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quinta-feira, 2 de novembro de 2023

Mais 576 estrangeiros são autorizados a deixar Gaza - Não há brasileiros na lista

 Política - Internacional  ✈ 👪

De acordo com o Itamaraty, não há nenhum cidadão brasileiro entre os 576 estrangeiros que buscam escapar à guerra entre Israel e o Hamas, grupo que controla a Faixa de Gaza. Segundo o embaixador Alessandro Candeas, constam da lista divulgada esta madrugada cidadãos do Azerbaijão, Barhein, Bélgica, Coréia do Sul, Croácia, Estados Unidos, Grécia, Holanda, Hungria, Itália, Macedônia, México, Suíça, Sri Lanka e Tchade.

Por Alex Rodrigues
Repórter da Agência Brasil 
 Foto - Ag.Brasil/Reuters
Autoridades egípcias e israelenses autorizaram, nesta quinta-feira (2), que um segundo grupo de pessoas deixe a Faixa de Gaza e ingresse no Egito. De acordo com o Itamaraty, não há nenhum cidadão brasileiro entre os 576 estrangeiros que buscam escapar à guerra entre Israel e o Hamas, grupo que controla a Faixa de Gaza. Segundo o embaixador Alessandro Candeas, constam da lista divulgada esta madrugada cidadãos do Azerbaijão, Barhein, Bélgica, Coréia do Sul, Croácia, Estados Unidos, Grécia, Holanda, Hungria, Itália, Macedônia, México, Suíça, Sri Lanka e Tchade. Só o grupo norte-americano inclui 400 dos 576 contemplados nesta segunda lista. A lista anterior foi divulgada no início da madrugada desta quarta-feira (1º), dia em que o primeiro grupo autorizado a deixar Gaza cruzou a fronteira para o Egito. Além de 500 pessoas portadoras de passaportes estrangeiros, integravam este primeiro grupo 81 moradores de Gaza feridos que foram transportados em ambulâncias através da passagem de Rafah. A assessoria do Itamaraty informou à Agência Brasil que, neste momento, não há como prever em quanto tempo os 34 brasileiros que pediram auxílio ao governo brasileiro serão autorizados a deixar Gaza, já que os critérios de seleção são aplicados pelas autoridades locais. O governo brasileiro, contudo, segue contatando lideranças regionais a fim de tentar agilizar a repatriação dos brasileiros e de seus parentes de outras nacionalidades. Os 34 brasileiros estão abrigados nas cidades de Khan Younes e Rafah, próximas à fronteira com o Egito. Segundo o Itamaraty, o esquema de resgate prevê auxílio desde a saída da Faixa de Gaza – com equipes e ônibus de prontidão, medicamentos e alimentação – até o embarque no Aeroporto do Cairo, onde um aeroporto da Força Aérea Brasileira (FAB) os aguarda. No início da manhã desta quinta-feira (2), um grupo de 30 brasileiros, além de uma jordaniana e um palestino casados com brasileiros, desembarcaram em território brasileiro vindos da Cisjordânia.
Fonte - Agência Brasil 02/11/2023

ENTENDA O QUE FOI A NAKBA, A CATÁSTROFE DO POVO PALESTINO 
Link para a matéria da Agência Brasil - https://agenciabrasil.ebc.com.br/internacional/noticia/2023-11/entenda-o-que-foi-nakba-catastrofe-do-povo-palestino - 04/11/2023

terça-feira, 29 de julho de 2014

Mercosul exige cessar-fogo na Faixa de Gaza

Internacional

O presidente venezuelano fez as declarações antes de começaram as deliberações públicas da Cúpula do Mercosul, aberta nesta terça-feira na Casa Amarela, sede da Chancelaria venezuelana.
Além de Maduro, participam do encontro de Caracas os presidentes da Argentina, Cristina Kirchner, do Brasil; Dilma Rousseff, do Uruguai; José Mujica, do Paraguai; Horacio Cartes, e da Bolivia, Evo Morales.

Da Agência Brasil
Edição: Nádia Franco
Ag.Brasil
O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, informou que os presidentes dos países do Mercado Comum do Sul (Mercosul) propuseram hoje (29), em reunião privada durante a 46ª cúpula do bloco, a divulgação de um comunicado expressando posição contra os ataques de Israel à população palestina e exigindo um cessar-fogo na Faixa de Gaza.
Maduro destacou que há um profundo sentimento de solidariedade com o povo palestino e que há consenso quanto à necessidade de um cessar-fogo imediato na região e de retomada das conversações de paz.
O presidente venezuelano fez as declarações antes de começaram as deliberações públicas da Cúpula do Mercosul, aberta nesta terça-feira na Casa Amarela, sede da Chancelaria venezuelana.
Além de Maduro, participam do encontro de Caracas os presidentes da Argentina, Cristina Kirchner, do Brasil; Dilma Rousseff, do Uruguai; José Mujica, do Paraguai; Horacio Cartes, e da Bolivia, Evo Morales.
Segundo o primeiro-ministro de Israel, Benjamín Netanyahu, o objetivo da ofensiva israelense, que teve início há cerca de 20 dias, é destruir os túneis da froneira supostamente usados pelo movimento islâmico Hamas, que controla a Faixa de Gaza.
Até agora, o número de mortos no conflito passa de 1.000, entre os quais há crianças e civis.
Com informações da Agência Venezuelana de Notícias
Fonte - Agência Brasil  29/07/2014

segunda-feira, 28 de julho de 2014

Conselho de Segurança da ONU pede cessar-fogo humanitário imediato em Gaza

Internacional

As 15 nações apelaram ao “respeito pleno do direito humanitário internacional, sobretudo no que diz respeito à proteção dos civis” e enfatizaram que “as instalações civis e humanitárias, incluindo as da ONU, devem ser respeitadas e protegidas”. Há três dias, um bombardeio atingiu uma escola da ONU em Gaza. 

