UMA GRANDE NAÇÃO SE CONSTROI COM EDUCAÇÃO, CIDADANIA E SOBERANIA

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domingo, 1 de setembro de 2024

As ferrovias transportam produtos a um custo mais baixo e são menos poluentes”,

Transportes sobre trilhos  🚂

“As ferrovias transportam produtos a um custo mais baixo e são menos poluentes”, diz secretário Nacional de Transporte Ferroviário, Leonardo Ribeiro. O setor de ferrovias tem um papel fundamental no contexto da infraestrutura sustentável. É um modal capaz de transportar carga a custo logístico mais baixo, ao mesmo tempo em que as locomotivas carregam esses produtos emitindo menos gases poluentes.

Ministério dos Transportes-ABIFER
foto - ilustração/arquivo
Como os investimentos na expansão do setor ferroviário de cargas podem impulsionar o desenvolvimento sustentável do Brasil? Esse foi o tema do VIII Brasil nos Trilhos – Sustentabilidade em Movimento, que aconteceu nesta terça-feira (27). O secretário Nacional de Transporte Ferroviário, Leonardo Ribeiro, foi um dos palestrantes. “O setor de ferrovias tem um papel fundamental no contexto da infraestrutura sustentável. É um modal capaz de transportar carga a custo logístico mais baixo, o empresário paga um frete mais barato, ao mesmo tempo em que as locomotivas carregam esses produtos emitindo menos gases poluentes”, explicou ele. Ribeiro acrescenta ainda que a parceria entre o Governo Federal e a iniciativa privada é fundamental para a expansão das ferrovias no país. “Estamos estruturando projetos que levam em conta não só questões econômicas, como também ambientais”, resumiu. O secretário-executivo da pasta, George Santoro, participou da abertura do evento. “Já temos 8 contratos de concessões ferroviárias em andamento, alguns até prontos, em fase de validação, para iniciarmos uma grande carteira de leilões ferroviários”, afirmou. “E, paralelamente a isso, estamos trabalhando para melhorar as formas de desenvolver locomotivas com biodiesel ou outras soluções que possam emitir menos carbono”, concluiu Santoro. Participaram também do evento executivos das maiores operadoras ferroviárias do país, além de representantes do Ministério da Fazenda, Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT). Paixão pelos trilhos “Quando eu nasci meu pai já era ferroviário. A vida inteira a ferrovia faz parte da minha vida”, conta o inspetor de tração André Luiz Almeida, funcionário da empresa VLI. Nessa função, ele acompanha a circulação de trens nos pátios ao longo da linha e orienta equipes de maquinistas e operadores de manobras. André está entre os 66 mil trabalhadores que atuam na indústria ferroviária brasileira, de acordo com a Associação Brasileira da Indústria Ferroviária (Abifer). “Acabei de fazer 21 anos no setor e sinto muito orgulho. Sinônimo de trem para mim é a transformação da logística”, ressalta. Ele trabalha no chamado Corredor Sudeste, que passa pelo Distrito Federal, Goiás, Minas Gerais e vai até o interior de São Paulo. Por ali passam produtos como grãos, açúcar, fertilizantes, fosfato e enxofre. Para se ter uma dimensão do volume escoado pelas ferrovias brasileiras, a movimentação de cargas transportadas em 2023 registrou uma alta de 6% em comparação com o ano de 2022, cerca de 530,6 milhões de toneladas. Os dados estão disponíveis no Anuário Estatístico produzido pelo Observatório Nacional de Transporte e Logística.. Com o Novo PAC, os projetos ferroviários foram elencados como prioridade pelo Governo Federal, e contam com um investimento previsto de R$94,2 bilhões até 2026. “O modal ferroviário por si só já é o debate central sobre sustentabilidade e infraestrutura de transportes, seja pela sua capacidade de substituir modais com emissões muito mais expressivas, seja pelas pequenas faixas de desmatamento para implantação, o que impacta menos os territórios”, avalia o subsecretário de Sustentabilidade do Ministério dos Transportes, Cloves Benevides. 
Fonte - ABIFER  29/08/2024

segunda-feira, 8 de julho de 2024

União estuda ferrovias para transporte de passageiros e FCA é opção em Minas Gerais

Transportes sobre trilhos - 🚄🚃🚃🚃🚃

A possibilidade surge no âmbito da intenção do governo federal de realizar a concessão de ferrovias ao redor do País destinadas a esse tipo de transporte. A pasta contratou estudos, por meio da Infra-SA, para avaliar a viabilidade econômica e técnica de seis rotas pelo Brasil para o transporte de passageiros sobre trilhos.

ABIFER
foto - ilustração/arquivo
A utilização de trechos da malha da Ferrovia Centro-Atlântica (FCA), em Minas Gerais, para o transporte de passageiros, está sendo discutida entre o Ministério dos Transportes e a companhia logística VLI, concessionária da FCA . A possibilidade surge no âmbito da intenção do governo federal de realizar a concessão de ferrovias ao redor do País destinadas a esse tipo de transporte. A pasta contratou estudos, por meio da Infra-SA, para avaliar a viabilidade econômica e técnica de seis rotas pelo Brasil para o transporte de passageiros sobre trilhos. “Temos até o final do ano para concluir esses estudos e, provavelmente, no início do próximo ano, iniciar um processo licitatório em parceria com a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT)”, disse o secretário executivo do Ministério dos Transportes, George Santoro, durante cerimônia para entrega de locomotivas da Wabtec adquiridas pela VLI, em Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH). Minas Gerais, inicialmente, não está inclusa nas seis rotas previstas, mas o ministério avalia, junto à VLI, utilizar trechos da malha da FCA para o transporte de passageiros.

Uso das ferrovias para transporte de passageiros
As conversas ocorrem durante o processo de renovação da concessão da ferrovia. Como são trechos que já existem, mas estão sem uso, não há necessidade de contratação de estudo específico para viabilizar a construção. “Algumas malhas [da FCA no Estado] que não estão em uso, a gente vai tentar potencializar este uso através de uma shortline [linhas de menor distância que conectam pontos próximos mais importantes dentro da linha férrea], ou através de passageiros. Estamos conversando com a empresa, e a audiência pública [para renovar a concessão da FCA] também vai trazer essas demandas da sociedade”, disse Santoro. Ele também ressaltou que o programa de concessões de ferrovias para transporte de passageiros contará com recursos do governo federal para complementar os investimentos do setor privado. “Passageiros ferroviários no mundo inteiro não fecham a conta sem recursos públicos. É uma discussão que estamos tendo com o Ministério da Fazenda: como vamos fazer isso”, afirmou.

Marília Campos cobra transporte de passageiros
Durante a cerimônia de entrega das locomotivas adquiridas pelas VLI em Contagem, a prefeita da cidade, Marília Campos (PT), cobrou a compatibilização do transporte de carga com o de passageiros nas discussões da renovação da concessão da Ferrovia Centro-Atlântica. “Nós temos uma outra demanda que é produzir locomotivas para melhorar a mobilidade urbana em Minas. Porque um Estado tão grande como este não utilizar os trilhos para transportar passageiros seria um grande erro”, declarou. Ela considera que o processo de renovação da concessão da FCA é o momento ideal para a exigência. A petista sugeriu, ainda, a utilização do FerroAnel da RMBH também para o transporte de passageiros, e citou como exemplo a ser seguido o estado de São Paulo, que vai expandir a malha ferroviária destinada a este tipo de transporte, com financiamento do Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). O secretário de Estado de Infraestrutura e Mobilidade (Seinfra), Pedro Bruno Barros, fez coro à prefeita de Contagem e afirmou que a compatibilização da malha da FCA para transporte de cargas e passageiros, também é uma reinvindicação do governo estadual. “Corroboro com o pleito da prefeita Marília. Nós já temos feito esse diálogo, é um trabalho muito em conjunto. A agenda de infraestrutura é a agenda de Estado, então temos que somar esforços do governo federal, do Estado, do município. E temos feito isso na pauta ferroviária”, conclui Barros.

