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segunda-feira, 15 de setembro de 2025

Agenda de Lula em Nova York, inclui Palestina, democracia e clima

 Notícias   📺

No próximo dia 23 de setembro, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva fará o tradicional discurso na abertura da 80ª Assembleia Geral das Nações Unidas (ONU), em Nova York, nos Estados Unidos (EUA).Durante a viagem a Nova York, Lula participará da 2ª sessão da Confederação Internacional de Alto Nível para Resolução Pacífica da Questão Palestina e a Implementação da Solução de Dois Estados, convocada pela França e Arábia Saudita. 

Lucas Pordeus León 
Agência Brasil
Foto - Ricardo Stuckert/PR
No próximo dia 23 de setembro, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva fará o tradicional discurso na abertura da 80ª Assembleia Geral das Nações Unidas (ONU), em Nova York, nos Estados Unidos (EUA). Além de expor as prioridades da política externa brasileira, o presidente Lula vai participar de encontros sobre a questão da Palestina e sobre a crise climática, em preparação para a 30ª Conferência da ONU sobre Mudanças do Clima (COP30), que ocorre em Belém (PA), em novembro.

Palestina
Durante a viagem a Nova York, Lula participará da 2ª sessão da Confederação Internacional de Alto Nível para Resolução Pacífica da Questão Palestina e a Implementação da Solução de Dois Estados, convocada pela França e Arábia Saudita. “Na perspectiva brasileira, uma paz sustentável só poderá ser alcançada na região se ambas as partes puderem negociar em igualdade de condições, o que inclui a capacidade estatal da Palestina”, explicou, nesta segunda-feira (15), o diretor do Departamento de Organismos Internacionais do Itamaraty, ministro Marcelo Marotta Viegas. O representante do Ministério das Relações Exteriores (MRE) acrescentou que o governo espera que o momento sirva de oportunidade para que mais países reconheçam a Palestina como Estado. Além do Brasil, outros 147 países já reconhecem a Palestina. A primeira sessão da conferência foi em julho. Países como França, Reino Unido, Canadá e Portugal manifestaram interesse em reconhecer a Palestina durante o encontro da ONU. Israel e EUA, por outro lado, rejeitam o reconhecimento da Palestina como Estado.

Democracia
O presidente Lula também vai participar da 2ª edição do evento Em Defesa da Democracia e Contra o Extremismo, no dia 24 de setembro, com lideranças de cerca de 30 países. Além do Brasil, lideram a iniciativa os presidentes do Chile, Gabriel Boric, e da Espanha, Pedro Sánchez. “Em um contexto de incerteza global e crescentes ameaças a valores democráticos, o encontro constituirá a ocasião para reafirmar compromissos compartilhados em torno da democracia, do multilateralismo e do Estado de Direito”, justificou o diplomata Marcelo Marotta Viegas. A iniciativa quer avançar em uma diplomacia ativa que promova a cooperação internacional contra a deterioração das instituições, a desinformação, o discurso de ódio e a desigualdade social. O primeiro encontro sobre a democracia ocorreu no Chile, em julho deste ano, com a participação dos presidentes do Brasil, Espanha, Colômbia e Uruguai. Na ocasião, foi publicada uma declaração conjunta dos países.

Crise climática
No dia 24 de setembro, um evento sobre a crise climática - outra prioridade da agenda de Lula em Nova York - será co-presidido pelo Brasil e pelo secretário-geral da ONU, António Guterres. “O encontro deverá impulsionar a mobilização dos Estados-membros para a ação climática, incluindo a apresentação de novas contribuições nacionalmente determinadas, as NDCs, rumo à COP30”, disse o chefe da Divisão de Ação Climática, ministro Mário Gustavo Mottin. As NDCs são os compromissos que cada país assume para reduzir a emissão de gases do efeito estufa que aquecem a Terra e são a principal motor das mudanças climáticas. Até o momento, apenas 29 países apresentaram suas NDCs, segundo o Itamaraty. O presidente Lula ainda participa, em Nova York, de evento organizado pelo Brasil para ampliar o apoio para construção do Fundo Florestas Tropicais para Sempre (TFFF), que deve ser lançado em Belém, na COP30, com objetivo de financiar a preservação das florestas. Outra agenda do presidente Lula é o encontro promovido pelo Centro Global de Adaptação, liderado pelo ex-presidente do Senegal, Macky Sall, para discutir mecanismos de adaptação a mudança climática. “Tem como liderança um africano e a África é a região do mundo mais vocal sobre a importância de adaptação, além da necessidade de que tenha o financiamento adequado”, comentou Mário Gustavo Mottin. A delegação brasileira também deve participar, a partir do dia 22 de setembro, da Semana do Clima de Nova York 2025. O encontro promove cerca de 500 eventos com lideranças de governos e da sociedade civil do planeta. A Semana do Clima de Nova York ocorre desde 2009 de forma simultânea à Assembleia Geral da ONU e serve, na prática, como um evento preparatório da COP30. “Tem um sentido positivo de mobilização, de discussão e apresentação de soluções para a mudança do clima desenvolvida pelos países, pela sociedade e pelo setor privado”, disse o chefe da Divisão de Ação Climática, ministro Mário Gustavo Mottin.
Fonte - Agência Brasil  15/09/2025

quinta-feira, 18 de julho de 2024

Rotas de integração sul-americana começam a ser inauguradas em 2025

Notícia - Internacional  🚢

A primeira das cinco rotas de integração entre Brasil e países vizinhos deverá operar já em 2025, e que, até 2026. A Rota 2, primeira a ser inaugurada, ligará toda a Região Norte e parte do Nordeste à tríplice fronteira com Colômbia, Peru e Equador. “Com isso, vão se interligar ao maior investimento feito pela China na América do Sul, um dos maiores portos da América do Sul, que está sendo construído no Peru”

Pedro Peduzzi
Repórter da Agência Brasil 
Foto - Marcelo Camargo/Ag.Brasil
A ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet, disse que a primeira das cinco rotas de integração entre Brasil e países vizinhos deverá operar já em 2025, e que, até 2026, outras duas serão concluídas. A Rota 2, primeira a ser inaugurada, ligará toda a Região Norte e parte do Nordeste à tríplice fronteira com Colômbia, Peru e Equador. “Com isso, vão se interligar ao maior investimento feito pela China na América do Sul, um dos maiores portos da América do Sul, que está sendo construído no Peru”, disse a ministra nesta quinta-feira (18), durante o programa Bom Dia, Ministra, produzido pela Empresa Brasil de Comunicação (EBC). A integração com esse porto, lembrou a ministra, facilitará o escoamento da produção brasileira para o mercado asiático como um todo e, em especial, com a China. “Falta pouca coisa. Apenas uma dragagem no rio. Já está inclusive dada a ordem de serviço. Aí, colocaremos na tríplice fronteira uma alfândega”, acrescentou ao lembrar que esta rota terá algo muito especial. Será a mais ecológica, porque é toda hidroviária. Levará desenvolvimento sem levar poluição ou derrubar árvores”. A ministra lembrou que, só com o mercado sul-americano, os produtos brasileiros terão acesso a 200 milhões de pessoas. “É o mesmo número de habitantes que temos no Brasil. Portanto, teremos a possibilidade de vender produtos brasileiros para quase um novo Brasil, além de chegar mais rápido para a China e para o mercado asiático”, destacou. As cinco rotas têm, segundo o governo federal, o duplo papel de incentivar e reforçar o comércio do Brasil com os países da América do Sul e reduzir o tempo e o custo do transporte de mercadorias entre o Brasil e seus vizinhos e a Ásia.

