Mostrando postagens com marcador Ferrovias. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Ferrovias. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 18 de julho de 2025

Governo destina mais R$ 1,4 bilhão para obras da Transnordestina

Transportes sobre trilhos  🚂🚃🚃🚃🚃

Lula visitou um dos trechos já finalizados do empreendimento, no município de Missão Velha, no Ceará, e disse que não faltarão recursos para as obras. Lula destacou a importância da ferrovia para as cadeias produtivas da região e afirmou que o Nordeste precisa ter a chance de progredir.O início de operação da ferrovia está previsto para o fim deste ano.

Andreia Verdélio
Reportes da Agência Brasil
foto - Ricardo Stuckert/ Ag.Brasil
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou, nesta sexta-feira (18), R$ 1,4 bilhão em novos recursos para as obras da Ferrovia Transnordestina. Lula visitou um dos trechos já finalizados do empreendimento, no município de Missão Velha, no Ceará, e disse que não faltarão recursos para as obras. Lula destacou a importância da ferrovia para as cadeias produtivas da região e afirmou que o Nordeste precisa ter a chance de progredir. “O Nordeste precisa dessa obra. O Nordeste não quer ser mais tratado como se fosse a parte pobre do Brasil. O Nordeste precisa ser respeitado”, disse. Lula falou sobre as dificuldades para dar andamento ao projeto, lançado em 2006, em seu segundo mandato na Presidência da República, e afirmou que quer inaugurar a Transnordestina antes do fim do atual mandato, em 2026. “Todo dia tinha um problema. Era um problema na Justiça, era um problema no meio ambiente, era um problema de dinheiro. Essa estrada foi, foi, foi, e eu imaginava que ela fosse acabar em 2012. Eu saí em 2010, voltei à Presidência 15 anos depois, e essa ferrovia tinha andado muito pouco. Aliás, já não havia mais interesse de fazer essa ferrovia. Eu assumi a responsabilidade de que nós vamos concluir essa ferrovia, custe o que custar”, acrescentou. Dos novos aportes do governo federal, R$ 600 milhões serão liberados pelo Fundo de Desenvolvimento do Nordeste (FDNE) nos próximos meses e R$ 816 milhões a partir do leilão de desinvestimento e liquidação do Fundo de Investimento do Nordeste (Finor). >> Siga o canal da Agência Brasil no WhatsApp O orçamento total do empreendimento chega a R$ 15 bilhões, dos quais, R$ 8,2 bilhões já realizados, entre recursos públicos e privados. Ao citar os valores aplicados, o governo destacou que o retorno anual estimado da ferrovia no Produto Interno Bruto (PIB, soma de todos os bens e serviços produzidos) do Semiárido é de até R$ 7 bilhões. Atualmente, 280 quilômetros de obras de infraestrutura estão em execução na Transnordestina, gerando mais de 4 mil empregos diretos e envolvendo mais de R$ 4 bilhões em contratos assinados. No total, a ferrovia tem 1.209 quilômetros de extensão e passa por 53 municípios; de Eliseu Martins, no Piauí, vai até o Porto do Pecém, no Ceará, passando por Salgueiro, em Pernambuco. O início da operação da ferrovia está previsto para o final deste ano, em fase de comissionamento, com os primeiros transportes de cargas saindo do Terminal Intermodal de Cargas do Piauí até a região centro-sul do Ceará e a algumas regiões de Pernambuco. Soja, farelo de soja, milho e calcário estão entre os principais produtos a serem transportados.
Fonte - Agência Brasil 18/07/2025

quarta-feira, 12 de fevereiro de 2025

A Vale inicia operação assistida da nova frota do Trem de Passageiros da Estrada de Ferro Vitória a Minas

Transportes sobre trilhos  🚄🚃🚃🚃🚃

Os novos carros passam a circular no trajeto regular da ferrovia Vitoria/Minas em viagens intercaladas com a frota atual. Os novos trens foram fabricados na China pela CRRC e mantem os recursos de conforto e segurança

Da Redação
Foto/Divulgação - Vale.com
A Vale dará início, nesta semana, à operação assistida da nova frota do Trem de Passageiros da Estrada de Ferro Vitória a Minas (EFVM). Com 34 novos carros, a frota começa a circular em fase de testes no trajeto regular, de forma intercalada com a frota atual. Essa etapa permitirá avaliar a performance operacional desses carros durante o atendimento aos usuários para aprimorar ainda mais a experiência de viagem. Segundo João Falcão, diretor da Estrada de Ferro Vitória a Minas, a nova frota marca um importante avanço na operação ferroviária da Vale, com tecnologia voltada para o bem-estar de quem utiliza o serviço. "Os novos carros mantêm os recursos de conforto e segurança. Os testes sem passageiros começaram no último ano e, agora, faremos essas viagens para concluir a entrega do novo trem com escuta à sociedade", diz o diretor da ferrovia. A nova composição inclui classes executiva e econômica, serviço de alimentação, além de acessibilidade com elevador e espaços dedicados a pessoas com mobilidade reduzida. Os novos carros de passageiros, foram projetados para elevar os padrões de segurança e conforto. 

Ampliação das viagens
As viagens serão ampliadas nos meses de alta temporada a partir de 2026. Estudos estão em andamento para definir o formato dessa operação, incluindo horários e pontos de parada.

Sobre o Trem de Passageiros
A Estrada de Ferro Vitória a Minas é a única ferrovia no Brasil a operar um trem de passageiros de longa distância diariamente, conectando os estados de Minas Gerais e Espírito Santo em um trajeto de 664 km, com duração de cerca de 13 horas e meia. A frota oferece espaços acessíveis e todos os carros são climatizados, equipados com tomadas para dispositivos eletrônicos, monitores de vídeo para entretenimento e detectores de fumaça. A ferrovia também se destaca pela segurança e pela avaliação ambiental, segundo a Agência Nacional de Transportes Terrestres.
Com informações da Vale.com - 10/02/2025

domingo, 1 de setembro de 2024

As ferrovias transportam produtos a um custo mais baixo e são menos poluentes”,

Transportes sobre trilhos  🚂

“As ferrovias transportam produtos a um custo mais baixo e são menos poluentes”, diz secretário Nacional de Transporte Ferroviário, Leonardo Ribeiro. O setor de ferrovias tem um papel fundamental no contexto da infraestrutura sustentável. É um modal capaz de transportar carga a custo logístico mais baixo, ao mesmo tempo em que as locomotivas carregam esses produtos emitindo menos gases poluentes.

Ministério dos Transportes-ABIFER
foto - ilustração/arquivo
Como os investimentos na expansão do setor ferroviário de cargas podem impulsionar o desenvolvimento sustentável do Brasil? Esse foi o tema do VIII Brasil nos Trilhos – Sustentabilidade em Movimento, que aconteceu nesta terça-feira (27). O secretário Nacional de Transporte Ferroviário, Leonardo Ribeiro, foi um dos palestrantes. “O setor de ferrovias tem um papel fundamental no contexto da infraestrutura sustentável. É um modal capaz de transportar carga a custo logístico mais baixo, o empresário paga um frete mais barato, ao mesmo tempo em que as locomotivas carregam esses produtos emitindo menos gases poluentes”, explicou ele. Ribeiro acrescenta ainda que a parceria entre o Governo Federal e a iniciativa privada é fundamental para a expansão das ferrovias no país. “Estamos estruturando projetos que levam em conta não só questões econômicas, como também ambientais”, resumiu. O secretário-executivo da pasta, George Santoro, participou da abertura do evento. “Já temos 8 contratos de concessões ferroviárias em andamento, alguns até prontos, em fase de validação, para iniciarmos uma grande carteira de leilões ferroviários”, afirmou. “E, paralelamente a isso, estamos trabalhando para melhorar as formas de desenvolver locomotivas com biodiesel ou outras soluções que possam emitir menos carbono”, concluiu Santoro. Participaram também do evento executivos das maiores operadoras ferroviárias do país, além de representantes do Ministério da Fazenda, Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT). Paixão pelos trilhos “Quando eu nasci meu pai já era ferroviário. A vida inteira a ferrovia faz parte da minha vida”, conta o inspetor de tração André Luiz Almeida, funcionário da empresa VLI. Nessa função, ele acompanha a circulação de trens nos pátios ao longo da linha e orienta equipes de maquinistas e operadores de manobras. André está entre os 66 mil trabalhadores que atuam na indústria ferroviária brasileira, de acordo com a Associação Brasileira da Indústria Ferroviária (Abifer). “Acabei de fazer 21 anos no setor e sinto muito orgulho. Sinônimo de trem para mim é a transformação da logística”, ressalta. Ele trabalha no chamado Corredor Sudeste, que passa pelo Distrito Federal, Goiás, Minas Gerais e vai até o interior de São Paulo. Por ali passam produtos como grãos, açúcar, fertilizantes, fosfato e enxofre. Para se ter uma dimensão do volume escoado pelas ferrovias brasileiras, a movimentação de cargas transportadas em 2023 registrou uma alta de 6% em comparação com o ano de 2022, cerca de 530,6 milhões de toneladas. Os dados estão disponíveis no Anuário Estatístico produzido pelo Observatório Nacional de Transporte e Logística.. Com o Novo PAC, os projetos ferroviários foram elencados como prioridade pelo Governo Federal, e contam com um investimento previsto de R$94,2 bilhões até 2026. “O modal ferroviário por si só já é o debate central sobre sustentabilidade e infraestrutura de transportes, seja pela sua capacidade de substituir modais com emissões muito mais expressivas, seja pelas pequenas faixas de desmatamento para implantação, o que impacta menos os territórios”, avalia o subsecretário de Sustentabilidade do Ministério dos Transportes, Cloves Benevides. 
Fonte - ABIFER  29/08/2024

sábado, 20 de julho de 2024

Projetos ferroviários marcam novo capítulo do modal no país

Transportes sobre trilhos  🚄🚃🚃🚃

A demanda pela modernização e ampliação do modal ferroviário se justifica em razão das diversas vantagens logísticas e econômicas que as linhas férreas oferecem na comparação com o modal rodoviário. No âmbito federal, no começo de junho, o ministro dos Transportes, Renan Filho, assinou portaria que estabelece diretrizes para a prorrogação antecipada das concessões de serviço público de transporte ferroviário.

