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segunda-feira, 12 de agosto de 2024

"Jorge Amado mudou a vida de muita gente por seus livros", diz neto

Arte & Cultura  📖

Flipelô celebra há oito anos memória e legado do escritor a Fundação Casa de Jorge Amado realiza a Festa Literária Internacional do Pelourinho (Flipelô), sempre em seu aniversário. Autor de livros como Dona Flor e Seus Dois Maridos, Tenda dos Milagres, Tieta do Agreste, Gabriela, Cravo e Canela e Tereza Batista Cansada de Guerra, Jorge Amado é a tradução da Bahia.

Elaine Patrícia Cruz
Enviada especial - Salvador/Agência Brasil
foto - Rovena Rosa Ag.Brasil
No último sábado (10), o escritor Jorge Amado (1912-2001) completaria 112 anos de nascimento. Há oito anos, como forma de celebrar a sua memória e o seu legado, a Fundação Casa de Jorge Amado realiza a Festa Literária Internacional do Pelourinho (Flipelô), sempre em seu aniversário. Autor de livros como Dona Flor e Seus Dois Maridos, Tenda dos Milagres, Tieta do Agreste, Gabriela, Cravo e Canela e Tereza Batista Cansada de Guerra, Jorge Amado é a tradução da Bahia. “Meu avô sempre dizia que não tinha criado os personagens que lhe deram fama e notoriedade. Ele apenas tinha reconhecido aqueles personagens prontos no povo da Bahia”, contou o neto do escritor, Jorge Amado Neto. Os romances escritos por Jorge Amado apresentam as ruas, os casarios, o povo, os cheiros e os costumes baianos, mas em sua obra também sempre esteve muito presente a reflexão sobre os problemas sociais brasileiros. “A partir do momento em que Jorge Amado começa a escrever e à medida em que vai desenvolvendo sua literatura, ele vai demonstrando que é necessário, sim, por meio da cultura e da literatura, enfrentar questões sociais. Ele coloca esses problemas em uma situação de evidência para chamar as pessoas a repensar e a criar uma consciência social”, acrescentou Neto. “Ele fez parte de uma geração de notáveis, que foi responsável pela própria construção da identidade do baiano. Aquilo que a gente hoje chama de baianidade - da forma de falar, de resolver questões, de se posicionar, a forma de se comunicar, de se vestir e de externar a cultura por meio da alegria, da dança, da música e das artes - ele, juntamente com outras pessoas da época, como Calasans Neto, Carybé, João Ubaldo Ribeiro e Dorival Caymmi, foi responsável por dar uma identidade ou consolidar essa identidade muito marcada da Bahia”, afirmou.

Memórias de família
Jorge Amado Neto tinha 16 anos quando seu avô morreu. “Eu tinha uma ligação muito grande com ele, que me chamava de meu compadre. Ele falava: ‘meu compadre, vem aqui para eu conversar com você’. Aí eu ia lá, eu devia ter uns cinco para seis anos. Minha avó vinha atrás de mim e ele falava: ‘Zélia, isso aqui é uma conversa de homens. Aqui sou eu e meu compadre aqui’. E eu ficava todo chique, me achando”, contou. “Tem uma história que é famosa, que eu já contei até algumas vezes, que foi quando eu saí pra colher uns jambos aqui [na casa do Rio Vermelho]. No jardim, colhi um cesto de jambos. Cheguei com esses jambos pra ele, que estava assistindo televisão. Eu falei: ‘tudo bom, meu amor? Quer comprar uns jambos aqui na minha mão?’ Aí ele respondeu: ‘mas, vem cá, você vai no meu jardim, pega meus jambos, e vem aqui pra me vender?’. E eu respondi: ‘mas tive trabalho de colher, subi no jambeiro podendo cair, tá tudo lavadinho aqui pra você’. Ele achava o máximo essas coisas e dizia: ‘Pegue lá minha carteira. Qual é o preço dessa cesta aqui de jambos?’. Eu dizia um valor e depois chegava nele e falava: ‘me dá um desses jambos aí?’. E ele respondia: ‘mas você acabou de vender!’. E eu acrescentava: ‘Pois é, agora são seus. Estou lhe pedindo um porque não comi antes de lhe vender’. E ele então me deixava pegar os jambos”.

Legado
Em entrevista à Agência Brasil na Casa do Rio Vermelho, em Salvador, onde seu avô e sua avó Zélia Gattai viveram, Jorge Amado Neto refletiu sobre o legado deixado por ele. “Repare que muitas pessoas que não conheciam o Brasil, que nunca tinham vindo à Bahia, vieram nos visitar a exemplo de [Jean-Paul] Sartre, de Simone de Beauvoir, de Nicolas Guillén e tantas outras personalidades, porque leram Jorge Amado. Como foi muito divulgado e publicado em outros países, ele deu a oportunidade de as pessoas do outro lado do mundo experimentarem um pouco dos cheiros e dos sabores da nossa terra. Ninguém mais do que Jorge Amado trouxe mais gente de outros países pra cá, a fim de conhecer aquilo que só estava nas folhas dos livros”.
Esse legado, contou Neto, perpassa os romances escritos pelo avô e sua importância para a cultura brasileira. Há também, muito fortes, as memórias que ele deixou dentro da família. “Meu avô foi uma das melhores pessoas que conheci porque era amoroso, brincalhão, presente. Ele fazia tudo que um avô faz com seus netos: levava pra passear, brincava, tomava sorvete. Sinto muita saudade dele e digo que as pessoas que reconhecem Jorge Amado como um grande escritor, muitas vezes não o conhecem na sua intimidade”. Para a família, o escritor deixou valores como honestidade, hombridade e justiça. “Eu tenho certeza que esse foi o maior patrimônio que ele deixou pra gente”, disse. Já para o Brasil, analisou o neto, ficou como herança o exemplo de escutar os marginalizados pela sociedade. “Meu avô foi um dos maiores escritores do Brasil e o responsável por uma mudança de paradigma na literatura brasileira, porque começou a dar voz a vários segmentos sociais que eram totalmente colocados à margem como a figura da mulher, do negro, do pobre e dos desvalidos”, disse o neto. “Em um período em que você não tinha os direitos reconhecidos para essas pessoas, ele teve papel muito importante em dar voz e visão para elas. Acho que ele foi um grande mestre de literatura, mas teve também importância social muito grande. Mudou a vida de muita gente por meio de seus livros”.
Fonte - Agência Brasil 12/08/2024

sexta-feira, 10 de novembro de 2023

Metrô gratuito para quem vai fazer a prova do ENEM em Salvador

Transportes sobre trilhos  🚇  📖

No próximo domingo(12), a gratuidade no metrô continua para as pessoas que vão prestar o ENEM em Salvador e região metropolitana. O Governo do Estado também fez uma ação no interior do estado em parceria com as prefeituras, garantindo o transporte para estudantes que moram em localidades distantes das cidades onde irão acontecer as provas. 

Pregopontocom
Foto - ilustração/arquivo
Os estudantes que fizeram o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), no domingo (5), tiveram a passagem gratuita no Sistema Metroviário de Salvador e em Lauro de Freitas.No próximo domingo(12), a gratuidade no metrô continua para as pessoas que vão prestar o ENEM em Salvador e região metropolitana. O Governo do Estado também fez uma ação no interior do estado em parceria com as prefeituras, garantindo o transporte para estudantes que moram em localidades distantes das cidades onde irão acontecer as provas. Para a secretária de Desenvolvimento Urbano da Bahia, Jusmari Oliveira, esse é um ato de responsabilidade com a educação e de valorização do estudante, pois proporciona o transporte para quem não tem dinheiro, além de facilitar o acesso aos locais de prova com rapidez e segurança. “Este é um ato de atenção e cuidado que nosso governo tem com todas as baianas e baianos. É o trabalho da equipe do governador Jerônimo Rodrigues para melhorar a educação e a mobilidade urbana do nosso estado. A gratuidade do metrô vai facilitar a vida de todos que vão fazer o ENEM e possibilitará uma melhor condição de acesso aos locais das provas com mais segurança e tranquilidade aos alunos”, afirma Jusmari.
Com informações da Sedur Ba 10/11/2023

Metrô e VLTs gratuitos no segundo domingo de Enem 2023 no Ceará.

