UMA GRANDE NAÇÃO SE CONSTROI COM EDUCAÇÃO, CIDADANIA E SOBERANIA

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quinta-feira, 11 de março de 2021

Viagem no tempo: conheça as principais opções de trem turístico no Brasil

Turismo Ferroviário   🚂🚃🚃🚃🚃

Em 2019, segundo dados da Abottc, cerca de 3 milhões de passageiros viajaram de trem pelo Brasil.O Trem Republicano, atrativo turístico operado pela Serra Verde Express, percorre os trilhos entre Itu e Salto, municípios a pouco mais de 80 quilômetros da capital paulista.Operada pela VLI Trens Turísticos, a rota São João Del-Rei a Tiradentes (MG) possui 12 quilômetros de extensão, realizado entre 40 e 50 minutos, a bordo de uma locomotiva a vapor com capacidade para até 250 passageiros.

Brasil Turis*
foto - reprodução
No final de 2020, o estado de São Paulo inaugurou um atrativo que combina história, cultura e lazer com um toque de nostalgia. O Trem Republicano, atrativo turístico operado pela Serra Verde Express, percorre os trilhos entre Itu e Salto, municípios a pouco mais de 80 quilômetros da capital paulista. O nome faz alusão à Convenção de Itu, a primeira realizada no Brasil República, em 1873. Foram 15 anos para estruturar o trem turístico e fazer o roteiro de 7,6 quilômetros sair do papel. Ao que parece, a espera valeu a pena. Com investimento de R$ 14,1 milhões do governo do estado paulista, o tour propõe um resgate às origens dos locais visitados e é uma homenagem ao turismo de antigamente, sem deixar de lado as comodidades da vida moderna. A viagem de 40 minutos é realizada em uma locomotiva de 1952, movida a diesel, que pertencia à Companhia Mogiana de Estradas de Ferro. Os três vagões comportam até 132 passageiros, sendo um convencional, um turístico e um pet friendly. Por conta das limitações decorrentes da pandemia, as operações ocorrem de segunda à sexta-feira, das 9h às 17h, com dois trajetos de ida e dois de volta. Durante a cerimônia de inauguração, em dezembro do ano passado, Vinicius Lummertz reforçou a importância da novidade. “Nós precisamos do turismo ferroviário em toda São Paulo para podermos começar a fazer com que esse modal seja um conjunto comercializado pelas agências de viagens, desejado pelas pessoas que já fazem o trajeto Curitiba/Paranaguá. Aqui não é apenas um passeio turístico de trem, é muito mais que isso, e veremos, ao longo do tempo, que muitas coisas serão construídas no entorno, gerando riqueza, empregos e oportunidades pelo turismo”, defendeu o secretário Estadual de Turismo. Adonai Aires de Arruda, diretor-presidente da Serra Verde Express e da Associação Brasileira das Operadoras de Trens Turísticos e Culturais (Abottc) reforça a opinião de Lummertz. “Acreditamos que podemos propiciar lazer, cultura e história aos turistas e moradores. Com o trem turístico, a tendência é que muitos viajantes de outros locais do estado e de todo o Brasil passem a conhecer a cidade”, reforça. Quem quiser agregar mais experiência ao roteiro, pode oferecer aos clientes passeios opcionais aos atrativos do entorno. As sugestões são o Parque Maeda, o Museu de Energia, o Museu Republicano e o Parque Ecológico do Varvito, entre outros. “O trem é sempre o ícone, a cereja do bolo, mas é necessário que as ferramentas regionais estejam adaptadas e aptas ao atendimento dos turistas em todos os graus de exigência”, complementa Arruda.

Na Mira
Em 2019, segundo dados da Abottc, cerca de 3 milhões de passageiros viajaram de trem pelo Brasil. O produto tem a particularidade de não ser sazonal e é indicado para todos os perfis, desde viajantes solo até grupos familiares e de amigos, além de atender a diferentes classes econômicas. Arruda reforça que há outros três projetos em andamento, além de atenção especial à ampliação de ofertas nas regiões já operadas. “Desenvolvemos produtos voltados a todos os públicos, desde aqueles turistas que buscam por desprovimento total, como os mochileiros, até ciclistas e terceira idade. Também temos pacotes criados para aqueles que querem um passeio mais luxuoso, para comemorar uma data especial ou impressionar alguém com a experiência”, enfatiza o diretor-presidente da Abottc. O mais recente roteiro ferroviário se une a outros 28 tours sobre trilhos que já estão no catálogo da Bancorbrás. A agência informa que o Trem Serra do Mar (PR), o Trem do Vinho (RS) e o trajeto entre São João Del-Rei e Tiradentes (MG) são os destaques. “O aumento na procura depende de uma maior divulgação dos trens em operação ou de roteiros específicos para turismo, visto que as viagens nacionais são as mais propícias atualmente”, afirma Christian Soliva, coordenador da Bancorbrás. Todas as opções informaram que operam sob protocolos de segurança no combate à covid-19, incluindo limitação na capacidade de público por viagem. É válido ressaltar que a disponibilidade de rotas pode variar de acordo com a fase em que cada localidade se encontra, portanto vale verificar o site das operadoras dos passeios com antecedência para checar eventuais mudanças nos itinerários.

De Volta ao ao Século XIX
Operada pela VLI Trens Turísticos, a rota São João Del-Rei a Tiradentes (MG) possui 12 quilômetros de extensão, realizado entre 40 e 50 minutos, a bordo de uma locomotiva a vapor com capacidade para até 250 passageiros. A maria-fumaça roda sobre a antiga Estrada de Ferro Oeste de Minas (Efom), inaugurada em 1881 por Dom Pedro II e oferece aos turistas um vislumbre da natureza do entorno e da arquitetura de dois séculos atrás, preservada nas estações. Um dos pontos altos do passeio – na ponta Tiradentes – é a rotunda, o giro manual realizado quando a locomotiva chega ao destino, alterando o sentido da viagem. Já em São João Del-Rei, o visitante pode aprender sobre a história ferroviária brasileira no museu local. Segundo a concessionária, a rota cruza fazendas centenárias, rios, montanhas e permite avistar belas paisagens, como o Rio das Mortes e a Serra de São José, área de preservação ambiental também conhecida como Serra de Tiradentes.

Natureza, Túneis e Pontes
Outro tour que vale a pena indicar é o roteiro Serra do Mar, com o trecho entre as estações de Curitiba e Morretes (PR), pela estrada de ferro que teve a Princesa Isabel como primeira passageira, em 1884. O percurso de 68 quilômetros, realizado pela Serra Verde Express em 4 horas e 15 minutos, inclui lanche, serviço de bordo e guia local. A operadora também vende uma extensão rodoviária de Morretes a Antonina e opções focadas em experiências – como o Expresso Classique (jantar a bordo, com inspiração nos anos 1930, embarque e desembarque em Curitiba) e os pacotes na litorina de luxo. Além das belezas naturais que acompanham o trajeto, os turistas também se encantam com as criações humanas. São 13 túneis e 41 pontes, incluindo a de São João, com 55 metros de altura, e o Viaduto de Carvalho, que conecta os túneis 4 e 5 e promove a sensação de flutuação. Há ainda, o túnel da Roça Nova com 457 metros de comprimento localizado 956,63 metros acima do nível do mar.

Tradição Regional
Seguindo para a Serra Gaúcha (RS), o Trem do Vinho é operado pela Giordani Turismo, desde 1992. O roteiro passa pelos municípios de Bento Gonçalves, Garibaldi e Carlos Barbosa e promete uma série de experiências enogastronômicas. “O trem sempre teve um papel ligado ao desenvolvimento e à conexão de pessoas. Acreditamos neste princípio e seguimos em constante aperfeiçoamento para melhor receber os visitantes desde o nosso primeiro passeio”, declara Andréia Zucchi, diretora-executiva da Giordani Turismo e Eventos. A viagem de duas horas inclui teatro, coro italiano, show gaúcho e degustação de produtos alcoólicos e não alcoólicos derivados da uva, nas estações de cada município. No Parque Cultural Epopeia Italiana a história da imigração na região é encenada em um espetáculo que tem nove cenários em tamanho real. “O passeio fomenta toda a cadeia do turismo em três cidades e dá espaço para que os artistas se apresentam nas estações e no interior da Maria Fumaça. Beneficia também comerciantes, prestadores de serviços e estabelecimentos que recebem os viajantes que vêm à região para o passeio de Maria Fumaça”, finaliza.  
*https://brasilturis.com.br/viagem-no-tempo-conheca-as-principais-opcoes-de-trem-turistico-no-brasil/
Fonte Revista Ferroviária  11/03/2021

quarta-feira, 10 de julho de 2019

Ferrovia Madeira Mamoré com ‘Oscip Amigos do Trem’, um negócio de futuro para Porto Velho

Transportes sobre trilhos  🚄🚃🚃🚃

A ideia do restabelecimento do antigo trecho ferroviário entre essa Capital à cidade de Guajará-Mirim, na fronteira com a Bolívia,surgiu faz algum tempo. E só agora, diante da suposta fragilidade técnica e jurídica verificada em movimentos anteriores, a nova organização cujo nome a ser dado será de ‘OSCIP – Amigos do Trem da Estrada de Ferro Madeira Mamoré’ pretende trabalhar em conjunto com outras entidades mais antigas. Porém, com linhas de atuação diferenciada na busca da implantação de um novo sistema.

