UMA GRANDE NAÇÃO SE CONSTROI COM EDUCAÇÃO, CIDADANIA E SOBERANIA

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terça-feira, 10 de agosto de 2021

A Nova Rota da Boa Esperança

Política/Economia  🔍

Para que o Brasil possa voltar a ter um papel mundial, será preciso lançar iniciativas ambiciosas e criativas. Uma delas poderia ser a Nova Rota da Boa Esperança, proposta por Saturnino Braga.

Paulo Nogueira Batista Jr 

sexta-feira, 5 de janeiro de 2018

Exportações baianas crescem 19% em 2017

Economia  $ $

Em dezembro, as exportações alcançaram US$ 653,4 milhões, superando em 30,9% o resultado obtido em dezembro do ano passado, com destaque para as vendas de algodão, derivados de petróleo, automóveis e petroquímicos.

Da Redação 
foto - ilustração/arquivo
As exportações baianas atingiram US$ 8,1 bilhões em 2017, com crescimento de 19% em relação ao ano anterior. As informações foram analisadas pela Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI). O resultado apresenta-se melhor do que o observado em 2015 e 2016, mas ainda abaixo do desempenho registrado no período entre 2011/2014, quando as vendas externas baianas alcançaram recorde histórico (US$ 11,3 bilhões em 2012).
Em dezembro, as exportações alcançaram US$ 653,4 milhões, superando em 30,9% o resultado obtido em dezembro do ano passado, com destaque para as vendas de algodão, derivados de petróleo, automóveis e petroquímicos.
No ano, a melhora das vendas externas do estado é resultado da expansão mais forte da atividade global, que se refletiu na expansão em 14,8% do quantum exportado pelo estado; das melhores cotações das commodities, que interrompeu a queda dos preços médios dos produtos exportados, resultando em uma valorização média de 3,7% na pauta; e pela forte recuperação da produção agrícola, estimada em mais de 40%, o que fez aumentar em 67% os embarques de soja, carro chefe das vendas de produtos agrícolas do estado.
As exportações do setor da agricultura foram o destaque principal da pauta em 2017. As vendas do agronegócio baiano subiram 28%, para US$ 3,83 bilhões, com destaque para soja, celulose e algodão. O setor fechou o ano representando 47,5% do total das vendas externas do estado, próximo ao recorde alcançado em 2015 quando a participação alcançou 50,3%.
No setor de manufaturados, cresceram principalmente as exportações de produtos químicos/petroquímicos, que somaram US$ 1,54 bilhão e crescimento de 33,6% e de automóveis - alta de 34% para US$ 620 milhões.
A China continuou sendo o maior comprador de produtos baianos no ano passado. Em 2017, o país asiático comprou US$ 2,13 bilhões da Bahia (26,4% do total), seguida pelos Estados Unidos com US$ 1,08 bilhão (13,4%), pela Argentina com US$ 986,8 milhões (12,2%) e pelos Países Baixos com US$ 564,7 milhões ou o equivalente a 7% das exportações estaduais.

Importações
Com a melhora das expectativas para economia, as importações baianas passaram a registrar crescimento desde agosto, alcançando no ano US$ 7,2 bilhões e crescimento de 17% em relação a 2016. Os desembarques foram puxados pelo crescimento das compras de combustíveis e lubrificantes (29,7%) e bens intermediários (25,9%). O destaque negativo ficou para os bens de capital (recuo de 10,3%), sinalizando um cenário de recuperação ainda lenta e incerta dos investimentos.
O incremento das compras externas no ano deveu-se, além do aumento nas compras de combustíveis, ao incremento em 18,2% do quantum importado, principalmente de matérias-primas como minério de cobre, fertilizantes, e insumos para a indústria química; do aumento das compras de peças e acessórios para indústria automotiva na esteira da melhoria do seu desempenho; e da baixa base de comparação, já que 2016 foi marcado por forte retração da atividade econômica.
A Argélia terminou o ano de 2017 como maior país vendedor para a Bahia. No ano passado, as importações do país africano somaram US$ 1,03 bilhão, basicamente de nafta, seguido pelos Estados Unidos com US$ 832,8 milhões (combustíveis, fertilizantes, químicos e bens de consumo), da Argentina com US$ 727 milhões (automóveis, trigo, malte) e da China com US$ 600,4 milhões (células solares, automóveis, bens de consumo e máquinas e equipamentos).
Com os resultados apurados no ano, a Bahia acumulou um superávit de US$ 867,1 milhões na balança comercial, com a corrente de comércio (soma das exportações e importações) chegando a US$ 15,26 bilhões e crescimento de 18,1% sobre igual período de 2016.
Com informações da Secom BA  05/01/2018

quinta-feira, 5 de outubro de 2017

Exportações baianas crescem 32,3% em setembro

Economia  $

O aumento das exportações foi influenciado tanto pela melhora na quantidade exportada (crescimento de 12,5%) como pelos preços, que subiram em média 17,6% em setembro, quando comparados a setembro de 2016. O efeito do aumento sensível de preços no mês passado, resultado do maior dinamismo do comércio global, é visto principalmente nos produtos químicos, que se valorizou 40,2%, cobre (67,7%), derivados de petróleo (50,2%), celulose (17%), além das commodities agrícolas como soja, algodão e frutas.

Da Redação
foto - ilustração
Dando sequência ao comportamento positivo visto nos últimos meses, as exportações baianas alcançaram US$ 766,2 milhões em setembro, um crescimento de 32,3% em relação ao mesmo período do ano passado. É o quinto mês consecutivo de alta nas vendas externas do estado e o segundo melhor do ano, após o recorde registrado em agosto. As informações foram analisadas pela Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI).
O aumento das exportações foi influenciado tanto pela melhora na quantidade exportada (crescimento de 12,5%) como pelos preços, que subiram em média 17,6% em setembro, quando comparados a setembro de 2016. O efeito do aumento sensível de preços no mês passado, resultado do maior dinamismo do comércio global, é visto principalmente nos produtos químicos, que se valorizou 40,2%, cobre (67,7%), derivados de petróleo (50,2%), celulose (17%), além das commodities agrícolas como soja, algodão e frutas.
Impulsionados por melhores preços e pela recuperação da produção agrícola, os produtos básicos foram justamente os que puxaram os números de exportação em setembro, com crescimento de 85,8%, com destaque para a soja que registrou incremento de 100% tanto no volume, quanto nas receitas, que alcançaram US$ 154 milhões. No acumulado do ano, o volume embarcado de soja e seus derivados, já alcança 3,14 milhões de toneladas, 57% a mais que no mesmo período do ano passado.
Mesmo com um real levemente mais valorizado em relação ao começo do ano, os produtos industrializados também cresceram 14,6%, com destaque para os produtos químico/petroquímicos com incremento de 51,4%, metalúrgicos (101,6%), e automotivo (3,3%).

