UMA GRANDE NAÇÃO SE CONSTROI COM EDUCAÇÃO, CIDADANIA E SOBERANIA

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quarta-feira, 10 de janeiro de 2018

Soberania sob ataque

Ponto de Vista  🔍

O aparato judicial americano (francamente convertido em instrumento de arrecadação externa do Estado, à vista da exaustão do tax payer local) é pródigo na punição de empresas estrangeiras, aplicando contra elas as maiores multas de seu catálogo.Já se sabe, o Departamento de Estado norte americano tem a mão mais pesada para impor punições financeiras a companhias de outros países

José Roberto Batochio* - Portogente
foto - ilustração/arquivo
O acordo da Petrobrás com a Justiça (e com investidores) dos Estados Unidos, além de carregar em seu bojo atos de lesa-pátria, é um oneroso iceberg em que a indenização de cerca de 3 bilhões de dólares já anunciada constitui apenas a ponta visível, mas existe ainda uma extensa área submersa que pode custar muitos outros bilhões.
As notícias de que tal acordo pacifica e assegura o futuro da nossa petroleira esbarram no fato de restarem outros 13 processos de indenização naquele país - exatamente iguais à class action que redundou no aludido rombo de U$ 3 bilhões -, ajuizados por investidores internacionais, muitos dos quais representados por fundos-abutres, que se afirmam prejudicados pela desvalorização da companhia em função dos noticiados escândalos de corrupção.
Ademais disso, ainda não se dimensionou a enormidade da oceânica multa que poderá ser aplicada na persecução criminal de diretores e outras autoridades ainda em gestação no Departamento de Estado (vide casos precedentes como Audi, Toyota, Fiat, Fifa etc), além de outras sanções pecuniárias a serem impostas na investigação administrativa instaurada na Securities and Exchange Commission (SEC), agência equivalente à nossa CVM, que lá regula o mercado de capitais.
O aparato judicial americano (francamente convertido em instrumento de arrecadação externa do Estado, à vista da exaustão do tax payer local) é pródigo na punição de empresas estrangeiras, aplicando contra elas as maiores multas de seu catálogo. A SEC, em 2008, cobrou 800 milhões de dólares da alemã Siemens. Em 2010, US$ 400 milhões da BAE Systems, do Reino Unido. US$ 365 milhões da Snamprogetti Netherlands / ENI, da Holanda/Itália, e US$ 338 milhões da Technip francesa. Em 2013, a fatura de US$ 338 milhões foi para a também francesa Total. Pelo gigantismo da Petrobrás, o elevado valor do acordo com os investidores e a natureza das acusações dirigidas à empresa, não será de espantar que a multa da SEC venha a apresentar proporção amazônica.
Já se sabe, o Departamento de Estado norte americano tem a mão mais pesada para impor punições financeiras a companhias de outros países. Multou o banco Credit Suisse em US$ 5 bilhões e o Deutsche Bank em nada menos que US$ 14 bilhões – reduzidos em negociação a ainda vultosos 7,2 bilhões de dólares. É para montantes desse porte que a Petrobrás deve preparar o seu caixa. Tio Sam utiliza uma lei de 1973, Foreing Corrupt Practices Act, para punir empresas americanas ou baseadas nos Estados Unidos acusadas de atos ilícitos, como pagamento de propinas no exterior. Não é, definitivamente, o caso da Petrobrás. Não há notícia de que tenha subornado quem quer que seja nos Estados Unidos, mas a longa mão que tudo empalma da justiça americana já alcançou, entre outras, a Odebrecht e a Embraer – esta, por atos praticados na República Dominicana (?).
O Acordo de Cooperação Judiciária Brasil-EUA, de 2001, só prevê a colaboração entre governos, para troca de informações. Em hipótese alguma convenciona extraterritorialidade, é dizer, não autoriza a aplicação ou reconhece a eficácia de leis de um Estado no território do outro. Fosse uma nação ciosa de sua soberania, o Brasil rechaçaria essa intromissão e a punição de suas empresas, principalmente de uma que lhe é estratégica, constitui orgulho nacional e que é controlada pelo Estado, ente que em última análise por ela responde na esfera dos resultados.
