UMA GRANDE NAÇÃO SE CONSTROI COM EDUCAÇÃO, CIDADANIA E SOBERANIA

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terça-feira, 10 de março de 2020

Ônibus autônomos serão testados em cinco cidades europeias simultaneamente

Mobilidade/Tecnologia  🚌

Os ônibus Driverless serão testados em condições de tráfego urbano real em cinco cidades europeias simultaneamente entre abril e outubro de 2020,a iniciativa faz parte do projeto FABULOS, financiado pela UE. 

Da Redação
foto - ilustração/arquivo
Os primeiros testes com os ônibus Driverless serão realizados em Gjesdal na Noruega,em Tallinn na Estônia e Helsinque na Finlândia entre abril e outubro de 2020, e posteriormente  também serão realizados em Lamia na Grécia  e Helmond nos Países Baixos.
Os ônibus Driverless serão testados em condições de tráfego urbano real nas cinco cidades europeias, a iniciativa faz parte do projeto FABULOS, financiado pela UE.
Os serviços de transporte,realizados pelos ônibus,serão testados para garantir o funcionamento da operação remota da sala de controle. Os ônibus devem ser capazes realizar ultrapassagens autonomamente de obstáculos,tais como outros veículos presentes nas vias urbanas.Os ônibus deverão operar sem motorista, a presença um monitor a bordo por motivo de segurança, só será permitida se as regulamentações locais assim exigirem.
Pregopontocom 10/03/2020

sábado, 25 de junho de 2016

Internacional Mais de 500 mil pessoas pedem segundo referendo na Grã-Bretanha

Internacional

O texto foi publicado no site do Parlamento da Grã-Bretanha. Segundo os últimos dados, o documento já foi assinado por 516 mil pessoas. Para ser apreciada pelo Parlamento, uma petição deve ter pelo menos 100 mil assinaturas.

Da Agência Sputnik Brasil
EPA/Patrick Seeger
Mais de 500 mil pessoas assinaram um documento pedindo a realização de mais um referendo sobre a saída da Grã-Bretanha da União Europeia (UE).
O texto foi publicado no site do Parlamento da Grã-Bretanha. Segundo os últimos dados, o documento já foi assinado por 516 mil pessoas. Para ser apreciada pelo Parlamento, uma petição deve ter pelo menos 100 mil assinaturas.
“Solicitamos ao governo que aplique o direito, segundo o qual quando os votos a favor ou contra a saída da UE somam menos de 60%, no caso de um comparecimento menor de 75% às urnas, deve ser feito mais um referendo”, diz a petição.
Outro documento, com pedido de reconhecer a independência de Londres do resto da Grã-Bretanha e de adesão da cidade à UE, foi publicado no site change.org e encaminhado ao prefeito da capital inglesa, Sadiq Khan. Essa petição já foi assinada por 99 mil pessoas.
Segundo dados oficiais, 51,9% dos britânicos votaram no referendo de quinta-feira (23) pela saída do país da União Europeia.
Fonte - Agência Brasil  25/06/2016

segunda-feira, 30 de maio de 2016

Eurodeputados exigem que UE não negocie com governo Temer

Política

O eurodeputado Xavier Benito, do partido espanhol Podemos, enviou uma carta assinada por mais de 30 parlamentares do bloco à Alta Representante da União Europeia (UE) para Política Externa e Segurança, Federica Mogherini, para que Bruxelas não negocie o acordo comercial com o Mercosul enquanto o presidente interino Michel Temer estiver no poder.

Sputnik
© Sputnik/ Aleksei Nikolsky
"O acordo comercial com o Mercosul", diz o documento, citado pela agência EFE, "não só se limita a bens industriais ou agrícolas, mas inclui outros afastados como serviços, licitação pública ou propriedade intelectual. Por isso, é extremamente necessário que todos os atores implicados nas negociações tenham a máxima legitimidade democrática: a das urnas".
Benito, que também atua como primeiro vice-presidente da delegação do Parlamento Europeu para as relações com o Mercosul, questiona a “legitimidade democrática necessária para um assunto desta magnitude”.
"O mandato de Dilma Rousseff só pode ser mudado mediante o único método democraticamente aceitável: as eleições", afirma a carta, acrescentando que os eurodeputados compartilham “a preocupação expressada também pelo secretário-geral da Organização dos Estados Americanos (OEA) e pela Unasul sobre a severa situação na qual Dilma Rousseff foi condenada por um Congresso doente de corrupção e claramente orientado por obscuras intenções".
"É necessário suspender as negociações entre a UE e o Mercosul já que tal acordo comercial não deveria ser negociado com o atual governo brasileiro", conclui o documento, exortando Bruxelas a dar “seu total apoio e envolvimento para o restabelecimento da ordem democrática no Brasil".
Fonte - Sputnik  30/05/2016

