UMA GRANDE NAÇÃO SE CONSTROI COM EDUCAÇÃO, CIDADANIA E SOBERANIA

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terça-feira, 19 de abril de 2016

Queda dos preços de petróleo provoca perigo global

Economia

Ernst Wolff, jornalista, especialista em economia e finanças, explica a situação no mercado petrolífero.A queda dos preços de petróleo faz aumentar o perigo de disseminação do conflito no Oriente Médio.

Sputnik
foto - ilustração
O problema maior é que a decisão da Rodada de Doha pode levar a consequências fatais para o mundo inteiro. A queda dos preços de petróleo faz aumentar o perigo de disseminação do conflito no Oriente Médio.
"Por um lado, observamos a queda da procura porque a economia mundial está estagnando. Por outro lado, registamos um excesso da oferta e queda dos preços. Os depósitos de petróleo estão cheios, os navios-tanques ficam em um congestionamento gigantesco. Isso levou a que alguns Estados já enfrentam grandes dificuldades. A Venezuela se arrisca a entrar em moratória. A Nigéria, Angola e Azerbaijão já solicitaram empréstimos de emergência"-affirma Wolff.
Além disso, o problema acarreta consequências negativas sociais globais, porque muitos trabalhadores do setor de petróleo serão despedidos.
O petróleo barato é bom para aqueles que têm que pagar pela gasolina. Mas prejudica muito a economia mundial em geral e a ordem social do mundo inteiro.
Fonte - Sputnik  19/04/2016

segunda-feira, 2 de novembro de 2015

Força aérea russa destrói alvos do Estado Islâmico na província síria Homs

Internacional

Segundo o ministro russo 237 alvos dos terroristas situados em seis províncias da Síria foram atingidos em 28 horas.Konashenkov explicou que os golpes eram direcionados contra os grupos terroristas Estado Islâmico e Frente al-Nusra.

Da Agência Sputnik Brasil
Agência Sputinik Brasil
A Força Aeroespacial da Rússia destruiu várias posições subterrâneas e pontos de artilharia antiaérea dos terroristas na província síria de Homs, disse nesta segunda-feira (2) o representante oficial do Ministério da Defesa da Rússia, major-general Igor Konashenkov.
"No distrito de Tadmor, província de Homs, um bombardeiro Su-25 aplicou um golpe a uma posição fortificada dos militantes do Estado Islâmico. No resultado de golpes diretos nas estruturas fortificadas, esconderijos subterrâneos e pontos de artilharia antiaérea dos terroristas, com dois dispositivos 3SU-23, foram eliminados", disse Konashenkov.
Segundo ele, 237 alvos dos terroristas situados em seis províncias da Síria foram atingidos pela aviação russa em 28 horas.
Konashenkov explicou que os golpes eram direcionados contra os grupos terroristas Estado Islâmico e Frente al-Nusra.
O representante do ministério chegou a comentar as acusações dos EUA sobre supostos alvos civis, inclusive hospitais, que a aviação russa teria atacado — juntamente ou em vez de alvos do Estado Islâmico.
"Cinco dos seis hospitais que foram supostamente alvos de ataques russos não existem", disse Konashenkov.
A Rússia está fazendo a sua operação aérea na Síria desde 30 de setembro, quando a câmara alta do parlamento russo aprovou o envio da Força Aeroespacial a esse país, após pedido oficial de Damasco.
Fonte - Agência Brasil  02/11/2015

quarta-feira, 27 de maio de 2015

Primavera Árabe virou show de horror

Política

Disseram-lhes que haveria paz, justiça, progresso, conforto e liberdade. E em troca lhes deram o caos de que procuram fugir a qualquer preço, a guerra, a injustiça, a destruição, o medo, a opressão e a miséria, e atacaram, com seus aviões e navios e as bombas e balas de seus mercenários, seus países, suas lojas, suas escolas, seus consultórios, seus poços e suas fontes, seus campos de trigo, seus bosques de oliveiras, matando seus cavalos, suas vacas, suas ovelhas, e explodindo suas pontes e seus templos.

