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quarta-feira, 3 de fevereiro de 2016

Rússia se torna o maior fornecedor de petróleo da China

Economia

A Rússia aumentou as exportações de petróleo para a China, tendo dezembro passado sido o quarto mês em que o país superou a Arábia Saudita nos fornecimentos de petróleo para o país mais populoso do mundo.

Sputinik
© FLICKR.COM/ CARSTEN TEN BRINK
A Rússia compete com a Arábia Saudita em relação às exportações de petróleo para a China. Em 2015, Moscou exportou 42,43 milhões de toneladas, um aumento de 28% comparado com o ano anterior. A Arábia Saudita permaneceu o maior fornecedor, com 50,55 milhões de toneladas, um aumento de somente 1,78% em comparação com 2014.
Agora os sauditas estão ao mesmo nível da Rússia na liderança no mercado chinês, afirmou o especialista da empresa RBC Capital Market, Michael Tran, em entrevista ao Business Insider.
Segundo os dados da empresa, em 2010 a cota-parte saudita nas exportações de petróleo para a China era de 20%, enquanto a cota-parte russa era menos de 7%.
Dezembro se tornou o quarto mês, depois de maio, setembro e novembro, em que as exportações russas para a China excederam as da Arábia Saudita. Em dezembro, a Rússia exportou 4,81 milhões de toneladas, em comparação com 4,47 milhões de toneladas da Arábia Saudita.

© SPUTNIK/ GRIGORY SYSOEV
Em junho, o jornal chinês China Daily informou que a Rússia se tornou o maior fornecedor de petróleo pela primeira vez desde outubro de 2005. O analista da empresa Sublime China Information disse: “A adoção do yuan no comércio global de petróleo se tornará uma tendência porque as reservas globais de petróleo aumentam e a China se torna um consumidor importante

Em Dezembro, o presidente do gigante energético russo Gazprom, Aleksei Miller, realizou negociações com o vice-premiê chinês Zhang Gaoli sobre o Plano de Ação Conjunta em relação a projetos de plantas de geração elétrica a gás. Foi elaborado um plano de 11 potenciais centrais elétricas nas regiões noroeste e ocidentais do país.
Este projeto ajudará a China da baixar a dependência do carvão, que representa 66% de todo o consumo chinês de energia.
Fonte - Sputinik Brasil  03/02/2016

quinta-feira, 11 de setembro de 2014

Brasil será único grande exportador de petróleo com matriz energética limpa - EPE

Energia limpa

O PDE prevê que a participação das fontes renováveis na capacidade de geração elétrica do Sistema Interligado Nacional (SIN) permanecerá em torno de 84%, destacando a expansão do parque eólico (geração de energia a partir dos ventos) de 3%, em 2014, para 11,5%, em 2023.

Alana Gandra 
Repórter da Agência Brasil 
foto - ilustração
O presidente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), Maurício Tolmasquim, disse hoje (10) que o Brasil será o único grande exportador de petróleo com uma matriz energética limpa. A afirmação foi feita durante a divulgação do novo Plano Decenal de Expansão de Energia (PDE).
Tolmasquim disse que as fontes renováveis deverão manter a participação do país na matriz energética em cerca de 42%, superando a média mundial de 13% e mesmo a dos países da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE), de 9%.
O PDE prevê que a participação das fontes renováveis na capacidade de geração elétrica do Sistema Interligado Nacional (SIN) permanecerá em torno de 84%, destacando a expansão do parque eólico (geração de energia a partir dos ventos) de 3%, em 2014, para 11,5%, em 2023.
Em relação à geração hidrelétrica, embora o estudo aponte perda de participação na matriz de 66,9% para 59,7% no período de dez anos, ainda haverá um crescimento de mais de 28 mil megawatts de capacidade. Já as fontes não renováveis deverão mostrar redução na matriz energética, passando de 17%, em 2014, para 16,2%, em 2023.
O PDE projeta um volume de investimentos na expansão de energia geral no Brasil de R$ 1,2 trilhão na próxima década. Do total, 62% serão associados à exploração e produção de petróleo e gás natural, 24% caberão ao setor elétrico e 14% serão a soma dos investimentos nas áreas de derivados de petróleo e biocombustíveis.
Em relação ao etanol, o PDE 2023 prevê que a produção crescerá cerca de 75% em dez anos, subindo de 27 bilhões de litros, em 2014, para algo em torno de 48 bilhões de litros, em 2023. Para o gás natural, a projeção decenal é um aumento de 150% na produção líquida potencial, que subirá para 134 milhões de metros cúbicos diários. Já o consumo total de gás natural deverá evoluir à média de 3,7% ao ano nos próximos dez anos, alcançando 128 milhões de metros cúbicos por dia, em 2023.