UMA GRANDE NAÇÃO SE CONSTROI COM EDUCAÇÃO, CIDADANIA E SOBERANIA

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sexta-feira, 10 de novembro de 2023

Metrô gratuito para quem vai fazer a prova do ENEM em Salvador

Transportes sobre trilhos  🚇  📖

No próximo domingo(12), a gratuidade no metrô continua para as pessoas que vão prestar o ENEM em Salvador e região metropolitana. O Governo do Estado também fez uma ação no interior do estado em parceria com as prefeituras, garantindo o transporte para estudantes que moram em localidades distantes das cidades onde irão acontecer as provas. 

Pregopontocom
Foto - ilustração/arquivo
Os estudantes que fizeram o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), no domingo (5), tiveram a passagem gratuita no Sistema Metroviário de Salvador e em Lauro de Freitas.No próximo domingo(12), a gratuidade no metrô continua para as pessoas que vão prestar o ENEM em Salvador e região metropolitana. O Governo do Estado também fez uma ação no interior do estado em parceria com as prefeituras, garantindo o transporte para estudantes que moram em localidades distantes das cidades onde irão acontecer as provas. Para a secretária de Desenvolvimento Urbano da Bahia, Jusmari Oliveira, esse é um ato de responsabilidade com a educação e de valorização do estudante, pois proporciona o transporte para quem não tem dinheiro, além de facilitar o acesso aos locais de prova com rapidez e segurança. “Este é um ato de atenção e cuidado que nosso governo tem com todas as baianas e baianos. É o trabalho da equipe do governador Jerônimo Rodrigues para melhorar a educação e a mobilidade urbana do nosso estado. A gratuidade do metrô vai facilitar a vida de todos que vão fazer o ENEM e possibilitará uma melhor condição de acesso aos locais das provas com mais segurança e tranquilidade aos alunos”, afirma Jusmari.
Com informações da Sedur Ba 10/11/2023

Metrô e VLTs gratuitos no segundo domingo de Enem 2023 no Ceará.

Transportes sobre trilhos  🚇  📖

Metrô e VLTs gratuitos no segundo domingo de Enem 2023. Metrô e VLTs terão funcionamento gratuito e aberto à população no segundo domingo de provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2023, no próximo dia 12/11
 
Pregopontocom
Foto - ilustração/Metrofor
Metrô e VLTs terão funcionamento gratuito e aberto à população no segundo domingo de provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2023, no próximo dia 12/11. A medida é uma ação do Governo do Ceará, por meio da Companhia Cearense de Transportes Metropolitanos (Metrofor), para estimular e facilitar o comparecimento aos locais de provas. Por meio de cinco sistemas de transporte sobre trilhos, o Metrofor disponibilizará circulação de trens nas cidades de Fortaleza, Maracanaú, Caucaia, Pacatuba, Sobral, Juazeiro do Norte e Crato. Não é necessário apresentar documentação para ter acesso aos trens. O embarque será aberto à população, nas 62 estações distribuídas nas sete cidades atendidas. Horários especiais Quem for utilizar o metrô e os VLTs neste domingo deve ficar atento e atenta aos horários. O funcionamento será das 10:30 às 14:00 e de 15:00 às 19:30. É importante verificar a partida dos trens em sua estação, tanto na ida, como para o retorno. Os horários por estação estão disponíveis em metrofor.ce.gov.br e no link abaixo.
Com informações da Metrofor  10/11/2023

sexta-feira, 6 de março de 2020

Cadastro para meia passagem estudantil no Ferry-Boat e Lanchas tem início na segunda-feira (9)

Transportes marítimos  🚢

A carteira de meia passagem é concedida a estudantes, moradores das Ilhas de Itaparica e Vera Cruz, matriculados de segunda a sexta-feira em cursos de graduação presencial, ou em cursos técnicos e profissionalizantes em Salvador.Para garantir o benefício, interessados devem comparecer ao posto da Agerba instalado no Terminal de São Joaquim com a documentação* necessária.