Danilo Macedo
Repórter da Agência Brasil 
Com informações da Agência Lusa
foto - ilustração
O Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) formalizou na madrugada de hoje (28), em Nova York, uma declaração apelando para um “cessar-fogo humanitário imediato e incondicional” entre Israel e o Hamas na Faixa de Gaza. Aprovada por unanimidade pelos 15 membros do conselho, a declaração pede para as partes envolvidas no conflito “aplicarem totalmente” o cessar-fogo durante a celebração do fim do Ramadã, esta semana, e estenderem para além desse período, buscando uma negociação da paz na região.
As 15 nações apelaram ao “respeito pleno do direito humanitário internacional, sobretudo no que diz respeito à proteção dos civis” e enfatizaram que “as instalações civis e humanitárias, incluindo as da ONU, devem ser respeitadas e protegidas”. Há três dias, um bombardeio atingiu uma escola da ONU em Gaza. A declaração também cobra de ambas as partes o “esforço de implementar um cessar-fogo duradouro e totalmente respeitado, baseado na iniciativa de mediação egípcia”.
O Conselho de Segurança também ressaltou a necessidade de fornecimento imediato de assistência humanitária à população da Faixa de Gaza, com o aumento das contribuições dos países ao Alto Comissáriado das Nações Unidas para Refugiados (Acnur). Além dos cinco membros permanentes (Estados Unidos, Rússia, China, Reino Unido e França), os dez membros eleitos que compõem o conselho atualmente são: Argentina, Austrália, Chade, Chile, Coreia do Sul, Jordânia, Lituânia, Luxemburgo, Nigéria e Ruanda.
O Conselho de Segurança é o único órgão do sistema internacional capaz de adotar decisões obrigatórias para todos os Estados-Membros da ONU, podendo, inclusive, autorizar intervenção militar para garantir a execução de suas resoluções. Dos 15 países do conselho, cinco são membros permanentes – Estados Unidos, Reino Unido, França, Rússia e China – e dez são rotativos, ficando dois anos no órgão e sendo substituídos. O voto negativo de apenas um membro permanente configura veto a uma eventual resolução do conselho.
A declaração foi divulgada logo depois da reunião de emergência, ocorrida à meia-noite (1h no horário de Brasília), entre os 15 países-membros do Conselho de Segurança. Desde o início do mais recente conflito entre Israel e o Hamas, mais de mil palestinos e 43 soldados israelenses morreram.
Fonte - Agência Brasil  28/07/2014

sábado, 26 de julho de 2014

Mais de 30 de brasileiros permanecem em Gaza

Internacional

A Cruz Vermelha Internacional informou que a falta de água e a destruição da rede de esgoto afetam muito a população 

Danilo Macedo 
Repórter da Agência Brasil 
foto - ilustração
Desde o início do mais recente confronto entre Israel e o grupo islâmico Hamas, na Faixa de Gaza, iniciado no dia 8 de julho, 15 brasileiros deixaram a região dos conflitos e 31 permanecem em suas casas. De acordo com o Escritório de Representação do Brasil na Autoridade Nacional Palestina, em Ramala, na Cisjordânia, os que continuam na zona de conflito alegam motivos pessoais, familiares, não ter para onde ir e até medo de sair de casa.
Entre os que deixaram Gaza, 12 brasileiros – sendo 11 de duas famílias, primas entre si, e uma mulher cuja família já estava no Cairo – atravessaram a fronteira para o Egito. Uma freira brasileira foi para Belém, na Cisjordânia, e mais duas mulheres, mãe e filha, serguiram para a Jordânia. Quando o conflito se iniciou, a representação brasileira entrou em contato com os brasileiros na região e, em seguida, com a Organização das Nações Unidas (ONU) e as autoridades dos países para onde os brasileiros pretendiam se deslocar.
Entre os brasileiros, poucos são nascidos no Brasil e os outros herdaram a cidadania brasileira por serem filhos de brasileiros ou de palestinos que viveram no Brasil e conquistaram a cidadania depois de um tempo. Com exceção das duas mulheres que foram para Amã, na Jordânia, os demais brasileiros tiveram de se deslocar por conta própria até a fronteira. Mãe e filha tiveram auxílio da ONU e foram transportadas em um comboio com vários estrangeiros. Todos os deslocamentos são feitos em “janelas de oportunidade” ou “tréguas humanitárias”, como são chamados os curtos períodos de cessar-fogo.
Vários relatos, no entanto, indicam que muitos estrangeiros, incluindo brasileiros que permanecem em Gaza, têm medo de sair de casa até mesmo para deixar a região. O risco de se tornarem alvos existe. Das mais de 950 mortes registradas até o 19º dia do conflito, mais de 70% referem-se a civis, segundo a ONU. Escolas e igrejas, que servem de refúgio, estão lotadas. Com 41 quilômetros (Km) de cumprimento e de 6 km a 12 km de largura, a Faixa de Gaza tem área total de 365 km², quatro vezes menor do que o município de São Paulo.
Com pouco mais de 1,8 milhão de habitantes, a área tem densidade de aproximadamente 5 mil pessoas por quilômetro quadrado. Para piorar a situação de muitas pessoas em um pequeno território, cerca de 40% dele foi declarado passível de ataques pelo governo de Israel, que despeja folhetos e manda mensagens de celular para milhares de pessoas deixarem suas casas, se não quiserem sofrer “as consequências”. A Cruz Vermelha Internacional informou que a falta de água e a destruição da rede de esgoto afetam muito a população.
Do lado de Israel, alguns foguetes também já levaram medo a Tel Aviv, a segunda cidade mais populosa do país. O governo do país afirmou que, se não tivesse desenvolvido um sofisticado sistema antimísseis, centenas de pessoas também teriam morrido em Israel no conflito. Até o momento, 37 soldados israelenses morreram em combate, além de dois civis e um trabalhador rural tailandês, que foram atingidos por tiros de morteiro em território israelense.
Fonte - Agência Brasil 26/07/2014