Por Monitor Mercantil - Abifer
foto ilustração - arquivo
O avanço de projetos ferroviários no país ganhou tração nos últimos meses, o que é motivo de otimismo para o setor. A demanda pela modernização e ampliação do modal ferroviário se justifica em razão das diversas vantagens logísticas e econômicas que as linhas férreas oferecem na comparação com o modal rodoviário. No âmbito federal, no começo de junho, o ministro dos Transportes, Renan Filho, assinou portaria que estabelece diretrizes para a prorrogação antecipada das concessões de serviço público de transporte ferroviário. O ministro também assinou um termo aditivo para a otimização do contrato de concessão da Malha Paulista, sob a gestão da Rumo S/A. O aditivo gerou uma receita adicional de R$ 1,3 bilhão de recursos para serem reinvestidos na própria Malha Paulista e outra parte – cerca de R$ 670 milhões – que serão alocados no Plano Nacional de Ferrovias. A administração pública vem conduzindo negociações com as concessionárias para repactuações contratuais – como a finalizada com o Malha Paulista -, criando a possibilidade de somar mais R$ 20 bilhões para investir em ferrovias. Já com o governo do Paraná, o Ministério dos Transportes firmou dois Acordos de Cooperação Técnica (ACT) para o desenvolvimento de soluções voltadas ao projeto da Nova Ferroeste, que prevê 1.567 quilômetros de trilhos, cortando 66 municípios do Paraná, Santa Catarina e Mato Grosso do Sul e um estudo sobre a atual malha ferroviária que corta os três estados do sul, a Malha Sul. Em outra iniciativa pública, o governo de São Paulo anunciou recentemente o programa SP Nos Trilhos, que reúne mais de 40 projetos estaduais de transporte de passageiros e cargas por ferrovias, que somam investimentos estimados em R$ 194 bilhões e mais de 1 mil km de malha férrea. Entre os projetos já qualificados estão os Trens Intercidades Eixo Norte (São Paulo-Campinas), Eixo Oeste (São Paulo-Sorocaba), Eixo Leste (São Paulo-São José dos Campos) e Eixo Sul (São Paulo-Santos); as linhas 10 e 14 (ABC Leste), e 11, 12 e 13 (Alto Tietê) de trens urbanos, as linhas 19 e 20 de metrô e os VLTs de Campinas e Sorocaba. Mercado aquecido “Projetos de expansão da malha ferroviária são imprescindíveis para a diminuição do chamado Custo Brasil, uma vez que a possibilidade de contar com conexões ferroviárias no Brasil tem impacto direto na redução nos custos logísticos e no tempo de transporte de mercadorias. Aproveitando as vantagens do modal ferroviário, o país se beneficia e impulsiona a competitividade nas exportações brasileiras e na distribuição interna de todo tipo de cargas. Além disso, a ferrovia é o meio de transporte que mais se destaca em termos de eficiência e mobilidade sustentável, com o uso de combustíveis alternativos”, afirma o diretor do Portfólio de Infraestrutura e Tecnologia da Informa Markets Latam, Hermano Pinto Junior. Segundo o business manager da NT Expo – Negócios nos Trilhos, Fernando D’Ascola, à frente do principal encontro do setor ferroviário de cargas e passageiros da América Latina, o aquecimento do mercado pode ser sentido na procura de empresas interessadas em participar do evento. “A procura tem sido intensa, tanto de empresas nacionais como também de internacionais. Já contamos com um grupo importante de companhias de praticamente toda a cadeia de soluções em equipamentos, maquinário, tecnologia e serviços relacionados ao transporte ferroviário”, antecipa D’Ascola. A 23ª edição da NT Expo – Negócios nos Trilhos será realizada de 22 a 24 de abril de 2025, no novo Distrito Anhembi, em São Paulo, – em paralelo com a Intermodal South America – e reúne empresas ligadas à operação de cargas e passageiros, eletrificação, fabricação de trens, manutenção e inspeção de via permanente e dormentes de concreto, e equipamentos. Além disso, estarão presentes marcas internacionais com empresas da Alemanha, Espanha e China. “A NT Expo é um evento que explora toda a potência da indústria ferroviária, ao promover o encontro entre os principais players do setor, com um ambiente exclusivo para a exposição de novidades do mercado e a discussão sobre o futuro do setor”, destaca D’Ascola. A última edição do evento, em 2023, reuniu mais de 100 marcas nacionais e internacionais, 50 palestrantes, com um público de mais de 4 mil profissionais do setor.
Fonte - Abifer 17/07/2024

segunda-feira, 8 de julho de 2024

União estuda ferrovias para transporte de passageiros e FCA é opção em Minas Gerais

Transportes sobre trilhos - 🚄🚃🚃🚃🚃

A possibilidade surge no âmbito da intenção do governo federal de realizar a concessão de ferrovias ao redor do País destinadas a esse tipo de transporte. A pasta contratou estudos, por meio da Infra-SA, para avaliar a viabilidade econômica e técnica de seis rotas pelo Brasil para o transporte de passageiros sobre trilhos.

ABIFER
foto - ilustração/arquivo
A utilização de trechos da malha da Ferrovia Centro-Atlântica (FCA), em Minas Gerais, para o transporte de passageiros, está sendo discutida entre o Ministério dos Transportes e a companhia logística VLI, concessionária da FCA . A possibilidade surge no âmbito da intenção do governo federal de realizar a concessão de ferrovias ao redor do País destinadas a esse tipo de transporte. A pasta contratou estudos, por meio da Infra-SA, para avaliar a viabilidade econômica e técnica de seis rotas pelo Brasil para o transporte de passageiros sobre trilhos. “Temos até o final do ano para concluir esses estudos e, provavelmente, no início do próximo ano, iniciar um processo licitatório em parceria com a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT)”, disse o secretário executivo do Ministério dos Transportes, George Santoro, durante cerimônia para entrega de locomotivas da Wabtec adquiridas pela VLI, em Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH). Minas Gerais, inicialmente, não está inclusa nas seis rotas previstas, mas o ministério avalia, junto à VLI, utilizar trechos da malha da FCA para o transporte de passageiros.

Uso das ferrovias para transporte de passageiros
As conversas ocorrem durante o processo de renovação da concessão da ferrovia. Como são trechos que já existem, mas estão sem uso, não há necessidade de contratação de estudo específico para viabilizar a construção. “Algumas malhas [da FCA no Estado] que não estão em uso, a gente vai tentar potencializar este uso através de uma shortline [linhas de menor distância que conectam pontos próximos mais importantes dentro da linha férrea], ou através de passageiros. Estamos conversando com a empresa, e a audiência pública [para renovar a concessão da FCA] também vai trazer essas demandas da sociedade”, disse Santoro. Ele também ressaltou que o programa de concessões de ferrovias para transporte de passageiros contará com recursos do governo federal para complementar os investimentos do setor privado. “Passageiros ferroviários no mundo inteiro não fecham a conta sem recursos públicos. É uma discussão que estamos tendo com o Ministério da Fazenda: como vamos fazer isso”, afirmou.

Marília Campos cobra transporte de passageiros
Durante a cerimônia de entrega das locomotivas adquiridas pelas VLI em Contagem, a prefeita da cidade, Marília Campos (PT), cobrou a compatibilização do transporte de carga com o de passageiros nas discussões da renovação da concessão da Ferrovia Centro-Atlântica. “Nós temos uma outra demanda que é produzir locomotivas para melhorar a mobilidade urbana em Minas. Porque um Estado tão grande como este não utilizar os trilhos para transportar passageiros seria um grande erro”, declarou. Ela considera que o processo de renovação da concessão da FCA é o momento ideal para a exigência. A petista sugeriu, ainda, a utilização do FerroAnel da RMBH também para o transporte de passageiros, e citou como exemplo a ser seguido o estado de São Paulo, que vai expandir a malha ferroviária destinada a este tipo de transporte, com financiamento do Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). O secretário de Estado de Infraestrutura e Mobilidade (Seinfra), Pedro Bruno Barros, fez coro à prefeita de Contagem e afirmou que a compatibilização da malha da FCA para transporte de cargas e passageiros, também é uma reinvindicação do governo estadual. “Corroboro com o pleito da prefeita Marília. Nós já temos feito esse diálogo, é um trabalho muito em conjunto. A agenda de infraestrutura é a agenda de Estado, então temos que somar esforços do governo federal, do Estado, do município. E temos feito isso na pauta ferroviária”, conclui Barros.

Foco no turismo
O secretário de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sede), Fernando Passalio, apontou que o turismo de Minas será o “grande foco”, caso a compatibilização entre transporte de cargas e passageiros da FCA aconteça. Ele aguarda recursos da União para isso. “A gente espera para ver, numa situação desse déficit fiscal primário que o governo federal tem, como ele vai conseguir modelar de forma que esse projeto pare de pé”, disse. “Estamos ansiosos, porque é importante, tanto na questão econômica, dentro do turismo, e outras questões que envolvem o desenvolvimento econômico”, completou.
(Diário do Comercio O5/07/2024)
Fonte ABIFER 08/07/2024


terça-feira, 19 de março de 2024

Nova norma da ANTT busca reduzir custo do transporte via trilhos

Transportes sobre trilhos - Ferrovias  🚂🚃🚃🚃🚃

Um estudo da antiga Empresa de Planejamento e Logística (EPL), atual Infra S.A., estima que somente 15% do transporte de todas as mercadorias do Brasil ocorre via trilhos.O setor de ferrovias tem apresentado um renascimento nos últimos anos e consta como prioridade de novos investimentos da União, inclusive em malhas ferroviárias já concedidas, como é o caso das renovações antecipadas de ferrovias.

