UMA GRANDE NAÇÃO SE CONSTROI COM EDUCAÇÃO, CIDADANIA E SOBERANIA

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quinta-feira, 12 de março de 2020

Produção industrial da Bahia cresce 10,3% em janeiro,é a maior do país

Economia  🏭

A Bahia lidera o crescimento da produção industrial em Janeiro com 10,03%.A queda no ritmo da produção industrial nacional, com taxa de -0,9%, na comparação entre janeiro de 2020 com o mesmo mês do ano anterior, foi acompanhada por sete dos 14 estados pesquisados.As informações fazem parte da Pesquisa Industrial Mensal (PIM) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgadas nesta quinta-feira (12)

Da Redação
foto - ilustração
Em janeiro de 2020, a produção industrial (transformação e extrativa mineral) da Bahia, ajustada sazonalmente, cresceu 10,3% frente ao mês imediatamente anterior. As informações fazem parte da Pesquisa Industrial Mensal (PIM) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgadas nesta quinta-feira (12), sistematizadas e analisadas pela Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), autarquia vinculada à Secretaria do Planejamento (Seplan).
“Este resultado expressivo coloca a Bahia na liderança nacional, muito superior ao índice nacional, que ficou em apenas 0,9%. Vale destacar que o Produto interno Bruto da Bahia em 2019 também ficou acima do nacional e que nosso estado também liderou a geração de empregos no Nordeste no ano passado, com 30.858 novos postos de trabalho de saldo. Tudo isso é fruto das políticas acertadas do Governo da Bahia, frente a um cenário econômico nacional desfavorável”, ressaltou o secretário estadual do Planejamento, Walter Pinheiro.
Na comparação de janeiro de 2020 com igual mês do ano anterior, a indústria baiana apresentou crescimento de 8,3%, com cinco das 12 atividades pesquisadas assinalando avanço da produção. O segmento Derivados de petróleo (40,7%) registrou a maior contribuição positiva devido ao aumento na produção óleo combustível, óleo diesel e nafta para petroquímica. Outros segmentos que registraram acréscimo foram: Celulose, papel e produtos de papel (31,6%), Veículos (8,6%), Bebidas (5,2%) e Extrativa (8,3%).
Por outro lado, o setor Metalurgia (-52,4%) exerceu a principal influência negativa no período, explicada especialmente pela menor fabricação de barras, perfis e vergalhões de cobre e de ligas de cobre. Outros resultados negativos no indicador foram observados nos segmentos de Minerais não metálicos (-21,8%), Produtos químicos (-2,4%), Couro, artigos para viagem e calçados (-3,6%), Produtos de borracha e de material plástico (-1,4%), Produtos alimentícios (-0,6%) e Equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos (-15,7%).
No acumulado dos últimos 12 meses, comparado com o mesmo período anterior, a taxa da produção industrial baiana foi de -1,7%, Seis dos 12 segmentos da Indústria geral influenciaram o resultado no período, com destaque para Produtos químicos, que teve queda de 16,3%. Também apresentaram resultados negativos: Veículos (-3,7%), Celulose, papel e produtos de papel (-4,0%), Produtos alimentícios (-2,1%), Couro, artigos de viagem e calçados (-2,7%) e Extrativa (-1,7%). Destacaram-se positivamente Derivados de petróleo (6,2%), Bebidas (14,1%), Metalurgia (3,0%), Minerais não metálicos (4,7%) e Produtos de borracha e material plástico (1,2%).
A queda no ritmo da produção industrial nacional, com taxa de -0,9%, na comparação entre janeiro de 2020 com o mesmo mês do ano anterior, foi acompanhada por sete dos 14 estados pesquisados, com destaque para as reduções mais acentuadas assinaladas por Espírito Santo (-20,9%), Minas Gerais (-14,2%), Pará (-6,6%) e Mato Grosso (-5,7%). Por outro lado, Rio de Janeiro (9,8%) e Bahia (8,3%) registraram as maiores taxas positivas nesse mês, nesta base de comparação.
Com informações da Secom BA  12/03/2020

quinta-feira, 12 de janeiro de 2017

Pedidos de recuperação judicial batem recorde em 2016, diz Serasa

Economia  $

O aprofundamento da recessão econômica em 2016 atingiu de forma significativa o consumo das famílias, seja pela elevação do desemprego, seja pelo encarecimento do crédito. Assim, o comércio foi o setor econômico que acabou sofrendo mais intensamente a redução do consumo, provocando dificuldades financeiras às empresas deste setor”, destaca a Serasa.

Bruno Bocchini
Repórter da Agência Brasil

foto - ilustração/arquivo
Os setores de comércio, indústria e serviços bateram recorde de pedidos de recuperação judicial em 2016. O resultado, divulgado hoje (12) pela Serasa Experian, é o pior desde 2005, início da série histórica do levantamento.
No total, foram 1.770 processos deste tipo no ano passado: 713 no setor de serviços, 611 no comércio e 446 na indústria.
“O aprofundamento da recessão econômica em 2016 atingiu de forma significativa o consumo das famílias, seja pela elevação do desemprego, seja pelo encarecimento do crédito. Assim, o comércio foi o setor econômico que acabou sofrendo mais intensamente a redução do consumo, provocando dificuldades financeiras às empresas deste setor”, destaca a Serasa.
Na comparação com 2015, o comércio foi o setor que apresentou a maior elevação no número de recuperações judiciais requeridas em 2016, com aumento de 51,2% nos pedidos. O setor de serviços vem em seguida, com 48,5% a mais. Já na indústria, os pedidos de recuperação judicial cresceram 24,2%, de um ano para o outro.