Da Redação
foto - ilustração/arquivo
Começa nesta segunda-feira (9), o prazo para o cadastramento ou recadastramento de estudantes de nível técnico e superior para o benefício de meia passagem estudantil nos Sistemas Ferry Boat e Lanchas. A carteira de meia passagem é concedida a estudantes, moradores das Ilhas de Itaparica e Vera Cruz, matriculados de segunda a sexta-feira em cursos de graduação presencial, ou em cursos técnicos e profissionalizantes em Salvador.
Para garantir o benefício, interessados devem comparecer ao posto da Agerba instalado no Terminal de São Joaquim com a documentação* necessária. As carteirinhas podem ser solicitadas presencialmente até o dia 09 de abril, de segunda a sexta-feira, das 09h às 15h. Para adquirir o benefício é necessário o pagamento de R$ 5,68 através da emissão de um DAE (Documento de Arrecadação Estadual) no ato do cadastramento. Após comprovação do pagamento, a carteira será entregue em até 15 dias.

Solicitação online Neste ano a novidade fica por conta da possibilidade do estudante também poder realizar a solicitação da carteira de meia passagem estudantil para o Ferry Boat e Lanchas através do site da Agerba - www.agerba.ba.gov.br. No ambiente virtual é necessário realizar um cadastro, anexar a documentação exigida e aguardar a aprovação do pedido. Todo o processo pode ser acompanhado pelo sistema, que após a confirmação dos dados, emite um boleto de pagamento e informa o prazo para a retirada da carteia, que também acontece no terminal São Joaquim. A solicitação online pode ser realizada 24 horas por dia, até às 23h59 do dia 09 de abril, prazo final para solicitações do benefício.

*Documentos obrigatórios para o cadastramento:
1. Original e cópias de RG, CPF,
2. 01 foto 3x4
3. Comprovante de residência (somente água, energia, telefone e IPTU) que esteja no nome do responsável ou dos pais, ou através da comprovação de parentesco. Permitido, outros documentos mediante autorização da diretoria.
4. Comprovante de matricula no semestre corrente
Com informações da Seinfra BA 06/03/2020

terça-feira, 13 de agosto de 2019

Manifestantes voltam às ruas em defesa de mais recursos para educação

Educação  📖

Segundo a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), há atos agendados em ao menos 170 cidades dos 26 estados, além do Distrito Federal. A manifestação nacional é uma continuidade da mobilização de maio, organizada em defesa da manutenção das verbas para o ensino superior. Para a União Nacional dos Estudantes (UNE), os contingenciamentos anunciados pelo governo afetam não só o ensino superior, mas também a educação básica, o ensino médio e programas de alfabetização.

Alex Rodrigues
Repórter da Agência Brasil

Marcelo Camargo/Agência Brasil
Convocados por entidades sindicais e movimentos estudantis, professores, técnico-administrativos e estudantes participam hoje (13), em várias cidades do país, de atos contra o contingenciamento de recursos da educação, em defesa da autonomia das universidades públicas e contra a reforma da Previdência.
Segundo a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), há atos agendados em ao menos 170 cidades dos 26 estados, além do Distrito Federal. A manifestação nacional é uma continuidade da mobilização de maio, organizada em defesa da manutenção das verbas para o ensino superior. Para a União Nacional dos Estudantes (UNE), os contingenciamentos anunciados pelo governo afetam não só o ensino superior, mas também a educação básica, o ensino médio e programas de alfabetização.
De acordo com a UNE, os protestos também são contra a proposta do Ministério da Educação (MEC) de instaurar o programa Future-se, que, segundo a pasta, busca o fortalecimento da autonomia administrativa, financeira e da gestão das universidades e institutos federais. Para as entidades sindicais e movimentos estudantis, o projeto transfere atribuições dos governos para o mercado.

