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quarta-feira, 12 de fevereiro de 2025

A Vale inicia operação assistida da nova frota do Trem de Passageiros da Estrada de Ferro Vitória a Minas

Transportes sobre trilhos  🚄🚃🚃🚃🚃

Os novos carros passam a circular no trajeto regular da ferrovia Vitoria/Minas em viagens intercaladas com a frota atual. Os novos trens foram fabricados na China pela CRRC e mantem os recursos de conforto e segurança

Da Redação
Foto/Divulgação - Vale.com
A Vale dará início, nesta semana, à operação assistida da nova frota do Trem de Passageiros da Estrada de Ferro Vitória a Minas (EFVM). Com 34 novos carros, a frota começa a circular em fase de testes no trajeto regular, de forma intercalada com a frota atual. Essa etapa permitirá avaliar a performance operacional desses carros durante o atendimento aos usuários para aprimorar ainda mais a experiência de viagem. Segundo João Falcão, diretor da Estrada de Ferro Vitória a Minas, a nova frota marca um importante avanço na operação ferroviária da Vale, com tecnologia voltada para o bem-estar de quem utiliza o serviço. "Os novos carros mantêm os recursos de conforto e segurança. Os testes sem passageiros começaram no último ano e, agora, faremos essas viagens para concluir a entrega do novo trem com escuta à sociedade", diz o diretor da ferrovia. A nova composição inclui classes executiva e econômica, serviço de alimentação, além de acessibilidade com elevador e espaços dedicados a pessoas com mobilidade reduzida. Os novos carros de passageiros, foram projetados para elevar os padrões de segurança e conforto. 

Ampliação das viagens
As viagens serão ampliadas nos meses de alta temporada a partir de 2026. Estudos estão em andamento para definir o formato dessa operação, incluindo horários e pontos de parada.

Sobre o Trem de Passageiros
A Estrada de Ferro Vitória a Minas é a única ferrovia no Brasil a operar um trem de passageiros de longa distância diariamente, conectando os estados de Minas Gerais e Espírito Santo em um trajeto de 664 km, com duração de cerca de 13 horas e meia. A frota oferece espaços acessíveis e todos os carros são climatizados, equipados com tomadas para dispositivos eletrônicos, monitores de vídeo para entretenimento e detectores de fumaça. A ferrovia também se destaca pela segurança e pela avaliação ambiental, segundo a Agência Nacional de Transportes Terrestres.
Com informações da Vale.com - 10/02/2025

quarta-feira, 26 de maio de 2021

Transporte de passageiros é suspenso no trem da Vale da EFC

Transportes sobre trilhos  🚄🚃🚃🚃  😷

A empresa Vale anunciou que está suspenso, a partir desta segunda-feira (24), a circulação do Trem de Passageiros da Estrada de Ferro Carajás (EFC), como medida preventiva no enfrentamento da pandemia da Covid-19. No documento, o Governo do Pará considerou a atual situação do Estado do Maranhão, que se encontra com registros da nova cepa indiana da Covid-19. 

Diário Online (PA)*
foto - ilustração/arquivo
Após solicitação do Governo do Estado do Pará, por meio de ofícios enviados neste domingo (23), a empresa Vale anunciou que está suspenso, a partir desta segunda-feira (24), a circulação do Trem de Passageiros da Estrada de Ferro Carajás (EFC), como medida preventiva no enfrentamento da pandemia da Covid-19. No documento, o Governo do Pará considerou a atual situação do Estado do Maranhão, que se encontra com registros da nova cepa indiana da Covid-19. Atualmente, o Trem de Passageiros possui 15 pontos de parada, em 27 municípios localizados entre os estados do Pará e do Maranhão. De acordo com a Vale, os passageiros que tiverem suas viagens canceladas poderão solicitar o reembolso do bilhete, sem custo adicional ou aguardar o retorno do trem para remarcar no prazo de um ano da data de emissão. Mais informações podem ser obtidas por meio do canal de atendimento Alô Ferrovias (0800 285 7000). A Vale informou, ainda, que “continua acompanhando a situação e reitera o seu compromisso com a segurança dos passageiros, de suas operações e das comunidades ao longo da ferrovia”. “A Vale está em contato com a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), órgão federal responsável por regular e fiscalizar a concessão ferroviária”, declarou a empresa, por meio de nota.

Outras medidas contra o alastramento da nova cepa
Por meio das suas redes sociais, neste domingo (23), Helder Barbalho informou, ainda, que foram enviados pedidos de informações aos diretores presidentes da Companhia das Docas do Pará (CDP) e da Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC), assim como também aos superintendentes da Polícia Rodoviária Federal (PRF) e do Aeroporto Internacional de Belém, sobre as medidas de prevenção tomadas em portos, aeroportos e nos postos localizados nas divisas do Estado do Pará com o Maranhão, para combater, em território paraense, a proliferação da cepa indiana. “Já emitimos, através da Secretaria de Saúde (Sespa), nota de alerta para que os serviços de saúde do Estado fiquem atentos à identificação de possíveis casos da variante aqui no Pará. Todas as providências estão sendo tomadas, mas nós pedimos que a população continue se protegendo, usando máscara, não descuidando das medidas de segurança e, para quem puder, que fique em casa. Se proteja, proteja sua família”, reforçou o governador do Pará.

Nova Cepa
O Maranhão confirmou, na quinta-feira (20), os primeiros casos da variante indiana do coronavírus (B.1.617) no Brasil. Os seis casos da nova cepa no país foram detectados em tripulantes do navio MV Shandong da Zhi, que saiu da Malásia e chegou ao litoral maranhense, no último dia 14 de maio. Um dos infectados foi internado em um hospital particular de São Luís. Os outros, estão isolados dentro do navio, em alto mar.

Recomendações
Na sexta-feira (21), a Sespa emitiu nota de alerta para que os serviços de saúde do Estado estejam atentos para identificação de casos no território paraense. Também foram feitas recomendações, durante reunião realizada com representantes do Centro de Operações Emergenciais (COE-Covid-19/PA), técnicos da vigilância sanitária do Estado, técnicos da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) além de representantes dos centros regionais de saúde da área de fronteira, para que haja intensificação da vigilância em portos, rodoviárias e aeroportos, sendo solicitado a ANVISA que notifique de forma imediata a ocorrência de casos suspeitos identificados durante as fiscalizações para a investigação e adoção das medidas de isolamento. O Pará não possui, até o momento, registro de casos confirmados da nova cepa indiana. No entanto, no sábado (22), foram analisadas amostras de dois pacientes do município de Primavera, no nordeste paraense, pelo Laboratório Central (Lacen – PA), os quais testaram positivo para COVID-19. Por se tratar de pessoas que estiveram no Porto de Itaqui, no litoral do Maranhão, onde há casos confirmados da nova variante do coronavírus, os pacientes estão em isolamento e sendo monitorados. As amostras dos pacientes foram encaminhadas para sequenciamento genético no Instituto Evandro Chagas, para confirmar ou descartar a nova variante.
*https://www.diarioonline.com.br/noticias/para/654538/transporte-de-passageiros-e-suspenso-no-trem-da-vale
Fonte - Revista Ferroviária  25/05/2021

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2021

Extermínio sem um tiro sequer -

Transportes sobre trilhos      🚂🚃🚃🚃🚃

Aqui no Brasil o que se viu foi a destruição econômica e social de centenas de pequenos lugares, onde o trem de passageiros era ainda a forma mais resistente de acesso e conectividade, e a eliminação de um organizado serviço de transporte, com comodidades que hoje parecem inacreditáveis, e de toda a cadeia tecnológica empregada na sua prestação, passando pelo conhecimento materializado nas atividades de projeto, operação, regulação e manutenção

