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quarta-feira, 29 de julho de 2020

Maiores turbinas eólicas flutuantes do mundo entram em atividade gerando energia em Portugal

Energia/Sustentabilidade 💡

O Windfloat Atlantic conta com três turbinas com potência de 8,4 megawatts (MW) cada, as maiores do mundo já instaladas em plataformas flutuantes."Juntas,as turbinas,têm uma capacidade total de 25 MW, o suficiente para fornecer energia a 60 mil pessoas durante um ano. O local em que o parque foi instalado foi escolhido tendo em conta os bons recursos eólicos do mar alto naquela região

Sputnik
© Foto / Divulgação / EDP Renováveis
O maior parque eólico flutuante semissubmerso do mundo está em operação em Portugal, em pleno oceano Atlântico, a uma distância de 20km da costa da cidade de Viana do Castelo, no norte do país. O Windfloat Atlantic conta com três turbinas com potência de 8,4 megawatts (MW) cada, as maiores do mundo já instaladas em plataformas flutuantes.
"Juntas,as turbinas,têm uma capacidade total de 25 MW,o suficiente para fornecer energia a 60 mil pessoas durante um ano.O local em que o parque foi instalado foi escolhido tendo em conta os bons recursos eólicos do mar alto naquela região",diz à Sputnik Brasil uma fonte oficial da EDP Renováveis,empresa que lidera o projeto.
A instalação do parque começou em outubro do ano passado. As turbinas ficam em cima de torres semissubmersas, que têm distância de 50 metros uma da outra, e estão em águas com aproximadamente 100 metros de profundidade.
A energia gerada é conduzida das turbinas até uma base em terra, na costa de Viana do Castelo, através de um cabo submerso.
"A tecnologia Windfloat permite a instalação de plataformas flutuantes em águas profundas, anteriormente inacessíveis para produção de energia eólica, e também porque tira partido dos abundantes recursos eólicos aí existentes, tornando-se assim mais competitiva. Esta tecnologia permite ainda poupar quase 1,1 milhões de toneladas de CO2 (dióxido de carbono), tornando-se por isso mais amiga do ambiente", diz a EDP Renováveis.

Avanço no setor
Os parques eólicos offshore, como são chamadas as instalações flutuantes, são uma tendência em crescimento. De acordo com o último relatório da associação WindEurope, a Europa bateu um recorde em 2019 na implantação desse tipo de tecnologia. Foram instaladas 502 novas turbinas, em 10 centrais em alto mar, somando 3,6 gigawatts (GW) de potência.
Projetos no Reino Unido, Alemanha, Dinamarca, Bélgica e Portugal foram os responsáveis pelo incremento da rede.
A associação também alerta para a necessidade de mais investimentos no setor. "A Comissão Europeia diz que a Europa precisa de 230 a 450 GW de energia eólica offshore até 2050 para descarbonizar o sistema de energia e cumprir o Green Deal. Isso exige que a Europa construa 7 GW de novos parques offshore por ano até 2030 e aumente para 18 GW por ano até 2050. Mas o nível atual de novas instalações e investimentos está muito longe disso", lê-se no comunicado de divulgação do relatório.
O Green Deal, ou Pacto Ecológico Europeu, apresentado em dezembro de 2019, prevê diversas ações para minimizar alterações climáticas. No início de 2020, a Associação de Energias Renováveis de Portugal avaliou a existência de um grande "desafio" no cumprimento das políticas nacionais. "Este panorama coloca o país com uma maior responsabilidade em alcançar os objetivos estipulados no Plano Nacional de Energia e Clima 2030", lê-se no comunicado da entidade.
De acordo com a EDP Renováveis, a tecnologia do parque eólico flutuante português poderá ser replicada em outros países.
"Para áreas marítimas perto da costa, mas com águas profundas, a tecnologia utilizada no Windfloat Atlantic é absolutamente inovadora e disruptiva. Por ter um custo competitivo, o nosso objetivo é replicar o projeto em outros locais com as mesmas características geográficas de Viana do Castelo, como Espanha, França, Japão, entre outros", diz a empresa.
Fonte - Sputnik  29/07/2020

sábado, 31 de março de 2018

Primeiro parque eólico offshore do mundo livre de subsídio está sendo construído na Holanda

Energia/Sustentabilidade  💡

Graças a drasticamente os custos mais baixos, parques eólicos offshore estão sendo construídos sem subsídio,” disse Eric Wiebes, ministro para assuntos econômicos holandeses. “Isso nos permite manter a transição de energia a preços acessíveis.