Foco no turismo
O secretário de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sede), Fernando Passalio, apontou que o turismo de Minas será o “grande foco”, caso a compatibilização entre transporte de cargas e passageiros da FCA aconteça. Ele aguarda recursos da União para isso. “A gente espera para ver, numa situação desse déficit fiscal primário que o governo federal tem, como ele vai conseguir modelar de forma que esse projeto pare de pé”, disse. “Estamos ansiosos, porque é importante, tanto na questão econômica, dentro do turismo, e outras questões que envolvem o desenvolvimento econômico”, completou.
(Diário do Comercio O5/07/2024)
Fonte ABIFER 08/07/2024


quinta-feira, 18 de março de 2021

Trem de Passageiros da Estrada de Ferro Carajás faz 35 anos

Transportes sobre trilhos  🚂🚃🚃🚃🚃

O Trem de Passageiros é o único modo de locomoção de várias comunidades próximas à ferrovia. Um exemplo é a história de Andreia Andrade, que associa o transporte aos almoços de família aos domingos. 

Vale
Registro da família
viajando no trem em 1987
Com mais de 350 mil passageiros atendidos por ano, o Trem de Passageiros da Estrada de Ferro Carajás completa 35 anos neste 17 de março. Com 15 pontos de parada entre os estados o Maranhão e Pará, o serviço contempla 27 municípios em 16 horas totais de viagem. O Trem de Passageiros é o único modo de locomoção de várias comunidades próximas à ferrovia. Um exemplo é a história de Andreia Andrade, que associa o transporte aos almoços de família aos domingos. “Nas histórias da minha família temos sempre o Trem de Passageiros como um dos principais cenários para ilustrar as boas risadas dos almoços de domingo. Sempre viajamos nas férias para Marabá ou Imperatriz. Isso era uma realidade das entranhas maranhenses com a oportunidade de cruzar de norte a sul, cortando o MA ao PA por cidades que só ele (o trem) passava.” O trem também foi parte marcante da vida de Ailde Morais, que guarda boas lembranças do seu período de gestação nas viagens da EFC. “Em 2008 quando engravidei fiz uma visita técnica ao longo da ferrovia e foi nele que comecei a sentir os primeiros desejos de gestante. No retorno da visita, lembrei que vendiam uma cocada deliciosa na parada do km 315, em Altamira. Começou a minha agonia em querer experimentar a cocada tão famosa. Completei a viagem de retorno até São Luís com o desejo realizado. Nunca mais as comi, mas ainda sinto o gosto em minha boca quando lembro”. Com, 892 quilômetros de extensão, a Estrada de Ferro Carajás, liga a maior mina de minério de ferro a céu aberto do mundo, em Carajás, no sudeste do Pará, ao Porto de Ponta da Madeira, em São Luís (MA). São cerca de 35 composições, entre os quais um dos maiores trens de carga em operação regular do mundo, com 330 vagões e 3,3 quilômetros de extensão. A Estrada de Ferro Carajás também lidera o ranking das ferrovias mais eficientes do Brasil, devido aos constantes investimentos em tecnologia. Atualmente, os trens carregam granéis sólidos (soja e outros grãos), líquidos (combustíveis e fertilizantes, entre outros), além do minério de ferro. Seu papel vai além do serviço de transporte. Pelo grande número de pessoas que circulam pela ferrovia, as entidades públicas costumavam realizar ações sociais e de saúde durante as viagens. Com a parceria, é possível atingir um maior número de pessoas, muitas delas vindas de comunidades com pouco acesso a informação. A EFC está ainda interligada com outras duas ferrovias: a Companhia Ferroviária do Nordeste (CFN) e a Ferrovia Norte-Sul. A primeira atravessa, principalmente, sete estados da região Nordeste e a segunda corta os estados de Goiás, Tocantins e Maranhão, facilitando a exportação de grãos produzidos no norte do estado do Tocantins pelo Porto de Ponta da Madeira, no Maranhão.
Fonte - ANPTrilhos  17/03/2021

quinta-feira, 17 de dezembro de 2020

Espirito Santo pode ter ferrovia entre Santa Leopoldina e Anchieta e duas viagens diárias entre Vitória e Belo Horizonte

Transportes sobre trilhos  🚄🚃🚃🚃🚃

Os trens de passageiros da Vale das ferrovias Vitória/Minas e da EFC terão numero de viagens ampliadas a partir de 2025 e 2026 respectivamente,e uma nova linha com 82 km, deverá ser criada ligando Santa Leopoldina a Anchieta se for aprovada pela ANTT.

Folha Vitória
foto - ilustração/Pregopontocom - 11/2015

O Conselho de Administração da Vale aprovou nesta quarta-feira (16) os termos aditivos dos contratos de prorrogação antecipada da Estrada de Ferro Carajás (EFC) e da Estrada de Ferro Vitória a Minas (EFVM). Entre os planos para os próximos 30 anos de concessão está um novo trecho ferroviário que promete ligar a cidade de Santa Leopoldina a Anchieta. A malha ferroviária, que pode chegar a 82 km de extensão, depende de aprovação da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT).

Novidades na Estrada de Ferro Vitória a Minas
Os novos contratos também vão permitir a ampliação dos trens de passageiros das duas estradas de ferro, que hoje transportam 1,3 milhão de passageiros por ano. A partir de 2026, o trem de passageiros da EFC deixará de circular em dias intercalados e passará a ser diário. Já o da EFVM fará duas viagens diárias nos meses de alta temporada a partir de 2025

Três décadas e investimentos
A prorrogação vale por mais 30 anos a contar de 2027, quando vencem os atuais contratos. Nela estão previstos investimentos de R$ 24,7 bilhões, a serem aplicados já a partir do próximo ano, com obras de implementação de novos ramais e melhoria dos trechos, em um total de 460 obras, como a construção de viadutos, passarelas, cancelas automáticas, entre outras.

Mobilidade Urbana 
Segundo a Vale, a Estrada de Ferro Carajás (EFC) e a Estrada de Ferro Vitória a Minas (EFVM) já são consideradas as ferrovias mais seguras e produtivas do Brasil. As obras previstas, segundo a empresa, devem beneficiar 33 municípios, em Minas Gerais e no Espírito Santo, e 25 municípios, no Pará e no Maranhão, nos próximos 10 anos, e permitir a ampliação dos trens de passageiros das duas estradas de ferro, que hoje transportam 1,3 milhão de passageiros por ano.
Fonte - Revista Ferroviária  17/12/2020

foto - ilustração/Pregopontocom - 11/2015



sexta-feira, 22 de novembro de 2019

Seminário debate cenário da ferrovia no Brasil e no mundo

Transportes sobre trilhos  🚄

Acontece no dia 4 de dezembro, das 8h30 às 13h, em São Paulo, o seminário “Ferrovia essencial”, que coloca em debate a situação do setor, considerada precária no âmbito da matriz de transporte nacional.Com a participação de especialistas e autoridades no setor (confira programação abaixo), a atividade abordará também o transporte de passageiro sobre trilhos e trará informações sobre a situação da ferrovia em outros países.

Portogente
foto - ilustração/arquivo
Na programação, as perspectivas do setor, desenvolvimento econômico, situação do transporte de passageiros sobre trilhos e uma visão do modal em outros países
Acontece no dia 4 de dezembro, das 8h30 às 13h, em São Paulo, o seminário “Ferrovia essencial”, que coloca em debate a situação do setor, considerada precária no âmbito da matriz de transporte nacional.
Segundo dados disponíveis, a ferrovia transporta apenas cerca de 20% da carga que circula pelo País e limita-se a escassos 30 mil km de trilhos.
Para o Sindicato dos Engenheiros no Estado de São Paulo (SEESP) e a Frente Nacional pela Volta das Ferrovias (FerroFrente), entidades promotoras do evento, essa situação representa grave fragilidade logística para o País, tendo em vista a extrema dependência das rodovias.
Com a participação de especialistas e autoridades no setor (confira programação abaixo), a atividade abordará também o transporte de passageiro sobre trilhos e trará informações sobre a situação da ferrovia em outros países.