quinta-feira, 24 de julho de 2014

Brasil mantém condenação "a uso desproporcional da força" por Israel em Gaza

Internacional

“Condenamos a desproporcionalidade da reação de Israel, com a morte de cerca de 700 pessoas, dos quais mais ou menos 70% são civis, e entre os quais muitas mulheres, crianças e idosos. Realmente, não é aceitável um ataque que leve a tal número de mortes de crianças, mulheres e civis", disse o ministro.

Flávia Albuquerque e Bruno Bocchini 
Repórteres da Agência Brasil 
Chanceler reage a críticas israelenses e diz que
Brasil não é anão diplomático
 Antonio Cruz/Agência Brasil
O ministro das Relações Exteriores, Luiz Alberto Figueiredo, defendeu hoje (24) a posição do governo brasileiro que, em nota divulgada ontem (23), condenou “energicamente o uso desproporcional da força” por Israel em conflito na Faixa de Gaza.
“Condenamos a desproporcionalidade da reação de Israel, com a morte de cerca de 700 pessoas, dos quais mais ou menos 70% são civis, e entre os quais muitas mulheres, crianças e idosos. Realmente, não é aceitável um ataque que leve a tal número de mortes de crianças, mulheres e civis", disse o ministro. "E é sobre esse fato que essa nova nota fala”, ressaltou Figueiredo, após participar, em São Paulo, de evento na Fundação Getulio Vargas.
O ministro lembrou que, na semana passada, o Itamaraty já havia divulgado nota condenando o movimento islâmico Hamas pelos foguetes lançados contra Israel, e também Israel pelo ataque à Faixa de Gaza. “Israel se queixa que, na última nota, não repetimos a condenação que já tínhamos feito. A condenação que já tínhamos feito continua somos absolutamente contrários ao fato de o Hamas soltar foguetes contra Israel. Isso se mantém. Não há dúvida. Não pode haver dúvida disso”, afirmou Figueiredo.
Ele acrescentou que a última nota do Itamaraty não omite nada que foi dito antes. "Ao contrário,a gente pede o cessar-fogo imediato. Cessar-fogo quer dizer o quê? [Cessarem] os ataques das duas partes. Não há cessar-fogo unilateral, não é isso que a gente pede. A gente pede que as duas partes parem os ataques. Isso permanece.”
Figueiredo rebateu ainda afirmação do porta-voz do Ministério das Relações Exteriores de Israel, Yigal Palmor, que, segundo o jornal The Jerusalem Post, classificou o Brasil de "anão diplomático", apesar de sua posição econômica e cultural. “O que eu li é que o Brasil é um gigante econômico e cultural, e é um anão diplomático. Eu devo dizer que o Brasil é um dos poucos países do mundo, um dos 11 países do mundo, que têm relações diplomáticas com todos os membros da ONU [Organização das Nações Unidas]. E temos um histórico de cooperação pela paz e ações pela paz internacional. Se há algum anão diplomático, o Brasil não é um deles, seguramente”, reagiu o chanceler.
Segundo Figueiredo, as declarações do porta-voz da Chancelaria israelense não devem, porém, estremecer as relações de amizade entre os dois países. “Países têm o direito de discordar. E nós estamos usando o nosso direito de sinalizar para Israel que achamos inaceitável a morte de mulheres e crianças, mas não contestamos o direito de Israel de se defender. Jamais contestamos isso. O que contestamos é a desproporcionalidade das coisas”, destacou.
O chanceler também defendeu a posição brasileira assumida no Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas. O Brasil votou favoravelmente à condenação da atual ofensiva militar de Israel na Faixa de Gaza e à criação de uma comissão internacional para investigar todas as violações e julgar os responsáveis.
“A maioria apoiou, inclusive a América Latina inteira. Nós estamos junto da nossa região e apoiamos, neste caso, uma investigação internacional independente para determinar o que aconteceu, o que está acontecendo. Eu acho razoável haver essa investigação internacional independente, e foi a favor disso que nós nos manifestamos.”
Fonte - Agência Brasil  24/07/2014

terça-feira, 22 de julho de 2014

Gaza: ofensiva israelense matou 589 pessoas, líderes mundiais tentam cessar-fogo

Internacional

O secretário de Estado norte-americano chegou na segunda-feira (21) à noite ao Cairo, capital egípcia, onde encontrará o secretário-geral da ONU para tentar encontrar uma solução para o conflito, que também matou 27 soldados e dois civis israelenses.