Por engenhariae.com.br

A economia subjacente de energia eólica offshore tornaram-se tão favorável no país que os projetos não necessitam de fundos públicos para ser concluída. “Graças a drasticamente os custos mais baixos, parques eólicos offshore estão sendo construídos sem subsídio,” disse Eric Wiebes, ministro para assuntos econômicos holandeses. “Isso nos permite manter a transição de energia a preços acessíveis. A inovação e a concorrência está fazendo a energia sustentável mais barata a cada dia que passa e muito mais rápido do que se pode imagina.” Completa.
Programado para entrar em operação em 2022, os dois parques eólicos estão sendo construídos por uma empresa sueca, a Vattenfall. A eletricidade gerada pelos parques eólicos serão vendidos no mercado aberto, competindo com os combustíveis fósseis. Os parques eólicos estarão localizado a 20 km da costa dos Países Baixos e vai preencher uma área de 350 km quadrado. Uma vez em funcionamento, as fazendas irão produzir energia suficiente para alimentar 1,5 milhões de lares.
Enquanto os parques eólicos estão sendo anunciado como sem subsídio, o governo holandês vai cobrir o custo da ligação à rede.
Os Países Baixos tomaram medidas rápidas para desenvolver as suas capacidades de energia limpa. Em 2017, 600 megawatts, 150-turbina no parque Gemini na costa holandesa abriu como um dos maiores parques eólicos do mundo.
O ministro para o meio ambiente na Holanda, Sharon Dijksma, disse ao MIT Technology Review. “Portanto, este governo decidiu que era necessário acelerar o ritmo. O país europeu de baixa altitude tem muito em jogo na forma como o mundo lida com as mudanças climáticas. Se os Países Baixos forem enfrentar uma inundação poderosa, teríamos um colapso massivo, seria rasgar o país em pedaços e a economia entraria em também em colapso”, disse Dijksma. “Portanto, este cenário Armageddon tem de ser combatido.” Completou.
Fonte - Revista Amazônia  31/03/2018

quarta-feira, 9 de setembro de 2015

Dilma visitará obras da Transnordestina

Transportes sobre trilhos

A visita de Dilma ao Estado já vinha sendo anunciada desde julho, quando a presidente deveria começar a visitar estados nordestinos, onde sempre obteve grandes votações, para a chamada “agenda positiva”. 

Portal O Dia - RF
foto - ilustração
A presidente Dilma Rousseff (PT) vem ao Piauí nesta semana para visitar obras da ferrovia Transnordestina no município de Paulistana. O gabinete da presidente está fechando a agenda da visita ao Piauí, mas a ODIA, a equipe informou que a viagem deve ocorrer na sexta-feira (10). O Governo do Piauí pretende incluir no roteiro de Dilma uma visita ao parque eólico da Chapada do Araripe, em Marcolândia.
A visita de Dilma ao Estado já vinha sendo anunciada desde julho, quando a presidente deveria começar a visitar estados nordestinos, onde sempre obteve grandes votações, para a chamada “agenda positiva”. Em agosto, Rousseff foi ao Maranhão e ao Ceará e o Piauí será o terceiro estado a receber a presidente neste momento de crises política e econômica.
Apesar de registrar grandes atrasos e custar bem mais cara que o programado pelo Governo, a Ferrovia Transnordestina é uma das poucas obras que neste momento estão andando rapidamente. No entanto, no mês passado, a Agência Nacional de Águas determinou o prazo de 30 dias para que a empresa responsável pela obra deixe de retirar água do açude Ingazeira, em Paulistana, tendo em vista que a utilização das águas do açude colocava em risco o abastecimento de cidades da região.
A visita da presidente Dilma Rousseff ao Piauí também deve ser aproveitada pelos governistas para enfraquecer o discurso de que a presidente não tem beneficiado o estado com grandes obras.
Fonte - Revista Ferroviária  09/09/2015

domingo, 1 de março de 2015

Uruguai e Brasil inauguram parque eólico construído em parceria

Energia

O evento ocorreu no último dia de governo do presidente Mujica, que amanhã entrega o cargo ao presidente eleito, Tabaré Vázquez.O empreendimento visa a integração entre os sistemas elétricos dos dois países. Além da geração de energia desse parque eólico,haverá também uma linha de transmissão que vai permitir que, no Brasil e no Uruguai, seja construído um sistema interligado de geração de energia.

