Mostrando postagens com marcador Protestos. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Protestos. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 14 de junho de 2024

Manifestantes vão às ruas contra PL que equipara aborto a homicídio

Direitos Humanos 👩

Texto na Câmara prevê pena de até 20 anos para mulher que abortar. O Projeto de Lei 1904/24 prevê que o aborto realizado acima de 22 semanas de gestação, em qualquer situação, passará a ser considerado homicídio, inclusive no caso de gravidez resultante de estupro. A pena será de seis a 20 anos para mulher que fizer o procedimento.

Elaine Patrícia Cruz/Ag.Brasil
foto - Paulo Pinto/Ag.Brasil
Manifestantes realizaram atos nesta quinta-feira (13) em diversas cidades do país, como São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília, contra o projeto de lei que equipara o aborto a homicídio, e argumentam que a aprovação da proposta, que tramita na Câmara dos Deputados, vai colocar em risco a vida de milhares de brasileiras, especialmente meninas, que são as principais vítimas da violência sexual no país, além de desrespeitar os direitos das mulheres já previstos em lei. O Projeto de Lei 1904/24 prevê que o aborto realizado acima de 22 semanas de gestação, em qualquer situação, passará a ser considerado homicídio, inclusive no caso de gravidez resultante de estupro. A pena será de seis a 20 anos para mulher que fizer o procedimento.
Atualmente, a legislação permite o aborto ou a interrupção de gravidez em casos em que a gestação decorre de estupro, coloca em risco a vida da mãe e de bebês anencefálicos. Não está previsto um tempo máximo da gestação para que seja realizado. Na legislação atual, o aborto é punido com penas que variam de um a três anos de prisão, quando provocado pela gestante; de um a quatro anos, quando médico ou outra pessoa provoque um aborto com o consentimento da gestante; e de três a dez anos, para quem provocar o aborto sem o aval da mulher. Na noite de ontem (12), a Câmara dos Deputados aprovou urgência para a votação do projeto de lei, ou seja, o texto pode ser votado diretamente no plenário sem passar por discussão nas comissões. Em São Paulo, o protesto foi realizado na Avenida Paulista, em frente ao Museu de Arte de São Paulo (Masp), sob gritos de "Criança não é mãe", "Respeitem as mulheres" e "Fora Lira" [Arthur Lira, presidente da Câmara dos Deputados].
Para as manifestantes, a aprovação da proposta vai afetar principalmente as crianças, cujos casos de abuso sexual e gestações demoram a ser identificados, resultando em busca tardia aos serviços de aborto legal. De acordo com dados do Fórum de Segurança Pública, 74.930 pessoas foram estupradas no Brasil em 2022. Desse total, 61,4% eram crianças com até 13 anos de idade. “Esse projeto de lei é totalmente inconstitucional, uma vez que ele coloca em risco milhões de meninas que serão obrigadas a serem mães dos filhos de seus estupradores e mulheres que serão obrigadas a levar uma gestação sendo vítima de violência sexual”, disse Rebeca Mendes, advogada e diretora-executiva do Projeto Vivas - entidade que atua junto a mulheres que necessitam de acesso ao aborto legal, em entrevista à Agência Brasil. Outra crítica é que se o projeto de lei for aprovado, a pena para as mulheres vítimas de estupro será maior do que a dos estupradores, já que a punição para o crime de estupro é de 10 anos de prisão, e as mulheres que abortarem, conforme o projeto, podem ser condenadas a até 20 anos de prisão. “Esse PL protege o estuprador, não a vítima. E isso diz muito sobre a nossa sociedade”, acrescentou. Quem também participou do ato na Avenida Paulista foi Jennyffer Tupinambá, uma mulher indígena do povo Tupinambá de Olivença e que sofreu violência sexual quando criança. “”Estou aqui na Paulista muito emocionada. Fui vítima de violência sexual na primeira infância, entre os 3 e 11 anos, e poderia ter engravidado. Olho isso hoje sabendo que nossos representantes iriam me forçar a ter um filho de um estuprador. Esse é um trauma que até hoje, aos 40 anos, tento superar. E não há superação. Como é que uma vítima, que está totalmente abalada e traumatizada, poderia ser mãe?”, questionou ela. “É inadmissível que hoje o Brasil esteja aceitando isso e que deputados estejam direcionando o que o nosso povo deve fazer”, ressaltou. No ato, houve críticas ao presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), por ter colocado o projeto de lei em votação. “Hoje estamos aqui contra o absurdo que foi feito pelo presidente [da Câmara dos Deputados] Arthur Lira, onde ele, em 23 segundos, conseguiu colocar em risco milhões de meninas e mulheres que são vítimas de violência sexual. Nossos direitos foram barganhados em 23 segundos ontem no Congresso Nacional”, disse Rebeca Mendes.
Na Câmara, Lira afirmou que o projeto foi colocado em votação para ser apreciado em regime de urgência após acordo entre os líderes partidários. Em maio deste ano, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), suspendeu uma resolução do Conselho Federal de Medicina (CFM) que proibia a utilização da chamada assistolia fetal para interrupção de gravidez. O procedimento é usado pela medicina nos casos de abortos previstos em lei, como o caso de estupro.
Fonte - Agência Brasil  13/06/2024

sexta-feira, 5 de janeiro de 2024

Estudantes protestam contra alta na tarifa do transporte por trilhos (São Paulo)

Transportes sobre trilhos  🚇

O ato ocorreu sob forte chuva. Mesmo assim, os manifestantes decidiram caminhar do vão livre do Museu de Arte de São Paulo (MASP), na Avenida Paulista, até a Praça Roosevelt, no centro da capital. Desde a última segunda-feira (1º), a população de São Paulo paga mais caro para utilizar o Metrô e os trens metropolitanos. As passagens subiram de R$ 4,40 para R$ 5,00

