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segunda-feira, 15 de setembro de 2025

Agenda de Lula em Nova York, inclui Palestina, democracia e clima

 Notícias   📺

No próximo dia 23 de setembro, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva fará o tradicional discurso na abertura da 80ª Assembleia Geral das Nações Unidas (ONU), em Nova York, nos Estados Unidos (EUA).Durante a viagem a Nova York, Lula participará da 2ª sessão da Confederação Internacional de Alto Nível para Resolução Pacífica da Questão Palestina e a Implementação da Solução de Dois Estados, convocada pela França e Arábia Saudita. 

Lucas Pordeus León 
Agência Brasil
Foto - Ricardo Stuckert/PR
No próximo dia 23 de setembro, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva fará o tradicional discurso na abertura da 80ª Assembleia Geral das Nações Unidas (ONU), em Nova York, nos Estados Unidos (EUA). Além de expor as prioridades da política externa brasileira, o presidente Lula vai participar de encontros sobre a questão da Palestina e sobre a crise climática, em preparação para a 30ª Conferência da ONU sobre Mudanças do Clima (COP30), que ocorre em Belém (PA), em novembro.

Palestina
Durante a viagem a Nova York, Lula participará da 2ª sessão da Confederação Internacional de Alto Nível para Resolução Pacífica da Questão Palestina e a Implementação da Solução de Dois Estados, convocada pela França e Arábia Saudita. “Na perspectiva brasileira, uma paz sustentável só poderá ser alcançada na região se ambas as partes puderem negociar em igualdade de condições, o que inclui a capacidade estatal da Palestina”, explicou, nesta segunda-feira (15), o diretor do Departamento de Organismos Internacionais do Itamaraty, ministro Marcelo Marotta Viegas. O representante do Ministério das Relações Exteriores (MRE) acrescentou que o governo espera que o momento sirva de oportunidade para que mais países reconheçam a Palestina como Estado. Além do Brasil, outros 147 países já reconhecem a Palestina. A primeira sessão da conferência foi em julho. Países como França, Reino Unido, Canadá e Portugal manifestaram interesse em reconhecer a Palestina durante o encontro da ONU. Israel e EUA, por outro lado, rejeitam o reconhecimento da Palestina como Estado.

Democracia
O presidente Lula também vai participar da 2ª edição do evento Em Defesa da Democracia e Contra o Extremismo, no dia 24 de setembro, com lideranças de cerca de 30 países. Além do Brasil, lideram a iniciativa os presidentes do Chile, Gabriel Boric, e da Espanha, Pedro Sánchez. “Em um contexto de incerteza global e crescentes ameaças a valores democráticos, o encontro constituirá a ocasião para reafirmar compromissos compartilhados em torno da democracia, do multilateralismo e do Estado de Direito”, justificou o diplomata Marcelo Marotta Viegas. A iniciativa quer avançar em uma diplomacia ativa que promova a cooperação internacional contra a deterioração das instituições, a desinformação, o discurso de ódio e a desigualdade social. O primeiro encontro sobre a democracia ocorreu no Chile, em julho deste ano, com a participação dos presidentes do Brasil, Espanha, Colômbia e Uruguai. Na ocasião, foi publicada uma declaração conjunta dos países.

Crise climática
No dia 24 de setembro, um evento sobre a crise climática - outra prioridade da agenda de Lula em Nova York - será co-presidido pelo Brasil e pelo secretário-geral da ONU, António Guterres. “O encontro deverá impulsionar a mobilização dos Estados-membros para a ação climática, incluindo a apresentação de novas contribuições nacionalmente determinadas, as NDCs, rumo à COP30”, disse o chefe da Divisão de Ação Climática, ministro Mário Gustavo Mottin. As NDCs são os compromissos que cada país assume para reduzir a emissão de gases do efeito estufa que aquecem a Terra e são a principal motor das mudanças climáticas. Até o momento, apenas 29 países apresentaram suas NDCs, segundo o Itamaraty. O presidente Lula ainda participa, em Nova York, de evento organizado pelo Brasil para ampliar o apoio para construção do Fundo Florestas Tropicais para Sempre (TFFF), que deve ser lançado em Belém, na COP30, com objetivo de financiar a preservação das florestas. Outra agenda do presidente Lula é o encontro promovido pelo Centro Global de Adaptação, liderado pelo ex-presidente do Senegal, Macky Sall, para discutir mecanismos de adaptação a mudança climática. “Tem como liderança um africano e a África é a região do mundo mais vocal sobre a importância de adaptação, além da necessidade de que tenha o financiamento adequado”, comentou Mário Gustavo Mottin. A delegação brasileira também deve participar, a partir do dia 22 de setembro, da Semana do Clima de Nova York 2025. O encontro promove cerca de 500 eventos com lideranças de governos e da sociedade civil do planeta. A Semana do Clima de Nova York ocorre desde 2009 de forma simultânea à Assembleia Geral da ONU e serve, na prática, como um evento preparatório da COP30. “Tem um sentido positivo de mobilização, de discussão e apresentação de soluções para a mudança do clima desenvolvida pelos países, pela sociedade e pelo setor privado”, disse o chefe da Divisão de Ação Climática, ministro Mário Gustavo Mottin.
Fonte - Agência Brasil  15/09/2025

sexta-feira, 2 de outubro de 2020

Cientista afirma, nenhuma parte dos EUA estaria a salvo com erupção em Yellowstone

Ciência & Tecnologia  🌊

Localizada no Parque Nacional de Yellowstone, a caldeira é considerada um supervulcão devido à sua capacidade de infligir uma devastação em escala global. A área da caldeira, formada por uma série de erupções ocorridas entre 2,1 milhões e 630 mil anos atrás, é monitorada pelo Serviço Geológico dos EUA (USGS, na sigla em inglês) por haver sinais de uma futura erupção.

Sputnik
foto - ilustração/Twiter
Uma erupção do vulcão de Yellowstone duraria vários dias e causaria o caos em todo o país, alerta cientista. Localizada no Parque Nacional de Yellowstone, a caldeira é considerada um supervulcão devido à sua capacidade de infligir uma devastação em escala global. A área da caldeira, formada por uma série de erupções ocorridas entre 2,1 milhões e 630 mil anos atrás, é monitorada pelo Serviço Geológico dos EUA (USGS, na sigla em inglês) por haver sinais de uma futura erupção. Porém, o cientista Bryan Walsh considera um cenário ainda mais perigoso. Em seu livro "Fim dos Tempos: Um Breve Guia para o Fim do Mundo", o cientista escreve, citado pelo tabloide Express: "Primeiramente, viria uma sequência de terremotos cada vez mais intensos, um sinal de que o magma se aproxima da superfície". "A pressão se acumularia até que, como uma garrafa de champanhe após ser fortemente sacudida, o magma irromperia em uma erupção titânica [...] Isso continuaria por dias, enterrando Yellowstone em lava em um raio de 64 km do raio da erupção", acrescentou. Mas os estragos não se limitariam somente à área do parque, se espalhando por toda a América do Norte, o que criaria um inverno vulcânico mundial. Em seu livro, o autor descreve que se trataria do "primeiro verdadeiro desastre de escala continental. [...] Nenhuma parte continental dos EUA estaria a salvo dos efeitos do supervulcão". Felizmente, o Serviço Geológico dos Estados Unidos estima que a probabilidade de uma erupção em um determinado ano é de um em 730 mil.
Fonte - Sputnik  02/10/2020

terça-feira, 18 de agosto de 2020

Como a venda forçada do TikTok pode prejudicar a internet

Tecnologia/Política  📱

O presidente Trump dobrou na sexta-feira sobre suas ações anteriores contra a TikTok, dando formalmente à ByteDance, a dona chinesa do popular aplicativo de compartilhamento de vídeo, 90 dias para se desfazer de seus ativos americanos e de quaisquer dados que a TikTok tenha coletado nos Estados Unidos.