A indenização a investidores que alegam haver sofrido prejuízos pode até ser discutível num tribunal, considerando que ao negociar ações em Wall Street - um flanco de vulnerabilidade aberto aos especuladores-, a empresa se sujeitou às leis do mercado de capitais americanas. Por razões éticas, convém não comentar a estratégia de defesa da Petrobrás– ou a falta dela na capitulação em face de um acordo altamente oneroso.
Mesmo não admitindo culpa, pois, afinal, se afirma vítima da corrupção, abriu a guarda para outras investidas, e aqui se coloca a questão da soberania que tangencia os demais processos. A estatal brasileira já é monitorada internamente pelo escritório Baker & McKenzie, de Chicago, imposto pelo Departamento de Estado, com alçada de vasculhar os negócios (e segredos comerciais) da companhia. Toda descoberta que tiver conexão com os Estados Unidos, mesmo um simples e-mail, poderá ensejar novas punições.
Empresa estrangeira ser punida nos Estados Unidos por atos praticados fora daquele país é um abuso ao princípio da territorialidade. O estatuto só vigora na nação que se julga xerife do mundo, ungida pelo famoso "destino manifesto", universalizando um tribunal de jurisdição planetária não ousada nem por Filipe II da Espanha, que se jactava de ser rei de um mundo particular onde o sol nunca se punha. A via crúcis que a Petrobras está sendo obrigada a percorrer atenta contra a soberania do Brasil. Deveria esta ser - mas não é - enfaticamente defendida pelo Itamaraty.
Pois, não bastasse a omissão, acrescem mais os atos praticados por autoridades da indefectível "operação lava jato". Fazendo jus ao epíteto secessionista de "república de Curitiba", apartada do Estado nacional, teriam negociado diretamente com autoridades americanas, sem o necessário placet do Poder Executivo, o fornecimento de provas para incriminar a estatal brasileira. Além deimage1.jpeg encontros de ex-diretores e delatores da Petrobrás com autoridades americanas, o Ministério Público teria despachado para os Estados Unidos, em 2016, o ex-executivo da Toyo Setal Augusto Mendonça, um outro notório lobista da Camargo Corrêa e cerca de três ou quatro colaboracionistas que aqui fizeram delação premiada e que foram interrogados até pelo FBI, em busca de pistas que apontassem ilicitudes indenizáveis de companhias brasileiras. Chegamos ao cúmulo de permitir a atuação de representantes do Departamento de Estado em nosso solo que, convenhamos, não pode ser quintal de ninguém. Até o então procurador-geral da República foi aos Estados Unidos encontrar-se com investigadores locais, prestando-lhes vassalagem...
Em imaginária reciprocidade, atreva-se um tribunal brasileiro aplicar sanções a uma empresa americana por ilícitos praticados alhures ou mesmo em nosso território! Mais simples ainda: tome-se o episódio dos pilotos americanos do Legacy que derrubou um Boeing da Gol em 2006, matando 154 brasileiros. A Justiça Federal do Brasil condenou J.Paul Paladino e Joseph Lepore a três anos de reclusão, e os tratados internacionais permitem que cumpram a pena no seu país, mas, doze anos depois, o Departamento de Estado, tornando seu território valhacouto, protege os patrícios e ignora olimpicamente a Justiça brasileira. Brasil e Estados Unidos têm relações históricas fraternas e complementares, ora baseadas na cooperação, ora na contraposição mas, nesse terreno oportuno parodiar o que afirmou o grande José Bonifácio de Andrada e Silva sobre a liberdade pessoal e política: Senhores, "A soberania é um bem que não se pode perder senão com a vida".
*José Roberto Batochio é advogado criminalista e ex-presidente nacional da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB)
Fonte - Portogente   10/01/2018

sábado, 27 de maio de 2017

Túnel paralelo a ponte da Crimeia atrai investidores chineses

Internacional   🚧

Investidores chineses mantêm interesse na construção de um túnel submarino na Crimeia. Uma das propostas que foi apresentada foi a construção do túnel paralelamente à ponte, vamos discutir o projeto.

