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segunda-feira, 8 de abril de 2019

Ferrofrente questiona leilão da Ferrovia Norte-Sul

Transportes sobre trilhos  🚄🚃🚃🚃

Segundo o presidente da FerroFrente, José Manoel Ferreira Gonçalves, há fundamentos jurídicos para questionar pontos cruciais do leilão, começando pelos aditivos, em que faltam, inclusive, as assinaturas das empresas, e a insuficiência das garantias oferecidas. Ele alertou que o leilão continua sub judice, questionado em processos perante a Justiça Federal de São Paulo, o Tribunal de Contas da União e o Supremo Tribunal Federal, em ações que não estão encerradas.

Portogente
divulgação/Portogente
Em audiência do ministro da infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, na Câmara dos Deputados, durante a manhã desta quarta-feira, 03.04, a entidade FerroFrente – Frente Nacional pela Volta das Ferrovias distribuiu entre os parlamentares da comissão de Viação e Transporte documento com vários questionamentos sobre o leilão da Ferrovia Norte-Sul, realizado na semana passada, e que teve como vencedora a empresa Rumo, autora do lance vencedor de R$ 2,7 bilhões.
Segundo o presidente da FerroFrente, José Manoel Ferreira Gonçalves, há fundamentos jurídicos para questionar pontos cruciais do leilão, começando pelos aditivos, em que faltam, inclusive, as assinaturas das empresas, e a insuficiência das garantias oferecidas. Ele alertou que o leilão continua sub judice, questionado em processos perante a Justiça Federal de São Paulo, o Tribunal de Contas da União e o Supremo Tribunal Federal, em ações que não estão encerradas.
José Manoel anunciou também em Brasília que está finalizando um parecer técnico que apresenta com clareza os vícios concretos dos termos aditivos, e não apenas sobre as formalidades jurídicas, uma vez que os termos aditivos, na prática, não garantiram a participação em condições de igualdade do maior número possível de empresas.
"Nossa luta é para que o erário não seja prejudicado, afetando todos os cidadãos que são seus legítimos donos", afirmou o presidente da entidade.
O manifesto da FerroFrente lembra os parlamentares de que os valores investidos na Ferrovia Norte-Sul não foram repostos pelos concessionários, e que o direito de passagem não foi garantido.
"Sem direito de passagem garantido, o leilão acabou criando na prática a figura do dono de ferrovia, o que fere o interesse e a soberania nacional", argumentou José Manoel. "Além disso, o tão necessário transporte de passageiros passou ao largo de todas as negociações."
Na avaliação da FerroFrente, que esteve na audiência representando várias outras entidades, o leilão foi direcionado, uma que só interessava a duas empresas (exatamente as que possuíam o acesso da Norte-Sul ao porto, já que o direito de passagem não foi garantido). "As suspeitas de que apenas essas duas empresas concorreriam se confirmaram no resultado", conclui José Manoel.
No momento, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Luiz Roberto Barroso analisa o mérito de mandado de segurança impetrado pela Ferrofrente, e aguarda mais informações das autoridades impetradas antes de decidir, definitivamente, se vai ou não suspender a homologação do leilão.
Fonte - Portogente  08/04/2019

quarta-feira, 1 de agosto de 2018

Temer não pode descarrilar o Brasil com leilão e renovação antecipada de ferrovias

Ponto de Vista  🚄

O Brasil carece de uma estratégia logística de Estado para tornar o País menos caro internamente e mais competitivo no comércio internacional. No entanto, estes movimentos relacionados às ferrovias parecem atender somente aos interesses do atual Governo e de seus apoiadores.

Bruno Merlin - Portogente
foto - ilustração/arquivo
Neste Brasil rodoviarista e de logística ineficiente, preocupam como estão sendo conduzidos o leilão de um trecho de 682 quilômetros da Ferrovia Norte-Sul entre Ouro Verde de Goiás (GO) e Estrela D’Oeste (SP) e a autorização para antecipar a renovação da concessão das ferrovias Carajás, no Pará, e Vitória-Minas, no Espírito Santo, ambas administradas pela Vale. Estes processos estão tramitando de modo obscuro e são comandados pela cúpula do governo impopular de Michel Temer (MDB), em seus últimos meses no Palácio do Planalto. O Brasil carece de uma estratégia logística de Estado para tornar o País menos caro internamente e mais competitivo no comércio internacional. No entanto, estes movimentos relacionados às ferrovias parecem atender somente aos interesses do atual Governo e de seus apoiadores.
O trecho Sul da Ferrovia Norte-Sul é essencial para tornar mais ágil o escoamento do agronegócio brasileiro e tem 90% de suas obras concluídas financiadas com investimentos do Poder Público. O Governo Federal projeta um lance mínimo de R$ 1,097 bilhão pela concessão, que seria feita período de 30 anos. No entanto, o Tribunal de Contas da União (TCU) produziu relatório alertando que a licitação é "economicamente inviável para novos entrantes" no setor ferroviário. Entre os argumentos apontados pela equipe técnica do TCU está a problemática questão do direito de passagem dos trens da futura concessionária da Norte-Sul pelos trilhos de outras operadoras que dão acesso aos portos marítimos de Itaqui (MA) e de Santos (SP). O TCU sugere, ainda, que a ANTT "se abstenha" de publicar o edital definitivo enquanto não esclarecer "como pretende atuar no caso de conflito entre concessionárias por eventual ausência de capacidade das ferrovias" pelas quais as composições terão que passar para ter acesso aos portos.
A Ferrovia Norte-Sul foi projetada para para ligar Vila do Conde, no Pará, a Rio Grande, no Rio Grande do Sul. As obras, todavia, se arrastam há 30 anos e a futura concessionária pode se deparar com a necessidade de troca de trilhos e dormentes, mesmo nunca utilizados. O TCU protocolou cerca de 40 processos em andamento ligados a irregularidades na construção da Ferrovia, dos quais 23 são referentes à recuperação para os cofres públicos de quantias pagas indevidamente.


