UMA GRANDE NAÇÃO SE CONSTROI COM EDUCAÇÃO, CIDADANIA E SOBERANIA

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terça-feira, 20 de fevereiro de 2018

Inflação e custo de vida: por que os números enganam?

Ponto de Vista/Economia  🔍

A percepção geral da sociedade brasileira é que, hoje, os itens básicos estão muito caros e o rendimento mensal possibilita cada vez a compra de menos itens. Resumindo, houve o empobrecimento das famílias, principalmente, as de baixa renda,o País vivencia a redução no crescimento da economia, a diminuição das ocupações, a elevação do desemprego, o aumento da informalidade e a queda nos rendimentos.

Clemente Ganz Lúcio* - Portogente
foto - ilustração/arquivo
Em 2017, enquanto o governo comemorava a inflação média acumulada de 2,95%, segundo o Índice de Preços ao Consumidor Amplo, calculado pelo IBGE, resultado muito abaixo da meta estipulada de 4,5%, o consumidor reclamava que os números eram manipulados pelas instituições que os calculavam, que os preços estavam altos e que havia, sim, aumento no custo de vida.
É importante considerar, antes de tudo, que a inflação é calculada com base em uma cesta média da população da localidade a que se refere o índice. Com base nesta cesta, acompanha-se, mensalmente, a variação dos preços destes bens, e, de acordo com o peso de cada item, calcula-se a taxa mensal. Nem sempre a cesta média é igual à do conjunto de bens consumidos por uma determinada família. Por exemplo, se uma família específica não possui carro, o preço do combustível não faz parte do seu orçamento, mas é um item componente da cesta média pesquisada pelos vários institutos que calculam a inflação. Assim, a inflação média divulgada pode ser maior ou menor do que a inflação de uma determinada família. Há, porém, por trás dos números, muito mais do que a composição da cesta.
Em 2017, os alimentos foram os itens que mais diminuíram de valor e o motivo foi a excelente safra do ano. Realmente, os preços dos bens alimentícios mostraram retração no ano passado; no entanto, em 2015 e 2016, os valores médios de alimentos básicos como leite, carne, feijão, manteiga, queijo, frango, entre outros, tiveram trajetória altista, principalmente devido às variações climáticas, e atingiram patamares muito elevados. Por exemplo, o feijão carioquinha que, em 2016, chegou a ser reajustado em mais de 50% em alguns meses do ano, ao normalizar a oferta, não diminuiu o preço ao valor do início do ano. De forma que, em 2017, os recuos aconteceram, mas não foram suficientes para colocar as cotações em patamares próximos aos registrados em 2014.
Além disso, os preços dos bens chamados administrados, como água, luz, gasolina, álcool, gás de botijão, entre outros, foram reajustados muito acima da taxa média do ano. Segundo o Índice de Custo de Vida, calculado pelo Dieese, enquanto a taxa média do ano foi de 2,44%, o conjunto de preços administrados variou mais de 6%. Vale destacar ainda que os bens administrados são essenciais para todas as famílias, e têm peso maior no orçamento doméstico das famílias de menor renda: quando as contas de água, luz e gás não são pagas, os serviços a elas relacionados são cortados e a família fica sem refrigeração para os alimentos, sem televisão, sem banho, sem a possibilidade de cozinhar. Assim, grande parcela da renda das pessoas ficou comprometida no pagamento das contas de serviços básicos.
Existem ainda os bens oligopolizados, que são produzidos por grandes indústrias. O reajuste de alguns de seus segmentos, como o dos remédios, possui regulação do governo, mesmo assim, apresentaram elevação de preços no patamar de 6%, segundo o cálculo do Dieese, superior à inflação média acumulada.
O outro lado do problema está no decréscimo da renda das famílias. Desde 2014, o País vivencia a redução no crescimento da economia, a diminuição das ocupações, a elevação do desemprego, o aumento da informalidade e a queda nos rendimentos.
Por um lado, os preços dos bens livres, como alimentos básicos, atingiram alto patamar de valor e o recuo não foi suficiente para reduzir o preço final ofertado ao consumidor; e ainda, os bens essenciais ou administrados estão sendo reajustados muito acima da média da inflação. Por outro, as famílias brasileiras vêm perdendo renda e poder aquisitivo.
A percepção geral da sociedade brasileira é que, hoje, os itens básicos estão muito caros e o rendimento mensal possibilita cada vez a compra de menos itens. Resumindo, houve o empobrecimento das famílias, principalmente, as de baixa renda e, não há como comemorar os resultados da inflação em 2017.
*Clemente Ganz Lúcio, sociólogo e diretor-técnico do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômcios (Dieese)
Fonte - Portogente  20/02/2018

quinta-feira, 1 de fevereiro de 2018

Devemos comemorar a queda da inflação?

Economia  $$

Esse fato foi comemorado pelos meios de comunicação, que destacaram o resultado da inflação como conquista de uma política econômica bem-sucedida, ainda que tenha sido obtido em um contexto de elevado desemprego, em que ainda não há perspectiva evidente de retomada do crescimento econômico. - Para citar alguns exemplos, podemos mencionar a política fiscal contracionista, que impede uma recuperação sustentada da renda e do emprego, as flexibilizações na legislação trabalhista e a correção do salário mínimo em 2018 abaixo da inflação de 2017.Esse conjunto de políticas pode provocar uma redução da taxa de inflação, porém isso provavelmente virá acompanhado de um baixo crescimento dos salários nominais, alto desemprego, aumento da informalidade e enfraquecimento do poder de barganha dos trabalhadores