Agenda
4/12/2019, das 8h30 às 13h
Auditório do SEESP
Rua Genebra, 25 – 1º andar
Bela Vista – São Paulo/SP
Informações e inscrições: (11) 3113-2641, sindical@seesp.org.br

Programação
8h30 – Abertura
Murilo Pinheiro – Presidente do SEESP e da Federação Nacional dos Engenheiros (FNE)
José Manoel Ferreira Gonçalves – Presidente da FerroFrente
9h – Cenário ferroviário no Brasil: futuro ou estagnação
Tarcísio Gomes de Freitas – Ministro da Infraestrutura – a confirmar
Luiz Henrique Baldez – Presidente da Associação Nacional dos Usuários de Transporte de Carga (Anut)
Guilherme Quintella – Consultor
José Manoel Ferreira Gonçalves – Presidente da FerroFrente
9h50 – A ferrovia e o desenvolvimento econômico
Kátia Abreu – Senadora (PDT/TO)
Alexandre Balby – Secretário dos Transportes Metropolitanos do Estado de São Paulo – a confirmar
10h20 – O projeto “Cresce Brasil + Engenharia + Desenvolvimento” e a ferrovia
Fernando Palmezan Neto – Coordenador do projeto “Cresce Brasil + Engenharia + Desenvolvimento”
10h40 – Transporte de passageiros e marco regulatório
Bernardo Figueiredo – Consultor
Emiliano Stanislau Affonso Neto – Diretor do SEESP
11h10 – Intervalo
11h30 – Ferrovia no mundo: modelos que deram certo
Célio Pereira – Consultor
Jean Carlos Pejo – Secretário geral da Associação Latino-Americana de Ferrovias (Alaf) – Brasil
Jorge Martins Secall – Consultor
Nuno Marques da Costa – Professor assistente do Instituto de Geografia e Planejamento Espacial da Universidade de Lisboa – videoconferência
William Summerhill – Professor do Departamento de História do Latin American
Institute of University of California at Los Angeles (Ucla) – videoconferência
12h10 – Debate com a plateia
13h – Encerramento
Fonte - Portogente  22/11/2019

sexta-feira, 31 de maio de 2019

Ampliar o uso das ferrovias

Transportes sobre trilhos  🚄🚃🚃🚃

O atual modelo de concessões, que não incentiva a ampliação do transporte de cargas e passageiros, pode ser renovado por mais 40 anos.Segundo o presidente da Ferrofrente, José Manoel Ferreira Gonçalves, o Brasil possui 8.534 km de ferrovias abandonadas, 51.530 km de ferrovias planejadas e somente pouco mais de 10.000 km de ferrovias em operação.O especialista defende que os processos de concessões em andamento sejam revistos ou paralisados, para que o assunto seja discutido em audiências públicas que apontem um modelo de integração das ferrovias, com direito de passagem garantido para cargas e passageiros.

Portogente
foto - ilustração/arquivo
Apenas um quinto das ferrovias do Brasil estão ativas ou precariamente ativadas, e o atual modelo de concessões, que não incentiva a ampliação do transporte de cargas e passageiros, pode ser renovado por mais 40 anos. Mas o presidente da Frente Nacional pela Volta das Ferrovias (Ferrofrente), José Manoel Ferreira Gonçalves, tem alternativas para resolver esse impasse, afirma. Tais soluções, informa ele, serão apresentadas, em 5 de junho, em São Carlos (SP), durante o 2º Conexidades – Encontro Nacional de Parceiros Públicos e Privados, evento promovido pela União de Vereadores de São Paulo e dedicado à gestão pública, que reúne autoridades e dirigentes governamentais.
Hoje, informa Gonçalves, o Brasil possui 8.534 km de ferrovias abandonadas, 51.530 km de ferrovias planejadas e somente pouco mais de 10.000 km de ferrovias em operação. Doutor em engenharia de produção e mestre em engenharia civil, o especialista defende que os processos de concessões em andamento sejam revistos ou paralisados, para que o assunto seja discutido em audiências públicas que apontem um modelo de integração das ferrovias, com direito de passagem garantido para cargas e passageiros.

Ele diz:
"O cenário é de predomínio de duas empresas que detém as concessões atuais das maiores ferrovias, o que prejudica qualquer plano de integração das linhas férreas. O sonho de que a ferrovia possa levar passageiros de Norte a Sul do país, e de que outras empresas consigam transportar matéria-prima e produtos a partir dos trilhos continuará distante. O que é lamentável, diante das crises de transporte que estamos enfrentando a partir de paralisações provocadas por caminhoneiros."
Em São Paulo, por exemplo, a Ferrofrente contesta a renovação do contrato da malha paulista, pois entende que isso acaba com a possibilidade de transporte de passageiros no estado.
Fonte - Portogente  31/05/2019

terça-feira, 7 de maio de 2019

Transporte de passageiros sobre trilhos cresce 21% em 2018

Transportes sobre trilhos  🚄  🚇

• 10,9 milhões de passageiros transportados por dia • 3,7 bilhões de passageiros transportados ao ano • 1.105 km de malha metroferroviária • Economia de 50 minutos ao dia nos deslocamentos • Economia de 1 bilhão de litros de combustível fóssil. Os dados fazem parte do Balanço do Setor Metroferroviário 2018/2019, divulgado pela Associação Nacional dos Transportadores de Passageiros sobre Trilhos (ANPTrilhos), nesta 2ª feira (06/05), em Brasília.

ANPTrilhos
foto - ilustração/arquivo
Metrô de Salvador
O Brasil teve um crescimento de 21% no volume de passageiros transportados em 2018, atingido o recorde 3,7 bilhões de pessoas atendidas no ano. Por dia, 10,9 milhões de usuários utilizam os sistemas de metrô, trem e Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) em todo o País, atendimento 9,2% maior em 2017. Esse crescimento é resultado da expansão dos sistemas e aumento da capilaridade no setor.
Os dados fazem parte do Balanço do Setor Metroferroviário 2018/2019, divulgado pela Associação Nacional dos Transportadores de Passageiros sobre Trilhos (ANPTrilhos), nesta 2ª feira (06/05), em Brasília. O Balanço anual da Associação apresenta as estatísticas da mobilidade urbana sobre trilhos de todo o País.
A expansão da rede de atendimento também é um destaque do Balanço da ANPTrilhos. A entidade estimou crescimento de 41 km em 2018, número que foi concretizado com as expansões de linhas em São Paulo, Bahia e Ceará. A rede sobre trilhos ganhou 2 novas linhas e 30 estações, somando mais de 1.100 km de extensão.
O conforto do passageiro foi ampliado com a entrada em operação de 215 novos carros de passageiros e outros 25 que foram reformados. Com isso, a frota brasileira soma 5.444 carros de passageiros modernos.
Dentre os números apresentados estão os motivos de viagem, com o trabalho mantendo-se como principal razão das viagens dos 10,9 milhões de passageiros que utilizam diariamente os sistemas, atingindo percentual de 70%. O lazer ficou em segundo, com 20% das viagens; enquanto, saúde e educação somam 10% dos deslocamentos.
“O setor metroferroviário vem crescendo nos últimos anos, mas esse desenvolvimento ainda é pequeno perto da grande demanda de deslocamentos da população brasileira. O transporte metroferroviário está presente em apenas 13 regiões metropolitanas, de um total de 63 de médio e grande porte. Projeções indicam que o adensamento urbano só irá aumentar nas próximas décadas, o que serve de alerta para a tomada de decisões neste momento para a implantação de redes integradas de transporte, proporcionando mais qualidade de vida para as pessoas e qualidade ambiental para as cidades”, ressalta o Presidente da ANPTrilhos, Joubert Flores.

