UMA GRANDE NAÇÃO SE CONSTROI COM EDUCAÇÃO, CIDADANIA E SOBERANIA

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terça-feira, 16 de outubro de 2018

Déficit orçamentário e retomada da economia

Ponto de Vista/Economia  🔍

Os bancos são os guardiães do dinheiro entesourado pelos capitalistas. Recebem uma remuneração por conta. Esse dinheiro é remunerado integralmente pelo Banco Central sem qualquer contrapartida de investimento. Milton Friedmann, o pai do monetarismo, dizia que não existia algo como almoço grátis na economia. É um equívoco. Os bancos recebem almoço grátis, isto é, juros toda vez que guardam reservas no Banco Central.Não é necessário explicar por que os banqueiros não gostam de taxas de juros baixas; isso afeta diretamente seus ganhos.

*José Carlos de Assis - Portogente
foto - ilustração/arquivo
É claro que os capitalistas teriam graves problemas com seu caixa porque não teriam como aplicá-lo com segurança. É que eles são muito críticos da dívida pública mas na hora de guardar dinheiro preferem títulos do governo aos papéis emitidos pelo setor privado, de segurança duvidosa.
Os bancos são os guardiães do dinheiro entesourado pelos capitalistas. Recebem uma remuneração por conta. Esse dinheiro é remunerado integralmente pelo Banco Central sem qualquer contrapartida de investimento. Milton Friedmann, o pai do monetarismo, dizia que não existia algo como almoço grátis na economia. É um equívoco. Os bancos recebem almoço grátis, isto é, juros toda vez que guardam reservas no Banco Central.
Voltemos ao ponto inicial. Os economistas ditos ortodoxos só são tolerantes com déficits orçamentários quando sua origem são gastos de defesa. Mas aí temos outro problema. Gastos de defesa, do ponto de vista financeiro, são da mesma natureza de um gasto orçamentário qualquer. Como o déficit público costuma ser associado a surtos inflacionários, não há nada que explique o fato pelo qual o gasto com defesa não gera inflação.
Até aqui foi possível argumentar que o déficit público beneficia os capitalistas e não gera inflação. Agora convém explicar por que os banqueiros não gostam dele. A razão é estupidamente simples: déficit público aumenta o dinheiro em circulação na economia e por isso força a baixa da taxa de juros. Não é necessário explicar por que os banqueiros não gostam de taxas de juros baixas; isso afeta diretamente seus ganhos.
Mas há outra razão pela qual banqueiros não gostam de déficits públicos: é que o déficit em geral corresponde a gastos públicos sociais que beneficiam proporcionalmente mais os pobres dos que os ricos - o que é considerado um “roubo” pelos banqueiros, uma espécie de Robin Wood ao contrário. Quando o gasto público se destina a salários, e não a investimento, os banqueiros ficam ainda mais exasperados em relação ao déficit.
Agora vamos analisar a questão do déficit do ponto de vista do interesse público, e não do interesse dos banqueiros. Primeiro, vamos admitir que uma economia em rápido crescimento não deve ter déficit público. Nesse caso, o Governo deve gastar o que arrecada, nem mais nem menos. Mas a economia pode entrar em recessão ou depressão, como é nosso caso hoje. Nesse caso surge um problema: de onde virá a recuperação?
A característica da crise é uma queda da demanda efetiva, ou seja, uma situação na qual as pessoas não tem dinheiro suficiente para comprar tudo o que a economia oferece. O desemprego agrava a situação. Com isso, os empresários não investem, pois estará sobrando mercadorias nas prateleiras. O único setor da economia que pode retomar os investimentos sem ter que se preocupar com a demanda é o setor público.
O besteirol neoliberal – ou seja, os economistas que racionalizam os interesses dos banqueiros – sustenta que se o governo equilibrar o orçamento os empresários terão confiança para voltar a investir. É uma patacoada. Como o empresário pode ter confiança na recuperação da economia se suas prateleiras estão cheias, sem perspectiva de venda? O empresário pode até manter o nível de produção, mas aumentar nunca.
Tudo isso tem pouca importância em relação ao lado humano que é mantido escondido pelos neoliberais: o desemprego. Uma alta taxa de desemprego é uma desgraça para milhões de famílias. Não colocar o combate ao desemprego como prioridade absoluta de governo é um crime de lesa-pátria. O mais grave é que conhecemos muito bem os meios de acabar com o desemprego. São os fâmulos do neoliberalismo que nos impedem de usá-los.
*José Carlos de Assis é economista. Artigo publicado, originalmente, no site da Associação dos Engenheiros da Petrobras (Aepet)
Fonte - Portogente  16/10/2018

terça-feira, 31 de julho de 2018

O Judiciário de celebridades... A Moralidade elástica

Ponto de Vista  🔍   

O juiz Moro diz que a eleição pode pôr a Lava Jato "em risco". No "Valor Econômico" o repórter Ricardo Mendonça informa: -Moro não registrou no sistema de transparência da Justiça Federal sua participação como palestrante em Nova York; num evento do Lide, empresa da família de João Doria.Palestra em 16 de Maio. Segundo o Valor o registro deveria ter sido feito em até 30 dias. Em maio Moro foi a Nova York também para ser homenageado como "Homem do Ano". Então, na Folha, Daniela Lima informou...... Ao menos 7 bancos, brasileiros e estrangeiros, patrocinaram a homenagem a Moro. A Petrobras também. Cada um pagando US$ 26 mil por mesa do evento.

Bob Fernandes



Imagem - YouTube/arquivo


quinta-feira, 8 de fevereiro de 2018

E quando vier a próxima crise financeira?

Economia/Ponto de Vista  $$

O então recém-eleito Barack Obama chegou ao poder prometendo uma reforma bancária e mandando um aviso a Wall Street: “Meu governo é a única coisa que separa vocês da ira popular”.Porém, quase dez anos após a erupção da crise financeira global, é evidente que os responsáveis por ela conseguiram sair completamente impunes. 

Walden Bello* - Portogente
foto - ilustração/arquivo
Quando o chão se abriu sob Wall Street em setembro de 2008, muito se falou sobre dar aos bancos o que eles mereciam, prender os “banksters”, banqueiros gângster, e impor uma regulação draconiana. O então recém-eleito Barack Obama chegou ao poder prometendo uma reforma bancária e mandando um aviso a Wall Street: “Meu governo é a única coisa que separa vocês da ira popular”.
Porém, quase dez anos após a erupção da crise financeira global, é evidente que os responsáveis por ela conseguiram sair completamente impunes. E não foi só isso, eles conseguiram convencer os governos a mandar a conta da crise, e o fardo da recuperação, para as vítimas.