Ayrton Camargo e Silva* - Abifer
foto - ilustração/arquivo
 Anos atrás, não houve quem não se emocionasse ao ver o resultado das atrocidades cometidas durante a guerra da Bósnia-Herzegovina, o maior conflito europeu do século XX, depois da II Guerra Mundial. Diariamente, milhares de inocentes eram mortos, unicamente por pertencerem a uma religião ou etnia diferente daquelas dos poderosos que manejavam os botões desse jogo de extermínio. Além dos relatos dos sobreviventes, os principais testemunhos dessa tragédia foram as construções, arruinadas em maior ou menor grau, com desabamentos, marcas de incêndio, roubo de partes antes intactas, algumas de importância única para a cultura de seu povo, destruídas para sempre. Bem longe de lá, aqui no Brasil, outra ação destrutiva de impacto semelhante se abateu sobre a infraestrutura do transporte ferroviário de passageiros de longa distância que resistira em operação até meados da década de 90 passada. Ao contrário de bombardeios e morte física de inocentes, o que se viu foi a destruição econômica e social de centenas de pequenos lugares, onde o trem de passageiros era ainda a forma mais resistente de acesso e conectividade, e a eliminação de um organizado serviço de transporte, com comodidades que hoje parecem inacreditáveis, e de toda a cadeia tecnológica empregada na sua prestação, passando pelo conhecimento materializado nas atividades de projeto, operação, regulação e manutenção. Só para citarmos esse serviço no estado de São Paulo, no início dos anos 90, a operadora estatal Fepasa operava trens de passageiros em quase toda sua malha de 5.100 km de extensão, atendendo aproximadamente 300 estações em diferentes localidades dos 570 municípios então existentes. Dessa malha, mais de 1.000 km eram eletrificados, com infraestrutura concebida ainda na década de 50 para a operação de trens com velocidade média superior a 120 km/h. Vale destaque para o trecho eletrificado com duas vias entre Jundiaí e Campinas, por onde chegaram a trafegar diariamente mais de 60 trens de passageiros. Ao seguirmos pelos eixos das grandes linhas da Fepasa, em especial nos seus antigos troncos eletrificados, o que se vê é um rastro de abandono e destruição, com pátios, oficinas, armazéns, e sobretudo estações, abandonadas e destruídas, muitas delas tombadas como patrimônio histórico. E também com a remoção de toda a catenária dos trechos eletrificados e a paralisação da larga rede de subestações que a alimentava. Como que fosse necessário apagar da memória, não só toda a tecnologia sofisticada e pioneira que caracterizou as ferrovias em São Paulo e seus serviços de trens de passageiros, mas sobretudo as provas materiais de que esse serviço um dia existiu mesmo.

Esse terrível acervo mutilado e destruído nos faz refletir sobre o propósito e as consequências dessa guerra vitoriosa, que conseguiu exterminar os serviços de trens de passageiros de longa distância do Brasil, sem ser disparado um tiro sequer.
E que levou junto a perspectiva de uma vida melhor para milhões de viajantes que seguem órfãos desse tipo de serviço, tão essencial para a eficiência da economia regional e para a qualidade de vida de seus moradores.
* Diretor de Planejamento de Transportes da Associação dos Engenheiros e Arquitetos de Metrô (AEAMESP) e diretor-presidente da Empresa Municipal de Desenvolvimento de Campinas (EMDEC).
Fonte - Abifer  15/02/2021

terça-feira, 25 de agosto de 2020

Trem de passageiros da Vale,Vitória a Minas, voltará a circular em setembro

Transportes sobre trilhos  🚄🚃🚃🚃

O veículo estava fora de operação desde 24 de março, justamente por causa da pandemia do novo coronavírus.Segundo a Vale, a venda de passagens será feita a partir desta terça-feira (25). A empresa destaca a necessidade de o passageiro optar pela compra dos bilhetes pela internet, já que não haverá venda a bordo. 

Estado de Minas
foto - ilustração/arquivo
A mineradora Vale informou nesta segunda-feira (24) que o trem que circula pela Estrada de Ferro Vitória a Minas (EFVM) voltará a circular a partir de 1º de setembro (terça-feira). O veículo estava fora de operação desde 24 de março, justamente por causa da pandemia do novo coronavírus.
Segundo a Vale, a venda de passagens será feita a partir desta terça-feira (25). A empresa destaca a necessidade de o passageiro optar pela compra dos bilhetes pela internet, já que não haverá venda a bordo.
Ainda de acordo com a mineradora, o embarque de passageiros nas estações Pedro Nolasco, em Cariacica (ES), e em Belo Horizonte, será encerrado 15 minutos antes do horário de partida do trem.
A circulação também será retomada no trecho entre Nova Era e Itabira, em ambos os sentidos, e o horário de partida será mantido.
A Vale informa, ainda, que haverá necessidade de distanciamento social durante a venda de passagens, embarque e desembarque. Não haverá cobrança de multa para remarcação e cancelamento das viagens.
A companhia também esclareceu que "não serão vendidos bilhetes nas estações nos horários de passagem de trens" nem "para o mesmo dia da viagem".
Quanto à bagagem, cada passageiro poderá transportar uma mala e uma bolsa no máximo. A bordo, a circulação será restrita ao vagão indicado no bilhete.
Para mais informações, os passageiros podem entrar em contato com o canal de atendimento 0800 285 7000
Fonte - Revista Ferroviária 25/08/2020

quinta-feira, 19 de março de 2020

Trem de Passageiros, São Luis/Parauapebas, da Estrada de Ferro Carajás terá serviço alterado

Transportes sobre trilhos/coronavírus  🚄

A taxa de ocupação dos carros será reduzida pela metade para evitar aglomerações a bordo. A medida é necessária para aumentar o espaçamento entre as poltronas, seguindo orientação da Organização Mundial da Saúde (OMS.A higienização nos carros, que já havia sido intensificada, será ainda mais frequente durante as viagens e nas paradas de manutenção.

O Maranhense 
foto - divulgação
O Trem de Passageiros da Estrada de Ferro Carajás (EFC) terá o serviço alterado para contribuir com as ações de prevenção ao COVID-19 (coronavírus), a partir de amanhã, sexta-feira (20/03).
A taxa de ocupação dos carros será reduzida pela metade para evitar aglomerações a bordo. A medida é necessária para aumentar o espaçamento entre as poltronas, seguindo orientação da Organização Mundial da Saúde (OMS).
A higienização nos carros, que já havia sido intensificada, será ainda mais frequente durante as viagens e nas paradas de manutenção. Haverá ainda incentivo à compra de passagens pela internet, evitando deslocamento das pessoas aos pontos de vendas, que continuam funcionando. Os bilhetes podem ser comprados em www.vale.com
Os passageiros que tiverem suas viagens canceladas, ou mesmo, que preferirem não viajar nesse momento de contingência, terão a opção de solicitar o reembolso do bilhete, no prazo de até 30 dias, ou a remarcação da passagem, sem custo adicional.
Fonte - Revista Ferroviária  19/03/2020

terça-feira, 30 de abril de 2019

MPF recomenda que ANTT agilize liberação de trem que ligará BH a Brumadinho

Transportes sobre trilhos  🚄🚃🚃🚃🚃

A iniciativa já conta com o apoio da Comissão Extraordinária Pró-Ferrovias Mineiras, da Assembleia Legislativa de Minas Gerais, que em dezembro do ano passado recomendou à ANTT a liberação do projeto, e da própria concessionária do ramal ferroviário, que informou a elaboração de estudos de viabilidade para implantação do trem turístico para Inhotim.