Por Mauro Santayana,do Blog

Prometeram-lhes a Primavera. Mas nenhuma flor brotou de seus cadáveres, a não ser as formadas pelas algas e organismos marinhos que cobrem os seus corpos no fundo do Mediterrâneo.
Disseram-lhes que haveria paz, justiça, progresso, conforto e liberdade. E em troca lhes deram o caos de que procuram fugir a qualquer preço, a guerra, a injustiça, a destruição, o medo, a opressão e a miséria, e atacaram, com seus aviões e navios e as bombas e balas de seus mercenários, seus países, suas lojas, suas escolas, seus consultórios, seus poços e suas fontes, seus campos de trigo, seus bosques de oliveiras, matando seus cavalos, suas vacas, suas ovelhas, e explodindo suas pontes e seus templos.
Suas casas e ruas agora estão em ruínas. Seus móveis e os retratos de seus pais foram queimados para fazer fogo e assar o pão escasso enviado por outros povos, muitos de seus filhos e filhas morreram e os que sobraram não vão mais aos parques, nem ao zoológico, nem à escola, e caçam ratos entre os escombros em que se misturam os restos de mesquitas, igrejas e sinagogas.
Aqueles que prometeram a Primavera transformaram professores, agricultores, trabalhadores, médicos, engenheiros, comerciantes, em fantasmas que vagueiam agora aos milhares, enterrando seus velhos e seus recém-nascidos por trilhas, montanhas, mares e desertos hostis e inóspitos, sem poder prosseguir diante de fronteiras e portos que não permitem a sua entrada, obrigando-os a fazer dos restos de suas túnicas e bandeiras farrapos imundos que cobrem seus frágeis abrigos e tendas provisórias.
Aqueles que haviam lhes prometido a Primavera tinham dito que era preciso que seus ditadores caíssem, para que fossem felizes. E para derrubar os antigos líderes de seus países, dividiram seus povos e as armas que trouxeram de fora, equipando exércitos de assassinos, de sádicos, estupradores e mercenários, permitindo que seus bandidos fossem e matassem.
Foi assim que eles derrubaram, então, aqueles que governavam antes. Os enforcaram ou espancaram na rua, como cães, até a morte, destruíram as estradas, ferrovias, aeroportos, avenidas, represas, aquedutos, viadutos, hospitais, as estátuas e os palácios que Saddam, Kadafi, haviam construído, e mataram também seus filhos, para que não os vingassem, e aqueles que um dia os tinham apoiado, e espancaram e assassinaram também seus filhos pequenos e violentaram suas filhas e mulheres.
“Vão”, disseram os que haviam prometido que semeariam a Primavera. E seus assassinos foram. Os mesmos que agora voltaram-se contra eles, que degolam seus prisioneiros ajoelhados na areia, e se espalharam em bandos e seitas pelo Oriente Médio e o Norte da África.
Eles querem montar um Estado – Islâmico, eles o chamam – onde antes existiam, de fato, a Líbia, a Síria e o Iraque. Estão às portas de Bagdá. Tomaram Ramadi e Palmira. E cobiçam Trípoli e Damasco.
Fonte - Blog do Miro (Altamiro Borges) 27/05/2015

quinta-feira, 24 de julho de 2014

Brasil mantém condenação "a uso desproporcional da força" por Israel em Gaza

Internacional

“Condenamos a desproporcionalidade da reação de Israel, com a morte de cerca de 700 pessoas, dos quais mais ou menos 70% são civis, e entre os quais muitas mulheres, crianças e idosos. Realmente, não é aceitável um ataque que leve a tal número de mortes de crianças, mulheres e civis", disse o ministro.

