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quinta-feira, 26 de fevereiro de 2026

Concentração de poluentes no ar ultrapassa limites em todo o país

Meio Ambiente - Clima

Relatório do MMA considera padrões estabelecidos pelo Conama em 2024. Relatório Anual de Acompanhamento da Qualidade do Ar 2025, divulgado pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA),aponta que o Brasil ultrapassa frequentemente o limite máximo admitido pela OMS,

Fabíola Sinibú - Ag.Brasil 
© Joédson Alves/AG.BRASIL
A concentração de diversos poluentes atmosféricos no ar respirado em todo o Brasil ultrapassa frequentemente o limite máximo admitido pela Organização Mundial da Saúde (OMS), aponta o Relatório Anual de Acompanhamento da Qualidade do Ar 2025, divulgado pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA). Os dados de 2024 sistematizados no documento consideram, pela primeira vez, os padrões estabelecidos por uma resolução do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama), que atualizou os limites admitidos no país e estabeleceu etapas de transição para alcançar os padrões da OMS. As informações revelam a tendência de aumento ou diminuição da concentração dos poluentes, a sazonalidade e quando ultrapassam os padrões de qualidade do ar a partir da presença de ozônio, monóxido de carbono, dióxido de nitrogênio, dióxido de enxofre, material particulado fino e material particulado inalável. As informações são coletadas nas estações de monitoramento existentes em todo o país.
Na análise da ultrapassagem dos padrões de qualidade do ar, as únicas substâncias que se mantiveram nos limites admissíveis da tabela de transição do Conama, com poucas ultrapassagens, foram o monóxido de carbono (CO) e o dióxido de Nitrogênio (NO₂). As duas substâncias registraram ultrapassagens pontuais no Brasil, como no estado do Maranhão, onde houve ultrapassagem no limite de CO em 18% dos dias registrados pela estação Santa Bárbara. Todas as demais substâncias ultrapassaram e se mantiveram ao longo do ano acima dos limites intermediários de concentração admissíveis pela resolução do Conama. “A maioria dos poluentes foi avaliada de acordo com o padrão intermediário 2, que ficou valendo a partir de janeiro deste ano, e ele é estabelecido como um padrão dentro do que os estados já estavam atendendo basicamente”, alerta o gerente de natureza do Instituto Alana e ex-conselheiro do Conama, JP Amaral.

Tendência
De acordo com o relatório, o aumento de concentração de ozônio (O₃) chegou a atingir em média 11% do total de medições em 2024, com maiores magnitudes observadas nas estações de Minas Gerais, mas também observadas em estações dos estados do Rio de Janeiro, Espírito Santo e Bahia. A tendência de aumento de concentração de monóxido de carbono (CO) chegou a 17%, detectado no Rio Grande do Sul e também observada em localidades no Rio de Janeiro e Pernambuco. Já a tendência de aumento do dióxido de Nitrogênio (NO₂) foi de até 22%, no Rio de Janeiro, com tendência positiva também em estações em São Paulo, Espírito Santo, Minas Gerais e Bahia. O Espírito Santo detectou aumento de 16% de concentração de dióxido de enxofre (SO2), que também teve variação positiva detectada no Rio de Janeiro e em Minas Gerais. O material particulado fino - que reúne micropartículas de poluição com maior penetração nos pulmões e corrente sanguínea - registrou tendência de redução da concentração que chegou a 8,4% em estações de São Paulo. Já o material particulado inalável - composto por partículas maiores, mas capazes de penetrar no trato respiratório pelo nariz e boca - atingiu a maior tendência de aumento, 8%, em uma estação presente em uma escola, no estado de Minas Gerais. “Esses resultados reforçam a necessidade de implementação e fortalecimento de planos estaduais de gestão da qualidade do ar, com estratégias integradas de controle de emissões, desenvolvimento de inventários de emissões e expansão das redes de monitoramento”, destaca o relatório produzido pelo MMA.

Rede
Além das informações relativas à qualidade do ar, o relatório reúne ainda dados de governança, como a presença de 570 estações de monitoramento da qualidade do ar em todo o país. O número absoluto representa um aumento de 91 unidades (19%), em relação aos dados de 2023 e de 175 unidades (44%), na comparação com 2022. Os dados relativos ao tamanho atual da rede de monitoramento existente no país também revelam limitações no envio de informações pelos estados ao Sistema Nacional de Gestão da Qualidade do Ar (MonitorAr), revela o relatório. Da totalidade de estações cadastradas, 21 não tiveram seu status informado e outras 75 constam como inativas.

Desafios
As falhas no envio de informações pelos estados também podem refletir subnotificação em relatórios anteriores, impactando no que foi considerado ampliação da rede, destaca o relatório, de forma que “acréscimos e reduções observados em comparação a 2023 nem sempre correspondem à instalação ou desativação de estações no período”. Na avaliação de JP Amaral, apesar dos desafios, o relatório representa um grande avanço quanto a governança nacional para o setor, ao ser estruturado com base na Política Nacional de Qualidade do Ar, criada em 2024 e que viabilizou a sistematização das informações incluídas no MonitorAr pelos estados. Para o gestor, além da plena implementação da resolução do Conama, ainda é preciso avançar no arcabouço legal que dará sustentação à política nacional como a atualização do Programa Nacional de Controle da Qualidade do Ar (Pronar) e o estabelecimento dos parâmetros para os níveis considerados críticos para a poluição no Brasil, além da elaboração de planos de contingência para esses casos. “É algo que faltou aparecer no relatório e que a gente viveu nos últimos anos muito intensamente, que são esses picos de poluição que acontecem em um único dia. Isso acabou não entrando no capítulo de ultrapassagem dos padrões, que trouxe a média anual”, conclui. Relacionadas
Fonte - Agência Brasil  26/02/2026

sexta-feira, 26 de setembro de 2025

Primeira composição modernizada do VLT de Salvador deverá chegar a capital baiana no inicio do mês de dezembro

Transportes sobre trilhos  🚄🚃🚃🚃🚃

O Governador da Bahia Jerônimo Rodrigues, acompanha últimos ajustes nos trens do VLT do Subúrbio; o primeiro chegará a Salvador no início de dezembro. A atividade foi acompanhada de perto, na fábrica da Construcciones y Auxiliar de Ferrocarriles (CAF), localizada em Hortolândia (SP).A1ª composição de VLT já modernizada e totalmente pintada deverá chegar em Salvador no dia 5 de dezembro, com um design em homenagem ao subúrbio e à Bahia.

Da Redação
Foto - Joá Souza/GOVBA
Mais uma etapa estratégica do cronograma de implantação do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) de Salvador e Região Metropolitana teve início nesta quarta-feira (10): estão sendo realizados os últimos ajustes técnicos e operacionais, além da pintura e plotagem de um dos trens do novo modal. A atividade foi acompanhada de perto, na fábrica da Construcciones y Auxiliar de Ferrocarriles (CAF), localizada em Hortolândia (SP), pelo governador Jerônimo Rodrigues e uma comitiva de lideranças comunitárias do Subúrbio de Salvador. “A CAF nos deu como garantia que, no dia 5 de dezembro, esse trem chegará em Salvador totalmente pintado, com um design em homenagem ao subúrbio e à Bahia. No dia 10 de dezembro, já começam os testes estáticos, móveis. Depois disso, por exigência dos padrões técnicos, a CAF precisa de seis meses para fazer os últimos testes, enquanto isso, a CTB conduz a montagem dos trilhos finais para que a gente possa transportar gente já no segundo semestre de 2026”, explicou Jerônimo Rodrigues. Na unidade da CAF — empresa espanhola especializada na fabricação e manutenção de trens, VLTs e metrôs — os veículos passaram por intervenções específicas, incluindo restabelecimento técnico-operacional, modernização e substituição de componentes desgastados, renovação da pintura, plotagem e testes de performance. As modificações atenderam às exigências do projeto baiano desenvolvido pela Companhia de Transportes do Estado da Bahia (CTB), assegurando eficiência, segurança e plena compatibilidade com o sistema metroferroviário local. “Agora, estamos realizando os testes estáticos aqui na fábrica e depois eles vão ocorrer no mês de dezembro em Salvador, e, em seguida, [serão realizados] os testes dinâmicos. A CTB já está providenciando as vias para fazermos esses testes. O nosso objetivo como fabricante é ver os nossos trens operando”, destacou Renato Meirelles, presidente da CAF Brasil. Dentro do projeto do novo modal, que se consolida como o maior empreendimento de mobilidade urbana em execução no país, alguns vagões passaram por adaptação para as necessidades do cliente local, no caso das marisqueiras e dos pescadores do Subúrbio de Salvador, que precisam transportar seus produtos de forma adequada e segura.

