UMA GRANDE NAÇÃO SE CONSTROI COM EDUCAÇÃO, CIDADANIA E SOBERANIA

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sexta-feira, 10 de maio de 2019

Ameaça de nova greve de caminhoneiros

Transportes de cargas  🚚

O presidente da Associação Brasileira dos Caminhoneiros (Abcam), José da Fonseca Lopes, deu o alerta nesta quarta-feira (8/05), em audiência na Comissão de Viação e Transportes. Uma nova paralisação, como a que ocorreu em maio de 2018 e gerou uma crise de abastecimento em todo o País, pode se repetir.“O que vem por aí é coisa feia, muito feia. Se o governo não se atentar para isso, nós vamos ter um problema muito sério.

Editor Portogente*
Greve de 2018/Portogente
Caminhoneiros confirmaram que podem entrar em greve caso o governo não reveja a política de reajuste do diesel nem melhore as condições de trabalho da categoria. O presidente da Associação Brasileira dos Caminhoneiros (Abcam), José da Fonseca Lopes, deu o alerta nesta quarta-feira (8/05), em audiência na Comissão de Viação e Transportes. Uma nova paralisação, como a que ocorreu em maio de 2018 e gerou uma crise de abastecimento em todo o País, pode se repetir.
“O que vem por aí é coisa feia, muito feia. Se o governo não se atentar para isso, nós vamos ter um problema muito sério. Aí não vai ter Exército, não vai ter nada, porque ninguém vai ter combustível. Como é que vai fazer? Se acontecer, é para desestabilizar o País. Eu não vou participar disso e não quero isso, mas já estou dando o alerta, como dei da outra vez”, declarou Lopes.
Recentemente, a Petrobras decidiu pela revisão do preço do diesel a cada 15 dias, uma periodicidade considerada curta pelos caminhoneiros autônomos, ainda que até então os valores vinham sendo reajustados em intervalos menores, às vezes diariamente. Um dos pedidos é para que essa revisão ocorra pelo menos a cada três meses, por exemplo, para que motoristas não sejam surpreendidos no meio de uma viagem com o aumento no valor do combustível.
“Não temos condição de negociar preço a cada semana, a cada dia. É mais fácil suportar preços internacionais do que a volatilidade que, esta sim, acaba matando”, afirmou o presidente da Confederação Nacional do Transportes (CNT), Vander Francisco Costa.
O preço médio do diesel nas refinarias hoje é de aproximadamente R$ 2,3 por litro. Em menos de dois anos, o combustível acumulou aumento de quase 70%.
* Com informações da Agência Câmara de Notícias
Fonte - Portogente  10/05/2019

terça-feira, 29 de agosto de 2017

Servidores públicos vão parar nesta quarta em todo o Brasil contra desmonte do Estado

Política  👀

Servidores públicos vão paralisar suas atividades nesta quarta-feira no Rio e em várias cidades do Brasil contra as mudanças na carreira pública anunciadas pelo governo há duas semanas e o desmonte do Estado. Entre as mudanças estão o achatamento dos salários iniciais, aumento na contribuição previdenciária e adiamento do reajuste salarial.

Sputnik
Tomas Silva/Agência Brasil/Fotos Públicas
Dentre as paralisações de atividades previstas, estão a dos auditores federais agropecuários e funcionários do Banco Central em São Paulo e Brasília. Os auditores vão estender para esta quarta a interrupção na emissão de documentos destinados à exportação de gêneros agropecuários. Desde a metade julho, os servidores já não realizam operações do tipo às segundas e terças-feiras, em protesto pela reposição de funcionários aposentados e contra a contratação de temporários, dentre outras reivindicações. O dia de protestos foi convocado pelo Fórum das Carreiras de Estado (Fonacate) na última semana, e as ações específicas serão definidas por cada uma das 27 categorias associadas à instituição, que também repudia a limitação do salário inicial de novos servidores a R$ 5 mil.
Além das manifestações, as áreas jurídicas dos sindicatos dos servidores estão trabalhando de forma conjunta para definir quais são as melhores ações para contestar na Justiça as medidas do governo. Também deve ser apresentada uma denúncia formal das entidades à Organização Internacional do Trabalho (OIT) por descumprimento da Cláusula 151, que trata da negociação coletiva do funcionalismo público. O governo alega que, com o congelamento dos reajustes em 2018, será possível uma economia de R$ 9,8 bilhões, o que ajudaria a diminuir o déficit público. Entre as categorias afetadas estão professores, militares, policiais, auditores da Receita e do Trabalho, peritos do INSS, diplomatas, de carreiras jurídicas, entre outras. Também estão previstos cortes de benefícios como auxílio-moradia e ajuda de custo em caso de transferência.
Em entrevista exclusiva à Sputnik Brasil, Gualberto Tinoco, membro da executiva da Conlutas Rio, fala sobre estratégias e locais das manifestações.
"No Maracanã, eles vão fechar o trânsito na Radial Oeste, tem outras atividades que vão acontecer pelo restante do município e um setor grande do funcionalismo já vem a partir das nove da manhã na Assembleia Legislativa para barrar mais esse ataque ao serviço público e ao funcionalismo no Estado do Rio de Janeiro", diz Tinoco, lembrando que a cidade sedia diversas instituições federais de peso (Petrobras, Banco Central, Ministérios da Fazenda e do Trabalho, Nuclebrás, entre outras). "Os hospitais federais, em sua grande maioria, estão instalados aqui, e estão sofrendo um desmonte brutal, o que obriga os trabalhadores da Saúde a se colocarem mobilizados na defesa desses institutos e hospitais."
O membro da Conlutas Rio diz que a paralisação pretende ser em defesa do serviço público de forma geral, uma vez que pega as educações básica e superior e a saúde. A ideia, segundo ele, é que as manifestações sejam feitas em conjunto com outros estados.
"Há uma queda na arrecadação por causa da recessão e a única solução que se aponta é atacar os servidores públicos estaduais. O que está para ser votado agora na Alerj não só ataca o plano de carreira, mas também os triênios e uma série de conquistas que os servidores vinham acumulando há vários anos e que estão sendo cortados. Isso não significa melhoria no serviço público, significa reduzir o gasto para ter superávit para repassar dinheiro público para pagar dívida do governo federal e enriquecer banqueiros e empresários. Eles falam da economia que têm com o arrocho do servidor. O que não dizem é o quanto abrirão mão dos R$ 400 e tantos milhões para isenção e anistia fiscal", conclui Tinoco.
Fonte - Sputnik  29/08/2017

segunda-feira, 28 de agosto de 2017

Paralisação dos rodoviários atinge 100% dos ônibus de empresas privadas do DF

Transporte público  🚌

Segundo o Transit, o Sindicato dos Rodoviários do Distrito Federal não notificou as empresas sobre a paralisação, com uma antecedência de 72 horas, conforme previsto em lei. Na rodoviária do Plano Piloto só circulavam os ônibus vindos de algumas regiões do Entorno do DF e da empresa TCB, que pertence ao governo local.