Rondônia News
foto - ilustração/arquivo
Começa a ganhar corpo o projeto de criação, instalação e funcionamento de uma Organização Social Civil de Interesse Público (OSCIP) voltada a defender, com mais precisão e resultados, o restabelecimento do antigo trecho ferroviário entre essa Capital à cidade de Guajará-Mirim, na fronteira com a Bolívia.
A idéia surgiu faz algum tempo. E só agora, diante da suposta fragilidade técnica e jurídica verificada em movimentos anteriores, a nova organização cujo nome a ser dado será de ‘OSCIP – Amigos do Trem da Estrada de Ferro Madeira Mamoré’ pretende trabalhar em conjunto com outras entidades mais antigas. Porém, com linhas de atuação diferenciada na busca da implantação de um novo sistema.
Após consultas a faculdades do Sul de Minas Gerais que promovem cursos de qualificação em projetos econômicos sustentáveis para restauro de ferrovias, uma das partes do grupo de interesse informou que ‘já realizou reuniões em Porto Velho, Guajará-Mirim, Guayaramerín (Bolívia) e em Brasília sobre essa possibilidade, no futuro.
Com a ida de um dos principais consultores em patrimônio artístico, histórico e cultural credenciado no IPHAN estadual aos quadros técnicos da Prefeitura local, ‘um Ante-Projeto sobre a reativação da legendária Estrada de Ferro Madeira Mamoré (EFMM) poderá ser discutido ainda nesse segundo semestre deste ano. Desta feita, fora dos padrões já conhecidos, onde a iniciativa privada seja chamada a participar com sua vasta experiência em negócios do segmento do setor.
O objetivo do novo projeto é atrair artistas, escritores, historiadores, músicos, ex-ferroviários empregados da ‘Ferrovia do Diabo’, além de capital privado para botar novos trens para andar sobre os trilhos até a fronteira bi-nacional. A medida, segundo disseram interlocutores ‘teria caído como uma luva dentro da Fundação Cultural por conta da concessão de 50 anos da ferrovia ao Município’.
O técnico do IPHAN – que não teve o nome revelado – será procurado pelos coordenadores da futura OSCIP Amigos do Trem da estrada de Ferro Madeira Mamoré’, haja vista que se trata de um profissional habilitado e que atuou durante o trâmite e aprovação do Projeto de Revitalização do Complexo Ferroviário sob a chancela da Prefeitura.
Como se vê, o grupo de interesse que busca aprimorar as lutas pelo resgate e restabelecimento da Estrada de Ferro, em parceria com as demais entidades já existentes, revela que ‘dois deputados da bancada rondoniense no Congresso foram instados’ e que, de agora em diante, já partir do dia 9, espera confirmação de audiências nos ministérios do Turismo e dos Transportes.
Deve, ainda, realiza audiências públicas para definir suas linhas de atuação, diferentemente, de similares existentes no Estado. Uma das diretrizes é a defensa incontinenti da preservação e conservação do Patrimônio Ferroviário, também, com foco na construção da ferrovia para o Pacífico no eixo Rondônia, Acre até ao Porto de Iquiqui, no Chile.
Uma das iniciativas da nova entidade e dentro das linhas de atuação da ‘OSCIP- Amigos do Trem da Madeira Mamoré’, como pauta central, trata-se da implantação específica do ‘Trem do Turismo Porto Velho-Guajará-Mirim’, concomitantemente, na interligação com o traçado da Ferrovia Para o Pacifico.
Instado pela Reportagem de o NEWSRONDÔNIA sobre o restabelecimento do trecho da Ferrovia Madeira Mamoré no traçado de Porto Velho até a fronteira, o prefeito de Guajará-Mirim, Cícero Noronha classificou a medida como ‘uma boa idéia’. Segundo ele, ‘será de extrema importância para alavancar o turismo e os negócios nosso lado da fronteira’.
Um possível integrante da nova entidade de defesa da conservação e preservação da cultura ferroviária e que esteve na audiência com a ministra de Barbados, em Porto Velho, disse que ‘devemos mobilizar gestores e políticos com mandatos a se irmanarem nessa, mas, despeito do espírito ideológico pelo bem de todos’. Segundo a fonte, antes de Brasília aparte dos dirigentes irá visitar a oficina do Trem de Turismo Rio-Minas para tomarem experiência sobre o modelo a ser implantado, por aqui.
Fonte - Abifer   09/07/2019

sábado, 18 de agosto de 2018

Passeios com trens turísticos no Sul atraem mais de 50 mil pessoas

Turismo ferroviário  🚄🚃🚃🚃

O “trem natalino” e os passeios realizados nos municípios Lapa (PR), Ponta Grossa (PR), Lages (SC) e Vacaria (RS) vem sendo organizados de maneira esporádica e têm atraído um público apaixonado por ferrovia.A estrela desses passeios é a locomotiva a vapor 204 (articulada), fabricada pela Baldwin Locomotive Works, na década de 1950. Marcio Assad,coordenador do Centro de Memória Ferroviária da Lapa, conta que esse modelo é o único em funcionamento na América do Sul.

Revista Ferroviária
foto - ilustração/arquivo
Os passeios de turismo ferroviário em cidades do Sul do país atraíram mais de 50 mil pessoas desde que foram lançados, no final do ano passado, até o momento, segundo o coordenador do Centro de Memória Ferroviária da Lapa Márcio Assad. O “trem natalino” e os passeios realizados nos municípios Lapa (PR), Ponta Grossa (PR), Lages (SC) e Vacaria (RS) vem sendo organizados de maneira esporádica e têm atraído um público apaixonado por ferrovia. A estrela desses passeios é a locomotiva a vapor 204 (articulada), fabricada pela Baldwin Locomotive Works, na década de 1950. Assad conta que esse modelo é o único em funcionamento na América do Sul.
O projeto é uma parceria com a ABPF (Associação Brasileira de Preservação Ferroviária) - regionais Paraná e Santa Catarina - e a Rumo. A ABPF fornece as composições enquanto a Rumo cede a malha para estas linhas turísticas e fornece apoio logístico como, por exemplo, a integração com o seu centro de controle operacional. Os trens fazem passeios de curta distância, com custo médio de R$ 50, recheados de atrações culturais que buscam proporcionar uma experiência completa para a família.
A intenção de Assad é profissionalizar a operação, para que ela seja rentável e envolva a comunidade. Além disso, o objetivo é que o trem, alvo da curiosidade dos turistas, vire também um meio de transporte e um polo cultural. “Nossa intenção é contextualizar o trem historicamente, em uma ação econômica que transcenda o trem, envolva as associações comerciais e movimente divisas. (...) Nós queremos que o turismo seja familiar. Que o avô vire o protagonista para contar ao neto a experiência que ele teve na ferrovia”.
O impulso para o início destes passeios foi o trem natalino, que operou no fim do ano passado. A locomotiva 204, especialmente decorada, partiu de Curitiba e fez um passeio circular, percorrendo cidades como Pinhais, Piraquara, Araucária, Lapa (região Metropolitana) e o litoral do estado (região de Morretes e do porto de Paranaguá).
Os passeios de Maria Fumaça já não ocorriam há 20 anos na região. “Foi um sucesso tremendo, emblemático”. Para este ano a ideia é ter três passeios deste tipo, dois deles circulando na região de Curitiba e outro entre Santa Catarina e o Rio Grande do Sul.
Assad disse que está sendo verificada a viabilidade técnica, econômica e financeira de realizar passeios regulares de trem turístico, em especial nas cidades de Lapa, que é uma cidade histórica com tradição turística, e em Ponta Grossa, onde os passeios atraíram milhares. Hoje, os eventos acontecem apenas em datas especiais.
Existem mais projetos de trens turísticos em andamento. A expectativa é que comece em novembro o roteiro do trem natalino que irá percorrer cidades de Santa Catarina e do Rio Grande do Sul. Começando por Lages, o roteiro prevê percorrer Vacaria, Guaporé e Santa Maria em outro passeio circular. “Essas são as cidades confirmadas. Outros municípios deverão ser incorporados ao roteiro”, diz Assad.
Na região de Sorocaba (SP) os municípios de Sorocaba, Laranjal Paulista, Jumirim, Votorantim, Iperó, Conchas e Pereiras, organizados por meio de um consórcio e com a coordenação do Centro de Memória da Lapa, pretendem fazer roteiros de turismo férreo. Também há negociações menos avançadas envolvendo as cidades de São Roque, Alumínio, Mairinque, Boituva e Cerquilho. “Estamos sendo muito procurados por prefeitos que desejam trens turísticos, mas não embarcaremos em aventuras”, falou o coordenador.
Assad revelou ainda que está vindo em novembro de Rio Negrinho (SC) para Curitiba (PR) a Maria Fumaça 11, de 1883, a primeira que rodou no estado. A 11 é uma locomotiva tipo Baldwin, fabricada nos Estados Unidos, e que faz parte do patrimônio da antiga Rede Ferroviária Federal. Ela está sendo recuperada pela ABPF na sua oficina e, assim que estiver disponível, fará o trem natalino e depois os passeios como o trem da Lapa.