Aline Leal 
Repórter da Agência Brasil 
Roberto Stuckert Filho/Divulgação Presidência da República
A presidenta Dilma Rousseff participou hoje (28) do último ato oficial do presidente uruguaio, José Pepe Mujica, que inaugurou o Parque Eólico Artilleros, construído pelos dois países em uma parceria entre as empresas Eletrobras e UTE/Uruguai.
Segundo a presidenta, o empreendimento vai fazer a integração entre os sistemas elétricos dos dois países. ”Junto com esses cata-ventos, esses moinhos de vento, como dizem os uruguaios, nós vamos ter também uma linha de transmissão que vai permitir que, no Brasil e no Uruguai, nós construamos um sistema interligado de geração de energia, que vai dar mais segurança para as nossas populações e uma energia de melhor qualidade e mais barata”, disse.
Dilma ressaltou que um sistema interligado é muito importante para a redução de impacto nas mudanças de conjuntura de cada local. “Se você, cada vez mais, interligar essas regiões, criar redes de transmissão que levem energia de um lado para o outro, melhora. No passado, quando nós começamos esse processo, tinha água no Brasil, e faltava água na Argentina e no Uruguai. Agora, inverteu. Então, o que nós temos de ter é uma ação conjunta comum para garantir que haja um sistema elétrico latino-americano de qualidade”, defendeu a presidenta.
O evento ocorreu no último dia de governo do presidente Mujica, que amanhã entrega o cargo ao presidente eleito, Tabaré Vázquez. “[O presidente Mujica] é uma liderança com compromisso com seu povo e com todo o povo latino-americano. É, ao mesmo tempo, uma pessoa encantadora, como vocês já viram aqui. Uma pessoa que está à frente do seu tempo e isso é algo muito importante, porque um país e um continente se desenvolvem se têm utopias. E o presidente Mujica é um presidente que tem a realidade e a utopia compartilhadas”, disse a presidente.
Fonte - Agência Brasil 28/02/2015

quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

Novas indústrias iniciam produção na Bahia

Economia

Ulisses Dumas | Ag. Bapress | Divulgação
Canteiro de obras da fábrica da Basf em Camaçari: multinacional está investindo R$ 1,2 bi na Bahia

Paula Janay Alves
A Tarde

Apesar dos gargalos, o setor industrial da Bahia vai ganhar fôlego novo em 2014. Pelo menos 19 empreendimentos entrarão em operação este ano, dentre eles o Estaleiro Enseada do Paraguaçu, em Maragojipe, o Parque Eólico Curva dos Ventos, em Igaporã e Caetité, e a fábrica do grupo O Boticário, em Camaçari.
Também em 2014 serão concluídas as obras da montadora JAC Motors, o polo acrílico da Basf e a nova fábrica de motores da Ford.
Os maiores impactos na economia só serão sentidos a partir de 2015, quando as produções da Basf e a JAC Motors começarem, mas os efeitos imediatos com os investimentos na indústria da construção, contratação e treinamento de pessoal e montagens de equipamentos já começaram no ano passado e continuam em 2014.
Segundo o vice-presidente da Federação das Indústrias do Estado da Bahia (Fieb), Reinaldo Sampaio, a expectativa para 2014 é positiva. "Estamos convencidos que o PIB do Estado continuará avançando além da média do crescimento brasileiro, especificamente o PIB industrial", afirmou.
A fábrica do Grupo O Boticário entra em operação em junho. A capacidade de produção é de 30 milhões de itens de perfumaria e cuidados pessoais por ano. Ao todo, o grupo está investindo R$ 535 milhões na Bahia - R$ 380 milhões na fábrica e R$ 155 milhões em um centro de distribuição em São Gonçalo dos Campos. 

