só não é mais responsável do que o próprio consumo, seja para indústria, agricultura ou uso doméstico. Tem muita água no maior açude do Ceará. Tem tanta água que é quase metade de toda a reserva do Estado. Mas nunca teve tão pouco desde que encheu em 18 dias o que, diziam, levaria dez anos.
Chegou a 97% em 2009, com mais de 6 bilhões de metros cúbicos. Ontem, registrou 24% da capacidade, ou 1,6 bilhão de metros cúbicos. É um terço do que apresentava em janeiro de 2014. A população que viu suas terras sumirem aguadas presencia o fenômeno do mar revirando sertão.

Do poste ao pote
O quarto ano seguido de seca (é o prognóstico mais provável) é o terceiro em que os escombros da velha Jaguaribara se pronunciam. Primeiro foram os postes, as caixas d'água, os apontamentos de vida nas áreas de morro. Hoje, o que se vê é o pote de barro, o que sobrou do fogão, as estradas em paralelepípedo e todos os tijolos com que foi feita uma casa. A zona urbana da cidade vista a olho nu e seco. Centenas de hectares de terras desafundadas revelam que o Castanhão passou por ali. Nelas, o que ainda chega é o ronco das pequenas ondas batendo na alvenaria dia e noite.
Durante a construção do açude Castanhão, a população inteira de Jaguaribara foi realocada para terras altas. Uma nova cidade, totalmente projetada, foi inaugurada em 25 de setembro de 2001. Para muitos moradores, até hoje, a casa não é onde vivem, mas viveram.
Para quem é da velha Jaguaribara, o Castanhão é um baú de memórias em que se navega. A identidade estava afundada com os tijolos que hoje reaparecem. Almerinda Nogueira, de 62 anos, era lavadeira. Hoje se define "dona-de-casa-solitária". Explica: "morava na beira do Jaguaribe. Mais de 30 anos na mesma casinha. Trouxeram a gente pra cá porque era para resolver o problema da seca. E o que a gente vê agora? Uns com sede e outros com saudade. A vida lá era muito melhor".
"A falta d'água seria um problema maior sem o Castanhão", afirma o engenheiro Ulisses Maia, do Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (Dnocs). Vem desse açude parte da água que abastece a Região Metropolitana de Fortaleza (RMF) e os projetos do Dnocs no Vale do Jaguaribe, como os perímetros irrigados Jaguaribe-Apodi e Tabuleiros de Russas.

Abertura de comportas
Entre os anos de 2007 e 2010, os meses de fevereiro e março eram de expectativa para um evento que durava até uma semana: a abertura de comportas do Castanhão. São doze, das quais ao menos duas faziam a alegria de centenas de espectadores a presenciar o "véu de noiva" que se forma com a passagem de água. A liberação era feita para o reservatório não transbordar, pois também significaria água demais em regiões como a que rodeia o município vizinho de Jaguaretama.
A liberação das comportas jogava até um milhão de litros por segundo na calha do Rio Jaguaribe, que corria mais veloz até chegar a Fortim, onde finalmente deságua no mar.
Na semana passada, moradores reunidos em movimentos como o de atingidos por barragens fizeram protesto por água. Pediam urgência na construção de uma adutora de engate rápido que abasteça a cidade, que não recebe uma gota de água do açude Castanhão, atualmente 18 km distante. A solução apontada pelo governo Estadual é o aproveitamento de uma adutora desativada em Canindé, no Sertão Central, porque o açude que fornecia água já está seco.
"O Castanhão deixou de ser aliado pra não ser praticamente nada", afirma Venâncio Lima, agricultor em Jaguaretama. Perdeu todo o plantio. "E as horas do quintal. Tem mais nada. Plantar perto do Castanhão só consegue se for empresário em perímetro irrigado, porque é quem ainda tá recebendo água. Pra agricultor familiar não tem não".