Neste mesmo ambiente de incertezas, a renovação antecipada das ferrovias da Vale no Espírito Santo e no Pará tem sido alvo de pedidos de suspensão dos processos. Os governadores Simão Jatene (PSDB-PA) e Paulo Hartung (PMDB-ES) redigiram um ofício em conjunto para Temer alegando causar "estranheza, para dizer o mínimo, o processo antecipado, em quase dez anos, de renovação das concessões sem a observância dos ritos legais previstos na Lei 13.448/2017. Não se conhece os estudos técnicos prévios que fundamentam a vantagem da prorrogação do contrato sem licitação, não houve consulta pública nas regiões interessadas e muito menos a aprovação prévia por parte do Tribunal de Contas da União”. A renovação, em si, não é o problema, mas a falta de transparência, os valores estabelecidos, o destino do dinheiro e as regras da interoperabilidade colocam em xeque a intenção do Planalto.
Neste cenário, desperta atenção os custos questionáveis da renovação, com a Ferrovia de Integração do Centro Oeste - com 300 km de extensão - sendo estimada em R$ 4 bilhões e a Ferrovia Carajás - de 896 km de extensão - estimada em R$ 8,9 bilhões. A pressa em realizar essa antecipação é suspeita por não apresentar estudos técnicos prévios que fundamentam a vantagem da prorrogação do contrato sem licitação.
Ao governo de Michel Temer, marcado por baixa popularidade e denúncias de corrupção, falta a obrigatória credibilidade para mudar a regra de um jogo que define a linha de desenvolvimento de regiões com enorme potencial econômico e de importante papel para o Brasil no quadro geoeconômico mundial. Principalmente por estarmos a seis meses de um novo governo que será escolhido nas urnas.
Fonte - Portogente  31/07/2018

terça-feira, 24 de maio de 2016

Terminal Marítimo de Passageiros de Salvador vai à leilão

Infraestrutura

O terminal tem uma área construída de 7.678,92 m², dividida em três pavimentos. E, além das áreas para embarque e desembarque de passageiros, despacho e recebimento de bagagens, controle de migração e operações alfandegárias, também contará com serviços para os usuários

Portogente
foto - ilustração
A Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) realizará leilão da área do Terminal Marítimo de Passageiros do Porto de Salvador (BA). O certame será nesta terça-feira (24/05), às 10h, no auditório da sede da agência reguladora, em Brasília.
O terminal tem uma área construída de 7.678,92 m², dividida em três pavimentos. E, além das áreas para embarque e desembarque de passageiros, despacho e recebimento de bagagens, controle de migração e operações alfandegárias, também contará com serviços para os usuários, como restaurantes e lojas de conveniência. O futuro arrendatário deverá aportar cerca de R$ 7 milhões em investimentos no terminal.
Fonte - Portogente  24/05/2016

sexta-feira, 1 de abril de 2016

Terminal de passageiros no Porto de Salvador (BA) será leiloado

Infraestrutura

O certame ocorrerá no dia 24 de maio,e de acordo com o edital,o futuro arrendatário deverá aportar cerca de R$ 7 milhões em investimentos no terminal.

Antaq
foto - ilustração/Codeba
No dia 24 de maio, será realizado o leilão do terminal do Porto Organizado de Salvador (BA). O edital de arrendamento da área e das infraestruturas públicas foi publicado pela Antaq (Agência Nacional de Transportes Aquaviários) no Diário Oficial do dia 3 de abril. 
De acordo com o edital, o futuro arrendatário deverá aportar cerca de R$ 7 milhões em investimentos no terminal.
O prédio tem uma área construída de 7.678,92 m², dividida em três pavimentos. Além das áreas para embarque e desembarque de passageiros, despacho e recebimento de bagagens, controle de migração e operações alfandegárias, o terminal também contará com serviços para os usuários, como restaurantes e lojas de conveniência.
O leilão ocorrerá na sede da Antaq, em Brasília (SEPN Quadra 514, Conjunto "E", Edifício Antaq).
O edital está disponível no site da SEP (Secretaria de Portos) e no da Antaq.
Fonte - Agência CNT de Notícias 01/04/2016

quarta-feira, 9 de dezembro de 2015

Leilão de três áreas no Porto de Santos recebe cinco propostas

Infraestrutura

Este será o primeiro leilão de áreas em portos públicos sob a nova Lei dos Portos, de 2013. Os lotes integram o 1º bloco de um pacote de 93 áreas em diversos portos nacionais, as quais serão arrendadas até o fim de 2016, segundo a meta do governo.

Valor Econômico - RF
foto - ilustração
As três áreas no porto de Santos (SP) que irão a leilão hoje receberam cinco propostas, apurou o Valor. Serão licitados dois lotes para movimentação de celulose, papel e carga geral e um para granéis vegetais. O leilão está marcado para 10 horas, na BM&FBovespa, em São Paulo. Vence a disputa quem oferecer o maior valor de outorga. O prazo de exploração é de 25 anos.
A licitação compreenderá a abertura das propostas, a classificação das proponentes e o leilão em viva-voz, no caso de o arrendamento receber duas ou mais ofertas. Havendo empate, a decisão será por sorteio. Se uma empresa apresentar os maiores lances para as duas áreas destinadas à celulose, terá de escolher uma delas.
Este será o primeiro leilão de áreas em portos públicos sob a nova Lei dos Portos, de 2013. Os lotes integram o 1º bloco de um pacote de 93 áreas em diversos portos nacionais, as quais serão arrendadas até o fim de 2016, segundo a meta do governo.
O leilão de hoje compreendia ainda a licitação de uma gleba em Vila do Conde (PA) para movimentação de grãos. Mas a Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) retirou o lote do leilão na segunda-feira porque não houve proposta. O edital será revisto e deverá entrar na segunda fase do 1º bloco, que contará apenas com arrendamentos no Pará.
O mercado avalia que o lote de Vila do Conde tem potencial, sobretudo devido ao avanço da produção agrícola para o Norte. Mas as condições da licitação minaram o interesse das empresas. O capital social mínimo da companhia que iria explorar a área foi considerado alto demais: R$ 100,2 milhões. Além disso, o vencedor teria de investir R$ 477,5 milhões para colocar o terminal de pé e pagar à administradora do porto R$ 122,4 mil ao mês e R$ 0,31 por tonelada.
Antes de retirar Vila do Conde, a Secretaria de Portos (SEP) estimava arrecadar R$ 1 bilhão com as outorgas dos quatro lotes, o que era considerado pelo mercado um valor exagerado. Especialistas têm avaliação mais conservadora, de que as três áreas de Santos devem somar juntas no máximo R$ 200 milhões.
Há uma crítica comum para os altos desembolsos dos lotes santistas. O governo mudou o critério do leilão para o maior valor de outorga, mas não compensou os custos fixos e variáveis a serem pagos pelo arrendatário. Assim, tornou a conta bem salgada para os terminais que ficarão dentro do porto público, onde as regras de operação são mais rígidas e os custos maiores do que em portos de uso privado.
Mas o porto de Santos tem diferenciais que mantêm a atratividade. As exportações de celulose cresceram 8,9% no acumulado do ano, até outubro, e produtores da carga buscam mais espaço no cais santista para embarcar. No caso de grãos, a área pode ser a última em Santos destinada para esse fim no médio prazo.
Fonte - Revista Ferroviária  09/12/2015

terça-feira, 8 de dezembro de 2015

O cais é do povo - "Cais José Estelita"

Urbanismo

É preciso se esclarecer que a propaganda veiculada na mídia local pelo consórcio interessado na obra, indicava apenas duas alternativas para o Cais José Estelita: O projeto “Novo Recife” ou os escombros do presente, induzindo em erro a população. Na verdade, a dicotomia existe, mas, refere-se à privatização do imóvel (I) ou ao resgate do espaço para implantação de um parque público (II)