Rotas de integração
Rota da Ilha das Guianas, que inclui integralmente os estados de Amapá e Roraima e partes do território do Amazonas e do Pará, articulada com a Guiana, a Guiana Francesa, o Suriname e a Venezuela; Rota Multimodal Manta-Manaus, contemplando inteiramente o estado Amazonas e partes dos territórios de Roraima, Pará e Amapá, interligada por via fluvial à Colômbia, Peru e Equador; Rota do Quadrante Rondon, formado pelos estados do Acre e Rondônia e por toda a porção oeste de Mato Grosso, conectada com Bolívia e Peru; Rota de Capricórnio, desde os estados de Mato Grosso do Sul, Paraná e Santa Catarina, ligada, por múltiplas vias, a Paraguai, Argentina e Chile; e Rota Porto Alegre-Coquimbo, abrangendo o Rio Grande do Sul, integrada à Argentina, Uruguai e Chile.
Fonte - Agência Brasil  18/07/2024

domingo, 18 de fevereiro de 2024

Lula critica países por corte de ajuda humanitária à Palestina

Política - Internacional  👀

Em viagem à Etiópia, o líder brasileiro voltou a classificar como "genocídio" as ações militares perpetradas por Israel na Faixa de Gaza. "Não é uma guerra entre soldados e soldados. É uma guerra entre um exército altamente preparado e mulheres e crianças", lamentou Lula.O Presidente garantiu que o Brasil fará novo aporte de recursos

Por Léo Rodrigues
Repórter da Agência Brasil

Foto - Ricardo Sturckert
O presidente da República, Luís Inácio Lula da Silva, criticou neste domingo (18) os cortes na ajuda humanitária à Palestina anunciado nas últimas semanas por diversos países. Em viagem à Etiópia, o líder brasileiro voltou a classificar como "genocídio" as ações militares perpetradas por Israel na Faixa de Gaza. "Não é uma guerra entre soldados e soldados. É uma guerra entre um exército altamente preparado e mulheres e crianças", lamentou Lula. O presidente garantiu que o Brasil fará novo aporte de recursos para ações humanitárias na região. Mais de 10 países - entre eles Estados Unidos, Reino Unido, Canadá, Itália, Suíça, Irlanda e Austrália - chegaram a suspender repasses para a Agência das Nações Unidas de Assistência aos Refugiados da Palestina (UNRWA, na sigla em inglês). A entidade, ligada à Organização das Nações Unidas (ONU), é a maior responsável por ações humanitárias implementadas na Faixa de Gaza. Os cortes foram anunciados após Israel denunciar o envolvimento de alguns funcionários da entidade nos ataques realizados pelo grupo palestino Hamas no sul do país, em outubro do ano passado. O governo israelense também defendeu que a UNRWA fosse extinta e substituída por outras agências. Por sua vez, a entidade anunciou o afastamento dos acusados, mas criticou a suspensão dos repasses financeiros. O chefe da UNRWA, Phillipe Lazzarine, pontuou que as alegações envolvem um grupo pequeno de funcionários. Ele também destacou que as vidas das pessoas na Faixa de Gaza dependem das contribuições internacionais, sem as quais diversas comunidades ficarão desamparadas. "A UNRWA é a espinha dorsal da resposta humanitária e a tábua de salvação de milhões de refugiados em toda a região", escreveu nas redes. Ações Entre os serviços sociais desenvolvidos pela entidade estão a construção e administração de escolas, abrigos para desalojados e clínicas médicas. Ela também é responsável por distribuição de alimentos. Além disso, a UNRWA é um importante contratante de mão de obra em uma região que conta com boa parte da população desempregada. "Quando eu vejo países ricos anunciarem que estão parando de dar contribuição para a questão humanitária aos palestinos, eu fico imaginando qual é o tamanho da consciência política dessa gente e qual é o tamanho do coração solidário dessa gente que não está vendo que na Faixa de Gaza não está acontecendo uma guerra, mas um genocídio. Se tem algum erro dentro de uma instituição que recolhe dinheiro, puna-se quem errou. Mas não suspenda ajuda humanitária para um povo que está há tantas décadas tentando construir o seu Estado", criticou Lula. O presidente brasileiro disse que os valores do novo aporte brasileiro ao UNRWA ainda serão definidos. Ele cobrou que as lideranças mundiais assumam um comportamento responsável em relação ao ser humano. "O que está acontecendo na Faixa da Gaza com o povo palestino não existiu em nenhum momento histórico. Aliás existiu quando Hitler resolveu matar os judeus. E você vai deixar de ter ajuda humanitária? Quem vai ajudar a reconstruir aquelas casas que foram destruídas? Quem vai devolver a vida das crianças que morreram sem saber porque estavam morrendo?", questionou. Na quinta-feira (15), após a Irlanda anunciar a retomada das contribuições, o chefe da UNRWA, Phillipe Lazzarine, agradeceu o país pelas redes sociais. Ele conclamou outras nações a seguirem pelo mesmo caminho. "Quatro meses em uma guerra brutal. O custo para os civis é inimaginável. 5% da população de Gaza já sofreu mortes, ferimentos ou separação. 17 mil crianças arrancadas dos pais. A fome se aproxima. A ajuda desesperadamente necessária não está indo para Gaza. Uma ação urgente é crucial para travar este crescente desastre humanitário. Não há substituto para o papel do UNRWA na ausência de uma solução política genuína. Afirmar o contrário não só coloca em risco a vida de pessoas desesperadas, mas também compromete as possibilidades de uma transição bem sucedida", escreveu. Estado Palestino Lula disse que além de garantir nova contribuição humanitária, o Brasil vai defender na ONU que o Estado palestino seja reconhecido definitivamente como Estado pleno e soberano. O presidente brasileiro também voltou a se posicionar a favor de uma reforma na ONU, ampliando as participações no Conselho de Segurança e extinguindo o direito de veto mantido por Estados Unidos, Rússia, China, França e Reino Unido. "O que acontece no mundo hoje é falta de instância de deliberação. Nós não temos governança. Eu digo todo dia: a invasão do Iraque não passou pelo Conselho de Segurança da ONU. A invasão da Líbia, a invasão da Ucrânia e a chacina de Gaza também não passaram. Aliás, as decisões tomadas pela ONU não foram cumpridas. Nós estamos esperando para humanizar o ser humano. O Brasil está solidário ao povo palestino. O Brasil condenou o Hamas e não pode deixar de condenar o que o exército de Israel está fazendo", finalizou.

domingo, 10 de setembro de 2023

Brasil recebe presidência do G20 e propõe força-tarefa contra fome

Política - Internacional  👀

Durante a cerimônia, a liderança do bloco foi transmitida do primeiro-ministro indiano, Narendra Modi, para Lula. A presidência brasileira no G20 terá três prioridades: a inclusão social e a luta contra a desigualdade, a fome e a pobreza; o enfrentamento das mudanças climáticas e a promoção do desenvolvimento sustentável em suas dimensões econômica, social e ambiental; e a defesa da reforma das instituições de governança global, que reflita a geopolítica do presente.

Por Andreia Verdélio
Repórter da Agência Brasil
foto - Ricardo Stuckert/PR
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva recebeu, neste domingo (10), a presidência do G20, durante o encerramento da 18ª Cúpula de Chefes de Governo e Estado do grupo, que ocorre em Nova Déli, na Índia. Durante a cerimônia, a liderança do bloco foi transmitida do primeiro-ministro indiano, Narendra Modi, para Lula. A presidência brasileira no G20 terá três prioridades: a inclusão social e a luta contra a desigualdade, a fome e a pobreza; o enfrentamento das mudanças climáticas e a promoção do desenvolvimento sustentável em suas dimensões econômica, social e ambiental; e a defesa da reforma das instituições de governança global, que reflita a geopolítica do presente. “Todas essas prioridades estão contidas no lema da presidência brasileira, que diz ‘Construindo um Mundo Justo e um Planeta Sustentável’”, disse Lula durante discurso no encerramento do encontro. Ele anunciou que serão criadas duas forças-tarefas: a Aliança Global contra a Fome e a Pobreza e a Mobilização Global contra a Mudança do Clima. O presidente brasileiro lembrou a tragédia no Rio Grande do Sul em decorrência da passagem de um ciclone extratropical. De acordo com o último balanço, divulgado às 18h deste sábado (9), o estado contabiliza 41 mortes e 46 pessoas seguem desaparecidas. São 88 municípios em estado de calamidade pública. “Isso nos chama a atenção porque fenômenos como esse têm acontecido nos mais diferentes lugares do nosso planeta”, apontou. Ontem (9), durante discurso em outro evento da cúpula, Lula cobrou recursos de países ricos contra aquecimento global. “A natureza continua dando demonstração de que nós precisamos cuidar dela com muito mais carinho”, acrescentou o presidente. O G20 reúne 19 das maiores economias do mundo e a União Europeia. A União Africana também tornou-se membro permanente durante a cúpula na Índia.