Como Wall Street venceu
Como eles tiveram êxito? A primeira linha de defesa dos bancos foi fazer os estados resgatarem os bancos do desastre financeiro que eles haviam criado. Nos EUA, os bancos recusaram categoricamente a pressão do governo para montar uma salvaguardas coletivas com seus próprios recursos. Manipulando o colapso dos preços de ações, causado pela falência do banco Lehman Brothers, os representantes do capital financeiro conseguiram chantagear tanto os liberais quanto a extrema direita no Congresso para aprovar o programa TARP (Troubled Asset Relief Program) de US$ 700 bilhões. A nacionalização bancária foi descartada como sendo algo inconsistente com os “valores americanos”.
Depois conseguiram, em 2009 e 2010, estripar da lei Dodd-Frank os três itens principais vistos como necessários para uma reforma genuína: reduzir o tamanho dos bancos separando institucionalmente as instituições comerciais das de investimento; banir a maioria dos produtos financeiros derivativos e regular eficazmente o chamado “sistema bancário paralelo”, que havia provocado a crise.
Eles fizeram isso usando o que Cornelia Woll chamou de “poder estrutural” do capital financeiro. Uma dimensão desse poder foram os US$ 344 milhões gastos pela indústria com pressões sobre o Congresso norte-americano nos primeiros nove meses de 2009, quando os parlamentares estavam se dedicando à reforma financeira. Só o senador Chris Dodd, presidente do Comitê Bancário do Senado, recebeu US$ 2,8 milhões em contribuições de Wall Street em 2007 e 2008. Porém, talvez tão poderosa quanto a pressão de Wall Street entrincheirada no Congresso foram as vozes potentes da então novo governo Obama, que simpatizavam com os banqueiros. Destacaram-se principalmente o secretário do Tesouro, Tim Geithner, e o chefe do Conselho de Assessores Econômicos, Larry Summers, ambos ex-colaboradores próximos de Robert Rubin, que possuía sucessivas encarnações como copresidente da Goldman Sachs, chefe do Tesouro de Bill Clinton e presidente e conselheiro sênior do Citigroup.
Finalmente, o setor financeiro teve sucesso exercendo seu poder ideológico, ou talvez a descrição mais precisa seja atrelando sua defesa à ideologia neoliberal dominante. Wall Street foi capaz de mudar a narrativa sobre as causas da crise financeira, jogando a culpa totalmente no Estado.
Isso fica bem claro no caso da Europa. Assim como nos EUA, a crise financeira na Europa foi uma crise centrada na oferta de produtos financeiros. Os grandes bancos europeus procuraram substituir os lucros baixos, obtidos nos empréstimos à indústria e agricultura, por operações de alto lucro e retorno rápido, como crédito imobiliário e especulação em derivativos financeiros. Ou então, aplicaram seus fundos excedentes em títulos de alto rendimento vendidos pelos governos. Realmente, na busca por lucros cada vez maiores, provenientes do crédito imobiliário a governos, bancos locais e construtoras, os bancos europeus despejaram US$ 2,5 trilhões na Irlanda, Grécia, Portugal e Espanha.
O resultado foi o aumento da relação dívida/PIB da Grécia para 148% em 2010, levando o país à beira de uma crise da dívida pública. Pensando em proteger os bancos, a abordagem das autoridades europeias para estabilizar as finanças da Grécia não foi penalizar os credores pelo crédito irresponsável, mas colocar nos ombros dos cidadãos todo custo dos ajustes.
A narrativa construída, que via como causa da crise o “Estado gastador”, e não em um setor financeiro privado desregulado, chegou rapidamente aos EUA. Aí foi usada não só para descarrilhar a verdadeira reforma bancária, mas igualmente para impedir a sanção de um programa de estímulo efetivo à economia, em 2010. Christina Romer, chefe do Conselho de Assessores Econômicos de Barack Obama, avaliou que seriam necessários US$ 1,8 trilhões para reverter a recessão. Obama aprovou menos da metade, ou US$ 787 bilhões, acalmando a oposição republicana, mas impedindo uma recuperação rápida. Assim, o custo da insensatez de Wall Street recaiu não sobre os bancos, mas sobre os norte-americanos comuns. O desemprego atingiu quase 10% da mão de obra em 2011, e o desemprego entre os jovens superou os 20%.

Vitória do grande capital nos EUA e na Europa
O triunfo de Wall Street em inverter a revolta popular contra si, após a erupção da crise financeira, ficou evidente na disputa para as eleições presidenciais de 2016. As estatísticas norte-americanas eram claras: 95% dos rendimentos econômicos de 2009 a 2012 foram para as mãos do 1% mais rico; o rendimento médio anual das pessoas havia caído 4 mil dólares em comparação com 2000; a concentração de ativos financeiros aumentou após 2009, com os quatro maiores bancos detendo quase 50% do PIB. Regular Wall Street não havia sido uma questão debatida nas eleições primárias republicanas, enquanto nos debates dos democratas era uma questão secundária, apesar dos esforços do candidato Bernie Sanders de torná-la o ponto central.
As instituições políticas de uma das democracias liberais mais avançadas do mundo não foram páreo para o poder estrutural e recursos ideológicos do establishment financeiro. De acordo com Cornelia Woll: “Para o governo e para o Congresso, a principal lição da crise financeira em 2008 e 2009 foi que eles tinham uma influência muito limitada sobre o comportamento do setor financeiro em casos de necessidade urgente pela sobrevivência de todo o setor e da economia em geral”.
Na Grécia, as políticas de “austeridade” provocaram uma revolta popular, expressa no referendo de junho de 2015, em que mais de 60% do povo grego rejeitou o acordo com os credores. Porém, no final das contas, a vontade deles foi esmagada enquanto o governo alemão forçava o primeiro-ministro Alexis Tsipras a uma rendição humilhante. Está claro que o principal motivo era salvar a elite financeira europeia das consequências de suas políticas irresponsáveis, impondo o princípio de ferro de pagamento total da dívida e crucificando a Grécia a fim de dissuadir os outros, como os espanhóis, irlandeses e portugueses, de se revoltarem contra a servidão por dívida. Conforme admitiu há algum tempo Karl Otto Pöhl, um ex-chefe do Banco Federal Alemão, o exercício draconiano na Grécia se resumia a “proteger os bancos alemães, mas principalmente os bancos franceses, das anulações da dívida”.

Vitória de Pirro
Porém, é provável que a vitória dos bancos seja de Pirro. A combinação de uma profunda recessão induzida pela austeridade, ou de uma estagnação que engole grande parte da Europa e dos EUA, e a ausência da reforma financeira é fatal. A estagnação prolongada resultante e a perspectiva da deflação desencorajaram o investimento na economia real para expansão de bens e serviços.
Enquanto isso, durante a paralisação da ação para regular novamente as finanças, as instituições financeiras têm ainda mais motivos para fazer exatamente o que fizeram antes de 2008 e que disparou a crise atual: envolver-se em operações de muita especulação, criadas para gerar superlucros , antes que a lei da gravidade cause a quebra inevitável.
Atualmente, o mercado de derivativos não transparentes está estimado em um total de US$ 707 trilhões — consideravelmente superior aos US$ 548 bilhões em 2008, de acordo com o analista Jenny Walsh. “O mercado tornou-se tão incrivelmente vasto que a economia global está correndo o risco de prejuízos imensos, caso uma pequena porcentagem dos contratos não seja honrada. Seu tamanho e possível influência são difíceis de compreender, que dirá avaliar.” O ex-presidente da Comissão de Títulos e Câmbio dos EUA Arthur Levitt concordou, dizendo a um escritor que nenhuma das reformas pós-2008 “diminuíram consideravelmente a probabilidade de crise financeira”.
Por isso, a pergunta não é se outra bolha vai estourar, mas quando.

Vencendo o próximo round
A próxima pergunta é: será que a próxima crise bastará para conseguir o que a reação à crise financeira de 2008 não conseguiu — ou seja, limitar a ação do capital financeiro? Em seu livro clássico A Grande Transformação (Editora Campus, Rio, 2ª ed, 2000) Karl Polanyi falou sobre o “duplo movimento”, segundo o qual o excesso de capital cria um movimento contrário entre as pessoas, o que força o Estado a restringi-lo e regulá-lo.
Com relação a isso, podemos aprender com a experiência inédita na Islândia. Em outubro de 2015, o sistema judiciário islandês mandou para a cadeia os diretores dos maiores bancos do país, junto com 23 de seus principais assessores. A sentença foi a conclusão de um processo no qual a Islândia pegou um caminho diferente com relação aos EUA e ao resto da Europa. Ela deixou os bancos afundarem, em vez de resgatá-los com a desculpa de serem “grandes demais para quebrar”. Ela realizou operações de resgate sim, mas dos cidadãos comuns em vez de banqueiros, perdoando dívidas de hipoteca que ultrapassavam 110% do valor real da residência vinculada ao empréstimo.

A economia da Islândia não desmoronou quando permitiu que seus maiores bancos fracassassem.
Para evitar outras crises com custos sociais trágicos, temos a tarefa urgente de trazer novamente o setor financeiro sob o controle democrático, para redesenhar a relação da sociedade com o capital financeiro — aliás, com o próprio Capital.
*Walden Bello é acadêmico filipino e coordena o centro de pesquisas Focus on the Global South
Fonte - Portogente  08/02/2018

sexta-feira, 17 de novembro de 2017

Poderes e saberes da finança

Ponto de Vista  🔍

Os donos do poder não apoiam partidos ou políticos específicos. Sua tática é apoiar quem lhes convém e destruir quem lhes estorva. Isso muda de acordo com a conjuntura. O exercício real do poder não tem partido e sua única ideologia é a supremacia do mercado e do lucro”.

Luiz Gonzaga Belluzzo - Portogente
Luiz Gonzaga Belluzzo
No Congresso do Partido Democrata, em 1936, o então presidente dos Estados Unidos, Franklin Delano Roosevelt, discursou sobre as ameaças da oligarquia financeira para a sociedade: “Era natural e talvez humano que os príncipes privilegiados dessa nova dinastia econômica, sedentos por poder, tentassem alcançar o controle do próprio governo. Eles criaram um novo despotismo e o embrulharam nos vestidos de sanções legais. Em seu serviço, novos mercenários procuraram regimentar o povo, seu trabalho e sua propriedade”.
O professor Mauricio Abdalla, da Universidade Federal do Espírito Santo, fez circular um artigo certeiro a respeito de quem manda e de quem obedece.