Portogente
divulgação
TIK TOK é o primeiro aplicativo social a ser atacado pelos EUA por motivos de segurança nacional e provavelmente não será o último.
Você sabe como é, quando você sai para tirar férias que foram planejadas por muito tempo, reze para que nada de importante aconteça antes de você voltar, e antes que você possa fazer a sua mala, o presidente dos Estados Unidos ( Donald Trump) anuncia que o ByteDance deve vender o TikTok - ou então o TikTok será proibido nos Estados Unidos.
O momento foi abrupto. Os comentários do presidente Trump sobre o assunto foi perturbador. No entanto, para aqueles de nós que seguiram a trajetória do TikTok este ano, nada do que aconteceu nas últimas duas semanas pode ser considerado surpreendente.
Eu imagino que a maioria dentro do ByteDance ainda preferiria evitar qualquer um desses cenários e apenas continuar executando o TikTok como está.
E ainda - qual a probabilidade de você achar que o ByteDance terá essa opção? A empresa não travou uma ruptura na frente regulatória nos últimos tempos. A guerra comercial com a China não dá sinais de terminar - ou mesmo diminuir - este ano. Não me parece mais improvável que o TikTok pudesse renascer como cidadão americano. E pode acontecer mais cedo do que esperávamos.
E então, com certeza, na noite de sexta-feira, Trump - citando os resultados de uma análise do Conselho de Investimento Estrangeiro nos Estados Unidos, ou CFIUS - ordenou que a ByteDance se desfizesse da TikTok e de quaisquer dados que tivesse reunido sobre os americanos. Esta foi a segunda vez que Trump ordenou a venda do aplicativo em poucas semanas; ele deu à empresa 45 dias, e foi revelado que a Microsoft seria um comprador em potencial.
O presidente Trump dobrou na sexta-feira sobre suas ações anteriores contra a TikTok, dando formalmente à ByteDance, a dona chinesa do popular aplicativo de compartilhamento de vídeo, 90 dias para se desfazer de seus ativos americanos e de quaisquer dados que a TikTok tenha coletado nos Estados Unidos.
“Há evidências confiáveis ​​que me levam a acreditar que o ByteDance”, que se fundiu o TikTok com o aplicativo de sincronização labial americano Musical.ly em 2018, “pode tomar medidas que ameacem prejudicar a segurança nacional dos Estados Unidos”, Sr. Trump escreveu em uma ordem executiva emitida às 19h:45
Como nos sentimos sobre isso? Como regra geral, eu só confio nas opiniões das pessoas sobre o TikTok se forem misturadas. Alex Stamos fez um belo diagrama de Venn no mês passado que capturou algumas das ambiguidades envolvidas aqui. Por um lado, com 100 milhões de americanos usando o aplicativo regularmente, o TikTok representa um centro vibrante de todos os tipos de discurso - alguns políticos, outros não - e matá-lo representaria uma terrível supressão de palavras. A decisão de Trump parece ter sido influenciada por uma façanha recente em que os usuários do TikTok se registraram em massa para um de seus comícios e depois não compareceram, apenas ressalta os perigos de ter uma política nacional de tecnologia definida por um homem forte e magro.

Internet em Perigo
Com esta atitude de Donald Trump não só o TIK TOK mais outras empresas ficam a deriva do governador ou autoridade maior do estado ao qual ela está estabelecida, grandes aplicativos como Whatsapp, instagram, facebook, já tem se posicionado nos tribunais para se proteger de possíveis ações que estão fora de seus alcances em outros paises. Só resta esperar para ver a gravidade da ação da ordem de Donal Trump.
Fonte - Portogente  18/08/2020

quinta-feira, 23 de abril de 2020

Agentes de saúde dos EUA denunciam descaso no combate à COVID-19 - 'Todas as regras são ignoradas'

Internacional/Saúde  😷

Sputnik conversou com agentes de saúde dos EUA que confirmam os dados divulgados pela Comissão de Fiscalização do Congresso dos EUA que estima que 90% do estoque nacional de equipamentos de proteção pessoal (EPI) já foram utilizados.Uma enfermeira da cidade de Cleveland, Ohio, contou que os agentes de saúde estão trabalhando "com as mãos atadas". A falta de EPI faz com que agentes trabalhem com o medo constante de serem infectados pelo novo coronavírus.

Sputnik
foto - ilustração/arquivo
Agentes de saúde dos EUA contam como a falta crônica de equipamentos médicos e de planejamento estratégico comprometem a reposta dos EUA à propagação da COVID-19.
A Sputnik conversou com agentes de saúde dos EUA que confirmam os dados divulgados pela Comissão de Fiscalização do Congresso dos EUA que estima que 90% do estoque nacional de equipamentos de proteção pessoal (EPI) já foram utilizados.
Uma enfermeira da cidade de Cleveland, Ohio, contou que os agentes de saúde estão trabalhando "com as mãos atadas". A falta de EPI faz com que agentes trabalhem com o medo constante de serem infectados pelo novo coronavírus.
"Temos vários membros da nossa equipe da área de UTI neonatal que testaram positivo. É estranho, porque não sabemos como eles podem ter sido infectados", contou a enfermeira.
"Estamos usando máscaras cirúrgicas comuns durante o nosso turno de 12 horas. Estamos quase sem lenços umedecidos, por isso eu uso lenços com cloro e álcool em spray para me proteger. Luvas, máscaras e protetores faciais que temos que usar para interagir com os pacientes estão quase acabando."
A enfermeira, que conversou com a Sputnik em condição de anonimato, diz ter medo de ser despedida por falar com a imprensa. Mas, como ela e seus colegas têm muito medo de ser infectados, a pressão psicológica do trabalho está cada vez mais insustentável.
"Eu fico me perguntando se é realmente seguro. Você não pode dizer para um paciente que a enfermeira que está cuidando do filho dele pode ter sido exposta [ao novo coronavírus]", disse.
"Meu maior medo é adoecer, porque nem sempre vou saber que estou doente, e posso acabar infectando pacientes e colegas."
Quando o turno da enfermeira acaba, ela deixa suas roupas do lado de fora de casa, com medo de que o vírus entre também.
"Todo o sistema de saúde está sob pressão. Eles dizem que os EUA têm o melhor sistema de saúde do mundo, mas isso não é verdade", desabafou. "Há três meses, vimos como a pandemia se espalhou na China. O governo federal [dos EUA] sabia e não fez nada. O planejamento foi terrível."
Ela conta que os estados norte-americanos estão tentando obter equipamentos, mas o governo federal faz ofertas melhores e fica com as mercadorias.
"Eles precisam delinear um plano. Eu sinto que eles não estão levando a questão a sério."
Relatório do Congresso dos EUA informou que o Departamento de Saúde e Recursos Humanos fez a sua última encomenda de respiradores N95, máscaras cirúrgicas, protetores faciais e luvas no início de abril. O restante dos estoques está sendo reservado para agentes de saúde do sistema federal e não deve ser redistribuído aos estados, informou o relatório.
Uma enfermeira aposentada que vive no oeste dos EUA contou como a pandemia está afetando a sua categoria.
"Quando coisas assim acontecem, todas as regras são ignoradas. É como pedir para um policial ir combater o crime sem um colete à prova de balas", disse.
A enfermeira, que é veterana da Força Aérea dos EUA, afirmou que as consequências de enviar agentes de saúde sem proteção para a linha de frente são duradouras.
"O sistema de saúde não vai se recuperar. As pessoas terão sintomas por anos, como aconteceu com o agente laranja", lembrou.
A Organização Nacional de Médicos e Enfermeiros dos EUA está se mobilizando para solicitar melhores condições de trabalho durante a pandemia.
A União Nacional das Enfermeiras (NNU, na sigla em inglês), o maior sindicato da categoria nos EUA, já havia alertado as autoridades sobre os riscos que os agentes de saúde estão correndo.
A NNU reagiu contra a decisão do Centro de Controle de Doenças de diminuir o padrão de proteção de agentes de saúde, permitindo aos hospitais que seus funcionários usem cachecóis ou mesmo bandanas para se proteger durante o atendimento aos pacientes.
Os EUA são o país mais afetado pela COVID-19 mundialmente, com mais de 842 mil casos e 14.785 vítimas fatais.
Fonte - Sputnik  23/04/2020

quinta-feira, 31 de outubro de 2019

O que o nordeste brasileiro tem a ver com a tensão entre China e Estados Unidos?