Benefícios Socioeconômicos
O Balanço do Setor Metroferroviário brasileiro apresenta também os benefícios sociais e econômicos dos trilhos em relação aos modos de transporte que utilizam combustíveis fósseis.
A utilização de linhas metrô, trem e VLT proporcionam:
• Economia de tempo de deslocamento em 50 minutos ao dia, que somados equivalem a três dias no mês;
• Economia de 1 bilhão de litros de combustível fóssil;
• Redução de emissões de 2,4 milhões de toneladas de poluentes, com menor quantidade de veículos em trânsito e queima de combustível;
• Redução de R$ 820 milhões em custos com acidades;
• Retirada de 1,3 milhão de carros e 18 mil ônibus ao dia das ruas dos centros urbanos onde os sistemas estão instalados;
• Devolução à sociedade de R$ 30 bilhões em 2018, valor medido em termos de custos evitados com tempo de deslocamento, consumo de combustíveis fósseis e emissão de gases poluentes.
“O transporte sobre trilhos é um modo rápido, de alta capacidade de transporte, seguro e ambientalmente limpo que contribui significamente para a qualidade de vida dos cidadãos, que chegam mais rápido ao seu destino e podem usufruir de mais tempo com o lazer, o estudo e a família. Por essas razões, o investimento em transporte estruturante, por meio de trilhos, é visto como um dos principais caminhos para transformar a realidade do País em um cenário mais favorável e benéfico aos cidadãos”, destaca Joubert Flores.
Fonte - ANPTrilhos  06/05/2019

sexta-feira, 14 de dezembro de 2018

Leilão bilionário da linha Norte-Sul: um alerta

Transportes sobre trilhos  🚄🚃🚃🚃

Para o presidente da Frente Nacional pela volta das Ferrovias (Ferrofrente), José Manoel Ferreira Gonçalves, há vários aspectos que desaconselham o governo a prosseguir com a concessão nos moldes propostos.Recentemente, o Tribunal de Contas da União (TCU) examinou o processo de concessão desse trecho da Norte-Sul e concluiu que não há justificativa para manter o atual modelo monopolista de exploração da ferrovia, sem o livre acesso de outros operadores ferroviários e sem previsão de tráfego de passageiros.

Editor Portogente
foto - ilustração/arquivo
Previsto para ser incluído no primeiro pacote de concessões do governo Bolsonaro, que será anunciado na próxima semana, o edital do leilão do trecho entre Estrela d’Oeste (SP) a Porto Nacional (TO) da ferrovia Norte-Sul é alvo de críticas de especialistas. Apesar de ser a única concessão de ferrovias do pacote, que inclui leilões de aeroportos e terminais portuários, a Norte-Sul representa o maior valor de edital envolvido no anúncio (R$ 1 bilhão). Para o presidente da Frente Nacional pela volta das Ferrovias (Ferrofrente), José Manoel Ferreira Gonçalves, há vários aspectos que desaconselham o governo a prosseguir com a concessão nos moldes propostos.
“Estranhamos inicialmente um valor de outorga reduzido em um trecho que já recebeu R$ 16 bilhões de investimento público”, explica José Manoel, que também é coordenador do movimento Mais Ferrovias.
“Porém, o principal problema é que o edital, da forma como foi elaborado, privilegia as empresas que já exploram as atuais concessões de ferrovias no Brasil. Seria interessante que a equipe do novo governo pudesse avaliar com mais cuidado as futuras concessões, antes de se decidir pelo atual modelo”, completa o presidente da Ferrofrente. O movimento de defesa de interesse do consumidor e de usuários do transporte sobre trilhos cita pareceres contrários a esse modelo de concessão.
Recentemente, o Tribunal de Contas da União (TCU) examinou o processo de concessão desse trecho da Norte-Sul e concluiu que não há justificativa para manter o atual modelo monopolista de exploração da ferrovia, sem o livre acesso de outros operadores ferroviários e sem previsão de tráfego de passageiros.
A Ferrovia Norte-Sul é uma das principais linhas de integração do país, explica o consultor e ex-diretor geral da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) Bernardo Figueiredo. O objetivo é que, num futuro próximo, ela ligue Belém ao porto de Rio Grande, no extremo Sul. Todos os estudos apontam para um enorme potencial desse trecho. “É uma ferrovia estratégica, fundamental para um projeto nacional de ferrovias, diante do volume de carga e passageiros que ela poderá transportar em um regime aberto, com a permissão para circulação de todos os tipos de trens”, explica Bernardo.
Na sua opinião, a modelagem proposta para a concessão representa um risco para investidores que não sejam os atuais concessionários de ferrovias no país. “Não estão definidas as regras para a circulação de trens nas malhas vizinhas, nem o prazo de manutenção do direito de passagem, o que faz com que a concessão seja atrativa apenas para as duas empresas que já operam nos extremos da Norte-Sul”, completa o consultor. Um sinal dessa condição de direcionamento é o pouco interesse do investidor estrangeiro pelo edital, que, inclusive, não tem versão em inglês.
“Essa concessão da Norte-Sul consolida o monopólio e não garante a interoperabilidade entre concessões, ou seja, a livre circulação de todos os trens nesse trecho da malha ferroviária. A concorrência é salutar, inclusive para diminuir a possibilidade de corrupção”, avalia José Manoel.
“É altamente recomendável que a equipe do governo Bolsonaro avalie com mais cuidado esse edital e outros de ferrovias que não atendam ao interesse público, do contrário passaremos as próximas décadas lamentando que o modal ferroviário não seja melhor aproveitado como transporte no Brasil”, finaliza.
Fonte - Portogente  14/12/2018

terça-feira, 2 de outubro de 2018

Trensurb e RGE iniciam projeto-piloto para colocar ar-condicionado nos trens antigos

Transportes sobre trilhos  🚄

Por meio do programa de eficiência energética, a empresa pretende trocar os motores dos veículos antigos, que consomem muita energia e impedem a utilização do ar-condicionado.O primeiro passo será a retirada de um dos 24 veículos antigos de circulação, para que seja possível trocar seus motores. Depois, será feita a instalação do ar-condicionado.

Gaúcha ZH
foto - ilustração/arquivo
A Trensurb e a Rio Grande Energia (RGE) assinaram, na última sexta-feira (28), um protocolo de intenções que irá garantir o início do atendimento de uma das principais reivindicações dos usuários do transporte público: a colocação de ar-condicionado em todos os trens. Por meio do programa de eficiência energética, a empresa pretende trocar os motores dos veículos antigos, que consomem muita energia e impedem a utilização do ar-condicionado.
O primeiro passo será a retirada de um dos 24 veículos antigos de circulação, para que seja possível trocar seus motores. Depois, será feita a instalação do ar-condicionado.
A intenção é que ainda em 2019 este trem volte a operar e sirva como modelo para que a Trensurb tenha uma noção de quanto investimento será necessário para realizar todo o processo. Com os custos definidos, a empresa conseguirá projetar quanto precisará para fazer a adaptação nos demais 23 trens e poderá voltar a buscar recursos do projeto de eficiência energética.
Pelo cronograma, após a assinatura, a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) precisa aprovar a parceria.
Depois disso, um estudo de viabilidade técnica e econômica será desenvolvido pelos técnicos da Trensurb. Quando essa etapa for cumprida, a RGE poderá destinar recursos, a fundo perdido, do Programa de Eficiência Energética, que prevê investimento anual de 0,5% da sua receita líquida operacional no ano.
A próxima etapa é a abertura de licitação para contratar a empresa que irá fazer a troca dos motores. Enquanto isso, a Trensurb seguirá buscando verba para a compra dos aparelhos de ar-condicionado.
Pela expectativa da Trensurb, quando for possível concluir o serviço em todos os trens, a empresa conseguirá economizar R$ 12 milhões por ano, o que equivale a 30% do que será gasto em 2018, mesmo após a instalação dos aparelhos de ar-condicionado.
— Hoje não há energia disponível. Os motores atuais (dos trens antigos) consomem quase toda energia — diz o diretor-presidente da Trensurb, David Borille.


