UMA GRANDE NAÇÃO SE CONSTROI COM EDUCAÇÃO, CIDADANIA E SOBERANIA

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quarta-feira, 11 de dezembro de 2019

América Latina volta ao topo da agenda de política externa da Rússia, diz senador

Política/Internacional  🔍

A América Latina está no topo das prioridades da política externa russa, declarou o presidente da Comissão de Relações Exteriores do Senado da Rússia, Konstantin Kosachev.O senador encontra-se em visita a Buenos Aires para acompanhar a posse do novo presidente argentino, Alberto Fernández, realizada nesta terça-feira (10).

Sputnik
Presidente do Comitê de Relações Exteriores do Senado russo
 Konstantin Kosachiov
© Sputnik / Vladimir Fedorenko
A América Latina está no topo das prioridades da política externa russa, declarou o presidente da Comissão de Relações Exteriores do Senado da Rússia, Konstantin Kosachev.
A América Latina está no topo das prioridades da política externa russa, declarou o presidente da Comissão de Relações Exteriores do Senado da Rússia, Konstantin Kosachev.
O senador encontra-se em visita a Buenos Aires para acompanhar a posse do novo presidente argentino, Alberto Fernández, realizada nesta terça-feira (10).
"Reposicionamos a América Latina na escala de prioridades da política externa russa [...] Esteve um pouco esquecida durante um período bastante longo, mas esses tempos ficaram para trás", declarou.
De acordo com o senador, a Rússia quer aproximar as relações bilaterais com os países da região, em contexto no qual os Estados Unidos ressuscitam a Doutrina Monroe, segundo a qual a América Latina é esfera de influência dos EUA.
"O interesse [da Rússia] pela América Latina é evidente, tanto a nível empresarial quanto político", disse Kosachev.
O senador lembrou, no entanto, que os Estados Unidos se opõem politicamente ao estreitamento de relações entre a Rússia e América Latina, alertando para possíveis provocações.

Da teoria à prática
Kosachev reuniu-se com o presidente recém-empossado Alberto Fernández e transmitiu um convite de Vladimir Putin para que o presidente argentino visite a Rússia.
De acordo com ele, "Fernández aceitou com satisfação e solicitou que transmitisse ao presidente da Rússia que ele fará todo o possível para atender ao convite", disse.
As partes estimam que a visita possa ser realizada no ano que vem. A delegação russa também foi recebida pela vice-presidente Cristina Kirchner, que foi convidada pela presidente do Senado russo, Valentina Matvienko, a visitar Moscou.
Fonte - Sputnik  11/12/2019

segunda-feira, 22 de janeiro de 2018

China convida América Latina e Caribe para Nova Rota da Seda

Internacional  👀

Pequim convidou a América Latina e o Caribe para fazer parte de seu bloco econômico, a iniciativa chamada de "Nova Rota da Seda". A oferta foi feita nesta segunda-feira (22) pelo ministro das Relações Exteriores da China, Wang Yi, durante reunião com a Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (CELAC).

Sputnik
foto - ilustração
Com a retração da influência global dos Estados Unidos com a presidência de Donald Trump, Pequim busca ocupar os espaços deixados por Washington.
"A China sempre estará comprometida com o caminho do desenvolvimento pacífico e com a estratégia de ganha-ganha de abertura e está pronta para compartilhar dividendos de desenvolvimento com todos os países", disse Wang em reunião com os 33 países da CELAC.
Criado em 2011 na Venezuela, a CELAC não inclui os Estados Unidos e o Canadá.
O bloco latino e a China assinaram uma espécie de acordo de princípios que rejeita o "unilateralismo" e fala sobre a importância de combater a mudança climática.
A Nova Rota da Seda foi proposta pelo presidente chinês Xi Jinping em 2013 e busca fortalecer os laços econômicos entre Ásia, África e Europa com investimento de bilhões de dólares em infraestrutura.
O chanceler chinês discursou sobre a importância de melhorar a conectividade entra mar e terra e citou a necessidade de construir conjuntamente "logística, eletricidade e percursos de informação".
O ministro das Relações Exteriores do Chile, Heraldo Muñoz, que já criticou publicamente Trump, afirmou que o acordo marcou uma nova era "histórica" ​​de diálogo entre a região e a China.
"A China disse algo que é muito importante, que quer ser nosso parceiro confiável na América Latina e no Caribe e valorizamos isso", afirmou Muñoz. "Este encontro representa um repúdio categórico ao protecionismo e ao unilateralismo".
Pequim tenta seduzir a América Latina com um investimento de US$ 250 bilhões em infraestrutura na próxima década. Além disso, a China já é o principal parceiro comercial de Brasil, Argentina e Chile.
O chanceler chinês, entretanto, nega que esteja em curso uma competição por influência.
"Não tem nada a ver com concorrência geopolítica. Segue o princípio de alcançar o crescimento compartilhado através da discussão e colaboração", disse Wang.
Pequim busca ampliar seu leque comercial com a região e deixar de apenas comprar matérias primas para também movimentar setores como o comércio digital e o comércio de veículos.
"Nossas relações com a China são amplas. Isto [reunão entre CELAC e China] é mais uma ferramenta para o Brasil trabalhar com a China. Juntos, identificamos novas áreas de cooperação", afirmou o vice-chanceler do Brasil, Marcos Galvão.
Fonte - Sputnik  22/01/2018

sexta-feira, 19 de janeiro de 2018

China está cada vez mais disposta a privar América Latina da influência dos EUA

Política/Internacional  👀

Nas novas condições políticas, a China considera como importante fortalecer a CELAC (Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos) como uma organização dos países americanos sem participação dos EUA e Canadá, afirmou o especialista do Instituto da América Latina da Academia de Ciências da Rússia, Aleksandr Kharlamenko.

