UMA GRANDE NAÇÃO SE CONSTROI COM EDUCAÇÃO, CIDADANIA E SOBERANIA

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segunda-feira, 24 de fevereiro de 2025

Petrobras assina contrato para ampliação de frota

Energia/Petrobras   ⛴

O contrato para a aquisição de quatro navios da classe handy, com valor de US$ 69,5 milhões por embarcação foi assinado com o consórcio formado pelos estaleiros Rio Grande e Mac Laren . A licitação foi lançada em julho de 2024 e faz parte do Programa de Renovação e Ampliação de Frota da companhia. Os navios serão utilizados para transporte de derivados de petróleo na costa brasileira. 

Por Ag. Brasil
foto - ilustração/arquivo
A Transpetro, subsidiária da Petrobras, e o consórcio formado pelos estaleiros Rio Grande e Mac Laren assinam, nesta segunda-feira (24), contrato para a aquisição de quatro navios da classe handy, com valor de US$ 69,5 milhões por embarcação. A licitação foi lançada em julho de 2024 e faz parte do Programa de Renovação e Ampliação de Frota da companhia. Os navios serão utilizados para transporte de derivados de petróleo na costa brasileira. De acordo com a Petrobras, os novos equipamentos irão ampliar a capacidade de atendimento da Transpetro à Petrobras, reduzindo a necessidade de afretamento desse tipo de unidade pela petrolífera. A companhia destaca ainda que os handy vão contemplar soluções que garantem maior eficiência energética e menor emissão de gases que provocam o efeito estufa. “Além disso, as embarcações poderão ser abastecidas com bunker [óleo combustível marítimo] ou biocombustíveis. Como resultado, estima-se reduzir em 30% as emissões em relação aos atuais navios da frota, atendendo às determinações da Organização Marítima Internacional (IMO)”, informou. Os novos navios serão aptos a transportar produtos claros derivados de petróleo, como Diesel Marítimo, Diesel S10, Diesel S500 e gasolina de aviação (GAV). Além da Petrobras, a Transpetro presta serviços a distribuidoras, à indústria petroquímica e demais empresas do setor de óleo e gás. A carteira da subsidiária da Petrobras conta com mais de 160 clientes. Renovação O Programa de Renovação e Ampliação da Frota da Petrobras faz parte do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) para o desenvolvimento da indústria naval brasileira. No total, no âmbito do programa, a Petrobras fará a aquisição de 44 embarcações, todas já contratadas ou em processo de licitação. Segundo a companhia, são investimentos de R$ 23 bilhões na indústria do setor.
Fonte - Agência Brasil - 24/02/2025

domingo, 16 de fevereiro de 2025

Maior plataforma de petróleo do Brasil inicia operação no pré-sal

Energia-Petróleo ⛴   ⛽

O navio-plataforma tem capacidade para processar até 225 mil barris de óleo e 12 milhões de metros cúbicos de gás natural por dia. A unidade vai explorar 15 poços, sendo sete produtores de óleo, seis injetores de água e gás, um conversível (produtor e injetor) e um injetor de gás.

Alex Rodrigues - Agência Brasil
Foto - SBM divulgação
A maior unidade produtiva de petróleo em alto-mar (offshore) instalada no país até o momento, a Almirante Tamandaré (Búzios 7) começou a operar no Campo de Búzios, na Bacia de Santos, a cerca de 180 quilômetros da costa do Rio de Janeiro, neste sábado (15). O navio-plataforma tem capacidade para processar até 225 mil barris de óleo e 12 milhões de metros cúbicos de gás natural por dia. A unidade vai explorar 15 poços, sendo sete produtores de óleo, seis injetores de água e gás, um conversível (produtor e injetor) e um injetor de gás. Todos eles estarão interligados à plataforma por meio de uma infraestrutura submarina. O Campo de Búzios é considerado um dos pontos mais promissores do chamado pré-sal brasileiro uma área de reservas petrolíferas formada por uma camada de rochas sedimentares e localizada em águas ultraprofundas da costa brasileira, entre 5 mil e 7 mil metros de profundidade. Em nota, a Petrobras reafirmou a expectativa de que o Campo de Búzios se torne, em breve, seu maior campo de produção, podendo superar a marca de 1,5 milhões de barris de produção por dia. “O FPSO Almirante Tamandaré é parte do sexto sistema de produção de Búzios e contribuirá para que o campo alcance a produção de 1 milhão de barris de óleo por dia, previsto para o segundo semestre de 2025", afirmou a presidenta da companhia, Magda Chambriard. A unidade foi afretada junto à SBM Offshore. Além de apresentar capacidade produtiva acima da média das unidades da indústria – que gira em torno dos 150 mil barris diários de óleo e de compressão de 10 milhões de m3 de gás – a Almirante Tamandaré conta com tecnologias de descarbonização, o que, de acordo com a Petrobras, contribui para redução das emissões de gases de efeito estufa na atmosfera. Há também tecnologias para aproveitamento de calor, que reduzem a demanda de energia adicional para a unidade. Também em nota, o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, destacou a importância da unidade para a expansão da produção nacional. “A entrada em operação do FPSO Almirante Tamandaré é mais um passo importante para fortalecer a produção de energia no Brasil. Essa plataforma tem tecnologia de ponta para produzir mais com menos impacto ambiental, utilizando sistemas modernos para reduzir emissões e otimizar o uso de energia. Isso reforça nosso compromisso com o desenvolvimento do setor de óleo e gás em bases sustentáveis”, afirmou. O início da operação, neste sábado (15), coincidiu com o anúncio de que a Petrobras identificou novas reservas de petróleo em um poço (9-BUZ-99D-RJS ) da região oeste do Campo de Búzios, perfurado a cerca de 1.940 metros de profundidade, a partir de testes realizados a partir de 5,6 mil metros de profundidade. O começo da operação ocorreu um dia após a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) ter concedido as autorizações que faltavam para que o Consórcio da Jazida Compartilhada de Búzios, formado pela Petrobras (operadora que detém 88,9% de controle sobre o empreendimento), a CNOOC (7,34%) e a CNPC (3,67%) colocasse a unidade para funcionar.
Fonte - Agência Brasil  16/02/2025

Petrobras descobre nova camada de óleo no pré-sal da Bacia de Santos

Energia - Pré-Sal/Petróleo  ⛽

O volume foi identificado por meio de testes em uma profundidade de 5.600 metros. De acordo com nota divulgada pela empresa, na inspeção foram usados perfis elétricos gerados por sonda introduzida em nova perfuração, para identificar caraterísticas geológicas e hidrológicas.

Fabíola Sinibú - Agência Brasil
André Ribeiro/Ag. Petrobras
A Petrobras confirmou nesta sexta-feira (14) nova acumulação de petróleo na zona inferior ao reservatório principal do campo de Búzios, no pré-sal da Bacia de Santos. O volume foi identificado por meio de testes em uma profundidade de 5.600 metros. De acordo com nota divulgada pela empresa, na inspeção foram usados perfis elétricos gerados por sonda introduzida em nova perfuração, para identificar caraterísticas geológicas e hidrológicas. O material gerado ainda está em análise pelos laboratórios da Petrobras. A nota esclarece que “o Consórcio da Jazida Compartilhada de Búzios, formado pela Petrobras como operadora (participação de 88,98%), em parceria com a CNOOC (7,34%) e a CNPC (3,67%), tendo a Pré-Sal Petróleo S.A. (PPSA) como gestora, dará continuidade às análises dos resultados para continuidade das atividades na área". Produção média anual Segundo a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), a produção média anual de petróleo e gás natural foi, em 2024, de 4,322 milhões de barris de óleo equivalente por dia (boe/d). Desses, foram produzidos 3,358 milhões de barris por dia (bbl/d) de petróleo. Cerca de 78% desta produção foi proveniente de reservatórios da camada pré-sal, uma formação localizada entre mil e 6 mil metros de profundidade abaixo do nível do mar. O campo de Búzios é considerado o maior do mundo em águas ultraprofundas e fica localizado no Rio de Janeiro, a 189 quilômetros da costa. Opera com produção em larga escala desde março de 2015, e no último ano ultrapassou a marca de 1 bilhão de barris de petróleo produzidos, no mês de março. De acordo com o Boletim da Produção de Petróleo e Gás Natural da ANP, em 2024, a produção do campo de Búzios aumentou 2,40% em relação ao ano de 2023, representando 19,53% da produção marítima.
Fonte - Agência Brasil 15/02/2025

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2025

Petrobras diz ter atendido exigências do Ibama sobre Margem Equatorial

Meio Ambiente  🐬

Empresa informou que relatório foi entregue ao instituto em novembro.A declaração foi dada durante o Fórum Brasil de Energia, na Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan), no centro do Rio de Janeiro.
 