Combate à fome
“Precisamos redobrar os esforços para alcançar a meta de acabar com a fome no mundo até 2030, caso contrário estaremos diante do maior fracasso multilateral dos últimos anos. Agir para combater a mudança do clima exige vontade política e determinação dos governantes, e também recursos e transferência de tecnologia”, disse Lula, sobre as linhas basilares da presidência brasileira. Ele também destacou a necessidade de que países emergentes tenham mais participação nas decisões do Banco Mundial e do Fundo Monetário Internacional (FMI). “A insustentável dívida externa dos países mais pobres precisa ser equacionada. A OMC [Organização Mundial do Comércio] tem que ser revitalizada e seu sistema de solução de controvérsias precisa voltar a funcionar. Para recuperar sua força política, o Conselho de Segurança da ONU precisa contar com a presença de novos países em desenvolvimento entre seus membros permanentes e não permanentes”, defendeu.

G20 no Brasil
A presidência brasileira começa em 1º de dezembro de 2023 e se encerra em 30 de novembro de 2024. A agenda do G20 será decidida e implementada pelo governo do Brasil, com apoio direto da Índia, última ocupante da presidência, e da África do Sul, país que exercerá o mandato em 2025. Esse sistema é conhecido como troika e é um dos diferenciais do grupo em relação a outros organismos internacionais. Entre dezembro de 2023 e novembro de 2024, o Brasil deverá organizar mais de 100 reuniões oficiais em várias cidades do país, que incluem cerca de 20 reuniões ministeriais, 50 reuniões de alto nível e eventos paralelos. O ponto alto será a 19ª Cúpula de chefes de Estado e governo do G20, nos dias 18 e 19 de novembro de 2024, no Rio de Janeiro. De acordo com Lula, no G20, o Brasil pretende organizar os trabalhos em torno de três orientações gerais. Primeiro, ele propõe uma aproximação entre a trilha de política, mais ampla e onde se discutem políticas públicas, e a trilha de finanças, onde se discutem as questões de financiamento, de forma que “se coordenem e trabalhem de forma mais integrada”. “Não adianta acordarmos a melhor política pública se não alocarmos os recursos necessários para sua implementação”, avaliou. A presidência brasileira deve criar ainda um canal de diálogo entre os líderes e a sociedade civil, assegurando que os grupos de engajamento da sociedade, entidades de classe e órgãos públicos tenham a oportunidade de reportar suas conclusões e recomendações aos representantes de governo. Para o presidente, também é preciso evitar discussões sobre questões geopolíticas, como guerras, para não esvaziar a agenda de discussões das várias instâncias do bloco. “Não nos interessa um G20 dividido. Só com uma ação conjunta é que podemos fazer frente aos desafios dos nossos dias. Precisamos de paz e cooperação em vez de conflitos”, disse.

Agenda internacional
É a primeira vez que o Brasil assume a presidência do G20 desde a sua criação, em 1999. O país esteve presente desde o início, quando as 20 maiores economias do mundo se reuniram com o objetivo de buscar uma solução para a grave crise financeira que abalou todos os mercados e que levou à quebra de um número enorme de bancos e outras companhias. O grupo reunia, à época, apenas ministros de finanças e presidentes de bancos centrais. Em 2008, para enfrentar nova crise financeira internacional, passou a ter o formato atual, com chefes de Estado e de governo. “Nossa atuação conjunta nos permitiu enfrentar os momentos mais críticos, mas foi insuficiente para corrigir os equívocos estruturais do neoliberalismo. A arquitetura financeira global mudou pouco e as bases de uma nova governança econômica não foram lançadas. Novas urgências surgiram, os desafios se acumularam e se agravaram, vivemos num mundo em que a riqueza está mais concentrada, em que milhões de seres humanos ainda passam fome, em que o desenvolvimento sustentável está sempre ameaçado, em que as instituições de governança ainda refletem a realidade de meados do século passado”, alertou Lula em seu discurso em Nova Déli. Para ele, a redução das desigualdades deve estar no centro da agenda internacional. “Só vamos conseguir enfrentar todos esses problemas se tratarmos da questão da desigualdade. A desigualdade de renda, de acesso à saúde, educação e alimentação, de gênero e raça e de representação está na origem de todas essas anomalias”, destacou. Além dos líderes dos países-membros do G20 – África do Sul, Alemanha, Arábia Saudita, Argentina, Austrália, Brasil, Canadá, China, Coreia do Sul, Estados Unidos, França, Índia, Indonésia, Itália, Japão, México, Reino Unido, Rússia, Turquia e União Europeia –, participaram da cúpula, na condição de convidados da presidência indiana, os líderes de Bangladesh, Egito, Emirados Árabes Unidos, Espanha, Maurício, Nigéria, Omã, Países Baixos, Singapura e União Africana. O principal documento resultante da 18ª Cúpula do G20 foi a Declaração de Líderes, que incluiu temas como necessidade do desenvolvimento sustentável, da cooperação econômica e científica, de ações contra desigualdade e da redução do sofrimento causado pelas guerras. A presidência da Índia iniciou-se em dezembro de 2022 sob o lema Uma Terra, Uma Família, Um Futuro. Durante o período, o G20 teve como prioridades gerais estilos de vida sustentáveis, tecnologia, crescimento inclusivo, multilateralismo e liderança de mulheres.
Fonte - Agência Brasil 10/09/2023

segunda-feira, 28 de junho de 2021

ONU pede fim de impunidade da violência policial contra negros

Direitos humanos  👐

A chefe dos Direitos Humanos da ONU pede, no documento,(Relatório da Organização das Nações Unidas ,ONU) que todo o mundo colabore para ajudar a acabar com a discriminação, a violência e o racismo sistêmico contra os afrodescendentes e que façam "as pazes"