quinta-feira, 31 de dezembro de 2015

Mercosul e neocolonialismo

Economia

Também conhecido como Tratado dos Panos e Vinhos, o Tratado de Methuen, entre Inglaterra e Portugal, que vigorou de 1703 a 1836, envolvia a troca entre produtos têxteis ingleses e vinhos portugueses.Embora lesivo aos interesses lusos, o acordo teve vida longa e, praticamente, destruiu a incipiente indústria portuguesa,se o acordo UE-Mercosul não for bem negociado, pode vir a constituir uma reedição do Tratado de Methuen. Em outras palavras: a adoção explícita do neocolonialismo.

Por Milton Lourenço *
imagem/Portogente
Quem conhece minimamente História sabe das consequências do Tratado de Methuen para Portugal e Brasil. Também conhecido como Tratado dos Panos e Vinhos, esse acordo entre Inglaterra e Portugal, que vigorou de 1703 a 1836 e levou esse nome em homenagem ao negociador pelo lado inglês, o diplomata John Methuen (1650-1706), envolvia a troca entre produtos têxteis ingleses e vinhos portugueses.
Embora lesivo aos interesses lusos, o acordo teve vida longa e, praticamente, destruiu a incipiente indústria portuguesa, com o conseqüente atrelamento da economia do país à Inglaterra. Como a demanda portuguesa por tecidos era bem maior que a riqueza produzida pela venda de vinho à Inglaterra, os portugueses acumularam grandes dívidas pela necessidade crescente de consumir produtos ingleses manufaturados.
Para tanto, durante quase todo o século XVIII, esse déficit foi suprido com o envio de barras de ouro e pedras preciosas que eram extraídas no Brasil. Como dependia da Inglaterra para se manter como nação independente diante da vizinha Espanha, Portugal teve de se submeter aos interesses britânicos, deixando de aproveitar um período em que a prosperidade trazida pelo ouro poderia ter impulsionado a sua modernização.
A que vêm estas reflexões históricas? Vêm a propósito das negociações entre Mercosul e União Europeia (UE) que se arrastam desde 1999 e que, aparentemente, caminhariam para uma conclusão, diante da próxima proposta sul-americana que atenderia à exigência dos europeus de liberação de pelo menos 90% dos produtos trocados pelos dois lados.
Como se sabe, a última proposta do Mercosul, apresentada em 2004, chegou a 87%, mas não houve consenso. Desde então, divergências entre os sócios do Mercosul impediram que o bloco definisse uma nova proposta. Além disso, como os preços das commodities estavam nas alturas, os latino-americanos não pareciam muito interessados em consumar o pacto.
Acontece, porém, que hoje o contexto internacional é outro. A UE claramente espera concluir antes os projetados acordos com EUA, Índia e Japão. Com isso, estará numa situação bem confortável para negociar com o Mercosul, que, por sua vez, ficará praticamente “asfixiado” e condenado a uma posição subalterna, sendo obrigado a aceitar as regras impostas pelos demais blocos, sem condições de discuti-las.
Diante disso, se não for bem negociado, o acordo UE-Mercosul pode vir a constituir uma reedição do Tratado de Methuen. Em outras palavras: a adoção explícita do neocolonialismo.
*Milton Lourenço - É presidente da Fiorde Logística Internacional e diretor do Sindicato dos Comissários de Despachos, Agentes de Cargas e Logística do Estado de São Paulo (Sindicomis) e da Associação Nacional dos Comissários de Despachos, Agentes de Cargas e Logística (ACTC)
Fonte - Portogente  30/12/2015

domingo, 4 de outubro de 2015

Mercosul e UE preparam lista de oferta para acordo de livre comércio

Economia

O Ministério das Relações Exteriores informou que, agora, caberá aos chanceleres e ministros da área econômica do Mercosul avaliar o resultado das reuniões em Assunção e decidir quando a troca ocorrerá. O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Armando Monteiro, tem defendido a troca de ofertas ainda em outubro.