Ag. Brasil
foto-ilustração/arquivo
A presidenta da Petrobras, Magda Chambriard, disse nesta quarta-feira (4) que a empresa atendeu a todas as demandas colocadas pelo Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama) para exploração de petróleo na Margem Equatorial, na Bacia da Foz do Amazonas. A declaração foi dada durante o Fórum Brasil de Energia, na Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan), no centro do Rio de Janeiro. “Nós estamos em um processo de licenciamento com o Ibama. Entregamos toda a demanda do Ibama nos últimos dias de novembro. Estamos construindo o centro de reabilitação da fauna no Oiapoque, que deve ficar pronto agora em março”, disse a presidenta da Petrobras. “Todas as respostas às demandas estão no relatório que entregamos no dia 27 de novembro e agora estamos aguardando a avaliação do Ibama sobre o material.” A Bacia da Foz do Amazonas ocupa uma faixa no território marítimo que se estende entre a fronteira do Amapá com a Guiana Francesa até onde a Baía do Marajó divide o arquipélago da costa paraense. Na região, está o bloco exploratório de petróleo e gás natural FZA-M-59. O bloco é parte da chamada Margem Equatorial, que comporta cinco bacias sedimentares: Pará-Maranhão, Barreirinhas, Ceará e Potiguar, além da Foz do Amazonas. A Petrobras tem 16 poços na nova fronteira exploratória, no entanto, só tem autorização do Ibama para perfurar dois deles, na costa do Rio Grande do Norte. A exploração é criticada por ambientalistas, preocupados com possíveis danos ambientais. O Ibama negou a licença para outras áreas, como a da Bacia da Foz do Amazonas. A Petrobras pediu ao instituto, ligado ao Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), uma reconsideração.
Fonte - Agência Brasil 04/02/2025

segunda-feira, 5 de agosto de 2024

Petrobras confirma descoberta de gás em águas profundas na Colômbia

Energia/Petróleo - ⛽

Petrobras no mundo - A Colômbia é um dos cinco países – além do Brasil - em que a Petrobras desenvolve exploração e produção de petróleo ou gás natural. As demais operações são na América do Sul, América do Norte e na África.O poço fica a 31 quilômetros da costa, no Mar do Caribe, em uma profundidade de 804 metros. 

Bruno de Freitas Moura
Agência Brasil
Mapa Petrobras- Divulgação
A Petrobras confirmou a presença de gás em um reservatório na costa da Colômbia. A descoberta foi anunciada pela estatal nesta segunda-feira (5). O poço fica a 31 quilômetros da costa, no Mar do Caribe, em uma profundidade de 804 metros. A descoberta no poço Uchuva-2 é uma extensão da presença de gás natural no Uchuva-1, em uma lâmina d’água de aproximadamente 830 metros, conhecido desde 2022. De acordo com a companhia, a localização do poço “agrega informações relevantes para o desenvolvimento de uma nova fronteira de exploração e produção na Colômbia, reforçando o potencial volumétrico para gás na região”. A operação de Uchuva-2, que fica na Bacia de Guajira, se iniciou no último dia 19 de junho. O reservatório se encontra a 76 quilômetros da cidade de Santa Marta. A Petrobras explicou que o poço “está sendo executado em cinco fases, e o intervalo portador de gás foi constatado na fase 4 da perfuração, por meio de perfis elétricos, que serão posteriormente caracterizadas por meio de análises de laboratório”. A exploração do combustível na região é feita por um consórcio formado pela Petrobras como operadora (participação de 44,44%), em parceria com a Empresa Colombiana de Petróleos (Ecopetrol), que detém 55,56% de participação. O consórcio dará continuidade às operações para concluir o projeto de perfuração do poço até a profundidade prevista e caracterizar as condições dos reservatórios encontrados, com a previsão de realização de um teste de formação até o final do ano. A estatal afirmou no comunicado de descoberta que a atuação no Bloco Tayrona “está alinhada à estratégia de longo prazo da companhia, visando à recomposição das reservas de petróleo e gás por meio de exploração de novas fronteiras e atuação em parceria, assegurando o atendimento à demanda global de energia durante a transição energética”.

Petrobras no mundo
A Colômbia é um dos cinco países – além do Brasil - em que a Petrobras desenvolve exploração e produção de petróleo ou gás natural. As demais operações são na América do Sul, América do Norte e na África. Na Argentina, por meio da subsidiária Petrobras Operaciones S.A., a companhia detém uma participação de 33,6% no ativo de produção Rio Neuquén. Na Bolívia, produz gás principalmente nos campos de San Alberto e San Antonio, com 35% de participação em cada um desses contratos de operação de serviços, que são operados principalmente para fornecer gás ao Brasil e à Bolívia. Nos Estados Unidos, a atuação se dá em campos em águas profundas no Golfo do México, com participação de 20% da Petrobras America Inc., formando com a Murphy Exploration & Production Company a joint venture MPGoM. Em 8 de fevereiro de 2024, a Petrobras concluiu a aquisição de participações em três blocos exploratórios em São Tomé e Príncipe, país da costa ocidental da África. A operação marcou a retomada das operações exploratórias no continente africano, com o objetivo de diversificar o portfólio, e está alinhada à estratégia de longo prazo da estatal.
Fonte - Agência Brasil 05/08/2024

sábado, 10 de fevereiro de 2024

Consumo de energia tem mais de 92% da carga de fontes renováveis

Energia 💡

Os dados são do Operador Nacional do Sistema Elétrico, desde novembro do ano passado, houve três picos entre os maiores da história. A Usina Hidrelétrica Belo Monte, no Pará, respondeu por 10% da carga.

Por Alana Gandra
Repórter da Agência Brasil
foto - ilustração/arquivo
O Sistema Interligado Nacional (SIN) registrou consumo recorde de energia na última quarta-feira (7), com carga total, às 14h15, de 101.860 megawatt (MW), sendo 92,4% de fornecimento por fontes renováveis, especialmente usinas hidrelétricas, usinas eólicas, usinas solares e micro e minigeração distribuídas. Os dados são do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS). Desde novembro do ano passado, houve três picos entre os maiores da história. O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, comemorou o fato. “Nosso Sistema Interligado Nacional deu mais uma demonstração de robustez. Podemos nos orgulhar, quase 93% da geração de energia elétrica do país foram atendidos por usinas renováveis. Mas nosso trabalho é contínuo. Por isso, o Ministério de Minas e Energia e as vinculadas continuarão trabalhando para buscar o equilíbrio entre segurança energética e modicidade tarifária às brasileiras e brasileiros”, disse Silveira. A Usina Hidrelétrica Belo Monte, no Pará, respondeu por 10% da carga. A micro e minigeração distribuída (MGD) contribuíram com 13.953 MW durante o pico. De acordo com o ONS, as altas temperaturas do verão brasileiro e a volta às aulas responderam pela elevação da carga. O recorde anterior de consumo foi registrado às 14h20 do dia 14 de novembro de 2023, quando o SIN foi demandado em 101.475 MW. No dia anterior, a carga total ultrapassou pela primeira vez a marca dos 100.000 MW provocada por uma onda de calor no Brasil, que exigiu maior potência das fontes de energia elétrica.
Fonte - Agência Brasil 10/02/2024

quarta-feira, 24 de novembro de 2021

Bahia lidera geração de energias renováveis no país

Energia - Sustentabilidade  💡

Atualmente, a Bahia conta com 205 parques eólicos e 34 parques fotovoltaicos em operação, com investimentos de US$ 3,7 bilhões e US$ 913 milhões respectivamente, resultando numa capacidade instalada de 5.260 MW em relação à eólica, e 1.063 MW com a solar. 