Memória Ferroviária
A Biblioteca Pública do Paraná promove, em parceria com o Instituto Histórico e Geográfico do Paraná e o Centro de Memória da Lapa, a segunda semana paranaense da memória ferroviária. O evento acontece entre os dias 10 e 13 de setembro na Biblioteca e no Instituto Histórico e Geográfico do Paraná, com entrada gratuita. Neste ano a semana tem como tema o cinquentenário da ferrovia Tronco Principal Sul.
Criado no evento do ano passado o prêmio “Tirefond de Ouro” é um reconhecimento para aqueles que efetivamente contribuíram de forma decisiva para a preservação da memória ferroviária. “A comissão organizadora foi unânime na decisão em conferir esta honraria para a empresa de logística RUMO, concessionária da ferrovia, pela promoção do “Trem natalino” e pelo incentivo à volta dos passeios de turismo férreo nos três estados do Sul”, segundo Assad.
Fonte - Revista Ferroviária  17/08/2018

sexta-feira, 20 de julho de 2018

Revitalização de linha férrea cria expectativa por aumento de trens turísticos no Sul de Minas

Turismo ferroviário  🚄🚃🚃🚃

Hoje a região possui duas linhas em funcionamento: o Trem da Mantiqueira, que circula em Passa Quatro (MG) e o Trem das Águas, que liga São Lourenço a Soledade de Minas (MG). Um outro trecho, entre Poços de Caldas (MG) e Águas da Prata (SP), chegou a ter um convênio assinado para reativação da linha, mas o projeto não saiu do papel. Há ainda a previsão para que seja implantado em breve um novo trem que faria o trajeto turístico entre Lavras (MG) e Varginha (MG).

G1
foto - ilustração
Com a publicação da licitação que irá escolher a empresa que fará a recuperação da linha férrea que liga São Lourenço (MG) a São Sebastião do Rio Verde (MG), o Sul de Minas já tem uma previsão para ganhar um novo trem turístico. A recuperação desta linha férrea, cria uma expectativa para que outros trechos também possam voltar a circular na região.
Hoje a região possui duas linhas em funcionamento: o Trem da Mantiqueira, que circula em Passa Quatro (MG) e o Trem das Águas, que liga São Lourenço a Soledade de Minas (MG). Um outro trecho, entre Poços de Caldas (MG) e Águas da Prata (SP), chegou a ter um convênio assinado para reativação da linha, mas o projeto não saiu do papel. Há ainda a previsão para que seja implantado em breve um novo trem que faria o trajeto turístico entre Lavras (MG) e Varginha (MG).
O G1 lista abaixo a situação de todos os trens turísticos em funcionamento no Sul de Minas e também os projetos e discussões de revitalização.

São Sebastião do Rio Verde
Em São Sebastião do Rio Verde, no dia 5 de julho, foi assinado um convênio para revitalização do trecho ferroviário de 20 km que liga o município a São Lourenço. No dia seguinte, a Prefeitura Municipal publicou o edital de licitação para contratar a empresa que terá um ano para concluir as obras.
“As empresas interessadas apresentarão a documentação do certame no dia 17 de agosto. E, no dia 24, serão apresentadas as propostas para as obras que deverão começar após as eleições, ainda em outubro deste ano”, fala o assessor de Controle Interno daPrefeitura de São Sebastião do Rio Verde, Claudinei Pascoal Ribeiro.
Segundo a Companhia de Desenvolvimento de Minas Gerais (Codemge), através de sua assessoria de comunicação, a recuperação dos trilhos que ligam São Sebastião do Rio Verde a São Lourenço, está orçada em mais de R$ 7,8 milhões. Desse valor, R$ 343,7 mil terão que ser bancados pelo município como contrapartida.
“A vigência do convênio é de 840 dias, com início neste mês de julho de 18. A contratação das obras caberá ao Município de São Sebastião do Rio Verde”, explica.
A prefeitura de São Sebastião do Rio Verde (MG) informou que já recebeu o valor de R$ 5,2 milhões. Outros R$ 2,2 milhões estão previstos para serem repassados em março de 2019. E ao final do processo de licitação, será aberto novo edital para exploração do trecho.

O Trem das Águas
O Trem das Águas de São Lourenço tem uma linha com 10 km de extensão, ligando as estações de São Lourenço e Soledade de Minas. Segundo a Associação Brasileira de Preservação Ferroviária (ABPF), entidade responsável pelo Trem das Águas, a Estação de São Lourenço, construída em 1925, foi recuperada e adaptada com infraestrutura e acessibilidade necessárias para a operação.
“A linha segue para Soledade margeando o Rio Verde, onde o turista tem a oportunidade de conhecer o aeroporto de São Lourenço e a pequena estação Parada Ramon, no KM 85”, detalha Bruno Sanches, presidente da associação.
Ele comenta que nos passeios de ida e volta, ainda pode haver feiras de artesanato local e orquestra de violeiros no trem. Todos os finais de semana e feriados, o trem parte em dois horários aos sábados e em um no domingo. Os valores do passaporte variam de R$ 65,00 a R$ 85,00, conforme a classe escolhida.

Trem da Mantiqueira
Outro trem turístico em funcionamento no Sul de Minas é o chamado Trem da Mantiqueira. Ele liga as estações central a de Coronel Fulgêncio em Passa Quatro (MG). Esta linha também tem 10 km de extensão. A Estação Central de Passa Quatro foi construída em 1884 e também foi recuperada.
“O trem inicia a subida da serra, passando pelas corredeiras do Manacá e a ponte Estrela. Há exposição fotográfica de minisséries filmadas no local (Mad Maria e JK), fotos de máquinas e carros recuperados pela ABPF além de fotos da Revolução Constitucionalista de 1932. Também é oferecido um passeio cortesia ao Túnel”, descreve Bruno.
O Trem da Mantiqueira funciona com dois horários aos sábados e um no domingo. O ingresso custa R$ 60,00.

foto - ilustração
Poços de Caldas
Um convênio assinado em janeiro de 2016, entre a Codemge e a Prefeitura de Poços de Caldas (MG), previa a recuperação e reativação do trem que ligaria Minas Gerais a São Paulo (Águas da Prata). No entanto, o projeto não chegou a sair do papel. A assessoria da Codemge, ex-Codemig, também informou que o acordo em questão tinha vigência de 20 meses e foi encerrado em setembro de 2017.
Na ocasião, “a execução dos serviços e obras necessários à implantação de Trem Turístico Cultural com tração a vapor em Poços de Caldas não foi adiante, considerando que a Prefeitura não concluiu o processo licitatório para contratação dos projetos necessários à implantação da iniciativa e não apresentou os documentos imprescindíveis ao andamento da ação. Portanto, não houve repasse de recursos, nem execução de obras durante a vigência do termo”, justifica.
Segundo o secretário de Turismo da Prefeitura Municipal de Poços de Caldas, Ricardo Oliveira, O repasse seria de R$ 10 milhões com contrapartida de R$ 2 milhões do município.
“Como o projeto já era para estar implantado em agosto de 2017, nós pedimos a prorrogação porque não tinha tempo hábil pra gente dar continuidade. Pedimos a prorrogação desse convênio e a Codemge não quis assinar essa prorrogação”, argumentou.

O Expresso do Rei
Um novo projeto pretende implantar um novo trem turístico entre Lavras e Varginha, passando por Carmo da Cachoeira (MG) e Três Corações (MG). A iniciativa é da ONG Circuito Ferroviário Vale Verde (CFVV). Segundo o presidente, César Mori Júnior, o trem turístico, que será chamado de “Expresso do Rei”, já tem uma locomotiva em funcionamento e há estudos sobre a reforma dos galpões.
“Todo processo de reforma da linha até Varginha está diretamente ligado à devolução da linha pela atual concessionária. Uma reunião em agosto, será feita com a Associação Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) para resolver essas questões”, explica.
A ideia é que o novo trem turístico possa utilizar parte de linhas férreas concedidas à Ferrovia Centro Atlântica, em especial pontos que passam dentro dos municípios, que hoje não são utilizadas, já que a empresa opra apenas a rota de escoamento do minério.
A ONG também faz um trabalho de recuperação dos galpões da antiga Rede Ferroviária Federal (RFFSA). Esse trabalhou resultou recentemente em uma visita da Comissão Extraordinária Pró-Ferrovias Mineiras da Assembleia Legislativa de Minas Gerais.
A VLI, a empresa controladora da Ferrovia Centro-Atlântica (FCA), que é atual concessionária da linha férrea, esclarece que o trecho faz parte do contrato de concessão e arrendamento firmado em 1996 e que, por questões de mercado, atualmente não há circulação de cargas na linha entre Lavras (MG) e Varginha (MG).
“Projetos com outras finalidades são submetidos pelo interessado à análise e aprovação da ANTT, órgão responsável por emitir tais autorizações especiais. Nesse sentido, o trecho citado dispõe de um projeto de trem turístico e a VLI vem oferecendo suporte técnico à entidade responsável pela proposta. A empresa aguarda a conclusão dos trâmites que estão em curso com a entidade e a ANTT”, explica a assessoria de comunicação através de nota.
Fonte - Abifer/G1  20/07/2018

quinta-feira, 19 de outubro de 2017

Trens turísticos,seis rotas no Brasil

Turismo Ferroviário  🚃

Seis rotas de trens turísticos no Brasil. - Além de ser um meio de transporte clássico, alguns trens turísticos também levam os seus passageiros para o passado, rendendo passeios com muito charme e história.

Folha de São Paulo - RF
foto - ilustração/arquivo
Veja a seguir algumas rotas com passeios em trens turísticos pelo Brasil.

Campinas - Jagauriúna (São Paulo)
O trajeto ganhará no dia 18 de novembro uma nova locomotiva se juntará à frota dos tradicionais trens a vapor do passeio. Há a opção de fazer o trajeto completo ou descer na metade, na estação de Tanquinho.

