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domingo, 20 de setembro de 2015

Expansão energética investirá 1,4 trilhão até 2024

Energia

Capacidade de geração de energia elétrica deve ser ampliada em 73 mil MV, com mais da metade baseada em fontes renováveis

Revista Amazônia

A Empresa de Pesquisa Energética (EPE) prevê investimentos de R$ 1,4 trilhão na expansão da matriz energética no Brasil nos próximos dez anos. A estimativa consta do Plano Decenal de Expansão de Energia (PDE 2024), disponível para consulta pública até o dia 7 de outubro.
Só no sistema elétrico serão adicionados, até 2024, 73 mil MW (megawatts) novos na capacidade instalada, com mais da metade desta expansão baseada em fontes renováveis.
Dos 73 mil, 62,1 mil MW serão de energias renováveis, sendo 27,2 mil MW de hidrelétricas, 18,9 mil MW de energia eólica 

e 16,4 mil de outras fontes, como pequenas hidrelétricas, biomassa e solar.
A expansão do sistema energético como um todo engloba diversos setores, como os de energia elétrica e de combustíveis.
Sobre a origem dos recursos, 70% virão do setor de petróleo e gás, 27% do setor elétrico e cerca de 3% do setor de biocombustíveis.
O PDE 2024 é um plano que reúne as projeções para o setor de energia do País e a expansão de 55% na capacidade instalada de geração de energia no Brasil.
Entre os principais empreendimentos que deverão entrar em operação nos próximos anos está a Usina Hidrelétrica de Belo Monte. As fontes não renováveis responderão por 11,4 mil MW.
O plano também estima que a produção de petróleo nacional dobre dos 2,5 milhões de barris por dia para cerca de 5 milhões até 2024, principalmente por causa da camada pré-sal. A demanda interna deverá chegar a 3 milhões de barris, o que permitirá um excedente para exportação de 2 milhões de barris por dia.
A produção de etanol deverá crescer 52%, passando de 29 bilhões de litros para 44 bilhões de litros por ano. Já a produção de gás natural aumentará de 56 milhões de metros cúbicos por dia para 99 milhões.
Fonte - Revista Amazônia  20/09/2015

terça-feira, 25 de agosto de 2015

Leilão de energia solar ocorre na sexta-feira e tem 341 projetos habilitados

Energia

Na avaliação do presidente da EPE, o elevado número de empresas inscritas será bom para a competitividade do leilão. “O grande número de projetos habilitados permite prever uma forte competição no leilão, que vai beneficiar o consumidor”, avaliou o presidente da EPE, Mauricio Tolmasquim.

Nielmar de Oliveira Silva 
Repórter da Agência Brasil
foto - ilustração
A Empresa de Pesquisa Energética (EPE) anunciou hoje (25) ter habilitado 341 projetos de energia solar para o 1º Leilão de Energia de Reserva (LER) 2015, que será realizado na próxima sexta-feira (28). Os empreendimentos habilitados poderão gerar 11.261 megawatts (MW), volume de energia comparável a grandes projetos hidrelétricos, como a Usina de Belo Monte (PA).
Na avaliação do presidente da EPE, o elevado número de empresas inscritas será bom para a competitividade do leilão. “O grande número de projetos habilitados permite prever uma forte competição no leilão, que vai beneficiar o consumidor”, avaliou o presidente da EPE, Mauricio Tolmasquim.
A Bahia tem o maior número de empreendimentos habilitados, 125 ao todo, somando 3.998 MW de potência. Entre os estados habilitados a participarem da licitação estão ainda Piauí, com 61 projetos; Rio Grande do Norte, com 37 projetos; Pernambuco, com 31 empreendimentos; São Paulo, com 30; Minas Gerais, com 22 projetos; Paraíba, com 18; Ceará totaliza 11 projetos; Tocantins tem cinco habilitados; e Goiás com apenas um.
Fonte - Agência Brasil  25/08/2015

segunda-feira, 10 de agosto de 2015

Projetos de energia eólica são maioria entre os 371 habilitados em leilão da EPE

Energia

De acordo com os dados divulgados hoje (10) pela EPE, os 371 projetos habilitados equivalem a 9.594 MW. Além dos empreendimentos decorrentes da energia eólica, foram habilitadas 17 pequenas centrais hidrelétricas (184 MW), 13 termelétricas a biomassa (612 MW) e 3 termelétricas a gás natural (417 MW).