Falências
O levantamento mostra também que aumentou o número de pedidos de falência no ano passado em relação a 2015. Foram 1.846 solicitações em 2016 ante 1.760 no ano anterior. O setor de serviços também liderou os pedidos de falência, com 746 processos. Em seguida, aparecem a indústria, com 676 falências requeridas, e o comércio, com 424 pedidos.
Fonte - Agência Brasil  12/01/2017

sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

Maior proporção de empresas de alto crescimento está no Norte e Nordeste - IBGE

Economia

Os dados estão no estudo Estatística de Empreendedorismo 2012, divulgado hoje (12) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Empresa de alto crescimento é aquela que tem a partir de dez pessoas assalariadas e apresenta crescimento de pelo menos 20% no quadro de pessoal por um período de três anos.

Akemi Nitahara
Repórter da Agência Brasil
foto-ilustração/omarketizador
A concentração de empresas de alto crescimento é maior nas regiões Norte e Nordeste. Do total de empresas do Nordeste, 11,4% são de alto crescimento, responsáveis por 21,7% do pessoal ocupado, proporção que cai para 10% das empresas e 15,1% do pessoal na Região Sul. Os estados com as maiores proporções de empresas de alto crescimento são Maranhão (13,4%), Roraima (12,5%) e Ceará (12,4%), enquanto a menor proporção está em Minas Gerais, com 9,3%.Os dados estão no estudo Estatística de Empreendedorismo 2012, divulgado hoje (12) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Empresa de alto crescimento é aquela que tem a partir de dez pessoas assalariadas e apresenta crescimento de pelo menos 20% no quadro de pessoal por um período de três anos. O instituto analisou dados do Cadastro Central de Empresas (Cempre) e pesquisas estruturais do IBGE nas áreas de indústria, comércio, serviços e construção.
O IBGE destaca que entraram na análise os dados do triênio 2010-2011-2012, portanto posteriores à crise econômica global de 2008 e 2009 e que, no período avaliado, o empreendedorismo como promotor do crescimento econômico ganhou destaque, pois “é um instrumento importante no aumento da produtividade, competitividade e geração de postos de trabalho”.
No período analisado, o crescimento de países em desenvolvimento recuou de 7,5% para 5,1%, com redução do crescimento real do comércio internacional de bens e serviços de 12,8% para 2,8%.
No Brasil, a construção cresceu 11,6% em 2010, 3,6% em 2011 e 1,4% em 2012. Por outro lado, a indústria, que teve queda de 5,6% em 2009, cresceu 10,4% em 2010 e 1,6% em 2011, mas voltou a cair 0,8% em 2012. O comércio teve crescimento de 10,9%, 3,4% e 0,9%, respectivamente; e o setor de serviços, de 5,5%, depois 3,4% e 1,9% no último ano analisado.
A inflação oficial, medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), manteve-se dentro do limite da meta do governo, com 6,5%, 5,9% e 6,5%; e o desemprego caiu no período, chegando ao nível mais baixo da história em 2012, com 5,5%, acompanhado de um movimento de formalização do emprego e qualificação da mão de obra, aumentando o percentual de 15 anos ou mais de estudo – o que equivale ao curso superior completo – de 6,9% em 2008 para 8,1% em 2011.
Em 2012, o Brasil tinha 4,6 milhões de empresas ativas, responsáveis pela ocupação de 40,7 milhões de pessoas, sendo 83,4% na condição de empregado assalariado e 16,6% como sócio ou proprietário. No recorte de empresas com uma ou mais pessoas assalariadas, o número alcança 2,3 milhões, enquanto, com relação àquelas com pelo menos dez pessoas assalariadas, o Brasil tinha, em 2012, 465 mil empresas, o que corresponde a 10,1% do total.
Enquanto o número total de empresas no país cresceu 13% entre 2008 e 2012, a remuneração média passou de 3,1 salários mínimos em 2008 para 2,8 em 2012, com um total de R$ 756,6 bilhões. Em 2008, o salário mínimo era R$ 415 e em 2012 chegou a R$ 622.
Considerando apenas as empresas de alto crescimento, esses empreendimentos eram 35.206 em 2012 e empregavam 5,3 milhões de pessoas, com um montante de R$ 108,8 bilhões pagos em remunerações. Na comparação com 2011, houve crescimento de 2% no número de empresas, de 5% no pessoal ocupado e de 14% nos salários e remunerações. Entre 2009 e 2012, essas empresas geraram 3,3 milhões de postos de trabalho, o que representa 58,3% do total criado por empresas com dez assalariados ou mais no país, percentual maior do que o apresentado no triênio anterior, quando o número chegou a 56%. Considerando apenas as empresas de alto crescimento, o aumento no número de postos de trabalho alcançou 167,8% no período analisado.
Fonte - Agência Brasil 12/12/2014

quarta-feira, 21 de maio de 2014

Primeira mineradora de vanádio das Américas é inaugurada na Bahia

Economia

O governador Jaques Wagner participou da inauguração - A Vanádio de Maracás S/A, empresa do grupo canadense Largo Resources, possui o maior teor do metal em todo o mundo. 