Economia/Política  👀

A medida, estabelecida por meio de parcerias cuja atuação cobre desde investimentos na Bahia ao fornecimento de tecnologias de reconhecimento facial, vai na contramão dos interesses do presidente Jair Bolsonaro, uma vez que terminam por reduzir a área de atuação dos Estados Unidos em território nacional.Segundo Rui Costa (PT), governador da Bahia, a ação conjunta do chamado Consórcio Nordeste não se contrapõe a Brasília.

Portogente
foto - ilustração/arquivo
Na contramão de pressões estadunidenses, Estados do nordeste firmam acordos comerciais com empresas chinesas de tecnologia
Produtos chineses não são novidade na economia nacional, mas as recentes parcerias firmadas entre os Estados do nordeste e o distante país asiático, sobretudo no setor tecnológico, estabelecidas sem o intermédio do Governo Federal, têm sido motivo de grandes polêmicas.
A medida, estabelecida por meio de parcerias cuja atuação cobre desde investimentos na Bahia ao fornecimento de tecnologias de reconhecimento facial, vai na contramão dos interesses do presidente Jair Bolsonaro, uma vez que terminam por reduzir a área de atuação dos Estados Unidos em território nacional.
Segundo Rui Costa (PT), governador da Bahia, a ação conjunta do chamado Consórcio Nordeste não se contrapõe a Brasília.
Nas palavras do governador, a movimentação dos estados “é uma forma de fazer mais e melhor pelas pessoas”.

Consórcio NordesteFirmada em Julho de 2019, a parceria jurídica entre os nove estados da região tem como principais objetivos poupar recursos nas compras de materiais e facilitar o desenvolvimento e execução de políticas públicas que envolvam mais de um estado do grupo.
Chamada de Consórcio Nordeste, um dos principais focos da parceria é o lançamento do programa “Nordeste Conectado”, uma parceria público-privada que visa instalar milhares de quilômetros de fibra óptica na região.
O programa tem chamado a atenção de empresas chinesas, como a Huawei e a ZTE.
De acordo com o governador do Piauí, Wellington Dias (PT), as referidas empresas “estão muito interessadas no programa”.

A Bahia beneficia-se especialmente da movimentação do consórcio.Em Setembro deste ano, o governador do Estado reuniu-se com investidores chineses interessados em participar no projeto de construção da ponte Salvador-Itaparica.
“A tendência é de que as relações comerciais com a China sejam estreitadas com o Consórcio”, comemora Rui.
A ponte Salvador-Itaparica terá 12,3 quilômetros de extensão e será a 23ª maior do mundo.

Motivos de tensão
A aproximação entre o Consórcio Nordeste e a China tem sido razão para muitos debates, sobretudo no que diz respeito à atuação dos EUA na economia brasileira.
Sob acusação de representarem ameaça à segurança dos Estados Unidos da América, as chinesas ZTE e Huawei, entre outras, vêm sofrendo algum tipo de embargo por parte da grande potência chefiada por Donald Trump.
Além de maior produtora mundial de equipamentos de telecomunicação, a empresa Huawei detém o maior número de patentes da tecnologia 5G, fundamental para o avanço da telefonia móvel e para a consequente evolução industrial.
Por isso, a gigante chinesa está no centro dos conflito entre China e Estados Unidos.
De acordo com o ministro-conselheiro da embaixada da China no Brasil, Qu Yuhu, o país tem 37% do total das patentes na área de tecnologia 5G e a Huawei conseguiu fechar mais contratos de 5G que as suas concorrentes.
O Brasil tem papel decisivo neste cenário. Porém, segundo o economista Ronaldo Fiani, o país não se beneficia tanto quanto poderia desse fato.
De acordo com o especialista, isso se deve à ausência de uma estratégia de desenvolvimento.
“O Brasil encontra-se no meio de um confronto geopolítico global (...), a falta de percepção dessa dimensão geopolítica, juntamente com uma política ingênua e simplista de alinhamento automático com americanos ou chineses compromete gravemente a defesa dos interesses do País”, diz.
Esta realidade, contudo, tem dado sinais de mudança.
Ao longo deste ano, governadores de 4 estados nordestinos, assim como 2 vice-governadores e um grande número de secretários visitaram o país asiático. Em contrapartida, diversas comitivas chinesas foram enviadas para os estados que compõem o Consórcio Nordeste.
Fonte - Portogente  31/10/2019

sexta-feira, 9 de agosto de 2019

Entrega de Alcântara para Estados Unidos divide opiniões

Ciência & Tecnologia  🚀

O assunto foi debatido pela Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional da Câmara.O acordo firmado em março ainda precisa ser ratificado pelo Congresso Nacional e prevê o lançamento de foguetes e satélites a partir da base de Alcântara e salvaguardas para a tecnologia norte-americana.

Porotgente
foto - Ag.Brasil/Min. da Defesa
Enquanto o governo vê como oportunidade comercial para o Brasil o acordo para o uso da Base de Alcântara, no Maranhão, pelos Estados Unidos; deputados divergiram sobre o tema. O acordo firmado em março ainda precisa ser ratificado pelo Congresso Nacional e prevê o lançamento de foguetes e satélites a partir da base de Alcântara e salvaguardas para a tecnologia norte-americana.
A representante do Tribunal de Contas da União (TCU), Andréa Rocha informou que uma auditoria foi realizada a pedido do Senado e constatou várias irregularidades, entre elas a falta de um planejamento realista em relação aos riscos do lançamento desses foguetes na região.
A deputada Perpétua Almeida (PCdoB-AC) é a favor do uso comercial de Alcântara, mas defendeu que o País desenvolva seu próprio programa espacial. Para ela, ainda falta esclarecer o que o Brasil vai de fato ganhar com esse acordo antes de ele ser ratificado pelo Congresso Nacional.
Fonte - Portogente  09/08/2019

terça-feira, 26 de fevereiro de 2019

Pela democracia ou pelo petróleo?

Ponto de Vista  🔍

Em entrevista ao programa Fox Business, em 24 de janeiro, Bolton afirmou que os Estados Unidos “tem muito em jogo” na crise política da Venezuela, citando especificamente o petróleo. Explicou ainda que haveria grande diferença para os Estados Unidos se as companhias petrolíferas americanas pudessem investir e refinar o produto diretamente na Venezuela. Bolton deixa claro que não se trata somente de derrubar um líder autoritário, e proteger a democracia e os direitos humanos. A força motriz da intervenção é o interesse nas imersas reservas de petróleo venezuelanas.