Mariana Branco 
Repórter da Agência Brasil
foto - ilustração
Com o início do último trimestre de 2015, começa a correr o prazo para Mercosul e União Europeia (UE) trocarem ofertas para um acordo de livre comércio entre os blocos econômicos. Os três meses finais deste ano são o período agendado com os europeus para a apresentação mútua de listas de produtos que poderão ter a tarifa zerada. Na quinta (1º) e sexta-feira (2) passadas, as delegações do Mercosul e da UE se reuniram no Paraguai para acertar os últimos detalhes.
O Ministério das Relações Exteriores informou que, agora, caberá aos chanceleres e ministros da área econômica do Mercosul avaliar o resultado das reuniões em Assunção e decidir quando a troca ocorrerá. O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Armando Monteiro, tem defendido a troca de ofertas ainda em outubro. As negociações para um acordo entre Mercosul e União Europeia começaram no fim da década de 1990 e, desde então avançam de maneira inconsistente.
Em 2004, chegou a acontecer uma troca de ofertas entre os blocos, que não resultou em acordo. Em 2010, as negociações foram retomadas mas a troca de ofertas agendada para 2013 não aconteceu. Segundo o Itamaraty, para serem consideradas satisfatórias, é esperado que as ofertas desonerem de 85% a 95% do volume do comércio de cada bloco econômico.
Na avaliação de Antônio Jorge Ramalho, professor do Instituto de Relações Internacionais da Universidade de Brasília, o acordo entre Mercosul e União Europeia é positivo e necessário para os países latino-americanos. “De um lado, você tem necessidade de abrir os mercados para, no médio e longo prazo, reduzir os preços e a pressão inflacionária nas economias do Mercosul. Do outro, há o interesse em tornar as indústrias locais mais competitivas. Dar mais sustentabilidade, no longo prazo, às indústrias da região”, afirmou.
Ramalho lembra, no entanto, que o aumento da concorrência pode penalizar as empresas que não investem em tecnologia. “As indústrias que não investiram suficientemente em tecnologia vão ter que pagar um preço. Vão ter que, ou sair do mercado, ou dar um salto”, afirmou o professor, que considera o acordo oportuno, em um momento de contração da atividade econômica brasileira. “Na situação atual, vai ser muito positivo. Isso passa a integrar a estratégia de reativação da nossa economia”, disse.
Na visão dele, o Mercosul é mais responsável pelo atraso na negociação do acordo do que a União Europeia. “Por muito tempo, o principal obstáculo era a Argentina, pelo custo político que teria no curto prazo. Ela tem dificuldade em estabelecer trocas mais abertas por causa dos seus problemas de competitividade. Mas, do ponto de vista sistêmico, isso é necessário para o Mercosul e inclusive para a Argentina”.
Apesar de não conhecer o teor das propostas atuais, Ramalho acredita que esteja havendo entendimento entre os blocos econômicos, já que as negociações estão avançando. “Essas coisas não se fazem isoladas. Eles vão sinalizando, é um processo de negociações. A dinâmica normal é que, quando é apresentada a proposta, a outra parte já está sabendo [o teor]”, declarou.
Fonte - Agência Brasil  04/10/2015

quinta-feira, 25 de setembro de 2014

Assinado acordo de cooperação euro-brasileira no setor de ferrovias

Internacional

A assinatura do memorando de entendimento entre Jorge Luiz Macedo Bastos diretor-geral da Agência Nacional de Transporte Terrestre ANTT do Brasil e do diretor executivo da Agência Ferroviária Europeia Marcel Verslype,da continuidade a discussões iniciadas em uma reunião de cúpula UE-Brasil, em fevereiro....