Presença da comunidade
Além de especialistas e autoridades, 20 líderes comunitários compõem a comitiva durante a visita à sede da CAF em Hortolândia. Na ocasião, conheceram o projeto do VLT, as instalações da fábrica e todo o trabalho realizado nos veículos. Dentre eles está Fátima Lima, nascida e criada no Quilombo Alto do Tororó, em São Tomé de Paripe, a marisquera representa a comunidade e fala da experiência de ver de perto os novos trens, e sobre o quanto a visita renova as esperança de mais qualidade de vida para moradores do Subúrbio de Salvador. “Vai mudar muita coisa, porque pegar um ônibus hoje é como se a gente estivesse em uma lata de sardinha. O pessoal trabalha, sai de manhã, chega de noite, precisa de um pouco mais de conforto e tranquilidade. Sem falar que pode gerar renda também, a partir dos pontos para que as pessoas que não têm trabalho formal possam vender suas iguarias, seus quitutes. O VLT chega pra gente se reinventar também”, conta a quilombola Fátima Lima. Lázaro Conceição é líder comunitário nas localidades de Paripe e Fazenda Coutos e aposta na modernidade que o VLT traz para a região. “A gente que dependeu muitos anos do trem sempre sentiu essa falta, e a chegada do VLT, um equipamento mais moderno, mais sofisticado, vai sim trazer mais mobilidade. Hoje com trânsito do jeito que está, vamos circular com mais fluidez e mais rápido”, conta Lázaro.

Modelo dos trens
O trem do VLT de Salvador é do modelo URBOS 3, considerado um dos melhores do mundo devido à sua durabilidade, eficiência e conforto, com 1,9 mil unidades espalhadas em mais de 50 países, como Espanha e Austrália. O URBOS foi lançado em 2008 e é fabricado, até hoje, pela CAF. No total, são 40 composições, cada uma delas formada por sete vagões, com duas cabines de comando nas extremidades e 45 metros de comprimento, de ponta a ponta. Internamente, é dotada de assentos confortáveis, poltronas com acessibilidade e comportam 400 passageiros, viajando a uma velocidade de até 70km/h, movidos à eletricidade.

Cronograma
A previsão é de que os trens comecem a chegar em Salvador a partir de 5 de dezembro de 2025 e os primeiros testes nos trilhos do Subúrbio realizados no início de 2026, conforme cronograma estabelecido.

Evolução do VLT
Com investimento de R$ 5,4 bilhões, o VLT de Salvador e RMS avança em ritmo acelerado. Com a extensão até o Comércio, o sistema terá 40 km de trilhos e 42 paradas. Até o momento, mais de 2 mil trabalhadores estão empregados no projeto, garantindo o cumprimento de prazos. Em apenas 14 meses de início das obras, os serviços realizados nos Trechos 1, 2 e 3 já mostram avanços físicos significativos, superando os padrões médios de obras ferroviárias no Brasil. No Trecho 1, que liga a Calçada à Ilha de São João, a obra já apresenta 33,79% de avanço físico. Para efeito de comparação, o fornecimento dos trilhos costuma levar de 12 a 18 meses até o destino, enquanto os equipamentos elétricos demandam cerca de 24 meses para entrega. “Estamos fazendo um investimento extraordinário de atividades tecnológicas, para revitalização dos trens. E para recebê-los temos que avançar com o trabalho na construção civil do empreendimento. Do ponto de vista de energia, já estamos instalando os primeiros sistemas da substação retificadora, para quando o trem chegar, começarmos os testes com a população, para que ela observe e vá criando uma nova rotina, uma nova esperança”, enfatizou Eracy Lafuente, presidente da CTB. No Trecho 2, que liga Paripe a Águas Claras, a obra apresenta avanço físico de 19,99%. A drenagem e proteção de taludes acompanham o ritmo da terraplenagem, avançando também nas intervenções para a duplicação da BA-528 e a implantação do VLT. Já no Trecho 3, que liga Águas Claras a Piatã, as obras civis registram 2,11% de avanço físico, com conclusão prevista para 2028. O sistema contará ainda com Wi-Fi gratuito em 35 pontos, catracas automáticas, integração com o metrô por fibra óptica, além de câmeras com inteligência artificial e painéis digitais em tempo real, garantindo mais modernidade e uma revolução no transporte público da Bahia.
Com informações da CTB/GOVBA  26/09/2025


Foto - ilustração / CTBGOVBA



segunda-feira, 21 de julho de 2025

VLT de Maceió - Projeto Embarque Sustentável terá nova edição

Transportes sobre trilhos/Sustentabilidade - 🚄🚃🚃🚃 🌳

A ação educativa e interativa, promovida pela CBTU Maceió, em parceria com órgãos ambientais, como o IBAMA, IMA, BPA - Batalhão de Polícia Ambiental, e a Teia - Consultoria Ambiental, tem como foco a conscientização socioambiental da população.

CBTU
Foto - ilustração/CBTU Maceió
Após o sucesso de público e de aprovação de toda a programação do projeto Embarque Sustentável, a superintendência de Trens Urbanos de Maceió abre a reserva para os interessados em participar do próximo projeto, no dia 26 de julho, sábado. A ação educativa e interativa, promovida pela CBTU Maceió, em parceria com órgãos ambientais, como o IBAMA, IMA, BPA - Batalhão de Polícia Ambiental, e a Teia - Consultoria Ambiental, tem como foco a conscientização socioambiental da população. Reserva de ingressos antecipada. Para participar do passeio, é necessário entrar na plataforma na internet pelo link https://doity.com.br/embarque-sustentvel e fazer a reserva do passeio, podendo ser dois ingressos pelo mesmo CPF. A reserva estará disponível a partir das 6 da manhã, do dia 21 de julho, até às 22 horas.

Pagamento antecipado e entrega das pulseiras
Com a reserva em mãos, os usuários devem comparecer à Estação Maceió, nos dias 22 ou 23 de julho, no horário de funcionamento da bilheteria, das 7h00 até às 18h00, para pagamento da viagem especial Embarque Sustentável, no valor de dez reais por pessoa, e retirada da pulseira que dará acesso ao embarque.

Cuidar do meio ambiente
O projeto Embarque Sustentável visa educar e sensibilizar usuários do sistema ferroviário sobre as questões ambientais relevantes. Nessa segunda edição, haverá todas as atividades que aconteceram no primeiro dia, tais como a gaiola humana, na qual os passageiros poderão ter a sensação de aprisionamento que os animais passam quando são confinados pelo tráfico, ver de perto exemplares de espécies ameaçadas de extinção da fauna brasileira, a exemplo da raposa, tatu, tartaruga marinha, coruja e cobra. Também haverá exposição das principais ferramentas utilizadas ilegalmente pelos caçadores. Uma das atrações que mais chamaram a atenção foram os animadores vestidos de fada, peixe boi, o mutum e a tartaruga. Além de dinâmicas recreativas e educativas desenvolvidas com as crianças pelos órgãos ambientais parceiros. O VLT se transforma em espaço de aprendizado, lazer e cidadania, levando informação de forma leve e acessível sobre temas como preservação da fauna silvestre, consumo consciente e descarte correto de resíduos, por exemplo.

Projetos ambientais da CBTU 
Logo na Estação Jaraguá, de onde sai o passeio, a CBTU vai demonstrar suas ações de sustentabilidade como o PapaPilhas - local de descarte correto de pilhas inutilizadas, a Geladeira Literária - projeto que disponibiliza gratuitamente livros e publicações usadas para quem não tem condições de adquirir, contribuindo com a redução de papel jogado no lixo indiscriminadamente, e incentivando a leitura, um painel instagramável de madeira reciclada, um banco confeccionado com tonel de óleo diesel, após uso, dentre outros. Além do conteúdo educativo, o projeto busca reforçar o papel da CBTU como agente de transformação social e exemplo de mobilidade urbana sustentável.

Quando
O Embarque Sustentável vai acontecer no sábado, 26 de julho, saindo da Estação Jaraguá, com concentração a partir das 8h30, e segue até a Estação Utinga, onde haverá programação recreativa e educativa fora do trem. Em seguida, retorna para Jaraguá com previsão de chegada, às 13h10. Fonte: Comunicação da CBTU Maceió Categoria Transporte de Passageiros
Fonte - CBTU Maceió 21/07/2025

sexta-feira, 11 de abril de 2025

Benefícios socioambientais gerados pelo Metrofor equivalem a 81% do subsídio anual

Transportes sobre trilhos  🚄  🚇

Os benefícios considerados no estudo decorrem da redução do fluxo de carros, ônibus e outros veículos rodoviários, o que contribui para a diminuição da poluição, dos acidentes e dos gastos com manutenção de vias rodoviárias, veículos e combustível; e também da economia de tempo que o deslocamento mais rápido proporciona, possibilitando mais tempo para produtividade ou lazer, favorecendo a economia e a qualidade de vida.

Metrofor
foto - ilustração/Metrofor
A operação do metrô e dos VLTs em Fortaleza e na Região Metropolitana gerou, em 2024, benefícios sociais e ambientais que, quando monetizados, correspondem a 81,3% do subsídio público anual destinado ao transporte sobre trilhos. O cálculo consta no Relatório Socioambiental 2024, divulgado este mês no site do Metrofor.

Balanços Socioambientais
Segundo o documento, os milhares de deslocamentos por trilhos ao longo do ano resultaram em R$ 174,8 milhões em benefícios para as cidades, valor próximo dos R$ 215 milhões destinados pelo Governo do Ceará como subsídio ao transporte público sobre trilhos. Os benefícios considerados no estudo decorrem da redução do fluxo de carros, ônibus e outros veículos rodoviários, o que contribui para a diminuição da poluição, dos acidentes e dos gastos com manutenção de vias rodoviárias, veículos e combustível; e também da economia de tempo que o deslocamento mais rápido proporciona, possibilitando mais tempo para produtividade ou lazer, favorecendo a economia e a qualidade de vida. Para o diretor-presidente do Metrofor, Plínio Saboya Neto, tais benefícios fazem do transporte sobre trilhos a solução mais eficaz para a mobilidade da população de Fortaleza e outros centros urbanos do Ceará.