Transportes sobre trilhos  🚇  📖

Metrô e VLTs gratuitos no segundo domingo de Enem 2023. Metrô e VLTs terão funcionamento gratuito e aberto à população no segundo domingo de provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2023, no próximo dia 12/11
 
Pregopontocom
Foto - ilustração/Metrofor
Metrô e VLTs terão funcionamento gratuito e aberto à população no segundo domingo de provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2023, no próximo dia 12/11. A medida é uma ação do Governo do Ceará, por meio da Companhia Cearense de Transportes Metropolitanos (Metrofor), para estimular e facilitar o comparecimento aos locais de provas. Por meio de cinco sistemas de transporte sobre trilhos, o Metrofor disponibilizará circulação de trens nas cidades de Fortaleza, Maracanaú, Caucaia, Pacatuba, Sobral, Juazeiro do Norte e Crato. Não é necessário apresentar documentação para ter acesso aos trens. O embarque será aberto à população, nas 62 estações distribuídas nas sete cidades atendidas. Horários especiais Quem for utilizar o metrô e os VLTs neste domingo deve ficar atento e atenta aos horários. O funcionamento será das 10:30 às 14:00 e de 15:00 às 19:30. É importante verificar a partida dos trens em sua estação, tanto na ida, como para o retorno. Os horários por estação estão disponíveis em metrofor.ce.gov.br e no link abaixo.
Com informações da Metrofor  10/11/2023

sexta-feira, 3 de novembro de 2023

Metrô e VLTs no Ceará circulam gratuitamente neste domingo (05 - Enem 2023); veja os horários

Transportes sobre trilhos 🚇 Enem  📖

O Gov. do CE vai disponibilizar os serviços de Metrô e VLT, gratuitamente, no próximo domingo, dia 5 de novembro, data da realização da primeira prova do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2023. Os estudantes inscritos poderão contar com os trens como opção de deslocamento para facilitar a sua chegada aos locais de prova.

Pregopontocom
Foto - ilustração/arquivo
O Governo do Ceará, por meio da Companhia Cearense de Transportes Metropolitanos (Metrofor), vai disponibilizar os serviços de Metrô e VLT, gratuitamente, no próximo domingo, dia 5 de novembro, data da realização da primeira prova do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2023. Os estudantes inscritos poderão contar com os trens como opção de deslocamento para facilitar a sua chegada aos locais de prova. Não será necessário apresentar documentação para o embarque. As catracas estarão abertas à população. O governador Elmano de Freitas fez o anúncio na manhã desta sexta-feira (3), pelas redes sociais. “A medida, que também vale para o VLT, tem objetivo de facilitar o deslocamento dos nossos estudantes que realizarão a prova. Neste ano são mais de 240 mil cearenses inscritos no exame. Um excelente Enem a todas e a todos”, disse o governador. O funcionamento será das 10h30 às 14h e de 15h às 19h30. Esses horários atendem à demanda de ida e volta dos inscritos no Enem. A medida vale para todas as linhas de metrô e VLT operadas pelo Metrofor: Linha Sul, Linha Oeste, Linha Nordeste (VLT Parangaba-Mucuripe), VLT do Cariri e VLT de Sobral. Se você vai utilizar o metrô ou os VLTs neste domingo, programe sua viagem. Os horários exatos de partida de trens em cada estação podem ser consultados neste link.
Com informações do Gov. do Ceará 03/11/2023

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2021

Governo do Estado prorroga decreto que proíbe shows e aulas na Bahia

Educação/Prevenção  📖  💉

A prorrogação será publicada no Diário Oficial do Estado (DOE) deste sábado (20). O decreto ainda proíbe a realização de atividades com público superior a 200 pessoas, como passeatas, feiras, circos, eventos científicos, desportivos e religiosos. Shows e festas, públicas ou privadas, seguem proibidos independentemente do número de participantes
 
Da Redação
foto - ilustração/arquivo
Os shows e as aulas nas unidades de ensino das redes pública e privada continuam suspensos em toda a Bahia. O Governo do Estado decidiu prorrogar até 28 de fevereiro o decreto nº 19.586, que venceria no próximo domingo (21). A prorrogação será publicada no Diário Oficial do Estado (DOE) deste sábado (20). O decreto ainda proíbe a realização de atividades com público superior a 200 pessoas, como passeatas, feiras, circos, eventos científicos, desportivos e religiosos. Shows e festas, públicas ou privadas, seguem proibidos independentemente do número de participantes. Cerimônias de casamento e solenidades de formatura podem ser realizadas desde que limitadas a até 200 pessoas. A parte festiva desses eventos não está permitida. Toque de recolher Nesta sexta-feira (19) entrou em vigor o decreto nº 20.233, que determina a restrição na circulação de pessoas nas ruas e no funcionamento de serviços não essenciais, em 343 cidades baianas. A medida, que visa reduzir a taxa de crescimento da Covid-19 no estado, compreende o período das 22h às 5h e vale até o dia 25 de fevereiro. Os estabelecimentos de serviços não essenciais devem encerrar as atividades até as 21h30. Aqueles que descumprirem o decreto serão conduzidos pela Polícia Militar para a delegacia e autuados pelos crimes previstos de desobediência e contra a saúde pública.
Com informações da Secom BA  19/02/2021

sexta-feira, 13 de novembro de 2020

Estrutura social injusta e falha no modelo educacional geram pessimismo sobre desigualdade no país

Desigualdade Social  👪

A desigualdade brasileira, a nona pior do mundo, não vai melhorar. A opinião é compartilhada por um sociólogo e um economista ouvidos pela Sputnik Brasil. E a solução também é igual para eles: ela passa, entre outros caminhos, pela sala de aula.

Sputnik
foto - ilustração/arquivo
Sociólogo e economista ouvidos pela Sputnik Brasil dizem que é preciso rever decisões econômicas e de ensino para que classes menos favorecidas avancem. A desigualdade brasileira, a nona pior do mundo, não vai melhorar. A opinião é compartilhada por um sociólogo e um economista ouvidos pela Sputnik Brasil. E a solução também é igual para eles: ela passa, entre outros caminhos, pela sala de aula. Para Fabio Gomes, sociólogo e diretor da Consultoria Bateiah Estratégias e Reputação, não há sinais de mudança na nossa estrutura social e no quadro econômico que permitam antever uma melhora num ranking que deixa o Brasil atrás até de Botsuana, país africano que tem um Produto Interno Bruto (PIB) 103 vezes menor do que o brasileiro. Os dados divulgados na quinta-feira (12) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) a partir de relatório do Banco Mundial mostram que a classificação do Brasil em 2019 teve uma queda em relação a 2018. Segundo o Índice de Gini, que mede a concentração de rendimentos, quanto mais perto de um pior a distribuição. E o Brasil marcou 0,543 ano passado. Para efeito de comparação, em 2012 o número era de 0,540. "Fica claro para mim que, pelos dados do IBGE, a tendência é ruim e esse é um alerta para nós e para nossas lideranças", disse Gomes à Sputnik Brasil. "E há várias explicações para isso. Nossa estrutura econômica tem forte apelo para a indústria da produção de commodities, cada vez mais automatizadas, e isso não vai gerar tantos empregos como necessitamos. Temos também um custo enorme de aposentadorias e pensões e esse custo dificulta investimento em oportunidades de emprego. Há uma enorme fragilidade no campo da subsistência", explicou. O pessimismo de Gomes é acompanhado por João Victor Issler, professor da Escola Brasileira de Economia e Finanças da Fundação Getúlio Vargas (FGV) e Ph.D. em Economia pela Universidade da Califórnia. "Melhorar a desigualdade na nossa sociedade se consegue melhorando nosso capital humano, ou seja, melhorando nosso quadro de desigualdade educacional. Mas não vejo isso acontecendo. Não vejo o governo priorizando investimento em ensinos fundamental e médio, e sim no terciário, ou seja, no ensino superior. Mesmo que estivesse fazendo, ainda assim levaria tempo. Mas o problema é que não faz", disse ele para a Sputnik Brasil. Para o economista, há evidentemente uma má distribuição de recursos para financiar a educação e isso cristaliza a desigualdade dela e que mais tarde vai virar desigualdade de trabalho. É fundamental melhorar qualidade do ensino público. "Os resultados do Enem mostram isso. De um lado, no geral vemos boas performances em escolas privadas. E, do outro lado, maus resultados em escolas públicas", continuou Issler. Também a longo prazo, um caminho para melhorar este quadro social e econômico seria a redução da pobreza, uma "prima-irmã" da desigualdade, como classificou Issler. E isso acontece via crescimento econômico. "China e Índia são exemplos porque geraram crescimento em altas taxas e, com elas, a redução da pobreza. Mas, para isso, volta-se à questão da falta de capital humano, ou seja, de se investir em educação na base", disse. Issler sugere também que o governo poderia dar isenções de pagamento de imposto de renda e financiar mais bolsas de estudos para facilitar o acesso aos mais desfavorecidos. E, numa visão mais ampla, fazer reformas estruturais e gastar menos. Para pensar no futuro, é fundamental olhar para trás. Segundo Gomes, o problema é grave, entre outras razões, por ser muito antigo. "As explicações são históricas. A nossa construção social foi desigual. São muitos os indícios de barreiras de oportunidades para a ascensão social das classes mais pobres. O Brasil não alimentou sua estrutura social para fazer nossa gente avançar. E vemos isso até se compararmos com alguns países latino-americanos. Falhamos ao promover o bem-estar, a renda, os valores de sobrevivências e também uma estrutura educacional que vislumbrasse prosperidade", disse o sociólogo. Essa estrutura social "muito devedora", como caracterizou Gomes, se vê em números gritantes. "Os 10% mais pobres contribuem com 0,8% da riqueza nacional. E os 10% mais ricos, com 42,9%. Esta faixa de mais pobres gera R$ 2,3 bilhões, enquanto a faixa mais rica produz R$ 107 bilhões", explicou. "Fica complicado viver na pobreza extrema com R$ 178,00 por dia". Tanto para o sociólogo, como para o economista, o be-a-bá da recuperação tem endereço certo: a escola.
Fonte - Sputnik  13/11/2020

sexta-feira, 28 de agosto de 2020

Bahia prorroga até 13 de setembro decreto que proíbe aulas, eventos e aglomerações no estado

Educação /Transportes  📖  🚌

O decreto estadual n° 19.586, que determina a proibição das atividades e venceria neste domingo (30), ficará em vigor até o dia 13 de setembro.A prorrogação envolve ainda a suspensão do transporte coletivo intermunicipal em diversas cidades baianas com registros recentes (menos de 14 dias) de casos da Covid-19. 