Railway Gazette

Um passo importante para ampliar a cooperação entre os setores ferroviários europeus e brasileiros foi celebrado em 23 de setembro na InnoTrans,com a assinatura de um memorando de entendimento,entre a Agência Nacional de Transporte Terrestre ANTT do Brasil, representada pelo seu diretor-geral Jorge Luiz Macedo Bastos  e do diretor executivo da ERA (Agência Ferroviária Europeia), Marcel Verslype.
A assinatura do memorando de entendimento da continuidade a discussões iniciadas em uma reunião de cúpula UE-Brasil em fevereiro, quando os dois órgãos comprometeram-se em aumentar a cooperação na criação de um plano de ação para desenvolver o conhecimento mútuo de requisitos técnicos,avaliação de conformidade e padrões em uma série de áreas específicas.
O Brasil está atualmente investindo pesado para revitalizar e ampliar a sua rede de ferrovias com a abertura do mercado ferroviário para a iniciativa privada. Como parte disso Bastos confirmou que a intenção é adotar o modelo europeu de separação vertical entre as operações de gestão de infra-estrutura e de trem. Ele prevê o desenvolvimento de uma rede interoperável incluindo várias linhas de alta velocidade,bem como de alta capacidade de tráfego misto,cargas e passageiros, e para atender essas necessidades a ANTT considera que é importante compartilhar informações sobre sistemas reguladores europeus e os processos de atribuição de capacidade e normas técnicas.
A ERA (European Railway Agency ) afirma que a troca bi-lateral de experiência na área de interoperabilidade e segurança estará no topo da agenda, juntamente com a sinalização e regras de comunicações, as especificações técnicas de interoperabilidade do Sistema de Gestão do Tráfego Ferroviário Europeu da agencia, "tornou-se um padrão de referência a nível mundial para a otimização da segurança e capacidade de transporte ferroviário ".
Fonte - Railway Gazette  25/09/2014

Tradução e adaptação de texto - Pregopontocom 

domingo, 14 de setembro de 2014

União Europeia busca bilhões de euros para reavivar a economia

Internacional

Um plano do Banco Central Europeu de reviver um mercado de instrumentos de dívidas lastreados por ativos seria outra forma de financiamento

Correio do Brasil
Por Redação - Reuters 

A União Europeia buscou formas de injetar bilhões de euros na sua enfraquecida economia sem aprofundar suas dívidas, considerando opções que vão de um mercado de capitais pan-europeu até um grande fundo de investimentos. Com a economia europeia com dificuldades para se recuperar da pior crise financeira da atual geração, os ministros das Finanças da UE pediram à Comissão Europeia, braço executivo do bloco e ao Banco Europeu de Investimentos (BEI) que montassem uma lista de projetos de crescimento econômico e decidissem como financiá-los.
- Demos o mandato à Comissão e ao BEI para que apresentassem em pouco tempo um relatório inicial de medidas práticas que podem ser tomadas em projetos lucrativos de investimentos que possam ser justificáveis – afirmou o ministro da Economia da Itália, Pier Carlo Padoan, em coletiva de imprensa. Os ministros devem discutir os projetos e as ferramentas de investimentos no próximo encontro, em Luxemburgo, em outubro. Não há detalhes disponíveis sobre quais projetos seriam realizados.
Para financiá-los, os ministros discutiram quatro ideias: uma sugestão italiana de novas ferramentas de financiamento para empresas, uma proposta franco-alemã de aumento de investimentos privados, uma ideia polonesa de criação de um fundo conjunto da UE de 700 bilhões de euros (US$ 907 bilhões ), e um pedido do novo presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, para um programa de investimentos no valor de 300 bilhões de euros para recuperar a economia do continente. Um plano do Banco Central Europeu de reviver um mercado de instrumentos de dívidas lastreados por ativos seria outra forma de financiamento.
- Não temos a vareta mágica, mas precisamos de crescimento, precisamos estimular a demanda sem assumir dívidas afirmou o ministro das Finanças da França, Michel Sapin, após o encontro em Milão. “Precisamos da combinação certa entre o dinheiro público e privado.”
Fonte - Correio do Brasil  14/09/2014

quarta-feira, 10 de setembro de 2014

Putin, porque convidar o Brasil para substituir a UE na mesa dos russos....

Internacional

Por que Putin convida o Brasil a substituir a União Europeia na mesa dos russos - “Acho que os empresários europeus estão decepcionados com as políticas de seus países", disse o presidente da Rússia


