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segunda-feira, 24 de fevereiro de 2025

Petrobras assina contrato para ampliação de frota

Energia/Petrobras   ⛴

O contrato para a aquisição de quatro navios da classe handy, com valor de US$ 69,5 milhões por embarcação foi assinado com o consórcio formado pelos estaleiros Rio Grande e Mac Laren . A licitação foi lançada em julho de 2024 e faz parte do Programa de Renovação e Ampliação de Frota da companhia. Os navios serão utilizados para transporte de derivados de petróleo na costa brasileira. 

Por Ag. Brasil
foto - ilustração/arquivo
A Transpetro, subsidiária da Petrobras, e o consórcio formado pelos estaleiros Rio Grande e Mac Laren assinam, nesta segunda-feira (24), contrato para a aquisição de quatro navios da classe handy, com valor de US$ 69,5 milhões por embarcação. A licitação foi lançada em julho de 2024 e faz parte do Programa de Renovação e Ampliação de Frota da companhia. Os navios serão utilizados para transporte de derivados de petróleo na costa brasileira. De acordo com a Petrobras, os novos equipamentos irão ampliar a capacidade de atendimento da Transpetro à Petrobras, reduzindo a necessidade de afretamento desse tipo de unidade pela petrolífera. A companhia destaca ainda que os handy vão contemplar soluções que garantem maior eficiência energética e menor emissão de gases que provocam o efeito estufa. “Além disso, as embarcações poderão ser abastecidas com bunker [óleo combustível marítimo] ou biocombustíveis. Como resultado, estima-se reduzir em 30% as emissões em relação aos atuais navios da frota, atendendo às determinações da Organização Marítima Internacional (IMO)”, informou. Os novos navios serão aptos a transportar produtos claros derivados de petróleo, como Diesel Marítimo, Diesel S10, Diesel S500 e gasolina de aviação (GAV). Além da Petrobras, a Transpetro presta serviços a distribuidoras, à indústria petroquímica e demais empresas do setor de óleo e gás. A carteira da subsidiária da Petrobras conta com mais de 160 clientes. Renovação O Programa de Renovação e Ampliação da Frota da Petrobras faz parte do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) para o desenvolvimento da indústria naval brasileira. No total, no âmbito do programa, a Petrobras fará a aquisição de 44 embarcações, todas já contratadas ou em processo de licitação. Segundo a companhia, são investimentos de R$ 23 bilhões na indústria do setor.
Fonte - Agência Brasil - 24/02/2025

domingo, 16 de fevereiro de 2025

Maior plataforma de petróleo do Brasil inicia operação no pré-sal

Energia-Petróleo ⛴   ⛽

O navio-plataforma tem capacidade para processar até 225 mil barris de óleo e 12 milhões de metros cúbicos de gás natural por dia. A unidade vai explorar 15 poços, sendo sete produtores de óleo, seis injetores de água e gás, um conversível (produtor e injetor) e um injetor de gás.

Alex Rodrigues - Agência Brasil
Foto - SBM divulgação
A maior unidade produtiva de petróleo em alto-mar (offshore) instalada no país até o momento, a Almirante Tamandaré (Búzios 7) começou a operar no Campo de Búzios, na Bacia de Santos, a cerca de 180 quilômetros da costa do Rio de Janeiro, neste sábado (15). O navio-plataforma tem capacidade para processar até 225 mil barris de óleo e 12 milhões de metros cúbicos de gás natural por dia. A unidade vai explorar 15 poços, sendo sete produtores de óleo, seis injetores de água e gás, um conversível (produtor e injetor) e um injetor de gás. Todos eles estarão interligados à plataforma por meio de uma infraestrutura submarina. O Campo de Búzios é considerado um dos pontos mais promissores do chamado pré-sal brasileiro uma área de reservas petrolíferas formada por uma camada de rochas sedimentares e localizada em águas ultraprofundas da costa brasileira, entre 5 mil e 7 mil metros de profundidade. Em nota, a Petrobras reafirmou a expectativa de que o Campo de Búzios se torne, em breve, seu maior campo de produção, podendo superar a marca de 1,5 milhões de barris de produção por dia. “O FPSO Almirante Tamandaré é parte do sexto sistema de produção de Búzios e contribuirá para que o campo alcance a produção de 1 milhão de barris de óleo por dia, previsto para o segundo semestre de 2025", afirmou a presidenta da companhia, Magda Chambriard. A unidade foi afretada junto à SBM Offshore. Além de apresentar capacidade produtiva acima da média das unidades da indústria – que gira em torno dos 150 mil barris diários de óleo e de compressão de 10 milhões de m3 de gás – a Almirante Tamandaré conta com tecnologias de descarbonização, o que, de acordo com a Petrobras, contribui para redução das emissões de gases de efeito estufa na atmosfera. Há também tecnologias para aproveitamento de calor, que reduzem a demanda de energia adicional para a unidade. Também em nota, o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, destacou a importância da unidade para a expansão da produção nacional. “A entrada em operação do FPSO Almirante Tamandaré é mais um passo importante para fortalecer a produção de energia no Brasil. Essa plataforma tem tecnologia de ponta para produzir mais com menos impacto ambiental, utilizando sistemas modernos para reduzir emissões e otimizar o uso de energia. Isso reforça nosso compromisso com o desenvolvimento do setor de óleo e gás em bases sustentáveis”, afirmou. O início da operação, neste sábado (15), coincidiu com o anúncio de que a Petrobras identificou novas reservas de petróleo em um poço (9-BUZ-99D-RJS ) da região oeste do Campo de Búzios, perfurado a cerca de 1.940 metros de profundidade, a partir de testes realizados a partir de 5,6 mil metros de profundidade. O começo da operação ocorreu um dia após a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) ter concedido as autorizações que faltavam para que o Consórcio da Jazida Compartilhada de Búzios, formado pela Petrobras (operadora que detém 88,9% de controle sobre o empreendimento), a CNOOC (7,34%) e a CNPC (3,67%) colocasse a unidade para funcionar.
Fonte - Agência Brasil  16/02/2025

Petrobras descobre nova camada de óleo no pré-sal da Bacia de Santos

Energia - Pré-Sal/Petróleo  ⛽

O volume foi identificado por meio de testes em uma profundidade de 5.600 metros. De acordo com nota divulgada pela empresa, na inspeção foram usados perfis elétricos gerados por sonda introduzida em nova perfuração, para identificar caraterísticas geológicas e hidrológicas.

Fabíola Sinibú - Agência Brasil
André Ribeiro/Ag. Petrobras
A Petrobras confirmou nesta sexta-feira (14) nova acumulação de petróleo na zona inferior ao reservatório principal do campo de Búzios, no pré-sal da Bacia de Santos. O volume foi identificado por meio de testes em uma profundidade de 5.600 metros. De acordo com nota divulgada pela empresa, na inspeção foram usados perfis elétricos gerados por sonda introduzida em nova perfuração, para identificar caraterísticas geológicas e hidrológicas. O material gerado ainda está em análise pelos laboratórios da Petrobras. A nota esclarece que “o Consórcio da Jazida Compartilhada de Búzios, formado pela Petrobras como operadora (participação de 88,98%), em parceria com a CNOOC (7,34%) e a CNPC (3,67%), tendo a Pré-Sal Petróleo S.A. (PPSA) como gestora, dará continuidade às análises dos resultados para continuidade das atividades na área". Produção média anual Segundo a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), a produção média anual de petróleo e gás natural foi, em 2024, de 4,322 milhões de barris de óleo equivalente por dia (boe/d). Desses, foram produzidos 3,358 milhões de barris por dia (bbl/d) de petróleo. Cerca de 78% desta produção foi proveniente de reservatórios da camada pré-sal, uma formação localizada entre mil e 6 mil metros de profundidade abaixo do nível do mar. O campo de Búzios é considerado o maior do mundo em águas ultraprofundas e fica localizado no Rio de Janeiro, a 189 quilômetros da costa. Opera com produção em larga escala desde março de 2015, e no último ano ultrapassou a marca de 1 bilhão de barris de petróleo produzidos, no mês de março. De acordo com o Boletim da Produção de Petróleo e Gás Natural da ANP, em 2024, a produção do campo de Búzios aumentou 2,40% em relação ao ano de 2023, representando 19,53% da produção marítima.
Fonte - Agência Brasil 15/02/2025

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2025

Petrobras diz ter atendido exigências do Ibama sobre Margem Equatorial

Meio Ambiente  🐬

Empresa informou que relatório foi entregue ao instituto em novembro.A declaração foi dada durante o Fórum Brasil de Energia, na Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan), no centro do Rio de Janeiro.
 