Pedro Peduzzi
Repórter da Agência Brasil
José Cruz/Agência Brasil
A Associação das Empresas de Transporte Público e Coletivo do DF (Transit) informou que nenhum ônibus das empresas privadas que atendem o Distrito Federal (DF) está circulando hoje (28), em função da paralisação surpresa iniciada nesta segunda por motoristas e cobradores. Na rodoviária do Plano Piloto só circulavam os ônibus vindos de algumas regiões do Entorno do DF e da empresa TCB, que pertence ao governo local.
Segundo o Transit, o Sindicato dos Rodoviários do Distrito Federal não notificou as empresas sobre a paralisação, com uma antecedência de 72 horas, conforme previsto em lei. A assessoria da entidade que representa as empresas privadas do setor informou que os motoristas e cobradores já recebem, desde julho, um reajuste de 4%, como forma de compensar a perda com a inflação.
Ainda de acordo com a associação patronal, uma proposta “ainda mais benéfica para os trabalhadores” (aumento de 4,5% no salário; 5% no ticket refeição; 6% na cesta-alimentação; e de 12% nos planos odontológico e de saúde) foi feita durante a reunião da última quinta-feira (24). Desde então o sindicato encerrou as negociações, o que acabou por culminar na paralisação de hoje.
A Agência Brasil tentou, desde cedo, contatar o Sindicato dos Rodoviários. No entanto, nenhuma ligação foi atendida. Alguns funcionários de empresas de ônibus que estavam na rodoviária disseram que os trabalhadores pedem um aumento entre 10% e 12%.
Diante dessa situação, a Secretaria de Mobilidade informou que o Governo do Distrito Federal já entrou na Justiça, pedindo a manutenção e a continuidade dos serviços. Por meio de nota, a secretaria informou ter liberado as faixas exclusivas de ônibus para circulação de carros durante o dia de hoje. A secretaria também estendeu por 30 minutos o horário de pico do metrô, quando há mais trens disponíveis para a população.
Até o final desta manhã, nenhuma manifestação foi feita na rodoviária, informou a Polícia Militar. Também não foi registrada nenhuma autuação contra vans piratas. “Não vimos nenhuma van, pelo menos na ala sul, que é a que está sob nossa responsabilidade”, disse à Agência Brasil o subtenente Hamilton Bispo dos Santos.

TCB
Um funcionário da TCB que pediu para não ser identificado disse que os motoristas e cobradores da empresa pública não podem parar porque têm uma situação diferenciada, uma vez que é ligada ao Governo do DF. “Não temos apoio de nenhum sindicato”, disse ele ao lamentar que sua categoria não tem reajuste há três anos. Segundo a TCB, o salário atual pago a seus trabalhadores “é maior do que o pago à categoria privada”. Além disso, acrescenta a assessoria da TCB, o aumento não pôde ser dado porque o governo local é obrigado a cumprir a Lei de Responsabilidade Fiscal.
Com informações da Agência Brasil  28/08/2017

terça-feira, 1 de agosto de 2017

Apois acordo ônibus voltaram a circular em Maceió(AL) na quarta-feira(02)

Transportes  🚌

Na nova audiência realizada após as 14 horas com o desembargador Pedro Inácio, a classe patronal aceitou a proposta de 5% e o Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários (Sinttro) anunciou que os ônibus voltarão a circular nesta quarta-feira (2).

Alagoas 24hs
foto - ilustração/arquivo
Após uma manhã de intensa negociação, rodoviários e empresários do setor de transportes finalmente chegaram a um consenso acerca do reajuste salarial da categoria. Na nova audiência realizada após as 14 horas com o desembargador Pedro Inácio, a classe patronal aceitou a proposta de 5% e o Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários (Sinttro) anunciou que os ônibus voltarão a circular nesta quarta-feira (2). Durante o restante do dia de hoje, no entanto, os ônibus vão continuar sem circular.
No início da tarde o Sinttro havia anunciado que manteria apenas os 30% dos serviços garantidos por lei, ou seja, seria uma quarta-feira de frota reduzida para atender à população. Agora o sindicato alerta que os coletivos voltarão a circular a partir das 4 horas da manhã. Outra informação importante é que o Sinttro fará assembleias nas garagens das empresas a partir de quinta-feira, 3, para discutir a proposta acordada hoje. Como ocorreu na semana passada, as assembleias serão realizadas no início da manhã, atrasando a saída dos ônibus das garagens.
Fonte - Alagoas 24 horas  01/08/2017

quinta-feira, 18 de maio de 2017

Rodoviários de Salvador aprovam greve a partir de terça

Transportes  🚌

A decisão será submetida a nova votação na tarde desta quinta, às 15h. O presidente do Sindicato dos Rodoviários, Hélio Ferreira, disse que a expectativa é que a segunda assembleia referende o que foi decidido na primeira.

Anderson Sotero - A Tarde
foto - ilustração
Os rodoviários aprovaram a deflagração de greve durante assembleia realizada nesta quinta-feira, 18, no ginásio do Sindicato dos Bancários, na Ladeira dos Aflitos, em Salvador. A paralisação por tempo indeterminado começaria a partir da 0h da próxima terça-feira, 23.
A decisão será submetida a nova votação na tarde desta quinta, às 15h. O presidente do Sindicato dos Rodoviários, Hélio Ferreira, disse que a expectativa é que a segunda assembleia referende o que foi decidido na primeira.
"Infelizmente, a gente não tem outra saída. Tentamos negociar ao máximo", disse Ferreira, ao ser questionado por A TARDE sobre possíveis prejuízos para a população, caso a greve ocorra.
Trabalhadores e empresários não entraram em acordo. Os rodoviários pedem reajuste com base na inflação e mais de 5% de aumento. Contudo, o patronal não aceita a proposta.
Estão previstas, segundo Ferreira, uma reunião com o prefeito ACM Neto, às 9h desta sexta, 19, e outra, às 11h, no Ministério Público do Trabalho (MPT).
Fonte - A Tarde  18/05/2017

quinta-feira, 27 de abril de 2017

Pilotos e comissários ameaçam aderir à greve geral no dia 28

Greve Geral  ✈ 

Pilotos e comissários de bordo ameaçam paralisar suas atividades nesta sexta-feira, 28, durante greve geral convocada por sindicatos e movimentos sociais de todo o país. A informação é do presidente da Federação Nacional dos Trabalhadores em Aviação Civil (Fentac), Sérgio Dias, em entrevista à Sputnik.