Por RTP - Nova York/Agência Brasil
fotos publicas.com
Relatório da Organização das Nações Unidas (ONU), divulgado nesta segunda-feira (28), que analisou a justiça racial após o assassinato do norte-americano George Floyd em 2020, apela a todas as nações para que ponham fim à "impunidade" das forças de segurança que violam os direitos humanos dos negros. A chefe dos Direitos Humanos da ONU pede, no documento, que todo o mundo colabore para ajudar a acabar com a discriminação, a violência e o racismo sistêmico contra os afrodescendentes e que façam "as pazes". Desenvolvido após o assassinato de George Floyd por um policial norte-americano em Minneapolis, em maio de 2020, o relatório da ONU diz que a discriminação racial e o uso de força excessiva pela polícia estão enraizados nos Estados Unidos (EUA), na Europa e na América Latina. Michelle Bachelet, a alta comissária da ONU para os Direitos Humanos, mostra, com o documento, uma visão mais abrangente dos maus-tratos enfrentados pelos negros ao longo de séculos, principalmente por causa do comércio transatlântico de escravos, e pede uma abordagem "transformadora" para os dias de hoje. A agência da ONU analisou 190 assassinatos de africanos e afrodescendentes por agentes de autoridade em todo o mundo e concluiu que os policiais "raramente são responsabilizados" por matar pessoas de origem africana, principalmente devido a investigações "deficientes" e à falta de vontade de reconhecer o impacto do racismo estrutural. Para Bachelet, o racismo estrutural cria barreiras ao acesso das minorias a empregos, à saúde, à habitação, à educação e até à Justiça. "Estou pedindo a todos os Estados que parem de negar e comecem a desmantelar o racismo, para acabar com a impunidade e construir confiança, para ouvir as vozes dos afrodescendentes e para confrontar legados do passado e compensá-los", escreveu a alta comissária no relatório. Essas compensações, acrescentou, "não devem ser apenas equiparadas a indenizações financeiras", mas devem incluir a restituição, a reabilitação, o reconhecimento de injustiças, os pedidos de desculpas, a memorialização, as reformas educacionais e "garantias" de que tais práticas não se repetirão. Além do caso polémico de Floyd, são citados mais seis casos no relatório, como o de Kevin Clarke que morreu após ser detido por policiais em Londres, em 2018. À época, o juiz considerou que Clarke, que já em 2002 tinha sido diagnosticado com esquizofrenia paranoica, concluiu que o uso inadequado de forças pela polícia levou à sua morte. Os casos restantes citados incluem um adolescente afro-brasileiro, de 14 anos, morto a tiros numa operação policial antidrogas em São Paulo, em maio de 2020, e um francês de origem maliana, de 24 anos, que morreu sob custódia policial em julho de 2016. Racismo e discriminação A agência da ONU para os Direitos Humanos foi incumbida, em junho de 2020, de redigir um relatório aprofundado sobre o racismo sistêmico contra africanos e afrodescendentes. Aproveitando a análise intensa sobre racismo em todo o mundo e o impacto nos afrodescendentes, como nos casos de assassinatos de negros desarmados nos Estados Unidos, o relatório analisou violações dos direitos humanos, respostas dos governos a protestos pacíficos antirracismo e responsabilização e compensação das vítimas. "Há hoje uma oportunidade importante para alcançar um ponto de inflexão para a igualdade racial e a justiça", diz o relatório, que apela aos países para que acelerem ações a fim de acabar com a injustiça racial, a pôr fim à impunidade nas violações de direitos pela polícia, a garantir que os afrodescendentes e aqueles que falam contra o racismo sejam ouvidos e que os "erros do passado" sejam enfrentados por meio de responsabilização e compensação. "O racismo e a discriminação racial contra africanos e afrodescendentes estão frequentemente enraizados em políticas e práticas baseadas na degradação do status dos indivíduos na sociedade", acrescenta o relatório. Segundo a investigação, que vem sendo feita desde o ano passado, o problema prevalece mais em países com legado de escravatura, de comércio transatlântico de africanos escravizados ou de colonialismo, o que resultou na fixação de grandes comunidades de descendentes de africanos. "O racismo sistêmico precisa de resposta sistêmica. É preciso haver uma abordagem abrangente, em vez de fragmentada, para desmantelar sistemas enraizados durante séculos de discriminação e violência. Precisamos de uma abordagem transformadora que aborde as áreas interconectadas que impulsionam o racismo e levam a tragédias constantes, totalmente evitáveis, como a morte de George Floyd", argumentou Michelle Bachelet. Famílias "traídas" Durante a análise dos casos de mortes sob custódia policial em diferentes países, o relatório identificou "semelhanças impressionantes" e padrões - incluindo os obstáculos que as famílias enfrentam para ter acesso à Justiça. O relatório observa que os dados disponíveis mostram "um quadro alarmante de impactos desproporcionais e discriminatórios em todo o sistema sobre os afrodescendentes quando abordados pelas autoridades policiais e com o sistema de Justiça criminal em alguns Estados". Muitas famílias "sentiram-se continuamente traídas pelo sistema", citam "uma profunda falta de confiança" e, "muitas vezes, recai sobre as vítimas e os familiares lutar pela responsabilização sem o apoio adequado". "Várias famílias me descreveram a agonia que enfrentaram ao lutar pela verdade, a Justiça e a compensação, e a angustiante presunção de que os seus entes queridos de alguma forma 'mereciam'", disse Bachelet. "É desanimador que o sistema não esteja preparado para os apoiar. Isso tem de mudar". Investigações, processos, julgamentos e decisões judiciais muitas vezes deixam de considerar o papel que a discriminação racial, os estereótipos e o preconceito institucional podem ter nas mortes sob custódia, acrescenta o relatório. Com a investigação, o objetivo do relatório é transformar essas abordagens numa resposta mais sistêmica por parte dos governos para lidar com o racismo, e não apenas nos Estados Unidos. Casos semelhantes são denunciados também em cerca de 60 países, incluindo a Bélgica, o Brasil, Reino Unido, Canadá, a Colômbia e França, entre outros. "Não conseguimos encontrar um único exemplo de um Estado que tenha considerado totalmente o passado ou explicado de forma abrangente os impactos na vida dos afrodescendentes hoje", escreveu Mona Rishmawi, que lidera uma unidade contra a discriminação na ONU. "A nossa mensagem, portanto, é que essa situação é insustentável".
Fonte - Agência Brasil 28/06/2021

quinta-feira, 24 de junho de 2021

A CAF irá fornecer mais de 60 VLTs movidos a bateria para a Alemanha

Transportes sobre trilhos  🚄

A encomenda foi feita pelas autoridades de transporte alemãs, Rhine Ruhr Transport Association (VRR) e o Westfalen-Lippe Local Transport (NWL) na Renânia do Norte-Vestfália.Os novos VLTs fazem parte da meta de dispensar de maneira sucessiva os veículos a diesel nos próximos anos.

Da Redação
foto - ilustração/arquivo
Uma encomenda de mais de 60 VLTs movidos a bateria foi feita a CAF pelas autoridades de transporte alemãs, Rhine Ruhr Transport Association (VRR) e o Westfalen-Lippe Local Transport (NWL) na Renânia do Norte-Vestfália, composta por cinco regiões administrativas e 23 cidades independentes. Esta é uma das maiores encomendas já feita para VLTs movidos a bateria que conta ainda com um contrato de manutenção durante 30 anos.A CAF irá usar a plataforma Civity BEMU da nos VLTs, que serão entregues em dois padrões de tamanho. Serão dois padrões de composições, um com 120 assentos e outro com 160 assentos. Os VLTs terão vagas para cadeiras de rodas, carrinhos de bebê e bicicletas além de mesinhas dobráveis, tomadas e acesso gratuito à internet sem fio. Os novos VLTs fazem parte da meta de dispensar de maneira sucessiva os veículos a diesel nos próximos anos. A chegada desses novos VLTs mais longos também envolverá um trabalho de infraestrutura na rede que incluirá a extensão e elevação de plataformas. A capacidade também será aumentada com uma nova linha entre Geldern, Krefeld e Neuss.
Pregopontocom 24/06/2021

sexta-feira, 21 de maio de 2021

Cúpula mundial da saúde pede atuação conjunta contra covid-19 Imunização é considerada um bem público global

Internacional/Saude  💉😷

O documento, denominado Declaração de Roma, em menção à sede do encontro, defende a ampliação dos esforços conjuntos dos países e do setor privado para incrementar ferramentas de enfrentamento à covid-19, como vacinas, terapias, diagnósticos e equipamentos de proteção individual (EPIs) e o acesso a elas.

Jonas Valente
Repórter Agência Brasil
foto - ilustração/arquivo
A Cúpula Mundial da Saúde do G20, grupo dos países mais ricos do mundo, foi encerrada hoje (21), em Roma, com uma declaração destacando princípios e compromissos para uma atuação conjunta em resposta à pandemia do novo coronavírus. O documento, denominado Declaração de Roma, em menção à sede do encontro, defende a ampliação dos esforços conjuntos dos países e do setor privado para incrementar ferramentas de enfrentamento à covid-19, como vacinas, terapias, diagnósticos e equipamentos de proteção individual (EPIs) e o acesso a elas. A imunização contra o coronavírus foi considerada como um bem público global. Entre as medidas listadas para atingir este objetivo estão o compartilhamento dos produtos, incluindo as vacinas pelo mecanismo covax, diversificar a capacidade de produção, resolver os gargalos na produção, facilitar o comércio e transparência em toda a cadeia produtiva e acordos de compartilhamento voluntário de patentes. Não houve menção ao debate proposto pelos Estados Unidos da suspensão temporária de patentes de vacinas contra a covid-19 como forma de acelerar a fabricação de doses no mundo, especialmente em países de média e baixa rendas.