Ag. Brasil
foto-ilustração/arquivo
A presidenta da Petrobras, Magda Chambriard, disse nesta quarta-feira (4) que a empresa atendeu a todas as demandas colocadas pelo Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama) para exploração de petróleo na Margem Equatorial, na Bacia da Foz do Amazonas. A declaração foi dada durante o Fórum Brasil de Energia, na Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan), no centro do Rio de Janeiro. “Nós estamos em um processo de licenciamento com o Ibama. Entregamos toda a demanda do Ibama nos últimos dias de novembro. Estamos construindo o centro de reabilitação da fauna no Oiapoque, que deve ficar pronto agora em março”, disse a presidenta da Petrobras. “Todas as respostas às demandas estão no relatório que entregamos no dia 27 de novembro e agora estamos aguardando a avaliação do Ibama sobre o material.” A Bacia da Foz do Amazonas ocupa uma faixa no território marítimo que se estende entre a fronteira do Amapá com a Guiana Francesa até onde a Baía do Marajó divide o arquipélago da costa paraense. Na região, está o bloco exploratório de petróleo e gás natural FZA-M-59. O bloco é parte da chamada Margem Equatorial, que comporta cinco bacias sedimentares: Pará-Maranhão, Barreirinhas, Ceará e Potiguar, além da Foz do Amazonas. A Petrobras tem 16 poços na nova fronteira exploratória, no entanto, só tem autorização do Ibama para perfurar dois deles, na costa do Rio Grande do Norte. A exploração é criticada por ambientalistas, preocupados com possíveis danos ambientais. O Ibama negou a licença para outras áreas, como a da Bacia da Foz do Amazonas. A Petrobras pediu ao instituto, ligado ao Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), uma reconsideração.
Fonte - Agência Brasil 04/02/2025

segunda-feira, 5 de agosto de 2024

Petrobras confirma descoberta de gás em águas profundas na Colômbia

Energia/Petróleo - ⛽

Petrobras no mundo - A Colômbia é um dos cinco países – além do Brasil - em que a Petrobras desenvolve exploração e produção de petróleo ou gás natural. As demais operações são na América do Sul, América do Norte e na África.O poço fica a 31 quilômetros da costa, no Mar do Caribe, em uma profundidade de 804 metros. 

Bruno de Freitas Moura
Agência Brasil
Mapa Petrobras- Divulgação
A Petrobras confirmou a presença de gás em um reservatório na costa da Colômbia. A descoberta foi anunciada pela estatal nesta segunda-feira (5). O poço fica a 31 quilômetros da costa, no Mar do Caribe, em uma profundidade de 804 metros. A descoberta no poço Uchuva-2 é uma extensão da presença de gás natural no Uchuva-1, em uma lâmina d’água de aproximadamente 830 metros, conhecido desde 2022. De acordo com a companhia, a localização do poço “agrega informações relevantes para o desenvolvimento de uma nova fronteira de exploração e produção na Colômbia, reforçando o potencial volumétrico para gás na região”. A operação de Uchuva-2, que fica na Bacia de Guajira, se iniciou no último dia 19 de junho. O reservatório se encontra a 76 quilômetros da cidade de Santa Marta. A Petrobras explicou que o poço “está sendo executado em cinco fases, e o intervalo portador de gás foi constatado na fase 4 da perfuração, por meio de perfis elétricos, que serão posteriormente caracterizadas por meio de análises de laboratório”. A exploração do combustível na região é feita por um consórcio formado pela Petrobras como operadora (participação de 44,44%), em parceria com a Empresa Colombiana de Petróleos (Ecopetrol), que detém 55,56% de participação. O consórcio dará continuidade às operações para concluir o projeto de perfuração do poço até a profundidade prevista e caracterizar as condições dos reservatórios encontrados, com a previsão de realização de um teste de formação até o final do ano. A estatal afirmou no comunicado de descoberta que a atuação no Bloco Tayrona “está alinhada à estratégia de longo prazo da companhia, visando à recomposição das reservas de petróleo e gás por meio de exploração de novas fronteiras e atuação em parceria, assegurando o atendimento à demanda global de energia durante a transição energética”.

Petrobras no mundo
A Colômbia é um dos cinco países – além do Brasil - em que a Petrobras desenvolve exploração e produção de petróleo ou gás natural. As demais operações são na América do Sul, América do Norte e na África. Na Argentina, por meio da subsidiária Petrobras Operaciones S.A., a companhia detém uma participação de 33,6% no ativo de produção Rio Neuquén. Na Bolívia, produz gás principalmente nos campos de San Alberto e San Antonio, com 35% de participação em cada um desses contratos de operação de serviços, que são operados principalmente para fornecer gás ao Brasil e à Bolívia. Nos Estados Unidos, a atuação se dá em campos em águas profundas no Golfo do México, com participação de 20% da Petrobras America Inc., formando com a Murphy Exploration & Production Company a joint venture MPGoM. Em 8 de fevereiro de 2024, a Petrobras concluiu a aquisição de participações em três blocos exploratórios em São Tomé e Príncipe, país da costa ocidental da África. A operação marcou a retomada das operações exploratórias no continente africano, com o objetivo de diversificar o portfólio, e está alinhada à estratégia de longo prazo da estatal.
Fonte - Agência Brasil 05/08/2024

quinta-feira, 11 de julho de 2024

Petrobras testa voo em aeronave sem piloto para transporte de cargas

Tecnologia - Drones 

A expectativa é que os testes viabilizem voos de longo alcance entre o continente e plataformas, permitindo uma série de aplicações com essa tecnologia. Primeiro transporte do tipo no país percorreu cerca de 180 quilômetros.
foto - Cezar Fernandes/Ag.Petrobras

Agência Brasil
O primeiro voo de longo alcance com uma aeronave civil remotamente pilotada percorreu cerca de 180 quilômetros entre a base da Petrobras no bairro Imbetiba, em Macaé (RJ) e a plataforma P-51, na Bacia de Campos, litoral fluminense. A expectativa é que os testes viabilizem voos de longo alcance entre o continente e plataformas, permitindo uma série de aplicações com essa tecnologia. Os objetivos do voo, realizado em julho, foram testar a implantação do transporte para conduzir cargas de até 50 kg, agregar valor à logística do transporte aéreo offshore, reduzir custos e coletar dados para o compartilhamento do espaço com outras aeronaves. Esse tipo de tecnologia também pode reduzir emissões de gases de efeito estufa no transporte de cargas leves. A Petrobras já utiliza a tecnologia de drones para pintura de plataformas e embarcações, além de outros trabalhos em altura, reduzindo a exposição humana a riscos. A análise dos dados gerados deve ser finalizada ainda no segundo semestre deste ano. Segundo a Petrobras, serão simulados outros voos com aeronaves no mesmo espaço aéreo e, dependendo dos resultados, o procedimento será implantado na empresa. A operação, ainda em fase de testes, foi feita em colaboração com o Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea), a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), a NAV Brasil e a OMNI Táxi Aéreo, contratada pela Petrobras para operar veículos aéreos não tripulados em missões offshore. Ed
Fonte - Agência Brasil 10/07/2024

quarta-feira, 10 de abril de 2024

Petrobras anuncia nova descoberta de petróleo na Margem Equatorial

Energia/combustíveis fosseis  ⛽

Região é considerada de grande potencial pelo setor de gás e óleo.A descoberta foi confirmada no poço exploratório Anhangá, situado próximo à divisa entre os estados do Ceará e do Rio Grande do Norte, na Margem Equatorial brasileira. A acumulação foi localizada em uma profundidade de 2.196 metros e em um ponto localizado a cerca de 190 km de Fortaleza e 250 km de Natal.

Por Léo Rodrigues
Repórter da Agência Brasil
foto - Cezar Fernandes/Ag. Brasil
A Petrobras anunciou nesta terça-feira (9) que encontrou uma acumulação de petróleo em águas ultraprofundas da Bacia Potiguar. A descoberta foi confirmada no poço exploratório Anhangá, situado próximo à divisa entre os estados do Ceará e do Rio Grande do Norte, na Margem Equatorial brasileira. A acumulação foi localizada em uma profundidade de 2.196 metros e em um ponto localizado a cerca de 190 km de Fortaleza e 250 km de Natal. Não é a primeira vez que a Petrobras faz uma descoberta na Bacia Potiguar neste ano. A companhia já havia confirmado a presença de petróleo no Poço Pitu Oeste, a cerca de 24 km de Anhangá. "Tais descobertas ainda merecem avaliações complementares. A Petrobras é a operadora de ambas as concessões e detém 100% de participação", registra nota divulgada pela companhia. A exploração de petróleo na Margem Equatorial desperta preocupações de grupos ambientalistas, que veem risco de impactos à biodiversidade. Os poços Anhangá e Pitu Oeste, no entanto, estão distante da foz do Rio Amazonas, considerada a localidade mais sensível. A Margem Equatorial se estende pelo litoral brasileiro do Rio Grande do Norte ao Amapá, englobando as bacias hidrográficas da foz do Rio Amazonas, Pará-Maranhão, Barreirinhas, Ceará e Potiguar. É uma região geográfica considerada de grande potencial pelo setor de óleo e gás. No seu Plano Estratégico 2024-2028, a Petrobras previu o investimento de US$ 3,1 bilhões para pesquisas na Margem Equatorial. A expectativa é perfurar 16 poços ao longo desses quatro anos. Em maio do ano passado, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) negou o pedido da Petrobras para realizar atividade de perfuração marítima do bloco FZA-M-59. Ele está situado na bacia da Foz do Amazonas. A Petrobras apresentou um novo pedido, ainda sem resposta. O avanço dos trabalhos na Bacia Potiguar, por sua vez, conta com o aval do Ibama, que concedeu a licença de operação para as perfurações dos poços de Pitu Oeste e de Anhangá. Na nota divulgada, a Petrobras destacou que a perfuração em Anhangá ocorreu sem qualquer incidente, reforçando o compromisso da companhia com o respeito às pessoas e ao meio ambiente. Afirmou também que o histórico de 3 mil poços perfurados em ambiente de águas profundas e ultraprofundas confirma sua capacidade técnica para operar com segurança. "As atividades exploratórias na Margem Equatorial representam mais um passo no compromisso da Petrobras em buscar a reposição de reservas e o desenvolvimento de novas fronteiras exploratórias que assegurem o atendimento à demanda global de energia durante a transição energética", acrescenta o texto.
Fonte - Agência Brasil 09/04/2024

terça-feira, 14 de janeiro de 2020

Um erro refinado

Petróleo/energia 

O Brasil tem 17 refinarias instaladas e várias novas em distintos estágios de implantação ou projeto. A Petrobrás é responsável por 98% da produção interna de derivados de petróleo.Nossas matérias primas são relativamente baratas, o que implica vantagem objetiva na formação de preços dos produtos processados ou refinados.O Brasil, absurdamente, define os preços internos dos derivados de petróleo e do gás processado por paridade com os preços internacionais, inclusive para a parcela muito majoritária que não é importada.