Duração - 3 horas e meia (48 km) ou 1h30 (24 km)
Quanto - R$ 100, no trajeto completo, ou R$ 80 o meio trajeto, ida e volta
Saídas - A partir de Campinas: sábados, às 10h10 (Jaguariúna) ou 15h (Tanquinho), domingos e feriados às 10h10 (Jaguariúna), 14h30 (Jaguariúna), 15h30 (Tanquinho); a partir de Jaguariúna: sábados às 15h (Tanquinho), domingos e feriados às 10h (Tanquinho), 12h30 (Campinas), 14h30 (Tanquinho).

Pindamonhangaba - Campos do Jordão (São Paulo)
O percurso do Trem de Serra tem uma estação Eugênio Lefèvre, que tem um mirante para o Vale do Paraíba.
Duração - 2 horas e 40 minutos
Quanto - R$ 76 (ida e volta), R$ 56 (somente ida)
Saídas - Sábados, às 9h.

Trem da Serra da Mantiqueira (Minas Gerais)
O trajeto vai de Passa Quatro à estação Coronel Fulgêncio, que fica a 1.100 metros de altitude na Serra da Mantiqueira. Há paradas para visitação em Manacá e Coronel Fulgêncio.
Duração - 2 horas (20 km)
Quanto -  R$ 59,40 (promoção de 50% pelo site), ida e volta
Saídas -  21, 22 (disponível até o dia 19/10), 28 e 29 de outubro (disponível até o dia 26/10).

Trem das Águas (Minas Gerais)
O trem parte da estação de São Lourenço e segue até Soledade de Minas, ambas em Minas Gerais. Há duas classes no trem: turística, com bancos de madeira, e especial, com bancos estofados e degustação de produtos típicos da região.
Duração - 2 horas (10 km)
Quanto - R$ 60 (classe turística), R$ 80 (classe especial), ida e volta. Crianças de até cinco anos não pagam, caso estejam acompanhadas de um adulto
Saídas - Sábados às 10h ou 14h30; domingos às 10h.

Trem da Serra do Mar Paranaense (Paraná)
Há opções de viagem deCuritiba a Morretes, no litoral paranaense, ou o contrário. Com 28 vagões, o trem tem cinco categorias. Apenas as passagens dos setores turístico e executivo podem ser compradas online.
Duração - 4 horas e 15 minutos
Quanto -  de R$ 72 (setor econômico, trajeto Morretes-Curitiba) a R$ 1.080 (setor camarote, em cabine exclusiva para oito pessoas, no trajeto Curitiba-Morretes), somente ida
Saídas - Todos os dias, às 8h15 (Curitiba) e às 15h (Morretes).

Trem dos Imigrantes (São Paulo)
Passeio rápido para quem está na capital paulista. O trem parte e volta para a sede da Associação Brasileira de Preservação Ferroviária (ABPF), na Mooca, e segue um trajeto de três quilômetros até o Brás. A exceção é no primeiro final de semana de cada mês, quando o trem sai da plataforma do Museu da Imigração, também na Mooca.
Duração - 25 minutos
Quanto - R$ 20, em vagão restaurado de 1950, ou R$ 25, em vagão de 1928
Saídas - Sábados, domingos e feriados, das 11h às 16h, com saídas de hora em hora.
Fonte - Revista Ferroviária  18/10/2017

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2017

Turismo nos trilhos na Europa nas quatro estações

Turismo Ferroviário  🚅    

Com um serviço eficiente e uma rede de linhas bem conectadas é possível em menos de uma hora conhecer dois países. “De trem é possível admirar desde regiões costeiras até montanhosas.Escolha sua estação do ano que melhor se encaixe nos seus planos e embarque para uma jornada inesquecível através dos trilhos.

Portogente
foto - ilustração
Como um quadro em movimento, o cenário vai mudando na medida em que o trem avança: flores, neve, florestas e cidades. As cores mudam enquanto o tempo passa entre as quatro estações. Com um serviço eficiente e uma rede de linhas bem conectadas é possível em menos de uma hora conhecer dois países. “De trem é possível admirar desde regiões costeiras até montanhosas. Aproveite para admirar a paisagem durante o trajeto”, aconselha o diretor de Marketing da Comissão Europeia de Turismo, Miguel Gallego.
Se prepare para a viagem fazendo uma lista dos lugares que quer visitar, pesquise em sites como o VisitEurope.com e o Eurail.com para conhecer diversos trajetos, escolha sua estação do ano que melhor se encaixe nos seus planos e embarque para uma jornada inesquecível através dos trilhos.

Entre chocolates e flores na primavera da Suíça
Quando se pensa em viajar para a Suíça, algumas pessoas se imaginam nos Alpes bem agasalhadas ao redor de uma lareira. Mas, por que não conhecer o país do chocolate na Primavera?
Se chegar por um voo direto do Brasil até Zurique, vá para Genebra e compre sua passagem de trem para Montreux na estação CFF Geneve, por aproximadamente 22 euros. Aproveite para conhecer o Lago Lémam, que se divide entre a Suíça e a França. O trajeto dura até 1h30. Durante a primavera, a paisagem vista de dentro do vagão será repleta de montanhas com campos verdes e flores coloridas.
Para iniciar o caminho do doce mais querido do mundo, ao chegar a Montreux, adquira o bilhete para o “Trem do Chocolate”. Nesta estação há viagens às segundas, terças, quartas e quintas-feiras. Em uma excursão de oito horas é possível conhecer os segredos de sua fabricação. Pela manhã, aproximadamente às 9 horas, o trem sai de Montreux para Gruyères. Desfrute a viagem saboreando um bom café com doces.
Chegando ao destino, visite a fábrica de queijo (La Maison du Gruyère), a vila e o castelo que levam o nome da cidade. Em Broc, a parte mais “doce” do passeio se inicia na fábrica de chocolate Maison Cailler-Nestlé, com uma visita guiada e degustação de chocolates. Após o tour, o trem retorna à Montreux com chegada prevista às 18 horas.

Uma viagem encantadora na terra do Sol da meia-noite
Eleita pela revista Lonely Planet a melhor viagem de trem do mundo, o trajeto Bergensbanen, na Noruega, atrai turistas durante todo o ano. Principalmente, no verão – época de tempo mais ameno nesse país nórdico.
O trajeto começa na capital da Noruega, Oslo. A rota até Bergen atravessa a Hardangervidda, região cercada por rios e campos verdes com o planalto de montanhas de maior altitude na Europa. Nesta época, ela fica coberta de flores. A espetacular Ferrovia de Flåm, sua via secundária, é uma das estradas de ferro mais íngremes do mundo.
A pequena cidade também é conhecida por ter dado início à lenda dos trolls, criaturas imaginárias do folclore escandinavo. Por isso, se for fã desses “bichinhos” é possível encontrar diversos souvenirs deles em Bergen.

Outono ‘frutado’ acompanhado de muito vinho
Embarcar no Comboio Histórico do Douro, norte de Portugal, é uma experiência e tanto. Sobretudo, para os amantes de um bom vinho. Para chegar à charmosa locomotiva, construída em 1925, é preciso desembarcar de avião em Porto. Compre passagens de trem para a região do Douro –, conhecida por produzir grandes safras de vinho –, por menos de 40 euros em uma viagem de três horas.
Ao chegar nesse paraíso vinícola, adquira passagens para o Comboio, o antigo trem que percorre o roteiro entre o distrito Peso da Régua à cidade de Tua. O trajeto passa por Pinhão e permite que os viajantes conheçam as videiras da região. Deguste os encorpados vinhos e queijos variados.
Além de admirar a paisagem durante a viagem no Comboio, contagie-se com os grupos de músicos e atores a bordo que cantam diversas canções tradicionais portuguesas e dançam com os passageiros, criando um clima típico dos produtores de vinho e de queijo do Douro.


Neve, trilhos e o berço da humanidade
Muitos associam a Grécia ao verão e suas belas ilhas. Mas, no inverno, um dos berços da cultura ocidental continua sendo uma ótima opção para uma viagem de trem. Com menos de 100 euros, com refeições inclusas, o viajante pode fazer o trajeto de 1h20 entre Atenas e Tessalônica, segunda maior cidade da Grécia e capital da região da Macedônia Grega.
Fonte - Portogente  08/02/2017

terça-feira, 16 de fevereiro de 2016

Turismo ferroviário ganha adeptos

Turismo ferroviário 

"Está havendo uma espécie de 'revival' também pelo baixo impacto desse meio na natureza. Onde os trilhos entram você continua vendo a paisagem original, ao contrário do que acontece quando se abre uma estrada"