Dmitry Babich - DR
foto - ilustração
A curta reunião de cúpula da OTAN em Cardiff, no País de Gales, confirmou mais uma vez: a Rússia tomou a decisão certa ao restringir a entrada de produtos de países-membros da organização para “a mesa” dos russos. O secretário-geral da OTAN, Anders Fog Rasmussen, fez declarações de tal forma “linha-dura” que os membros da Aliança do Norte escutaram como se estivessem no início dos anos 1950.
Foi tomada a decisão de implantar forças de rápida reação por parte da OTAN na fronteira com a Rússia, com uma nova sede dessa força na Polônia – país que é um dos vizinhos mais próximos da Rússia, mas com certeza não é um dos melhores amigos dos russos (a russofobia na Polônia, que chama a guerra civil na Ucrânia de “invasão russa”, chegou ao pico).
O Secretário-Geral Rasmussen afirmou também que pretende adotar um “pacote de medidas para a inclusão da Geórgia na OTAN”, e juntamente manter a sua promessa de “conservar as portas da Aliança abertas” para uma Ucrânia já entregue a uma guerra civil. Isso já se soma a uma boa quantidade de passos não amigáveis com a Rússia, tal como a Rússia não via desde os tempos da Alemanha nazista contra a União Soviética em 1941. (Mesmo sob o comando de Hitler até o ataque contra a União Soviética em 1941 a Alemanha não interveio nem pela “defesa da soberania” de Lituânia, Letônia e Estônia por causa de um voo de três minutos de um caça de Leningrado sobre a Estônia, e muito menos na construção de um muro entre a Ucrânia e a Rússia. Mas a OTAN está planejando e prometendo tudo isso.)
Com essas condições , deixar a alimentação dos russos nas mãos dos mesmos países que cercam a Rússia com bases militares e enviam 15 milhões de dólares em ajuda militar ao regime de Kiev hostil à Rússia – com essas condições, receber carne e queijo de países da Aliança que fazem tudo isso seria imprudente por parte de Moscou.