Artur Araújo* - Portogente
foto - 
O Brasil importou 11% da gasolina, 23% do diesel, 33% do gás de cozinha e 12% do querosene de aviação que consumiu em 2018, mesmo em quadro de paradeira econômica e demanda reduzida. Em torno de R$ 70 bilhões foram gastos em moeda estrangeira. Os dados relativos ao ano passado devem ser divulgados ainda no primeiro trimestre de 2020 e certamente terão perfil semelhante.
O Brasil tem 17 refinarias instaladas e várias novas em distintos estágios de implantação ou projeto. A Petrobrás é responsável por 98% da produção interna de derivados de petróleo.
O Brasil está entre os grandes produtores mundiais de petróleo e gás natural, com custos de extração muito competitivos frente às médias internacionais. Nossas matérias primas são relativamente baratas, o que implica vantagem objetiva na formação de preços dos produtos processados ou refinados.
O Brasil, absurdamente, define os preços internos dos derivados de petróleo e do gás processado por paridade com os preços internacionais, inclusive para a parcela muito majoritária que não é importada. Desconsidera os custos reais da produção local, com tripla consequência: i) os preços internos de todos os demais bens e serviços são pressionados para cima, dada a interdependência entre sua produção e distribuição e o uso de derivados de petróleo; ii) há geração de superlucros para os acionistas de Petrobrás; iii) as famílias têm uma parcela excessiva de sua renda transferida para o setor de petróleo e gás, ao terem que comprar gás de cozinha e gasolina a preços artificialmente inflados.
O Brasil, mais absurdamente ainda, gasta fortunas com a logística do “cruzeiro marítimo” de óleo cru e de gás in natura, com uma frota de navios viajando milhares de quilômetros para refino no exterior e mais outros milhares de quilômetros para retorno como derivados. Donos de empresas de navegação e trabalhadores das refinarias estrangeiras, entre outros beneficiários, agradecem muito nossa “solidariedade”.
O Brasil, que sempre tem um grande desafio na cobertura de um balanço de pagamentos estruturalmente deficitário, gasta dólares para comprar derivados de insumos que produz em reais e que pode processar ou refinar em reais.
Se a economia brasileira sair da letargia, o gargalo cambial na conta petróleo se agravará de imediato. Ainda mais dólares escorrerão para fora para termos mais combustíveis para fazer o país andar e mais gás para cozinhar o pouco mais de alimentos que as famílias poderão comprar. Não é demais insistir: gás de cozinha e combustíveis cuja matéria-prima é nacional e que podem ser produzidos nacionalmente com todas as transações feitas em moeda nacional.
É evidente que a produção interna de derivados e o processamento local do gás natural tem que ser a estratégia do Brasil, assim como é óbvio que, para viabilizar essa rota, o parque nacional de refino e processamento tem que ser imediatamente expandido e continuamente adequado à expansão futura da demanda interna por esses produtos.
O Brasil tem uma Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) teoricamente responsável por formular políticas para o setor e regular sua atividades. Deveria ser desnecessário frisar que tais regulação e políticas devem ter por norte os interesses da maioria dos brasileiros.
As constatações acima levam qualquer pessoa de bom senso a se indignar com as ideias e propostas do diretor-geral da ANP, Décio Oddone, publicadas em reportagem do Valor Econômico na edição de 7/11 (https://valor.globo.com/brasil/noticia/2020/01/07/pais-tem-espaco-para-construcao-de-refinarias-diz-diretor-da-anp.ghtml).

O que disse o senhor Oddone?- que a Petrobrás deve vender para o capital privado, quase certamente estrangeiro, oito das suas refinarias, reduzindo ainda mais a capacidade estatal de atuação na formação de preços estratégicos e na estratégica gestão de fluxos cambiais;
- que só devemos construir novas refinarias no Brasil (privadas, obviamente) em algum incerto momento futuro e desde que assegurada a mesma malfadada indexação do preço de derivados e processados aos preços internacionais;
- que temos que desativar a conclusão de refinarias em construção pela Petrobras e eliminar, para sempre, qualquer plano de expansão da empresa no setor, mesmo frente ao quadro óbvio de falta de plantas para dar conta do consumo corrente (e, ainda mais, do consumo futuro), agravando aceleradamente nossa dependência de importações.
Uma colocação do senhor Oddone é reveladora da sinuosidade prejudicial do que ele formula e quer que o Brasil aceite: "eventual cenário de autossuficiência de combustíveis no País no futuro também favorecerá um efeito estrutural de redução de preços dos derivados de petróleo. 'Essa seria a maneira estrutural de trazer o preço do derivado para baixo. Mas para isso precisamos construir refinarias'."

"Precisamos" quem?Por que não fazê-lo já, via Petrobrás, quando tudo indica e exige a urgente adequação da produção interna à demanda já existente e que vem sendo atendida por importações sem nenhum sentido econômico e na contramão dos interesses do Brasil?
A evidente contradição em que cai o diretor-geral é demonstração cabal do refinado erro que o governo atual pretende praticar.
Um erro tão primário cuja única justificativa imaginável é assegurar altos ganhos para quem está envolvido na “cadeia da importação” e “criar valor” artificial na Petrobras, aguçando os apetites por sua privatização total.
* Consultor do projeto “Cresce Brasil + Engenharia + Desenvolvimento”. Artigo publilcado, originalmente, no site do Sindicato dos Engenheiros no Estado de São Paulo.
Fonte - Portogente  14/01/2020

sexta-feira, 27 de dezembro de 2019

Privatização de ativos da Petrobrás: interesses estrangeiros poderosos

Ponto de Vista  🔍

Interesses extremamente poderosos, se mobilizaram e modificaram radicalmente a trajetória do Brasil como Nação Soberana.Afastaram a presidenta da República e imediatamente investiram contra o ponto central do marco regulatório do pré-sal, extinguindo a obrigatoriedade de a Petrobrás ser a operadora única das atividades de exploração & produção. Aliás, cumprindo uma promessa do candidato neoliberal aos interesses não brasileiros que o apoiavam nas eleições presidenciais de que, no final, saiu derrotado em 2013.

Guilherme Estrella* - Portogente
foto - ilustração/arquivo
Consumo de energia aumentará para atender a mais de 1 bilhão de pessoas no mundo.A oportunidade representada pelo pré-sal para o desenvolvimento industrial brasileiro ainda não foi adequadamente avaliada pelos setores decisórios nacionais.
Enquanto na Bacia de Campos o processo exploratório exibia riscos, ainda que baixos, as descobertas no pré-sal são previsíveis a longo prazo, e de grandes campos, muitos gigantes com reservas maiores que 500 milhões de barris e também supergigantes, como Lula, com mais de 5 bilhões de barris.
Este fato carrega duas oportunidades extraordinárias e imprescindíveis para se elaborar um projeto de desenvolvimento industrial para qualquer país:
(i) suprimento energético a longo prazo, no caso do pré-sal por décadas ao longo deste século XXI, e
(ii) o fator escala, a caracterizar a garantia firme de demanda por uma imensa gama de materiais, equipamentos, máquinas, produtos eletrônicos, sistemas computacionais de controle e qualidade de produção etc. Tudo a basear-se em conhecimento científico e capacitação tecnológica e de engenharia de projetos com elevada sofisticação e garantia de qualidade.

Atacar perspectivas únicas em toda a nossa história como nação independente

Para assegurar formalmente a concretização destas perspectivas – talvez únicas em toda a nossa história como nação independente – o Congresso Nacional aprovou o novo marco regulatório do pré-sal brasileiro, transformando a União em proprietária do petróleo/gás produzido nos novos campos dentro da área mapeada e, centralmente decisivo, estabelecendo a Petrobrás como operadora única da produção destes estratégicos recursos naturais brasileiros.
É preciso esclarecer, para o público não especializado, o que significa atuar como operador num consórcio na produção de petróleo/gás natural.
O operador exerce um controle total não só sobre as atividades operacionais. Abrange igualmente a completa elaboração dos projetos de engenharia envolvidos e, em consequência, do conteúdo científico e tecnológico do projeto, da definição e escolha de todos os materiais, equipamentos e processos necessários à construção, montagem, operação, manutenção, reparo e de toda a sofisticada logística de transferência e transporte da produção do campo (marítimo, oleodutos e gasodutos).
Diante desta realidade, pode-se perceber o poder do operador do campo em contribuir para um projeto de industrialização do nosso país, principalmente, no caso do nosso pré-sal, quando se trabalha na fronteira do conhecimento científico/tecnológico.
Neste cenário, não se prescinde de uma total integração com a universidade e centros de pesquisa brasileiros, na formação e treinamento de pessoal especializado, de elevada qualificação, assim como com a empresa genuinamente brasileira, tanto na área de materiais e equipamentos especiais quanto na área do desenvolvimento de sistemas eletrônico-computacionais muito avançados, largamente exigidos pelo offshore ultraprofundo (megaprojetos de engenharia instalados em lâmina d’água maior que 2.000m, com poços produtores especiais de mais de 5.000 metros de extensão perfurada pela broca).
Importante também informar que este conjunto de conhecimentos de toda ordem engloba igualmente o campo das tecnologias de defesa, chamadas de “sensíveis” e absolutamente indispensáveis para um país com a importância geopolítica do Brasil.
Mas é exatamente toda esta imensa oportunidade que o pré-sal brasileiro traz ao desenvolvimento minimamente autônomo e soberano de nosso país que despertou a preocupação de interesses que se sentem ameaçados pelo surgimento de novo e importante membro protagonista no palco geopolítico mundial.