Níveis
O Ceará está com apenas 19,5% da capacidade de reserva, ou 3,6 bilhões de metros cúbicos de água. Pelo menos 127 açudes estão com menos de 30% da capacidade de reserva, conforme o portal hidrológico da Companhia de Gestão dos Recursos Hídricos (Cogerh). Mas o dado é mais dramático, pois cerca de 120 desses açudes não tem mais de 10% de "fôlego".
Fonte - Diário do Nordeste  04/02/2015

sábado, 24 de janeiro de 2015

Nível do Sistema Cantareira cai para 5,25%

Crise Hidrica

Nível do Cantareira cai neste sábado (24). Mesmo com alta de volume em outros reservatórios, paulistas convivem com chuvas abaixo da média histórica de janeiro

Flávia Albuquerque
Repórter da Agência Brasil 
Divulgação Sabesp
São Paulo - O nível do Sistema Cantareira caiu de 5,3%, registrado nesta sexta-feira (23), para 5,25% hoje (24), de acordo com informações da Companhia de Saneamento do Estado de São Paulo (Sabesp). Os dados mostram que o índice pluviométrico em janeiro foi 90,8 milímetros (mm), enquanto a média histórica é 271,1 mm.
No Alto Tietê, o nível passou de 10,3% para 10,4%. Choveu na área 62 mm no mês, quantidade também menor que a média histórica de 251,5 mm. No Sistema Guarapiranga, o nível passou de 38,5% para 39,4%, com 152,8 mm de chuva e média histórica de 229,3 mm. No Alto Cotia, passou de 28,5% para 28,6%. O índice pluviométrico no mês foi 70,8 mm. A média histórica para o manancial é 232 mm.
A Sabesp informou que, no Sistema Rio Grande, o nível de água armazenad passou de 70,3% para 71,7%, com o índice de chuva chegando 185,8 mm no mês. A média histórica para o período é 251,5 mm. No reservatório de Rio Claro o nível ficou em 30,6mm, mesmo valor de ontem. No mês choveu 154,7 mm na represa, que tem média histórica de 298,9 mm.
Fonte - Agência Brasil  24/01/2015

segunda-feira, 24 de novembro de 2014

Volume de água armazenado no Cantareira cai para 9,4%

São Paulo

No dia 15, começou a ser bombeada a segunda parte do volume morto, água que fica abaixo do nível das comportas. Este é o último recurso de armazenamento disponível. 

Camila Maciel
Repórter da Agência Brasil 
Divulgação/Sabesp
Em quedas sucessivas há dez dias, o volume de água armazenado no Sistema Cantareira chegou hoje (24) a 9,4%. Os dados fazem parte do levantamento diário divulgado pela Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo. No dia 15, começou a ser bombeada a segunda parte do volume morto, água que fica abaixo do nível das comportas.
A reserva técnica acrescentou 105 bilhões de litros ao volume útil do sistema. Este é o último recurso de armazenamento disponível. A primeira parte da reserva foi incluída no dia 16 de maio, após obras para a instalação de bombas, e incorporou 182,5 bilhões de litros de água ao Sistema Cantareira.
Outros mananciais importantes no abastecimento de São Paulo apresentaram queda hoje. O volume armazenado no Alto Tietê, segundo mais importante da cidade, passou de 6,1% para 5,9%; no Guarapiranga, na zona sul da capital, o nível caiu de 32,3% para 32,2%; no Rio Grande, de 63,8% para 63,4%; e no Rio Claro, de 31,9% para 31,3%. O Alto Cotia, por sua vez, ficou estável em 28%.
Fonte - Agência Brasil  24/11/2014

domingo, 19 de outubro de 2014

SÃO PAULO esta virando um SAARA?.....

São Paulo

Capacidade de armazenamento do Sistema Cantareira cai para 3,6% - Também é crítica a situação no Sistema Alto Tietê, cuja capacidade chegou hoje a 9%.