Escreve o professor:
“O foco do poder não está na política, mas na economia. Quem comanda a sociedade é o complexo financeiro-empresarial com dimensões globais e conformações específicas locais. Os donos do poder não são os políticos. Estes são apenas instrumentos dos verdadeiros donos do poder.
“O verdadeiro exercício do poder é invisível. O que vemos, na verdade, é a construção planejada de uma narrativa fantasiosa com aparência de realidade para criar a sensação de participação consciente e cidadã dos que se informam pelos meios de comunicação tradicionais.
Os grandes meios de comunicação não se constituem mais em órgãos de ‘imprensa’, ou seja, instituições autônomas cujo objeto é a notícia e que podem ser independentes ou, eventualmente, compradas ou cooptadas por interesses. Eles são, atualmente, grandes conglomerados econômicos que também compõem o complexo financeiro-empresarial que comanda o poder invisível. Portanto, participam do exercício invisível do poder utilizando seus recursos de formação de consciência e opinião.
Os donos do poder não apoiam partidos ou políticos específicos. Sua tática é apoiar quem lhes convém e destruir quem lhes estorva. Isso muda de acordo com a conjuntura. O exercício real do poder não tem partido e sua única ideologia é a supremacia do mercado e do lucro”.
Os dizeres e poderes dos senhores e fâmulos da finança não são, portanto, proclamados e exercidos tão somente nos gabinetes almofadados de Wall Street ou – orgulho nacional!!! – nas salas do Itaim Paulista. Os preceitos e as recomendações dos financistas invadiram as redações, surrupiaram a academia e capturaram o espírito protestante das religiões utilitaristas. A ética do enriquecimento pelo trabalho celebrada por Max Weber sucumbiu aos confortos do dinheiro que produz dinheiro.
Em estudo recente, o Instituto Roosevelt afirma que esse fenômeno caracteriza a economia global desde o início dos anos 1980. O trabalho aponta que os lucros no setor financeiro, que representavam menos de 10% do total dos lucros corporativos em 1950, cresceram para, aproximadamente, 30% em 2013. Em 1970, os cinco maiores bancos detinham 17% dos ativos bancários agregados, mas em 2010 passaram a deter 52% (Dallas Fed).
Nas últimas décadas, as ondas de fusões e aquisições elevaram o grau de centralização: os 25 maiores bancos do mundo tinham 28% dos ativos dos mil (1.000) maiores bancos em 1997; em 2009, mais de 45%. Dos 4 trilhões de dólares em transações diárias com moedas, 52% delas são realizadas pelos cinco maiores bancos.
No que tange aos bancos de investimento, os dez maiores concentram 53% das receitas. Baseados principalmente em seus clientes mais ricos, já que os 10% mais ricos geram 80% de suas receitas, os bancos se conglomeraram e se tornaram verdadeiros supermercados financeiros, capazes de oferecer todo tipo de serviço financeiro a pessoas físicas e jurídicas.
Em seu livro Tempo Comprado: A crise adiada do capitalismo democrático, o sociólogo e economista alemão Wolfgang Streeck expõe as dificuldades impostas nos dias de hoje aos governos democraticamente eleitos, escandalosamente submetidos aos ditames dos mercados financeiros e da mídia-empresa. Esse aprisionamento enseja a divulgação das banalidades negativas sobre o Estado de Bem-Estar Social: o cobrador de impostos, competidor com o setor privado nos mercados de dívida.
Ao comentar a crise financeira de 2008, o sociólogo e economista italiano Luciano Gallino aponta a impiedade dos mercados em condenar as vítimas:
“Por muito tempo, vocês viveram acima de seus meios, referindo-se à medicina gratuita, às pensões públicas excessivamente generosas, ensino gratuito ou financiado com taxas mínimas de inscrição”.
Essas tecnologias de governabilidade financista buscam criar nas pessoas um profundo sentimento de culpa, ao difundir a crença do ataque vampiresco dos menos favorecidos sobre o Orçamento do Estado.
*Luiz Gonzaga Belluzzo é economista, professor, consultor editorial da revista Carta Capital
Fonte - Portogente  17/11/2017

quinta-feira, 20 de abril de 2017

Ataques em Fortaleza e RMF atinge ônibus,bancos e órgãos públicos nesta quinta-feira (20)

Notícias  🚌

Uma série de ataques a ônibus,bancos e órgãos públicos ocorreram nesta quinta (20) na cidade de Fortaleza e RMF. Vários ônibus foram incendiados agencias bancárias foram atacadas,e também um distrito policial e o prédio da antiga guarda Municipal cidade.

Do Diário do Nordeste
Restos do ônibus incendiado no Vila Velha são arrancados
 por moradores./Cid Barbosa - DN
Quatro novos ataques a ônibus foram registrados nesta quinta-feira (20), em Fortaleza, no segundo dia de onda de ataques criminosos a coletivos, delegacias, bancos e outros estabelecimentos oficiais.
Os novos ataques aconteceram em vários bairros,em um deles,Canindezinho/Jardim Fluminense, deixou gravemente ferido o cobrador.
No bairro Vila Velha, dois homens abordaram um ônibus por volta das 8h30, na altura da Rua Gama. A dupla ordenou que todos descessem do veículo e atearam fogo.
Já no Castelo Encantado, um coletivo foi abordado no cruzamento das ruas José Saturbal Filho e Ismael Pordeus, por volta das 9h30. Segundo populares ouvidos pela reportagem no local, que não quiseram se identificar, seis homens abordaram o veículo e ordenaram os passageiros a sair do ônibus. Os criminosos estavam armados. O motorista do veículo chegou a ser banhado pela gasolina, mas conseguiu fugir antes do veículo ser consumidos por chamas.
Na noite desta quarta, de acordo com informações da Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS/CE), um veículo pertencente à Secretaria da Cultura foi atacado no bairro Passaré. O fogo foi debelado pelo próprio condutor, que quebrou os vidros do carro e apagou as chamas, e um ônibus também foi incendiado em Aquiraz.
Em Fortaleza e Maracanaú, duas agências bancárias foram atacadas. A primeira foi no bairro Vila Velha,o segundo caso ocorreu em uma agência no Distrito Industrial, em Maracanaú.
Ainda em Maracanaú, suspeitos atiraram contra a fachada do 29° Distrito Policial, no bairro Pajuçara, vindo a atingir alguns veículos que estavam apreendidos. Na madrugada desta quinta-feira (20), um veículo apreendido foi incendiado defronte ao 8° Distrito Policial, no bairro José Walter.
Na cidade de Itapiuna, a 119 km de Fortaleza, um ônibus escolar da prefeitura da cidade também foi atacado.Por volta das 9 horas, suspeitos subiram no muro da antiga sede da Guarda Municipal de Fortaleza, no bairro Rodolfo Teófilo, e efetuaram disparos contra o prédio.
Com informações do Diário do Nordeste  20/04/2017

quarta-feira, 23 de novembro de 2016

Brasil tem recorde de cheques sem fundo para mês de outubro

Economia $

Esse foi o nível mais elevado para o mês de outubro e o terceiro maior da série histórica iniciada há 25 anos.No total,foram devolvidos 1.204.402 cheques entre os 47.802.370 documentos compensados. Em setembro,2,19% das emissões eram de correntistas que não fizeram a provisão dos recursos e no mesmo mês do ano passado o percentual chegou a 2,2%.

Marli Moreira
Repórter da Agência Brasil

imagem/Ag.Brasil
As devoluções de cheques por falta de fundos atingiram 2,5% do total de documentos compensados em outubro, segundo o Indicador Serasa Experian de Cheques Sem Fundos. Esse foi o nível mais elevado para o mês de outubro e o terceiro maior da série histórica iniciada há 25 anos.
O índice ficou abaixo apenas do registrado em março deste ano (2,66%) e em novembro do ano passado (2,61%). No total, foram devolvidos 1.204.402 cheques entre os 47.802.370 documentos compensados. Em setembro, 2,19% das emissões eram de correntistas que não fizeram a provisão dos recursos e no mesmo mês do ano passado o percentual chegou a 2,2%.
De janeiro a outubro deste ano, as devoluções atingiram a média de 2,36%. O pior quadro de inadimplência foi verificado no Amapá com taxa de 16,98%. Em sentido oposto, São Paulo apresentou o menor índice (1,8%).
Na análise dos economistas da Serasa Experian, esse resultado é consequência da recessão econômica que tem mantido em alta o desemprego, das taxas de juros e ainda da “perda do poder de compra da população por causa da inflação ainda em patamar elevado”.

