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quarta-feira, 16 de maio de 2018

Três cidades europeias vão à Justiça contra a "Licença para Poluir"

Meio ambiente  🚗🚗🚗🚗

O objetivo destas cidades é entrar com uma ação comum no Tribunal Geral da União Europeia pedindo a anulação do Regulamento n.º 2016/646 da Comissão Europeia, que determina as emissões máximas aceitáveis de NOx dos veículos com motor a diesel durante os testes de emissões reais de condução (RDE).Será essa a primeira vez que cidades serão ouvidas pela Justiça como “pessoas interessadas”, o que mostra o poder dos centros urbanos como defensores da saúde pública e da ação climática. Tribunal decide amanhã se acata ação de Paris, Bruxelas e Madri para anular regulamento da Comissão Europeia que permite a veículos a diesel excederem limites de emissões

Mobilize Brasil / Aviv Comunicação 
foto - ilustração/Twiter
O Tribunal Europeu de Justiça vai ouvir nesta quinta-feira (17) os argumentos para decidir se três cidades europeias - Paris, Bruxelas e Madri - podem desafiar a atual regulamentação de emissões de veículos a diesel estabelecida pela Comissão Europeia em 2016, em acordo com governos nacionais.
O objetivo destas cidades é entrar com uma ação comum no Tribunal Geral da União Europeia pedindo a anulação do Regulamento n.º 2016/646 da Comissão Europeia, que determina as emissões máximas aceitáveis de NOx dos veículos com motor a diesel durante os testes de emissões reais de condução (RDE).
Será essa a primeira vez que cidades serão ouvidas pela Justiça como “pessoas interessadas”, o que mostra o poder dos centros urbanos como defensores da saúde pública e da ação climática.

"Licença para poluir"
Advogados representando Paris, Bruxelas e Madri argumentarão que os novos limites de emissões são o que a prefeita de Paris, Anne Hidalgo, chamou de “licença para poluir” e constituem uma regressão da atual lei ambiental europeia, pensada para proteger a saúde pública e melhorar a qualidade do ar.
O regulamento será descrito também como uma "traição ao Acordo de Paris" por sua incapacidade de favorecer a transição para veículos limpos, necessária para conter a mudança climática.
Se bem-sucedida, a ação traria de volta os regulamentos de 2007 que forçam o ajuste do limite máximo de NOx em 80 mg/km, com base em um novo teste na estrada.

Dieselgate
Segundo o Regulamento n.º 2016/646 da Comissão Europeia, introduzido na sequência do escândalo “Dieselgate” em setembro de 2017, para novos modelos e a partir de setembro de 2019 para veículos novos, as emissões de NOx podem legalmente exceder o limite de 80 mg/km em até 110%. A partir de janeiro de 2020 para novos modelos e a partir de janeiro de 2021 para veículos novos, as emissões de NOx ainda poderão legalmente exceder o limite de 80 mg/km em até 50%.
Em março de 2016, enquanto esse regulamento estava sendo debatido na Comissão Europeia, os prefeitos de 14 cidades da União Europeia pediram a seus governos que “priorizassem a saúde dos cidadãos em relação aos lobbies industriais”. Uma petição pública atraiu mais de 130 mil assinaturas. As cidades foram Amsterdã, Atenas, Barcelona, Bruxelas, Bucareste, Budapeste, Copenhague, Valetta, Lisboa, Madri, Milão, Nicósia, Oslo, Paris, Riga, Roterdã, Sofia, Estocolmo, Varsóvia e Viena.

Prefeitos reagem
"Os cidadãos de Paris e cidades em todo o mundo exigem ar limpo para respirar", disse Anne Hidalgo, prefeita de Paris e presidente da C40 (coalizão envolvendo quase 100 cidades do mundo contra a poluição). “Seria uma traição do povo da Europa que os fabricantes de automóveis e os lobbies industriais possam ditar as regras que regulam alguns dos seus produtos mais poluidores. Continuaremos a desenvolver medidas em Paris para garantir que nossos cidadãos possam respirar ar puro e meus colegas prefeitos das cidades do C40 farão o mesmo. Precisamos que a União Europeia nos apoie e não dê proteção regulamentar à poluição do ar. Tenho orgulho de estar ao lado dos prefeitos de Madri e Bruxelas em nome de milhões de pessoas em todas as grandes cidades da Europa para dizer que nossas vozes não podem mais ser silenciadas ”.
Já a prefeita de Madri, Manuela Carmena, declarou: “A ação conjunta dos prefeitos de Paris, Bruxelas e Madri revela o protagonismo das cidades como principais especialistas nos problemas dos cidadãos e, portanto, os principais defensores de suas causas (...). As cidades têm que ser um reduto de consciência. Há muito em jogo. É por isso que a coerência e a coragem são tão necessárias. Estamos falando da saúde e do futuro, não só das grandes cidades, mas do planeta. Espero que esta iniciativa seja a primeira de uma longa lista de ações do governo local, unidas para alcançar um mundo mais sustentável."
"O progresso nunca é feito a menos que os interesses investidos sejam questionados", disse Mark Watts, diretor executivo da C40 Cities. "Os prefeitos de Paris, Madri e Bruxelas estão desafiando os políticos europeus a colocar a saúde dos cidadãos à frente dos lucros das empresas automobilísticas. Ao mesmo tempo, eles estão usando seus próprios poderes para melhorar a qualidade do ar, desde o investimento em transporte público e ciclismo até a remoção do tráfego das áreas mais poluídas. Todo mundo que mora em uma cidade tem interesse no sucesso de suas ações, já que a poluição do ar causa mais de 460.000 mortes prematuras a cada ano somente na Europa."
Fonte - Mobilize Brasil  16/05/2018

quinta-feira, 11 de maio de 2017

Eurostar apresenta forte crescimento no 1ª trimestre

Internacional  🚅

As vendas aumentaram 15% em relação ao primeiro trimestre de 2017, chegando a £ 232 milhões, com crescimento impulsionado por um aumento de 6% nas viagens de negócios e pela crescente demanda externa. O número de passageiros dos Estados Unidos aumentou 13% ano-a-ano.

Railjournal
Railjournal
Após um ano difícil em 2016, o Eurostar voltou a crescer nos primeiros três meses deste ano, com aumento de receitas e de passageiros, de acordo com os resultados do primeiro trimestre do operador, publicados em 10 de maio.
As vendas aumentaram 15% em relação ao primeiro trimestre de 2017, chegando a £ 232 milhões, com crescimento impulsionado por um aumento de 6% nas viagens de negócios e pela crescente demanda externa. O número de passageiros dos Estados Unidos aumentou 13% ano-a-ano.
O número total de passageiros aumentou 2% para 2,27 milhões de passageiros.
A Eurostar diz que com a abertura de um novo salão de classe executiva em Paris Gare du Nord e a introdução do Wi-Fi a bordo ajudaram a tornar seus serviços mais atraentes para os viajantes de negócios.
A Eurostar concluiu recentemente a modernização do seu terminal na estação Midi de Bruxelas e a sua nova frota de trens da Siemens e320 será introduzida nos serviços Londres - Bruxelas no final deste mês.
No ano passado, a Eurostar sofreu uma perda operacional de 34 milhões de libras, uma vez que ataques terroristas e "duras condições comerciais" diluíram a demanda.
Fonte - International Railway Journal  11/05/2017

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2017

Turismo nos trilhos na Europa nas quatro estações

Turismo Ferroviário  🚅    

Com um serviço eficiente e uma rede de linhas bem conectadas é possível em menos de uma hora conhecer dois países. “De trem é possível admirar desde regiões costeiras até montanhosas.Escolha sua estação do ano que melhor se encaixe nos seus planos e embarque para uma jornada inesquecível através dos trilhos.

