UMA GRANDE NAÇÃO SE CONSTROI COM EDUCAÇÃO, CIDADANIA E SOBERANIA

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terça-feira, 15 de janeiro de 2019

Pescadores fecham ferrovia após aval para Samarco mudar indenização

Notícias  📻

O ato ocorre na altura da cidade de Baixo Guandu (ES). Os manifestantes instalaram barracas e afirmam que só deixarão o local após a revisão da decisão. A ferrovia foi escolhida como alvo do protesto porque é operada pela Vale, uma das acionistas da Samarco.Eles protestam contra a decisão da Justiça Federal de legitimar um entendimento da mineradora Samarco que afetará a indenização a ser paga aos atingidos da tragédia de Mariana (MG).

Léo Rodrigues
Repórter da Agência Brasil

foto - ilustração
Centenas de pescadores bloqueiam, desde ontem (14), a estrada de ferro que liga o estado Minas Gerais ao Espírito Santo. Eles protestam contra a decisão da Justiça Federal de legitimar um entendimento da mineradora Samarco que afetará a indenização a ser paga aos atingidos da tragédia de Mariana (MG).
O ato ocorre na altura da cidade de Baixo Guandu (ES). Os manifestantes instalaram barracas e afirmam que só deixarão o local após a revisão da decisão. A ferrovia foi escolhida como alvo do protesto porque é operada pela Vale, uma das acionistas da Samarco.
"Não esperávamos essa decisão. Temos um acordo que define o pagamento da indenização. E, de repente, eles arrumam uma liminar que muda as regras", dissee Aurindo Alves, pescador de Linhares (ES). "Está muito difícil. Provocaram uma tragédia nacional e agora não querem arcar com as consequências".
Em nota, a Vale disse que a manifestação causa transtorno a centenas de pessoas que usam diariamente o trem de passageiros. Por conta da interdição, a mineradora decidiu manter a circulação apenas nos dois sentidos entre Belo Horizonte e Governador Valadares (MG), suspendendo o deslocamento pelo Espírito Santo. Pessoas que já tenham adquirido bilhetes poderão reagendar a viagem ou obter o reembolso do valor. Ontem (14), os passageiros chegaram a ser realocados em ônibus alugados pela empresa, mas houve atraso na chegada ao destino final.
"A Vale reforça que a paralisação de ferrovia é crime e coloca em risco a segurança de passageiros, empregados e terceiros. Além de cerca de 2 mil passageiros diários, a estrada é responsável pelo transporte de minério de ferro, combustíveis, grãos, aço entre outros produtos, todos de grande importância para a economia brasileira", acrescenta a nota.

Auxílio
Passados mais de três anos do rompimento da barragem da Samarco, a pesca segue restrita em diversos municípios mineiros e capixabas da bacia do Rio Doce. A maioria dos pescadores ainda não conseguiu retomar integralmente suas atividades profissionais e recebem, todos os meses, um auxílio financeiro emergencial. Conforme o novo entendimento apresentado pela Samarco, e aceito pelo juiz Mário Franco Júnior, em decisão liminar, esses valores poderão agora ser descontados da indenização.
O auxílio financeiro emergencial é parte do Termo de Transação e de Ajustamento de Conduta (TTAC) firmado em maio de 2016 entre a Samarco, suas acionistas Vale e BHP Billiton, o governo federal e os governos de Minas Gerais e do Espírito Santo. Ficou acordado que as três mineradoras destinariam os recursos para a reparação de todos os danos e a Fundação Renova seria criada para administrar as ações necessárias. Também foi definido que o Comitê Interfederativo, composto por diversos órgãos públicos e presidido pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), estabeleceria as diretrizes para as medidas a serem tomadas e fiscalizaria o cumprimento do acordo.
O valor do auxílio corresponde a um salário mínimo, acrescido de 20% por dependente, somado ao custo de uma cesta básica. Conforme o entendimento que vigorava até então, esse pagamento não tinha natureza indenizatória. Em outubro de 2017, o Comitê Interfederativo publicou a deliberação 119 segundo a qual os valores do auxílio financeiro emergencial não poderiam ser descontados, deduzidos ou abatidos da indenização.
A liminar que altera esse entendimento é do dia 27 de dezembro do ano passado. O juiz Mário Franco Júnior lembra que a indenização leva em conta tanto os danos morais como as perdas materiais, incluindo-se o lucro cessante, isto é, o cálculo dos lucros que o atingido deixou de ter devido à interrupção de sua atividade produtiva.
"Não há qualquer diferença entre a natureza jurídica do pagamento do auxílio financeiro emergencial e os lucros cessantes, já que ambos, segundo consta do próprio TTAC, se prestam a indenizar (ou compensar) a perda da renda dos atingidos", disse o magistrado, concordando com o argumento da Samarco.
Responsável por representar judicialmente o Comitê Interfederativo, a Advocacia-Geral da União (AGU) se manifestou lembrando que o TTAC tem artigos diferentes que tratam do auxílio emergencial e da indenização, evidenciando que eles não se confundem. Segundo o juiz, o entendimento não tem amparo no ordenamento jurídico, pois o poder público não poderia impor às mineradoras uma obrigação de viés assistencialista e não indenizatória.
"Não se pode admitir, sob pena de completa subversão da teoria do direito, que o atingido e o poder público venham, por vias transversas, a experimentar um enriquecimento sem causa jurídica idônea", disse o juiz.

Recurso
O presidente da Colônia de Pescadores de Linhares (ES), Milton Jorge, informou que nesta quarta-feira (16) discutirá o assunto em uma reunião com um promotor do Ministério Público do Trabalho (MPT). "O que desencadeou a manifestação foi a liminar. Mas além disso, há pescador que ainda não está recebendo o auxílio e nem recebeu indenização", disse.
Leonardo Amarante, advogado das colônias que reúnem os 9 mil pescadores atingidos pela tragédia, prepara um recurso a ser apresentado ainda esta semana. Segundo ele, a liminar altera 1,5 mil acordos já firmados. Amarante lamentou ainda que nenhum pescador tenha sido ouvido. "A meu ver, essa decisão é nula porque foi violado o princípio elementar do contraditório", disse.
O advogado disse que há interpretações e decisões judiciais que vão endossar os variados entendimentos em torno da questão. Ainda assim, ele acredita que a decisão será revogada. Em sua visão, houve violação do princípio da honestidade, pois as mineradoras deveriam ter apresentado seu ponto de vista antes de firmar o acordo.
"Não é momento de se discutir isso. Que se discutisse no momento oportuno. Querer alterar tudo agora é complicado. Você não pode picotar um acordo que já foi feito para tirar o que é ruim para a empresa e manter somente o que é bom". Segundo ele, há pontos pactuados que são favoráveis às empresas, como o valor atribuído aos danos morais, que Amarante considera baixo.

Demora
Mesmo que o entendimento da Samarco prevaleça, cada pescador terá ainda assim o direito de se negar a fechar o acordo e contestar o cálculo na Justiça. Nesse caso, porém, a decisão final pode demorar. Amarante lembra que há ações movidas por vítimas do naufrágio da embarcação Bateau Mouche, ocorrido na costa do Rio de Janeiro, em 1988, sendo concluídas mais de 30 anos depois.
Segundo ele, a Justiça deveria atuar para proteger o princípio constitucional da dignidade humana. "O perigo na demora atinge mais o pescador do que a empresa, porque obviamente o bem jurídico da subsistência está acima do bem jurídico do patrimônio de duas das maiores empresas do mundo, me refero à Vale e à BHP Billiton".