Da Agência Lusa
foto - ilustração
O secretário-geral das Nações Unidas (ONU), Ban Ki-moon, e o chefe da diplomacia norte-americana, John Kerry, tentam hoje (22) estabelecer um cessar-fogo entre Israel e Palestina, após duas semanas de ofensiva militar israelense na Faixa de Gaza, que já provocou a morte de 589 palestinos.
O secretário de Estado norte-americano chegou na segunda-feira (21) à noite ao Cairo, capital egípcia, onde encontrará o secretário-geral da ONU para tentar encontrar uma solução para o conflito, que também matou 27 soldados e dois civis israelenses.
Hoje de manhã, pelo menos seis pessoas, incluindo uma mulher grávida e uma criança, foram mortas pelo Exército israelense durante ofensiva na Faixa de Gaza. "Nós vamos continuar esta operação para lutar contra o terrorismo”, declarou Peter Lerner, um porta-voz do Exército de Israel.
Os meios de comunicação palestinos comentaram, na noite de segunda-feira, sobre uma possível trégua humanitária de algumas horas hoje, para permitir que moradores da Faixa de Gaza conseguissem mantimentos mas, até o momento, esta trégua não foi confirmada.
Em Doha, capital do Catar, onde se encontraram na segunda-feira, o presidente da Autoridade Nacional Palestina, Mahmoud Abbas, e o chefe do Hamas, Khaled Mechaal, apelaram pelo fim “da agressão israelense” contra a Faixa de Gaza e o levantamento do bloqueio instituído desde 2006.
“O Hamas e o presidente Abbas estão de acordo que todas as organizações palestinas devem trabalhar em conjunto a favor de um cessar-fogo”, disse um negociador do movimento nacionalista Fatah, Azzam Al Ahmad.
“É preciso, primeiro, um cessar-fogo e depois continuaremos a discutir com o Egito e todas as partes regionais e internacionais, até que nós concretizemos o conteúdo do acordo de paz final”, explicou Al Ahmad.
As Forças Armadas israelenses lançaram no dia 8 de julho uma operação aérea, batizada de Margem Protetora, e estendeu para uma ofensiva terrestre no dia 17, com o objetivo de neutralizar o movimento islâmico Hamas, que controla a Faixa de Gaza.
Fonte - Agência Brasil  22/07/2014

segunda-feira, 21 de julho de 2014

Conselho de Direitos Humanos da ONU terá reunião extraordinária sobre Gaza

Internacional

O anúncio foi feito na sequência do dia mais sangrento do conflito entre Israel e o movimento de resistência islâmica, Hamas. Ontem (20), mais de 150 palestinos e 13 soldados israelenses morreram.

Da Agência Lusa
Bombardeio na Faixa de Gaza
Divulgação/Agência Lusa
O Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas (ONU) anunciou hoje (21) a realização de um encontro extraordinário na quarta-feira (23) para debater a operação militar de Israel na Faixa de Gaza. O anúncio foi feito na sequência do dia mais sangrento do conflito entre Israel e o movimento de resistência islâmica, Hamas. Ontem (20), mais de 150 palestinos e 13 soldados israelenses morreram.
A reunião foi um pedido do Egito, em nome dos Estados árabes; do Paquistão, em nome da Organização de Cooperação Islâmica; e dos palestinos. Em uma sessão de emergência sobre o conflito em Gaza, ontem, o Conselho de Segurança da ONU pediu cessar-fogo imediato.
Pelo menos 509 palestinos morreram e mais de 3.150 ficaram feridos desde o início da Operação Margem Protetora – para acabar com os disparos de foguetes em território israelense, no dia 8 de julho. Do lado de Israel, 20 pessoas morreram, incluindo dois civis.
Israel acusou repetidamente o Conselho dos Direitos Humanos, integrado por 47 países, de ter uma posição favorável aos palestinos.
Fonte - Agência Brasil  21/07/2014

sábado, 19 de julho de 2014

Mais de 300 palestinos morreram em 12 dias de ofensiva israelense em Gaza

Internacional

Somente nas primeiras 24 horas da incursão terrestre, mais de 70 palestinos morreram nos ataques, concentrados nos bairros do Norte e do Sul da Faixa de Gaza.

Da Télam
foto - ilustração
Em 12 dias de ofensiva israelense na Faixa de Gaza, 330 palestinos morreram e mais de 2.400 ficaram feridos. As vítimas, em sua maioria, são civis.
Segundo fontes médicas, o número de mortes aumentou muito desde a noite de quinta-feira (17), quando o Exército de Israel iniciou uma ofensiva terrestre, que se soma aos bombardeios da Aviação e da Marinha de Guerra.
Somente nas primeiras 24 horas da incursão terrestre, mais de 70 palestinos morreram nos ataques, concentrados nos bairros do Norte e do Sul da Faixa de Gaza.
Na noite passada, a violência foi particularmente intensa nos bairros de Beit Lahia e Beit Janun, onde um obus das forças israelenses matou oito pessoas de uma mesma família. No Sul da Faixa de Gaza, uma das áreas mais castigadas por terra, mar e ar, três pessoas morreram em um bombardeio noturno.
Na localidade de Jan Yunis, também no Sul da região, quatro pessoas morreram e cinco ficaram feridas na noite de ontem (18). Em Rafah, perto da fronteira com o Egito, os mortos em ataques israelenses chegaram a uma dezena.
As crianças, que são quase metade da população da Faixa de Gaza, também são vítimas do conflito entre os israelenses e palestinos: cerca de 80 menores de idade morreram desde que começaram as hostilidades.
Fonte - Agência  Brasil  19/07/2014

sexta-feira, 18 de julho de 2014

Palestinos contabilizam 24 mortos desde início da ofensiva terrestre israelense

Internacional

Entre as vítimas palestinas, três adolescentes, de idades entre os 12 e 16 anos, foram mortos hoje (18) por tiros de tanques israelenses perto de Beit Hanun, no Norte da Faixa de Gaza, segundo o porta-voz dos serviços de emergência local, Ashraf Al Qudra.