Estado de Minas
foto - ilustração
O Ministério Público Federal (MPF) recomendou à Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) que agilize os processos de liberação do projeto de trem de passageiros ligando Belo Horizonte a Brumadinho, em Minas Gerais. Esse projeto, de iniciativa da Associação de Preservação das Tradições e do Patrimônio Cultural de Santa Bárbara (Apito), pretende utilizar parte da malha ferroviária arrendada à concessionária MRS Logística para instalar uma linha de transporte de passageiros entre Belo Horizonte e o Museu de Inhotim, situado em Brumadinho, a cerca de 64 quilômetros da capital mineira.
A iniciativa já conta com o apoio da Comissão Extraordinária Pró-Ferrovias Mineiras, da Assembleia Legislativa de Minas Gerais, que em dezembro do ano passado recomendou à ANTT a liberação do projeto, e da própria concessionária do ramal ferroviário, que informou a elaboração de estudos de viabilidade para implantação do trem turístico para Inhotim. Ainda em dezembro de 2018, a MRS Logística encaminhou ao Ministério do Turismo carta de anuência permitindo a continuidade do projeto, que há mais de dez anos vem sendo proposto pela Apito e reivindicado por outras entidades de defesa do transporte ferroviário.
A recomendação também foi encaminhada ao Departamento Nacional de Infraestrutura Terrestre (Dnit), órgão responsável pela gerência do patrimônio ferroviário herdado da antiga Rede Ferroviária, para que sejam efetuadas as cessões dos bens móveis, e às concessionárias MRS Logística e VLI/FCA, para a adoção de diversas providências. Entre elas está a disponibilização, pela MRS, de locomotivas e pessoal de campo e a permissão da passagem do trem de passageiros para Brumadinho no trecho sob concessão da Ferrovia Centro-Atlântica (FCA)-VLI Logística, que pertence à Vale.
Fonte - Revista Ferroviária  30/04/2019

sexta-feira, 8 de junho de 2018

Trem bão! O que a greve dos caminhoneiros nos ensina sobre as nossas ferrovias

Transportes/Mobilidade   🚚  🚄🚃🚃🚃  🚢

Há um aspecto peculiar na história da logística. Ao contrário do que faz crer o senso comum, quanto aos modais de transporte de carga, visto pelo ponto de vista da capacidade de transportar volumes maiores, a custos menores em maiores distâncias e a custo ambiental menor, quanto mais antigo o modal, ou seja, quanto antes na História ele foi inventado e implementado, melhor ele é.

José Manoel Ferreira Gonçalves* - Portogente
foto - ilustração/arquivo
José Manoel Ferreira Gonçalves, engenheiro, jornalista, advogado e cientista político, doutor na área de engenharia com seis outras especializações. Atualmente é coordenador da pós-graduação em logística da Unip, preside a FerroFrente e capitaneia outros movimentos afetos à logística e ao meio ambiente.
Há um aspecto peculiar na história da logística. Ao contrário do que faz crer o senso comum, quanto aos modais de transporte de carga, visto pelo ponto de vista da capacidade de transportar volumes maiores, a custos menores em maiores distâncias e a custo ambiental menor, quanto mais antigo o modal, ou seja, quanto antes na História ele foi inventado e implementado, melhor ele é. A figura abaixo enseja essa reflexão.


Senão vejamos:
Dos meios de transporte de carga em uso temos basicamente quatro modais, a saber, o hídrico, o ferroviário, o rodoviário e o aéreo. Há ainda os modais motocilístico e ciclístico, mas que pela exígua participação ficam de fora dessa incipiente análise.
Para medirmos a eficiência de um determinado transporte temos de eleger qual a maior demanda de quem faz o despacho. Caso o principal critério seja o tempo, teremos que quanto mais moderno o transporte, melhor. Nesse caso, e só nesse caso, o transporte aéreo é obviamente o mais viável, seguido pelo rodoviário, ferroviário e hidroviário.
Quanto aos fatores determinantes para grandes cargas (notadamente as de baixo valoragregado) a grandes distâncias, é exatamente o contrário que se observa, ou seja, os modais são tão mais eficientes quanto mais antigos, ainda que não seja, obviamente essa a causa. Nenhum modal é mais eficiente que o hidroviário. Contudo, devido a questões naturais de leitos, bem como de investimentos, nem sempre é possível utilizar esse modal. Cumpre aqui compararmos os modais ferroviário e rodoviário.
Para cargas pequenas transportadas a curtas distâncias as vanta eja no Brasil, seja no mundo, está concentrado nos grandes volumes a grandes distâncias. Quanto mais rico e mais organizado o país, mas se observará o transporte intermodal, aquele que envolve mais de um modal entre o ponto de partida e chegada da carga, bem como se observará uma maior participação do modal ferroviário em relação ao rodoviário.
No Brasil, assim que foi implementado na Europa, o transporte ferroviário foi aqui implantado, com a tecnologia inglesa, a mais avançada da época. Em termos comparativos, na virada do século dezenove para o vinte o Brasil era um país de destaque quanto à quilometragem de trilhos e de linhas de trem em funcionamento e projetos em execução. Tudo isso mudou a partir da crise de 1929, que, entre outros inúmeros entraves, inviabilizou a nossa produção de café, para a qual nosso trilhos haviam sido desenhados e construídos. Para o produto da industrialização que obtivemos durante o primeiro governo Vargas, de 1930 a 1945, os trilhos que dispúnhamos mostravam-se obsoletos e o arroxo que a Segunda Guerra Mundial (1939-1945) impunha impedia que o país investisse em novos trilhos.
Passada a Guerra, a primeira metade dos anos cinquenta, sob o segundo governo de Getúlio Vargas, foi dedicada a consolidação da indústria, com a Siderúrgica Nacional, a Petrobrás a Vale do Rio Doce e outras empresas que acabaram sendo fundamentais para o futuro milagre econômico do início dos anos setenta. A segunda metade dos anos cinquenta, agora sob Juscelino Kubitscheck, foram focados na logística, mas os compromissos financeiros que o país tinha com os americanos o fez dobrar-se aointeresse deles e, ao invés de construirmos os novos necessários trilhos, o país fez a forçada opção rodoviarista, da qual hoje ainda é vítima.
Em termos relativos temos a pior logística dos cinquenta maiores países do mundo, mais de oitenta por cento da nossa carga tem sido transportada sobre pneus.
Transportar majoritariamente sobre pneus significa perda de competitividade internacional, o que empobrece toda a nação, aumento do frete, da poluição, na emissão de gases de efeito estufa, de engarrafamentos e acidentes nas estradas. Perdas tão grandes quanto inestimáveis.
As privatizações desastradas dos anos noventa, criando donos de estradas de ferro [veja-se que no pedágio paga-se para passar, mas qualquer um em pagando passa. Nos trilhos não, foram tornados de uso exclusivo trilhos que, diga-se, havia sido feitos com a força do povo, com dinheiro público]. Pávida, a engenharia nacional apequenou-se sem oferecer naquele momento uma solução menos lesiva à pátria.
Na primeira década do século muito se voltou a investir, mas a crise chegou antes do término das obras e esse muito investido em quase nada resultou. Ficamos a pé.
O trem é mais econômico, polui menos e é mais seguro quando comparado ao também necessário caminhão, a sua falta tem sido fator de monta dentre os que nos mantêm na condição de país distante dos países desenvolvidos. Só a conscientização dos cidadãos será capaz de instigá-los a cobrar o poder constituído para que essa situação seja superada. Nesse sentido, felicito a revista pelo espaço para essa reflexão.
*José Manoel Ferreira Gonçalves, engenheiro, jornalista, advogado e cientista político, doutor na área de engenharia com seis outras especializações. Atualmente é coordenador da pós-graduação em logística da Unip, preside a FerroFrente e capitaneia outros movimentos afetos à logística e ao meio ambiente.
Fonte - Portogente  08/06/2018

sexta-feira, 25 de maio de 2018

Em Crise de Combustível, Cadê o Transporte Sobre Trilhos?

Transportes sobre trilhos  🚄  🚇

Hoje, não há opção para uma mobilidade adequada sem combustível para carros e ônibus. Cadê o metrô nessa hora? Onde estão as estações de trem metropolitano ou de VLT para garantir a locomoção dos milhões de trabalhadores, das crianças que querem ir para escola ou das pessoas que precisam utilizar os hospitais? Em cidades mais desenvolvidas o transporte metroferroviário de passageiros responde, em média, por 40% a 45% dos deslocamentos diários da população nos centros urbanos, enquanto que no Brasil esse tipo de transporte responde por menos de 7% dos deslocamentos. 