Portogente
foto - ilustração
Como um quadro em movimento, o cenário vai mudando na medida em que o trem avança: flores, neve, florestas e cidades. As cores mudam enquanto o tempo passa entre as quatro estações. Com um serviço eficiente e uma rede de linhas bem conectadas é possível em menos de uma hora conhecer dois países. “De trem é possível admirar desde regiões costeiras até montanhosas. Aproveite para admirar a paisagem durante o trajeto”, aconselha o diretor de Marketing da Comissão Europeia de Turismo, Miguel Gallego.
Se prepare para a viagem fazendo uma lista dos lugares que quer visitar, pesquise em sites como o VisitEurope.com e o Eurail.com para conhecer diversos trajetos, escolha sua estação do ano que melhor se encaixe nos seus planos e embarque para uma jornada inesquecível através dos trilhos.

Entre chocolates e flores na primavera da Suíça
Quando se pensa em viajar para a Suíça, algumas pessoas se imaginam nos Alpes bem agasalhadas ao redor de uma lareira. Mas, por que não conhecer o país do chocolate na Primavera?
Se chegar por um voo direto do Brasil até Zurique, vá para Genebra e compre sua passagem de trem para Montreux na estação CFF Geneve, por aproximadamente 22 euros. Aproveite para conhecer o Lago Lémam, que se divide entre a Suíça e a França. O trajeto dura até 1h30. Durante a primavera, a paisagem vista de dentro do vagão será repleta de montanhas com campos verdes e flores coloridas.
Para iniciar o caminho do doce mais querido do mundo, ao chegar a Montreux, adquira o bilhete para o “Trem do Chocolate”. Nesta estação há viagens às segundas, terças, quartas e quintas-feiras. Em uma excursão de oito horas é possível conhecer os segredos de sua fabricação. Pela manhã, aproximadamente às 9 horas, o trem sai de Montreux para Gruyères. Desfrute a viagem saboreando um bom café com doces.
Chegando ao destino, visite a fábrica de queijo (La Maison du Gruyère), a vila e o castelo que levam o nome da cidade. Em Broc, a parte mais “doce” do passeio se inicia na fábrica de chocolate Maison Cailler-Nestlé, com uma visita guiada e degustação de chocolates. Após o tour, o trem retorna à Montreux com chegada prevista às 18 horas.

Uma viagem encantadora na terra do Sol da meia-noite
Eleita pela revista Lonely Planet a melhor viagem de trem do mundo, o trajeto Bergensbanen, na Noruega, atrai turistas durante todo o ano. Principalmente, no verão – época de tempo mais ameno nesse país nórdico.
O trajeto começa na capital da Noruega, Oslo. A rota até Bergen atravessa a Hardangervidda, região cercada por rios e campos verdes com o planalto de montanhas de maior altitude na Europa. Nesta época, ela fica coberta de flores. A espetacular Ferrovia de Flåm, sua via secundária, é uma das estradas de ferro mais íngremes do mundo.
A pequena cidade também é conhecida por ter dado início à lenda dos trolls, criaturas imaginárias do folclore escandinavo. Por isso, se for fã desses “bichinhos” é possível encontrar diversos souvenirs deles em Bergen.

Outono ‘frutado’ acompanhado de muito vinho
Embarcar no Comboio Histórico do Douro, norte de Portugal, é uma experiência e tanto. Sobretudo, para os amantes de um bom vinho. Para chegar à charmosa locomotiva, construída em 1925, é preciso desembarcar de avião em Porto. Compre passagens de trem para a região do Douro –, conhecida por produzir grandes safras de vinho –, por menos de 40 euros em uma viagem de três horas.
Ao chegar nesse paraíso vinícola, adquira passagens para o Comboio, o antigo trem que percorre o roteiro entre o distrito Peso da Régua à cidade de Tua. O trajeto passa por Pinhão e permite que os viajantes conheçam as videiras da região. Deguste os encorpados vinhos e queijos variados.
Além de admirar a paisagem durante a viagem no Comboio, contagie-se com os grupos de músicos e atores a bordo que cantam diversas canções tradicionais portuguesas e dançam com os passageiros, criando um clima típico dos produtores de vinho e de queijo do Douro.


Neve, trilhos e o berço da humanidade
Muitos associam a Grécia ao verão e suas belas ilhas. Mas, no inverno, um dos berços da cultura ocidental continua sendo uma ótima opção para uma viagem de trem. Com menos de 100 euros, com refeições inclusas, o viajante pode fazer o trajeto de 1h20 entre Atenas e Tessalônica, segunda maior cidade da Grécia e capital da região da Macedônia Grega.
Fonte - Portogente  08/02/2017

sexta-feira, 20 de janeiro de 2017

Hyperloop começa a sair do papel na Europa

Transportes sobre trilhos  🚅

A República Tcheca já anunciou o acordo para avançar com o projeto.O veículo pode atingir velocidade de até 1.500 km/h

Caio Lobo - Viatrolebus

O trem de alta velocidade Hyperloop deve ganhar sua primeira linha ligando a República Tcheca e Eslováquia, passando pelas cidades de Brno, Praga e Bratislava. Hoje a viagem de Brno a Bratislava leva 1h30. Com o novo trem, levaria 10 minutos. A República Tcheca já anunciou o acordo para avançar com o projeto.
“Agora que já resolvemos todas as questões técnicas, é crucial para nós colaborar com governos em todo o mundo”, afirmou Dirk Ahiborn, CEO da Hyperloop Transportation Technologies.
O veículo pode atingir velocidade de até 1.500 km/h por meio de uma combinação de aerodinâmica e ventiladores para diminuir a resistência do ar.
Fonte - ViaTrolebus  20/01/2016

quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

A China reforça convite aos países da África para participarem na construção da ferrovia da Rota da Seda

Ferrovias/Internacional  🚅

A China reforçou o convite aos países da África para participarem na construção da Rota da Seda com um avanço na sua "diplomacia ferroviária" nesse continente. Em 10 de janeiro, no Djibouti foi inaugurada para exploração comercial a ferrovia Djibouti-Etiópia, construída pela China.