Por regiões
No acumulado do ano, o Nordeste foi a região que registrou a maior taxa (4,63%) e o Sudeste a menor (1,94%). No Norte, o índice chegou a 4,44%; no Centro-Oeste, 2,04% e no Sul, 2,04%.
Em outubro, a Região Norte liderou com 4,66% ante 4,18% em setembro e 4,25% em outubro do ano passado. Esse aumento foi puxado, principalmente, pelas dificuldades de pagamento dos consumidores do Amapá, onde as devoluções atingiram 16,54% dos cheques emitidos. Na sequência aparecem o Acre (7,96%); Roraima (7,97%); Amazonas (6,14%); Tocantins (5,79%); Pará (5,57%) e Rondônia (2,21%).
No Nordeste, a devolução de cheques em outubro chegou a 5,16% do total de documentos compensados, com destaque para o Maranhão (9,31%), seguido de Piauí (6,98%) e Rio Grande do Norte (6,22%).
No Sudeste, a taxa de devolução de cheques ficou em 2,07% - superior à registrada em setembro (1,8%) e acima do percentual de outubro de 2015 (1,74%). O Espírito Santo liderou o ranking com 2,6%.
Já no Sul, 2,11% dos cheques foram devolvidos, sendo que a maior variação foi detectada no Rio Grande do Sul (2,22%).
No Centro-Oeste, ocorreram devoluções de 3,22% dos cheques compensados, com destaque para o Distrito Federal (3,83%).
Fonte - Agência Brasil  23/11/2016  

sexta-feira, 7 de outubro de 2016

Bancários encerram greve após 31 dias de paralisação

Greve/Bancos

Após 31 dias de paralisação, os trabalhadores dos bancos privados e do Banco do Brasil decidiram aceitar a última proposta salarial e encerrar a greve da categoria em assembleias realizadas na tarde desta quinta-feira (6).

Sputnik
foto - ilustração/arquivo
O fim da paralisação foi aceita por bancários de todos os 26 Estados, mais o Distrito Federal, e as agências devem voltar a funcionar normalmente nesta sexta-feira (7).
Funcionários da Caixa, no entanto, rejeitaram a oferta do reajuste e decidiram manter a greve em capitais de sete estados: Amapá, Bahia, Maranhão, Pernambuco, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte e São Paulo.
De acordo com a Agência Brasil, a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) apresentou na quinta-feira ao Comando Nacional dos Bancários, na 11ª rodada de negociação, um acordo com validade de dois anos, no qual, em 2016 a categoria vai receber reajuste de 8% e abono de R$3.500; o vale-refeição e o auxílio creche-babá serão reajustados em 10% e o vale-alimentação em 15%; em 2017, haverá a correção integral da inflação acumulada, com aumento real de 1% em todos os salários e demais verbas.
No início da greve, os trabalhadores reivindicavam reajuste de 14,78%, sendo 5% de aumento real, considerando inflação de 9,31%, além da participação nos lucros e resultados (PLR) de três salários acrescidos de R$ 8.317,90 e outros benefícios.
Fonte - Sputnik  07/07/2016

quarta-feira, 5 de outubro de 2016

Bancários completam um mês de greve com abraço simbólico na Caixa no Rio

Greve/Bancos

Os bancários deram um abraço simbólico no prédio, aos gritos de “A Caixa é nossa” e “Fora Temer”. O ato terminou ao som do Hino Nacional.De acordo com um dos integrantes do comando de greve, Otacílio Ramalho, funcionário da Caixa, a oferta da Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) de reajuste de 7% e abono de R$ 3 mil é insuficiente para repor as perdas da categoria.

Akemi Nitahara
Repórter da Agência Brasil

foto - ilustração
Para marcar os 30 dias da greve dos bancários, a categoria fez, na tarde de hoje (5), no Rio de Janeiro, um ato no Largo dos Bancários e seguiu em passeata até a sede da Caixa Econômica Federal, também na Avenida Rio Branco, a cerca de 500 metros do local. Os bancários deram um abraço simbólico no prédio, aos gritos de “A Caixa é nossa” e “Fora Temer”. O ato terminou ao som do Hino Nacional.
De acordo com um dos integrantes do comando de greve, Otacílio Ramalho, funcionário da Caixa, a oferta da Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) de reajuste de 7% e abono de R$ 3 mil é insuficiente para repor as perdas da categoria.
“A proposta que eles fizeram foi 7% de reajuste com abono de R$ 3 mil, o que é absolutamente insuficiente. Só a inflação no último período foi de 9,62%. Além disso, o lucro dos bancos no primeiro semestre foi de R$ 30 milhões, só os cinco maiores bancos do país. Eles agora estão querendo fazer um acordo de dois anos, ou seja, não querem que os bancários lutem no ano que vem para enfrentar toda sorte de ataques contra a gente”.
Ramalho classificou o dia de hoje como “histórico” para a mobilização, pois, segundo ele, 90% dos funcionários da Caixa no Rio de Janeiro aderiram à greve. “Há um ataque profundo que está sendo feito, não só com a exigência das metas, que são absurdas, colocadas para as agências cumprirem. A empresa também mudou o normativo interno de recursos humanos, RH 184, que retira direitos antigos que a gente tinha, como a incorporação da função depois de 10 anos de trabalho, a retirada à revelia, sem qualquer motivo", disse.
A pauta de reivindicação dos bancários inclui 9,62% de reajuste e PLR (Participação nos Lucros e Resultados) no limite de três salários mais o limite escalonado de acordo com as funções. “Estamos querendo na Caixa a reposição das perdas, que chega a 60% dos salários calculados desde a implantação do Plano Real. Revogação da medida RH 184, isonomia dos direitos dos bancários de bancos públicos. Os que entraram a partir de 1998 não têm os mesmos direitos dos mais antigos”, disse Ramalho.
A proposta mais recente da Federação Nacional de Bancos (Fenaban) é do dia 28 de setembro, quando foi apresentado reajuste de 7% e um abono de R$ 3,5 mil, com aumento real de 0,5% para 2017.
De acordo com o funcionário da Caixa, uma reunião de negociação nacional com os bancos está marcada para o fim da tarde de hoje e, à noite, haverá outra reunião com a Caixa, quando deve ser apresentada nova proposta patronal. Se houver nova proposta, a categoria fará assembleia amanhã (6) para decidir os rumos da greve.
Fonte - Agência Brasil  05/10/2016

terça-feira, 4 de outubro de 2016

Bancários,após assembleia decidem manter greve

Greve/Bancos

Os trabalhadores, em assembleia realizada hoje, cobraram dos bancos uma proposta condizente aos seus altos lucros. Não vamos aceitar proposta rebaixada e queremos o fim das demissões”, disse Juvandia Moreira, presidenta do sindicato.

Elaine Patricia Cruz
Repórter da Agência Brasil

foto - ilustração
A greve dos bancários continua, segundo decisão tomada em assembleia feita hoje (3), em São Paulo, informou o Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região. Nesta segunda, a paralisação completou 28 dias.
“Os trabalhadores, em assembleia realizada hoje, cobraram dos bancos uma proposta condizente aos seus altos lucros. Não vamos aceitar proposta rebaixada e queremos o fim das demissões”, disse Juvandia Moreira, presidenta do sindicato.
Segundo o sindicato, oito centros administrativos e 804 agências bancárias, localizadas nas cidades-base do sindicato, estão paradas. O sindicato estima que mais de 28 mil trabalhadores participam da paralisação.
A última proposta apresentada pela Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) foi, segundo os bancários, no dia 28 de setembro, quando foi proposto reajuste de 7% e um abono de R$ 3,5 mil, com aumento real de 0,5% para 2017. Os bancários, no entanto, pedem reajuste de 14,78%, sendo 5% de aumento real.
Fonte - Agência Brasil  04/10/2016

quarta-feira, 28 de setembro de 2016

Greve dos bancários ja dura 23 dias

Greve/Bancos 

Após completar 23 dias de paralisação,a greve dos bancários continua ainda sem definição.Ainda não houve um acordo entre o Comando Nacional dos Bancários e as entidades representantes do Bancos

Da Redação
foto - ilustração
A greve dos bancários completou 23 dias nesta quarta-feira (28).Esta é a terceira greve mais longa desde 2004,quando a paralisação chegou a 30 dias.A segunda mais longa do período em 2013,durou 24 dias.
Na terça-feira (27), houve uma reunião entre o Comando Nacional dos Bancários e a Fenaban, Federação Nacional dos Bancos.Representantes dos bancários disseram ao final do encontro,que os banqueiros apresentaram um novo modelo de acordo,que passará a valer de dois anos,ao invés de um, como ocorreu nos últimos anos.
Os trabalhadores querem um reajuste de 14,78%, piso no valor do salário mínimo do Dieese (R$ 3.940,24) e vales,alimentação e refeição,bem como auxílio-creche equivalente  ao valor de um salário mínimo nacional (R$ 880). Também reivindicam pagamento de décimo quarto salário e fim das metas abusivas e do assédio moral.A greve continua ainda sem definição.
Pregopontocom 28/09/2016

Taxa de juros do cheque especial bate novo recorde: 321,1% ao ano

Economia

Neste ano, a taxa do cheque especial já subiu 34,1 pontos percentuais em relação a dezembro de 2015, quando estava em 287% ao ano.Outra taxa de juros alta é a do rotativo do cartão de crédito. Em agosto, na comparação com o mês anterior, houve alta de 3,5 pontos percentuais, com a taxa em 475,2% ao ano. Neste ano, essa taxa já subiu 43,8 pontos percentuais. 