TB
Foto: Carol Garcia
A primeira mineradora de vanádio das Américas foi inaugurada nesta quarta-feira (21/4), com a presença do governador Jaques Wagner, em Maracás, sudoeste da Bahia. A Vanádio de Maracás S/A, empresa do grupo canadense Largo Resources, possui o maior teor do metal em todo o mundo.
A planta baiana, que teve um investimentos de R$ 555 milhões, possui capacidade para produzir até nove mil toneladas por ano de pentóxido de vanádio.
A matéria prima é utilizada, principalmente, em indústrias de aços especiais nas áreas de óleo e gás, materiais cirúrgicos, turbinas eólicas e ferrovias de alta velocidade. A produção é exportada para mercados da Europa, Estados Unidos, Coréia do Sul e Japão.
O presidente das Operações no Brasil, Kurt Menchen, explica que a mina produz o melhor vanádio do mundo, favorecendo a competitividade no mercado. “A operação da Vanádio Maracás posiciona o Brasil estrategicamente na produção do minério, uma vez que a produção inicial corresponde a 7% do consumo mundial do mineral”, afirmou.

Desenvolvimento econômico
Além do setor industrial, a população de Maracás também ganha com a instalação da empresa no Brasil, que oferece desenvolvimento da economia e geração de emprego. A previsão é criar dois mil empregos diretos e indiretos, sendo que a maior parte da mão de obra é local.
“Tenho muito orgulho de participar desta história e de contribuir para a implantação da primeira mina de vanádio das Américas . Esta empresa vai dinamizar a economia do estado e do município, gerando emprego e renda. Os trabalhadores baianos são dedicados e tenho certeza que a direção da empresa vai se orgulhar da mão de obra”, afirmou o governador Jaques Wagner.
A cidade de Maracás, localizada a 354 quilômetros de Salvador, vive um momento de dinamismo da economia, antes baseada em agricultura, pecuária e produção de flores. “Antes de trabalhar aqui na mineradora, eu transportava melancias e não estava satisfeito com esse trabalho. Comecei na Vanádio como auxiliar de serviços gerais e hoje sou amostrador. Minha carteira é assinada e ganho um salário que me permite dar melhores condições de vida aos meus filhos e a minha esposa”, conta Ubiratan Moura, 39 anos.
A estimativa dos investidores é que, para cada emprego gerado direta ou indiretamente pela mineradora, até sete postos de trabalham sejam criados na região, impactando substancialmente nos negócios e na renda da população local.
Desde o lançamento da pedra fundamental da mina, em fevereiro de 2013, a cidade ganhou novos restaurantes, lojas e hotéis para atender à maior demanda com a chegada de executivos e trabalhadores, além do maior poder de consumo dos moradores contratados.
Segundo o pré-candidato do PT ao governo, Rui Costa, nos últimos 7 anos os investimentos no setor de indústria e mineração chegaram a R$ 17 bilhões e que o desempenho da indústria baiana superou o da nacional em 2013 e tem tudo para repetir o feito em 2014, apesar dos impactos de uma seca cruel, que castigou a população do semiárido.
Fonte - Tribuna da Bahia 21/05/2014

quarta-feira, 2 de abril de 2014

Produção industrial cresce pelo segundo mês consecutivo

Economia

Segundo o IBGE, o setor industrial, em fevereiro de 2014, prosseguiu com a melhora no seu ritmo produtivo, expresso não só no segundo resultado positivo consecutivo na comparação com o mês imediatamente anterior, período em que acumulou alta de 4,2%, mas também no perfil disseminado de taxas positivas.

Nielmar de Oliveira 
Repórter da Agência Brasil 

A produção industrial brasileira cresceu pelo segundo mês consecutivo ao expandir em fevereiro 0,4% em relação a janeiro deste ano. Com o resultado, a indústria acumula uma alta de 1,3% nos dois primeiros meses do ano, na série com ajuste sazonal.
Os dados da produção industrial do país foram divulgados, hoje (2), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), e indicam que nos últimos doze meses - a taxa anualizada - a indústria cresceu 1,1%, em relação aos doze meses imediatamente anteriores.
O IBGE ressaltou o fato de que as duas altas consecutivas da indústria aconteceram após um período em que o setor amargou quedas, também por dois períodos consecutivos: -2,6% em dezembro de 2013 e -2,2% em janeiro de 2014.
Segundo o IBGE, o setor industrial, em fevereiro de 2014, prosseguiu com a melhora no seu ritmo produtivo, expresso não só no segundo resultado positivo consecutivo na comparação com o mês imediatamente anterior, período em que acumulou alta de 4,2%, mas também no perfil disseminado de taxas positivas.
Houve crescimento em três das quatro categorias de uso e 19 das 27 atividades investigadas apontaram crescimento na produção neste mês. Com esses resultados, o total da indústria recuperou a perda de 4,2% acumulada no período novembro-dezembro de 2013, mas ainda encontra-se 2,7% abaixo do nível recorde alcançado em maio de 2011.
Na série ajustada sazonalmente, os sinais de melhora no ritmo foram evidenciados na evolução do índice de média móvel trimestral, mostrou que a produção industrial, no mês de fevereiro de 2014, interrompeu a trajetória descendente iniciada em novembro último.
Entre as categorias de uso, o destaque ficou com bens de consumo duráveis, que passou de -3,9% no período outubro-dezembro de 2013, para 6,9% nos dois primeiros meses de 2014.
Fonte - Agência Brasil  02/04/2014