Por Roberta Marchesi* - ANPTrilhos
foto - ilustração/arquivo
Desabastecimento em larga escala, enormes filas nos postos de gasolina, suspensão de aulas escolares, mercados com prateleiras vazias, desespero em busca de mobilidade. Imagens da manifestação pela redução do preço do diesel, mas que evidenciam o quanto a mobilidade urbana é dependente do combustível fóssil.
Hoje, não há opção para uma mobilidade adequada sem combustível para carros e ônibus. Cadê o metrô nessa hora? Onde estão as estações de trem metropolitano ou de VLT para garantir a locomoção dos milhões de trabalhadores, das crianças que querem ir para escola ou das pessoas que precisam utilizar os hospitais? Em cidades mais desenvolvidas o transporte metroferroviário de passageiros responde, em média, por 40% a 45% dos deslocamentos diários da população nos centros urbanos, enquanto que no Brasil esse tipo de transporte responde por menos de 7% dos deslocamentos. Nas cidades onde a nossa malha é um pouco mais desenvolvida, como Rio de Janeiro ou São Paulo, o transporte sobre trilhos não chega a representar 20% dos deslocamentos diários, percentual muito baixo para o tamanho e densidade de nossas cidades.
Investir em transporte de passageiros sobre trilhos gera benefícios que vão muito além do transporte em si. A utilização de trens, metrôs e VLTs contribui para amenizar os congestionamentos, para a reduzir o número de acidentes de trânsito e os custos com internações hospitalares. Investir em transporte sobre trilhos é investir no meio ambiente, reduzindo o uso de combustíveis fósseis, a poluição atmosférica e a poluição sonora. Investir em trilhos é investir no cidadão, disponibilizando um sistema de transporte seguro, rápido e eficiente e garantindo, a cada um de seus usuários, mais tempo para lazer, estudo ou família. Investir em trilhos é aumentar o PIB brasileiro, pois o tempo perdido na ineficiência da mobilidade poderia movimentar a Economia do País.
A manifestação ora travada pelos caminhoneiros possibilita evidenciar que não se pode mais pensar em mobilidade tendo como única alternativa os sistemas dependentes de combustíveis fósseis. É fundamental dotar nossas cidades de uma rede integrada de transporte, que utilize os sistemas sobre trilhos como estruturadores dos grandes fluxos urbanos.
Em tempos de período eleitoral é essencial que os candidatos à Presidência da República e aos governos Estaduais incluam em suas agendas, como prioridade, ações efetivas em mobilidade urbana sobre trilhos. É preciso ter coragem para quebrar velhos padrões e assumir uma política pública inovadora para o setor, para que possam a vir a deixar um importante legado para os cidadãos.
Fica a dica!

* Roberta Marchesi é Superintendente da Associação Nacional dos Transportadores de Passageiros sobre Trilhos (ANPTrilhos),  Mestre em Economia e Pós-Graduada nas áreas de Planejamento, Orçamento e Logística.
Da ANPTrilhos via e-mail 25/05/2018

quinta-feira, 14 de setembro de 2017

Carros de passageiros do ‘Trem Rio-Minas’(Turismo),começam a ser transportados para Recreio

Transportes sobre trilhos/Turismo  🚃

A ideia criada pela ONG Amigos do Trem tem o objetivo de reativar o movimento ferroviário na Zona da Mata mineira e no Sul fluminense através do turismo em um trecho de 120 km, passando pelos municípios de Cataguases, Leopoldina, Recreio, Volta Grande, Além Paraíba e Chiador, em Minas e Sapucaia e Três Rios, no Rio de Janeiro. 

O Vigilante - RF
foto - ilustração
Teve início nesta quarta-feira, 13 de setembro, em Vitória (ES), o transporte dos carros de passageiros do Projeto Trem Turismo Rio-Minas. Uma carreta plataforma iniciou o trajeto com o primeiro vagão e a expectativa é que cheguem na oficina de Recreio nos próximos dias para reparos e manutenções.
Com o apoio de seus voluntários e da Prefeitura Municipal de Recreio, a oficina está sendo toda revitalizada para receber os vagões que realizarão o roteiro do trem de turismo entre Cataguases e Três Rios (RJ), além do segundo percurso de Santo Antônio de Pádua (RJ) e Palma.
A ideia criada pela ONG Amigos do Trem tem o objetivo de reativar o movimento ferroviário na Zona da Mata mineira e no Sul fluminense através do turismo em um trecho de 120 km, passando pelos municípios de Cataguases, Leopoldina, Recreio, Volta Grande, Além Paraíba e Chiador, em Minas e Sapucaia e Três Rios, no Rio de Janeiro. Existe também a possibilidade do projeto atender outro trecho que também conta com Recreio no circuito, este será entre as cidades de Santo Antônio de Pádua (RJ), Palma e Recreio, passando pelo distrito de Angaturama.
De acordo com o presidente da Associação Amigos do Trem, Paulo Henrique do Nascimento (foto), o Trem de Turismo Rio-Minas é um projeto de extrema importância para a região, pois trata-se do desenvolvimento econômico e turístico da Zona da Mata mineira. “Vamos passar por duas áreas de Leopoldina (Vista Alegre e Ribeiro Junqueira), ou seja, Leopoldina está envolvida diretamente e isto irá gerar desenvolvimento do turismo, renda e será um atrativo para que as pessoas possam se deslocar de outras cidades e estados para conhecer a nossa região”, ressaltou Paulo Henrique.
O prefeito de Recreio, Zé Maria Barros, um dos entusiastas do projeto, tem dado total apoio ao Trem Rio Minas e vê na ideia uma ótima oportunidade de alavancar a economia do município e região. Zé Maria ressaltou que o município de Recreio surgiu graças à expansão ferroviária com a Companhia Estrada de Ferro Leopoldina na época imperial do Brasil, no século XIX, a exemplo de outros municípios da região.
Além da Prefeitura de Recreio, outras prefeituras do trajeto têm estimulado o projeto, assim como o Grupo Mil da Rede de Supermercados Bramil.
Fonte - Revista Ferroviária  14/09/2017

quinta-feira, 11 de maio de 2017

Eurostar apresenta forte crescimento no 1ª trimestre

Internacional  🚅

As vendas aumentaram 15% em relação ao primeiro trimestre de 2017, chegando a £ 232 milhões, com crescimento impulsionado por um aumento de 6% nas viagens de negócios e pela crescente demanda externa. O número de passageiros dos Estados Unidos aumentou 13% ano-a-ano.

Railjournal
Railjournal
Após um ano difícil em 2016, o Eurostar voltou a crescer nos primeiros três meses deste ano, com aumento de receitas e de passageiros, de acordo com os resultados do primeiro trimestre do operador, publicados em 10 de maio.
As vendas aumentaram 15% em relação ao primeiro trimestre de 2017, chegando a £ 232 milhões, com crescimento impulsionado por um aumento de 6% nas viagens de negócios e pela crescente demanda externa. O número de passageiros dos Estados Unidos aumentou 13% ano-a-ano.
O número total de passageiros aumentou 2% para 2,27 milhões de passageiros.
A Eurostar diz que com a abertura de um novo salão de classe executiva em Paris Gare du Nord e a introdução do Wi-Fi a bordo ajudaram a tornar seus serviços mais atraentes para os viajantes de negócios.
A Eurostar concluiu recentemente a modernização do seu terminal na estação Midi de Bruxelas e a sua nova frota de trens da Siemens e320 será introduzida nos serviços Londres - Bruxelas no final deste mês.
No ano passado, a Eurostar sofreu uma perda operacional de 34 milhões de libras, uma vez que ataques terroristas e "duras condições comerciais" diluíram a demanda.
Fonte - International Railway Journal  11/05/2017

terça-feira, 14 de março de 2017

Ferrovias brasileiras em debate

Ferrovias   🚉

A iniciativa expôs a precarização da malha ferroviária, o abandono da mão de obra qualificada e especializada nesse modal e a necessidade de uma discussão profunda sobre a Medida Provisória 752, que trata da prorrogação e nova licitação de contratos de concessões à iniciativa privada nos segmentos ferroviário, rodoviário e aeroportuário.