Guilherme Haluska* - Portogente
foto - ilustração/arquivo
Pela primeira vez desde a introdução do regime de metas de inflação no Brasil a meta foi descumprida para baixo, ou seja, a taxa de inflação observada foi inferior ao piso estabelecido. A inflação medida pelo IPCA para o ano de 2017 atingiu uma taxa de 2,95%, enquanto a meta de inflação que orienta a execução da política monetária fora de 4,5%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos.
Esse fato foi comemorado pelos meios de comunicação, que destacaram o resultado da inflação como conquista de uma política econômica bem-sucedida, ainda que tenha sido obtido em um contexto de elevado desemprego, em que ainda não há perspectiva evidente de retomada do crescimento econômico. A recepção positiva a esse resultado também se apoia na concepção difundida de que uma inflação mais baixa em si representa um benefício para os trabalhadores, por evitar a redução do poder de compra dos salários.
Conforme divulgado em nota oficial, o Banco Central atribuiu o descumprimento da meta ao comportamento dos preços de alimentos no domicílio. Esse subgrupo da cesta de consumo do IPCA apresentou uma deflação de 4,85%, decorrente de condições favoráveis da produção agrícola que são alheias ao escopo da política monetária. Excluindo-se esse subgrupo, o índice de inflação atingiria uma taxa muito próxima da meta para o ano, refletindo, segundo a nota, o sucesso da política monetária. A convergência da taxa de inflação (excluindo-se, aqui, o subgrupo de alimentos no domicílio) para a meta seria explicada pela ancoragem das expectativas pelo Banco Central, processo iniciado em meados de 2016 diante da atuação “firme” da política monetária.
Cabe, então, refletir a partir de uma concepção crítica sobre as causas e as implicações da redução da taxa de inflação nos últimos anos.
Para explicar a trajetória da inflação segundo a nossa abordagem, é útil dividirmos os bens e serviços em três grupos, de acordo com a forma pela qual seus preços são formados. O primeiro grupo de produtos possuem preços administrados, isto é, cujo preço é fixado pelo governo. Em segundo, há produtos que são passíveis de serem comercializados internacionalmente e que têm seus preços formados no mercado internacional. Nesse caso, a inflação é sentida por nós tanto pela mudança dos seus preços em dólares quanto pela mudança da taxa câmbio.
Por fim, há um terceiro grupo de bens e serviços cujos preços são formados domesticamente pelo setor privado. Esses preços são formados acrescentando-se uma taxa de lucro aos custos de produção, sendo que os custos de produção são compostos pelo custo do trabalho – isto é, pelo salário – por insumos cujos preços são administrados e por insumos cujos preços são formados internacionalmente.
Assim, podemos destacar quatro fatores principais que influenciam a trajetória da inflação: a) a inflação dos preços monitorados, b) o crescimento dos preços internacionais em dólares dos bens comercializáveis, c) variações na taxa de câmbio e d) o crescimento dos salários nominais. Vale destacar também que os preços administrados, os preços internacionais e a taxa de câmbio impactam a inflação doméstica de duas formas: diretamente, uma vez que esses produtos compõem a cesta de consumo, e indiretamente, uma vez que estes influenciam a formação de preços dos demais bens e serviços.
Com isso em mente, podemos explicar a trajetória da inflação brasileira nos últimos anos. O ano de 2015 foi marcado por dois fortes choques de custos: um grande aumento de preços monitorados, com destaque especial para o “tarifaço” dos preços dos combustíveis e da energia elétrica, e uma forte desvalorização do real em relação ao dólar, que provocou um aumento dos preços internacionais em moeda doméstica.
Esses aumentos de custos foram sendo repassados para os preços ao longo do ano de 2015, o que fez a inflação medida pelo IPCA ultrapassar os 10% naquele ano. Nos dois anos seguintes, não ocorreram mais choques de custos desta magnitude, o real se valorizou em relação ao dólar e com isso a inflação foi diminuindo gradualmente.
Após aumentar muito em 2015, a taxa de crescimento dos preços monitorados e dos preços internacionais diminuiu por dois anos seguidos, fazendo o IPCA também desacelerar ao longo desse período. Segundo nossa explicação, a suposta retomada da credibilidade e o ajuste das expectativas que ocorreram após a troca de governo em 2016 não desempenharam nenhum papel na queda da inflação.
Após essa explicação, resta discutirmos se a inflação baixa é de fato sempre benéfica aos trabalhadores e aos mais pobres, como diz o discurso dominante. Acredita-se que uma taxa de inflação menor implica na preservação do poder de compra dos salários nominais. No entanto, essa inflação menor pode estar acompanhada ou mesmo ser consequência de uma trajetória de baixo crescimento dos salários nominais, sem resultar necessariamente em elevação dos salários reais. Portanto, para compreender os resultados distributivos da inflação é preciso olhar o que acontece com os preços, mas também o que ocorre com os salários nominais.
A variação dos salários nominais depende tanto de fatores estabelecidos pelo governo, como por exemplo, o valor do salário mínimo, quanto do poder de barganha dos trabalhadores, sendo que este é afetado pela taxa de desemprego, pelo medo do desemprego, e por características institucionais do mercado de trabalho, como a legislação trabalhista. Assim, quando o poder de barganha dos trabalhadores encontra-se elevado, eles conquistam aumentos do salário real. É verdade que em 2016 e 2017 o salário real aumentou mesmo em meio a um cenário desfavorável no mercado de trabalho. Contudo, é importante ressaltar que esses aumentos ocorreram após uma considerável redução do salário real em 2015. A recuperação nos últimos dois anos também decorre de certa demora da recessão em afetar a capacidade de negociação dos trabalhadores.
Ainda assim, já podemos perceber que de 2015 em diante o crescimento dos salários nominais foi, em média, menor do que nos anos anteriores. Além disso, a valorização cambial e a queda dos preços dos alimentos contribuíram para conter a alta do custo de vida neste período.
Contudo, não esperamos que essa tendência se mantenha nos próximos anos, uma vez que todas as políticas adotadas pelo governo vão no sentido de reduzir o poder de barganha dos trabalhadores. Para citar alguns exemplos, podemos mencionar a política fiscal contracionista, que impede uma recuperação sustentada da renda e do emprego, as flexibilizações na legislação trabalhista e a correção do salário mínimo em 2018 abaixo da inflação de 2017.
Esse conjunto de políticas pode provocar uma redução da taxa de inflação, porém isso provavelmente virá acompanhado de um baixo crescimento dos salários nominais, alto desemprego, aumento da informalidade e enfraquecimento do poder de barganha dos trabalhadores, de forma que nada garante que a baixa inflação provocará um aumento do poder de compra dos salários ou uma melhora das condições dos menos favorecidos.
*Guilherme Haluska é mestre em Economia e pesquisador do Grupo de Economia Política do Instituto de Economia da UFRJ
Fonte - Portogente  01/02/2018

terça-feira, 6 de junho de 2017

Inflação para famílias com renda mais baixa avança e fecha maio em 0,67%

Economia   📈

A taxa é superior ao 0,11% de abril. O indicador também ficou acima do Índice de Preços ao Consumidor – Brasil (IPC-BR), que mede a inflação para todas as faixas de renda e que fechou em 0,52% em maio.Os dados foram divulgados hoje (6), no Rio de Janeiro, pela Fundação Getulio Vargas (FGV). O IPC-C1 acumula taxa de 3,47% em 12 meses.

Vitor Abdala
Repórter da Agência Brasil
Tânia Rêgo/Agência Brasil
Em todo o país, o Índice de Preços ao Consumidor - Classe 1 (IPC-C1), que mede a inflação para famílias com renda até 2,5 salários mínimos, registrou 0,67% em maio. A taxa é superior ao 0,11% de abril. O indicador também ficou acima do Índice de Preços ao Consumidor – Brasil (IPC-BR), que mede a inflação para todas as faixas de renda e que fechou em 0,52% em maio.
Os dados foram divulgados hoje (6), no Rio de Janeiro, pela Fundação Getulio Vargas (FGV). O IPC-C1 acumula taxa de 3,47% em 12 meses. A taxa acumulada é inferior ao anotado pelo IPC-BR, cujo variação em 12 meses chega a 4,05%.