Da Agência Lusa 
foto - ilustração
Vinte e quatro palestinos foram mortos desde o início da ofensiva terrestre lançada na quinta-feira (17) por Israel em Gaza, elevando para 265 o número de mortos palestinos no décimo primeiro dia da operação israelense. Um soldado israelense foi morto no curso desta ofensiva, tornando-se a décima segunda vítima de Israel, desde o início das hostilidades.
Entre as vítimas palestinas, três adolescentes, de idades entre os 12 e 16 anos, foram mortos hoje (18) por tiros de tanques israelenses perto de Beit Hanun, no Norte da Faixa de Gaza, segundo o porta-voz dos serviços de emergência local, Ashraf Al Qudra.
Cinco pessoas, entre os quais um bebê de cinco meses, foram mortos por tiros israelenses em incidentes na cidade de Rafah, no Sul de Gaza. Segundo o centro palestino para os direitos humanos, situado em Gaza, os civis representam mais de 80% por cento das vítimas da ofensiva lançada por Israel para tentar acabar com os lançamentos de mísseis da milícia muçulmana Hamas, que controla a Faixa de Gaza.
Pelo menos 1.920 palestinos foram feridos desde o início da operação israelense, em 8 de julho. Cerca de 1.164 mísseis foram lançados em direção a Israel desde o início das hostilidades e 320 foram interceptados pelo Sistema de Defesa Antimísseis conhecido como Redoma de Ferro, segundo o exército israelense.
Fonte - Agência Brasil  18/07/2014

quinta-feira, 17 de julho de 2014

Número de refugiados da Ucrânia na Rússia já chega a quase dois milhões

Internacional

Situação está gerando grande preocupação para o governo russo -  Desde o início do conflito entre forças do governo e grupos separatistas, a Rússia contabiliza 1,9 milhão de pessoas vindas da Ucrânia instaladas em seu território.

DR

O diretor do Serviço Federal de Migração da Rússia, Konstantin Romodanovsky, informou que, em 1º de abril deste ano, mais de 500 mil cidadãos ucranianos entraram em território russo como refugiados. Desde o início do conflito entre forças do governo e grupos separatistas, a Rússia contabiliza 1,9 milhão de pessoas vindas da Ucrânia instaladas em seu território.
Para a Rússia, este é um motivo de grande preocupação, pois, a medida em que os conflitos se intensificam no sul e no leste da Ucrânia, mais aumenta o número de ucranianos em busca de refúgio na Federação Russa.A quantidade de pessoas vindas da Ucrânia que entra na Federação Russa aumenta a cada dia.
Fonte - Diário da Russia  17/07/2014

sexta-feira, 27 de junho de 2014

Obama pede US$ 500 milhões destinado a “treinar e equipar” os rebeldes sírios

Internacional

Se aprovada pelo Congresso, medida implicaria mudança significativa na política norte-americana para a guerra civil na Síria - Os US$ 500 milhões pedidos agora por Obama fazem parte de um pacote de US$ 1,5 bilhão dedicado a uma “iniciativa de estabilização regional” para ajudar a oposição a Damasco e os vizinhos da Síria, Jordânia, Líbano, Turquia e Iraque, a lidarem com as consequências da guerra civil síria nos seus territórios.

Por Redação 
com DW - de Washington, EUA

O presidente dos EUA, Barack Obama, pediu ao Congresso para aprovar uma ajuda financeira de US$ 500 milhões destinada a “treinar e equipar” os rebeldes sírios que combatem tanto o presidente Bashar al-Assad como o grupo extremista sunita Estado Islâmico do Iraque e do Levante (EIIL).
Os recursos ajudarão os sírios a se defender, a estabilizar as áreas sob controle da oposição, a facilitar a prestação de serviços essenciais, a combater as ameaças terroristas e a promover as condições para uma solução negociada, argumentou o governo norte-americano, demonstrando preocupação com a influência dos extremistas do EIIL na Síria e no vizinho Iraque.
Obama sempre relutou em apoiar os rebeldes sírios com armas, temendo que estas pudessem cair nas mãos de extremistas. Para críticos, a relutância do líder norte-americano abriu espaço para grupos extremistas, como o EIIL.
Oficialmente, o apoio dos EUA aos rebeldes sírios foi limitado logo no início do conflito, em março de 2011: 287 milhões de dólares em material não letal. Entretanto, a CIA participou de um programa secreto de treinamento militar dos rebeldes moderados na Jordânia.
Os US$ 500 milhões pedidos agora por Obama fazem parte de um pacote de US$ 1,5 bilhão dedicado a uma “iniciativa de estabilização regional” para ajudar a oposição a Damasco e os vizinhos da Síria, Jordânia, Líbano, Turquia e Iraque, a lidarem com as consequências da guerra civil síria nos seus territórios.
O US$ 1 bilhão restante destina-se aos países vizinhos, para fortalecerem a segurança interna, as fronteiras e a capacidade de receberem refugiados sírios.
O presidente americano anunciou a decisão num discurso na Academia Militar de West Point, no qual também revelou a criação de um fundo de US$ 5 bilhões, para financiar a luta contra o terrorismo.
Fonte - Correio do Brasil  27/06/2014

sábado, 14 de setembro de 2013

Rússia e Estados Unidos chegam a acordo sobre armas químicas na Síria

Internacional

Depois de três dias de conversações Lavrov e Kerry concordam com controle internacional e destruição do armamento