Ministério Público
O Ministério Público Federal (MPF) informou que recorrerá da decisão. Já o Ibama informou que a questão está sendo analisada pela AGU. Procurada, a Samarco orientou a reportagem a procurar a Fundação Renova, que, por sua vez, informou que está em contato com as lideranças do movimento e encaminhou uma nota dizendo que a decisão não vai alterar o pagamento mensal do auxílio financeiro emergencial e apenas prevê que os valores sejam descontados na parcela anual de lucros cessantes.
"Desde 2015, já foram desembolsados R$ 1,3 bilhão em indenizações e auxílio financeiro emergencial destinados a mais de 26 mil pessoas. A Fundação Renova reafirma que todos os atingidos serão indenizados pela perda de renda comprovada, reiterando o seu compromisso com a integral reparação", diz o texto. Ainda segundo a nota, ninguém precisará devolver valores já pagos referente ao auxílio emergencial. "Até novembro de 2018, foram pagos R$ 1,3 bilhão em auxílios financeiros e indenizações", acrescenta o texto.
Fonte - Agência Brasil  15/01/2019

domingo, 29 de abril de 2018

A Saga do BRT - Ato de Cidadania 2

Cidadania  👪 👫

A sociedade civil esteve presente mais uma vez no canteiro Central da Av. Juraci Magalhães Jr. para realizar um ato em defesa do meio ambiente,da preservação do canteiro central da Avenida e do córrego local, contra a construção do sistema de BRT Lapa/Lip em Salvador que irá degradar o ambiente urbano na referida avenida com a construção de elevados e viadutos,inclusive com faixas  dedicadas para carros,além de estações elevadas para os ônibus e o tamponamento do braço remanescente do Rio Camarajipe.




foto - Pregopontocom


foto - Pregopontocom
foto - Pregopontocom


terça-feira, 29 de agosto de 2017

Servidores públicos vão parar nesta quarta em todo o Brasil contra desmonte do Estado

Política  👀

Servidores públicos vão paralisar suas atividades nesta quarta-feira no Rio e em várias cidades do Brasil contra as mudanças na carreira pública anunciadas pelo governo há duas semanas e o desmonte do Estado. Entre as mudanças estão o achatamento dos salários iniciais, aumento na contribuição previdenciária e adiamento do reajuste salarial.

Sputnik
Tomas Silva/Agência Brasil/Fotos Públicas
Dentre as paralisações de atividades previstas, estão a dos auditores federais agropecuários e funcionários do Banco Central em São Paulo e Brasília. Os auditores vão estender para esta quarta a interrupção na emissão de documentos destinados à exportação de gêneros agropecuários. Desde a metade julho, os servidores já não realizam operações do tipo às segundas e terças-feiras, em protesto pela reposição de funcionários aposentados e contra a contratação de temporários, dentre outras reivindicações. O dia de protestos foi convocado pelo Fórum das Carreiras de Estado (Fonacate) na última semana, e as ações específicas serão definidas por cada uma das 27 categorias associadas à instituição, que também repudia a limitação do salário inicial de novos servidores a R$ 5 mil.
Além das manifestações, as áreas jurídicas dos sindicatos dos servidores estão trabalhando de forma conjunta para definir quais são as melhores ações para contestar na Justiça as medidas do governo. Também deve ser apresentada uma denúncia formal das entidades à Organização Internacional do Trabalho (OIT) por descumprimento da Cláusula 151, que trata da negociação coletiva do funcionalismo público. O governo alega que, com o congelamento dos reajustes em 2018, será possível uma economia de R$ 9,8 bilhões, o que ajudaria a diminuir o déficit público. Entre as categorias afetadas estão professores, militares, policiais, auditores da Receita e do Trabalho, peritos do INSS, diplomatas, de carreiras jurídicas, entre outras. Também estão previstos cortes de benefícios como auxílio-moradia e ajuda de custo em caso de transferência.
Em entrevista exclusiva à Sputnik Brasil, Gualberto Tinoco, membro da executiva da Conlutas Rio, fala sobre estratégias e locais das manifestações.
"No Maracanã, eles vão fechar o trânsito na Radial Oeste, tem outras atividades que vão acontecer pelo restante do município e um setor grande do funcionalismo já vem a partir das nove da manhã na Assembleia Legislativa para barrar mais esse ataque ao serviço público e ao funcionalismo no Estado do Rio de Janeiro", diz Tinoco, lembrando que a cidade sedia diversas instituições federais de peso (Petrobras, Banco Central, Ministérios da Fazenda e do Trabalho, Nuclebrás, entre outras). "Os hospitais federais, em sua grande maioria, estão instalados aqui, e estão sofrendo um desmonte brutal, o que obriga os trabalhadores da Saúde a se colocarem mobilizados na defesa desses institutos e hospitais."
O membro da Conlutas Rio diz que a paralisação pretende ser em defesa do serviço público de forma geral, uma vez que pega as educações básica e superior e a saúde. A ideia, segundo ele, é que as manifestações sejam feitas em conjunto com outros estados.
"Há uma queda na arrecadação por causa da recessão e a única solução que se aponta é atacar os servidores públicos estaduais. O que está para ser votado agora na Alerj não só ataca o plano de carreira, mas também os triênios e uma série de conquistas que os servidores vinham acumulando há vários anos e que estão sendo cortados. Isso não significa melhoria no serviço público, significa reduzir o gasto para ter superávit para repassar dinheiro público para pagar dívida do governo federal e enriquecer banqueiros e empresários. Eles falam da economia que têm com o arrocho do servidor. O que não dizem é o quanto abrirão mão dos R$ 400 e tantos milhões para isenção e anistia fiscal", conclui Tinoco.
Fonte - Sputnik  29/08/2017

domingo, 23 de outubro de 2016

Protesto pede fim da violência contra as mulheres na Avenida Paulista

Direitos Humanos

Com faixas e palavras de ordem, as manifestantes chamaram atenção dos frequentadores da avenida, fechada para carros aos domingos, para o alto número de feminicídios no país.A manifestação foi organizada em solidariedade a mobilização feita na Argentina após o assassinato de Lucia Perez, de 16 anos, em Mar del Plata.