Cinco itens puxam inflação
O avanço da taxa entre abril e maio foi puxado por cinco das oito classes de despesa avaliadas pela FGV: habitação (cuja taxa subiu -1% para 2,19%), vestuário (de -0,65% para 0,52%), transportes (de 0,12% para 0,31%), despesas diversas (de 0,02% para 0,26%) e educação, leitura e recreação (de -0,02% para 0,15%).
Por outro lado, três grupos tiveram queda na taxa: alimentação (de 0,71% para -0,29%), saúde e cuidados pessoais (de 1,27% para 0,81%) e comunicação (de 0,58% para 0,21%).
Fonte - Agência Brasil  06/06/2017

segunda-feira, 8 de maio de 2017

Pesquisa da FGV mostra aceleração da inflação em 7 capitais

Economia

A pesquisa, feita pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV), refere-se às oscilações de preços verificadas entre 30 de abril e 7 de maio em Recife, Salvador, Rio de Janeiro, São Paulo, Belo Horizonte, Brasília e Porto Alegre.

Marli Moreira
Repórter da Agência Brasil

foto - ilustração/arquivo
O Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S) teve alta de 0,26% na primeira prévia de maio, resultado que é 0,14 ponto percentual maior do que a variação registrada no fechamento de abril (0,12%).
A pesquisa, feita pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV), refere-se às oscilações de preços verificadas entre 30 de abril e 7 de maio em Recife, Salvador, Rio de Janeiro, São Paulo, Belo Horizonte, Brasília e Porto Alegre.
Cinco dos oito grupos pesquisados indicaram elevação de preços e o que mais influenciou esse avanço da inflação foi o grupo habitação. Nesta classe de despesa, houve queda de 0,15%, porém, o recuo foi bem menos expressivo do que o apurado no encerramento de abril (-0,69%).
Entre os motivos está o movimento de recuperação de preços da tarifa de eletricidade residencial que passou de (-6,22%) para (-2,6%).

Mais números
Situação semelhante ocorreu em vestuário (de -0,47% para -0,05%) e transportes (de -0,14% para -0,05%). No grupo saúde e cuidados pessoais, foi constatada ligeira elevação (de 1,15% para 1,20%) e o mesmo comportamento ocorreu em comunicação (de 0,84% para 1,14%).
Já no grupo alimentação, os preços subiram 0,56% contra 0,69% da última pesquisa e, em educação, leitura e recreação, houve uma retração mais significativa do que, no último levantamento, com a taxa passando de -0,19% para -0,48%. Em despesas diversas, o índice ficou estável em 0,13%.
Os itens que mais pressionaram a inflação foram: batata-inglesa (29,1%); tomate (19,21%); plano e seguro saúde (0,99%); pacotes de telefonia fixa e internet (2,41%) e gás de botijão (2,56%).
Fonte - Agência Brasil  08/05/2017

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017

Custo de vida na Grande São Paulo tem alta de 6,59% em 2016

Economia  $

No acumulado do ano, puxaram a alta da inflação os setores de alimentação e bebidas, com elevação de 8,42%, e saúde e cuidados pessoais, com índice de 12,23%.Em dezembro, a alta do custo de vida foi influenciada pelos aumentos em transportes (1,69%) e despesas pessoais (0,91%). 

Daniel Mello
Repórter da Agência Brasil
foto - ilustração/arquivo
O custo de vida na região metropolitana de São Paulo encerrou 2016 com alta de 6,59%, segundo pesquisa divulgada hoje (1º) pela Federação do Comércio do Estado de São Paulo. Em dezembro, o índice teve elevação de 0,45%, contra os 0,34% registrados em novembro. O resultado do ano está, no entanto, abaixo dos 11,56% verificados em 2015.
No acumulado do ano, puxaram a alta da inflação os setores de alimentação e bebidas, com elevação de 8,42%, e saúde e cuidados pessoais, com índice de 12,23%.
Em dezembro, a alta do custo de vida foi influenciada pelos aumentos em transportes (1,69%) e despesas pessoais (0,91%). O item saúde e cuidados pessoais também registrou elevação acima do índice geral para o mês, 0,56%.
O índice de preços do varejo teve, ao longo de 2016, alta de 6,34%. Em dezembro, a elevação ficou em 0,29%. Os grupos saúde e cuidados pessoais e alimentação e bebidas tiveram aumentos de 9,43% e 11,86%, respectivamente. Educação registrou alta de 7,52% no acumulado do ano passado.
Dentro da categoria alimentos, alguns produtos tiveram inflação significativa, como o feijão carioca (47,66%), frutas (21,53%) e pescados (14,48%).
O Índice de Preços de Serviços teve elevação de 6,86% no acumulado de 2016 e de 0,76% em dezembro.
Fonte - Agência Brasil  01/02/2017

segunda-feira, 10 de outubro de 2016

Inflação e desemprego fecham mais de 6 mil lojas comerciais no Rio de Janeiro

Economia

Cerca DE 2.376 estabelecimentos comerciais fecharam as portas na capital fluminense de janeiro a julho deste ano.Segundo o presidente do Clube dos Diretores Lojistas do Rio de Janeiro (CDL-Rio), Aldo Gonçalves,esse número se eleva para 6.080 no estado em razão do momento difícil da economia brasileira.

Alana Gandra
Repórter da Agência Brasil

foto - ilustração/Google
No período de janeiro a julho deste ano, 2.376 estabelecimentos comerciais fecharam as portas na capital fluminense. Esse número se eleva para 6.080 no estado em razão do momento difícil da economia brasileira, informou hoje (9) o presidente do Clube dos Diretores Lojistas do Rio de Janeiro (CDL-Rio), Aldo Gonçalves.
Segundo Gonçalves, em situações de crise o comércio “está na linha de frente. É o primeiro a sentir os efeitos da retração da economia, considerando, principalmente, a inflação alta que corrói o salário do trabalhador e, também, o desemprego. As pessoas sem trabalho não podem comprar, não podem consumir”.
Aldo Gonçalves informou que, apesar da crise, já se avista luz no fim do túnel. “Só que o túnel é muito comprido.” De acordo com o dirigente, as perspectivas de melhora só ocorrerão no próximo ano. “Temos expectativas de melhora, mas as medidas concretas ainda não apareceram”.

Alugueis
O presidente do CDL-Rio lembrou que o índice de desemprego é o primeiro a ser atingido em qualquer crise e o último a sair. “Até a retomada dos investimentos pelas empresas, o emprego é o último índice a se recuperar. E o emprego é fundamental para o comércio”, afirmou.
Para Aldo Gonçalves, também contribuiu para o fechamento dos estabelecimentos comerciais o elevado preço dos alugueis, principalmente no custo das renovações contratuais. O fechamento das 2.376 lojas varejistas nos sete primeiros meses deste ano mostra aumento de 15,7% em comparação ao mesmo período do ano passado. Em todo o estado do Rio de Janeiro, a extinção de 6.080 empresas superou em 18,8% o resultado registrado em igual período de 2015.
Somente no mês de julho, 793 estabelecimentos comerciais encerraram atividades na cidade do Rio, com crescimento de 102% em relação ao mesmo mês de 2015. Dessas, a maior parte (278) ocorreu na zona norte, seguida de 224 na zona oeste, 150 na zona sul e 141 no centro.
Fonte - Agência Brasil  09/10/2016

terça-feira, 13 de setembro de 2016

O fundo do quadro

Ponto de Vista

Os dados são impressionantes. Com a retração da economia o desemprego se avoluma; a ele se associa o alto número de acordos salariais com resultados inferiores à inflação ou parcelados. Contaminando ainda mais o ambiente sofre-se um repique inflacionário.No momento devido, o fundo do quadro passará à frente da tela.