Sputnik
foto - ilustração/arquivo
O dirigente disse que o pessoal que trabalha em terra (aeroviários) e os aeroportuários, como as equipes de manutenção e os que trabalham na infraestrutura dos aeroportos, já decidiram cruzar os braços, enquanto pilotos e comissários de bordo decidem a adesão em assembleias nesta quinta-feira. A categoria já aprovara anteriormente a decretação do estado de greve. A paralisação ganhou considerável reforço nesta quarta-feira, depois que o Sindicato dos Aeroviários de Guarulhos pediu a colaboração do Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto (MTST)) para fechar os dois principais aeroportos do país, o de Guarulhos e o de Congonhas. O aeroporto internacional tem mais de 700 pousos e decolagens por dia, enquanto em Congonhas são quase 500. 
A assembleia de pilotos e comissários desta quinta-feira também vai discutir diversos pontos que estão sendo criticados na reforma trabalhista aprovada na Comissão da Câmara e que agora segue para votação em plenário. Vários pontos estão sendo considerados prejudiciais, como a proposta que legaliza turnos de 12 horas trabalhadas por 36 de descanso e o fim de legislações específicas, como a da categoria de aeronautas.
"Essa reforma aborda vários pontos que nos preocupam, como o trabalho intermitente, quando um tripulante pode ser destacado para trabalhar em determinada época do ano. Quando em alta ele trabalharia, enquanto na baixa estação ele ficaria desempregado. Com isso você não tem como planejar a sua vida, a questão profissional e social", diz Dias.
O presidente da Fentac aponta ainda outra questão preocupante para a categoria: a idade mínima de 65 anos para homens na reforma da Previdência, o que inviabilizaria a carreira de pilotos internacionais, que não podem mais voar ao chegar a essa idade. Para evitar essas mudanças, os aeronautas estão elaborando algumas propostas de emenda para garantir uma condição mínima de trabalho para esses profissionais que têm a responsabilidade de conduzir passageiros e cargas.
"Além da reforma trabalhista, a previdenciária também nos atinge de forma bastante cruel. Como pilotos e comissários tendem a ingressar com uma idade não muito tenra — eles precisam de aplicação nos estudos — você não tem o tempo dos 49 anos exigidos de contribuição e chegar aos 65 para receber a integralidade dessa aposentadoria. Estamos colocando que, ao chegar aos 65, eles tenham a integralidade da aposentadoria", observa Dias.
Fonte - Sputnik  26/04/2017

quarta-feira, 26 de abril de 2017

Trabalhadores dos Correios entram em greve por tempo indeterminado

Greve  ✉

As ameaças de privatização e demissões, o fechamento de agências e o "desmonte fiscal" da empresa, com diminuição do lucro devido a repasses ao governo e patrocínios, são os principais motivos para a mobilização, segundo a Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Correios e Telégrafos e Similares (Fentect).

Andreia Verdélio
Repórter da Agência Brasil
Fernando Frazão/Agência Brasil
Os trabalhadores dos Correios entrarão em greve por tempo indeterminado hoje (26) a partir das 22h. As ameaças de privatização e demissões, o fechamento de agências e o "desmonte fiscal" da empresa, com diminuição do lucro devido a repasses ao governo e patrocínios, são os principais motivos para a mobilização, segundo a Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Correios e Telégrafos e Similares (Fentect).
A estatal teve prejuízos de R$ 2,1 bilhões em 2015 e R$ 2 bilhões no ano passado. Em dezembro do ano passado, foi anunciado um plano de demissão voluntária e o fechamento de agências para reduzir os gastos.
“O que tem acontecido é um plano de desmonte próprio da empresa, atacando a própria qualidade e universalização do serviço. Faz parte de um projeto privado com interesse de entrar no mercado”, disse a secretária de Imprensa da Fentect, Suzy Cristiny.
Segundo a entidade, a "privatização" coloca em risco o direito da população aos serviços dos Correios, já que a empresa tem fechado agências em cidades menos lucrativas. “Mais de 200 agências estão sendo fechadas por todo o Brasil. Com isso, muitos moradores do interior e das periferias vão ficar sem o atendimento bancário e postal dos Correios do Brasil”, informou a federação.
O ministro da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, Gilberto Kassab, tem dito que é contra privatizar os os Correios, mas que a empresa terá que fazer “cortes radicais” de gastos para evitar a privatização, já que o governo não socorrerá a empresa financeiramente.

Críticas dos grevistas

Além do fortalecimento de franqueados e o fechamento de agências próprias, o que, na opinião da federação, “esvazia os negócios da empresa para a iniciativa privada”, a Fentect critica os repasses da empresa ao governo federal acima do valor estabelecido. “Nos últimos anos, os Correios repassaram para o governo federal R$ 6 bilhões e, desse montante, R$ 3,9 bilhões foram acima do valor estabelecido legalmente, prejudicando as reservas financeiras e investimentos necessários para a modernização da empresa”, informou.
A entidade cita ainda o distrato de R$ 2,3 bilhões do Banco Postal com o Banco do Brasil e a destinação de R$ 300 milhões em patrocínios nas Olimpíadas e pede uma auditoria na contabilidade da empresa.
Os sindicatos de todo o país se reúnem hoje (26) para referendar a manifestação sobre a greve. As entidades e a empresa já promoveram mesas de negociação, mas, segundo a secretária, não houve avanços. Ela disse ainda que os trabalhadores dos Correios se unirão às manifestações marcadas para a próxima sexta-feira (28) contra as reformas trabalhista e da Previdência.
Além da mobilização pelo fortalecimento institucional dos Correios e universalização dos serviços, os trabalhadores reivindicam melhorias nas condições de trabalho, a contratação de novos funcionários, mais segurança nas agências, o retorno da entrega diária e o fim da suspensão de férias.