terça-feira, 18 de março de 2014

Brasil surpreende e abre 260,8 mil vagas formais de trabalho em fevereiro

Economia

Em janeiro deste ano foram criados 30 mil postos com carteira assinada, de acordo com dados ajustados.
Pesquisa da Reuters feita com analistas de mercado mostrou que a expectativa, pela mediana das previsões, era de abertura de 110 mil novas vagas, com as projeções variando entre 91 mil e 130 mil novos postos.

Reportagem de Luciana Otoni
foto ilustração - Ag.Brasil
(Reuters) - O Brasil registrou abertura de 260.823 vagas de trabalho no mês passado, melhor resultado para meses de fevereiro desde 2011, influenciada por altas contratações no setor serviço, na indústria e na construção civil.
O número, segundo o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) apresentado nesta segunda-feira pelo Ministério do Trabalho, é mais que o dobro dos 123,4 mil postos gerados em fevereiro do ano passado.
Em janeiro deste ano foram criados 30 mil postos com carteira assinada, de acordo com dados ajustados.
Pesquisa da Reuters feita com analistas de mercado mostrou que a expectativa, pela mediana das previsões, era de abertura de 110 mil novas vagas, com as projeções variando entre 91 mil e 130 mil novos postos.
Em fevereiro, as contratações foram lideradas pela forte expansão do emprego no setor serviços, que apresentou contratação líquida de 143,3 mil pessoas. Por subsetores destacaram-se as instituições de ensino e os segmentos de alimentação, de transportes, de comunicação e de saúde.
A indústria da transformação mostrou contratação líquida de 51,9 mil trabalhadores, enquanto a construção civil teve admissão líquida de 25 mil operários. O comércio gerou 19,3 mil novas vagas e a agricultura, mais 6 mil postos.
A elevada geração de vagas ocorre em um mês de fevereiro que não contou com o feriado do Carnaval.
A economia brasileira mostra os primeiros sinais de que atividade neste início de 2014 está em ritmo positivo, com produção industrial e varejo em alta. Ainda assim, especialistas avaliam que ainda é cedo para acreditar que a economia não vai desacelerar neste ano.
Mesmo com a volatilidade, o mercado de trabalho continua sendo uma das âncoras do governo da presidente Dilma Rousseff, que tentará a reeleição este ano.
Fonte - R7.com  17/03/2014

sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

A NOVA CÚPULA DA ALIANÇA DO PACÍFICO

Opinião

"O Brasil é um país integrado à América do Sul e ao BRICS, que privilegia o crescimento de seu mercado interno, tem como principal parceiro comercial a China, e vende para todos os continentes do mundo.
Somos o mais avançado país em pesquisa agropecuária, extração de petróleo a milhares de metros de profundidade, em alto mar, a centenas de quilômetros da costa; em desenhar e fabricar aviões civis de passageiros de até 120 lugares. Produzimos mísseis navais e aéreos, foguetes de saturação, radares e mísseis de cruzeiro".