Seinfra BA
foto - ilustração/arquivo
O Estado da Bahia liderou a geração de energias renováveis no país, entre janeiro e setembro de 2021, de acordo com a Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE). Na segunda colocação em geração de energia eólica ficou o Rio Grande do Norte, e o estado do Piauí em terceiro. Em energia solar, o Piauí ocupa a segunda posição e, em terceiro, Minas Gerais. Atualmente, a Bahia conta com 205 parques eólicos e 34 parques fotovoltaicos em operação, com investimentos de US$ 3,7 bilhões e US$ 913 milhões respectivamente, resultando numa capacidade instalada de 5.260 MW em relação à eólica, e 1.063 MW com a solar. Os dados são dos Informes Executivos de Energias Solar e Eólica da Secretaria de Desenvolvimento Econômico (SDE). "É um segmento já consolidado em nosso estado e que está em franco crescimento. Temos uma previsão de 117 novos parques eólicos entrarem em operação nos próximos anos, com uma expectativa de geração de mais de 82.500 empregos na fase de construção, e 128 parques fotovoltaicos com a criação de mais de 64 mil postos de trabalho também nos próximos anos", ressaltou o titular da SDE, Nelson Leal. Descentralização Ainda de acordo com Leal, o fato dos empreendimentos estarem no interior do estado torna o segmento ainda mais importante para a economia baiana. "Promove uma descentralização do desenvolvimento, veja que cada torre eólica, por exemplo, gera uma renda de R$ 2 mil/mês, em média, para o proprietário da área", destacou Leal. Entre os municípios beneficiados com parques fotovoltaicos instalados estão: Tabocas do Brejo Velho, Bom Jesus da Lapa, Juazeiro, Guanambi, Barreiras, Itaguaçu da Bahia, Oliveira dos Brejinhos e Casa Nova. Já os eólicos estão em Sento Sé, Caetité, Morro do Chapéu, Campo Formoso, Gentio do Ouro, Igaporã, Guanambi, Pindaí, Mulungu do Morro, Brotas de Macaúbas, Várzea Nova, Cafarnaum, Sobradinho, Casa, Brumado, Xique-Xique, Bonito, Ourolândia, Dom Basílio e Umburanas.
Com informações da Seinfra BA  24/11/2021

quinta-feira, 17 de junho de 2021

O fantasma da crise no setor elétrico

Ponto de Vista  🔍

A questão, no entanto, tanto lá atrás quanto hoje, diz respeito também à falta de planejamento e investimentos no setor, uma tônica trazida com a sanha privatista dos anos 1990 e hoje novamente em voga. Se a “MP do Apagão”, apelido mais que pertinente dado a essa medida, não for votada em uma semana, perde a validade. É hora de reforçar a mobilização e a pressão sobre os senadores para que não completem o desatino iniciado na Câmara.

Portogente - Murilo Pinheiro*
foto - ilustração/arquivo
O alerta de emergência hídrica emitido pelo governo federal para o período de junho a setembro em cinco estados brasileiros já trouxe, na sequência, o temível acréscimo da “bandeira vermelha” nas contas de energia elétrica para os consumidores do mercado regulado. Para os chamados “livres”, como empresas que compram energia diretamente dos geradores, a conta já subiu no início do ano, atingindo elevação de até 25%. O aumento do custo do insumo essencial tanto para a vida das famílias quanto para o funcionamento do setor produtivo anuncia dificuldades que podem se traduzir em inadimplência e corte de serviço, redução no ritmo de operação das empresas, inflação, desemprego e, portanto, agravamento de uma situação já muito difícil. Para além do uso de energia mais cara, notadamente a térmica, se o País se vir, 20 anos depois, novamente obrigado a um racionamento para evitar o colapso, pode haver impacto ainda maior sobre a economia – que tenta dar sinais de recuperação, conforme apuração do Produto Interno Bruto (PIB) no primeiro trimestre –, com redução de 3% a 4% do crescimento previsto para 2021. Interessante notar que, assim como ocorreu em 2001, a crise atual é debitada mais uma vez exclusivamente à escassez de chuvas. A questão, no entanto, tanto lá atrás quanto hoje, diz respeito também à falta de planejamento e investimentos no setor, uma tônica trazida com a sanha privatista dos anos 1990 e hoje novamente em voga. Privilegiado pelo potencial de energia hidrelétrica e, portanto, limpa, o Brasil precisa garantir a manutenção adequada desse sistema e o incremento necessário de linhas de transmissão, além de avançar de maneira mais efetiva na geração a partir de outras fontes renováveis ​​e fartas no País, como eólica e solar. No caso desta última, pelo contrário, há ações que a desestimulam, como resolução normativa proposta pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) que taxa a produção fotovoltaica excessivamente ao invés de promover a microgeração. Em meio a essa situação, temos a mais absurda de todas as iniciativas que é a privatização da Eletrobras prevista na Medida Provisória 1.031/2021, prestes a ser votada no Senado. Responsável por 30% da geração do País, detentora de várias usinas hidrelétricas e tendo a seu cargo a gestão de grande parcela do armazenamento de água utilizada no setor, a empresa é mais estratégica do que nunca para a soberania e o desenvolvimento nacionais. Se a “MP do Apagão”, apelido mais que pertinente dado a essa medida, não for votada em uma semana, perde a validade. É hora de reforçar a mobilização e a pressão sobre os senadores para que não completem o desatino iniciado na Câmara.
* Presidente do Sindicato dos Engenheiros no Estado de São Paulo (Seesp)
Fonte - Portogente  17/06/2021

quinta-feira, 21 de janeiro de 2021

Bahia tem a maior expansão das linhas de transmissão de energia do país em 2020

Energia  💡

A Bahia foi o estado com a maior quilometragem concluída de linhas no país em 2020 com a adição de 1.428,5 quilômetros de extensão, segundo a Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL). A Secretaria de Infraestrutura do Estado (Seinfra) faz o acompanhamento das obras realizadas pelas empresas do setor energético no território baiano. 

Da Redação
foto - Manu Dias/GOV BA
As linhas de transmissão são responsáveis pelo escoamento da energia elétrica gerada nas usinas para alimentar o Sistema Interligado Nacional (SIN). A Bahia foi o estado com a maior quilometragem concluída de linhas no país em 2020 com a adição de 1.428,5 quilômetros de extensão, segundo a Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL). A Secretaria de Infraestrutura do Estado (Seinfra) faz o acompanhamento das obras realizadas pelas empresas do setor energético no território baiano. “As reuniões do Grupo de Trabalho Bahia e Sergipe, que é uma parceria entre Seinfra e o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), contribuem para resolver situações existentes relacionadas às obras de linhas de transmissão em ambos os estados. São ações em que damos suporte aos empreendimentos em construção e ajudamos para atração de novos investimentos para o território baiano”, destaca o secretário de Infraestrutura, Marcus Cavalcanti. O funcionamento das linhas de transmissão tem um papel fundamental para o desenvolvimento energético baiano. As linhas contribuem para a Bahia se manter líder nacional na geração de energia eólica e solar. O estado gerou 15.352,93 GWh na fonte eólica entre os meses de janeiro e novembro de 2020, de acordo com o Operador Nacional do Sistema Elétrico. Ainda segundo a ONS, a produção na fonte fotovoltaica foi de 1.663,77 GWh no mesmo período. Escoamento da geração A energia elétrica é produzida por um empreendimento de geração, que possui conexão com a rede de transmissão do Sistema Interligado Nacional (SIN), sob a responsabilidade do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS). Após ser gerada, a energia é transmitida pelo SIN para os principais centros de consumo em todo território nacional.
Com informações da Secom BA  21/01/2021

terça-feira, 5 de janeiro de 2021

Bahia se consolida na liderança da geração de energia eólica e solar no país

Energia/Sustentabilidade 💡

Pelo segundo ano consecutivo, o território baiano ocupa a primeira posição do ranking nacional na produção em ambas as fontes renováveis.Na fonte eólica, o estado gerou 12.590,21 GWh de janeiro a setembro de 2020, segundo o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS). 