Sputnik
foto - ilustração/WEB
O chefe da chancelaria chinesa, Wang Yi, apelou aos países africanos para intensificarem a cooperação na construção conjunta do Cinturão Econômico da Rota da Seda durante sua missão ao continente africano. Entre 7 e 12 de janeiro, Wang Yi realiza uma série de visitas oficiais a Madagascar, Zâmbia, Tanzânia, Congo e Nigéria.
O lançamento oficial da ferrovia Djibouti-Adis Abeba foi chamado pelo jornal de Hong Kong South China Morning Post de um passo importante para o aumento de influência da China na região. É a primeira linha ferroviária eletrificada na África, cuja construção se tornou possível graças ao capital e fornecimentos tecnológicos e de recursos pela China. Pequim financiou cerca de 70 por cento desse projeto do valor de quatro bilhões de dólares. Além disso, a China formou mais de 20 mil especialistas locais para a construção dessa ferrovia e que agora irão dirigir essa infraestrutura. Antes, o caminho de Djibouti para Adis Abeba levava três dias por rodovia e agora dura dez horas.
Outro avanço que se tornou possível foi a saída da Etiópia, o país com desenvolvimento mais dinâmico da África, para o mar.
Entretanto, esse projeto é considerado como parte importante da artéria transafricana que permitirá a muitos países da África Austral, Ocidental e Central obterem, através do mar Vermelho, uma saída para o canal de Suez.
O vice-presidente da Academia de Problemas Geopolíticos, Konstantin Sivkov, chama atenção ao fato que no Djibouti a China criou sua primeira base militar no estrangeiro. Entretanto, a nova ferrovia dá acesso ao porto marítimo desse país: "As ferrovias são o meio de transporte terrestre mais eficiente. A China está construindo uma rede ferroviária com base no Djibouti para aumentar no futuro seu poderio econômico e militar. Essa rede significa que a China está interessada na Etiópia. Na Etiópia há grandes reservas de ouro, além disso, o país fica com uma posição da maior importância geopolítica, obtendo saída para o mar. A ligação de Etiópia com o Djibouti e outros países africanos é uma penetração profunda da China na África. É evidente que a China substitui o Ocidente na África. A construção da rede de transporte é o instrumento evidente de controle de territórios."
Nos anos 70, a ferroviária Tanzânia-Zâmbia foi o bilhete de entrada da China no continente africano. Porque, apesar de não ter dinheiro na altura, a China ajudou a Tanzânia e a Zâmbia a construir essa ferrovia. Agora, estando o país em outro nível, a China agudará a moderniza-la.
A especialista do Centro de Economia Mundial do Instituto das Relações Internacionais Modernas chinês, Chen Fengying, apontou, em entrevista à Sputnik China, que a nova ferrovia permitirá aos africanos resolverem problemas ligados à modernização da Economia: "A construção da Rota da Seda terrestre e marítima abrange a Ásia Oriental, o Sudeste Asiático, a Ásia Meridional, o Sudoeste Asiático, a África do Norte, as regiões da Comunidade dos Estados Independentes e do Cáucaso, a Europa Meridional, Central, Ocidental e Oriental e também a Oceania, dez regiões no total. No futuro estes limites podem ser ampliados, mas hoje a África não é a direção prioritária dessa rota. Acho que a ferrovia Djibouti-Etiópia é, primeiramente, um modelo para a modernização da África com participação da China, um exemplo notável da cooperação sino-africana. É importante para a construção da infraestrutura moderna na África. A ferrovia é tanto a velocidade como outras vantagens mais evidentes." Além disso, a especialista chinesa sublinhou que ainda é cedo para falar da integração completa da África na Rota da Seda construída pela China.
Fonte - Sputnik  11/01/2017

domingo, 1 de janeiro de 2017

Euro completa 15 anos em circulação em meio a contestações

Internacional

Hoje adotada por 19 dos 28 países do bloco, a moeda vive talvez seu momento mais delicado, com a dificuldade da UE em retomar o vigor econômico e o avanço de forças populistas que pedem o retorno às moedas nacionais.

Da Ansa Brasil
Arquivo/Agência Brasil
O primeiro dia de 2017 marca o aniversário de 15 anos da entrada em circulação do euro, moeda criada pela União Europeia (UE) para integrar a economia de seus Estados-membros.
Hoje adotada por 19 dos 28 países do bloco, a moeda vive talvez seu momento mais delicado, com a dificuldade da UE em retomar o vigor econômico e o avanço de forças populistas que pedem o retorno às moedas nacionais.
É o caso da Itália, onde seu maior partido de oposição, o antissistema Movimento 5 Estrelas (M5S), tem como proposta a realização de um plebiscito para a saída do país da zona do euro, voltando à lira. Desde que a moeda europeia foi implantada, os italianos viram o aumento dos preços de diversos produtos e serviços, como café, contas de luz e gás, gasolina, cinema, aspirina e até do Big Mac. As informações são da Agência Ansa
No entanto, outros bens ficaram mais baratos para os cidadãos, como telefones e máquinas fotográficas. Ainda assim, pessoas descontentes com os rumos da economia da Itália apontam o euro como principal motivo para a redução de seu poder de compra, agravada pela crise financeira iniciada em 2008 - da qual o país ainda patina para sair.
A divisa europeia foi introduzida em 1º de janeiro de 1999, mas durante três anos funcionou apenas virtualmente, ou seja, nas operações que não envolviam notas ou moedas e para fins de contabilidade. No início de 2002, o euro passou a circular sob a forma de cédula e desde então vem se expandindo dentro do bloco.
O último país a adotar a moeda comum foi a Lituânia, em 1º de janeiro de 2015, e até o momento nenhuma nação deixou de usá-la. Quem mais se aproximou disso foi a Grécia, que estava à beira de dar um calote em credores internacionais e recebeu um novo pacote de ajuda da UE.
Fonte - Agência Brasil  01/01/2017

terça-feira, 27 de dezembro de 2016

Descongelamento da Groenlândia irá parar corrente do Golfo e gelará Europa

Clima  🌅

A poderosa corrente do Golfo, que mantém a Europa do Norte e partes da Rússia Ocidental mais quentes que outras partes do mundo que ficam à mesma latitude, pode falhar se as emissões de gases com efeito estufa aumentarem, disse uma equipe internacional de pesquisadores.

Sputnik
Sputnik
O aquecimento global e o gelo que está descongelando podem seriamente enfraquecer a corrente do Golfo e no final levar à sua paragem, o que causará consequências incalculáveis para a precipitação, gelo marítimo, nível do mar e calamidades naturais no Atlântico Norte e outros locais da Terra, prevê o grupo internacional de pesquisadores em seu estudo que foi publicado na revista científica Geophysical Research Letters.
Segundo o professor dinamarquês do clima Sebastian H. Mernild, diretor executivo do Centro Nansen de Sensoriamento remoto e Ambiente em Bergen, Noruega, o descongelamento, principalmente da camada de gelo da Groenlândia, pode resultar em um fluxo de água doce que afetará o sistema de correntes profundas e de superfície do oceano Atlântico, inclusive a corrente do Golfo que é responsável por aquecer a Europa, disse o jornal dinamarquês Berlingske. O aumento do nível de água proveniente da camada de gelo da Groenlândia deverá acelerar devido ao aumento de densidade de gases estufa na atmosfera. Entretanto, o equilíbrio das correntes oceânicas pode ser destruído de forma mais rápida.
A pesquisa propôs dois cenários possíveis. Um, que é o "bom", prevê que o mundo conseguirá ultrapassar o problema de dióxido de carbono até 2040.
Neste caso, a corrente do Golfo será enfraquecida somente em 18% até o fim do século XXI. O outro cenário, o de pesadelo, prognostica que as emissões de dióxido de carbono continuarão crescendo e que a corrente do Golfo perderá cerca de 37% do seu potencial até 2100. Até 2300, esta corrente quente perderá cerca de 75% do seu potencial e poderá mesmo desparecer, pensam os cientistas. "As mudanças na corrente do Golfo e gelo marítimo, em conjunto com recentes desenvolvimentos na Antártica, onde muitas geleiras se tornaram instáveis, significa que nos dirigimos em uma direção desconhecida", disse Sebastian H. Mernild, destacando que a Antártica contém até oito vezes mais gelo que a Groenlândia.
Mais cedo neste ano, no Ártico, bem como no Antártico, foram registrados os índices mais baixos de extensão de gelos marinhos. Cientistas foram surpreendidos com o fato de que o gelo está descongelando quando a região está entrando no período de inverno. A subida de temperaturas causa o descongelamento do permafrost, o que liberta mais gases de efeito estufa. Como resultado, o nível do mar pode se elevar em vários metros nos próximos séculos inundando grandes partes de áreas costeiras.
A corrente do Golfo é uma poderosa corrente quente no oceano Atlântico que tem seu início no golfo do México. A corrente do Golfo assegura o clima bastante suave na Escandinávia (em comparação com o clima na Sibéria, onde as temperaturas podem atingir 40 graus negativos). Considera-se que a corrente que leva as águas quentes da bacia das Caraíbas ao longo do Atlântico aquece o norte da Europa em cerca de seis graus. A Groenlândia é o maior bloco de gelo no hemisfério setentrional e preserva água doce suficiente para elevar o nível do mar em mais de sete metros.
Fonte - Sputnik  27/12/2016

segunda-feira, 19 de dezembro de 2016

Rússia planeja ligar ferrovia de alta velocidade da Europa à China

Transportes sobre trilhos  🚅

A RZD planeja construir a primeira ferrovia de alta velocidade,com o custo de cerca de um trilhão de rublos,entre Moscou e Kazan.A construção da ferrovia de alta velocidade Moscou-Kazan-Yekaterinburgo com extensão até Pequim e o desenvolvimento da rede em direção à União Europeia tem uma importância significativa