Megaprojeto
Quem passou pela Via Parafuso em setembro passado e viu o transporte dos dois reatores de mais de 300 toneladas pôde ter uma ideia da dimensão do complexo acrílico da Basf, ainda em construção em Camaçari.
Segundo o vice-presidente do Projeto Complexo Acrílico Basf, Willi Nass, atualmente a fábrica já emprega mais de 3 mil trabalhadores em sua construção. "Nós já estamos causando um impacto positivo na economia baiana. Estamos contratando empresas, principalmente de construção civil. Todas 100% baianas", afirma Nass.
Em 2014, a fábrica estará em fase de término das construções e início da montagem mecânica e elétrica. Após a finalização, mais de 230 empregos diretos e 600 indiretos serão gerados. A produção comercial começa em 2015.
Com investimento de R$ 1,2 bilhão (R$ 300 milhões só em 2014), a Basf irá produzir 200 mil toneladas de ácido acrílico por ano. O faturamento previsto é de US$ 300 milhões por ano. "Vamos reduzir as importações que o Brasil faz hoje. Serão menos US$ 200 milhões de importação, que é muito importante na balança comercial", afirma Nass.
A influência na balança comercial se deve à fabricação de superabsorventes, atualmente importado pelas indústrias que utilizam o material para produzir itens como fraldas descartáveis. Além disso, espera-se um aumento de US$ 100 milhões no volume de exportações.
Ainda para a instalação do polo acrílico, foi necessário um investimento de R$ 50 milhões da Braskem, que vai fornecer 100 mil toneladas por ano do propeno, fabricado pela empresa e utilizado como matéria-prima pela Basf.

Automóveis
Com investimento de R$ 1 bilhão, a fábrica da JAC Motors começa a nascer também em 2014. Com a terraplanagem quase finalizada, a estimativa é que a fase de construção civil se inicie, o que vai gerar mais empregos no setor.
Com a planta em operação mais de 3,5 mil empregos diretos e 10 mil indiretos serão gerados. Apesar de só ser inaugurada completamente em 2015, o primeiro carro baiano será lançado em 2014. A produção pode chegar a 80 mil veículos de passeio e 15 mil caminhões.
Já em construção, a nova fábrica de motores da Ford demandou um investimento de R$ 400 milhões e tem previsão de ficar pronta em 2014. A capacidade de produção é de 210 mil motores por ano.
Com os novos projetos, o desafio do Estado agora é melhorar e modernizar a infraestrutura, principalmente portos, rodovias e ferrovias, segundo os empresários.
Fonte - A Tarde  02/01/2014

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Um novo visual que se traduz numa nova perspectiva para a produção de energia em Sergipe


Foto: Vieira Neto/Sedetec
Foto: Vieira Neto/Sedetec
Por Hugo Sídney, repórter da ASN

Quem trafega pela rodovia SE-100 (Barra dos Coqueiros – Pirambu) já se depara com um novo visual que, para os olhos mais sensíveis, pode representar um novo cartão postal para o litoral sergipano. É a Usina de Energia Eólica (UEE) Barra dos Coqueiros, com previsão de ser inaugurada oficialmente em janeiro, que já formata um novo panorama tanto para o litoral Norte do estado, quanto para o futuro de Sergipe, pelo que representa na geração de uma energia limpa, segura e ecologicamente correta.
A partir de um empreendimento do grupo Engevix, que contou com incentivos do Governo do Estado através do Programa Sergipano de Desenvolvimento Industrial (PSDI), a usina eólica terá capacidade de produzir 34,5 megawatts, que representa energia suficiente para abastecer uma cidade com 120 mil habitantes. Esta energia é produzida através dos aerogeradores instalados nas 23 torres a 100 metros de altura.
Os estudos para implantação do Parque Eólico foram iniciados em 2008. As obras no Parque iniciaram-se em outubro de 2011 e a instalação das turbinas iniciou-se em abril deste ano. A UEE Barra dos Coqueiros comercializou sua energia no primeiro leilão exclusivo de energia eólica do Brasil. A energia será contratada pela CCEE (Câmara de Comercialização de Energia Elétrica) como energia de reserva por um prazo de 20 anos. VEJA MAIS -  AG.Sergipe de Noticias
Fonte - ASN - 27/01/2013