Sputnik

foto - ilustração/telesurtv.net
De acordo com o especialista, este é um dos objetivos do segundo encontro ministerial entre a China e os países-membros do grupo, que decorrerá entre 19 e 22 de janeiro na capital chilena Santiago e da qual participará também o chanceler chinês Wang Yi.
Neste ano, o curso das conversações e os resultados do encontro vão em grande parte depender da postura do país anfitrião do evento, o Chile. Em dezembro do ano passado, o candidato de centro-direita Sebastián Piñera ganhou as eleições presidenciais no país.
O analista, que falou com a Sputnik China, observou que Pequim foi a primeira a parabenizar o novo presidente, ultrapassando até o principal aliado regional de Piñera, o presidente Macri da Argentina. Para Kharlamenko, isto indica que a China está disposta a manter o desenvolvimento ativo dos laços com o Chile e espera uma posição chilena construtiva como de um dos países copresidentes da CELAC.
"A CELAC foi criada na época de uma virada à esquerda na América Latina, com um papel de liderança de Cuba, Venezuela e dos antigos governos de centro-esquerda no Brasil e na Argentina. Hoje em dia, a política de Cuba e Venezuela coincide com a linha chinesa. Ela consiste em que esta nova organização [CELAC], sem EUA e Canadá, tem que ser preservada independentemente do pluralismo político e da mudança de governos em vários países da região", frisa o analista.
"Vamos ver se dará certo e se a política da CELAC será eficiente nas novas condições políticas. Não é nenhuma surpresa que o bloco de Mauricio Macri na Argentina e o bloco de Sebastián Piñera no Chile têm sido mais orientados para os EUA", adiantou.
No decorrer da primeira reunião ministerial entre a China e a CELAC, o presidente chinês Xi Jinping apelou a esforços conjuntos para fazer com que as trocas comerciais entre as duas partes atinjam US$ 500 bilhões (mais de R$ 1,6 trilhões) na próxima década. Ademais, ele prometeu aumentar o volume de investimentos diretos chineses na América Latina até US$ 250 bilhões (mais de R$ 800 bilhões). A reunião em Santiago, por sua vez, vai se focar nos obstáculos que estão dificultando a realização do plano.
"Seria bom que esses esforços dessem certo, pois isso aumentaria a autossuficiência da América Latina e a estabilidade de todo o panorama global. Mas o problema é que os blocos de direita nos países latino-americanos têm usado, e continuam usando, nas suas atividades pré-eleitorais e políticas a carta antichinesa. Ou seja, eles não param de sublinhar que o capital chinês quase escraviza a América Latina, que a dependência da China substitui a dependência dos EUA, o que preserva a orientação unilateral baseada nas matérias-primas", ressalta Kharlamenko.
O analista confessou que não tem certeza que estes novos governos consigam mudar seus lemas políticos, desenvolvendo laços estreitos com a China, e será desta disponibilidade dos líderes latino-americanos que vai depender a realização do projeto.
Além disso, o diretor do Centro da América Latina da Universidade de Anhui, Fan Hesheng, lembrou em uma conversa com a Sputnik que esta é a primeira reunião entre a CELAC e a China após a chegada da nova administração nos EUA.
"A importância do encontro ministerial é evidente. Nos contatos com a América Latina a China atribui importância aos contatos em plataformas multilaterais. […] Vou destacar vários objetivos que o lado chinês tem neste evento. Primeiro, a China espera, graças a este mecanismo multilateral, expandir as esferas de comunicação e cooperação com os países-membros da CELAC. São depositadas esperanças especiais na iniciativa chinesa de ‘Um Cinturão, uma Rota'. Também se pode dizer que este encontro é uma chance importante para que a América Latina adira à Nova Rota da Seda", sublinhou.
Ademais, continuou o especialista chinês, este evento é importante dada a nova equipe no poder nos EUA, pois a América Latina costuma ser chamada de "quintal estadunidense". Nesta nova situação, é importante que a China alcance mais consenso com seus parceiros quanto ao reforço da confiança mútua.
Fonte - Sputnik  19/01/2018

quarta-feira, 18 de outubro de 2017

Gigante ferroviária russa vê America Latina como região muito promissora

Transportes sobre trilhos   🚄

Em apenas 15 anos, a empresa russa Transmashholding se converteu em uma das maiores do mundo no domínio da infraestrutura de transportes ferroviários.

Do Sputnik
Imagem - ilustração/Youtube
Com 18 empresas integrantes, mais de 40.000 empregados e mais de 10 mercados conquistados em todas as zonas climáticas, o grupo Transmashholding,mantém sua liderança como o maior fabricante de trens e vagões na Rússia e uma das dez maiores empresas de maquinaria do mundo.A empresa tem em sua linha de produção as locomotivas elétricas EP20 e 2ES5 e a locomotiva diesel-elétrica 2TEC25KM, que são apenas uma parte dos muitos modelos (72, no total) lançados pela empresa.O modelo EP20, adaptado para uso com dois sistemas de eletrificação ferroviária, com corrente contínua e corrente alternada, é objeto de orgulho para os desenvolvedores da Transmashholding. Estas locomotivas alcançam velocidades de até 200 km/h nas ferrovias existentes.Na busca por soluções ecologicamente sustentáveis,a empresa já desenvolveu também,uma locomotiva alimentada com gás natural,um combustível muito mais limpo do que o diesel comumente usado em locomotivas.
Com informações do Sputnik  18/10/2017


quinta-feira, 13 de abril de 2017

EUA buscam criar na América Latina situação militar igual à do Oriente Médio'

Política/Internacional  👀

Os Estados Unidos estão preparando condições para os próximos anos, para criar uma situação muito semelhante à do Oriente Médio na América Latina que justifique sua intervenção direta nos assuntos de outros países", explicou o especialista.

Sputnik
foto - ilustração
Estados Unidos e seus aliados estão preparando o terreno na América Latina pra uma intervenção a longo prazo, disse à Sputnik o especialista em relações internacionais, Ghazi Nassendini, presidente do Centro de Análise e Estudos Global AZ.
"Os Estados Unidos estão preparando condições para os próximos anos, para criar uma situação muito semelhante à do Oriente Médio na América Latina que justifique sua intervenção direta nos assuntos de outros países", explicou o especialista.
Os EUA podem defender de forma mais "simples" sua intervenção militar e política, assim como "estabelecer regimes neocoloniais obedientes às políticas norte-americanas", caso declarem a existência de ameaça à sua segurança, indicou Nassendini.
Antes de avaliar se a América Latina poderia ser uma zona de trânsito para grupos terroristas como o Daesh — proibido na Rússia, o analista acredita ser preciso observar a proliferação da doutrina e da formação destes grupos.
"Agora nós temos que fixar e advertir a nível mundial de onde chega o pensamento salafista-wahhabita, porque é dali que vão surgindo estes grupos terroristas que se preparam para algo no futuro", explicou.
Segundo Nassendini, a criação destes grupos foi útil para que Washington pudesse derrubar os governos aliados da União Soviética na década de 80, como é o caso do Afeganistão e Paquistão.
"E como isso funcionou para os Estados Unidos e para seus aliados no Golfo Pérsico, eles optaram por esta política em vários lugares", comentou.
Atualmente, a existência do Daesh serviu para levar as tropas dos EUA para a Síria, apesar de não terem uma relação "muito amistosa" com o governo do presidente Bashar Assad, considerou o analista.
"De nenhuma forma, o governo sírio permitiria aos EUA que tivessem bases militares, aéreas, marítimas, de veículos blindados, em seu território, porém, aproveitando-se da situação dos terroristas — enviados, financiados e treinados pelo Ocidente, EUA concederam para si próprios o direito de intervir na Síria militarmente", afirmou.
Neste sentido, o analista adverte para todos os países da América Latina sobre a presença de escolas e fundações que difundem e formam cidadãos nas crenças do Daesh.
"Realmente os países devem prevenir isto e, para fazê-lo, devem contar com políticas estratégicas, realmente sujeitas ao direito internacional, aos direitos humanos, e ter uma supervisão muito aguda sobre o pensamento propagados nestes colégios, nestas escolas", indicou.
Embora Nassendini diga que não pode afirmar que não haja grupos jihadistas na Venezuela e em outros países da região, ele alertou sobre as condições para a propagação destas crenças.
"Não posso dizer que existam jihadistas que sejam elementos já formados, já treinados, com objetivos, com base, com plataforma; isso não posso dizer, mas existem condições que criam os jihadistas, e isso é muito pior", assinalou.
Em relação a isso, recordou que os Estados Unidos estão trabalhando a longo prazo e que os governos da região, "sejam de esquerda ou de direita", carecem de "maturidade política e governabilidade necessária" para prevenir esta situação, já que estas condições os convertem em uma presa fácil para uma intervenção estrangeira.
Alguns dias atrás, tanto o direto adjunto do Departamento de Novos Desafios e Ameaças do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, Dmitry Feoktistov, como o chefe do Comando do Sul dos EUA, almirante Kurt Tidd, fizeram referência à possibilidade de que, no futuro, integrantes do Daesh possam utilizar países da América Latina e do Caribe como territórios de trânsito.
Fonte - Sputnik  13/04/2017

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2017

Empoderar as mulheres é a chave

Ponto de Vista  🔍

Neste ano, o tema prioritário é o empoderamento econômico das mulheres no mundo de trabalho, o qual está em mutação.O debate não poderia acontecer num momento mais oportuno. A economia da América Latina e Caribe se contraiu em 2016 e, para 2017, se projeta um tímido crescimento de 1,3%, segundo as Nações Unidas. Empoderar economicamente as mulheres abre uma possibilidade real de reverter esse cenário: estima-se que, ao superar as lacunas de gênero no mercado de trabalho, seria possível aumentar o PIB per capita, na região, em 14%.