O ministro dos Negócios Estrangeiros da Rússia e o secretário de Estado americano, reunidos em Genebra, na Suíça, chegaram neste sábado, 14, a um acordo sobre pontos fundamentais da questão criada em torno da guerra civil na Síria. Serguei Lavrov e John Kerry, depois de três dias de negociações, concordam com a ideia da colocação das armas químicas da Síria sob o controle da comunidade internacional e com a destruição desse armamento em meados do próximo ano.

Nos últimos dias, Washington ameaçou fazer um ataque à Síria depois da divulgação de um suposto uso de armas químicas em 21 de agosto num subúrbio de Damasco. Os Estados Unidos atribuíram a guerra química ao Governo de Bashar al-Assad, e algumas potências ocidentais apoiaram a decisão do presidente americano, Barack Obama, de lançar mísseis sobre a Síria.Serguei Lavrov e John Kerry: Três dias de conversações em Genebra sobre a questão síria
O presidente russo, Vladimir Putin, porém, anunciou a firme posição da Rússia, contrária à intervenção militar, e exigiu que qualquer atitude contra a Síria fosse tomada por decisão do Conselho de Segurança das Nações Unidas. O Conselho, contando com dois votos contra – os votos russo e chinês – não aprovou a ação militar. Além disso, Putin fez sérias advertências aos Estados Unidos, sobre o que a intervenção militar poderia acarretar em âmbito global, e o Presidente Obama pediu tempo à opinião pública mundial e ao Congresso dos Estados Unidos.
A grave crise política e institucional da Síria produziu conflitos que se estendem desde março de 2011 e já causaram a morte de mais de cem mil pessoas e a fuga de cerca de dois milhões de refugiados.
Fonte - Diário da Russia  14/09/2013

quarta-feira, 11 de setembro de 2013

Peritos da ONU não confirmam uso de armas químicas pelo governo sírio

Internacional

Renata Giraldi*
Repórter da Agência Brasil
foto - ilustração
Brasília – A comissão de peritos da Organização das Nações Unidas (ONU), que esteve na Síria para investigar violações aos direitos humanos, relatou hoje (11) que governo e oposição cometeram crimes contra a humanidade e de guerra. No relatório, que abordou o período de 15 de maio a 15 de julho, não há a confirmação de uso de armas químicas, “principalmente pelas forças governamentais".
Antes da divulgação do documento, os Estados Unidos acusavam o governo do presidente Bashar Al Assad de ser responsável pelos ataques químicos. Há dois anos e meio, a Síria vive em clima de confrontos. Mais de 100 mil pessoas morreram e há uma série de denúncias de violações na região.
Porém, os peritos avisam que vão manter as investigações para verificar que produtos foram usados nos ataques químicos. "Baseado nos elementos de prova atualmente disponíveis, não foi possível chegar a uma conclusão quanto aos agentes químicos utilizados, o seu sistema de propagação ou os autores desses atos. As investigações prosseguem", diz o texto.
O relatório critica a ação tanto do governo quanto da oposição na Síria. "As forças governamentais continuam os ataques em larga escala contra as populações civis, cometendo mortes, torturas, violações e desaparecimentos forçados, considerados crimes contra a humanidade", acrescenta o texto da comissão.
Liderada pelo jurista brasileiro Paulo Sérgio Pinheiro, a comissão denuncia igualmente que "as forças antigovernamentais [de oposição] cometeram crimes de guerra, mortes, execuções sumárias, torturas e sequestros". Segundo os peritos, as forças de Assad recuperaram nos últimos meses o controlo de zonas cruciais na Síria.
A divulgação do relatório ocorre às vésperas da reunião de integrantes dos governos dos Estados Unidos e da Rússia, em Genebra (Suíça), para tentar um acordo sobre o acesso às armas químicas por parte da comunidade civil.
Fonte - Agência Brasil  11/09/2013