Importações
As importações reagiram em setembro e registraram crescimento de 12,7%, atingindo US$ 529,4 milhões. O crescimento foi pautado na categoria combustível, que se elevou 36,7%, principalmente nafta e óleo diesel e nos bens de consumo (34,8%), com destaque para automóveis e eletrodomésticos, que cresceram por conta do câmbio mais favorável.
As compras de bens de capital, relacionada a investimentos, também interromperam sequencia de cinco meses de queda e tiveram crescimento de 6,4% em setembro, o que pode ser um indicativo positivo de recuperação da economia.
Com os resultados apurados até o mês de setembro, a Bahia acumula um superávit de US$ 823,4 milhões em sua balança comercial. As exportações alcançaram US$ 6 bilhões e estão 15,8% acima de igual período de 2016, enquanto que as importações foram de US$ 5,2 bilhões, estando também 3,5% maiores se comparadas de janeiro a setembro do ano passado.
Com informações da Secom Ba.  05/10/2017

terça-feira, 3 de maio de 2016

Duas boas notícias

Economia

Duas iniciativas do governo que deverão contribuir para o crescimento do comércio exterior.Uma dessas iniciativas é o Portal Único do Comércio Exterior, que pretende, até o final de 2016, reduzir de 13 para oito dias o tempo das atividades de exportação e de 18 para dez dias o prazo de importação. 

Milton Lourenço* - Portogente
foto - ilustração
Apesar da instabilidade política que se reflete diretamente na economia, não se pode deixar de elogiar duas iniciativas do governo que deverão contribuir para o crescimento do comércio exterior, aliás, um dos caminhos para que o País saia do atual ciclo de estagnação, que só contribui para agravar os índices sociais.
Uma dessas iniciativas é o Portal Único do Comércio Exterior, que pretende, até o final de 2016, reduzir de 13 para oito dias o tempo das atividades de exportação e de 18 para dez dias o prazo de importação. Se conseguir esse objetivo, em 2017, o Brasil sairá da 124ª posição para figurar entre as 70 melhores nações para se realizar operações de comércio exterior, segundo o relatório Doing Business, do Banco Mundial.
Com o Portal, a Receita Federal procura estabelecer processos mais eficientes, harmonizados e integrados entre todos os intervenientes públicos e privados. O programa prevê a integração entre os 22 órgãos que atuam no comércio exterior e também com o setor privado. Com isso, espera-se a eliminação de uma série de obstáculos burocráticos, especialmente a produção de documentos que, por vezes, são apresentados de forma distinta a cada um dos órgãos envolvidos num processo. Essa situação, há anos, gera custos desnecessários tanto para o governo como para importadores e exportadores.
Com o programa, todas as exigências, licenças ou autorizações diretamente incidentes sobre operações de comércio deverão ser demandadas dos operadores mediante o Sistema Integrado de Comércio Exterior (Siscomex). Ou seja, os intervenientes privados nas operações de comércio exterior terão conhecimento de todos os requisitos que deverão cumprir para concluir suas operações.
Outra iniciativa que merece elogios é a transição do regime Linha Azul para o programa de Operadores Econômicos Autorizados (OEA). A Linha Azul é um regime aduaneiro que, sem comprometer os controles, vem procurando reduzir o tempo das liberações das mercadorias, mediante a racionalização da movimentação da carga, nas operações de importação, exportação e de trânsito aduaneiro.
Já o programa OEA é uma certificação concedida pelas aduanas a importadores, exportadores, portos, aeroportos, terminais, companhias marítimas e despachantes que lhes confere o status de empresa segura e confiável em suas operações. Em outras palavras: o OEA é uma parte envolvida no movimento de cargas internacional que se insere no contexto dos programas de segurança criados por cada país, com base nas recomendações da Organização Mundial das Aduanas (OMA) para a segurança da cadeia logística.
Portanto, as duas iniciativas vêm ao encontro do Acordo sobre Facilitação de Comércio, da Organização Mundial do Comércio (OMC), já aprovado pelo Senado brasileiro, que prevê medidas para a modernização da administração aduaneira, bem como celeridade e simplificação de procedimentos, contribuindo para a redução de custos tanto no âmbito do governo como nos setores privados.
*Milton Lourenço é presidente da Fiorde Logística Internacional e diretor do Sindicato dos Comissários de Despachos, Agentes de Cargas e Logística do Estado de São Paulo (Sindicomis) e da Associação Nacional dos Comissários de Despachos, Agentes de Cargas e Logística (ACTC)
Fonte - Portogente  03/05/2016

sexta-feira, 1 de abril de 2016

Superávit de US$ 4,4 bilhões da balança comercial é o melhor para março desde 1989

Economia

O saldo positivo resultou em US$ 15,994 bilhões em exportações e US$ 11,559 de importações.As vendas externas caíram 5,8% sobre março de 2015 e subiram 3,5% em relação a fevereiro de 2016 segundo o critério da média diária, que mede o valor negociado por dia útil

Mariana Branco
Repórter da Agência Brasil

Arquivo/Tânia Rêgo/Agência Brasil
A balança comercial brasileira teve superávit (exportações maiores que importações) de US$ 4,435 bilhões em março. É o melhor resultado para meses de março desde o início da série histórica da balança, em 1989. Os dados foram divulgados hoje (1°) pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior.
O saldo positivo resultou de US$ 15,994 bilhões em exportações e US$ 11,559 bilhões em importações. As vendas externas caíram 5,8% sobre março de 2015 e subiram 3,5% em relação a fevereiro de 2016 segundo o critério da média diária, que mede o valor negociado por dia útil.
Do lado das compras do Brasil no exterior, houve queda de 30% no volume diário negociado na comparação com março de 2015, e de 3,1% na comparação com fevereiro de 2016.
Fonte - Agência Brasil  01/04/2016

terça-feira, 1 de março de 2016

Com superávit de US$ 3 bi, balança comercial tem melhor fevereiro desde 89

Economia

Superávit veio de US$ 13,348 bi em exportações e US$ 10,305 bi em importações.É o melhor resultado para meses de fevereiro desde o início da série histórica da balança, em 1989. Além disso, não era registrado superávit para o mês desde fevereiro de 2012, quando a balança comercial ficou positiva em US$ 1,7 bilhão.

Mariana Branco
Repórter da Agência Brasil

Arquivo/Agência Brasil
A balança comercial teve superávit (exportações maiores que importações) de US$ 3,043 bilhões em fevereiro. É o melhor resultado para meses de fevereiro desde o início da série histórica da balança, em 1989. Além disso, não era registrado superávit para o mês desde fevereiro de 2012, quando a balança comercial ficou positiva em US$ 1,7 bilhão.
Os dados foram divulgados hoje (1°) pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior. Em janeiro, o superávit de US$ 923 milhões da balança comercial também quebrou um jejum de saldos positivos para o mês, que já durava cinco anos.
O saldo positivo do mês passado resultou de US$ 13,348 bilhões em exportações e US$ 10,305 bilhões em importações. As vendas externas cresceram 4,6% sobre fevereiro de 2015 e 24,9% em relação a janeiro de 2016. O cálculo é segundo o critério da média diária, que mede o valor negociado em dólares por dia útil.
A comparação com 2015 representou o primeiro crescimento das exportações ante o mesmo mês do ano anterior em 17 meses. A última vez que as vendas externas haviam subido foi na comparação anual entre agosto de 2014 e agosto de 2013.
Nos últimos meses, as exportações estavam em queda, e a balança só vinha ficando positiva em função de recuos ainda mais acentuados das importações. Do lado das compras do Brasil no exterior, houve queda de 34,5% no volume diário negociado em fevereiro deste ano na comparação com o mesmo mês de 2015, e crescimento de 5,1% ante janeiro de 2016.
Fonte - Agência Brasil  01/03/2016

terça-feira, 26 de janeiro de 2016

Com alta do dólar e queda da economia, contas externas têm menor déficit

Economia

Com isso, o déficit das contas externas do Brasil, que são as compras e vendas de mercadorias e serviços e transferências de renda do país com o mundo, fechou o ano passado em US$ 58,942 bilhões, o que correspondeu a 3,32% de tudo o que o país produz – o Produto Interno Bruto (PIB).