Da Redação
divulgação/Secom BA
A Bahia se manteve líder na geração de energia elétrica a partir das fontes eólica e solar no país em 2020. Pelo segundo ano consecutivo, o território baiano ocupa a primeira posição do ranking nacional na produção em ambas as fontes renováveis. O trabalho que vem sendo desenvolvido pelo Governo do Estado, através das Secretarias de Infraestrutura (Seinfra) e de Desenvolvimento Econômico (SDE), para a atração de investimentos contribui na consolidação do resultado. Na fonte eólica, o estado gerou 12.590,21 GWh de janeiro a setembro de 2020, segundo o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS). O inicio das atividades de 17 novos parques neste ano ajudaram na permanência do primeiro lugar na produção energética a partir da fonte dos ventos no Brasil. Os empreendimentos que entraram em funcionamento foram Caititu 2 e 3, Carcará, Casa Nova A, Corrupião 3, Serra do Fogo, Serra do Vento e Ventos de São Januário 01, 03, 04, 05, 06, 13, 14, 20, 21 e 22 localizados em Pindaí, Casa Nova, Sento Sé e Campo Formoso, respectivamente. Chegando a um total de 182 parques em operação comercial distribuídos por 20 municípios. A liderança na geração solar nacional também continua com a Bahia. A produção estadual de energia elétrica a partir da fonte fotovoltaica foi de 1.376,72 GWh entre os meses de janeiro e setembro deste ano, de acordo com o ONS. Atualmente, 32 empreendimentos fotovoltaicos se encontram em funcionamento divididos entre oito cidades e colaborando para a manutenção do estado como líder na classificação. Em 2020, a usina solar do Aeroporto de Salvador entrou em atividade no mês de agosto e com a capacidade instalada de 3,3 MW. Juntas, a energia elétrica produzida a partir das fontes eólica e solar no estado tem a capacidade de atendimento para 13,5 milhões de residências. A força e a velocidade dos ventos e a incidência do sol em regiões a exemplo do Sertão do São Francisco, do Sertão Produtivo, da Bacia do Rio Corrente e do Velho Chico aliada a estrutura das linhas de transmissão tem papel determinante para o desenvolvimento energético baiano, já apontada nos Atlas Eólico (2013) e Solar (2018) da Bahia. Nos últimos nove anos, o investimento total foi de R$ 21, 8 bilhões realizado pelas empresas do setor nos empreendimentos em atividade. Novos parques estão sendo instalados e deverão funcionar em breve no território baiano. “Até 2025, a previsão é que 130 parques eólicos e 57 empreendimentos solares entrem em operação comercial. Isso reforça ainda mais a preocupação que o Governo da Bahia tem com relação à utilização da energia limpa e sustentável pensando no futuro da população. Hoje, aproximadamente 90% da capacidade instalada de energia elétrica no estado vem de fontes renováveis”, ressalta Marcus Cavalcanti, secretário de Infraestrutura. “A Bahia receberá novas linhas de transmissão de energia elétrica, uma delas, do Grupo Neoenergia, terá 1 mil km de extensão, com prazo máximo de 60 meses para estarem prontas e expectativa de gerar mais de 4 mil empregos diretos na construção. As linhas de transmissão vão passar por 27 municípios, a exemplo de Morro do Chapéu, Poções e Medeiros Neto. Teremos também investimentos de R$ 13 bilhões na construção dos novos parques eólicos, que devem gerar 56 mil empregos diretos e indiretos. Já as novas usinas de energia solar estimam investir mais de R$ 8 bilhões e criar 27,5 mil postos de trabalho diretos. Ambos até 2025”, destaca o vice-governador João Leão, secretário de Desenvolvimento Econômico. Geração Distribuída A possibilidade de poder produzir a própria energia e ainda pagar mais barato na conta de luz fez com que a Geração Distribuída a partir da fonte solar pudesse crescer 118% na Bahia na comparação de 2019 com janeiro a novembro de 2020. Segundo a Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar), a potência instalada aumentou de 63,32 MW para 138,3 MW no período em análise. O estado tem a segunda maior capacidade instalada da Geração Distribuída do Nordeste, atrás apenas do Ceará com 145,6 MW.
Com informações da Secom BA  04/01/2021


divulgação//Secom BA



segunda-feira, 30 de novembro de 2020

Geração distribuída de energia solar cresce em 118% na Bahia

Energia/Sustentabilidade  💡

A potência instalada baiana cresceu 118% na comparação de janeiro a outubro de 2020 com todo o ano passado, segundo a Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar). A capacidade para produção energética a partir da fonte solar no estado aumentou de 63,2 MW para 138,3 MW no período.

Da Redação
foto - Leonardo Silva - Seinfra BA
Já pensou em instalar uma placa solar fotovoltaica no telhado no lugar onde mora, poder gerar a própria energia e ainda pagar mais barato na conta de luz? Esse conceito de geração distribuída vem sendo adotado em residências e também em empresas na Bahia. A potência instalada baiana cresceu 118% na comparação de janeiro a outubro de 2020 com todo o ano passado, segundo a Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar). A capacidade para produção energética a partir da fonte solar no estado aumentou de 63,2 MW para 138,3 MW no período. Aproximadamente, 90% dos municípios baianos já possuem locais que tenham a presença de placas fotovoltaicas gerando a própria energia. De acordo com a Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL), as cidades com maior capacidade instalada são Salvador, Barreiras, Lauro de Freitas, Camaçari e Amélia Rodrigues. Os principais benefícios para implantação das placas em imóveis ou estabelecimentos comerciais são o financeiro e o ambiental. No financeiro, a redução do custo pode chegar a atingir o valor mínimo a ser pago na conta de luz. Sobre o meio ambiente, o aproveitamento energético de origem renovável e limpa contribui com o conceito de sustentabilidade. Líder em geração Nos empreendimentos com grande capacidade instalada, a Bahia se mantém na liderança nacional da geração de energia a partir das fontes solar e eólica. A fonte solar produziu 1.376,72 GWh entre os meses de janeiro e setembro de 2020, segundo o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS). Ainda de acordo com a ONS, a energia eólica gerou 12.590,21 GWh no mesmo período. Juntas, seriam capazes de atender aproximadamente 13 milhões de residências. Os parques eólicos Ventos de São Januário 01, 03, 04, 13, 14 e 22 e Serra do Vento e a usina fotovoltaica do Aeroporto de Salvador entraram em atividade neste semestre e contribuem na consolidação desse resultado. Hoje, são 32 empreendimentos solares e 178 eólicos em operação comercial no estado. Mais seis parques eólicos já estão em fase de teste e devem entrar em funcionamento nos próximos meses no território baiano.
Com informações da Seinfra BA  27/11/2020

quarta-feira, 18 de novembro de 2020

Privatização, irresponsabilidade e o flagelo social no Amapá

Ponto de Vista/Energia  💡

Em meio a uma pandemia, os moradores de 14 das 16 cidades do Estado se viram sem eletricidade, fornecimento de água ou acesso à internet, impossibilitados de fazer compras com pagamento eletrônico ou sacar dinheiro. Já abaladas pela crise econômica e pelas dificuldades adicionais advindas da emergência sanitária, as empresas amargam agora também os prejuízos causados por esse episódio.

* Presidente do Sindicato
dos Engenheiros no Estado de SP - Portogente
foto - ilustração/arquivo
Se 2020 já vinha sendo um ano extremamente desafiador para todos os brasileiros, a população do Amapá passa desde 3 de novembro por situação ainda mais calamitosa: o apagão – até hoje não totalmente solucionado – causado pelo incêndio numa subestação que deixou 90% dos cidadãos sem energia por vários dias. Em meio a uma pandemia, os moradores de 14 das 16 cidades do Estado se viram sem eletricidade, fornecimento de água ou acesso à internet, impossibilitados de fazer compras com pagamento eletrônico ou sacar dinheiro. Já abaladas pela crise econômica e pelas dificuldades adicionais advindas da emergência sanitária, as empresas amargam agora também os prejuízos causados por esse episódio. Esse flagelo social, contudo, não se deve a catástrofes inimagináveis ou imprevisíveis, mas à irresponsabilidade com uma área absolutamente essencial à vida das pessoas e ao funcionamento das instituições públicas e privadas, como é o setor elétrico. Responsável pela subestação em questão, a Linhas de Macapá Transmissora de Energia (LMTE) pertence à Gemini Energy, nova denominação da espanhola Isolux, que está em recuperação judicial e já acumula ficha corrida de não cumprimento de seus compromissos como concessionária de infraestrutura. Como foi amplamente divulgado, o caos em que foi colocada a população amapaense só existiu porque o equipamento que deveria manter em operação a subestação avariada aguardava manutenção desde o final de 2019. Para piorar, os órgãos públicos responsáveis por fiscalizá-la não cumpriram seu papel. Há quase um ano repetidamente adiando o conserto do transformador que funcionaria como backup e teria evitado o apagão, a empresa jamais recebeu uma visita da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). Trata-se de descaso em cumprir a obrigação básica de ter um plano de emergência para evitar que eventuais falhas tenham consequências graves. A partir desse quadro, chega-se a uma conclusão lamentável: a transmissão de energia no Amapá, etapa absolutamente estratégica do sistema, foi entregue a uma empresa privada sem condições ou interesse de atuar adequadamente. Consumada a tragédia pela irresponsabilidade privada e pela omissão dos órgãos de controle, a companhia pública é chamada a dar solução ao problema. 
* Presidente do Sindicato dos Engenheiros
 no Estado de São Paulo (Seesp)