Kelly Oliveira
Repórter da Agência Brasil

foto - ilustração/arquivo
A taxa de juros do cheque especial subiu em agosto. De acordo com informações do Banco Central (BC), divulgados hoje (28), em Brasília, a taxa do cheque especial subiu 2,7 pontos percentuais, de julho para agosto, e chegou a 321,1% ao ano, estabelecendo novo recorde na série histórica do BC, iniciada em julho de 1994.
Neste ano, a taxa do cheque especial já subiu 34,1 pontos percentuais em relação a dezembro de 2015, quando estava em 287% ao ano.
Outra taxa de juros alta é a do rotativo do cartão de crédito. Em agosto, na comparação com o mês anterior, houve alta de 3,5 pontos percentuais, com a taxa em 475,2% ao ano. Neste ano, essa taxa já subiu 43,8 pontos percentuais. O rotativo é o crédito tomado pelo consumidor quando paga menos que o valor integral da fatura do cartão.

Compras pagas com juros

A taxa média das compras pagas com juros, do parcelamento da fatura do cartão de crédito e dos saques parcelados, subiu 0,8 ponto percentual e ficou em 152,2% ao ano.
A taxa do crédito pessoal aumentou 0,1 ponto percentual para 132,3% ao ano. A taxa do crédito consignado (com desconto em folha de pagamento) também subiu 0,1 ponto percentual para 29,3% ao ano.
A taxa média de juros cobrada das famílias caiu 0,1 ponto percentual, de julho para agosto, quando ficou em 71,9% ao ano.
A inadimplência do crédito, considerados atrasos acima de 90 dias, para pessoas físicas ficou estável em 6,2%.
A taxa de inadimplência das empresas também ficou inalterada em 5,2%. A taxa média de juros - cobrada das pessoas jurídicas - ficou em 30,7% ao ano, alta de 0,3 ponto percentual em relação a julho.
Esses dados são do crédito livre em que os bancos têm autonomia para aplicar o dinheiro captado no mercado e definir as taxas de juros.

Crédito direcionado
No caso do crédito direcionado (empréstimos com regras definidas pelo governo, destinados, basicamente, aos setores habitacional, rural e de infraestrutura) a taxa de juros para as pessoas físicas caiu 0,2 ponto percentual para 10,4% ao ano. A taxa cobrada das empresas caiu 0,5 ponto percentual para 12,3% ao ano. A inadimplência das famílias ficou em 1,8% e das empresas subiu 0,2 ponto percentual para 1,3%.
De acordo com o Banco Central, o crédito não cresceu de julho para agosto. O saldo de todas as operações de crédito concedido pelos bancos ficou estável em R$ 3,115 trilhões.
Esse valor correspondeu a 51,1% de tudo o que o país produz – Produto Interno Bruto (PIB) - ante o percentual de 51,5% registrado em julho deste ano. Em 12 meses encerrados em agosto, o saldo das operações de crédito caiu 0,6%.
Fonte - Agência Brasil  28/09/2016

segunda-feira, 19 de setembro de 2016

Sem acordo, greve dos bancários entra na terceira semana

Greve/Bancários

Na reunião de sexta feira, a Fenaban ofereceu aos bancários reajuste salarial de 7% e abono de R$ 3,3 mil. Os bancários não ficaram satisfeitos e decidiram manter a paralisação. Segundo a Fenaban, ainda não há data para novas negociações.

Da Agência Brasil
foto - ilustração/arquivo
Na última sexta feira (15), os bancários recusaram mais uma proposta da Federação Nacional de Bancos (Fenaban) e decidiram continuar a greve nacional, iniciada no último dia 6 e que completa hoje (19) 14 dias, com mais de 12 mil agências e 52 centros administrativos fechados, já na terceira semana de paralisação.
Na reunião de sexta feira, a Fenaban ofereceu aos bancários reajuste salarial de 7% e abono de R$ 3,3 mil. Os bancários não ficaram satisfeitos e decidiram manter a paralisação. Segundo a Fenaban, ainda não há data para novas negociações.
Os bancários reivindicam reposição da inflação de 9,57% e mais 5% de aumento real, valorização do piso salarial, no valor do salário mínimo calculado pelo Dieese (R$3.940,24), participação nos lucros, combate à meta abusiva, ao assédio moral e sexual, fim da terceirização, segurança e melhores condições de trabalho.
Fonte - Agência Brasil  19/09/2016

sexta-feira, 16 de setembro de 2016

Sem acordo, greve de bancários continua nesta sexta-feira

Greve/Bancários

Na oitava rodada de negociação, feita nesta quinta-feira (15), os bancos mantiveram a mesma proposta apresentada no dia 9: reajuste de 7% nos salários e benefícios e abono de R$ 3,3 mil, a ser pago dez dias após a assinatura do acordo.

Bruno Bocchini
Repórter da Agência Brasil
foto - ilustração/arquivo
Sem uma nova proposta da Federação Nacional de Bancos (Fenaban), os bancários decidiram continuar em greve nesta sexta-feira (16). Na oitava rodada de negociação, feita nesta quinta-feira (15), os bancos mantiveram a mesma proposta apresentada no dia 9: reajuste de 7% nos salários e benefícios e abono de R$ 3,3 mil, a ser pago dez dias após a assinatura do acordo.
“A nova proposta resulta numa remuneração superior à inflação prevista para os próximos 12 meses, com ganho expressivo para a maioria dos bancários”, disse a Fenaban, em nota, no dia 9. Os bancários, no entanto, pedem reajuste de 14,78% (5% de aumento real, mais a correção da inflação), 14º salário e participação nos lucros e resultados de R$ 8.297,61, entre outras demandas.
“Os banqueiros agem com total descaso ao tentar impor perdas de 2,39% aos bancários, já que insistem em não repor a inflação, e ainda, desvalorizar os funcionários, sem atender às demais reivindicações. Quem quer redução de salário? É inadmissível que o setor que continua a lucrar tanto, mesmo em tempos de crise, opte por um papel tão nefasto de falta de responsabilidade social com seus funcionários e com a economia do país”, disse Roberto von der Osten, um dos coordenadores do Comando Nacional dos Bancários.
A greve dos bancários começou terça-feira passada (6). Nesta quinta-feira (15), 12.608 agências e 49 centros administrativos tiveram as atividades paralisadas em todo o Brasil, segundo o sindicato dos bancários. O número representa 54% das agências no Brasil. A Fenaban não divulgou números.
Fonte - Agência Brasil  15/09/2016

terça-feira, 6 de setembro de 2016

Greve dos bancários fecha agências no país

Greve

A paralisação é por reajuste salarial, benefícios e contra demissões. A categoria reivindica aumento real de 5%, mais a reposição da inflação, de 9,31%. Os bancários protestam também contra o fechamento de postos de trabalho. No primeiro semestre deste ano, foram demitidos 7 mil trabalhadores do setor em todo o Brasil, segundo dados do sindicato.

Fernanda Cruz
Repórter da Agência Brasil

Rovena Rosa/Agência Brasil
A greve nacional dos bancários, aprovada por 140 sindicatos filiados à Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf/CUT), fechou agências em todo o país. O balanço com o número de agências paralisadas será divulgado no fim da tarde de hoje (6) pela Federação Brasileira de Bancos (Febraban) e pela Contraf.
A paralisação é por reajuste salarial, benefícios e contra demissões. A categoria reivindica aumento real de 5%, mais a reposição da inflação, de 9,31%. “Se olhar os acordos do primeiro semestre, você vai ver que 25% das categorias fecharam com aumento real este ano. "Por que os bancos, um setor que está ganhando dinheiro, com lucros astronômicos, vão fazer uma proposta rebaixada?”, disse Juvandia Moreira, presidenta do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região.
A Febraban oferece reajuste de 6,5% nos salários e benefícios, além de abono de R$ 3 mil, a ser pago de uma vez. “Somados, o abono e o reajuste representarão ganho superior à inflação na remuneração do ano da grande maioria dos funcionários do sistema bancário”, diz, em nota.

Demissões
Os bancários protestam também contra o fechamento de postos de trabalho. No primeiro semestre deste ano, foram demitidos 7 mil trabalhadores do setor em todo o Brasil, segundo dados do sindicato.
Em todo o país, cerca de 500 mil funcionários atuam no setor, que obteve lucro líquido de R$ 30 bilhões em seis meses, conforme estimativa do sindicato, que leva em conta o faturamento dos cinco maiores bancos do país.