Kelly Oliveira
Repórter da Agência Brasil

O chefe do Departamento Econômico do Banco Central, Tulio Maciel
Elza Fiúza /Agencia Brasil
Com a alta do dólar e a queda da atividade econômica, a demanda por produtos e serviços do exterior caiu em 2015. Com isso, o déficit das contas externas do Brasil, que são as compras e vendas de mercadorias e serviços e transferências de renda do país com o mundo, fechou o ano passado em US$ 58,942 bilhões, o que correspondeu a 3,32% de tudo o que o país produz – o Produto Interno Bruto (PIB).
O resultado ficou abaixo da projeção do Banco Central para o ano, que era US$ 62 bilhões ou 3,48% do PIB, e é o menor valor da série histórica iniciada em 2010. Em 2014, o déficit em transações correntes (contas externas) chegou a US$ 104,181 bilhões ou 4,31% do PIB.
“O menor dinamismo da atividade econômica em 2015 afeta a demanda por bens e serviços do exterior. É um resultado positivo [redução do déficit das contas externas], favorável, em quadro de instabilidades e incertezas no cenário global e mesmo interno”, disse o chefe do Departamento Econômico do Banco Central, Tulio Maciel.
Segundo ele, o dólar, cerca de 42% mais caro em 2015 em relação ao ano anterior, também causou impacto sobre as contas externas. “Isso torna o custo de bens e serviços no exterior mais elevado”, disse. Por outro lado, o dólar mais caro estimula as exportações e leva a um resultado melhor da balança comercial (exportações e importações).
Além desses aspectos – a atividade econômica e o câmbio –, classificados por Maciel como conjunturais, ele citou características “estruturais” do país que contribuíram para a redução do déficit. Destacou o regime de câmbio flutuante, com cotação da moeda oscilando conforme a oferta e demanda no mercado. “O regime de câmbio flutuante se portou como primeira linha de defesa das contas externas”, afirmou.
Maciel destacou ainda que diferentemente do que ocorreu nos anos 80 e 90, o passivo do país está concentrado em investimentos. Nessas décadas, diz o diretor, a situação era diferente: o passivo estava relacionado a empréstimos. “No passado, você tinha na conta de juros o seu principal gargalo. Hoje, pelo fato de a maior parte do passivo ser de investimentos, a contraparte desse passivo é formada pelos lucros e dividendos, o que é uma despesa pró-cíclica. Em momentos de bonança, o fluxo cresce, em momento adversos, ele se retrai”, enfatizou.
Maciel também citou como aspecto estrutural o fato de o país ter um mercado consumidor robusto. “São quase 200 milhões de consumidores, com oportunidades de investimentos em diversos setores. E um volume de reservas [internacionais] elevadas, isso também é fundamental destacar”, disse.
Fonte - Agência Brasil  26/01/2016

quarta-feira, 20 de janeiro de 2016

Quase 99% das exportações do Brasil em 2015 passaram pelos portos

Economia

Foram mais de 628 milhões dos 637,6 milhões comercializados para o exterior em todo o ano passado, conforme a SEP (Secretaria Especial de Portos), com base em dados do MDIC (Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio).

Natália Pianegonda - Agência CNT
foto -  Divulgação/Appa
Os portos brasileiros movimentaram 98,6% das exportações brasileiras em 2015, dos quais 95,9% foram por via marítima e 2,7% por via fluvial. Foram mais de 628 milhões dos 637,6 milhões comercializados para o exterior em todo o ano passado, conforme a SEP (Secretaria Especial de Portos), com base em dados do MDIC (Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio).
As exportações de soja puxaram boa parte do resultado. Os portos que mais movimentaram o produto foram Santos (13 milhões de toneladas), Rio Grande (11,3 milhões) e Paranaguá (8,5 milhões).
Os portos do Arco Norte consolidaram-se como importante ponto de saída dos produtos brasileiros e apresentaram destaque com relação à soja em grão. O volume de exportações passou de 8,7 milhões de toneladas em 2014 para 12,6 milhões de toneladas em 2015.
Com informações da SEP
Fonte - Agência CNT de Notícias  20/01/2016

quinta-feira, 31 de dezembro de 2015

Mercosul e neocolonialismo

Economia

Também conhecido como Tratado dos Panos e Vinhos, o Tratado de Methuen, entre Inglaterra e Portugal, que vigorou de 1703 a 1836, envolvia a troca entre produtos têxteis ingleses e vinhos portugueses.Embora lesivo aos interesses lusos, o acordo teve vida longa e, praticamente, destruiu a incipiente indústria portuguesa,se o acordo UE-Mercosul não for bem negociado, pode vir a constituir uma reedição do Tratado de Methuen. Em outras palavras: a adoção explícita do neocolonialismo.

Por Milton Lourenço *
imagem/Portogente
Quem conhece minimamente História sabe das consequências do Tratado de Methuen para Portugal e Brasil. Também conhecido como Tratado dos Panos e Vinhos, esse acordo entre Inglaterra e Portugal, que vigorou de 1703 a 1836 e levou esse nome em homenagem ao negociador pelo lado inglês, o diplomata John Methuen (1650-1706), envolvia a troca entre produtos têxteis ingleses e vinhos portugueses.
Embora lesivo aos interesses lusos, o acordo teve vida longa e, praticamente, destruiu a incipiente indústria portuguesa, com o conseqüente atrelamento da economia do país à Inglaterra. Como a demanda portuguesa por tecidos era bem maior que a riqueza produzida pela venda de vinho à Inglaterra, os portugueses acumularam grandes dívidas pela necessidade crescente de consumir produtos ingleses manufaturados.
Para tanto, durante quase todo o século XVIII, esse déficit foi suprido com o envio de barras de ouro e pedras preciosas que eram extraídas no Brasil. Como dependia da Inglaterra para se manter como nação independente diante da vizinha Espanha, Portugal teve de se submeter aos interesses britânicos, deixando de aproveitar um período em que a prosperidade trazida pelo ouro poderia ter impulsionado a sua modernização.
A que vêm estas reflexões históricas? Vêm a propósito das negociações entre Mercosul e União Europeia (UE) que se arrastam desde 1999 e que, aparentemente, caminhariam para uma conclusão, diante da próxima proposta sul-americana que atenderia à exigência dos europeus de liberação de pelo menos 90% dos produtos trocados pelos dois lados.
Como se sabe, a última proposta do Mercosul, apresentada em 2004, chegou a 87%, mas não houve consenso. Desde então, divergências entre os sócios do Mercosul impediram que o bloco definisse uma nova proposta. Além disso, como os preços das commodities estavam nas alturas, os latino-americanos não pareciam muito interessados em consumar o pacto.
Acontece, porém, que hoje o contexto internacional é outro. A UE claramente espera concluir antes os projetados acordos com EUA, Índia e Japão. Com isso, estará numa situação bem confortável para negociar com o Mercosul, que, por sua vez, ficará praticamente “asfixiado” e condenado a uma posição subalterna, sendo obrigado a aceitar as regras impostas pelos demais blocos, sem condições de discuti-las.
Diante disso, se não for bem negociado, o acordo UE-Mercosul pode vir a constituir uma reedição do Tratado de Methuen. Em outras palavras: a adoção explícita do neocolonialismo.
*Milton Lourenço - É presidente da Fiorde Logística Internacional e diretor do Sindicato dos Comissários de Despachos, Agentes de Cargas e Logística do Estado de São Paulo (Sindicomis) e da Associação Nacional dos Comissários de Despachos, Agentes de Cargas e Logística (ACTC)
Fonte - Portogente  30/12/2015

segunda-feira, 14 de dezembro de 2015

Superávit da balança comercial chega a US$ 15,8 bilhões e supera expectativas

Economia

Os resultados contrastam com os do ano passado. Até a segunda semana de dezembro de 2014, a balança comercial tinha déficit de US$ 3,574 bilhões. A melhoria do indicador, no entanto, não se deve ao crescimento das vendas para o exterior, mas à queda das importações.