Outro lado
Em nota, a empresa informou que, caso o movimento grevista seja deflagrado, os Correios adotarão as medidas necessárias para garantir a continuidade de todos os serviços. “Uma paralisação dos empregados neste momento delicado pelo qual passa a empresa é um ato de irresponsabilidade, uma vez que a direção está e sempre esteve aberta ao diálogo com as representações dos trabalhadores”, informou. Os Correios não se manifestaram sobre as reivindicações dos trabalhadores.
Fonte - Agência Brasil  26/04/2017

terça-feira, 25 de abril de 2017

Metroviários de Recife aderem à greve geral desta sexta

Transportes/Paralisações 🚌 🚇

Toda a categoria, isto é, metroviários das áreas de manutenção, administrativo e operação, estava representada na assembleia e decidiu pela paralisação total nesta sexta. Também faremos um ato público para a população sobre os efeitos danosos das reformas do Governo Temer", afirmou o diretor de Comunicação do Sindicato dos Metroviários de Pernambuco, Levi Arruda.

Diário de Pernambuco
foto - ilustração
Os metroviários deflagraram adesão à greve geral desta sexta-feira (28) em assembleia na noite desta terça-feira, na Estação Central do Recife. De acordo com o Sindicato dos Metroviários de Pernambuco, não haverá serviço de metrô nesta sexta. A greve geral é contra as reformas da Previdência, Trabalhista e sanção do projeto de terceirização do Governo Temer.
"Toda a categoria, isto é, metroviários das áreas de manutenção, administrativo e operação, estava representada na assembleia e decidiu pela paralisação total nesta sexta. Também faremos um ato público para a população sobre os efeitos danosos das reformas do Governo Temer", afirmou o diretor de Comunicação do Sindicato dos Metroviários de Pernambuco, Levi Arruda.

Ônibus
O Sindicato dos Rodoviários de Pernambuco também aderiu à greve geral convocada pela Central Única dos Trabalhadores. "Nós tomamos uma decisão apoiada pelos trabalhadores. No dia 28, essa greve geral vai ter o apoio dos rodoviários. Nós precisamos pressionar e só pressionamos nas ruas, parando e deixando o estado sem transporte. Não vai ter transporte", disse o presidente do Sindicato dos Rodoviários, Benilson Custódio.
Nesta terça, o Grande Recife Consórcio de Transportes determinou que os rodoviários da Região Metropolitana do Recife (RMR) terão que garantir a circulação de pelo menos 50% da frota de ônibus nos horários de pico (das 5h às 9h e das 16h às 20h) nesta sexta-feira. De acordo com a determinação do Grande Recife Consórcio de Transportes, 30% da frota deve estar nas ruas nos demais horários.
Fonte - Diário de Pernambuco  25/04/2017

sexta-feira, 23 de dezembro de 2016

Petroleiros começam greve nesta sexta-feira

Greve/Petroleiros  👷

A Federação Única dos Petroleiros (FUP) deu início nesta sexta-feira a paralisações em todo o país.Ao mesmo tempo, a Petrobras entrou na Justiça com um pedido de conciliação para prosseguir nas negociações salariais com os sindicatos. Os sindicatos rejeitaram a proposta de reajuste salarial da empresa.

Revista Amazônia
foto - ilustração/arquivo
Após aprovação em assembleias dos 13 sindicatos que a compõem, a Federação Única dos Petroleiros (FUP) deu início nesta sexta-feira a paralisações em todo o país. Ao mesmo tempo, a Petrobras entrou na Justiça com um pedido de conciliação para prosseguir nas negociações salariais com os sindicatos. Os sindicatos rejeitaram a proposta de reajuste salarial da empresa.
Na manhã desta sexta-feira, a Petrobras publicou, em sua intranet, texto em que comunica que protocolou pedido de conciliação no Tribunal Superior do Trabalho (TST) “diante da dificuldade nas negociações”.
Segundo a empresa, foram realizadas quatro reuniões e apresentadas quatro propostas junto aos sindicatos, “todas com avanços que buscaram atender às demandas apresentadas pelos sindicatos dentro das limitações financeiras da Petrobras”. Como não conseguiu chegar a um acordo e recebeu o indicativo de greve, a empresa optou pelo pedido de conciliação na Justiça.

Petrobras: Proposta justa
Em seu comunicado, a Petrobras esclarece que a medida “não pode ser confundida com um pedido de dissídio coletivo junto ao TST” e defende que sua proposta de reajuste salarial é justa diante das atuais restrições financeiras da companhia.
“A decisão da empresa foi tomada após avaliação de que o momento exige uma nova instância de negociação. A Petrobras entende que fez uma proposta justa, considerando a situação financeira da empresa, e que a conclusão desse processo, que já dura mais de três meses, é necessária e benéfica para todas as partes”, diz o texto.

Negociação de jornada fora do acordo
Na assembleia do Sindicato do Norte Fluminense, os trabalhadores condenam a inclusão na negociação salarial do debate sobre a redução da jornada de trabalho. Segundo ele, o tema deve ser negociado na Comissão de Regime de Trabalho.
“A proposta foi rejeitada porque a Petrobras insiste pautar a redução de jornada com redução de salário, mas que para a FUP deve ser tratada na Comissão de Regime de Trabalho, assim como a redução do número de horas extras realizado na companhia”, aponta documento da FUP em seu site.
Fonte - Revista Amazônia  23/12/2016

quinta-feira, 10 de novembro de 2016

Rodoviários confirmam paralisação na sexta-feira em Salvador

Notícias

Em Salvador, a paralisação acontece a partir das 3h30 por tempo indeterminado. Já os ônibus que circulam pela RMS vão parar das 4h às 8h.De acordo com o diretor de imprensa do Sindicato dos Rodoviários da Bahia, Daniel Mota, a paralisação em Salvador será, inicialmente, por tempo indeterminado.

A Tarde
foto - ilustração/arquivo
Os rodoviários decidiram, após assembleia, que vão suspender as atividades nas primeiras horas da manhã dessa sexta-feira (11) na capital baiana e na região metropolitana de Salvador (RMS). As mobilizações são por conta da greve geral contra a PEC 241 e o governo Temer, marcada para acontecer neste dia em todo o país.
Em Salvador, a paralisação acontece a partir das 3h30 por tempo indeterminado. Já os ônibus que circulam pela RMS vão parar das 4h às 8h.
De acordo com o diretor de imprensa do Sindicato dos Rodoviários da Bahia, Daniel Mota, a paralisação em Salvador será, inicialmente, por tempo indeterminado. "Posso confirmar que essa greve é por nossa solidariedade em relação à greve geral. Ainda não decidimos o critério do tempo, então, por enquanto, é por tempo indeterminado", disse.
Já o Sindicato dos Trabalhadores em Transporte Rodoviários Metropolitanos (Sindmetro) disse que a expectativa é que os ônibus voltem a circular a partir das 8h, desde que seja seguro para os motoristas. Caso contrário, a paralisação pode se estender. As greves em Salvador e RMS são independentes.
O secretário municipal de transporte, Fabio Motta, disse que as três empresas serão notificadas caso os carros não saiam das garagens pela manhã.