O restabelecimento emergencial da energia no Estado está a cargo da Eletronorte, pertencente ao grupo Eletrobras, que irônica e inacreditavelmente está na mira do governo federal para ser privatizada. Assim como há pressão para que seja leiloada a Companhia de 
Eletricidade do Amapá (CEA), a distribuidora. É imprescindível que essa situação sirva para que governo e Congresso repensem a sanha privatista que trata segmentos essenciais e estratégicos como mera oportunidade de negócios e ampliação pontual de receita.
O Sistema Interligado Nacional é um feito da engenharia brasileira e daqueles que vislumbraram um futuro de desenvolvimento e soberania para o País.
É inadmissível que sua infraestrutura seja entregue a aventureiros do mercado, sem seriedade ou competência para zelar pelos interesses da nossa nação e do nosso povo.
*Todo o conteúdo contido neste artigo é de responsabilidade de seu autor, não passa por filtros e não reflete necessariamente a posição editorial do Portogente.
Fonte - Portogente 18/11/2020

sábado, 5 de setembro de 2020

Pesquisadora do Ceará transforma esgoto em hidrogênio

Ciência & Tecnologia  📱💡

O hidrogênio é obtido por meio de processos que consomem muita energia, tornando seu uso pouco viável. A solução encontrada por pesquisadores da Universidade Federal do Ceará (UFC) foi produzi-lo, exclusivamente, a partir do esgoto.Nos testes em laboratório, eles conseguiram gerar energia suficiente para carregar celulares

Revista Amazônia
Com informações da Agência UFC.
Revista Amazônia
Entre as diversas alternativas energéticas, o hidrogênio surge como uma possibilidade. Tal elemento químico pode ser matéria-prima para a geração de energia elétrica e combustível, sendo que esta última opção vem sendo bastante testada mundo afora. Acontece que o hidrogênio é obtido por meio de processos que consomem muita energia, tornando seu uso pouco viável. A solução encontrada por pesquisadores da Universidade Federal do Ceará (UFC) foi produzi-lo, exclusivamente, a partir do esgoto.
Nos testes em laboratório, eles conseguiram gerar energia suficiente para carregar celulares. A quantidade é ainda pequena, porém a ideia é que a alternativa possa ser empregada em larga escala podendo, inclusive, ser usada para o tratamento de esgoto. Imagine gerar energia não poluente enquanto resolve um dos maiores problemas das grandes cidades? Seria um feito extraordinário.
“Como o saneamento é visto como algo sem valor comercial e político, não há investimento. A partir do momento em que se dá um valor comercial ao tratamento de esgoto, empresas e políticos vão ver o saneamento de forma diferente, não só como uma limpeza a ser feita, mas como uma fonte de geração de renda”, acredita a professora Fernanda Leite Lobo, do Departamento de Engenharia Hidráulica e Ambiental da UFC, uma das colaboradoras da pesquisa.
Para a pesquisa, foi adotada uma tecnologia bioeletroquímica que, segundo a UFC, é recente no meio acadêmico e ainda não empregada no Brasil. Abaixo você confere detalhes de como funciona o método:
O princípio é a utilização da energia química da matéria orgânica do esgoto para produzir elétrons, que podem ser manipulados para gerar corrente elétrica contínua e para criar determinadas reações químicas. São essas reações que possibilitam a criação do hidrogênio.
Essa tecnologia funciona com uma célula combustível microbiana, capaz de transformar a energia química presente no esgoto em corrente elétrica. Trata-se de um modelo simples: um cubo de acrílico com dois eletrodos (um ânodo e um cátodo, algo como os lados positivo e negativo de uma pilha).
Os elétrons que vão de um eletrodo a outro são coletados e utilizados, por meio de um sistema de controle de energia (PMS, na sigla em inglês), na geração da voltagem necessária para produzir o hidrogênio.
“A evolução do hidrogênio é uma reação endergônica, ou seja, precisa de uma energia externa para acontecer, não ocorre espontaneamente. Sempre que se produz hidrogênio, é necessário colocar energia no processo”, explica a professora Fernanda.
“Conseguimos isolar as reações, a da produção de energia através do esgoto e a da evolução do hidrogênio, isolando eletricamente os eletrodos que estão no esgoto e armazenando essa energia por um tempo”, diz a pesquisadora, ressaltando que é justamente essa energia armazenada (processo que ocorre em uma escala de milissegundos) a fonte que passa a permitir a produção do hidrogênio, eliminando a necessidade de qualquer fonte externa de energia.

AplicaçãoUsar o método em larga escala para tratamento de resíduos ainda depende de muitos estudos e, claro, vontade política não só para aplicação, mas em forma de incentivo à pesquisa. Mas, por enquanto, fica já a evidência de que a tecnologia é possível.
Seu uso na indústria automotiva também já é uma realidade, destacando-se como um combustível limpo, que não produz gás de efeito estufa, além de silencioso.

Parceria internacionalO estudo foi realizado em parceria com as universidades norte-americanas Princeton e Columbia e com o Laboratório Nacional de Energia Renovável dos Estados Unidos. Inclusive os teste ocorrem em laboratórios norte-americanos.
O próximo passo será aplicar a metodologia nos laboratórios da UFC. Ainda em 2020, os pesquisadores também esperam fechar parceria com o Harbin Institute of Technology (HIT), da China, para novos testes.
Por enquanto, é possível se aprofundar com o artigo completo (em inglês) publicado na revista científica Energy & Environmental Science. 
Fonte - Revista Amazônia  04/09/2020

quinta-feira, 20 de agosto de 2020

Nordeste da Bahia terá complexo eólico com R$ 1,3 bilhão em investimentos

Energia/Sustentabilidade  💡

A estimativa é que a AES Tietê invista R$ 1,3 bilhão na primeira fase de construção dos parques, que terão capacidade instalada de 322 Megawatts (MW). Estima-se que todas as etapas da obra gerem até 500 empregos, aproveitando em parte a mão de obra local. 

Da Redação
foto - ilustração/arquivo
O nordeste da Bahia vai ganhar o primeiro complexo eólico da região, que ficará localizado nos municípios de Tucano, Araci e Biritinga. A estimativa é que a AES Tietê invista R$ 1,3 bilhão na primeira fase de construção dos parques, que terão capacidade instalada de 322 Megawatts (MW). Estima-se que todas as etapas da obra gerem até 500 empregos, aproveitando em parte a mão de obra local.
Além do pioneirismo na região, de acordo com a empresa, o parque terá as maiores turbinas já instaladas no país em potência e tamanho. O Governo do Estado, por meio da Secretaria de Desenvolvimento Econômico (SDE), tem apoiado institucionalmente a implantação do empreendimento.
“A Bahia já se consolidou como a terra dos bons ventos. Saber que passaremos a produzir energia a partir da fonte eólica onde até então nem poderíamos imaginar que seria possível, é uma grata surpresa. Teremos novos municípios beneficiados pela força das energias renováveis. A SDE desempenha um papel de articulador com objetivo de melhorar os processos autorizativos que impactam no prazo e até na viabilidade dos empreendimentos eólicos”, afirma o vice-governador João Leão, secretário da pasta.
Segundo a AES Tietê, a primeira etapa das obras do Complexo Eólico Tucano será composta por 52 turbinas, que serão fornecidas pela Siemens Gamesa, cuja unidade produtiva fica no município de Camaçari, na Região Metropolitana de Salvador (RMS). As turbinas serão instaladas em torres de aço de 115 metros de altura e terão pás de mais de 80 metros de comprimento, formando uma circunferência de 170 metros de diâmetro.
A estimativa é que as obras da primeira fase sejam iniciadas a partir de outubro, após parecer do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) e emissão das licenças ambientais emitidas pelo Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema).