Energia solar nas estações
Dentro do mesmo protocolo de intenções, a Trensurb também está buscando investimento para instalar painéis solares.
O primeiro teste será feito na estação Niterói, em Canoas. A estimativa da empresa é que seja necessário R$ 1,5 milhão para fazer a instalação das placas. A projeção atual é que o investimento se paga em até seis anos.
Este processo é mais rápido do que a colocação de ar-condicionado nos trens, pois não seria preciso buscar recurso extra para concluir o processo. Concluída essa etapa, a empresa poderá planejar os investimentos nas demais 21 estações.
Atualmente, a Trensurb compromete 50% do seu orçamento em gasto com pessoal. Outros 30% são investimentos na manutenção da empresa. Os demais 20% são referentes aos gastos com energia, que a Trensurb pretende reduzir consideravelmente nos próximos anos, o que ajudaria a evitar reajustes maiores da tarifa.
Fonte - Abifer  01/10/2018

terça-feira, 28 de agosto de 2018

Por aqui passou um trem

Transporte sobre trilhos  🚄🚃🚃🚃

Estima-se que por um pouco mais de quatro décadas o trem de passageiros Estrela do Norte deixou de circular entre Salvador(BA) e Aracaju(SE) chegando até Propiá(SE) as margens do Rio São Francisco.A 14 anos atrás,em meados de 2004,ainda ficaram alguns trens transportando cargas de minério de ferro,petróleo,grãos e madeira. Em 2007 a FCA,concessionária da ferrovia, parou de transportar combustíveis para Sergipe e em 2013 todo transporte de cargas neste ramal foi suspenso definitivamente pela operadora com o ultimo trem partindo de Aracaju transportando vagões de combustíveis.A ferrovia hoje completamente abandonada vai se degradando sem receber manutenção. A privatização da malha ferroviária brasileira não só promoveu o sucateamento da mesma como também uma drástica redução da sua extensão.

Pregopontocom

Foto - Joelson William/Antiga Estação de trens de Acajutiba BA




Foto - Joelsom William/Acajutiba
Foto - Joelsom William/Acajutiba













Foto - Joelsom William/Acajutiba
Foto - Joelsom William/Acajutiba

Foto - Joelsom William/Acajutiba
Foto - Joelsom William/Acajutiba














Foto - Joelsom William/Acajutiba
Colaborou para essa matéria  Joelsom William/Acajutiba BA
Pregopontocom  28/08/2018

segunda-feira, 30 de julho de 2018

Miopia estratégica põe o Brasil fora dos trilhos

Transportes sobre trilhos  🚄

O governo descarrilou mais uma vez ao anunciar projetos ferroviários destinados somente a interligar os corredores de exportação. Foi incapaz de conceber um projeto estratégico de integração territorial, unindo o país de norte a sul, especificamente na faixa litorânea, onde vivem mais de 80% da população e se concentram quase 75% do PIB.O transporte sobre trilhos foi rebaixado para a Série “C”, sendo praticamente extinto o transporte de passageiros em média e longa distância. Só restaram trens de passageiros nas ferrovias da mineradora Vale: Carajás e Vitória-Minas.

Jornal do Brasil, por Antônio Pastori
foto - ilustração
Após a paralisação dos caminhoneiros, em maio, o trem saiu do obscurantismo (99,9% da população brasileira nunca andou de trem) para o centro dos debates ligados à mobilidade, segurança viária e abastecimento. Não foi à toa: quando a conta de dez dias de paralisação chegou, o PIB havia caído 1%, apenas alguns trilhões de reais.
Investimentos em ferrovias demandam vultosos recursos, demoram muito para ficarem prontos e, consequentemente, o retorno do capital investido por empreendedores privados se dá somente após alguns anos após o início da operação. Portanto, faz sentido o Estado bancar obras ferroviárias e arrendá-las à iniciativa privada por longo prazo.
Esse modelo somente foi adotado no Brasil a partir de 1996, quando 28 mil quilômetros da malha ferroviária foi transferida para operação da iniciativa privada por 30 anos. As atuais concessionárias acham o prazo insuficiente e querem a renovação das concessões por idêntico período, assumindo, em troca da benesse, algumas obras ferroviárias como o Ferroanel de São Paulo e a Fico (Ferrovia da Integração Centro-Oeste). É muito pouco em face do que o país precisa.
Os governadores do Espírito Santo, Paulo Hartung; e do Pará, Simão Robinson; perceberam a pobreza desses projetos e ameaçaram paralisar o processo de renovação das atuais concessões sob a alegação de inconstitucionalidade. Acuado, o governo tirou da manga a religação ferroviária entre Rio e Vitória (EF118) para acalmar Hartung, com direito a pit stop no Porto do Açu, no Rio de Janeiro; e o Pará foi presenteando com o tramo Norte da famosa ferrovia Norte-Sul, interligando Barcarena, no Pará, a Açailândia, no Maranhão. Os recursos viriam do tal Fundo de Desenvolvimento Ferroviário Nacional (FDFN), a ser criado por medida provisória.
Ora, a ideia do fundo ferroviário não é novidade no país da jabuticaba. Por volta dos anos 1950, o Estado brasileiro precisava de recursos para tocar obras ferroviárias e criou o primeiro Fundo Ferroviário Nacional (Lei 1272-A, de 12/12/50). A ideia pegou.
Em 1962 esse fundo foi reformulado, surgindo o Fundo Nacional de Investimentos Ferroviários (FNIF) e, em 1969, criaram o Fundo Federal de Desenvolvimento Ferroviário. O último, gestado em 1974, é o Fundo Nacional de Desenvolvimento, cujos recursos foram transferidos para o setor rodoviário. Muita troca de siglas, poucos resultados.
De lá para cá conhecemos o fim da história: o transporte sobre trilhos foi rebaixado para a Série “C”, sendo praticamente extinto o transporte de passageiros em média e longa distância. Só restaram trens de passageiros nas ferrovias da mineradora Vale: Carajás e Vitória-Minas. O tamanho da malha para passageiros ficou com pouco mais de mil quilômetros, basicamente restritos às regiões metropolitanas de Rio, São Paulo, Minas, Brasília, Porto Alegre e algumas cidades do Nordeste.
A realidade é que as concessionárias transportam somente cargas dos seus acionistas, sendo mais de 90% commodities exportáveis: minério de ferro, produtos siderúrgicos, soja, milho etc. Ou seja, o nosso atual modelo ferroviário não serve ao povo brasileiro.
Praticamente não há espaço nos trens para a carga geral que faltou nos postos de combustíveis, supermercados, farmácias etc. E o tal FDFN não vai ajudar a melhorar essa dependência do setor rodoviário.
Esse fundo não é o mesmo Fundo Ferroviário Nacional (FFN) que estamos pleiteando há tempos, destinado à implantação de trens regionais de passageiros, trens turísticos e pequenos cargueiros para carga geral (short lines, muito comuns na Europa). Os recursos do nosso FFN seriam aplicados, em parte, nos 15 mil quilômetros de linhas ociosas e abandonadas pelas atuais concessionárias, que as classificam como antieconômicas, pois só querem operar no filet mingon dos corredores de exportação, que somam pouco mais de 10 mil quilômetros.
O governo descarrilou mais uma vez ao anunciar projetos ferroviários destinados somente a interligar os corredores de exportação. Foi incapaz de conceber um projeto estratégico de integração territorial, unindo o país de norte a sul, especificamente na faixa litorânea, onde vivem mais de 80% da população e se concentram quase 75% do PIB. Focou só na carga e esqueceu o passageiro.
Mesmo que isso não aconteça por enquanto, devido à latente miopia no DNA palaciano, o governo deveria, por obrigação moral, exigir nos contratos de renovação das atuais concessões que estas passem a transportar um percentual mínimo de carga geral e passageiros, que fosse crescendo ano a ano. Senão, vamos continuar vulneráveis ao humor dos caminhoneiros. Oremos, pois!
Fonte - Revista Ferroviária  30/07/2018

sexta-feira, 1 de junho de 2018

Alimento e saúde do povo não podem ser reféns das rodovias

Transportes & Logstica  🚚 🚄

É uma irresponsabilidade histórica sujeitar a sexta maior população do Planeta à insegurança alimentar resultante do desabastecimento provocado pela paralisação de um único setor de atividade. Com a frota de caminhões inerte e obstruindo vias, houve falência instantânea da logística de distribuição de produtos agropecuários e da agroindústria. Colocou-se em alto risco o fornecimento de gêneros de primeira necessidade, além do grande prejuízo relativo à interrupção da produção das fábricas