Distrito Federal
Um pequeno grupo de manifestantes começou o dia fechando parte da Rodovia DF-075, também conhecida como Estrada Parque Núcleo Bandeirante (EPNB), que liga o centro da capital federal a outras regiões administrativas no sentido de Goiânia. Portando faixas e cartazes com palavras de ordem contra o bloqueio de verbas para a educação, o grupo queimou pneus, interrompendo parcialmente o tráfego de veículos.
Pouco antes das 9h, profissionais da educação, estudantes, sindicalistas e outros manifestantes começaram a se concentrar no Conjunto Cultural da República, na Esplanada dos Ministérios. Devido à concentração de pessoas, três faixas do Eixo Monumental tiveram que ser bloqueadas ao tráfego de veículos enquanto os manifestantes caminhavam em direção ao Congresso Nacional. A certa altura, participantes da 1ª Marcha das Mulheres Indígenas, que também protestavam na Esplanada dos Ministérios, uniram-se ao ato.
A Secretaria de Educação do Distrito Federal não suspendeu as aulas nas quase 700 escolas públicas da rede de ensino, mas ainda aguarda informações das coordenações regionais para fazer um balanço do impacto dos atos. “A pasta terá o balanço no decorrer do dia e reitera que as aulas não ministradas durante a paralisação deverão ser repostas, em datas a serem definidas pelas direções das escolas, ainda neste semestre, garantindo o cumprimento dos 100 dias letivos por semestre”, informou a secretaria, em nota.
Principal instituição universitária da capital, a Universidade de Brasília (UnB) suspendeu as atividades. A paralisação dos docentes foi aprovada em assembleia geral realizada ontem (12), pela associação que representa a categoria, mas a adesão efetiva caberá a cada professor.

Pernambuco
No Recife, embora a Universidade Federal de Pernambuco não tenha suspendido as aulas, professores e técnicos de vários departamentos dos três campi (Recife, Caruaru e Vitória de Santo Antão) da instituição aderiram ao movimento e não compareceram ao trabalho. Alunos de outras instituições, como o Instituto Federal, também não tiveram aulas. Um grande ato está agendado para as 14h, na Rua da Aurora, em frente ao Ginásio Pernambucano. Além da capital, manifestações foram agendadas em, pelo menos, outras quatro cidades do estado: Arco Verde, Caruaru, Garanhuns e Petrolina, de acordo com a CNTE.

Bahia
Em Salvador, manifestantes se reuniram no Largo do Campo Grande, de onde saíram em caminhada até a Praça Castro Alves. Expondo faixas e cartazes, o grupo pediu mais investimentos em educação. No mesmo horário (10h), uma manifestação semelhante ocorria em Feira de Santana.

Ceará
Em Fortaleza, os manifestantes se concentraram na Praça da Gentilândia, no bairro Benfica. Participam professores, estudantes e outros trabalhadores da educação. Segundo a Central Única dos Trabalhadores (CUT), ao menos 12 cidades cearenses devem sediar alguma atividade alusiva à mobilização ao longo do dia, entre elas Juazeiro do Norte, Sobral e Itapipoca.
Fonte - Agência Brasil  13/08/2019

quinta-feira, 11 de julho de 2019

Recadastramento da meia passagem estudantil para Itaparica e Vera Cruz no Ferry-Boat e lanchas começa 15 de julho

Travessia marítima  🚢 

Semestralmente cerca de 600 alunos de instituições de ensino superior ou técnico-profissionalizante (reconhecidas pelo MEC) realizam a atualização cadastral. Tem direito a meia-passagem os estudantes residentes nos municípios de Itaparica e Vera Cruz, regularmente matriculados em cursos presenciais situadas em Salvador ou municípios vizinhos.