Valor Econômico - RF
foto - ilustração
Longe da tensa maratona que se tornou viajar de avião, com direito a atrasos, filas, revistas e ameaças de bomba, pegar um meio de transporte rápido, confortável, que sai no horário e no qual se pode embarcar minutos antes da partida soa quase como o paraíso. Esses são alguns dos motivos que têm feito o trem ganhar cada vez mais adeptos entre os turistas, principalmente na Europa, onde o número de linhas e rotas também cresce a cada ano, criando um ciclo positivo.
"Está havendo uma espécie de 'revival' também pelo baixo impacto desse meio na natureza. Onde os trilhos entram você continua vendo a paisagem original, ao contrário do que acontece quando se abre uma estrada", diz Pablo Bernhard, CEO da TT Operadora Lufthansa City Center, cuja operação brasileira se baseia na comercialização de passagens e viagens ferroviárias pelo mundo, incluindo trens regulares e de luxo.
De 2012 a 2014 a empresa registrou alta de 87% no número de passageiros. Valor semelhante ao registrado no biênio anterior. Já em 2015, a alta veio nas compras on-line, que tiveram incremento de 75%, indicando, talvez, uma maior proximidade do cliente com o produto final.
O movimento também traz fôlego para que empresas ligadas ao setor invistam em novos projetos. Afinal, se há demanda, é preciso garantir ofertas à altura. Que o diga a rede hoteleira Belmond, que opera alguns dos trens mais famosos do mundo, entre eles o luxuoso Venice Simplon-Orient-Express, que em 2 de junho inaugura uma nova rota saindo de Londres com destino a Berlim, via Paris, sem abrir mão do glamour dos anos 20 pelo qual é conhecido.
A jornada de dois dias e uma noite entre as três capitais históricas será feita em vagões originais em estilo art déco, com móveis ornamentais e detalhes em marchetaria. Nos vagões-restaurantes, pratos de alta gastronomia acompanhados de champanhe. Nas cabines privadas, mordomos particulares estarão a postos para atender a qualquer demanda.O tíquete para embarcar em cabine dupla, com todas as refeições incluídas, sai a partir de US$ 3.206 por pessoa.
A empresa ainda finaliza a construção de seu sétimo trem de luxo, o Belmond Grand Hibernian, que percorrerá as principais cidades da Irlanda e Irlanda do Norte saindo de Dublin, a partir do dia 9 de agosto.
Voltado a um público mais exigente, o primeiro trem de pernoite lançado no país terá 20 cabines de luxo com arquitetura georgiana de Dublin, inspirada na fauna e flora irlandesa, dois carros de jantar e um "lounge" de observação. A viagem inaugural tem tarifas a partir de US$ 3.450 (por pessoa) que inclui refeições e bebidas diárias nos vagões-restaurantes Sligo e Wexford, além de excursões guiadas. O trem contará com itinerários de duas, quatro e seis noites.
Fonte - Revista Ferroviária  16/02/2016

terça-feira, 21 de julho de 2015

Brasil terá plataforma para venda on-line de bilhetes de trens

Trens turísticos

Plataforma para venda on-line de bilhetes de trens será lançada no Brasil.-Associação Brasileira das Operações de Trens Turísticos e Culturais espera que usuários já consigam comprar as passagens em agosto.Parceria entre a associação e o Sebrae, o projeto Trem é Turismo pretende elevar os padrões de qualidade dos serviço.

Correio Braziliense
foto -  Marcelo Ferreira/DP/DA Press 
A Associação Brasileira das Operações de Trens Turísticos e Culturais (Abottc) está desenvolvendo uma plataforma para que passageiros possam reservar a compra de bilhetes e passagens de trem diretamente pela internet. Como os guichês de várias estações operam em horários alternativos, é comum que turistas os encontrem fechados.
Por todo o país, existem cerca de 19 estações ferroviárias, parte delas em processo de revitalização. A ideia é que a novidade estimule o turismo ferroviário e encoraje as pessoas a fazer passeios de trem. A previsão da associação é que a funcionalidade esteja disponível em agosto deste ano.

Trem é Turismo
Parceria entre a associação e o Sebrae, o projeto Trem é Turismo pretende elevar os padrões de qualidade no atendimento, na segurança e na sustentabilidade das viagens de trem.
Segundo informações do portal da Abottc, 600 pequenos negócios que atuam no entorno das operações trem serão beneficiados com a iniciativa. Espera-se um acrescimento de 10% no faturamento desses pequenos negócios.
Fonte - Diário de Pernambuco  21/07/2015

domingo, 12 de julho de 2015

Rio reativa ramais de trens e bota o turismo nos trilhos

Turismo Ferroviário

Rio reativa ramais de trens e coloca o turismo nos trilhos.-Pelo menos dois circuitos de trens turísticos deverão ser reativados no interior.O município ganhou da Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (Oscip) Amigos do Trem uma luxuosa e reformada Litorina (carro automotriz),fabricada nos Estados Unidos há 57 anos.

Francisco  Edson Alves - O Dia

Adail Rodrigues,de 70 anos,conhecido como o “Xerife dos Trilhos”.
 Ex-maquinista, ele está há 23 anos tomando conta de 400 metros
 de trilhos em Miguel Pereira,a bordo de um antigo auto de linha
Foto: Ernesto Carriço / Agência O Dia
Rio - O turismo ferroviário está perto de andar nos trilhos no Rio. O apito de partida para a exploração de ramais desativados da antiga Rede Ferroviária Federal (RFFSA) para este fim já ecoa em Miguel Pereira, no Sul Fluminense. O município ganhou da Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (Oscip) Amigos do Trem uma luxuosa e reformada Litorina (carro automotriz), fabricada nos Estados Unidos há 57 anos.Deve estar pronta para entrar em operação em outubro, num trecho inicial de 4,5 quilômetros. A cidade será a primeira do interior a ter novamente composição para turistas. Hoje, só o Trem do Corcovado é usado para passeios no estado.
Na sexta-feira, o secretário estadual de Transportes, Carlos Osorio, revelou que o governador Luiz Fernando Pezão autorizou estudos para a reativação de mais dois circuitos ferroviários destinados a viagens de lazer. O primeiro liga Miguel Pereira, Vassouras, Paty do Alferes e Paraíba do Sul, no Centro-Sul Fluminense. O outro fica entre Lídice (distrito de Rio Claro) e Angra dos Reis, no Sul do estado. Os dois percursos mantinham locomotivas turísticas no passado.
“Estamos entrando em acordo com a União, para utilizar parte de uma multa, estimada em R$ 900 milhões, que será aplicada à concessionária Ferrovia Centro-Atlântica (FCA), uma vez que a empresa desativou e devolverá determinados trechos ferroviários que ela não utilizou e acabaram se deteriorando. O principal é que os trilhos ainda existem em mais de 80% desses trechos”, afirma Osório.

foto - Divulgação
Em Miguel Pereira, a prefeitura fez licitação para obras de recuperação e readaptação da bitola de um metro para 1,60 metro, em um trecho que estava abandonado. Ele pertence à primeira etapa do projeto, ligando o Centro ao distrito de Governador Portela. Do total de R$ 2,5 milhões orçados para reativação da linha, o governo municipal arcará com R$ 750 mil. O restante será bancado pela União e a Oscip Amigos do Trem.
“A médio prazo, vamos estender a recuperação de trilhos até o distrito de Vera Cruz. Mais 9 km, com direito a vista paradisíaca de nossas montanhas”, propagandeia o secretário municipal de Turismo, Marco Aurélio Casa Nova. Ele sonha com postos de trabalho para boa parte dos 26 mil moradores, que tem o comércio como principal fonte de renda. A Litorina poderá acelerar a abertura de lojas de artesanato e restaurantes e dobrar os 2 mil leitos de hotéis. “Nossas expectativas são as melhores possíveis. Dobrando a quantidade de leitos, dobra-se a de funcionários”, diz Armando Ribeiro Júnior, dono de pousada.

Antigo Trem de Prata também está sendo recuperado por ONG
Depois de uma viagem de 300 quilômetros por rodovias numa carreta, em 27 dias, entre Barbacena (MG) e Miguel Pereira, envolvendo 500 técnicos e guindastes, a Litorina foi posta para visitação na estação ferroviária da cidade do Sul do estado, onde há um museu dedicado ao cantor Francisco Alves. O início da circulação está previsto para outubro, mês de aniversário miguelense.
Presidente da Oscip Amigos do Trem, Paulo Henrique Nascimento está eufórico.“Vamos provar que assim como em algumas cidades paulistas,do Paraná e Minas Gerais,trens turísticos são autossustentáveis.No Sul Fluminense,as belezas ecológicas,o casario herdado do ciclo do café e a riqueza da cultura regional são fontes de atrações naturais de turistas”, justifica.
Nascimento revela que outra Litorina passa por reforma, em parceria com a Inventariança da RFFSA e Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), e poderá ser acoplada à de Miguel Pereira. “Outra novidade é que oito vagões do antigo Santa Cruz, o Trem de Prata, que ligou São Paulo ao Rio até 1991, estão sendo restaurados e poderão ser usados no circuito Miguel Pereira-Paty-Vassouras-Paraíba do Sul”, adianta.
Gente que viveu da ferrovia se emociona. É o caso de Adail Rodrigues, 70, o “Xerife dos Trilhos”. Ex-maquinista de Maria Fumaça aposentado, ele está há 23 anos, com apoio de um amigo, tomando conta, por iniciativa própria, de 400 metros de trilhos no Centro, a bordo de um antigo auto de linha, engenhoca movida a gasolina, que ele garimpa no comércio. Graças a ele, o trecho não sofreu invasões imobiliárias e nem furtos. “Isso aqui é minha vida, minha paixão”, resume.
“É muita felicidade. Oitenta por cento das famílias de Governador Portela são de ferroviários”, diz Geraldino Fraga, 57, que, assim como o pai e o avô, trabalhou por 30 anos na RFFSA. “Visitantes já estão vindo a Miguel Pereira para tirar fotos ao lado da Litorina”, atesta Luiz Alberto Amaro, 59, neto de maquinista.
Fonte - O Dia  11/07/2015

sábado, 4 de julho de 2015

Trem de turismo

Turismo ferroviário

Como cabe uma Europa em nosso país, como possuímos culturas regionais diferenciadas, gastronomia de excelente qualidade, paisagens deslumbrantes entre serras, praias e planícies, por que não fazer um passeio tipicamente europeu, norte-americano e asiático dentro do Brasil?Essa é a proposta dos 20 trens que já aderiram ao Projeto