Elaine Patricia Cruz
Repórter da Agência Brasil 
Foto - Rovena Rosa Ag.Brasil
Diversas pessoas se reuniram nesta quinta-feira (4), na Avenida Paulista, em São Paulo, para protestar contra o aumento no preço das tarifas de transporte coletivo sobre trilhos, decretado pelo governador Tarcísio de Freitas. O ato ocorreu sob forte chuva. Mesmo assim, os manifestantes decidiram caminhar do vão livre do Museu de Arte de São Paulo (MASP), na Avenida Paulista, até a Praça Roosevelt, no centro da capital. Desde a última segunda-feira (1º), a população de São Paulo paga mais caro para utilizar o Metrô e os trens metropolitanos. As passagens subiram de R$ 4,40 para R$ 5. O aumento, no entanto, não ocorreu nos ônibus, que são administrados pela prefeitura de São Paulo. Nos ônibus da capital paulista, o preço das passagens foi mantido em R$ 4,40. A prefeitura também anunciou gratuidade para esse tipo de transporte aos domingos. “Contra a tarifa eu vou lutar. Sou estudante e São Paulo vai parar”, cantaram os manifestantes, a maior parte formada por estudantes. “Ei, Tarcísio, deixa eu te falar. Ou abaixa a tarifa ou São Paulo vai parar”, gritaram. Tentativa de privatização Para os manifestantes, o aumento da tarifa em São Paulo está aliado a uma tentativa do governador de São Paulo de privatizar o transporte público. “O ato de hoje é uma manifestação contra o aumento da tarifa e pelo passe livre”, disse Diego Ferreira, diretor de políticas educacionais da União Nacional dos Estudantes (UNE). “Somos também contra a privatização de um espaço que é público. O transporte deve ser público. Ele deve ser acessado por toda a população não só para ir à universidade, mas para ter direito à cidade. A privatização, além de sucatear um serviço de transporte que é público, também faz com que as pessoas não tenham acesso à cidade. E sabemos que, com a privatização, as tarifas vão aumentar”, acrescentou Ferreira, em entrevista à Agência Brasil. Segundo Sofia Rocha, dirigente do Diretório Central dos Estudantes da Universidade de São Paulo (DCE Livre Alexandre Vannucchi Leme), o ato de hoje tem também várias outras bandeiras. “Estamos retomando também as pautas de 2013 como o passe livre e a tarifa zero para os trabalhadores”, argumentou. Segundo os manifestantes, o aumento na tarifa provoca uma série de problemas, entre eles, o crescimento da evasão escolar. “A gente sabe que a evasão hoje está institucionalizada. E nós, da UNE, defendemos o passe livre e entendemos que ele é um avanço nesse processo. A falta de assistência estudantil e de políticas efetivas nesse cenário faz com que se amplie agora a luta pelo passe livre não só em São Paulo, mas em todo o Brasil. O aumento da tarifa em São Paulo foi significativo. Foi um aumento de R$ 0,60 e isso não é fácil. No final do mês, é ali que iria o seu almoço da semana, é ali que iria o seu lanche no intervalo das aulas. Sabemos que isso vai influenciar e muito [no aumentou da evasão escolar]”, protestou Ferreira. Para Sofia, os mais prejudicados com esse aumento são os estudantes mais pobres. “Ele prejudica claramente os estudantes mais vulnerabilizados. Um estudante precisa se locomover para ir para a universidade ou para a escola. Esse aumento na tarifa é pesado para o bolso. Então, é fundamental estar nessa luta”, finalizou. Procurado pela Agência Brasil, o governo de São Paulo ainda não se manifestou sobre o protesto.
Fonte - Agência Brasil 04/01/2024

terça-feira, 13 de agosto de 2019

Manifestantes voltam às ruas em defesa de mais recursos para educação

Educação  📖

Segundo a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), há atos agendados em ao menos 170 cidades dos 26 estados, além do Distrito Federal. A manifestação nacional é uma continuidade da mobilização de maio, organizada em defesa da manutenção das verbas para o ensino superior. Para a União Nacional dos Estudantes (UNE), os contingenciamentos anunciados pelo governo afetam não só o ensino superior, mas também a educação básica, o ensino médio e programas de alfabetização.

Alex Rodrigues
Repórter da Agência Brasil

Marcelo Camargo/Agência Brasil
Convocados por entidades sindicais e movimentos estudantis, professores, técnico-administrativos e estudantes participam hoje (13), em várias cidades do país, de atos contra o contingenciamento de recursos da educação, em defesa da autonomia das universidades públicas e contra a reforma da Previdência.
Segundo a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), há atos agendados em ao menos 170 cidades dos 26 estados, além do Distrito Federal. A manifestação nacional é uma continuidade da mobilização de maio, organizada em defesa da manutenção das verbas para o ensino superior. Para a União Nacional dos Estudantes (UNE), os contingenciamentos anunciados pelo governo afetam não só o ensino superior, mas também a educação básica, o ensino médio e programas de alfabetização.
De acordo com a UNE, os protestos também são contra a proposta do Ministério da Educação (MEC) de instaurar o programa Future-se, que, segundo a pasta, busca o fortalecimento da autonomia administrativa, financeira e da gestão das universidades e institutos federais. Para as entidades sindicais e movimentos estudantis, o projeto transfere atribuições dos governos para o mercado.

Distrito Federal
Um pequeno grupo de manifestantes começou o dia fechando parte da Rodovia DF-075, também conhecida como Estrada Parque Núcleo Bandeirante (EPNB), que liga o centro da capital federal a outras regiões administrativas no sentido de Goiânia. Portando faixas e cartazes com palavras de ordem contra o bloqueio de verbas para a educação, o grupo queimou pneus, interrompendo parcialmente o tráfego de veículos.
Pouco antes das 9h, profissionais da educação, estudantes, sindicalistas e outros manifestantes começaram a se concentrar no Conjunto Cultural da República, na Esplanada dos Ministérios. Devido à concentração de pessoas, três faixas do Eixo Monumental tiveram que ser bloqueadas ao tráfego de veículos enquanto os manifestantes caminhavam em direção ao Congresso Nacional. A certa altura, participantes da 1ª Marcha das Mulheres Indígenas, que também protestavam na Esplanada dos Ministérios, uniram-se ao ato.
A Secretaria de Educação do Distrito Federal não suspendeu as aulas nas quase 700 escolas públicas da rede de ensino, mas ainda aguarda informações das coordenações regionais para fazer um balanço do impacto dos atos. “A pasta terá o balanço no decorrer do dia e reitera que as aulas não ministradas durante a paralisação deverão ser repostas, em datas a serem definidas pelas direções das escolas, ainda neste semestre, garantindo o cumprimento dos 100 dias letivos por semestre”, informou a secretaria, em nota.
Principal instituição universitária da capital, a Universidade de Brasília (UnB) suspendeu as atividades. A paralisação dos docentes foi aprovada em assembleia geral realizada ontem (12), pela associação que representa a categoria, mas a adesão efetiva caberá a cada professor.

Pernambuco
No Recife, embora a Universidade Federal de Pernambuco não tenha suspendido as aulas, professores e técnicos de vários departamentos dos três campi (Recife, Caruaru e Vitória de Santo Antão) da instituição aderiram ao movimento e não compareceram ao trabalho. Alunos de outras instituições, como o Instituto Federal, também não tiveram aulas. Um grande ato está agendado para as 14h, na Rua da Aurora, em frente ao Ginásio Pernambucano. Além da capital, manifestações foram agendadas em, pelo menos, outras quatro cidades do estado: Arco Verde, Caruaru, Garanhuns e Petrolina, de acordo com a CNTE.

Bahia
Em Salvador, manifestantes se reuniram no Largo do Campo Grande, de onde saíram em caminhada até a Praça Castro Alves. Expondo faixas e cartazes, o grupo pediu mais investimentos em educação. No mesmo horário (10h), uma manifestação semelhante ocorria em Feira de Santana.

Ceará
Em Fortaleza, os manifestantes se concentraram na Praça da Gentilândia, no bairro Benfica. Participam professores, estudantes e outros trabalhadores da educação. Segundo a Central Única dos Trabalhadores (CUT), ao menos 12 cidades cearenses devem sediar alguma atividade alusiva à mobilização ao longo do dia, entre elas Juazeiro do Norte, Sobral e Itapipoca.
Fonte - Agência Brasil  13/08/2019

quinta-feira, 13 de junho de 2019

Que assim seja!

Ponto de Vista  🔍

Com o peso e a importância cresce a responsabilidade dos trabalhadores e do movimento sindical.O Brasil que trabalha, parando no dia 14, dará um recado muito claro de repúdio ao fim das aposentadorias e à deforma da Previdência.O sucesso da greve que será medido por sua efetividade e abrangência ficará patente quando se constatar que o Brasil parou. 