São Paulo
Na grande São Paulo, são 130 mil funcionários. A greve afeta os call centers, onde atuam 20 mil trabalhadores, e as agências dos grandes centros comerciais. A reportagem esteve na região da Rua XV de Novembro e da Avenida Paulista, centros financeiros da capital, e verificou que a paralisação provocou filas de clientes em busca de atendimento.
Abel Divino da Cruz, de 63 anos, vendedor aposentado, pretendia receber o primeiro pagameno da aposentadoria hoje (6). Ele está há 4 meses sem receber. A Previdência Social lhe enviou uma carta para que comparecesse à agência do Banco do Brasil no centro para retirar o cartão bancário e, assim, finalmente sacar o benefício.
“Minhas panelas estão todas vazias. Fiquei feliz quando chegou essa carta para vir aqui hoje, dia 6. Pelo menos eu conseguiria almoçar. Estou comendo pão com mortadela esses dias todos”, lamentou.

Assembleia

A próxima assembleia da categoria foi marcada para segunda-feira (12), às 17h, na quadra dos bancários, na Rua Tabatinguera, número 192, na Sé. Os bancários participarão também do Grito dos Excluídos, protesto que ocorrerá amanhã (7), na Praça Oswaldo Cruz, na região da Avenida Paulista, a partir das 9h.

Contas
Durante a greve, os caixas eletrônicos funcionam normalmente e podem ser utilizados para o pagamento de contas. Os clientes podem usar também o internet banking ou casas lotéricas. Algumas redes de supermercados recebem o pagamento de boletos e contas de água, luz, gás e telefone. Os prazos de vencimento das contas continuam valendo, sendo que multas e juros poderão ser cobrados.
Fonte - Agência Brasil  06/09/2016

segunda-feira, 5 de setembro de 2016

Bancários entram em greve amanhã por tempo indeterminado

Notícias

Segundo o presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores nas Empresas de Crédito, Lourenço Prado, o movimento tem prazo indeterminado e não prejudicará a população. “A greve é nacional e com prazo indeterminado, porém os caixas vão continuar funcionando e os correspondentes bancários também funcionam normalmente.

Da Agência Brasil
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Bancários de todo o país entram em greve nesta terça-feira (6), depois de rejeitar a proposta oferecida pela Federação Nacional dos Bancos (Fenaban). As reivindicações incluem reajuste salarial, reposição inflacionária de 5%, antecipação e reajuste na participação dos lucros, aumento do piso salarial, aumento do vale-alimentação, melhores condições de trabalho e plano de carreira. A greve, que será realizada em todo o território nacional, terá as condições definidas em assembleia a ser realizada hoje (5) em Brasília.
Segundo o presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores nas Empresas de Crédito, Lourenço Prado, o movimento tem prazo indeterminado e não prejudicará a população. “A greve é nacional e com prazo indeterminado, porém os caixas vão continuar funcionando e os correspondentes bancários também funcionam normalmente. A população não será afetada, os clientes especiais poderão ser atendidos conforme acordo com o sindicato. Não queremos trazer prejuízo à população, só vamos reivindicar nossos direitos. “
Prado disse ainda que a proposta apresentada está abaixo da inflação do período, que é de 9,57%. O pedido da categoria é de pelo menos 5% de aumento real. "Nossa reivindicação é de pelo menos 15% de reajuste salarial. O que eles oferecem é 2,8% abaixo da inflação do período", disse.
A proposta da Fenaban, rejeitada pela categoria, é de reajuste de 6,5% (para uma inflação de 9,57%) e abono de R$ 3 mil, que não incide sobre os salários, nem sobre o FGTS, as férias ou o décimo terceiro.
Fonte - Agência Brasil  05/09/2016

terça-feira, 6 de janeiro de 2015

"AJUSTE FISCAL", vitória dos banqueiros

Política

O “ajuste fiscal” não pode ser visto como “medida técnica” em especial porque… não funciona! - dispara o economista (Beluzzo). Servindo-se de um exemplo de enorme atualidade, ele questiona: “Acham que devemos adotar as políticas que foram executadas na Europa e não deram certo – mas que aqui, vão funcionar. Estamos em Marte?”. Belluzzo refere-se aos programas que os europeus conhecem como de “austeridade”.

Por Antonio Martins
No site Outras Palavras
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Em 31 de dezembro, a Rede Brasil Atual publicou excelente entrevista em que o repórter Eduardo Maretti dialoga com o economista Luiz Gozaga Belluzzo, sobre o “ajuste fiscal” iniciado pelo governo Dilma. O texto repercutiu muito menos que merecia, por motivos previsíveis. A mídia conservadora procura apresentar o “ajuste fiscal” como uma necessidade técnica – portanto, um tema que não pode ser submetido ao debate político. Parte dos defensores de Dilma torce para o mesmo. Assusta-se com as medidas já anunciadas ou em estudos – mas prefere vê-las como um recuo temporário, uma pausa incômoda e inesperada, porém necessária para cumprir, mais adiante, o governo de “Mais Mudanças” prometido pela presidente na campanha à reeleição. Belluzzo desmonta ambas hipóteses: por isso, vale examinar seus argumentos com atenção.
O “ajuste fiscal” não pode ser visto como “medida técnica” em especial porque… não funciona! - dispara o economista. Servindo-se de um exemplo de enorme atualidade, ele questiona: “Acham que devemos adotar as políticas que foram executadas na Europa e não deram certo – mas que aqui, vão funcionar. Estamos em Marte?”. Belluzzo refere-se aos programas que os europeus conhecem como de “austeridade”.
Adotados a partir de 2009, também foram apresentados como “sacrifícios necessários” para restabelecer o que os mercados financeiros chamam de “fundamentos” da economia. O Velho Continente viu morrerem inúmeros direitos sociais. Em muitos países, as aposentadorias regrediram; o desemprego disparou e os salários reais foram achatados; serviços públicos como Educação e Saúde deterioraram-se ou se tornaram mais restritos; diversas modalidades de renda básica e seguro-desemprego foram eliminadas. Passados cinco anos, contudo, não há nenhum sinal de recuperação. Ao final de 2014, a própria revista Economist, conservadora porém sofisticada, via na Europa “o maior problema econômico do mundo”. Advertia: está à vista uma terceira onda recessiva, que agora pode engolfar até a poderosa Alemanha.
Por que políticas fracassadas são vistas como tecnicamente indispensáveis? O próprio Belluzzo prossegue: o objetivo delas não é sanar problemas econômicos, mas atender “os interesses do mercado financeiro”. Base do “ajuste”, o chamado “tripé macroeconômico” (metas de inflação, câmbio flutuante e superávit fiscal) “diz respeito à globalização financeira, à integração dos mercados, ao movimento de capitais, sobretudo”. O economista reconhece: “É muito difícil afrontar isso. E geral, os países tendem a enfiar a viola no saco, atropelados pelo mercado financeiro. Os europeus não tiveram coragem de fazer o que deviam – que era colocar um controle público sobre os bancos, (…) mudar a estrutura do sistema financeiro”.
Rigoroso, Belluzzo também admite que a complacência com os interesses da oligarquia financeira vem muito antes de Dilma. Ocorre que, durante os doze primeiros anos de governos da esquerda, foi possível mantê-la num ambiente internacional que favorecia o Brasil. Eram tempos de grande disponibilidade de capitais em todo o mundo e, em especial, de alta excepcional dos preços das matérias-primas agrícolas e minerais (commodities) – que o pais produz fartamente. Embora não confrontasse o capital financeiro, Lula teve a ousadia de lançar políticas que direcionaram parte desta riqueza para a redução da miséria e das desigualdades.
Esta tendência ficou para trás. A economia chinesa, que foi seu principal motor, crescerá menos, até o final da década. Mais importante: para depender menos de um mundo em crise prolongada, os chineses irão se voltar para dentro, estimulando os investimentos em infra-estrutura e o aumento do consumo interno. As commodities já perderam 1/3 de seu valor máximo, que alcançaram em 2011. Deverão continuar em queda nos próximos anos, preveem quase todas as análises.
Este novo cenário internacional explica, em parte, o impasse do lulismo. Tornou-se impossível contentar simultaneamente ricos e pobres. Mas, diante de tempo nebuloso, Dilma não teria optado por um recuo temporário? Se saciar agora as exigências do mercado financeiro para reconstituir consensos e reduzir as pressões sobre seu governo, não poderá, em seguida, retomar as políticas distributivistas?
Belluzzo está convencido de que esta estratégia é uma ilusão. “O mercado não quer conversar com você. O diálogo de que falam é um monologo (…) De quem estamos falando? Dessa gente que, na verdade, é um bando de autistas, que falam com eles mesmos”.
Além disso, adverte ele, “é um engano pensar que 2015 é como 2003 ou 2004”. A indústria já está em recessão: a produção nos três primeiros trimestres de 2014 caiu 2,9%, em relação ao ano anterior. O suposto “ajuste” desencadeado pelo governo tende a projetar o país “num túnel, do qual será difícil sair”. Mais grave: é provável que sejam atingidas duas conquistas que compõem a base para a sustentação política do governo: “emprego e renda”. Nesta hipótese, um governo de esquerda executa o programa da direita e assume, junto à sociedade, todo o desgaste decorrente. É neste aspecto que, por não ousar, Dilma põe em risco não apenas sua popularidade, mas o futuro do lulismo.
Quais seriam as alternativas? Belluzzo crê que o objetivo das políticas econômicas precisa ser recuperar a capacidade produtiva do país – erodida em décadas de hegemonia do setor financeiro e privilégios aos exportadores de matérias-primas. Para isso (e não para exportar minério de ferro), ele vê como positiva uma integração mais intensa com o BRICS e, em especial, a China. Lembra que é algo já praticado por Rússia e Índia. Moscou fechou com Pequim fornecimento de 400 bilhões de dólares em petróleo, nos próximos dez anos. Mas, como contrapartida, a China investirá na recuperação do parque industrial russo. O mesmo não poderia ser articulado a partir do pré-sal?
Examinar criticamente o “ajuste fiscal” é indispensável, num momento em que, ao unir governo e direita, ele converte-se em “pensamento único”. Isso não significa, contudo, fechar os olhos a dois grandes gargalos, econômico-políticos, que o Brasil passou a enfrentar, há dois anos: uma deterioração do saldo das trocas com o exterior (a chamada “balança comercial”) e do desempenho das finanças públicas. São problemas reais, em torno dos quais construiu-se intensa desinformação – para que não fique claro que há sempre mais de uma saída possível. É o que veremos, nos próximos textos desta série.
Fonte - Blog do Miro  06/01/2015