Flávia Albuquerque e Bruno Bocchini 
Repórteres da Agência Brasil 
Chanceler reage a críticas israelenses e diz que
Brasil não é anão diplomático
 Antonio Cruz/Agência Brasil
O ministro das Relações Exteriores, Luiz Alberto Figueiredo, defendeu hoje (24) a posição do governo brasileiro que, em nota divulgada ontem (23), condenou “energicamente o uso desproporcional da força” por Israel em conflito na Faixa de Gaza.
“Condenamos a desproporcionalidade da reação de Israel, com a morte de cerca de 700 pessoas, dos quais mais ou menos 70% são civis, e entre os quais muitas mulheres, crianças e idosos. Realmente, não é aceitável um ataque que leve a tal número de mortes de crianças, mulheres e civis", disse o ministro. "E é sobre esse fato que essa nova nota fala”, ressaltou Figueiredo, após participar, em São Paulo, de evento na Fundação Getulio Vargas.
O ministro lembrou que, na semana passada, o Itamaraty já havia divulgado nota condenando o movimento islâmico Hamas pelos foguetes lançados contra Israel, e também Israel pelo ataque à Faixa de Gaza. “Israel se queixa que, na última nota, não repetimos a condenação que já tínhamos feito. A condenação que já tínhamos feito continua somos absolutamente contrários ao fato de o Hamas soltar foguetes contra Israel. Isso se mantém. Não há dúvida. Não pode haver dúvida disso”, afirmou Figueiredo.
Ele acrescentou que a última nota do Itamaraty não omite nada que foi dito antes. "Ao contrário,a gente pede o cessar-fogo imediato. Cessar-fogo quer dizer o quê? [Cessarem] os ataques das duas partes. Não há cessar-fogo unilateral, não é isso que a gente pede. A gente pede que as duas partes parem os ataques. Isso permanece.”
Figueiredo rebateu ainda afirmação do porta-voz do Ministério das Relações Exteriores de Israel, Yigal Palmor, que, segundo o jornal The Jerusalem Post, classificou o Brasil de "anão diplomático", apesar de sua posição econômica e cultural. “O que eu li é que o Brasil é um gigante econômico e cultural, e é um anão diplomático. Eu devo dizer que o Brasil é um dos poucos países do mundo, um dos 11 países do mundo, que têm relações diplomáticas com todos os membros da ONU [Organização das Nações Unidas]. E temos um histórico de cooperação pela paz e ações pela paz internacional. Se há algum anão diplomático, o Brasil não é um deles, seguramente”, reagiu o chanceler.
Segundo Figueiredo, as declarações do porta-voz da Chancelaria israelense não devem, porém, estremecer as relações de amizade entre os dois países. “Países têm o direito de discordar. E nós estamos usando o nosso direito de sinalizar para Israel que achamos inaceitável a morte de mulheres e crianças, mas não contestamos o direito de Israel de se defender. Jamais contestamos isso. O que contestamos é a desproporcionalidade das coisas”, destacou.
O chanceler também defendeu a posição brasileira assumida no Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas. O Brasil votou favoravelmente à condenação da atual ofensiva militar de Israel na Faixa de Gaza e à criação de uma comissão internacional para investigar todas as violações e julgar os responsáveis.
“A maioria apoiou, inclusive a América Latina inteira. Nós estamos junto da nossa região e apoiamos, neste caso, uma investigação internacional independente para determinar o que aconteceu, o que está acontecendo. Eu acho razoável haver essa investigação internacional independente, e foi a favor disso que nós nos manifestamos.”
Fonte - Agência Brasil  24/07/2014

terça-feira, 22 de julho de 2014

Gaza: ofensiva israelense matou 589 pessoas, líderes mundiais tentam cessar-fogo

Internacional

O secretário de Estado norte-americano chegou na segunda-feira (21) à noite ao Cairo, capital egípcia, onde encontrará o secretário-geral da ONU para tentar encontrar uma solução para o conflito, que também matou 27 soldados e dois civis israelenses.