Por Ricardo Coelho*
Diário de Pernambuco
foto - ilustração
A recente sentença da Justiça Federal anulando o leilão de alienação do imóvel representa um paradigma capaz de influenciar as várias ações que ainda tramitam e questionam a legalidade e licitude do Projeto Novo Recife.
Observa-se como tendência das grandes cidades uma ruptura com a hierarquia urbana tradicional e privatista e a formulação de um novo modelo de relações, muito mais democrático, complexo e adequado ao quadro social e econômico do Brasil contemporâneo. O Ministério Público está em sintonia com esta realidade, tem contestado através de ações civis públicas a legalidade do projeto “Novo Recife”, no Cais José Estelita. Fato novo e alvissareiro, tem sido a presença proativa dos movimentos sociais provocando os indivíduos ao engajamento e às mudanças no planejamento da cidade.
É preciso se esclarecer que a propaganda veiculada na mídia local pelo consórcio interessado na obra, indicava apenas duas alternativas para o Cais José Estelita: O projeto “Novo Recife” ou os escombros do presente, induzindo em erro a população. Na verdade, a dicotomia existe, mas, refere-se à privatização do imóvel (I) ou ao resgate do espaço para implantação de um parque público (II). O Novo Recife na sua concepção original cria um gueto, isola o condomínio do restante da cidade, segrega um espaço nobre em benefício de poucos e em prejuízo de muitos.
Os instrumentos para a retomada do Cais José Estelita sobejam, estão no Estatuto da Cidade, na legislação municipal e principalmente na vontade política de nossos governantes. São dispositivos que podem e devem ser utilizados pela Prefeitura do Recife para o adequado planejamento urbano, resgate dos espaços públicos e da cidadania. Significaria um basta a conluios históricos e criminosos que comprometem gravemente a qualidade de vida na “urbe”.
Aqui o Novo Recife representa o velho. A entrega de espaços públicos à iniciativa privada pode e deve ser evitada pela Prefeitura. Lutamos para que os últimos espaços urbanos permaneçam públicos e sejam entregues à população restaurados e urbanizados. Caso contrário perderemos todos, à exceção dos empreiteiros. A concepção urbanística deles almeja o lucro, a nossa o bem-estar coletivo. Façam as suas escolhas!
*Ricardo Coelho - Promotor de Justiça e professor universitário
Fonte - Diário de Pernambuco  08/12/2015

sábado, 14 de novembro de 2015

Bahia vence leilão com 24 projetos de energia eólica e fotovoltaicos

Sustentabilidade

De acordo com o secretário estadual de Infraestrutura, Marcus Cavalcanti, o processo de diversificação de fontes energéticas está sendo intensificado e os novos projetos vão expandir o potencial de geração de energia renovável no estado. “Este resultado é fruto do trabalho para consolidar a Bahia como maior geradora de energia renovável do País”. 

Da Redação
foto - ilustração
A Bahia saiu vitoriosa do segundo Leilão de Energia da Reserva (LER/2015), realizado pela Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE), nesta sexta-feira (13), com 18 novos projetos eólicos e seis fotovoltaicos. Vencedora de 24 dos 53 projetos, a Bahia terá capacidade para gerar 662 MW de potência a partir de 2018.
De acordo com o secretário estadual de Infraestrutura, Marcus Cavalcanti, o processo de diversificação de fontes energéticas está sendo intensificado e os novos projetos vão expandir o potencial de geração de energia renovável no estado. “Este resultado é fruto do trabalho para consolidar a Bahia como maior geradora de energia renovável do País”. Segundo ele, com a conclusão do mapa solar, em fase de elaboração, será possível impulsionar ainda mais investimentos para o setor.
Serão destinados cerca de R$ 3 bilhões na construção dos novos empreendimentos de energia eólica e solar. Atualmente a Bahia possui 44 parques eólicos em funcionamento, outros 41 em construção e 125 contratados. Já empreendimentos solares somam 14 em andamento e dois grandes projetos em funcionamento.
Durante o leilão foram negociados 1.477,54 MW de potência, totalizando 53 projetos que deverão iniciar o fornecimento de energia elétrica no País a partir de novembro de 2018. No primeiro leilão deste ano, a Bahia foi vencedora com 12 projetos solares, seguido pelo Piauí (nove projetos), Minas Gerais (cinco), Paraíba (três) e Tocantins (um), totalizando a potência de 833,8 MW.
Com informações da Secom Ba.  13/11/2015

segunda-feira, 31 de agosto de 2015

Bahia dispara e vence 12 projetos em leilão de energia solar

Energia solar

Líder na geração de energia solar, estado é o ganhador do maior número de projetos. Usinas fotovoltaicas vão ampliar produção de energia limpa, podendo atender a 12 milhões de pessoas. Com capacidade de geração de 324,8 megawatts (MW), os projetos vão gerar acréscimo de R$ 1,5 bilhão no setor.

TB
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Com 12 projetos vencedores durante o último leilão de energia solar fotovoltaica, que aconteceu na sexta-feira (28/8), a Bahia confirma liderança na produção de energia elétrica a partir de fontes renováveis.
O processo de diversificação de fontes energéticas está sendo intensificado, e os novos projetos vão expandir o potencial gerador do estado. Com capacidade de geração de 324,8 megawatts (MW), os projetos vão gerar acréscimo de R$ 1,5 bilhão no setor.
Durante o primeiro Leilão de Energia da Reserva (LER) de 2015, realização da Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL), através da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), 30 projetos saíram vencedores.
A Bahia disparou na frente, seguida por Piauí (9 projetos), Minas Gerais (5 projetos ), Paraíba (3 projetos) e Tocantins (1 projeto), totalizando uma potência de 833,8 MW.
O estado é um verdadeiro destaque no setor. “Com a contratação de novos empreendimentos de geração baseados na fonte solar, a Bahia reforçará a sua performance como geradora e exportadora de energia elétrica no quadro nacional, atraindo empreendedores e incentivando a cadeia produtiva da indústria de equipamentos e serviços ligados a esse setor, a exemplo do caminho percorrido pela energia eólica”, afirma o secretário de Infraestrutura, Marcus Cavalcanti.
As futuras usinas devem ser instaladas prioritariamente na região do semiárido, em cidades como Bom Jesus da Lapa, Sobradinho, Tabocas do Brejo Brejo, Irecê, Brejolândia, Oliveira dos Brejinhos, com potencial para atender uma população de aproximadamente 12 milhões de pessoas.
Tendo o sol como fonte para a produção dessa energia, as usinas fotovoltaicas da Bahia, 29 em operação comercial, tem capacidade instalada de 2,71 MW. Outras 14 usinas, vencedoras do leilão de energia de 2014, terão capacidade de geração de 339,7 MW.
O LER, operacionalizado pela Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE), apresentou um deságio médio de 12,17%. O preço teto do leilão foi R$ 349/MWh e valor médio da energia comercializada no certame foi R$ 301,64 /MWh.
Para o segundo Leilão de Reserva de 2015, que será em novembro, as perspectivas da Bahia no setor de energias renováveis é muito grande.
Dos 730 projetos de eólica (17.964 MW), 243 são da Bahia; enquanto dos 649 empreendimentos de energia solar (20.953 MW), 192 são baianos, totalizando, solar e eólica, mais de 12 mil MW.
Mapa Solarimétrico
A Bahia, através da Secretaria de Infraestrutura (Seinfra), em conjunto com a Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti) está em tratativas da contratação do Atlas Solarimétrico do Estado, ferramenta que auxilia a identificação das áreas mais promissoras para a construção de usinas solares.
Até o final de 2015 o primeiro esboço da ferramenta ser apresentado. Atualmente, a base de dados tida como referencial é o Relatório de Garantia Física de Energia, da ANEEL.
Energia dos Ventos
Com 37 usinas eólicas em operação, a Bahia é contemplada por uma capacidade instalada de 959,29 MW. Outras 41 usinas estão em construção, com capacidade a ser instalada de 1.014,5 MW. O estado tem hoje 125 usinas com construção ainda não iniciadas, com capacidade a ser instalada de 2.679,9 MW.
De acordo com o Atlas Eólico da Bahia, publicado em 2013, o estado possui um potencial de 195 MW a altura de 150m, com velocidade do vento superior a 7,0 m/s.
De acordo com dados da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE), no primeiro semestre de 2015, a Bahia produziu, em média, 463 MW de energia eólica, à frente do Ceará (362 MW) e do Rio Grande do Sul (287 MW), ficando atrás apenas do Rio Grande do Norte (650 MW), representando um aumento de 91% em relação ao montante gerado no mesmo período de 2014.
Fonte - Tribuna da Bahia  31/08/2015