João Guilherme Vargas Netto - Portogente 
foto - ilustração/arquivo
O turbilhão que agita os mundos jurídico e político brasileiros faz crescer o peso e a importância da greve geral do dia 14 de junho.
Com o peso e a importância cresce a responsabilidade dos trabalhadores e do movimento sindical.
O Brasil que trabalha, parando no dia 14, dará um recado muito claro de repúdio ao fim das aposentadorias e à deforma da Previdência.
Nestes dias que precedem a greve todos os esforços devem ser feitos para que tenha sucesso.
Bandeiraços nas ruas, coleta de assinaturas do abaixo-assinado, assembleias nos locais de trabalho, reuniões para organização da jornada, feitura e distribuição de materiais e esforço para difundir nas mídias grandes e nas mídias sociais a palavra de ordem da greve e sua motivação preenchem os dias que nos separam da sexta-feira.
O sucesso da greve que será medido por sua efetividade e abrangência ficará patente quando se constatar que o Brasil parou. Parou o transporte público, pararam os bancos, pararam as escolas, as empresas pararam.
Depois deste berro que no silêncio das cidades será mais ouvido os trabalhadores e o movimento sindical demonstrarão sua relevância e aumentarão sua influência nas discussões congressuais sobre a deforma com peso renovado.
Levando-se em conta as experiências dos dias 15, 26 e 30 de maio, com manifestações maciças e ordeiras e a quase passividade (até agora) do governo e dos empresários, pode-se prever no dia 14 uma jornada forte e pacífica. Que assim seja.
*João Guilherme Vargas Netto é analista político e consultor sindical
Fonte - Portogente  13/06/2019

terça-feira, 4 de junho de 2019

Dia, hora, minuto

Ponto de Vista  🔍

Na nova conjuntura criada pelo movimento,em defesa da educação, torna-se muito relevante o esforço de fortalecer a unidade de ação, transferindo-se o centro das preocupações para o combate à deforma da Previdência e efetivação da greve geral do dia 14 de junho, sem abandono, é lógico, da pauta original pela Educação.Trata-se agora de organizar de maneira duradoura e efetiva o impulso nobre fortalecendo cada vez mais a rede de instituições representativas para a continuidade do movimento.

João Guilherme Vargas Netto* - Portogente
foto - ilustração/Web
Todos os elogios devem ser feitos às direções estudantis da UNE e da UBES e de milhares de grêmios, DCEs, centros acadêmicos e movimentos pela brilhante vitória das manifestações do dia 30 de maio.
Souberam, com presciência, antecipar as necessidades da luta pela Educação e garantiram, com empenho, a pauta unitária. O estudantado, o professorado e a sociedade os apoiaram maciçamente e ordeiramente.
Trata-se agora de organizar de maneira duradoura e efetiva o impulso nobre fortalecendo cada vez mais a rede de instituições representativas para a continuidade do movimento.
As grosserias do ministro Estafilococo (Cacho de Uvas ou Weintraube) sempre auxiliaram com sua alucinada convocação da deduragem e a dança na chuva. A luta pela Educação, avançando, o colocará em seu devido lugar.
Do meu observatório sindical ressalto a participação unitária dos sindicatos nas manifestações do dia 30, apoiadores do empenho estudantil e aderentes à pauta educacional.
Na nova conjuntura criada pelo movimento torna-se muito relevante o esforço de fortalecer a unidade de ação, transferindo-se o centro das preocupações para o combate à deforma da Previdência e efetivação da greve geral do dia 14 de junho, sem abandono, é lógico, da pauta original pela Educação.
Essa é a grande tarefa do movimento sindical dos trabalhadores e de seus aliados.
A greve tem que ser poderosa, afirmativa, abrangente, com paralisação nas grandes empresas fabris, nos transportes, no comércio (agora que os comerciários e seus sindicatos foram agredidos pelo decreto presidencial que libera desorganizadamente o trabalho aos domingos), nos canteiros de obras, nos bancos e em todos os setores produtivos relevantes. O Brasil tem que parar na sexta-feira, 14 de junho, demonstrando aos deputados e senadores a oposição da maioria à deforma que elimina as aposentadorias.
A afirmação desse repúdio será um grande passo firme na contenção dos danos provocados pelo governo, contenção que já se manifestou na Educação e se espraiará por outras pautas, como a do meio ambiente, dos serviços públicos e da segurança.
Cada dia conta, cada hora conta, cada minuto conta.
*João Guilherme Vargas Netto é analista político
Fonte - Portogente  04/06/2019

sexta-feira, 17 de maio de 2019

Garantir a segunda vitória

Ponto de Vista  🔍

A greve da Educação do dia 15 de maio já é um marco na história recente do Brasil. Além da greve as manifestações que se espraiaram por mais de 200 cidades e todas as capitais alteraram a conjuntura política e deram um norte às oposições e aos parlamentares indicando-lhes a necessidade de se aproximarem da vida dos brasileiros. Foi o que tentou o deputado federal Orlando Silva (PC do B-SP) propondo a convocação do ministro da Educação para interrogatório na Câmara no mesmo dia da greve.

João Guilherme Vargas Netto* - Portogente
foto - ilustração
Um tsunami cívico nacional em defesa da Educação tomou conta das ruas do Brasil surpreendendo o presidente da República que havia profetizado também um tsunami, mas não o que aconteceu e cujos milhões de participantes foram por ele insultados como “idiotas úteis que não sabem quanto é 7 x 8, nem a fórmula da água”.
A greve da Educação do dia 15 de maio já é um marco na história recente do Brasil. Além da greve as manifestações que se espraiaram por mais de 200 cidades e todas as capitais alteraram a conjuntura política e deram um norte às oposições e aos parlamentares indicando-lhes a necessidade de se aproximarem da vida dos brasileiros. Foi o que tentou o deputado federal Orlando Silva (PC do B-SP) propondo a convocação do ministro da Educação para interrogatório na Câmara no mesmo dia da greve.
Determinada em fevereiro pelas confederações dos professores contra a deforma da Previdência a greve e as manifestações tomaram corpo e se ampliaram depois do anúncio de cortes pelo ministro da Educação e mantiveram a pauta quase única em defesa da Educação (embora o protesto contra a deforma previdenciária ainda fosse feito pelos professores e suas entidades).
O movimento sindical dos trabalhadores (além, é claro, da rede sindical dos professores, diretores e funcionários das escolas públicas e privadas) ajudou, e muito, na organização da jornada que mobilizou em massa o estudantado das escolas médias, dos institutos federais e das universidades.
O poder mobilizador do tema da Educação, também devido à brutalidade dos cortes e à estupidez do ministro, revelou-se mais forte que o próprio tema da Previdência que já havia se revelado mais forte que o tema da deforma trabalhista.
As direções sindicais devem extrair lições do grande sucesso da greve e das manifestações de 15 de maio, principalmente em relação à greve geral convocada.
Reconhecendo que a preparação do 14 de junho ainda precisa ser reforçada nos 30 dias que nos separam dele, o movimento sindical deve intensificar a coleta das assinaturas do abaixo-assinado contra a deforma previdenciária, ocasião em que as direções se aproximam de suas bases, as consultam e as mobilizam.
Não menos importante para a preparação da greve geral, as direções devem recorrer à tática das GPSs como forma escalonada e cumulativa de se chegar a ela.
A palavra de ordem contra o fim das aposentadorias ainda não produziu o efeito mobilizador que foi produzido pelos cortes na Educação, o que nos leva a intensificar a propaganda e a comunicação, bem como a articulação com os deputados e senadores.
Depois de uma vitória é o melhor momento de se preparar uma outra, desde que se compreenda bem o que garantiu a primeira e o que garantirá a segunda.
*João Guilherme Vargas Netto é analista político
Fonte - Portogente  17/05/2019