João Guilherme Sabino Ometto*
foto - ilustração/arquivo
A greve dos caminhoneiros, independentemente das causas e da razoabilidade de sua justificativa, escancarou o grave problema inerente ao desenvolvimento da estrutura nacional de transportes. Ao desprezar a construção de ferrovias e hidrovias, em todo o século passado e nas duas primeiras décadas do presente, tornamo-nos reféns do modal rodoviário, algo inconcebível, em especial num país com 8,5 milhões de quilômetros quadrados e 209 milhões de habitantes, segundo a mais recente projeção demográfica do IBGE.
É uma irresponsabilidade histórica sujeitar a sexta maior população do Planeta à insegurança alimentar resultante do desabastecimento provocado pela paralisação de um único setor de atividade. Com a frota de caminhões inerte e obstruindo vias, houve falência instantânea da logística de distribuição de produtos agropecuários e da agroindústria. Colocou-se em alto risco o fornecimento de gêneros de primeira necessidade, além do grande prejuízo relativo à interrupção da produção das fábricas, por falta de matéria-prima, dificuldade de reposição dos estoques de medicamentos no sistema hospitalar, voos suspensos em aeroportos nos quais os combustíveis acabaram, bombas vazias nos postos e todo um povo coibido em seu direito constitucional de ir e vir.
Os caminhoneiros prestam relevantes serviços ao País, que depende deles para movimentar a economia. Por isso, seria importante que fizessem reflexão mais serena sobre sua responsabilidade perante a Nação. Contudo, o maior problema não está no seu protesto e na forma como o externam, mas sim na incapacidade logística de prover as cadeias de suprimento.
O Brasil priorizou no Século XX o modal rodoviário e automotivo. As ferrovias, muito ao contrário do que deveria ocorrer e na contramão do mundo, foram quase extintas. Há muito tempo, não existem sequer trens de passageiros. Tivemos, desde a redemocratização em 1985 e, principalmente após o Plano Real, em 1994, que modernizou a economia, quase 30 anos para corrigir os rumos do desenvolvimento da infraestrutura de transportes. Mas, nada foi feito. As parcerias público-privadas, alternativa inteligente para investimentos em linhas férreas, hidrovias, portos e aeroportos, mal saíram do papel. Insegurança jurídica, cláusulas pouco atrativas à iniciativa privada e mudança contínua das regras do jogo afugentaram o aporte de capitais.
Para se ter ideia de como o Brasil tem sido incompetente na modernização da infraestrutura, eis um exemplo didático: a complexa construção do Eurotúnel, numa extensão de 50,5 quilômetros sob o mar, demorou apenas oito anos, entre a sanção do decreto franco-britânico autorizando a obra no Canal da Mancha, em 1986, e a sua inauguração, em 1994. Solucionou-se, assim, um grande gargalo logístico. Contraponto: a ligação ferroviária expressa entre o centro da cidade de São Paulo e o Aeroporto Internacional Governador André Franco Montoro, em Cumbica, Guarulhos, foi anunciada em 2002 e, depois, novamente, em 2007 e em 2009. Jamais se construiu. Optou-se, somente em 2011, por um prolongamento da linha da CPTM, inaugurado em 2018...
Ao longo do tempo, há numerosos empreendimentos frustrados, como o trem de alta velocidade entre o Rio de Janeiro e São Paulo e "sonhos" de hidrovias modernas que jamais saíram do papel. Apesar de nossas abundantes bacias hidrográficas, optou-se pela construção de rodovias ironicamente paralelas a rios navegáveis. Além da ausência de modais mais baratos e menos poluentes para a movimentação de cargas e pessoas, parte expressiva da malha rodoviária encontra-se em situação precária.
A deficiência logística prejudica os produtores rurais, inclusive os pequenos e médios, e o agronegócio, ameaça a segurança alimentar e a saúde, barra exportações, limita o crescimento do PIB e causa danos aos setores produtivos e à sociedade. Portanto, dotar o País de ampla e eficaz rede ferroviária e hidroviária é prioridade absoluta do presidente da República, governadores e parlamentares a serem eleitos nas eleições de outubro próximo.
Com vontade política e a oferta de parcerias público-privadas economicamente viáveis, poderemos ter avanço expressivo nos transportes em apenas uma década.
*João Guilherme Sabino Ometto, engenheiro (Escola de Engenharia de São Carlos - EESC/USP), é presidente do Conselho de Administração da São Martinho e membro da Academia Nacional de Agricultura (ANA)
Fonte - Portogente   01/06/2018

quinta-feira, 31 de maio de 2018

O Brasil precisa investir mais em ferrovias

Transportes sobre trilhos  🚄🚃  🚇

Tanto para cargas quanto para passageiros, ficou comprovado que o transporte sobre trilhos é mais eficiente e barato. Nas cidades operadas por VLTs, trens e metrôs houve aumento natural da demanda durante a crise, mas a população ao menos conseguiu seguir para seus destinos de maneira rápida e segura. 

Por CBTU
foto - ilustração/arquivo
Diante do caos estabelecido no país após dias de greve dos caminhoneiros, o investimento em ferrovias voltou ao debate público. Tanto para cargas quanto para passageiros, ficou comprovado que o transporte sobre trilhos é mais eficiente e barato. Nas cidades operadas por VLTs🚄, trens🚃 e metrôs🚇, houve aumento natural da demanda durante a crise, mas a população ao menos conseguiu seguir para seus destinos de maneira rápida e segura.
Nos últimos anos, o país passou a se movimentar mais sobre trilhos. O transporte de cargas em 2017 registrou um recorde com 503 toneladas úteis, 29,3% superior ao volume de 2007 e quase o dobro do registrado em 1997. A soja e o minério de ferro são os produtos responsáveis por alavancar esses números para cima, e são fundamentais para a economia do Brasil
Um trem pode transportar a carga de até 220 caminhões. Um único carro de metrô tem capacidade para 250 passageiros. Para levar esse mesmo número de pessoas, seriam necessários três ônibus ou 50 carros em um trânsito geralmente carregado. A capacidade é, sem dúvida, a vantagem mais visível do transporte sobre trilhos. Por isso, o investimento no setor é visto como um dos principais caminhos para transformar o país, seja no escoamento dos produtos ou na mobilidade das grandes cidades. Apesar disso, o total de linhas de metrô no Brasil é de pouco mais de 300 quilômetros em todas as cidades. Só em Londres, por exemplo, são 402 quilômetros.
“O transporte ferroviário é mais rápido, seguro, percorre grandes distâncias com baixo consumo de energia e impacto ambiental. Os trens transportam um grande volume de pessoas e, por trafegarem em vias exclusivas, desafogam o trânsito, sendo uma grande alternativa para a mobilidade”, lembra José Marques Lima, diretor-presidente da Companhia Brasileira de Trens Urbanos.