Monetização
Anualmente, técnicos calculam o impacto financeiro dos benefícios sociais e ambientais gerados pelo transporte sobre trilhos. A metodologia utilizada na monetização considera dados oficiais do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), da Empresa de Transporte Urbano de Fortaleza (Etufor), do Departamento Estadual de Trânsito do Ceará (Detran-CE) e do próprio Metrofor. O modelo aplicado é semelhante ao desenvolvido em 2001 pelo Metrô de São Paulo e publicado na revista da Associação Nacional dos Transportadores de Passageiros sobre Trilhos (ANPTrilhos). O Relatório Socioambiental do Metrofor é dividido em seis categorias. Confira, a seguir, a estimativa financeira em cada uma delas:
Fonte - Metrofor  09/04/2025


foto - Metrofor


segunda-feira, 9 de dezembro de 2024

Código Florestal: 21 milhões de hectares precisam ser restaurados

Ecologia & Meio Ambiente 🌱🌳

Realizado com tecnologia desenvolvida pela própria UFMG, o estudo calculou os requisitos do Código Florestal e o cumprimento por cada um dos mais de 7 milhões de imóveis rurais registrados no Cadastro Ambiental Rural (CAR).O estudo aponta ainda que, após 2008, 26% do desmatamento em imóveis rurais ocorreu em Área de Preservação Permanente (APA) ou em propriedades com reserva legal abaixo da porcentagem mínima estabelecida pelo Código Florestal. 

Mariana Tokarnia - Agência Brasil
foto - UFMG - Divulgação
O Brasil tem, em média, 74 milhões de hectares de vegetação nativa em propriedades rurais aguardando pagamento por serviços ambientais. Tratam-se de áreas que excedem as exigências previstas no Código Florestal e cujos proprietários poderiam receber um pagamento por manter a vegetação de pé. Em contrapartida, o país conta com 21 milhões de hectares desmatados que, para cumprir as exigências legais, devem ser restaurados ou compensados. Juntas, essas áreas totalizam 95 milhões de hectares à espera de ações de restauração e pagamento por serviços ambientais. Para se ter ideia, cada hectare equivale a aproximadamente a um campo de futebol oficial. Os dados são do 3º Panorama do Código Florestal, realizado pelo Centro de Sensoriamento Remoto da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Realizado com tecnologia desenvolvida pela própria UFMG, o estudo calculou os requisitos do Código Florestal e o cumprimento por cada um dos mais de 7 milhões de imóveis rurais registrados no Cadastro Ambiental Rural (CAR), que é o registro público eletrônico de âmbito nacional, obrigatório para todas as propriedades e posses rurais. Revisto em 2012, o Código Florestal (Lei 12.651/2012), define as regras para a proteção da vegetação nativa brasileira, determinando, por exemplo, para cada tipo de propriedade rural as áreas mínimas que devem ser protegidas. “Se a propriedade tem percentual acima do que é exigido pela lei, o próprio Código Florestal estabelece a possibilidade de emitir uma cota de reserva ambiental, que seria o lastro para que se tenha pagamentos por serviços ambientais ou mercados de ativos florestais”, explica o pesquisador associado do Centro de Sensoriamento Remoto da UFMG, Felipe Nunes, coautor do estudo. Esse pagamento pode ser feito tanto pela União, quanto por estados e municípios ou mesmo pela iniciativa privada. “Quando se tem um pagamento por serviços ambientais, você, enquanto proprietário, está recebendo por manter aquela vegetação nativa de pé. Para manter aquela floresta de pé. Você pode ter programas governamentais ou mesmo privados que utilizam esse lastro, essa informação, para que o proprietário seja remunerado pelo serviço ambiental que aquela área está prestando”, diz o pesquisador. Além das áreas de vegetação nativa acima do exigido, o estudo identificou também áreas com déficit de vegetação nativa, e que precisam ser restauradas ou compensadas. A revisão do Código Florestal de 2012 estabeleceu a anistia para o desmatamento feito até 2008. Apesar de anistiado, o proprietário precisa regularizar a situação do imóvel caso não tenha o mínimo exigido pela lei. “O proprietário precisa restaurar essa vegetação às suas custas, ou seja, com investimentos próprios, ou então regularizar, compensando em outras áreas ou mesmo trabalhando a restauração em outras áreas, desde que seguindo alguns critérios estabelecidos”, alerta Felipe Nunes.

Fraudes e desmatamento
O estudo aponta ainda que, após 2008, 26% do desmatamento em imóveis rurais ocorreu em Área de Preservação Permanente (APA) ou em propriedades com reserva legal abaixo da porcentagem mínima estabelecida pelo Código Florestal. Os estados com maior índice foram, por ordem crescente, Rondônia, Acre, Pará, Roraima e Amazonas, todos dentro da Amazônia Legal. O 3º Panorama do Código Florestal constatou ainda o aumento dos registros sobrepostos a outras categorias fundiárias, em especial às terras públicas sem destinação, ou seja, terras do Poder Público, para as quais não foi definido o uso. A área mais crítica é também a Amazônia Legal. Nessa área, as sobreposições aumentaram de 12,4% para 18,3% no último ano, sendo 13.433 registros sobrepostos a unidades de conservação, 2.360 a terras indígenas e 206.495 a terras públicas sem destinação específica. Para o pesquisador, isso acende um alerta e a necessidade de aprimorar o Sistema Nacional de Cadastro Ambiental Rural. “É um sistema completamente inadequado para o tamanho do território brasileiro e para todas as características geográficas distintas que têm. E carece de mecanismos básicos, que já temos tecnologia. Por exemplo, você cadastrar uma área em cima de um território indígena. Esse sistema não pode aceitar esse tipo de cadastro, porque é um cadastro irregular, não pode ter propriedade privada dentro de uma terra indígena conforme nossa legislação”, explica Felipe Nunes. Ao todo, de acordo com o pesquisador, foram identificados mais de 200 mil imóveis em situação irregular e de possível fraude. “O próprio CAR, que é um instrumento criado para monitorar o território e combater o desmatamento ilegal e a grilagem de terra, está sendo utilizado para o próprio desmatamento e a grilagem de terra”, denuncia. “O sistema, além de proibir qualquer registro em cima dessas áreas, porque nós já temos tecnologia e cartografia para isso, precisa remover do sistema todos os que já fizeram isso anteriormente”, defende. Segundo o pesquisador, as melhorias no cadastro e no monitoramento, garantindo os possíveis pagamentos e combatendo fraudes, podem ajudar no desenvolvimento econômico do país. “O maior ativo brasileiro é o seu ativo florestal. O agronegócio brasileiro tem uma capacidade produtiva única no mundo, e aliado à preservação ambiental, transforma o Brasil em uma potência agroambiental. Se o Brasil tem essa disponibilidade de milhões e milhões de hectares de vegetação preservada e uma produção agrícola pujante, pode-se ter então a liderança de uma nova agenda mundial, não só nacional, como mundial, de pagamento com serviços ambientais, de sustentabilidade agrícola, mas também implementar um dos maiores programas de restauração florestal em larga escala do mundo”.
Fonte - Agência Brasil  08/12/2024

terça-feira, 26 de novembro de 2024

NOTÍCIAS FERROVIÁRIAS - 26/11/2024

NOTÍCIAS FERROVIÁRIAS   🚄🚃🚃🚃🚃


Foto ilustração arquivo (VLT de Fortaleza)


Destaques
01) VLT DE SALVADOR
- O governo do estado da Bahia divulgou no dia 22/11/2024, as empresas que irão gerenciar e fiscalizar as obras e serviços para a construção e implantação do Sistema de VLT (Veículo Leve sobre Trilhos) de Salvador. Segundo o anúncio, os (03) três consórcios que venceram a licitação e ficarão responsáveis cada um por um lote das (03)três etapas para a instalação do sistema são - Consórcio Consultor VLT Nerk - Consórcio Supervisão VLT SSA e o Consórcio Geribello| Tüv Rheinland | Sondotécnica. A previsão é que as obras de implantação do sistema de VLT , sejam iniciadas a partir de janeiro de 2025.

02) METRÔ DE TEREZINA - Metrô de Teresina terá tarifa zero a partir de janeiro de 2025.O anúncio foi feito pelo governador Rafael Fonteles.O governo aquarda a aprovação da Lei Orçamentária pela Assembleia Legislativa para implementar o sistema. O Metrô de Teresina, administrado pela Companhia Ferroviária e de Logística do Piauí (CFLP), opera hoje no horário de 7h às 19h, com tarifa de R$ 1, ligando o Centro da cidade à zona sudeste. São 13,5 km de extensão, em 13 estações. São cerca de 4 mil usuários por dia.