Letícia Cristina Bizarro Barbosa* - Portogente
foto - ilustração
John Bolton, Assessor de Segurança Nacional de Trump, admitiu que a intervenção dos Estados Unidos na Venezuela tem por objetivo assegurar o acesso ao petróleo venezuelano. Em entrevista ao programa Fox Business, em 24 de janeiro, Bolton afirmou que os Estados Unidos “tem muito em jogo” na crise política da Venezuela, citando especificamente o petróleo. Explicou ainda que haveria grande diferença para os Estados Unidos se as companhias petrolíferas americanas pudessem investir e refinar o produto diretamente na Venezuela. Bolton deixa claro que não se trata somente de derrubar um líder autoritário, e proteger a democracia e os direitos humanos. A força motriz da intervenção é o interesse nas imersas reservas de petróleo venezuelanas.
Um dia antes, em 23 de janeiro, Juan Guaidó, líder oposicionista, Presidente da Assembleia Nacional venezuelana e autoproclamado Presidente interino do país, fora reconhecido como tal pelos Estados Unidos, Brasil e Argentina. O Parlamento Europeu reconheceu o Presidente interino em 31 de janeiro e, se Maduro não convocar novas eleições, o Parlamento pede que os países do bloco façam o mesmo.
Em 2016, o governo Obama já havia instruindo funcionários da Casa Branca e veteranos de guerra no Equador para atuar em missões na Venezuela, preparando terreno para o que estamos presenciando atualmente. O momento certo de uma investida dependia de uma conjuntura geopolítica favorável. O que se concretizou com a eleição e posse de Jair Bolsonaro no Brasil.
No Equador, país que também é membro da OPEP (Organização dos Países Exportadores de Petróleo) assim como Venezuela, a relação foi ligeiramente diferente. Rafael Correa transformou as relações de exploração de petróleo pelas petrolíferas de regime de parcerias para regime de prestação de serviço, diminuindo consideravelmente os lucros das estrangeiras, inclusive as americanas. Uma disputa que só terminou com a eleição de Lenín Moreno que, apesar de ser do mesmo partido do ex-Presidente Rafael Correa, subverteu o plano político e econômico traçado pela Alianza PAIS e tornou-se mais próximo dos Estados Unidos abrindo diversos canais de acordos de cooperação.
Na Venezuela, não se considera a possibilidade de mudança de governo, muito menos acordos que beneficiem os interesses estadunidenses, como ocorreu no Equador. Aos Estados Unidos restaram outros caminhos, operações políticas e uma estratégia abrangente, que inclui certos tipos de diplomacia multilateral, apoio a partidos ou forças políticas estrangeiras e apoio ou trabalho com organizações internacionais.
*Letícia Cristina Bizarro Barbosa, doutora em Sociologia Política e Cientista de Análise de Dados e Redes Sociais (ARS). Membro do Grupo de Trabalho “Estudos sobre Estados Unidos” da CLACSO. Pesquisadora do Instituto Homo Serviens (IHS) e do Núcleo de Estudos Sociopolíticos do Sistema Financeiro (Nesfi) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC)
Fonte - Portogente 26/02/2019

quinta-feira, 1 de março de 2018

Traçada a primeira rota de Hiperloop ligando Cleveland a Chicago

Transporte sobre trilhos  🚅

Percurso de hiperlop de Cleveland para Chicago.A visualização da rota do hyperloop,mostra os potenciais benefícios do novo método de transporte que causará impacto nos cidadãos, nas empresas, na economia e o estado como um todo.O Ito World traçou a primeira rota de hiperloop de Cleveland para Chicago para a Hyperloop Transportation Technologies (HTT).


foto - ilustração/arquivo


sexta-feira, 9 de fevereiro de 2018

FBI discute a Lava Jato em São Paulo, com brasileiros, em evento reservado

Ponto de Vista  🔍

Nesta terça o FBI estrelou evento em São Paulo. Sobre corrupção, lavagem de dinheiro, fraudes, compliance... E a Lava Jato. Presente Antônio Carlos Vasconcellos Nóbrega, Corregedor-Geral da CGU. Presentes Chrstopher Delzotto, Supervisor Especial do FBI, e Leslie Bachchies, do FBI para América Latina. Também George McEachern, ex-chefe de combate internacional à corrupção do FBI. E Robert Appleton, Chefe de Execuções Governamentais e crimes do colarinho branco do CKR Law. Ex-promotor do Departamento de Estado dos EUA. Evento do escritório norte-americano CKR e da Câmara Internacional do Comércio. Empresários, investidores, advogados brasileiros. Proibida a entrada da imprensa. Só imaginem: nossa Policia Federal estrelando evento como esse em território norte-americano.

Bob Fernandes



imagem arquivo/Youtube

sexta-feira, 19 de janeiro de 2018

China está cada vez mais disposta a privar América Latina da influência dos EUA

Política/Internacional  👀

Nas novas condições políticas, a China considera como importante fortalecer a CELAC (Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos) como uma organização dos países americanos sem participação dos EUA e Canadá, afirmou o especialista do Instituto da América Latina da Academia de Ciências da Rússia, Aleksandr Kharlamenko.

Sputnik

foto - ilustração/telesurtv.net
De acordo com o especialista, este é um dos objetivos do segundo encontro ministerial entre a China e os países-membros do grupo, que decorrerá entre 19 e 22 de janeiro na capital chilena Santiago e da qual participará também o chanceler chinês Wang Yi.
Neste ano, o curso das conversações e os resultados do encontro vão em grande parte depender da postura do país anfitrião do evento, o Chile. Em dezembro do ano passado, o candidato de centro-direita Sebastián Piñera ganhou as eleições presidenciais no país.
O analista, que falou com a Sputnik China, observou que Pequim foi a primeira a parabenizar o novo presidente, ultrapassando até o principal aliado regional de Piñera, o presidente Macri da Argentina. Para Kharlamenko, isto indica que a China está disposta a manter o desenvolvimento ativo dos laços com o Chile e espera uma posição chilena construtiva como de um dos países copresidentes da CELAC.
"A CELAC foi criada na época de uma virada à esquerda na América Latina, com um papel de liderança de Cuba, Venezuela e dos antigos governos de centro-esquerda no Brasil e na Argentina. Hoje em dia, a política de Cuba e Venezuela coincide com a linha chinesa. Ela consiste em que esta nova organização [CELAC], sem EUA e Canadá, tem que ser preservada independentemente do pluralismo político e da mudança de governos em vários países da região", frisa o analista.
"Vamos ver se dará certo e se a política da CELAC será eficiente nas novas condições políticas. Não é nenhuma surpresa que o bloco de Mauricio Macri na Argentina e o bloco de Sebastián Piñera no Chile têm sido mais orientados para os EUA", adiantou.
No decorrer da primeira reunião ministerial entre a China e a CELAC, o presidente chinês Xi Jinping apelou a esforços conjuntos para fazer com que as trocas comerciais entre as duas partes atinjam US$ 500 bilhões (mais de R$ 1,6 trilhões) na próxima década. Ademais, ele prometeu aumentar o volume de investimentos diretos chineses na América Latina até US$ 250 bilhões (mais de R$ 800 bilhões). A reunião em Santiago, por sua vez, vai se focar nos obstáculos que estão dificultando a realização do plano.
"Seria bom que esses esforços dessem certo, pois isso aumentaria a autossuficiência da América Latina e a estabilidade de todo o panorama global. Mas o problema é que os blocos de direita nos países latino-americanos têm usado, e continuam usando, nas suas atividades pré-eleitorais e políticas a carta antichinesa. Ou seja, eles não param de sublinhar que o capital chinês quase escraviza a América Latina, que a dependência da China substitui a dependência dos EUA, o que preserva a orientação unilateral baseada nas matérias-primas", ressalta Kharlamenko.
O analista confessou que não tem certeza que estes novos governos consigam mudar seus lemas políticos, desenvolvendo laços estreitos com a China, e será desta disponibilidade dos líderes latino-americanos que vai depender a realização do projeto.
Além disso, o diretor do Centro da América Latina da Universidade de Anhui, Fan Hesheng, lembrou em uma conversa com a Sputnik que esta é a primeira reunião entre a CELAC e a China após a chegada da nova administração nos EUA.
"A importância do encontro ministerial é evidente. Nos contatos com a América Latina a China atribui importância aos contatos em plataformas multilaterais. […] Vou destacar vários objetivos que o lado chinês tem neste evento. Primeiro, a China espera, graças a este mecanismo multilateral, expandir as esferas de comunicação e cooperação com os países-membros da CELAC. São depositadas esperanças especiais na iniciativa chinesa de ‘Um Cinturão, uma Rota'. Também se pode dizer que este encontro é uma chance importante para que a América Latina adira à Nova Rota da Seda", sublinhou.
Ademais, continuou o especialista chinês, este evento é importante dada a nova equipe no poder nos EUA, pois a América Latina costuma ser chamada de "quintal estadunidense". Nesta nova situação, é importante que a China alcance mais consenso com seus parceiros quanto ao reforço da confiança mútua.
Fonte - Sputnik  19/01/2018

terça-feira, 16 de janeiro de 2018

Nós, latino-americanos, devemos nos afastar totalmente dos EUA'

Ponto de Vista  🔍

Donald Trump abalou a paciência de seus vizinhos no continente ao se referir a várias nações como "países de merda", incluindo algumas da América Latina, de onde chegam aos EUA migrantes cuja "qualidade" não agrada o dono da Casa Branca.