Por Luiza Carvalho - Portogente
foto - ilustração
Esta semana, ministras da mulher de mais de 30 países latino-americanos e caribenhos estão, no Panamá, participando da preparação da sessão anual do principal órgão mundial em matéria de igualdade de gênero: a Comissão da ONU sobre a Situação das Mulheres (CSW, na sua sigla em Inglês). Neste ano, o tema prioritário é o empoderamento econômico das mulheres no mundo de trabalho, o qual está em mutação.
O debate não poderia acontecer num momento mais oportuno. A economia da América Latina e Caribe se contraiu em 2016 e, para 2017, se projeta um tímido crescimento de 1,3%, segundo as Nações Unidas. Empoderar economicamente as mulheres abre uma possibilidade real de reverter esse cenário: estima-se que, ao superar as lacunas de gênero no mercado de trabalho, seria possível aumentar o PIB per capita, na região, em 14%.
Apesar de alguns avanços, as lacunas persistem em todos os estratos sociais. As mulheres se deparam com três realidades diferenciadas no mercado de trabalho. Num extremo, nos chamados “pisos escorregadios”, estão as mulheres mais pobres e com menores níveis de instrução, confinadas em setores de baixa produtividade e alta precariedade, com escassas possibilidades de progresso. No outro extremo, estão as mulheres que desenvolveram as suas capacidades e contam com recursos para ascender a trabalhos com melhor qualidade, mas que se chocam contra os “tetos de vidro” que limitam o seu crescimento e bloqueiam seu acesso à tomada de decisões.
Entre esses dois extremos, nos “degraus quebrados”, estão as mulheres com níveis médios de formação laboral, as quais não contam com cobertura ou acesso pleno à proteção social, incluindo o cuidado, e permanecem altamente vulneráveis à volatilidade do ambiente econômico.
As cifras são contundentes: os homens ganham, em média, 19% mais que as mulheres na América Latina, e 55% dos empregos das mulheres estão na economia informal.
Se isso fosse pouco, as mulheres realizam entre três e cinco vezes mais trabalho doméstico e de cuidado sem remuneração que os homens, e um terço delas não têm renda própria.
Para fazer frente a isso, são indispensáveis leis que disponham, entre outras, sobre remuneração igual para trabalho de igual valor, não discriminação por razão de sexo na contratação e proibição de assédio sexual no local de trabalho. Ademais, são necessárias medidas para reconhecer, reduzir e redistribuir o trabalho doméstico e de cuidados não remunerado, por meio do investimento em serviços básicos, infraestrutura e serviços de cuidado infantil.
E é fundamental – de particular relevância para a América Latina e Caribe – , garantir os direitos das trabalhadoras domésticas, que representam 14 de cada 100 mulheres no mercado de trabalho, por meio da ratificação da Convenção 189 da Organização Internacional do Trabalho (OIT), que exige dos Estados estender-lhes os direitos trabalhistas básicos, incluindo horas extras, férias anuais remuneradas, salário mínimo e condições de trabalho seguras.
Este complexo temário é que estará diante das representantes dos governos da América Latina e Caribe, na reunião no Panamá, a qual também receberá destacadas economistas e diversas organizações e redes da sociedade civil e do movimento regional de mulheres, para contribuir à análise e ao debate, valendo-se da sua ampla experiência.
Como sempre, as expectativas são altas e é muito o que está em jogo. Não podemos reativar nossas economias de forma duradoura, se a metade da sua força de produtiva e criativa permanece em empregos mal pagos e de baixa qualidade, sem acesso à tomada de decisões e assumindo a carga do trabalho de cuidado sem remuneração, a qual se intensifica em períodos de desaceleração econômica e austeridade fiscal. Para construir economias mais justas e sustentáveis, que funcionem tanto para homens como para mulheres – e beneficiem a sociedade em seu conjunto –, temos que mudar essa equação.
*Luiza Carvalho é diretora regional da ONU Mulheres para Américas e Caribe
Fonte - Portogente  10/02/2017

segunda-feira, 26 de setembro de 2016

China reforça presença na América Latina

Internacional

Cuba se tornou uma janela para o continente latino-americano.O especialista do Centro das Relações Internacionais do Instituto da Mídia chinês, Yang Mian, disse em entrevista à Sputnik China que a visita do premiê chinês tem uma importância pragmática e pode ser ligada à realização de múltiplos projetos bilaterais. "

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Sputnik
Este é o resultado preliminar da visita do primeiro-ministro da China, Li Keqiang, a Cuba. A visita durará até 28 de setembro. Entre mudanças na América Latina e o flerte dos EUA e do Japão com Cuba, a visita tem uma importância geoestratégica, considera o vice-diretor do Instituto da América Latina da Academia de Ciências da Rússia, Boris Martynov.
Li Keqiang se tornou o primeiro premiê chinês a visitar Cuba. Embora nos últimos anos todos os dirigentes da China tenham realizado visitas ao país, o presidente da China, Xi Jinping, visitou Cuba por duas vezes. A última vez foi em julho de 2014, quando demonstrou uma atenção crescente da China em relação ao seu "velho amigo". O especialista do Centro das Relações Internacionais do Instituto da Mídia chinês, Yang Mian, disse em entrevista à Sputnik China que a visita do premiê chinês tem uma importância pragmática e pode ser ligada à realização de múltiplos projetos bilaterais. "Acrescento também que agora se estão realizando reformas e uma reestruturação na economia de Cuba. Por isso, a visita de Li Keqiang a Cuba ajudará também ao progresso das reformas econômicas em Cuba, à consolidação de contatos e à cooperação entre os dois países na área da economia", disse Mian.
Além disso, o analista destacou que Cuba foi o primeiro país da América Latina que estabeleceu relações diplomáticas com a China. Pequim e Havana têm mantido contatos ininterruptos e estabeleceram uma profunda amizade.
Ao mesmo tempo, Li Keqiang visita o país depois das visitas do presidente norte-americano Barack Obama em março e do primeiro-ministro japonês Shinzo Abe. Na opinião de Martynov, Li Keqiang quer obter informações sobre isso em primeira mão. "<…> Está decorrendo uma luta pela influência, está sendo realizada uma corrida – quem será o primeiro a explorar o mercado cubano, a desenvolver os laços com este país. É do que trata a visita de Li Keqiang e também a assinatura de acordos. A América Latina é um pedaço apetecível e um espaço de medição de forças entre os EUA e a China", disse Martynov.
Ele acrescentou que os EUA tentam fazer tudo para não perder sua influência na América Latina e estão perdendo-a a favor da China.
A China declarou ainda há dois anos que quer desenvolver relações com Cuba através de industrialização e de cooperação em projetos de infraestrutura e industriais. Os acordos atingidos em Havana abrangem as biotecnologias, novas fontes de energia, telecomunicações, equipamento agrícola e outras áreas. A China perdoou parte da dívida cubana e aprovou quatro linhas de crédito simultâneas. A televisão cubana afirmou que os recursos financeiros serão investidos em projetos nas ilhas. Na opinião de Martynov, as áreas principais de investimento são o turismo e a exploração geológica, porque já hoje Cuba pode satisfazer até 30% das suas necessidades em combustível.
"É uma área vulnerável da economia cubana – o combustível, especialmente em relação às perspectivas pouco claras na Venezuela", disse Martynov, acrescentando que Cuba possui uma ótima posição geoestratégica.
"O significado de Cuba crescerá com a ampliação do canal do Panamá e a perspectiva de construção de mais um canal entre os oceanos Atlântico e Pacífico na Nicarágua", destacou o analista. Os EUA não pretendem levantar as sanções econômicas no futuro mais próximo e deixar Cuba se desenvolver rapidamente. O Japão está esperando a decisão de Washington e não pretende desenvolver os projetos anunciados por Shinzo Abe. Assim, a visita de Li Keqiang com propostas reais deve melhorar a imagem da China entre os cubanos. Cuba se tornou para a China em uma janela para a América Latina e a China está agradecida.
Fonte - Sputnik  26/09/2016