Sputnik
Sputnik
Investidores chineses se interessaram pelo projeto de construção de um túnel submarino através do Estreito de Kerch, comunicou o ministro do Desenvolvimento Económico da República, Andrei Melnikov.
Anteriormente o Conselho de Negócios chinês propôs às autoridades da Crimeia construir o túnel paralelamente à ponte através de Kerch, que está atualmente sendo erigida.
"Uma das propostas que foi apresentada foi a construção do túnel paralelamente à ponte, vamos discutir o projeto. As tecnologias que os empresários chineses podem oferecer, de acordo com eles, vão permitir realizar isso com custos reduzidos", acrescentou Melnikov no ar da rádio Sputnik na Crimeia. 
A ponte através de Kerch, que ligará a península da Crimeia à parte continental da Rússia (zona de Krasnodar), vai ser a mais extensa da Rússia, o seu cumprimento planejado é de 19 quilômetros. A inauguração da ponte está planejada para dezembro de 2018.
Fonte - Sputnik  27/05/2017

terça-feira, 16 de fevereiro de 2016

Governador da Bahia em Brasília,finaliza negociações para atrair investidores chineses

Infraestrutura

Na lista de projetos com sinalização já positiva de empresas asiáticas estão o Porto Sul, a Ferrovia de Integração Oeste Leste (Fiol), a Ponte Salvador - Itaparica e o Veículo Leve Sobre Trilhos (VLT) de Salvador, todos apresentados à ministra conselheira. 

Da Redação
foto - Secom Ba.
Com viagem já agendada para China no dia 4 de março, o governador Rui Costa finaliza as conversas para potencializar as negociações com investidores chineses. Ele esteve nesta terça-feira (16) na Embaixada da China, em Brasília, e, por cerca de duas horas, conversou com a ministra conselheira, Xia Xiaoling.
Na lista de projetos com sinalização já positiva de empresas asiáticas estão o Porto Sul, a Ferrovia de Integração Oeste Leste (Fiol), a Ponte Salvador - Itaparica e o Veículo Leve Sobre Trilhos (VLT) de Salvador, todos apresentados à ministra conselheira. Nos próximos dias, o Governo do Estado enviará a Pequim projetos executivos e orçamentários dos projetos, dando mais condições de os investidores avaliarem cada um deles.
A dinâmica de empresas que já procuraram o governo baiano manifestando interesse concreto foi explicada pela ministra Xia ao governador. As agendas serão com as estatais CRBC, CREC e CRCC, todas com atuação na área de mobilidade e logística. "Estamos convencidos da concretização de parcerias. São projetos de forte impacto social e determinantes para o crescimento da economia baiana", disse Rui Costa.
A ministra destacou que a China está disposta a ajudar outros países a fortalecer a sua infraestrutura. "Isso condiciona o crescimento do país", afirmou Xia. Outras reuniões também estão agendadas; a comitiva se reunirá ainda com empresas de energias renováveis e da área de produção de medicamentos.
O secretário da Casa Civil, Bruno Dauster, e o superintendente de Promoção do Investimento da Secretaria de Desenvolvimento Econômico (SDE), Paulo Guimarães, que vão integrar a comitiva que irá para a China, além do representante do governo baiano na capital federal, Jonas Paulo, participaram da agenda em Brasília.
Com informações da Secom Ba. 16/02/2016

domingo, 28 de setembro de 2014

Pequenos investidores garantem recorde na venda de títulos públicos por internet

Economia

A venda de títulos públicos a pessoas físicas pela internet somou R$ 3,39 bilhões em 2014. Segundo dados divulgados na última semana pelo Tesouro Nacional, as vendas de papéis por meio do Programa Tesouro Direto aumentaram 37,4% em relação aos oito primeiros meses do ano passado.