Sputnik
CC BY 2.0 / Waterlat Globacit
Vistas do Memorial da América Latina, São Paulo, Brasil
A onda de indignação internacional após as declarações fortes de Trump atingiu até mesmo a ONU, onde o presidente norte-americano foi acusado de racismo. E com razão, de acordo com a analista política hondurenha, Gilda Batista, entrevistada pela Sputnik Mundo.
"As declarações do presidente Trump é uma desfaçatez, um insulto à dignidade dos latino-americanos, que contribuem significativamente para o desenvolvimento econômico e cultural dos EUA" e que "fortaleceram essa nação", afrimou.
Contudo, segundo Batista, Trump somente expôs o pensamento de seus antecessores, que consideram a América Latina como seu "quintal". Presidentes dos EUA nunca trataram as nações dessa região como "povos irmãos".
A analista acredita ter chegado a hora de a América Latina se afastar dos EUA "totalmente", um país que "lastima e detesta" seus vizinhos do Sul.
"Deve haver uma desunião completa", assinalou Gilda Batista, ao propor, entre outras medidas, expulsar Washington de organizações regionais, por exemplo, da Organização dos Estados Americanos (OEA).
Os comentários racistas de Trump não se limitam a palavras, que são acompanhadas de ações concretas ou de sua ausência, apesar de tradições estabelecidas na região.
Por exemplo, vale recordar como os EUA abandonaram os países do Caribe que foram abalados pelo furacão Irma. Washington nem sequer expressou preocupação com situação dramática em Porto Rico, seu território associado mais afetado pelo furacão mais potente na história do oceano Atlântico.
O mandatário norte-americano tampouco moveu um dedo para ajudar Cuba, país que também foi devastado pelo furacão Irma, apesar de ter em sua base de Guantánamo "alimentos, medicamentos e materiais de construção equivalentes a centenas de milhões de dólares", afirmou à Sputnik Mundo o analista cubano, Manuel Yepe.
"Porém, este comportamento de Trump não surpreende, já que a semelhante 'agressão' contra a América Latina é algo típico para Washington, algo que 'não tem nenhum sentido lógico'", explicou Manuel Yepe.
Além de serem racistas, as declarações do líder norte-americano também são hipócritas, indicou o analista dominicano, Fernando Martínez. Para ele, muitos imigrantes latino-americanos atravessam a fronteira com os EUA por serem forçados a fugir de seus países devido à desestabilização causada por Washington, como no caso da Venezuela.
O especialista constatou que a administração de Trump aplica "uma guerra econômica" contra o governo de Nicolás Maduro, provocando, assim, uma fuga de venezuelanos a outros países, incluindo aos EUA.
O México é outra nação latino-americana que está sendo desestabilizada pelos EUA, assinalou Everardo González, cineasta mexicano. Em particular, ele recordou que uma das conquistas da Revolução Mexicana é a propriedade coletiva sobre a terra. Ele assinalou que ninguém pode extrair recursos minerais sem permissão de moradores locais, mas é isso que empresas estadunidenses fazem em seu país.
Fonte - Sputnik  16/01/2018

quarta-feira, 10 de janeiro de 2018

Soberania sob ataque

Ponto de Vista  🔍

O aparato judicial americano (francamente convertido em instrumento de arrecadação externa do Estado, à vista da exaustão do tax payer local) é pródigo na punição de empresas estrangeiras, aplicando contra elas as maiores multas de seu catálogo.Já se sabe, o Departamento de Estado norte americano tem a mão mais pesada para impor punições financeiras a companhias de outros países