Estes interesses, extremamente poderosos, se mobilizaram e modificaram radicalmente a trajetória do Brasil como Nação Soberana.

Afastaram a presidenta da República e imediatamente investiram contra o ponto central do marco regulatório do pré-sal, extinguindo a obrigatoriedade de a Petrobrás ser a operadora única das atividades de exploração & produção. Aliás, cumprindo uma promessa do candidato neoliberal aos interesses não brasileiros que o apoiavam nas eleições presidenciais de que, no final, saiu derrotado em 2013.
Todo o poder de aplicação de uma política desenvolvimentista integral que o governo brasileiro exercia através de sua empresa estatal foi simplesmente extinto, com a falsa ressalva de que a Petrobrás poderia “escolher” se atuaria como operadora ou não, como se fosse aceitável que a empresa pudesse contrariar uma decisão de Estado decidida pelo seu controlador, o próprio governo que usurpou o governo em 2016.
Como consequência, todo benefício que o pré-sal pudesse gerar para a indústria brasileira foi repassado para as empresas estrangeiras e seus fornecedores de mesma origem ou pertencentes aos mesmos interesses financeiros.
Mas esta medida não era suficiente para sepultar definitivamente um projeto autônomo de desenvolvimento nacional. Era preciso minimizar ao máximo a obrigatoriedade do conteúdo nacional, o que foi feito.Mas, novamente, para promover a compra e utilização de projetos de engenharia, materiais, máquinas e equipamentos realizados fora do Brasil, foi-lhes concedida uma imensa isenção tributária de importação para elevar ainda mais a atratividade das operações.
Entretanto, a Petrobrás permanecia como a operadora única das atividades de produção de cerca de 12 a 15 bilhões de barris nas áreas da chamada “cessão onerosa”, com volumes de reservas que excediam o volume original contratado. Produzir estas áreas é questão de sustentabilidade para a Petrobrás no médio e longo prazos, e a anulação dos contratos traz ameaças ao futuro da companhia.
Todas estas decisões inserem-se com perfeição na opção dos governos após 2016 pela redução da participação do governo, através de suas empresas estatais, na gestão do nosso país.
Com o atual governo, esta intenção tornou-se clara e defendida publicamente com a defesa de privatização/desnacionalização total da economia brasileira e a desconstrução do aparelho de Estado Nacional.
Mas, no caso da Petrobrás, em razão do simbolismo que a empresa ostenta em relação à própria nacionalidade brasileira, este governo apresenta argumentos falsos para conduzir o cidadão comum brasileiro a aceitar sua privatização.
Primeiro, afirma que a Petrobrás está quebrada, visão totalmente desmontada principalmente pelos dados apresentados pela Associação dos Engenheiros da Petrobás (Aepet), com base em estudos do economista Claudio da Costa Oliveira.
Outro argumento diz respeito ao abandono dos combustíveis fósseis – petróleo e gás natural – como principais fontes de energia da humanidade, nestes próximos anos. Esta previsão não tem qualquer credibilidade pelo fato de que na atual matriz energética mundial, óleo e gás (o&g) aparecem com 60% de participação, realidade que não será mudada por décadas pois exigiria transformações radicais nas atividades humanas de todos os tipos, impossíveis de serem implementadas em poucas décadas.
Certamente, o&g terão diminuídas sua contribuição na matriz mundial, abrindo espaço crescente para fontes renováveis; ao mesmo tempo, entretanto, o consumo de energia aumentará significativamente nas próximas décadas na medida em que mais de 1 bilhão de pessoas no mundo vivem com baixos níveis de consumo de energia, em razão da gigantesca desigualdade social por que padece a humanidade.
Exemplo disto é o próprio Brasil: somos a nona economia no mundo e ocupamos a 72ª colocação (dados de poucos anos atrás, mas que não deve ser diferente da realidade atual) no quesito consumo de energia por habitante. Nosso consumo de petróleo – 2,5 milhões de barris/dia – reflete esta realidade e aponta para um concreto potencial de aumento de consumo de o&g, desde que o país saia desta crise em que foi afundado.
É necessário, também, citar a nossa matriz energética, de longe a mais equilibrada entre fósseis (55%) e renováveis (45%) dentre as maiores economias do mundo, com predominância absoluta de combustíveis fósseis em seu consumo de energia. Este fato significa que, com a crescente contribuição dos renováveis na nossa matriz, com o crescimento inescapável de nosso consumo de energia, nosso pré-sal tem assegurada sua participação também crescente nas próximas décadas. Aliás, este é um ponto central na discussão da privatização da Petrobrás, já anunciada por este governo.
O Brasil aparece, pelo conjunto muito significativo de nossos recursos naturais, como um dos países com notável potencial de crescimento de seu mercado interno, a garantir a sustentabilidade e o devido retorno financeiro de investimentos para produzi-los. Petróleo & gás natural têm mercado seguro e muito crescente no nosso território, pela sociedade brasileira.
A manutenção da integridade do sistema industrial produtivo da Petrobrás – exploração &produção, refino e distribuição, terminais e dutos distribuidores, logística, fertilizantes – é inquestionavelmente mandatória. Não só por manter a gestão direta, pelo Estado Nacional, de insumos estratégicos básicos para a construção do PIB brasileiro mas por permitir que estes mesmos insumos energéticos, tão indispensáveis à vida dos cidadãos deste país, cheguem ao consumidor final com os menores preços possíveis na medida em que sejam geridos de forma a manter a sustentabilidade do sistema como um todo e não de partes isoladas, que focam somente no lucro e na rentabilidade de suas atividades específicas.
Não há qualquer dúvida que o esquartejamento do sistema industrial Petróleo Brasileiro S.A. através da privatização/desnacionalização de seus componentes – refinarias, dutos, terminais, setor de fertilizantes, terminais etc... – irá enfraquecer, senão eliminar, a gestão do Estado Brasileiro num setor tão estratégico para a soberania nacional como é o de energia, especialmente petróleo e gás natural.
Tudo agravado pelo fato de que as instituições que estão comprando os ativos da Petrobrás exibem grande, senão total, participação de fundos de investimentos internacionais, representantes centrais do capitalismo rentista mundial, sem qualquer compromisso como desenvolvimento brasileiro, em qualquer de suas dimensões.
Trata-se de um crime de lesa-pátria típico pois, no caso do pré-sal, as empresas estrangeiras que estão adquirindo os blocos não correram qualquer risco para descobri-los enquanto foi a Petrobrás – em última análise o povo brasileiro, representado pelo acionista principal, a União – que se transforma numa agência de apoio e promoção às grandes empresas petrolíferas internacionais e as empresas fornecedoras de bens e serviços industriais de seus países originários ou componentes do mesmo conjunto de interesses financeiros que as domina.
E que perderam para a Petrobrás a competição para descobrir os campos gigantes do pré-sal brasileiro, como foi o caso da Shell, em 2001, quando desistiu de aprofundar um poço que perfurava a camada de sal, na Bacia de Santos – por incompetência técnico-científica ou por postura financista/rentista dos gestores de seu investimento – deixando embaixo cerca de 10 bilhões de barris – e devolvendo o bloco á ANP.
Este campo foi depois descoberto pela Petrobrás, que é sua atual operadora. Quer dizer, estamos passando às empresas privadas estrangeiras, que perderam a competição para descobri-lo, um bem estratégico cujo aproveitamento é decisivo para nosso desenvolvimento autônomo, como nação soberana.
No caso das refinarias, a mesma situação: serão vendidas junto com os mercados que lhes consomem o produto, pois esta foi a racionalidade de suas construções – pela Petrobrás/Povo Brasileiro – para o abastecimento regional integrado de combustíveis em todas as regiões do território nacional. As empresas/instituições compradoras não enfrentarão competidores nestes mercados, projetadamente cativos para sua produção.
E mais, com projetos originais de refino completamente modificados, ao longo de décadas, com melhorias contínuas, engenheiradas pela área de refino da Petrobrás em conjunto com o nosso centro de pesquisa e desenvolvimento (Cenpes) e que exigiram pesados investimentos para se tornarem realidade. Tudo acompanhado de esforço permanente de formação, treinamento e capacitação profissional que levou estas unidades industriais à excelência operacional de eficiência e segurança que hoje as caracteriza.
Em suma, esta iniciativa de esquartejar e privatizar/desnacionalizar o Sistema Petrobrás é criminosamente lesiva aos interesses brasileiros, ao desenvolvimento nacional integral, ao bem-estar e à qualidade de vida do povo brasileiro, à soberania nacional.
Não pode ser aceita pela sociedade brasileira, há que ser totalmente rejeitada e ter revertidas todas as operações já realizadas neste sentido.
* Geólogo, ex-diretor da Petrobrás. Artigo publicado originalmente em Monitor Mercantil.
Fonte - Portogente  27/12/2019

quarta-feira, 5 de dezembro de 2018

Os insensatos preços dos combustíveis

Ponto de Vista 

A paridade internacional ou a prática de preços superiores àqueles, abre caminho para os importadores de derivados, com perdas de mercado pela PETROBRÁS. Deslocados seus produtos, pelas importações, a PETROBRÁS se vê obrigada a reduzir a carga das refinarias, mantendo-as ociosas. O petróleo cru, não refinado, é exportado, sem agregar valor.A atual política de preços, inaugurada por PEDRO PARENTE, tem continuidade com IVAN MONTEIRO e o novo governo parece favorável à sua permanência.