Crise socioeconômica em andamento
Os líderes reconhecem a pandemia como uma crise socioeconômica ainda em andamento, com impactos diretos e indiretos sobre os mais vulneráveis e que só será controlada com vacinação efetiva e equitativa em combinação com outras medidas de saúde pública. O documento lista princípios e compromisso de ação conjunta das nações para alcançar uma preparação, detecção e resposta mais efetivas contra pandemias. Um deles é a promoção de um comércio global aberto, diversificado e seguro na área, incluindo medicamentos, insumos e equipamentos médicos. Uma política apontada entre os compromissos é o reforço da capacidade de países de rendas baixa e média de fabricação de produtos e promoção de iniciativas para a reação contra pandemias. O documento destaca a necessidade de investir na força de trabalho em saúde, com a ampliação e o treinamento de médicos, enfermeiros, técnicos e de outras profissões da área, bem como em pesquisa no tema, laboratórios e em tecnologias de vigilância epidemiológica em saúde. O aporte de recursos nessas ações deve ser apoiado pela criação de mecanismos de financiamento específicos para elas, que deem conta de garantir o custeio no longo prazo tanto da prevenção contra pandemias quanto de rápidas respostas a elas. Constam na declaração o fortalecimento da arquitetura institucional global de saúde, especialmente na figura da Organização Mundial de Saúde (OMS), e o incentivo ao diálogo com organizações da sociedade civil, trabalhadores e comunidades sobre as medidas a serem adotadas.

Doações
Na cúpula, foram anunciadas doações tanto de governos quanto de empresas. Em entrevista ao fim do encontro, a presidente da Comissão Europeia, Ursula van der Leyen, informou que o consórcio Pfizer/BioNTech pretende doar um bilhão de doses para países de rendas média e baixa, a Johnson&Johnson 200 milhões e a Moderna, 100 milhões. Na mesma entrevista, a presidente da Comissão Europeia afirmou que a Declaração de Roma é um “recado contra nacionalismos”. “Cadeias de oferta devem estar abertas, o documento é uma notificação para o banimento de exportações”, disse. A manifestação mirou a situação de países responsáveis pela fabricação de vacinas, mas que estão atrasando ou retendo exportações de insumos e doses diante de esforços para imunizar sua própria população, como China e Índia.
Fonte - Agência Brasil  21/05/2021

sexta-feira, 9 de abril de 2021

Transportes sobre trilhos notícias internacionais - França e China

 Boletim informativo - Transportes sobre trilhos  🚅

França - A SNCF, operadora de trens francesa, fez um pedido de mais 12 trens movidos a hidrogênio(unidades múltiplas de hidrogênio-elétrico) Coradia Polyvalent H2 para a Alstom para operar em quatro regiões, com opções para compra de mais duas composições.
China - O metrô de Guangzhou e a CRRC Zhuzhou estão realizando testes de funcionamento na Linha 18 de Guangzhou, a velocidades de até 176 km / h ,que foi projetada e construída para operar a 160 km / h.

foto - ilustração/arquivo
metrô de Guangzhou



segunda-feira, 15 de março de 2021

Portugal: voos com Brasil e Reino Unido ficam suspensos até dia 31

Internacional 

Em nota, o Ministério da Administração Interna diz que as medidas restritivas do tráfego aéreo vão continuar em vigor até o último dia deste mês, devido à situação epidemiológica provocada pela covid-19. Como no estado de emergência anterior, continuam a ser permitidos apenas os voos de natureza humanitária

Agência Brasil
foto - ilustração/arquivo
Os voos, comerciais ou privados, com origem ou destino no Brasil e no Reino Unido vão manter-se suspensos até dia 31 de março, anunciou hoje (15) o governo de Portugal. Em nota, o Ministério da Administração Interna diz que as medidas restritivas do tráfego aéreo vão continuar em vigor até o último dia deste mês, devido à situação epidemiológica provocada pela covid-19. Como no estado de emergência anterior, continuam a ser permitidos apenas os voos de natureza humanitária, para repatriamento de cidadãos nacionais, da União Europeia e de países associados ao Espaço Schengen, e seus familiares, bem como de cidadãos de outros países com residência legal em território português. Contudo, esses cidadãos têm de comprovar a realização de teste laboratorial (RT-PCR) para rastreio da infecção por SARS-CoV-2, com resultado negativo, feito nas 72 horas anteriores ao momento do embarque, exceto crianças com menos de dois anos, além de cumprir 14 dias de isolamento. Os voos de ligação para os seus países têm de ser aguardados em um local próprio, no interior do aeroporto. São ainda permitidos voos de repatriamento de cidadãos estrangeiros que se encontrem em Portugal continental. Os passageiros de países que tenham taxa de incidência igual ou superior a 500 casos por 100 mil habitantes devem, além do teste, cumprir período de isolamento profilático de 14 dias, exceto quando a permanência em território nacional não exceda 48 horas. Os passageiros que chegarem a Portugal sem o comprovante do teste devem fazê-lo no interior do aeroporto, pagando por ele, e aguardar o resultado no local.
Fonte - Agência Brasil  15/03/2021

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2021

Pressão dos EUA sobre o Brasil será ao estilo Biden: 'Sem show, sem exibição de força', diz analista

Política   👀

Para Leonardo Trevisan, professor de relações internacionais da ESPM/SP (Escola Superior de Propaganda e Marketing, em São Paulo), o documento dá mais um sinal de qual será a postura do governo Biden em relação ao Brasil. Segundo o especialista, pode-se esperar pressões em diferentes áreas do governo brasileiro, como a econômica (principalmente em relação ao 5G), a estratégica e militar – e especialmente a ambiental.