sexta-feira, 6 de setembro de 2013

Líderes mostram divergências sobre guerra contra a Síria

Internacional

Renata Giraldi*
Repórter da Agência Brasil
foto - ilustração
Brasília – O porta-voz do Kremlim (governo da Rússia), Dmitri Peskov, confirmou que o jantar dos líderes
do G20 (grupo das 20 maiores economias mundiais), em São Petersburgo (Rússia), onde ocorre a cúpula, demonstrou a divisão existente no cenário internacional sobre a ação militar na Síria, como defendem os Estados Unidos. O jantar ocorreu ontem (5). “As forças [políticas presentes ao jantar] estiveram divididas quase em partes iguais”, ressaltou o porta-voz.
Peskov disse que vários países consideraram a intervenção militar na Síria “precipitada”. Acrescentou que uma “série de Estados [países] apelou para não se desvalorizar o direito internacional e não se esquecer que só o Conselho de Segurança da ONU [Organização das Nações Unidas] tem o direito de adotar a decisão de empregar a força militar”.
O presidente da Rússia, Vladimir Putin, que está no comando do G20, propôs a discussão sobre o tema. O presidente norte-americano, Barack Obama, que defende a intervenção militar e aguarda apenas a votação no Senado dos Estados Unidos na próxima semana, estava presente às discussões. Obama alega que a ação é urgente devido aos ataques com armas químicas contra civis, registrados na Síria no último dia 21.
Porém, a ação militar norte-americana sofre resistências da Rússia e China, que têm direito a veto no Conselho de Segurança das Nações Unidas e avaliam que o Parlamento dos Estados Unidos não tem poder para autorizar um ataque contra a Síria. Putin alertou que qualquer ataque que não tenha autorização do conselho poderá ser considerado uma agressão, enquanto a China defendeu que a guerra não é a solução para a crise síria.
Na semana passada, o ministro das Relações Exteriores, Luiz Alberto Figueiredo Machado, disse que o Brasil é contra a intervenção militar por acreditar que a solução para o fim do impasse deve ser por meio do diálogo e do consenso.
Fonte - Agência Brasil  06/09/2013

quarta-feira, 4 de setembro de 2013

Vice-ministro diz que Síria vai reagir em caso de ação militar

Internacional

Renata Giraldi*
Repórter da Agência Brasil
EBC
Brasília – O vice-ministro dos Negócios Estrangeiros da Síria (o equivalente às Relações Exteriores no
Brasil), Fayçal Moqdad, disse hoje (4) que, mesmo em meio à ameaça de ação militar pelos Estados Unidos, deflagrando o que ele classificou como 3ª Guerra Mundial, o governo do presidente sírio, Bashar Al Assad, não vai se render.
"O governo sírio não vai mudar de posição mesmo que haja uma 3ª Guerra Mundial. Nenhum sírio pode sacrificar a independência do seu país", disse Moqdad. "A Síria, nos termos da Carta das Nações Unidas, tem o direito de reagir à agressão que não tem justificativa à luz do direito internacional", acrescentou.
Moqdad disse que o país adotou todas as medidas para se defender em caso de ataque. "Os Estados Unidos e seus aliados mobilizam países amigos para uma agressão à Síria. Creio que a Síria tem também o direito de mobilizar seus aliados e de receber apoio deles.”
O vice-ministro destacou que o Irã, a Rússia, a África do Sul e países árabes “recusaram essa agressão e estão prontos a enfrentar a guerra que vai ser declarada pelos Estados Unidos e seus aliados na Síria". "Se a França quer apoiar a Al Qaeda e a Irmandade Muçulmana, como fez no Egito e em outras regiões, acabará por fracassar na Síria."
Perguntado sobre a disposição do presidente da Rússia, Vladimir Putin, de apoiar uma ação militar, se o Conselho de Segurança das Nações Unidas apoiar essa intervenção, o vice-ministro disse que os russos não mudaram de posição. "A posição da Rússia não mudou. É uma posição responsável de um país amigo que está a favor da paz."
A oposição síria e vários países ocidentais acusam o regime de Assad de usar armas químicas em ataques no último dia 21, nos arredores de Damasco, matando mais de mil pessoas. O conflito na Síria, que ocorre desde março de 2011, provocou mais de 100 mil mortes.
Fonte - Agência Brasil  04/09/2013

Rússia investirá € 500 bi em armamentos

Internacional

Dmitri Rogozin afirmou que está na hora de o país se preparar para grandes desafios

Diário da Russia
Até 2020, a Rússia irá investir € 500 bilhões em compras de armas e outros € 100 bilhões na atualização tecnológica nas empresas fabricantes de produtos militares. A informação foi divulgada pelo Vice-Primeiro-Ministro russo, Dmitri Rogozin, ao falar sobre o futuro do poderio bélico do país.

Rogozin, que tem entre as suas atribuições a tarefa de supervisionar as Forças Armadas, disse que os grandes desafios da Rússia no século XXI estão na Ásia e na região do Oceano Pacífico. Ele declarou ainda que a União Europeia também está consciente desta questão e, por isso, está levando estes fatos em consideração.O poderio bélico da Rússia será ampliado
Em relação à Rússia, o vice-primeiro-ministro disse que não há mais tempo a perder e que chegou a hora de o país se preparar para superar os grandes desafios da atualidade e do futuro próximo. Daí, a decisão por macro investimentos no setor de armas e equipamentos militares.
Fonte - Diário da Russia  04/09/2013

domingo, 1 de setembro de 2013

O CAPITALISMO DE COMPADRES - Dick Cheney deu contratos no valor de US$ 39,500 milhões na guerra do Iraque