Daniel Mello
Repórter da Agência Brasil

Rovena Rosa/Agência Brasil
A violência contras mulheres foi alvo de um protesto na tarde de hoje (23) na capital paulista. As militantes se reuniram no vão-livre do Museu de Arte de São Paulo (Masp), na Avenida Paulista, região central da capital, e seguiram em passeata pela Rua Augusta até a Praça Roosevelt. Com faixas e palavras de ordem, as manifestantes chamaram atenção dos frequentadores da avenida, fechada para carros aos domingos, para o alto número de feminicídios no país.
“Não são crimes passionais. Não são homicídios apenas. São assassinatos que as vítimas sofrem por serem mulheres”, disse a coordenadora de juventude da União Brasileira de Mulheres, Maria das Neves, para explicar a diferença entre um feminicídio e um homicídio comum.
Para combater os assassinatos de mulheres, Maria das Neves defende a divulgação da lei que qualifica o feminicídio como crime hediondo e delegacias da mulher que funcionem 24h. A ativista disse que o Brasil é um dos países com maior número de homicídios praticados especificamente contra mulheres.
Lúcia Perez
A manifestação foi organizada em solidariedade a mobilização feita na Argentina após o assassinato de Lucia Perez, de 16 anos, em Mar del Plata. No dia 8 de outubro, ela foi estuprada, torturada e morta. Os criminosos lavaram o corpo da vítima, a vestiram e tentaram simular uma overdose ao levá-la a um hospital.
Na última quarta-feira (19), na Argentina, milhares de mulheres pararam suas atividades durante uma hora (das 13h às 14h) em uma greve simbólica contra o feminicidio e a violência de gênero e a discriminação contra a mulher no trabalho. No final da tarde, uma multidão, a grande maioria vestida de preto, reuniu-se em frente ao Obelisco – cartão-postal de Buenos Aires - e seguiram em passeata, sob chuva intensa, até a Praça de Maio, em frente ao palácio presidencial.
Apesar do caso ter acontecido no país vizinho, a estudante Manuela Pires, de 14 anos, diz que esse tipo de violência é também recorrente no Brasil. “Eu acho que o perigo e todas essas coisas que a gente está vendo na Argentina, são coisas que acontecem todos os dias na nossa rua, do lado de casa”, disse a jovem, que foi ao ato com as companheiras de um coletivo feminista formado na escola onde estuda.
“A gente está aqui com uma geração de mulheres que está lutando muito para mudar isso, para fazer com que a gente consiga andar por aí de cabeça erguida. Consiga não se intimidar e ter uma irmandade entre todas as mulheres para que todo mundo tenha voz”, disse.

Ranking do feminicídio
Segundo levantamento feito pela Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais (Flacso), a pedido da Organização das Nações Unidas (ONU), o Brasil ocupa a 5ª posição no ranking global de homicídios de mulheres entre os 83 países elencados. Fica atrás de El Salvador, Colômbia, Guatemala e Rússia.
A estimativa feita pelo mapa, com base em dados de 2013 do Ministério da Saúde, alerta para o fato de que a violência doméstica e familiar é a principal forma de violência letal praticada contra as mulheres no Brasil. A cada sete homicídios de mulheres, quatro foram praticados por pessoas que tinham relações íntimas de afeto com a vítima.
Conflito
Antes da passeata, as mulheres que participavam do ato trocaram provocações com manifestantes que protestavam em frente ao Masp pedindo a prisão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Durante alguns minutos, os grupos gritaram palavras de ordem um contra o outro. Policiais militares chegaram a se posicionar entre os dois protestos, mas não houve confusão.
Os manifestantes inflaram dois bonecos gigantes retratando Lula e o presidente do Senado, Renan Calheiros, em roupas de presidiários. Com bandeiras do Brasil e cartazes, os participantes do ato faziam ainda menções de apoio à Operação Lava Jato e ao juiz federal Sérgio Moro, que conduz as investigações em primeira instância. O protesto permaneceu em frente ao Masp.
Fonte - Agência Brasil  23/10/2016

domingo, 11 de setembro de 2016

Manifestantes ocupam Avenida Paulista em protesto contra governo Temer

Política

Organizado pela Frente Povo Sem Medo e pela Frente Brasil Popular, a manifestação pretende sair em passeata até o Parque do Ibirapuera, na zona sul da cidade.Os manifestantes carregam bandeiras e cartazes pedindo "Fora Temer" e "Diretas Já". O clima na Avenida Paulista é tranquilo, com música no carro de som da organização e com pessoas de diversas faixas etárias participando do ato.

Camila Boehm
Repórter da Agência Brasil
Camila Boehm
Repórter da Agência Brasil
Manifestantes se reúnem desde as 14h de hoje (11) na Avenida Paulista, região central de São Paulo, em ato contra o governo do presidente Michel Temer. Organizado pela Frente Povo Sem Medo e pela Frente Brasil Popular, a manifestação pretende sair em passeata até o Parque do Ibirapuera, na zona sul da cidade.
Guilherme Boulos, representante do Movimento dos Trabalhadores sem Teto (MTST), grupo que integra a Povo sem Medo, disse que, além dessa, novas mobilizações continuarão sendo convocadas no país. "Tem tido manifestações nos últimos dez dias. Talvez tenha sido o período mais intenso de mobilização nos últimos anos no Brasil. Teve mobilização quase todo dia", afirmou.
"Estamos na rua porque temos no Brasil hoje um governo ilegítimo, sem voto, que fraudou a soberania do voto popular e que, ao mesmo tempo, quer aplicar um programa que também não foi eleito pelo povo brasileiro, de ataque brutal aos direitos trabalhistas, previdenciários e sociais", explicou Boulos.

Clima
Segundo ele, isso vai gerar uma grave sequela na sociedade, "nas próximas gerações inclusive, se agora não formos para rua resistir e barrar esse projeto. Isso é o que está em jogo hoje".
Os manifestantes carregam bandeiras e cartazes pedindo "Fora Temer" e "Diretas Já". O clima na Avenida Paulista é tranquilo, com música no carro de som da organização e com pessoas de diversas faixas etárias participando do ato.
Presente ao ato, o presidente do Partido dos Trabalhadores, Rui Falcão, falou da importância das manifestações dos últimos dias.
"Todas essas manifestações estão voltadas para combater o golpe e agora combater o golpe significa eleições gerais, significa aumentar a pressão das ruas, mas também dar uma resposta na eleição. Aqui em São Paulo, por exemplo, os três candidatos que lideram as pesquisas apoiaram o golpe", concluiu Falcão.
Fonte - Agência Brasil  11/09/2016

sexta-feira, 9 de setembro de 2016

Servidores do Itamaraty fazem protesto em frente ao Planalto

Notícias

De acordo com a oficial de chancelaria e integrante da comissão de negociação Cristina Guelfi, desde 2008 grande parte das carreiras típicas de Estado passaram a ter remunerações por meio de subsídios, obtendo inclusive reajustes de 40% em alguns casos.

Pedro Peduzzi
Repórter da Agência Brasil
foto - ilustração
 
Cerca de cem servidores do Ministério das Relações Exteriores participaram de uma manifestação em frente ao Palácio do Planalto para pedir reajuste de 52,96% até 2019 para todas as carreiras do órgão. O percentual considera a defasagem salarial acumulada desde 2008.
De acordo com a oficial de chancelaria e integrante da comissão de negociação Cristina Guelfi, desde 2008 grande parte das carreiras típicas de Estado passaram a ter remunerações por meio de subsídios, obtendo inclusive reajustes de 40% em alguns casos.
“Estamos todos nos sentindo desprestigiados porque outras carreiras de Estado, como as da Polícia Federal (PF), Agência Brasileira de Inteligência (Abin) e de ministérios como o do Desenvolvimento, Indústria e Comércio e o do Planejamento tiveram aumento bem maior que os nossos”, disse a representante dos servidores do Itamaraty. “Além disso, enquanto os diplomatas ganham [salário inicial] entre R$ 15 mil e R$ 21 mil, os demais servidores de nível superior da área administrativa recebem salários iniciais entre R$ 7 mil a R$ 10 mil”, acrescentou.
Segundo ela, as expectativas de apoio do ministro das Relações Exteriores, José Serra, têm sido frustradas. “Ele é um ministro forte e poderoso, mas não apoia nosso pleito de equiparação salarial às demais carreiras correlatas. A pergunta que queremos fazer é: por que só o Itamaraty ficou de fora e não teve esses aumentos?”.
A servidora explica que a preocupação em não conseguir as reivindicações fica maior em função do ajuste fiscal que está sendo implantado pelo governo. “Esse contexto de ajuste fiscal coloca em risco nossas demandas. Ainda mais porque o governo tem colocado a culpa [das dificuldades financeiras pela qual passa] nos servidores”.
Contatado pela Agência Brasil, o Palácio do Planalto informou que, por enquanto, não se pronunciará sobre as demandas apresentadas pela categoria. O Ministério das Relações Exteriores também não comentou a manifestação dos servidores.
Fonte - Agência Brasil  09/09/2016

domingo, 8 de maio de 2016

Paralisação do metrô de Recife atingiu quase 100 mil usuários

Transportes sobre trilhos

Segundo o presidente do Sindicato dos Metroviários do Recife, Diogo Morais, a insegurança no Metrô do Recife foi agravada pela saída dos policiais ferroviários federais de suas funções e pelas brigas de torcidas.Ao todo, 1,9 mil trabalhadores fazem parte da categoria.