Portogente
foto - ilustração/arquivo
A Frente Parlamentar Mista da Engenharia, Infraestrutura e Desenvolvimento Nacional, da Câmara Federal, realizou reunião no dia 9 último para discutir a situação das ferrovias brasileiras e riscos de perda desse patrimônio construído ao longo de 160 anos.
A iniciativa expôs a precarização da malha ferroviária, o abandono da mão de obra qualificada e especializada nesse modal e a necessidade de uma discussão profunda sobre a Medida Provisória 752, que trata da prorrogação e nova licitação de contratos de concessões à iniciativa privada nos segmentos ferroviário, rodoviário e aeroportuário.
A Federação Nacional dos Engenheiros (FNE) foi representada pela diretora Regional Sudeste, Clarice Soraggi, presidente da Federação das Associações dos Engenheiros Ferroviários (Faef). Ao fazer um diagnóstico do segmento ferroviário, ela chamou a atenção para a falta de investimentos, redução da malha operacional dos trilhos e abandono da mão de obra especializada. “Existe um corpo técnico muito forte de engenheiros, profissionais altamente qualificados. Com os desmandos dos governos em relação ao setor ferroviário, houve uma pulverização desse conhecimento. Daqui a pouco, todo esse conhecimento será perdido e leva-se tempo para formar uma nova geração de profissionais”, disse. Segundo ela, esses são os que executam a inventariança dos bens ferroviários. Se não forem valorizados e se não atuarem nesse segmento, as informações sobre o patrimônio ferroviário se perderão.
Soraggi lembrou que desde os anos 90 até hoje foram perdidos aproximadamente 16 mil quilômetros de ferrovias. Atualmente, a malha ferroviária é formada por cerca de 20 mil quilômetros, dos quais apenas 15 mil estão em operação. Esse quadro, de acordo com a diretora da FNE, é consequência do abandono de trechos pelos concessionários, cuja recuperação deve necessariamente estar prevista na MP 752.
A representante da federação observou ainda a premência de que o Ministério recupere sua capacidade de planejamento e de gestão ferroviária e que a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) seja fortalecida em seu papel de agente fiscalizador das empresas concessionárias.
Presente à reunião, o presidente da Frente Nacional pela Volta das Ferrovias (FerroFrente), José Manoel Ferreira, criticou a MP 752. Em sua avaliação, tal é falha e não prevê uma série de indicadores necessários para resguardar a qualidade na prestação do serviço. Entre os quais, os relativos a via permanente, condição dos trilhos, drenagem e qualidade da sinalização. “Precisamos exigir respeito institucional para termos um transporte ferroviário que não jogue a engenharia no lixo.”

Investimento público x Estado mínimo

Representante da ANTT, Jean Mafra dos Reis lembrou que os contratos em vigor entre o governo federal e os concessionários retratam a época em que foram firmados (década de 1990) e que, com a MP 752, serão reformulados. “O que se pretende é ampliar a oferta de transporte ferroviário”. afirmou. Ele reconheceu que o setor precisa de planejamento de longo prazo e que, no contexto atual, está clara a carência de infraestrutura e de mecanismos para fomentá-lo.
Ao abordar a reformulação dos contratos de concessão e a necessidade de investimentos, o deputado federal Assis Melo (PCdoB-RS) disse ser contra o Estado mínimo, argumentando que há investimentos de longo prazo, como os do segmento ferroviário, que a iniciativa privada não faz. “Nessa visão de menos Estado, esse menos é para o povo. Defendo o Estado forte, que é o que atende o País como um todo.”
Fonte - Portogente  14/03/2017

segunda-feira, 13 de março de 2017

Sintonia em movimento, por Renato de Souza Meirelles

Transportes sobre trilhos  🚃

A adoção progressiva de modais mais eficientes para o transporte de passageiros, como as composições elétricas de metrôs, VLTs e trens suburbanos, que emitem 60% menos poluentes que os ônibus ou 40% que os automóveis, deve ser perseguida.Além dos efeitos na redução da emissão de gases, os trens urbanos ocupam 20 vezes menos espaço e transportam muito mais pessoas.

Renato de Souza Meirelles
Revista Frotas & Fretes Verdes

foto - ilustração/Metrô de Salvador
O transporte de cargas e de passageiros pode evoluir muito no conceito de sustentabilidade, independentemente do modal. A simples diversificação dos sistemas, diminuindo a dependência do rodoviário em detrimento do ferroviário, com melhor eficiência e menor consumo de combustíveis fósseis, é um caminho, mais que sustentável, necessário.
China e EUA, grandes poluidores, já assinaram o Acordo de Paris se comprometendo a consumir menos derivados de petróleo. Com a matriz energética mais limpa do mundo (64% de fonte hídrica), o Brasil deve incentivar cada vez mais o uso de fontes renováveis, como biocombustíveis, motores elétricos e/ou híbridos, em suas frotas.
A adoção progressiva de modais mais eficientes para o transporte de passageiros, como as composições elétricas de metrôs, VLTs e trens suburbanos, que emitem 60% menos poluentes que os ônibus ou 40% que os automóveis, deve ser perseguida.
Além dos efeitos na redução da emissão de gases, os trens urbanos ocupam 20 vezes menos espaço e transportam muito mais pessoas. O sistema ferroviário, hoje, representa menos de 4% dos transportes públicos urbanos no Brasil, em poucas regiões metropolitanas.
Enquanto até a década de 70 cerca de 80% das viagens intermunicipais de passageiros eram sobre trilhos, hoje elas praticamente inexistem. Alternativas mais sustentáveis e econômicas no transporte de bens e passageiros revelam grandes oportunidades neste setor.
Inovações tecnológicas, uso de materiais mais leves e recicláveis, com otimização do consumo energético e custos operacionais, conferem maior equilíbrio financeiro aos novos empreendimentos.
Sustentável também pode ser o negócio em si, se o operador, por exemplo, investir em autoprodução energética, consumindo o quanto produz. A medida incentivaria mais esse tipo de investimento, resultando em reduções tributárias que melhoram a margem do negócio e permitem redução tarifária.
O custo multibilionário da imobilidade do tráfego urbano é outro desafio à sustentabilidade. Autofinanciar projetos por parcela da redução do custo deste desperdício, com modelos de project-finance, representa tremendas oportunidades de negócios.
*Renato de Souza Meirelles -Engenheiro com especializações em Administração e Economia na FGV e NYU, é presidente da CAF no Brasil
 
Fonte - ABIFER  13/03/2017

Apoiamos e louvamos toda e qualquer iniciativa em prol do transportes sobre trilhos


sexta-feira, 3 de fevereiro de 2017

Trem de passageiros da Vale é alvo de pesquisa

Transportes sobre trilhos  🚅

A pesquisa, realizada no mês de dezembro com mais de mil usuários do trem, atesta melhorias no serviço de transporte oferecido na EFC. Os itens relativos às estações de embarque receberam conceito positivo de mais de 90% - como agilidade e cordialidade na venda de passagens, organização do embarque, entre outros.