Da Agência Lusa
foto - ilustração
O secretário-geral das Nações Unidas (ONU), Ban Ki-moon, e o chefe da diplomacia norte-americana, John Kerry, tentam hoje (22) estabelecer um cessar-fogo entre Israel e Palestina, após duas semanas de ofensiva militar israelense na Faixa de Gaza, que já provocou a morte de 589 palestinos.
O secretário de Estado norte-americano chegou na segunda-feira (21) à noite ao Cairo, capital egípcia, onde encontrará o secretário-geral da ONU para tentar encontrar uma solução para o conflito, que também matou 27 soldados e dois civis israelenses.
Hoje de manhã, pelo menos seis pessoas, incluindo uma mulher grávida e uma criança, foram mortas pelo Exército israelense durante ofensiva na Faixa de Gaza. "Nós vamos continuar esta operação para lutar contra o terrorismo”, declarou Peter Lerner, um porta-voz do Exército de Israel.
Os meios de comunicação palestinos comentaram, na noite de segunda-feira, sobre uma possível trégua humanitária de algumas horas hoje, para permitir que moradores da Faixa de Gaza conseguissem mantimentos mas, até o momento, esta trégua não foi confirmada.
Em Doha, capital do Catar, onde se encontraram na segunda-feira, o presidente da Autoridade Nacional Palestina, Mahmoud Abbas, e o chefe do Hamas, Khaled Mechaal, apelaram pelo fim “da agressão israelense” contra a Faixa de Gaza e o levantamento do bloqueio instituído desde 2006.
“O Hamas e o presidente Abbas estão de acordo que todas as organizações palestinas devem trabalhar em conjunto a favor de um cessar-fogo”, disse um negociador do movimento nacionalista Fatah, Azzam Al Ahmad.
“É preciso, primeiro, um cessar-fogo e depois continuaremos a discutir com o Egito e todas as partes regionais e internacionais, até que nós concretizemos o conteúdo do acordo de paz final”, explicou Al Ahmad.
As Forças Armadas israelenses lançaram no dia 8 de julho uma operação aérea, batizada de Margem Protetora, e estendeu para uma ofensiva terrestre no dia 17, com o objetivo de neutralizar o movimento islâmico Hamas, que controla a Faixa de Gaza.
Fonte - Agência Brasil  22/07/2014

segunda-feira, 21 de julho de 2014

Conselho de Direitos Humanos da ONU terá reunião extraordinária sobre Gaza

Internacional

O anúncio foi feito na sequência do dia mais sangrento do conflito entre Israel e o movimento de resistência islâmica, Hamas. Ontem (20), mais de 150 palestinos e 13 soldados israelenses morreram.

Da Agência Lusa
Bombardeio na Faixa de Gaza
Divulgação/Agência Lusa
O Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas (ONU) anunciou hoje (21) a realização de um encontro extraordinário na quarta-feira (23) para debater a operação militar de Israel na Faixa de Gaza. O anúncio foi feito na sequência do dia mais sangrento do conflito entre Israel e o movimento de resistência islâmica, Hamas. Ontem (20), mais de 150 palestinos e 13 soldados israelenses morreram.
A reunião foi um pedido do Egito, em nome dos Estados árabes; do Paquistão, em nome da Organização de Cooperação Islâmica; e dos palestinos. Em uma sessão de emergência sobre o conflito em Gaza, ontem, o Conselho de Segurança da ONU pediu cessar-fogo imediato.
Pelo menos 509 palestinos morreram e mais de 3.150 ficaram feridos desde o início da Operação Margem Protetora – para acabar com os disparos de foguetes em território israelense, no dia 8 de julho. Do lado de Israel, 20 pessoas morreram, incluindo dois civis.
Israel acusou repetidamente o Conselho dos Direitos Humanos, integrado por 47 países, de ter uma posição favorável aos palestinos.
Fonte - Agência Brasil  21/07/2014

sábado, 19 de julho de 2014

Mais de 300 palestinos morreram em 12 dias de ofensiva israelense em Gaza

Internacional

Somente nas primeiras 24 horas da incursão terrestre, mais de 70 palestinos morreram nos ataques, concentrados nos bairros do Norte e do Sul da Faixa de Gaza.

Da Télam
foto - ilustração
Em 12 dias de ofensiva israelense na Faixa de Gaza, 330 palestinos morreram e mais de 2.400 ficaram feridos. As vítimas, em sua maioria, são civis.
Segundo fontes médicas, o número de mortes aumentou muito desde a noite de quinta-feira (17), quando o Exército de Israel iniciou uma ofensiva terrestre, que se soma aos bombardeios da Aviação e da Marinha de Guerra.
Somente nas primeiras 24 horas da incursão terrestre, mais de 70 palestinos morreram nos ataques, concentrados nos bairros do Norte e do Sul da Faixa de Gaza.
Na noite passada, a violência foi particularmente intensa nos bairros de Beit Lahia e Beit Janun, onde um obus das forças israelenses matou oito pessoas de uma mesma família. No Sul da Faixa de Gaza, uma das áreas mais castigadas por terra, mar e ar, três pessoas morreram em um bombardeio noturno.
Na localidade de Jan Yunis, também no Sul da região, quatro pessoas morreram e cinco ficaram feridas na noite de ontem (18). Em Rafah, perto da fronteira com o Egito, os mortos em ataques israelenses chegaram a uma dezena.
As crianças, que são quase metade da população da Faixa de Gaza, também são vítimas do conflito entre os israelenses e palestinos: cerca de 80 menores de idade morreram desde que começaram as hostilidades.
Fonte - Agência  Brasil  19/07/2014