Wellton Máximo
Repórter da Agência Brasil
foto - ilustração
O superávit da balança comercial – diferença entre exportações e importações – acumulado em 2015 superou a estimativa de US$ 15 bilhões do governo. Segundo dados divulgados hoje (14) pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, o indicador acumula resultado positivo de US$ 15,810 bilhões até a segunda semana de dezembro.
Na semana passada, o país registrou superávit de US$ 1,6 bilhão, resultado de exportações de US$ 4,256 bilhões e de importações de US$ 2,656 bilhões. Em dezembro, o superávit da balança comercial chega a US$ 2,369 bilhões.
Os resultados contrastam com os do ano passado. Até a segunda semana de dezembro de 2014, a balança comercial tinha déficit de US$ 3,574 bilhões. A melhoria do indicador, no entanto, não se deve ao crescimento das vendas para o exterior, mas à queda das importações.
No acumulado do ano, o Brasil exportou US$ 181,647 bilhões, queda de 14,6% pela média diária em relação a 2014. O recuo foi motivado principalmente pela redução do preço das commodities (bens agrícolas e minerais com cotação internacional), que anulou os efeitos da safra recorde de grãos e da produção recorde de minério de ferro.As importações caíram em ritmo maior, totalizando US$ 165,837 bilhões, com recuo de 23,3% também pela média diária. As principais causas para a queda das compras do exterior são a alta do dólar e a redução da demanda por combustíveis, que se refletiu em menos importações de petróleo.
Fonte - Agência Brasil   14/12/2015

quarta-feira, 9 de dezembro de 2015

Entrada de dólares no país supera saída em US$ 3,895 bilhões em novembro

Economia

Em novembro, o fluxo financeiro (investimentos em títulos, remessas de lucros e dividendos ao exterior e investimento direto no país, entre outras operações) registrou resultado positivo de US$ 2,705 bilhões. 

Kelly Oliveira
Repórter da Agência Brasil
foto - ilustração
Mais dólares entraram no país do que saíram no mês de novembro, de acordo com dados do Banco Central (BC) divulgados hoje (9). No mês passado, o saldo positivo ficou em US$ 3,895 bilhões. Nos quatro primeiros dias de dezembro, o saldo ficou positivo em US$ 339 milhões.
Em novembro, o fluxo financeiro (investimentos em títulos, remessas de lucros e dividendos ao exterior e investimento direto no país, entre outras operações) registrou resultado positivo de US$ 2,705 bilhões. O fluxo comercial (operações de câmbio relacionadas a exportações e importações) ficou positivo em US$ 1,190 bilhão.
De janeiro a 4 de dezembro, o fluxo cambial tem saldo positivo de US$ 11,899 bilhões. O fluxo comercial apresentou saldo positivo de US$ 19,922 bilhões, enquanto o fluxo financeiro registrou déficit de US$ 8,023 bilhões.
Fonte - Agência Brasil  09/12/2015

terça-feira, 1 de dezembro de 2015

Exportações superam importações em US$ 1,197 bilhão em novembro

Economia

Com o resultado de novembro, a balança comercial acumula superávit de US$ 13,442 bilhões nos 11 primeiros meses do ano. O resultado é o melhor para o período desde 2012 (US$ 17,151 bilhões). O Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior projeta que o país encerre o ano com superávit de US$ 15 bilhões na balança comercial, contra déficit de US$ 3,959 bilhões alcançados em 2014.

Wellton Máximo 
Repórter da Agência Brasil
foto - ilustração
A queda das importações em ritmo maior que as exportações fez a balança comercial – diferença entre exportações e importações – registrar superávit de US$ 1,197 bilhão em novembro. O resultado reverteu o déficit de US$ 2,351 bilhões registrado em novembro de 2014, mas ainda é mais baixo que o superávit de US$ 1,739 bilhão obtido no mesmo mês de 2013.
Com o resultado de novembro, a balança comercial acumula superávit de US$ 13,442 bilhões nos 11 primeiros meses do ano. O resultado é o melhor para o período desde 2012 (US$ 17,151 bilhões). O Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior projeta que o país encerre o ano com superávit de US$ 15 bilhões na balança comercial, contra déficit de US$ 3,959 bilhões alcançados em 2014.
Ao longo de 2015, a balança comercial tem apresentado melhoria porque as compras do exterior estão caindo em ritmo maior que as exportações. De janeiro a novembro, as exportações somaram US$ 174,351 bilhões, queda de 14,9% pela média diária em relação aos mesmos meses de 2014. As importações totalizaram US$ 160,909 bilhões, com recuo de 23,1% também pela média diária.
Em relação às exportações, a queda ocorreu em todas as categorias de produtos. As vendas de produtos básicos caíram 19,8% de janeiro a novembro, puxada pela queda do preço das commodities (bens primários com cotação internacional).
As exportações de semimanufaturados tiveram retração de 8,4%, por causa, principalmente, da queda das exportações de couros e peles, açúcar bruto e ferro fundido. As vendas de produtos manufaturados recuaram 9,8%, por causa da queda do preço dos derivados de petróleo.
A alta do dólar foi o principal fator responsável pela queda das importações em 2015. A queda no preço internacional do petróleo e a redução do consumo interno também contribuiram para retração das compras externas.
Os produtos que puxaram a queda no acumulado do ano foram combustíveis e lubrificantes (-42,6%), bens de capital (-19,4%), matérias-primas e intermediários (-19,3%) e bens de consumo (-18%).
Fonte - Agência Brasil  01/12/2015

sábado, 24 de outubro de 2015

Parcerias com África podem ajudar Brasil a amenizar efeitos da crise, diz Apex

Economia

“Essa relação sempre foi deficitária para o Brasil, por causa do alto volume de petróleo que compramos, produto que responde por 88% do total importado”, diz a gerente de Estratégia de Mercado da Apex, Ana Paula Repezza. Segundo ela, a expectativa é que esse déficit seja amenizado e torne-se superávit para o Brasil, com base em dois movimentos percebidos pela Apex: a queda do preço de petróleo e a tendência de aumento da demanda africana por alimentos processados e por máquinas e equipamentos.