Portogente
Assessoria de Comunicação 
foto - ilustração/arquivo
Resolução nº 6.031 regulamenta as cobranças acessórias no transporte ferroviário, com o propósito de conferir mais segurança jurídica, coibir abusos e aumentar a competitividade do setor Um estudo da antiga Empresa de Planejamento e Logística (EPL), atual Infra S.A., estima que somente 15% do transporte de todas as mercadorias do Brasil ocorre via trilhos. Publicada no início de dezembro do ano passado, a Resolução nº 6.031, da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), entrou em vigor no início de 2024 e visa incentivar o uso do modal ferroviário com a redução de seus custos, a partir da regulamentação das chamadas "operações acessórias no serviço de transporte ferroviário de cargas". Operações acessórias são aquelas "atividades complementares ao serviço de transporte ferroviário de cargas, para as quais se permite a cobrança de preço em virtude de sua execução", segundo o artigo 3º do texto da Resolução. Entre elas, é possível incluir: abastecimento, amarração, armazenagem, baldeação, carregamento e descarregamento, condução, estadia, inspeção, licenciamento, limpeza, manobra, manutenção, pesagem, transbordo, entre outras. "O setor de ferrovias tem apresentado um renascimento nos últimos anos e consta como prioridade de novos investimentos da União, inclusive em malhas ferroviárias já concedidas, como é o caso das renovações antecipadas de ferrovias, realizadas nos termos da Lei nº 13.448/2017, e diante da edição de um novo marco regulatório, a Lei nº 14.273/2021, que procurou estimular a competitividade no setor", salienta Thiago Valiati, advogado sócio do escritório Razuk Barreto Valiati e especialista em direito da infraestrutura de transportes. A Resolução da ANTT, dentro desse contexto, procura conferir mais segurança jurídica para as empresas que atuam no setor. "Com as definições previstas pela resolução, o objetivo da ANTT consiste em diminuir os riscos de abusos e de dificuldades de relacionamento entre os players, incluindo vedar a cobrança de operações acessórias que não estejam previstas no texto ou não se qualifiquem na definição da Resolução", afirma Valiati. Redução de custos Uma das principais críticas das empresas que adotam o transporte ferroviário era dos custos elevados do frete no Brasil, o que reduz a competitividade dos produtos brasileiros no mercado internacional e aumenta os preços no abastecimento interno. Estima-se que os custos com as operações acessórias representem 35% do total do transporte ferroviário. A ANTT estima que, entre 2012 e 2019, a receita das operações acessórias cresceu cerca de 172%, ao contrário da receita e do custo de transporte das concessionárias. "Entende razoável supor que existiu uma possível recuperação de margem de lucro, não mais por meio das tarifas de transporte, mas principalmente a partir dos valores cobrados a título de operações acessórias", afirmou a ANTT. Assim, a fim de dar transparência e facilitar as negociações, as empresas que realizam esses serviços deverão publicar em seu site a relação de todas as operações acessórias ofertadas e os seus custos, incluindo as manobras, consideradas um dos temas mais sensíveis. Na Resolução, ela é definida como "atividade de movimentação, agrupamento, desagrupamento ou reposicionamento de vagões e locomotivas ocorrida em terminais, estações ou pátios, com intuito de atendimento a necessidade específica do usuário". A redação da Resolução faz com que eventuais manobras realizadas pelas empresas sem a solicitação do usuário não possam ser cobradas – evitando eventuais abusos. É comum a realização de manobras por parte das empresas devido a necessidades de infraestrutura ou até mesmo por questões envolvendo os vagões. Somente atrás do modal rodoviário, o setor de ferrovias ocupa o segundo lugar em volume de cargas transportadas no país. Apesar disso, a participação do modal na matriz de transportes ainda é considerada pequena, já tendo sido maior em outros períodos do desenvolvimento nacional, especialmente até a década de 1930. Thiago Valiati, que também é professor de Direito Administrativo e Direito da Infraestrutura, segue explicando que embora seja considerado o mais seguro dos transportes terrestres e o mais indicado para o transporte de cargas pesadas, o modal ferroviário ainda é muito subaproveitado no país. "Propiciar segurança jurídica e maior previsibilidade aos agentes privados e garantir a descentralização das ações no setor são essenciais para o crescimento do transporte ferroviário na matriz de transportes. A ANTT, nesse sentido, como agência do setor, deve continuar editando normas que estimulem a competitividade e, por consequência, o aumento de investimentos e atratividade no setor", argumenta.
Fonte - Portogente 13/03/2024

sábado, 25 de março de 2023

NOTÍCIAS FERROVIÁRIAS - Plano Ferroviário da Bahia aponta corredores estruturais e necessidade de integração logística

Transportes sobre trilhos - Infraestrutura logística  🚂🚃🚃🚃🚃

Esse é o principal objetivo do Plano Estratégico Ferroviário da Bahia, que foi tema de uma reunião realizada, nesta quarta-feira (22), na Secretaria Estadual do Planejamento, para apresentação do estudo desenvolvido pela Fundação Dom Cabral (FDC), que contou com a presença de secretários estaduais, gestores públicos e diretores de entidades empresariais. 

Da Redação
foto - ilustração/arquivo
Colocar a Bahia no trilho do desenvolvimento, planejando o futuro a partir de um olhar atento ao passado e às oportunidades presentes no Brasil e no mundo. Esse é o principal objetivo do Plano Estratégico Ferroviário da Bahia, que foi tema de uma reunião realizada, nesta quarta-feira (22), na Secretaria Estadual do Planejamento, para apresentação do estudo desenvolvido pela Fundação Dom Cabral (FDC), que contou com a presença de secretários estaduais, gestores públicos e diretores de entidades empresariais. No cenário estudado para elaboração do plano ferroviário baiano, que foi concluído no final de 2022, são reveladas as oportunidades em infraestrutura ferroviária e uma proposta de reestruturação da malha, a partir da demanda de transporte e análises de pré-viabilidade das malhas propostas, como sinaliza o Coordenador do Núcleo de Infraestrutura, Supply Chain e Logística da Fundação Dom Cabral, Paulo Resende. “A metodologia da modelagem que a gente utiliza na elaboração do plano ferroviário é baseada em três pilares: o primeiro pilar é o que a gente chama de matriz de origem-destino, que tem que ser completa, não pode olhar somente uma determinada região. Tem que olhar toda a dinâmica do fluxo de cargas no Brasil”. De acordo com Resende, para entender a demanda existente, a Fundação Dom Cabral, além de analisar a dinâmica dos fluxos de 18 tipos de cargas no país, dispõe de uma rede da infraestrutura mapeada, o segundo pilar do estudo. “Trabalhamos com mais de 30 mil km de ferrovias prontas e a construir, que complementariam a malha ferroviária brasileira, mais de 200 mil quilômetros de rodovias e cerca de 15 mil km de hidrovias. É nessa rede que a matriz de origem destino se assenta”. Para exemplificar como funciona essa simulação no planejamento do transporte de cargas, cuja modelagem é feita por um software alemão PTV Visum (Transportation Planning Software) – o terceiro pilar, que analisa a demanda atual e futura sob o ponto de vista do custo, o coordenador da FDC compara os mapas de carregamentos gerados com os custos mais atrativos, a um princípio utilizado há muitos anos na medicina. “Quando você vai fazer um cateterismo para descobrir veias e artérias bloqueadas, na medicina é injetado iodo, no sistema de planejamento do transporte nós injetamos as cargas atuais e futuras. Quando isso acontece, o sistema vai colorindo a infraestrutura existente, que vai ficando, muitas vezes, congestionada, então, você precisa fazer uma intervenção para que ela tenha maior capacidade de transporte”. O potencial econômico da Bahia, em função da sua localização geográfica, possuindo uma das maiores costas brasileiras, com 11 portos e Tups (Terminais de uso privado), que favorece não só a integração regional, como o fluxo de embarcações que navegam as rotas transoceânicas, contrasta com o custo da logística de transporte, como revela o diretor executivo da Usuport – Associação de Usuários dos Portos da Bahia, Paulo Villa. “A Baía de Todos-os-Santos deveria ser a maior plataforma de logística do Brasil. É um dos melhores sítios portuários do mundo, já que temos uma das operações mais baratas. Nós temos um canal de acesso profundo, natural, que não precisa ser dragado e uma acessibilidade muito rápida para entrar e sair do Porto de Salvador, além de uma dádiva divina que é o clima, que nos permite operar 24 horas por dia nos 365 dias. Embora a gente esteja exposto ao vento sul, nós temos 2.400 metros de quebra-mares. Mas não existe porto sem ferrovia, nem ferrovia sem porto”, conclui, Villa. Para superar esse obstáculo ao desenvolvimento, o Plano Ferroviário da Bahia projeta a implantação de uma malha ferroviária integrada ao restante do país, a conclusão da FIOL – Ferrovia da Integração Leste-Oeste, e a reconfiguração dos trechos ferroviários existentes, que integram corredores estruturais importantes: Salvador – Belo Horizonte; Salvador – Juazeiro; Salvador – Recife, indicando a correção de traçado e a implantação de bitola (distância entre os trilhos), larga – 1.60 m ou mista – 1:00 e 1,60 m, quando necessário.