Da Redação
foto - ilustração/arquivo
Aulas nas unidades de ensino das redes pública e privada e eventos com mais de 50 pessoas seguem proibidos em toda a Bahia. O decreto estadual n° 19.586, que determina a proibição das atividades e venceria neste domingo (30), ficará em vigor até o dia 13 de setembro.
A prorrogação será publicada no Diário Oficial do Estado (DOE) deste sábado (29). O decreto proíbe as atividades que envolvem aglomeração de pessoas, como shows, feiras, apresentações circenses, eventos científicos, passeatas, bem como abertura e funcionamento de zoológicos, museus, teatros, dentre outros.

Transporte intermunicipalA prorrogação envolve ainda a suspensão do transporte coletivo intermunicipal em diversas cidades baianas com registros recentes (menos de 14 dias) de casos da Covid-19. Continuam suspensas nesses municípios a circulação, saída e chegada de qualquer transporte coletivo intermunicipal, público e privado, rodoviário e hidroviário, nas modalidades regular, fretamento, complementar, alternativo e de vans.
Com informações da Secom BA  28/08/2020

quinta-feira, 30 de julho de 2020

Decreto que proíbe aulas e eventos em toda a Bahia é prorrogado por mais 15 dias

Educação/Prevenção   📖   😷

O decreto proíbe todas as atividades que envolvem aglomeração de pessoas, como eventos desportivos, religiosos, shows, feiras, apresentações circenses, eventos científicos, passeatas, aulas em academias de dança e ginástica, bem como abertura e funcionamento de zoológicos, museus, teatros, dentre outros.

Da Redação
foto - ilustração/arquivo
Válido até esta sexta-feira (31), o decreto estadual n° 19.586, que proíbe a realização de eventos com mais de 50 pessoas e atividades em escolas das redes pública e privada em toda a Bahia, será prorrogado por mais 15 dias. O governador Rui Costa deu a notícia no início da noite desta quinta-feira (30), durante mais uma edição do #PapoCorreria.
De acordo com Rui, as medidas restritivas são fundamentais para a redução do número de novos casos de Covid-19. “Por isso, precisamos prorrogar por mais 15 dias o decreto que proíbe atividades letivas e também a promoção de eventos que reúnam mais de 50 pessoas. Como vem ocorrendo desde o início do pandemia, voltaremos a avaliar a situação quando o prazo de vencimento do decreto estiver acabando”, garantiu.
O decreto proíbe todas as atividades que envolvem aglomeração de pessoas, como eventos desportivos, religiosos, shows, feiras, apresentações circenses, eventos científicos, passeatas, aulas em academias de dança e ginástica, bem como abertura e funcionamento de zoológicos, museus, teatros, dentre outros.
A determinação envolve ainda a suspensão do transporte coletivo intermunicipal em cidades baianas com registros recentes — menos de 14 dias — de casos da Covid-19. “Faremos um novo balanço de como se comportou a doença no estado, inclusive porque algumas cidades estão reabrindo o comércio, para avaliar a liberação do transporte intermunicipal”, explicou.

Testes em JequiéCom o intuito de monitorar a realidade dos alunos da rede baiana de ensino e embasar o plano de retomada das aulas, o Estado vem testando estudantes, professores e funcionários de escolas instaladas em cidades com alta incidência do vírus. O governador anunciou que a testagem será iniciada em Jequié, na próxima segunda-feira (3). Até 14 de agosto, 10.771 pessoas vão passar pelos testes no município, sendo 9.964 estudantes, 560 professores e 247 funcionários, de 17 unidades escolares.
“Já fizemos a testagem em Ipiaú, Itajuípe e Uruçuca, e agora chegou a vez de Jequié. O objetivo é obter um diagnóstico da situação dos alunos da rede no que se refere ao coronavírus, tendo acesso a dados como quantos tiveram e quantos estão contaminados, de modo a gerar uma pequena amostra do que está ocorrendo com esses estudantes, bem como com os servidores. Esses e outros dados vão embasar e viabilizar um planejamento mais assertivo de retomada das aulas”, finalizou Rui.
Com informações da Secom BA  30/07/2020

sexta-feira, 1 de maio de 2020

Suspensão de aulas, eventos e futebol na Bahia é prorrogada até 18 de maio e suspensão de transporte intermunicipal atinge 99 cidades

Educação/Transportes/Prevenção  📖 🚌 😷

Suspensão de aulas, eventos e jogos de futebol é prorrogada até 18 de maio.Governo do Estado prorroga suspensão de transporte intermunicipal em 99 cidades.A suspensão das aulas em unidades públicas e particulares, dos eventos com mais de 50 pessoas e do transporte coletivo intermunicipal em 99 cidades baianas fica prorrogada até 18/05

Da Redação
foto - ilustração/arquivo
O Governo do Estado prorrogou até 18 de maio a suspensão das aulas em unidades públicas e particulares, dos eventos com mais de 50 pessoas e do transporte coletivo intermunicipal em 99 cidades baianas. A medida foi publicada no Diário Oficial do Estado (DOE) desta sexta-feira (1º), alterando o Decreto n° 19.586, com o objetivo de conter a disseminação do novo coronavírus na Bahia.
Estão suspensas as atividades que envolvem aglomeração de pessoas, como eventos desportivos, religiosos, shows, feiras, circos, eventos científicos, passeatas e afins, bem como aulas em academias de dança e ginástica, além dos jogos de campeonatos de futebol, profissionais e não profissionais, e a abertura e funcionamento de zoológicos, museus, teatros e afins.

Governo do Estado prorroga suspensão de transporte intermunicipal em 99 cidades  🚌
O Governo do Estado prorrogou de 3 de maio para o dia 18 de maio a suspensão do transporte intermunicipal em 99 municípios baianos. A decisão, que foi publicada no Diário Oficial do Estado (DOE) desta sexta-feira (1º), tem o objetivo de conter o avanço da pandemia do novo coronavírus na Bahia.
A restrição inclui a circulação, a saída e a chegada de qualquer transporte coletivo intermunicipal, público e privado, rodoviário e hidroviário, nas modalidades regular, fretamento, complementar, alternativo e de vans nesses municípios. Também estão suspensas até 18 de maio a circulação, a saída e a chegada de ônibus interestaduais no território baiano.
Pelo decreto, Guaratinga passou a integrar a lista de cidades com transporte intermunicipal suspenso. Por outro lado, o documento autoriza a retomada do transporte em Aiquara e Conceição do Jacuípe, municípios com 14 dias ou mais sem novos casos de Covid-19.

Lista de municípios
As cidades com transporte suspenso são Acajutiba, Água Fria, Alagoinhas, Almadina, Amélia Rodrigues, Aracatu, Arataca, Barro Preto, Buerarema, Caetanos, Caldeirão Grande, Camacã, Camaçari, Camamu, Campo Alegre de Lourdes, Canavieiras, Candeias, Capim Grosso, Castro Alves, Catu, Coaraci, Coração de Maria, Cravolândia, Cruz das Almas, Curaçá, Dário Meira, Dias D'Ávila, Eunápolis, Feira de Santana, Floresta Azul, Gandu, Gongogi, Ibicaraí, Ibirataia, Ibotirama, Ilhéus, Ipiaú, Ipirá, Irecê, Itabela, Itaberaba, Itabuna, Itacaré, Itagibá, Itajuípe, Itamari, Itaparica, Itapebi e Itapetinga.
A lista inclui também Itatim, Jaguaquara, Jaguarari, Jequié, Juazeiro, Laje, Lajedo do Tabocal, Lauro de Freitas, Licínio de Almeida, Livramento de Nossa Senhora, Maracás, Maragogipe, Maraú, Mata de São João, Mirante, Morpará, Mucugê, Nilo Peçanha, Oliveira dos Brejinhos, Paramirim, Paulo Afonso, Porto Seguro, Ribeira do Pombal, Rio do Pires, Rio Real, Salvador, Santa Bárbara, Santa Cruz Cabrália, Santa Luzia, Santa Teresinha, Santaluz, Santo Amaro, São Felipe, São Francisco do Conde, São José da Vitória, Sátiro Dias, Seabra, Serra Preta, Simões Filho, Taperoá, Teixeira de Freitas, Ubaitaba, Ubatã, Una, Uruçuca, Valença, Valente, Vera Cruz e Vitória da Conquista.
Com informações da Secom BA  01/05/2020

terça-feira, 18 de fevereiro de 2020

Professores da rede estadual do Piaui receberão entre R$ 3,7 e R$ 7 mil, após reajuste

Educação  📖

O Piauí tem hoje 10 mil professores com jornada de 40 horas/aulas semanais, que são abarcados pelo piso do magistério.Com a medida, 95% dos professores piauienses receberão entre R$ 3.750 e R$ 7.082, um reajuste de 4,17%, mais auxílio alimentação de 4,31%. O valor fica bem acima do piso nacional do magistério que é de R$ 2.886.