Metrô e trens
A assessoria de comunicação da CCR, empresa que administra o metrô de Salvador, informou que o metrô funcionará normalmente. Não haverá paralisação nas obras da linha 2.
O sindicato dos ferroviários anunciou que vai suspender as atividades até as 10h. Até lá, micro-ônibus farão o trajeto pela Avenida Suburbana.

Mais categorias
Os bancários também vão aderir à greve geral, mas até o meio-dia, quando as agências deverão funcionar normalmente. Policiais civis planejaram uma manifestação pela manhã, mas as delegacias permanecerão abertas durante todo o dia. A rede pública de ensino também vai parar. Instituições municipais vão repor as aulas no dia 19 de novembro. As estaduais ainda não se pronunciaram sobre reposições.
As prefeituras-bairro, assim como o comércio, devem funcionar normalmente.
Fonte - A Tarde  10/11/2016

quarta-feira, 5 de outubro de 2016

Bancários completam um mês de greve com abraço simbólico na Caixa no Rio

Greve/Bancos

Os bancários deram um abraço simbólico no prédio, aos gritos de “A Caixa é nossa” e “Fora Temer”. O ato terminou ao som do Hino Nacional.De acordo com um dos integrantes do comando de greve, Otacílio Ramalho, funcionário da Caixa, a oferta da Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) de reajuste de 7% e abono de R$ 3 mil é insuficiente para repor as perdas da categoria.

Akemi Nitahara
Repórter da Agência Brasil

foto - ilustração
Para marcar os 30 dias da greve dos bancários, a categoria fez, na tarde de hoje (5), no Rio de Janeiro, um ato no Largo dos Bancários e seguiu em passeata até a sede da Caixa Econômica Federal, também na Avenida Rio Branco, a cerca de 500 metros do local. Os bancários deram um abraço simbólico no prédio, aos gritos de “A Caixa é nossa” e “Fora Temer”. O ato terminou ao som do Hino Nacional.
De acordo com um dos integrantes do comando de greve, Otacílio Ramalho, funcionário da Caixa, a oferta da Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) de reajuste de 7% e abono de R$ 3 mil é insuficiente para repor as perdas da categoria.
“A proposta que eles fizeram foi 7% de reajuste com abono de R$ 3 mil, o que é absolutamente insuficiente. Só a inflação no último período foi de 9,62%. Além disso, o lucro dos bancos no primeiro semestre foi de R$ 30 milhões, só os cinco maiores bancos do país. Eles agora estão querendo fazer um acordo de dois anos, ou seja, não querem que os bancários lutem no ano que vem para enfrentar toda sorte de ataques contra a gente”.
Ramalho classificou o dia de hoje como “histórico” para a mobilização, pois, segundo ele, 90% dos funcionários da Caixa no Rio de Janeiro aderiram à greve. “Há um ataque profundo que está sendo feito, não só com a exigência das metas, que são absurdas, colocadas para as agências cumprirem. A empresa também mudou o normativo interno de recursos humanos, RH 184, que retira direitos antigos que a gente tinha, como a incorporação da função depois de 10 anos de trabalho, a retirada à revelia, sem qualquer motivo", disse.
A pauta de reivindicação dos bancários inclui 9,62% de reajuste e PLR (Participação nos Lucros e Resultados) no limite de três salários mais o limite escalonado de acordo com as funções. “Estamos querendo na Caixa a reposição das perdas, que chega a 60% dos salários calculados desde a implantação do Plano Real. Revogação da medida RH 184, isonomia dos direitos dos bancários de bancos públicos. Os que entraram a partir de 1998 não têm os mesmos direitos dos mais antigos”, disse Ramalho.
A proposta mais recente da Federação Nacional de Bancos (Fenaban) é do dia 28 de setembro, quando foi apresentado reajuste de 7% e um abono de R$ 3,5 mil, com aumento real de 0,5% para 2017.
De acordo com o funcionário da Caixa, uma reunião de negociação nacional com os bancos está marcada para o fim da tarde de hoje e, à noite, haverá outra reunião com a Caixa, quando deve ser apresentada nova proposta patronal. Se houver nova proposta, a categoria fará assembleia amanhã (6) para decidir os rumos da greve.
Fonte - Agência Brasil  05/10/2016

terça-feira, 4 de outubro de 2016

Bancários,após assembleia decidem manter greve

Greve/Bancos

Os trabalhadores, em assembleia realizada hoje, cobraram dos bancos uma proposta condizente aos seus altos lucros. Não vamos aceitar proposta rebaixada e queremos o fim das demissões”, disse Juvandia Moreira, presidenta do sindicato.

Elaine Patricia Cruz
Repórter da Agência Brasil

foto - ilustração
A greve dos bancários continua, segundo decisão tomada em assembleia feita hoje (3), em São Paulo, informou o Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região. Nesta segunda, a paralisação completou 28 dias.
“Os trabalhadores, em assembleia realizada hoje, cobraram dos bancos uma proposta condizente aos seus altos lucros. Não vamos aceitar proposta rebaixada e queremos o fim das demissões”, disse Juvandia Moreira, presidenta do sindicato.
Segundo o sindicato, oito centros administrativos e 804 agências bancárias, localizadas nas cidades-base do sindicato, estão paradas. O sindicato estima que mais de 28 mil trabalhadores participam da paralisação.
A última proposta apresentada pela Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) foi, segundo os bancários, no dia 28 de setembro, quando foi proposto reajuste de 7% e um abono de R$ 3,5 mil, com aumento real de 0,5% para 2017. Os bancários, no entanto, pedem reajuste de 14,78%, sendo 5% de aumento real.
Fonte - Agência Brasil  04/10/2016

segunda-feira, 19 de setembro de 2016

Sem acordo, greve dos bancários entra na terceira semana

Greve/Bancários

Na reunião de sexta feira, a Fenaban ofereceu aos bancários reajuste salarial de 7% e abono de R$ 3,3 mil. Os bancários não ficaram satisfeitos e decidiram manter a paralisação. Segundo a Fenaban, ainda não há data para novas negociações.