domingo, 24 de agosto de 2014

Clientes acusam bancos de dificultar pagamento antecipado de crédito

Economia

Os clientes bancários também reclamaram de ter sido negada injustificadamente a portabilidade de crédito consignado - A liquidação antecipada ocorre quando o cliente faz o pagamento total ou parcial da dívida antes do vencimento, com dinheiro próprio ou por transferência de recursos de outro banco para fazer a portabilidade do empréstimo.

Kelly Oliveira 
Repórter da Agência Brasil 
Marcello Casal / Agência Brasil
Centenas de clientes de bancos e financeiras estão enfrentando dificuldades para fazer o pagamento antecipado de empréstimos. A liquidação antecipada ocorre quando o cliente faz o pagamento total ou parcial da dívida antes do vencimento, com dinheiro próprio ou por transferência de recursos de outro banco para fazer a portabilidade do empréstimo. Com o pagamento antecipado, há redução proporcional dos juros.
De acordo com o Banco Central (BC), somente em junho, nove clientes registraram reclamações no órgão por não terem conseguido fazer a liquidação antecipada. Além desses, 160 clientes bancários reclamaram de ter sido negada injustificadamente a portabilidade de crédito consignado. Mais 26 reclamações foram feitas relacionadas à portabilidade de operações de crédito.
Já a Associação de Consumidores Proteste recebeu 134 reclamações de consumidores relacionadas a dificuldades para quitação antecipada de débitos, nos últimos 12 meses. Por conta das reclamações dos associados, a coordenadora institucional da entidade, Maria Inês Dolci, disse que a associação decidiu entrar com duas ações na Justiça de São Paulo contra o Banco BMG e a BV Financeira pedindo indenização por danos materiais e morais coletivos aos consumidores que não conseguiram a quitação antecipada de financiamento.
“Decidimos entrar na Justiça contra essas duas instituições porque são as que mais dificultam a liquidação antecipada”, disse. Em outros casos, segundo ela, houve negociação com as instituições financeiras para resolver os problemas. “Selecionamos os dois que mais burocratizam na hora de fazer a liquidação. Eles não dão resposta ou demoram para responder, não emitem o boleto para pagamento”, disse Maria Inês.
Por meio da assessoria de imprensa, o Banco BMG informou que não foi notificado sobre a ação movida pela Proteste e que apresentará as informações à Justiça tão logo seja solicitado. “O Banco BMG esclarece que se empenha de forma incansável para oferecer o melhor atendimento e age de forma imediata para sanar quaisquer dúvidas ou pendências de seus clientes, obedecendo a legislação aplicável”, disse a instituição, em nota.
A BV Financeira também disse que não foi notificada e não tem informações sobre os casos específicos. “Gostaríamos de destacar, no entanto, que permanecemos à disposição de todos os clientes por meio de nossos canais de atendimento, a central de relacionamento no 3003 1616 (capitais e regiões metropolitanas) ou no 0800 701 8600 (demais localidades)”, informou em nota.
De acordo com a legislação, as instituições financeiras são obrigadas a fornecer, em até um dia útil, contado a partir da data da solicitação, as informações necessárias para fazer a portabilidade de crédito, como o número do contrato, o saldo devedor atualizado, taxas de juros e prazos remanescentes. Caso a instituição não preste as informações requeridas, a orientação do BC é procurar inicialmente a ouvidoria do banco, que tem até 15 dias para dar resposta.
No site do BC (http://www.bcb.gov.br/?LIQUIDACAOANTECIPADAFAQ), é possível conferir perguntas e respostas sobre liquidação antecipada e portabilidade (http://www.bcb.gov.br/pre/bc_atende/port/portabilidade.asp#5) de operações de crédito.
Fonte - Agência Brasil  24/08/2014

quarta-feira, 20 de agosto de 2014

Injeção de recursos na economia com medidas do BC alcança R$ 25 bilhões

Economia

Os recursos virão da redução do capital para risco de crédito (R$ 15 bilhões) e da liberação de depósitos compulsórios (R$ 10 bilhões). No final do mês passado, o BC já havia anunciado medidas que injetam recursos na economia no total de R$ 45 bilhões.

Kelly Oliveira
Repórter da Agência Brasil
Ag.Brasil
O Banco Central (BC) anunciou hoje (20) várias medidas que liberam mais recursos para os bancos emprestarem e, desse modo, estimular a economia. No total, serão liberados, a partir da próxima segunda-feira (25), R$ 25 bilhões. Os recursos virão da redução do capital para risco de crédito (R$ 15 bilhões) e da liberação de depósitos compulsórios (R$ 10 bilhões). No final do mês passado, o BC já havia anunciado medidas que injetam recursos na economia no total de R$ 45 bilhões.
No caso da liberação de depósitos compulsórios anunciada hoje, uma das medidas anunciadas permite que até 60% do recolhimento compulsório relativo a depósitos a prazo sejam usados pelos bancos para contratações de novas operações de crédito e na compra de carteiras de crédito de outras instituições. A medida pode estimular o crédito porque, se o banco não fizer novas operações ou comprar carteiras, o dinheiro será recolhido ao BC, sem que receba remuneração.
Em julho, esse percentual havia sido definido em 50%, quando a liberação de depósitos compulsórios, recursos que os bancos são obrigados a deixar depositados no BC, alcançou montante de R$ 30 bilhões. Desse total, aproximadamente a metade já entrou no mercado, impacto que se soma aos R$ 10 bilhões previstos para entrar no mercado com as novas medidas sobre compulsórios.
Na relação de medidas de estímulo, o BC incluiu novos critérios relativos ao requerimento mínimo de capital para risco de crédito. Esse requerimento é a quantidade de recursos que os acionistas dos bancos devem deixar reservados para cada operação de crédito. Com essa medida, foram liberados cerca de R$ 15 bilhões, com potencial de geração de novas operações de crédito de até R$ 140 bilhões, segundo o chefe do Departamento de Regulação Prudencial e Cambial do BC, Caio Ferreira.
O BC reestabeleceu em 75% o fator de ponderação de risco para todas as operações de crédito de varejo, independentemente do prazo. Ferreira lembrou que em 2010, havia a necessidade definir regras mais rigorosas, principalmente porque as operações de crédito estavam com prazos muito longos e com garantias inadequadas. Então, esse fator de ponderação de risco chegava a até 300% em alguns casos. Atualmente, segundo Ferreira, os bancos estão mais criteriosos na concessão de crédito e por isso não há risco à estabilidade do sistema financeiro.
Outra medida do BC é reconhecer que o crédito consignado (parcelas descontadas em folha de pagamento) de servidores públicos tem um risco menor por conta da estabilidade no emprego. Nesse caso, o fator de ponderação de risco caiu de 75% para 50% nas operações de crédito concedidas a servidores públicos federais. “Se exige mais capital para uma operação que tem menos risco, está penalizando a instituição”, disse Ferreira.
O BC também anunciou hoje redução no percentual que os bancos devem reservar quando emitem carta de crédito garantindo o pagamento, em operações de comércio exterior e também em processos licitatórios. No caso das licitações, o banco garante, por exemplo, o pagamento de multas caso a empresa não cumpra o contrato.
No caso de novos financiamentos de veículos, o BC definiu que, para dedução de 60% do recolhimento compulsório, será considerado o aumento das operações de crédito em relação a média no primeiro semestre de 2014. Ou seja, os bancos vão ter que fazer mais operações de financiamento de veículos para ter a dedução. “Para ter ganho com a medida, tem que fazer mais do que fazia antes”, disse o chefe do Departamento de Operações Bancárias e de Sistema de Pagamentos do BC, Daso Coimbra.
O BC também definiu que as instituições podem usar letras financeiras para fazer dedução de depósitos compulsórios. Nesse caso, será considerado o montante desses instrumentos financeiros relativo à posição de 25 de julho de 2014.
Fonte - Agência Brasil  20/08/2014