Vicente Vuolo*
foto - ilustração
O Brasil tem bons projetos em diversas atividades da economia. E boa parte deles dá certo. Como é o caso do Projeto “Trem de Turismo”, lançado pela Associação Brasileira das Operadoras de Trens Turísticos e Culturais (ABOTTC).
A parceria entre SEBRAE e ABOTTC tem como objetivo beneficiar 20 linhas de trens e fortalecer cerca de 600 pequenos negócios do entorno das operações, entre lojas, pousadas e hotéis, restaurantes, artesanato local, serviços de táxis e guias de turismo situado nas imediações das linhas, além dos próprios funcionários das concessionárias dos trens.
Como cabe uma Europa em nosso país, como possuímos culturas regionais diferenciadas, gastronomia de excelente qualidade, paisagens deslumbrantes entre serras, praias e planícies, por que não fazer um passeio tipicamente europeu, norte-americano e asiático dentro do Brasil?
Essa é a proposta dos 20 trens que já aderiram ao Projeto: Trem do Corcovado (RJ); Trem das Montanhas Capixabas (ES); da Serra da Mantiqueira (MG); das Águas (MG); das Cachoeiras (MG); do Pantanal (MS; do Forró (PE); da Serra do Mar Paranaense (PR); Porto União a União da Vitória (PR/SC); do Vinho (RS); Vale do Taquari (RS); dos Pampas (RS); das Termas (SC); da Serra do Mar (SC); das Bromélias (SC); da Moita Bonita (SP); Expresso Turístico CPTM – Luz a Jundiaí; Expresso CPTM – Luz a Mogi das Cruzes; Expresso Turístico CPTM – Luz a Paranapiacaba; Trem da Estrada Real (RJ).
O povo brasileiro não cultiva o hábito de viajar de trem, comum aos americanos e europeus. Agora, com essas opções, os trens estruturados poderão levar os turistas a viagens incríveis pela história do Brasil, conhecer grandes e pequenas cidades do interior e provar a gastronomia local, visitar lojinhas de artesanato e curtir uma aventura que normalmente os brasileiros só fazem no exterior.
O Circuito das Águas, por exemplo, é um trajeto de São Lourenço a Soledade, no sul de Minas, num percurso de 10 km pela ferrovia construída pelos ingleses há 115 anos. Um legendário caminho de ferro percorrido por Dom Pedro II e sua comitiva imperial em busca do ameno clima mineiro e das águas medicinais da região. Já o passeio pelas Montanhas Capixabas, no trecho de 46 km, une história e cultura às belíssimas paisagens da Mata Atlântica. O trem é uma Litorina, com poltronas de couro, grandes janelas, ar-condicionado e serviço de bordo. A ferrovia foi inaugurada em 1895, conhecida por Leopoldina Highway, em homenagem a Maria Leopoldina, primeira imperatriz do Brasil. Outra atração muito requisitada é a ferrovia imperial Curitiba-Paranaguá, inaugurada em 1880, considerada impossível de ser realizada por inúmeros engenheiros europeus da época. São 110 km de pontes, túneis que se perpetuam no tempo. Um magnífico e arrojado projeto que propicia aos passageiros um verdadeiro êxtase com a maravilhosa paisagem.
Estamos entrando em uma nova era da economia mundial. É a chamada era do conhecimento, onde as tecnologias sofisticadas geram produtos e serviços altamente rentáveis. A educação, a ciência e a pesquisa se unem e geram produtos e soluções. Porém, um setor da atual economia permanecerá entre as atividades mais rentáveis e sustentáveis. É justamente o turismo. Esse setor, que se manterá rentável e forte gerador de emprego. O Brasil, até agora, caminhou bem devagar no inventivo ao turismo. Precisamos dar força a essa locomotiva. Colocar energia e mais investimentos nesse setor irá trazer desenvolvimento limpo, gerar empregos e distribuir renda.
Defender a ideia dos trens de turismo, por isso, é pensar estrategicamente no futuro, na modernidade e na sustentabilidade.
*Vicente Vuolo é economista, cientista político e analista legislativo do Senado Federal.
Fonte - Diário de Cuiabá  03/07/2015

terça-feira, 16 de junho de 2015

Com cinco novas linhas, turismo ferroviário deve atrair 3 milhões de pessoas em 2015

Turismo Ferroviário

Ainda este ano, mais cinco trechos serão inaugurados. O de Guararema, no interior de São Paulo, deve começar a operar até agosto. O trem vai percorrer a antiga Estrada de Ferro Central do Brasil, através da locomotiva 353, o maior trem a vapor em operação no país.

O Globo
fito - ilustração
Subir a serra da Mantiqueira sobre trilhos, pela ferrovia The Rio and Minas Railway, inaugurada em 1884, e chegar à estação Coronel Fulgêncio. No meio do caminho, uma parada na estação de Manacá, que serviu como posto das tropas federais durante a Revolução de 1932. Tudo isso em meio a paisagens rurais e a bordo de uma locomotiva de 1925. Não é preciso voltar no tempo para fazer o roteiro. O “Trem da Serra da Mantiqueira”, na cidade de Passa Quatro, em Minas Gerais, é uma das 33 linhas ferroviárias turísticas em operação no país.
Ainda este ano, mais cinco trechos serão inaugurados. O de Guararema, no interior de São Paulo, deve começar a operar até agosto. O trem vai percorrer a antiga Estrada de Ferro Central do Brasil, através da locomotiva 353, o maior trem a vapor em operação no país. O trajeto de 6,8 quilômetros começa na Estação de Guararema, construída em 1891, e termina na Estação de Luis Carlos, inaugurada em 1914.
Também em São Paulo, o Trem Caipira inicia suas atividades no segundo semestre. Operado por um VLT (Veículo Leve sobre Trilhos), o trajeto percorrerá um área de dez quilômetros, saindo do centro de São José do Rio Preto e chegando ao distrito de Engenheiro Schmitt, passando por fábricas de doces caseiros.
No Rio Grande do Sul, dois novos trechos começarão a funcionar em 2015. O Trem do Vale do Taquari e o Trem dos Pampas passarão por cidades no interior do estado. No Paraná, a inauguração do trajeto percorrido pelo Trem União da Vitória, que liga a cidade de mesmo nome a Matos Costa, também está marcada para o segundo semestre.
A procura pelo turismo ferroviário tem crescido, segundo a Associação Brasileira de Operadoras de Trens Turísticos (ABOTTC). Os últimos dados disponíveis apontam que, em 2010, cerca de 2 milhões de pessoas viajaram sobre os trilhos pelo país. Para 2015, a estimativa é de que o número de turistas chegue a três milhões.
A associação, em parceria com o Sebrae, lançou o projeto “Trem é Turismo”, com o objetivo de aprimorar a linha ferroviária, que, em outros tempos, já foi o principal meio de transporte do Brasil.
— Esperamos crescimento para dez milhões de turistas por ano e um aumento para 60 trens em dez anos — diz Luiz Carlos Barboza, coordenador do projeto.

Serviço
Trem da Mantiqueira em Passa Quatro, MG. O percurso é de 1h15m e o passeio custa R$ 45. Saídas aos sábados e domingos, às 11h e às 14h30m. abpfsuldeminas.com/trem-da-serra-da-mantqueira
Fonte - Revista Ferroviária  16/06/2015

domingo, 9 de novembro de 2014

Estradas de ferro dão charme a roteiros no Brasil e na Europa

Tour sobre trilhos

Composições modernas e até mesmo silenciosas se espalharam por ferrovias mundo afora. Ainda assim o charme das viagens de trem continua nos trilhos.

Por Eduardo Maia - Agência O Globo
Trem da Vale - linha Vitória/BH
As marias-fumaça já não apitam tanto por aí, anunciando chegadas e partidas. Composições modernas e até mesmo silenciosas se espalharam por ferrovias mundo afora. Ainda assim o charme das viagens de trem continua nos trilhos. Seja nos serviços turísticos ou nos de passageiros, deslizar em uma estrada de ferro faz lembrar um tempo em que a viagem era tão importante quanto o destino.
O glamour do passado e as belas paisagens ajudam a manter o turismo ferroviário brasileiro. Os 31 trens turísticos do país devem atender 3 milhões de pessoas durante 2014, segundo a Associação Brasileira de Operadoras de Trens Turísticos (ABOTTC). Para aumentar em até 15% o movimento, a entidade lançou, em setembro, o projeto Trem é turismo, com o Sebrae. O momento é bom também para os trens de passageiros da Vale, que renovou em agosto a composição da Estrada de Ferro Vitória-Minas e irá trocar, em 2015, as da Estrada de Ferro Carajás, que liga o Maranhão ao Pará.
Os 28 mil quilômetros de ferrovias brasileiras não chegam perto dos 250 mil da Europa, onde o trem é o meio de transporte mais pragmático, que conecta mais de 20 países. A rede tem espaço tanto para trens de passageiros, que atingem mais de 300 km/h – como o TGV, que liga Paris a Barcelona –, quanto para palácios sobre trilhos, caso do luxuoso Al Andalus, na Espanha. E, ainda que pareça um despropósito, é possível ir de trem de Lisboa a Moscou e de lá embarcar na Transiberiana, a maior viagem de trem do mundo, com 14 dias de duração, até Pequim. Quem tem pressa que vá de avião.
Fonte - Jornal O Tempo  09/11/2014

terça-feira, 14 de outubro de 2014

Trens turísticos receberão investimentos

Turismo Ferroviário

O projeto Trem é Turismo, parceria do Sebrae com a Associação Brasileira das Operadoras de Trens Turísticos e Culturais (ABOTTC), acaba de ser anunciado e irá investir R$ 4,5 milhões em 20 linhas férreas dedicadas ao lazer em diferentes partes do país.