E aqui está uma situação muito favorável ao Brasil.
Recentemente o presidente da Rússia, Vladimir Putin, junto com o seu ministro dos Negócios Estrangeiros, falou sobre o Brasil, colocando o país em primeiro lugar entre os países da América Latina, dando-lhe posição favorável sobre importações de alimentos para a Rússia. Vale lembrar que ainda em julho, em resposta à aplicação de sanções contra bancos russos por parte da União Europeia, a Rússia restringiu o acesso aos seus mercados para vários tipos de alimentos provenientes da União Europeia e de outros países não membros da OTAN (incluindo a Noruega, de quem deixou de receber pescado).
Enquanto isso, desde o início da década de 1990, o alimento estrangeiro ocupa um lugar importante na dieta dos russos, e a União Europeia, em conjunto com os Estados Unidos, tomou um lugar de liderança nesses suprimentos. O frango dos Estados Unidos, o queijo da França, as salsichas da Holanda – o fornecimento desses produtos à Rússia há mais de 20 anos tem gerado um negócio multibilionário. Na verdade, nos últimos anos os russos e os aliados da União Aduaneira, na Bielorrússia e no Cazaquistão, têm aprendido a fazer esses produtos por conta própria, mas no mercado de alimentos da Rússia existem nichos bilionários para os alimentos estrangeiros – e Putin diz que gostaria de obtê-los do Brasil.
“Por isso, estamos trabalhando com outros produtores, produtores estrangeiros, países da América Latina, principalmente Brasil, Argentina e Chile. Os nossos colegas europeus se dirigem a esses países com o pedido de não fornecerem seus produtos à Rússia. Isso é estranho, e até mesmo difícil de imaginar que empresários não vão aproveitar esse caso para entrar no nosso mercado”, disse Putin durante uma entrevista no programa ‘Voskresnoe Vremia”.
Putin até chegou a ameaçar os fornecedores europeus, alegando que após a chegada dos brasileiros será difícil para os europeus voltar ao mercado russo: "O perigo para os nossos fornecedores tradicionais é que, quando uma ou outra empresa tem suas estruturas fixadas em algum mercado – e nós estamos falando, em particular, do mercado russo –, em seguida, movê-las para fora daqui será muito difícil ou mesmo impossível. E eu acho que as empresas dos países europeus entendem isso. Elas não entendem essas voltas políticas. Acho que os empresários europeus estão decepcionados com as políticas de seus países", disse o presidente da Federação Russa.
Como aconteceu que os países europeus tradicionalmente mais próximos da Rússia acabaram sendo parceiros menos desejáveis do que o Brasil? O motivo aqui não está vinculado à xenofobia russa, mas à política dos próprios países europeus. O exemplo mais marcante aqui é o caso da Alemanha, que, desde o fim da Segunda Guerra Mundial, por quase 70 anos foi o parceiro comercial mais importante da União Soviética e depois da Rússia. Vejamos este exemplo em mais detalhes.
Por muitos anos, a comunidade russa de especialistas considerou a Alemanha como um dos países europeus mais amigáveis da Rússia. Além disso, nossos analistas vieram de pressupostos bastante pragmáticos. A lógica é esta: a Alemanha precisa de gás russo e a cooperação econômica com a Rússia fornece nada menos que 300 mil postos de trabalho na Alemanha (mais milhões de funcionários de meio-período e outros "beneficiários"); então, a Alemanha resistiria a toda a óbvia linha antirrussa da União Europeia.
Sim, os interesses nacionais da Alemanha, sem dúvida, estão ligados à Rússia, e o fundador do centro americano de pesquisa Stratfor, George Friedman, chega a considerar a associação entre a tecnologia alemã com o mercado e as matérias-primas russas como a única concorrência em longo prazo para os Estados Unidos no cenário econômico mundial.
Mas será que os políticos alemães irão atender aos interesses do país de dar passos ao encontro da Rússia? Esta é uma grande pergunta. A história recente da União Europeia conhece cada vez mais exemplos de líderes de grandes países ocidentais ou do Leste da Europa que agiram justamente de forma contrária aos interesses dos seus povos.
Estava a Alemanha interessada em uma revolução na Ucrânia, na fragmentação do país e no que se seguiu após essa troca de golpes de sanções entre a União Europeia e a Rússia? É claro que não. No entanto, a Chanceler Angela Merkel fez uma enorme contribuição para a desestabilização da Ucrânia. Em novembro de 2013 Merkel expressou a maior insatisfação com o pedido do ex-Presidente Yanukovich de adiar a assinatura do Acordo de Associação entre a Ucrânia e a União Europeia. "Nós esperávamos mais", disse ela a Yanukovich na conferência de cúpula de Vilnius em novembro de 2013, quando o presidente ucraniano pediu para adiar a assinatura da associação em março ou pagar a compensação financeira ao seu país pela quebra dos laços com a Rússia. Em seguida, o ministro das Relações Exteriores da Alemanha, Guido Westerwelle, participou pessoalmente dos protestos no Maidan de Kiev – um fato improvável sem o consentimento de Merkel.
Enquanto isso, quando no Maidan já soavam slogans antirrussos – ameaças de matar Yanukovich e Putin como “invasores” (embora a Ucrânia seja independente de Moscou desde 1991), promessa de atacar russos com facas, chamadas para “pendurar comunistas e russos”, etc. –, Westerwelle pareceu não notar tudo isso, dizendo apenas que os manifestantes prometiam combater a corrupção de Yanukovich. Com efeito, Berlim acabou na companhia dos países mais antirrussos da União Europeia, como a Lituânia e a Polônia.
Todos esses acontecimentos dizem respeito ao fato que a Alemanha de hoje e a União Europeia de uma forma geral preferem não lembrar: a República Federativa da Alemanha e a União Europeia como um todo têm sua parcela de responsabilidade na guerra civil da Ucrânia. Pelo seu apoio à derrubada de Yanukovich, que foi legitimamente eleito em 2010, a Alemanha contribuiu para a destruição do equilíbrio político entre o leste e o oeste da Ucrânia. De 1991 até 2014, o leste tendendo para a Rússia e o oeste orientado para a União Europeia resolviam suas diferenças nas eleições presidenciais, assim como no Parlamento, onde frequentemente chegavam a brigar. Agora, após a deposição de Yanukovich e a perda da Crimeia com os seus dois milhões de eleitores para a Rússia, a Ucrânia ocidental ganhou o controle absoluto no Parlamento e na escolha do futuro presidente. E as diferenças entre o ocidente e o oriente passaram a ser decididas no campo de batalha no Leste ucraniano.
É possível que, justamente por isso, pela sensação de própria responsabilidade, Merkel fuja da expressão “guerra civil”, preferindo falar de “invasão russa” e "meios de contenção" que devem ser aplicados contra o supostamente responsável por tudo, Putin.
Dos seus colegas na Polônia e do Báltico, Merkel se diferencia apenas por uma grande hipocrisia. Ela frequentemente fala do seu amor pela Rússia e do desejo de "cessar as hostilidades na Ucrânia" (por alguma razão, nunca menciona a responsabilidade das autoridades de Kiev por esses mesmos atos de guerra, embora o lado agressor seja exatamente Kiev). Um exemplo dessa hipocrisia foi a entrevista ao canal alemão ARD:
“Eu quero encontrar um método que não prejudique a Rússia. Nós na Alemanha queremos ter boas relações comerciais com a Rússia, assim como com outros países... Nós dependemos um do outros, e no mundo existem tantos conflitos que devemos agir juntos para evitá-los, por isso espero que consigamos atingir um progresso.”
É interessante como Merkel pretendia “não prejudicar” a Rússia, discursando a favor das sanções, destinadas a interromper o acesso da Rússia ao crédito e à tecnologia europeia. E como ela pretende “trabalhar junto” com o presidente russo, se o seu país adota sanções contra indivíduos pertencentes a seu "círculo interno" apenas porque eles são "amigos de Putin”? Qual é a lei da Europa que permite que as pessoas tenham a propriedade retirada porque elas se tornaram amigas de um político censurável pela União Europeia?
Existe o temor de que a “amizade” de Merkel com a Rússia soe como hipócrita, assim como seu “incômodo” de muitos anos sobre as escutas no seu telefone particular feitas pelos serviços de inteligência americanos (apesar de todas as promessas, este "incômodo" não resultou em sanções contra os Estados Unidos).
Agora Merkel vai enfrentar um novo desafio – os países do Leste Europeu (especialmente a Polônia e os Países Bálticos) vão exigir elevar o seu status na OTAN a um nível comparável com o da Alemanha. Eles também pretendem buscar a implantação de bases da OTAN em seu território, o que vai realmente ser controlado pelos americanos, sem a participação da Alemanha e de outros gigantes europeus ocidentais da OTAN. Outro elemento será o pedido da Polônia e dos Estados bálticos para colocar o sistema de defesa antimísseis norte-americano no Leste Europeu direcionado à Rússia. Isso foi evidenciado pelo vazamento de informações antes da cúpula da OTAN, agora em setembro, no País de Gales.
Com a sua política antirrussa seguindo cegamente a política aventureira da Comissão Europeia na Ucrânia, Merkel estragou as perspectivas de negócios alemães no mercado russo. Infelizmente, com o mesmo espírito agiu a aliança da OTAN, fechando as suas perspectivas de negócios no mercado russo. Assim, vamos esperar a abertura dessa perspectiva para os negócios no Brasil.
Fonte - Diário da Russia  09/09/2014