Pedro Peduzzi
Repórter da Agência Brasil
Com crescimento médio anual de
foto montagem - ilustração
5% e expectativa de melhorar ainda mais esse desempenho nos próximos anos, o continente africano tem sido visto como um grande parceiro em potencial do Brasil, pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil). Para o órgão, as perspectivas são favoráveis, mesmo com uma balança comercial ainda deficitária para o Brasil em relação aos principais países daquele continente. Em 2014, o superávit para o lado africano foi US$ 7,4 bilhões, com o Brasil exportando US$ 9,7 bilhões e importando US$17,1 bilhões.
“Essa relação sempre foi deficitária para o Brasil, por causa do alto volume de petróleo que compramos, produto que responde por 88% do total importado”, diz a gerente de Estratégia de Mercado da Apex, Ana Paula Repezza. Segundo ela, a expectativa é que esse déficit seja amenizado e torne-se superávit para o Brasil, com base em dois movimentos percebidos pela Apex: a queda do preço de petróleo e a tendência de aumento da demanda africana por alimentos processados e por máquinas e equipamentos.
“A África tem buscado reforçar sua política industrial para deixar de ser importadora de alimentos primários. Para isso, pretende adquirir máquinas e equipamentos agrícolas para processar produtos tanto para o mercado interno como para exportação. Como o tipo de cultura agrícola brasileira é muito similar à africana, nossas tecnologias de plantio e colheita são bastante aplicáveis por lá. A presença da Embrapa [Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária] naquele continente tem tido relevância em abrir caminhos para parcerias tecnológicas e para aquisição de maquinário”, explica Ana Paula.
Segundo a Apex, entre 2002 e 2012, o intercâmbio comercial entre Brasil e África aumentou 410%. Entre 2004 e 2014, as exportações brasileiras para os países africanos cresceram 131%, com destaque para açúcar, carne bovina, carne de aves, cereais e veículos e peças automotores. Com a previsão de o Produto Interno Bruto (PIB) africano aumentar 6% por ano na próxima década, a Apex passou a considerar a África como “mercado prioritário”, dedicando àquele continente mais de 30% de seus projetos setoriais.
Dos 32 mercados destacados no Plano Nacional de Exportação (PNE), lançado em junho pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, seis ficam na África: Angola, Moçambique, África do Sul, Egito, Argélia e Nigéria. “Os três primeiros são os principais parceiros do Brasil naquele continente”, informa Ana Paula. “Por isso, vemos no PNE uma resposta à crise pela qual passa o Brasil. Como vão crescer a taxas superiores, eles terão influencia muito forte no desempenho das exportações brasileiras daqui para a frente”, argumentou.
Para a gerente da Apex, as ligações históricas reforçam a aproximação com o continente africano. “A percepção deles em relação ao nosso país é muito ampla e positiva. Isso se reflete em menor resistência ao produto brasileiro. O Brasil não é visto como um parceiro que busca exclusivamente ganhos para si, mas pelos laços históricos com o continente africano e pela presença política em fóruns, no sentido de ajudá-los em suas demandas. Tudo isso faz com que haja neles muito boa vontade em relação ao Brasil, a ponto de vermos o setor portuário brasileiro recebendo considerável investimento argelino”, diz.
A Apex tem feito pelo menos duas missões a cada ano no continente, na busca por novas oportunidades para as empresas brasileiras. Estudos feitos pela agência estimam que o consumo nos países africanos incluídos no PNE cresça a uma taxa superior a 5% nos próximos anos. “A gente monitora as tendências de mercado e identifica oportunidades. É o que chamamos de inteligência antecipativa. Foi assim que identificamos potencial para exportação de máquinas e de alimentos processados. O PNE também é visto como uma resposta ao esfriamento da economia brasileira e, para algumas empresas daqui, uma saída para a crise”.
Para aproximar empresas brasileiras e africanas, a Apex fará, de 29 a 31 de outubro, a Feira Internacional Afro-Étnica de Negócios e Cultura (Feafro). O evento, na Expo Center Norte em São Paulo, terá a participação de 70 empresas de 24 países africanos – consideradas possíveis compradores pela Apex – e de 130 empresas brasileiras dos setores de alimentos e bebidas, máquinas e equipamentos e casa e construção.
“Esses compradores em potencial são verificados e selecionados por meio de metodologias de ranqueamento. A expectativa é que, apenas com as rodadas de negócios durante a feira, sejam movimentados US$ 70 milhões”, diz o coordenador de Promoção de Negócios da Apex, Diogo Akitaya.
Fonte - Agência Brasil  24/10/2015

domingo, 4 de outubro de 2015

Mercosul e UE preparam lista de oferta para acordo de livre comércio

Economia

O Ministério das Relações Exteriores informou que, agora, caberá aos chanceleres e ministros da área econômica do Mercosul avaliar o resultado das reuniões em Assunção e decidir quando a troca ocorrerá. O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Armando Monteiro, tem defendido a troca de ofertas ainda em outubro.

Mariana Branco 
Repórter da Agência Brasil
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Com o início do último trimestre de 2015, começa a correr o prazo para Mercosul e União Europeia (UE) trocarem ofertas para um acordo de livre comércio entre os blocos econômicos. Os três meses finais deste ano são o período agendado com os europeus para a apresentação mútua de listas de produtos que poderão ter a tarifa zerada. Na quinta (1º) e sexta-feira (2) passadas, as delegações do Mercosul e da UE se reuniram no Paraguai para acertar os últimos detalhes.
O Ministério das Relações Exteriores informou que, agora, caberá aos chanceleres e ministros da área econômica do Mercosul avaliar o resultado das reuniões em Assunção e decidir quando a troca ocorrerá. O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Armando Monteiro, tem defendido a troca de ofertas ainda em outubro. As negociações para um acordo entre Mercosul e União Europeia começaram no fim da década de 1990 e, desde então avançam de maneira inconsistente.
Em 2004, chegou a acontecer uma troca de ofertas entre os blocos, que não resultou em acordo. Em 2010, as negociações foram retomadas mas a troca de ofertas agendada para 2013 não aconteceu. Segundo o Itamaraty, para serem consideradas satisfatórias, é esperado que as ofertas desonerem de 85% a 95% do volume do comércio de cada bloco econômico.
Na avaliação de Antônio Jorge Ramalho, professor do Instituto de Relações Internacionais da Universidade de Brasília, o acordo entre Mercosul e União Europeia é positivo e necessário para os países latino-americanos. “De um lado, você tem necessidade de abrir os mercados para, no médio e longo prazo, reduzir os preços e a pressão inflacionária nas economias do Mercosul. Do outro, há o interesse em tornar as indústrias locais mais competitivas. Dar mais sustentabilidade, no longo prazo, às indústrias da região”, afirmou.
Ramalho lembra, no entanto, que o aumento da concorrência pode penalizar as empresas que não investem em tecnologia. “As indústrias que não investiram suficientemente em tecnologia vão ter que pagar um preço. Vão ter que, ou sair do mercado, ou dar um salto”, afirmou o professor, que considera o acordo oportuno, em um momento de contração da atividade econômica brasileira. “Na situação atual, vai ser muito positivo. Isso passa a integrar a estratégia de reativação da nossa economia”, disse.
Na visão dele, o Mercosul é mais responsável pelo atraso na negociação do acordo do que a União Europeia. “Por muito tempo, o principal obstáculo era a Argentina, pelo custo político que teria no curto prazo. Ela tem dificuldade em estabelecer trocas mais abertas por causa dos seus problemas de competitividade. Mas, do ponto de vista sistêmico, isso é necessário para o Mercosul e inclusive para a Argentina”.
Apesar de não conhecer o teor das propostas atuais, Ramalho acredita que esteja havendo entendimento entre os blocos econômicos, já que as negociações estão avançando. “Essas coisas não se fazem isoladas. Eles vão sinalizando, é um processo de negociações. A dinâmica normal é que, quando é apresentada a proposta, a outra parte já está sabendo [o teor]”, declarou.
Fonte - Agência Brasil  04/10/2015

quarta-feira, 1 de julho de 2015

Balança comercial tem maior resultado para primeiro semestre em três anos

Economia

Em junho, a balança registrou superávit de US$ 4,527 bilhões, revertendo o resultado negativo de cerca de US$ 2,305 bilhões acumulados até maio. No mês passado, o país exportou US$ 19,628 bilhões e importou US$ 15,101 bilhões. Segundos os dados, o superávit em junho foi o segundo melhor resultado para o mês, perdendo apenas para junho de 2009 (US$ 4,603 bilhões).