03) METRÔ DESALVADOR - CCR Metrô Bahia inova com realidade virtual para capacitação de operadores de trens. Em Salvador, o sistema metroviário, que já opera com o moderno controle de trens CBTC (Communications-Based Train Control),sistema de Controle de Trens Baseado em Comunicação, agora ganha um novo aliado: o óculos de realidade virtual. A nova tecnologia permite que os operadores pratiquem a atividade em uma réplica virtual da cabine do trem, acessível de qualquer lugar.Utilizando os óculos e controles de mão, os condutores podem simular diversas situações, desde a inicialização dos trens até o controle de velocidade e frenagens. A experiência cobre o trajeto da Linha 2, entre as estações Aeroporto e Acesso Norte, além da Linha 1, entre as estações Lapa e Pirajá. A simulação será expandida até setembro de 2025, abrangendo, inclusive, a passagem pela lavadora de trens e situações operacionais complexas, como falhas operacionais e manobras manuais de máquinas de chaves.

04) CBTU - A CBTU recebe Prêmio Lúcio Costa de Mobilidade, Saneamento e Habitação. A Companhia foi agraciada pelo compromisso de modernizar, expandir e implantar sistemas de transporte de passageiros sobre trilhos.Em um ano especial, no qual celebra 40 anos de história, A cerimônia de premiação ocorreu nesta terça-feira, 12/11, na Câmara dos Deputados, em Brasília, e o adjunto de Diretor técnico, André Joia, recebeu, em nome da CBTU, o prêmio pelo compromisso da Companhia com a modernização, expansão e implantação do sistema de transporte de passageiros sobre trilhos no Rio Grande do Norte.O prêmio “Lucio Costa de Mobilidade, Saneamento e Habitação” foi instituído pela resolução nº 8, de 2015 e faz homenagem ao urbanista Lúcio Costa, que foi reconhecido mundialmente pelo projeto de construção do Plano Piloto de Brasília e faz referência as iniciativas para ofertar qualidade para a Mobilidade Urbana no País. Lúcio Costa se firmou como pioneiro da arquitetura urbana moderna do Brasil

05) METROFOR - Placas solares no Metrofor geram economia anual de quase R$ 250 mil.Com quase dois anos de funcionamento, as placas fotovoltaicas nas estações Juscelino Kubitschek e Padre Cícero produzem, todos os meses, uma média de 42 mil kWh em energia elétrica de matriz solar. Esta produção corresponde a uma economia mensal de R$ 20,2 mil nas contas de luz do Metrofor.As 882 placas operam no teto das duas estações e são conectadas com a rede elétrica de Fortaleza,energia produzida para a rede é convertida em reais, e o valor é direcionado ao Metrofor por meio de descontos nas contas de luz. Em um ano, a economia chega a R$ 242 mil. O investimento ajuda a reduzir a demanda por energia elétrica em outras fontes de produção – que podem ser degradantes para o meio ambiente.
Pregopontocom 26/11/2024

Maior parte da Mata Atlântica tem menos de 30% de vegetação nativa

Meio Ambiente - Ecologia 🌳

Em 39 anos, território teve aumento de 91% da área agrícola, mas também registrou alguma recuperação de vegetação nativa em 45% dos municípios após a aplicação do Código Florestal no país, aponta análise da Mapbiomas. Com apenas 31% de cobertura vegetal preservada e 67% de ocupação e atividades humanas na região, a Mata Atlântica continua perdendo vegetação.

Fabiola Sinimbú - Agência Brasil
Foto - Ag. Brasil
A Mata Atlântica é o bioma que mais sofreu alteração na cobertura e uso da terra no Brasil nos anos de 1985 a 2023. Em 39 anos, seu território teve aumento de 91% da área agrícola, mas também registrou alguma recuperação de vegetação nativa em 45% dos municípios após a aplicação do Código Florestal no país, aponta análise da Mapbiomas, divulgada nesta terça-feira (26). Com apenas 31% de cobertura vegetal preservada e 67% de ocupação e atividades humanas na região, a Mata Atlântica continua perdendo vegetação. Durante o período analisado, a redução foi de 10%, ou seja, 3,7 milhões de hectares. O estudo mostra que, atualmente, 60% dos municípios onde a Mata Atlântica está presente, mantêm menos de 30% da vegetação nativa e ao longo de todos esses anos, apenas os estados do Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte e São Paulo conseguiram recuperar mais do que perder parte do seu bioma. Onde houve perda de área natural, a floresta foi o tipo de cobertura mais afetada, o que inclui formações savânica e florestal, o mangue e a restinga arbórea. Dessa classe, foram perdidos 2,7 milhões de hectares entre 1985 e 2023. A formação campestre, apesar de perder menos em extensão, com conversão de 2,45 milhões de hectares, foi a que mais diminuiu proporcionalmente. Nos 39 anos, 27% dessa classe foi convertida, principalmente em áreas de agricultura e pastagem. “A Mata Atlântica convive simultaneamente com o desmatamento e a regeneração, mas em regiões que não coincidem. Ainda perdemos matas nas regiões onde ainda há uma proporção relevante de remanescentes e ganhamos onde a devastação ocorreu décadas atrás e sobrou muito pouco”, diz o diretor executivo da Fundação SOS Mata Atlântica, Luis Fernando Guedes Pinto. Apesar das pastagens ocuparem 26,23% de todo o território onde a Mata Atlântica é nativa, a agricultura foi a que mais avançou. De 1985 a 2023, a área agrícola em toda a Mata Atlântica passou de 10,6 milhões de hectares a 20,2 milhões de hectares. Os estados do Rio Grande do Norte, Mato Grosso do Sul e São Paulo foram os que proporcionalmente mais foram afetados por essa conversão. A soja e a cana-de-açúcar representam 87% das lavouras temporárias no território do bioma, que também produz arroz, algodão e outras culturas nessa modalidade. Em 39 anos, o cultivo da cana-de-açúcar avançou sobre 4,2 milhões de hectares e a soja alcançou mais 8,2 milhões de hectares até 2023. A silvicultura também avançou nesses últimos 39 anos, foram mais de 3,6 milhões de florestas plantadas nessa modalidade, representando 50% da prática em todo o país. A maior parte da silvicultura na Mata Atlântica, 60% foi plantado nos estados de Santa Catarina, Paraná e Bahia. Quando considerado o total da área ocupada pela agropecuária, que inclui além da agricultura e pastagens, os mosaicos de uso e a silvicultura, são 71,99 milhões de hectares convertidos até 2023.

Desmatamento 
Apesar de toda a pressão da ação humana sobre a Mata Atlântica, um dado sobro o desmatamento chamou a atenção em 2023, quando houve uma redução de 49% desse tipo de ação no bioma, em relação ao ano 2000. Para Guedes Pinto, esses avanços apontam um caminho. “O desmatamento zero e a restauração em grande escala vão garantir o futuro do bioma, contribuir para enfrentar as crises globais do clima e da biodiversidade, garantir serviços ecossistêmicos e evitar tragédias localmente”, conclui.
Fonte - Agência Brasil  26/11/2024

domingo, 1 de setembro de 2024

As ferrovias transportam produtos a um custo mais baixo e são menos poluentes”,

Transportes sobre trilhos  🚂

“As ferrovias transportam produtos a um custo mais baixo e são menos poluentes”, diz secretário Nacional de Transporte Ferroviário, Leonardo Ribeiro. O setor de ferrovias tem um papel fundamental no contexto da infraestrutura sustentável. É um modal capaz de transportar carga a custo logístico mais baixo, ao mesmo tempo em que as locomotivas carregam esses produtos emitindo menos gases poluentes.

Ministério dos Transportes-ABIFER
foto - ilustração/arquivo
Como os investimentos na expansão do setor ferroviário de cargas podem impulsionar o desenvolvimento sustentável do Brasil? Esse foi o tema do VIII Brasil nos Trilhos – Sustentabilidade em Movimento, que aconteceu nesta terça-feira (27). O secretário Nacional de Transporte Ferroviário, Leonardo Ribeiro, foi um dos palestrantes. “O setor de ferrovias tem um papel fundamental no contexto da infraestrutura sustentável. É um modal capaz de transportar carga a custo logístico mais baixo, o empresário paga um frete mais barato, ao mesmo tempo em que as locomotivas carregam esses produtos emitindo menos gases poluentes”, explicou ele. Ribeiro acrescenta ainda que a parceria entre o Governo Federal e a iniciativa privada é fundamental para a expansão das ferrovias no país. “Estamos estruturando projetos que levam em conta não só questões econômicas, como também ambientais”, resumiu. O secretário-executivo da pasta, George Santoro, participou da abertura do evento. “Já temos 8 contratos de concessões ferroviárias em andamento, alguns até prontos, em fase de validação, para iniciarmos uma grande carteira de leilões ferroviários”, afirmou. “E, paralelamente a isso, estamos trabalhando para melhorar as formas de desenvolver locomotivas com biodiesel ou outras soluções que possam emitir menos carbono”, concluiu Santoro. Participaram também do evento executivos das maiores operadoras ferroviárias do país, além de representantes do Ministério da Fazenda, Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT). Paixão pelos trilhos “Quando eu nasci meu pai já era ferroviário. A vida inteira a ferrovia faz parte da minha vida”, conta o inspetor de tração André Luiz Almeida, funcionário da empresa VLI. Nessa função, ele acompanha a circulação de trens nos pátios ao longo da linha e orienta equipes de maquinistas e operadores de manobras. André está entre os 66 mil trabalhadores que atuam na indústria ferroviária brasileira, de acordo com a Associação Brasileira da Indústria Ferroviária (Abifer). “Acabei de fazer 21 anos no setor e sinto muito orgulho. Sinônimo de trem para mim é a transformação da logística”, ressalta. Ele trabalha no chamado Corredor Sudeste, que passa pelo Distrito Federal, Goiás, Minas Gerais e vai até o interior de São Paulo. Por ali passam produtos como grãos, açúcar, fertilizantes, fosfato e enxofre. Para se ter uma dimensão do volume escoado pelas ferrovias brasileiras, a movimentação de cargas transportadas em 2023 registrou uma alta de 6% em comparação com o ano de 2022, cerca de 530,6 milhões de toneladas. Os dados estão disponíveis no Anuário Estatístico produzido pelo Observatório Nacional de Transporte e Logística.. Com o Novo PAC, os projetos ferroviários foram elencados como prioridade pelo Governo Federal, e contam com um investimento previsto de R$94,2 bilhões até 2026. “O modal ferroviário por si só já é o debate central sobre sustentabilidade e infraestrutura de transportes, seja pela sua capacidade de substituir modais com emissões muito mais expressivas, seja pelas pequenas faixas de desmatamento para implantação, o que impacta menos os territórios”, avalia o subsecretário de Sustentabilidade do Ministério dos Transportes, Cloves Benevides. 
Fonte - ABIFER  29/08/2024