O Estado do Maranhão
foto - ilustração/Pregopontocom
O Trem de Passageiros da Estrada de Ferro Carajás (EFC) transportou ano passado mais de 290 mil passageiros entre os estados do Maranhão e Pará. O serviço prestado pela Vale foi atestado pelos próprios passageiros na última pesquisa de satisfação sobre o trem: em uma escala de zero a 10, a nota geral atribuída ao serviço foi de 8,74.
A pesquisa, realizada no mês de dezembro com mais de mil usuários do trem, atesta melhorias no serviço de transporte oferecido na EFC.
Os itens relativos às estações de embarque receberam conceito positivo de mais de 90% - como agilidade e cordialidade na venda de passagens, organização do embarque, entre outros. Em relação ao serviço de bordo e estrutura do trem, a maioria dos itens avaliados também receberam conceitos superiores a 90%, como a cordialidade da equipe de bordo.
Outro dado de destaque foi que 99% do total de entrevistados indicaria o trem da Vale para um amigo ou conhecido como uma boa alternativa de viagens. Entre os que já tinham viajado na antiga composição do trem da EFC, 99% avaliam o novo trem como "bem melhor".
Leticia Moura morava em Canaã dos Carajás e hoje faz faculdade em São Luís. Ela relata que já tinha viajado no trem quando criança e se surpreendeu positivamente com o atual trem de passageiros. "É mais confortável e com mais opções de entretenimento. Com as tomadas disponibilizadas nas poltronas, por exemplo, posso ir ouvindo música no smartphone a viagem toda”, declarou.
Já Luís Paulo Santos viaja a trabalho duas vezes por mês de São Luís para Alto Alegre do Pindaré: "Tenho percebido a melhoria no serviço do trem. Com as janelas fechadas e a climatização da classe econômica, viajar ficou muito mais agradável e seguro", afirmou.
foto - ilustração/Pregopontocom
Em média, por dia, viajam 1.300 pessoas acomodadas em 24 carros climatizados, sendo 5 executivos, 13 econômicos e 6 carros de serviços. Os carros executivos têm capacidade para transportar 60 passageiros e os econômicos têm 79 lugares disponíveis.
Toda a composição conta com detector de fumaça, o que aumenta a segurança dos usuários. Em seu trajeto, o trem passa por 27 municípios, sendo 23 no Maranhão e quatro no sudeste do Pará.
O trem parte às 8h da Estação Ferroviária de São Luís com destino a Parauapebas, no sudeste do Pará, às segundas-feiras, quintas-feiras e sábados. Às terças-feiras, sextas-feiras e aos domingos, realiza o percurso de volta, saindo às 6h da estação. Só não há viagem na quarta-feira, quando é feita a manutenção dos carros e locomotivas. Outras informações sobre viagens podem ser obtidas pelo Alô Ferrovia: 0800 285 7000.
O serviço de compra online de bilhetes de viagem está disponível no site do trem de passageiros da Vale, no endereço -vale.com/tremdepassageirosefc.A compra de passagens on-line para viagens no mesmo dia só poderá ser feita até três horas antes do horário do embarque.As passagens adquiridas on-line,deverão ser impressas após a finalização da compra.
Fonte - Abifer  03/02/17

segunda-feira, 5 de dezembro de 2016

Contra a MP das ferrovias

Ferrovias 🚄

O Congresso precisa rejeitar essa MP e apresentar um Projeto de Lei sobre o tema, com regras claras e garantindo a qualidade dos serviços prestados pelas concessionárias e criar um edital aberto aos interessados em atuar neste segmento”, disse o presidente da Ferro Frente, José Manoel Ferreira Gonçalves, que participou na terça-feira, de uma Audiência Pública em Brasília 

Por Portogente
foto - ilustração/arquivo
A Frente Nacional pela Volta das Ferrovias (Ferro Frente) estuda entrar com uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (Adin) no Supremo Tribunal Federal (STF) contra a Medida Provisória (MP) que o Governo Federal encaminhou ao Congresso Nacional que trata da renovação das concessões das ferrovias e outras áreas de infraestrutura no País.
“O Congresso precisa rejeitar essa MP e apresentar um Projeto de Lei sobre o tema, com regras claras e garantindo a qualidade dos serviços prestados pelas concessionárias e criar um edital aberto aos interessados em atuar neste segmento”, disse o presidente da Ferro Frente, José Manoel Ferreira Gonçalves, que participou na terça-feira, de uma Audiência Pública em Brasília que tratou da implantação do Trem Intercidades no Estado de São Paulo e aconteceu na Comissão de Viação e Transportes da Casa.
Gonçalves explicou que a MP em coloca em risco a implantação do Trem Intercidades que pretende ligar Campinas-Vale do Paraíba-São Paulo e Santos. “Ela (MP) propõe a renovação das atuais concessões em 40 anos. Acontece que essas empresas trabalham com cargas, não com passageiros. É preciso um entendimento institucional, não é um favor. Os trilhos são de todos nós, não propriedade particular”, afirmou o especialista em ferrovias.
Fonte - Portogente - 05/12/2016

sexta-feira, 26 de agosto de 2016

Novo trem de passageiros,Vitória/Minas (EFVM) oferece wi-fi e entretenimento para usuários

Transportes sobre trilhos

Filmes e shows estão entre as novidades oferecidas no Trem de Passageiros da Estrada de Ferro Vitória a Minas.Cada passageiro tem a liberdade de acessar o conteúdo que quiser, direto do seu aparelho. Isso o possibilita de retroceder ou avançar uma mídia, sem interferir na programação dos demais.

Vale
foto - ilustração
​A partir desta sexta-feira, dia 26 de agosto, quem viajar no Novo Trem de Passageiros da Ferrovia Vitória a Minas, único do Brasil que opera longas distâncias diariamente, vai ter à disposição internet wi-fi e conteúdo de entretenimento off-line gratuitos. Ao abrir o ambiente virtual, o usuário acessa um espaço personalizado e amigável, com filmes e shows de sua preferência, sem a necessidade de conexão, nem de instalação de softwares adicionais ou aplicativos.
Cada passageiro tem a liberdade de acessar o conteúdo que quiser, direto do seu aparelho. Isso o possibilita de retroceder ou avançar uma mídia, sem interferir na programação dos demais. O servidor instalado tem compatibilidade com os principais sistemas operacionais como IOS, Android e Windows, encontrados em diferentes dispositivos como celulares, tablets e notebooks.
O sistema inclui um modem de alta sensibilidade e alcance,com antena externa e filtro para falsos sinais. Como o veículo geralmente está em movimento, a troca de torres é constante, mas isso é feito de forma rápida e imperceptível, garantindo internet com qualidade de cobertura 3G e 4G ao longo do trecho. Em alguns pontos da ferrovia, no entanto, a regularidade do serviço dependerá da disponibilidade de sinal das operadoras de telefonia móvel.
Em dois anos de história, o "Novo Trem", como é carinhosamente conhecido, já transportou 2 milhões de passageiros, volume que representa uma média de 82 mil passageiros por mês. Em seu trajeto diário entre o Espírito Santo e Minas Gerais, o trem passa por 51 localidades. A viagem dura, em média, 13 horas.

Mais conforto e segurança para o usuário
Fruto de um investimento de U$ 80,2 milhões, o Novo Trem de Passageiros da Estrada de Ferro Vitória a Minas conta com 56 novos carros, sendo 10 executivos e 30 econômicos, além de carros restaurante, lanchonete, gerador e cadeirante (destinado a pessoas com dificuldade de locomoção). Cada carro executivo tem capacidade para transportar 57 passageiros. Já os econômicos acomodam 75 pessoas. Em ambas as classes os carros são climatizados e contam com tomadas elétricas individuais nas poltronas para possibilitar o carregamento de equipamentos eletrônicos, como notebooks e telefones celulares.
Mais modernos, os banheiros receberam novo layout e tecnologias voltadas a priorizar o uso sustentável dos recursos naturais, como a substituição do papel toalha por ar quente para a secagem das mãos. O sistema de descarga é a vácuo, semelhante ao utilizado na indústria da aviação, o que reduz o consumo de água. Além disso, toda a composição conta com detector de fumaça, aumentando a segurança dos usuários.
Os carros da classe executiva contam com sistema de som e iluminação individualizados para dar maior conforto e comodidade aos viajantes. Outro diferencial são as poltronas, mais largas. Já o carro-restaurante conta agora com 72 lugares, o que representa um acréscimo de 56% em relação às antigas composições.
O equipamento também recebeu um novo sistema de abertura e fechamento das portas externas, bem como as localizadas entre um carro e outro, que é automático. A travessia entre os carros também mereceu melhorias e ficou ainda mais segura e confortável. Isso porque a conexão entre os vagões passou a ser vedada por um sistema de plástico emborrachado.
Os novos carros de passageiros apresentam ainda displays externos e internos, que exibem informações gerais sobre a viagem. Dados como destino e trajeto do trem, número dos carros, estações e paradas de embarque e de desembarque, entre outros, são algumas das orientações voltadas a facilitar ainda mais a viagem.