Diário de Pernambuco
foto - ilustração
O metrô do Recife deve voltar a operar normalmente a partir das 5h desta segunda-feira (9), após passar todo o domingo (8) fechado em virtude do jogo entre Santa Cruz e Sport. A expectativa é de que quase 100 mil pessoas deixaram de ser atendidas pelo modal durante o período de paralisação.
A decisão foi tomada na última sexta-feira (6) numa forma de protesto contra a falta de segurança no sistema, agravada por atos de vandalismo e violência nos trens e estações em dias de jogos. Treze trens da Linha Centro e 7 trens da Linha Sul estão sem circular neste domingo
Segundo o presidente do Sindicato dos Metroviários do Recife, Diogo Morais, a insegurança no Metrô do Recife foi agravada pela saída dos policiais ferroviários federais de suas funções e pelas brigas de torcidas.Ao todo, 1,9 mil trabalhadores fazem parte da categoria.
"É uma luta nossa para resolver um problema que afeta a sociedade como um todo. Queremos resguardar a integridade física dos funcionários, da população e do patrimônio público. Sempre que há atos de vandalismo em dias de jogos, a consequência no dia seguinte é a redução da frota de trens", disse Diogo.

Nova paralisação
Na próxima terça-feira (10) os metroviários vão parar novamente, em apoio a uma ação da Central Única de Trabalhadores (CUT) em todo o Brasil em protesto contra o processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff.
Fonte - Diário de Pernambuco  08/05/2016

sábado, 7 de maio de 2016

Metroviários de Recife param em protesto neste domingo por falta de segurança

Transportes sobre trilhos

Treze trens da Linha Centro e 7 trens da Linha Sul ficarão sem circular. No total, 1930 trabalhadores fazem parte da categoria. Segundo o presidente do Sindicato dos Metroviários do Recife, Diogo Morais, a insegurança no Metrô do Recife foi agravada pela saída dos policiais ferroviários federais de suas funções e pelas brigas de torcidas. 

Diario de Pernambuco
foto - ilustração
Quem for usuário do metrô vai ter de procurar outro meio de transporte neste domingo. Os metroviários do Recife vão cruzar os braços em protesto contra a falta de segurança no sistema, agravada por atos de vandalismo e violência nos trens e estações em dia de jogos. Sport e Santa Cruz farão, a partir das 16h, a final do campeonato pernambucano.
Treze trens da Linha Centro e 7 trens da Linha Sul ficarão sem circular. No total, 1930 trabalhadores fazem parte da categoria. Segundo o presidente do Sindicato dos Metroviários do Recife, Diogo Morais, a insegurança no Metrô do Recife foi agravada pela saída dos policiais ferroviários federais de suas funções e pelas brigas de torcidas.
"É uma luta nossa para resolver um problema que afeta a sociedade como um todo. Queremos resguardar a integridade física dos funcionários, da população e do patrimônio público. Sempre que há atos de vandalismo em dias de jogos, a consequência no dia seguinte é a redução da frota de trens."
A decisão de parar no dia da "Final das Multidões" foi tomada durante assembleia da categoria na noite dessa sexta-feira. Na próxima terça-feira, dia 10, os metroviários vão parar novamente, em apoio a uma ação da Central Única de Trabalhadores (CUT) em todo o Brasil em protesto contra o processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff.

Alternativa
Os torcedores que quiserem ir à Ilha do Retiro de transporte público terão, a partir das 13h, dez ônibus a disposição. Os coletivos estarão distribuídos nos Terminais Integrados de Afogados (quatro), da PE-15 (cinco) e no Terminal de Rio Doce (um). Para voltar para casa, 13 ônibus sairão do Terminal Integrado Joana Bezerra.
Fonte - Diário de Pernambuco  07/05/2016

domingo, 1 de maio de 2016

Manifestantes contrários ao impeachment acampam no centro de Belo Horizonte

Dia do Trabalho

A concentração do ato começou às 10h, na Praça Afonso Arinos, e foi convocada pela Frente Brasil Popular, composta por diversas entidades e movimentos sociais.Na Praça da Liberdade, foi montado um acampamento para realizar atividades políticas e culturais ao longo dos próximos dias, a fim de mobilizar a população para resistir contra o processo em curso no Senado Federal.

Leo Rodrigues
Correspondente da Agência Brasil

Léo Rodrigues/Agência Brasil
Manifestantes contrários ao impeachment da presidenta Dilma Rousseff fizeram uma manifestação hoje (1º), no centro de Belo Horizonte, quando foi comemorado no país o Dia do Trabalhador. Na Praça da Liberdade, foi montado um acampamento para realizar atividades políticas e culturais ao longo dos próximos dias, a fim de mobilizar a população para resistir contra o processo em curso no Senado Federal.
Houve discussão na porta do edifício onde mora o senador Antônio Anastasia (PSDB), no bairro de Lourdes. Anastasia é ex-governador de Minas Gerais e atual relator do processo de impeachment no Senado. Um grupo de 50 manifestantes protestava no local, o que gerou bate-boca com pessoas favoráveis ao afastamento da presidenta Dilma Rousseff que passavam pelo local. O muro do edifício também foi pichado com a expressão “PSDB golpista”. Segundo a Polícia Militar, os ânimos se acalmaram e ninguém foi detido. O síndico do edifício registrou ocorrência de dano, mas autor da pichação não foi identificado.
Segundo a presidenta da (CUT-MG), Beatriz Cerqueira, o acampamento na Praça da Liberdade será por tempo indeterminado. "Não temos data para sair. Vamos avaliando pela conjuntura. A ideia é fazer daqui um lugar para debate do momento atual. Vimos anteontem, por exemplo, a justiça mineira tomar a decisão de impedir que as pessoas discutam o impeachment. Vamos nos manter vigilantes e debater todos esses ataques à democracia", explicou referindo-se à decisão do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) que, na sexta-feira (29), proibiu a realização de uma assembleia de estudantes da Faculdade de Direito da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).
A concentração do ato começou às 10h, na Praça Afonso Arinos e foi convocada pela Frente Brasil Popular, composta por diversas entidades e movimentos sociais. As lideranças se revezaram no microfone para lembrar a importância do 1º de maio para os trabalhadores. Para Beatriz Cerqueira, o ato resgatou o espírito do movimento sindical: "Nos últimos anos, o 1º de maio foi lembrado com festas e sorteios pelo movimento sindical. Esta não é uma data para festa, é uma data para luta. E este é o 1º de maio mais importante. Nos últimos 15 anos, nunca fomos tão atacados como agora. O cenário que se vislumbra é terrível para os trabalhadores do campo e da cidade, do mercado formal ou informal".