Diagnóstico social A segunda fase do projeto, embora ainda sem prazo para o início nem estimativa de custos, terá capacidade instalada de 258 MW, totalizando 580 MW em todo o parque. A AES Tietê iniciou um trabalho de diagnóstico social da região para identificar as potencialidades da comunidade e os desafios locais. Com esses dados, a companhia planejará iniciativas de desenvolvimento social a serem implementadas nos municípios do entorno do complexo eólico, alinhadas com as diretrizes de Sustentabilidade e de Investimento Social Privado.
“Estamos ansiosos para iniciar a construção do Parque Eólico de Tucano, que abrirá uma nova fronteira para a geração eólica na Bahia e contribuirá para o desenvolvimento socioeconômico da região”, destaca o diretor de Engenharia e Construção da AES Tietê, Rodrigo D’Elia.

Alto Sertão II A AES Tietê é responsável pela operação do Complexo Eólico Alto Sertão II, localizado nas cidades de Caetité, Guanambi, Igaporã e Pindaí, também na Bahia. No local, a empresa emprega nove colaboradores e outros 70 prestadores de serviço.
Os parques, com 230 torres eólicas, têm capacidade instalada para gerar 386,1 MW de energia, contratada por 20 anos, por meio do leilão de energia de reserva e leilão de energia nova realizados em 2010 e 2011, cujos contratos expiram em 2033 e 2035, respectivamente.

Energia eólica na Bahia De acordo com o Informe de Energia Eólica da SDE, a Bahia liderou nacionalmente, com 32,4%, a geração de energia eólica no primeiro semestre de 2020. No mesmo período, a fonte produzida pelos ventos foi responsável por 48,2% da matriz de geração do estado. Os 172 parques em operação, espalhados por 20 municípios, têm 4,2 Gigawatts (GW) de capacidade instalada.
Desde 2012, o montante investido nos parques em atividade ultrapassa os R$ 16,5 bilhões e foram gerados mais de 45,9 mil empregos diretos na fase de construção desses parques. Os 123 novos parques contratados, que entram em operação até 2025, terão capacidade instalada de 3,5 GW e vão gerar 53 mil empregos. A previsão é que, juntos, possam injetar R$ 13,2 bilhões em investimentos no estado.

Sobre a AES Tietê

A AES Tietê atua como uma plataforma integrada de energia renovável com soluções customizadas de acordo com a necessidade de seus clientes. Está entre as maiores companhias privadas de geração do Brasil, atuando no país há 20 anos. O Centro de Operações de Geração de Energia (COGE), localizado em Bauru (SP), é o mais tecnológico do país e opera remotamente todos os ativos da companhia.
No portfólio, composto por geração hídrica, solar e eólica, estão nove usinas hidrelétricas e três pequenas centrais hidrelétricas, dois Complexos Solares, Guaimbê e Ouroeste, em São Paulo, além do Complexo Eólico Alto Sertão II, na Bahia. Recentemente, a companhia anunciou investimento na construção do Complexo Eólico Tucano, também na Bahia.
Com informações da Secom BA  19/08/2020

quarta-feira, 19 de agosto de 2020

Região Nordeste tem a gasolina mais cara do País em julho, afirma Ticket Log

Energia  ⛽

A gasolina apresentou os maiores preços do Brasil, após um aumento de 5,17%, em relação ao mês anterior, com o litro comercializado nas bombas por R$ 4,395, frente aos R$ 4,179 apontados em junho. Todos os estados da região refletiram o aumento localmente. A Paraíba apresenta o melhor preço por litro, comercializando o combustível a R$ 4,151, contrapondo-se ao Rio Grande do Norte, onde o litro custou, na média R$ 4,546, e que concentrou a maior variação alta para o combustível, de todo o território nacional, com avanço de 10,6%.

Ticket Log (IPTL) - Portogente*
foto - ilustração/arquivo
Levantamento realizado pelo Índice de Preços Ticket Log (IPTL), com base nos preços registrados em mais de 18 mil postos de combustíveis em todo o Brasil, aponta que em julho, o movimento foi de alta no preço médio dos combustíveis em estabelecimentos da Região Nordeste.
A gasolina apresentou os maiores preços do Brasil, após um aumento de 5,17%, em relação ao mês anterior, com o litro comercializado nas bombas por R$ 4,395, frente aos R$ 4,179 apontados em junho. Todos os estados da região refletiram o aumento localmente. A Paraíba apresenta o melhor preço por litro, comercializando o combustível a R$ 4,151, contrapondo-se ao Rio Grande do Norte, onde o litro custou, na média R$ 4,546, e que concentrou a maior variação alta para o combustível, de todo o território nacional, com avanço de 10,6%.
O etanol, por sua vez, apresentou alta menos expressiva, de 1,98%, com o litro vendido no Nordeste, em média, a R$ 3,507. Os postos da Paraíba também registraram o melhor preço para o etanol, com o litro vendido, em média, a R$ 3,221. Merecem destaque os estados do Maranhão e Sergipe, onde houve recuo de 0,03% e 0,61%, respectivamente, nos preços apresentados nas bombas para esse combustível. Na contramão, o Rio Grande do Norte também registrou para o etanol os maiores preços da região, vendendo o litro a R$ 3,808.
As duas opções de diesel apresentaram as maiores altas para os combustíveis no período: o Diesel subiu 6,80% e o Diesel S-10 teve alta de 7%, com o litro comercializado a R$ 3,455 e R$ 3,499, respectivamente. A Paraíba foi o estado da região com os melhores preços para a compra do Diesel, vendido a R$3,325. No caso do Diesel S-10, os melhores preços foram registrados nas bombas de Pernambuco, onde a média foi de R$ 3,382. Os maiores valores por litro para o Diesel estiveram no Piauí, que registrou média de R$ 3,563 e o Alagoas foi o estado com o maior preço para o Diesel S-10: R$ 3,562.
“De maneira geral, o Nordeste segue uma forte tendência de alta nos preços de todos os combustíveis, acompanhando o cenário nacional. Em julho a região volta a ter como destaque o alto valor da gasolina, como foi o caso do Rio Grande do Norte que chegou a casa dos 10%, e variações de alta bastante expressivas para o Diesel e o Diesel S-10. Mas há surpresas positivas, como nos casos do Maranhão e do Sergipe, em que foi possível observar em julho o menor valor cobrado pelo litro do álcool em 2020”, analisa o Head de Mercado Urbano da Edenred Brasil, Douglas Pina.
No recorte por Estados, o comportamento do preço da gasolina no Alagoas volta a expressar tendência de alta a partir de junho, após quedas registradas em abril e maio. Com relação ao etanol, o combustível apresentou alta de 1,08%, após quedas consecutivas registradas desde janeiro de 2020.
A Bahia, que registrou queda nos valores da gasolina entre janeiro e maio, também consolida um movimento de alta desde junho. Em julho, o preço médio do litro do combustível foi de R$ 4,469. O mesmo movimento pode ser observado com relação ao etanol, com o litro do combustível comercializado a R$ 3,380 em julho.
No Ceará, o cenário é bastante semelhante ao da Bahia com uma expressão de alta no preço da gasolina sendo registrada desde junho, após quedas consecutivas de janeiro a maio. Em julho, o preço médio do combustível foi de R$ 4,342, após variação de 4,58%. Já com relação ao etanol, após quatro meses de quedas (março a junho), observa-se uma tendência de alta com variação positiva de 2,15% e o litro custando, em média, R$ 3,607.
Seguindo essa tendência, no Maranhão, os preços da gasolina, que vinham em queda desde janeiro, iniciaram um movimento de alta em junho. Em julho, a variação foi de 4,19%, com o litro chegando à média de R$ 4,299. No caso do etanol, os preços vêm oscilando desde janeiro, mas em julho chegou ao valor mais baixo registrado no ano, com o litro sendo vendido a R$ 3,698, após queda de 0,03%.
Assim como outros estados da região, após quedas no preço da gasolina de janeiro a maio, a Paraíba, o Pernambuco, o Piauí, o Rio Grande do Norte e o Sergipe apresentaram altas para o combustível em junho e julho.
A variação mais expressiva foi observada no Rio Grande do Norte, com alta de 10,58%, o que levou o preço médio do litro a R$ 4,546. Na Paraíba, no último período, a variação foi de 5,84%, com a média do preço por litro chegando a R$ 4,151. Em Pernambuco, a variação foi de 4,91%, com o litro comercializado a R$ 4,361. Em Sergipe, a variação foi de 3,45%, levando o preço do litro a R$ 4,378. Já no Piauí , a variação foi de 2,38% e o preço médio registrado para o litro na bomba R$ 4,522.
Com relação ao etanol, na Paraíba, o combustível que vinha em queda desde janeiro teve a primeira alta do ano em julho, com variação de 2,01% e o preço por litro custando R$ 3,221.
No caso do Pernambuco, os preços para o etanol vêm oscilando desde o início do ano, e as análises do último período refletem uma alta de 2,26%, com a média do preço do litro na bomba registrado em R$ 3,432.
Já Piauí, observa-se um primeiro trimestre de queda, seguido por um período de oscilação que se encerra com uma alta de o primeiro trimestre foi de 0,79% em julho, com relação a junho, e o preço do litro passando de R$ 3,431 para R$ 3,458.
No Rio Grande do Norte, o preço do etanol atingiu o maior patamar do ano, com o preço do litro chegando a R$ 3,808 em julho, após alta de 5,40%, interrompendo a tendência de queda apresentada desde janeiro de 2020.
Por fim, no Sergipe, após um primeiro trimestre de altas, o preço do etanol vem registrando quedas desde abril. No último período, a redução no custo médio do litro foi de 0,61%, chegando R$ 3,415, o menor patamar de 2020.
O IPTL é um índice de preços de combustíveis levantados com base nos abastecimentos realizados nos 18 mil postos credenciados da Ticket Log, que tem grande confiabilidade, por causa da quantidade de veículos administrados pela marca: 1 milhão ao todo, com uma média de oito transações por segundo.
A Ticket Log, marca de gestão de frotas e soluções de mobilidade da Edenred Brasil, conta com mais 25 anos de experiência e se adapta às necessidades dos clientes, oferecendo soluções modernas e inovadoras, a fim de simplificar os processos diários.
Média regional dos combustíveis – julho de 2020
*Cristiane Lima Molina
Fonte - Portogente  18/08/2020