Camila Maciel
Repórter da Agência Brasil 
Sistema Cantareira - Divulgação/Sabesp
O Sistema Cantareira, conjunto de represas que abastecem cerca de 9 milhões de pessoas na Região Metropolitana de São Paulo, chegou neste domingo (19) a 3,6% da capacidade de armazenamento de água. O monitoramento diário feito pela Companhia de Saneamento Ambiental do Estado de São Paulo (Sabesp) indica queda de 0,2 ponto percentual no volume desde ontem.
Também é crítica a situação no Sistema Alto Tietê, cuja capacidade chegou hoje a 9%. Com a crise hídrica no estado, as águas desse reservatório estão sendo usadas desde março para suprir o abastecimento de áreas que eram atendidas pelo Cantareira.
Na última sexta-feira (17), a Justiça Federal liberou o uso da segunda cota da reserva técnica do Cantareira. A decisão suspendeu decisão liminar do dia 10, que impedia o uso do chamado volume morto e determinava que a Agência Nacional de Águas (ANA) e o Departamento de Águas e Energia Elétrica do Estado de São Paulo (Daee) revissem a retirada feita pela Sabesp.
A ação, proposta pelos ministérios públicos Estadual e Federal, pedia que os órgãos de regulação definissem semanalmente a vazão a ser cumprida, com a fixação de metas de restrição ou suspensão do uso da água pelas pessoas.
Também na semana passada, a Sabesp informou que restavam apenas 40 bilhões de litros de água da primeira cota da reserva técnica do Cantareira, cuja retirada começou no dia 16 de maio. Segundo a companhia, a segunda cota acrescentará mais 106 bilhões de litros ao sistema. Em depoimento na Câmara de Vereadores no dia 15, a presidenta da Sabesp, Dilma Pena, admitiu que, se não chovesse nos dias subsequentes, a primeira parte disponbilizada do volume morto acabaria em meados de novembro.
Calor em São Paulo
Marcelo Camargo/Agência Brasil
As chuvas acumuladas na região do Cantareira em outubro, no entanto, somam 0,4 milímetro, quando a média história para o mês é 130,8 milímetros, conforme dados da Sabesp.
Na capital paulista, o calor não deve contribuir para a enfrentamento da crise hídrica em São Paulo, quando o consumo de água tende a aumentar.
Segundo o Centro de Gerenciamento de Emergências, neste domingo, a temperatura máxima prevista na capital paulista é 33 graus Celsius (°C). Na última sexta-feira (17), a cidade registrou temperatura recorde, com os termômetros chegando a 39,3 °C, a maior desde o começo das medições, em 2000.
Fonte - Agência Brasil  19/10/2014

segunda-feira, 13 de outubro de 2014

Nível do Sistema Cantareira atinge novo recorde de baixa capacidade: 4,7%

São Paulo

Tempo seco agrava crise hídrica em São Paulo - Esse é o novo recorde de redução, segundo a Companhia de Saneamento e Abastecimento do Estado de São Paulo (Sabesp). A crise hídrica deve continuar, pois não há previsão de chuva significativa para os próximos dez dias, em toda a Região Sudeste, segundo o Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos (Cptec)