Da Redação
seduc.pi.gov.br
O Governo do Piauí, enviou, nessa segunda-feira (17), à Assembleia Legislativa do Estado um projeto de lei para o reajuste dos salários dos professores da rede estadual de ensino. Com a medida, 95% dos professores piauienses receberão entre R$ 3.750 e R$ 7.082, um reajuste de 4,17%, mais auxílio alimentação de 4,31%. O valor fica bem acima do piso nacional do magistério que é de R$ 2.886.
O Piauí tem hoje 10 mil professores com jornada de 40 horas/aulas semanais, que são abarcados pelo piso do magistério. Desses, a maioria (9.600) são professores com graduação (SL), especialização (SE), mestrado (SM) ou doutorado (SD) e dependendo do nível (progressão por tempo de serviço) que estejam, passarão a receber vencimentos superiores a R$ 3.750, um valor 23% acima do piso.
Os professores com especialização, que formam a maioria no universo da rede estadual, cerca de 6.400, terão um incremento em seus vencimentos com a remuneração final chegando a ordem de R$ 4.464, um valor 35,3% superior ao piso nacional.
Segundo o secretário de Governo, Osmar Júnior, caso seja aprovado pelo Assembleia Legislativa, o novo piso estadual deve entrar em vigor a partir do mês de maio, prazo necessário para que o valor se adeque à Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), que limita gastos do Executivo com folha de pessoal com um limite prudencial de 46.55% do Orçamento do Estado.

Outras medidasConcomitante à valorização dos profissionais da educação, outros fatores como a melhoria das condições de trabalho e o acesso à escola são importantes para a elevação dos índices educacionais. O governo então elaborou o Plano Educar Piauí, com investimento de R$ 1,6 bilhão. O plano está em execução por meio da construção de novas escolas, da reforma e ampliação de escolas já existentes, aquisição de equipamentos e programas voltados para o combate ao analfabetismo, elevação da proficiência dos estudantes, combate à evasão, fortalecimento da gestão escolar e ampliação da oferta de educação profissional.
Em relação ao transporte escolar, o Governo do Piauí adotou medidas para mudar o sistema de transporte e realizou licitação que adota o conceito de alunos transportados em lugar da linha ou rota. Além disto, todos os veículos terão sistema de rastreamento e localização, o que dará à Seduc condições de controlar de modo mais eficiente o cumprimento dos contratos.
Essas e outras medidas fazem da educação pública do Piauí uma das que mais avançam no Brasil. Prova disso são os índices e resultados conquistados pelas escolas do estado e por estudantes, servindo de modelo para outros estados com destaque, inclusive, internacionalmente.
Com informações do Governo do Piaui  18/02/2020

segunda-feira, 3 de fevereiro de 2020

Governador do Maranhão Flávio Dino divulga novo piso salarial para os professores do estado

Cultura/Educação  📖

Flávio Dino - Novo piso de remuneração para professores 40h no Maranhão deve passar para R$ 6.358,96. Proposta será enviada hoje para Assembleia Legislativa. Lembro que valor nacional é R$ 2.886,24

Da Redação
foto - ilustração/PCdoB
O governador do Maranhão, Flávio Dino do PC do B, divulgou nesta segunda (03),através de suas redes sociais o novo piso salarial  no valor de R$ 6.358,96,  para os professores com carga horária de 40 horas semanais nas escolas do Estado.
A proposta que será encaminhada à Assembleia Legislativa do estado,irá variar entre 5% e 17,49%, e a reposição dos valores ainda será acrescida de outras vantagens como: titulações e outras gratificações, levando o Maranhão a pagar uma das maiores remunerações do Brasil para os professores da rede pública de ensino.

Notas divulgadas nas redes sociais pelo Gov. Flávio Dino
Novo piso de remuneração para professores 40h no Maranhão deve passar para R$ 6.358,96. Proposta será enviada hoje para Assembleia Legislativa. Lembro que valor nacional é R$ 2.886,24.

Tomei a decisão de repassar 100% dos valores do FUNDEB para a folha de salários, e complementar com recursos próprios do Estado. A essência da aprendizagem reside nos professores. Dessa decisão resulta reajuste de até 17,5% nas menores remunerações (piso).
Pregopontocom  03/02/2020

terça-feira, 13 de agosto de 2019

Manifestantes voltam às ruas em defesa de mais recursos para educação

Educação  📖

Segundo a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), há atos agendados em ao menos 170 cidades dos 26 estados, além do Distrito Federal. A manifestação nacional é uma continuidade da mobilização de maio, organizada em defesa da manutenção das verbas para o ensino superior. Para a União Nacional dos Estudantes (UNE), os contingenciamentos anunciados pelo governo afetam não só o ensino superior, mas também a educação básica, o ensino médio e programas de alfabetização.

Alex Rodrigues
Repórter da Agência Brasil

Marcelo Camargo/Agência Brasil
Convocados por entidades sindicais e movimentos estudantis, professores, técnico-administrativos e estudantes participam hoje (13), em várias cidades do país, de atos contra o contingenciamento de recursos da educação, em defesa da autonomia das universidades públicas e contra a reforma da Previdência.
Segundo a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), há atos agendados em ao menos 170 cidades dos 26 estados, além do Distrito Federal. A manifestação nacional é uma continuidade da mobilização de maio, organizada em defesa da manutenção das verbas para o ensino superior. Para a União Nacional dos Estudantes (UNE), os contingenciamentos anunciados pelo governo afetam não só o ensino superior, mas também a educação básica, o ensino médio e programas de alfabetização.
De acordo com a UNE, os protestos também são contra a proposta do Ministério da Educação (MEC) de instaurar o programa Future-se, que, segundo a pasta, busca o fortalecimento da autonomia administrativa, financeira e da gestão das universidades e institutos federais. Para as entidades sindicais e movimentos estudantis, o projeto transfere atribuições dos governos para o mercado.

Distrito Federal
Um pequeno grupo de manifestantes começou o dia fechando parte da Rodovia DF-075, também conhecida como Estrada Parque Núcleo Bandeirante (EPNB), que liga o centro da capital federal a outras regiões administrativas no sentido de Goiânia. Portando faixas e cartazes com palavras de ordem contra o bloqueio de verbas para a educação, o grupo queimou pneus, interrompendo parcialmente o tráfego de veículos.
Pouco antes das 9h, profissionais da educação, estudantes, sindicalistas e outros manifestantes começaram a se concentrar no Conjunto Cultural da República, na Esplanada dos Ministérios. Devido à concentração de pessoas, três faixas do Eixo Monumental tiveram que ser bloqueadas ao tráfego de veículos enquanto os manifestantes caminhavam em direção ao Congresso Nacional. A certa altura, participantes da 1ª Marcha das Mulheres Indígenas, que também protestavam na Esplanada dos Ministérios, uniram-se ao ato.
A Secretaria de Educação do Distrito Federal não suspendeu as aulas nas quase 700 escolas públicas da rede de ensino, mas ainda aguarda informações das coordenações regionais para fazer um balanço do impacto dos atos. “A pasta terá o balanço no decorrer do dia e reitera que as aulas não ministradas durante a paralisação deverão ser repostas, em datas a serem definidas pelas direções das escolas, ainda neste semestre, garantindo o cumprimento dos 100 dias letivos por semestre”, informou a secretaria, em nota.
Principal instituição universitária da capital, a Universidade de Brasília (UnB) suspendeu as atividades. A paralisação dos docentes foi aprovada em assembleia geral realizada ontem (12), pela associação que representa a categoria, mas a adesão efetiva caberá a cada professor.

Pernambuco
No Recife, embora a Universidade Federal de Pernambuco não tenha suspendido as aulas, professores e técnicos de vários departamentos dos três campi (Recife, Caruaru e Vitória de Santo Antão) da instituição aderiram ao movimento e não compareceram ao trabalho. Alunos de outras instituições, como o Instituto Federal, também não tiveram aulas. Um grande ato está agendado para as 14h, na Rua da Aurora, em frente ao Ginásio Pernambucano. Além da capital, manifestações foram agendadas em, pelo menos, outras quatro cidades do estado: Arco Verde, Caruaru, Garanhuns e Petrolina, de acordo com a CNTE.

Bahia
Em Salvador, manifestantes se reuniram no Largo do Campo Grande, de onde saíram em caminhada até a Praça Castro Alves. Expondo faixas e cartazes, o grupo pediu mais investimentos em educação. No mesmo horário (10h), uma manifestação semelhante ocorria em Feira de Santana.