segunda-feira, 10 de agosto de 2015

Projetos de energia eólica são maioria entre os 371 habilitados em leilão da EPE

Energia

De acordo com os dados divulgados hoje (10) pela EPE, os 371 projetos habilitados equivalem a 9.594 MW. Além dos empreendimentos decorrentes da energia eólica, foram habilitadas 17 pequenas centrais hidrelétricas (184 MW), 13 termelétricas a biomassa (612 MW) e 3 termelétricas a gás natural (417 MW).

Nielmar de Oliveira 
Repórter da Agência Brasil
foto - ilustração
A Empresa de Pesquisa Energética (EPE) habilitou 371 projetos para o Leilão de Energia Elétrica A-3 (com entrega a partir de 2018) marcado para o dia 21. Desse total, 338 projetos são referentes a empreendimentos da fonte de energia eólica, que totalizou oferta de 8.328 megawatts (MW).
Brasil é um dos países que mais investem em energia eólica, diz associação
De acordo com os dados divulgados hoje (10) pela EPE, os 371 projetos habilitados equivalem a 9.594 MW. Além dos empreendimentos decorrentes da energia eólica, foram habilitadas 17 pequenas centrais hidrelétricas (184 MW), 13 termelétricas a biomassa (612 MW) e 3 termelétricas a gás natural (417 MW).
Segundo informações da EPE, o preço inicial do leilão para a fonte eólica será de R$ 184 por MWh; para as termelétricas a biomassa e termelétricas a gás natural, de R$ 218,00/MWh; e para empreendimentos hidrelétricos, de R$ 216/MWh.
Os dados indicam ainda que os estados da Bahia e do Rio Grande do Norte foram os que mais registraram projetos eólicos, com 106 cada um. Na sequência, o Ceará (58 propostas de empreendimentos) Piauí (39 projetos de fonte eólica) e o Maranhão (10 empreendimentos).
Fonte - Agência Brasil   10/08/2015

quinta-feira, 11 de junho de 2015

Leilão de ferrovias muda para viabilizar Norte-Sul

Ferrovias

Um dos leilões envolverá o trecho norte. Quem ganhar leva a operação da ferrovia entre Palmas (TO) e Anápolis (GO). Esse traçado foi inaugurado por Dilma no ano passado, após nada menos que 27 anos de obras, e já recebeu sinal verde da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) para o início da operação comercial.

Valor Econômico
foto - ilustração
A presidente Dilma Rousseff resolveu mudar radicalmente sua estratégia para tirar do papel o prolongamento da Ferrovia Norte¬Sul. O plano agora é fazer dois leilões diferentes. Em cada lote, o governo entregará à iniciativa privada um trecho da ferrovia construído pela estatal Valec, mas estabelecerá uma exigência ao vencedor da disputa: construir as extensões da Norte¬Sul, que somam mais de 700 quilômetros de trilhos, em direção ao porto de Barcarena (PA) e ao município de Três Lagoas (MS).
Um dos leilões envolverá o trecho norte. Quem ganhar leva a operação da ferrovia entre Palmas (TO) e Anápolis (GO). Esse traçado foi inaugurado por Dilma no ano passado, após nada menos que 27 anos de obras, e já recebeu sinal verde da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) para o início da operação comercial. Até agora, no entanto, nenhum trem circula regularmente pela linha. Para operar esse trecho, o vencedor do lote ficará com a obrigação de construir 477 quilômetros de trilhos entre as cidades de Açailândia (MA) e Barcarena. O investimento é estimado em R$ 7,8 bilhões.
O mesmo raciocínio vale para o trecho sul. A construção do prolongamento entre os municípios de Estrela D'Oeste (SP) e Três Lagoas ¬ com cerca de 250 quilômetros e investimento previsto de R$ 4,9 bilhões ¬ será uma incumbência do grupo que arrematar o leilão do lote entre Anápolis e Estrela D'Oeste. Essa parte da ferrovia está em obras adiantadas pela Valec. Cerca de 80% da execução está concluída e a estatal promete entregar tudo pronto no primeiro semestre de 2016.
Em 2012, quando Dilma lançou a primeira versão do pacote de concessões, os trechos Açailândia¬Barcarena e Estrela D'Oeste¬Três Lagoas já estavam na lista de projetos. A iniciativa privada não demonstrou interesse. Para as empresas, isoladamente, esses dois lotes tinham baixa viabilidade financeira: exigiam muito investimento e tinham potencial incerto de movimentação de cargas. O que sepultou de vez os planos foi a desconfiança geral com o modelo de compra da capacidade de transporte pela Valec.
Com as mudanças, o governo pretende agora tornar mais atrativa a construção integral dos dois novos trechos da Norte¬Sul. A ideia por trás da nova estratégia é garantir, às futuras concessionárias, receitas imediatas com a operação dos trechos prontos.
Nos quase três anos de indefinição decorridos entre o lançamento do primeiro e do segundo pacotes de concessões, a Valec conseguiu avançar nas obras da ferrovia ¬ o que facilita a execução do novo plano. Em outubro do ano passado, a reportagem do Valor percorreu os 682 quilômetros do trecho entre Anápolis e Estrela D'Oeste. Apesar do avanço, ainda havia trechos sem qualquer intervenção. Na parte do traçado em Minas Gerais, havia pontos sem terraplenagem.
Desde o início de 2015, com as restrições orçamentárias, a estatal começou a atrasar seus pagamentos às empreiteiras contratadas. Uma parte delas ¬ Camargo Corrêa, Queiroz Galvão e Constran ¬ está envolvida na Operação Lava¬Jato. Diante do risco de paralisia dos trabalhos, o governo cogitou a possibilidade de repassar o trecho inacabado para conclusão do grupovencedor do próximo leilão. Essa possibilidade acabou sendo descartada com a dificuldade jurídica de transferir esses contratos e com compromisso da Valec, nos bastidores, de entregar a obra pronta.
No mercado, a primeira leitura é de que a nova estratégia do governo se encaixa perfeitamente nos negócios de dois grupos: a Valor da Logística Integrada (VLI), que tem a mineradora Vale no bloco de controle, e a América Latina Logística (ALL). A VLI já opera o único trecho privado da Norte¬Sul, entre Palmas e Anápolis, que fica bem no meio do lote norte do futuro leilão. Qualquer outro grupo que vencer a disputa teria que negociar o direito de passagem dos trens com a VLI.
Enquanto isso, a ALL se mostra como franca favorita para levar o trecho sul. Toda a carga proveniente de Goiás, Minas Gerais e Mato Grosso do Sul desemboca na malha paulista da companhia ferroviária. Antes de definir a mudança, o ministro do Planejamento, Nelson Barbosa, conversou com as empresas sobre o interesse delas nos futuros leilões.
Não está definido se, além da exigência de construir os prolongamentos da Norte¬Sul, haverá cobrança de outorga para operar a parte já pronta da ferrovia. A definição final ocorrerá com os estudos que serão feitos pelo Ministério do Planejamento e pela ANTT.
No modelo anterior, lançado em 2012, as atuais concessionárias de trilhos foram impedidas de participar dos leilões para a construção de novas ferrovias. A justificativa oficial era buscar uma ampliação da concorrência no setor. Agora, para viabilizar o novo plano, esse impedimento deverá cair.
Fonte - Revista Ferroviária  11/06/2015

segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

Bahia lidera na contratação de projetos de energia eólica no Leilão A-5

Energia eólica

“A expectativa do leilão era que trouxesse surpresas, pois a aposta nas termelétricas era muito intensa, como o resultado demonstrou. No certame foram vendidos projetos de pequenas centrais hidrelétricas [PCH], biomassa, gás natural, carvão mineral e usinas eólicas”, afirma o superintendente de Indústria e Mineração, Rafael Valverde, da Secretaria da Indústria, Comércio e Mineração.

Secom
foto - ilustração
Na última sexta-feira (28), foi realizado o Leilão A-5, que contratou 925,95 MW de energia eólica, volume importante, pois garantiu que a eólica superasse os 2 GW contratados em 2014. A Bahia novamente foi o estado que mais teve projetos contratados e também na maior capacidade instalada a ser desenvolvida. Ao final, foram 17 empreendimentos contratados do total de 36 (47% dos projetos) e cerca de 446,5 MW em capacidade instalada (48% do volume contratado).
“A expectativa do leilão era que trouxesse surpresas, pois a aposta nas termelétricas era muito intensa, como o resultado demonstrou. No certame foram vendidos projetos de pequenas centrais hidrelétricas [PCH], biomassa, gás natural, carvão mineral e usinas eólicas”, afirma o superintendente de Indústria e Mineração, Rafael Valverde, da Secretaria da Indústria, Comércio e Mineração. No somatório geral, o leilão contratou quase 5 GW em capacidade instalada, sendo 4 GW de termelétricos. Os projetos baseados em gás foram o destaque, com três empreendimentos e 3 GW contratados.
Além da Bahia, apenas o Piauí (225 MW), Rio Grande do Norte (164,4 MW) e a Paraíba (90 MW) venderam parques no leilão. Na Bahia, quatro empresas serão responsáveis pela implantação dos empreendimentos - CEA (50 MW), Enel (112 MW), Renova (108 MW) e Tractebel (176,55 MW), que pela primeira vez comercializa projetos baianos no leilão. “O destaque também é a região de Umburanas, que pode se consolidar como a próxima região da exploração eólica. Lá está situada parte dos projetos comercializados pela Renova e Tractebel. Além deles, temos Campo Formoso, Sento Sé, Gentio do Ouro e Xique Xique”, diz Valverde.
Este foi o último leilão do ano, o próximo está previsto para 27 de abril. A Bahia lidera a corrida da energia eólica na era dos leilões, sendo o único estado a ter mais de 4 GW contratados, distribuídos em 165 empreendimentos. A expectativa para o próximo ano é que a Bahia supere a marca de 1 GW em operação. Se em 2015 os projetos de energia eólica contratados se equipararem aos de hidrelétricas em funcionamento, os ventos se tornarão a maior fonte de eletricidade da matriz até o ano de 2020.
Fonte - Secom Ba. 01/12/2014

terça-feira, 4 de novembro de 2014

Bahia lidera leilão para investimentos em fontes de energia solar e eólica

Energia Eolica

O estado vai receber 773,1 MW em novos projetos de geração de energia solar e eólica, que demandarão R$ 3,4 bilhões em novos investimentos. São Paulo, que receberá R$ 1,1 bilhão em investimentos, adicionando 270 MW, ficou em segundo lugar.

Secom
Alberto Coutinho/Gov.Ba
A Bahia foi a grande vencedora do leilão de energia de reserva realizado na última sexta-feira (31), em São Paulo. O estado vai receber 773,1 MW em novos projetos de geração de energia solar e eólica, que demandarão R$ 3,4 bilhões em novos investimentos. São Paulo, que receberá R$ 1,1 bilhão em investimentos, adicionando 270 MW, ficou em segundo lugar.
Os 31 empreendimentos vencedores nas fontes solar e eólica estão espalhados pelos estados do Rio Grande do Norte, Pernambuco, Piauí, Minas Gerais, Goiás, Paraíba e Ceará, além da Bahia e de São Paulo. “Na energia solar, a expectativa era grande, pois se tratava do primeiro certame que contratou um produto exclusivo da fonte”, disse o superintendente de Indústria e Mineração da Secretaria da Indústria, Comércio e Mineração (Sicm), Rafael Valverde.