Sputnik
© Sputnik/ Maksim Blinov
A Rússia pretende começar a construção de ferrovia de alta velocidade em 2017, o que permitirá ligar os sistemas de alta velocidade da Europa e da China, disse o primeiro vice-presidente da RZD (Caminhos de Ferro Russos), Aleksandr Misharin.
A RZD planeja construir a primeira ferrovia de alta velocidade, com o custo de cerca de um trilhão de rublos, entre Moscou e Kazan.
A assessoria de imprensa da RZD cita Misharin: "A criação da estrada de ferro de alta velocidade na Rússia é o primeiro passo para ligar o sistema europeu Euro Carex ao sistema da Corporação de Ferrovias da China com velocidades até 300 e 250 km/h, respetivamente. A construção da ferrovia de alta velocidade Moscou-Kazan-Yekaterinburgo com extensão até Pequim e o desenvolvimento da rede em direção à União Europeia tem uma importância significativa." Segundo Misharin, a RZD e a Ferrovia de Alta Velocidade, a subsidiária que dirigirá a construção de estradas de ferro de alta velocidade na Rússia, bem como um consórcio russo-chinês e consultores técnicos franceses, já terminaram o projeto de construção da via Moscou – Nizhny Novgorod.
Fonte - Sputnik  19/12/2016

quarta-feira, 26 de outubro de 2016

Europa planeja mobilidade do futuro. Sem combustíveis fósseis

Sustentabilidade

O Partido Verde alemão defende que já a partir de 2030 os veículos a gasolina e diesel sejam proibidos no país.Moção a esse respeito será apresentada na convenção partidária de novembro.Recentemente o Bundesrat (conselho federal, espécie de segunda câmara do Legislativo alemão) aprovou um documento suprapartidário, em que os parlamentares solicitam à Comissão Europeia que verifique a possibilidade de fomentar a mobilidade livre de emissões de gases-estufa, a partir de 2030. 

Deutsche Welle
credito/reprodução
Com a liderança da Alemanha, a Europa vive hoje um forte movimento político para banir os veículos a gasolina e diesel em favor dos elétricos e híbridos. O Partido Verde alemão defende que já a partir de 2030 os veículos a gasolina e diesel sejam proibidos no país. Moção a esse respeito será apresentada na convenção partidária de novembro.
Recentemente o Bundesrat (conselho federal, espécie de segunda câmara do Legislativo alemão) aprovou um documento suprapartidário, em que os parlamentares solicitam à Comissão Europeia que verifique a possibilidade de fomentar a mobilidade livre de emissões de gases-estufa, a partir de 2030. Tudo por meio de impostos e taxas.
Nos EUA também se discute o banimento dos motores a combustão, mas até o momento o debate não ganhou grande amplitude pública. No país de tradição liberal e altamente dependente dos automóveis, os políticos tendem a evitar exigências impopulares desse tipo.
Tradicionalmente, a técnica diesel - especialmente crítica, do ponto de vista ambiental - só tem papel secundário nos EUA. Tal situação deverá se manter, após o escândalo de emissões da Volkswagen e com o endurecimento dos regulamentos referentes ao óxido nítrico.

China: combate ao smog
No maior mercado automobilístico do mundo, não há uma proibição direta dos motores a combustão, mas o governo da China vem empregando meios políticos para que os carros a gasolina desapareçam gradativamente das metrópoles.
Na capital Pequim, por exemplo, em que há mais de 6 milhões de automóveis, as licenças para novos veículos só são concedidas por sorteio, com uma probabilidade de 5% de se obter uma delas. Quem compra um carro elétrico, por outro lado, fica liberado desse procedimento, além de se beneficiar de substanciais subsídios estatais.
A China tem pressa em livrar suas metrópoles dos gases de escapamento, em parte responsáveis pelo crônico smog ("névoa enfumaçada" decorrente da poluição, formada por óxidos nítricos e sulfúricos, ozônio e micropartículas, entre outros componentes). Calcula-se que até 2020 serão vendidos 5 milhões de carros elétricos no país.

Japão: menor consumo de gasolina com híbridos
No Japão, há tempos o óleo diesel é desprezado, na condição de combustível altamente poluidor. Numa medida pioneira, já na virada do século 20 para o 21, Tóquio baniu todos os utilitários "sujos" a diesel: só aqueles conformes com normas de emissão estritas podem trafegar na capital.
O país insular, pobre de matérias-primas e dependente de importações de petróleo, vem empregando combustíveis alternativos há bastante tempo. Em 1995 a Toyota já colocava no mercado o primeiro automóvel híbrido produzido em massa: duas décadas mais tarde há 8 milhões deles nas ruas japonesas. A empresa estima que isso equivalha a uma economia de 22 bilhões de litros de gasolina.

Noruega: até 2025, só não poluentes
Na Europa, a Noruega tem papel pioneiro no combate aos gases causadores do efeito estufa. A partir de 2025, só deverão ser concedidas novas licenças para automóveis não emissores dos agentes poluentes.
No entanto, corre séria controvérsia sobre como alcançar esse objetivo: em vez de se proibirem os veículos movidos a diesel e gasolina, a ideia é desencorajar o uso de motores a combustão. Como primeiro passo, em outubro de 2016 o governo anunciou um aumento de até 0,04 euro por litro nos impostos sobre óleo mineral e combustíveis. Críticos duvidam que a medida baste para impulsionar a revolução verde no país escandinavo.

Reino Unido: longe de ideal
A mídia britânica acompanha com um misto de admiração e espanto incrédulo os avanços noruegueses e alemães no campo da mobilidade sem emissões poluentes. Pelo menos em Londres, é intenso o debate sobre a poluição atmosférica crescente.
Em meados de 2016, o prefeito londrino, Sadiq Khan, anunciou a introdução de um pedágio de emissões para os automóveis mais antigos, no centro da metrópole. O Institute for Public Policy Research reivindicou até mesmo a proibição radical de veículos a diesel na capital inglesa.

França: Paris sem carros antigos
Também da capital francesa deverão ser gradualmente banidos os automóveis mais antigos, mas a discussão ainda não alcançou nível nacional. Desde 2015 a França vem adotando medidas para neutralizar as vantagens fiscais para os veículos a diesel.
A ministra da Energia e Meio Ambiente, Ségolène Royal, anunciou que, a partir de 2017, os descontos de impostos para esses automóveis nas frotas das empresas serão estendidas aos movidos a gasolina, que não teriam motivo para ser colocados em desvantagem.