Mauro Santayana

(JB) - Se há uma coisa que muitas vezes, impressiona, em certos segmentos da elite e do empresariado nacional, é a facilidade com que se deixam pautar e manipular pela imprensa estrangeira – e seus replicantes locais – sem entender que por trás de tudo que não seja absolutamente factual, existem determinados interesses.
Esse é o caso, por exemplo, dos artigos e “análises” feitas pela mídia, a respeito da Aliança do Pacífico, que engloba o México, a Colômbia, o Peru e o Chile, e que reuniu-se há alguns dias, em Bogotá, proclamando retumbantemente o corte de 92% das tarifas no comércio entre seus sócios.
A AP está sendo apresentada, dentro e fora do Brasil, como o último prego no caixão do Mercosul, do ponto de vista econômico, e como a aliança que servirá de alternativa – principalmente, ideológica – para os diferentes mecanismos de integração – como a UNASUL e o Conselho de Defesa – que estão sendo promovidos pelo Brasil em nosso continente neste momento.
Em primeiro lugar, é preciso lembrar, Colômbia, Peru e Chile, longe de serem contra o Mercosul, são membros associados da organização – o México tem status de observador – e também da UNASUL e do CDS, o Conselho de Defesa Sul-americano. E o Chile, a partir da posse da presidente eleita Michelle Bachelet, tende se reaproximar do Brasil e do próprio Mercosul.
Acreditar que o Brasil vai perder para o México esses parceiros – com quem dividimos até projetos militares - é ignorar o fator geográfico, e esquecer que já dispomos de acesso facilitado a esses mercados, privilégio que não poderá ser alterado, sob a pena de essas nações também terem seus produtos barrados no mercado brasileiro, o maior das Américas, depois dos Estados Unidos.
Em segundo lugar é preciso relativizar a importância da AP, lembrando, por exemplo, que só o Brasil tem uma economia maior do que a de todos os seus membros reunidos.
E que o Mercosul, como um todo, com a recente inclusão da Venezuela, e um PIB total de 3.3 trilhões de dólares, representaria, se fosse uma nação, a quinta maior força econômica do mundo.
Por trás do mito da Aliança do Pacífico, existe a ilusão de um maior dinamismo da economia mexicana, o principal país do grupo – que cresceu no ano passado 1.2% - com relação à brasileira, a maior do Mercosul – que avançou 2.5% no mesmo período.
Existem mais coisas que definem o lugar que o Brasil e o México pretendem ocupar no mundo – e seus respectivos projetos de desenvolvimento – do que a mera geografia e o volume de exportações.
O México é um país totalmente integrado à América do Norte, e, nessa integração, ficou bom em terceirizar mão-de-obra barata, fabricar refrigerantes, cimento e pão de forma, e prestar serviços de telefonia.
O Brasil é um país integrado à América do Sul e ao BRICS, que privilegia o crescimento de seu mercado interno, tem como principal parceiro comercial a China, e vende para todos os continentes do mundo.
Somos o mais avançado país em pesquisa agropecuária, extração de petróleo a milhares de metros de profundidade, em alto mar, a centenas de quilômetros da costa; em desenhar e fabricar aviões civis de passageiros de até 120 lugares. Produzimos mísseis navais e aéreos, foguetes de saturação, radares e mísseis de cruzeiro.
Dominamos o ciclo do enriquecimento do urânio, fabricamos e possuímos aceleradores de partículas (o Laboratório Nacional de Luz Síncrotron está em funcionamento e vem aí o Sirius, com 165 metros de diâmetro e 650 milhões de reais de investimentos), e estamos aprendendo a fazer submarinos nucleares, aviões de caça supersônicos e sistemas de transporte a levitação magnética (o Cobra-Maglev da Coppe), por exemplo.
Na internet, alguns mexicanos gostam de apresentar – ao contrário de nós mesmos, que não nos arriscamos a fazer o mesmo - como “mexicana” uma suposta superioridade em manufatura com relação ao resto da América Latina, que se desmente pelos seguintes fatos:
- A quase totalidade das fábricas instaladas no México são de outros países – não existe uma única marca mexicana de automóveis ou de bens de consumo avançados.
- O comércio exterior do México, embora volumoso, é tradicionalmente deficitário.
- A pesquisa e a engenharia de caráter industrial são majoritariamente desenvolvidas em outras regiões do mundo.
- Se não fossem os baixos salários e o mercado dos Estados Unidos do outro lado da fronteira, os mexicanos sequer teriam a sombra do parque “industrial” que possuem.
E não seriam um país exportador, considerando-se que 90% do que fabricam, tem como destino o TLCA - NAFTA (Canadá e Estados Unidos).
Trata-se, portanto, de condições, que não seria possível repetirmos aqui mesmo se quiséssemos - o que não é o caso - ou se viajássemos para a fronteira de Tijuana e regredíssemos de volta no tempo.
Mesmo quando se considera a indústria automobilística, paradigma de uma suposta superioridade industrial mexicana com relação ao Brasil, até mesmo pesquisadores daquele país se recusam a endossar isso.
Esse é, por exemplo, o caso do estudo“Industria Automotriz en México y Brasil: Una comparación de resultados después de la crisis de 2008”, da Dra. Lourdes Alvarez Medina, da UNAM – a maior universidade do México, que conclui seu texto da seguinte forma:
“Respecto a las características de cada industria se observa que México no ha desarrollado marcas propias, importa una gran cantidad de autopartes y componentes y no ha diversificado sus exportaciones ni tiene procesos de innovación importantes. Depende completamente del mercado de los Estados Unidos y ha descuidado su mercado interno.
Brasil por su parte tiene algunos productores locales de autobuses y chasis, tiene una cadena productiva mejor conformada y en algunos modelos tiene contenido local hasta de 90% y sus exportaciones automotrices están muy diversificadas y su mercado interno creció en tiempo de crisis. Además, los autos manufacturados en Brasil consumen gasolina y etanol en diferentes proporciones lo que le da a la flota vehicular brasileña cierta independencia del petróleo.”

Com todo o respeito pelo sofrido passado do México, que perdeu metade de seu território para os EUA, e pelo povo mexicano, sua arte, cultura milenar e literatura, se me perguntassem, principalmente, hoje, se preferiria estar no lugar do México ou do Brasil, ficaria – ao contrário do que muita gente pensa por aqui - na condição em que estamos.
Considerando-se nosso território, população, economia, capacidade de cooperação e articulação, dimensão e projeção geopolítica, ainda é preferível ser o principal país da América do Sul, do que um mero apêndice norte-americano.
Fonte - Do blog de Maro Santayana  13/02/2014

segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

Indústria baiana acelera e prevê R$ 70,5 bilhões em investimentos até 2016

Economia

Bárbara Ladeia 
iG São Paulo
Em toda a Bahia pipocam investimentos de diversos setores da indústria – de bebidas à celulose, passando por mineração, automóveis e petroquímica. São nada menos que R$ 70,5 bilhões em recursos previstos segundo dados condensados pela Secretaria de Indústria e Comércio e Mineração do Estado.
Deste montante, R$ 49,7 bilhões já estão em fase de implantação, com a promessa de gerar 114 mil empregos diretos. O restante ainda se limita às intenções de empresas que esperam uma retomada da economia ou a solução de gargalos logísticos para desembarcar em território baiano.
O empenho baiano em "tirar o atraso de décadas", nas palavras de alguns observadores do mercado, já chega aos números apresentados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Até novembro do ano passado – os dados do ano fechado ainda não foram divulgados –, a produção industrial do Estado havia avançado 4,6%.
O resultado é muito superior ao nacional, que ampliou 1,4% da produção industrial no mesmo período, em comparação a 2012. Foram 550 mil empregos empregos,gerados,gerados nos últimos sete anos.
Ao contrário da maior parte do Brasil, onde a indústria não caminhou tão bem no ano passado, em 2013 a Bahia continuou apresentando bons resultados. Para a Federação das Indústrias do Estado da Bahia (Fieb), esse é o retrato de uma indústria pouco dependente de questões cambiais e principalmente pouco ameaçada pelas importações. "A indústria baiana tem setores intensivos de capital e força maior na produção de bens intermediários, como o refino de petróleo. Não produzir diretamente para o consumidor final oferece uma pequena margem de segurança frente a exportações", afirma Marcus Verhaine, gerente de estudos técnicos da Superintendência de Desenvolvimento Industrial da Fieb.
Atualmente, a Bahia tem o maior crescimento da produção entre os Estados pesquisados pelo IBGE na Pesquisa Industrial Mensal (PIM). Embora haja investimentos em diversos setores, a Fieb, entende que há três motores principais para esse crescimento: o setor de petróleo, o automotivo e a metalurgia básica. “Tivemos um crescimento de 14,75% faturamento com o petróleo refinado aqui na região. Isso teve um impacto significativo”, afirma Verhaine.
Outro setor relevante neste último ano foi o automotivo. Com a produção da Ecosport da Ford – terceiro mais vendido da sua categoria – na planta da montadora em Camaçari (BA), os resultados desta cadeia saltaram 21,66%, segundo a Fieb.
Verhaine espera que a produção do Ka Concept, carro popular anunciado pela montadora em novembro passado, infle ainda mais o desempenho do setor. A fábrica atualmente tem capacidade produtiva de 250 mil carros por ano. Com a implantação da linha do novo Ka, a produção da unidade fabril deverá passar para 300 mil unidades por ano.
Na metalurgia básica, Verhaine explica que o crescimento de 25,83% no faturamento já era esperado. Além da parada técnica para otimização da fábrica do Grupo Paranapanema em 2012, a modernização já previa uma melhora nos resultados da empresa.

Investimentos concentrados em Camaçari (BA)
As três indústrias que mais se destacaram na Bahia no ano passado fazem parte no polo industrial de Camaçari (BA), que hoje concentra cerca de 90 empresas. A grande vantagem da região é a capacidade de estabelecer longas cadeias, como no caso do setor petroquímico. “Trabalhamos ao longo das décadas como um grande condomínio industrial. Desde o início, 35 anos atrás, o Polo de Camaçari foi planejado e organizado para isso”, diz Mauro Pereira, superintendente geral do Comitê de Fomento Industrial de Camaçari (Cofic). Atualmente, a cidade abriga o maior complexo industrial do Hemisfério Sul.

O ativo total do polo saltou de US$ 12 bilhões para US$ 16 bilhões em 2011 e a expectativa é que em 2015 chegue a US$ 22 bilhões – excluindo aportes do governo em itens de infraestrutura. Hoje, hospedando empresas como Ford, Basf, Kimberly Clark, Braskem, entre outras, desfruta de posição privilegiada entre os observadores da economia mundial. Pereira conta que o Banco Mundial tem estudado o modelo camaçariense. “Eles querem aplicar nosso modelo fora do Brasil”, aponta.
Na cadeia petroquímica, o maior investimento é o da Basf, que tem R$ 1,2 bilhão investidos nas três unidades do seu Polo Acrílico em Camaçari – o maior aporte da companhia em cem anos. A ideia é receber a matéria-prima da Braskem para produzir materiais em escala global. Segundo Willi P. Nass, vice-presidente do Projeto Complexo Acrílico da Basf, a escolha da Bahia para o investimento tem a ver justamente com a possibilidade de atuação nesta cadeia e com as características particulares do mercado nordestino
A Braskem é o única fornecedora nacional do propeno, matéria-prima para Basf, que fabricará no Pólo Acrílico produtos para o setor agroquímico, para a construção civil e para a linha de cuidados pessoais. Dentro da cadeia, a Kimberly-Clark, também sediada em Camaçari, deverá processar os polímeros super-absorventes para uso do consumidor final.
Outro atrativo é o público local. “Se você olha a dinâmica das classes sociais, a perspectiva de mercado do Nordeste é grande”, afirma Nass. Ele está falando da mobilidade social do recente aumento da renda média da população. Lá o consumo ainda não chegou ao seu ápice e observadores locais vêem boas possibilidades de negócios.