sexta-feira, 27 de junho de 2014

Obama pede US$ 500 milhões destinado a “treinar e equipar” os rebeldes sírios

Internacional

Se aprovada pelo Congresso, medida implicaria mudança significativa na política norte-americana para a guerra civil na Síria - Os US$ 500 milhões pedidos agora por Obama fazem parte de um pacote de US$ 1,5 bilhão dedicado a uma “iniciativa de estabilização regional” para ajudar a oposição a Damasco e os vizinhos da Síria, Jordânia, Líbano, Turquia e Iraque, a lidarem com as consequências da guerra civil síria nos seus territórios.

Por Redação 
com DW - de Washington, EUA

O presidente dos EUA, Barack Obama, pediu ao Congresso para aprovar uma ajuda financeira de US$ 500 milhões destinada a “treinar e equipar” os rebeldes sírios que combatem tanto o presidente Bashar al-Assad como o grupo extremista sunita Estado Islâmico do Iraque e do Levante (EIIL).
Os recursos ajudarão os sírios a se defender, a estabilizar as áreas sob controle da oposição, a facilitar a prestação de serviços essenciais, a combater as ameaças terroristas e a promover as condições para uma solução negociada, argumentou o governo norte-americano, demonstrando preocupação com a influência dos extremistas do EIIL na Síria e no vizinho Iraque.
Obama sempre relutou em apoiar os rebeldes sírios com armas, temendo que estas pudessem cair nas mãos de extremistas. Para críticos, a relutância do líder norte-americano abriu espaço para grupos extremistas, como o EIIL.
Oficialmente, o apoio dos EUA aos rebeldes sírios foi limitado logo no início do conflito, em março de 2011: 287 milhões de dólares em material não letal. Entretanto, a CIA participou de um programa secreto de treinamento militar dos rebeldes moderados na Jordânia.
Os US$ 500 milhões pedidos agora por Obama fazem parte de um pacote de US$ 1,5 bilhão dedicado a uma “iniciativa de estabilização regional” para ajudar a oposição a Damasco e os vizinhos da Síria, Jordânia, Líbano, Turquia e Iraque, a lidarem com as consequências da guerra civil síria nos seus territórios.
O US$ 1 bilhão restante destina-se aos países vizinhos, para fortalecerem a segurança interna, as fronteiras e a capacidade de receberem refugiados sírios.
O presidente americano anunciou a decisão num discurso na Academia Militar de West Point, no qual também revelou a criação de um fundo de US$ 5 bilhões, para financiar a luta contra o terrorismo.
Fonte - Correio do Brasil  27/06/2014

sábado, 19 de outubro de 2013

O INFERNO, NA PRIMAVERA.