domingo, 6 de maio de 2018

BRT DE SALVADOR - A Mobilização ATO 3

Mobilidade/Sustentabilidade  👪🌱

Nesse domingo (06) novamente a sociedade civil se reuniu no canteiro central da Av.Juraci Magalhães Jr,em Salvador, para protestar contra a construção do sistema de BRT Lapa/Lip que irá impactar desastrosamente o ambiente e a paisagem urbana no local, contra o tamponamento de rios e a supressão de 579 árvores ao longo das vias por onde passará o sistema, uma obra totalmente desnecessária e com um custo de construção absurdamente alto.






























terça-feira, 2 de janeiro de 2018

Mais de mil automóveis foram queimados na França na noite da virada

Internacional  🚗

O número de automóveis queimados durante a noite de virada do ano novo na França foi de 1031, superando o indicador do ano passado, informou o Ministério do Interior da França.

Sputnik
Sputnik
"Como todos os anos, observamos alguns tumultos: 1031 automóveis foram incendiados… Esse indicador é menor, do que em 2012 e 2013 — 1193 e 1067, mas um pouco superior ao indicador do ano passado —935", informou um comunicado do órgão, publicado neste segunda-feira.
A polícia destacou ter detido 510 pessoas durante o réveillon, também um número superior ao do ano passado, que foi de 454 pessoas.
Durante o cumprimento de suas funções, oito policiais e três militares ficaram feridos. No total, segundo a informação do ministério, 140 mil policiais, guardas, militares e bombeiros trabalharam na noite da virada do ano para garantir a ordem pública.
Fonte - Sputnik  01/01/2018

quarta-feira, 13 de dezembro de 2017

Rodoviários prometem parar contra reforma da Previdência

Paralisação/Rodoviários  🚌

A data da paralisação foi escolhida por ser o mesmo dia em que está prevista a votação da matéria no Congresso Nacional. Segundo o presidente da Federação dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários do Estado de São Paulo (Fttresp), Valdir de Souza Pestana, a categoria está pronta para a greve. 

Portogente
divulgação
Mais de 2 milhões de trabalhadores rodoviários do Estado de São Paulo ameaçam parar, no dia 19 de dezembro próximo (terça-feira), contra a Proposta de Emenda à Constituição 287/2016, a da reforma da previdência. A decisão foi aprovada em plenária da categoria na segunda-feira (11).
A data da paralisação foi escolhida por ser o mesmo dia em que está prevista a votação da matéria no Congresso Nacional. Segundo o presidente da Federação dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários do Estado de São Paulo (Fttresp), Valdir de Souza Pestana, a categoria está pronta para a greve. “Não será preciso nenhum esforço”, garante.
O sindicalista explica que os ônibus municipais, intermunicipais e interestaduais simplesmente não sairão das garagens. A convicção do dirigente deve-se, segundo ele, ao grande descontentamento dos trabalhadores com uma reforma que acabará com o direito sagrado da aposentadoria.
Fonte - Portogente  13/12/2017

segunda-feira, 30 de outubro de 2017

Sindicalistas preparam grandes manifestações contra reformas trabalhista e da previdência

Política  👀

Você deve ter visto ao chegar no metrô ou ao passar por uma avenida movimentada nas principais capitais do país: sindicalistas têm colhido assinaturas e convocando para uma passeata no próximo dia 10. A data não foi escolhida por acaso, já que no dia seguinte começam a valer as novas regras do direito trabalhistas aprovadas no Congresso.

Sputnik 
foto - ilustração/arquivo
Brasil - Falando com exclusividade à Sputnik Brasil, o secretário-geral da Força Sindical, João Carlos Gonçalves Juruna explicou que esta é só a primeira iniciativa de uma campanha mais ampla que visa, além da mudanças em trechos da nova legislação trabalhista que ainda faltam ser regulamentados como a extinção da contribuição sindical obrigatória, também o início do debate contra a reforma da Previdência.
"É uma maneira de demonstrarmos repúdio a essas regras [trabalhistas]. É uma maneira de nos prepararmos também para a reforma da Previdência, que vai a debate no Congresso Nacional. A ideia é iniciar um processo de informação e discussão no sentido que, se colocarem para votar a Previdência, vamos fazer uma paralisação organizada e nacional", afirmou o sindicalista.
Juruna disse ainda que estão previstas várias pequenas paralisações por todo o Brasil e atividades nos locais de trabalho. Uma passeata da Praça da Sé até a Avenida Paulista, em São Paulo, deve reunir movimentos sociais, estudantis e sindicais em repúdio ao que foi aprovado.
Fonte - Sputnik  30/10/2017

quinta-feira, 12 de outubro de 2017

Manifestantes protestam por liberdade de expressão em frente ao Museu de Arte do Rio

Arte & Cultura  🎦

Com faixas e cartazes defendendo a democracia e protestando contra a censura, os manifestantes realizaram diversas atividades em frente ao museu, incluindo oficinas de culinária e pintura para crianças.A atriz Cristina Pereira, presente no protesto, destacou a necessidade de se evitar retrocessos culturais e morais, lembrando a repressão que acontecia durante a ditadura militar.