quinta-feira, 14 de agosto de 2014

Lucro da Caixa cresce 7,9% no primeiro semestre

Economia

A Caixa informou ainda que permaneceu na liderança do crédito habitacional, com 67,6% de participação no mercado. - A carteira de crédito ampliada atingiu 19,3% de participação no mercado, com o saldo de R$ 552,1 bilhões, crescimento de 28% em 12 meses.

Kelly Oliveira
Repórter da Agência Brasil 
foto - 20caixa.com 
A Caixa Econômica Federal registrou lucro líquido de R$ 3,4 bilhões no primeiro semestre de 2014, crescimento de 7,9% em relação ao mesmo período do ano passado. O resultado decorreu, principalmente, do aumento das receitas financeiras de crédito em 46,1% - reflexo do crescimento de 28% da carteira em 12 meses, da ampliação do resultado de títulos e valores mobiliários em 45,5% e do incremento nas receitas de prestação de serviços e tarifas em 12%, influenciadas pelo aumento do volume de negócios com clientes, informou o banco.
A carteira de crédito ampliada atingiu 19,3% de participação no mercado, com o saldo de R$ 552,1 bilhões, crescimento de 28% em 12 meses.
A Caixa informou ainda que permaneceu na liderança do crédito habitacional, com 67,6% de participação no mercado. O saldo da carteira superou R$ 303,5 bilhões, com evolução de 27,3% quando comparado ao primeiro semestre de 2013. O segmento habitacional representa 55% do total da carteira de crédito do banco.
No âmbito do Programa Minha Casa, Minha Vida, foram contratados R$ 16,4 bilhões no período, com total de 210,4 mil unidades habitacionais. Desse valor, 32% foram destinados a famílias com renda até três salários mínimos.
No primeiro semestre de 2014, foram contratados R$ 14,1 bilhões em operações de saneamento e infraestrutura, sendo R$ 2,3 bilhões em saneamento básico; R$ 2,9 bilhões em financiamentos de energia e logística; R$ 3,8 bilhões em operações de mobilidade urbana, e R$ 5,1 bilhões em infraestrutura urbana. Com desembolsos atingindo R$ 9,6 bilhões, o saldo dessas operações somou R$ 46,2 bilhões, alta de 52,4% em comparação ao mesmo período do ano anterior.
A Caixa contratou R$ 2,1 bilhões em crédito rural no primeiro semestre de 2014, aproximadamente R$ 1,9 bilhão a mais que o registrado no mesmo período do ano anterior. O custeio e investimento agrícola somaram R$ 1,2 bilhão contratados e o custeio e investimento pecuário, R$ 786 milhões.
O índice de inadimplência do crédito do banco chegou a 2,77%, alta de 0,1 ponto percentual no trimestre. “A oscilação decorre da diminuição da velocidade de expansão da carteira de crédito e do avanço na participação em segmentos com maior rentabilidade e, consequentemente, maior risco, conforme previsto no planejamento do banco”, diz a Caixa.
Fonte - Agência Brasil   14/08/2014

sábado, 9 de agosto de 2014

MPF- BA exige cumprimento da lei dos 15 minutos nos bancos

Cidadania

Os clientes de bancos do país têm sofrido também nas filas dos caixas eletrônicos - Com isso, as instituições têm 20 dias para se adequar à lei; caso contrário, deverão justificar. Os bancos que não se manifestarem poderão responder a ação judicial.

Joana Lopo
Raul Spinassé | Ag. A TARDE |14.10.2013
O Ministério Público Federal na Bahia (MPF-BA) expediu recomendação requerendo aos bancos o cumprimento da lei dos 15 minutos para atendimentos, assim como o registro da não realização do serviço, que deve conter data, horário e dia da ocorrência.
Com isso, as instituições têm 20 dias para se adequar à lei; caso contrário, deverão justificar. Os bancos que não se manifestarem poderão responder a ação judicial.
A recomendação, expedida no último dia 29 de julho, é de autoria do procurador regional dos Direitos do Cidadão substituto, Edson Abdon Filho. Segundo ele, o objetivo da medida é garantir a eficiência na prestação de serviços e a preservação da integridade física, material e moral dos clientes de banco, assim como o cumprimento da sentença da Justiça Federal em relação ao tempo de espera de atendimento em agências.

Penalidades
Conforme o superintendente do Procon-BA, Ricardo Maurício Freire Soares, pela Lei do Município de Salvador nº 5.978/01, as penalidades variam desde uma simples advertência até pagamento de multa, que varia entre R$ 200 e R$ 400, até a suspensão do alvará de funcionamento, após a quinta reincidência.
"Caso haja qualquer lesão ou má prestação do serviço, o consumidor deverá recorrer o mais rápido possível ao Procon para registrar queixa ou denúncia", orienta Soares.
A partir do número de queixas registradas nos órgãos de defesa do consumidor, assim como na Justiça, é que as providências corretivas podem ser tomadas. Nesse caso, de demora e má prestação de serviço, o número só aumenta. Dados do Procon-BA indicam que em 2013 foram registrados 45 atendimentos sobre demora em fila de Banco, já neste ano, desde janeiro até o começo deste mês, o número saltou para 117.
Assim, ao ser atendido em instituições bancárias, o consumidor deve apresentar a senha para que seja registrado o horário do início do atendimento. Caso tenha ocorrido após o tempo máximo de espera, a recomendação é a devolução da senha ao atendente. "Este registro pode ser utilizado como prova da fala em eventual demanda de ordem indenizatória nos órgãos do Poder Judiciário", diz Soares.
"Passei mais de uma hora esperando por atendimento e ainda fui tratado mal. Não sabia que poderia pedir o registro da hora, apenas denunciei ao Banco Central", conta o administrador de empresas Maurício Santos.

Tempo perdido
Por essas situações que a advogada Júlia d'Affonsêca Barreiros aconselha ao consumidor sempre pesquisar sobre seus direitos. Ela ainda diz que nos casos dos bancos é possível pedir indenização por danos morais e materias, já que o tempo gasto com a espera para o atendimento pode gerar perdas materiais para o consumidor, trata-se do direito ao tempo perdido, já que o que "o tempo é algo finito, irrecuperável e extremamente valioso".
Essa tese ganhou força no final de 2013, quando ficou constatado pelo Judiciário que o tempo gasto com uma espera, que por lei não deveria durar mais de 15 minutos, em dias normais, e 30 minutos, em dias que antecedem os feriados, causa danos reais à vida do consumidor.
"É preciso que os consumidores forneçam informações aos órgãos integrantes do Sistema Nacional de Defesa do Consumidor, para que haja fiscalização efetiva nas instituições para coibir essas práticas", orienta d'Affonsêca.

Previna-se de danos em bancos
Informações - Ao ingressar nas agências bancárias, importante verificar se a unidade está cumprindo os requisitos legais, se possui o sistema de comprovação do tempo de espera, com a disponibilização de senhas eletrônicas e a colocação de cartazes informando o tempo de atendimento.
Queixa - É preciso que os usuários forneçam informações aos órgãos integrantes do Sistema Nacional de Defesa do Consumidor (SNDC), para que novas soluções possam ser dadas a estas questões, e para que possa existir uma fiscalização mais efetiva nas instituições, a fim de coibir as práticas abusivas.
Registro - Consumidor deve apresentar a senha para que seja registrado o horário em que seu atendimento foi iniciado. Caso o início do atendimento tenha ocorrido após o tempo máximo de espera, recomenda-se que solicite a devolução da senha ao atendente, para que o registro possa ser utilizado como prova em eventual demanda de ordem indenizatória nos órgãos do Poder Judiciário.
Fonte - A Tarde  09/08/2014