Política

Mauro Santayana

(HD) - Quem planta vento, colhe tempestade. A máxima popular - que alguns atribuem a antigo provérbio bíblico - se ajusta, como uma luva, ao continente europeu, sitiado, no Mediterrâneo, por milhares de refugiados da série de conflitos que se convencionou chamar de “Primavera Árabe”.
A intenção da UE e dos EUA, ao incentivar o “vamos para a rua” nos países árabes, era destruir a coesão interna – se possível promovendo sua divisão geográfica - de países que, historicamente, se opunham à dominação ocidental naquela região do mundo.
No plano político, esse objetivo já foi quase alcançado. E na economia, a situação beira a catástrofe. Nesta semana, o banco inglês HSBC, publicou relatório afirmando que a Primavera Árabe vai custar a países como o Egito, Tunísia, Líbia, Síria, Jordânia, Líbano e Bahrein, entre 2011 e 2014, 800 bilhões de dólares, mais uma redução potencial em seu PIB da ordem de 35%.
No plano cultural e no religioso, abriram-se feridas que talvez não cicatrizem nunca. Na última semana de setembro, realizou-se, em Bkerke, no Líbano, a reunião do Conselho de Patriarcas Católicos do Oriente.
A reunião contou com a presença de Gregoire III Laham, representante dos católicos gregos, de Luis Rafael Sako, patriarca caldeu, de Ignacio Yusef Yunan, representante dos siríacos-católicos, de Narciso Pedros XIX e de um grande número de bispos.
No final do encontro, em seu pronunciamento, o Patriarca Maronita Monsenhor Bechara Rai, não mediu as palavras: “O Oriente Médio - afirmou Rai, que vai se encontrar com o Papa Francisco em novembro – precisa, nesse momento, dos ensinamentos de Cristo, do evangelho da paz, da verdade, da fraternidade e da Justiça.”
“Construímos, nos últimos 2.000 anos, com nossos irmãos muçulmanos, uma única civilização e uma identidade comum, que a política internacional tem feito de tudo para destruir e sabotar. A Primavera Árabe transformou-se, em pouco mais de dois anos, em um inferno de matança e destruição.”
Um inferno que estende suas conseqüências para todos os aspectos da vida humana e obriga à quebra de padrões de identidade psicológica e herança antropológica da população mais atingida.
Ainda ontem, na Síria – em uma decisão que lembra o massacre, pela fome, dos habitantes do Ghetto de Varsóvia - um grupo de ulemás e líderes religiosos, foi obrigado a emitir um edital islâmico autorizando os habitantes muçulmanos dos subúrbios do sul de Damasco a abater e comer animais impuros.
Em certas versões do Corão é proibido comer animais que se alimentem de impurezas, como os burros, ou outros, associados ao demônio, que – como os cães e os gatos – possuam caninos.
Autorizamos isto – afirma o comunicado publicado na internet – como um apelo para chamar a atenção do mundo para a terrível situação que estamos vivendo, e tentar evitar que nossos fiéis, por obediência às leis de Alá, venham a morrer de fome.
Fonte - Mauro Santayana  19/10/2013