Vladimir Platonow
Repórter da Agência Brasil
Tomaz Silva/Agência Brasil
Um protesto reunindo artistas plásticos, atores, músicos e ativistas sociais foi realizado em frente ao Museu de Arte do Rio (MAR), contra a censura e pela liberdade de expressão. O ato foi organizado pelas redes sociais e chamou a atenção de quem passava pelo local, ao lado da Praça Mauá, que nesta quinta-feira (12) estava repleta de pessoas curtindo o feriado de Nossa Senhora de Aparecida e também Dia das Crianças.
Com faixas e cartazes defendendo a democracia e protestando contra a censura, os manifestantes realizaram diversas atividades em frente ao museu, incluindo oficinas de culinária e pintura para crianças.
O MAR foi um dos pivôs da polêmica em torno da exposição de temática LGBT Queermuseu. A mostra foi cancelada em setembro em Porto Alegre, onde acontecia no Centro Cultural Santander, e chegou a ser cogitada para ser realizada no MAR, mas acabou vetada pelo prefeito do Rio, Marcelo Crivella.
A atriz Cristina Pereira, presente no protesto, destacou a necessidade de se evitar retrocessos culturais e morais, lembrando a repressão que acontecia durante a ditadura militar.
“Eu tenho muito medo de retrocessos. A gente está vendo as coisas acontecerem. Abriu-se uma porta à direita, para a censura. A liberdade de expressão é condição sine qua non [essencial], tem que existir. Eu era estudante de teatro na época da ditadura. A gente não quer que essas coisas voltem, com agressividade, recrudescimento, regime de exceção. Foi uma luta muito grande para chegarmos à redemocratização do país”, lembrou Cristina.
O diretor de Artes Visuais da Fundação Nacional de Arte (Funarte), Xico Chaves, também recordou que o país atravessou, na história recente, um longo período de ditadura militar, que controlava as formas de expressões políticas e culturais, o que hoje é inconcebível.
“Nós demoramos 21 anos para derrotar uma ditadura que solapou, excluiu e assassinou grande parte da juventude brasileira nos anos 60 e 70. Se você for a outros países, como Estados Unidos e [países da] Europa, que têm uma tradição cultural mais extensa, não vai ver esse tipo de censura de manifestação ao nu ou de expressões contestatórias aos problemas da sociedade. Lá você tem um embate educado a respeito disso, tem opiniões diversas, mas não existe a violência que se apregoa aqui. Censurar não é só proibir, censurar é impedir que cresça a consciência”, declarou Xico Chaves, que é artista plástico e poeta.
Enquanto o protesto acontecia em frente ao MAR, dentro do museu era realizada uma mostra especial para o Dia das Crianças, com temática indígena, que atraiu um grande número de famílias. Para a estudante de pedagogia Eliana Fonseca, que levava a filha de 5 anos à exposição, é possível conciliar liberdade de expressão com proteção às crianças, bastando haver uma indicação clara nos museus sobre o tipo de conteúdo da exposição.
“Sempre dá para conciliar. É questão de bom senso, ética e respeito com o outro. Eu acho que a criança tem que ser respeitada nas escolhas, mas cada um tem liberdade para escolher. A censura não é legal. Eu não sou obrigada a levar o meu filho. Se tiver um material inapropriado, não vou levar”, disse Eliana.
Para o engenheiro agrônomo e educador ambiental Jay Vanamstel, que também visitava o museu com a esposa e o filho, deve haver indicação visível sobre que tipo de obras estarão expostas e faixa etária adequada, mas a decisão de levar as crianças é dos pais.
“Essa discussão reflete o momento político do país, uma disputa pela opinião da grande massa. Minorias extremistas estão causando essa confusão, sobre nudez artística com pedofilia. Eu nasci no final da ditadura, censurar o trabalho artístico é deplorável, mesmo ele sendo com material de nudez. Tem que ser bem sinalizado, porque é uma escolha sua, de levar ou não o seu filho. Mas não pode haver censura”, disse Jay.
Fonte - Agência Brasil  12/10/2017

quarta-feira, 11 de outubro de 2017

Movimentos fazem atos por moradia em Recife e Região Metropolitana

Direito a moradia  🏠

Um protesto fechou a Avenida Cruz Cabugá nos dois sentidos, na altura do cruzamento com a Avenida Norte. Outra manifestação aconteceu no Cais de Santa Rita, no sentido centro.Por volta das 9h, teve início um ato na Avenida Agamenon Magalhães, sentido Boa Viagem, em frente ao Hospital Unicordis.

Do Diário de Pernambuco
fotos - divulgação/DP
Movimentos que lutam por moradia em Pernambuco realizam, nesta quarta-feira, uma série de atos na Região Metropolitana do Recife (RMR). No início da manhã, duas manifestações foram realizadas no centro do Recife.
Um protesto fechou a Avenida Cruz Cabugá nos dois sentidos, na altura do cruzamento com a Avenida Norte. Outra manifestação aconteceu no Cais de Santa Rita, no sentido centro.
Por volta das 9h, teve início um ato na Avenida Agamenon Magalhães, sentido Boa Viagem, em frente ao Hospital Unicordis. Às 8h50, manifestantes se concetraram na BR- 101, no bairro do Curado, mas seguiram rapidamente para a Avenida Adbias de Carvalho, no Recife.
Após as manifestações, os grupos se concentram, desde as 9h30, no Parque 13 de Maio. De lá eles irão realizar uma marcha pelo Recife até o Palácio do Campo das Princesas, no bairro de Santo Antônio. O trajeto, que deve ser iniciado por volta das 10h30, ainda não tem roteiro definido. De acordo com Rud Rafael, do MTST Brasil, cerca de cinco mil pessoas, moradores de ocupações de toda a Região Metropolitana do Recife são esperadas para a manifestação, que marca a mobilização em Pernambuco pelo Dia Mundial do Habitat, comemorado em quatro de outubro.
A reivindicação dos manifestantes é contra a decisão do governo federal, que encaminhou um orçamento que não prevê para 2018 recursos para a faixa 1 do programa Minha Casa Minha Vida, uma que beneficia pessoas com faixa salarial de zero a três salários mínimos, justamente as que mais precisam de moradia e onde está concentrado o deficit habitacional". Segundo Rud Rafael(MTST), atualmente cerca de cem mil famílias lutam por moradia no Grande Recife.
O dia de ato por moradia é promovido pelo Fórum de Reforma Urbana e Frente de Resistência Urbana, formado por diversas entidades como Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), Movimento Nacional da Luta pela Moradia (MNLM), da União Nacional por Moradia Popular (UNMP), Movimento de Luta nos Bairros, Vilas e Favelas (MLB) e Movimento por Moradia Popular de Pernambuco (MMPP). 
Fonte - Diário de Pernambuco  11/10/2017

terça-feira, 3 de outubro de 2017

Nem chuva atrapalha manifestação no Rio contra venda da Eletrobras

Política  👀

Organizada pelo Comitê Nacional em Defesa das Empresas Públicas, e com o apoio de diversas entidades, o dia foi de manifestações também em todo o país.No Rio, a manifestação ocorreu em frente à sede da Eletrobras, na Avenida Presidente Vargas, esquina da Avenida Rio Branco, de onde os manifestantes saíram em caminhada até a Cinelândia.

Sputnik
foto - Mario Russo/Sputnik
Mais de 3 mil pessoas participam nesta terça-feira, no Centro do Rio, de manifestação contra a privatização do sistema Eletrobras. Organizada pelo Comitê Nacional em Defesa das Empresas Públicas, e com o apoio de diversas entidades, o dia foi de manifestações também em todo o país.
No Rio, a manifestação ocorreu em frente à sede da Eletrobras, na Avenida Presidente Vargas, esquina da Avenida Rio Branco, de onde os manifestantes saíram em caminhada até a Cinelândia. Durante o percurso, sindicalistas explicavam à população que a venda do sistema vai acarretar grande prejuízo para os consumidores, que sofrerão grandes reajustes em suas contas de luz. Sindicalistas afirmam também que a privatização do sistema terá impacto social, na medida em que será comprometido o serviço, principalmente nas localidades mais remotas do interior do país.
O sistema Eletrobras é formado por 16 subsidiárias, incluindo usinas elétricas e empresas de transmissão. O processo desenhado pelo governo prevê a venda de todo o sistema, menos as usinas atômicas de Angra 1 e Angra 2 e a Hidrelétrica Binacional de Itaipu com o Paraguai. Mesmo do ponto de vista financeiro, os funcionários da Eletrobras garantem que a venda não se justifica. A empresa fechou 2016 com lucro líquido de R$ 3,4 bilhões e tem plano de investimento de R$ 35,8 bilhões até 2021.
A Sputnik Brasil ouviu com exclusividade Emanoel Mendes, diretor do Sindicato dos Eletricitários do Estado do Rio de Janeiro, que se mostra visivelmente contrário a venda do sistema, apesar do aceno, feito pela equipe econômica, de que o governo pode manter uma participação de até 30% nas empresas privatizadas.
"A sociedade só tem a perder. Privatizar a Eletrobras significa que a sociedade perderá duas vezes, porque terá reajustes abusivos na conta de energia. As usinas que vendem energia para as empresas revenderem cobram R$ 40 por megawatt/hora, enquanto as empresas privadas repassam para o consumidor a R$ 200", dispara o sindicalista, lembrando que todo o sistema Eletrobras tem hoje entre 21 mil e 22 mil trabalhadores em todo o território e que, dentro do processo de reestruturação que atravessa, está enxuta no momento.
Mendes diz que só as distribuidoras do Norte do país, como a Cepisa, Ceron, têm cerca de seis mil funcionários, e prestam um importante serviço social para a região, que não interessa ao capital privado. Elas não dão lucro, por isso nenhum empresário quer comprar.
"O que o governo diz que vai reajustar a conta de luz daquelas distribuidoras em mais ou menos 64% para que ela seja atrativa ao capital privado. Se acontecer isso, aquelas regiões mais do interior do Norte, Nordeste certamente não terão energia elétrica em suas casas. O governo quer vender a Eletrobras por R$ 20 bilhões, quando o patrimônio do sistema como um todo vale R$ 400 bilhões", desabafa Mendes.
Fonte - Sputnik  03/10/2017