Itália: carros elétricos em discussão
Na Itália não há, no momento, nenhum debate mais amplo sobre o eventual banimento dos carros a gasolina e diesel. A discussão se concentra, principalmente, em como tornar os elétricos mais atraentes e em reduzir o total de veículos em circulação nas metrópoles.

Holanda: fim da gasolina e diesel
Segundo moção aprovada pelo Parlamento holandês no início de 2016, dentro de dez anos só se concederiam novas licenças a veículos movidos a eletricidade, com uma redução paralela dos a gasolina e diesel, em estágios consecutivos. No entanto o governo considera essa sugestão pouco realista, estabelecendo, em vez disso, um prazo até 2035.
Fonte - Mobilize  26/10/2016

terça-feira, 18 de outubro de 2016

Na Europa,tempo gasto com ida e volta para o serviço,já contam como hora de trabalho

Trabalho

O argumento do tribunal é o de que a nova legislação protege a "saúde e segurança"dos trabalhadores,de acordo com a diretiva Tempo de Trabalho,da União Europeia.A decisão veio no rastro de um imbróglio legal na Espanha, envolvendo a Tyco, empresa de sistemas de segurança e instalação de alarmes.Por ora, decisão vale para trabalhadores que não atuam em escritório fixo.Lei foi aprovada pelo principal tribunal da União Europeia

Do R7
foto - ilustração/Pregopontocom
O mais alto tribunal da Europa, o Tribunal de Justiça da União Europeia (TJUE), aprovou dois pontos que podem revolucionar as relações trabalhistas no mundo. Um deles é o direito de um trabalhador ficar doente durante as férias e ter o período de descanso compensado posteriormente com novas férias. O outro, mais impactante, é o que determina que o tempo do percurso entre a casa e o trabalho, no início e no final de cada dia, deve contar como hora de trabalho.
O argumento do tribunal é o de que a nova legislação protege a "saúde e segurança" dos trabalhadores, de acordo com a diretiva Tempo de Trabalho, da União Europeia. A decisão veio no rastro de um imbróglio legal na Espanha, envolvendo a Tyco, empresa de sistemas de segurança e instalação de alarmes.
Segundo contou o Diário de Notícias, uma empresa, a Tyco, tinha fechado todas as filiais regionais na Espanha, operando apenas da sede em Madrid, de onde comandava todos os funcionários. Os que atuavam em outras cidades eram prejudicados, já que a jornada era contada somente a partir do momento em que eles chegavam aos locais determinados para realizarem suas tarefas.
Isso ocorria mesmo se eles tivessem viajado por horas até o destino para prestar os serviços. Da mesma maneira, o fim do expediente era considerado o momento em que o serviço se encerrava, deixando por conta do trabalhador as horas necessárias para regressar à sua casa.
A decisão, vale lembrar, é restrita a trabalhadores que não atuam em um escritório fixo. É o caso de eletricistas, instaladores de gás, enfermeiros e representantes de vendas, que passam a ter total direito de cobrar pelo tempo das viagens, algo que até agora não podiam fazer.
Não se trata de uma lei vinculativa (do tipo que os países são obrigados a adotar), mas se configura uma determinação legal que já tem obtido jurisprudências em nações europeias.

Outros trabalhadores
Entre as grandes empresas a reação foi de contrariedade. Mas, no futuro, a decisão pode ir além, e se expandir para trabalhadores que atuam em escritório fixo - isso obrigaria as empresas a se preocuparem com as condições de transporte e habitação de seus funcionários.
E, caso as empresas optem por fechar seus escritórios regionais, também aí o empregador terá de arcar com custos. Isso porque os trabalhadores, com a nova lei, também estarão protegidos dessa decisão, argumenta o Tribunal.
"O fato de que os trabalhadores comecem e terminem as viagens, de e para suas casas, é fruto da decisão do empregador, que busca abolir os escritórios regionais. Não se trata de uma opção dos próprios trabalhadores", entendem os juízes.

No Brasil
em nosso país, segundo a CLT (Consolidação das Leis do Trabalho), o desconto do itinerário ainda não é previsto na lei, salvo exceções. Diz o texto de lei: "O tempo despendido pelo empregado até o local de trabalho e para o seu retorno, por qualquer meio de transporte, não será computado na jornada de trabalho, salvo quando, tratando-se de local de difícil acesso ou não servido por transporte público, o empregador fornecer a condução".
A Justiça do Trabalho, porém, tem recebido vários processos relacionados ao tema e analisa cada caso de maneira específica.
Fonte - Mobilize  18/10/2016

domingo, 29 de maio de 2016

Gotardo na Suíça,o túnel mais longo do mundo

Transportes sobre trilhos  🚅

A prioridade é para o transporte dos caminhões ou contentores, mas haverá também trens de passageiros que atravessarão o túnel em 20 minutos a 200 km por hora.O novo túnel levará o tráfego dos países do norte da Europa (Holanda, Bélgica, Alemanha, Polônia) ao sul, desembocando perto da Itália para seguir para a região do Mediterrâneo.

Por Rui Martins
Correio do Brasil
Correio do Brasil
Quarta-feira, primeiro de junho, a Suíça inaugurará o mais longo túnel do mundo de 57 quilômetros, o Túnel Ferroviário de Base de São Gotardo, 17 anos depois de terem começado os primeiros trabalhos de perfuração. A prioridade é para o transporte dos caminhões ou contentores, mas haverá também trens de passageiros que atravessarão o túnel em 20 minutos a 200 km por hora. O destino principal é o porto de Gênova, em plena expansão, dependendo de um prolongamento das linhas férreas do lado italiano, em construção.O maciço de São Gotardo faz parte dos Alpes suíços e pode ser considerado como a espinha dorsal europeia.
O novo túnel levará o tráfego dos países do norte da Europa (Holanda, Bélgica, Alemanha, Polônia) ao sul, desembocando perto da Itália para seguir para a região do Mediterrâneo.
Em termos de inovações e tecnologia, a Suíça, única financiadora do túnel, utilizou a engenharia mais moderna, permitindo aos trens de passageiros rodarem a 200 km por hora e os de carga entre 100 e 120 km por hora.
Em termos ambientalistas, o túnel foi a opção dos suíços contra a passagem por suas estradas de rodagem das jamantas europeias de 28 a 40 toneladas, que, em princípio deverão atravessar a Suíça embarcadas por trens até o Ticino, perto da fronteira com a Itália. Esse desafogamento das estradas, livres dos caminhões holandeses, belgas, alemães, poloneses e ucranianos terá uma enorme importância ecológica e revolucionará os transportes europeus. O risco será a pressão do lobbyeuropeu dos transportes rodoviários, mas a Suíça poderá aumentar o pedágio e facilitar o frete ferroviário.
Para se ter uma ideia da importância da obra, o túnel rodoviário do Gotardo, inaugurado em 1980, com apenas 17 km de comprimento, tem um movimento anual de mais de oito milhões de veículos. Com a transposição dos caminhões para os trens do novo túnel ferroviário, esse túnel rodoviário deverá deixar de ter os habituais engarrafamentos.
A comissária dos Transportes da União Europeia, a eslovena Violeta Bulc, elogiou a Suíça pela construção do túnel dentro do prazo previsto e com poucos reajustes no custo final de 20,5 bilhões de euros, tornando o tráfego norte-sul europeu mais fluido e menos poluente.
Ao contrário do Brasil, onde as ligações ferroviárias continuam sendo precárias e onde teria sido sabotado o projeto do trem-bala Rio-São Paulo, o transporte ferroviário é incentivado e ampliado na Europa. Certas linhas de trens-bala chegam a concorrer com os aviões, dada sua velocidade e o fato de levarem os passageiros diretamente ao centro da cidade.
Fonte - Correio do Brasil  29/05/2016