Ceará
Em Fortaleza, os manifestantes se concentraram na Praça da Gentilândia, no bairro Benfica. Participam professores, estudantes e outros trabalhadores da educação. Segundo a Central Única dos Trabalhadores (CUT), ao menos 12 cidades cearenses devem sediar alguma atividade alusiva à mobilização ao longo do dia, entre elas Juazeiro do Norte, Sobral e Itapipoca.
Fonte - Agência Brasil  13/08/2019

sexta-feira, 17 de maio de 2019

Garantir a segunda vitória

Ponto de Vista  🔍

A greve da Educação do dia 15 de maio já é um marco na história recente do Brasil. Além da greve as manifestações que se espraiaram por mais de 200 cidades e todas as capitais alteraram a conjuntura política e deram um norte às oposições e aos parlamentares indicando-lhes a necessidade de se aproximarem da vida dos brasileiros. Foi o que tentou o deputado federal Orlando Silva (PC do B-SP) propondo a convocação do ministro da Educação para interrogatório na Câmara no mesmo dia da greve.

João Guilherme Vargas Netto* - Portogente
foto - ilustração
Um tsunami cívico nacional em defesa da Educação tomou conta das ruas do Brasil surpreendendo o presidente da República que havia profetizado também um tsunami, mas não o que aconteceu e cujos milhões de participantes foram por ele insultados como “idiotas úteis que não sabem quanto é 7 x 8, nem a fórmula da água”.
A greve da Educação do dia 15 de maio já é um marco na história recente do Brasil. Além da greve as manifestações que se espraiaram por mais de 200 cidades e todas as capitais alteraram a conjuntura política e deram um norte às oposições e aos parlamentares indicando-lhes a necessidade de se aproximarem da vida dos brasileiros. Foi o que tentou o deputado federal Orlando Silva (PC do B-SP) propondo a convocação do ministro da Educação para interrogatório na Câmara no mesmo dia da greve.
Determinada em fevereiro pelas confederações dos professores contra a deforma da Previdência a greve e as manifestações tomaram corpo e se ampliaram depois do anúncio de cortes pelo ministro da Educação e mantiveram a pauta quase única em defesa da Educação (embora o protesto contra a deforma previdenciária ainda fosse feito pelos professores e suas entidades).
O movimento sindical dos trabalhadores (além, é claro, da rede sindical dos professores, diretores e funcionários das escolas públicas e privadas) ajudou, e muito, na organização da jornada que mobilizou em massa o estudantado das escolas médias, dos institutos federais e das universidades.
O poder mobilizador do tema da Educação, também devido à brutalidade dos cortes e à estupidez do ministro, revelou-se mais forte que o próprio tema da Previdência que já havia se revelado mais forte que o tema da deforma trabalhista.
As direções sindicais devem extrair lições do grande sucesso da greve e das manifestações de 15 de maio, principalmente em relação à greve geral convocada.
Reconhecendo que a preparação do 14 de junho ainda precisa ser reforçada nos 30 dias que nos separam dele, o movimento sindical deve intensificar a coleta das assinaturas do abaixo-assinado contra a deforma previdenciária, ocasião em que as direções se aproximam de suas bases, as consultam e as mobilizam.
Não menos importante para a preparação da greve geral, as direções devem recorrer à tática das GPSs como forma escalonada e cumulativa de se chegar a ela.
A palavra de ordem contra o fim das aposentadorias ainda não produziu o efeito mobilizador que foi produzido pelos cortes na Educação, o que nos leva a intensificar a propaganda e a comunicação, bem como a articulação com os deputados e senadores.
Depois de uma vitória é o melhor momento de se preparar uma outra, desde que se compreenda bem o que garantiu a primeira e o que garantirá a segunda.
*João Guilherme Vargas Netto é analista político
Fonte - Portogente  17/05/2019

terça-feira, 7 de maio de 2019

Um tributo à humanidade

Ponto de Vista  🔍

Em 1970, o ditador Médici quis fazer uma reforma do ensino médio. Depois de 60 dias, um grupo apresentou um projeto para acabar com o “ensino verbalístico, propedêutico e academizante”, substituindo-o por uma formação técnico-profissional capaz de preparar o jovem para ingressar no mercado de trabalho.O Brasil vivia o “milagre econômico”. O que o regime militar pretendia era reduzir a demanda por vagas no ensino superior, formar profissionais para atender supostas necessidades do mercado e eliminar o debate ideológico nos bancos da academia

*Gaudêncio Torquato - Portogente
Gaudêncio Torquato
A história se repete. O presidente Bolsonaro anuncia a intenção de descentralizar investimentos em cursos de filosofia e sociologia, sob o argumento de que o desenvolvimento do país requer carreiras técnicas. Em 1970, o ditador Médici quis fazer uma reforma do ensino médio. Depois de 60 dias, um grupo apresentou um projeto para acabar com o “ensino verbalístico, propedêutico e academizante”, substituindo-o por uma formação técnico-profissional capaz de preparar o jovem para ingressar no mercado de trabalho.
O Brasil vivia o “milagre econômico”. O que o regime militar pretendia era reduzir a demanda por vagas no ensino superior, formar profissionais para atender supostas necessidades do mercado e eliminar o debate ideológico nos bancos da academia. Hoje, essa intenção volta à tona com a reiterada intenção do governo Bolsonaro de limpar a Universidade pública do “marxismo cultural”, conforme prega o grupo que deseja contrapor sua visão ideológica à “doutrinação de esquerda” no ambiente acadêmico.
O espaço que o governo escolhe para fazer sua “revolução” é o de Ciências Humanas, mais especificamente os cursos de filosofia e sociologia, aos quais procura atribuir insignificância. Para Bolsonaro e seu núcleo educacional, o que o Brasil precisa é de engenheiros, médicos, dentistas, agrônomos, veterinários, enfim, profissionais de ciências exatas e biomédicas. Pensadores, que se transformam em debatedores, contestadores, pessoas de intenção crítica, essas, nem pensar. Fogo neles. Até porque são esses nichos que os bolsonaristas e seu guru, Olavo de Carvalho, identificam levas de socialistas e comunistas.
O fato é que ontem como hoje, governos com algum traço militarista se mostram profundamente contrariados com o questionamento que sofrem, principalmente de vertentes fincadas na Universidade pública. (A propósito, não são os militares da estrutura governamental quem defende a “limpeza” no espaço acadêmico. Os integrantes das Forças Armadas, reformados, que estão na administração, sinalizam interesses centrados no desenvolvimento nacional).
A pregação de Bolsonaro mais se assemelha a uma toada de refrãos. Até porque os cursos de filosofia e sociologia representam menos de 2% do total de alunos de graduação das federais, ou seja, 25.904 de um total de 1.283.431 alunos. E na pós-graduação, essa percentagem é de 2,5% do total de programas de mestrado e doutorado. Somente 1,4% dos gastos do CNPQ, agência federal de fomento à pesquisa, são direcionados às ciências sociais.
Dito isto, cheguemos ao cerne da intenção do presidente e seu entorno conservador. Trata-se de querer jogar fora do baralho educacional as cartas que propiciam leitura crítica da realidade brasileira. Não se quer dizer que esta leitura não possa ser feita por outras áreas do conhecimento. Mas é na filosofia e na sociologia, dois eixos das ciências humanas, que os cidadãos encontram os fundamentos para explicar a própria história da Humanidade. Vejam o termo aqui expresso: Humanidade. O conjunto dos humanos que habitam o planeta, a longa caminhada de sua trajetória, a evolução de seus passos, os ciclos de sua história, as diferenças sócio-culturais das gentes, a evolução de seu pensamento.
Atirar contra a filosofia e a sociologia é querer excluir da aprendizagem clássicos do pensamento, dentre eles Sócrates, Platão, Aristóteles, Tales de Mileto, Pitágoras, Xenófanes, Heráclito, Diógenes, Demócrito, Arquimedes, Ptolomeu, Sêneca, Cícero, Tomás de Aquino, para citar alguns entre os mais antigos; ou ainda Erasmo, Maquiavel, Bacon, Newton, Galileu Galilei, Thomas Hobbes, Pascal, Spinoza, John Locke, Montesquieu, Voltaire, Rousseau, Kant, Schopenhauer, Comte, Stuart Mill, Marx, Bertrand Russel, Marcuse, Heideger, Sartre, Bobbio, Camus, Foucault, Harbermas, Baudilllard, Castoriadis, entre tantos outros. Sem deixar de lado esses três: Marx, Durkheim e Max Weber. (Quem se habilita a inserir na lista Olavo de Carvalho?)
Queimar o pensamento de figuras dessa estatura é apequenar a História do Homem em seu habitat. Inseri-los na mesa de estudos é prestar um tributo à Humanidade.
*Gaudêncio Torquato, jornalista, é professor titular da USP, consultor político e de comunicação 
Fonte - Portogente  07/05/2019

quinta-feira, 31 de janeiro de 2019

Governo do Maranhão entrega ônibus escolares e beneficia 3,5 mil estudantes de 11 municípios

Transporte/Educação 🚌

Os ônibus escolares são equipados com assentos reservados, cintos de segurança de quatro pontos (mais firmes), possuem itens de acessibilidade e capacidade para o transporte de até 44 passageiros sentados.Além dos ônibus, o Governo entregou lanchas, sendo esta a primeira vez que uma gestão estadual contempla comunidades estudantis com o transporte aquático. A lancha escolar entregue em Penalva tem capacidade para transportar cerca de 33 pessoas a cada viagem e é equipada com materiais de segurança apropriados para a navegação.