Sputnik
foto - ilustração/Twiter.com
O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, recebeu nesta semana um dossiê com dados e informações que recomendam o congelamento de acordos, negociações e alianças políticas com o Brasil enquanto Jair Bolsonaro estiver na Presidência. Para Leonardo Trevisan, professor de relações internacionais da ESPM/SP (Escola Superior de Propaganda e Marketing, em São Paulo), o documento dá mais um sinal de qual será a postura do governo Biden em relação ao Brasil. Segundo o especialista, pode-se esperar pressões em diferentes áreas do governo brasileiro, como a econômica (principalmente em relação ao 5G), a estratégica e militar – e especialmente a ambiental. "A pressão de Washington será, de algum modo, efetiva. Washington tem, sim, formas de fazer pressão no governo brasileiro. É evidente que estas mudanças acontecerão no estilo Biden: num estilo político, diplomático, sem show, sem exibição de força", diz Trevisan, em entrevista à Sputnik Brasil. O dossiê entregue a Biden e membros do alto escalão da Casa Branca foi escrito por professores de dez universidades, além de diretores de ONGs internacionais, como a Amazon Watch. Além disso, o texto tem o endosso de mais de cem acadêmicos de universidades como Harvard, Brown e Columbia, e também de outras ONGs, segundo publicado pelo UOL. Dois parlamentares próximos ao gabinete de Biden – a deputada Susan Wild, do Comitê de Relações Internacionais, e Raul Grijalva, presidente do Comitê de Recursos Naturais do Congresso norte-americano – revisaram o documento. O dossiê condena a aproximação entre os dois países ao longo dos últimos dois anos. "Este dado revela que parte considerável do staff de poder norte-americano está olhando para as questões relativas ao Brasil de um jeito bastante preocupante para nós. De qualquer ângulo que se olhe, o documento não atende em absoluto aos interesses brasileiros", avalia Trevisan. EUA sabem da importância geoestratégica do Brasil, diz especialista A principal pressão de Washington sobre o Brasil será, segundo Trevisan, em relação à política ambiental. Durante o governo Trump, Bolsonaro não se sentia compelido a tomar decisões mais efetivas de proteção ao meio ambiente. Como resultado, o desmatamento da Amazônia apresentou uma alta de 9,5% no último ano. Trevisan explica que a pressão ambiental sob Bolsonaro é também uma moeda política para Biden: defendendo uma agenda ecológica, ele se aproxima da ala mais progressista do partido democrata, que tem se tornado cada vez mais relevante na política dos EUA. "Seria extremamente conveniente que o Brasil fizesse gestões políticas na direção de mostrar ao governo norte-americano uma questão ambiental mais consistente. Mas isto exigiria mudanças muito fortes nos princípios e nas prioridades da política externa brasileira. E não é isso o que temos visto", diz o especialista. Apesar das pressões, Trevisan, que é especialista em história das relações internacionais e em geoeconomia internacional, avalia que Biden não abandonará acordos comerciais entre EUA e Brasil que sejam convenientes aos norte-americanos. Ele ressalta que as exportações do Brasil para os EUA diminuíram em quase um terço de 2019 para 2020. Trevisan aposta que Biden vai explorar este potencial que acabou enfraquecido no ano passado. "O governo norte-americano percebe com muita clareza a importância geoestratégica do Brasil, tanto pela América Latina como pela imensa costa no Atlântico. Biden visitou o Brasil por cinco vezes. [...] Biden sabe muito bem a realidade brasileira e a importância que os EUA têm nessa realidade", diz o professor. Diplomacia não será pautada no confronto: 'Esta época passou em Washington', diz Trevisan Outro ponto será fundamental para o estabelecimento das novas relações entre Brasil e EUA: a guerra tecnológica. A pressão de Biden sobre o Brasil será diretamente proporcional à intenção do governo brasileiro de incluir a chinesa Huawei no leilão da rede de 5G do país. "É preciso ter claro que não é possível esperar atitudes de confronto, de desaforo, em relação ao Brasil do governo Biden. Esta época passou em Washington", diz Trevisan Trevisan destaca ainda outros dois pontos levantados pelo dossiê entregue a Biden. O primeiro é a base militar de Alcântara: para Trevisan, o Brasil deveria explorar o potencial da área e "vender esta posição estratégica em termos geográficos". O documento, no entanto, não especifica o porquê da menção da base, apenas que a relação entre os dois países no tocante à base militar deve ser "vista com mais cautela". O segundo é o destaque da violência policial no Brasil. Diante do aumento da importância de movimentos sociais, como o Black Lives Matter, Trevisan avalia como bastante negativo para a imagem brasileira o fato de o país estar mais uma vez vinculado à violência. Para ele, o turismo e os investimentos estrangeiros tendem ser prejudicados. "É impossível deixar de notar que nós estamos caminhando do lado errado na construção da imagem, da marca Brasil no imaginário tanto de consumo quanto de investimento em qualquer cenário internacional. Isto é efetivamente preocupante", finaliza Trevisan.
Fonte - Sputnik  05/02/2021

segunda-feira, 11 de janeiro de 2021

Arábia Saudita anuncia criação de cidade ecológica sem carros

Sustentabilidade/Cidade do futuro  👪

Anunciada pela Arábia Saudita,a criação de uma cidade ecológica com "zero carros, zero estradas, zero emissões de CO²" no Neom, área no noroeste do país que se encontra em desenvolvimento. Uma região futurista e turística, Neom está na lista dos muitos megaprojetos em curso para diversificar a economia da Arábia Saudita, que depende fortemente da exportação do petróleo. 

Por RTP - RIAD /Agência Brasil
foto - ilstração/twiter
A Arábia Saudita, o maior exportador mundial de petróleo bruto, anunciou a criação de uma cidade ecológica com "zero carros, zero estradas, zero emissões de CO²" no Neom, área no noroeste do país que se encontra em desenvolvimento. Uma região futurista e turística, Neom está na lista dos muitos megaprojetos em curso para diversificar a economia da Arábia Saudita, que depende fortemente da exportação do petróleo. "Como presidente da direção da Neom, apresento "The Line", uma cidade que pode acomodar 1 milhão de habitantes, tem 170 quilômetros de comprimento e preservará 95% das áreas naturais", anunciou o príncipe herdeiro Mohammed bin Salman em comunicado transmitido na televisão. "Não haverá carros, estradas e terá emissões zero de carbono", acrescentou o líder do país, que é a maior economia do mundo árabe, mas regularmente classificada entre os estados mais poluidores do mundo. "Devemos transformar as cidades em cidades do futuro", disse, referindo-se a uma "revolução civilizacional". Quanto a detalhes do projeto, só serão divulgados mais tarde, assegurou o príncipe Mohammed bin Salman, antes de mostrar imagens computorizadas da "linha" e paisagens de desertos primitivos e mares azuis. A cidade pensada para pedestres terá serviços como escolas e centros de saúde, bem como espaços verdes e transportes públicos de alta velocidade, que não fazem mais de 20 minutos de viagem, de acordo com um comunicado de imprensa. O novo centro urbano será também baseado em tecnologias de inteligência artificial (IA) e "equipamento de baixo impacto de carbono, alimentado a 100% por energia renovável". A construção da "The Line" terá início no primeiro trimestre de 2021 e será financiada pelo Fundo Saudita de Investimento Público (PIF), o principal instrumento da política de diversificação econômica do país. O projeto vai criar 380 mil empregos e a sua contribuição para o Produto Interno Bruto está estimada em 180 bilhões de riyals (moeda da Arábia Saudita, mais de 39 bilhões de euros) até 2030, de acordo com a nota da Neom.
Fonte - Agência Brasil 11/01/2021

terça-feira, 27 de outubro de 2020

Espanha inaugura nova linha de trem de alta velocidade

Transportes sobre trilhos/Internacional  🚅

Foi inaugurada no dia 26 de outubro na Espanha, o trecho de 110 km da linha de alta velocidade Madrid - Galiza entre Zamora e Pedralba de la Pradería. A nova linha reduz o tempo de viagem entre Madrid e as principais cidades galegas

IRJ
foto - ilustração/renfe.com
A nova linha,que foi aberta ao tráfego em 27 de outubro, custou € 898 milhões e aumenta a extensão  total da rede de alta velocidade espanhola para cerca de 3.567 km. O novo trecho reduz o tempo de viagem entre Madrid e as principais cidades galegas, incluindo 24 minutos para  La Coruña, 31 minutos para Vigo, 39 minutos para Ourense, 41 minutos para Santiago de Compostela, 1h 2min para Lugo e 1h 26min para Pontevedra. Além disso, o novo trecho permite uma maior frequência de tráfego ao longo da rota, com os serviços entre Madrid e Ourense, Santiago e La Coruña operando agora com uma frequência de quatro trens por sentido por dia. O serviço Madrid - Pontevedra funcionará seis vezes por dia nos dois sentidos, o serviço Madrid - Lugo cinco vezes por dia e o serviço Madrid - Vigo quatro vezes por dia. A Renfe planeja aumentar ainda mais a frequência dos serviços assim que a demanda voltar aos níveis anteriores à Covid. Este aumento de frequência é suportado pela introdução de novos serviços, nomeadamente o trem Madrid - Santiago - Pontevedra, que faz pela primeira vez uma ligação direta Vilagarcía de Arousa - Madrid. Além disso, foram introduzidos novos serviços entre Santiago e La Coruña, Santiago e Vigo e Ourense - Lugo, e o serviço Vigo - La Coruña, anteriormente apenas nos dias úteis, também funcionará aos fins-de-semana.
Fonte - International Railway Journal  27/10/2020

terça-feira, 25 de agosto de 2020

Primeiro trem movido a ímã permanente entra em operação no metrô de Xiamen

Transportes sobre trilhos  🚄

O sistema de tração síncrona de ímã permanente pesa menos que o equipamento de tração convencional, é mais eficiente e gera menos ruído. Como resultado, o metrô de Xiamen espera que os novos trens consumam menos energia do que os trens que operam atualmente.