Wellton Máximo
Repórter da Agência Brasil 
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A balança comercial – diferença entre exportações e importações – fechou o primeiro semestre com superávit acumulado de US$ 2,222 bilhões, de acordo com números divulgados há pouco pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior. O resultado é o melhor para o período desde 2012, a última vez que o indicador tinha registrado superávit nos seis primeiros meses do ano.
Em junho, a balança registrou superávit de US$ 4,527 bilhões, revertendo o resultado negativo de cerca de US$ 2,305 bilhões acumulados até maio. No mês passado, o país exportou US$ 19,628 bilhões e importou US$ 15,101 bilhões. Segundos os dados, o superávit em junho foi o segundo melhor resultado para o mês, perdendo apenas para junho de 2009 (US$ 4,603 bilhões).
Contribuíram para o superávit da balança comercial os embarques da safra de grãos, principalmente de soja, e a exportação de uma plataforma de petróleo de US$ 690 milhões. Vendido pela Petrobras a uma subsidiária da estatal no exterior, o equipamento foi alugado pela petroleira e não chegou a sair do país. Tanto o ministério quanto a Petrobras asseguraram que a operação seguiu as normas de contabilidade internacional.
No acumulado do ano, a melhoria do resultado da balança decorreu do fato de que as importações estão caindo mais que as exportações. De janeiro a junho, o Brasil exportou US$ 94,329 bilhões, queda de 14,7% pela média diária. As importações somaram US$ 92,107 bilhões, com recuo de 18,5%, também pela média diária.
Em relação às exportações, todas as categorias de produtos acumulam queda no ano. A venda de produtos básicos caiu 21,6% no primeiro semestre em relação ao mesmo período de 2014, impactadas principalmente pela queda no preço internacional das commodities (bens agrícolas e minerais com cotação internacional).
As exportações de manufaturados caíram 8% de janeiro a junho, com destaque para óleos combustíveis (-63,4%) e motores e geradores (-25,8%). As vendas de semimanufaturados recuaram 3,9%, puxadas por couros e peles (-15%), açúcar em bruto (-13,9%) e óleo de soja em bruto (-12,4%).
Nas importações, as maiores quedas foram na compra de combustíveis e lubrificantes (-36%) e de bens de capital (-15,8%). A importação de matérias-primas caiu 15,1% e a compra de bens de consumo teve retração de 13,7%.
Há poucos dias, o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Armando Monteiro, tinha estimado que a balança comercial fechará 2015 com superávit entre US$ 5 bilhões e US$ 8 bilhões.
Fonte - Agência Brasil   01/07/2015

segunda-feira, 13 de abril de 2015

Balança comercial acumula superávit de US$ 132 milhões em abril

Economia

Os números foram divulgados há pouco pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior. Em 2015, o país acumula déficit de US$ 5,425 bilhões na balança comercial. O rombo é 10% inferior ao registrado no mesmo período do ano passado, quando o indicador registrava resultado negativo de US$ 6,027 bilhões até a segunda semana de abril.

Wellton Máximo
Repórter da Agência Brasil 
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A balança comercial – exportações menos importações – acumulou superávit de US$ 132 milhões nas duas primeiras semanas de abril, desempenho melhor do que o registrado no mesmo período de 2014, quando houve déficit de US$ 13,1 milhões. Na primeira semana do mês, o país exportou US$ 271 milhões a mais do que importou. Na segunda semana, porém, o Brasil comprou do exterior US$ 139 milhões a mais do que vendeu.
Os números foram divulgados há pouco pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior. Em 2015, o país acumula déficit de US$ 5,425 bilhões na balança comercial. O rombo é 10% inferior ao registrado no mesmo período do ano passado, quando o indicador registrava resultado negativo de US$ 6,027 bilhões até a segunda semana de abril.
No acumulado do ano, as exportações estão caindo mais que as importações. Até a segunda semana de abril, o país vendeu US$ 47,828 bilhões, queda de 15,3% pela média diária em relação ao mesmo período do ano passado. As importações somaram US$ 53,253 bilhões, retração de 14,5% também pela média diária.
Em abril, todas as categorias de produtos registraram queda nas exportações. As vendas de produtos básicos caíram 29,5% em relação às duas primeiras semanas de abril de 2014, motivada pelo recuo nas vendas de soja em grão, minério de ferro e farelo de soja. As exportações de bens semimanufaturados caíram 27,5%, por causa da queda nas vendas de açúcar bruto, ouro em forma semimanufaturada, couros e peles. As vendas de produtos manufaturados caíram 22,8%, com destaque para as reduções nos embarques de açúcar refinado, automóveis e autopeças.
Em relação às importações, as principais quedas nas duas primeiras semanas de abril ocorreram nas compras de combustíveis e lubrificantes (-51,9%), adubos e fertilizantes (-48,9%), químicos orgânicos/inorgânicos (-27,9%).
Fonte - Agência Brasil  13/04/2015

quarta-feira, 1 de outubro de 2014

Entrada de dólares em setembro supera saída em US$ 3,5 bilhões

Economia

A maior parte do saldo positivo é do fluxo financeiro (investimentos em títulos, remessas de lucros, dividendos ao exterior e investimentos estrangeiros diretos, entre outras operações), com US$ 2,601 bilhões.

Kelly Oliveira 
Repórter da Agência Brasil
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O saldo de entrada e saída de dólares (fluxo cambial) até 26 de setembro ficou positivo em US$ 3,561 bilhões, conforme dados divulgados hoje (1º) pelo Banco Central (BC).
A maior parte do saldo positivo é do fluxo financeiro (investimentos em títulos, remessas de lucros, dividendos ao exterior e investimentos estrangeiros diretos, entre outras operações), com US$ 2,601 bilhões.
O fluxo comercial (operações de câmbio relacionadas a exportações e importações) fechou positivo em US$ 960 milhões.
De janeiro a 26 de setembro, o fluxo cambial também fechou positivo em US$ 2,860 bilhões. Nesse período, o fluxo financeiro ficou negativo em US$ 566 milhões e o comercial positivo em US$ 3,426 bilhões.
Fonte - Agência Brasil  01/09/2014

quarta-feira, 17 de setembro de 2014

Entradas de dólares superam as saídas em US$ 4,1 bi na segunda semana do mês

Economia

Com esse resultado, o fluxo cambial voltou a ficar positivo, depois de fechar agosto com saldo negativo de US$ 3,056 bilhões, e a primeira semana de setembro com US$ 1,9 bilhão de déficit. 

Kelly Oliveira
Repórter da Agência Brasil 
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O saldo da entrada e saída de dólares do país, ou fluxo cambial, ficou positivo em US$ 4,151 bilhões, na semana passada. Com esse resultado, o fluxo cambial voltou a ficar positivo, depois de fechar agosto com saldo negativo de US$ 3,056 bilhões, e a primeira semana de setembro com US$ 1,9 bilhão de déficit. Nas duas semanas deste mês, o fluxo cambial ficou positivo em US$ 2,251 bilhões.
Em setembro, até o dia 12, a maior parte do saldo positivo vem do segmento comercial (operações de câmbio relacionadas a exportações e importações), com entrada superando a saída em US$ 1,406 bilhão.
O fluxo financeiro (investimentos em títulos, remessas de lucros e dividendos ao exterior e investimentos estrangeiros diretos, entre outras operações) registrou saldo positivo de US$ 845 milhões.
De janeiro até 12 de setembro, o saldo é positivo em US$ 1,551 bilhão. Nesse período, o fluxo financeiro registrou saldo negativo de US$ 2,322 bilhões e o comercial, positivo de US$ 3,873 bilhões.
Fonte - Agência Brasil  17/09/2014


quarta-feira, 10 de setembro de 2014

Putin, porque convidar o Brasil para substituir a UE na mesa dos russos....