Marli Moreira 
Repórter da Agência Brasil 
Divulgação/Sabesp
O nível do Sistema Cantareira – principal manancial de São Paulo – baixou de 4,8% da capacidade ontem (12) para 4,7% hoje (13). Esse é o novo recorde de redução, segundo a Companhia de Saneamento e Abastecimento do Estado de São Paulo (Sabesp). A crise hídrica deve continuar, pois não há previsão de chuva significativa para os próximos dez dias, em toda a Região Sudeste, segundo o Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos (Cptec).
Há um ano, o sistema operava com 39% da capacidade e os reservatórios contavam com um volume acumulado de chuva de 53,8 milímetros. Nesses primeiros 13 dias de outubro, o número está em 0,4 milímetro.
Apesar de não ser tão crítica quanto à do Cantareira, a situação hídrica dos demais sistemas de abastecimento de São Paulo também enfrentam diminuição de volumes. No Alto Tietê, o nível está em 10,5% ante 46,9%, registrados há um ano. Também em 12 meses, caíram de forma expressiva as reservas existentes nos sistemas Guarapiranga (de 77,3% para 46,9%), Alto Cotia (de 86,3% para 32,8%), Rio Grande (de 93,7% para 74,3%) e Rio Claro (de 90,8% para 54,3%).
Por enquanto, o uso da reserva técnica tem permitido garantir o abastecimento para a maioria das 6,5 milhões de pessoas que dependem do Sistema Cantareira.
Porém, na cidade de Itu, distante cerca de 75 quilômetros da capital paulista, a crise no fornecimento de água provocou um protesto no início da noite de ontem (12).
Segundo a Polícia Militar, os manifestantes interditaram a Rodovia Waldomiro Correia de Camargo (SP-79), nos dois sentidos próximo ao bairro Cidade Nova. Eles atearam fogo a pneus e ônibus. Quando os bombeiros e policiais chegaram ao local, foram recebidos com rojões e pedradas, mas conseguiram acabar com o tumulto. Ninguém foi preso e não há o registro de feridos.
Por meio de nota, a prefeitura de Itu informou que “respeita os manifestos pacíficos como expressão democrática e de diretos dos cidadãos, mas lamenta eventuais atos de vandalismo”. Segundo o comunicado, na região do Pirapitingui, onde fica o bairro Cidade Nova, foi adotado o esquema de racionamento pela Concessionária Águas de Itu.
O manancial de São Miguel, que abastece a região, está praticamente sem reserva, com vazão inferior a 40 litros por segundo, explica a nota. Em razão disso, em caráter emergencial, caminhões-pipa fazem o abastecimento noturno de creches, escolas, unidades de saúde e outros prédios públicos. Esse recurso foi estendido ainda para o caso de consumidores idosos e doentes cadastrados.
Pode chover na quarta-feira (15), mas com fraca intensidade e de forma localizada, “talvez restringindo-se às regiões de serra”, de acordo o meteorologista Gustavo Escobar, coordenador do Grupo de Previsão de Tempo do Cptec.
Segundo ele, são esperadas chuvas mais fortes apenas para final do mês, entre os dias 25 e 26. “O inverno mais seco está dentro da normalidade, o problema que é no último verão não choveu”. O meteorologista observou ainda que as análises do comportamento do clima do Cptec indicam precipitações mais regulares após a segunda quinzena de outubro.
Fonte - Agência Brasil  13/10/2014

quinta-feira, 15 de maio de 2014

SP recorre à reserva técnica do Cantareira para garantir abastecimento de água

São Paulo

A água retirada da reserva técnica ou volume morto, como também é chamada, será levada para a Estação de Tratamento de Água Guaraú, na zona norte de São Paulo. O nível do Sistema Cantareira será acrescido de 182,5 bilhões de litros de água, o que fará com que o nível suba 18,5% a partir de amanhã (16).
Para retirar a água do volume morto, foram instaladas 17 bombas flutuantes, que levarão a água por túneis até a estação de tratamento.

Flávia Albuquerque 
Repórter da Agência Brasil 

O Sistema Cantareira, que responde pelo abastecimento de água para 9 milhões de habitantes da região metropolitana de São Paulo, chegou hoje (15) ao menor nível de sua história, 8,2%, de acordo com a Companhia de Saneamento do Estado de São Paulo (Sabesp).
O governo estadual e a Sabesp iniciaram a captação de água da reserva técnica da Represa Jaguari/Jacareí, anunciada para ter início hoje. A reserva técnica é o volume de água das represas que fica abaixo da cota mínima de captação.
A água retirada da reserva técnica ou volume morto, como também é chamada, será levada para a Estação de Tratamento de Água Guaraú, na zona norte de São Paulo. O nível do Sistema Cantareira será acrescido de 182,5 bilhões de litros de água, o que fará com que o nível suba 18,5% a partir de amanhã (16).
Para retirar a água do volume morto, foram instaladas 17 bombas flutuantes, que levarão a água por túneis até a estação de tratamento. A instalação das bombas foi iniciada em 17 de março, com a construção de dois canais com 3,5 quilômetros de extensão. Foram dois meses de obras e investimento de R$ 80 milhões.
O volume da reserva técnica é formado pela mesma água do atual volume útil do sistema e o total chega a 400 bilhões de litros. A estimativa da Sabesp é que a quantidade de água seja suficiente para abastecer a região metropolitana de São Paulo até 2015. Se começar a chover com regularidade o uso do volume morto será suspenso.
O governador Geraldo Alckmin, que acompanhou o acionamento das bombas que farão a captação da água, disse que o governo está se empenhando para sanar o problema de abastecimento de água.
“O governo de São Paulo não está esperando São Pedro para resolver o problema da seca. Nós estamos trabalhando 24 horas por dia com todo o empenho, a engenharia e técnica para garantir o abastecimento de água à população. Quero agradecer à população da região metropolitana de São Paulo, que tem aumentado, mês a mês, o uso racional da água. Chegamos à primeira quinzena de maio com um índice de 84% de redução no consumo”, falou Alckmin.
O Sistema Cantareira trata em média 32.560 litros por segundo, representando 47% da água distribuída na região metropolitana de São Paulo e 65% da demanda da capital paulista. O Sistema Cantareira libera também, no mínimo, 3.000 litros por segundo para as regiões de Campinas e Piracicaba.
De acordo com nota do governo estadual, entre 2013 e 2014 o volume de chuvas foi desfavorável na bacia de contribuição do Cantareira, provocando a pior seca desde que as medições dos institutos de meteorologia começaram, há 84 anos. Em dezembro de 2013, foi registrado índice 72% menor que a média. Em janeiro e fevereiro, choveu 65% menos que o normal.
Fonte - Agência Brasil  15/05/2014