Nielmar de Oliveira 
Repórter da Agência Brasil
foto - ilustração
A Empresa de Pesquisa Energética (EPE) habilitou 371 projetos para o Leilão de Energia Elétrica A-3 (com entrega a partir de 2018) marcado para o dia 21. Desse total, 338 projetos são referentes a empreendimentos da fonte de energia eólica, que totalizou oferta de 8.328 megawatts (MW).
Brasil é um dos países que mais investem em energia eólica, diz associação
De acordo com os dados divulgados hoje (10) pela EPE, os 371 projetos habilitados equivalem a 9.594 MW. Além dos empreendimentos decorrentes da energia eólica, foram habilitadas 17 pequenas centrais hidrelétricas (184 MW), 13 termelétricas a biomassa (612 MW) e 3 termelétricas a gás natural (417 MW).
Segundo informações da EPE, o preço inicial do leilão para a fonte eólica será de R$ 184 por MWh; para as termelétricas a biomassa e termelétricas a gás natural, de R$ 218,00/MWh; e para empreendimentos hidrelétricos, de R$ 216/MWh.
Os dados indicam ainda que os estados da Bahia e do Rio Grande do Norte foram os que mais registraram projetos eólicos, com 106 cada um. Na sequência, o Ceará (58 propostas de empreendimentos) Piauí (39 projetos de fonte eólica) e o Maranhão (10 empreendimentos).
Fonte - Agência Brasil   10/08/2015

quinta-feira, 11 de setembro de 2014

Brasil será único grande exportador de petróleo com matriz energética limpa - EPE

Energia limpa

O PDE prevê que a participação das fontes renováveis na capacidade de geração elétrica do Sistema Interligado Nacional (SIN) permanecerá em torno de 84%, destacando a expansão do parque eólico (geração de energia a partir dos ventos) de 3%, em 2014, para 11,5%, em 2023.

Alana Gandra 
Repórter da Agência Brasil 
foto - ilustração
O presidente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), Maurício Tolmasquim, disse hoje (10) que o Brasil será o único grande exportador de petróleo com uma matriz energética limpa. A afirmação foi feita durante a divulgação do novo Plano Decenal de Expansão de Energia (PDE).
Tolmasquim disse que as fontes renováveis deverão manter a participação do país na matriz energética em cerca de 42%, superando a média mundial de 13% e mesmo a dos países da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE), de 9%.
O PDE prevê que a participação das fontes renováveis na capacidade de geração elétrica do Sistema Interligado Nacional (SIN) permanecerá em torno de 84%, destacando a expansão do parque eólico (geração de energia a partir dos ventos) de 3%, em 2014, para 11,5%, em 2023.
Em relação à geração hidrelétrica, embora o estudo aponte perda de participação na matriz de 66,9% para 59,7% no período de dez anos, ainda haverá um crescimento de mais de 28 mil megawatts de capacidade. Já as fontes não renováveis deverão mostrar redução na matriz energética, passando de 17%, em 2014, para 16,2%, em 2023.
O PDE projeta um volume de investimentos na expansão de energia geral no Brasil de R$ 1,2 trilhão na próxima década. Do total, 62% serão associados à exploração e produção de petróleo e gás natural, 24% caberão ao setor elétrico e 14% serão a soma dos investimentos nas áreas de derivados de petróleo e biocombustíveis.
Em relação ao etanol, o PDE 2023 prevê que a produção crescerá cerca de 75% em dez anos, subindo de 27 bilhões de litros, em 2014, para algo em torno de 48 bilhões de litros, em 2023. Para o gás natural, a projeção decenal é um aumento de 150% na produção líquida potencial, que subirá para 134 milhões de metros cúbicos diários. Já o consumo total de gás natural deverá evoluir à média de 3,7% ao ano nos próximos dez anos, alcançando 128 milhões de metros cúbicos por dia, em 2023.