Da Agência Brasil
foto - ilustração/arquivo
Na última sexta feira (15), os bancários recusaram mais uma proposta da Federação Nacional de Bancos (Fenaban) e decidiram continuar a greve nacional, iniciada no último dia 6 e que completa hoje (19) 14 dias, com mais de 12 mil agências e 52 centros administrativos fechados, já na terceira semana de paralisação.
Na reunião de sexta feira, a Fenaban ofereceu aos bancários reajuste salarial de 7% e abono de R$ 3,3 mil. Os bancários não ficaram satisfeitos e decidiram manter a paralisação. Segundo a Fenaban, ainda não há data para novas negociações.
Os bancários reivindicam reposição da inflação de 9,57% e mais 5% de aumento real, valorização do piso salarial, no valor do salário mínimo calculado pelo Dieese (R$3.940,24), participação nos lucros, combate à meta abusiva, ao assédio moral e sexual, fim da terceirização, segurança e melhores condições de trabalho.
Fonte - Agência Brasil  19/09/2016

sexta-feira, 16 de setembro de 2016

Sem acordo, greve de bancários continua nesta sexta-feira

Greve/Bancários

Na oitava rodada de negociação, feita nesta quinta-feira (15), os bancos mantiveram a mesma proposta apresentada no dia 9: reajuste de 7% nos salários e benefícios e abono de R$ 3,3 mil, a ser pago dez dias após a assinatura do acordo.

Bruno Bocchini
Repórter da Agência Brasil
foto - ilustração/arquivo
Sem uma nova proposta da Federação Nacional de Bancos (Fenaban), os bancários decidiram continuar em greve nesta sexta-feira (16). Na oitava rodada de negociação, feita nesta quinta-feira (15), os bancos mantiveram a mesma proposta apresentada no dia 9: reajuste de 7% nos salários e benefícios e abono de R$ 3,3 mil, a ser pago dez dias após a assinatura do acordo.
“A nova proposta resulta numa remuneração superior à inflação prevista para os próximos 12 meses, com ganho expressivo para a maioria dos bancários”, disse a Fenaban, em nota, no dia 9. Os bancários, no entanto, pedem reajuste de 14,78% (5% de aumento real, mais a correção da inflação), 14º salário e participação nos lucros e resultados de R$ 8.297,61, entre outras demandas.
“Os banqueiros agem com total descaso ao tentar impor perdas de 2,39% aos bancários, já que insistem em não repor a inflação, e ainda, desvalorizar os funcionários, sem atender às demais reivindicações. Quem quer redução de salário? É inadmissível que o setor que continua a lucrar tanto, mesmo em tempos de crise, opte por um papel tão nefasto de falta de responsabilidade social com seus funcionários e com a economia do país”, disse Roberto von der Osten, um dos coordenadores do Comando Nacional dos Bancários.
A greve dos bancários começou terça-feira passada (6). Nesta quinta-feira (15), 12.608 agências e 49 centros administrativos tiveram as atividades paralisadas em todo o Brasil, segundo o sindicato dos bancários. O número representa 54% das agências no Brasil. A Fenaban não divulgou números.
Fonte - Agência Brasil  15/09/2016

terça-feira, 6 de setembro de 2016

Greve dos bancários fecha agências no país

Greve

A paralisação é por reajuste salarial, benefícios e contra demissões. A categoria reivindica aumento real de 5%, mais a reposição da inflação, de 9,31%. Os bancários protestam também contra o fechamento de postos de trabalho. No primeiro semestre deste ano, foram demitidos 7 mil trabalhadores do setor em todo o Brasil, segundo dados do sindicato.

Fernanda Cruz
Repórter da Agência Brasil

Rovena Rosa/Agência Brasil
A greve nacional dos bancários, aprovada por 140 sindicatos filiados à Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf/CUT), fechou agências em todo o país. O balanço com o número de agências paralisadas será divulgado no fim da tarde de hoje (6) pela Federação Brasileira de Bancos (Febraban) e pela Contraf.
A paralisação é por reajuste salarial, benefícios e contra demissões. A categoria reivindica aumento real de 5%, mais a reposição da inflação, de 9,31%. “Se olhar os acordos do primeiro semestre, você vai ver que 25% das categorias fecharam com aumento real este ano. "Por que os bancos, um setor que está ganhando dinheiro, com lucros astronômicos, vão fazer uma proposta rebaixada?”, disse Juvandia Moreira, presidenta do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região.
A Febraban oferece reajuste de 6,5% nos salários e benefícios, além de abono de R$ 3 mil, a ser pago de uma vez. “Somados, o abono e o reajuste representarão ganho superior à inflação na remuneração do ano da grande maioria dos funcionários do sistema bancário”, diz, em nota.

Demissões
Os bancários protestam também contra o fechamento de postos de trabalho. No primeiro semestre deste ano, foram demitidos 7 mil trabalhadores do setor em todo o Brasil, segundo dados do sindicato.
Em todo o país, cerca de 500 mil funcionários atuam no setor, que obteve lucro líquido de R$ 30 bilhões em seis meses, conforme estimativa do sindicato, que leva em conta o faturamento dos cinco maiores bancos do país.

São Paulo
Na grande São Paulo, são 130 mil funcionários. A greve afeta os call centers, onde atuam 20 mil trabalhadores, e as agências dos grandes centros comerciais. A reportagem esteve na região da Rua XV de Novembro e da Avenida Paulista, centros financeiros da capital, e verificou que a paralisação provocou filas de clientes em busca de atendimento.
Abel Divino da Cruz, de 63 anos, vendedor aposentado, pretendia receber o primeiro pagameno da aposentadoria hoje (6). Ele está há 4 meses sem receber. A Previdência Social lhe enviou uma carta para que comparecesse à agência do Banco do Brasil no centro para retirar o cartão bancário e, assim, finalmente sacar o benefício.
“Minhas panelas estão todas vazias. Fiquei feliz quando chegou essa carta para vir aqui hoje, dia 6. Pelo menos eu conseguiria almoçar. Estou comendo pão com mortadela esses dias todos”, lamentou.

Assembleia

A próxima assembleia da categoria foi marcada para segunda-feira (12), às 17h, na quadra dos bancários, na Rua Tabatinguera, número 192, na Sé. Os bancários participarão também do Grito dos Excluídos, protesto que ocorrerá amanhã (7), na Praça Oswaldo Cruz, na região da Avenida Paulista, a partir das 9h.