Wellton Máximo 
Repórter da Agência Brasil 

Atraídos pela segurança e pela rentabilidade, cada vez mais investidores têm comprado papéis do governo. A venda de títulos públicos a pessoas físicas pela internet somou R$ 3,39 bilhões em 2014. Segundo dados divulgados na última semana pelo Tesouro Nacional, as vendas de papéis por meio do Programa Tesouro Direto aumentaram 37,4% em relação aos oito primeiros meses do ano passado.
O montante é o maior registrado desde o início do programa, em 2002. A composição das vendas mostra que a maioria dos aplicadores quer se proteger da inflação. No ano, os títulos mais demandados foram os corrigidos pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), responsáveis por 49,94% das vendas de janeiro a agosto.
Os investimentos de menor valor continuaram a liderar a preferência dos aplicadores. As vendas abaixo de R$ 5 mil concentraram 63,4% das operações no ano. “O Tesouro Direto foi criado justamente para atrair o pequeno investidor, que pode descobrir outros tipos de aplicações no sistema financeiro”, declara Fernando Garrido, coordenador-geral de Operações da Dívida Pública.
O sistema tem atraído principalmente investidores de até R$ 5 mil, que concentraram 63,4% das operaçõesMarcello Casal / Agência Brasil
Em segundo lugar, vieram os papéis prefixados (com juros definidos antecipadamente), que responderam por 29,41% das vendas. Em terceiro, ficaram os títulos vinculados à taxa Selic (juros básicos da economia), com participação de 20,64% no ano.
O número total de investidores cadastrados no programa alcançou 419.037, o que representa aumento de 15,7% nos últimos 12 meses. Somente em agosto, 6.221 participantes aderiram ao Tesouro Direto, o segundo maior volume mensal de ingressos, perdendo somente para julho, quando 6.333 pessoas passaram a fazer parte do programa.
Para Fernando Garrido, as taxas dos títulos públicos e o maior conhecimento da população contribuíram para a disseminação do Tesouro Direto. “Os títulos públicos estão rendendo em torno de 12,3% ao ano. É uma aplicação de retorno garantido. Isso atrai os investidores que buscam segurança”, diz.
A adesão crescente tem ampliado o volume de papéis aplicados por intermédio do programa. Atualmente, o estoque de títulos públicos aplicados no Tesouro Direto está em R$ 13,968 bilhões, alta de 22,63% em relação ao fim do ano passado. Desse total, 64% correspondem a títulos corrigidos pela inflação, 24% a papéis prefixados e 11,5% a títulos vinculados à Selic. Existe um resíduo de 0,6% de títulos atrelados ao dólar, tipo de papel não mais vendido no programa.
O Tesouro Direto foi criado em janeiro de 2002 para popularizar esse tipo de aplicação e permitir que pessoas físicas possam adquirir títulos públicos diretamente do Tesouro, via internet, sem intermediação de agentes financeiros. O aplicador só tem que pagar uma taxa à corretora responsável pela custódia dos títulos. Mais informações podem ser obtidas no site doTesouro Direto.
A venda de títulos é uma das formas que o governo tem de captar recursos para pagar dívidas e honrar compromissos. Em troca, o Tesouro Nacional se compromete a devolver o valor com um adicional, que pode variar de acordo com a Selic, índices de inflação, câmbio ou uma taxa definida antecipadamente.
Fonte - Agência Brasil  28/09/2014

quarta-feira, 6 de agosto de 2014

Poupança tem em julho a maior captação líquida do ano

Economia

Segundo números divulgados hoje (6) pelo Banco Central, a captação líquida (depósitos menos retiradas) da caderneta somou R$ 4,028 bilhões em julho.