Da Redação
Divulgação - Gov.Maranhão/Karlos Geromy)
Um total de 3,5 mil estudantes da rede pública de 11 cidades do Maranhão terão mais qualidade, conforto e segurança na ida à escola. Na manhã desta terça-feira (29), no Palácio dos Leões, o governador Flávio Dino fez a entrega de ônibus escolares novos e equipados. Com esta entrega, totalizam 104 os veículos doados pelo Governo do Estado, via Secretaria de Estado de Educação (Seduc), a municípios maranhenses, entre estes, duas lanchas. Para as aquisições, foram investidos recursos de R$ 2,4 milhões.
Em sua fala, o governador Flávio Dino pontuou o atual momento nacional e destacou os esforços da gestão para manter o ritmo de investimentos. “É com imensa satisfação que realizamos mais essa entrega de equipamentos aos municípios, a segunda este ano e estamos trabalhando para, apesar das dificuldades, manter os programas, prosseguir os investimentos e reforçar a gestão parceira com os municípios”, afirmou.
O governador disse ainda que a entrega “é o resultado de ações decisivas para que, cada vez mais, o cidadão possa usufruir um serviço público de mais qualidade. A ordem é continuar trabalhando e acreditamos que este, com certeza, será um ano melhor”.
O secretário de Estado da Educação (Seduc), Felipe Camarão, enfatizou o significado de mais esta entrega para as cidades contempladas e estudantes dos municípios beneficiados. “É mais um avanço para o Maranhão, pois investir em educação é pensar o futuro”, disse.
“O Governo do Estado tem nesta política uma prioridade e já contemplou diversos municípios que há muito aguardavam, possibilitando o acesso, a segurança e o conforto de milhares de estudantes maranhenses”, acrescentou Camarão. A meta da gestão é totalizar 310 veículos escolares entregues este ano.
Em Feira Nova do Maranhão, uma das cidades contempladas nesta etapa, o ônibus escolar será um diferencial para a comunidade estudantil da região. “A maior parte da nossa população, cerca de 70%, reside em área rural. Com esse veículo, o transporte será facilitado e o mais importante, será mais ágil, confortável e seguro para nossos alunos”, pontuou o prefeito
Em Alcântara, os ônibus escolares existentes já apresentam problemas devido o período de uso e, com o novo veículo, o município pretende atenuar esta dificuldade. “Temos veículos com problemas de mecânica e que já não oferecem as condições adequadas para o transporte dos alunos. Essa doação do Governo do Estado veio em boa hora e vai aliviar bastante a atual situação do transporte escolar em nosso município”, disse o prefeito Anderson Wilker.
O transporte de aproximadamente 44 estudantes está garantido no município de Godofredo Viana, com a doação do ônibus escolar. Para o prefeito da cidade, Shriley Mota, o veículo vai promover uma importante melhoria no transporte para este segmento.
“Nosso município é muito carente e tinha a necessidade urgente de um novo veículo para o adequado transporte de nossos alunos. Precisávamos muito e este ônibus fará toda a diferença”, enfatiza o gestor. O município brevemente será beneficiado com outro ônibus escolar, resultado de convênio já firmado com o Governo do Estado.
Os ônibus escolares são equipados com assentos reservados, cintos de segurança de quatro pontos (mais firmes), possuem itens de acessibilidade e capacidade para o transporte de até 44 passageiros sentados.
Bacuri, Godofredo Viana, Lago Verde, São José dos Brasílios, Governador Edson Lobão, Alto Parnaíba, Tasso Fragoso, Feira Nova, São Vicente Ferrer, Caxias e Alcântara foram os municípios contemplados nesta que é a quarta etapa das entregas.
Além dos ônibus, o Governo entregou lanchas, sendo esta a primeira vez que uma gestão estadual contempla comunidades estudantis com o transporte aquático. A lancha escolar entregue em Penalva tem capacidade para transportar cerca de 33 pessoas a cada viagem e é equipada com materiais de segurança apropriados para a navegação. Antes, o transporte dos alunos era em barcos de madeira, cobertos de palha, único tipo disponível na região.
A iniciativa conta com recursos próprios do Governo do Estado (Tesouro Estadual), por meio de adesão à Ata de Preços do Programa Caminhos da Escola, do Fundo Nacional do Desenvolvimento da Educação (FNDE) e integra o Programa Estadual de Apoio ao Transporte Escolar (PEATE).
Presentes no evento, o vice-governador Carlos Brandão; o presidente da Assembleia Legislativa, Othelino Neto; secretários de Estado; deputados estaduais e federais; além dos prefeitos das cidades contempladas.
Com informações da Secap/Gov.Maranhão  31/01/2019

sexta-feira, 4 de janeiro de 2019

Governo do Maranhão lança Pacto pela Aprendizagem e vai distribuir mais 200 ônibus escolares

Educação 🚌

Lançado por Flávio Dino na posse do seu 2º mandato no governo do Maranhão, o Pacto pela Aprendizagem vai distribuir mais 200 ônibus escolares.Flávio Dino instituiu por meio de decreto o Pacto pelo Fortalecimento da Aprendizagem no Maranhão, que visa reforçar a colaboração entre Estado e municípios para a elevação de indicadores educacionais em todas as cidades maranhenses.

Da Redação
Divulgação - Secap/Gov.MA
Ao ser reconduzido à chefia do poder executivo estadual, o governador Flávio Dino demonstrou que a Educação continuará sendo uma de suas prioridades.
Durante a solenidade de posse, realizada na terça-feira, 1º de janeiro, em frente ao Palácio dos Leões, Flávio instituiu, por meio de decreto, uma novidade para o setor: o Pacto pelo Fortalecimento da Aprendizagem no Maranhão, que visa reforçar a colaboração entre Estado e municípios para a elevação de indicadores educacionais em todas as cidades maranhenses.
O Pacto prevê ações em infraestrutura, gestão, avaliação escolar; planejamento, suprimentos e suporte, além de apoio estadual na gestão de programas e projetos federais.
A redução da distorção idade-série na Educação Básica, a alfabetização na idade certa e a elevação do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (IDEB) nas redes municipais de ensino são algumas das metas do Pacto.
Flávio ressaltou que a medida é essencial para que os avanços obtidos na área da educação durante o seu primeiro mandato, como o programa Escola Digna e a elevação do IDEB estadual, aprofundem-se nos próximos quatro anos.

Creches e mais 200 ônibus escolares
O governador explicou que o Pacto abrange uma série de iniciativas e anunciou uma medida imediata: a compra de mais 200 ônibus escolares para as redes estaduais.
Ele sinalizou ainda que já nesta quarta-feira, dia 2 de janeiro, iria se dirigir ao ministro da Educação para pedir a retomada da construção de creches que estão paralisadas em várias cidades do Maranhão, já que são obras do Governo Federal em parceria com os municípios.
“Estes dois passos são os primeiros para que nós possamos abranger um vasto conjunto, com a oferta de kits pedagógicos, livros paradidáticos, material de formação para os professores, qualificação da infraestrutura das escolas municipais e elevação do IDEB na rede municipal”, detalhou.
As despesas decorrentes do Pacto pelo Fortalecimento de Aprendizagem correrão por conta das dotações orçamentárias do Governo do Maranhão com recursos do Tesouro Estadual ou de Operação de Crédito, ou ainda, por meio de recursos captados juntos ao Governo Federal, Emendas Parlamentares e com parcerias com a iniciativa privada.
Com informações da Secap/GOV.Maranhão  04/01/2019

segunda-feira, 12 de novembro de 2018

Maranhão institui Escolas com Liberdade e sem Censura no estado

Educação/Ensino  📕 📖

O decreto faz oposição ao projeto que será votado pelos deputados federais, defendido pelo presidente eleito Jair Bolsonaro. O texto assegura que todos os professores, estudantes e funcionários são livres para expressar os próprios pensamentos e opiniões na rede estadual do Maranhão.

Mariana Tokarnia
Repórter da Agência Brasil

foto - ilustração/Pregopontocom
São Luis Ma
Na véspera da votação do projeto Escola sem Partido na Câmara dos Deputados, o governador reeleito do Maranhão, Flávio Dino, editou decreto instituindo Escolas com Liberdade e sem Censura no estado. O decreto faz oposição ao projeto que será votado pelos deputados federais, defendido pelo presidente eleito Jair Bolsonaro.
O texto assegura que todos os professores, estudantes e funcionários são livres para expressar os próprios pensamentos e opiniões na rede estadual do Maranhão.
O decreto estipula ainda que a Secretaria Estadual de Educação deve promover campanha de divulgação nas escolas sobre as garantias constitucionais e previstas em lei de “liberdade de aprender, ensinar, pesquisar e divulgar o pensamento, a arte e o saber”.
O governador maranhense usou o Twitter para divulgar a edição do decreto. “Falar em Escola Sem Partido tem servido para encobrir propósitos autoritários incompatíveis com a nossa Constituição e com uma educação digna”.
Pelo decreto fica proibido no ambiente escolar cercear opiniões por meio de violência ou ameaças; calúnia, difamação, injúrias e outros atos infracionais; e qualquer pressão ou coação que represente violação aos princípios constitucionais de liberdade no ambiente escolar.
Por fim, o texto estabelece que professores, estudantes ou funcionários somente poderão gravar vídeos ou áudios durante as aulas e demais atividades de ensino com a autorização de quem será filmado ou gravado.