domingo, 22 de setembro de 2013

Serguei Lavrov diz que EUA "estão chantageando” Rússia na questão Síria

Internacional

Ministro dos Negócios Estrangeiros russo fala à TV sobre tensão internacional

Serguei Lavrov: “Os Estados Unidos
 estão tentando chantagear a Rússia e o resto do mundo”
Os Estados Unidos estão tentando chantagear a Rússia e o resto do mundo, impondo à comunidade internacional o seu controvertido cenário de paz na Síria, segundo afirmou neste domingo, 22, o ministro dos Negócios Estrangeiros da Rússia, Serguei Lavrov, em entrevista à principal rede de TV do país, o Canal 1.
O chefe da diplomacia russa acusou Washington de politicar excessivamente a crise síria. Lavrov disse que os Estados Unidos estão usando a guerra civil naquele país do Oriente Médio para "afirmar a sua supremacia" e fazer a região "dançar a sua música". E ele garantiu que a abordagem americana nada tem a ver com a paz continuada e o plano de retirada das armas químicas pregados pela Rússia.
O Ministro Lavrov apelou para que os Estados Unidos cheguem à conclusão de que o mundo se tornou "policêntrico", e que não é bom impor as opiniões dos Estados Unidos sobre a comunidade internacional.
Esta foi a primeira vez em que o normalmente imperturbável ministro ddos Negócios Estrangeiros russo atacou os parceiros ocidentais de Moscou. O tom do comentário de Lavrov na entrevista ao Canal 1 mostra quão profunda parece estar a tensão entre o bloco Rússia -China, de um lado, e a coalizão EUA-Reino Unido-França, do outro.
A entrevista de Lavrov ocorreu poucos dias antes de sua viagem a Nova York, para participar da Assembleia-Geral da ONU. Então, o chefe das Relações Exteriores da Rússia deverá reunir-se com o secretário de Estado dos EUA, John Kerry, e com outros diplomatas. A expectativa é de que as negociações trilaterais entre Sergei Lavrov, John Kerry e o secretário-geral da Organização das Nações Unidas, Ban Ki-moon, vai alavancar a nova conferência de paz sobre a Síria, apelidada de Genebra 2.
Ainda na entrevista ao Canal 1, Lavrov disse que a recente publicação do relatório dos inspetores das Nações Unidas sobre as armas químicas da Síria deu lugar a um grande número de insinuações, provando que o Ocidente realmente não precisou de uma prova para fazer acusações. “Os Estados Unidos e a França realmente nunca pretenderam usar muito desse relatório”, comentou. “Eles alegaram saber tudo de antemão, dizendo que seu serviço de inteligência foi impecável, embora nunca tenham sido apresentados dados completos, enquanto os dados que escolheram para nos mostrar não provam que havia armas químicas no conflito.”
O ministro russo observou ainda que uma carta aberta de veteranos da CIA e do Pentágono dirigida ao Presidente Barack Obama e publicada antes da investigação da ONU, em 8 de setembro, dizia que o suposto ataque químico de 21 de agosto perto de Damasco foi uma provocação.
A carta acusa o diretor da CIA John Brennan de tentar repetir o cenário criado em relação ao Iraque, para mais uma vez enganar os americanos e o Congresso dos EUA. Os veteranos da CIA citaram a inteligência da Grã-Bretanha, dizendo que o governo sírio não estava implicado no ataque químico a civis. Mas a notícia não foi divulgada.
Lavrov afirmou também que os Estados Unidos intencionalmente usam o relatório da ONU para forçar a Rússia e a comunidade internacional a aceitar a sua abordagem. Ele disse:
"Nossos parceiros ocidentais estão começando a nos chantagear: se nós não aprovarmos a resolução do Capítulo 7 do Conselho de Segurança da ONU, iremos efetivamente anular o trabalho da Organização para a Proteção Contra as Armas Químicas, em Haia. Isso vai contra tudo que nós acordamos com John Kerry – que é aguardar a decisão da OPAQ e depois sustentá-la com uma resolução do Conselho de Segurança, embora não sob o Capítulo 7."
Sergei Lavrov sugeriu que o Ocidente viu o acordo Rússia-Estados Unidos sobre as armas químicas na Síria não como uma oportunidade para livrar o mundo do arsenal tóxico existente, mas como "uma chance para avançar sobre o bloco russo-chinês uma resolução de força que tem como objetivo derrubar o regime e encobrir as ações de oposição, para atribuir a culpa a Bashar al-Assad e dar espaço a cenários militares”.
"Eles [o Ocidente] não podem admitir seu erro. Eles cometeram um erro na Líbia quando bombardearam o país e o empurraram à beira do precipício; cometeram um erro no Iraque, onde fizeram as mesmas coisas, além de lançar uma operação terrestre e causar a destruição no país, que vê dezenas de inocentes morrerem a cada dia que passa na mão de terroristas. Não é uma preocupação a mais. Agora todo o mundo está dizendo que Bashar al-Assad deve sair. É claro que eles não querem falar sobre a catástrofe que essa série de operações militares tem causado na região. "
O diplomata russo destacou que dois em cada três militantes da oposição síria são jihadistas empenhados em transformar o país num califado islâmico, e que isso pode desencadear um desastre em todo o Oriente Médio.
"Eu gostaria de ressaltar que não podemos garantir que a Síria vai desistir de suas armas químicas”, disse Serguei Lavrov. “Vimos que a Síria aderiu à Convenção Contra as Armas químicas, sem quaisquer reservas. Agora, a Síria é uma parte responsável deste documento, o que significa que a comunidade internacional – ou a OPAQ, para este caso – deve garantir que a Síria vai agir em conformidade com isso."
Sergei Lavrov também apontou para o fato de que a comunidade internacional não precisa enviar suas tropas para a Síria a fim de monitorar o processo de eliminação de armas químicas. Ele disse que a polícia foi suficiente para garantir os inspetores da OPAQ, mas ofereceu as forças de segurança russas para assumir esta tarefa.
Fonte - Diário da Russia  22/09/2013

sábado, 14 de setembro de 2013

Os fatos sobre a ajuda dos russos aos EUA - Síria

Internacional

O ataque dos EUA à Síria já começou e já acabou. Tudo aconteceu no instante em que foram disparados aqueles dois mísseis balísticos, que ninguém sabia o que eram, porque Israel negava e a Rússia confirmava. A Rússia neutralizou os dois mísseis: um foi destruído em voo e o segundo foi desviado para o mar.