Desempenho
Foram contratados 899,66 MW de energia solar. “Um volume surpreendentemente alto. Desse total, 399,6 MW, distribuídos em 14 projetos, virão para a Bahia - cerca de 45% do total”, comemorou o superintendente. Os municípios baianos que vão receber os projetos são Tabocas do Brejo Velho (Enel) e Caetité (Renova e Rio Energy). Os investimentos estão estimados em R$ 2 bilhões.
Na energia eólica, a Bahia também teve um ótimo desempenho. Foram contratados 769,1 MW, dos quais 373,5 MW, distribuídos em 16 projetos, estão no estado – cerca de 49% do total. As empresas vencedoras são a CEA, o Consórcio Enel-Sowitec, e a Renova. No total, estes projetos devem representar investimentos da ordem de R$ 1, 4 bilhão. As cidades de Campo Formoso (Enel-Sowitec), Caetité (Renova), Gentio do Ouro e Xique-Xique (CEA) vão sediar os projetos.
Fonte - Secom-Ba  03/11/2014

segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

Governo quer garantir interessados em ferrovia antes de publicar edital

Ferrovias

A concessão da ferrovia de 883 quilômetros é a primeira dentro do novo modelo lançado em 2012, que prevê a separação entre concessão dos trilhos da ferrovia e operação dos trens. Quem vencer o leilão construirá a ferrovia e administrará sua estrutura

Por Leonardo Goy
Reuters

O governo deverá promover uma nova rodada de conversas com o mercado antes de publicar o edital do leilão de concessão da ferrovia entre Lucas do Rio Verde (MT) e Campinorte (GO), a fim de assegurar que a disputa terá concorrentes, disse à Reuters uma fonte do governo que acompanha diretamente o assunto.
"Está dependendo de investidores. Tem muita gente que diz estar interessada, estudando, mas não tem ninguém batendo o martelo, confirmando", disse essa fonte, que falou sob a condição de anonimato.
A ideia, disse a fonte, é tentar esclarecer dúvidas e temores de investidores sobre o modelo, sem promover grandes mudanças nas condições do edital.
As maiores dúvidas dos investidores referem-se ao próprio modelo da concessão, inédito no país, e ao papel da estatal Valec, que é visto com muitas ressalvas ainda no mercado.
A concessão da ferrovia de 883 quilômetros é a primeira dentro do novo modelo lançado em 2012, que prevê a separação entre concessão dos trilhos da ferrovia e operação dos trens. Quem vencer o leilão construirá a ferrovia e administrará sua estrutura. A estatal Valec comprará desse concessionário 100 por cento da capacidade de carga e a revenderá a operadores interessados em transportar cargas pela via.

INVESTIMENTO
Além da conversa com os investidores, a publicação do edital da ferrovia, uma das principais apostas para o futuro escoamento da soja do Centro-Oeste, depende ainda da revisão dos cálculos dos investimentos para a construção da linha.
O Tribunal de Contas da União (TCU) liberou a publicação do edital, condicionada à revisão na conta dos investimentos. Segundo a fonte, essa revisão está na fase final, mas não deve levar a uma redução muito substancial no valor total do investimento.
"Deve ficar perto do valor previsto originalmente", disse a fonte, referindo-se aos 6,3 bilhões de reais calculados inicialmente para a obra. No fim do ano passado, o TCU chegou a determinar que o governo reduzisse em 1,7 bilhão essa estimativa.
Após recurso do governo, o TCU retirou a "meta" de redução do valor, mas manteve a necessidade de revisão dos cálculos, exigindo que o governo apresente justificativas.
Fonte - CFVV Sul De Minas  23/02/2014

sexta-feira, 27 de dezembro de 2013

Grupo Invepar vence leilão da BR-040 com deságio de 61,13% no pedágio

Infraestrutura

Flávia Albuquerque
Repórter da Agência Brasil

São Paulo - O Grupo Investimentos e Participações em Infraestrutura S/A (Invepar) foi o vencedor do leilão da BR-040 para os trechos do Distrito Federal, de Goiás e Minas Gerais, realizado hoje (27) na BM&FBovespa, na capital paulista. Oito grupos participaram do leilão.
O grupo ganhou com a oferta de pedágio de R$ 3,22 por cada 100 quilômetros (km) rodados, o que representou um deságio de 61,13%. A tarifa-teto estipulada pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) para o leilão da BR-040 foi R$ 9,54 para cada 100 km.
A rodovia deverá ser concedida dentro do Programa de Investimento em Logística (PIL), do governo federal, que já licitou, entre outros trechos, a BR-050, entre Goiás e Minas Gerais, e a BR-163, em Mato Grosso.
De acordo com a ANTT, a assinatura do contrato de concessão será no dia 6 de março de 2014. O segmento vai de Brasília, do entroncamento com a BR-251, até Juiz de Fora, em Minas Gerais. A previsão é que haja 11 praças de pedágio no trecho.
Fonte - Agência Brasil  27/12/2013

quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

Borges: ferrovias serão prioridade em leilões em 2014

Ferrovias

Agência Estado
foto ilustração
O ministro dos Transportes, César Borges, disse que o leilão de ferrovias será prioridade para o ano de 2014. "Estamos procurando dar condições de atratividade para colocar de pé o que o País tanto precisa para a logística de escoamento das cargas com competitividade", afirmou.
O governo trata com o Tribunal de Contas da União (TCU) a possibilidade de colocar em leilão o primeiro trecho no primeiro trimestre. A primeira disputa, segundo ele, seria travada em torno do trecho que vai de Lucas do Rio Verde (MT) a Campinorte (GO). O governo trabalha, também, para licitar em seguida a ferrovia que vai de Açailândia (MA) a Barcarena (PA). O ministro informou que o governo está detalhando com o TCU e a iniciativa privada os projetos de ferrovias para diminuir risco de engenharia.
Fonte - Revista Ferroviária  04/12/2013

sexta-feira, 29 de novembro de 2013

Bons negócios no Brasil - Opinião:

Economia

O Globo
Gleisi Hoffmann
Gleisi Hoffmann é ministra-chefe da Casa Civil
Wikipédia
O resultado positivo dos leilões dos aeroportos do Galeão e de Confins confirma que existe uma grande confiança nos negócios no Brasil não só aqui dentro, mas também lá fora. Nosso país é hoje uma nação com democracia sólida, economia organizada, elevado índice de previsibilidade e um projeto vitorioso de justiça social.
Na condução do programa de concessões, e na coordenação entre os ministros para sua execução, estamos atuando em parceria e permanente diálogo para evitar erros e improvisações. Ouvimos construtores e investidores, conversamos com representantes do Tribunal de Contas da União e de todos os demais órgãos envolvidos, em busca das decisões mais corretas e equilibradas.
O aeroporto do Galeão recebeu R$ 19 bi, 294% de ágio, e Confins, depois de uma persistente disputa, foi leiloado por R$ 1,8 bi, com 66% de ágio. Guarulhos, no ano passado, chegou a R$ 16,2 bilhões, com ágio de 373%. Viracopos, em Campinas, saiu por R$ 3,8 bilhões, ágio de 159,8%. Já o aeroporto de Brasília foi arrematado por R$ 4,5 bilhões, com ágio de 673%.
Na média, o ágio é de 316%, o que mostra o tamanho do desacerto das análises pessimistas. A verdade é que as concessões no setor aéreo são projetos vencedores. E não poderia ser diferente. O volume de passageiros nos aeroportos brasileiros aumentou em 171% desde 2002 e as estimativas são de que o crescimento prosseguirá nos próximos anos, até pelo aumento do poder aquisitivo da nossa população.
Quem viajava 50 horas de ônibus para chegar ao destino pode vencer o mesmo trajeto em menos de cinco horas se for de avião. É o caso da parcela expressiva da população que migrou do Nordeste e ajudou a construir nossa prosperidade no Sudeste, imortalizada nos belos versos do poeta Capiba: “Voltei, Recife! Foi a saudade que me trouxe pelo braço...”
Seja levado pela saudade, pela necessidade ou pela vontade, o fato é que todo viajante merece conforto e segurança. A nossa meta é criar as condições para que a Infraero (sócia minoritária nos aeroportos com 49% de participação) possa atender melhor os usuários em todo o sistema.
A exemplo dos aeroportos, as concessões de rodovias, portos e ferrovias formam um grande e atraente portfólio para empresas, fundos, operadores e bancos. Agora, estamos aguardando o Tribunal de Contas da União manifestar-se sobre os arrendamentos dos terminais dos portos de Santos e do Pará, além de trechos de algumas ferrovias, para definir a data dos leilões.
Em portos, nos últimos meses, 75 terminais de uso privado passaram por consulta pública e estão na fase de apresentação de documentação para receber outorga de funcionamento. Isso sem contar os novos arrendamentos. Trata-se de uma mudança e tanto, uma vez que lançamos os programas há apenas um ano a um ano e meio.
Aliás, acredito que o tempo mostrará a correta ação do governo em levar adiante, mesmo em tão curto espaço de tempo, um programa tão diversificado, abrangente e ousado para transformar nossa infraestrutura e melhorar nossa logística.
Estamos vencendo os desafios com planejamento e flexibilidade, determinação e interação, mediações de interesses e adequações. Exatamente como é preciso fazer para que o Brasil continue no rumo do desenvolvimento. Os que torcem contra que me desculpem, mas não terão o que comemorar.
O sucesso dos leilões deste ano, incluindo os de transmissão de energia, 11ª rodada de petróleo e, claro, o do campo petrolífero de Libra sinaliza que devemos nos concentrar naquilo que realmente importa: fortalecer a parceria com o setor privado para expandir e melhorar a qualidade na prestação dos serviços, sem prejuízo para o Estado, que continuará guardando o patrimônio público, como é o interesse maior do povo brasileiro.
Fonte - Revista Ferroviária  29/11/2013

quinta-feira, 28 de novembro de 2013

Bacias de Sergipe-Alagoas e Recôncavo rendem maiores bônus de assinatura em leilão da ANP

Economia

Vinícius Lisboa
Repórter da Agência Brasil
foto - ilustração
Rio de Janeiro – As maiores somas de bônus de assinatura pagas no leilão de gás em terra da Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) foram registradas nas bacias do Recôncavo, na Bahia, e de Sergipe-Alagoas. Em ambas, a Petrobras arrematou a maior parte dos blocos leiloados.
A Bacia de Sergipe-Alagoas, considerada madura pela ANP, teve blocos leiloados em quatro setores: SSEAL-T2, SSEAL-T3, SSEAL-T4 e SSEAL-T5. No T2, apesar de 14 blocos não terem recebido ofertas, o bônus de assinatura total passou de R$ 16 milhões. Quatro blocos foram arrematados pela Petrobras e quatro pela empresa panamenha Trayectoria. O investimento mínimo previsto para esses locais é de R$ 28 milhões.
No setor T3, a Petrobras garantiu sete blocos, e a Geopark Brasil ficou com um. Ao todo, 20 não receberam ofertas. Mais R$ 22 milhões em bônus de assinatura foram somados neste setor, e o investimento mínimo previsto é estimado em R$ 34 milhões.
Os blocos arrematados do setor T4 também foram para a Petrobras, quatro com 100% para a estatal e três em um consórcio em que 50% ficaram com a Nova Petróleo. No T4, 14 blocos não tiveram oferta, e o bônus de assinatura total ficou em cerca de R$ 13 milhões. A previsão de investimento está em torno de R$ 33 milhões ao menos. No setor T5, apenas a Petrobras fez oferta por um dos blocos, o que rendeu bônus de R$ 1,3 milhão e deve gerar investimento calculado em mais de R$ 4 milhões.
Na Bacia do Recôncavo, os dois setores receberam a oferta de seis consórcios diferentes, sendo quatro deles com presença da Petrobras. No setor SREC-T2, a estatal arrematou dez blocos sozinha, e seis ficaram com a Trayectoria. No setor SREC-T4, a Petrobras integrou três consórcios que arremataram mais dez. A colombiana Alvopetro obteve quatro blocos.
No setor T2, o bônus de assinatura total chegou a R$ 56 milhões, enquanto no T4, ficou em torno de R$ 22 milhões. Os investimentos mínimos previstos são R$ 98 milhões e R$ 54 milhões, respectivamente. Não receberam oferta 20 blocos dos dois setores.
Fonte - Agência Brasil  28/11/2013

segunda-feira, 25 de novembro de 2013

Governo estuda mais ajustes para destravar ferrovias

Ferrovias

Valor Econômico
foto - ilustração
O governo estuda a possibilidade de fazer novos ajustes na proposta de concessão de ferrovias. O alvo, neste momento, é a Ferrovia de Integração Oeste-Leste (Fico), malha que passou a ser considerada como o primeiro trecho ferroviário que será concedido à iniciativa privada.
Umas das mudanças que estão em análise, apurou o Valor, é a ampliação de prazo para construção da Fico, cujo traçado tem 1.084 km e liga o município de Lucas do Rio Verde, polo de produção de grãos do Mato Grosso, até Campinorte (GO), onde a malha se interligará com o traçado da Ferrovia Norte-Sul.
O cronograma atual, que prevê 36 meses para construção de todo o traçado, é considerado muito curto pelas empresas interessadas no projeto. A crítica, segundo uma fonte que atua diretamente na elaboração dos editais de concessão, sensibiliza o governo, que está disposto a ampliar esse prazo. A ideia é adotar "prazos mais realistas", que as empresas realmente possam cumprir.
Durante a etapa de consulta pública do empreendimento, a construtora Andrade Gutierrez chegou a sugerir que o prazo de construção da Fico dobrasse, saltando para 72 meses.
O edital da concessão também trará outra mudança importante quanto ao período de execução da obra. Como será feito nas concessões de rodovias, o prazo de construção só passará a contar a partir do momento em que a estatal Empresa de Planejamento e Logística (EPL) obtiver, junto ao Ibama ou órgãos estaduais, as licenças ambientais prévia e de instalação, autorizando o início efetivo da obra. Dessa forma, o empreendedor fica protegido de ser prejudicado por um eventual atraso na liberação das licenças.
O governo pretendia realizar o leilão da Fico ainda neste ano, mas o prazo da licitação foi jogado para a segunda quinzena de janeiro.
As mudanças de planos no pacote de concessões ferroviárias também afetam a lista de prioridades dos trechos que serão oferecidos à iniciativa privada. O próximo trecho que deve ser oferecido ao mercado é a ferrovia que ligará Estrela d'Oeste (SP) a Dourados, no Mato Grosso do Sul, traçado que tem uma extensão aproximada de 700 km e que também se liga à Norte-Sul, a partir do interior de São Paulo. O processo de concessão do Ferroanel de São Paulo também será acelerado, embora ainda não haja uma data fechada para o leilão desses trechos.
O novo cronograma de concessões se baseia em demandas apresentadas pelo mercado. A avaliação do governo é que a ideia original, de iniciar as licitações de ferrovias pelo trecho da Norte-Sul entre Açailândia (MA) e Barcarena (PA), desconsiderou obstáculos como dificuldades de construção no trecho amazônico e limitações de infraestrutura do porto de Vila do Conde, no Pará.
A Fico, também conhecida como "Ferrovia da Soja", foi um dos projetos sacados da gaveta da estatal Valec, que passou anos tentando licitar os estudos de viabilidade do empreendimento, mas pouco avançou. Por conta dessas dificuldades, o governo decidiu retirar o empreendimento da lista de prioridades do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), para inclui-lo no programa de concessões ferroviárias.
Quando ainda estava sob a alçada da Valec, a ferrovia teve seu custo estimado em R$ 4,5 bilhões. Apesar de o governo assumir a responsabilidade pelo licenciamento ambiental do projeto, há ainda outro obstáculo a ser enfrentado: as desapropriações. Os estudos apontam que há cerca de 1,8 mil posses no caminho da Fico.
Para os ruralistas, a ferrovia tem papel fundamental para ajudar no escoamento da região. A Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja) estima que a Fico tenha condições de baratear o custo do frete em cerca de R$ 1 bilhão por ano.
O traçado entre Lucas do Rio Verde e Campinorte faz parte de uma malha bem mais ambiciosa desenhada pelo governo, mas que, por enquanto, ficará na gaveta. A ideia é que, a partir deste trecho, os trilhos avancem pelos dois extremos da América Latina. O projeto, batizado de "Ferrovia Transcontinental", teria aproximadamente 4.400 km de extensão em solo brasileiro e ligaria os oceanos Atlântico e o Pacífico.
Fonte - Revista Ferroviária  25/11/2013