José Roberto Batochio* - Portogente
foto - ilustração/arquivo
O acordo da Petrobrás com a Justiça (e com investidores) dos Estados Unidos, além de carregar em seu bojo atos de lesa-pátria, é um oneroso iceberg em que a indenização de cerca de 3 bilhões de dólares já anunciada constitui apenas a ponta visível, mas existe ainda uma extensa área submersa que pode custar muitos outros bilhões.
As notícias de que tal acordo pacifica e assegura o futuro da nossa petroleira esbarram no fato de restarem outros 13 processos de indenização naquele país - exatamente iguais à class action que redundou no aludido rombo de U$ 3 bilhões -, ajuizados por investidores internacionais, muitos dos quais representados por fundos-abutres, que se afirmam prejudicados pela desvalorização da companhia em função dos noticiados escândalos de corrupção.
Ademais disso, ainda não se dimensionou a enormidade da oceânica multa que poderá ser aplicada na persecução criminal de diretores e outras autoridades ainda em gestação no Departamento de Estado (vide casos precedentes como Audi, Toyota, Fiat, Fifa etc), além de outras sanções pecuniárias a serem impostas na investigação administrativa instaurada na Securities and Exchange Commission (SEC), agência equivalente à nossa CVM, que lá regula o mercado de capitais.
O aparato judicial americano (francamente convertido em instrumento de arrecadação externa do Estado, à vista da exaustão do tax payer local) é pródigo na punição de empresas estrangeiras, aplicando contra elas as maiores multas de seu catálogo. A SEC, em 2008, cobrou 800 milhões de dólares da alemã Siemens. Em 2010, US$ 400 milhões da BAE Systems, do Reino Unido. US$ 365 milhões da Snamprogetti Netherlands / ENI, da Holanda/Itália, e US$ 338 milhões da Technip francesa. Em 2013, a fatura de US$ 338 milhões foi para a também francesa Total. Pelo gigantismo da Petrobrás, o elevado valor do acordo com os investidores e a natureza das acusações dirigidas à empresa, não será de espantar que a multa da SEC venha a apresentar proporção amazônica.
Já se sabe, o Departamento de Estado norte americano tem a mão mais pesada para impor punições financeiras a companhias de outros países. Multou o banco Credit Suisse em US$ 5 bilhões e o Deutsche Bank em nada menos que US$ 14 bilhões – reduzidos em negociação a ainda vultosos 7,2 bilhões de dólares. É para montantes desse porte que a Petrobrás deve preparar o seu caixa. Tio Sam utiliza uma lei de 1973, Foreing Corrupt Practices Act, para punir empresas americanas ou baseadas nos Estados Unidos acusadas de atos ilícitos, como pagamento de propinas no exterior. Não é, definitivamente, o caso da Petrobrás. Não há notícia de que tenha subornado quem quer que seja nos Estados Unidos, mas a longa mão que tudo empalma da justiça americana já alcançou, entre outras, a Odebrecht e a Embraer – esta, por atos praticados na República Dominicana (?).
O Acordo de Cooperação Judiciária Brasil-EUA, de 2001, só prevê a colaboração entre governos, para troca de informações. Em hipótese alguma convenciona extraterritorialidade, é dizer, não autoriza a aplicação ou reconhece a eficácia de leis de um Estado no território do outro. Fosse uma nação ciosa de sua soberania, o Brasil rechaçaria essa intromissão e a punição de suas empresas, principalmente de uma que lhe é estratégica, constitui orgulho nacional e que é controlada pelo Estado, ente que em última análise por ela responde na esfera dos resultados.
A indenização a investidores que alegam haver sofrido prejuízos pode até ser discutível num tribunal, considerando que ao negociar ações em Wall Street - um flanco de vulnerabilidade aberto aos especuladores-, a empresa se sujeitou às leis do mercado de capitais americanas. Por razões éticas, convém não comentar a estratégia de defesa da Petrobrás– ou a falta dela na capitulação em face de um acordo altamente oneroso.
Mesmo não admitindo culpa, pois, afinal, se afirma vítima da corrupção, abriu a guarda para outras investidas, e aqui se coloca a questão da soberania que tangencia os demais processos. A estatal brasileira já é monitorada internamente pelo escritório Baker & McKenzie, de Chicago, imposto pelo Departamento de Estado, com alçada de vasculhar os negócios (e segredos comerciais) da companhia. Toda descoberta que tiver conexão com os Estados Unidos, mesmo um simples e-mail, poderá ensejar novas punições.
Empresa estrangeira ser punida nos Estados Unidos por atos praticados fora daquele país é um abuso ao princípio da territorialidade. O estatuto só vigora na nação que se julga xerife do mundo, ungida pelo famoso "destino manifesto", universalizando um tribunal de jurisdição planetária não ousada nem por Filipe II da Espanha, que se jactava de ser rei de um mundo particular onde o sol nunca se punha. A via crúcis que a Petrobras está sendo obrigada a percorrer atenta contra a soberania do Brasil. Deveria esta ser - mas não é - enfaticamente defendida pelo Itamaraty.
Pois, não bastasse a omissão, acrescem mais os atos praticados por autoridades da indefectível "operação lava jato". Fazendo jus ao epíteto secessionista de "república de Curitiba", apartada do Estado nacional, teriam negociado diretamente com autoridades americanas, sem o necessário placet do Poder Executivo, o fornecimento de provas para incriminar a estatal brasileira. Além deimage1.jpeg encontros de ex-diretores e delatores da Petrobrás com autoridades americanas, o Ministério Público teria despachado para os Estados Unidos, em 2016, o ex-executivo da Toyo Setal Augusto Mendonça, um outro notório lobista da Camargo Corrêa e cerca de três ou quatro colaboracionistas que aqui fizeram delação premiada e que foram interrogados até pelo FBI, em busca de pistas que apontassem ilicitudes indenizáveis de companhias brasileiras. Chegamos ao cúmulo de permitir a atuação de representantes do Departamento de Estado em nosso solo que, convenhamos, não pode ser quintal de ninguém. Até o então procurador-geral da República foi aos Estados Unidos encontrar-se com investigadores locais, prestando-lhes vassalagem...
Em imaginária reciprocidade, atreva-se um tribunal brasileiro aplicar sanções a uma empresa americana por ilícitos praticados alhures ou mesmo em nosso território! Mais simples ainda: tome-se o episódio dos pilotos americanos do Legacy que derrubou um Boeing da Gol em 2006, matando 154 brasileiros. A Justiça Federal do Brasil condenou J.Paul Paladino e Joseph Lepore a três anos de reclusão, e os tratados internacionais permitem que cumpram a pena no seu país, mas, doze anos depois, o Departamento de Estado, tornando seu território valhacouto, protege os patrícios e ignora olimpicamente a Justiça brasileira. Brasil e Estados Unidos têm relações históricas fraternas e complementares, ora baseadas na cooperação, ora na contraposição mas, nesse terreno oportuno parodiar o que afirmou o grande José Bonifácio de Andrada e Silva sobre a liberdade pessoal e política: Senhores, "A soberania é um bem que não se pode perder senão com a vida".
*José Roberto Batochio é advogado criminalista e ex-presidente nacional da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB)
Fonte - Portogente   10/01/2018

domingo, 10 de dezembro de 2017

Padrão de ouro 2.0' da Rússia e China promete acabar com dólar

Economia/Internacional  US$

Um novo sistema de comércio de ouro baseado em existências físicas, desenvolvido por Moscou e Pequim, seria fatal para a hegemonia do dólar, afirma especialista.Pequim e Moscou entendem que os EUA têm usado o dólar para controlar o mundo e querem distanciar-se deste controle com a implementação de um novo tipo de 'padrão de ouro 2.0

Sputnik
foto - ilustração
A Rússia e a China estão dando o primeiro passo para a criação de uma plataforma de compra e venda de ouro entre os países do BRICS, separada das formas tradicionais de comércio do metal. Quando isso se concretizar, a economia mundial se transformará e o dólar perderá sua hegemonia, prevê o consultor em metais preciosos Claudio Grass.
"Pequim e Moscou entendem que os EUA têm usado o dólar para controlar o mundo e querem distanciar-se deste controle com a implementação de um novo tipo de 'padrão de ouro 2.0'", afirmou Grass ao canal de televisão russo RT, sublinhando que esse distanciamento ocorre ao mesmo tempo que os países ocidentais continuam optando pela moeda fiduciária em vez da moeda-mercadoria.
"Na Ásia veem o ouro como moeda superior, 'real', algo de que o Ocidente se esqueceu devido à riqueza em papel – crédito – que acumulou", sublinhou o consultor, explicando que o comércio de ouro no mercado de balcão (fora da bolsa) em 2016 foi de cerca de dez vezes superior à quantidade de ouro extraído hoje, o que é uma "fraude gigante e obviamente insustentável".
A iniciativa do bloco BRICS (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) prevê realizar as primeiras transações entre Moscou e Pequim em 2018, 100% apoiadas por ouro físico. Para Grass, as existências físicas de ouro e a futura eliminação dos mercados tradicionais do metal fariam com que o dólar "aterrissasse do voo" que tem mantido desde o colapso do sistema de Bretton Woods em 1971.
"As fraudes em papel em Londres e Nova York explodirão quando o preço em papel do ouro caírem para zero ou quando apenas uma fração dos investidores reclamar o ouro físico que lhe pertence", declarou Grass. "Estamos entrando em uma batalha entre moedas: uma apoiada por um ativo sólido e outra por promessas, que as gerações futuras pagarão mediante dívidas, inflação e impostos cada vez mais altos", concluiu ele.
Os países do BRICS produzem e consomem volumes impressionantes de metal precioso e querem continuar a fazê-lo sem ser através dos centros europeus tradicionais. De acordo com o vice-presidente do Banco Central russo, este já firmou um memorando com a China para desenvolver o comércio bilateral de ouro. O banco espera que em 2018 seja lançado o sistema de comércio bilateral com Pequim.
Fonte - Sputnik  10/12/2017

quinta-feira, 28 de setembro de 2017

Estado da Califórnia(EUA) irá proibir carros movidos a combustíveis fósseis

Sustentabilidade  🚗

O Governo da Califórnia afirmou estar traçando planos para a adoção de veículos movidos a energia limpa e poderão passar a banir as vendas de automóveis com motor de combustão interna.Essa região nos Estados Unidos é conhecida desde a década de 70 de possuir apertadas normas ambientais. 