Leo Rodrigues/Agência Brasil
Na Praça da Liberdade, foi montado um acampamento para realizar atividades políticas e culturais

História
A greve dos metalúrgicos do ABC paulista foi lembrada pelo deputado estadual Durval Ângelo (PT. "Foi a mobilização em 1º de maio de 1978que deu um passo fundamental para derrubar a ditadura militar alguns anos depois. Historicamente, esta data sempre esteve vinculada à luta pelas liberdades democráticas. Hoje, vivemos uma situação análoga. Há um risco de retrocesso no Brasil e de perda de direitos", comparou.
A deputada federal Jô Moraes (PCdoB) disse que os trabalhadores precisaram deixar em segundo plano pautas tradicionais presentes em manifestações dos anos anteriores. "Sem dúvida, a marca principal desse Primeiro de Maio é a defesa da democracia, mais do que os avanços em direitos e salários. Porque se já é difícil para os trabalhadores lutar num ambiente democrático, nós não temos dúvidas de que será muito mais complicado com essa agenda apresentada pelo Michel Temer que nos leva de volta ao passado. Os mais prejudicados serão os trabalhadores", alertou.
Integrante do Movimento de Luta nos Bairros, Vilas e Favelas (MLB), Leonardo Péricles considera que a saída é crescer a unidade dos grupos de esquerda. O MLB não integra a Frente Brasil Popular. Movimentos que faziam oposição à gestão da presidente Dilma Rousseff se articularam em um outro grupo: a Frente Povo Sem Medo. Embora críticos das alianças que o PT realizou, defendem que este é um momento de mobilização conjunto e por isso se solidarizam com os atos da Frente Brasil Popular.
Mais cedo, aproximadamente 50 pessoas se reuniram na Praça da Liberdade para manifestarem apoio ao deputado federal Jair Bolsonaro (PSC). Eles gritavam palavras de ordem e exaltavam o deputado e o coronel do Exército Brilhante Ustra, condenado pela justiça de São Paulo por comandar sessões de tortura durante o regime militar, quando chefiava o Doi-Codi na capital paulista. O coronel foi homenageado por Bolsonaro em seu voto a favor da admissibilidade do impeachment da presidenta Dilma Rousseff.
Ainda assim, o servidor público Júnior Amaral, de 28 anos, entende que o deputado não quer a ditadura de novo no Brasil: "Nem ele e nem nenhum de nós aqui pede a ditadura. Isso é uma forma de a esquerda tentar deturpar a nossa manifestação. O que defendemos são os valores que existiam na época do regime militar, que eram o respeito ao país, a educação moral e cívica nas escolas, a segurança pública. A sociedade era muito mais segura. Naquela época, era cerceada a liberdade dos guerrilheiros. E, sinceramente, onde há guerrilheiros, sou a favor de que as forças policiais atuem para nos garantir a liberdade".
Júnior Amaral explica que a mobilização para o ato foi feita pela internet e que o objetivo é se contrapor a uma ditadura de opinião aliada à ideologia de esquerda que estaria vigorando no país: "A imprensa dá uma conotação distorcida da verdade. Os livros do Ministério da Educação dão a versão do governo federal. Por exemplo, o problema do movimento gay é que eles buscam privilégios e distorcem a opinião de quem tem opinião diferente. Ninguém aqui é contra homossexual. Mas não concordamos que crianças de seis anos sejam educadas nas escolas a partir de causas homossexuais. Essa é a posição do Bolsonaro, mas por ele ser autêntico e espontâneo, acaba dando abertura para interpretações equivocadas".
Houve a preocupação de que pudessem ocorrer conflitos com a marcha da Frente Brasil Popular, que vinha da Praça Afonso Arinos com destino ao mesmo local. A Polícia Militar, porém, conseguiu negociar com as lideranças dos dois movimentos para que houvesse compatibilidade entre os horários de saída e de chagada de cada manifestação. Ainda assim, discussões mais acaloradas ocorreram com críticos do deputado Jair Bolsonaro que passavam pelo local. Os policiais intervieram e prenderam uma pessoa, segundo eles, por desobediência.
Fonte - Agência Brasil  01/05/2016

quinta-feira, 14 de abril de 2016

Rodoviários de Salvador param das 4h às 8h nesta sexta (15) em protesto contra o golpe

Política

A paralisação acontece em apoio ao Dia Nacional em Defesa da Democracia e contra o "golpe", proposto pela Central Única dos Trabalhadores (CUT). A categoria é contra o impeachment da presidente Dilma Rousseff.

A Tarde
foto - ilustração
Os rodoviários de Salvador vão paralisar as atividades na manhã desta sexta-feira, 15. De acordo com o sindicato da categoria, os ônibus vão permanecer nas garagens das 4h da manhã até as 8h. A decisão foi tomada em reunião no começo da noite desta quinta-feira, 14.
A paralisação acontece em apoio ao Dia Nacional em Defesa da Democracia e contra o "golpe", proposto pela Central Única dos Trabalhadores (CUT). A categoria é contra o impeachment da presidente Dilma Rousseff.
O sindicato informou ainda que manifestações devem ocorrer também entre representantes do comércio e dos bancos. Um ato no Campo Grande está marcado para as 15h.
Fonte - A Tarde   14/04/2016

quinta-feira, 31 de março de 2016

Ato em Salvador protesta contra impeachment com música e gritos de ordem

Política

Manifestantes que saíram do Campo Grande, um pequeno bairro de Salvador, se uniram ao grupo que saiu do centro. Com a união dos dois grupos, participavam da passeata, além de partidos políticos, movimentos sociais, centrais sindicais e representantes de grupos minoritários, como pessoas da comunidade LGBT (lésbicas, gays, bissexuais, travestis, transexuais e transgêneros) e indígenas da etnia Pataxó, da região sul da Bahia.

Sayonara Moreno
Correspondente da Agência Brasil

Sayonara Moreno/Agência Brasil
Ao som de músicas como Cálice, de autoria de Chico Buarque e Gilberto Gil, e de gritos como "Não vai ter golpe", representantes de centrais sindicais, movimentos sociais e da sociedade civil fizeram hoje (31), uma caminhada no centro de Salvador contra o impeachment da presidenta Dilma Rousseff.
Um trio elétrico acompanhou o percurso, onde representantes discursaram em apoio à presidenta Dilma. Uma banda em um microtrio elétrico cantou músicas de resistência à ditadura, ao som da guitarra baiana. Segundo a Polícia Militar, cerca de 12 mil pessoas estiveram no ato.
Manifestantes que saíram do Campo Grande, um pequeno bairro de Salvador, se uniram ao grupo que saiu do centro. Com a união dos dois grupos, participavam da passeata, além de partidos políticos, movimentos sociais, centrais sindicais e representantes de grupos minoritários, como pessoas da comunidade LGBT (lésbicas, gays, bissexuais, travestis, transexuais e transgêneros) e indígenas da etnia Pataxó, da região sul da Bahia. Um deles é Kâhu Pataxó, que disse ter vindo à capital somente para participar do ato, junto com outros familiares da etnia.

Sayonara Moreno/Agência Brasil
Indígenas da etnia Pataxó, da região sul da Bahia, foram para Salvador participar do ato

"Viemos apenas para defender a democracia, para as pessoas entenderem que não se tira presidente eleito pelo povo se não houve crime. Crime é negar nossos direitos e esquecer das minorias. Estamos aqui para dizer que queremos continuar lutando pelos nossos direitos e não daremos espaço para a bancada da bala, da Bíblia e do boi, que é a favor do impeachment e contra os nossos direitos", disse o Kâhu.