Dependência de caminhões
No caso de mercadorias, ele é o mais recomendado para escoar a produção em longas distâncias, ideal para as dimensões continentais como é o caso do Brasil. Um trem com duas locomotivas e 96 vagões carrega 8.400 toneladas de carga. Para o mesmo volume, seriam necessários 220 caminhões bitrens, o maior veículo de carga rodoviário que não necessita de autorização especial.
O investimento no setor também traz ganhos ambientais para o país. Isso porque esse modal tem alta capacidade, baixa retenção de trânsito e vias de circulação com baixo atrito. Conforme a Associação Nacional dos Transportadores Ferroviários, apesar de carregar 25% das cargas do país, o transporte ferroviário é responsável por apenas 2,2% das emissões do setor de transportes. Como se pode ver, os trilhos têm a capacidade de transformar o Brasil. Mais do que nunca, é hora desse debate ganhar destaque na elaboração de políticas públicas de mobilidade.
Fonte - CBTU  30/05/2018

quinta-feira, 19 de abril de 2018

Trens urbanos de João Pessoa e Natal param no feriado de 21 de abril

Transportes sobre trilhos  🚄

Os trens urbanos de João Pessoa e Natal vão parar no do dia 21 de abril,feriado comemorativo de Tiradentes,voltando a operar na segunda (23) normalmente.

Da Redação
foto - ilustração/arquivo
Trens Urbanos de João Pessoa e Natal param no feriado de Tiradentes (21).

João Pessoa
A CBTU informa que os trens urbanos de João Pessoa,não irão funcionar neste sábado, 21 de abril, feriado de Tiradentes. No domingo, os trens já não operam.
Dia 21/04 – Sábado (Tiradentes) – Não haverá circulação de trens.
Dia 22/04 – Domingo – Não há operação comercial dos trens.

Natal
Neste sábado, 21/04, feriado de Tiradentes, o Sistema de Trens Urbanos de Natal também não funcionará. O serviço voltará a normalidade na segunda-feira, 23, a partir das 05h20min na Linha Norte, no percurso Ceará-Mirim/Natal e 05h40min na Linha Sul, no percurso Parnamirim/Natal.
Com informações da CBTU  19/04/2018

quarta-feira, 18 de abril de 2018

Dados mostram que quase 3 bilhões de passageiros viajaram em trilhos no Brasil em 2017

Transportes sobre trilhos  🚄 🚅 🚇

O aumento no número de passageiros é principalmente devido à expansão do trânsito ferroviário. No ano passado, o número de linhas ferroviárias de passageiros aumentou em 30,2 quilômetros, duas novas linhas foram abertas e as três linhas continuaram a se estender.Atualmente, existem 21 linhas de transporte ferroviário no Brasil, incluindo metrôs, trens interurbanos e trilhos leves, que são operados por 14 empresas, das quais 6 são empresas privadas.

ANPTrilhos*
foto - ilustração/arquivo

O China News Service noticiou em 18 de abril que, de acordo com dados divulgados pela ANPTrilhos do Brasil no dia 17, o tráfego de passageiros do transporte ferroviário brasileiro era de 2,93 bilhões de passageiros em 2017, um aumento de 0,4% ano a ano. %.
O relatório afirma que o presidente da ANPTrilhos, Joubert Flores, disse que, apesar da crise econômica e das altas taxas de desemprego, o transporte ferroviário também obteve resultados. “Apesar da crise econômica, ainda estamos crescendo. Porque as pessoas usam o transporte é necessário, 70% da viagem é por causa de ir para o trabalho ou escola.” Ele disse.
A agência disse que o aumento no número de passageiros é principalmente devido à expansão do trânsito ferroviário. No ano passado, o número de linhas ferroviárias de passageiros aumentou em 30,2 quilômetros, duas novas linhas foram abertas e as três linhas continuaram a se estender. Se você não considerar essas novas linhas, o tráfego de passageiros no ano passado diminuiu em 1,2%.
“No Brasil, um total de 1064 quilômetros de linhas de pista estão em operação. Esse número é muito pequeno para o tamanho de nosso país. Por exemplo, apenas uma cidade de Londres tem 460 quilômetros de linhas de pista e Xangai tem mais de 500 quilômetros. Temos que continuar fortalecendo a construção do transporte ferroviário, caso contrário, sempre haverá muitos carros na estrada, causando congestionamento ”, disse Flores.
Atualmente, existem 21 linhas de transporte ferroviário no Brasil, incluindo metrôs, trens interurbanos e trilhos leves, que são operados por 14 empresas, das quais 6 são empresas privadas. Há também 15 projetos de transporte ferroviário de passageiros que foram assinados ou estão em operação, e espera-se que a linha deste ano aumente 41,3 quilômetros.
Flores disse que as pesquisas devem ser conduzidas nas grandes cidades para melhorar o tráfego, com 27 cidades com mais de 1 milhão de habitantes no Brasil, mas apenas 13 cidades possuem sistemas de transporte ferroviário. Ele enfatizou que isso não deveria ser uma “guerra em trilhos e pneus”. Cada sistema de transporte precisa ser integrado e as políticas públicas e o planejamento devem ser eficientes.
Ele disse que os benefícios do transporte ferroviário incluem aspectos econômicos, sociais e ambientais. Por exemplo, o número de funcionários do setor no ano passado aumentou em 6%. Além disso, o transporte orbital requer 20 vezes menos espaço do que outros meios de transporte, além de reduzir o consumo de combustível, as emissões de poluentes, o tempo de viagem e os acidentes.
*Matería original disponível em:  http:// news.sina. com.tw/article/20180418/26549156. html
Fonte - ANPTrilhos  18/04/2018

terça-feira, 27 de março de 2018

Sistema de Trens Urbanos de Natal terá operação alterada durante a Semana Santa

Transportes sobre trilhos  🚄

A CBTU informa que durante a Semana Santa os trens urbanos de Natal terão sua operação alterada.

Da CBTU
foto - ilustração/arquivo
Confira os detalhes sobre o funcionamento do sistema de trens de passageiros de Natal e RM durante o feriado.
29/03 - Quinta - O sistema irá operar normalmente a partir das 05h20min na Linha Norte, no percurso Ceará-Mirim/Natal e das 05h40min na Linha Sul, no percurso Parnamirim/Natal;
30/03 - Sexta – Não haverá operação de trens;
31/03 - Sábado - Haverá trens para as linhas Norte (Natal/Ceará-Mirim) e Sul (Natal/Parnamirim). O primeiro trem sai de Ceará-Mirim com destino a Natal às 05h20min e o último sai de Natal com destino a Ceará-Mirim às 15h26min. Já na Linha Sul, o primeiro trem sai de Parnamirim com destino a Natal às 05h40min e o último de Natal com destino a Parnamirim às 14h.
01/04 - Domingo - Não haverá operação de trens;
02/04 – Segunda – Os trens voltam a circular normalmente.
Com informações da CBTU   27/03/2018

segunda-feira, 26 de março de 2018

Trenitalia adquire novos trens elétricos (EMUs) regionais

Transportes sobre trilhos  🚅

As encomendas no valor total de  € 330m foram colocadas no bojo de um acordo fechado em agosto de 2016 para até 150 composições, o que incluiu uma encomenda concreta inicial de 47 trens para a região da Emilia Romagna.