terça-feira, 12 de setembro de 2017

Aeroportuários promovem atos contra a privatização de 14 aeroportos

Protestos  

Na cidade de São Paulo, o ato se concentrou no Aeroporto de Congonhas, um dos terminais incluídos nos quatro blocos de concessão anunciados pelo governo. “Nós queremos alertar a população sobre o erro que é conceder Congonhas ao setor privado, porque ele [o aeroporto] é superavitário, o mais rentável da Infraero e banca mais de 60% das despesas geradas nos terminais que operam com deficit”, justificou Severino Macedo, diretor do Sina, em Congonhas.

Marli Moreira
Repórter da Agência Brasil
Valter Campanato/Agência Brasil
Integrantes do Sindicato Nacional dos Aeroportuários (Sina) promovem desde as 10h30 de hoje (12) atos simultâneos em 19 terminais aéreos no país contra o programa de desestatização do governo federal, que pretende transferir à iniciativa privada 14 aeroportos administrados pela Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero). Nesses locais, foram espalhadas faixas e cartazes e também está sendo distribuída uma carta aos passageiros e ao público em geral, expondo os motivos da insatisfação dos manifestantes.
Na cidade de São Paulo, o ato se concentrou no Aeroporto de Congonhas, um dos terminais incluídos nos quatro blocos de concessão anunciados pelo governo. “Nós queremos alertar a população sobre o erro que é conceder Congonhas ao setor privado, porque ele [o aeroporto] é superavitário, o mais rentável da Infraero e banca mais de 60% das despesas geradas nos terminais que operam com deficit”, justificou Severino Macedo, diretor do Sina, em Congonhas.
Severino disse que apesar de terem sido reduzidos voos depois da tragédia com o Airbus A320 da TAM, em 2007, desde então “o número de passageiros só tem crescido neste terminal e aqui não temos crise”.
Em defesa do ato, Severino argumentou que muitas vezes a população é induzida a achar que os servidores públicos são preguiçosos, quando, na realidade, “somos celetistas de uma empresa pública que sustenta o funcionamento do terminal”. Congonhas é o segundo maior aeroporto do país, com movimento de 21 milhões de passageiros por ano.
De acordo com o Conselho do Programa de Parcerias de Investimento (PPI), a meta é a de abrir licitação para 14 aeroportos em quatro blocos. Além de Congonhas, que pela proposta do governo é efetuar o negócio no primeiro e único lote, estão previstas as concessões dos terminais do Nordeste (Maceió, Aracaju, João Pessoa, Campina Grande, Juazeiro do Norte e Recife); de Mato Grosso (Cuiabá, Sinop, Ala Floresta, Barra do Garça e Rondonópolis) e dos aeroporto de Vitória e de Macaé (RJ). Só na área de transportes, o plano de desestatização deve render R$ 8,5 bilhões.
Fonte - Agência Brasil  12/09/2017

terça-feira, 11 de julho de 2017

Sem luz, senadoras mantêm ocupação da Mesa do Senado para impedir votação

Política  👀

O protesto é feito pelas senadoras Gleisi Hoffmann (PT-PR), Fátima Bezerra (PT-RN), Ângela Portela (PT-ES), Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM), Lídice de Mata (PSB-BA), Regina Sousa (PT-PI) e Kátia Abreu (PMDB-TO).O presidente da Casa, Eunício Oliveira, foi impedido de presidir a sessão que iria analisar a proposta.

Karine Melo
Repórter da Agência Brasil
Antonio Cruz/Agência Cruz
Mesmo com os microfones desligados e as luzes do plenário apagadas, as senadoras de oposição que ocuparam a Mesa do Senado permanecem no local para tentar impedir a votação da reforma trabalhista. O presidente da Casa, Eunício Oliveira, foi impedido de presidir a sessão que iria analisar a proposta.
O protesto é feito pelas senadoras Gleisi Hoffmann (PT-PR), Fátima Bezerra (PT-RN), Ângela Portela (PT-ES), Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM), Lídice de Mata (PSB-BA), Regina Sousa (PT-PI) e Kátia Abreu (PMDB-TO).
A ocupação foi criticada por senadores governistas. “Isso é um verdadeiro vexame para o Senado, eu diria até uma vergonha. Nunca aconteceu isso aqui. Eu só posso dizer que estou chocado. Diante disso que aconteceu acho que o presidente está certo. O que nós queremos é votar, tudo se resolve aqui no voto e não dessa maneira”, disse o senador Garibaldi Alves Filho (PMDB-RN).
Já o senador Jorge Viana (PT-AC) disse que o impasse se deve à forma com que o governo está conduzindo as reformas no Congresso. “É uma atitude de um grupo de senadoras. É isso que dá esse impasse que o Brasil está vivendo. É claro que não é bom, mas, por outro lado, como é que pode se fazer uma reforma trabalhista sem que o Senado possa alterar um inciso, um artigo de uma lei que é tão importante para todo mundo?”, avaliou.
Desde que suspendeu a sessão, o senador Eunício Oliveira se reúne com senadores de vários partidos da base para buscar uma solução para o impasse.
Umas das alternativas é a transferência da sessão para o Auditório Petrônio Portela, também, no Senado. No entanto, um grupo de sindicalistas protesta no local contra a reforma e contra o governo Michel Temer.
Fonte - Agência Brasil  11/07/2017

sexta-feira, 30 de junho de 2017

Greve Geral: Central dos Sindicatos Brasileiros espera barrar Reforma Trabalhista

Política  👀

Trabalhadores, centrais sindicais e movimentos sociais de 23 estados e o Distrito Federal realizam desde as primeiras horas desta sexta-feira (30) uma nova manifestação pelo país, como a Greve Geral ocorrida em Abril e a Marcha em Brasília em Maio, em protesto contra as reformas trabalhista e previdenciária, em tramitação no Congresso Nacional.