Janela de Oportunidades
A necessidade de investimento nas ferrovias é defendida pelo presidente da Companhia Baiana de Pesquisa Mineral, Antônio Carlos Tramm, que destaca a riqueza mineral do estado. “A Bahia precisa sair desse isolamento logístico. Somos o terceiro maior produtor de minérios do país e podemos ter resultados melhores, mas para isso, precisamos de um trem que funcione, para aumentar a competitividade dos nossos produtos, não só da mineração como também do agronegócio, e consequentemente gerar mais emprego e renda”. Já o secretário do Desenvolvimento Econômico, Ângelo Almeida, reforça a importância do Plano Estratégico Ferroviário para o desenvolvimento do estado. “A Bahia tem um grande potencial no segmento de Mineração. A produção mineral baiana comercializada alcançou aproximadamente R$ 1.8 bilhão só em janeiro e fevereiro de 2023. Esse volume pode ser ainda maior, mas é necessário que exista uma logística de transporte para que esse minério produzido tenha por onde ser escoado. E isso passa pelas ferrovias”, disse. A conjunção de fatores favoráveis à Bahia para ampliação e modernização das estradas de ferro baianas, e ainda a mobilização da gestão estadual nessa agenda transversal, foram mencionadas pelo secretário do Planejamento, Cláudio Peixoto. “Estamos começando o PPA – Plano Plurianual. Então esse é um momento muito oportuno, enquanto estamos tratando da formulação do plano de investimentos (2024-2027), que terá uma mesa programática da infraestrutura. Aquilo que for competência legal da Bahia, nós iremos trazer de forma muito robusta no PPA. Temos alinhamento político com o Governo Federal. As condições estão dadas. Nos acabe agora fazer acontecer, avaliando as modelagens, estratégias e políticas públicas”. O encontro realizado na Secretaria do Planejamento contou ainda com as presenças dos secretários estaduais do Trabalho, Emprego, Renda e Esporte, Davidson Magalhães, e da Infraestrutura, Sérgio Brito, do superintendente de Planejamento Estratégico da Seplan, Ranieri Muricy, o economista e ex-diretor da ANTT – Agência Nacional de Transportes Terrestres, Bernardo Figueiredo, que também coordenou o estudo pela FDC, do diretor de Estudos da SEI, Edgar Porto, do diretor Comercial da Ferbasa, Claudiney Pedrosa, e de técnicos da gestão estadual. A elaboração do Plano Ferroviário da Bahia foi viabilizada pela parceria estabelecida entre a Secretaria do Planejamento – Seplan e a Companhia Baiana de Pesquisa Mineral – CBPM.

Histórico
Na segunda metade do século XIX, com o projeto da Ferrovia Centro-Atlântica (FCA), a Bahia entrou na rota das estradas de ferro realizadas no tempo do Brasil Império, sob a influência inglesa, que detinha essa tecnologia para acelerar a circulação de mercadorias, até então transportadas por animais. O primeiro caminho de ferro da Bahia atendia o deslocamento entre a capital baiana e Juazeiro, no porto fluvial do São Francisco, com aproximadamente 540 km, inaugurando a integração entre os modais de transporte ferroviário e hidroviário. Nas décadas seguintes, após a construção de mais alguns trechos de ferrovia, como, por exemplo, a Ferrovia Central Salvador-Recôncavo-Minas Gerais, veio a criação da Rede Ferroviária Federal, em 1957, com o objetivo de gerir a malha ferroviária brasileira. Sem sucesso, o Ministério dos Transportes optou por realizar concessões para a iniciativa privada.
Com informações da Ascom/Seplan/Gov.Bahia  23/03/2023

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2023

NOTÍCIAS FERROVIÁRIAS - 16/02/2023

Destaques - Notícias ferroviárias 🚇

Após 57 anos a Ferrovia Bahia-Minas será reconstruída - Furto de cabos no Metrô de Salvador - Sistema metroviário do Ceará registra aumento do numero de embarques

Pregopontocom
Após 57 anos a Ferrovia Bahia-Minas será 
foto - ilustração/arquivo
reconstruída

A ligação entre Caravelas, no sul baiano, e Araçuaí, no Vale do Jequitinhonha, teve a  autorização para construção e exploração da estrada de ferro  publicada no Diário Oficial da União, no dia 07 (terça-feira). A empresa MTC – Multimodal Caravelas deverá comandar a via por 98 anos. A deliberação foi feita pela Agência Nacional de Transportes (ANTT) e a MTC deve assinar o contrato de adesão em até 30 dias. 

Furto de cabos no Metrô de Salvador
A CCR Metrô Bahia, concessionária  responsável pela operação do sistema metroviário nas cidades de Salvador e Lauro de Freitas, teve um aumento de 400% no número de furtos de cabo no metrô em 2022 em comparação ao numero registrado 2021. Os furtos foram flagrados pelo sistema de câmeras de segurança da empresa, os suspeitos invadiram a linha durante a madrugada e roubaram os cabos. Como consequência os furtos de cabos do metrô provocam a lentidão na circulação dos trens. A lentidão dos trens em virtude dos furtos de cabos afeta a rotina dos 340 mil usuários que utilizam o sistema metroviário de salvador diariamente.

Sistema metroviário do Ceará registra aumento do numero de embarques
A Companhia Cearense de Transportes Metropolitanos fechou o ano de 2022 totalizando 15,7 milhões de embarques em suas cinco linhas de transporte de passageiros sobre trilhos. Esse número é 28% maior que o total registrado no ano anterior, em 2021. Foram 3,4 milhões de embarques a mais, de janeiro a dezembro, em relação ao desempenho de 2021. O crescimento da demanda foi registrado em todas as cinco linhas do Metrofor, que operam nas três regiões metropolitanas do Ceará – de Fortaleza, de Sobral e do Cariri. Em números absolutos, a Linha Sul, em Fortaleza, concentra o maior crescimento, tendo recebido 2 milhões a mais de passageiros, fechando o ano com 8,9 milhões de embarques – aumento de 29,6%.  Em percentual de aumento, se destacam as linhas que operam no Interior do Estado – VLT de Sobral e VLT do Cariri – com crescimento de 73,5% e 52,5%. A única queda ocorreu em 2020, quando a pandemia de covid-19 afetou todos os setores da economia, de forma global, causando suspensão temporária da operação. Em 2021, a demanda voltou a crescer – o que se repete no ano seguinte.
Pregopontocom 16/02/2023

sexta-feira, 7 de janeiro de 2022

Exposição mostra História da Ferrovia na Paraíba no Hall da estação João Pessoa

Transportes sobre trilhos  🚂🚃🚃🚃

Em 10 painéis expostos no Hall da Estação João Pessoa, no Varadouro, a CBTU João Pessoa retrata a História da Ferrovia na Paraíba. É uma viagem através da leitura que nos remete aos primórdios da implantação da estrada de ferro no Brasil e no Estado. A exposição, ilustrada com imagens locais, traz curiosidades e o avanço da ferrovia na Paraíba, a transformação de parte Rede Ferroviária Federal S/A (RFFSA) na Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU) e a sua atuação com a melhoria dos trens e suas ações junto aos passageiros e comunidade. A exposição é permanente e a entrada é gratuita.




fonte - CBTU João Pessoa





fonte - CBTU João Pessoa


segunda-feira, 22 de novembro de 2021

Quatro(4) momentos que contam a história da destruição das ferrovias no Brasil

Transportes sobre trilhos - Ferrovias   🚂🚃🚃🚃🚃

Em 15 anos, o Brasil tinha perdido 8 mil km de ferrovias, que se estendiam naquele momento por cerca de 30 mil km do território nacional. Desde então, o tamanho da malha ferroviária patina no mesmo patamar.