Internacional

Marco Antonio Moreno
Editor de El Blog Salmon

A guerra pelo petróleo
Após dez anos de guerra no Iraque, uma recente análise dos custos financeiros lança luz sobre as empresas
que fizeram mais dinheiro em o lucrativo negócio de guerra na prestação de serviços no Iraque desde que as operações militares, construção de infra-estrutura e alimentar as tropas. Essas empresas (todos os particulares, até mesmo soldados) receberam 138 bilhões de dólares e havia dez empreiteiros responsáveis ​​por 52 % dos fundos, de acordo com este relatório da Financial Times. Muitos dos negócios foram concedidos, sem qualquer licitação aberta as empresas concorrentes na indústria,diretamente para os amigos da administração Bush. De acordo com a Bloomberg, vários escândalos agora são investigados como a renovação de um contrato em 2010 para 568.000 mil dólares americanos para fornecer abrigo, comida, água e banheiro para as tropas no Iraque
Análise do Financial Times mostra que duas empresas beneficiaram da guerra com os contratos de pelo menos US$72 bilhões, e a mais beneficiada com ganhos foi a Kellogg Brown & Root, subsidiária da Halliburton dirigida pelo vice-presidente dos Estados Unidos, Dick Cheney, com US$39,500 milhões, o que demonstra o "capitalismo de compadres", em que se corrompeu a atual economia. A nota do Anna Fifield fornece dados mais relevantes,como esta: "No Iraque, os Estados Unidos contrataram mais empresas privadas do que em qualquer outro conflito anterior e muitas vezes estavam no solo mais empresas privadas contratadas do que os próprios militares". O curioso é que todas essas despesas foram feitas por conta do Estado,ou seja,os contribuintes,mas os lucros foram sempre para as grandes empresas privadas.Não admira que a dívida pública dos EUA foi de US$6 para US$16 bilhões de dólares em dez anos,enquanto as empresas que participaram da guerra enriqueceram.
É claro que todas as empresas justificam e defendem o seu envolvimento "com honra e sacrifício, num ambiente hostil,complexo,ambíguo e imprevisível da guerra", como diz Marianne Gooch, porta-voz da Kellogg Brown & Root, que a empresa preparou,serviu mais de um milhão de refeições, e fez o abastecimento de mais de 25 bilhões de litros de água e 265 toneladas de gelo. Quando em 2011 o governo dos EUA começou a ajustar os cortes orçamentais,considerou os pagamentos excessivos e injustificados a KBR , especialmente quando se tornou o único fornecedor nesta área com uma grande concorrência. KBR também tinha contratos de serviços de engenharia e construção.Ao forçar a austeridade após a crise financeira em 2008 foi  forçado a rever com mais detalhes os contratos por isso para muitas empresas, a guerra terminou em dezembro de 2011, com a retirada das tropas. No entanto, ainda há no Iraque mais de 14 mil empresas prestadoras de serviços e 5.500 seguranças .
Se a guerra no Iraque foi um produto de uma gigantesca mentira (armas biológicas de destruição em massa de Saddam Hussein), é obvio que tudo nesta guerra é uma mentira e que tudo está contaminado pela corrupção.Isso é o que a Comissão bipartidária do Congresso dos EUA  investiga, que aponta para o  Departamento de Defesa da época de Bush como o principal motor da corrupção: contratos fechados secretamente,por somas estratosféricas e custos nunca estimados como o das vidas humanas,que disparou o custo da guerra ao US$ 3 bilhões dólares como disse Joseph Stiglitz em 2008, mas agora diz que os custos da guerra no Iraque estão apenas começando . Isso faz lembrar a frase de Bush de que "a guerra seria breve", e do seu ministro da Defesa, Paul Wolfowitz, quando em março de 2003 disse ao Congresso dos EUA que "trata-se de um país que pode financiar rapidamente reconstrução ". Dez anos após estas palavras, todos concordam que essa visão estava totalmente errada.
Outros fatos relevantes da Guerra do Iraque foi o envolvimento de bancos.A guerra do Iraque foi inteiramente financiada com crédito privado e foi tal o movimento de fluxos de bancos europeus e norte-americanos para as empresas envolvidas na guerra, que os bancos (europeus e americanos) não conseguiram cumprir seus compromissos com a África, a Ásia e outros países europeus. Os bancos escolheram para fornecer financiamento a empresas da primeira economia mundial por oferecerem menos riscos e retornos mais elevados. Embora os Estados Unidos não precisem de pedir dinheiro emprestado, pois podem imprimir diretamente e em grande quantidade,como tem deixado muito claro o Federal Reserve com os resgates aos bancos,o excesso de confiança levou a um mecanismo de financiamento tortuoso que disparou a dívida pública de forma exponencial

Se a guerra no Iraque foi um escândalo em termos de corrupção política, foi também em termos financeiros com o abusivo favorecimento as empresas que apoiaram e financiaram a administração Bush. É também  um dos sinais mais claros de ineficiência global desde a privatização do petróleo do Iraque no final de 2003,o petróleo despediu-se para sempre dos US$ 20 o barril,aumentando o seu preço cinco vezes e seis vezes em uma década. A eficacia foi apenas para os quatro grandes bancos dos Estados Unidos, que com o valor mais elevado do petróleo, conseguiram aumentar a procura por dólares é a moeda usada para negociar o ouro negro em quase todo mundo.Isto consegue impedir temporariamente o colapso dos Estados Unidos com sua dívida de 16,8 trilhões de dólares.
O petróleo estatal do Iraque foi o mais barato do mundo já que seu custo de produção chegou a 60 centavos de dólar por barril em 2003. Desde a privatização,em mãos estrangeiras,o petróleo iraquiano aumentou significativamente de preço,para pagar a invasão bélica em Bagdá dos empresários amigos de Dick Cheney,o vice-presidente dos EUA. Os invasores destruíram impiedosamente o patrimônio histórico e cultural de um dos berços da civilização do mundo. Este também é o sinal mais claro de que a economia não é mais do que um "capitalismo de compadres",onde impera a corrupção,os salários secretos,a sonegação e o crime organizado. E enquanto esta situação persistir no tempo,as crises locais e globais se tornarão cada dia mais devastadoras.
Tradução e adaptação de texto - A.Luis
Fonte -  El Blog Salmon  01/09/2013