Contas
Durante a greve, os caixas eletrônicos funcionam normalmente e podem ser utilizados para o pagamento de contas. Os clientes podem usar também o internet banking ou casas lotéricas. Algumas redes de supermercados recebem o pagamento de boletos e contas de água, luz, gás e telefone. Os prazos de vencimento das contas continuam valendo, sendo que multas e juros poderão ser cobrados.
Fonte - Agência Brasil  06/09/2016

segunda-feira, 5 de setembro de 2016

Bancários entram em greve amanhã por tempo indeterminado

Notícias

Segundo o presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores nas Empresas de Crédito, Lourenço Prado, o movimento tem prazo indeterminado e não prejudicará a população. “A greve é nacional e com prazo indeterminado, porém os caixas vão continuar funcionando e os correspondentes bancários também funcionam normalmente.

Da Agência Brasil
foto - ilustração
Bancários de todo o país entram em greve nesta terça-feira (6), depois de rejeitar a proposta oferecida pela Federação Nacional dos Bancos (Fenaban). As reivindicações incluem reajuste salarial, reposição inflacionária de 5%, antecipação e reajuste na participação dos lucros, aumento do piso salarial, aumento do vale-alimentação, melhores condições de trabalho e plano de carreira. A greve, que será realizada em todo o território nacional, terá as condições definidas em assembleia a ser realizada hoje (5) em Brasília.
Segundo o presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores nas Empresas de Crédito, Lourenço Prado, o movimento tem prazo indeterminado e não prejudicará a população. “A greve é nacional e com prazo indeterminado, porém os caixas vão continuar funcionando e os correspondentes bancários também funcionam normalmente. A população não será afetada, os clientes especiais poderão ser atendidos conforme acordo com o sindicato. Não queremos trazer prejuízo à população, só vamos reivindicar nossos direitos. “
Prado disse ainda que a proposta apresentada está abaixo da inflação do período, que é de 9,57%. O pedido da categoria é de pelo menos 5% de aumento real. "Nossa reivindicação é de pelo menos 15% de reajuste salarial. O que eles oferecem é 2,8% abaixo da inflação do período", disse.
A proposta da Fenaban, rejeitada pela categoria, é de reajuste de 6,5% (para uma inflação de 9,57%) e abono de R$ 3 mil, que não incide sobre os salários, nem sobre o FGTS, as férias ou o décimo terceiro.
Fonte - Agência Brasil  05/09/2016

segunda-feira, 1 de agosto de 2016

Nova greve na Transurb nessa segunda (01/08)

Transportes sobre trilhos

As composições circularam apenas entre 5h30 e 8h30, e agora as partidas devem ocorrer somente entre 17h30 e 20h30, atendendo a um acordo firmado junto ao Tribunal Regional do Trabalho.

Renato Lobo - ViaTrolebus
foto - ilustração/arquivo
Funcionários da Trensurb voltaram a cruzar os braços nesta segunda-feira, 1º de Agosto. As composições circularam apenas entre 5h30 e 8h30, e agora as partidas devem ocorrer somente entre 17h30 e 20h30, atendendo a um acordo firmado junto ao Tribunal Regional do Trabalho.

Negociações
A empresa ofereceu proposta de reajuste de 8,28% sobre vale-refeição, cesta básica e demais auxílios. A proposta, de acordo com a Trensurb, atinge o limite máximo imposto pelo Departamento de Coordenação e Controle das Empresas Estatais do governo federal. Os trabalhadores querem reposição salarial de 9,28%, com base na inflação.

Atendimento
O sistema sobre trilhos da região metropolitana de Porto Alegre transporta por dia, 200 mil pessoas em 22 estações, com ao todo 44 quilômetros de extensão, e atende a seis cidades no entorno na capital gaucha.
Fonte - ViaTrolebus  01/08/2016

terça-feira, 31 de maio de 2016

Metroviários de São Paulo sem acordo podem entrar em greve amanhã

Transportes sobre trilhos

Os trabalhadores, representados pelo Sindicato dos Metroviários, pedem reposição de 10,82% além de 6,59% de aumento real. Na reunião de hoje, o Metrô ofereceu aos trabalhadores o índice sugerido pelo Ministério Público do Trabalho na audiência passada, de 10,03% de reajuste referente à inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (IPC-Fipe). 

Elaine Patricia Cruz
Repórter da Agência Brasil
foto - ilustração
Após mais de três horas de reunião, terminou sem acordo a audiência de conciliação entre sindicatos e representantes do Metrô de São Paulo, realizada na tarde de hoje (31) no Tribunal Regional do Trabalho da 2a Região (TRT-2).
Os trabalhadores, representados pelo Sindicato dos Metroviários, pedem reposição de 10,82% além de 6,59% de aumento real. Na reunião de hoje, o Metrô ofereceu aos trabalhadores o índice sugerido pelo Ministério Público do Trabalho na audiência passada, de 10,03% de reajuste referente à inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (IPC-Fipe). No entanto, ofereceu o reajuste de forma parcelada: metade seria paga agora em maio e, o restante, em novembro, o que foi rejeitado pelos metroviários.
Durante a reunião, foi proposto que o Metrô pagasse imediatamente os 7,5% de reajuste que a companhia tinha oferecido na audiência passada, deixando o restante, 2,53% para novembro. A companhia relutou. O tribunal permitiu, então, que a companhia desse, até as 18h30 de hoje, a resposta aos metroviários, momentos antes do início da assembleia na qual a categoria deve decidir se aceita essa proposta ou se entra em greve a partir de amanhã (1º).
"Até agora, não houve acordo. A empresa fez uma proposta que, na nossa opinião, continua bem ruim. Eles propuseram pagar a inflação do período (10,03%) pelo IPC da Fipe em duas parcelas, ou seja, você recebe a inflação do que já ocorreu e joga ainda para o futuro. É muito ruim uma proposta dessas. Além disso, nosso acordo coletivo teve o que chamamos de 'vários bodes', que eles põem para depois tirar, para dizer que são bonzinhos e mantiveram a redução do nosso 13º [salário], porque temos uma antecipação disso em janeiro, na metade do valor, e eles continuam insistindo em retirar essa antecipação", disse o presidente do sindicato, Altino de Melo Prazeres Júnior.
Caso os trabalhadores decidam, em assembleia, deflagrar a greve a partir de amanhã, o tribunal determinou o funcionamento de pelo menos 80% do serviço nos horários de pico e de 60% nos demais horários, sob pena de multa diária de R$ 100 mil.
Segundo Altino, os trabalhadores não tinham intenção de deflagrar a greve. "Não gostaríamos de fazer a greve, nem de pagar multa nenhuma, mas trabalhamos no mundo real. Não há como cumprir essas metas porque isso não cumprimos nem normalmente: para começar há vários trens parados no Metrô sem funcionários. Queria que o Metrô colocasse esses trens para funcionar para dar os 80%. Propusemos a catraca livre [mas não houve acordo]", acrescentou o sindicalista.
De acordo com o relator, desembargador Willy Santilli, a audiência ocorreu de forma positiva, embora não tenha havido acordo. "Todos foram educados, cooperativos, mas houve um conflito de interesse", disse Santilli.
Para o desembargador, não há como impedir que uma greve da categoria seja deflagrada. "A sociedade democrática tem que conviver com a greve. O mundo inteiro faz isso. Vivemos em uma sociedade democrática e temos que conviver com isso. A greve causa prejuízo para todo mundo. Para a empresa, para o trabalhador e para a população, mas é um instrumento fundamental para as pessoas conseguirem modificar suas vidas", disse Santilli aos jornalistas.
Ninguém do Metrô falou com jornalistas após a audiência.
Fonte - Agência Brasil  31/05/2016