VEJA AQUI Começa na Suíça a operação do túnel ferroviário mais longo do mundo

segunda-feira, 2 de maio de 2016

Greenpeace revela documentos sobre acordo entre Estados Unidos e União Europeia

Internacional

Os documentos abordam matérias como agricultura, transações no setor industrial e comunicações eletrônicas (incluindo serviços de internet).Os documentos incluem, ainda, os extensos anexos que tratam de matérias sobre aquisições a serem efetuadas pelas respectivas entidades governamentais na União Europeia e nos Estados Unidos

Da Agência Lusa
foto - ilustração/Wikipedia
Mais de 200 documentos confidenciais referentes às negociações entre os Estados Unidos e a Europa sobre o Acordo de Livre Comércio e Investimento (TTIP) foram divulgados hoje (2) pela organização ambientalista Greenpeace.
As 248 páginas são referentes ao projeto de acordo de livre comércio e “confirmam ameaças à saúde pública, ambiente e clima.”
Os documentos abordam matérias como agricultura, transações no setor industrial e comunicações eletrônicas (incluindo serviços de internet).
Os documentos incluem, ainda, os extensos anexos que tratam de matérias sobre aquisições a serem efetuadas pelas respectivas entidades governamentais na União Europeia e nos Estados Unidos; propostas de Washington sobre medidas contra a corrupção; facilidades alfandegárias nas transações comerciais e revisão de tarifas.
O Greenpeace torna público o controverso capítulo acerca da regulação sobre produtos e serviços, incluindo alimentos ou cosméticos; a nova política de rótulos, políticas de concorrência, e medidas sobre pequenas e médias empresas, assim como em companhias estatais.
Além das questões relacionadas a aspetos concretos sobre produtos ou serviços, os documentos divulgados incluem um capítulo de 14 páginas de material que, segundo a organização ambientalista, não se destinava à exibição pública porque descreve as divergências entre a União Europeia e os Estados Unidos, demonstrando a forma como as empresas da indústria privada estão influenciando as negociações para o Acordo de Livre Comércio e Investimento.
Em “nenhum dos capítulos (…) se faz a referência à regra de exceção geral incluída no Acordo Geral sobre Tarifas e Comércio da Organização Mundial do Comércio, que permite aos países regular o comércio para proteger a vida e a saúde de seres humanos, animais e plantas” ou “para a conservação dos recursos naturais”, disse o Greenpeace Holanda.
Para a organização, a omissão desta regra “sugere que ambas as partes criam um regime que coloca o lucro à frente da vida e da saúde dos seres humanos, animais e plantas.”
Fonte - Agência Brasil  02/05/2016

terça-feira, 8 de março de 2016

Bahiatursa fomenta voos da Europa para Bahia em Berlim

Turismo

Essas metas da Superintendência de Fomento ao Turismo (Bahiatursa) serão levadas, em parceria com a Embratur, à 50ª edição da Bolsa Internacional de Turismo de Berlim – ITB/ 2016, que acontece desta quarta-feira a domingo (9 a 13), na Alemanha.

Da Redação
foto - Rennan Calixto
Fomentar o voo da companhia aérea Condor de Frankfurt para Salvador e consolidar as frequências da Air Europa e da TAP destinadas à capital baiana. Essas metas da Superintendência de Fomento ao Turismo (Bahiatursa) serão levadas, em parceria com a Embratur, à 50ª edição da Bolsa Internacional de Turismo de Berlim – ITB/ 2016, que acontece desta quarta-feira a domingo (9 a 13), na Alemanha.
Reconhecida como a maior e mais importante feira da indústria do turismo, a ITB Berlim reúne profissionais renomados dos mais variados segmentos turísticos para o fechamento de negócios, apresentação de novos produtos, participação em seminários e congressos, entre outras atividades.
O evento é uma oportunidade para divulgar o estado no mercado europeu como um todo e aumentar o fluxo turístico da Alemanha, em virtude da expressiva participação de profissionais de outros países. “Será também um momento de mostrar as belezas da Bahia - como Morro de São Paulo e outros destinos turísticos - e divulgar Salvador como sede do futebol nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro”, afirma o superintendente da Bahiatursa, Diogo Medrado.
A última pesquisa da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) de 2015, com dados coletados em 2014, aponta que a Alemanha é o quinto maior emissor de turistas internacionais para a Bahia, representando 6% do seu total de visitantes estrangeiros.
“Devido à grande repercussão que o estado teve na Alemanha, por ter hospedado os seus jogadores durante Copa do Mundo 2014, na Vila de Santo André, na Costa do Descobrimento, no extremo sul, acredita-se que a demanda de turistas alemães para a Bahia deve aumentar nos próximos anos”, enfatiza Medrado.
Segundo a diretora de Promoções da Bahiatursa, Rosana França, a presença em Berlim faz parte de uma estratégia de participação nas feiras internacionais. “Já começamos com a Fitur, em Madri, no mês de janeiro, e fomos agora para a BTL Lisboa. A Alemanha, além de estar entre os principais emissores de turistas para a Bahia, é portão de entrada para países vizinhos”.
Com informações da Secom Ba.  08/02/2016

sábado, 5 de março de 2016

Novo túnel europeu submerso,Fehmarbelt,ligará Alemanha a Dinamarca.

Internacional

O novo túnel europeu rodo-ferroviário, Fehmarbelt,será construído na rota que liga atualmente a Alemanha a Dinamarca através do sistema Vogelfluglinie,de Ferry-Boat.O túnel submerso terá 18 km entre Rødbyhavn em Lolland e Puttgarden na ilha alemã de Fehmarn. 




Uma viagem através do túnel Fehmarnbelt




Construção do Túnel Fehmarnbelt (animação)

foto - ilustração

quarta-feira, 2 de março de 2016

Thalys anuncia planos para lançar serviço de trem de baixo custo entre Paris e Bruxelas

Transportes sobre trilhos

Os trens vão operar em linhas de velocidade convencionais,em vez de linhas de alta velocidade na França para reduzir os custos de infra-estrutura,não terão nenhum buffet,e as vendas de bilhetes serão feitas apenas por meio digital .

Da redação
Foto - ilustração
A  Thalys,operadora de trens de alta velocidade,(LGV Nord entre Paris e Bruxelas),anunciou em 1 de março,planos para lançar um serviço de trem de baixo custo entre Paris e Bruxelas
Os trens vão operar em linhas de velocidade convencionais,em vez de linhas de alta velocidade na França para reduzir os custos de infra-estrutura,não terão nenhum buffet,e as vendas de bilhetes serão feitas apenas pela internet no "izy. com".
Os preços serão a partir de 19 €,quando reservado até dois meses de antecedência,no máximo de € 59 em bancos de série quando reservado uma hora antes da partida,e € 69 para um assento maior padrão XL, o equivalente a primeira classe. Menores de 12 anos pagarão apenas 10 €.
Passageiros vão poder viajar também em pé,sem a garantia de um assento, no carro bar não utilizado,ao preço de 10 €,sendo que nesse caso a quantidade de bilhetes vendidos será bastante limitada
Serão duas viagens de ida e volta por dia,e três nas sextas-feiras e nos domingos.O tempo de viagem será entre 2 h 08 e 2 h 30 min,mais lento do que o tempo de 1 h 22 min gastos nos serviços Thalys LGV, porem sera mas mais rápido do que o transporte rodoviário.
Todos os estudos confirmam que a maioria das pessoas preferem o conforto e a velocidade da Thalys disse o CEO da Thalys,Agnès Ogier,hoje vamos dar um novo passo com uma nova solução, reduzindo a velocidade e simplificando os serviços de bordo,oferecendo uma viagem a um preço baixo,mas que é ainda mais rápido,mais seguro,mais sustentável e mais confortável do que a de carro.
Com informações da Railway Gazette  02/03/2016

terça-feira, 5 de janeiro de 2016

Embraer expande base de clientes na Europa

Transporte aéreo

“Seguindo o caminho que outras empresas aéreas trilharam na Europa, a Austrian utilizará os E-Jets para substituir aeronaves mais antigas e menos eficientes, criando assim valor para seus proprietários e parceiros, além de oferecer um excelente produto para seus passageiros em termos de conforto”, disse Mathieu Duquesnoy, Diretor de Marketing e Vendas, Europa e Oriente Médio, Embraer Aviação Comercial. 