quinta-feira, 22 de agosto de 2024

Metrô de Salvador evita emissão de mais de 45 mil toneladas de CO2

Transportes sobre trilhos - Sustentabilidade 🚇

Um estudo conduzido pela WayCarbon revelou que, ao longo de oito anos de operação, o metrô baiano evitou a emissão de mais de 45 mil toneladas de CO2. Para se ter uma ideia, essa quantidade corresponde à emissão de CO2 proveniente de 23.564 veículos comerciais leves movidos à gasolina em um ano ou ao impacto de 24.456 viagens de ida e volta do norte ao sul do Brasil.

CCR - Metrô Bahia
foto - arquivo/Pregopontocom
O Sistema Metroviário de Salvador e Lauro de Freitas, operado pela CCR Metrô Bahia, não apenas transforma a mobilidade urbana da capital baiana, mas também promove a sustentabilidade ambiental da cidade. Um estudo conduzido pela WayCarbon revelou que, ao longo de oito anos de operação, o metrô baiano evitou a emissão de mais de 45 mil toneladas de CO2. Para se ter uma ideia, essa quantidade corresponde à emissão de CO2 proveniente de 23.564 veículos comerciais leves movidos à gasolina em um ano ou ao impacto de 24.456 viagens de ida e volta do norte ao sul do Brasil. Além disso, a concessionária tem adotado diversas práticas sustentáveis que são determinantes para a redução das emissões de gases de efeito estufa e preservação do meio ambiente. Entre essas práticas, destacam-se a reutilização e reciclagem de resíduos, incluindo entulho, madeira, papel, papelão, plástico, sucatas, pneus, baterias, lâmpadas, eletrônicos e óleo lubrificante. A empresa também implementou rigorosos processos para o tratamento adequado de efluentes sanitários, minimizando seu impacto ambiental. A CCR Metrô Bahia segue comprometida com o uso de combustíveis renováveis em sua frota de veículos leves, contribuindo diretamente para a diminuição das emissões de CO2. Como resultado dessa responsabilidade, as manutenções regulares e preventivas dos trens, geradores e vias permanentes asseguram a eficiência operacional e a redução do consumo de recursos naturais. Impactos positivos O estudo da WayCarbon apontou ainda uma diminuição considerável na emissão de outros gases prejudiciais à saúde humana, como o monóxido de carbono e os óxidos de nitrogênio. "Além de oferecer transporte seguro e rápido, o metrô baiano melhora a vida das pessoas e promove uma mobilidade mais sustentável, gerando impactos positivos no meio ambiente", afirma Gabriella Brito, gerente de Meio Ambiente da CCR Metrô Bahia. Outros hábitos sustentáveis incluem a reutilização de 85% da água usada na lavagem dos trens, a instalação de arejadores econômicos em torneiras e o uso de sensores que reduzem a velocidade das escadas rolantes na ausência de passageiros. "As práticas adotadas pela empresa refletem nosso comprometimento em reduzir o consumo de água potável, promover o uso responsável dos recursos naturais e contribuir para a construção de um futuro mais sustentável para as próximas gerações”, defende Gabriella Brito. Sobre a CCR Metrô Bahia A CCR Metrô Bahia tem dez anos de operação na Bahia. São 38 km de extensão, duas linhas, 22 estações e dez terminais integrados, sendo nove deles administrados pela concessionária. O Sistema Metroviário de Salvador e Lauro de Freitas já gerou um impacto positivo de R$ 11,1 bilhões na economia da Bahia e transporta mais de 400 mil pessoas por dia. Desde a sua inauguração, já foram realizadas mais de 1,9 milhões de viagens, cerca de 34 milhões de quilômetros rodados e mais de 600 milhões de passageiros transportados. A CCR Metrô Bahia conta com cerca 1.390 colaboradores diretos e mais de 2.500 indiretos, e foi reconhecida pelo jornal O Estado de São Paulo como uma das 100 empresas mais influentes do Brasil em mobilidade no ano de 2023.
Com informações da CCR Metrô Bahia 
Pregopontocom 22/08/2024

segunda-feira, 12 de agosto de 2024

Despoluir rios urbanos não depende só de investimento, diz professor

Ecologia & Meio Ambiente  ⛵

Professor de biologia e ecologia César Pegoraro defende medidas educativas. O saneamento básico tem que ser um projeto cidadão. Entrevistado pela jornalista Mara Régia, no programa Natureza Viva, na Rádio Nacional da Amazônia, neste domingo (11), Pegoraro, que acabava de chegar da França, contou que, apesar de o rio não estar completamente despoluído, ele se surpreendeu com a limpeza do Sena.

Por Mariana Tokarnia
Agência Brasil
foto - ilustração/rio Saône Lyon França
Embora a qualidade das águas do rio Sena tenha melhorado, Paris ainda tem um trabalho de despoluição pela frente para que a população possa tomar banho e mesmo consumir a água do rio. “Há muito trabalho a ser feito para que a gente atinja níveis plenamente seguros e saudáveis desse rio”, avaliou o educador ambiental na organização não governamental (ONG) SOS Mata Atlântica, o professor de biologia e ecologia César Pegoraro. Entrevistado pela jornalista Mara Régia, no programa Natureza Viva, na Rádio Nacional da Amazônia, neste domingo (11), Pegoraro, que acabava de chegar da França, contou que, apesar de o rio não estar completamente despoluído, ele se surpreendeu com a limpeza do Sena. “O que eu vi lá, o que eu percebi, é um rio absurdamente limpo. E diria mais, convidativo. Ele tem peixes, tem uma diversidade, uma quantidade de peixes bastante grande. Você tem pessoas, cidadãos, cidadãs remando no rio. Um rio urbano com pessoas de caiaque, pessoas de barco com as suas voadeiras subindo e descendo o rio entre barcos de carga, entre barcos de turismo”, disse. A França investiu cerca de 1,4 bilhão de Euros (cerca de R$ 8,3 bilhões) em uma nova estrutura de águas residuais para reduzir a quantidade de esgoto que flui para o rio. Mesmo assim, treinos foram cancelados e atletas olímpicos passaram mal por conta da poluição do rio. Pegoraro explica que, mesmo com o investimento, por estar em uma grande cidade, o rio está sujeito à chamada poluição difusa. “Essa poluição é aquela poluiçãozinha que a gente não dá muita atenção para ela, mas ela é muito perigosa para a qualidade dos rios. Porque é aquele lixinho que acabou caindo na rua, às vezes sem querer, não intencionalmente, a fuligem dos carros, o óleo dos veículos que caem, a própria fuligem atmosférica que vai se depositando nas ruas e, quando chove, tudo isso vai parar no rio”, observou. Por isso, segundo sele, rios urbanos “dificilmente vão ter uma qualidade incrível, uma qualidade como se ele fosse um rio preservado num ambiente natural”. No entanto, comparado a rios urbanos brasileiros, como o rio Tietê, em São Paulo, o Sena está em melhor condição para que seja apropriado pela população. O professor diz ainda que o Brasil pode aprender com a iniciativa. Claro que é preciso muito investimento, mas também a valorização de medidas de saneamento básico e de medidas educativas. “O saneamento básico tem que ser um projeto cidadão. Nós, enquanto eleitores, eleitoras, enquanto contribuintes, a gente tem que exigir essa dignidade que é ter saneamento básico em todas as moradias, em todas as cidades”, defende. E acrescenta, que o investimento deve se somar à educação: “porque não vai adiantar a gente investir dinheiro e tempo se a gente não mudar a consciência das pessoas”.
Fonte - Agência Brasil 11/08/2024


foto - rios urbanos - Salvador Bahia
Rio Camaragipe /Pregopontocom


quinta-feira, 25 de julho de 2024

Governo lança editais para pesquisas sobre mobilidade verde

Mobilidade/Sustentabilidade  🚗

No lançamento dos editais, na sede da Confederação Nacional da Indústria, o ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços e vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, destacou a importância do programa Mover para o desenvolvimento de projetos de descarbonização da indústria automotiva, que tem estimulado anúncios de investimentos do setor. 