Escola sem Partido
Já projetos de lei com conteúdos semelhantes ao do Escola sem Partido tramitam tanto na Câmara dos Deputados quanto no Senado. Para amanhã (13), está agendada a votação do projeto na Câmara. A proposta é incluir entre os princípios do ensino o respeito às convicções do aluno, de seus pais ou responsáveis, dando precedência aos valores de ordem familiar sobre a educação escolar nos aspectos relacionados à educação moral, sexual e religiosa.
O projeto estabelece que as escolas tenham cartazes com deveres do professor, entre os quais está a proibição de usar sua posição para cooptar alunos para qualquer corrente política, ideológica ou partidária. Além disso, o professor não poderá incitar os alunos a participar de manifestações e deverá indicar as principais teorias sobre questões políticas, socioculturais e econômicas.
O Escola sem Partido é polêmico. Os defensores dizem que professores e autores de materiais didáticos vêm se utilizando de suas aulas e de suas obras para tentar obter a adesão dos estudantes a determinadas correntes políticas e ideológicas.
Já os críticos dizem que as leis atuais já impedem qualquer tipo de abuso por parte dos professores e que um projeto como o Escola sem Partido vai gerar insegurança nas salas de aulas e perseguição aos docentes.
Após as eleições, a deputada estadual eleita pelo PSL, mesmo partido de Bolsonaro, Ana Caroline Campagnolo, fez uma publicação nas redes sociais incentivando que estudantes gravassem as aulas e denunciassem, por meio de um canal criado por ela, professores que fizessem manifestações contrárias ao presidente eleito. A Justiça determinou que ela retirasse a publicação das redes.
Fonte - Agência Brasil  12/11/2018

segunda-feira, 13 de agosto de 2018

Um projeto nefasto

Ponto de Vista  🔍

O que está em andamento com a CAPES e com o CNPq não somente repercute nas bases científicas e de pesquisa do país, nem se restringe ao desmonte da política que conectava a pós-graduação com a educação básica. É uma estratégia para forjar consensos a respeito da “inviabilidade” orçamentária da presença do Estado nesses setores.

Gilberto Alvarez* - Portogente
Gilberto Alvarez
Teve rápida e expressiva repercussão a divulgação do ofício que o presidente da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Ensino Superior (CAPES), professor Abílio Baeta Neves, enviou ao ministro da Educação registrando sua perplexidade com a situação orçamentária que se anuncia para 2019.
Em poucas horas o conteúdo foi compartilhado nas redes sociais e já na edição noturna dos principais telejornais a questão foi divulgada.
Uma semana depois, dentro do mesmo quadro de perplexidade, o professor Mario N. Borges, presidente do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), divulgou nota igualmente alarmante, denunciando uma política de “terra arrasada” em relação à base orçamentária do Conselho.
Quando o mais importante órgão de fomento à pesquisa e à ciência do país deu-se conta do “lugar reservado” para o CNPq no orçamento 2019, foi possível constatar que sua extraordinária estrutura, resultado de décadas de lutas da sociedade brasileira, está sendo praticamente reduzida à concessão de bolsas. Concessão essa em número reduzido e impeditiva da continuidade dos programas de fomento à pesquisa.
No caso da CAPES, em todos os veículos de divulgação o tom sombrio acompanhou a notícia. Tratava-se de comunicar à nação que está em andamento um desmonte, uma profunda desarticulação do sistema brasileiro de pós-graduação e pesquisa. A situação do CNPq começa a repercutir agora.
Não bastasse isso, as notícias alertam que a recém-criada conexão entre a CAPES e a formação de professores da educação básica será desarticulada na medida em que programas como os mestrados profissionais para professores das redes públicas, como a Universidade Aberta do Brasil (UAB) não terão recursos para continuar.
Mais ainda, a peça orçamentária indica que o PIBID, que é o Programa de Iniciação à Docência, uma das mais bem sucedidas iniciativas de estímulo à formação docente, desaparecerá.
Ao todo estão saindo da base orçamentária nacional recursos insubstituíveis, o que inviabilizará a continuidade dos trabalhos de 93 mil pós-graduandos, de 105 mil bolsistas do PIBID, de 245 mil participantes da UAB.
No caso do CNPq se estabelece um esvaziamento igualmente danoso.
Se compararmos o CNPq com a CAPES perceberemos que no primeiro a garantia de uma segurança orçamentária para as bolsas é fundamental, pois isso responde pela dinâmica que soma formação em pesquisa com titulação em programas de pós-graduação. Mas o CNPq, diferentemente da CAPES, tem também obrigações relacionadas à continuidade dos trabalhos científicos que se desenvolvem dentro e fora das universidades.
Ou seja, é um abalo de grandes proporções porque são interrompidas as dinâmicas que formam o jovem pesquisador (o que acontece, por exemplo, com a inviabilização do Edital Universal CNPq), as dinâmicas de manutenção dos projetos em andamento, as dinâmicas de conexão dos pesquisadores com cientistas do exterior e as dinâmicas que vinculam ciência com incrementos tecnológicos, descobertas científicas e qualificação de processos.
Isso se dará a partir de 2019. No caso do CNPq no início do ano; no da CAPES a partir de agosto.
Trata-se de um dos mais palpáveis exemplos dos efeitos da Emenda Constitucional 95, que instituiu arbitrariamente um perverso teto de gastos, com 20 anos de vigência.
A Emenda Constitucional 95 demonstrou severo grau de irresponsabilidade para com a educação, a ciência e a saúde na medida em que pôs em risco até gastos de custeio e desestabilizou tanto as dinâmicas triviais de manutenção, como colocou em risco um dos pilares republicanos das instituições públicas.
Ou seja, os mesmos agentes que produziram a aberrante estratégia são os que têm comparecido aos holofotes da imprensa para alardear a possibilidade de tornar educação e saúde públicas objeto de cobrança por serviços prestados.
O princípio da gratuidade de serviços públicos é condição sine qua non de qualquer sociedade republicana e democrática.
O que está em andamento com a CAPES e com o CNPq não somente repercute nas bases científicas e de pesquisa do país, nem se restringe ao desmonte da política que conectava a pós-graduação com a educação básica. É uma estratégia para forjar consensos a respeito da “inviabilidade” orçamentária da presença do Estado nesses setores.
Todos os intercâmbios internacionais em andamento ficam desguarnecidos e os projetos que custaram anos de trabalho árduo e contínuo por parte da comunidade científica brasileira ganham, desde já, prazo de validade. Serão desarticulados a despeito de todo o investimento público já realizado para que tivéssemos a rede de pesquisa que temos.
É desnecessário lembrar que o Brasil é um país com muitas contradições.
Mas vale a pena reforçar que, mesmo com grandes dificuldades e inconsistências na oferta de educação básica e superior, a pós-graduação brasileira e nossa produção acadêmica são reconhecidas internacionalmente. Temos um dos mais bem sucedidos modelos de execução, titulação e avaliação da formação pós-graduada.
É paradoxal que tenhamos estruturado com tanto vigor nossa pós-graduação ao mesmo tempo em que mantivemos a educação básica à mercê de tantas incertezas.
Mas é mais paradoxal ainda desmontá-la agora, quando pela primeira vez a produção da pesquisa passou a interagir com a escola básica, com a educação pública.
Cabe registrar que essas notícias bombásticas e sombrias, crônica de uma morte anunciada, têm sido recebidas até por setores conservadores da imprensa como resultado da penúria orçamentária e como imperativo das operações de ajuste nas contas públicas.
Nesse aspecto, os educadores críticos comprometidos com a educação não podem se deixar levar pela astúcia do argumento que apresenta a austeridade econômica como estratégia de vida ou morte para o país.
É necessário antes perguntar o que se entende por austeridade.
Nesse sentido, é possível perceber que os atores dessa trama estão levando a efeito o processo de retirada do Estado de suas obrigações para com educação, ciência, saúde, seguridade social e cultura.
Portanto, o que está em andamento, a aniquilação da CAPES e o esvaziamento do CNPq, não são obras da restrição, dos minguados recursos, da penúria orçamentária.
O que está em andamento é a execução de um projeto, é a implementação de um modelo de Estado reclamado pela Casa Grande e financiado pelo baronato brasileiro.
Estaria em andamento mesmo com fartura, pois seus mentores têm nos limites postos pela Emenda Constitucional 95 o álibi para executar a destruição com todos os argumentos da inevitabilidade. Mas, na realidade, realizam um projeto de sucateamento que explica porque precisaram usurpar o Estado e a democracia.
Não estamos assistindo aos efeitos de uma crise. Estamos assistindo a destruição daquilo que levamos décadas para construir. Essa destruição não é consequência dos desajustes do Estado, é a nova identidade desse Estado que, sem escrúpulos ou pudores apresenta a todos seu compromisso com alguns.
*Gilberto Alvarez, diretor do Cursinho da Poli e presidente da Fundação PoliSaber
Fonte - Portogente  1308/2018

quinta-feira, 12 de julho de 2018

O fim do SUS e a morte do brasileiro

Ponto de Vista  🔍

Vamos refletir sobre a questão da saúde nas condições do Brasil, hoje.O Ministério da Saúde, pela Portaria nº 1.717, de 12 de junho de 2018, descredencia mais de 6.000 Equipes de Saúde da Família (ESF) em Municípios brasileiros de todas as regiões.É preciso muito cinismo e crença na ignorância popular para que os partidos que votaram ou apoiaram a entrega do petróleo brasileiro às empresas estrangeiras apresentem candidatos prometendo educação e saúde.