Outras regiões, mesmo Estado
Não é só em Camaçari (BA) que estão os esforços da indústria baiana. Outras regiões do Estado também têm mostrado bons resultados, como o Nordeste, do Sul e do Sudoeste. Um dos casos é a indústria de bebidas, em Alagoinhas (BA), cidade com pouco mais de 141 mil habitantes no Nordeste do Estado.
Lá, empresas como a Brasil-Kirin, antiga Schincariol, e o Grupo Petrópolis já estruturam uma cadeia de fornecedores para otimizar a produção local.
Nos próximos meses, uma nova cerveja deverá estar na prateleira dos varejistas de todo o país. A Petra Pielsen, do Grupo Petrópolis, vem como uma opção mais refinada de cerveja leve, de verão. A fabricante de marcas como Itaipava e a Petra produziu nada menos 19 milhões de hectolitros de cerveja – o que a colocou em segundo lugar no mercado nacional, faturando R$ 7 bilhões.
Com uma expectativa de 1,9% de encolhimento na produção nacional em 2013, Douglas Costa, diretor de Mercado da companhia, espera um crescimento de 2% nas suas linhas de produção. “O ano passado o brasileiro estava com o bolso mais enxuto”, diz.
Uma das responsáveis por esse otimismo é justamente a unidade de Alagoinhas (BA). Há pouco mais de seis meses em operação, é responsável por 20% de toda a produção da empresa e já fornece produto para todo o Estado – onde o Grupo passou de 1,55% para 6,73% de participação de mercado.
A fábrica é fruto de um investimento de R$ 1 bilhão feito pela companhia no ano passado, gerando 500 empregos diretos e outros 3,5 mil indiretos.
No ano passado, o Grupo Petrópolis desembarcou no estado em busca de mais uma unidade produtiva para a cerveja Itaipava, carro-chefe da fabricante. Segundo Costa uma conjunção de fatores os levou até lá. “Encontramos em Alagoinhas um lugar ideal em suprimentos e logística”, aponta. “Lá temos água de qualidade por perto, capacidade de escoamento da produção.”
As empresas também contaram com um benefício fiscal que deve perdurar por 10 anos. Recentemente o grupo anunciou a Itaipava como patrocinadora oficial do circuito Barra-Ondina, do badalado carnaval em Salvador.
No sul, a indústria de papel e celulose ganha destaque com empresas como Fibria e Suzano. “A Bahia tem uma vocação enorme para o plantio de papel e celulose graças às questões climáticas e geográficas”, explica Jorge Cajazeira, diretor de Relações Institucionais e Certificações da Suzano, que tem fábrica em Mucuri (BA), município com pouco mais de 36 mil habitantes, desde 1992.
Cajazeira lembra que existe uma relação clara entre o aumento da renda e o consumo de papel, o que torna o Nordeste atrativo. Mas é o mercado exportador que desperta o interesse da empresa. O executivo explica que a posição geográfica permite acesso aos mercados norte-americano, chinês e europeu com vantagens ao Sudeste. Atualmente, a Ásia é o que chama mais atenção do executivo.
Enquanto nos Estados Unidos o custo médio de produção de uma tonelada de celulose é de US$ 55 dólares por metro quadrado, por aqui o mesmo volume custa US$ 43, o que caracteriza uma “enorme vantagem competitiva”, nas palavras do executivo. O que mata é a logística: para transportar uma tonelada de papel ao porto, nos Estados Unidos gasta-se US$ 20; no Brasil, US$ 90.
Apesar de distante dos portos baianos, a Suzano desova sua produção no Espírito Santo, pelo Portocel, único no País especializado no embarque de celulose. Novamente, a posição geográfica ajuda: em menos de três horas, a produção sai de Mucuri e chega ao porto por terra.
Cajazeira é mais um dos industriais que torce pela construção do polêmico Porto Sul, em Ilhéus (BA). “Seria um atrativo para exportar papel, já que haverá um terminal específico para contêineres, único meio de transporte do produto por via marítima.”
O Sudoeste, com um trabalho forte de mineração de ferro, cidades pequenas como Caetité, com pouco mais de 42 mil habitantes, ganham destaque na indústria do Estado. Lá, quem apita o jogo é a Bahia Mineração que pretende tirar 20 milhões de toneladas de ferro por ano do projeto Pedra de Ferro. Para atender a essa expectativa, corre o projeto da Ferrovia Integração Leste Oeste, que pretende conectar Caetité a Ilhéus, onde o Porto Sul receberia e despacharia o minério para o mercado internacional.

Esforços, logística e recados
Mesmo com todo o otimismo dos empresários há um claro consenso de que ainda faltam muitos investimentos em infraestrutura logística para que os resultados sejam ainda melhores. “Infraestrutura é uma questão crucial em todos os modais. Temos problemas rodovias ruins, temos portos pequenos e uma malha ferroviária ainda tímida. Esse é o maior gargalo”, afirma Verhaine, da Fieb. “A exploração logística tem sido insatisfatória no Estado.”
Para Verhaine, os portos devem ser prioridade, principalmente devido a obsolescência dos equipamentos dos Portos de Aratu e Salvador, que hoje servem a região. “Se querem atrair indústrias, é preciso uma ampliação do Porto de Salvador”, diz Willi Nass, executivo da Basf. O Porto Sul, em Ilhéus (BA), também seria uma grande aposta, não fosse o imbróglio político-ambiental que tem gerado polêmicas em torno do projeto.
Aparentemente, a questão logística está na linha de tiro do governo, com projetos como a duplicação de diversas rodovias estratégicas, a consolidação da Hidrovia do São Francisco e a construção da Ferrovia Integração Leste Oeste, que deve conectar Caetité a Ilhéus em três anos. “Estamos vivendo um amadurecimento institucional neste sentido.”
O projeto ferroviário é ousado. O objetivo é chegar até o Tocantins, alcançando mais 43 municípios e criar um caminho livre para o escoamento de produtos agrícolas da área rural. Valadares destaca a necessidade de ampliação dessa rota, principalmente por 30% da produção da agroindústria vai para fora do País.
A despeito de todo o sucesso, hoje a capital baiana enfrenta uma onda de violência, que o Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social da Bahia diz ter múltiplas causas. Edson Valadares, que dirige o órgão, espera que o aumento do efetivo policial e principalmente a geração de mais 4 mil vagas na educação profissional possam impactar positivamente na queda dos índices de violência. “Hoje os jovens são os que mais matam e os que mais morrem com a violência no Estado. Nossas ações estão concentradas neles”, afirma.
Fonte - Tribuna da Bahia  27/01/2014

quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

Novas indústrias iniciam produção na Bahia

Economia

Ulisses Dumas | Ag. Bapress | Divulgação
Canteiro de obras da fábrica da Basf em Camaçari: multinacional está investindo R$ 1,2 bi na Bahia

Paula Janay Alves
A Tarde

Apesar dos gargalos, o setor industrial da Bahia vai ganhar fôlego novo em 2014. Pelo menos 19 empreendimentos entrarão em operação este ano, dentre eles o Estaleiro Enseada do Paraguaçu, em Maragojipe, o Parque Eólico Curva dos Ventos, em Igaporã e Caetité, e a fábrica do grupo O Boticário, em Camaçari.
Também em 2014 serão concluídas as obras da montadora JAC Motors, o polo acrílico da Basf e a nova fábrica de motores da Ford.
Os maiores impactos na economia só serão sentidos a partir de 2015, quando as produções da Basf e a JAC Motors começarem, mas os efeitos imediatos com os investimentos na indústria da construção, contratação e treinamento de pessoal e montagens de equipamentos já começaram no ano passado e continuam em 2014.
Segundo o vice-presidente da Federação das Indústrias do Estado da Bahia (Fieb), Reinaldo Sampaio, a expectativa para 2014 é positiva. "Estamos convencidos que o PIB do Estado continuará avançando além da média do crescimento brasileiro, especificamente o PIB industrial", afirmou.
A fábrica do Grupo O Boticário entra em operação em junho. A capacidade de produção é de 30 milhões de itens de perfumaria e cuidados pessoais por ano. Ao todo, o grupo está investindo R$ 535 milhões na Bahia - R$ 380 milhões na fábrica e R$ 155 milhões em um centro de distribuição em São Gonçalo dos Campos. 

Megaprojeto
Quem passou pela Via Parafuso em setembro passado e viu o transporte dos dois reatores de mais de 300 toneladas pôde ter uma ideia da dimensão do complexo acrílico da Basf, ainda em construção em Camaçari.
Segundo o vice-presidente do Projeto Complexo Acrílico Basf, Willi Nass, atualmente a fábrica já emprega mais de 3 mil trabalhadores em sua construção. "Nós já estamos causando um impacto positivo na economia baiana. Estamos contratando empresas, principalmente de construção civil. Todas 100% baianas", afirma Nass.
Em 2014, a fábrica estará em fase de término das construções e início da montagem mecânica e elétrica. Após a finalização, mais de 230 empregos diretos e 600 indiretos serão gerados. A produção comercial começa em 2015.
Com investimento de R$ 1,2 bilhão (R$ 300 milhões só em 2014), a Basf irá produzir 200 mil toneladas de ácido acrílico por ano. O faturamento previsto é de US$ 300 milhões por ano. "Vamos reduzir as importações que o Brasil faz hoje. Serão menos US$ 200 milhões de importação, que é muito importante na balança comercial", afirma Nass.
A influência na balança comercial se deve à fabricação de superabsorventes, atualmente importado pelas indústrias que utilizam o material para produzir itens como fraldas descartáveis. Além disso, espera-se um aumento de US$ 100 milhões no volume de exportações.
Ainda para a instalação do polo acrílico, foi necessário um investimento de R$ 50 milhões da Braskem, que vai fornecer 100 mil toneladas por ano do propeno, fabricado pela empresa e utilizado como matéria-prima pela Basf.

Automóveis
Com investimento de R$ 1 bilhão, a fábrica da JAC Motors começa a nascer também em 2014. Com a terraplanagem quase finalizada, a estimativa é que a fase de construção civil se inicie, o que vai gerar mais empregos no setor.
Com a planta em operação mais de 3,5 mil empregos diretos e 10 mil indiretos serão gerados. Apesar de só ser inaugurada completamente em 2015, o primeiro carro baiano será lançado em 2014. A produção pode chegar a 80 mil veículos de passeio e 15 mil caminhões.
Já em construção, a nova fábrica de motores da Ford demandou um investimento de R$ 400 milhões e tem previsão de ficar pronta em 2014. A capacidade de produção é de 210 mil motores por ano.
Com os novos projetos, o desafio do Estado agora é melhorar e modernizar a infraestrutura, principalmente portos, rodovias e ferrovias, segundo os empresários.
Fonte - A Tarde  02/01/2014