quinta-feira, 26 de maio de 2016

Greve na França atinge transportes,postos de gasolina e depósitos petrolíferos

Internacional

A Confederação Geral do Trabalho indicou que a paralisação atinge as 19 centrais nucleares do país – que geram mais de 75% da eletricidade na França – mas não acredita que sejam desligados os 58 reatores, antes da redução da carga produzida.

Da Agência Lusa
Acessos a depósitos petrolíferos foram bloqueados
por trabalhadores - EPA/Christophe Petit Tesson
Os bloqueios dos centros industriais e de infraestruturas de transportes multiplicam-se hoje (26) na França, especialmente nas plataformas petrolíferas e centrais nucleares, em ações de protesto contra a reforma trabalhista.
A Confederação Geral do Trabalho indicou que a paralisação atinge as 19 centrais nucleares do país – que geram mais de 75% da eletricidade na França – mas não acredita que sejam desligados os 58 reatores, antes da redução da carga produzida.

Greve na França
O acesso a muitos depósitos petrolíferos estava pela manhã fechado por piquetes de greve, mesmo depois de as autoridades terem sido chamadas a agir em 11 bloqueios nos últimos dias. Aliás, seis das oito refinarias do país encontram-se total ou parcialmente fechadas, segundo a União Francesa de Indústrias Petrolíferas.
Como consequência, segundo o primeiro-ministro, Manuel Valls, entre 20 a 30% dos postos de combustíveis estavam desabastecidos.
Os piquetes de greve também bloquearam total ou parcialmente o acesso a centros industriais, como a zona portuária de Brest, uma área de fabrico de submarinos nucleares.
Ações semelhantes ocorreram em infraestruturas estratégicas como as pontes de Normandia e de Tancarville sobre o Rio Sena, no aeroporto de Nantes, na linha férrea entre Paris e Brest ou na autoestrada entre Bordéus e Baiona.
Também os controladores aéreos franceses estão em greve, tendo levado ao cancelamento de vários voos.
Esta é a oitava jornada de mobilização convocada pelos sindicatos, desde março, com o objetivo de exigir a retirada do projeto de lei da reforma trabalhista, que os sindicalistas acusa de destruir direitos.
A três semanas da abertura do Campeonato Europeu de Futebol 2016, o primeiro-ministro adiantou hoje que o projeto de lei para a reforma será aprovado neste verão, insistindo no argumento de que a lei “é boa para as empresas, boa para os trabalhadores e boa para os sindicatos”.
Destacou que está fora de questão “mudar de direção”, mas admitiu que possam ocorrer algumas modificações.
Fonte - Agência Brasil  26/05/2016

quinta-feira, 19 de maio de 2016

Rodoviários de Salvador aprovam manutenção de estado de greve

Transportes

Apesar de manter a mobilização, os trabalhadores evita decretar greve, já que estão na expectativa de chegar a um acordo com o patronato durante mesa de negociação agendada para acontecer nesta sexta, 20, às 10 horas, na Superintendência Regional de Trabalho e Emprego (SRTE).A categoria ainda protocolou um pedido de intervenção do Ministério Público do Trabalho (MPT) no diálogo com os empresários.

A Tarde
foto - ilustração
Os rodoviários aprovaram durante assembleia nesta quinta-feira, 19, a manutenção do estado de greve da categoria. Após encontro, eles saíram dos Aflitos em direção aos Barris. Eles voltam a se reunir nesta tarde, às 15 horas, no Sindicato dos Bancários.
Apesar de manter a mobilização, os trabalhadores evita decretar greve, já que estão na expectativa de chegar a um acordo com o patronato durante mesa de negociação agendada para acontecer nesta sexta, 20, às 10 horas, na Superintendência Regional de Trabalho e Emprego (SRTE).
A categoria ainda protocolou um pedido de intervenção do Ministério Público do Trabalho (MPT) no diálogo com os empresários.
Nesta quinta, o prefeito ACM Neto disse que não acredita que haja greve. Ele mantém conversa com os rodoviários e o patronato. "Tenho confiança que não haverá greve. Desde a semana passada estou conversando, apesar de não ser assunto que a Prefeitura tenha poder de decisão. Mas pode, deve e estou fazendo esse diálogo para tentar uma aproximação das propostas. Inicialmente, os empresários sequer tinham aceitado conversar sobre a pauta. Agora já sentaram e a pauta está avançando", afirmou Neto.
Caso não haja acordo, o diretor do sindicato da categoria, Daniel Mota, disse que a entidade pode deflagrar a greve a qualquer momento. "A diretoria está autorizada a decretar greve assim que achar oportuno", afirmou, alegando que os rodoviários devem tomar uma posição ainda no mês de maio, data-base da categoria.
Mota também não descarta a realização de paralisações. Ele explica que o sindicato pode realizar assembleias nas garagens de ônibus, o que atrasaria a saída dos coletivos. Contudo, Mota afirmou que ainda não há data prevista para esse tipo de mobilização aconteça. O sindicalista garante que não terá nenhuma paralisação nesta sexta, 20.
Eles pedem reajuste de 18% no salário, ticket-alimentação no valor de R$ 20 e a redução do desconto do auxílio-alimentação. Além disso, a categoria não aceita a prorrogação da data-base para novembro, como proposto pelos empresários.
Fonte - A Tarde  19/05/2016