sexta-feira, 15 de agosto de 2014

Europa atira ‘no próprio pé’ impondo sanções à Rússia....

Internacional

Europa atira ‘no próprio pé’ ao impor sanções à Rússia, diz premiê húngaro - O premiê húngaro, Viktor Orban, aponta a necessidade de se rever as sanções contra a Rússia

Por Redação - C B
c/agências internacionais de Budapeste

A União Europeia prejudicou a si mesma com as sanções impostas à Rússia por conta da crise na Ucrânia, disse nesta sexta-feira o primeiro-ministro húngaro, Viktor Orban, pedindo por uma reconsideração. Os comentários de Orban acontecem um dia após seu homólogo eslovaco, o premiê Robert Fico, ter criticado as sanções como “sem sentido”, dizendo que elas ameaçam o crescimento econômico do bloco europeu, composto de 28 países.
– A política de sanções perseguida pelo Ocidente, ou seja, nós mesmos, uma necessária consequência ao que os russos estão fazendo, causa mais dano para nós do que para a Rússia. Na política, isso é chamado dar um tiro no próprio pé – disse Orban em uma entrevista no rádio.
A Hungria, um país orientado para as exportações, tem uma grande dependência de importações de energia da Rússia, e no começo deste ano Budapeste fechou um acordo com a empresa russa Rosatom para expandir a única usina nuclear húngara, em um acordo de 10 bilhões de euros (US$ 13 bilhões). A Rússia também é o maior parceiro comercial da Hungria fora a União Europeia, com exportações de 2,55 bilhões de euros em 2013.
– A UE não deve apenas compensar os produtores de alguma forma, sejam eles poloneses, eslovacos, húngaros ou gregos, que agora têm que sofrer perdas, mas como toda a política de sanções deve ser reconsiderada – disse Orban.
Ministros das Relações Exteriores da UE realizaram uma reunião de emergência nesta sexta-feira para discutir os conflitos na Ucrânia e no Iraque. Orban já sinalizou oposição às sanções econômicas contra a Rússia por medo de que o caso prejudique a economia doméstica. Nesta sexta-feira, ele disse que buscaria maneiras de facilitar uma reconsideração.
– Eu farei meu máximo. É claro que estamos todos cientes do peso da Hungria, então as possibilidades são claras, mas estou buscando parceiros para mudar a política de sanções da UE, a qual eu acho que não foi considerada com suficiente meticulosidade – afirmou o premiê.
O Ministério da Agricultura da Hungria disse em nota, na terça-feira, que as exportações agrícolas não seriam prejudicadas significativamente pelo embargo de importações da Rússia a uma grande variedade de alimentos vindos da UE, mas tende a revisar a declaração.
Fonte - Correio do Brasil  15/08/2014