Portogente
foto - ilustração/Embraer
A Austrian Airlines tornou-se a mais recente operadora dos E-Jets da Embraer. A empresa aérea lançou hoje voos regulares com o jato E195 a partir de Viena para vários destinos da Europa Central, como Belgrado, Varsóvia, Hamburgo, Tessalônica e Tirana, entre outros. A companhia aérea começou a incorporar 17 jatos usados do modelo E195 à frota nos últimos meses.
“Seguindo o caminho que outras empresas aéreas trilharam na Europa, a Austrian utilizará os E-Jets para substituir aeronaves mais antigas e menos eficientes, criando assim valor para seus proprietários e parceiros, além de oferecer um excelente produto para seus passageiros em termos de conforto”, disse Mathieu Duquesnoy, Diretor de Marketing e Vendas, Europa e Oriente Médio, Embraer Aviação Comercial. “Os E-Jets são os aviões mais eficientes e de menor custo operacional que estão sendo entregues no segmento atualmente.”
“Estamos muito felizes em integrar jatos da Embraer à nossa frota. Estas aeronaves de 120 lugares vão usar 18% menos combustível por assento. Portanto, no futuro, voar com a Austrian Airlines, será ainda mais ambientalmente amigável”, disse Robert Heusmann, líder do projeto de incorporação de jatos Embraer na Austrian Airlines.
A companhia aérea utilizará os E195, que pertenciam à Lufthansa CityLine, para substituir uma frota de jatos Fokker 70 e Fokker 100. Agora, a frota terá uma idade média de quatro anos, substituindo Fokkers com idade média de cerca de 21 anos. Os E195 estarão configurados com 120 assentos.
A Embraer é a única fabricante a desenvolver uma moderna família de quatro aviões especificamente para o segmento de 70 a 130 assentos. Desde o lançamento formal do programa, em 1999, a Embraer registrou cerca de 1.700 encomendas e mais de 1.200 entregas, com os E-Jets redefinindo o conceito tradicional de aeronaves regionais, operando em toda uma gama de aplicações de negócios, com cerca de 70 clientes de 50 países. O primeiro E-Jet entrou em serviço em 2004.
Fonte - Portogente  05/01/2016

quinta-feira, 31 de dezembro de 2015

Mercosul e neocolonialismo

Economia

Também conhecido como Tratado dos Panos e Vinhos, o Tratado de Methuen, entre Inglaterra e Portugal, que vigorou de 1703 a 1836, envolvia a troca entre produtos têxteis ingleses e vinhos portugueses.Embora lesivo aos interesses lusos, o acordo teve vida longa e, praticamente, destruiu a incipiente indústria portuguesa,se o acordo UE-Mercosul não for bem negociado, pode vir a constituir uma reedição do Tratado de Methuen. Em outras palavras: a adoção explícita do neocolonialismo.

Por Milton Lourenço *
imagem/Portogente
Quem conhece minimamente História sabe das consequências do Tratado de Methuen para Portugal e Brasil. Também conhecido como Tratado dos Panos e Vinhos, esse acordo entre Inglaterra e Portugal, que vigorou de 1703 a 1836 e levou esse nome em homenagem ao negociador pelo lado inglês, o diplomata John Methuen (1650-1706), envolvia a troca entre produtos têxteis ingleses e vinhos portugueses.
Embora lesivo aos interesses lusos, o acordo teve vida longa e, praticamente, destruiu a incipiente indústria portuguesa, com o conseqüente atrelamento da economia do país à Inglaterra. Como a demanda portuguesa por tecidos era bem maior que a riqueza produzida pela venda de vinho à Inglaterra, os portugueses acumularam grandes dívidas pela necessidade crescente de consumir produtos ingleses manufaturados.
Para tanto, durante quase todo o século XVIII, esse déficit foi suprido com o envio de barras de ouro e pedras preciosas que eram extraídas no Brasil. Como dependia da Inglaterra para se manter como nação independente diante da vizinha Espanha, Portugal teve de se submeter aos interesses britânicos, deixando de aproveitar um período em que a prosperidade trazida pelo ouro poderia ter impulsionado a sua modernização.
A que vêm estas reflexões históricas? Vêm a propósito das negociações entre Mercosul e União Europeia (UE) que se arrastam desde 1999 e que, aparentemente, caminhariam para uma conclusão, diante da próxima proposta sul-americana que atenderia à exigência dos europeus de liberação de pelo menos 90% dos produtos trocados pelos dois lados.
Como se sabe, a última proposta do Mercosul, apresentada em 2004, chegou a 87%, mas não houve consenso. Desde então, divergências entre os sócios do Mercosul impediram que o bloco definisse uma nova proposta. Além disso, como os preços das commodities estavam nas alturas, os latino-americanos não pareciam muito interessados em consumar o pacto.
Acontece, porém, que hoje o contexto internacional é outro. A UE claramente espera concluir antes os projetados acordos com EUA, Índia e Japão. Com isso, estará numa situação bem confortável para negociar com o Mercosul, que, por sua vez, ficará praticamente “asfixiado” e condenado a uma posição subalterna, sendo obrigado a aceitar as regras impostas pelos demais blocos, sem condições de discuti-las.
Diante disso, se não for bem negociado, o acordo UE-Mercosul pode vir a constituir uma reedição do Tratado de Methuen. Em outras palavras: a adoção explícita do neocolonialismo.
*Milton Lourenço - É presidente da Fiorde Logística Internacional e diretor do Sindicato dos Comissários de Despachos, Agentes de Cargas e Logística do Estado de São Paulo (Sindicomis) e da Associação Nacional dos Comissários de Despachos, Agentes de Cargas e Logística (ACTC)
Fonte - Portogente  30/12/2015

terça-feira, 13 de outubro de 2015

Abraçado pela China, monotrilho é secundário nos EUA e Europa

Transportes sobre trilhos

Das linhas existentes no Primeiro Mundo, a maior parte serve a parques ou aeroportos, é curta e transporta poucas pessoas em relação ao metrô convencional.Na Europa, os planejadores preferem o VLT (veículo leve sobre trilhos), espécie de bonde moderno. Nos Estados Unidos, o mais comum são monotrilhos para ligar terminais de aeroportos ou centros de lazer —como o parque da Disney, na Flórida.