sexta-feira, 22 de novembro de 2013

Consórcio arremata o Galeão por R$ 19 bilhões

Aeroportos


O consórcio Aeroportos do Futuro arrematou na manhã desta sexta-feira a concessão do Aeroporto Internacional Antônio Carlos Jobim/Galeão, no Rio de Janeiro, com um lance de R$ 19 bilhões. Já os direitos de ampliação, manutenção e exploração do aeroporto de Confins, na região metropolitana de Belo Horizonte, foram arrematados pelo consórcio Aerobrasil por R$ 1,82 bilhão

Daniel Mello
Repórter da Agência Brasil
São Paulo – O consórcio Aeroportos do Futuro arrematou na manhã de hoje (22) a concessão do Aeroporto Internacional Antônio Carlos Jobim/Galeão, no Rio de Janeiro, com um lance de R$ 19 bilhões. Os direitos de ampliação, manutenção e exploração do Aeroporto Tancredo Neves, em Confins, na região metropolitana de Belo Horizonte foram arrematados pelo consórcio Aerobrasil por R$ 1,82 bilhão. O Galeão recebeu cinco lances na primeira fase do leilão, sendo que a melhor proposta acabou mantida na etapa de lances a viva voz.
Confins recebeu três propostas na etapa de lances por escrito, a maior chegou a R$ 1,4 bilhão, feito pelo mesmo consórcio que acabou vencendo o leilão. As empresas do Aerobrasil tiveram, no entanto, que melhorar a proposta para conseguir arrematar o leilão na disputa em viva-voz.
O consórcio Aliança Atlântica, deu duas novas propostas durante a última fase do leilão, chegando a oferecer R$ 1,8 bilhão pelo aeroporto. O lance mínimo para o terminal mineiro era R$ 1,09 bilhão. Para o Galeão, o lance mínimo era R$ 4,82 bilhões.
Fonte - Agência Brasil   22/11/2013

terça-feira, 29 de outubro de 2013

Com lucro em alta, CCR prepara proposta por metrô em SP

Economia

Valor Econômico
A CCR, especializada em concessões, registrou lucro líquido de R$ 403,5 milhões no terceiro trimestre de 2013, um crescimento de 27,4% contra um ano antes. O resultado veio em linha com a projeção dos analistas do Credit Suisse e bastante próximo às de Goldman Sachs e corretora Ágora - instituições previamente consultadas pelo Valor. Os números favorecem a participação em leilões de infraestrutura, diz a empresa, que se prepara para disputar uma linha do metrô paulistano.
foto - ilustração
"Nós devemos participar [da licitação]", diz Arthur Piotto, diretor financeiro e de relações com investidores da CCR, sem informar detalhes. Segundo ele, as mudanças feitas pelo governo estadual em relação à modelagem da concessão foram positivas. A companhia ainda tem interesse em participar do leilão dos aeroportos de Galeão (RJ) e Confins (MG), que será em novembro - embora ainda não garanta proposta pelos dois projetos. "Essa decisão vai ser tomada mais à frente. Estamos estudando ambos os aeroportos de maneira igual."
Em rodovias, a CCR continuará participando sozinha. "É o tipo de ativo em que a gente, a princípio, tem um conforto grande. Não há uma razão motivadora o suficiente para buscar um consórcio", disse. Segundo Piotto, a CCR pode participar de mais "dois ou três leilões" de estradas sozinha.
foto - ilustração
Para as disputas, a CCR conta com um balanço que considera favorável, mas afirma que terá cautela. "A gente entende que tem de ser seletiva, porque são muitos leilões e, apesar de termos um balanço folgado, ele é finito".
O crescimento no resultado do terceiro trimestre, diz Piotto, foi influenciado tanto pelos números operacionais deste ano como pela base de comparação. No ano passado, a CCR registrou efeitos não recorrentes que limitaram o resultado - como a despesa para elaborar propostas para a compra da estatal portuguesa de aeroportos, que não se concretizou.
Devido a essa comparação, diz Piotto, o lucro teve uma expansão muito maior que a receita líquida, que cresceu 10,9% e alcançou R$ 1,37 bilhão. Esse número foi impulsionado pelo movimento de veículos nas estradas administradas, o principal gerador de faturamento. O tráfego cresceu em um forte patamar de 7,4% contra o ano anterior. "Desde abril, houve uma aceleração que se confirmou nos meses seguintes". Também houve melhora de receita na ViaQuatro (controlada que opera uma linha do metrô paulistano) e na STP (sistema de pagamento de pedágio), além daquela contabilizada com os novos aeroportos.
O Ebitda (sigla em inglês para lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado (sem construção) cresceu 19%, para R$ 929 milhões. A margem Ebitda ajustada subiu 4,6 pontos percentuais, para 67,4%.
Já na parte financeira, o prejuízo se intensificou em 9,1%, para R$ 162 milhões. O número foi puxado por juros maiores, variações cambiais e entrada em novos projetos. Para Piotto, isso não preocupa. O endividamento (indicador dívida líquida sobre Ebitda) está em 1,9. "Dá um conforto pra participar de leilões".
Fonte - Revista Ferroviária  29/10/2013