Internacional

Por que Putin convida o Brasil a substituir a União Europeia na mesa dos russos - “Acho que os empresários europeus estão decepcionados com as políticas de seus países", disse o presidente da Rússia


Dmitry Babich - DR
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A curta reunião de cúpula da OTAN em Cardiff, no País de Gales, confirmou mais uma vez: a Rússia tomou a decisão certa ao restringir a entrada de produtos de países-membros da organização para “a mesa” dos russos. O secretário-geral da OTAN, Anders Fog Rasmussen, fez declarações de tal forma “linha-dura” que os membros da Aliança do Norte escutaram como se estivessem no início dos anos 1950.
Foi tomada a decisão de implantar forças de rápida reação por parte da OTAN na fronteira com a Rússia, com uma nova sede dessa força na Polônia – país que é um dos vizinhos mais próximos da Rússia, mas com certeza não é um dos melhores amigos dos russos (a russofobia na Polônia, que chama a guerra civil na Ucrânia de “invasão russa”, chegou ao pico).
O Secretário-Geral Rasmussen afirmou também que pretende adotar um “pacote de medidas para a inclusão da Geórgia na OTAN”, e juntamente manter a sua promessa de “conservar as portas da Aliança abertas” para uma Ucrânia já entregue a uma guerra civil. Isso já se soma a uma boa quantidade de passos não amigáveis com a Rússia, tal como a Rússia não via desde os tempos da Alemanha nazista contra a União Soviética em 1941. (Mesmo sob o comando de Hitler até o ataque contra a União Soviética em 1941 a Alemanha não interveio nem pela “defesa da soberania” de Lituânia, Letônia e Estônia por causa de um voo de três minutos de um caça de Leningrado sobre a Estônia, e muito menos na construção de um muro entre a Ucrânia e a Rússia. Mas a OTAN está planejando e prometendo tudo isso.)
Com essas condições , deixar a alimentação dos russos nas mãos dos mesmos países que cercam a Rússia com bases militares e enviam 15 milhões de dólares em ajuda militar ao regime de Kiev hostil à Rússia – com essas condições, receber carne e queijo de países da Aliança que fazem tudo isso seria imprudente por parte de Moscou.

E aqui está uma situação muito favorável ao Brasil.
Recentemente o presidente da Rússia, Vladimir Putin, junto com o seu ministro dos Negócios Estrangeiros, falou sobre o Brasil, colocando o país em primeiro lugar entre os países da América Latina, dando-lhe posição favorável sobre importações de alimentos para a Rússia. Vale lembrar que ainda em julho, em resposta à aplicação de sanções contra bancos russos por parte da União Europeia, a Rússia restringiu o acesso aos seus mercados para vários tipos de alimentos provenientes da União Europeia e de outros países não membros da OTAN (incluindo a Noruega, de quem deixou de receber pescado).
Enquanto isso, desde o início da década de 1990, o alimento estrangeiro ocupa um lugar importante na dieta dos russos, e a União Europeia, em conjunto com os Estados Unidos, tomou um lugar de liderança nesses suprimentos. O frango dos Estados Unidos, o queijo da França, as salsichas da Holanda – o fornecimento desses produtos à Rússia há mais de 20 anos tem gerado um negócio multibilionário. Na verdade, nos últimos anos os russos e os aliados da União Aduaneira, na Bielorrússia e no Cazaquistão, têm aprendido a fazer esses produtos por conta própria, mas no mercado de alimentos da Rússia existem nichos bilionários para os alimentos estrangeiros – e Putin diz que gostaria de obtê-los do Brasil.
“Por isso, estamos trabalhando com outros produtores, produtores estrangeiros, países da América Latina, principalmente Brasil, Argentina e Chile. Os nossos colegas europeus se dirigem a esses países com o pedido de não fornecerem seus produtos à Rússia. Isso é estranho, e até mesmo difícil de imaginar que empresários não vão aproveitar esse caso para entrar no nosso mercado”, disse Putin durante uma entrevista no programa ‘Voskresnoe Vremia”.
Putin até chegou a ameaçar os fornecedores europeus, alegando que após a chegada dos brasileiros será difícil para os europeus voltar ao mercado russo: "O perigo para os nossos fornecedores tradicionais é que, quando uma ou outra empresa tem suas estruturas fixadas em algum mercado – e nós estamos falando, em particular, do mercado russo –, em seguida, movê-las para fora daqui será muito difícil ou mesmo impossível. E eu acho que as empresas dos países europeus entendem isso. Elas não entendem essas voltas políticas. Acho que os empresários europeus estão decepcionados com as políticas de seus países", disse o presidente da Federação Russa.
Como aconteceu que os países europeus tradicionalmente mais próximos da Rússia acabaram sendo parceiros menos desejáveis do que o Brasil? O motivo aqui não está vinculado à xenofobia russa, mas à política dos próprios países europeus. O exemplo mais marcante aqui é o caso da Alemanha, que, desde o fim da Segunda Guerra Mundial, por quase 70 anos foi o parceiro comercial mais importante da União Soviética e depois da Rússia. Vejamos este exemplo em mais detalhes.
Por muitos anos, a comunidade russa de especialistas considerou a Alemanha como um dos países europeus mais amigáveis da Rússia. Além disso, nossos analistas vieram de pressupostos bastante pragmáticos. A lógica é esta: a Alemanha precisa de gás russo e a cooperação econômica com a Rússia fornece nada menos que 300 mil postos de trabalho na Alemanha (mais milhões de funcionários de meio-período e outros "beneficiários"); então, a Alemanha resistiria a toda a óbvia linha antirrussa da União Europeia.
Sim, os interesses nacionais da Alemanha, sem dúvida, estão ligados à Rússia, e o fundador do centro americano de pesquisa Stratfor, George Friedman, chega a considerar a associação entre a tecnologia alemã com o mercado e as matérias-primas russas como a única concorrência em longo prazo para os Estados Unidos no cenário econômico mundial.
Mas será que os políticos alemães irão atender aos interesses do país de dar passos ao encontro da Rússia? Esta é uma grande pergunta. A história recente da União Europeia conhece cada vez mais exemplos de líderes de grandes países ocidentais ou do Leste da Europa que agiram justamente de forma contrária aos interesses dos seus povos.
Estava a Alemanha interessada em uma revolução na Ucrânia, na fragmentação do país e no que se seguiu após essa troca de golpes de sanções entre a União Europeia e a Rússia? É claro que não. No entanto, a Chanceler Angela Merkel fez uma enorme contribuição para a desestabilização da Ucrânia. Em novembro de 2013 Merkel expressou a maior insatisfação com o pedido do ex-Presidente Yanukovich de adiar a assinatura do Acordo de Associação entre a Ucrânia e a União Europeia. "Nós esperávamos mais", disse ela a Yanukovich na conferência de cúpula de Vilnius em novembro de 2013, quando o presidente ucraniano pediu para adiar a assinatura da associação em março ou pagar a compensação financeira ao seu país pela quebra dos laços com a Rússia. Em seguida, o ministro das Relações Exteriores da Alemanha, Guido Westerwelle, participou pessoalmente dos protestos no Maidan de Kiev – um fato improvável sem o consentimento de Merkel.
Enquanto isso, quando no Maidan já soavam slogans antirrussos – ameaças de matar Yanukovich e Putin como “invasores” (embora a Ucrânia seja independente de Moscou desde 1991), promessa de atacar russos com facas, chamadas para “pendurar comunistas e russos”, etc. –, Westerwelle pareceu não notar tudo isso, dizendo apenas que os manifestantes prometiam combater a corrupção de Yanukovich. Com efeito, Berlim acabou na companhia dos países mais antirrussos da União Europeia, como a Lituânia e a Polônia.
Todos esses acontecimentos dizem respeito ao fato que a Alemanha de hoje e a União Europeia de uma forma geral preferem não lembrar: a República Federativa da Alemanha e a União Europeia como um todo têm sua parcela de responsabilidade na guerra civil da Ucrânia. Pelo seu apoio à derrubada de Yanukovich, que foi legitimamente eleito em 2010, a Alemanha contribuiu para a destruição do equilíbrio político entre o leste e o oeste da Ucrânia. De 1991 até 2014, o leste tendendo para a Rússia e o oeste orientado para a União Europeia resolviam suas diferenças nas eleições presidenciais, assim como no Parlamento, onde frequentemente chegavam a brigar. Agora, após a deposição de Yanukovich e a perda da Crimeia com os seus dois milhões de eleitores para a Rússia, a Ucrânia ocidental ganhou o controle absoluto no Parlamento e na escolha do futuro presidente. E as diferenças entre o ocidente e o oriente passaram a ser decididas no campo de batalha no Leste ucraniano.
É possível que, justamente por isso, pela sensação de própria responsabilidade, Merkel fuja da expressão “guerra civil”, preferindo falar de “invasão russa” e "meios de contenção" que devem ser aplicados contra o supostamente responsável por tudo, Putin.
Dos seus colegas na Polônia e do Báltico, Merkel se diferencia apenas por uma grande hipocrisia. Ela frequentemente fala do seu amor pela Rússia e do desejo de "cessar as hostilidades na Ucrânia" (por alguma razão, nunca menciona a responsabilidade das autoridades de Kiev por esses mesmos atos de guerra, embora o lado agressor seja exatamente Kiev). Um exemplo dessa hipocrisia foi a entrevista ao canal alemão ARD:
“Eu quero encontrar um método que não prejudique a Rússia. Nós na Alemanha queremos ter boas relações comerciais com a Rússia, assim como com outros países... Nós dependemos um do outros, e no mundo existem tantos conflitos que devemos agir juntos para evitá-los, por isso espero que consigamos atingir um progresso.”
É interessante como Merkel pretendia “não prejudicar” a Rússia, discursando a favor das sanções, destinadas a interromper o acesso da Rússia ao crédito e à tecnologia europeia. E como ela pretende “trabalhar junto” com o presidente russo, se o seu país adota sanções contra indivíduos pertencentes a seu "círculo interno" apenas porque eles são "amigos de Putin”? Qual é a lei da Europa que permite que as pessoas tenham a propriedade retirada porque elas se tornaram amigas de um político censurável pela União Europeia?
Existe o temor de que a “amizade” de Merkel com a Rússia soe como hipócrita, assim como seu “incômodo” de muitos anos sobre as escutas no seu telefone particular feitas pelos serviços de inteligência americanos (apesar de todas as promessas, este "incômodo" não resultou em sanções contra os Estados Unidos).
Agora Merkel vai enfrentar um novo desafio – os países do Leste Europeu (especialmente a Polônia e os Países Bálticos) vão exigir elevar o seu status na OTAN a um nível comparável com o da Alemanha. Eles também pretendem buscar a implantação de bases da OTAN em seu território, o que vai realmente ser controlado pelos americanos, sem a participação da Alemanha e de outros gigantes europeus ocidentais da OTAN. Outro elemento será o pedido da Polônia e dos Estados bálticos para colocar o sistema de defesa antimísseis norte-americano no Leste Europeu direcionado à Rússia. Isso foi evidenciado pelo vazamento de informações antes da cúpula da OTAN, agora em setembro, no País de Gales.
Com a sua política antirrussa seguindo cegamente a política aventureira da Comissão Europeia na Ucrânia, Merkel estragou as perspectivas de negócios alemães no mercado russo. Infelizmente, com o mesmo espírito agiu a aliança da OTAN, fechando as suas perspectivas de negócios no mercado russo. Assim, vamos esperar a abertura dessa perspectiva para os negócios no Brasil.
Fonte - Diário da Russia  09/09/2014