Folha de São Paulo - RF
foto - ilustração
Entusiastas do monotrilho costumam lembrar que a linha mais antiga do mundo com essa tecnologia fica na Alemanha —como um sinal de que o sistema é viável e aprovado em países ricos.
Mas o monotrilho de 13 km de Wuppertal, inaugurado em 1901, nunca foi expandido para formar uma rede e é visto mais como atração turística.
Das linhas existentes no Primeiro Mundo, a maior parte serve a parques ou aeroportos, é curta e transporta poucas pessoas em relação ao metrô convencional.
A exceção é o Japão, onde os trens de trilho único estão presentes em dez cidades e são encarados como parte da rede de transporte público.
Na Europa, os planejadores preferem o VLT (veículo leve sobre trilhos), espécie de bonde moderno. Nos Estados Unidos, o mais comum são monotrilhos para ligar terminais de aeroportos ou centros de lazer —como o parque da Disney, na Flórida.
Os críticos dizem que o monotrilho tem poucas vantagens em relação a outros meios, além de causar grande impacto na paisagem urbana. Vizinhos das obras em São Paulo frequentemente dizem temer um efeito Minhocão —referência à degradação embaixo da via elevada no centro da capital paulista.
Apontam ainda que a desativação de linhas de monotrilho, como aconteceu em Sydney, na Austrália, é um sinal das deficiências do modal.
Inaugurada em 1988, a linha de 3,6 km parou de circular em 2013, sob a justificativa de que era pouco usada e de que os custos operacionais para mantê-la funcionando não valiam a pena.
Dezenas de outros projetos anunciados acabaram engavetados após estudos de viabilidade, como os dos monotrilhos de Jacarta (Indonésia), Bancoc (Tailândia), Johanesburgo (África do Sul) e Teerã (Irã). Alguns foram abandonados mesmo depois de as obras serem iniciadas.
No Brasil, também não avançou a proposta de fazer um monotrilho em Manaus a tempo da Copa de 2014.
Infelizmente, o monotrilho não cumpriu sua promessa. Em vez de inaugurar uma nova era de transporte público rápido e limpo, sua história tem sido a de linhas limitadas e financeiramente insustentáveis, afirma relatório do ITDP, entidade de Nova York que estuda transporte e desenvolvimento.
Os defensores do modelo dizem que, bem planejados e executados, os monotrilhos são a saída mais rápida para expandir a rede de transporte. Por isso, fabricantes concentram esforços nos países em desenvolvimento.
O maior exemplo é na cidade chinesa de Chongqing, que conseguiu inaugurar duas linhas, com mais de 80 km, em menos de dez anos.
Só porque a Europa não usa monotrilho não significa que é uma má ideia. Todo sistema ferroviário tem desafios. As linhas de São Paulo ainda estarão prontas em menos tempo do que um metrô, por muito menos dinheiro, diz Kim Pedersen, da Monorail Society, entidade que reúne entusiastas do modal.
Fonte - Revista Ferroviária  13/10/2015

COMENTÁRIO Pregopontocom
""As linhas de São Paulo ainda estarão prontas em menos tempo do que um metrô, por muito menos dinheiro, diz Kim Pedersen, da Monorail Society, entidade que reúne entusiastas do modal.""
Será mesmo???!!!!!...a que custo?????....quanto já custou os mirrados 2,9 km da linha 15 de SP até então??????

quarta-feira, 9 de setembro de 2015

Um quarto da população da União Europeia vive em risco de pobreza, diz Oxfam

Internacional

Segundo os dados do estudo intitulado “Europa para a maioria, não para as elites”, 123 milhões de pessoas vivem atualmente em risco de pobreza na região, enquanto 342 cidadãos europeus são considerados bilionários. O estudo da Oxfam qualificou os atuais níveis de desigualdade na UE como uma “injustiça inaceitável”.

Da Agência Lusa
foto - ilustração
A Europa registou níveis “inaceitáveis” de desigualdade em 2015, com um quarto da população da União Europeia (UE) vivendo em risco de pobreza e de exclusão social. A conclusão está em um relatório da organização não-governamental Oxfam, apresentado hoje (9) em Madri.
Segundo os dados do estudo intitulado “Europa para a maioria, não para as elites”, 123 milhões de pessoas vivem atualmente em risco de pobreza na região, enquanto 342 cidadãos europeus são considerados bilionários. O estudo da Oxfam qualificou os atuais níveis de desigualdade na UE como uma “injustiça inaceitável”.
“O diagnóstico da Oxfam está correto: os níveis de pobreza e de desigualdade na Europa, agravados pela crise econômica e pelas medidas de austeridades, são inaceitáveis. É hora de se adotarem medidas com o objetivo de promover a recuperação do investimento e do emprego, bem como para cicatrizar as feridas abertas pela perda em massa de postos de trabalho, pela redução dos salários reais e pelos cortes nos serviços públicos, especialmente em países como a Grécia, Espanha e Portugal, mas também em toda a Europa”, escreveu Stephany Griffith-Jones, conceituada especialista da universidade norte-americana de Columbia, no preâmbulo do relatório.
Em 2013, cerca de 50 milhões de pessoas no bloco europeu não conseguiam satisfazer suas necessidades materiais básicas, o que representou aumento de 7,5 milhões de pessoas em relação aos dados de 2009. Este cenário atingia então 19 dos 28 Estados-membros, incluindo Portugal, Espanha, Grécia, Irlanda e Itália.
No mesmo período, o número de bilionários aumentou de 145 para 222 e continuou a crescer até hoje, para os atuais 342. Cerca de 85% dos bilionários do espaço comunitário são homens com mais de 60 anos. Além disso, entre 2010 e 2013, o setor dos bens de luxo na Europa registou um aumento de 28%.
O grau de desigualdade econômica e de concentração de rendas variam em cada país do bloco, mas a Bulgária e a Grécia registram os piores resultados em quase todos os indicadores analisados para determinar o risco de pobreza.
A Grécia apresenta uma das diferenças mais amplas entre as rendas das classes mais ricas e das classes mais pobres, bem como elevada taxa de desemprego. O Reino Unido tem o nível mais elevado de desigualdade salarial.
Em contraste, os países mais igualitários da União Europeia são a Eslováquia, Malta, República Tcheca e a Eslovênia.
Os valores mais altos de pobreza na população ativa verificam-se na Romênia e na Grécia, mas os dados mostram que estão aumentando em outros países, como a Alemanha.
A diferença salarial por gênero também continua sendo uma realidade na Europa e são as mulheres da Alemanha, Áustria e República Tcheca que têm as maiores disparidades salariais na comparação com os trabalhadores do sexo masculino.
Fonte - Agência  Brasil  09/09/2015

segunda-feira, 31 de agosto de 2015

Entra em funcionamento ferrovia entre China e Europa

Ferrovias/Internacional

A ferrovia, que tem uma extensão de 9800 quilômetros, começa em Changchun, sai da China pelo porto Manzhouli, passa pela Rússia, Bielo Rússia, Polônia e chega à Alemanha.

China Radio Internacional - RF
foto - ilustração/transtrilhos
Um trem cheio de mercadorias partiu hoje (31) de Changchun, capital da província de Jilin, nordeste da China, e 14 dias depois, chegará a Schwarzheide, Alemanha. No dia 28 deste mês, o trem que viaja da Alemanha para Changchun, também partiu. Isso significa que a ferrovia que liga o nordeste chinês e a Europa entrou completamente em funcionamento.
A ferrovia, que tem uma extensão de 9800 quilômetros, começa em Changchun, sai da China pelo porto Manzhouli, passa pela Rússia, Bielo Rússia, Polônia e chega à Alemanha.
A ferrovia beneficia não só a região nordeste da China, mas também o Japão, Coreia do Sul, Mongólia e outros países do nordeste da Ásia, permitindo serviços "porta a porta" de tais países para os países europeus, como a Polônia, Itália, República Checa, França, Espanha, Alemanha, entre outros.
Fonte - Revista Ferroviária  31/08/2015