Estrada de Ferro Vitória a Minas em números
664 km é o percurso completo do Trem de Passageiros -30 pontos de embarque e desembarque - 42 municípios atendidos
1 milhão de passageiros transportados por ano (média histórica)

Preço da passagem (percurso completo):
Executiva - R$ 95 - Econômica - R$ 62
Com informações da Vale 25/08/2016

quinta-feira, 23 de junho de 2016

Trens regionais pendulares de passageiros de médio e longo percurso São Paulo-Minas-Brasília.”

Ponto de Vista

A maior parte destas propostas é a de se utilizar ao máximo os trechos ferroviários existentes que se estejam desativados ou subutilizados, mas que se encontram-se em regiões de grande potencial, que no passado já possuíram ferrovias a fazer parte de seu desenvolvimento, e que inexplicavelmente se encontram abandonadas

Por Luis Carlos Leoni
foto - ilustração/Arquivo
Para que possamos ter definido um trajeto para trens regionais de passageiros de médio e longo percurso São Paulo - Brasília, utilizando o canteiro central da Rodovia dos Bandeirantes-SP (2ª etapa) passando por muitas das cidades citadas abaixo entre outras, além de um trajeto coerente para cargas, (dupla função) com o fator de sazonalidade igual a zero, deveremos tomar as seguintes providências;

1ª fase Interligar a ferrovia Norte / Sul com ramal para Brasília-DF com a Ferrovia Centro Atlântica FCA existente passando pelas cidades de Anápolis-GO, Araguari, Uberlândia, Uberaba-MG que hoje se encontram operando somente em bitola métrica, com a implantação de bitola mista ( 1,0 + 1,6 m ), passando por Ribeirão Preto, até o ponto que se encontram com a bitola larga em Campinas, aí já seguindo para Jundiaí e a capital-SP.

2ª fase Interligar em linha paralela com a ferrovia Norte / Sul passando por Goiânia, Anápolis, Itumbiara-GO, Monte Alegre de Minas, Prata e Frutal-MG e adentrando pelo centro norte de SP na cidade de Colômbia, e a partir daí seguindo por ferrovias existentes por Barretos, Bebedouro, Jaboticabal, até Araraquara no centro de São Paulo, com bifurcação para Panorama ou para a estação Júlio Prestes na capital-SP, ambos os trajetos como função de linhas troncos.
A maior parte destas propostas é a de se utilizar ao máximo os trechos ferroviários existentes que se estejam desativados ou subutilizados, mas que se encontram-se em regiões de grande potencial, que no passado já possuíram ferrovias a fazer parte de seu desenvolvimento, e que inexplicavelmente se encontram abandonadas, principalmente no estado de São Paulo, e o trecho novo complementar se limita a, ligação ferroviária Norte / Sul, Anápolis, Itumbiara-GO Colômbia-SP ~380 km, a maior parte em Minas Gerais. (Esta ligação tem a função de interligar na menor distância em bitola larga os pontos onde se encontram paralisadas ao Norte Anápolis-GO com a ao Sul Colômbia-SP), que hoje não existe, em um tempo, distância e custo de implantação muito inferior à proposta original, além que poderá ser utilizada como trens de passageiros.

Notas:
1ª Fica definida a cidade de Panorama-SP de onde deve partir rumo ao Rio Grande do Sul a continuidade da ferrovia Norte / Sul.
2ª Alguns trechos entre Colômbia e Panorama-SP se encontram em estado precário, ou erradicados, portanto devem ser refeitos.
3ª A utilização do canteiro central da Rodovia dos Bandeirantes entre São Paulo e Campinas em uma segunda etapa se faz necessário, pois o trecho existente se encontra saturado.
Enviado por Luis Carlos Leoni  23/06/2016

terça-feira, 21 de junho de 2016

ANTT realiza a primeira reunião que discutirá o trem Brasília-Goiânia

Transportes sobre trilhos

As reuniões serão abertas ao público e terão como objetivo receber contribuições referentes aos estudos de viabilidade técnica, econômica e socioambiental (EVTEA) para o desenvolvimento estratégico do transporte ferroviário de passageiros e cargas no corredor Brasília (DF) – Anápolis (GO) – Goiânia (GO).

Portogente
foto - ilustração
A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) realiza a primeira reunião que discutirá o trem Brasília-Goiânia nesta terça-feira (21/06), em Brasília. A segunda reunião acontecerá na capital goiana, na quinta-feira (23/06).
As reuniões serão abertas ao público e terão como objetivo receber contribuições referentes aos estudos de viabilidade técnica, econômica e socioambiental (EVTEA) para o desenvolvimento estratégico do transporte ferroviário de passageiros e cargas no corredor Brasília (DF) – Anápolis (GO) – Goiânia (GO).

Estudos
A agência reguladora divulgou, no início de junho, os estudos de viabilidade para exploração do serviço de transporte ferroviário no trecho. Os documentos englobam a avaliação de alternativas de traçado e de localização das estações, de tecnologias, além dos aspectos econômico-financeiros e socioambientais de modo a dotar a região de trens de passageiros modernos, confortáveis e seguros.
Segundo os estudos, a previsão é de que, no primeiro ano de operação, mais de 40 milhões de passageiros sejam transportados numa velocidade de até 160 quilômetros por hora, em um percurso de 95 minutos entre Brasília e Goiânia.
Para implantar essa ligação ferroviária, os estudos preveem a participação da iniciativa privada e um prazo de concessão de 30 anos.
Fonte - Portogente  21/06/2016

sexta-feira, 17 de junho de 2016

SuperVia entrega 100º trem chinês e estação modernizada

Transportes sobre trilhos

O trem tem ar condicionado, passagem entre os carros, painéis de LED, circuito interno de TV, bagageiros e um sistema de comunicação interativa entre o trem e o Centro de Controle Operacional (CCO). Os 100 trens chineses têm capacidade para transportar, juntos, aproximadamente 120 mil passageiros, o que representa nas contas da empresa até 24 mil carros a menos nas ruas.

Revista Ferroviária
Plataformas da Central do Brasil com os novos trens.
Créditos - Divulgação
A concessionária fluminense SuperVia colocou ontem (16/06), em operação assistida, o 100º trem chinês, adquirido pelo Governo do Estado. Segundo a empresa, a composição irá circular em horário de menor movimento, e, posteriormente, será inserida à grade regular do sistema ferroviário.
O trem tem ar condicionado, passagem entre os carros, painéis de LED, circuito interno de TV, bagageiros e um sistema de comunicação interativa entre o trem e o Centro de Controle Operacional (CCO). Os 100 trens chineses têm capacidade para transportar, juntos, aproximadamente 120 mil passageiros, o que representa nas contas da empresa até 24 mil carros a menos nas ruas.
A SuperVia entregou também na data de ontem a estação Magalhães Bastos, que foi totalmente revitalizada. Esta estação é considerada pela empresa uma das seis estratégicas para os jogos Rio 2016. As obras de melhorias foram iniciadas em setembro de 2015, e contemplam ampliação do mezanino, reforma da fachada, nivelamento e cobertura de plataformas, e revitalização da iluminação. A estação agora conta com dois elevadores que ligam o mezanino às plataformas e com piso tátil, atendendo padrões internacionais de acessibilidade. A SuperVia instalou também uma rampa para novo acesso dos passageiros pela Estrada São Pedro de Alcântara. Em fevereiro deste ano, a empresa finalizou a modernização da estação Ricardo de Albuquerque, e as outras quatro estações serão entregues até as Olimpíadas: São Cristóvão, Engenho de Dentro, Deodoro e Vila Militar.
A expectativa da SuperVia é ter 2 milhões de acessos durante o período das Olimpíadas (03 a 21 de agosto) e 1 milhão e 300 mil durante os Jogos Paralímpicos (07 a 18 de setembro).
Fonte - Revista Ferroviária  17/06/2016

quarta-feira, 6 de abril de 2016

O trem de alta velocidade da Índia vai ligar Nova Deli com o centro turístico de Agra.