João Guilherme Vargas Netto - Portogente
foto - ilustração/arquivo
Não se levando em conta os mirabolantes episódios da vida política e muito menos as desenxabidas campanhas eleitorais municipais, devemos concentrar nossa atenção no fundo do quadro, ou seja, na recessão e seus efeitos contra os trabalhadores e na resistência que eles, por meio do seu movimento sindical, oferecem a ela.
Os dados são impressionantes. Com a retração da economia o desemprego se avoluma; a ele se associa o alto número de acordos salariais com resultados inferiores à inflação ou parcelados. Contaminando ainda mais o ambiente sofre-se um repique inflacionário.
Nestas condições, o colchão social que vinha sendo o amortecedor da crise para os trabalhadores e suas famílias, se esgarça. As condições de sobrevivência à crise foram bem retratadas na série de reportagens de Cássia Almeida e Marcelo Corrêa em O Globo. As matérias dão conta de três coisas: a criatividade defensiva, a precariedade das soluções e o esgotamento das alternativas.
A resistência do movimento sindical – que vai muito além da resistência passiva – procura garantir unidade de ação, organização de campanhas salariais fortes e apresentação de alternativas.
É este tripé funcional – unidade, organização e alternativa – que define hoje a qualidade da luta dos trabalhadores e definirá amanhã, frente às agressões aos direitos, a quantidade e o peso das manifestações.
Por tudo isso, deve-se valorizar a iniciativa inédita dos sindicatos de metalúrgicos filiados a todas as centrais ao lançarem uma ação conjunta em defesa dos direitos trabalhistas e da aposentadoria e contra o desemprego e a terceirização, cujo primeiro passo será a paralisação no dia 29 de setembro, uma quinta-feira.
No momento devido, o fundo do quadro passará à frente da tela.
*João Guilherme Vargas Netto é consultor sindical e analista político
Fonte - Portogente  13/09/2016

quinta-feira, 8 de setembro de 2016

Passagem de avião fica mais cara e pressiona a inflação

Economia

O levantamento é feito pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV), no Recife, Rio de Janeiro, em Salvador, São Paulo, Belo Horizonte, Brasília e Porto Alegre.

Marli Moreira
Repórter da Agência Brasil
foto - ilustração/arquivo
O Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S) apresentou variação de 0,34%, na primeira prévia de setembro, o que indica aceleração de 0,02 ponto percentual, em relação à última pesquisa (0,32%). O levantamento é feito pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV), no Recife, Rio de Janeiro, em Salvador, São Paulo, Belo Horizonte, Brasília e Porto Alegre.
Em três dos oito grupos pesquisados houve aumento no ritmo de correção e o maior impacto sobre a inflação foi constatado em educação, leitura e recreação (de 0,50% para 0,92%). Essa alta foi provocada, principalmente, pelo avanço de preço da passagem aérea (de -3,39% para 4,20%).
Em alimentação, a taxa subiu de 0,69% para 0,76% com destaque para as frutas (de 5,61% para 8,45%) e no grupo habitação (de 0,10% para 0,11%). Neste último grupo, o motivo foi a conta de luz com um recuo menos expressivo do que na apuração passada (de -1,14% para -0,63%).
Já em transportes, o índice desacelerou passando de 0,11% para 0,01%, efeito da redução observada no preço da gasolina (de -0,64% para -0,98%). Em saúde e cuidados pessoais, ocorreu alta com taxa inferior à registrada no último levantamento (de 0,50% para 0,44%). O mesmo ocorreu em relação ao grupo comunicação (de 0,16% para 0,01%) .
Já em vestuário foi verificada queda mais intensa (de -0,12% para -0,17%), movimento também constatado em despesas diversas (-0,08% para -0,10%).
Os itens que mais influenciaram o avanço do IPC-S foram: mamão papaya (37,99%); show musical (8,25%); refeições em bares e restaurantes (0,64%); plano e seguro de saúde (1,05%) e tomate (13,87%). Em compensação, os itens que ajudaram a diminuir o impacto foram: batata-inglesa (-15,47%); gasolina (-0,98%); tarifa de eletricidade residencial (-0,63%); alface (-11,36) e cebola (-20,71%).
Fonte - Agência Brasil  08/09/2016

segunda-feira, 22 de agosto de 2016

Índices de inadimplência não param de crescer no Brasil

Economia

Para muitos economistas, em um cenário de desemprego crescente, inflação resistente e paralisia da economia, a tendência é que os spreads continuem a aumentar.Apenas nos últimos 12 meses, o spread subiu 12 pontos percentuais. Os últimos dados do Banco Central, de junho, revelam que o spread chegou a 39,7% ao ano, o patamar mais elevado desde 2011. 

Sputnik
foto - ilustração
Apesar de a Selic, a taxa básica de juros, estar em 14,25% desde julho do ano passado, as taxas de inadimplência não param de crescer no Brasil. Em consequência, bancos e instituições financeiras têm aumentado gradativamente o chamado spread, a diferença entre as taxas cobradas dos clientes e as que pagam por seus produtos.
Apenas nos últimos 12 meses, o spread subiu 12 pontos percentuais. Os últimos dados do Banco Central, de junho, revelam que o spread chegou a 39,7% ao ano, o patamar mais elevado desde 2011. Para pessoas físicas, a diferença entre o que os bancos cobram e pagam atingiu 58,5% ao ano, um acréscimo de 13,4 pontos percentuais entre junho último e o mesmo mês de 2015. Para empresas, a diferença é menor: 18,2% na comparação e aumento de 3,2 pontos percentuais.Essa conta diz respeito apenas aos chamados juros livres, sem financiamentos com taxas subsidiadas pelos bancos estatais.
Para muitos economistas, em um cenário de desemprego crescente, inflação resistente e paralisia da economia, a tendência é que os spreads continuem a aumentar. A razão é simples: com mais gente não podendo honrar seus compromissos com as instituições financeiras, a saída é cobrar mais de quem está em dia com suas obrigações.
Que a inadimplência está aumentado ninguém duvida. Segundo o BC, só em maio, os atrasos nos pagamentos superiores a 90 dias bateram o recorde de 5,8% do total das transações, recuando levemente para 5,6% em junho.Outros analistas também justificam a alta do spread pelo fato de que algumas instituições tenham aumentado a margem de lucro para recompor as margens que ficaram comprimidas nos anos de juros baixos e de crédito farto.
Fonte - Sputnik  21/08/2016

segunda-feira, 11 de abril de 2016

Inflação desacelera e IGP-M recua na 1ª prévia de abril

Economia

Dados divulgados hoje (11) pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV) indicam que o Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M) registrou variação de 0,31% na apuração do primeiro decêndio de abril, uma desaceleração de 0,12 ponto percentual em relação ao mesmo período de março, quando havia subido 0,43%.