sexta-feira, 27 de maio de 2016

CEPAL pede ‘equação renovada’ entre Estado, mercado e sociedade

Sustentabilidade

O estilo de desenvolvimento dominante é insustentável. Estamos atravessando uma mudança de época’, disse a secretária-executiva da CEPAL, Alicia Bárcena.As observações foram feitas durante o trigésimo sexto Período de Sessões do organismo da ONU – evento bienal mais importante da CEPAL –, que está sendo realizado na capital mexicana.

Revista Amazônia 
foto - Presidência de México
O secretário da Fazenda e Crédito Público do México, Luis Videgaray Caso, e a renomada economista italiana e professora da Universidade de Sussex (Reino Unido), Mariana Mazzucato, destacaram na última quinta-feira (26) no México a proposta da Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (CEPAL) para construir um novo estilo de desenvolvimento na região, baseada em uma renovada equação entre o Estado, o mercado e a sociedade.
As observações foram feitas durante o trigésimo sexto Período de Sessões do organismo da ONU – evento bienal mais importante da CEPAL –, que está sendo realizado na capital mexicana.
A proposta do organismo regional da ONU está inserida no documento “Horizontes 2030: a igualdade no centro do desenvolvimento sustentável”, apresentado na quinta-feira pela secretária-executiva da CEPAL, Alicia Bárcena, em uma sessão presidida pela secretária de Relações Exteriores do México, Claudia Ruiz Massieu.
Bárcena explicou suas principais diretrizes às autoridades dos países-membros e associados da Comissão, que se resumem em reduzir os desequilíbrios econômicos, sociais e ambientais que hoje afetam a região, de modo a alcançar um desenvolvimento baseado na igualdade e na sustentabilidade.
“O estilo de desenvolvimento dominante é insustentável. Estamos atravessando uma mudança de época, com profundas mudanças tectônicas que a humanidade não pôde absorver em sua totalidade. Por isso, nossa proposta é realizar uma mudança estrutural com base em um grande impulso ambiental”, assinalou Alicia Bárcena em sua apresentação.
Bárcena mostrou que a região apresenta vários retrocessos, com um crescimento reduzido que não supera 2% nas últimas décadas, um comércio com o pior desempenho em oito décadas, pouco investimento físico, em capital humano em pesquisa e desenvolvimento, e uma latente vulnerabilidade externa.
Além disso, persistem desequilíbrios estruturais, como uma estrutura produtiva pouco diversificada, um atraso no esforço e no desempenho da inovação, a manutenção da pobreza e a concentração de renda, e uma alta vulnerabilidade à mudança climática.
“Para enfrentar estes desafios, propomos uma mudança estrutural progressiva que aumente a incorporação de conhecimento nas economias. São necessárias novas coalizões, novas instituições e alianças público-privadas. É preciso mudar o diálogo”, declarou a secretária-executiva da CEPAL.
“Nossa proposta por um novo estilo de desenvolvimento é política, não técnica. O horizonte é a igualdade, a mudança estrutural progressiva é o caminho e a política o instrumento”, acrescentou Bárcena.
Mais informações aqui - periododesesiones.cepal.org/
Fonte - Revista Amazônia  27/05/2016

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2016

Analista aponta orquestração da mídia contra governos da América Latina

Política

Denúncias sobre uma orquestração midiática contra governos de esquerda na América Latina têm aumentado nos últimos anos, especialmente em relação ao Brasil, Venezuela, Bolívia e em menor grau ao Equador. Da mesma forma, muitos desses críticos têm apontado uma mudança de postura quanto à Argentina, logo após a posse do presidente Maurício Macri, que encerrou 13 anos de governos kirchneristas.

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O presidente da Bolívia, Evo Morales, se mostrou esperançoso de que os votos das populações indígenas do interior possam reverter a indicação de vitória dos contrários à reforma da Constituição, o que lhe possibilitaria exercer um novo mandato. Com quase 80% das urnas apuradas, os contrários chegavam a 54%, contra 46% dos favoráveis.
Quase 6,5 milhões de bolivianos votaram no país no domingo e outros 300 mil no exterior. Na segunda-feira, Morales disse que respeitaria os resultados do referendo de domingo, sejam quais forem. Se perder no plebiscito, será a primeira derrota do presidente boliviano nas urnas em 10 anos, o que o obrigaria a passar o cargo para um sucessor após a eleição em 2019, quando finalizar o terceiro mandato.
Embora fiscalizada de perto por várias organizações latino-americanas que validaram a transparência da consulta, vários analistas têm denunciado uma constante campanha da mídia contra o governo.
Em entrevista à Telesur, TV estatal da Venezuela, o analista político Juan Manuel Karg afirmou que a campanha de desinformação na Bolívia, em relação à consulta, foi coordenada pela direita latino-americana para obter uma terceira vitória sobre os governos progressistas da região. Segundo ele, a campanha contra o governo e a figura de Evo Morales afetou o referendo.
Denúncias sobre uma orquestração midiática contra governos de esquerda na América Latina têm aumentado nos últimos anos, especialmente em relação ao Brasil, Venezuela, Bolívia e em menor grau ao Equador. Da mesma forma, muitos desses críticos têm apontado uma mudança de postura quanto à Argentina, logo após a posse do presidente Maurício Macri, que encerrou 13 anos de governos kirchneristas.
O coordenador da Associação Brasileira de Consultores Políticos, Caio Manhanelli, diz que, embora não se possa dizer que existe uma campanha efetiva e oficial contra esses países, o fato é que eles “sofrem em decorrência de um sistema que está falindo agora, que é o capitalismo.”
“Há possibilidade de visualizar esse tipo de orquestração, se a gente usar o viés correto. Existe sim uma tendência mais à direita ideologicamente rechaçando algumas atitudes mais preservacionistas, nacionalistas de governos que são de esquerda. Não existe isso declarado, um ator para isso, embora alguns presidentes de esquerda até ajudem bastante as críticas. Maduro é um exemplo bem claro.”
Segundo Manhanelli, o Ocidente pensa de uma forma pautada em três valores que são os valores franceses de liberdade, igualdade e fraternidade, e os direitos humanos vêm pautados em cima disso.
“O que vem daí é uma construção ideológica sem ator, porque os Estados vão se solidificando em relação aos direitos. Tanto a esquerda quanto a direita debatem em cima disso, pautadas no mesmo argumento que são os direitos da humanidade que devem ser preservados. Obviamente o que vem contra isso vai ser rechaçado, e a direita vai usar esse mesmo tipo de motor conforme sua conveniência.”
Manhanelli garante existir um interesse financeiro por trás das críticas a esses governos.
“O que se vê hoje é a mídia operando segundo alguns valores, e ela já opera sozinha. Não precisa de ninguém falando qual é a agenda, que já é introjetada, baseada nos valores dessa sociedade neoliberal. Isso é uma coisa normal nos Estados Unidos, onde se sabe quem é a mídia liberal e quem é a democrata. Esse é um princípio que todos temos assimilado de certa forma.”
Segundo o especialista, tal comportamento pode ser visto em todos os tipos de mídia na América Latina.