BBC News Brasil * 
foto - ilustração/arquivo
Lançada em 1975, a canção Ponta de Areia, composta por Milton Nascimento e Fernando Brant, é um lamento do fim da Estrada de Ferro Bahia Minas, que ligava os 582 km entre Araçuaí (MG) e o distrito de Ponta de Areia (BA). Em 15 anos, o Brasil tinha perdido 8 mil km de ferrovias, que se estendiam naquele momento por cerca de 30 mil km do território nacional. Desde então, o tamanho da malha ferroviária patina no mesmo patamar. Atualmente, de acordo com o os dados do Anuário Estatístico de Transportes, tem 29,8 mil km. A BBC News Brasil perguntou a especialistas em história e engenharia ferroviária o porquê – sintetizado, a seguir, em quatro momentos. A crise do café O café é elemento central nos primeiros capítulos da história das ferrovias no Brasil – tanto na ascensão quanto na decadência, como explica Eduardo Romero de Oliveira, professor da Universidade Estadual Paulista (Unesp). É a razão para a construção das primeiras estradas de ferro no século 19: a primeira delas, a Estrada de Ferro Mauá, que começou a operar em 1854, levava em suas locomotivas a vapor a commodity do Vale do Paraíba ao porto de Magé, na baixada fluminense, que, de lá, seguia de barco até a cidade do Rio. Nessa época, o café representava quase 50% das exportações brasileiras. A malha ferroviária foi aumentando com a expansão da atividade cafeeira e passou a deslocar também passageiros, que até então só conseguiam viajar longas distâncias com transportes movidos por tração animal, como as charretes puxadas por cavalos. “Durante muito tempo, as ferrovias foram praticamente a única via de transporte de cargas e pessoas no país”, destaca Oliveira, um dos pesquisadores do projeto Memória Ferroviária. E foi nesse contexto que a malha chegou a quase 30 mil km de extensão na década de 1920, quando veio o baque da crise de 29. O crash da bolsa nos Estados Unidos, na época o maior comprador de café brasileiro, e a grande depressão que se seguiu tiveram impacto direto sobre o Brasil. Em um curto espaço de tempo, as exportações da mercadoria despencaram, assim como os preços. As ferrovias, que eram administradas pelo setor privado sob regime de concessão, passaram a transportar cada vez menos carga e viram sua rentabilidade despencar. Tem início, nesse momento, um período lento de decadência que culminaria na estatização das estradas de ferro mais de duas décadas depois. JK e o nascimento da indústria automobilística Antes, contudo, outros dois fatores importantes entram em cena: o crescimento das cidades e a popularização do automóvel. O país vive uma grande transformação depois de 1940. Até então baseada quase exclusivamente na agricultura, a economia brasileira se volta cada vez mais para a indústria. A Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) e a Vale do Rio Doce, então empresas estatais, são fundadas nessa época, em 1940 e 1942, respectivamente, no último período do governo de Getúlio Vargas, a ditadura do Estado Novo. Essa mudança na matriz de crescimento, por sua vez, catalisa um processo de migração das populações de áreas rurais para as cidades. As capitais ganham uma nova escala, vão inchando, um processo que tem como efeito colateral a diminuição da demanda por trens de passageiros em alguns trechos menores, entre cidades próximas. “As fábricas estão nas cidades”, pontua Oliveira. A política de industrialização continua com o presidente Juscelino Kubitschek, que assume em 1956 e elege a indústria automobilística como catalisador de seu plano de desenvolvimento. O Plano de Metas de JK, que ganhou o slogan “50 anos em 5”, é frequentemente apontado como o início do chamado “rodoviarismo” no Brasil. Um movimento cheio de nuanças e explicado por uma combinação de fatores, diz o professor de Engenharia de Transportes da Coppe/UFRJ Hostílio Xavier Ratton Neto. Um deles é a própria natureza da indústria automotiva, que tem uma cadeia de produção longa, com efeito multiplicador na economia, e emprega uma mão de obra qualificada que até então não existia no país. “É nessa época que se cria a classe do operário especializado, com maior poder aquisitivo”, afirma. Em paralelo, a construção das rodovias era menos custosa que as estradas de ferro e o petróleo usado para produzir combustível ainda era muito barato. No pano de fundo, a Guerra Fria estreitava as relações entre Brasil e Estados Unidos. Na tentativa de barrar a expansão da influência da União Soviética no continente, os americanos firmaram acordos de cooperação técnica e de financiamento para investimentos com diversos países da América Latina. Assim, ainda em 1956 foi criado o Grupo Executivo da Indústria Automobilística (GEIA), sob o comando do Capitão de Mar e Guerra Lúcio Meira. O Brasil, que até então só montava veículos, passaria a fabricar carros, caminhões e jipes, tendo como principal polo a região do ABC paulista. São desse período dois modelos que fizeram história no país: o Fusca e a Kombi, ambos da linha de montagem da Volkswagen em São Bernardo do Campo. Com a produção de veículos nacionais, multiplicaram-se os quilômetros de rodovias. Só nos cinco anos de gestão JK, a malha rodoviária federal pavimentada foi multiplicada por três, de 2,9 mil km para 9,5 mil km. As ferrovias, por sua vez, entravam os anos 1950 sucateadas. Além da redução da demanda de carga e passageiros, um outro fator contribuiu para o “estado bastante acentuado de degradação física das estradas de ferro”: “Muitas concessões já estavam no final, próximo da devolução, e não havia cláusula nos contratos que obrigassem as concessionárias a fazer investimentos ou devolver as ferrovias no estado em que as pegaram”, diz Ratton Neto, que tem larga experiência no planejamento, construção, operação e gestão de sistemas de transporte metroviário e ferroviário. É nesse contexto que, em 1957, surge a Rede Ferroviária Federal (RFFSA), estatal que passou a administrar as ferrovias que até então estavam nas mãos de diferentes empresas privadas. Inicialmente, diz o historiador Welber Luiz dos Santos, do Núcleo de Estudos Oeste de Minas da Associação Brasileira de Preservação Ferroviária, a intenção não era “destruir” as ferrovias. “Os primeiros relatórios da empresa demonstram que o projeto era de modernização e unificação administrativa para facilitar a integração entre os diferentes meios de transporte”, afirma o pesquisador. “Os investimentos rodoviários do Plano de Metas de JK não eram uma ameaça ao sistema ferroviário”, avalia. A extinção das linhas de passageiros Os projetos de recuperação e melhoria, contudo, incluíam a desativação de uma série de linhas e “ramais” (jargão do setor para os trechos secundários) considerados deficitários. A lógica, diz o historiador Eduardo Romero de Oliveira, é que o mundo de meados do século 20 era completamente diferente daquele que, muitas décadas antes, havia norteado a construção de parte das ferrovias. “Houve uma mudança no negócio”, diz o professor da Unesp. “As estradas de ferro da música do Milton Nascimento eram de outra época, para pensar o transporte de café, de açúcar, em um período em que nem a legislação trabalhista existia.” O químico Ralph Mennucci Giesbrecht, um “fanático por ferrovias” que há mais de duas décadas pesquisa sobre elas, especialmente sobre as estações, coleciona diversas histórias desse período turbulento. “Nos anos 60 e 70 sumiram praticamente todas as ferrovias menores, aquelas consideradas deficitárias”, diz ele, autor do livro O Desmanche das Ferrovias Paulistas. Os conflitos aparecem em histórias como a da desativação do trecho entre as cidades paulistas de São Pedro e Piracicaba, concluída em 1966. O prefeito de São Pedro na época chegou a enviar um telegrama incisivo ao governador, Laudo Natel, questionando o critério da baixa rentabilidade usado para justificar a extinção do ramal. “Déficit, se não levarmos em conta o bem coletivo, também dá a polícia, dão as escolas e todas as repartições mantidas pelo Estado. O déficit do ramal é muito relativo, pois, não levando em conta o movimento das estações de Barão de Rezende, Costa Pinto, Recreio e Paraisolândia, a estação de São Pedro despachou este ano mais de 40.000 toneladas de cana. Finalizando, aqui deixo minha desilusão por tudo e por todos”, dizia a mensagem, conforme reportagem do jornal O Estado de S.Paulo de 30 de outubro de 1966 encontrada por Giesbrecht. Aos poucos, as linhas de passageiros foram desaparecendo, permanecendo, em alguns casos, aquelas que cruzavam as regiões metropolitanas das grandes cidades, usadas até hoje. Com o avanço da indústria automobilística e a entrada do avião em cena, as ferrovias entraram em crise, em maior ou menor medida, em todo o ocidente. Nos países em que foram mantidas para transporte de passageiros, o serviço, na maioria dos casos, passou às mãos do Estado. É o caso, por exemplo, dos Estados Unidos. A estatal Amtrak foi fundada em 1971 e faz até hoje a gestão das linhas de passageiros no país. Também são estatais a alemã Deutsche Bahn, a espanhola Renfe e a francesa Société Nationale des Chemins de fer Français (SNCF). A estagnação e o corredor de commodities Do lado do transporte ferroviário de carga, parte dos investimentos vislumbrados no período JK não saíram do papel, diz o historiador Welber Santos. Em sua visão, a ditadura militar mudou o foco da política de transportes, que passou a ser mais voltada para as rodovias, com a aposta em grandes obras de engenharia, como a ponte Rio-Niterói, e alguns investimentos questionáveis, como a Transamazônica, que nunca foi concluída. A Ferrovia do Aço, ele diz, um dos projetos ferroviários que chegou a sair do papel nesse período, começou a ser construída em 1973 com a promessa de ser entregue em mil dias, mas só foi inaugurada em 1992, e com um porte muito mais modesto do que o projeto inicial. Para Ratton Neto, da Coppe/UFRJ, um dos principais obstáculos à realização dos investimentos necessários à malha ferroviária do país naquela época foi a crise do petróleo de 1973 e o período turbulento que se seguiu. “Depois daquele choque na economia mundial, o Brasil, que até então tinha acesso fácil a crédito, passou a ser visto como país de alto risco. A partir daí, teve início uma crise que impediu que os planos nacionais de desenvolvimento pudessem ter sequência. Deixamos de planejar para apagar incêndio praticamente até os anos 90”, diz ele. Nos anos 1990, em um contexto de baixo crescimento econômico, inflação elevada e alto nível de endividamento público, a RFFSA é liquidada e as ferrovias são novamente concedidas à iniciativa privada, por meio do Plano Nacional de Desestatização (PND). A partir daí, elas passam a funcionar majoritariamente como corredores de transporte de commodities para exportação, diz o professor da Coppe/UFRJ. Hoje, quase metade da malha, 14 mil km, está nas mãos da Rumo Logística, empresa do grupo Cosan. Outros 2 mil km são administrados pela Vale. Cerca de 75% da produção de transporte ferroviário é minério de ferro. “Outros 10% ou 12% são soja”, estima Ratton Neto. Como os contratos de concessão não preveem a realização de investimentos e melhorias, boa parte da malha segue como foi construída no segundo império, com a chamada bitola métrica, ultrapassada, bem mais estreita que a bitola internacional, hoje usada como padrão. O modelo atual de exploração das ferrovias, na avaliação do especialista, subaproveita o potencial do país e deixa o Brasil refém das rodovias – consequentemente, mais suscetível a greves de caminhoneiros como a de 2018, que gerou caos e desabastecimento. As estradas de ferro poderiam ser mais utilizadas para transporte de bens industriais, ele exemplifica, de bobinas de ferro e cimento a automóveis, inclusive em trechos curtos, nos moldes das “short lines” dos Estados Unidos. “Também poderiam ser usadas para transportar contêineres, uma tendência nova e muito rentável”, acrescenta. Um entrave para o planejamento de novas linhas, contudo, é o apagão de dados sobre a movimentação interna de cargas. O Brasil não sabe, no detalhe, o que é transportado e de onde para onde. Iniciativas como o Plano Nacional de Contagem de Tráfego ainda não geram dados robustos nesse sentido, diz o professor. A outra é o próprio modelo de concessão, em que as concessionárias têm controle tanto sobre as vias quanto sobre os trens. Assim, essas empresas acabam tendo o monopólio do transporte ferroviário e, em última instância, decidem o que trafega ou não pelos trilhos. “As ligações hoje atendem aos interesses dos próprios concessionários.” Os novos projetos anunciados recentemente pelo governo, na avaliação do professor, não chegam a quebrar a lógica das ferrovias como corredor de commodities. Em setembro, o ministro da Infraestrutura, Tarcísio Freitas, anunciou a autorização para construção, pela iniciativa privada, de 10 novas ferrovias, com investimentos da ordem de R$ 50 bilhões. Em paralelo, ele chama atenção também para o projeto da Ferrogrão, que deve ligar o Mato Grosso ao Pará em cerca de 933 km com a proposta de facilitar o escoamento de grãos pela região Norte do país. Na tentativa de tirar a ferrovia do papel, o governo sinalizou que disponibilizará para a futura concessionária até R$ 2,2 bilhões em recursos da União. O dinheiro, contudo, viria da outorga que será paga pela Vale para renovar a concessão de duas das ferrovias que administra hoje, a Estrada de Ferro Carajás e a Estrada de Ferro Vitória-Minas. “Os recursos da outorga que poderiam ser usados para geração de benefícios econômicos e sociais nesse caso acabariam captados pelo próprio setor privado.”
* https://www.bbc.com/portuguese/brasil-59242402
Fonte - Revista Ferroviária  17/11/2021