O Estado de S. Paulo
foto - ilustração
A sensação de trilhos vibrando sob os pés não é coisa do passado. Os trens turísticos andam em alta no País e, boa notícia, ganharão um belo incentivo nos próximos dois anos.O projeto Trem é Turismo, parceria do Sebrae com a Associação Brasileira das Operadoras de Trens Turísticos e Culturais (ABOTTC), acaba de ser anunciado e irá investir R$ 4,5 milhões em 20 linhas férreas dedicadas ao lazer em diferentes partes do país.
Serão realizadas dezenas de oficinas e consultorias para impulsionar o potencial turístico dos negócios nas regiões por onde passam os trens. Em outras palavras, a iniciativa pretende melhorar a infraestrutura turística do entorno das ferrovias: cerca de 600 pousadas, hotéis, restaurantes, lojas e artesãos nas imediações dos trens receberão incentivos e assistência para profissionalizar suas atuações.
A ABOTTC estima o fluxo atual em 3 milhões de passageiros nos trens turísticos por ano – o Trem do Corcovado, sozinho, transporta 900 mil ao ano.
Maria-fumaça. Algumas velhas estradas de ferro permanecem em atividade – e não apenas para escoar minérios para os portos. Antigas marias-fumaça e outras composições autênticas estão de carros abertos para receber turistas em rotas cênicas ou históricas, mesmo em uma malha ferroviária menor do que aquela que existia no País décadas atrás. Nos anos de 1960, o Brasil chegou a ter 37 mil quilômetros de trilhos. Hoje, soma 28 mil quilômetros.
Entre os trechos que receberão atenção do projeto Trem é Turismo estão o Trem do Corcovado, o Trem do Forró, em Pernambuco, e o Trem das Montanhas Capixabas, no Espírito Santo. Além destes, fizemos uma seleção de outras locomotivas que serpenteiam por rotas cheias de graça, em meio a história e natureza, em passeios curtos ou trajetos com várias horas de duração.

À moda italiana
Até o início do século passado, as locomotivas conhecidas como marias-fumaça eram muito usadas para transportar pessoas e carga pelos sinuosos caminhos da Serra Gaúcha. Hoje, o Trem do Vinho, que parte da estação de Bento Gonçalves, é um passeio à moda antiga, com direito a vários clichês.
Antes do embarque, os turistas são recebidos com degustação de queijos da região e vinhos da Vinícola Miolo. O percurso tem apresentações de danças folclóricas e canções gaúchas e italianas. Na parada em Garibaldi, a vinícola que leva o nome da cidade serve o espumante moscatel para um brinde.
Duas horas depois, mais um show de música italiana celebra a chegada a Carlos Barbosa, onde outros passageiros embarcam para fazer o trecho de volta. Passagens desde R$ 77: mfumaca.com.br.

Dois trechos do passado
Na cidade que se acostumou a associar trem com lotação máxima e desconforto, duas rotas turísticas se destacam. Com percurso curto, de apenas 25 minutos, o Trem dos Imigrantes (abpfsp.com.br; R$ 6) é o mais histórico, pois remonta ao passado da estrada de ferro Santos-Jundiaí, operada pela The São Paulo Railway Company.
A bem conservada locomotiva de 1922 opera por 3 quilômetros, entre as estações Mooca e Brás, mesmo caminho por onde imigrantes de mais de 60 nacionalidades chegavam a São Paulo para depois seguir às lavouras do interior do Estado.
Da Estação da Luz parte, aos domingos (exceto no segundo de cada mês), às 8h30, o Expresso Turístico com destino a Paranapiacaba. A vila de arquitetura inglesa que já se candidatou a Patrimônio da Humanidade foi testemunha de uma importante fase de expansão da tecnologia ferroviária no Brasil, na segunda metade do século 19. Com 48 quilômetros de extensão, o trajeto dura 1h30 e é feito em dois carros de aço tracionados por uma locomotiva da década de 1950, totalmente reformada. Paranapiacaba anda sofrendo para preservar seu patrimônio, mas tem ícones como a Torre do Relógio.
O retorno começa às 16h30 – passagem de ida e volta desde R$ 34: oesta.do/expressoturistico.

Clássico mineiro
A estação ferroviária de Ouro Preto, por si só, justifica a visita, mesmo para quem decide não embarcar no Trem da Vale, que liga a cidade mineira à vizinha Mariana, em um percurso curto – porém muito agradável – de 20 quilômetros. O passeio é um clássico da região e interessante imersão no clima do início do século passado.
Na plataforma, a sala de memórias é um mini museu multimídia que merece atenção: em gravações, moradores antigos recordam como era a vida por ali e contam causos divertidos de juventude e da relação com a ferrovia. “O trem é minha vida, essa maria-fumaça tem de contar muita história”, suspira uma mulher.
Apesar do pequeno erro que ela comete – já não é uma maria-fumaça que opera ali, mas uma “maria-elétrica”, como brincam os moradores – o carro com janelas panorâmicas para contemplar a natureza do entorno dos trilhos é mesmo um achado. Com direito a cachoeira bem perto da janela, cuja aproximação é avisada pelo condutor com antecedência suficiente para garantir máquinas fotográficas a postos. Cada trecho custa a partir de R$ 56, nos carros convencionais, e R$ 80, no panorâmico: tremdavale.org.

Curvas da Serra do Mar
Passeio turístico dos mais bem cotados na capital paranaense, o extenso trecho de trem entre Curitiba e Morretes pela encantadora Serra da Graciosa é uma sequência de suspiros e respiração suspensa.
Os trilhos seguem por 110 quilômetros e, a bordo do Trem da Serra do Mar, o viajante observa curvas e abismos vertiginosos sobre os quais os trens parecem flutuar.
São 900 metros de desnível ao longo da serra forrada pela Mata Atlântica, com direito a mirantes e cachoeiras cênicas. Durante 3 horas de viagem, o trem atravessa 13 túneis até chegar ao nível do mar. Morretes preserva o casario histórico e a Igreja Matriz.
Os passageiros podem escolher entre carros simples e luxuosos, com diferentes tipos de serviço, de lanche a um catering de primeira classe com champanhe. Bilhetes só de ida custam a partir de R$ 72. Preços e programação em serraverdeexpress.com.br.

Natureza selvagem
Na maior planície alagável do planeta, voadeiras e o lombo dos animais, especialmente cavalos, costumam ser os meios de transporte mais usados para programas turísticos. Mas o Pantanal, um dos principais destinos de viajantes no Brasil, tem seu trem, que liga os municípios de Aquidauana e Miranda, no Mato Grosso do Sul.
No caminho do Trem do Pantanal, um festival de vida desfila diante das janelas: o voo das araras-azuis e dos tuiuiús; as poses e acrobacias do macacos nas árvores. Formações rochosas de chapadões se sobressaem no horizonte, às vezes bem perto do trem. Como a partida de Aquidauana ocorre todos os sábados, às 13h30, e o retorno é só no domingo, às 10 horas, será preciso pernoitar em Miranda. Na cidade, o ecoturismo é o forte, com passeios como safáris fotográficos e cavalgadas. A culinária à base de peixes de rio e o artesanato feito de barro pelos índios kadiwéus merecem atenção. Cada trecho custa a partir de R$ 90: serraverdeexpress.com.br.
Fonte - Revista Ferroviária  14/10/2014

domingo, 28 de setembro de 2014

Projeto prevê a criação de cinco novos trens turísticos no Brasil

Turismo Ferroviário

Com apoio do Ministério do Turismo e Sebrae, a iniciativa também inclui a melhoria de equipamentos já em funcionamento

Ministério do Turismo/Portal Brasil

A Associação Brasileira das Operadoras de Trens Turísticos (ABOTTC) lançou, nesta sexta-feira (26), o projeto "Trem é Turismo", no estande do Ministério do Turismo na 42ª Abav-Expo Internacional de Turismo, em São Paulo. O objetivo é implementar cinco novos trens turísticos nos próximos dois anos, além de fortalecer a governança, promover a atividade no Brasil e melhorar a qualidade dos serviços dos equipamentos já existentes.
A iniciativa conta com o apoio do Sebrae e prevê uma consultoria para microempresários locais como artesãos, guias, pousadas e hotéis. Os participantes também promoverão o intercâmbio de boas práticas, a contratação de uma assessoria de comunicação e a realização de viagens para jornalistas e operadores de turismo.
"A meta é melhorar a qualidade e consequentemente o nível de satisfação dos clientes. Muitos dos nossos trens funcionam em pequenas cidades que vivem em função deles", comentou o presidente da ABOTTC, Adonai Arruda Filho.
O ministro do Turismo, Vinicius Lages, destacou a importância do associativismo e das alianças estratégicas para o fortalecimento do setor. "Entendemos a importância dessa iniciativa e por isso estamos juntos. Contar com a experiência de parceiros como o Sebrae pode fazer a diferença na busca pela excelência na prestação de serviços", afirmou.
Atualmente, existem 2.021 trens turísticos no mundo. Os EUA ocupam a primeira colocação, com 341 equipamentos dessa natureza. O Brasil está na 14ª posição, com 31 trens turísticos, que devem atender 3 milhões de passageiros até o fim de 2014, de acordo com estimativa da associação. O projeto tem como meta aumentar em 15% o movimento nesses equipamentos e registrar um nível de satisfação de 80% entre os viajantes.
Fonte - STEFZS  28/09/2014

segunda-feira, 1 de setembro de 2014

Sobre trilhos pelo Brasil

Transportes sobre trilhos

“O passeio de trem tem como diferencial a atmosfera nostálgica. As pessoas que fazem sempre têm uma relação histórica com o trem, seja um avô que foi ferroviário, seja por ter utilizado o transporte na infância ou mesmo por curiosidade”, diz o gerente.