“No Brasil você vê as grandes emissoras, principalmente a que tem mais credibilidade, oscilando bastante. É óbvio que há uma seleção de pautas, e isso ficou muito claro em alguns trabalhos acadêmicos. Realmente a Globo é a emissora que menos opina, mas é a que tem a maior seleção do que vai para a tela. Você não precisa manipular emitindo opinião, pode manipular não emitindo outro tipo de notícia.”

Manhanelli diz que quem pauta essa mídia são os grupos que têm interesse em grandes negócios e não na preservação de políticas de preservação nacional.

“A mídia trabalha para desestruturar isso desde a época da colonização. Os países centrais se preservam, mas os periféricos não, e aqueles que tentam seguir uma cartilha social-democrata mais preservacionista acabam sendo rechaçados por interesses econômicos que pautam a própria mídia. Quem são os porta-vozes desses interesses? Quem recebe verba de publicidade e quem vende informação nesses grupos midiáticos.”
Fonte - Sputnik  23/02/2016

terça-feira, 2 de fevereiro de 2016

Dilma: combate ao vírus Zika é tarefa coletiva dos países da América Latina

Política

É uma tarefa necessariamente coletiva de todos os países aqui da América do Sul e da América Latina”, afirmou Dilma, após reunião com o presidente da Bolívia, Evo Morales, no Palácio do Planalto.

Ana Cristina Campos
Repórter da Agência Brasil
Evo Morales foi recebido pela presidenta Dilma
no Palácio do Planalto - Antônio Cruz/Agência Brasil
A presidenta Dilma Rousseff disse hoje (2) que o desafio do combate ao mosquito Aedes aegyptié uma tarefa coletiva dos países da América Latina. O mosquito transmite a dengue, a febre chikungunya e o vírus Zika, que pode causar microcefalia em bebês.
“Abordamos o desafio do vírus Zika e a necessidade de trabalharmos juntos para combatermos o mosquito evitando sua proliferação e desenvolvendo vacinas. É uma tarefa necessariamente coletiva de todos os países aqui da América do Sul e da América Latina”, afirmou Dilma, após reunião com o presidente da Bolívia, Evo Morales, no Palácio do Planalto.
Morales também destacou que é essencial o trabalho em conjunto dos países para combater o Zika, apesar de a Bolívia não registrar número elevado de casos da doença. O presidente boliviano lembrou a importância da reunião dos ministros da Saúde do Mercosul (Brasil, Argentina, Uruguai, Paraguai e Venezuela) para discutir estratégias conjuntas de combate ao Aedes aegypti.
O encontro será amanhã (3) em Montevidéu, com a participação de ministro brasileiro Marcelo Castro. A reunião será aberta a integrantes da Comunidade dos Estados Latino-Americanos (Celac) e da União de Nações Sul-Americanas (Unasul).

Energia
A presidenta Dilma ressaltou a importância da integração energética entre os países. “A Bolívia contribui para a estabilidade energética no Brasil”, disse. O gás natural importado da Bolívia pelo Brasil responde por cerca de 30% da oferta do produto no mercado brasileiro.
Fonte - Agência Brasil  02/02/2016

terça-feira, 13 de outubro de 2015

Fome no mundo em desenvolvimento diminuiu 27% em 15 anos, mostra estudo

Internacional

Índex Global sobre Fome 2015 mostra que 17 países, entre eles o Brasil, obtiveram resultados "notáveis" na redução da fome.Segundo o ranking do IFPRI, 17 países, entre eles o Brasil, obtiveram resultados "notáveis" na redução da fome, baixando em 50% ou mais os percentuais.

Da Agência Lusa
Arquivo/Agência Brasil
A luta contra a fome no mundo registrou "progressos significativos" nos últimos 15 anos, com redução de 27%. O Brasil é um dos países que mais diminuíram a subnutrição entre os 128 analisados no Índex Global sobre Fome (IGF) 2015, elaborado pelo Instituto Internacional de Investigação sobre Políticas Alimentares (IFPRI, na sigla em inglês). Entre os nove integrantes da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), cinco foram avaliados - Angola, Brasil, Guiné-Bissau, Moçambique e Timor-Leste.
Com Cabo Verde, Guiné Equatorial, Portugal e São Tomé e Príncipe fora da lista, o Brasil reduziu em cerca de 66% os casos de fome entre 2000 e 2015 e já se encontra entre os países mais próximos de erradicar a fome, com pontuação inferior a 5 no IGF. Os países que estão perto de acabar com a fome ficam com pontuação entre 0 e 7,9.
Segundo os critérios para a definição do IGF, pontuações entre 8 e 13,2 representam níveis baixos ou moderados de fome; entre 13,3 e 19,9, valores médios, e entre 20 e 34,9, são considerados "sérios". Acima de 35 pontos são considerados alarmantes, estando nessa situação o Timor-Leste, que obteve 40,7 pontos.
Angola, juntamente com Ruanda e a Etiópia, registrou uma das maiores quedas na redução da fome, ficando entre 25 e 28 pontos. Os três países mantêm-se, entretanto, em nível "sério", obtendo, segundo os critérios da IFPRI, 32,6 pontos. A Guiné-Bissau (30,3 pontos) e Moçambique (32,5) estão na mesma lista de Angola.
Por regiões, a África Subsaariana (média de 32,2 pontos) e o Sul da Ásia (média de 29,4) mantêm-se como as áreas mais afetadas pela fome, com valores que estão dentro dos parâmetros que o Instituto considera "sérios".
O Sudeste asiático, o Oriente Médio, o Norte da África, a América Latina e as Caraíbas, o Leste da Europa e os Estados independentes da Comunidade Britânica (Commonwealth) registraram valores entre 8 e 13,2 pontos.
Segundo o ranking do IFPRI, 17 países, entre eles o Brasil, obtiveram resultados "notáveis" na redução da fome, baixando em 50% ou mais os percentuais.
Os dados do relatório também mostram que 68 países registraram "progressos consideráveis", com queda entre 25% e 49,9%, e 28 reduziram o Índex Global sobre Fome em menos de 25%.
Apesar de todos os progressos, há ainda 52 países que continuam com níveis de fome que variam entre o "sério" e o "alarmante".
No período de 15 anos, entre 2000 e 2015, a lista dos dez países com maior redução dos níveis de fome inclui três latino-americanos (Brasil, Peru e Venezuela), um da Ásia (Mongólia), quatro antigas repúblicas soviéticas (Azerbaijão, República da Quirguízia, Lituânia e Ucrânia) e dois ex-Estados iugoslavos (Bósnia-Herzegovina e Croácia).
O IGF de 2015 não inclui os resultados de alguns dos países menos desenvolvidos, como Burundi, Comores, Eritreia, Sudão ou Sudão do Sul, entre outros, devido à inexistência de dados. O mesmo ocorre com a República do Congo que não disponibilizou informações. O Congo teve o pior resultado em 2011.
A Somália, em crise desde 1991, nunca foi analisada.
Fonte - Agência Brasil  13/10/2015

quinta-feira, 24 de setembro de 2015

Brasileiro é convidado para liderar rede global de sustentabilidade da ONU pela América Latina

Sustentabilidade

Superintendente-geral da Fundação Amazonas Sustentável está em Nova York para participar da Assembleia Geral da ONU.A participação da FAS se dá pela Rede de Soluções para o Desenvolvimento Sustentável (SDSN, na sigla em inglês) da ONU.