sábado, 28 de agosto de 2021

Primeira ponte ferroviária entre China e Rússia concluída

Ferrovias/Transportes sobre trilhos  🚅

A travessia Nijneleninskoie-Tongjiang será a primeira ponte ferroviária entre os dois países. Dos 2,2 quilômetros de comprimento da ponte principal, o lado russo compreende 309 metros. A velocidade projetada é de cem quilômetros por hora, e a capacidade de carga da travessia chegará a 21 milhões de toneladas por ano.

Russia Beyond*
foto/divulgação
A construção da ferrovia na ponte sobre o rio Amur que conecta a Rússia e a China foi concluída recentemente, com a união entre as seções chinesa e russa. A travessia Nijneleninskoie-Tongjiang será a primeira ponte ferroviária entre os dois países. Dos 2,2 quilômetros de comprimento da ponte principal, o lado russo compreende 309 metros. A velocidade projetada é de cem quilômetros por hora, e a capacidade de carga da travessia chegará a 21 milhões de toneladas por ano. É sobre ela que a Rússia pretende entregar minério de ferro, carvão, fertilizantes minerais e madeira para a China. O governador do Distrito Autônomo Judaico, Rostislav Goldstein, sugeriu em fevereiro que o vagão teste poderá cruzar a ponte neste mês de agosto. A primeira ponte – rodoviária – ligando a Rússia e a China, mais precisamente a cidade russa de Blagoveschensk e a chinesa de Heihe, recebeu licença de uso do Ministério da Construção da Rússia no ano passado. Estima-se que, assim que as restrições impostas pela pandemia do coronavírus forem suspensas, três milhões de pessoas cruzarão a nova ponte e seis milhões de toneladas de carga serão transportadas por ano. 
* https://br.rbth.com/economia/85779-primeira-ponte-ferroviaria-entre-china-russia-concluida
Fonte - Revista Ferroviária  26/08/2021

quinta-feira, 12 de agosto de 2021

Trem Rio-Minas deve começar a operar em 2022 com foco no turismo

Turismo ferroviário  🚂🚃🚃🚃

A luta pelo transporte de trilhos, que sai do Rio de Janeiro e passa por Minas Gerais, começou em 2015 e agora, com o aval da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), poderá retornar em dezembro de 2022, e em grande estilo.

O Tempo*
foto- Ong Amigos do Trem/Divulgação
A paisagem bucólica entre a Zona da Mata mineira e o estado fluminense está prestes a ganhar mais um atrativo: as viagens de trem que marcaram a história da região. A luta pelo transporte de trilhos, que sai do Rio de Janeiro e passa por Minas Gerais, começou em 2015 e agora, com o aval da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), poderá retornar em dezembro de 2022, e em grande estilo. O trem Rio-Minas, que terá foco exclusivo no turismo, terá um trajeto de 37 km, saindo da cidade de Três Rios, no Rio de Janeiro, e passando por Chiador, em Minas, finalizando a viagem em Sapucaia, no estado fluminense. Na última semana, a ANTT aprovou a reestruturação do trecho, que será bancada pela concessionária FCA/VLI, dona da concessão do trecho. A luta pelo trem é fruto de um trabalho da ONG Amigos do Trem, além de prefeituras e empresários locais, que há seis anos estudam uma forma de aproveitar o trecho, que desde 2015 deixou de ser utilizado pela concessionária para o transporte de cargas. Para além da paixão pelo transporte de trilhos, a diretora da ONG, Cyntia Nascimento, conta que o trem vai trazer desenvolvimento para a região, que já se preparou para acomodar turistas. “Esse é um sonho antigo, e não só porque temos essa paixão pelo trem, mas também porque é uma forma de atrair investimentos e recursos para a região. Desde que começamos a estudar essa implantação do trem Rio-Minas, a ONG elaborou inúmeros estudos em parceria com o Sebrae, os empresários e também as prefeituras. São planos que contemplam o desenvolvimento do turismo para os municípios, e isso afeta toda a cadeia do comércio, a rede hoteleira, produtores locais, empresas. É uma oportunidade de trazer visibilidade e aumento de renda para as cidades”, avalia. Cyntia está à frente do projeto desde 2018, quando o idealizador Paulo Henrique do Nascimento, mineiro de Juiz de Fora, na Zona da Mata, faleceu vítima de um câncer. Antes de partir, Paulo levantou tudo do zero, desde a compra dos vagões e da locomotiva, que pertenciam a Vale, até o escopo do trajeto, que originalmente contemplava oito municípios, a maioria em Minas. As viagens devem acontecer aos fins de semana, e sempre com atrações para todos os gostos. “O trem Rio-Minas vem com uma proposta bem inovadora, não é apenas o resgate histórico da ferrovia. A nossa intenção é fazer vagões temáticos e a cada mês colocar oferecer atrações de gastronomia, cerveja artesanal, e outras coisas que chamem os turistas, e também valorizem a cultura e a indústria local”, revela Cyntia. “Esse projeto também vem com a questão social, da geração de emprego e da economia. Após estudos, nós conseguimos verificar que vamos ter de 200 a 300 postos de trabalho criados direta e indiretamente, além de toda uma cadeia de capacitação que será realizada com os moradores, para que eles se preparem para receber o turista da melhor forma”, conta a diretora da ONG. História e modernidade Em Chiador, o trem vai parar na estação de Penha Longa – a primeira do estado, inaugurada em 1869 pelo imperador dom Pedro II. A atração, que esteve perto de virar ruína, está em processo de restauração por parte da prefeitura, que contou com uma ajuda da Furnas Centrais Elétricas para bancar a reforma. Mas o passeio pela história também tem atrações mais modernas, especialmente para quem curte natureza. Em Três Rios, no Rio de Janeiro, a prefeitura apostou nos passeios de rafting pelo rio Paraíba do Sul e outras atrações ecológicas para atrair o turismo. “A nossa ideia é conseguir agradar todo o tipo de turismo que venha a região, diversificando as atrações dentro do trem, e fora dele, onde o visitante poderá encontrar uma rede de hotel de qualidade, muito da nossa cultura local, e uma cidade moderna e pronta para agradar”, explica secretário de planejamento e projetos de Três Rios, Bernardo Goytacazes de Araujo, 37. O Trem Rio-Minas terá à disposição 15 vagões com capacidade para 870 pessoas. Além das acomodações regulares, a composição também terá o vagão restaurante, espaços para eventos e carros de acessibilidade para passageiros com deficiência. A velocidade deverá chegar a 30 km/h.  https://www.otempo.com.br/cidades/trem-rio-minas-deve-comecar-a-operar-em-2022-com-foco-no-turismo-1.2526487*
Fonte - Revista Ferroviária  12/08/2021

sexta-feira, 23 de julho de 2021

Novo ramal ferroviário para fertilizantes vai impulsionar logística do Maranhão

Infraestrutura - 🚂

O Corredor Centro-Norte já garante o escoamento da produção de grãos pelo terminal portuário de São Luís e, agora, vai impulsionar a logística e terá um papel ainda mais importante para a cadeia produtiva de fertilizantes no Maranhão.