Nielmar de Oliveira
Repórter da Agência Brasil

foto - ilustração
Depois do IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Ampliado), medido pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que desacelerou no fechamento de março, agora foi a vez de o Índice Geral de Preços do Mercado (IGP-M) mostrar sinais de desaceleração.
Dados divulgados hoje (11) pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV) indicam que o Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M) registrou variação de 0,31% na apuração do primeiro decêndio de abril, uma desaceleração de 0,12 ponto percentual em relação ao mesmo período de março, quando havia subido 0,43%.
O primeiro decêndio de abril envolve a apuração de preços entre os dias 21 e 31 de março e teve influência tanto dos preços relativos ao produtor quanto dos preços ao consumidor. Segundo os dados divulgados pela FGV, o Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) registrou variação de 0,36% no primeiro decêndio de abril contra os 0,45% do mesmo período do mês de março.
No caso dos preços medidos pelo Índice de Preços ao Consumidor (IPC), a taxa de variação do primeiro decêndio de abril foi de 0,27% contra 0,44% de variação do primeiro decêndio do mês passado.
Já o Índice Nacional de Custo da Construção (Incc) não registrou variação significativa no primeiro decêndio de abril, depois de ter variado apenas 0,3% no primeiro decênio de março.

Comportamento dos preços
Os dados divulgados indicam que a variação de 0,36% do primeiro decêndio de abril para o Índice de Preços ao Produtor teve influência do comportamento dos preços do índice referente aos Bens Finais, com desaceleração de 0,73 ponto percentual em relação ao primeiro decêndio de março de 1,2% para 0,47%; de Bens Intermediários que fechou com deflação de 0,85%, contra uma taxa negativa de 0,6%, no mês anterior; enquanto o índice referente a Matérias-Primas Brutas acusou variação de 1,71%, contra 0,82% do primeiro decênio de março.
Quanto ao Índice de Preços ao Consumidor, a queda entre o primeiro decêndio de março e o primeiro de abril foi de 0,17 ponto percentual (de 0,27% para 0,44%, entre um decêndio e outro). Neste caso, sete das oito classes de despesa componentes do índice registraram decréscimo em suas taxas de variação, entre um período e outro, com destaque para o grupo Despesas Diversas (de 2% para 0,04%).
Fonte - Agência Brasil  11/04/2016

NOTÍCIA DE RODAPÉ

Operação Mar de Lama busca quadrilha acusada de fraudes em Governador Valadares

Da Agência Brasil
A Polícia Federal deflagrou, na manhã de hoje (11), a Operação Mar de Lama em Governador Valadares (MG). A finalidade é desmontar uma organização que fradou licitações no município após os estragos causados pela forte chuva de 2013. O prejuízo aos cofres públicos pode alcançar R$ 1,5 bilhão.Os envolvidos são empresários contratantes do Poder Público, agentes do alto escalão da prefeitura de Governador Valadares e do Serviço Autônomo de Água e Esgoto (SAAE) e vereadores do município. Dos 108 mandatos judiciais que estão sendo cumpridos, oito são de prisão temporária, 63, de busca e apreensão, além de 20 ordens de afastamento de funções públicas e 17 determinações de bloqueios de bens e valores.A operação mobiliza 260 policiais federais e 24 auditores da Controladoria-Geral da União (CGU).

sexta-feira, 8 de abril de 2016

Inflação volta a fechar abaixo de dois dígitos com queda na conta de energia

Economia

De acordo com dados divulgados hoje (8) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o IPCA fechou os doze meses encerrados em março em 9,39%, depois de ter encerrado fevereiro em 10,36% (na taxa anualizada). O índice não ficava abaixo de dois dígitos desde novembro do ano passado, quando estava em 10,48%. Em dezembro, a taxa era 10,67%; em janeiro deste ano, 10,71%; e em fevereiro, 10,36%.

Nielmar de Oliveira
Repórter da Agência Brasil
imagem/Ag.Brasil
Depois de quatro meses com taxa de dois dígitos, a inflação oficial do país, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), voltou a fechar o acumulado do ano em um dígito. De acordo com dados divulgados hoje (8) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o IPCA fechou os doze meses encerrados em março em 9,39%, depois de ter encerrado fevereiro em 10,36% (na taxa anualizada). O índice não ficava abaixo de dois dígitos desde novembro do ano passado, quando estava em 10,48%. Em dezembro, a taxa era 10,67%; em janeiro deste ano, 10,71%; e em fevereiro, 10,36%.
“É importante deixar claro que ficou para trás nos cálculos dos doze meses o reajuste decorrente da bandeira tarifária, no caso da energia elétrica, e em consequência também a pressão forte de reajustes anuais extras por conta da energia. Este resultado deixa pra trás, portanto, uma parcela importante que pressionou a inflação em 2015, que foi a energia elétrica”, disse a coordenadora de Índice de Preços do IBGE, Eulina Nunes dos Santos.
Porém, a coordenadora ressaltou que embora o IPCA tenha voltado a ficar abaixo dos dois dígitos, o consumidor ainda vai sentir o peso de reajustes da energia. "Apesar das contas [de energia] terem ficado em março mais barato, em média, de janeiro de 2015 até agora em março, se observa uma alta de 45,01%. Ou seja, as pessoas continuam pagando alto pela energia apesar da trégua deste último mês”.
Eulina Nunes disse também que os preços monitorados - de táxi, ônibu e metrô - já impactaram a inflação, mas podem aparecer outros reajustes no decorrer do ano. “Os preços monitorados praticamente já foram absorvidos e não vão voltar a pressionar a inflação, com algumas poucas exceções. Do ponto de vista dos monitorados e da educação, os preços estão mais ou menos definidos, agora podem ocorrer fatos novos durante o ano com outros preços livres e que podem provocar algum reajuste no meio do caminho. Entressafra, preços livres, dólar, o clima”, disse. "Não se pode ignorar a questão da oferta e da demanda [desemprego, queda da renda]. É o caso, por exemplo, das passagens aéreas: os preços estão sendo alvos de descontos, queda de preços, ofertas e promoções por conta do recuo no preenchimento da capacidade das aeronaves”, acrescentou.

Março
A inflação fechou março em 0,43%, a menor taxa para o mês desde 2012 (0,21%). De acordo com o IBGE, a queda no preço da energia também foi responsável pelo taxa menor em março. De fevereiro para março, a energia elétrica teve queda de 3,41%.
A retração no preço da energia está relacionada à redução na cobrança extra da bandeira tarifária que, a partir de primeiro de março, passou dos R$ 3, da bandeira vermelha, para R$ 1,50, da bandeira amarela, por cada 100 kilowatts-hora (KW-h) consumidos. “As contas ficaram mais baratas em todas as regiões pesquisadas em razão, também, da redução no valor das alíquotas do PIS/COFINS ocorrida na maioria delas”, conforme o IBGE.
Também influenciaram a queda do IPCA o gás de cozinha, com deflação de 0,42%; taxa de água e esgoto (-0,43%); telefone celular (-2,71%); telefone fixo (-2,89%); e passagem aérea (-10,85%).
A queda no IPCA não foi maior por causa das despesas com alimentação e bebidas, que mais pesam no orçamento das famílias, subiram 1,24% em março na comparação com mês anterior. As frutas, por exemplo, registraram alta de 8,91% nos preços. Também ficaram mais caras a cenoura (14,52%), o açaí (13,64%), o alho (5,7%), o leite (4,57%) e o feijão-carioca (4,1%).
Os preços do cigarro pressionaram a inflação, com aumento de 1,48%.