Revista Amazônia

Como entidade voltada para a promoção do desenvolvimento sustentável a Fundação Amazonas Sustentável (FAS) está com sua delegação em Nova York, acompanhando a Assembleia Geral da ONU. Liderada por Virgílio Viana, seu superintendente-geral, a participação da FAS se dá pela Rede de Soluções para o Desenvolvimento Sustentável (SDSN, na sigla em inglês) da ONU, que reúne cientistas, organizações da sociedade civil e representantes da academia para o processo de construção e apoio na implementação dos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS), que serão lançados nesta semana. Além disso, pretende promover iniciativas locais que podem servir como soluções para o desenvolvimento sustentável no mundo.
A FAS é a secretaria-executiva da SDSN-Amazônia, braço da rede global no Brasil. Virgílio Viana, que preside a rede na Amazônia, acaba de ser convidado para se tornar co-presidente da SDSN Global na América Latina. Desta forma, terá papel fundamental na busca por soluções para o desenvolvimento sustentável nesta região em contato direto com a direção da rede. Além disso, poderá representar a SDSN em reuniões de alto nível na América Latina.
A delegação da FAS ainda participará de diversos eventos, como a reunião do Conselho da SDSN e acompanhará a Assembleia Geral sobre o anúncio dos ODS.
Os interessados em obter informação sobre o tema devem falar com Luiz Soares (luiz@lead.com.br) ou pelo telefone (11) 3168-1412

A Assembleia Geral da ONU
Nesta semana, líderes mundiais estão em Nova York para a Assembleia Geral da ONU. Entre os dias 25 e 27 será realizada a Cúpula das Nações Unidas sobre o Desenvolvimento Sustentável 2015 onde será adotada a Agenda 2030 e os Objetivos de Desenvolvimento Sustentáveis (ODS) – um conjunto de 17 metas para promover a ação da comunidade internacional e dos governos nacionais com o objetivo de alcançar a prosperidade e o bem-estar de todos até 2030.
Fonte - Revista Amazônia  23/09/2015

quinta-feira, 24 de julho de 2014

A América Latina tenta se livrar da influência econômica dos EUA

Política

A doutrina Monroe, que definia a América Latina como uma sua zona de particular influência, continua a vigorar hoje. Não obstante as realidades políticas e econômicas terem mudado sensivelmente, os EUA não pretendem renunciar à anterior política. Os EUA chamaram sempre à América Latina o seu “quintal”. Este princípio foi lançado na famosa doutrina Monroe de 1823, que definiu a política externa dos EUA.

Por Alexandra Dibizheva
VdR - de São Paulo

Durante muitos anos, a América Latina sentiu na pele todas as “qualidades” da “boa vizinhança americana”. Cuba, Venezuela, México, Chile, praticamente todos os Estados da parte meridional do continente estiveram sob um rígido controle dos EUA.
A doutrina Monroe, que definia a América Latina como uma sua zona de particular influência, continua a vigorar hoje. Não obstante as realidades políticas e econômicas terem mudado sensivelmente, os EUA não pretendem renunciar à anterior política. Os EUA chamaram sempre à América Latina o seu “quintal”. Este princípio foi lançado na famosa doutrina Monroe de 1823, que definiu a política externa dos EUA. Em relação ao seu vizinho do sul, Washington chamou a si o papel de “protetor” e, além disso, limitou claramente a esfera de influência dos Estados europeus, afirma o perito russo Serguei Ermakov:
– O sentido consiste em que os países europeus não devem, de forma alguma, ingerir-se nessa zona. Ela é definida como zona de influência exclusiva dos EUA. Algumas dezenas de anos depois, podemos afirmar que a atitude dos EUA não mudou radicalmente. A América Latina para eles é uma zona de interesses especiais.
A América Latina era vista por Washington como uma quinta onde tudo se pode fazer. O continente meridional tornou-se uma espécie de campo experimental de futuros princípios da famigerada democracia americana, explica Nikolai Mironov, diretor-geral do Instituto de Projetos Regionais Prioritários:
– Foi precisamente nos países da América Latina que eles (EUA) elaboraram todos os mecanismos das intervenções, das “revoluções floridas”. Foi precisamente aí que tudo começou. Tiveram lugar numerosos golpes de Estado, por detrás dos quais estiveram os Estados Unidos. Incluindo o conhecido, na história, golpe de Pinochet, que derrubou o governo socialista de Salvador Allende, que se orientava para outro bloco da política externa: para a União Soviética. Embora não completamente, mas mais para a Europa – disse.
A política hoje previsível é a continuação da velha política dos EUA, que querem dominar absolutamente nesse continente, controlar todos os países e não lhes permitir uma política independente”. Hoje, a situação no continente latino-americano mudou radicalmente. Começou a ganhar velocidade o Brasil, Argentina, Chile, Peru. Todos os gigantes mundiais estão interessantes nos contatos comerciais com eles. Por isso, o outrora “quintal” poderá afastar os seus protetores. Os latino-americanos têm consciência hoje clara disso e tentam criar o seu centro comum, afirma Nikolai Mironov.
– Historicamente, os países latino-americanos gostariam de outro centro de atração, que eles poderiam apoiar e em torno do qual poderiam unir-se e contrapor-se aos EUA. Porque essa pressão – expansão econômica, domínio político – nem sempre lhes agradou, principalmente tendo em conta os golpes militares e as repressões que se lhes seguiram. Os latino-americanos inclinam-se mais para o seu areal. Por isso o mais provável é o aparecimento aqui de Estados fortes. Por enquanto é o Brasil. No futuro, poderá ser organizado outro bloco regional que irá opor-se aos EUA – acrescentou.
Semelhante situação não agrada nada a Washington. Mas, por enquanto, não se prevê vias fáceis para o regresso dos EUA à sua hegemonia absoluta no continente. Os americanos devem preparar-se para isso. A era de Monroe passou.
Fonte - Correio do Brasil  24/07/2014

segunda-feira, 26 de maio de 2014

OIT: melhores condições de trabalho levam a maior crescimento econômico

Internacional

De acordo com a organização, países em desenvolvimento e as economias emergentes que investiram em trabalho e melhorias nas condições de emprego amorteceram a crise financeira de 2008 e tiveram maior crescimento econômico.