Transportes sobre trilhos

O primeiro trem indiano de alta velocidade permite cobrir 200 km em apenas 100 minutos.Este é o primeiro serviço de alta velocidade transportes ferroviários indianos. O trem pode atingir a velocidade de 160 km por hora.“Nós decidimos garantir que todos os trens que circulam em todo o país devem tornar-se mais rápidos do que são hoje. 

Sputnik
Sputnik
O ministro dos Transportes Ferroviários da Índia, Suresh Prabhu, anunciou na terça-feira o lançamento do Gatiman Expresso, o trem mais rápido da Índia. O Gatiman Expresso vai ligar Nova Deli com o centro turístico de Agra, onde fica o Taj Mahal.
Este é o primeiro serviço de alta velocidade transportes ferroviários indianos. O trem pode atingir a velocidade de 160 km por hora.
“Nós decidimos garantir que todos os trens que circulam em todo o país devem tornar-se mais rápidos do que são hoje. Vamos tentar garantir que todos os trens usados pelos cidadãos simples se tornarem mais rápidos, para os cidadãos atingirem o seu destino mais cedo”, disse Prabhu à ANI depois de lançamento do expresso.
​Ao contrário da maioria dos trens indianos, o Gatiman Expresso terá recepcionistas que cumprimentam os passageiros. Os passageiros terão a possibilidade de provar diferentes tipos de cozinha, usar livremente divertimentos a bordo – assistir vídeos nos seus dispositivos mesmo sem ligação à rede Wi-Fi.
O Gatiman Expresso tem o seu sistema de informações para os passageiros baseado em GPS, uma sinalização de incêndio automática, bio-banheiros e portas automáticas.
O lançamento do trem marcará a nova era das viagens rápidas na Índia.
Fonte - Sputnik   05/04/2016

terça-feira, 5 de abril de 2016

Renovação da frota anima a indústria ferroviária

Economia

As operadoras estão investindo fortemente na ampliação e renovação das frotas. Outro ponto positivo para a indústria é que grande parte dom volume transportado, que pouco tempo atrás dependia apenas da carga das mineradoras, hoje atende a outros tipos de mercadoria, com destaque para o agronegócio. 

Valor Econômico
foto - ilustração
Depois de dois anos de bons resultados, a indústria de trens e locomotivas tem expectativa de atingir em 2016, pelo terceiro ano consecutivo, vendas igualmente animadoras, em contraste com o fraco nível de atividade econômica. Este desempenho se explica por características próprias deste tipo de indústria. Um novo projeto de uma única operadora, ou a renovação de frota de um só cliente, é capaz de dar um grande empurrão no volume de encomendas. Foi o que aconteceu em 2014 e 2015, e neste ano não será diferente.
As operadoras estão investindo fortemente na ampliação e renovação das frotas. Outro ponto positivo para a indústria é que grande parte dom volume transportado, que pouco tempo atrás dependia apenas da carga das mineradoras, hoje atende a outros tipos de mercadoria, com destaque para o agronegócio.
“Nosso setor tem ciclos mais amplos. O ano passado foi muito positivo e colhemos resultados de investimentos que nossos clientes vinham fazendo desde 2014”, destaca Rogério Mendonça, presidente da GE Transportation para a América Latina. Em 2015, o volume produzido foi 60% superior ao do ano anterior e a perspectiva para 2016 é crescer, no mínimo, entre 15% e 20%, o que significa até 80 unidades, projeta.
Segundo a Associação Brasileira da Indústria Ferroviária (ABIFER), apesar do momento econômico turbulento, a indústria ferroviária continuará em alta. Esta perspectiva fortalece a meta de produzir 40 mil vagões na década 2010/2019. Há 15 anos o setor não tinha notícias tão positivas como no biênio 2014/2015. Nesses dois anos, foram colocados no mercado 4.703 e 4.683 vagões, respectivamente. “A indústria estava acostumada a uma verdadeira gangorra, com sucessivos picos e quebras bruscas nos pedidos em carteira”, afirma Vicente Abate, presidente da ABIFER. As locomotivas também seguem com demanda aquecida. Em 2015, o setor registrou recorde histórico ao atingir 129 unidades ante as 80 fabricadas em 2014, um acréscimo de 61,2%.
“Trabalhamos com a previsão de produzir mais de cem locomotivas em 2016, volume bastante alinhado com a expectativa para a década, ou seja, uma centena de locomotivas por ano”, afirma Abate. A projeção para os vagões também é otimista. “Serão quatro mil unidades fabricadas neste ano, número também alinhado à projeção para a década”. A receita de R$ 6,2 bilhões no ano passado supera em 10,7% os R$ 5,6 bilhões obtidos em 2014.
A Caterpillar, fabricante de locomotivas instalada em Sete Lagoas, Minas Gerais, fechou 2015 com o dobro da produção verificada no ano anterior. Para 2016, a companhia já tem encomendas fechadas, mas Carlos Roso, diretor da Progress Rail Services no Brasil, braço do setor ferroviário da companhia, diz que o volume deverá ficar um pouco abaixo. “Para este ano, a previsão é de retração da ordem de 20%, porém ainda será satisfatória”.
A Alstom – que encerrou suas atividades de geração e transmissão de energia elétrica e vendeu seus ativos nesta área para a General Electric – passou a focar no serviço de transporte ferroviário. “A Alstom é mais experiente em lidar com os tomadores de decisão no mercado de passageiros, enquanto a GE está mais habituada com ferrovias privadas. A GE vende produtos, enquanto a Alstom foca na venda de sistemas e serviços. Essa troca de experiências será essencial em um momento de grande competição no mercado”, diz Michel Boccaccio, presidente da Alstom no Brasil e vice-presidente sênior na América Latina.
Além das locomotivas, a GE também é responsável por oferecer assistência técnica e treinamento. “Aumentamos o conteúdo de suporte tecnológico, monitoramento remoto e capacitação digital dessas locomotivas”, diz Mendonça. “Assumimos a manutenção a assistência técnica dos clientes. Este é um mercado bastante interessante, até para equilibrar a receita em momentos de alta ou baixa demanda na indústria”.
A GE Transportation, líder global em fornecimento de tecnologia e de equipamentos ferroviários, inaugurou seu primeiro Centro de Monitoramento e Diagnóstico Remoto no Brasil, em Contagem, Minas Gerais. Através do sistema Locomotive Maintenance Suite (LMS), o novo centro será responsável por analisar os dados coletados por diversos sensores instalados na locomotiva, monitorar a “saúde” da frota e antecipar possíveis anomalias, possibilitando alertar as ferrovias para a correção do problema logo após a notificação.
O plano de renovação da frota – feito em 2014 pela ABIFER e pela Associação Nacional dos Transportadores Ferroviários (ANTF) e amplamente discutido com o governo – perdeu fôlego. “O plano não vingou, pelo menos por ora, por conta do possível ajuste fiscal”, diz Abate. Segundo o executivo, dos 110 mil vagões que compõem a frota brasileira, 40 mil já têm mais de 40 anos. Na mesma situação estão 1,4 mil das 3,2 mil locomotivas do país. “Não deveríamos perder esta oportunidade de transformar uma frota ineficiente em uma frota moderna, mais capaz e menos poluente”. Pelos seus cálculos, a antiga frota de 40 mil vagões seria trocada por 18 mil vagões modernos e as 1,4 mil locomotivas seriam substituídas por 600. 
Fonte - ABIFER   04/04/2016