segunda-feira, 1 de setembro de 2014

Balança tem superávit de US$ 1,168 bilhão em agosto

Economia

O resultado no mês deveu-se a US$ 20,465 bilhões em exportações e US$ 19,297 bilhões em importações. Os dados foram divulgados hoje (1°) pelo Ministério do Desenvolvimento, da Indústria e de Comércio Exterior.

Mariana Branco 
Repórter da Agência Brasil 
Ag.Brasil
A balança comercial brasileira teve superávit (exportações maiores que importações) de US$ 1,168 bilhão em agosto. Trata-se do sexto resultado positivo consecutivo em 2014. No acumulado do ano, a balança está superavitária em US$ 249 bilhões. De janeiro a agosto de 2013, havia déficit de US$ 3,7 bilhões. Apesar de positivo, o saldo de agosto é o menor para o mês desde 2001, quando houve superávit de US$ 634,2 milhões.
O resultado no mês deveu-se a US$ 20,465 bilhões em exportações e US$ 19,297 bilhões em importações. Os dados foram divulgados hoje (1°) pelo Ministério do Desenvolvimento, da Indústria e de Comércio Exterior.
Do lado das exportações, a média diária, que corresponde ao volume negociado por dia útil, ficou em US$ 974,5 milhões, 0,1% superior à registrada em agosto de 2013 e 2,6% menor que a de julho deste ano. Nas importações, a média ficou em US$ 918,3 milhões, 0,1% superior à do mesmo mês do ano passado e 1,5% inferior à de julho de 2014.
Os principais responsáveis pelo aumento da receita com exportações em agosto foram os produtos manufaturados, cuja média diária negociada cresceu 3,8% ante o mesmo mês do ano passado. O item de maior valor foi uma plataforma de extração de petróleo, cuja negociação somou US$ 1,1 bilhão. A operação envolvendo a plataforma é considerada exportação ficta, sendo registrada como exportação sem que o produto deixe o território brasileiro. Ainda nesse grupo, aumentaram os ganhos com laminados planos, óleos combustíveis, tubos de ferro fundido, óxidos e hidróxidos de alumínio, polímeros plásticos, máquinas para terraplanagem e medicamentos.
No grupo dos básicos e semimanufaturados, houve queda da média diária, respectivamente de 3,3% e 1,8%. Na categoria dos itens básicos, diminuíram ganhos com milho em grão, minério de ferro, soja em grão e fumo em folhas. Já nos semi-industrializados, retrocedeu a arrecadação com açúcar bruto, celulose e alumínio bruto.
Do lado das importações, cresceram as aquisições de combustíveis e lubrificantes (30,6%), mas caíram as compras brasileiras de bens de consumo (8,2%), bens de capital (7,3%) e matérias-primas e intermediários (1,1%).
Fonte - Agência Brasil  01/09/2014