Ricardo Maranhão* - Portogente
foto - ilustração/arquivo
O alinhamento dos preços dos derivados de petróleo com os internacionais é incompatível com a realidade econômica e social do Brasil.
A renda per capita, o IDH, o salário mínimo, a distribuição de renda no Brasil apresentam valores muito desfavoráveis quando comparados com o exterior.
A atual política de preços, inaugurada por PEDRO PARENTE, tem continuidade com IVAN MONTEIRO e o novo governo parece favorável à sua permanência.
A internalização dos preços internacionais depende, fundamentalmente, da cotação do óleo/ derivados no exterior e da taxa de câmbio.
O mercado internacional é IMPERFEITO, CARTELIZADO. A produção dos países da OPEP, somada à russa, representa cerca de 40% da oferta mundial. Este grupo atua, articulado, restringindo a produção e a oferta, para elevar os preços. Os consumidores brasileiros não têm qualquer ingerência nestas decisões.
O mesmo ocorre com a taxa de câmbio, que oscila muito em mercado especulativo, com conseqüências sobre os consumidores brasileiros.
Além das incertezas provocadas pelo mercado oligopolizado, os preços também dependem de fatores geopolíticos e de fenômenos climáticos. Tsunamis, tufões, furacões, terremotos, por exemplo, na região do Golfo do México, podem causar interrupções na produção de plataformas offshore e de refinarias. Fortes geadas, nevascas, elevam a demanda para aquecimento, fazendo subir os preços.
Tensões políticas com a Coréia do Norte, embargos à produção iraniana, (o Irã é o terceiro exportador da OPEP), dificuldades da economia venezuelana (PDVSA) também elevam preços.
Sobre nada do que foi dito os consumidores brasileiros têm controle. Não obstante são impactados negativamente pela majoração dos preços.
Esta política anula vantagens comparativas da PETROBRÁS, prejudicando a economia brasileira, que perde competitividade, e, também, aos consumidores que pagam preços mais elevados. Ela desconsidera o fato de a PETROBRÁS ser grande produtora de petróleo (mais de 2,00 milhões de barris/dia) sendo a quase totalidade desta produção feita com custos em moeda nacional. Isto dá à PETROBRAS condições de proteger os consumidores brasileiros, mantendo-os a salvo das incertezas externas.
A paridade internacional ou a prática de preços superiores àqueles, abre caminho para os importadores de derivados, com perdas de mercado pela PETROBRÁS. Deslocados seus produtos, pelas importações, a PETROBRÁS se vê obrigada a reduzir a carga das refinarias, mantendo-as ociosas. O petróleo cru, não refinado, é exportado, sem agregar valor.
Em 2018 as importações de derivados, especialmente diesel e gasolina, superaram US$ 10,00 bilhões, com impacto negativo sobre o balanço de pagamentos.
Aspecto especialmente cruel desta política ocorre no consumo do gás de cozinha, produto de amplo consumo nas populações de baixa renda. Estes brasileiros vêm sendo obrigados a substituir o GLP, por formas rudimentares de energia, como lenha, carvão vegetal, etanol. Isto prejudica o meio ambiente e tem provocado muitos acidentes domésticos, como queimaduras.
Esta política de preços elevados, reajustados com freqüência absurda, mais de 100 vezes em um ano, combinada com fatores adversos, como roubos de carga, péssimo estado das rodovias, pedágios elevados desencadeou a greve dos caminhoneiros. Greve que paralisou o país. Paralisação justa, com amplo apoio popular, mas que causou prejuízos de bilhões de reais à economia nacional.
As autoridades, buscando manter esta política, resolveram subsidiar o diesel, também abrindo mão de tributos, justamente em conjuntura de grave crise fiscal.
Todos estes desacertos têm o objetivo de viabilizar a abusrda venda de refinarias da PETROBRÁS, já amortizadas, quando o mais conveniente para o país é, sem dúvidas, a construção de novas plantas. O Brasil é importador de derivados. Nosso mercado é o 6º maior do mundo, com consumo per capita moderado que tende a crescer muito, tão logo o desenvolvimento seja retomado. A construção de novas unidades por empresas, públicas ou privadas brasileiras ou estrangeiras, não encontra obstáculos legais, uma vez que o monopólio do refino foi extinto, pela Lei 9478/97, portanto, há mais de 20 anos.
*Ricardo Maranhão, ex-deputado federal, diretor da Associação dos Engenheiros da Petrobras (Aepet) e Conselheiro do Clube de Engenharia
Fonte - Portogente  05/12/2018

quarta-feira, 26 de setembro de 2018

Petrobras: vetor de desenvolvimento

Ponto de Vista   

A defesa da Petrobras, conforme Ricardo Maranhão diretor da Associação dos Engenheiros da Petrobras, significa garantir um patrimônio imensurável do País, que é o pré-sal, “a maior descoberta de petróleo, no mundo, nos últimos 20 anos”. “Ela significa uma nova ‘fronteira’ geológica”, completou. Os desafios para explorar esse petróleo que está a 300km mar adentro, como descreve, são enormes, “mas os resultados são compensadores, e a Petrobras já desenvolveu, em parceria com mais de 100 universidades e centros de pesquisa do País, tecnologias para essa exploração”.

Editor Portogente
foto/Ilustração
Ricardo Maranhão, diretor da Associação dos Engenheiros da Petrobras, em evento recente dos engenheiros, na capital paulista, defendeu a retomada do desenvolvimento do País com a preservação e valorização do setor de petróleo e gás e da Petrobras. A petrolífera, afirmou, é responsável por cerca de 60 mil empregos diretos e ainda por mais de 1 milhão de empregos indiretos nas diversas frentes de produção ligadas à área de hidrocarbonetos. “A Petrobras gera de R$ 32 bilhões a R$ 35 bilhões de royalties em função da produção de petróleo e gás. Gera royalties para 900 municípios brasileiros diretamente e outros tributos para 14 Estados.”
Ressaltando a sua total concordância com o combate à corrupção em todos os níveis de governos e nas empresas, Maranhão ressalva a nocividade de se paralisar setores produtivos importantes do País, como a própria Petrobras e outras grandes empresas, no desenrolar da Operação Lava Jato, da Polícia Federal. “Deixo claro que sou totalmente favorável a investigação, mas a Petrobras foi vítima da corrupção numa combinação de políticos inescrupulosos, executivos de empreiteiras e de alguns petroleiros que não souberam honrar a camisa da empresa. Ela não pode ser penalizada e desvalorizada como estão fazendo.”
Nesse sentido, ele critica as duas últimas gestões da companhia, de Pedro Parente (que pediu demissão em 1º de junho último, após a paralisação de mais de 20 dias dos caminhoneiros por causa do preço dos combustíveis) e a atual de Ivan Monteiro, totalmente alinhadas às políticas neoliberais de entrega das riquezas do Brasil ao capital estrangeiro.
A defesa da Petrobras, conforme Maranhão, significa garantir um patrimônio imensurável do País, que é o pré-sal, “a maior descoberta de petróleo, no mundo, nos últimos 20 anos”. “Ela significa uma nova ‘fronteira’ geológica”, completou. Os desafios para explorar esse petróleo que está a 300km mar adentro, como descreve, são enormes, “mas os resultados são compensadores, e a Petrobras já desenvolveu, em parceria com mais de 100 universidades e centros de pesquisa do País, tecnologias para essa exploração”.
Em 2013, informa, todos os poços perfurados do pré-sal tivera 100% de acerto, um alcance quase inédito em relação a outros tipos de perfurações no mundo. “Em vez de defendermos essa grandeza, temos entreguistas na direção da empresa que passam informações falsas para a sociedade, uma delas é de que a Petrobras estaria quebrada. Isso é mentira. Há oito anos, a companhia mantém 16 bilhões de dólares em caixa.”
Maranhão lamenta que os governantes e o Congresso Nacional – “com as exceções de sempre”, esclarece – e parte da imprensa brasileira se empenhem em desvalorizar a Petrobras, com o claro objetivo de privatizá-la. Ele não tem dúvida que a petrolífera brasileira é peça-chave à retomada do desenvolvimento do País com crescimento que signifique, no seu bojo, justiça social.
Fonte - Portogente  26/09/2018

quinta-feira, 13 de setembro de 2018

Preço da gasolina atinge máxima histórica a partir de hoje

Economia 

Petrobras anuncia que valor de venda para as distribuidoras passa de R$ 2,20 para R$ 2,22 por litro. O último aumento havia ocorrido no dia 5 de setembro, quando o preço médio do litro do combustível passou de R$ 2,17 para R$ 2,20. Pela estratégia adotada pela Petrobras, os reajustes podem acontecer com grande periodicidade, inclusive diariamente, e estão relacionados às variações do preço internacional do petróleo e do câmbio. 

Ag.CNT de Notícias
foto - ilustração/arquivo
A Petrobras anunciou que, a partir de hoje (13), o preço do litro da gasolina nas refinarias passa de R$ 2,20 para R$ 2,22. Isso significa que o valor de venda para as distribuidoras alcança o seu ápice desde o início da política de reajustes adotada pela empresa em julho de 2017. O último aumento havia ocorrido no dia 5 de setembro, quando o preço médio do litro do combustível passou de R$ 2,17 para R$ 2,20. Pela estratégia adotada pela Petrobras, os reajustes podem acontecer com grande periodicidade, inclusive diariamente, e estão relacionados às variações do preço internacional do petróleo e do câmbio.
Ainda não é possível prever o impacto do reajuste ao consumidor final, visto que o repasse do aumento é discricionário de cada posto de combustível. Na semana passada, entretanto, os preços médios da gasolina na bomba subiram 1,8%, segundo dados da ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis), passando de R$ 4,44 para R$ 4,52. O valor representa uma média calculada pela agência e, portanto, pode variar de acordo com a região.