Vaias na OAB
Durante a caminhada, alguns manifestantes pararam em frente à sede da seccional baiana da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), na Avenida Joana Angélica, onde vaiaram advogados que apoiam o pedido deimpeachment de Dilma e gritaram a frase "A verdade é dura, a OAB apoiou a ditadura". Enquanto isso, um grupo de advogados participou do ato contra o impedimento da presidenta segurando uma faixa em apoio à democracia.
"O impeachment não tem respaldo na legislação brasileira, principalmente porque quem defende é uma oposição inconformada com o resultado das urnas. Estamos resistindo à saída da presidenta e vamos continuar lutando até a última gota de sangue e suor", disse o advogado baiano Túlio Tavares.
O ato foi escolhido para o dia de hoje, "Dia Nacional de Mobilização contra o Golpe e em Defesa dos Direitos Sociais", que faz referência a 31 de março de 1964, quando ocorreu o golpe que deu início à ditadura militar no país.

Homenagem
Sayonara Moreno/Agência Brasil
Ato em Salvador fez uma homenagem aos perseguidos pelo governo militar

Ao chegar no Campo da Pólvora, antigo Campo dos Mártires, os participantes, inclusive do Grupo Ditadura Nunca Mais, fizeram uma homenagem aos perseguidos pelo governo militar.
"Como somos contrários ao golpe, lembramos amigos e familiares que foram perseguidos e mortos pela ditadura. Aqui [Campo da Pólvora ] está o monumento que homenageia 32 pessoas que desapareceram na ditadura. Eu tive uma irmã e um cunhado, que desapareceram no fim dos anos 70 e até hoje não tivemos informação sobre o que fizeram com eles, que foram à guerrilha do Araguaia. Isso não pode se repetir, a democracia é vital para o avanço do Brasil", disse a vice-presidente estadual do grupo Tortura Nunca Mais, Diva Santana.
Na Praça do Campo da Pólvora, em frente ao monumento onde estão os nomes dos militantes perseguidos na ditadura, os manifestantes cantaram, em coro, a canção Para Não Dizer que Não Falei das Flores, de Geraldo Vandré, música considerada hino de resistência contra a ditadura militar. Na placa onde estão os nomes dos desaparecidos, foram colocadas flores e o nome de cada um foi lido por Diva Santana, do grupo Tortura Nunca Mais.
Os manifestantes continuaram na praça, em frente ao Fórum Ruy Barbosa, onde cantaram e entoaram frases contra o impeachment, ao som de tambores.
Fonte - Agência Brasil   31/03/2016

terça-feira, 8 de dezembro de 2015

Movimentos vão às ruas contra o golpe e pelo desenvolvimento

Política

Para o Secretário-Geral da CUT, Sérgio Nobre, o discurso do impeachment ataca a democracia, o Estado de direito, além de desrespeitar o voto da população que elegeu a presidente. Centenas de pessoas, entre sindicalistas e militantes do PT e do PCdoB, saíram da Candelária em direção à Petrobras e à Cinelândia, onde deve ser realizado o Ato Político, com apresentação de Monarco, Nelson Sargento, Tantinho da Mangueira, Zé Luiz do Império e Wilson Moreira. 

Jornal do Brasil
JB
Um ato organizado pela Central Única dos Trabalhadores (CUT) e movimentos sociais ocupa as ruas do Centro do Rio de Janeiro nesta terça-feira (8), contra a tentativa de golpe e a favor do desenvolvimento do país. Centenas de pessoas, entre sindicalistas e militantes do PT e do PCdoB, saíram da Candelária em direção à Petrobras e à Cinelândia, onde deve ser realizado o Ato Político, com apresentação de Monarco, Nelson Sargento, Tantinho da Mangueira, Zé Luiz do Império e Wilson Moreira.
"A partir das 20h, grandes nomes estarão reunidos sambando na cara do golpe", diz a CUT-Rio, em nota publicada no website. "Com apoio da Central Unica dos Trabalhadores, vamos sambar para espantar os golpistas", completa.
Para o Secretário-Geral da CUT, Sérgio Nobre, o discurso do impeachment ataca a democracia, o Estado de direito, além de desrespeitar o voto da população que elegeu a presidente. “Quando você tem a mudança na lógica social, isso incomoda muita gente, por isso vemos se acirrar na sociedade brasileira expressões de racismo, homofobia, preconceito social. A democracia e a igualdade são valores muito importantes para nós, mas para haver distribuição de renda, alguns vão perder privilégios e é natural que isso incomodasse. Cabe a nós, forjados na luta pela democracia, defender esse valor tão caro”, disse ao portal da Central Única dos Trabalhadores.

JB
A CUT também destaca a necessidade de uma agenda positiva no país. “Temos propostas para o desenvolvimento e o primeiro passo é encerrar a crise política que paralisa a economia em nome de interesses mesquinhos e individuais. Chega de terceiro turno, a hora é de o Brasil retomar o crescimento, há muito a se fazer e não aceitaremos imposições de um grupo que não respeita o resultado das eleições e que insiste em desempregar milhares de postos de trabalho, ao invés de propor saídas para o crescimento e desenvolvimento, no melhor exemplo da política de quanto pior, melhor", completou Nobre.

Ato em Defesa da Democracia e do Desenvolvimento

16h – Concentração em frente à Igreja da Candelária
17h – Caminhada até a Sede da Petrobras
18h – Caminhada até a Cinelândia, onde será realizado o Ato Político
Fonte - Jornal do Brasil  08/12/2015

quinta-feira, 29 de outubro de 2015

Manifestação de mulheres no Rio pede saída de Cunha da presidência da Câmara

Política

O ato ocorreu na Cinelândia, tradicional local de manifestações políticas no centro do Rio.As posições do parlamentar a favor de uma legislação mais restritiva ao aborto e o envolvimento dele no recebimento de recursos desviados da Petrobras, segundo investigações da Operação Lava Jato, foram alvos de críticas das participantes.

Vladimir Platonow
Repórter da Agência Brasil
Vladimir Platonow/Agência Brasil
Uma manifestação que reuniu principalmente mulheres pediu hoje (28) a saída do deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) da presidência da Câmara. O ato ocorreu na Cinelândia, tradicional local de manifestações políticas no centro do Rio. As posições do parlamentar a favor de uma legislação mais restritiva ao aborto e o envolvimento dele no recebimento de recursos desviados da Petrobras, segundo investigações da Operação Lava Jato, foram alvos de críticas das participantes.
As ativistas saíram em passeata da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), onde acompanharam, durante a tarde, a votação do relatório final da Comissão Parlamentar de Inquérito sobre o aborto no estado, classificado pelas feministas como um retrocesso.
Na caminhada até a Cinelândia, as manifestantes pararam em frente ao escritório político de Eduardo Cunha, no Largo da Carioca, e, com faixas e cartazes, protestaram contra o Projeto de Lei (PL) 5.069, que dificulta a realização de abortos por mulheres vítimas de estupro, pois ficam obrigadas a fazer boletim de ocorrência em delegacia policial para comprovar a violência sexual.