Da Redação
foto - ilustração/arquivo
O processo de cadastramento ou recadastramento do benefício de meia-passagem estudantil para a travessia no sistema Ferry-boat e sistema de Lancha acontecerá entre os dias 15 de julho e 15 de agosto. A resolução da Agerba foi publicada na manhã desta quinta-feira (11), no Diário Oficial do Estado.
Semestralmente cerca de 600 alunos de instituições de ensino superior ou técnico-profissionalizante (reconhecidas pelo MEC) realizam a atualização cadastral. Tem direito a meia-passagem os estudantes residentes nos municípios de Itaparica e Vera Cruz, regularmente matriculados em cursos presenciais situadas em Salvador ou municípios vizinhos.
Para realizar o cadastramento ou o recadastramento do benefício os alunos devem comparecer no posto da Agerba do Terminal Marítimo de São Joaquim, nos horários de 9h00 às 12h00 e 13h30 às 15h30, com a documentação necessária. Diariamente serão distribuídas 30 senhas, sendo 20 delas pela manhã e 10 à tarde.

Documentação necessária:
Comprovante de matrícula original
Uma foto 3x4 atual
Apresentar original e cópia do comprovante de residência do município de Itaparica/Vera Cruz
Apresentar original e cópia da Identidade e CPF
Com informações da Seinfra BA  11/07/2019

terça-feira, 4 de junho de 2019

Dia, hora, minuto

Ponto de Vista  🔍 ⏰

Na nova conjuntura criada pelo movimento,em defesa da educação, torna-se muito relevante o esforço de fortalecer a unidade de ação, transferindo-se o centro das preocupações para o combate à deforma da Previdência e efetivação da greve geral do dia 14 de junho, sem abandono, é lógico, da pauta original pela Educação.Trata-se agora de organizar de maneira duradoura e efetiva o impulso nobre fortalecendo cada vez mais a rede de instituições representativas para a continuidade do movimento.

João Guilherme Vargas Netto* - Portogente
foto - ilustração/Web
Todos os elogios devem ser feitos às direções estudantis da UNE e da UBES e de milhares de grêmios, DCEs, centros acadêmicos e movimentos pela brilhante vitória das manifestações do dia 30 de maio.
Souberam, com presciência, antecipar as necessidades da luta pela Educação e garantiram, com empenho, a pauta unitária. O estudantado, o professorado e a sociedade os apoiaram maciçamente e ordeiramente.
Trata-se agora de organizar de maneira duradoura e efetiva o impulso nobre fortalecendo cada vez mais a rede de instituições representativas para a continuidade do movimento.
As grosserias do ministro Estafilococo (Cacho de Uvas ou Weintraube) sempre auxiliaram com sua alucinada convocação da deduragem e a dança na chuva. A luta pela Educação, avançando, o colocará em seu devido lugar.
Do meu observatório sindical ressalto a participação unitária dos sindicatos nas manifestações do dia 30, apoiadores do empenho estudantil e aderentes à pauta educacional.
Na nova conjuntura criada pelo movimento torna-se muito relevante o esforço de fortalecer a unidade de ação, transferindo-se o centro das preocupações para o combate à deforma da Previdência e efetivação da greve geral do dia 14 de junho, sem abandono, é lógico, da pauta original pela Educação.
Essa é a grande tarefa do movimento sindical dos trabalhadores e de seus aliados.
A greve tem que ser poderosa, afirmativa, abrangente, com paralisação nas grandes empresas fabris, nos transportes, no comércio (agora que os comerciários e seus sindicatos foram agredidos pelo decreto presidencial que libera desorganizadamente o trabalho aos domingos), nos canteiros de obras, nos bancos e em todos os setores produtivos relevantes. O Brasil tem que parar na sexta-feira, 14 de junho, demonstrando aos deputados e senadores a oposição da maioria à deforma que elimina as aposentadorias.
A afirmação desse repúdio será um grande passo firme na contenção dos danos provocados pelo governo, contenção que já se manifestou na Educação e se espraiará por outras pautas, como a do meio ambiente, dos serviços públicos e da segurança.
Cada dia conta, cada hora conta, cada minuto conta.
*João Guilherme Vargas Netto é analista político
Fonte - Portogente  04/06/2019

segunda-feira, 13 de agosto de 2018

Um projeto nefasto

Ponto de Vista  🔍

O que está em andamento com a CAPES e com o CNPq não somente repercute nas bases científicas e de pesquisa do país, nem se restringe ao desmonte da política que conectava a pós-graduação com a educação básica. É uma estratégia para forjar consensos a respeito da “inviabilidade” orçamentária da presença do Estado nesses setores.