quinta-feira, 13 de março de 2014

Rússia não descarta sanções recíprocas aos Estados Unidos e à União Europeia

Internacional

Vice-ministro russo destacou resposta simétrica às provocações

DR
foto ilustração - DR
O Vice-Ministro do Desenvolvimento Econômico da Rússia, Alexei Likhachev, disse nesta quinta-feira, 13, que o seu país não descarta a possibilidade de impor sanções recíprocas aos Estados Unidos e à União Europeia se forem realmente adotadas medidas que possam prejudicar a economia russa. De acordo com ele, Moscou está ciente da grande possibilidade de ser vítima de ações políticas do Ocidente, mas, no caso de um amplo pacote de medidas destinadas a afetar o comércio do país, o Kremlin saberá responder de forma simétrica às provocações.
Fonte - Diário da Russia  13/03/2014

sábado, 19 de outubro de 2013

O INFERNO, NA PRIMAVERA.

Política

Mauro Santayana

(HD) - Quem planta vento, colhe tempestade. A máxima popular - que alguns atribuem a antigo provérbio bíblico - se ajusta, como uma luva, ao continente europeu, sitiado, no Mediterrâneo, por milhares de refugiados da série de conflitos que se convencionou chamar de “Primavera Árabe”.
A intenção da UE e dos EUA, ao incentivar o “vamos para a rua” nos países árabes, era destruir a coesão interna – se possível promovendo sua divisão geográfica - de países que, historicamente, se opunham à dominação ocidental naquela região do mundo.
No plano político, esse objetivo já foi quase alcançado. E na economia, a situação beira a catástrofe. Nesta semana, o banco inglês HSBC, publicou relatório afirmando que a Primavera Árabe vai custar a países como o Egito, Tunísia, Líbia, Síria, Jordânia, Líbano e Bahrein, entre 2011 e 2014, 800 bilhões de dólares, mais uma redução potencial em seu PIB da ordem de 35%.
No plano cultural e no religioso, abriram-se feridas que talvez não cicatrizem nunca. Na última semana de setembro, realizou-se, em Bkerke, no Líbano, a reunião do Conselho de Patriarcas Católicos do Oriente.
A reunião contou com a presença de Gregoire III Laham, representante dos católicos gregos, de Luis Rafael Sako, patriarca caldeu, de Ignacio Yusef Yunan, representante dos siríacos-católicos, de Narciso Pedros XIX e de um grande número de bispos.
No final do encontro, em seu pronunciamento, o Patriarca Maronita Monsenhor Bechara Rai, não mediu as palavras: “O Oriente Médio - afirmou Rai, que vai se encontrar com o Papa Francisco em novembro – precisa, nesse momento, dos ensinamentos de Cristo, do evangelho da paz, da verdade, da fraternidade e da Justiça.”
“Construímos, nos últimos 2.000 anos, com nossos irmãos muçulmanos, uma única civilização e uma identidade comum, que a política internacional tem feito de tudo para destruir e sabotar. A Primavera Árabe transformou-se, em pouco mais de dois anos, em um inferno de matança e destruição.”
Um inferno que estende suas conseqüências para todos os aspectos da vida humana e obriga à quebra de padrões de identidade psicológica e herança antropológica da população mais atingida.
Ainda ontem, na Síria – em uma decisão que lembra o massacre, pela fome, dos habitantes do Ghetto de Varsóvia - um grupo de ulemás e líderes religiosos, foi obrigado a emitir um edital islâmico autorizando os habitantes muçulmanos dos subúrbios do sul de Damasco a abater e comer animais impuros.
Em certas versões do Corão é proibido comer animais que se alimentem de impurezas, como os burros, ou outros, associados ao demônio, que – como os cães e os gatos – possuam caninos.
Autorizamos isto – afirma o comunicado publicado na internet – como um apelo para chamar a atenção do mundo para a terrível situação que estamos vivendo, e tentar evitar que nossos fiéis, por obediência às leis de Alá, venham a morrer de fome.
Fonte - Mauro Santayana  19/10/2013