Daniella Almeida
Repórter da Agência Brasil
foto - Antônio Cruz/Agência Brasil
Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic), lançou, nesta quarta-feira (24), cinco chamadas públicas com financiamento total de R$ 267,4 milhões para projetos de pesquisa do Programa Mobilidade Verde e Inovação (Mover), o antigo Rota 2030. No lançamento dos editais, na sede da Confederação Nacional da Indústria, o ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços e vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, destacou a importância do programa Mover para o desenvolvimento de projetos de descarbonização da indústria automotiva, que tem estimulado anúncios de investimentos do setor. "O Mover já mobilizou R$ 130 bilhões de investimentos da iniciativa privada e 2% do crédito financeiro vai para o Fundo Nacional de Desenvolvimento Industrial e Tecnológico (FNDIT), que vai para os projetos estruturantes, para os projetos de digitalização e vários projetos, de maneira transparente e ao mesmo tempo, procurando estimular a inovação, a descarbonização, a geração de emprego", explicou Alckmin. A iniciativa é resultado da parceira do Mdic com o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) e a Fundação de Apoio da Universidade Federal de Minas Gerais (Fundep).

Projetos Estruturantes
Do total das chamadas lançadas, que somam R$ 267,4 milhões, R$ 182,8 milhões são para projetos estruturantes específicos para a cadeia de produção de automóveis brasileira. Os institutos Senai de Inovação, universidades e outras instituições de ciência e tecnologia irão desenvolver novas tecnologias e processos com potencial de mudar o patamar tecnológico e produtivo da cadeia automotiva brasileira. O superintendente de Inovação e Tecnologia do Senai, Roberto de Medeiros Junior, destacou que o Mover trouxe novidades à indústria brasileira. “Discutíamos como nós construímos projetos que possam impactar não só duas, três indústrias. Mas que impacte toda a cadeia e eleve a indústria nacional para um regime de ponta para trazer para nossa indústria o que há de novo, uma competência, um adensamento da cadeia para conseguirmos competir em âmbito Internacional.” O presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Ricardo Alban, destacou que os investimentos na cadeia automotiva podem ser espalhados a outros segmentos da indústria brasileira, que demanda por mais tecnologia e sustentabilidade. “A iniciativa é importante para que a gente possa atender às demandas infinitas na inovação, na pesquisa, adequação de novas tecnologias, em um conceito novo de sustentabilidade.” O diretor de Inovação do Sindicato Nacional da Indústria de Componentes para Veículos Automotores (Sindipeças), Mauricio Muramoto, vê os investimentos em projetos estruturantes como importantes para que o setor automotivo possa contribuir positivamente para a descarbonização do planeta. “Já temos uma contribuição positiva que o Brasil já faz na parte de descarbonização, em função dos nossos biocombustíveis e, de agora em diante, vamos impulsionar ainda mais, por meio desses projetos estruturantes na fronteira do conhecimento, a indústria”. O presidente da Fundep, Jaime Arturo Ramirez, salientou que as chamadas mostram o compromisso do governo, setor produtivo e universidades com a sustentabilidade. "Esse primeiro passo no âmbito do Mover lança desafios maiores para o nosso futuro. Que tenhamos iniciativas similares em outras áreas para atender melhor a nossa sociedade". Já o diretor executivo da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), Igor Calvet, chamou atenção para a integração entre as instituições de pesquisa de fomento e a cadeia automotiva para o desenvolvimento econômico do país, devido ao peso do setor na economia brasileira. “A indústria automotiva e toda a sua longa cadeia representam que, a cada R$ 100 produzidos pela indústria brasileira, R$ 20, ou seja, um quinto vem da indústria automotiva. Somos 20% do PIB [Produto Interno Bruto] industrial. O poder de arrasto que essa indústria pode ter é tremendo.

” Projetos estruturantes
Os cinco editais públicos anunciados nesta quarta-feira serão publicados na Plataforma Inovação para a Indústria, com diferentes prazos de inscrições. No caso dos projetos estruturantes, os interessados terão dois meses para a elaboração das propostas. Isso porque o período para apresentação das propostas que buscam financiamento será de 11 a 19 de setembro. A divulgação do resultado preliminar está prevista para 28 de outubro.
Fonte - Agência Brasil 24/07/2024

terça-feira, 4 de junho de 2024

Lauro de Freitas vai receber mais 30 ônibus elétricos; confira as linhas que serão atendidas

 Mobilidade 🚍

Os novos veículos fazem parte de um investimento no valor de R$ 60 milhões, oriundo do PAC Renovação de Frotas, do Governo Federal. O objetivo com a renovação de uma frota sustentável é reduzir as emissões de CO2, diminuindo o consumo de combustível. 

Pregopontocom
Foto - ilustração/arqui
Os usuários do transporte público de Lauro de Freitas contarão com mais 30 ônibus elétricos, que se somam aos seis que o município já possui. Os novos veículos fazem parte de um investimento no valor de R$ 60 milhões, oriundo do PAC Renovação de Frotas, do Governo Federal. O objetivo com a renovação de uma frota sustentável é reduzir as emissões de CO2, diminuindo o consumo de combustível. Os ônibus, que possuem ar-condicionado e rede wi-fi, ligarão os grandes pólos de passageiros à Estação do Metrô Aeroporto. As linhas circularão nos bairros Parque São Paulo, Vida Nova, Buraquinho, Portão, Areia Branca, Vilas do Atlântico, Ipitanga e Centro. A previsão é transportar mais de 30 mil passageiros por dia. De acordo com o Secretário de Trânsito do município, Capitão Olinto, os novos veículos vão contribuir para a melhoria da mobilidade urbana. “Esse projeto foi desenvolvido através de uma parceria da Settop com a Sedur, quando o secretário Antônio Rosalvo era o gestor da pasta e foi quem orientou todas as ações necessárias para que isso hoje se tornasse realidade”, disse o Capitão Olinto .Os ônibus foram contemplados através do PAC Nacional numa ação conjunta da Prefeita Moema Gramacho, com o ministro Rui Costa e o ministro Alexandre Padilha.

Os ônibus atenderão as seguintes linhas:

Parque São Paulo x estação Metrô
Jambeiro x estação Metrô
Areia Branca x estação Metrô (via hospital metropolitano)
Portão x estação Metrô
Vida Nova x estação Metrô (via Terraplac)
Buraquinho x estação Metrô
Vilas do Atlântico x estação Metrô
Ipitanga x estação Metrô
Centro x estação Metrô
Com informações da Prefeitura De Lauro de Freitas 03/06/2024

terça-feira, 16 de abril de 2024

Expansão das linhas do Metrô de Salvador na mira do Gov. do Estado

Transportes sobre trilhos 🚇

O novo tramo entre a estação da Lapa e a nova estação no Campo Grande já tem a maior parte construída passando por baixo do Barris e do Politeama, perna do trecho que hoje é utilizado como área de manobra para os trens fazerem a mudança de linha e retornarem para estação da Lapa para iniciar a viagem de volta até a nova estação de Aguas Claras.

foto - ilustração/Pregopontocom
Linha 1 - O gov. do estado da Bahia acelera o processo da expansão da linha 1 do metrô de Salvador em direção ao Campo Grande, onde deverá ser implantada uma nova estação. A sondagem estão sendo realizada no Campo Grande e deverá ser concluída em alguns dias. Após a conclusão do processo de sondagem, o gov. do estado dará inicio ao projeto final da nova estação subterrânea da linha 1 do Metrô no Campo Grande.
O novo tramo entre a estação da Lapa e a nova estação no Campo Grande já tem a maior parte construída passando por baixo do Barris e do Politeama, perna do trecho que hoje é utilizado como área de manobra para os trens fazerem a mudança de linha e retornarem para estação da Lapa para iniciar a viagem de volta até a nova estação de Aguas Claras. O trabalho de perfuração deverá complementar o restante até o local da nova estação que ficará próxima ao TCA(Teatro Castro Alves), bem com a construção de uma nova extensão na direção do bairro do Canela, para ser usada como a nova área de manobra dos trens ao encerrarem a viagem fazendo o retorno para a viagem de volta. A licitação para a construção do novo tramo da linha 1 do Metrô de Salvador deverá ser publicada pelo governo do estado ainda no 1º semestre desse ano.

foto - ilustração/Pregopontocom
Linha 2
- O governo do estado cogita também a construção do tramo 2 da linha 2 do Metrô de Salvador, cujo a construção do trecho entre a Estação Aeroporto e a nova estação no centro de Lauro de Freitas está previsto no contrato de concessão a CCR, a construção deverá ser iniciada após a estação Aeroporto atingir uma demanda de passageiros de 6000hora/pico. O gov.do estado estuda a possibilidade de antecipar a construção do novo tramo bem como da nova estação antes mesmo que a demanda chegue aos 6000 passageiros/h-pico, já que a mesma ainda esta distante de atingir esse nível.
Pregopontocom  16/04/2024


segunda-feira, 15 de abril de 2024

Brasil precisa recuperar 25 milhões de hectares de vegetação nativa

Sustentabilidade e meio ambiente  🌳🌴

O Brasil tem pouco a celebrar, já que não avançou no compromisso assumido internacionalmente de recuperar 12 milhões de hectares de vegetação nativa. Dados da plataforma do Observatório da Restauração e do Reflorestamento apontam que o país possui hoje pouco mais de 79 mil hectares da sua cobertura vegetal original recuperada.