Wellton Máximo 
Repórter da Agência Brasil 
foto - ilustração
Pelo terceiro mês seguido, a poupança voltou a atrair o interesse dos investidores. Segundo números divulgados hoje (6) pelo Banco Central, a captação líquida (depósitos menos retiradas) da caderneta somou R$ 4,028 bilhões em julho. Foi o maior ingresso mensal de recursos em 2014, mas o resultado ainda está 57% abaixo do registrado no mesmo mês de 2013, quando a captação líquida tinha atingido R$ 9,331 bilhões.
De janeiro a julho, a captação líquida totalizou R$ 13,642 bilhões, com queda de 63,7% em relação ao mesmo período do ano passado. Em 2013, a poupança havia registrado recorde na entrada de recursos, quando os depósitos superaram os saques em R$ 71,047 bilhões.
O principal responsável pela diminuição do interesse da poupança foi a alta da taxa Selic (juros básicos da economia), atualmente em 11% ao ano. De acordo com a Associação Nacional dos Executivos de Finanças (Anefac), os juros mais altos tornaram, em alguns casos, os investimentos em fundos de renda fixa mais atraentes que a poupança.
Desde abril, o Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom) tem mantido a Selic em 11% ao ano. No entanto, nos últimos 15 meses, os juros básicos foram reajustados em 3,75 pontos percentuais para encarecer o crédito e segurar a inflação.
As taxas mais altas aumentaram o rendimento da poupança desde o fim de agosto do ano passado. Pela regra, se a Selic estiver abaixo de 8,5% ao ano, o rendimento será equivalente a 70% da taxa básica de juros mais a Taxa Referencial (TR). Acima desse nível, a caderneta rende 0,5% ao mês mais a TR.
Apesar da melhoria no rendimento da poupança, os fundos de renda fixa passaram a render mais na maioria dos casos. Por lei, a poupança é isenta de Imposto de Renda e de taxas de administração. Mesmo assim, de acordo com a Anefac, os fundos tornaram-se mais vantajosos, principalmente em aplicações de mais de seis meses.
Fonte - Agência Brasil  06/08/2014

segunda-feira, 12 de maio de 2014

Bovespa fecha em alta puxada por Vale e Petrobras

Economia

As ações da Vale fecharam com alta de cerca de 4%, após a China prometer avançar com uma série de reformas nos mercados de capital, o que levantou a bolsa do país asiático.Já as ações da Petrobras subiram cerca de 2% depois de a estatal anunciar lucro líquido de R$ 5,393 bilhões para o primeiro trimestre de 2014.

Jornal do Brasil
foto - R7
A Bolsa de Valores de São Paulo fechou em alta de 1,79% nesta segunda-feira, para 54.052 pontos, puxada pelas ações da Vale, que subiram diante da expectativa de reformas no mercado acionário da China, e da Petrobras.
As ações da Vale fecharam com alta de cerca de 4%, após a China prometer avançar com uma série de reformas nos mercados de capital, o que levantou a bolsa do país asiático.
Já as ações da Petrobras subiram cerca de 2% depois de a estatal anunciar lucro líquido de R$ 5,393 bilhões para o primeiro trimestre de 2014.
A maior alta do Ibovespa ficou com a ação da fabricante de papel e celulose Suzano, de cerca de 7%, recuperando parte de perdas recentes.
Na ponta negativa, Gafisa caiu mais de 3%. A incorporadora teve prejuízo de R$ 39,8 milhões no primeiro trimestre.
E as principais praças financeiras da Europa fecharam em alta nesta segunda-feira impulsionadas por balanços fortes de companhias italianas, incluindo o UniCredit, maior banco do país, e por notícias sobre fusões e aquisições. Londres fechou com alta de 0,55%, a 6.851,75 pontos. Frankfurt teve alta de 1,26%, e Paris, de 0,37%. Em Milão, o índice Ftse/Mib ganhou 0,48%, para 21.493 pontos. Em Madri, o índice Ibex-35 expandiu 0,76%, a 10.567 pontos. Em Lisboa, o índice PSI20 valorizou-se 0,95%, para 7.375 pontos.
Já a Bolsa de Tóquio encerrou a sessão desta segunda-feira em baixa, com os investidores pressionados pelas fracas perspectivas de empresas para este ano fiscal. O índice Nikkei 225 perdeu 0,35%, aos 14.149,52 pontos.
Fonte - Jornal do Brasil  12/05/2014