segunda-feira, 12 de maio de 2014

Nível do Cantareira volta a cair e atinge 8,8%

São Paulo

Nível do Sistema Cantareira que abastece RM/SP continua baixando e atinge 8,8% da sua capacidade total. 

Marli Moreira
Repórter da Agência Brasil 
foto - ilustração
O nível do Sistema Cantareira, o maior reservatório da região metropolitana de São Paulo voltou a cair hoje (12), baixando dos 8,9% registrados ontem (11) para 8,8%, segundo a medição diária da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp). Essa proporção em relação à capacidade de armazenamento está bem inferior ao registrado em igual período do ano passado.
Na próxima quinta-feira (15), a Agência Nacional de Águas e o Departamento de Águas e Energia Elétrica de São Paulo devem fazer uma nova avaliação em torno do volume de água que pode ser retirado do Sistema Cantareira que, atualmente, está em 22,4 metros cúbicos por segundo (m³/s) .
Também está prevista para o dia 15, a finalização das obras iniciadas no último dia 17 de março, que vão permitir a captação de água da reserva estratégica, o chamado volume morto, que está em nível abaixo da área utilizada.
Fonte - Agência Brasil  12/05/2014

sexta-feira, 2 de maio de 2014

Nível do Sistema Cantareira cai para 10,4%

São Paulo

O volume máximo de retirada para abastecer a Grande São Paulo foi reduzido de 24,8 metros cúbicos por segundo (m³/s) para 22,4 m³/s. Segundo os órgãos, o volume contempla a média de captação que está sendo feita na prática, já que, do dia 1º a 25 de abril, a média de retirada para abastecer a região metropolitana de São Paulo foi 21 m³/s (87% do autorizado).