Regiões
Sete das 13 áreas pesquisadas pelo IBGE fecharam o mês de março com inflação superior ou igual a taxa nacional do mês (0,43%). A maior alta foi na região metropolitana de Fortaleza, que fechou em 0,72%. Em seguida, vem Porto Alegre (0,67%), São Paulo e Curitiba (ambas com 0,57%), Goiânia (0,56%), Belém (0,53%) e Belo Horizonte (0,49%).
As menores taxas foram registradas no Recife e em Salvador, com deflação de 0,14%. Recife teve a menor taxa do país, taxa negativa de 0,04%.
Fecharam ainda abaixo da taxa nacional: Rio de Janeiro (0,29%), Vitória (0,16%) e Brasília (0,12%).
O IPCA é calculado pelo IBGE com as famílias com renda entre um e 40 salários mínimos e abrange as dez principais regiões metropolitanas do país, além das capitais de Goiânia, Campo Grande e Brasília.

INPC
A inflação para as famílias de menor renda, que ganham entre um e cinco salários mínimos, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) chegou a 0,44% em março, menor que a taxa de 0,95% em fevereiro. O resultado é o menor para o mês desde março de 2012 (0,18%).
O INPC, calculado pelo IBGE desde 1979, tem a mesma metodologia do IPCA, abrangendo as dez principais regiões metropolitanas do país, além dos municípios de Goiânia, Campo Grande e de Brasília.
Fonte - Agência Brasil  08/04/2016

segunda-feira, 21 de março de 2016

Analistas reduzem pela segunda semana estimativa de inflação para este ano

Economia

Pela segunda semana consecutiva a estimativa de inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) foi reduzida por analistas do mercado financeiro. A nova perspectiva agora é de 7,43% ante os 7,46% previstos anteriormente.

Daniel Lima
Repórter da Agência Brasil

foto - ilustração
Analistas e investidores do mercado financeiro reduziram hoje (21) pela segunda semana seguida a estimativa de inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). A nova perspectiva agora é de 7,43% ante os 7,46% previstos anteriormente.
Para 2017, a estimativa segue em 6%, de acordo com o boletim Focus, publicação divulgada semanalmente às segundas-feiras pelo Banco Central (BC), com base em projeções de instituições financeiras para os principais indicadores econômicos. O cálculo inflacionário permanece distante do centro da meta de 4,5% e, neste ano, supera o teto de 6,5%. Em 2017, o limite superior da meta em 2017 é 6%.
A projeção para a taxa básica de juros, a Selic, permanece em 14,25% ao ano, em 2016, e, para 2017, em 12,50% ao ano. Os preços administrados, regulados pelo governo, como a gasolina e o gás de cozinha, tiveram suas estimativas reduzidas de 7,40 % para 7,20%. A taxa de câmbio esperada em dezembro chega a R$ 4,20.

Crescimento
A projeção de instituições financeiras para a queda da economia este ano piorou mais uma vez e passou de 3,54% para 3,60%. Para 2017, a estimativa de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB), a soma de todas as riquezas produzidas pelo país, foi reduzida de 0,50% para 0,44%. Para a produção industrial, a estimativa é de uma queda de 4,50% em 2016.

Setor Externo
As perspectivas para o déficit em conta corrente, um dos principais indicadores das transações do Brasil com outros países, melhoraram e passaram de US$ 24,10 bilhões para US$ 21,21 bilhões, com o saldo da balança comercial em US$ 42,40 bilhões. Não houve alteração na projeção para os investimentos estrangeiros diretos, mantidos em US$ 55 bilhões.
Fonte - Agência  Brasil  21/03/2016

sexta-feira, 17 de abril de 2015

IPC-S recua na segunda semana de abril em seis capitais

Economia

O maior recuo foi registrado em Brasília (0,4 ponto percentual, ao passar de 1,65% para,24%).Outras cidades com queda na taxa foram Belo Horizonte (0,38 ponto percentual, ao passar de 1,01% para 0,63%), São Paulo (0,32 ponto percentual, de 1,39% para 1,07%), Rio de Janeiro (0,31 ponto percentual, de 1,38% para 1,07%) e Salvador (0,11 ponto percentual,  de 0,77% para 0,66%)....

Vitor Abdala
Repórter da Agência Brasil 
Brasília apresentou a maior queda de IPC-S entre as
sete capitais pesquisadas - José Cruz - Agência Brasil
O Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S) teve queda em seis das sete capitais pesquisadas pela Fundação Getulio Vargas (FGV), na segunda semana de abril. O maior recuo foi registrado em Brasília (0,4 ponto percentual, ao passar de 1,65% para 1,24%).
Outras cidades com queda na taxa foram Belo Horizonte (0,38 ponto percentual, ao passar de 1,01% para 0,63%), Porto Alegre (0,32 ponto percentual, ao passar de 1,29% para 0,92%), São Paulo (0,32 ponto percentual, ao passar de 1,39% para 1,07%), Rio de Janeiro (0,31 ponto percentual, ao passar de 1,38% para 1,07%) e Salvador (0,11 ponto percentual, ao passar de 0,77% para 0,66%).
Recife foi a única capital a ter um aumento da taxa do IPC-S na segunda semana de abril (0,06 ponto percentual, ao passar de 0,4% para 0,46%). A média nacional do IPC-S, divulgada ontem (16), ficou em 0,93%, ou seja, 0,29 ponto percentual abaixo da semana anterior.
Fonte - Agência Brasil  17/04/2015

quinta-feira, 16 de abril de 2015

FGV indica novamente queda no ritmo de inflação

Economia

O IPC-S, que constitui levantamento feito pelo Instituto Brasileiro de Economia (Ibre), da Fundação Getulio Vargas (FGV), permite verificar com agilidade mudanças de curso na trajetória dos preços: leva em conta a média dos preços coletados nas quatro últimas semanas, período iniciado em 16 de março e encerrado em 15 de abril.