VEJA TAMBÉM  - Dez perguntas e respostas para entender a compra de Pasadena

quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

Fórmula contra risco Valec pode destravar concessões de ferrovias

Ferrovias

RF
foto - ilustração
Para contornar a resistência do setor privado às concessões de ferrovias, o governo finaliza um modelo em que os recursos para bancar uma eventual inadimplência da Valec ficarão fora da empresa e acessíveis aos investidores. A estatal foi encarregada de adquirir toda a capacidade de transporte das ferrovias privatizadas. O temor dos investidores privados é que ao longo dos 35 anos de concessão o governo não coloque dinheiro suficiente no orçamento para que a empresa honre esses compromissos.
A ideia é que o governo crie uma garantia por meio de R$ 15 bilhões em títulos públicos emitidos pelo Tesouro Nacional à Valec. Esses papéis seriam custodiados por instituições financeiras, que funcionariam como agentes fiduciários. Por esse mecanismo, regido por contratos privados entre a Valec e os bancos, os concessionários de ferrovias poderiam acessar diretamente os recursos em caso de inadimplência do governo federal.
Pretende-se, também, aumentar as taxa de juros no financiamento das concessões de 1% ao ano, como foi anunciado pelo governo, para 1,5% mais a variação da Taxa de Juros de Longo Prazo (TJLP). Os bancos federais argumentaram que 1% ao ano não seria suficiente para cobrir os riscos da operação. Outros detalhes ainda estão em discussão. As garantias equivalentes a R$ 15 bilhões em títulos públicos, por exemplo, não agradam o setor privado, que prefere ter valores específicos para cada concessão.
A imagem usada por uma autoridade em entrevista ao Valor é de um "trust", instrumento que garantirá ao concessionário acesso aos recursos, mas ainda assim manterá a titularidade da Valec. É uma forma de fazer com que a estatal não reduza seu capital e as estatísticas do endividamento público não reflitam uma perda de patrimônio.
No modelo de concessão das ferrovias, a construção e operação dos trechos é feita pela iniciativa privada, mas a venda do direito de transporte fica a cargo da Valec, que se compromete revendê-lo aos interessados. O problema é que o setor privado não quer correr esse "risco Valec". O fundo de R$ 15 bilhões poderia resolver o problema. Os papéis não seriam colocados todos de uma só vez e sim à medida que as concessões forem saindo papel.
Preocupa bastante o governo neste momento a decisão do TCU de reduzir os investimentos previstos no trecho Lucas do Rio Verde (MT)-Campinorte (GO), de R$ 6,4 bilhões para R$ 4,8 bilhões. Entende-se que isso inviabiliza a concessão. O Ministério dos Transportes pediu ao TCU que reexamine a questão e, enquanto isso, o processo de concessão das ferrovias segue parado. A intenção do governo é licitar pelo menos dois trechos em 2014: Lucas do Rio Verde-Campinorte e Açailândia (MA)-Bracarena (PA).
Fonte - Revista Ferroviária  09/01/2014

sexta-feira, 29 de novembro de 2013

Bons negócios no Brasil - Opinião:

Economia

O Globo
Gleisi Hoffmann
Gleisi Hoffmann é ministra-chefe da Casa Civil
Wikipédia
O resultado positivo dos leilões dos aeroportos do Galeão e de Confins confirma que existe uma grande confiança nos negócios no Brasil não só aqui dentro, mas também lá fora. Nosso país é hoje uma nação com democracia sólida, economia organizada, elevado índice de previsibilidade e um projeto vitorioso de justiça social.
Na condução do programa de concessões, e na coordenação entre os ministros para sua execução, estamos atuando em parceria e permanente diálogo para evitar erros e improvisações. Ouvimos construtores e investidores, conversamos com representantes do Tribunal de Contas da União e de todos os demais órgãos envolvidos, em busca das decisões mais corretas e equilibradas.
O aeroporto do Galeão recebeu R$ 19 bi, 294% de ágio, e Confins, depois de uma persistente disputa, foi leiloado por R$ 1,8 bi, com 66% de ágio. Guarulhos, no ano passado, chegou a R$ 16,2 bilhões, com ágio de 373%. Viracopos, em Campinas, saiu por R$ 3,8 bilhões, ágio de 159,8%. Já o aeroporto de Brasília foi arrematado por R$ 4,5 bilhões, com ágio de 673%.
Na média, o ágio é de 316%, o que mostra o tamanho do desacerto das análises pessimistas. A verdade é que as concessões no setor aéreo são projetos vencedores. E não poderia ser diferente. O volume de passageiros nos aeroportos brasileiros aumentou em 171% desde 2002 e as estimativas são de que o crescimento prosseguirá nos próximos anos, até pelo aumento do poder aquisitivo da nossa população.
Quem viajava 50 horas de ônibus para chegar ao destino pode vencer o mesmo trajeto em menos de cinco horas se for de avião. É o caso da parcela expressiva da população que migrou do Nordeste e ajudou a construir nossa prosperidade no Sudeste, imortalizada nos belos versos do poeta Capiba: “Voltei, Recife! Foi a saudade que me trouxe pelo braço...”
Seja levado pela saudade, pela necessidade ou pela vontade, o fato é que todo viajante merece conforto e segurança. A nossa meta é criar as condições para que a Infraero (sócia minoritária nos aeroportos com 49% de participação) possa atender melhor os usuários em todo o sistema.
A exemplo dos aeroportos, as concessões de rodovias, portos e ferrovias formam um grande e atraente portfólio para empresas, fundos, operadores e bancos. Agora, estamos aguardando o Tribunal de Contas da União manifestar-se sobre os arrendamentos dos terminais dos portos de Santos e do Pará, além de trechos de algumas ferrovias, para definir a data dos leilões.
Em portos, nos últimos meses, 75 terminais de uso privado passaram por consulta pública e estão na fase de apresentação de documentação para receber outorga de funcionamento. Isso sem contar os novos arrendamentos. Trata-se de uma mudança e tanto, uma vez que lançamos os programas há apenas um ano a um ano e meio.
Aliás, acredito que o tempo mostrará a correta ação do governo em levar adiante, mesmo em tão curto espaço de tempo, um programa tão diversificado, abrangente e ousado para transformar nossa infraestrutura e melhorar nossa logística.
Estamos vencendo os desafios com planejamento e flexibilidade, determinação e interação, mediações de interesses e adequações. Exatamente como é preciso fazer para que o Brasil continue no rumo do desenvolvimento. Os que torcem contra que me desculpem, mas não terão o que comemorar.
O sucesso dos leilões deste ano, incluindo os de transmissão de energia, 11ª rodada de petróleo e, claro, o do campo petrolífero de Libra sinaliza que devemos nos concentrar naquilo que realmente importa: fortalecer a parceria com o setor privado para expandir e melhorar a qualidade na prestação dos serviços, sem prejuízo para o Estado, que continuará guardando o patrimônio público, como é o interesse maior do povo brasileiro.
Fonte - Revista Ferroviária  29/11/2013