Revista Amazônia

Grandes nações já colocaram datas para o fim de carros movidos a combustão, entre elas estão: Alemanha, Holanda, França e até mesmo a China. Então, já não é segredo que há jogadas políticas para dar protagonismo aos automóveis elétricos.
Agora, o Governo da Califórnia afirmou estar traçando planos para a adoção de veículos movidos a energia limpa e poderão passar a banir as vendas de automóveis com motor de combustão interna.
Essa região nos Estados Unidos é conhecida desde a década de 70 de possuir apertadas normas ambientais. O governador Jerry Brown confessou à Bloomberg o interesse para proibir os automóveis movidos a combustíveis fósseis.
Até 2050 as emissões de dióxido de carbono deverá sofrer uma redução na ordem dos 80% na Califórnia e por comparação com os índices registados em 1990. Apesar da proibição das vendas de automóveis novos com motor de combustão interna, o governo da Califórnia deverá pedir o apoio da indústria automóvel, e desenhar quadro de incentivos apropriado, para que a mobilidade elétrica vingue.
Fonte - Revista Amazônia  27/09/2017

sexta-feira, 21 de julho de 2017

EUA pode ter trem subterrâneo que ligará NY a Washington em 29 minutos

Transportes sobre trilhos  🚅

"Acabo de receber aprovação verbal do governo para construir um trem subterrâneo que fará o percurso NY-Phil-Balt-DC", disse empresário Thinkstock 

R7 - Abifer
foto - ilustração
O empresário americano Elon Musk afirmou, na quinta-feira (10), que recebeu "aprovação verbal do governo" para construir um trem subterrâneo entre as cidades de Washington e Nova Iorque — embora não tenha confirmado quem deu o consentimento ou como o projeto sairia do papel.
Musk é chefe executivo da Tesla Inc, montadora de carros elétricos dos Estados Unidos. Ele defende a construção de trens subterrâneos de levitação magnética — veículos que "flutuam" sobre os trilhos graças a eletroímas e seriam mais eficientes e rápidos que os atuais trens-bala.
Musk deu a notícia por meio de sua conta no Twitter.
— Acabo de receber aprovação verbal do governo para construir um trem subterrâneo que fará o percurso NY-Phil-Balt-DC [Nova Iorque, Filadélfia, Baltimore, Washington] em 29 minutos.
Fonte - Abifer  21/07/2017

sábado, 17 de junho de 2017

Governo de Cuba critica "pressão dos EUA" para mudanças de sistema na ilha

Internacional  🌏

"Assumiremos qualquer risco e continuaremos firmes e seguros na construção de uma nação soberana, independente, socialista, democrática, próspera e sustentável", afirma o governo.-A declaração foi difundida simultaneamente em todos os veículos de comunicação estatais. No comunicado, o regime comandado por Raúl Castro responde ao discurso feito pelo presidente americano, Donald Trump, que anunciou mudança na política para Cuba.

Da EFE - Ag.Brasil
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O governo de Cuba divulgou comunicado nessa sexta-feira (16) garantindo que qualquer estratégia para mudar o sistema na ilha está "condenada ao fracasso", e que os Estados Unidos não estão em condições de dar lições sobre direitos humanos, destacando que pretendem seguir dialogando com o país. As informações são da agência de notícias EFE.
A declaração foi difundida simultaneamente em todos os veículos de comunicação estatais. No comunicado, o regime comandado por Raúl Castro responde ao discurso feito pelo presidente americano, Donald Trump, que anunciou mudança na política para Cuba.
"Qualquer estratégia voltada para mudar o sistema político, econômico e social em Cuba, que pretenda alcançar por meio de pressões e imposições, ou empregando métodos mais sutis, estará condenada ao fracasso", diz o texto veiculado como primeira reação ao posicionamento de Washington.
O texto sustenta que as mudanças necessárias para Cuba, como as que estão sendo realizadas agora, como parte do processo de atualização do modelo econômico e socialista na ilha, "seguirão sendo decididos soberanamente" pelo povo cubano.
"Assumiremos qualquer risco e continuaremos firmes e seguros na construção de uma nação soberana, independente, socialista, democrática, próspera e sustentável", afirma o governo.
A declaração aponta que Donald Trump esteve, mais uma vez, "mal assessorado", ao tomar decisões que favorecem os interesses políticos de uma "minoria extremista" de origem cubana, residente no estado da Flórida, que, por "motivações mesquinhas" não desiste da pretensão de castigar Cuba e a sua população.
Na questão dos direitos humanos, o governo de Cuba, rejeita a "manipulação com fins políticos", garantindo que os cidadãos do país "desfrutam de direitos e liberdades fundamentais" e destacando o acesso à saúde, educação, previdência social, salários iguais, direitos das crianças, à alimentação, a paz e ao desenvolvimento.
"Os Estados Unidos não estão em condições de nos dar lições", diz o texto, que ainda destaca negativamente o grande número de casos de assassinatos, abusos policiais e discriminação racial nos Estados Unidos.
O governo de Cuba ainda garante que está disposto a continuar um diálogo "respeitoso", além da cooperação em temas de interesse mútuo, assim como a negociação de assuntos bilaterais "pendentes" com o governo americano, mas garante que não realizará concessões que possam ferir sua soberania e independência.
Fonte - Agência Brasil  17/06/2017

quinta-feira, 13 de abril de 2017

EUA buscam criar na América Latina situação militar igual à do Oriente Médio'

Política/Internacional  👀

Os Estados Unidos estão preparando condições para os próximos anos, para criar uma situação muito semelhante à do Oriente Médio na América Latina que justifique sua intervenção direta nos assuntos de outros países", explicou o especialista.

Sputnik
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Estados Unidos e seus aliados estão preparando o terreno na América Latina pra uma intervenção a longo prazo, disse à Sputnik o especialista em relações internacionais, Ghazi Nassendini, presidente do Centro de Análise e Estudos Global AZ.
"Os Estados Unidos estão preparando condições para os próximos anos, para criar uma situação muito semelhante à do Oriente Médio na América Latina que justifique sua intervenção direta nos assuntos de outros países", explicou o especialista.
Os EUA podem defender de forma mais "simples" sua intervenção militar e política, assim como "estabelecer regimes neocoloniais obedientes às políticas norte-americanas", caso declarem a existência de ameaça à sua segurança, indicou Nassendini.
Antes de avaliar se a América Latina poderia ser uma zona de trânsito para grupos terroristas como o Daesh — proibido na Rússia, o analista acredita ser preciso observar a proliferação da doutrina e da formação destes grupos.
"Agora nós temos que fixar e advertir a nível mundial de onde chega o pensamento salafista-wahhabita, porque é dali que vão surgindo estes grupos terroristas que se preparam para algo no futuro", explicou.
Segundo Nassendini, a criação destes grupos foi útil para que Washington pudesse derrubar os governos aliados da União Soviética na década de 80, como é o caso do Afeganistão e Paquistão.
"E como isso funcionou para os Estados Unidos e para seus aliados no Golfo Pérsico, eles optaram por esta política em vários lugares", comentou.
Atualmente, a existência do Daesh serviu para levar as tropas dos EUA para a Síria, apesar de não terem uma relação "muito amistosa" com o governo do presidente Bashar Assad, considerou o analista.
"De nenhuma forma, o governo sírio permitiria aos EUA que tivessem bases militares, aéreas, marítimas, de veículos blindados, em seu território, porém, aproveitando-se da situação dos terroristas — enviados, financiados e treinados pelo Ocidente, EUA concederam para si próprios o direito de intervir na Síria militarmente", afirmou.
Neste sentido, o analista adverte para todos os países da América Latina sobre a presença de escolas e fundações que difundem e formam cidadãos nas crenças do Daesh.
"Realmente os países devem prevenir isto e, para fazê-lo, devem contar com políticas estratégicas, realmente sujeitas ao direito internacional, aos direitos humanos, e ter uma supervisão muito aguda sobre o pensamento propagados nestes colégios, nestas escolas", indicou.
Embora Nassendini diga que não pode afirmar que não haja grupos jihadistas na Venezuela e em outros países da região, ele alertou sobre as condições para a propagação destas crenças.
"Não posso dizer que existam jihadistas que sejam elementos já formados, já treinados, com objetivos, com base, com plataforma; isso não posso dizer, mas existem condições que criam os jihadistas, e isso é muito pior", assinalou.
Em relação a isso, recordou que os Estados Unidos estão trabalhando a longo prazo e que os governos da região, "sejam de esquerda ou de direita", carecem de "maturidade política e governabilidade necessária" para prevenir esta situação, já que estas condições os convertem em uma presa fácil para uma intervenção estrangeira.
Alguns dias atrás, tanto o direto adjunto do Departamento de Novos Desafios e Ameaças do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, Dmitry Feoktistov, como o chefe do Comando do Sul dos EUA, almirante Kurt Tidd, fizeram referência à possibilidade de que, no futuro, integrantes do Daesh possam utilizar países da América Latina e do Caribe como territórios de trânsito.
Fonte - Sputnik  13/04/2017

quarta-feira, 8 de março de 2017

CIA pesquisou maneiras de hackear carros inteligentes

Internacional  🚗

Nos explosivos segredos da CIA "Vault 7", publicados pela WikiLeaks na terça-feira, a organização advertiu que a CIA, entre uma miríade de outras façanhas intrusivas, tem investigado maneiras de cortar e manipular os sistemas de controle de carros e caminhões para uso em operações secretas.