Da Railway Gazeette
Foto - ilustração/Alstom
A operadora nacional de trens de passageiros Trenitalia,fechou com a Alstom quatro contratos para fornecer um 54 trens,unidades múltiplas elétricas,para uso nas regiões de Abruzzo, Liguria,Marche  e Veneto.
As encomendas no valor total de  € 330m foram colocadas no bojo de um acordo fechado em agosto de 2016 para até 150 composições, o que incluiu uma encomenda concreta inicial de 47 trens para a região da Emilia Romagna.
A marca Pop da operadora,versão regional da família Coradia Stream da Alstom,tem uma velocidade máxima de 160 km / h, mais de 300 assentos e andares baixos para acesso fácil. O design permite que os operadores selecionem layouts interiores com mais assentos para viagens mais longas ou maior espaço para viagens mais curtas, e o layout pode ser adaptado para necessidades sazonais, como montagem de bicicletas ou esquis. Outras opções incluem tomadas de energia, wi-fi, máquinas de venda de bebidas e lanches e serviços de multimídia com feeds de infotainment de áudio e vídeo.
Os trens são fabricadas e certificadas na planta da Alstom em Savigliano, com projeto e fabricação do sistema de tração em Sesto San Giovanni e sistemas de sinalização da Bolonha.
Com informações da Railway Gazette  26/03/2018

domingo, 25 de março de 2018

Edital de PMI para Parceria Público Privada do Metrofor será publicado na próxima quarta-feira(28)

Transportes sobre trilhos  🚄

O documento será divulgado simultaneamente no Diário Oficial do Estado (DOE) e nos sites da Cia Cearense de Transportes Metropolitanos (Metrofor), Secretaria da Infraestrutura (Seinfra) e Secretaria de Planejamento e Gestão (Seplag).No dia 13 de abril, serão iniciadas as inscrições para participar das visitas técnicas aos sistemas de metrô e VLT incluídos na PPP.

Metrofor
foto - ilustração/arquivo
Será lançado, na próxima quarta-feira (28), o Edital da Proposta de Manifestação de Interesse (PMI) que antecede a Parceria Público Privada (PPP) para concessão do sistema em operação do Metrofor (Linha Sul e VLT Parangaba-Mucuripe, em Fortaleza, VLT do Cariri e VLT de Sobral). O documento será divulgado simultaneamente no Diário Oficial do Estado (DOE) e nos sites da Cia Cearense de Transportes Metropolitanos (Metrofor), Secretaria da Infraestrutura (Seinfra) e Secretaria de Planejamento e Gestão (Seplag).
No dia 13 de abril, serão iniciadas as inscrições para participar das visitas técnicas aos sistemas de metrô e VLT incluídos na PPP. As visitas serão direcionadas a empresas interessadas em participar da PMI e que desejam conhecer presencialmente os objetos da Parceria Público Privada. Também será disponibilizado um endereço de e-mail para o recebimento de eventuais dúvidas sobre o Edital.
A Parceria Público Privada, que será realizada após a PMI, tem objetivo de conceder a ente privado o direito de operação e exploração das linhas Sul, VLT Parangaba-Mucuripe, VLT de Sobral e VLT do Cariri, tendo como contrapartida a obrigatoriedade de prestar serviços de alta qualidade para os cidadãos e seguir uma agenda de manutenções e ampliações em todas as linhas, a longo prazo, sob fiscalização do Governo do Ceará.

Saiba mais
O documento que será lançado na próxima semana passou por um rigoroso processo de elaboração, no qual as regras da PMI foram analisadas e aprovadas previamente pelo Tribunal de Contas do Estado do Ceará (TCE-CE) e pelo Comitê Gestor de Parceria Público Privada (CGPPP) do Governo do Estado – órgão formado pela Casa Civil, Seinfra, Seplag, Secretaria da Fazenda (Sefaz) e Procuradoria Geral do Estado (PGE). Numa segunda etapa, os termos da PMI foram submetidos à consulta pública, através da qual pessoas físicas e jurídicas puderam ler e fazer sugestões, que foram analisadas e respondidas pela Cia Cearense de Transportes Metropolitanos.
A Linha Sul possui 24.1 km de extensão, 19 estações em operação, uma em construção e interliga três cidades na Região Metropolitana de Fortaleza (Maracanaú, Pacatuba e Fortaleza). Já o Ramal Parangaba-Mucuripe encontra-se em fase de implantação. No total, este ramal terá 13,4 Km de extensão e 12 estações. Uma parte de 5 km e quatro estações já está em operação assistida, transportando passageiros gratuitamente. (Esta obra deve ser concluída no final deste ano). No Cariri, o VLT possui 9 estações, em 13,6 km de extensão. No VLT de Sobral, são duas linhas que totalizam 12 estações e 13,9 km de via férrea.
Com informações do Metrofor  24/03/2018

quinta-feira, 22 de março de 2018

Ferrovias: cadê a boa regulação?

Ponto de Vista  🚄🚃🚃🚃

Um sinal inequívoco de que a agência regula mal e não atende satisfatoriamente aos interesses nacionais.É nesse clima que se discute a renovação das concessões ferroviárias cujo contrato ainda restam seis anos para concluir. Sem perguntar o que farão com as linhas que as concessionárias abandonaram. Hoje utilizam somente 15.000 km dos quase 30.000 km concessionados.

Portogente
foto - ilustração
O relatório da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) sobre a Evolução do Transporte Ferroviário parece o mito da pílula dourada quando comparada com a realidade das ferrovias brasileiras. Um sinal inequívoco de que a agência regula mal e não atende satisfatoriamente aos interesses nacionais.
É nesse clima que se discute a renovação das concessões ferroviárias cujo contrato ainda restam seis anos para concluir. Sem perguntar o que farão com as linhas que as concessionárias abandonaram. Hoje utilizam somente 15.000 km dos quase 30.000 km concessionados.
Contratos simples, sem investimentos previstos, contribuem para quase metade dos trechos de linha concessionados estarem abandonados. Como meta têm que aumentar o transporte e reduzir o acidente, fins que vêm sendo perseguidos por meios sem controle nem regulamentação. Dobraram o transporte sobrecarregando as linhas principais.
Reduziram o número de acidentes nos cruzamentos com as rodovias, mas não se conseguiu a redução dos acidentes em razão da má conservação da via sobrelotada. Dessa forma, desgastam as linhas principais até o sabugo, razão pela qual as velocidades caíram bastante. O que aponta a falta de manutenção.Se chineses e russos podem sinalizar uma alternativa de competitividade e de investimentos, são poucas as chances de conseguirem entrar nesse hermético mercado. Recente episódio envolvendo outra agência reguladora, a Antaq, alerta para se investigar porque a ANTT fecha os olhos ao abandono de linhas e permitiu que se delapidasse o patrimônio da antiga Rede Federal Ferroviária (RFFSA).
Parece que a lei do movimento e da renovação encontra pouca aplicabilidade às agências reguladoras brasileiras. Falta regulação e sobeja poder político. E toda vez que se põe luz na produtividade nacional, aparece anarquizada a relação entre produção, circulação e distribuição. Até quando?
Fonte - Portogente  22/03/2018

segunda-feira, 19 de março de 2018

Trens de passageiros de João Pessoa registram crescimento de 6,2% em fevereiro

Transportes sobre trilhos  🚄

De acordo com a Gerência de Operações(Giope) da CBTU, no mês passado o trens cumpriram 100% das viagens programas, registrando uma pontualidade nas partidas na casa dos 85%. A Giope aponta os serviços de manutenção na via férrea como o principal motivos para atrasos nas viagens. 

CBTU
Divulgação/CBTU
O transporte ferroviário de passageiros continua atraindo novos usuários. Em fevereiro deste ano, a CBTU João Pessoa registrou um aumento de 6,2% em relação ao mesmo mês em 2017. Com isso, a Companhia chegou a transportar mais 155 mil/usuários contra 146 mil do ano passado. Nos dois primeiros meses de 2018, todos os indicadores têm superado os números contabilizados nos mesmos períodos de 2017. A média diária de passageiros chega a 8 mil.
De acordo com a Gerência de Operações (Giope), no mês passado o trens cumpriram 100% das viagens programas, registrando uma pontualidade nas partidas na casa dos 85%. A Giope aponta os serviços de manutenção na via férrea como o principal motivos para atrasos nas viagens. “Sempre há algo para se fazer na linha e isso acaba obrigando o Centro de Controle Operacional (CCO) a reduzir, temporariamente, a velocidade dos trens onde os serviços estão sendo executados”, explica o Engenheiro de Operações, Rômulo Gouveia.
Com informações da CBTU  19/03/2018