Da Redação
foto - divulgação
O Corredor Centro-Norte e o Terminal da Companhia Operadora Portuária do Itaqui (COPI), no Porto do Itaqui, em São Luís, vão contar com mais um ramal ferroviário, que será destinado ao transporte de fertilizantes. O anúncio foi feito pelos grupos VLI e COPI, na quinta-feira (22). A iniciativa, segundo o secretário de Estado de Indústria, Comércio e Energia, Simplício Araújo, vai impulsionar a logística do Maranhão. “O Corredor Centro-Norte já garante o escoamento da produção de grãos pelo terminal portuário de São Luís e, agora, vai impulsionar a logística e terá um papel ainda mais importante para a cadeia produtiva de fertilizantes no Maranhão. Os insumos desse novo ramal vão atender também produtores maranhenses”, explicou Simplício Araújo. De acordo com as companhias, os insumos importados pelo COPI serão transportados pela Estrada de Ferro Carajás e pela Ferrovia Norte-Sul até um novo terminal intermodal que será construído no município de Palmeirante, no Tocantins, com investimentos na ordem de aproximadamente R$ 200 milhões. Ainda de acordo com o secretário, o novo ramal ferroviário vai marcar uma nova etapa nas operações logísticas no estado. “Mais uma interligação que vai garantir emprego, desenvolvimento, fomento da economia e renda a produtores locais”, explicou. Simplício Araújo ressaltou que o novo ramal ferroviário é um importante marco na movimentação de fertilizantes, principalmente para o corredor Norte, incluindo o polo produtor do MATOPIBA (região formada pelo Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia). “A atuação da Seinc e do Governo do Estado foi fundamental para que esta região e o país sigam o caminho do desenvolvimento”, informou. O secretário acrescentou ainda que os trabalhos da Secretaria de Estado de Indústria, Comércio e Energia (Seinc), com a atração e o apoio a negócios que promovam a expansão das atividades produtivas e econômicas do estado, no eixo portuário e logístico, ajudaram a economia do Maranhão a crescer. As ações da Seinc garantiram a atração de mais de R$ 240 milhões em investimentos do setor de fertilizantes ao Maranhão, desde 2015.
Com informações da Agência de Notícias/Gov. do Maranhão 23/07/2021

terça-feira, 1 de junho de 2021

CBPM e VLI discutem situação das ferrovias baianas

Ferrovias  🚂

O presidente da Companhia Baiana de Pesquisa Mineral (CBPM), Antonio Carlos Tramm, se reuniu com representantes da VLI Multimodal na Bahia, para discutir a situação do transporte de cargas minerais por ferrovias na Bahia. Durante o encontro, Tramm apontou o crescimento da atividade mineral nos últimos anos, e a necessidade de um modal ferroviário que funcione para que o setor continue a se desenvolver.
 
Abifer  
foto - ilustração/arquivo
Na quarta-feira (26), representantes da VLI Multimodal na Bahia, empresa proprietária pela concessão da Ferrovia Centro-Atlântica (FCA), se reuniram com o presidente da Companhia Baiana de Pesquisa Mineral (CBPM), Antonio Carlos Tramm, para discutir a situação do transporte de cargas minerais por ferrovias na Bahia. Durante o encontro, Tramm apontou o crescimento da atividade mineral nos últimos anos, e a necessidade de um modal ferroviário que funcione para que o setor continue a se desenvolver. “Nós éramos o 5º, passamos para 4º e esse ano nos tornaremos o 3º maior produtor mineral do Brasil. Precisamos de trem para chegar a 2º. O volume de minério no norte do estado é muito grande. Mas é necessário que exista uma logística de transporte para que esse minério produzido tenha por onde ser escoado.”, disse. Tramm lembrou ainda que não é contra a renovação do contrato de concessão que vem sendo pleiteada pela VLI/FCA, mas que antes dessa prorrogação ser concedida é preciso que fique claro quais foram os benefícios e investimentos trazidos pela VLI para Bahia nestes últimos 25 anos e qual proposta de investimentos será feita daqui para frente. “A minha cobrança é principalmente à Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), que é a responsável por fiscalizar a ação de vocês e cuidar dos interesses da sociedade civil. A minha luta é pela garantia de futuro das próximas gerações.”, salientou. Álvaro Pinto de Oliveira Neto, gerente geral de operações da VLI na Bahia, apresentou o panorama atual das ações da empresa no estado, enquanto o gerente geral comercial da VLI, Asley Fonseca apresentou alguns planos de fortalecimento da atividade mineral na Bahia que já estão em andamento, como o fechamento de um contrato com a Bamin para o transporte ferroviário de minério de ferro. “A partir do mês que vem começamos um novo fluxo para exportação, rodando 100% dentro do estado da Bahia. Estamos construindo, em parceria com a Bamin, um terminal na cidade de Castro Alves, muito próximo do Porto de Enseada e próximo ao Porto de Aratu. Essa é a parte 1 do nosso projeto, onde a gente pretende chegar até 2 milhões de toneladas por ano de transporte de minério de ferro. Queremos deixar um legado da atividade mineral na Bahia.”, afirma Asley. Tramm questionou a proposta da VLI para que o minério de ferro produzido pela Colomi Iron, em Juazeiro, utilize o Porto de Sergipe, de propriedade da VLI, para escoamento, através do transporte rodoviário, ao invés de utilizar a via férrea existente. Tramm lembrou também que a Bahia é a maior exportadora de manga do Brasil e que a mesma é embarcada pelo Porto de Pernambuco, porque não temos um trem com container que desça para sair por Salvador/Aratu. Usando o exemplo da Colomi Iron, Asley explicou que quem determina por onde exportar é o cliente. “Eles nos procuraram para fazer a exportação por Sergipe. Do ponto de vista financeiro e econômico foi o mais atrativo para o nosso cliente, para aproveitar o bom momento do mercado nessa primeira fase de teste, em que a Colomi está colocando seu material no mercado. Não é interesse da VLI fazer essa exploração pelo Porto de Sergipe. É mais vantajoso fazer por ferrovia, mas para isso precisamos nos preparar, tanto nós quanto a empresa. No momento não temos essa capacidade, por isso todo transporte está sendo feito por rodovia.” Tramm perguntou se essa vantagem vista pela Colomi Iron para utilizar a via rodoviária em detrimento da via férrea seria a mesma que determina que a Caraíba traga sua mercadoria para o polo também por caminhões. Asley respondeu que não era possível saber com certeza sem antes fazer um estudo de competitividade. Elias Rezende, relações institucionais da VLI, aproveitou a oportunidade para pedir ajuda da CBPM na relação com as mineradoras, para que a empresa saiba quais minérios são produzidos, em qual volume e com que periodicidade, e possa a partir daí elaborar novos planos de desenvolvimento, na medida do possível. “Temos trabalhado para desenvolver o estado e trazer carga. Nossa meta é duplicar os investimentos na Bahia e precisamos contar com a cooperação das empresas.” Tramm finalizou a reunião garantindo estar à disposição para fazer esse intermédio entre a VLI e as mineradoras e ressaltando a necessidade de ver essas novas prospecções documentadas e postas em prática, para que assim a CBPM possa declarar o seu apoio à renovação do contrato de concessão da VLI/FCA.
Fonte - Abifer  31/05/2021

segunda-feira, 8 de março de 2021

Bahia questiona renovação da FCA (Ferrovia Centro- Atlântica)

Transportes sobre trilhos  🚂

Em ofício enviado à Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), a Companhia Baiana de Pesquisa Mineral (CBPM) pede a suspensão de “quaisquer tomadas de decisão sobre a renovação antecipada do contrato de concessão da FCA”, sob a alegação de falta de investimento e sucateamento dos trechos concedidos

A Tarde* 
foto - ilustração/arquivo
(abandono da FCA)
A renovação antecipada de concessão da Ferrovia Centro-Atlântica (FCA), principal eixo de integração logística entre a Bahia e o Centro-Oeste do país, transformou-se em ponto de discórdia entre o governo do estado e a VLI Multimodal S.A., empresa que administra o modal desde 1996. Em ofício enviado à Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), a Companhia Baiana de Pesquisa Mineral (CBPM) pede a suspensão de “quaisquer tomadas de decisão sobre a renovação antecipada do contrato de concessão da FCA”, sob a alegação de falta de investimento e sucateamento dos trechos concedidos. De acordo com a CBPM, durante os 25 anos de concessão da FCA à VLI, houve um “completo abandono das estruturas que servem ao estado da Bahia, especialmente o corredor Minas-Bahia e o ramal Centro-Leste, que testemunhou o declínio do transporte de carga ferroviário decorrente da ausência de investimentos mínimos para sua operação”. A CBPM exige que a renovação da outorga, por mais 30 anos, fique condicionada à comprovação do cumprimento das cláusulas contratuais. O valor de investimentos previsto na outorga de renovação antecipada ultrapassa os R$ 13,8 bilhões. A ANTT realizou uma audiência pública, em fevereiro deste ano, para subsidiar a decisão do governo federal quanto à renovação da outorga. A CBPM, no entanto, questionou a validade da audiência. Segundo a companhia, houve limitação na participação do público e falta de “qualidade” dos estudos sobre a atuação da concessionária, o que tornaria a audiência “nula de pleno direito”. “Defendemos que a VLI deixou de fazer investimento na ferrovia. 