Vladimir Platonow/Agência Brasil
As ativistas acompanharam a votação do relatório final da Comissão Parlamentar de Inquérito sobre o aborto 

“Este ato é contra o PL 5.069, que burocratiza o processo, pois, em vez da pessoa ir receber tratamento médico, ela primeiro tem que fazer um boletim de ocorrência. Isso é uma crueldade com a vítima, que está fragilizada e precisa de amparo. A maioria das pessoas não concorda com o tipo de postura que ele [Cunha] tem, não só em relação aos desvios [de dinheiro] e à conta na Suíça, mas quanto à atitude dele, que é muito retrógrada”, disse a estudante de história Luisa Lima de Moraes.
“O Cunha tem uma série de projetos de lei bastante complicada e com grande chance de aprovação, como o que proíbe a pílula do dia seguinte, que é um direito das mulheres, principalmente as que foram estupradas ou sofreram algum tipo de abuso sexual”, afirmou a universitária Gisele Tanaka, que faz doutorado em planejamento urbano.
Segundo a estudante, as denúncias de desvio de dinheiro também pesam contra o deputado. “É o motivo mais óbvio, mais escancarado, que devia levar à imediata saída do cargo de liderança no Congresso e também fazer ele sofrer um processo judicial”.
Fonte - Agência Brasil  28/10/2015

domingo, 4 de outubro de 2015

Etnias do Tocantins 'boicotam' Jogos Mundiais Indígenas em Palmas

Jogos Mundiais Indígenas

Krahôs e Apinajés desistem da primeira edição dos Jogos Mundiais Indígenas, em Palmas, e criticam realização do evento.A competição inédita acontece na Amazônia entre os dias 23 de outubro e 1º de novembro e vai reunir 23 povos nacionais e grupos indígenas de outros 22 países.

Portal Amazônia
Cabo de guerra é uma das modalidades que estarão presentes
nos Jogos Mundiais Indígenas.
foto - Divulgação/Prefeitura de Porto Seguro
MANAUS - Duas etnias tocantinenses desistiram de participar dos Jogos Mundiais Indígenas na cidade de Palmas, no Tocantins. Os Krahôs e os Apinajés, duas das sete etnias indígenas que vivem no Estado, criticam a realização do evento por diferentes motivos. A competição inédita acontece naAmazônia entre os dias 23 de outubro e 1º de novembro e vai reunir 23 povos nacionais e grupos indígenas de outros 22 países.
O objetivo dos Jogos é a integração das diferentes populações, assim como o resgate e a celebração das culturas tradicionais. Entretanto, agora nem todas as etnias veem a realização do evento com bons olhos. O líder indígena dos Krahôs, Renato Krahô, explica que um conjunto de motivos levou a sua etnia a desistir da competição, entre eles a falta de transparência da organização dos Jogos.
"As pessoas que estão à frente são muito fechadas das decisões, nas opiniões. Eles não acatam, não dão oportunidade para outras pessoas falarem. Isso acaba interferindo em muitas coisas. Por exemplo, aqui no Tocantins são sete povos indígenas. Foram escolhidos só quatro. No nosso entender, correto mesmo seria chamar todas as etnias do Estado, ainda mais por ser a sede. Nós não sabemos os critérios para selecionar os povos".
Já os representantes da etnia Apinajé divulgaram uma carta em apoio aos Krahô. Antônio Apinajé explicou que o momento não é de comemoração.
"A gente sente que não tem clima hoje no país para realizar um evento como esse, que vai envolver centenas de povos, sendo que a situação não é boa. Hoje, o país inteiro reclama a situação das terras sem demarcar, demarcações paralisadas, falta de monitoramento e proteção dos territórios. A questão da violência também. Quando as lideranças resolvem manifestar contra estas coisas erradas, aí tem a violência contra as lideranças".

Ameaças aos direitos indígenas
Sara Sanchéz, coordenadora do Conselho Indigenista Missionário (Cimi) na região, acredita que a postura dos indígenas é condizente com a realidade vivida.
"Existem mais de 180 propostas legislativas que tramitam no Congresso Nacional. Estas propostas querem liberar as terras indígenas para o agronegócio, para os grandes empresas, para os grandes projetos de infraestrutura, para os grandes projetos de geração de energia principalmente usina hidrelétrica, e para a mineração. A mais preocupante é a PEC 215, que está em projeto de votação no Congresso Nacional".
A PEC 215 é uma proposta de emenda à Constituição, que transfere do Executivo para o Congresso Nacional a responsabilidade pela demarcação das terras indígenas, bem como a confirmação ou não das áreas já demarcadas.
Por meio de nota, a Funai afirmou que a decisão de não participar dos Jogos ou de qualquer outro evento é autônoma de cada povo. Porém, a instituição reconhece que o atual momento é de graves ameaças aos direitos indígenas; especialmente no que se refere às propostas em curso no Congresso Nacional.
Também por nota, o Comitê Intertribal Memória e Ciência Indígena (ITC), que organiza o evento, explica que os critérios para seleção dos participantes são os mesmos desde as edições nacionais. São eles: etnia, crenças e conservação dos costumes. O Comitê informa ainda que, no caso das etnias brasileiras, também foi pré-requisito a participação em alguma edição dos Jogos Nacionais, que acontecem desde 1996. Bom comportamento e cumprimento das regras nas edições passadas também contaram como pontuação para conquistar uma vaga nos I Jogos Mundiais dos Povos Indígenas.
Participam como apoiadores dos jogos o Ministério do Esporte, a Prefeitura de Palmas e o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD).
Fonte - Portal Amazônia  03/10/2015

quinta-feira, 2 de abril de 2015

Entidades pedem que Gilmar Mendes apresse análise de financiamento de campanha

Política

Segundo o diretor da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Ismael César, o objetivo do ato é exigir que Gilmar Mendes faça a devolução para que o Supremo dê continuidade à votação. “Amanhã completa-se um ano do pedido de vista do processo....

Andreia Verdélio
Repórter da Agência Brasil 
Ag.Brasil
Brasília - Cerca de 40 pessoas protestaram hoje (1º), na Praça dos Três Poderes, contra a demora no julgamento, pelo Supremo Tribunal Federal (STF), da Ação Direta de Inconstitucionalidade nº 4.650, que estabelece normas para as eleições, entre elas o financiamento de campanhas. O alvo era o ministro do STF Gilmar Mendes, que em 2 de abril de 2014 pediu vista do processo e ainda não fez a devolução para que o julgamento seja retomado.
Segundo o diretor da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Ismael César, o objetivo do ato é exigir que Gilmar Mendes faça a devolução para que o Supremo dê continuidade à votação. “Amanhã completa-se um ano do pedido de vista do processo, que trata de financiamento de empresas a partidos políticos, e esse ato é um esculacho, exigindo que o Gilmar Mendes devolva esse processo, haja vista que temos 6 votos a 1 favoráveis à aprovação, contra o financiamento privado”, disse.
Ag.Brasil
A reportagem não conseguiu contato com a assessoria do ministro, pois não há expediente hoje no STF, em virtude do feriado da Semana Santa.
Para Ismael César, o modelo atual de financiamento de campanhas políticas favorece a corrupção. "As empresas, na realidade, fazem um empréstimo aos parlamentares e depois esse recurso é devolvido por meio de processos de corrupção. Portanto, combater a corrupção significa garantir que o financiamento seja público e não empresarial.”
Fonte - Agência Brasil  01/04/2015

quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

Polícia usa bomba de gás para dispersar protesto na Central do Brasil

Transporte público RJ

O grupo protesta contra o aumento da passagem de ônibus,as tarifas vão passar de R$ 2,75 para R$ 3 a partir do próximo dia 8....