Gilberto Alvarez* - Portogente
Gilberto Alvarez
Teve rápida e expressiva repercussão a divulgação do ofício que o presidente da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Ensino Superior (CAPES), professor Abílio Baeta Neves, enviou ao ministro da Educação registrando sua perplexidade com a situação orçamentária que se anuncia para 2019.
Em poucas horas o conteúdo foi compartilhado nas redes sociais e já na edição noturna dos principais telejornais a questão foi divulgada.
Uma semana depois, dentro do mesmo quadro de perplexidade, o professor Mario N. Borges, presidente do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), divulgou nota igualmente alarmante, denunciando uma política de “terra arrasada” em relação à base orçamentária do Conselho.
Quando o mais importante órgão de fomento à pesquisa e à ciência do país deu-se conta do “lugar reservado” para o CNPq no orçamento 2019, foi possível constatar que sua extraordinária estrutura, resultado de décadas de lutas da sociedade brasileira, está sendo praticamente reduzida à concessão de bolsas. Concessão essa em número reduzido e impeditiva da continuidade dos programas de fomento à pesquisa.
No caso da CAPES, em todos os veículos de divulgação o tom sombrio acompanhou a notícia. Tratava-se de comunicar à nação que está em andamento um desmonte, uma profunda desarticulação do sistema brasileiro de pós-graduação e pesquisa. A situação do CNPq começa a repercutir agora.
Não bastasse isso, as notícias alertam que a recém-criada conexão entre a CAPES e a formação de professores da educação básica será desarticulada na medida em que programas como os mestrados profissionais para professores das redes públicas, como a Universidade Aberta do Brasil (UAB) não terão recursos para continuar.
Mais ainda, a peça orçamentária indica que o PIBID, que é o Programa de Iniciação à Docência, uma das mais bem sucedidas iniciativas de estímulo à formação docente, desaparecerá.
Ao todo estão saindo da base orçamentária nacional recursos insubstituíveis, o que inviabilizará a continuidade dos trabalhos de 93 mil pós-graduandos, de 105 mil bolsistas do PIBID, de 245 mil participantes da UAB.
No caso do CNPq se estabelece um esvaziamento igualmente danoso.
Se compararmos o CNPq com a CAPES perceberemos que no primeiro a garantia de uma segurança orçamentária para as bolsas é fundamental, pois isso responde pela dinâmica que soma formação em pesquisa com titulação em programas de pós-graduação. Mas o CNPq, diferentemente da CAPES, tem também obrigações relacionadas à continuidade dos trabalhos científicos que se desenvolvem dentro e fora das universidades.
Ou seja, é um abalo de grandes proporções porque são interrompidas as dinâmicas que formam o jovem pesquisador (o que acontece, por exemplo, com a inviabilização do Edital Universal CNPq), as dinâmicas de manutenção dos projetos em andamento, as dinâmicas de conexão dos pesquisadores com cientistas do exterior e as dinâmicas que vinculam ciência com incrementos tecnológicos, descobertas científicas e qualificação de processos.
Isso se dará a partir de 2019. No caso do CNPq no início do ano; no da CAPES a partir de agosto.
Trata-se de um dos mais palpáveis exemplos dos efeitos da Emenda Constitucional 95, que instituiu arbitrariamente um perverso teto de gastos, com 20 anos de vigência.
A Emenda Constitucional 95 demonstrou severo grau de irresponsabilidade para com a educação, a ciência e a saúde na medida em que pôs em risco até gastos de custeio e desestabilizou tanto as dinâmicas triviais de manutenção, como colocou em risco um dos pilares republicanos das instituições públicas.