Sputnik
Sputnik - divulgação/CSB
Para as centrais sindicais, as reformas são consideradas com as maiores ameaças aos direitos dos cidadãos brasileiros e à organização do movimento sindical desde a promulgação da Constituição Federal de 1988. A organização vem acompanhando com atenção a realização dos atos em todo o Brasil durante o dia.
Em entrevista exclusiva para a Sputnik Brasil, o Presidente Nacional da Central dos Sindicatos Brasileiros (CSB), Antonio Neto, fez um balanço da manifestação e os próximos passos do movimento, especialmente com foco na votação da Reforma Trabalhista.
"Apesar da pressão sendo feita [contra] — em alguns estados a justiça do trabalho deu liminar para empresas, tentando impedir a mobilização dos trabalhadores — a gente viu uma grande adesão em vários estados", comemorou o sindicalista.
"Naqueles estados, nos quais os transportes não aderiram, a adesão foi um pouco menor. O dia foi marcado mais por manifestações, paradas, atos em estradas, como tivemos aqui em São Paulo, nas principais acessos à cidade", disse Antonio Neto.
Segundo o presidente da CSB, a multa aos trabalhadores do setor de transporte de diversas capitais seria muito expressiva. Levando em consideração que a votação da reforma trabalhista no senado foi adiada para a semana que vem, os sindicatos do setor decidiram poupar os esforços para realizar atos mais expressivos na ocasião das discussões no legislativo, na esperança de mudar o voto de uma parte dos senadores.
De todo modo, o sindicalista comemorou a expressividade da greve nos estados do Paraná e de Minas Gerais. Além disso, grandes manifestações são aguardadas no Rio de Janeiro e no centro de São Paulo.
"Já conseguimos virar grandes votos no senado, e essas manifestações no Brasil todo também devem repercutir na mudança de alguns votos", disse Neto, que prometeu alerta do movimento sindicalista "antes, durante e depois" da votação no senado.
Fonte - Sputnik  30/06/2017

Bloqueios e atos de protesto marcam greve contra reformas do governo federal

Política  👀

As centrais sindicais e movimentos sociais convocaram uma greve geral para hoje. O governo federal argumenta que as reformas são necessárias para o ajuste fiscal das contas públicas, retomada do crescimento da economia e geração de empregos. 

Da Agência Brasil
foto - ilustração
Em diversas cidades do país foram registrado bloqueios de vias e atos de protesto contra as reformas da Previdência e trabalhista. As centrais sindicais e movimentos sociais convocaram uma greve geral para hoje. O governo federal argumenta que as reformas são necessárias para o ajuste fiscal das contas públicas, retomada do crescimento da economia e geração de empregos.

São Paulo
Na capital paulista, ônibus e metrô estão funcionando, pois os rodoviários e metroviários não aderiram à greve. No começo da manhã, manifestantes bloquearam parcialmente vias da cidade, como Avenida Washington Luís, e pontos de rodovias entre elas a Rodovia Régis Bittencourt, próximos à entrada da capital paulista. De acordo com a prefeitura, o trânsito flui normalmente.
Pouco antes das 8h, manifestantes ocuparam o saguão do Aeroporto de Congonhas e promoveram um ato de protesto. Não foram registrados atrasos nos embarques e desembarques de passageiros por causa da manifestação.
Segundo a Central Única dos Trabalhadores (CUT), bancários, professores, petroleiros e profissionais da saúde devem aderir à greve.

Rio de Janeiro
No Rio de Janeiro, as estações do metrô, barcas, trens urbanos, Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) e ônibus funcionam normalmente. O mesmo ocorre nos aeroportos Santos Dumont, na região central da cidade, e no Aeroporto Internacional do Rio/Galeão, na Ilha do Governador. As agências bancárias da Caixa Econômica e do Banco do Brasil estão fechadas. Os caixas eletrônicos estão funcionando.
Manifestantes bloquearam vias e rodovias. A cidade está em estágio de atenção, desde as 6h20, por causa dos bloqueios e retenção no trânsito, o que significa que um ou mais incidentes estão atrapalhando a mobilidade em uma região.
No momento, manifestantes se concentram na Rua Pinheiro Machado, altura do Palácio Guanabara, sede do governo estadual, e também na Rua das Laranjeiras. O ato é acompanhado pela Polícia Militar, mas não provoca problemas no trânsito. As vias estão liberadas ao tráfego de veículos. Há também interdição parcial na Avenida Rodrigues Alves, zona portuária do Rio, em frente ao Hospital dos Servidores do Estado.
O tráfego está normal na Avenida Brasil, que teve problemas no trânsito pela manhã devido a interdições provocadas por manifestantes. A Avenida Brasil é a principal via expressa do Rio, ligando a zona portuária da cidade às zonas norte e oeste, e faz confluência com as rodovias Presidente Dutra e Rio Juiz de Fora.
Está previsto um ato no centro do Rio no fim do dia. O prefeito Marcelo Crivella avalia que a cidade está operando dentro da normalidade.

Distrito Federal
Os ônibus e trens do metrô estão parados. A Justiça Federal determinou que, no mínimo, 30% da frota dos dois meios de transporte sejam mantidos em circulação. Se a medida não for cumprida, será aplicada multa de R$ 2 milhões para cada sindicato.
As agências bancárias também estão fechadas e só terminais de autoatendimento funcionam.
A Esplanada dos Ministérios está fechada para circulação de veículos. A interdição começa na Rodoviária do Plano Piloto, sentido Palácio do Planalto.
Policiais militares montaram cordões de revista nos acessos de pedestres à área para impedir a entrada de manifestantes com paus, pedras, barras de ferro ou qualquer material que possa ser usado como arma.
Além de 2.600 policiais militares na área central da cidade, 400 homens da Força Nacional estão, desde as 5h, fazendo a segurança patrimonial dos ministérios. Na greve geral de 28 de abril, vários prédios foram alvo de vandalismo. A operação seguirá até o fim da manifestação, que têm expectativa de público, segundo a Polícia Militar, de 5 mil pessoas.

Sergipe
Na capital e região metropolitana, 40 categorias aderiram à greve geral, segundo centrais sindicais. O comércio funciona normalmente no centro de Aracaju (SE), mas os mercados municipais não abriram.
Três pessoas foram detidas no início da manhã. De acordo com a Polícia Militar, eles se preparavam para fechar a ponte que liga Aracaju à cidade de Nossa Senhora do Socorro, na região metropolitana. Com os manifestantes foram apreendidos cerca de 20 pneus e três litros de gasolina.
Será realizada uma caminhada no centro da capital.

Pernambuco
Apesar de não aderirem oficialmente à greve geral, os rodoviários realizaram uma manifestação no centro do Recife, estacionando os ônibus em uma das principais avenidas da cidade, o que afetou o trânsito. Já os metroviários paralisaram totalmente as atividades e apenas a linha centro do metrô está funcionando somente nos horários de pico.
Foram registrados bloqueios em rodovias e vias na região metropolitana, como o acesso ao município de Jaboatão dos Guararapes.

Paraná
Adesão dos trabalhadores é parcial em Curitiba. Motoristas e cobradores de ônibus e garis estão trabalhando. Os petroleiros aderiram parcialmente à greve. A categoria manteve a paralisação até as 9h e, depois, iniciou o trabalho.
Já os bancários, vigilantes e profissionais da educação estão em greve. O Hospital de Clínicas, ligado à Universidade Federal do Paraná, está fechado. Estão previstos atos de mobilização durante a tarde.