Alternativa​
A fim de amortecer possíveis flutuações cambiais, a Petrobras anunciou que está autorizada, desde o dia 6 de setembro, a usar um instrumento financeiro chamado de hedge cambial, uma espécie de seguro contratado para situações de elevada volatilidade do dólar. Ele protege o valor do combustível e pode assegurar estabilidade de preço por até 15 dias. Na prática, isso significa que a Petrobras poderá manter o valor da gasolina congelado por até duas semanas.
Em caso de ajustes no preço internacional do barril do petróleo, o que ocorre muito durante a temporada de furacões no Golfo do México devido às avarias nas plataformas, o hedge se apresenta como um mecanismo eficaz porque ele atenua o impacto da oscilação cambial, minimizando, assim, a variação do valor pago pelas distribuidoras.
O instrumento também poderá ser adotado para a política de reajuste do preço do diesel. O presidente da Petrobras, Ivan Monteiro, disse, nesta semana, que o objetivo da medida é evitar o excesso de volatilidade nos reajustes do combustível a partir de 31 de dezembro, quando se encerram os subsídios implementados pelo governo após a greve dos caminhoneiros.
Ele afirmou, ainda, que a intenção da empresa é observar como funciona a adoção do hedge cambial no caso da gasolina e, eventualmente, aplicar a mesma fórmula para o diesel. Segundo Monteiro, a temporada de furacões chega a provocar reajustes de 6% a 7% no valor dos combustíveis em um único dia. Sem o mecanismo do hedge cambial, esse valor pode ser ainda maior e alcançar o patamar de 8%, considerando a volatilidade do câmbio no Brasil.
Fonte - Agencia CNT de Notícias  13/09/2018

sexta-feira, 12 de janeiro de 2018

Preços da gasolina e do diesel sobem hoje nas refinarias

Economia 

Para este sábado (13), a empresa já anunciou nova variação nos preços dos dois combustíveis: a gasolina e o diesel terão redução de 0,7%.O preço final ao consumidor, nas bombas, dependerá de cada empresa revendedora e dos próprios postos de combustíveis

Aécio Amado
Repórter da Agência Brasil

foto - ilustração/arquivo
Os preços da gasolina e do diesel - comercializados nas refinarias – aumentaram hoje (12) 1,4% e 0,7% respectivamente, de acordo com informação da Petrobras.
Para este sábado (13), a empresa já anunciou nova variação nos preços dos dois combustíveis: a gasolina e o diesel terão redução de 0,7%.
As variações de preço fazem parte de reajustes frequentes praticados pela Petrobras, “em busca de convergência no curto prazo com a paridade do mercado internacional”, segundo a estatal.
O preço final ao consumidor, nas bombas, dependerá de cada empresa revendedora e dos próprios postos de combustíveis. O histórico das últimas variações praticadas pela Petrobras está disponível na página da estatal na internet.
Fonte - Agência Brasil   12/01/2018

quarta-feira, 10 de janeiro de 2018

Soberania sob ataque

Ponto de Vista  🔍

O aparato judicial americano (francamente convertido em instrumento de arrecadação externa do Estado, à vista da exaustão do tax payer local) é pródigo na punição de empresas estrangeiras, aplicando contra elas as maiores multas de seu catálogo.Já se sabe, o Departamento de Estado norte americano tem a mão mais pesada para impor punições financeiras a companhias de outros países

José Roberto Batochio* - Portogente
foto - ilustração/arquivo
O acordo da Petrobrás com a Justiça (e com investidores) dos Estados Unidos, além de carregar em seu bojo atos de lesa-pátria, é um oneroso iceberg em que a indenização de cerca de 3 bilhões de dólares já anunciada constitui apenas a ponta visível, mas existe ainda uma extensa área submersa que pode custar muitos outros bilhões.
As notícias de que tal acordo pacifica e assegura o futuro da nossa petroleira esbarram no fato de restarem outros 13 processos de indenização naquele país - exatamente iguais à class action que redundou no aludido rombo de U$ 3 bilhões -, ajuizados por investidores internacionais, muitos dos quais representados por fundos-abutres, que se afirmam prejudicados pela desvalorização da companhia em função dos noticiados escândalos de corrupção.
Ademais disso, ainda não se dimensionou a enormidade da oceânica multa que poderá ser aplicada na persecução criminal de diretores e outras autoridades ainda em gestação no Departamento de Estado (vide casos precedentes como Audi, Toyota, Fiat, Fifa etc), além de outras sanções pecuniárias a serem impostas na investigação administrativa instaurada na Securities and Exchange Commission (SEC), agência equivalente à nossa CVM, que lá regula o mercado de capitais.
O aparato judicial americano (francamente convertido em instrumento de arrecadação externa do Estado, à vista da exaustão do tax payer local) é pródigo na punição de empresas estrangeiras, aplicando contra elas as maiores multas de seu catálogo. A SEC, em 2008, cobrou 800 milhões de dólares da alemã Siemens. Em 2010, US$ 400 milhões da BAE Systems, do Reino Unido. US$ 365 milhões da Snamprogetti Netherlands / ENI, da Holanda/Itália, e US$ 338 milhões da Technip francesa. Em 2013, a fatura de US$ 338 milhões foi para a também francesa Total. Pelo gigantismo da Petrobrás, o elevado valor do acordo com os investidores e a natureza das acusações dirigidas à empresa, não será de espantar que a multa da SEC venha a apresentar proporção amazônica.
Já se sabe, o Departamento de Estado norte americano tem a mão mais pesada para impor punições financeiras a companhias de outros países. Multou o banco Credit Suisse em US$ 5 bilhões e o Deutsche Bank em nada menos que US$ 14 bilhões – reduzidos em negociação a ainda vultosos 7,2 bilhões de dólares. É para montantes desse porte que a Petrobrás deve preparar o seu caixa. Tio Sam utiliza uma lei de 1973, Foreing Corrupt Practices Act, para punir empresas americanas ou baseadas nos Estados Unidos acusadas de atos ilícitos, como pagamento de propinas no exterior. Não é, definitivamente, o caso da Petrobrás. Não há notícia de que tenha subornado quem quer que seja nos Estados Unidos, mas a longa mão que tudo empalma da justiça americana já alcançou, entre outras, a Odebrecht e a Embraer – esta, por atos praticados na República Dominicana (?).
O Acordo de Cooperação Judiciária Brasil-EUA, de 2001, só prevê a colaboração entre governos, para troca de informações. Em hipótese alguma convenciona extraterritorialidade, é dizer, não autoriza a aplicação ou reconhece a eficácia de leis de um Estado no território do outro. Fosse uma nação ciosa de sua soberania, o Brasil rechaçaria essa intromissão e a punição de suas empresas, principalmente de uma que lhe é estratégica, constitui orgulho nacional e que é controlada pelo Estado, ente que em última análise por ela responde na esfera dos resultados.
A indenização a investidores que alegam haver sofrido prejuízos pode até ser discutível num tribunal, considerando que ao negociar ações em Wall Street - um flanco de vulnerabilidade aberto aos especuladores-, a empresa se sujeitou às leis do mercado de capitais americanas. Por razões éticas, convém não comentar a estratégia de defesa da Petrobrás– ou a falta dela na capitulação em face de um acordo altamente oneroso.
Mesmo não admitindo culpa, pois, afinal, se afirma vítima da corrupção, abriu a guarda para outras investidas, e aqui se coloca a questão da soberania que tangencia os demais processos. A estatal brasileira já é monitorada internamente pelo escritório Baker & McKenzie, de Chicago, imposto pelo Departamento de Estado, com alçada de vasculhar os negócios (e segredos comerciais) da companhia. Toda descoberta que tiver conexão com os Estados Unidos, mesmo um simples e-mail, poderá ensejar novas punições.
Empresa estrangeira ser punida nos Estados Unidos por atos praticados fora daquele país é um abuso ao princípio da territorialidade. O estatuto só vigora na nação que se julga xerife do mundo, ungida pelo famoso "destino manifesto", universalizando um tribunal de jurisdição planetária não ousada nem por Filipe II da Espanha, que se jactava de ser rei de um mundo particular onde o sol nunca se punha. A via crúcis que a Petrobras está sendo obrigada a percorrer atenta contra a soberania do Brasil. Deveria esta ser - mas não é - enfaticamente defendida pelo Itamaraty.
Pois, não bastasse a omissão, acrescem mais os atos praticados por autoridades da indefectível "operação lava jato". Fazendo jus ao epíteto secessionista de "república de Curitiba", apartada do Estado nacional, teriam negociado diretamente com autoridades americanas, sem o necessário placet do Poder Executivo, o fornecimento de provas para incriminar a estatal brasileira. Além deimage1.jpeg encontros de ex-diretores e delatores da Petrobrás com autoridades americanas, o Ministério Público teria despachado para os Estados Unidos, em 2016, o ex-executivo da Toyo Setal Augusto Mendonça, um outro notório lobista da Camargo Corrêa e cerca de três ou quatro colaboracionistas que aqui fizeram delação premiada e que foram interrogados até pelo FBI, em busca de pistas que apontassem ilicitudes indenizáveis de companhias brasileiras. Chegamos ao cúmulo de permitir a atuação de representantes do Departamento de Estado em nosso solo que, convenhamos, não pode ser quintal de ninguém. Até o então procurador-geral da República foi aos Estados Unidos encontrar-se com investigadores locais, prestando-lhes vassalagem...
Em imaginária reciprocidade, atreva-se um tribunal brasileiro aplicar sanções a uma empresa americana por ilícitos praticados alhures ou mesmo em nosso território! Mais simples ainda: tome-se o episódio dos pilotos americanos do Legacy que derrubou um Boeing da Gol em 2006, matando 154 brasileiros. A Justiça Federal do Brasil condenou J.Paul Paladino e Joseph Lepore a três anos de reclusão, e os tratados internacionais permitem que cumpram a pena no seu país, mas, doze anos depois, o Departamento de Estado, tornando seu território valhacouto, protege os patrícios e ignora olimpicamente a Justiça brasileira. Brasil e Estados Unidos têm relações históricas fraternas e complementares, ora baseadas na cooperação, ora na contraposição mas, nesse terreno oportuno parodiar o que afirmou o grande José Bonifácio de Andrada e Silva sobre a liberdade pessoal e política: Senhores, "A soberania é um bem que não se pode perder senão com a vida".
*José Roberto Batochio é advogado criminalista e ex-presidente nacional da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB)
Fonte - Portogente   10/01/2018

quinta-feira, 7 de dezembro de 2017

Saiba como o Brasil dará o perdão fiscal de R$ 576,75 bilhões às petroleiras estrangeiras