Fabíola Sinimbú
Repórter da Agência Brasil
foto - ilustração/arquivo
Neste 15 de abril - Dia Nacional de Conservação do Solo - o Brasil tem pouco a celebrar, já que não avançou no compromisso assumido internacionalmente de recuperar 12 milhões de hectares de vegetação nativa. Dados da plataforma do Observatório da Restauração e do Reflorestamento apontam que o país possui hoje pouco mais de 79 mil hectares da sua cobertura vegetal original recuperada. Isso significa que menos de 1% da meta foi atingida. Somado a isso, nos últimos anos o desmatamento e a degradação avançaram sobre os biomas brasileiros. De acordo com levantamento da MapBiomas, entre os anos de 2019 e 2022, o Brasil perdeu 9,6 milhões de hectares de vegetação nativa. Segundo a diretora do Departamento de Florestas do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), Fabíola Zerbini, esse cenário fez com que desde janeiro de 2023 o governo iniciasse uma revisão das metas e políticas públicas para o setor, não apenas para que o Brasil possa cumprir com os acordos firmados para conter os avanços da crise climática, mas principalmente para que as propriedades rurais privadas e o próprio Estado fiquem regulares em relação à legislação ambiental. “O horizonte de passivo do Código Florestal - somando área privada e pública - está em torno de 25 milhões de hectares de vegetação nativa que precisa ser recuperada. A gente entende que desses 25 [milhões], aproximadamente nove podem ser compensados, ou seja, o produtor decide que vai proteger uma área que está conservada, e a gente vai recuperar algo em torno de 14 milhões, que é a meta atualizada, mas lembrando que a oficial é pelo menos 12 milhões de hectares,” disse Fabíola.

Histórico
Há um entendimento global de que para a crise climática não avançar é necessário reduzir a emissão dos gases de efeito estufa e também capturar o que já foi lançado na atmosfera. Uma das principais estratégias globais para que isso ocorra é a recomposição da cobertura verde do planeta por meio da recuperação das vegetações nativas. Um estudo coordenado pelo Instituto Internacional para Sustentabilidade, que reuniu pesquisadores de 12 países e foi publicado na revista científica Nature em 2020, revelou que a recomposição de apenas 15% de vegetações nativas do planeta seria capaz de sequestrar 14% de todas as emissões de gás carbônico lançadas na atmosfera desde a revolução industrial. A capacidade de contribuição dessa estratégia para diminuir os impactos da crise climática se mostrou tão eficaz que a Organização das Nações Unidas (ONU) definiu os dez anos seguintes à pesquisa como a Década para a Restauração de Ecossistemas. No Brasil, antes mesmo disso, uma legislação ambiental robusta não apenas protege os biomas por meio de cotas de preservação, como também determina quando é obrigatório compensar áreas impactadas pela ação humana, ou seja, reflorestar áreas degradadas ou desmatadas além dos limites. Os chamados passivos ambientais podem ser gerados por propriedades privadas, quando os limites de conservação não são respeitados, ou em áreas públicas atingidas por queimadas ou ocupadas por atividades ilegais. As cotas são previstas no Código Florestal, criado em 2012. Em 2015 e 2016, o Brasil aderiu a três acordos globais: o Acordo de Paris, o Desafio de Bonn e a Iniciativa 20x20, nos quais assumiu o compromisso de recompor 12 milhões de hectares de sua cobertura verde. Ainda em 2017, o país criou a Política Nacional de Recuperação da Vegetação Nativa (Planaveg). Segundo Fabíola, o MMA tem se dedicado a entender qual o desafio que o país tem até 2030, prazo limite para cumprimento das metas. “Estamos trabalhando primeiro para atualizar os custos da restauração para os dias de hoje e fazer uma precificação por tipo de território: se são áreas privadas, áreas públicas, modelos de restauração e localizar cada situação nos biomas”, explica.

Estratégias
De acordo com a diretora, entre as estratégias possíveis para que cada bioma receba de volta a parcela mínima necessária para a sua manutenção, é preciso entender fatores como as condições atuais da área desmatada ou degradada, se há possibilidade de regeneração natural, se há pessoas que dependem da área para subsistência e também se ainda é possível reestabelecer os serviços ecossistêmicos como eram antes. Neste sentido, há três caminhos possíveis: a regeneração natural, que pode ser assistida ou não; o plantio em área total, que é a solução mais indicada para Unidades de Conservação, mas também a de maior custo; e os sistemas agroflorestais, que consideram a necessidade de subsistência da população que vive na área em questão. Nesse último caso, podem ser adotados modelos como a silvicultura de espécies nativas, o sistema agroflorestal (SAF) e sistema integração lavoura-pecuária-floresta (ILPF).

Regeneração
Para Fabíola, uma boa notícia é que um estudo em conjunto com o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) conseguiu mapear quase 30 milhões de hectares de vegetação secundária no território brasileiro. “Se protegida, a gente pode aplicar a modalidade de regeneração natural, que é de baixo custo, e só aí se consegue garantir grande parte dessa meta”, preconiza. Outra estratégia do governo é tornar a recuperação de vegetação nativa um modelo de negócio para o país. Um exemplo é o trabalho desenvolvido pela empresa de madeira sustentável em que Alan Batista é diretor financeiro, no sul da Bahia. Segundo o executivo, a região foi escolhida em 2008 para dar início ao negócio, exatamente por fazer parte do bioma Mata Atlântica, que é o mais desmatado no Brasil. “Aqui que começou a degradação no país, então aqui que a gente queria começar a restauração desse bioma”, observa. Com a aquisição de três áreas desmatadas pela pecuária extensiva, com baixo potencial agrícola, a empresa desenvolveu um negócio vantajoso para o meio ambiente e também rentável, a partir do investimento na recuperação da vegetação nativa para manejo florestal. Com a floresta replantada, o lucro veio pela venda de madeira de reflorestamento e também do comércio de tecnologia e sementes e mudas melhoradas geneticamente. A silvicultura para o manejo ocorre em uma área 800 hectares, dentro das propriedades que somam 1,4 mil hectares. Segundo Alan, o restante tem áreas de conservação, que, em parte, resultam de restauração somada às áreas adquiridas para serem mantidas livres de ação humana. “A empresa deixa livre de caça, de pesca, cuida para que não haja incêndio, com brigada treinada e manutenção de infraestrutura para prevenção de incêndio”, diz. A pesquisa “Reflorestamento com espécies nativas: estudo de casos, viabilidade econômica e benefícios ambientais”, publicada em 2021 pelo World Resources Institute (WRI) Brasil, analisou 40 arranjos produtivos envolvendo reflorestamento, restauração ou conservação de 30 diferentes organizações. A partir do estudo, concluiu-se que a taxa de retorno de investimentos para esse modelo de negócio fica entre 9,5% e 28,4%, a depender do arranjo. De acordo com o especialista do instituto de pesquisa. Miguel Calmon, além dos serviços ecossistêmicos como a própria captação do gás carbônico da atmosfera, as florestas recuperadas também auxiliam na produção alimentar. “Já se abe que esse modelo de negócio baseado no plantio de árvores também aumenta a resiliência do sistema produtivo às mudanças climáticas. Cada ano que passa, nós temos mais eventos extremos como seca, altas temperaturas e enxurradas e já sabemos que sistemas com árvores são mais resilientes a esses eventos extremos, ou seja, é um modelo ganha-ganha.”

Fomento
De acordo com Fabíola Zerbini, além de rever o cenário da recuperação florestal no Brasil, o MMA tem articulado formas para fomentar a regularização ambiental. “Temos articulado com parceiros, em especial o BNDES, linhas de financiamento e linhas de crédito, como o Restaura Amazônia, que é dinheiro do Fundo Amazônia, que vai direcionar R$ 450 milhões para projetos de recuperação da vegetação nativa na Amazônia. Para além disso, a gente também combinou com o Fundo Clima mais R$ 550 milhões”, explica. Para a diretora, iniciativas de fomento e a atualização da Política Nacional de Recuperação da Vegetação Nativa, prevista para ser lançada em junho, combinadas com as políticas públicas, serão capazes de destravar a agenda ambiental. “A ideia é combinar a articulação com estados, municípios e produtores para a regularização ambiental, como editais e financiamentos, além de programas vinculados a melhores condições de taxas para produtores regulares, somados à estruturação do poder público para a validação dessa documentação” finaliza.
Fonte - Agência Brasil  15/04/2024

quarta-feira, 10 de abril de 2024

Metrô e VLTs no Ceara, geraram R$ 149 milhões em benefícios socioambientais em 2023

Transportes sobre Trilhos  🚇 🚄

Grande parte das verbas investidas pelo poder público para garantir que o Metrô e os sistemas de VLTs continuem servindo à população é devolvida ao estado, em forma de benefícios socioambientais, que apesar de indiretos, são valores de alta relevância para a população. 