Minas Gerais
Em Belo Horizonte, os professores e os metroviários aderiram ao movimento de paralisação. Na capital mineira, as estações do metrô estão fechadas.
Já a adesão dos bancários e profissionais de saúde é parcial. De acordo com o sindicato dos bancários do estado, algumas agências bancárias irão abrir com quadro de funcionários reduzido.
Manifestantes fizeram pela manhã atos de protesto no centro da cidade, e chegaram a interditar algumas vias. O trânsito já está liberado.

Acre
Em Boa Vista, manifestantes bloquearam duas das principais avenidas da cidade, que foram liberadas às 9h, quando os manifestantes se dirigiram em carreata para o centro cívico da capital.
Hoje foi decretado ponto facultativo pelo governo estadual e municipal por causa do feriado municipal de São Pedro, que foi ontem (29). Com isso, os serviços públicos não foram afetados pela greve.
Fonte - Agência Brasil  30/06/2017

domingo, 4 de junho de 2017

Ambientalistas protestam contra canalização do rio Jaguaribe em Salvador

Meio Ambiente  

O ato acontece uma semana depois da Secretaria Municipal de Desenvolvimento e Urbanismo (Sedur) conceder licença ambiental para a obra. Com isso, a Companhia de Desenvolvimento Urbano do Estado da Bahia (Conder) começou a preparar o canteiro para iniciar a canalização do rio. Foram colocados tapumes na região.

A Tarde 
foto - Margarida Neide/Ag.A Tarde
Grupos de ambientalistas protestam na manhã deste domingo, 4, em Piatã, contra a canalização do rio Jaguaribe. Com faixas pedindo ajuda para salvar o rio, os manifestantes fizeram uma caminhada pela avenida Otávio Mangabeira, saindo do Hiperideal.
Eles também picharam os tapumes instalados nas margens do rio para a obra de canalização, ressaltando a necessidade de cuidado com esse recurso natural. "Salvador não terá mais rios de maneira natural. Todos os rios de Salvador serão canais de concreto. O último manguezal da orla de Salvador será destruído com essa canalização. O manguezal que ainda abriga espécies que estão ameaçadas de extinção", disse um dos manifestantes.
"Não somos contra a macrodrenagem, somos contra esse modelo de macrodrenagem", explicou outra participante do protesto.


Foto - Margarida neide/Ag.A Tarde
Obra
O ato acontece uma semana depois da Secretaria Municipal de Desenvolvimento e Urbanismo (Sedur) conceder licença ambiental para a obra. Com isso, a Companhia de Desenvolvimento Urbano do Estado da Bahia (Conder) começou a preparar o canteiro para iniciar a canalização do rio. Foram colocados tapumes na região.
A intervenção segue o mesmo modelo de canalização de três afluentes que abastecem seu leito: os rios Mangabeira, Passa Vaca e Trobogy. A obra no primeiro é realizada pela Conder, enquanto os outros são alvos de ações da prefeitura.
O serviço no Jaguaribe é de responsabilidade do Estado e tem custo estimado em R$ 273 milhões. O objetivo de canalizar o rio é conter os alagamentos ao longo do curso dos corpos hídricos. Contudo, ambientalistas condenam esse tipo de obra, alegando que é necessário preservar o ecossistema hídrico.
Fonte  - A Tarde  04/06/2017


VEJA TAMBÉM 


quarta-feira, 24 de maio de 2017

Manifestantes marcham por eleições diretas em Brasília

Política  👀

Organizada por centrais sindicais. A marcha “Ocupa Brasília” teve concentração no estacionamento do estádio Mané Garrincha, onde também estiveram os cerca de 3,5 mil ônibus que trouxeram os manifestantes para a capital.Durante a manhã, usuários se manifestaram pela saída do presidente de facto, contra as reformas da Previdência e trabalhista e pela realização de eleições diretas

Correio do Brasil
Correio do Brasil
Vindas de diversas partes do país, cerca de 25 mil pessoas, segundo a Secretaria de Segurança Pública, marcharam na manhã desta quarta-feira pelo Centro de Brasília pedindo a saída do presidente de facto Michel Temer e eleições diretas. A estimativa da União Geral dos Trabalhadores (UGT) e da Nova Central Sindical de Trabalhadores (NCST) é de que 100 mil pessoas participem do ato.
Organizada por centrais sindicais. A marcha “Ocupa Brasília” teve concentração no estacionamento do estádio Mané Garrincha, onde também estiveram os cerca de 3,5 mil ônibus que trouxeram os manifestantes para a capital.
Carros de som e manifestantes com faixas contrárias às reformas do governo do presidente de facto Michel Temer se deslocaram pelo eixo Rodoviário em direção ao Congresso Nacional.
Cerca de 1,5 mil profissionais da Polícia Civil, Militar e do Corpo de Bombeiros integraram o esquema de segurança.

Protesto
A mobilização convocada pelas principais centrais sindicais do país. Apoiadas pelas frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo, que ocuparam Brasília nesta quarta-feira, pela saída de Temer (PMDB-SP). Contra as reformas da Previdência e trabalhista, e pela realização de eleições diretas como saída para a crise política. Já repercutiu nas redes sociais. No Twitter, a hashtag #DiretasPorDireitos ficou entre os assuntos mais comentados durante a manhã.
Outras hashtags usadas para promover a adesão à mobilização são #OcupaBrasília e #ReformasNãoDiretasJá
A estimativa dos organizadores foi que a capital federal recebeu até 100 mil manifestantes. A concentração foi nos arredores do Estádio Mané Garrincha, de onde seguiram em marcha até o Congresso Nacional.
– É diretas já com a imediata retirada (das reformas) da pauta. Ou construiremos uma nova greve geral, as centrais e os movimentos organizarão uma greve maior que a do dia 28 (de abril) – afirmou na terça-feira, o presidente da CUT, Vagner Freitas, em Brasília.
Fonte - Correio do Brasil  24/05/2017

segunda-feira, 1 de maio de 2017

Dia do Trabalhador é marcado por protestos em todo o Brasil

Dia do Trabalhador  👷

Dias depois da greve geral que mobilizou milhões de pessoas no Brasil, cidades como Brasília, Rio de Janeiro e São Paulo, entre outras, voltaram a sediar atos de forte oposição à administração de Michel Temer

Sputnik
foto - ilustração
Milhares de pessoas aproveitaram as comemorações do Dia do Trabalhador em todo o país para realizar mais uma rodada de protestos contra o atual governo brasileiro, cuja popularidade vem caindo vertiginosamente, sobretudo após o anúncio das reformas do trabalho e da Previdência, consideradas por muitos um ataque a direitos básicos dos cidadãos.
Dias depois da greve geral que mobilizou milhões de pessoas no Brasil, cidades como Brasília, Rio de Janeiro e São Paulo, entre outras, voltaram a sediar atos de forte oposição à administração de Michel Temer, que, nos últimos dias, atingiu a marca de 9% de aprovação, segundo o Datafolha, e de apenas 4%, de acordo com o Instituto Ipsos.
Fonte - Sputnik  01/05/2017