Ou seja, os mesmos agentes que produziram a aberrante estratégia são os que têm comparecido aos holofotes da imprensa para alardear a possibilidade de tornar educação e saúde públicas objeto de cobrança por serviços prestados.
O princípio da gratuidade de serviços públicos é condição sine qua non de qualquer sociedade republicana e democrática.
O que está em andamento com a CAPES e com o CNPq não somente repercute nas bases científicas e de pesquisa do país, nem se restringe ao desmonte da política que conectava a pós-graduação com a educação básica. É uma estratégia para forjar consensos a respeito da “inviabilidade” orçamentária da presença do Estado nesses setores.
Todos os intercâmbios internacionais em andamento ficam desguarnecidos e os projetos que custaram anos de trabalho árduo e contínuo por parte da comunidade científica brasileira ganham, desde já, prazo de validade. Serão desarticulados a despeito de todo o investimento público já realizado para que tivéssemos a rede de pesquisa que temos.
É desnecessário lembrar que o Brasil é um país com muitas contradições.
Mas vale a pena reforçar que, mesmo com grandes dificuldades e inconsistências na oferta de educação básica e superior, a pós-graduação brasileira e nossa produção acadêmica são reconhecidas internacionalmente. Temos um dos mais bem sucedidos modelos de execução, titulação e avaliação da formação pós-graduada.
É paradoxal que tenhamos estruturado com tanto vigor nossa pós-graduação ao mesmo tempo em que mantivemos a educação básica à mercê de tantas incertezas.
Mas é mais paradoxal ainda desmontá-la agora, quando pela primeira vez a produção da pesquisa passou a interagir com a escola básica, com a educação pública.
Cabe registrar que essas notícias bombásticas e sombrias, crônica de uma morte anunciada, têm sido recebidas até por setores conservadores da imprensa como resultado da penúria orçamentária e como imperativo das operações de ajuste nas contas públicas.
Nesse aspecto, os educadores críticos comprometidos com a educação não podem se deixar levar pela astúcia do argumento que apresenta a austeridade econômica como estratégia de vida ou morte para o país.
É necessário antes perguntar o que se entende por austeridade.
Nesse sentido, é possível perceber que os atores dessa trama estão levando a efeito o processo de retirada do Estado de suas obrigações para com educação, ciência, saúde, seguridade social e cultura.
Portanto, o que está em andamento, a aniquilação da CAPES e o esvaziamento do CNPq, não são obras da restrição, dos minguados recursos, da penúria orçamentária.
O que está em andamento é a execução de um projeto, é a implementação de um modelo de Estado reclamado pela Casa Grande e financiado pelo baronato brasileiro.
Estaria em andamento mesmo com fartura, pois seus mentores têm nos limites postos pela Emenda Constitucional 95 o álibi para executar a destruição com todos os argumentos da inevitabilidade. Mas, na realidade, realizam um projeto de sucateamento que explica porque precisaram usurpar o Estado e a democracia.
Não estamos assistindo aos efeitos de uma crise. Estamos assistindo a destruição daquilo que levamos décadas para construir. Essa destruição não é consequência dos desajustes do Estado, é a nova identidade desse Estado que, sem escrúpulos ou pudores apresenta a todos seu compromisso com alguns.
*Gilberto Alvarez, diretor do Cursinho da Poli e presidente da Fundação PoliSaber
Fonte - Portogente  1308/2018