quarta-feira, 29 de julho de 2020

Maiores turbinas eólicas flutuantes do mundo entram em atividade gerando energia em Portugal

Energia/Sustentabilidade 💡

O Windfloat Atlantic conta com três turbinas com potência de 8,4 megawatts (MW) cada, as maiores do mundo já instaladas em plataformas flutuantes."Juntas,as turbinas,têm uma capacidade total de 25 MW, o suficiente para fornecer energia a 60 mil pessoas durante um ano. O local em que o parque foi instalado foi escolhido tendo em conta os bons recursos eólicos do mar alto naquela região

Sputnik
© Foto / Divulgação / EDP Renováveis
O maior parque eólico flutuante semissubmerso do mundo está em operação em Portugal, em pleno oceano Atlântico, a uma distância de 20km da costa da cidade de Viana do Castelo, no norte do país. O Windfloat Atlantic conta com três turbinas com potência de 8,4 megawatts (MW) cada, as maiores do mundo já instaladas em plataformas flutuantes.
"Juntas,as turbinas,têm uma capacidade total de 25 MW,o suficiente para fornecer energia a 60 mil pessoas durante um ano.O local em que o parque foi instalado foi escolhido tendo em conta os bons recursos eólicos do mar alto naquela região",diz à Sputnik Brasil uma fonte oficial da EDP Renováveis,empresa que lidera o projeto.
A instalação do parque começou em outubro do ano passado. As turbinas ficam em cima de torres semissubmersas, que têm distância de 50 metros uma da outra, e estão em águas com aproximadamente 100 metros de profundidade.
A energia gerada é conduzida das turbinas até uma base em terra, na costa de Viana do Castelo, através de um cabo submerso.
"A tecnologia Windfloat permite a instalação de plataformas flutuantes em águas profundas, anteriormente inacessíveis para produção de energia eólica, e também porque tira partido dos abundantes recursos eólicos aí existentes, tornando-se assim mais competitiva. Esta tecnologia permite ainda poupar quase 1,1 milhões de toneladas de CO2 (dióxido de carbono), tornando-se por isso mais amiga do ambiente", diz a EDP Renováveis.

Avanço no setor
Os parques eólicos offshore, como são chamadas as instalações flutuantes, são uma tendência em crescimento. De acordo com o último relatório da associação WindEurope, a Europa bateu um recorde em 2019 na implantação desse tipo de tecnologia. Foram instaladas 502 novas turbinas, em 10 centrais em alto mar, somando 3,6 gigawatts (GW) de potência.
Projetos no Reino Unido, Alemanha, Dinamarca, Bélgica e Portugal foram os responsáveis pelo incremento da rede.
A associação também alerta para a necessidade de mais investimentos no setor. "A Comissão Europeia diz que a Europa precisa de 230 a 450 GW de energia eólica offshore até 2050 para descarbonizar o sistema de energia e cumprir o Green Deal. Isso exige que a Europa construa 7 GW de novos parques offshore por ano até 2030 e aumente para 18 GW por ano até 2050. Mas o nível atual de novas instalações e investimentos está muito longe disso", lê-se no comunicado de divulgação do relatório.
O Green Deal, ou Pacto Ecológico Europeu, apresentado em dezembro de 2019, prevê diversas ações para minimizar alterações climáticas. No início de 2020, a Associação de Energias Renováveis de Portugal avaliou a existência de um grande "desafio" no cumprimento das políticas nacionais. "Este panorama coloca o país com uma maior responsabilidade em alcançar os objetivos estipulados no Plano Nacional de Energia e Clima 2030", lê-se no comunicado da entidade.
De acordo com a EDP Renováveis, a tecnologia do parque eólico flutuante português poderá ser replicada em outros países.
"Para áreas marítimas perto da costa, mas com águas profundas, a tecnologia utilizada no Windfloat Atlantic é absolutamente inovadora e disruptiva. Por ter um custo competitivo, o nosso objetivo é replicar o projeto em outros locais com as mesmas características geográficas de Viana do Castelo, como Espanha, França, Japão, entre outros", diz a empresa.
Fonte - Sputnik  29/07/2020

sexta-feira, 24 de julho de 2020

Egito inaugura a maior usina solar do mundo

Energia/Sustentabilidade  💡

A megaplanta solar começou a funcionar parcialmente em dezembro de 2017. Dessa forma, o Egito terá 20% de energia limpa até 2022.

Revista Amazônia
divulgação - Revista Amazônia
As condições climáticas particulares da área do deserto foram fundamentais para a escolha do local e, sem dúvida, um dos melhores.
A temperatura comum da área é superior a 50 graus Celsius, embora, pelo contrário, eles tenham instalado componentes com proteção mecânica contra poeira e os turnos de trabalho devam ser feitos nas horas mais frias do dia.
A megaplanta solar começou a funcionar parcialmente em dezembro de 2017. Dessa forma, o Egito terá 20% de energia limpa até 2022.
Além disso, com a instalação da planta, o Egito espera eliminar cerca de dois milhões de toneladas de emissões de gás por ano, agora que foi colocada em pleno funcionamento.
Fonte - Revista Amazônia  24/07/2020

terça-feira, 21 de julho de 2020

Seis parques eólicos entram em atividade na Bahia no primeiro semestre de 2020

Energia/Sustentabilidade   💡

Os seis novos empreendimentos estão localizados nos municípios de Pindaí e Campo Formoso, aumentando para 171 parques em funcionamento distribuídos por 20 cidades. O estado se mantém na liderança da geração de energia elétrica a partir da fonte dos ventos no Brasil.