Marli Moreira 
Repórter da Agência Brasil 
foto - ilustração
O Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S) atingiu 0,93% na segunda prévia de abril (encerrada em 15 de abril), taxa 0,29% menor do que a registrada na apuração anterior (fechada em 7 de abril). No levantamento anterior, o IPC-S variou 1,22% – percentual menor do que o registrado no encerramento de março, que foi 1,41%.
O IPC-S, que constitui levantamento feito pelo Instituto Brasileiro de Economia (Ibre), da Fundação Getulio Vargas (FGV), permite verificar com agilidade mudanças de curso na trajetória dos preços: leva em conta a média dos preços coletados nas quatro últimas semanas, período iniciado em 16 de março e encerrado em 15 de abril.
Cinco dos oito grupos pesquisados tiveram redução no ritmo de aumento: o que mais contribuiu para diminuir o impacto inflacionário foi habitação, com alta de 2,08%. Na apuração anterior, essa classe de despesas apresentou elevação de 3,31%. Do grupo habitação, o item que mais contribuiu para a redução do ritmo de crescimento da taxa foi a tarifa de eletricidade residencial, que passou de 17,44% para 10,02%.
No grupo alimentação, o índice variou 0,97%, abaixo do registrado na primeira prévia do mês (1,05%). Em transportes, houve alta de 0,19%, menor do que no último levantamento (0,31%). E, em despesas diversas, a taxa ficou em 0,57%, também abaixo da medição passada (0,70%).
Houve queda acentuada em comunicação que passou de -0,01% para -0,07%. Foi registrado ainda um recuo de 0,26%,em vestuário, mas essa baixa foi menos intensa do que a verificada na última pesquisa, quando os artigos deste segmento ficaram 0,51% mais baratos.
Nos grupos restantes, ocorreram avanços: educação, leitura e recreação (de -0,24% para 0,27%) e saúde e cuidados pessoais (de 0,72% para 0,91%).
Os cinco itens que mais pressionaram o IPC-S foram: tarifa de eletricidade residencial (10,02%); condomínio residencial (2,23%); refeições em bares e restaurantes (0,81%); leite tipo longa vida (5,51%) e aluguel residencial (0,72%). Entre os que mais colaboraram para frear a alta média dos preços estão os seguintes: batata-inglesa (-10,61%); automóvel usado (-0,88%); tarifa de telefone residencial (-0,71%); massas preparadas e congeladas (-2,35%) e cenoura (-8,45%).
O IPC-S baseia-se em um sistema de coleta quadrissemanal, com encerramento em quatro datas pré-estabelecidas (07, 15, 22 e 31). Apesar de a coleta ser semanal, a apuração das taxas de variação leva em conta a média dos preços coletados nas quatro últimas semanas até a data de fechamento, nas seguintes capitais: São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Salvador, Recife, Porto Alegre e Brasília.
Fonte - Agência Brasil  16/04/2015

quinta-feira, 9 de abril de 2015

IPC-S recua em seis capitais na primeira semana de abril

Economia

A maior queda foi observada em Porto Alegre: 0,35 ponto percentual. Passou de 1,64% na última semana de março, para 1,29% na primeira semana deste mês.

Vitor Abdala 
Repórter da Agência Brasil 
foto - ilustração
A inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S) caiu em seis das sete capitais pesquisadas pela Fundação Getulio Vargas (FGV) na primeira semana de abril na comparação com a semana anterior. A maior queda foi observada em Porto Alegre: 0,35 ponto percentual. Passou de 1,64% na última semana de março, para 1,29% na primeira semana deste mês.
Outras cidades que tiveram queda na taxa foram Brasília (0,32 ponto percentual, ao passar de 1,97% para 1,65%), Belo Horizonte (0,31 ponto percentual, ao passar de 1,32% para 1,01%), Salvador (0,14 ponto percentual, ao passar de 0,91% para 0,77%), Rio de Janeiro (0,14 ponto percentual, ao passar de 1,52% para 1,38%) e São Paulo (0,14 ponto percentual, ao passar de 1,53% para 1,39%).
A única cidade com alta na taxa de inflação foi Recife: 0,09 ponto percentual, ao passar de 0,31% para 0,4%. A média nacional do IPC-S, divulgada ontem, ficou em 1,22%, ou seja, 0,19 ponto percentual abaixo da taxa da semana anterior.
O IPC-S, que permite verificar com agilidade mudanças de curso na trajetória dos preços, leva em conta a média dos preços coletados nas quatro últimas semanas até a data de fechamento.
Fonte - Agência Brasil  09/04/2015

sexta-feira, 6 de março de 2015

Inflação medida pelo IGP-DI recua para 0,53% em fevereiro

Economia

O IGP-DI mede o comportamento de preços em geral da economia. É a média aritmética dos índices de Preços no Atacado (IPA), que mede a variação de preços no mercado atacadista; de Preços ao Consumidor (IPC)....

Vitor Abdala
Repórter da Agência Brasil 
foto - ilustração
A inflação medida pelo Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI) ficou em 0,53%, em fevereiro deste ano, taxa inferior à do mês anterior, de 0,67%, e à de fevereiro do ano passado, que ficou em 0,85%. Segundo dados da Fundação Getulio Vargas (FGV), em 12 meses, o IGP-DI acumula inflação de 3,74%.
O IGP-DI mede o comportamento de preços em geral da economia. É a média aritmética dos índices de Preços no Atacado (IPA), que mede a variação de preços no mercado atacadista; de Preços ao Consumidor (IPC), que avalia preços entre as famílias que têm renda de 1 a 33 salários mínimos nas cidades de São Paulo e do Rio de Janeiro; e Índice Nacional da Construção Civil (INCC), que mede a variação de preços no setor da construção civil, considerando tanto materiais quanto a mão de obra empregada no setor. Disponibilidade interna engloba as variações de preços que afetam diretamente as atividades econômicas localizadas no território brasileiro. Não não consideradas as variações de preços dos produtos exportados.
A queda do IGP-DI em janeiro e fevereiro foi puxada pelo varejo e pelo custo da construção. A inflação do subíndice de Preços ao Consumidor, que mede o varejo, caiu de 1,73% em janeiro para 0,97% em fevereiro. O subíndice de Custo da Construção recuou de 0,92% para 0,31% no período.
Por outro lado, os preços no atacado tiveram, em fevereiro, aumento maior do que no mês anterior. A inflação do subíndice de Preços ao Produtor Amplo, que mede o atacado, subiu de 0,23% em janeiro para 0,41% em fevereiro.
Fonte - Agência Brasil  06/03/2015

sexta-feira, 9 de janeiro de 2015

Inflação oficial fechou 2014 em 6,41%, abaixo da meta oficial

Economia

Em 2013, a inflação oficial havia ficado em 5,91%. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), apenas no mês de dezembro, os produtos e serviços tiveram uma alta de preços média de 0,78%.

Vitor Abdala 
Repórter da Agência Brasil 
foto - ilustração
O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que mede a inflação oficial, fechou o ano de 2014 com uma taxa de 6,41%. O índice está abaixo do teto da meta de inflação do governo federal, que é 6,5%.
Em 2013, a inflação oficial havia ficado em 5,91%. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), apenas no mês de dezembro, os produtos e serviços tiveram uma alta de preços média de 0,78%.
O IPCA mede a variação do custo de vida das famílias com chefes assalariados e com rendimento mensal compreendido entre um e 40 salários mínimos mensais.
As pesquisas são feitas nas regiões metropolitanas do Rio de Janeiro, de Porto Alegre, de Belo Horizonte, do Recife, de São Paulo, Belém, Fortaleza, Salvador e Curitiba, além de Brasília e do município de Goiânia.
Fonte - Agência Brasil  09/01/2015

quarta-feira, 24 de dezembro de 2014

Aumento na tarifa de ônibus de Salvador supera inflação

Salvador

Aumento na tarifa de ônibus supera inflação.Valor ultrapassa prévia do IPCA de 2014.O percentual de reajuste do valor (7,14%) é maior que a prévia do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) acumulado nos últimos 12 meses (6,46%).