No Redecastorphoto

Fonte diplomática bem informada disse ao jornal As-Safir que
 (...) a guerra dos EUA contra a Síria começou e acabou no instante em que foram disparados aqueles dois mísseis balísticos, que ninguém sabia o que eram, porque Israel negava e a Rússia confirmava, até que surgiu uma declaração oficial dos israelenses, que dizia que teriam sido disparados no contexto de um exercício militar conjunto EUA-Israel, e que os mísseis caíram no mar e que nada tinham a ver com a crise Síria.
A fonte também informou ao diário libanês que
(...) os EUA dispararam os dois mísseis de uma base da OTAN na Espanha. Os mísseis foram instantaneamente detectados pelos radares russos e foram repelidos pelos sistemas russos de defesa: um deles foi destruído em voo e o outro foi desviado em direção ao mar. Nesse contexto, disse a fonte, é que surgiu a declaração distribuída pelo Ministério de Defesa russo. A declaração falava sobre a detecção de dois mísseis balísticos disparados na direção do Oriente Médio, mas nada dizia nem sobre de onde os mísseis foram disparados os mísseis, nem que haviam sido abatidos. Por quê?
Porque no momento em que a operação militar estava sendo lançada, o chefe do Serviço de Inteligência da Rússia telefonou à inteligência dos EUA e disse que:
 (...) atacar Damasco significa atacar Moscou. Nós omitimos na nossa declaração oficial a expressão “os dois mísseis foram derrubados”, para preservar as relações bilaterais e para impedir qualquer tipo de escalada. Assim sendo, é imperioso que os EUA reconsiderem suas políticas, abordagens, movimentos e intenções sobre a crise síria, porque os EUA já podem ter certeza de que não conseguirão eliminar nossa [dos russos] presença no Mediterrâneo.
A mesma fonte continuou:
(...) essa confrontação direta entre Moscou e Washington, que não foi divulgada, aumentou ainda mais a confusão reinante no governo Obama e a certeza de que o lado russo insistirá no alinhamento ao lado dos sírios. E, também, a evidência de que os EUA já não tinham outra saída, se não pela iniciativa dos russos, que “salvaria” a imagem dos EUA.
Desse ponto de vista, a mesma fonte diplomática explicou que:
(...) para evitar confusão ainda maior nos EUA, e depois que Israel negara saber do disparo dos dois mísseis (o que é verdade), Washington pediu que Telavive assumisse que teria disparado os mísseis, para não ferir a imagem dos EUA ante a comunidade internacional, sobretudo porque aqueles dois mísseis eram o primeiro movimento do ataque dos EUA à Síria e o anúncio do início das operações militares. O plano original previa que, depois do ataque, o presidente Obama viajaria para o encontro do G-20 na Rússia, para negociar o destino do presidente sírio Bashr Al-Assad. De fato, como depois se verificou, Obama teve de ir à Rússia para negociar o fim do impasse em que se viu preso.
A mesma fonte disse também que: 
(...) depois desse confronto EUA-Rússia, Moscou já trabalha para aumentar o número de especialistas militares, e já ampliou a presença se unidades de guerra e destróieres no Mediterrâneo. Os russos também decidiram marcar para depois do G-20 o anúncio de sua iniciativa para conter a agressão à Síria, depois de se criar um contexto de contatos às margens daquela reunião, e depois de duas visitas sucessivas dos ministros de Relações Exteriores do Irã e da Síria, nos quais se acertaram detalhes de um acordo com os russos, que incluía o anúncio, pela Síria, de que aceitava pôr suas armas químicas sob supervisão internacional e preparar a Síria para assinar o tratado de não proliferação de armas químicas.
Por fim, aquela fonte diplomática comentou que:
(...) um dos primeiros resultados do confronto militar EUA-Rússia foi a rejeição, na Câmara dos Comuns britânica, de qualquer envolvimento na guerra contra a Síria. Em seguida vieram as posições europeias, todas na mesma direção, a mais significativa das quais foi a da chanceler alemã Angela Merkel.
Daoud Rammal é um jornalista libanês sediado em Beitute. Escreve usualmente na imprensa do Oriente Médio (Al Manar, Al Monitor e outras publicações em papel ou eletrônicas). Algumas vezes seus trabalhos são publicados na imprensa eletrônica ocidental como no sítio Rebelión da Espanha, p.ex..
Traduzido pelo pessoal da Vila Vudu

Fonte - Com texto Livre 14/09/2013