quarta-feira, 28 de março de 2018

Aquilo que nunca acaba

Ponto de Vista  🔍

No mesmo contexto em que parte do país recorda os 50 anos da morte do estudante Edson Luís, no restaurante Calabouço, no centro do Rio de Janeiro, em 1968, recebemos perplexos e assustados a notícia do assassinato da vereadora Marielle Franco, uma mulher negra, defensora dos direitos humanos, referência para a militância de mulheres da Favela da Maré, que emergiu da pobreza para ocupar um espaço de singular dignidade e coragem.

Gilberto Alvarez* - Portogente
Gilberto Alvarez
Quando estamos mergulhados em águas tão turbulentas, com retrocessos de toda ordem e perda visível do respeito aos direitos mais básicos e fundamentais da cidadania e da convivência humana, podemos fazer um exercício de reflexão inspirado na filósofa política Hannah Arendt, autora que nos ensinou a pensar a banalidade do mal e também a atuação dos homens em tempos sombrios.
No mesmo contexto em que parte do país recorda os 50 anos da morte do estudante Edson Luís, no restaurante Calabouço, no centro do Rio de Janeiro, em 1968, recebemos perplexos e assustados a notícia do assassinato da vereadora Marielle Franco, uma mulher negra, defensora dos direitos humanos, referência para a militância de mulheres da Favela da Maré, que emergiu da pobreza para ocupar um espaço de singular dignidade e coragem.
Esse assassinato ocorreu um dia depois da agressão física e moral que os professores da cidade de São Paulo sofreram na Câmara Municipal da cidade. Foram covardemente agredidos pela Guarda Municipal paulistana quando se manifestavam defendendo seus direitos.
Professores e estudantes são pares inseparáveis na trama social em que a escola e os temas da cidadania ganham visibilidade.
Militantes de direitos humanos e minorias permanentemente silenciadas também são pares constitutivos das referências necessárias para se compreender quem fala em nome de quem e quais são as situações que permitem às pessoas afirmar, com convicção, “essa fala me representa”.
A escola e a educação são constantemente aviltadas na apropriação fácil que a maioria dos discursos políticos fazem, convertendo-as em panaceia universal para todos os males.
Desde as falas que indicam que as pessoas são pobres porque não estudam até as manifestações que prometem resolver profundas chagas sociais distribuindo escolas, a educação é um tema instrumentalizado por aqueles que se recusam a procurar, como diria Antonio Candido, a raiz que deu origem ao contraditório de cada situação.
Mas Hannah Arendt insistia que educação tem a ver com o compromisso que assumimos com a humanidade. E a humanidade de todos e de cada um sofre o impacto da disseminação da barbárie.
Arendt afirmava que a prova irrefutável de que nosso compromisso com as gerações vindouras estava necessariamente presente na decisão de educá-los, passando-lhes o patrimônio cultural de toda a humanidade.
O contexto que presenciamos tem evidências fortes de que setores interessados em destruir a democracia também compreenderam isso e, justamente porque entenderam a extensão e a profundidade desse compromisso, se adiantaram a tentar destruir os vínculos entre escola e humanidade, cujo exemplo mais visível é a ideia de escola sem partido, ou seja, escola sem a humanidade como referência.
A autora de Origens do Totalitarismo nos ensinava que a violência não está compartimentada em diferentes propostas de esvaziamento da humanidade. Está contida na soma dos cacos, dos estilhaços, dos fragmentos. Cada episódio de violência atualiza outros modos de ser violento de modo que o silenciamento de uma ativista no Rio de Janeiro é, também, conteúdo da agressão que professores sofrem em São Paulo. São complementares, não acidentes isolados.
A escola e suas personagens, os professores conectados aos estudantes, são fios que permeiam o tecido social e que participam da construção da história à margem das apropriações que os discursos fazem da educação.
Diariamente professores e alunos reacendem a chama que vem sendo constantemente apagada. Levam adiante o compromisso com as próximas gerações e asseguram que as tentativas de esvaziar seus propósitos emancipadores sempre encontrarão resistência.
Muitas vezes trata-se de uma resistência plantada simplesmente na obstinação de continuar continuando. Uma resistência que permite que cada escola se apresente como guardiã das causas da ativista e da memória de estudantes que tombaram nas guerras de extermínio democrático.