Priscila Machado - A Tarde
Joa Souza | Ag. A TARDE
O reajuste do preço da passagem de ônibus em Salvador, para R$ 3 a partir do dia 1º de janeiro, supera a inflação prevista para este ano. O percentual de reajuste do valor (7,14%) é maior que a prévia do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) acumulado nos últimos 12 meses (6,46%).
Contudo, o titular da Secretaria Municipal de Urbanismo e Transporte, Fábio Mota, defendeu que o reajuste da passagem foi calculado a partir de agosto de 2013 e, por isso, está abaixo da inflação. "Não temos reajuste desde junho de 2012, ainda assim, fizemos uma correção de 16 meses. Se considerássemos o período real, o aumento seria maior", argumentou.
Após saber do aumento, integrantes do Movimento Passe Livre já marcaram uma assembleia para as 15h do próximo sábado. Segundo Walter Takemoto, membro do grupo e ex-diretor da Companhia Municipal de Transporte Coletivo de São Paulo, haverá manifestação nas ruas se o preço for mantido.
Para Takemoto, o reajuste é uma estratégia da prefeitura para compensar os R$ 170 milhões investidos pelos empresários para explorar o sistema de transporte público da capital baiana nos próximos 25 anos.
"A população terá que pagar uma das tarifas mais caras do país para continuar sendo transportada por ônibus velhos e mal ventilados, 'maquiados' com pinturas. No final de semana, os veículos somem dos pontos de espera", criticou Takemoto.
Fábio Mota negou que o valor previsto para 2015 sirva a interesses do empresariado: "O valor tem a chancela do Tribunal de Contas dos Municípios (TCM) e pelo Ministério Público do Estado (MP-BA). Portanto, não há benefícios ou equívocos".
Em relação ao preço praticado em outras cidades, ele afirma que há prefeituras subsidiando o transporte público em função dos protestos, o que não ocorre em Salvador. "O valor será utilizado em áreas importantes, como saúde, educação e assistência social, por exemplo", disse.
Usuário reclama - A estudante Edjane Ferreira, 28, que está desempregada e faz um curso técnico em uma faculdade da Av. Paralela, diz que o aumento pode ocasionar a interrupção do estudo. "É um absurdo! Os ônibus continuam cheios, mal ventilados e nós temos que pagar mais caro pelo serviço", opinou. A medida também vai pesar no bolso do assalariado Edvaldo dos Santos, 48. Ele paga diariamente a passagem da filha Larissa, de 16 anos, para ir à escola. A nova tarifa consumirá 16% do salário de Edvaldo.
Fonte - A Tarde   24/12/2014

quarta-feira, 19 de novembro de 2014

Mantega comemora o resultado do IPCA-15 em outubro

Economia

Com base nos últimos resultados da economia, Mantega diz que "talvez" não precise mais aumentar a taxa de juros - Ministro da Fazenda destaca que 2014 pode encerrar com superávit primário mas evita comentar as mudanças previstas no texto do projeto de lei relatado pelo senador Romero Jucá (PMDB-RR)

Daniel Lima 
Repórter da Agência Brasil 
Fabio Rodrigues Pozzebom /Agência Brasil
O ministro da Fazenda, Guido Mantega, comemorou o resultado do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo - 15 (IPCA-15), que teve variação de 0,38% em novembro , abaixo das inflações de outubro e no mesmo mês do ano passado. O indicador foi divulgado hoje (19), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. No caso, é levado em conta dados coletados entre 14 de outubro e 12 de novembro.
“Significa que a inflação está crescendo menos e o que é uma boa notícia. Esta época do ano, a inflação estaria acelerando um pouco, mas não está. Outra notícia boa é o desemprego. Caiu mais ainda e está em 4,7%. Inflação para baixo e desemprego diminuindo, portanto emprego melhorando”, disse.
O ministro indicou que, "talvez, com os últimos resultados", não seja preciso mais elevar os juros para conter a inflação ou recalibrar a política de juros. Para ele, tudo dependerá da forma como será conduzida a política fiscal e do comportamento da inflação. “Com a inflação de hoje, mais moderada, significa que não é necessária nenhuma medida adicional. Isso é a minha opinião. Mas o Copom - Comitê de Política Monetária, do Banco Central (BC)- tem autonomia. O que posso dizer hoje é que a inflação está mais baixa”, avaliou.
Diante da insistência de um dos repórteres se o que tinha dito significava não subir mais os juros, Mantega respondeu: “Imagina. Sempre será necessário subir ou descer os juros. É uma permanente na política monetária. Ela tem que ser flexível. Agora, quando a inflação cai, bom, não sei. Você é quem resolve”, disse se dirigindo ao repórter.
Sobre o Índice de Atividade Econômica do BC (IBC-Br), divulgado na última segunda-feira, que mostrou uma expansão de 0,59% no terceiro trimestre deste ano, na comparação com os três meses anteriores, o ministro avaliou que é um “bom número”. “Se for confirmado no PIB – Produto Interno Bruto, que é a soma dos bens e riquezas produzidos no país -, significa que não terá havido recessão porque um dos trimestres, que era negativo, vai ficar positivo”, ponderou.
Antonio Cruz/Agência Brasil
O ministro comentou sobre as mudanças propostas ao Congresso Nacional para alterar o resultado primário do Governo Central. Mantega disse que a equipe econômica trabalha para ter um superavit em 2014, mas não quis comentar a mudança do relator Romero Jucá (PMDB-RR) no texto do projeto de lei, trocando o termo “meta de superávit primário” para “meta de resultado”.
De acordo com Mantega, a mudança na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), proposta pelo governo, é que poderá haver um abatimento maior utilizando as desonerações que o governo concedeu para que o setor produtivo pudesse continuar a enfrentar a crise. Mantega não quis falar em números porque, segundo ele, o relatório de avaliação de receitas e despesas, esperado para sexta-feira (21), será discutido na tarde de hoje, na Casa Civil, durante o encontro da junta orçamentária. O ministro considerou possível um crescimento de 2% do resultado primário.
“Vamos avaliar ainda a partir desse crescimento da economia. Você sabe o que melhora do [superávit] primário e o crescimento maior da economia, que neste segundo semestre está mostrando, sim, um crescimento. Ajudará inclusive, no ano que vem pois poderemos entrar 2015 com uma taxa de crescimento maior e ajudará a fazer um primário em trono de 2% no próximo ano”.
Fonte - Agência  Brasil 19/11/2014

sexta-feira, 7 de novembro de 2014

Inflação oficial cai e fica em 0,42% em outubro

Economia

IPCA de outubro é inferior aos de setembro deste ano e de outubro do ano passado, que haviam sido 0,57% nos dois períodos

Vitor Abdala 
Repórter da Agência Brasil 
Marcello Casal Jr/Agência Brasil
O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que mede a inflação oficial, ficou em 0,42% em outubro deste ano. A taxa é inferior às de setembro deste ano e de outubro do ano passado, que haviam sido 0,57% em ambos os períodos.
O IPCA acumula taxa de 5,05% no ano. No acumulado de 12 meses, a inflação é 6,59%, acima do teto da meta de inflação do governo federal, que é 6,5%. Os dados foram divulgados hoje (7) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Fonte - Agência Brasil  07/11/2014