Seinfra CE
Foto Ascom Metrofor - Infografia
O mais recente Balanço Socioambiental* do Metrofor revelou que as operações da empresa, em Fortaleza e cidades vizinhas, no ano de 2023, resultaram em um impacto na economia do estado de mais de R$ 149 milhões de reais. Esse valor corresponde a 80,7% dos subsídios financeiros recebidos pela empresa para a prestação do serviço de transporte público sobre trilhos. Isso significa que uma grande parte das verbas investidas pelo poder público para garantir que o Metrô e os sistemas de VLTs continuem servindo à população é devolvida ao estado, em forma de benefícios socioambientais, que apesar de indiretos, são valores de alta relevância para a população.

Balanço socioambiental 2023
O valor de R$ 149.024.980,52 (cento e quarenta e nove milhões, vinte e quatro mil, novecentos e oitenta reais e cinquenta e dois centavos), apontado pelo Balanço Socioambiental, é a soma de todos os benefícios sociais, quantificados e valorados, conforme índices universais estatísticos, aplicados pela região de incidência, caso todos os 15,1 milhões de deslocamentos realizados pelo Metrofor – Região Metropolitana de Fortaleza, tivessem sido realizados por outros modais de transporte, tais como carros, ônibus, motos etc.

Confira o relatório socioambiental do Metrofor
Isso acontece devido às características do transporte sobre trilhos que, além de ser mais rápido e mais seguro que o transporte rodoviário, também emitem menos poluentes, quando comparados direta ou proporcionalmente aos demais meios de transportes coletivos. Ao gerar menos poluição, resulta numa contribuição significativa para a saúde pública; transportando trabalhadores com mais rapidez, proporciona um ganho no tempo de produtividade e de lazer da população; ao retirar carros e motos das ruas, reduz o número de acidentes e, consequentemente, as despesas do estado com saúde e com seguros de modo geral. A fórmula utilizada no Balanço Socioambiental divide o impacto dos sistemas de Metrô e de VLTs em seis eixos, conforme detalhamento na tabela abaixo


Ao analisarmos os repasses financeiros do Governo do Estado do Ceará ao transporte público sobre trilhos – lembrando que a totalidade desses repasses foram destinados ao subsídio das passagens -, concluímos que a operadora dos sistemas de metrô e de VLT devolveu aos cofres públicos um montante de R$ 149.024.980,50 (cento e quarenta e nove milhões, vinte e quatro mil, novecentos e oitenta reais e cinquenta centavos), tendo o Estado gasto financeiramente, entre a diferença desembolsada para o subsídio e os benefícios advindos da economia pelo meio de transporte adotado, o total de R$ 35.583.057,41 (trinta e cinco milhões, quinhentos e oitenta e três mil, cinquenta e sete reais e quarenta e um centavos).


* A metodologia para o cálculo dos benefícios socioambientais é a mesma adotada em trabalhos similares realizados em diversas outras operadoras metroferroviárias nacionais e internacionais, sendo destaque no Brasil o Metrô de São Paulo, com publicação regular na revista da Associação Nacional dos Transportadores de Passageiros sobre Trilhos (ANPTrilhos).
Com informações da Seinfra CE  
Pregopontocom 10/04/2024

quinta-feira, 4 de abril de 2024

Cobertura florestal mundial perde 3,7 milhões de hectares em 2023

Ecologia - Sustentabilidade  🌳🌵

Brasil e Colômbia tiveram desempenho positivo.Tanto para autoridades locais como para a comunidade internacional, que tem metas estabelecidas em acordos, o Brasil representa um desafio, já que ainda lidera a lista dos países com os piores cenários, embora tenha tido uma queda de 36% no índice, puxada, sobretudo, pela melhora na Amazônia.

Letycia Bond – Repórter da Agência Brasil
foto - ilustração/arquivo
Em 2023, os trópicos perderam 3,7 milhões de hectares de floresta primária, o que corresponde, em média, à destruição de dez campos de futebol por minuto ou a uma área do tamanho do Butão. Tanto para autoridades locais como para a comunidade internacional, que tem metas estabelecidas em acordos, o Brasil representa um desafio, já que ainda lidera a lista dos países com os piores cenários, embora tenha tido uma queda de 36% no índice, puxada, sobretudo, pela melhora na Amazônia. Os dados constam de relatório produzido anualmente pelo Laboratório de Análise e Descoberta de Terras Globais (Glad), da Universidade de Maryland, que toma como referência o monitoramento da plataforma Global Forest Watch (GFW), do World Resources Institute (WRI). A GFW está no ar desde 2014 e exibe dados praticamente em tempo real sobre proteção das florestas. De acordo com o levantamento, enquanto Brasil e Colômbia apresentaram desempenhos positivos na conservação das florestas, houve retrocessos nas políticas da Bolívia, Laos, Nicarágua e outros cantos do globo. No caso do Brasil, o que os especialistas pontuam é que as diretrizes ambientais do governo Lula, de modo geral, são o que é capaz de transformar os indicadores. Como exemplos, listam a promessa que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez de demarcar terras indígenas e a importância da aplicação da lei e da revogação de medidas que iam na contramão da preservação ambiental. O que se recomenda ao Brasil é que se olhe para os diferentes biomas com o mesmo cuidado. A análise evidencia que, ao mesmo tempo que na Amazônia houve queda de 39% no desmatamento de floresta primária do que em 2022, o Cerrado teve um aumento de 6%, mantendo a tendência de aumento de cinco anos, e o Pantanal sofreu as consequências de perda florestal por queimadas que têm se alastrado por grandes perímetros. Na Bolívia, a perda de floresta primária subiu 27% em 2023. O país vizinho registrou alta pelo terceiro ano consecutivo e ficou em destaque por ter a terceira maior perda de floresta primária dos países tropicais. O dado chama a atenção porque sua área de florestas já é menor do que a metade das existentes na República Democrática do Congo e na Indonésia.

Metas
De 2022 para 2023, a perda de floresta primária no Brasil caiu de 43% para 30%. Apesar disso, atualmente, o país tem um quadro mais grave do que o da República Democrática do Congo e o da Bolívia. Em linhas gerais, o relatório demonstra que, ao se confrontar dados de 2023, 2019 e 2021, observa-se pouca variação no grau de perda florestal, o que significa que também não tem havido grandes saltos em direção à Declaração dos Líderes de Glasgow, que estabelece como meta o comprometimento dos países com a causa. O tempo para alcançá-la, alertam os pesquisadores, vai se extinguindo, uma vez que o prazo fixado é o ano de 2030 e, a cada ano, nas últimas duas décadas, o mundo perdeu de 3 a 4 milhões de hectares de floresta tropical. O Canadá também é mencionado pela equipe de pesquisadores, lembrado pelos inúmeros focos de incêndio que teve de debelar recentemente. O país, que está fora dos trópicos, mas dá também mostras do que acontece neles, conforme ressaltam os acadêmicos, viu a perda de cobertura florestal ocasionada por incêndios quintuplicar entre 2022 e 2023. A Indonésia registrou um aumento de 27% na perda de floresta primária, no ano passado, quando houve a passagem do fenômeno El Niño na região, algo que gerou especulação sobre a possibilidade de o país assistir a uma reprise da temporada de incêndios de 2015. O relatório frisa que tal taxa segue historicamente baixa, em comparação com a daquela época.
Fonte - Agência Brasil  04/04/2024

quarta-feira, 3 de abril de 2024

Trem movido a hidrogênio da STADLER percorre 2.800 quilômetros sem reabastecimento e quebra recorde mundial

Transportes sobre trilhos   🚄🚃🚃

O trem movido a hidrogênio da Stadler,FLIRT H2,conquista um novo recorde do Guinness World Records, após percorrer 2.800 quilômetros com apenas um tanque de hidrogênio sem abastecimento durante todo o período do percurso de teste.

Stadler
Foto - ilustração/STADLER
Stadler anunciou a inscrição do trem FLIRT H 2  no banco de dados do Guinness World Records após percorrer a distância de 1.741,7 milhas (2.803 quilômetros)a maior já alcançada por um trem piloto de passageiros elétrico de múltiplas unidades com célula de combustível de hidrogênio sem reabastecimento ou recarga. Esta conquista sublinha a força inovadora e a liderança tecnológica da Stadler no campo do transporte ferroviário sustentável. A inovação sempre foi um dos principais fatores que contribuíram para o sucesso da empresa e a entrada na base de dados do Guinness World Records marca outro destaque emocionante que comprova as capacidades do FLIRT H 2 e a sua tecnologia pioneira.
A jornada do recorde mundial começou na noite de 20 de março de 2024, quando o trem deu as primeiras voltas na pista de testes. A equipe de engenheiros da Stadler e da ENSCO continuou dirigindo o veículo em turnos durante toda a noite e no dia seguinte e concluiu a tentativa bem-sucedida às 17h23 (MST), do dia 22 de março de 2024 (às 12h23 CET, do dia 23 de março de 2024). Ao todo, o trem viajou 1.741,7 milhas (2.803 quilômetros) por mais de 46 horas com o enchimento de um tanque.
Fonte - Stadler 25/03/2024