Flávia Albuquerque 
Repórter da Agência Brasil 
foto - ilustração 
O nível dos reservatórios do Sistema Cantareira caiu de 10,5% ontem (1º) para 10,4% hoje (2), patamar mais baixo da história, segundo dados da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp). Na mesma data do ano passado, o índice estava em 62,6%. Os reservatórios são responsáveis pelo abastecimento de cerca de 9 milhões de pessoas na região metropolitana de São Paulo, além de liberar água para as bacias dos rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí, no interior do estado.
Em resolução conjunta, a Agência Nacional de Águas (ANA) e o Departamento de Águas e Energia Elétrica de São Paulo reduziram, no dia 30 de abril, o limite de captação de água dos Sistema Cantareira. O volume máximo de retirada para abastecer a Grande São Paulo foi reduzido de 24,8 metros cúbicos por segundo (m³/s) para 22,4 m³/s. Segundo os órgãos, o volume contempla a média de captação que está sendo feita na prática, já que, do dia 1º a 25 de abril, a média de retirada para abastecer a região metropolitana de São Paulo foi 21 m³/s (87% do autorizado). A vazão será reavaliada em 15 dias.
Segundo o Grupo Técnico de Assessoramento para Gestão do Cantareira, o volume útil do sistema deverá se esgotar no início de julho. A pior situação e do reservatório Jaguari-Jacareí, que atualmente está com apenas 3,7% da capacidade útil e deverá atingir o volume mínimo ainda durante o mês de maio. A partir do fim da reserva útil, passará a ser usado o chamado volume morto, ou reserva técnica – água que está abaixo do sistema de bombeamento atual.
O Consórcio Intermunicipal das Bacias dos Rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí (PCJ) enviou no dia 29 um documento com 39 reivindicações para os órgãos ligados à gestão de recursos hídricos do governo federal e dos governos de São Paulo e Minas Gerais. Um dos pontos principais do texto é a redução do consumo de água dos abastecidos pelo Cantareira.
A diminuição pode ocorrer a partir de campanhas, como a que está sendo feita pela Sabesp, que oferece descontos aos usuários que consumirem menos água. “A gente já está com pouca água reservada. Então, essa água tem que ser muito bem administrada”, enfatiza o coordenador de Projetos do consórcio, Guilherme Valarini. De acordo com ele, para garantir a segurança hídrica da região, o consumo de água teria de cair até 50% nos próximos meses.
A decretação de estado de calamidade pública nos municípios afetados é outra medida defendida pelo consórcio. “Porque a gente está com pouquíssima água reservada e há necessidade de virem mais recursos para auxiliar os municípios a enfrentar esse período de estiagem”, destacou Valarini.
Também são reivindicadas ações para melhorar o sistema de reservatórios a médio e longo prazos, como o desassoreamento dos corpos d' água. Outras medidas nesse sentido são a criação de incentivos para aproveitamento da água da chuva, a redução das perdas no sistema de distribuição e a aceleração das obras de novos reservatórios.
Fonte - Agência Brasil  02/05/2014

sábado, 22 de março de 2014

Desconhecimento popular sobre água é problema a ser enfrentado, diz ONG

Recursos Hidricos

Para ele, a população está muito distante do tema água, que só chama a atenção quando há uma crise instalada. “As pessoas não procuram se informar de onde vem a água que consomem e o que podem fazer para garantir o abastecimento, há um desconhecimento geral. Os governantes têm sua culpa, as empresas e a mídia, também, e essa falta de esclarecimento reflete no cidadão.”