Política 

Apenas nos próximos três anos, o Governo Federal poderá deixar de arrecadar R$ 576,75 bilhões caso o Senado confirme a decisão da Câmara e aprove a Medida Provisória 795 - que estabelece regras de tributação especiais para as petroleiras estrangeiras.

Sputnik
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A MP foi editada por Michel Temer (PMDB) sob a justificativa que era necessária para tornar os leilões de campos do pré-sal mais atrativos. Com os benefícios fiscais, o leilão teria mais interessados.
Toda essa movimentação aconteceu de maneira relativamente despercebida — até o jornal The Guardian publicar que o Governo britânico fez lobby em favor de suas petroleiras.
A Sputnik explica quatro pontos-chave para entender a MP 795.

Como funciona a exploração de petróleo no Brasil?
Por mais de quatro décadas, o petróleo brasileiro foi uma exclusividade da Petrobrás. O monopólio começou em 1953, quando o então presidente Getúlio Vargas criou a empresa, e foi até 1997, quando Fernando Henrique Cardoso assinou a Lei do Petróleo.
A legislação abriu o mercado nacional de pesquisa, exploração, produção e refino de petróleo e gás natural para empresas estrangeiras.
Entre indas e vindas legislativas, existem dois modelos de exploração de petróleo de maneira privada no Brasil hoje:
Concessão: o petróleo é explorado por uma empresa que assume os riscos de pesquisa e de investimentos. Essa empresa passa a ser a proprietária do petróleo que extrai. Em contrapartida, o Estado recebe pagamentos na forma de royalties.
Partilha: o petróleo é dividido entre Petrobrás e as outras empresas envolvidas na iniciativa — que ficam com uma porcentagem da produção determinada por contrato. Até o final de 2016, a Petrobrás era obrigada a ser a operadora dos campos de pré-sal e ter um mínimo de 30% de participação em todas as operações. Mas essa situação foi alterada por uma lei aprovada pelo Congresso Nacional.
O modelo de partilha foi utilizado no leilão de oito áreas do pré-sal realizado no final de novembro. Foram arrematadas seis delas, o que rendeu um bônus de assinatura de R$ 6,15 bilhões — uma quantia essencial para garantir a manutenção da meta fiscal.
A participação da Petrobras neste campos varia entre nenhuma até 80%.

Como foi lobby das petroleiras estrangeiras?
A preocupação das petroleiras britânicas com os impostos e as regras de utilização de material nacional foi transmitida pelo ministro de comércio do Reino Unido, Greg Hands, em três reuniões em março de 2017 com o secretário-executivo do Ministério de Minas e Energia, Paulo Pedrosa.
Pedrosa garantiu que as preocupações britânicas estavam sendo transmitidas ao Governo brasileiro. Temer editou a MP 795 em agosto.
O teor das reuniões entre Hands e Pedrosa foi descoberta por meio de uma correspondência diplomática obtida pela ONG Greenpeace através da lei de transparência britânica.
Após a publicação do relato, Pedrosa afirmou à imprensa nacional que a conversa com Hands foi uma "discussão normal entre representantes de dois países".

O que é um benefício fiscal?
Benefício fiscal é regime de impostos diferenciado, com descontos, utilizado para fomentar algum setor da economia que o Estado deseja incentivar. Trata-se de uma ferramenta utilizada por vários países do mundo.
O professor do Instituto de Economia da Unicamp Francisco Lopreato esclarece que o uso de benefícios fiscais não é uma novidade no Brasil, já que a prática é utilizada desde os governos da ditadura civil-militar (1964-1985) para incentivar a indústria nacional. Lopreato, entretanto, esclarece que a MP de Temer é diferente:
"O uso desses incentivos fiscais com o setor petroleiro não tem nada a ver com a indústria nacional. Não tem nada a ver com uma proposta de alavancagem do setor industrial como uma forma de expandir o crescimento industrial e do país. Pelo contrário, os incentivos fiscais vão reduzir a atividade do setor industrial brasileiro porque favorecem a importação de vários produtos, não só os sofisticados como também os mais simples", afirmou Lopreato em entrevista exclusiva à Sputnik Brasil.

Como fica a indústria nacional?
Outro ponto alterado por Temer é a suspensão de impostos para importação de equipamentos utilizados pelas petroleiras para a exploração de petróleo em solo nacional.
As empresas estrangeiras vão deixar de pagar imposto de importação, IPI, PIS-importação e COFINS-importação para os equipamentos utilizados na exploração de petróleo. Caso eles não sejam utilizados dentro de quatro anos, a cobrança será feita com juros.
Até mesmo produtos de baixo valor agregado, como materiais de embalagem, terão isenção de impostos.
A medida recebeu críticas da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq):
"O setor já está praticamente sem serviço, devido à falta de encomendas e à redução dos investimentos da Petrobras. Então, a tendência é que sucumba caso equipamentos que têm similar nacional possam ser importados sem impostos", afirmou o presidente da ABIMAQ, José Velloso, em entrevista à Folha de Pernambuco. 
Luiz Pinguelli Rosa, professor de planejamento energético da UFRJ, também não concorda com a isenção de impostos. Para ele, a isenção deveria atingir equipamentos específicos e não ser ampla da maneira como está desenhada atualmente.
"[A nova regra] impede que os recursos de produção de recursos sejam internalizados, novamente atendendo aos interesses das empresas estrangeiras. São atividades industriais que não vão ser mais feitas no Brasil, mas sim em outros países. É uma atuação totalmente contrária aos interesses brasileiros", afirmou o professor da UFRJ em entrevista exclusiva à Sputnik Brasil.
Já o professor do Instituto de Economia da Unicamp Francisco Lopreato acredita que Temer desempenha uma "não política industrial".
Fonte - Sputnik  07/12/2017

segunda-feira, 4 de dezembro de 2017

Engenheiros alertam à entrega da riqueza nacional

Ponto de Vista  🔍

“Furacão entreguista.” Assim o engenheiro, ex-deputado federal e conselheiro consultivo da Confederação Nacional dos Trabalhadores Liberais Universitários Regulamentados (CNTU) Ricardo Maranhão classifica o momento atual, em relação às mudanças pretendidas e implementadas no setor de óleo e gás. Para ele, em detrimento dos interesses nacionais. Caso do pré-sal, por exemplo.

Federação Nacional dos Engenheiros*
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Diante dessa que é uma das maiores descobertas mundiais no segmento de petróleo dos últimos 20 anos, segundo Maranhão, a apropriação do Estado e da sociedade brasileira do maior volume possível desses recursos é fundamental – e o que vem sendo feito está na contramão disso. Nessa direção, uma das agendas é pôr fim ao regime de partilha instituído para a camada do pré-sal em 2010, dando lugar ao modelo de concessão. No primeiro, o petróleo produzido continua a ser bem da União, enquanto no segundo passa a ser da concessionária, como explica o especialista – agraciado em 2016 com o prêmio Personalidade Profissional na categoria “Engenharia” pela CNTU.
Mais grave, a Lei 13.365/2016, de autoria do senador José Serra (PSDB-SP) e sancionada em 30 de novembro de 2016 pelo presidente Temer sem vetos, revogou a obrigatoriedade de participação da Petrobras na exploração do pré-sal. Assim, retirou sua prerrogativa de operadora única dos campos da camada – ou seja, como explica Maranhão, de ser a responsável desde o projeto das instalações até a montagem e operação, passando pela contratação dos serviços de engenharia e compra de todos os materiais e equipamentos. “Isso permitiria uma política de garantia de conteúdo local que atendesse os interesses do País.” Também possibilitaria controle absoluto da exploração e produção.
Ele é enfático: “Essa foi a segunda medida entreguista. A primeira foi a renovação por 50 anos de um regime chamado Repetro, dando a possibilidade de empresas estrangeiras trazerem serviços do exterior, engenharia, plataformas inteiras sem pagar impostos. O povo brasileiro está passando fome, está desempregado, falta saneamento básico e estamos garantindo benesses a empresas estrangeiras. Isso tem um impacto devastador sobre as fabricantes brasileiras de materiais, equipamentos e prestadoras de serviços. Se se criasse certa dificuldade, obrigaria essa turma a comprar tudo dentro do Brasil, gerando emprego, tecnologia, renda, impostos.”
A FNE tem atuado fortemente em defesa da retomada de política de contratação nacional, inclusive junto à Frente Parlamentar Mista da Engenharia, Infraestrutura e Desenvolvimento Nacional, presidida pelo deputado federal Ronaldo Lessa (PDT-AL). Em seu projeto “Cresce Brasil + Engenharia + Desenvolvimento – Novos Desafios”, no ano de 2014, a federação chamava a atenção para a importância do modelo de partilha proposto para a exploração do pré-sal, que ampliava a parcela da riqueza mineral que caberia ao Estado e à sociedade e fortalecia a Petrobras.