IRJ
foto -  divulgação/IRJ
Os trens são fabricados pela CRRC Tangshan, enquanto o sistema de tração síncrona de ímã permanente é produzido pela CRRC Times Electric. Esta é a segunda aplicação da tecnologia em trens do metrô na China, depois do Metrô de Changsha.
O sistema de tração síncrona de ímã permanente pesa menos que o equipamento de tração convencional, é mais eficiente e gera menos ruído. Como resultado, o metrô de Xiamen espera que os novos trens consumam menos energia do que os trens que operam atualmente.
A linha 2 tem 41,6 km de comprimento e vai de Wuyuanwan no oeste, passando pelo centro da cidade, que está localizado em uma ilha, até Tianzhushan no leste. A linha 2 foi inaugurada em 25 de dezembro de 2019.
Fonte - International Railway Journal 24/08/2020

terça-feira, 18 de agosto de 2020

Como a venda forçada do TikTok pode prejudicar a internet

Tecnologia/Política  📱

O presidente Trump dobrou na sexta-feira sobre suas ações anteriores contra a TikTok, dando formalmente à ByteDance, a dona chinesa do popular aplicativo de compartilhamento de vídeo, 90 dias para se desfazer de seus ativos americanos e de quaisquer dados que a TikTok tenha coletado nos Estados Unidos.

Portogente
divulgação
TIK TOK é o primeiro aplicativo social a ser atacado pelos EUA por motivos de segurança nacional e provavelmente não será o último.
Você sabe como é, quando você sai para tirar férias que foram planejadas por muito tempo, reze para que nada de importante aconteça antes de você voltar, e antes que você possa fazer a sua mala, o presidente dos Estados Unidos ( Donald Trump) anuncia que o ByteDance deve vender o TikTok - ou então o TikTok será proibido nos Estados Unidos.
O momento foi abrupto. Os comentários do presidente Trump sobre o assunto foi perturbador. No entanto, para aqueles de nós que seguiram a trajetória do TikTok este ano, nada do que aconteceu nas últimas duas semanas pode ser considerado surpreendente.
Eu imagino que a maioria dentro do ByteDance ainda preferiria evitar qualquer um desses cenários e apenas continuar executando o TikTok como está.
E ainda - qual a probabilidade de você achar que o ByteDance terá essa opção? A empresa não travou uma ruptura na frente regulatória nos últimos tempos. A guerra comercial com a China não dá sinais de terminar - ou mesmo diminuir - este ano. Não me parece mais improvável que o TikTok pudesse renascer como cidadão americano. E pode acontecer mais cedo do que esperávamos.
E então, com certeza, na noite de sexta-feira, Trump - citando os resultados de uma análise do Conselho de Investimento Estrangeiro nos Estados Unidos, ou CFIUS - ordenou que a ByteDance se desfizesse da TikTok e de quaisquer dados que tivesse reunido sobre os americanos. Esta foi a segunda vez que Trump ordenou a venda do aplicativo em poucas semanas; ele deu à empresa 45 dias, e foi revelado que a Microsoft seria um comprador em potencial.
O presidente Trump dobrou na sexta-feira sobre suas ações anteriores contra a TikTok, dando formalmente à ByteDance, a dona chinesa do popular aplicativo de compartilhamento de vídeo, 90 dias para se desfazer de seus ativos americanos e de quaisquer dados que a TikTok tenha coletado nos Estados Unidos.
“Há evidências confiáveis ​​que me levam a acreditar que o ByteDance”, que se fundiu o TikTok com o aplicativo de sincronização labial americano Musical.ly em 2018, “pode tomar medidas que ameacem prejudicar a segurança nacional dos Estados Unidos”, Sr. Trump escreveu em uma ordem executiva emitida às 19h:45
Como nos sentimos sobre isso? Como regra geral, eu só confio nas opiniões das pessoas sobre o TikTok se forem misturadas. Alex Stamos fez um belo diagrama de Venn no mês passado que capturou algumas das ambiguidades envolvidas aqui. Por um lado, com 100 milhões de americanos usando o aplicativo regularmente, o TikTok representa um centro vibrante de todos os tipos de discurso - alguns políticos, outros não - e matá-lo representaria uma terrível supressão de palavras. A decisão de Trump parece ter sido influenciada por uma façanha recente em que os usuários do TikTok se registraram em massa para um de seus comícios e depois não compareceram, apenas ressalta os perigos de ter uma política nacional de tecnologia definida por um homem forte e magro.

Internet em Perigo
Com esta atitude de Donald Trump não só o TIK TOK mais outras empresas ficam a deriva do governador ou autoridade maior do estado ao qual ela está estabelecida, grandes aplicativos como Whatsapp, instagram, facebook, já tem se posicionado nos tribunais para se proteger de possíveis ações que estão fora de seus alcances em outros paises. Só resta esperar para ver a gravidade da ação da ordem de Donal Trump.
Fonte - Portogente  18/08/2020

quarta-feira, 5 de agosto de 2020

Incêndio e explosões em mercado nos EMIRADOS ÁRABES

Notíca/Internacional  📺


Depois do Líbano Incêndio e explosões em mercado nos EMIRADOS ÁRABES  na cidade de Ajman




Do YouTube  05/08/2020

domingo, 19 de julho de 2020

Cuba comemora ausência de transmissão local de covid-19

Internacional/Saude  😷

Francisco Duran, chefe de epidemiologia do Ministério da Saúde Pública, que atualizou o país diariamente sobre a pandemia, tirou a máscara durante a transmissão nacional para dar a boa notícia. Nesse sábado, ele fez o mesmo, relatando apenas um único caso doméstico em Havana.Apenas alguns casos de covid-19 foram relatados em Cuba na última semana, todos em Havana.A maior parte da ilha do Caribe, onde vivem 11,2 milhões de habitantes, está livre da doença há mais de um mês.

Agência Brasil/Reuters
Marc Frank - Repórter da Reuters
foto - ilustração/arquivo
Pela primeira vez em 130 dias, Cuba anunciou neste domingo (19) que não há novos casos domésticos de covid-19, à medida que a maior parte do país passou para a fase final visando à retomada de atividades, com uso de máscaras e distanciamento social.
Francisco Duran, chefe de epidemiologia do Ministério da Saúde Pública, que atualizou o país diariamente sobre a pandemia, tirou a máscara durante a transmissão nacional para dar a boa notícia. Nesse sábado, ele fez o mesmo, relatando apenas um único caso doméstico em Havana.
Apenas alguns casos de covid-19 foram relatados em Cuba na última semana, todos em Havana.
A maior parte da ilha do Caribe, onde vivem 11,2 milhões de habitantes, está livre da doença há mais de um mês.
"Eu sempre digo para você ficar seguro em casa, mas eu sei que muitos hoje vão à praia", disse Duran, sorrindo, lembrando à população a importância de manter o distanciamento social.
Os 2,2 milhões de habitantes da capital permanecem na primeira fase de três estágios de reabertura, na qual eles podem usar transporte público e privado, ir à praia e outros centros de recreação e desfrutar de uma viagem à beira-mar, bem a tempo para as férias de verão.
O distanciamento social e o uso de máscaras permanecem obrigatórios na maioria das circunstâncias.
O país abriu um grupo de resorts para turismo internacional. A Fase 3 amplia viagens internacionais, dependendo do risco.
O país comunista recebeu altas notas pela forma de informar sobre a pandemia. O sistema de saúde comunitário robusto e gratuito de Cuba permitiu manter o número de infecções abaixo de 2.500, com 87 mortes.
Fonte - Agência Brasil  19/07/2020

sábado, 27 de junho de 2020

China inicia testes dinâmicos com protótipo maglev de ultra alta velocidade

Transportes sobre trilhos  🚅

O veículo era um dos três carros intermediários de um protótipo de engenharia planejado para cinco carros. Os outros quatro veículos deverão ser concluídos pelo CRRC Qingdao Sifang até o final deste ano, marcando um grande passo nos planos da China de lançar uma aplicação comercial de sua tecnologia maglev de ultra alta velocidade  até 2025.