Andreia Verdélio 
Repórter da Agência Brasil 
Rios Arquivo/Agência Brasil
Neste sábado (22), dia em que se comemora o Dia Mundial da Água (22), é importante lembrar que um dos principais problemas que o Brasil precisa enfrentar é a falta de conhecimento da população sobre a realidade dos recursos hídricos no país, afirma o coordenador do Programa Água para a Vida da organização não governamental (ONG) WWF-Brasil, Glauco Kimura de Freitas.
Para ele, a população está muito distante do tema água, que só chama a atenção quando há uma crise instalada. “As pessoas não procuram se informar de onde vem a água que consomem e o que podem fazer para garantir o abastecimento, há um desconhecimento geral. Os governantes têm sua culpa, as empresas e a mídia, também, e essa falta de esclarecimento reflete no cidadão.”
Kimura cita a pesquisa que o WWF faz a cada cinco anos sobre a percepção dos brasileiros sobre a água. Na última, em 2012, mais de 80% dos entrevistados nunca tinham ouvido falar da ANA [Agência Nacional de Águas], que é o órgão regulador dos recursos hídricos. "Há consciência sobre como economizar e de que pode faltar água. Mais de 70% das pessoas sabem dos problemas, mas o desconhecimento ainda é grande”, disse o especialista.
Outro problema é a má governança dos recursos hídricos, acrescenta Kimura. “É muito difícil dizer se vamos conseguir, ou não, suprir nossas demandas e é grande a chance de termos problemas no futuro com a gestão que tem sido feita”, disse ele, destacando que o Brasil está muito bem em termos de leis, como, por exemplo, a Política Nacional de Recursos Hídricos , o Conselho Nacional de Recursos Hídricos e os comitês de bacias hidrográficas, mas que não estão sendo implementados e fiscalizados como deveria.
“Fizemos a lição de casa até um certo ponto e precisamos mudar essa trajetória, fugir das consequências desse cenário que as Nações Unidas [ONU] projetam. Temos um arcabouço legal, bons modelos, mas a vontade política para fazer algo consistente está muito baixa, não só no âmbito federal, mas nos estados e municípios também”, destaca o coordenador do Programa Água para a Vida.
O Relatório de Desenvolvimento Mundial da Água 2014 , de autoria da ONU-Água, prevê que, em 2030, a população global necessitará de 35% a mais de alimento, 40% a mais de água e 50% a mais de energia.
“O tema água esta abaixo das prioridades. A ANA é um órgão técnico de excelência, mas os governos locais não dão conta de implementar os instrumentos que já existem, a sociedade não cobra, e as empresas só se mexem quando têm que cumprir a lei”, argumenta Kimura.
De acordo com ele, o terceiro gargalo na gestão dos recursos hídricos é o mau uso da terra. “As cidades vão crescendo, ficam dependendo de reservatórios, a maioria poluídos, e ocupando áreas de nascentes, que são os ovos de ouro da galinha. O planejamento urbano tem que ser levado muito a sério, e o setor de recursos hídricos precisa estar inserido.”
Para Kimura, na área rural, também há uma tendência de agravamento do problema com a flexibilização do Código Florestal , aprovado em 2012. Para ele, a diminuição das Áreas de Preservação Permanente (APPs), que agora levam em conta o tamanho da propriedade, coloca em risco os mananciais de água.
A Política Nacional de Irrigação, instituída no ano passado, também pode constituir um problema para o especialista do WWF, já que o crédito financeiro e as outorgas para captação de água vão aumentar. “É como uma poupança: estamos dando cada vez mais senhas para acessar a nossa caderneta, mas ninguém põe dinheiro lá. Então, temos que ter um trabalho sério de proteção das nascentes e área de recarga de aquífero”, destaca Kimura, explicando que existem áreas de terra mais permeáveis que outras que precisam ter uma cobertura florestal em cima e que, por desconhecimento das pessoas, são pavimentadas ou assoreadas.
Fonte - Agência Brasil  22/03/2014

segunda-feira, 14 de outubro de 2013

Maior túnel da América Latina, obra do Projeto de Integração do Rio São Francisco, terá 15.4 km

Infraestrutura


Estão avançados os trabalhos de perfuração do túnel

Implantado na divisa do Ceará com a Paraíba para o transporte de água, o ‘Cuncas I’ já está com 11,6 km concluídos, o equivalente a 70% da obra, devendo ficar totalmente pronto em 2015.
No local trabalham 633 operários, movendo 209 equipamentos, dentre eles a perfuradora de rocha intitulada Jumbo, importada da Finlândia que faz escavações durante 24 horas, num ritmo de 18 metros por dia.
O objetivo do túnel é conduzir 83.000 litros de água por segundo para a Paraíba, Rio Grande do Norte e Ceará, após passar pelo túnel ‘Cuncas II’, por meio de interligação com um reservatório.
Para acelerar as obras, foi adotado um sistema de perfuração com fogo controlado, conhecido como Novo Método de Tunelamento Austríaco, em que os operários trabalham em 4 frentes de serviço simultâneas nas 2 extremidades dos túneis (entrada e saída) e mais 2 frentes de serviço no ponto central (janela de serviço); à medida em que as perfurações avançam, as equipes se deslocam em sentidos opostos até se encontrarem as escavações.
O Projeto São Francisco, a cargo do Ministério da Integração Nacional, é a maior obra de infraestrutura hídrica do Brasil, emprega mais de 6.600 pessoas, tem mais de 1.800 equipamentos em operação em 4 trechos funcionando por 24 horas por dia em São José de Piranhas (PB), Salgueiro (PE), Cabrobó (PE)
Fonte - Bahia Negócios  14/10/2013