foto - ilustração/arquivo
Para ser feita a renovação da outorga, a VLI precisa mostrar quais investimentos estão previstos para a malha”, disse o secretário estadual de Infraestrutura, Marcus Cavalcanti. Ponte O governo da Bahia cobra da VLI Multimodal a solução para “gargalos” no fluxo logístico do estado. De acordo com a Secretaria de Planejamento (Seplan), um dos problemas da malha é o fluxo na ponte que liga Cachoeira a São Félix. Construída no século XIX, a Ponte D. Pedro II liga a área central das duas cidades e é utilizada para o transporte de cargas ao Porto de Aratu. “Desde 2009, o governo da Bahia apresentou uma proposta para solucionar o problema de Cachoeira-São Félix. A proposta entrou no Orçamento da União, foi feito o projeto, e a VLI nunca moveu uma palha. Defendemos o contorno de Cachoeira e São Félix ou outro ramal ferroviário que saia do outro lado e chegue ao Porto de Aratu. Se não resolver isso, não temos como transportar cargas para Aratu de maneira efetiva”, disse o secretário de Planejamento, Walter Pinheiro. Outro lado De acordo com a assessoria de comunicação da VLI, em nota, o corredor Minas-Bahia “conta com operações regulares, com a movimentação de derivados de petróleo, cal, minério de ferro, minério de cromo, minério de magnesita, cimento e contêineres”. A circulação de cargas entre os estados da Bahia e Minas Gerais, de acordo com a concessionária, registrou um crescimento de cerca de 20% entre 2019 e 2020, e a proposta de renovação da concessão da FCA prevê um investimento de R$ 13,8 bilhões na malha atual, dos quais cerca de R$ 3,5 bilhões destinados ao trecho baiano. A VLI obteve a concessão da FCA – pertencente à extinta Rede Ferroviária Federal S.A. – em leilão realizado em junho de 1996.
*https://atarde.uol.com.br/economia/noticias/2160191-bahia-questiona-renovacao-da-ferrovia-centro-atlantica
O jornal A Tarde destacou em matéria de capa os questionamentos da Bahia em relação à renovação de concessão da Ferrovia Centro-Atlântica por mais 30 anos à VLI Multimodal S.A. O jornal circulou no domingo, 08. O jornal cita cobranças do governo da Bahia à VLI para a solução de gargalos no fluxo logístico do estado, como o fluxo na ponte que liga Cachoeira a São Félix.
Fonte - CBPM (Companhia Baiana de Pesquisa Mineral) 08/03/2021

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2021

Extermínio sem um tiro sequer -

Transportes sobre trilhos      🚂🚃🚃🚃🚃

Aqui no Brasil o que se viu foi a destruição econômica e social de centenas de pequenos lugares, onde o trem de passageiros era ainda a forma mais resistente de acesso e conectividade, e a eliminação de um organizado serviço de transporte, com comodidades que hoje parecem inacreditáveis, e de toda a cadeia tecnológica empregada na sua prestação, passando pelo conhecimento materializado nas atividades de projeto, operação, regulação e manutenção

Ayrton Camargo e Silva* - Abifer
foto - ilustração/arquivo
 Anos atrás, não houve quem não se emocionasse ao ver o resultado das atrocidades cometidas durante a guerra da Bósnia-Herzegovina, o maior conflito europeu do século XX, depois da II Guerra Mundial. Diariamente, milhares de inocentes eram mortos, unicamente por pertencerem a uma religião ou etnia diferente daquelas dos poderosos que manejavam os botões desse jogo de extermínio. Além dos relatos dos sobreviventes, os principais testemunhos dessa tragédia foram as construções, arruinadas em maior ou menor grau, com desabamentos, marcas de incêndio, roubo de partes antes intactas, algumas de importância única para a cultura de seu povo, destruídas para sempre. Bem longe de lá, aqui no Brasil, outra ação destrutiva de impacto semelhante se abateu sobre a infraestrutura do transporte ferroviário de passageiros de longa distância que resistira em operação até meados da década de 90 passada. Ao contrário de bombardeios e morte física de inocentes, o que se viu foi a destruição econômica e social de centenas de pequenos lugares, onde o trem de passageiros era ainda a forma mais resistente de acesso e conectividade, e a eliminação de um organizado serviço de transporte, com comodidades que hoje parecem inacreditáveis, e de toda a cadeia tecnológica empregada na sua prestação, passando pelo conhecimento materializado nas atividades de projeto, operação, regulação e manutenção. Só para citarmos esse serviço no estado de São Paulo, no início dos anos 90, a operadora estatal Fepasa operava trens de passageiros em quase toda sua malha de 5.100 km de extensão, atendendo aproximadamente 300 estações em diferentes localidades dos 570 municípios então existentes. Dessa malha, mais de 1.000 km eram eletrificados, com infraestrutura concebida ainda na década de 50 para a operação de trens com velocidade média superior a 120 km/h. Vale destaque para o trecho eletrificado com duas vias entre Jundiaí e Campinas, por onde chegaram a trafegar diariamente mais de 60 trens de passageiros. Ao seguirmos pelos eixos das grandes linhas da Fepasa, em especial nos seus antigos troncos eletrificados, o que se vê é um rastro de abandono e destruição, com pátios, oficinas, armazéns, e sobretudo estações, abandonadas e destruídas, muitas delas tombadas como patrimônio histórico. E também com a remoção de toda a catenária dos trechos eletrificados e a paralisação da larga rede de subestações que a alimentava. Como que fosse necessário apagar da memória, não só toda a tecnologia sofisticada e pioneira que caracterizou as ferrovias em São Paulo e seus serviços de trens de passageiros, mas sobretudo as provas materiais de que esse serviço um dia existiu mesmo.

Esse terrível acervo mutilado e destruído nos faz refletir sobre o propósito e as consequências dessa guerra vitoriosa, que conseguiu exterminar os serviços de trens de passageiros de longa distância do Brasil, sem ser disparado um tiro sequer.
E que levou junto a perspectiva de uma vida melhor para milhões de viajantes que seguem órfãos desse tipo de serviço, tão essencial para a eficiência da economia regional e para a qualidade de vida de seus moradores.
* Diretor de Planejamento de Transportes da Associação dos Engenheiros e Arquitetos de Metrô (AEAMESP) e diretor-presidente da Empresa Municipal de Desenvolvimento de Campinas (EMDEC).
Fonte - Abifer  15/02/2021

quarta-feira, 20 de maio de 2020

Ferrovias: um projeto para o Brasil

Ponte de Vista/Transportes sobre trilhos  🚅

O presidente da Fiorde Logística Internacional, Milton Lourenço, lamenta que o Brasil disponha de uma rede ferroviária tão precária, tendo uma extensão territorial de 8,5 milhões de km2, pouco menor que toda a Europa e atrás também de Rússia (17 milhões de km2), Canadá (9,9 milhões km2), Estados Unidos (9,8 milhões km2) e China (9,5 km2), compara.Para Lourenço, a prioridade para a expansão da rede ferroviária deveria ser o interior do País, já que se trata de um transporte mais rápido, mais barato e menos poluente.

Portogente
foto - ilustração/arquivo
Em seu mais recente artigo, o presidente da Fiorde Logística Internacional, Milton Lourenço, lamenta que o Brasil disponha de uma rede ferroviária tão precária, tendo uma extensão territorial de 8,5 milhões de km2, pouco menor que toda a Europa e atrás também de Rússia (17 milhões de km2), Canadá (9,9 milhões km2), Estados Unidos (9,8 milhões km2) e China (9,5 km2), compara.
Segundo ele, à guisa de comparação, é de se lembrar que os Estados Unidos contam com uma rede ferroviária de 226 mil quilômetros, a mais extensa do mundo, a Rússia com uma de 87 mil quilômetros e a China com uma de 86 mil. "Mas o pior é que a rede rodoviária brasileira também é precária em muitos lugares. Um exemplo é a região noroeste do Rio Grande do Sul, Estado considerado desenvolvido, onde abundam estradas de chão e rodovias mal asfaltadas, sem acostamento."
Para Lourenço, a prioridade para a expansão da rede ferroviária deveria ser o interior do País, já que se trata de um transporte mais rápido, mais barato e menos poluente. "Já no litoral, onde mais de 80% da economia do País estão localizados a menos de 500 quilômetros da costa, o modal mais viável seria o transporte por cabotagem, que constitui a opção mais eficiente para distâncias acima de mil quilômetros. Para tanto, porém, seria necessário ampliar as conexões ferroviárias aos portos a fim de que atendam com maior eficiência às necessidades da logística para exportação e suprimento do mercado interno.
Fonte - Portogente  20/05/2020

quarta-feira, 19 de fevereiro de 2020

Defender o patrimônio público - Ferrovias

Transportes sobre trilhos/Ferrovias  🚄

Para a Procuradoria-Geral da República (PGR), autora da ação, a lei ofende a Constituição, pois autoriza a prorrogação dos contratos de concessão com perdão irrestrito pelos maus serviços prestados nos passado, autorizando que concessionárias ineficientes e com inúmeras infrações administrativas continuem prestando os serviços.

Portogente
foto - ilustração/arquivo
Está pautado, para esta quinta-feira (20/02), o julgamento da ADI 5991, no qual foi requerida uma medida cautelar para suspender a vigência da Lei 13.448/17, que autoriza a prorrogação antecipada das concessões ferroviárias.
Para a Procuradoria-Geral da República (PGR), autora da ação, a lei ofende a Constituição, pois autoriza a prorrogação dos contratos de concessão com perdão irrestrito pelos maus serviços prestados nos passado, autorizando que concessionárias ineficientes e com inúmeras infrações administrativas continuem prestando os serviços. As concessionárias querem a prorrogação como condição para investimentos que são estimados na casa de 30 bilhões de reais.
A Procuradoria, com o apoio da Ferrofrente, defende a ampliação da concorrência no setor. Para o presidente da Ferrofrente, engenheiro José Manoel Ferreira Gonçalves, é absurdo cogitar que a única forma de se obter os alegados 30 bilhões em investimentos seja com a prorrogação direcionada às concessionárias atuais. E questiona: "Diante da urgência em investimentos, e da oportunidade do momento, porque não lançar o plano de investimentos para um leilão internacional, oportunizando que novos concorrentes ofereçam até mais do que 30 bilhões em investimentos?"
Para ele, ao invés de entregar de presente as concessões atuais por mais 40 anos para as concessionárias, a agência reguladora do setor, a ANTT, deveria abrir uma concorrência baseada na melhor proposta, aceitando concessionárias que pudessem oferecer mais investimentos do que as atuais estão oferecendo.
Fonte - Portogente  19/02/2020