Menos recursos
Além disso, como lembrou a entidade ao se posicionar contra a Lei 13.365/2016, seria instituído um fundo de desenvolvimento para que os recursos oriundos das novas reservas fossem aplicados prioritariamente em educação, cultura, ciência & tecnologia e proteção ao ambiente. “A partir das perspectivas que se abriam diante desse cenário, a FNE propunha ênfase no investimento em C, T & I no setor petrolífero e sua dinamização a partir de pequenas empresas de capital nacional. A mudança aprovada no Senado, sob um inexplicável regime de urgência e, portanto, sem o necessário debate público, joga por terra tais ambições”, salientou a entidade à época.
Já sem a obrigatoriedade de participação da Petrobras, nos primeiros leilões de pré-sal ocorridos desde 2013 – quando foi licitado o campo de Libras –, em 27 de outubro último, consequentemente, a empresa ficou de fora de uma das quatro áreas, vencida por consórcio formado pela norueguesa Statoil, a americana Exxon Mobil e a portuguesa Petrogal: Norte de Carcará, na Bacia de Santos. Classificada por técnicos como estratégica ao País, com alta produtividade e baixo índice de contaminantes, foi arrematada – ainda de acordo com críticos e especialistas – a preço irrisório frente ao seu grande potencial de petróleo leve (o bônus de assinatura foi de R$ 3 bilhões).
A Federação Única dos Petroleiros (FUP) alertou em seu site: a nação amargará perdas de cerca de R$ 500 bilhões em arrecadação sem a participação mínima que a lei garantia à Petrobras nos campos leiloados. “Só com royalties e recursos gerados ao Fundo Social para a Saúde e Educação, o Estado deixará de arrecadar R$ 25 bilhões”, apontou.
Maranhão lembra que a Petrobras tem 63 anos, é a décima maior empresa de petróleo do mundo em termos de faturamento – que atinge US$ 100 bilhões ao ano – e a 12ª em produção física, “descobriu o pré-sal, essa nova fronteira geológica, sobre o que detém tecnologia e know-how”. Diante desse quadro, assevera: “São medidas desnecessárias, para atrair capital estrangeiro.”
Em seu blog, o senador Roberto Requião (PMDB-PR) escreve: “A Petrobras detém tecnologia, capacidade operacional e financeira para liderar a produção, na medida do interesse social e do desenvolvimento econômico nacional. A empresa é reconhecida internacionalmente pela sua liderança no desenvolvimento tecnológico da exploração e da produção de petróleo em águas profundas. A produção de 800 mil barris por dia foi alcançada apenas oito anos após a primeira descoberta, em 2006.” Além de o petróleo ser uma fonte de recursos a inversões em setores essenciais à melhoria de vida da população, o parlamentar destaca que “a renda petrolífera permite também realizar investimentos para a produção de energia a partir de fontes renováveis, visando a sustentabilidade e a resiliência da sociedade, preparando o País para o futuro”.
*(Por Soraya Misleh/Jornal Engenheiro - Edição de dezembro 2017)
Fonte - Portogente  04/12/2017

sexta-feira, 1 de dezembro de 2017

Crise para quem? Câmara aprova benefício de R$ 1 trilhão às petrolíferas que atuam no país

Política  👀

O plenário da Câmara dos Deputados aprovou na noite desta quarta-feira uma medida provisória que incentiva grandes empresas petrolíferas que atuam no Brasil, resultado em isenções que podem atingir a marca de R$ 1 trilhão de recursos que o país deixará de arrecadar.

Sputnik
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De autoria do deputado federal Júlio Lopes (PP-RJ), o projeto cria um regime especial de importação de bens a serem usados na exploração, no desenvolvimento e na produção de petróleo, gás natural e outros hidrocarbonetos, além de propor uma solução para litígios tributários relacionados ao Imposto de Renda incidente sobre afretamento de embarcações e plataformas flutuantes.
Na prática, bens importados por petrolíferas que permanecerão no país ficarão isentos de alguns impostos, como o Imposto de Importação (II), o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), o PIS/Pasep-Importação e a taxa Cofins-Importação.
O texto-base aprovado permite que, a partir de 2018, empresas de petróleo e gás deduzam na apuração do lucro real e da base de cálculo da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) os valores aplicados em atividades de exploração e produção. Também passa a ser dedutível do Imposto de Renda Pessoa Jurídica (IRPJ) e da CSLL o gasto com a compra de máquinas e equipamentos.
Outro benefício para as empresas petrolíferas em atuação no Brasil é a suspensão de tributos na importação ou na compra no mercado interno de matérias-primas, produtos intermediários e materiais de embalagem a serem usados para fazer um produto final decorrente das atividades de exploração de petróleo.
As petrolíferas ainda poderão parcelar débitos de 2012 a 2014 com os cofres públicos brasileiros, anteriores ao estabelecimento das alíquotas para disciplinar a isenção do Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF) no afretamento de embarcações. No total, com o parcelamento e a desistência das multas, a renúncia fiscal do governo federal será de R$ 11,14 bilhões em 2018.


Bate-boca sobre medida "Mishell"
Contudo, o montante é muito maior quando considerados todos os benefícios. Enquanto a base governista alega que a medida provisória vai incentivar a indústria nacional e tornará os campos de exploração atrativos para o mercado internacional, a oposição afirma que o projeto aumenta a crise fiscal e afeta a indústria nacional.
"O que prevalece aqui é o interesse de todas grandes empresas petroleiras do mundo, que são aquelas que irão ganhar com esta medida provisória, que pode trazer prejuízos tributários da ordem de R$ 1 trilhão", disse a deputada Maria do Rosário (PT-RS), citada pela Agência Câmara.
A petista ainda ironizou a medida, a qual deveria se chamar "Mishell", como uma "homenagem perversa" à petrolífera anglo-holandesa e a outras empresas estrangeiras do setor que, segundo ela, serão beneficiadas pela proposta.
Já o deputado Júlio Lopes ressaltou que o projeto moderniza a legislação brasileira e ajudará o país a recuperar parte do tempo perdido após a transição da exploração do pré-sal para o regime de partilha, que, segundo ele, levou o Brasil à "paralisação total de suas prospecções e explorações".
"Não teremos qualquer prejuízo senão uma modernização da legislação, tornando-a mais fácil, mais compreensível e mais estável do ponto de vista jurídico", afirmou. O deputado José Carlos Aleluia (DEM-BA) endossou a proposta, acusando a esquerda brasileira e o governo anterior, de Dilma Rousseff (PT), de colocar os "pés pelas mãos" ao aprovar o regime de partilha.
"O Rio de Janeiro está quebrado pela política equivocada que o governo anterior implantou na área de petróleo e não apenas por causa do crime organizado", disse ele, integrante da base de apoio do governo Temer (PMDB).
Além da arrecadação, o Brasil tende a perder empregos gerados pelo conteúdo nacional e as proteções ambientais no setor, segundo o deputado Leo de Brito (PT-AC), que relembrou a notícia do jornal britânico The Guardian que cita o ministro de Minas e Energia, Fernando Coelho Filho. Segundo o jornal, o ministro do Comércio do Reino Unido, Greg Hands, pressionou o governo brasileiro para obter vantagens às empresas petrolíferas BP, Shell e Premier Oil.
"Trata-se de R$ 1 trilhão, com impacto não apenas para a União, mas também para Estados e municípios. E nós estamos falando de isenção de Imposto de Renda, que faz parte da base de cálculo dos fundos de participação de Estados e municípios", sentenciou o deputado André Figueiredo (PDT-CE).
Fonte - Sputnik  30/11/2017

terça-feira, 7 de novembro de 2017

Gasolina e diesel sobem nas refinarias

Economia 

Em nota, a Petrobras justificou o aumento que passou a vigorar hoje como consequência “do aumento das cotações dos produtos e do barril do petróleo no mercado externo, influenciado pela geopolítica internacional, assim como pela continuidade da política de contenção da oferta pela Organização dos Países Produtores de Petróleo (Opep)”.

Nielmar de Oliveira
Repórter da Agência Brasil

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A partir da zero hora desta quarta-feira (8), o óleo diesel comercializado nas refinarias da Petrobras estará 2,5% mais caro, enquanto a gasolina terá reajuste de 0,6%. Na noite de ontem, a empresa já havia divulgado para hoje (7) um aumento de 2,3% para a gasolina e de 1,9% para o diesel.
Em nota, a Petrobras justificou o aumento que passou a vigorar hoje como consequência “do aumento das cotações dos produtos e do barril do petróleo no mercado externo, influenciado pela geopolítica internacional, assim como pela continuidade da política de contenção da oferta pela Organização dos Países Produtores de Petróleo (Opep)”. Também contribuiu para a alta dos derivados, “a depreciação do valor do real frente ao dólar”.
O reajuste no preço da gasolina nas refinarias é o quarto consecutivo concedido pela estatal este mês. Depois de iniciar outubro em queda (-0,2%), a gasolina subiu 0,9% no dia 2 e 3,6% no dia 4. Já o diesel, que também havia começado o mês em queda - 0,4% - já acumula três aumentos no mês.
Fonte - Agência Brasil  07/11/2017