Da Redação
foto - ilustração/arquivo
Caititu 2 e 3, Corrupião 3, Carcará e Ventos de São Januário 20 e 21 são os parques eólicos que entraram em operação comercial no primeiro semestre deste ano na Bahia. Os seis novos empreendimentos estão localizados nos municípios de Pindaí e Campo Formoso, aumentando para 171 parques em funcionamento distribuídos por 20 cidades. O estado se mantém na liderança da geração de energia elétrica a partir da fonte dos ventos no Brasil.
O potencial eólico do território baiano contribui para a atração de negócios por meio das empresas do setor energético. Desde 2012, o montante investido nos parques em atividade foi de R$ 16,5 bilhões. Os empreendimentos foram responsáveis pela produção de 4.750.311,04 MWh de energia elétrica entre janeiro e maio deste ano, segundo o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS). A Bahia gerou 31,8% do total do país na força dos ventos, o que seria capaz de atender 8,3 milhões de residências.
O secretário de Infraestrutura da Bahia, Marcus Cavalcanti, comemora o avanço do setor no estado. “As fontes renováveis são responsáveis por cerca de 90% da capacidade instalada de geração de energia elétrica no território baiano. Até o fim de 2020, mais dois empreendimentos eólicos entrarão em atividade no município de Campo Formoso. Os novos parques são Ventos de São Januário 04 e 22 e vão contribuir para a consolidação da produção energética do estado”.
"A Bahia tem se tornado uma locomotiva de desenvolvimento no país e o setor de energias renováveis é um dos responsáveis por este cenário. Além da liderança nacional no setor, parques eólicos e solares que estão em operação no estado já criaram mais de 55,5 mil empregos diretos na fase de construção. Além de gerar emprego e renda nos municípios e ter transformado a paisagem no semiárido baiano, a energia renovável não polui e ajuda a diversificar a matriz elétrica do país", diz o secretário de Desenvolvimento Econômico do Estado (SDE), João Leão.
De acordo com dados do Informes de Energias Renováveis da SDE, há atualmente na Bahia 54 parques eólicos em construção e outros 70 parques em construção prestes a se iniciar. A previsão é que, juntos, possam injetar R$ 13,2 bilhões em investimentos no estado e gerem 53,2 mil empregos diretos e indiretos. Já no setor solar fotovoltaico, 44 parques estão prestes a começar a construção, com investimentos previstos na ordem de R$ 6 bilhões e possível abertura de 21,2 mil postos de trabalho na fase de construção dessas usinas. Com os novos parques, a Bahia pode alcançar 1,6 GW de potência instalada em solar, até 2024, e 7 GW de potência instalada, em eólica, até 2025.

Energia SolarAlém da fonte dos ventos, a Bahia também permanece em primeiro lugar no ranking da geração solar no país. O território baiano possui 31 empreendimentos em funcionamento e nos quais foram aplicados R$ 4 bilhões por empresas do setor nos últimos oito anos. De acordo com o ONS, os parques instalados em oito municípios produziram 718.247,04 MWh de energia elétrica de janeiro até maio de 2020. O dado representa 30,9% do valor gerado pela fonte solar fotovoltaica no Brasil e teria capacidade de atendimento para cerca de 880 mil residências.
Com informações da Secom BA  21/07/2020

domingo, 12 de janeiro de 2020

A Bahia é líder na geração de energia solar e eólica no país

Energia/Sustentabilidade  💡

Nos últimos anos, o estado vem se destacando pelo potencial energético nas fontes renováveis como o sol, o vento, a água e a biomassa.Na energia eólica, o território baiano gerou 12.768,32 GWh no acumulado de janeiro a setembro, de acordo com o Operador Nacional do Sistema (ONS). Esse número fez com que o estado alcançasse o primeiro lugar na classificação nacional. A entrada de 23 parques eólicos em operação comercial nesse período contribuiu para o resultado. Além disso, mais cinco empreendimentos também iniciaram atividades nos três últimos meses.

Da Redação
foto ilustração/arquivo
A Bahia se consolidou como líder na geração de energia a partir das fontes solar e eólica no Brasil. Em 2019, assumiu também a primeira posição na produção a partir da força dos ventos no país, assim como já ocupava na fotovoltaica. Nos últimos anos, o estado vem se destacando pelo potencial energético nas fontes renováveis como o sol, o vento, a água e a biomassa.
Na energia eólica, o território baiano gerou 12.768,32 GWh no acumulado de janeiro a setembro, de acordo com o Operador Nacional do Sistema (ONS). Esse número fez com que o estado alcançasse o primeiro lugar na classificação nacional. A entrada de 23 parques eólicos em operação comercial nesse período contribuiu para o resultado. Além disso, mais cinco empreendimentos também iniciaram atividades nos três últimos meses.
Os 28 parques eólicos que entraram em funcionamento neste ano estão distribuídos nas cidades de Campo Formoso, Gentio do Ouro, Pindaí e Sento Sé. São eles: Zeus II, em Campo Formoso, Laranjeiras III e IX, em Gentio do Ouro, Angical 2, Coqueirinho 2, Papagaio, Acauã, Tamanduá Mirim 2, Teiú 2 e Arapapá, em Pindaí, e Umburanas 1, 2, 3, 5, 6, 8, 9, 10, 11, 13, 15, 16, 17, 18, 19, 21, 23 e 25, em Sento Sé. Em 10 anos de eólica no estado, 165 empreendimentos encontram-se em atividade com 4.034,39 kW de capacidade instalada para produção energética a partir da fonte dos ventos. Nesse período, mais de R$ 16 bilhões já foram investidos pelas empresas do setor nos parques em operação.
Ainda segundo o ONS, a Bahia permanece na liderança na geração de energia solar. Em 2019, a produção foi de 1.182,49 GWh entre os meses de janeiro e setembro. Essa capacidade ainda deve aumentar com os parques Sertão Solar Barreiras I, II, III e IV e Sobrado 1 que começaram as atividades no último mês de novembro nos municípios de Barreiras e Casa Nova, respectivamente. Atualmente, são 31 empreendimentos em funcionamento com 779,37 kW de potência instalada na fonte fotovoltaica. Um investimento de R$ 3,2 bilhões também realizado pelas empresas do setor.
"Mais de 89% da capacidade instalada para geração de energia elétrica do território baiano vem de fontes renováveis. Em 2020, a previsão é que mais 15 parques eólicos entrem em operação.
O vice-governador e também Sec. de Desenvolvimento Econômico,ressalta que foram gerados 60,5 mil empregos no campo da energia eólica e mais de 8,8 mil na construção dos empreendimentos fotovoltaicos em atividade nos últimos anos. "Na energia solar, a Bahia também cresceu 158% na potência instalada para Geração Distribuída em 2019. No ano passado, foram investidos mais de R$ 60 milhões neste setor no estado. Na fonte dos ventos, a perspectiva é de R$ 7 bilhões em investimentos e geração de mais 27 mil empregos nos parques em construção e em construção não iniciada até o final de 2025".
Com informações da Seinfra BA  10/01/2020

sexta-feira, 10 de janeiro de 2020

Taxação de energia solar

Energia  💡

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), informou que vai pautar um projeto de lei para assegurar que não haverá taxação da energia solar que é produzida por usuários individuais em suas próprias residências e posteriormente compartilhada com a rede local – a chamada geração distribuída.

Portogente*
foto - ilustração/arquivo
O ano de 2020 começa com uma boa polêmica à mesa de parlamentares e também da sociedade brasileira. O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), informou que vai pautar um projeto de lei para assegurar que não haverá taxação da energia solar que é produzida por usuários individuais em suas próprias residências e posteriormente compartilhada com a rede local – a chamada geração distribuída.
A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) iniciou, em 2019, uma série de consultas públicas para reformar o sistema. Na prática, a agência estuda cobrar uma taxa sobre o compartilhamento da energia excedente produzida por usuários que contam com estrutura própria de geração solar fotovoltaica.
A ideia é que o Congresso aproveite o início do ano legislativo para discutir um texto que impeça qualquer criação de tributo sobre a geração de energia solar fotovoltaica compartilhada.
* Com informações da Agência Câmara de Notícias
Fonte - Portogente  10/01/2020