Carolina Sarres 
Repórter da Agência Brasil 
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A redução das vulnerabilidades no mercado de trabalho, o combate à pobreza e os investimentos em empregos de qualidade contribuem para o crescimento econômico sustentável, informou a Organização Internacional do Trabalho (OIT), no relatório O Mundo do Trabalho 2014: Desenvolvimento com Empregos, divulgado hoje (26). De acordo com a organização, países em desenvolvimento e as economias emergentes que investiram em trabalho e melhorias nas condições de emprego amorteceram a crise financeira de 2008 e tiveram maior crescimento econômico.
Na análise dos mais de 140 países em desenvolvimento, a OIT identificou que melhorias das condições de trabalho tendem a estar associadas à redução de desigualdades. Segundo a organização, os países que fizeram investimentos nessa área desde o início da década de 2000 cresceram, a partir de 2007, um ponto percentual a mais do que os que não investiram.
"O desenvolvimento não acontece só por meio de exportação, abertura comercial e investimento direto. Proteção social, respeito a parâmetros básicos de trabalho e políticas que promovem o emprego formal também são cruciais para a criação de empregos de qualidade que aumentam o padrão de vida, o consumo doméstico e levam a um crescimento de um modo geral. Oportunidades decentes de trabalho para homens e mulheres ajudam a engatilhar o desenvolvimento e reduzir a pobreza", explicou o diretor-geral da OIT, Guy Ryder.
Um dos exemplos citados pela OIT foi o do Senegal, que aumentou a quantidade de trabalhadores assalariados de 12%, em 1996, para 26%, em 2013. Nesse mesmo período, houve redução de 34% da população considerada pobre e aumento da produtividade de 0,5% por ano. O mesmo foi observado no Peru, cujo contingente de assalariados aumentou 15 pontos percentuais de 1991 a 2013 - de 34% para 49% da população. No mesmo período, houve redução de 23% da população considerada pobre e aumento da produtividade de 1,8% por ano.
"Melhorar a qualidade dos empregos também é essencial para combater o desemprego, tanto de jovens quanto de adultos, problemas de muitas economias emergentes e países em desenvolvimento", disse o diretor do Departamento de Pesquisa da OIT, Raymond Torres.
Diante desse quadro, segundo Torres, é preciso que o trabalho decente seja um dos objetivos da agenda do desenvolvimento pós-2015. De acordo com o diretor, os países em desenvolvimento terão de criar 40 milhões de empregos por ano na próxima década para acompanhar o crescimento da população em idade de trabalhar.
A estimativa é que cerca de 200 milhões de pessoas tenham entrado no mercado de trabalho em 2013 - quantidade que pode aumentar 3,2 milhões em 2014. Até 2019, o contingente de novos trabalhadores deve chegar a 231 milhões.
As regiões em que as condições de trabalho são mais críticas são o Norte da África e o Oriente Médio - em que são esperadas taxas de desemprego de 12,3% e 11,1%, respectivamente.
O documento também mostra que nos próximos cinco anos, 90% dos empregos serão criados em economias emergentes e em países em desenvolvimento, o que se espera que gere impacto significativo sobre os fluxos migratórios.
"A migração Sul-Sul já está em ascensão, com trabalhadores deixando economias desenvolvidas, especialmente a europeia, afetadas pela crise, por oportunidades de trabalho em países em desenvolvimento", informou o vice-diretor do Departamento de Pesquisa da OIT, Moazam Mahmood.
No estudo, a OIT ressalta a importância da combinação entre políticas de proteção social, estratégias de aumento de produtividade da agricultura e investimentos oriundos da exploração de recursos naturais. A organização destacou que, enquanto se observa que na América Latina e na Ásia tem havido aumento das políticas de proteção social, nos países da Europa, tem ocorrido o oposto.
Fonte - Agência Brasil  26/05/2014

quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

Alaf inaugura sede no Brasil para fortalecer sistema ferroviário da América Latina

Ferrovias

A Alaf conta com empresas e entidades associadas da Argentina, Colômbia, Costa Rica, Equador, México, Paraguai, Uruguai, Guatemala e Venezuela. O principal objetivo das instituições é ampliar o intercâmbio de experiências e informações sobre o transporte ferroviário na América Latina, além de discutir formas de resolver os gargalos e problemas que afetam o sistema sobre trilhos nos países latino-americanos.


CNT
foto - ilustração
O transporte sobre trilhos realizado no Brasil e em toda a América Latina está mais integrado desde a última sexta-feira (14). A Associação Latino-americana de Ferrocarriles (Alaf) inaugurou, na sede da Associação Nacional dos Transportadores Ferroviários (ANTF), em Brasília, o seu escritório em solo brasileiro. O evento é considerado um marco muito importante para as duas entidades.
A Alaf conta com empresas e entidades associadas da Argentina, Colômbia, Costa Rica, Equador, México, Paraguai, Uruguai, Guatemala e Venezuela. O principal objetivo das instituições é ampliar o intercâmbio de experiências e informações sobre o transporte ferroviário na América Latina, além de discutir formas de resolver os gargalos e problemas que afetam o sistema sobre trilhos nos países latino-americanos.
Para o presidente-executivo da ANTF, Rodrigo Vilaça, a parceria com a Alaf representa um avanço dentro do planejamento estratégico da ANTF. “O Brasil é um país grande, globalizado, desenvolvido. Se queremos melhorar a nossa infraestrutura, temos que buscar referências e integração entre os governos em prol do sistema como um todo”, afirmou.
O presidente da Alaf, José Villafañe, destacou que os governos da América Latina, inclusive o brasileiro, estão tomando consciência da importância da recuperação do sistema ferroviário para o desenvolvimento do transporte. “A integração com o Brasil é uma conquista muito significativa para a entidade, um sonho que pensávamos ser impossível de se realizar”, disse à Agência CNT de Notícias.
O representante da Alaf no Brasil será o executivo Jean Pejo. Segundo ele, os recentes anúncios de que o governo brasileiro pretende investir em ferrovias vai ao encontro da realidade latinoamericana. “Vivemos um momento muito parecido no que diz respeito à questão da infraestrutura. Nosso escritório terá a missão de fazer um intercâmbio de ideias e troca de tecnologias”, contou Pejo.
Também participaram da inauguração o presidente da Associação Brasileira da Indústria Ferroviária (Abifer), Vicente Abate, e representantes do Ministério dos Transportes, da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), da Valec e do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit).
Fonte - Abifer  19/02/2014

segunda-feira, 14 de outubro de 2013

Maior túnel da América Latina, obra do Projeto de Integração do Rio São Francisco, terá 15.4 km

Infraestrutura


Estão avançados os trabalhos de perfuração do túnel

Implantado na divisa do Ceará com a Paraíba para o transporte de água, o ‘Cuncas I’ já está com 11,6 km concluídos, o equivalente a 70% da obra, devendo ficar totalmente pronto em 2015.
No local trabalham 633 operários, movendo 209 equipamentos, dentre eles a perfuradora de rocha intitulada Jumbo, importada da Finlândia que faz escavações durante 24 horas, num ritmo de 18 metros por dia.
O objetivo do túnel é conduzir 83.000 litros de água por segundo para a Paraíba, Rio Grande do Norte e Ceará, após passar pelo túnel ‘Cuncas II’, por meio de interligação com um reservatório.
Para acelerar as obras, foi adotado um sistema de perfuração com fogo controlado, conhecido como Novo Método de Tunelamento Austríaco, em que os operários trabalham em 4 frentes de serviço simultâneas nas 2 extremidades dos túneis (entrada e saída) e mais 2 frentes de serviço no ponto central (janela de serviço); à medida em que as perfurações avançam, as equipes se deslocam em sentidos opostos até se encontrarem as escavações.
O Projeto São Francisco, a cargo do Ministério da Integração Nacional, é a maior obra de infraestrutura hídrica do Brasil, emprega mais de 6.600 pessoas, tem mais de 1.800 equipamentos em operação em 4 trechos funcionando por 24 horas por dia em São José de Piranhas (PB), Salgueiro (PE), Cabrobó (PE)
Fonte - Bahia Negócios  14/10/2013