Pedro Augusto Pinho* - Portogente
imagem - ilustração/Pinterest 
O projeto aprovado no Congresso de utilizar os recursos petrolíferos do pré-sal para a saúde e educação tornou-se letra morta com a proposta do PSDB e dos golpistas de 2016 de destinarem esta riqueza nacional para as empresas de petróleo estrangeira, em especial as estadunidenses e inglesas, o que irá enriquecer ainda mais seus acionistas nos Estados Unidos da América (EUA) e no Reino Unido (UK).
É preciso muito cinismo e crença na ignorância popular para que os partidos que votaram ou apoiaram a entrega do petróleo brasileiro às empresas estrangeiras (DEM, PPS, PP, PSC, PRB, PSL, NOVO, Rede, PROS, PRTB, SD, PTC, além do PSDB) apresentem candidatos prometendo educação e saúde.

Vamos refletir sobre a questão da saúde nas condições do Brasil, hoje.
O Ministério da Saúde, pela Portaria nº 1.717, de 12 de junho de 2018, descredencia mais de 6.000 Equipes de Saúde da Família (ESF) em Municípios brasileiros de todas as regiões.
Em Cícero Dantas, município baiano de 658 km², com população de 34 mil e 500 pessoas (IBGE 2013), Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) precário, 0,585 (PNUD 2010), fica reduzido, com este descredenciamento, de um terço sua equipe de atendimento pelo SUS. Cito por conhecer o município, que está inserido no "Polígono das Secas", com rios temporários, pois com toda certeza não será o mais sofredor da quase exaustiva relação dos municípios, anexa à Portaria.
Por que este crime contra brasileiros é cometido por outros brasileiros? Seria simplista e incompleto, embora parcialmente verdadeiro, apontar a corrupção. Esta, quando efetiva, é o fim de extensa linha que começa pela apropriação do Poder Nacional.
E os que colocaram estes atuais governantes, por manobras que tiveram início desde a descoberta do pré-sal, atuam em diversos segmentos econômicos, além do petróleo, como os caros leitores tomam ciência, diariamente, com as alienações dos patrimônio nacionais: empresa de aviação (EMBRAER), base de lançamento de foguetes (Alcântara, MA), empresas de engenharia de construção e montagem, indústria naval e, claro, o negócio da saúde.
Quantos laboratórios passaram de mãos nacionais para organizações estrangeiras? Quantos fabricantes de remédios não fecharam as portas?
A saúde, diria melhor, a doença é um investimento de alto retorno. Ao lado das finanças, das drogas, das armas e do petróleo estão as empresas que lucram com a doença, com a miséria, com a morte.
Se pensam que exagero, transcrevo notícia que o Portal Pátria Latina reavivou, neste momento que o Congresso Nacional aprova de um lado a morte e de outro a raposa para gerente do galinheiro (expressão do senador Randolfe Rodrigues). Ou seja, o uso no Brasil de pesticidas, agrotóxicos proibidos em todo mundo civilizado, e o Senado o nome do advogado Rogério Scarabel Barbosa, defensor dos planos de saúde privados para o cargo de diretor da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS).
Aos que desconhecem, à ANS cabe, exatamente, fiscalizar os planos de saúde, que junto com os bancos, são os mais questionados serviços prestados à população. Devemos mais uma vez ao PSDB esta iniciativa impatriótica.
Assim, já não nos surpreende nem assusta a notícia de primeira página do Monitor Mercantil, em 29 de junho de 2018: “Planos de Saúde poderão cobrar até 40% por procedimento”, referente a novas regras de coparticipação e franquia em planos privados de saúde.

Eis a notícia do Pátria Latina.
“Cura do câncer existe há 80 anos e foi suprimida pelos Rockefeller para manter o controle populacional” e segue “as revelações do doutor Richard L. Day, em 1969, foram chocantes na época, mas agora começaram a se tornar realidade. O Dr. Day foi professor de pediatria na Mount Sinai School of Medicine, em Manhattan, Nova Iorque, e diretor médico da organização ‘Planned Parenthood’.
E ainda no Portal: “É difícil obter informações sobre uma possível cura direta do câncer pela Universidade Rockefeller, o que é compreensível se a declaração do Dr. Day estiver correta – e não há motivo para não o ser.
A universidade está envolvida na pesquisa do câncer através do Centro Anderson para Pesquisa do Câncer, que foi criado para encorajar e apoiar colaborações e abordagens no desenvolvimento de tratamento e pesquisa de curas. O câncer é pesquisado na Universidade Rockefeller desde 1911 e vários marcos da pesquisa de câncer foram atribuídos aos cientistas da Rockefeller.
Tem havido muitas reivindicações de “tratamentos” que dizem curar o câncer, e muitas afirmações de que as curas estão sendo suprimidas por grandes empresas farmacêuticas e outras organizações (como o Instituto Rockefeller).
É altamente provável que tratamentos eficazes contra o câncer tenham sido suprimidos no passado com o objetivo de manter uma agenda de controle populacional na Terra”.
Assim, caros leitores, vocês estão diante de um crime infame, ignominioso, praticado por político dos partidos que enumerei e que devem ser afastados definitivamente da vida pública por vocês mesmos; não só estas pessoas não merecem seus votos, como seus partidos estão alinhados com os interesses da morte dos brasileiros e da alienação do Brasil. São os partidos políticos que fazem em nosso País a defesa dos Rockefeller, das famílias que controlam as finanças do mundo, as empresas de petróleo, as drogas, os pesticidas, as doenças e as guerras.
Do GGN jornal de todos os brasis, em artigo de Cida de Oliveira (06/07/2018): “O risco de reaparecimento de casos de poliomielite em mais de 300 municípios brasileiros, devido à baixa cobertura vacinal, tem sido atribuído em grande parte à população. No entanto, não é bem assim. Embora o imunizante não esteja em falta, existe um conjunto de fatores que contribui para a queda vertiginosa da cobertura vacinal até mesmo em municípios de São Paulo, o estado mais rico da federação, em que há nove municípios com cobertura inferior a 10%, quando a Organização Mundial preconiza 95%, para dificultar a circulação do poliovírus.
A demora no atendimento nos serviços sobrecarregados, com falta de pessoal, pode levar horas. E a carência de insumos e mesmo de uma ou outra vacina do calendário, o que geralmente obriga um retorno ao posto em outra data – situação complicada para mães ou pais que trabalham –, é um fator que desencoraja. É por isso que o dirigente da Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco)e professor titular do Departamento de Medicina Social da Universidade Federal de Pelotas (UFPel), Luiz Augusto Facchini, entende se tratar, na verdade, de mais um efeito previsível das políticas de austeridade implementadas pelo governo de Michel Temer (MDB) a partir do golpe de estado, em 2016”.
“Na opinião de Facchini só há uma receita para enfrentar o problema: respeitar e cumprir toda a legislação do SUS e investir em políticas sociais. Conforme avalia, a atenção básica é o ponto crítico. "Temos de investir para universalizar a Estratégia de Saúde da Família, que hoje tem cobertura de 65%. Temos de ir rapidamente a 75%, 85%. Além disso, priorizar os processos para o funcionamento do SUS e de suas atribuições essenciais, como a vacinação, o que requer recursos suficientes para compra de vacinas, o seu recebimento, a distribuição, a aplicação nas crianças, bem como esforços de mobilização da comunidade para isso".
Não se iluda, um partido Novo congrega os velhos e velhacos; outro que se chama democrata, os ditadores; os que se dizem cristãos/evangélicos, assassinos frios, aqueles que votam pela morte e pelos agrotóxicos; os denominados populares, republicanos e socialistas, apoiam o fim do Brasil e do Sistema Único de Saúde (SUS). Nas eleições de 2014, as empresas Amil, Bradesco, Qualicorp e Grupo Unimed doaram juntas em torno de R$ 52 milhões para candidaturas de 131 parlamentares.
Reaja, pela Pátria Livre e em defesa do SUS.
*Pedro Augusto Pinho, avô, administrador aposentado. Artigo publicado, originalmente, no site da Associação dos Engenheiros da Petrobras (Aepet)
Fonte - Portogente  12/07/2018