Jornal A Cidade
foto - ilustração
As viagens turísticas de trem pela Europa são uma tradição, mas no Brasil também há belos roteiros para se desfrutar sobre trilhos, em que as paisagens e a história se revelam de forma peculiar.
“O passeio de trem tem como diferencial a atmosfera nostálgica. As pessoas que fazem sempre têm uma relação histórica com o trem, seja um avô que foi ferroviário, seja por ter utilizado o transporte na infância ou mesmo por curiosidade”, diz o gerente.
Os passeios mostram a diversidade cultural do Brasil e alguns deles são regados a música típica local. Em ferrovias centenárias, mas com maquinário moderno, seja em Marias Fumaças ou trens atuais, de vagões standard, turísticos ou luxuosos com decoração de época, eles remetem a épocas em que esse era o único meio de transporte.
“No País existem grandes roteiros de trem e a procura cresce a cada ano. Na região Capixaba se vê as tradições das colônias portuguesas, espanholas e italianas; em Curitiba a riqueza da paisagem da Serra do Mar; no Pantanal a cultura indígena; no Rio Grande do Sul a cultura do vinho; e em São João Del Rei a história do País. Essas atrações fazem com que os turistas se encantem com os passeios de trem”, comenta Rogério Nunes, gerente da Serra Verde Express.
Pontos turísticos e receptivos em todos os roteiros enriquecem a viagem, seja pela gastronomia típica da região, natureza exuberante ou arquitetura de época das cidades.
“Embora não haja uma forte cultura turística de trens no País, é um produto mundial muito bem visto, com muitos estrangeiros explorando os nossos passeios, e os brasileiros também já se encantaram”, analisa Nunes.
Uma das mais consagradas rotas turísticas ferroviárias do País é o Trem da Serra do Mar, que proporciona ao passageiro um cenário de uma porção quase intocada da Mata Atlântica, com montanhas, túneis, pontes e picos que ligam a cidade de Curitiba ao litoral de Estado. Por ano, cerca de 200 mil pessoas desfrutam do passeio.
Os encantos do trem da Serra do Mar
Saindo da estação Ferroviária de Curitiba o trem percorre 74 km em 3h até chegar à histórica cidade de Morretes. No percurso estão o conjunto montanhoso do Marumbi, a Cascata Véu de Noiva e a Ponte São João, construída em aço. Nela se passa por um vão livre de 110 metros de altura, onde se tem a sensação de estar sobrevoando um abismo.
“A descida da Serra do Mar tem uma natureza grandiosa com as montanhas que compõem a cordilheira e cachoeiras. Há atrativos de ambos os lados, além da própria estrada de ferro, construída entre rochas e com vários túneis. E o passeio se transforma em uma festa ao passar pelo túnel. São quase três minutos no escuro, quando todos se emocionam e gritam”, detalha Nunes.
Com a chegada a Morretes, o passeio ganha status gastronômico, com um tradicional almoço com o famoso “barreado”, prato típico da culinária local. Trazido pelos portugueses, no século 18, é preparado com pedaços de carne vermelha e toucinho e cozido por cerca de 12h em panela de barro vedada e enterrada no solo.
O turista ainda tem a oportunidade de conhecer um pouco da cidade, com seus casarões e igrejas do século 18.
A parada seguinte é em Antonina, fundada em 1714 e que teve seu Centro Histórico tombado pelo Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional), em 2012. O município é famoso por sediar o mais badalado Carnaval do Paraná e manter viva a tradição das serestas.
Até o retorno da viagem surpreende o turista, por ser feita pela Estrada da Graciosa, que era usada pelos tropeiros no século 19. Um dos símbolos do Estado, sua fauna e flora a levaram a ser declarada área de reserva da Biosfera pela Unesco, em 1993. Como o passeio termina no final da tarde, a última paisagem admirada é o pôr do sol.
Uma viagem noturna com glamour
E o Paraná reserva aos amantes das ferrovias a Litorina de Luxo, eleita pelo “The Wall Street Journal” como um dos três passeios sobre trilhos mais interessantes do mundo. De Curitiba a Piraquara, percorrendo a centenária estrada de ferro à noite, considerada umas das cem obras de engenharia mais importantes do Brasil, o passeio inclui um jantar e a visita a uma antiga estação de trem.
“A decoração de época dos vagões, o serviço com champagne e um requintado jantar com comida contemporânea, em noites de inverno ou de luar, é um passeio extremamente romântico”, define Nunes.
Ares europeus nas Montanhas Capixabas
Na região Serrana do Espírito Santo, as exuberantes Montanhas Capixabas permitem um belo passeio de trem pela ferrovia centenária, que expõe um belo cenário bucólico. Em 48 km de trilhos, o trem passa pelas pequenas e encantadoras cidades de Viana, Domingos Martins, Marechal Floriano, Araguaya e suas estações históricas.
O passeio começa em Viana, a pouco mais de 20 km de Vitória.
Uma marca do roteiro é a subida de mais de 500 metros de altitude até à Estação de Araguaya. As exuberantes fauna e flora típicas da Mata Atlântica cobrem a serra em um percurso no qual se atravessa pontes, túneis naturais e se vislumbra cachoeiras.
“A região tem cultura europeia muito presente, várias chácaras de hortaliças e pousadas nos arredores que enriquecem o passeio. No trajeto, ao subir a montanha, se consegue acompanhar a exuberância da região, as plantações de café e a diversidade das estações pelas quais se passa”, explica Nunes.
O primeiro ponto de parada é a cidade Domingos Martins, em meio às montanhas e cercada por rios e picos, que encanta seus visitantes pelos traços da colonização europeia – alemã, polonesa e italiana -, característica que lhe rendeu o título de cidade mais românticas do Brasil.
O trem segue para a “cidade das orquídeas”, Marechal Floriano, com suas inúmeras cachoeiras, e termina no vilarejo italiano de Araguaya, com suas admiráveis construções do século passado.
Fonte - Revista Ferroviária  31/08/2014

terça-feira, 19 de agosto de 2014

Projeto pretende alavancar trens turísticos e culturais

Turismo Ferroviário

Segundo o presidente da ABOTTC Adonai Arruda Filho, o turismo brasileiro está vivendo uma década de expressivo crescimento e deverá dobrar de tamanho, tanto em número de turistas estrangeiros quanto no turismo interno.

Jornal do Brasil
foto - ilustração
O Projeto Trem é Turismo será lançado na próxima quinta-feira (21). O projeto pretende atuar com vinte trens turísticos e culturais em efetiva operação ou iniciando seu funcionamento nos próximos dois anos, dando consultoria ao comércio local e aos funcionários dos empreendimentos. O lançamento é fruto de uma parceria entre a Associação Brasileira das Operadoras de Trens Turísticos e Culturais (ABOTTC), o SEBRAE e a Estrada de Ferro do Corcovado.
Entre os trens e localidades que serão trabalhados neste projeto, estão o Trem do Forró, em Pernambuco, Trem das Montanhas Capixabas, no Espírito Santo, Maria Fumaça Ouro Preto a Mariana, em Minas, Maria Fumaça São João Del Rei a Tiradentes, em Minas, Trem do Corcovado, no Rio de Janeiro, Trem da Moita Bonita, em São Paulo, e Trem do Vinho, no Rio Grande do Sul, entre outros
Segundo o presidente da ABOTTC Adonai Arruda Filho, o turismo brasileiro está vivendo uma década de expressivo crescimento e deverá dobrar de tamanho, tanto em número de turistas estrangeiros quanto no turismo interno. “O turismo ferroviário está em pleno crescimento, porém é ainda pouco conhecido por parte dos brasileiros. Este projeto vai aumentar sua visibilidade e dar suporte e capacitação aos micro e pequenos empresários do entorno das estações, que estarão mais bem qualificados para atender aos visitantes”, explica.
E é o crescimento das classes C e D – que passam a gastar parte de sua renda em viagens, lazer e entretenimento – o que vem ditando esse grande crescimento do turismo interno. Milhões de brasileiros nos últimos anos foram incluídos na parcela de consumidores dos diversos segmentos de turismo, incluindo os trens turísticos e culturais. Internacionalmente, o aumento de turistas de outros países deverá ser alavancado pela grande exposição que vem gerando os eventos esportivos de grande porte que o Brasil tem sediado.
Contudo, alguns desafios importantes relacionados à infra-estrutura física precisam ser vencidos, além da necessidade de que exista uma melhora significativa na gestão das empresas, especialmente as micro e pequenas – que representam mais de 90% do total de estabelecimentos nesse setor.
Para o presidente da empresa Estrada de Ferro do Corcovado, Sávio Neves, o projeto “Trem é Turismo” vai dar ao setor de Trens Turísticos, além da capacitação gerencial, entendimento do mercado e fortalecimento das ações comerciais e de marketing. “Vai dar uma melhora sensível no produto oferecido aos passageiros e turistas, tornando este importante segmento da cadeia produtiva do turismo uma das suas âncoras”, diz.
Fonte - Revista Ferroviária  20/08/2014