quinta-feira, 1 de agosto de 2013

Inflação de alimentos na América Latina é a menor em dois anos

Da Agência Brasil*
Brasília - A inflação mensal dos alimentos na América Latina e no Caribe registrou o nível mais baixo em dois anos, ao ficar em 0,1% em junho, segundo a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO).
foto - ilustração
De acordo com o Informe Mensal de Preços da FAO, a queda significa que a taxa dos alimentos ficou abaixo da inflação mensal geral pela primeira vez em mais de um ano. A taxa de inflação geral teve em junho o mesmo nível de maio: 0,5%.
Costa Rica, o Equador, o México, a República Dominicana e o Uruguai registraram variações negativas em seus índices de preços dos alimentos durante dois meses consecutivos.
A queda nos preços das frutas contribuiu para conter os preços dos alimentos na região e, em alguns casos, foi responsável por variações negativas nos índices de preços de alimentos. Produtos como o limão e o tomate ficaram mais baratos, segundo a FAO.
Apesar da Argentina, Bolívia, do Paraguai e do Peru apresentarem taxas positivas tanto em nível geral como no de alimentos, as variações não superaram meio ponto percentual, sendo a única exceção a Argentina, onde ambos índices alcançaram quase 1%.
As alterações mais significativas nas inflações geral e de alimentos foram observadas na Venezuela, onde os preços médios de alimentos variaram quase 6%. Apesar disso, a taxa é menor do que a registrada em maio, 10%.
O Equador e o Uruguai tiveram variações negativas em seus índices de preços dos alimentos por dois meses consecutivos. De acordo com a FAO, o Brasil e a Colômbia não apresentaram mudanças substanciais em suas taxas de inflação de alimentos.
*Com informações da FAO para a América Latina e o Caribe
Fonte - Agência Brasil  01/08/2013

sábado, 11 de maio de 2013

O espírito da medicina cubana


Do blog - Diario do Centro do Mundo:

O que a Grã-Bretanha pode aprender com o sistema médico de Cuba?

Assim começou uma reportagem de um dos mais prestigiosos programas jornalísticos britânicos, o Newsnight, da BBC.
Uma equipe do programa foi enviada a Cuba para entender por que é tão comum o “olhar de admiração” sobre a medicina cubana.
O Diário selecionou trechos que jogam luzes sobre um tema que vem despertando discussões apaixonadas no site e fora dele: a questão da importação de 6.000 médicos cubanos para trabalharem em áreas remotas no Brasil.
O relato do Newsnight foi acrescido de trechos do relatório de uma visita de integrantes do Comitê de Saúde do Parlamento britânico. Da mistura surgiu um retrato da saúde de Cuba.

Bom proveito.
*****
“A lógica subjacente do sistema cubano é incrivelmente simples. Em razão principalmente do bloqueio econômico americano, a economia cubana continuamente sofre.
Saúde, no entanto, é uma prioridade nacional, por razões em parte românticas : Che Guevara, ícone do Partido Comunista, era médico. Mas muito mais por pragmatismo: a saúde admirável da população é certamente uma dos principais razões pelas quais a família Castro ainda está no poder.
A prioridade em Cuba é impedir que as pessoas fiquem doentes, em primeiro lugar.
Em Cuba você recebe anualmente a visita de um médico. A idéia não é apenas verificar a sua saúde, mas ter um olhar mais amplo sobre seu estilo de vida e o ambiente familiar. Essa visita é feita de surpresa, para ser mais eficiente.
Os médicos estão espalhados por toda a população, e o governo lhes fornece habitação, bem como às enfermeiras.
A expectativa de vida em Cuba é maior do que a dos Estados Unidos. A relação médico-paciente pode ser comparada a qualquer país da Europa Ocidental.
Há em Cuba um médico por cada 175 pessoas. No Reino Unido, é 1 por 600 pessoas.
Cuba dá ênfase à formação generalista. O currículo foi alterado na década de 80 para garantir que mais de 90 por cento de todos os graduados completem três anos em clínica geral.
Há um compromisso com o diagnóstico triplo (físico / psicológico / social). Os médicos são reavaliados frequentemente.
Também chama a atenção a Policlínica – uma engenhosa invenção que visa proporcionar serviços como odontologia, pequenas cirurgias, vasectomias e raios-X sem a necessidade de uma visita a um hospital.
Cada Policlínica tem uma série de especialistas (pediatria, ginecologia, dermatologia, psiquiatria) que resolvem boa parte dos problemas de saúde das comunidades e assim reduzem a necessidade de busca de hospital. Com isso, a lista de espera nos hospitais é quase inexistente.
Todos os lugares que visitamos eram geridos por profissionais da saúde (médicos e enfermeiros).
Fizemos uma visita à Escola de Medicina América Latina, onde médicos estagiários de todo o mundo - muitos deles, para nossa surpresa, americanos – recebem treinamento à moda cubana.
E nos deparamos em nossa visita com pequenos detalhes que podem fazer uma grande diferença: pelotões de aposentados se exercitando todas as manhãs nos parques de Havana.
Apesar de os hospitais não serem equipados com o nível de TI encontrado no Reino Unido, por causa do bloqueio americano, os profissionais de saúde têm uma paixão por dados e estatísticas que eles usam com freqüência para fins de governança na saúde.
O contexto da revolução cubana e as estruturas sociais desenvolvidos localmente levaram ao envolvimento contínuo do Estado no sistema de saúde. Isto é visto não como a cereja no topo do bolo, mas como uma parte muito importante do próprio bolo.

Fonte - do Blog do Miro 10/05/2013

terça-feira, 23 de abril de 2013

Venezuela poderá "tomar medidas" contra os Estados Unidos, caso sofra sanções, diz chanceler

Leandra Felipe
Correspondente da Agência Brasil/EBC

Bogotá - O chanceler venezuelano, Elías Jaua, disse hoje (22) que tomará "medidas de ordem comercial, energética, econômica e política" contra os Estados Unidos, caso a Venezuela receba algum tipo de sanção dos norte-americanos. A declaração de Jaua, foi uma resposta à secretária de Estado adjunta norte-americana para a América Latina, Roberta Jacobson, que insiste em uma recontagem dos votos para que haja "confiança" no resultado eleitoral do país.
O Conselho Nacional Eleitoral (CNE) fará uma auditoria nas urnas restantes e já declarou que o procedimento é diferente de uma recontagem manual, voto a voto. Nesse cenário, o ministro das Relações Exteriores endureceu o discurso dizendo que a Venezuela não aceitará ameaças de nenhum império: "Muito menos, ameaças de um império decadente como os Estados Unidos", disse.
Roberta Jacobson não falou que os Estados Unidos aplicaria sanções à Venezuela, mas não descartou a possibilidade. "Não podemos dizer se vamos implementar sanções ou se não vamos implementá-las", disse hoje a secretária de Estado adjunta em entrevista, quando lhe perguntaram se os Estados Unidos poderiam tomar tal atitude em relação à Venezuela.
Elías Jaua ressaltou que as palavras da secretária foram grosseiras e inaceitáveis. "Essas declarações são ingerencistas e propõem um comportamento parcial por parte de [Roberta] Jacobson. Na Venezuela não haverá recontagem dos votos, porque temos um dos melhores sistemas eleitorais do mundo", acrescentou.
Ele disse ainda que foi orientado pelo presidente Nicolás Maduro a responder com reciprocidade, caso sofra alguma sanção. Um exemplo de medida econômica da Venezuela contra os Estados Unidos poderia ser a suspensão do fornecimento do petróleo venezuelano aos EUA. Os norte-americanos estão entre os maiores compradores do petróleo da Venezuela.

Com informações da Multiestatal Telesur http://www.telesurtv.net/articulos/2013/04/22/canciller-afirma-que-venezuela-no-acepta-amenazas-de-imperio-alguno-3864.html
Fonte - Agência Brasil  22/04/2014