Vladimir Platonow 
Repórter da Agência Brasil 
foto - ilustração
A polícia usou bombas de gás lacrimogêneo para dispersar os manifestantes que ocupavam a estação de trem Central do Brasil. O grupo protesta contra o aumento da passagem de ônibus. As tarifas vão passar de R$ 2,75 para R$ 3 a partir do próximo dia 8, conforme anunciado pela prefeitura.

Do lado de fora, manifestantes atearam fogo em pilhas de lixo no meio da rua. Dentro da estação, os manifestantes pediam que os passageiros pulassem as roletas. O policiamento foi reforçado com a presença de homens do Batalhão de Choque. Os manifestantes tentaram chegar à plataforma de embarque, quando foram impedidos pela polícia.

O clima é tenso na central, principal estação de trem do Rio, de onde partem todos os ramais. As lojas que funcionam na central fecharam as portas. Apesar do tumulto, o transporte de passageiros não foi interrompido.
Fonte - Agência Brasil  06/02/2014

quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

Manifestantes pulam catracas de trens em ato contra aumento do ônibus no Rio

Protestos

Protesto chegou a interditar pista da avenida Presidente Vargas


Mascarados estimularam passageiros a passar em catracas sem pagar

Ariel Subirá / Futura Press
Estadão Conteúdo
Manifestantes realizam nesta quinta (30) um ato contra o aumento do valor da passagem de ônibus, anunciado na quarta (29) pela Prefeitura do Rio de Janeiro. A tarifa passará de R$ 2,75 para R$ 3 a partir do dia 8 de fevereiro.
O grupo, que chegou a interditar por volta das 18h30 a pista central da avenida Presidente Vargas, entraram na Central do Brasil e estimularam passageiros a pularem as catracas.
Segundo a Supervia, concessionária responsável pelo serviço de trens, por volta das 20h30 as catracas foram liberadas e todos os passageiros puderam passar sem pagar, para evitar que os manifestantes quebrassem os equipamentos.

Passe livre
O decreto sobre o aumento de passagens de ônibus de R$ 2,75 para R$ 3 foi publicado no Diário Oficial nesta quinta. Na mesma publicação, a prefeitura divulgou a criação do passe livre universitário e o aumento do número de gratuidades para estudantes da rede pública. Os alunos dos ensinos médio e fundamental passam a ter direito a 76 gratuidades por mês — um acréscimo de 16.
O decreto determina ainda a gratuidade a universitários cotistas e bolsistas do ProUni, que tinham direito a pagar meia. O total de passagens também será de 76 por mês. O benefício será estendido aos universitários com renda familiar per capita de até um salário mínimo, mesmo que seja de uma instituição particular.
Fonte - R7.com  30/01/2014

sábado, 25 de janeiro de 2014

Moscou adverte Estados Unidos a não interferir na situação da Ucrânia

Internacional

Voltaram a acontecer manifestações em Kiev na madrugada deste sábado, 25


Em entrevista à televisão russa, o ministro dos Negócios Estrangeiros da Rússia, Sergei Lavrov, advertiu os Estados Unidos a não interferir nos acontecimentos da Ucrânia. Lavrov disse que discutiu a crise ucraniana com o secretário de Estado americano, John Kerry, durante a conferência Genebra-2, para a paz na Síria, e que, então, chamou a atenção de seu colega dos EUA para o fato de que “agora é muito importante não interferir nos acontecimentos e evitar quaisquer declarações que apenas agravarão a situação”. E Lavrov concluiu: “Espero que ele tenha me ouvido.”Um oposicionista fotografa a linha de defesa da polícia, em Kiev, durante a trégua de sexta-feira, 24
Na sexta-feira, 24, o Secretário de Estado John Kerry tinha reafirmado o apoio dos Estados Unidos aos manifestantes ucranianos, dizendo que Washington está trabalhando com os seus aliados e altos funcionários do Governo da Ucrânia para pôr fim à violência entre as forças de segurança e os oposicionistas. “Nós estamos com o povo da Ucrânia”, proclamou Kerry no Fórum Econômico Mundial de Davos, na Suíça.
Neste sábado, 25, o líder do partido Svoboda (Liberdade), Oleg Tyahnibok, apoiado por dois outros oposicionistas, Vitali Klitschko e Arseni Yatsenyuk, convocou os ucranianos a criar unidades de defesa contra o Governo, e a tomar o poder em suas próprias mãos.
Na noite de sexta-feira para sábado foram reiniciados no centro de Kiev os confrontos entre manifestantes e a polícia. Milhares de pessoas ainda continuam na Praça de Independência. Durante toda a madrugada os manifestantes queimaram pneus e reforçaram suas barricadas, sendo ouvidos aguns tiros.
Ainda durante o dia da sexta-feira, 24, durante a breve trégua nas manifestações, as autoridades e a oposição acordaram em conceder anistia aos manifestantes detidos durante os protestos em Kiev. A informação foi do presidente do país, Viktor Ianukovich. Segundo ele, na reunião da quinta-feira, 23, foi acordado que aceitariam a decisão do Parlamento de introduzir uma lei da anistia para todos os que foram detidos durante o processo das manifestações, inclusive os radicais, mas que não tenham cometido crimes graves.
No dia 19 de janeiro os protestos da oposição em Kiev tiveram os confrontos intensificados entre os oposicionistas e as forças policiais. Os grupos mais radicais tentaram romper o cordão de isolamento em volta da quadra do Governo, jogando coquetéis molotov nos policiais. Durante os confrontos, três manifestantes morreram.
Fonte - Diário da Russia  25/01/2014

quarta-feira, 23 de outubro de 2013

Rússia retira acusação de pirataria contra ativistas do Greenpeace

Internacional


A Justiça russa amenizou as acusações aos ativistas do Greenpeace detidos no Ártico quando faziam um protesto. Entre os 30 ativistas está a brasileira Ana Paula Maciel. As acusações de pirataria foram substituídas pelas de vandalismo

Da Agência Brasil
Com informações da Télam, da Itar-tass e da Lusa

Brasília - A Justiça russa amenizou as acusações aos ativistas do Greenpeace detidos no Ártico, quando faziam um protesto em barco de bandeira holandesa, em águas internacionais. Entre os 30 ativistas detidos na Rússia está a brasileira Ana Paula Maciel, 31 anos. As acusações de pirataria foram substituídas pelas de vandalismo.
A informação foi divulgada pela agência de notícias estatal russa Itar-Tass. Segundo a agência, as perspectivas não são favoráveis à libertação dos ativistas. Pouco antes, a Rússia rejeitou o recurso de arbitragem apresentado pela Holanda ao Tribunal Internacional dos Direitos do Mar para libertar os ativistas. “A Rússia comunicou à Holanda e ao Tribunal Internacional do Direito do Mar que não aceita a arbitragem no caso do barco Artic Sunrise”, informou o Ministério dos Assuntos Exteriores russo, em comunicado.
No dia 18 de setembro, 28 ativistas da Greenpeace, um operador de câmera e um fotógrafo foram detidos pela guarda costeira russa, que abordou o barco da organização. Pouco antes, dois ativistas subiram em uma plataforma petrolífera do consórcio russo Gazprom, com o objetivo de denunciar os danos ao Ártico, resultantes da extração de petróleo.
Os detidos estão em prisão preventiva até, pelo menos, 24 de novembro. A pena para a nova acusação é de até sete anos de reclusão. Com a acusação anterior, eles podiam ficar presos por até 15 anos. Até agora, todos os recursos para aguardar o julgamento em liberdade impetrados pelos ativistas foram recusados.
Fonte - Agência Brasil  23/10/2013