Sputnik
foto - ilustração
"Em outubro de 2014, a CIA também estava pesquisando métodos para infectar os sistemas de controle de veículos usados por carros e caminhões modernos", disse o WikiLeaks em um comunicado. "A finalidade de tal controle não é especificada, mas permitiria que a CIA se envolvesse em assassinatos quase indetectáveis".
Muitos veículos atuais são agora controlados principalmente por sistemas de computador — incluindo controle de freio, airbags, aceleração, direção, fechaduras e outros sistemas vitais.
Em 2014, os hackers Charlie Miller e Chris Valasek, usando seus laptops enquanto estavam no carro, assumiram um Jeep Grand Cherokee conduzido por um repórter da Wired enquanto eles estavam viajando. A demonstração foi chocante e levou ao recall de 1,4 milhões de veículos. No ano anterior, os hackers comprometeram um Ford Escape e um Toyota Prius, enquanto estavam sentados no banco de trás.
Os relatórios de hackers de veículos estavam contidos no primeiro lote de vazamentos da CIA, intitulado "Year Zero". O Wikileaks publicou 8.761 documentos e arquivos que eles alegam serem do Centro de Ciber Inteligência da CIA em Langley, Virgínia.
O denunciante da NSA Edward Snowden também falou sobre o assunto, tweetando, "Ainda trabalhando com a publicação, mas o que o Wikileaks tem aqui é realmente um grande negócio. Parece autêntico".
Fonte - Spuninik   08/03/2017

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017

'Um Dia sem Imigrantes' paralisa empresas e serviços nos EUA

Internacional  👳

Centenas de companhias da construção civil, restaurantes, supermercados e outros estabelecimentos não funcionaram para mostrar para o magnata a importância dos imigrantes para a economia do país. Em Nova York, Washington, Boston, Filadélfia e Los Angeles, vários imigrantes abandonaram seus postos de trabalho e se negaram a fazer compras e usar o transporte público, ignorando por um dia a economia norte-americana.

Da Agência Ansa
Michael Reynolds/EPA/Agência Lusa
Diversas empresas dos Estados Unidos ficaram fechadas em grandes cidades do país nesta quinta-feira (16) e outras trabalharam com capacidade reduzida graças à adesão ao protesto denominado "Um Dia sem Imigrantes" (A Day Without Immigrants). A iniciativa teve início nas redes sociais para boicotar as políticas migratórias do presidente norte-americano, Donald Trump, que se espalhou por todo país. As informações são da Agência ANSA.
Centenas de companhias da construção civil, restaurantes, supermercados e outros estabelecimentos não funcionaram para mostrar para o magnata a importância dos imigrantes para a economia do país. Em Nova York, Washington, Boston, Filadélfia e Los Angeles, vários imigrantes abandonaram seus postos de trabalho e se negaram a fazer compras e usar o transporte público, ignorando por um dia a economia norte-americana.
Na capital do país, uma marcha foi realizada até a Casa Branca e diversas ruas foram interditadas. Manifestantes carregavam cartazes com as frases "Nenhum ser humano é ilegal" e "Você come comida? Então você precisa de imigrantes".
Diversos imigrantes salvadorenhos, colombianos, indianos e coreanos se uniram à greve para protestar contra as medidas de Trump, que quer acelerar as deportações de imigrantes ilegais e proibir a entrada de refugiados no país. Alguns locais também instalaram cartazes de "fechado por greve geral". Escolas receberam ligações de imigrantes informando que estavam doentes e não iriam às aulas.
Segundo o Escritório do Censo, a população de imigrantes nos EUA cresceu de maneira histórica nos últimos anos. De acordo com os últimos dados, divulgados em 2013, 13% dos habitantes do país nasceram no exterior, o equivalente a mais de 41 milhões de pessoas.
Fonte - Agência  Brasil  17/02/2017

domingo, 5 de fevereiro de 2017

Tribunal americano rejeita pedido para restabelecer decreto sobre imigração

Internacional  👀

O 9º Tribunal de Apelações, com sede em São Francisco, na Califórnia, negou a moção de emergência apresentada pelo governo, que procurou invalidar a suspensão temporária do decreto, determinada na sexta-feira (3) por um juiz federal em Seattle, no estado de Washington.

Da Agência Brasil*
Ag.Brasil
Um tribunal de apelações, nos Estados Unidos, rejeitou hoje (5) o pedido do Departamento de Justiça para restaurar o decreto do presidente Donald Trump que proíbe a entrada no país de cidadãos de sete nações de maioria muçulmana. O 9º Tribunal de Apelações, com sede em São Francisco, na Califórnia, negou a moção de emergência apresentada pelo governo, que procurou invalidar a suspensão temporária do decreto, determinada na sexta-feira (3) por um juiz federal em Seattle, no estado de Washington.
O Departamento de Justiça disse, em sua apelação, que a decisão da corte de Seattle é um prejuízo para a população, “questionou a decisão do presidente sobre a segurança nacional", que carece de análise jurídica. O órgão também argumentou que o juiz James Robart havia ultrapassado a sua autoridade, porque a decisão afetou todo o território nacional e questionou a divisão de poderes entre o presidente e a Justiça.
A previsão é de que os tribunais de apelação dos estados de Washington e Minnesota, os primeiros que impugnaram o decreto de Trump, também manifestem oposição ao pedido do Departamento de Justiça ainda hoje.
Também se espera que o presidente Donald Trump emita resposta em apoio ao recursos de emergência. "Vamos ganhar", disse Trump, após a apresentação da apelação. "Para a segurança de nosso país, vamos ganhar". O presidente questionou publicamente a decisão e atacou indiretamente o juiz de Seattle. "A opinião desse suposto juiz, que tira essencialmente a lei do nosso país, é rídicula e será cancelada”, disse Trump em seu Twitter. “O juiz abre o nosso país a potenciais terroristas e outros que não têm nossos melhores interesses no coração. As pessoas estão muito felizes!”.
Os analistas consideraram comportamento raro um presidente questionar a legitimidade e competência de um juiz abertamente.
No dia 27 de janeiro, Trump determinou novos mecanismos de controle de imigrantes e refugiados nos Estados Unidos para, segundo ele, impedir a entrada de terroristas. Uma das medidas barra a entrada de cidadãos do Iraque, da Síria, do Irã, Sudão, da Líbia, Somália e do Iêmen por 90 dias. O decreto suspende temporariamente o programa de refugiados do país e proíbe por tempo indeterminado a entrada de refugiados sírios.
O Departamento de Estado se viu obrigado, após a decisão de Seattle, a parar o cancelamento de vistos - entre 60 mil e 100 mil estrangeiros afetados pelo decreto de Trump. O Departamento de Segurança Interna, entretanto, ordenou o cancelamento de "todas as ações para implementar" o decreto.
Os viajantes estarão sujeitos aos mesmos procedimento que existiam antes da ordem do presidente. Prevê-se que a disputa legal acabe no Supremo Tribunal do país.
*Com informações da Agência Télam
Fonte - Agência Brasil  05/0-2/2017