Railway Gazette
Railway Gazette
O primeiro dos cinco veículos protótipos maglev de ultra alta velocidade concluiu seu primeiro teste em uma linha de trilhos de 1,5 km, na Universidade Tonghi, em Xangai.
O veículo era um dos três carros intermediários de um protótipo de engenharia planejado para cinco carros. Os outros quatro veículos deverão ser concluídos pelo CRRC Qingdao Sifang até o final deste ano, marcando um grande passo nos planos da China de lançar uma aplicação comercial de sua tecnologia maglev de ultra alta velocidade  até 2025.
Especialistas da equipe de pesquisa e desenvolvimento do fabricante relataram que o teste em 21 de junho confirmou a estabilidade do veículo e o desempenho de sua suspensão. Embora o teste tenha sido realizado em velocidades bem abaixo de 600 km / h, todos os principais indicadores técnicos foram atendidos, disseram eles, acrescentando que o teste produz uma grande quantidade de dados e prova os principais conceitos do projeto. De acordo com o vice-engenheiro-chefe do CRRC Qingdao Sifang, Ding Sansan, que chefia a equipe de pesquisa, "durante o teste de várias condições, o veículo mostrou uma orientação estável da suspensão e um bom estado de operação".
Testes abrangentes são planejados em uma seção mais longa de trilhos, com o objetivo de desenvolver veículos comercialmente viáveis. É provável que a primeira aplicação esteja em um link maglev de alta velocidade proposto entre Xangai e Hangzhou. Esta linha de 175 km é um dos 10 'super projetos de transporte' incluídos nos planos anunciados na província de Zhejiang em abril. Isso permitiria que passageiros de Hangzhou chegassem a Xangai em cerca de 20 minutos. Se for bem-sucedida, a linha poderá ser estendida por mais 150 km de Hangzhou a Ningbo.
O desenvolvimento da tecnologia maglev de ultra alta velocidade  é um dos vários projetos-chave do programa 'Advanced Rail Transit' da China, lançado pelo Ministério da Ciência e Tecnologia. Engenheiros e especialistas de mais de 30 universidades e institutos estão envolvidos no programa; especialistas de indústrias e universidades da Alemanha também estão apoiando o projeto.
A única linha de maglev operacional de alta velocidade do mundo foi aberta para tráfego comercial nos 31 km entre o Aeroporto Internacional de Pudong e os subúrbios a leste de Xangai em outubro de 2003. Ele usa a tecnologia Transrapid da Alemanha, onde os veículos ficam no meio da pista. Atualmente, eles viajam a 300 km / h ou 430 km / h, sendo a velocidade mais alta permitida apenas em determinados períodos do dia devido ao alto consumo de energia.
Fonte - Railway Gazette  26/06/2020

sexta-feira, 26 de junho de 2020

Portugal volta a implementar medidas de lockdown em Lisboa

Internacional/Prevenção  😷

As medidas valem a partir da próxima semana.Pessoas que vivem em áreas afetadas da capital - que representam um total de 19 regiões que não incluem o centro de Lisboa - poderão deixar suas casas apenas para comprar produtos essenciais, como alimentos e medicamentos, e para se deslocarem ao trabalho.

Catarina Demony e Sergio Goncalves
Repórteres da Reuters - Agência Brasil

foto - ilustração/Twiter
Moradores de diversas regiões da grande Lisboa terão de voltar para dentro de casa a partir da semana que vem, enquanto autoridades portuguesas lidam com uma preocupante onda do novo coronavírus nas periferias da cidade, anunciou o governo nessa quinta-feira (25).
Pessoas que vivem em áreas afetadas da capital - que representam um total de 19 regiões que não incluem o centro de Lisboa - poderão deixar suas casas apenas para comprar produtos essenciais, como alimentos e medicamentos, e para se deslocarem ao trabalho.
"A única forma eficiente de controlar a pandemia é ficar em casa sempre que possível, manter o distanciamento social a todo tempo e manter os padrões de proteção e higiene", disse o primeiro-ministro, Antonio Costa, a jornalistas.
A medida estará em vigor de 1º a 14 de julho, quando será revisada, de acordo com documento do governo.
Nas 19 áreas definidas, haverá limite de até cinco pessoas para reuniões, de dez na grande Lisboa e de 20 no resto do país.
O anúncio é feito depois de o governo estabelecer restrições na terça-feira (23), que incluíram uma ordem para que a maioria dos espaços comerciais da região metropolitana da capital, excluindo os restaurantes, seja fechada às 20h todos os dias.
Com 40.415 casos de infecções e 1.549 mortes pelo novo coronavírus, Portugal é considerado caso de sucesso na luta contra doença. O país começou a suspender as medidas de lockdown em 4 de maio.
Fonte - Agência Brasil 26/06/2020

quinta-feira, 25 de junho de 2020

Criada parceria para desenvolver TAV de 400 km/h para a Rússia

Transportes sobre trilhos  🚅

A parceria anunciada em 25 de junho abrange a prestação de serviços de engenharia, consultoria e design e o desenvolvimento de documentação operacional e de reparo para trens de alta velocidade(TAV) e sua produção na Rússia

Railway Gazette - Internacional
foto - ilustração/Pinterest
As Ferrovias Russas, o Centro de Engenharia para Transporte Ferroviário e Knorr-Bremse formaram uma parceria para desenvolver trens de alta velocidade que poderiam ligar grandes cidades da Rússia por TAVs a velocidade de até 400 km / h. A previsão é que o primeiro dos trens de alta velocidade possa entrar em serviço em 2026.
A parceria anunciada em 25 de junho abrange a prestação de serviços de engenharia, consultoria e design e o desenvolvimento de documentação operacional e de reparo para material rodante de alta velocidade e sua produção na Rússia.
O centro de inovação em engenharia de material rodante ECRT foi estabelecido no ano passado pela RZD, Sinara Transport e Siemens Mobility, com o objetivo de desenvolver uma composição de trens capaz de atingir velocidades de até 400 km / h.
A Knorr-Bremse trará sua experiência em subsistemas de material circulante para ajudar a definir as especificações técnicas para as futuras composições.
A empresa forneceu subsistemas para os 16 trens da Sapsan da família Velaro da Siemens Moblity, que atualmente operam serviços de Moscou a São Petersburgo e Nizhny Novgorod a velocidades de até 250 km / h, e mais 13 desses trens são encomendados.
Fonte - Railway Gazette 25/06/2020

terça-feira, 23 de junho de 2020

Terremoto de magnitude 7,4 atinge sul do México e provoca tsunami no Pacífico

Internacional  🌊

Uma pessoa morreu em Oaxaca, relatou o governador local, Alejandro Murat, depois que o tremor atingiu o Estado na costa do Pacífico no meio da manhã.O serviço sismológico mexicano disse que existe um tsunami em curso no litoral de Oaxaca e que o nível do mar subiu 60 centímetros na praia de Huatulco, um destino popular entre turistas norte-americanos e canadenses.

Agência Brasil/Reuters
foto - ilustração/Google Maps
Um terremoto forte de magnitude 7,4 atingiu o litoral sul do México nesta terça-feira, matando ao menos uma pessoa, danificando estradas pavimentadas e desencadeando um tsunami em áreas litorâneas próximas do Pacífico.
Uma pessoa morreu em Oaxaca, relatou o governador local, Alejandro Murat, depois que o tremor atingiu o Estado na costa do Pacífico no meio da manhã.
O serviço sismológico mexicano disse que existe um tsunami em curso no litoral de Oaxaca e que o nível do mar subiu 60 centímetros na praia de Huatulco, um destino popular entre turistas norte-americanos e canadenses.
A agência de proteção civil do país recomendou que os moradores se afastem do litoral. Vídeos publicados em redes sociais mostraram a água do mar recuando em Oaxaca, um estado montanhoso que abriga plantações de café e resquícios da arquitetura colonial espanhola.
Terremotos de magnitude superior a 7 são sismos de grande dimensão capazes de provocar danos grandes e generalizados. Um terremoto de magnitude 7,1 que atingiu a região central do México em 2017 matou 355 pessoas na Cidade do México e em Estados vizinhos.
O tremor desta terça-feira provocou um alerta de tsunami nas costas do Pacífico do México e das Américas Central e do Sul. Ondas de até um metro de altura podem surgir no litoral mexicano, alertou a Agência Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos.
Edifícios tremeram na Cidade do México, localizada a centenas de quilômetros.
Fonte - Agência Brasil  23/06/2020