O que educadores têm a declarar nesse momento?
Que todos(as) foram agredidos(as) quando os professores de São Paulo receberam os golpes da intolerância.
Que todos(as) perderam também um pouco de suas vidas com o silenciamento que ainda ecoa na favela da Maré e ressoa país afora.
Têm a declarar, como ensinava Hannah Arendt, que falam em nome do que temos em comum, e que continuar continuando é a demonstração de que a escola é depositária não daquilo que tudo muda, mas sim daquilo que nunca acaba.
*Gilberto Alvarez, diretor do Cursinho da Poli e presidente da Fundação PoliSaber
Fonte - Portogente  28/03/2018

quinta-feira, 21 de dezembro de 2017

24,8 milhões das pessoas de 14 a 29 anos não frequentam escolas no país diz o IBGE

Educação  📖

Os motivos relacionados ao mercado de trabalho para não ir à escola foram mais frequentes entre os homens (50,5%). Além disso, entre eles, 24,1% disseram não ter interesse, e 8,2% já tinham concluído o nível de estudo que desejavam.

Ana Cristina Campos
Repórter da Agência Brasil
foto - ilustração-arquivo
A Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua) 2016 divulgada hoje (21) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) estima que 24,8 milhões das pessoas de 14 a 29 anos de idade não frequentavam escola, cursos pré-vestibular, técnico de nível médio ou de qualificação profissional no ano passado.
As razões mais frequentes para não estarem estudando foram por motivo de trabalho, seja porque trabalhava, estava procurando trabalho ou conseguiu trabalho que iria começar em breve (41%); não tinha interesse em continuar os estudos (19,7%); e por ter que cuidar dos afazeres domésticos ou de criança, adolescente, idosos ou pessoa com necessidades especiais (12,8%).
Os motivos relacionados ao mercado de trabalho para não ir à escola foram mais frequentes entre os homens (50,5%). Além disso, entre eles, 24,1% disseram não ter interesse, e 8,2% já tinham concluído o nível de estudo que desejavam.
Para as mulheres, o motivo relacionado a trabalho para não estudar também foi o mais frequente (30,5%); 26,1% delas alegaram ter que cuidar dos afazeres domésticos ou de criança, adolescente, idosos ou pessoa com necessidades especiais, proporção 30 vezes superior à observada entre os homens; e 14,9% não tinham interesse.
No Brasil, em 2016, havia 51,6 milhões de pessoas de 14 a 29 anos de idade. Desse total, 13,3% estavam ocupadas e estudavam; 20,5% não trabalhavam e não estudavam; 32,7% não trabalhavam, mas estudavam e 33,4% estavam ocupadas e não estudavam.
Entre os homens nesse grupo etário, 14,7% não trabalhavam nem estudavam. No caso das mulheres, esse percentual chegou a 26,4%. Em relação à cor ou raça, a maior diferença entre os grupos foi estimada para as pessoas que não trabalhavam nem estudavam: 16,6% para as de cor branca e 23,3% para as pretas ou pardas.

Educação profissional
Em 2016, entre os 8 milhões de estudantes do ensino superior de graduação no Brasil, 842 mil frequentavam cursos tecnológicos, o que corresponde a 10,5% do total de alunos do ensino superior. A graduação tecnológica tem enfoque específico em uma área profissional, duração de 2 a 3 anos, e sua conclusão confere diploma de tecnólogo.
Em relação ao curso técnico de nível médio, 2,1 milhões cursavam essa modalidade de educação profissional destinada aos estudantes de ensino médio ou às pessoas que já o tinham concluído.
Em 2016, entre as 75,3 milhões de pessoas de 14 anos ou mais de idade que estudavam na Alfabetização de Jovens e Adultos ou no ensino fundamental e aquelas que fizeram, no máximo, o ensino fundamental (ou equivalente), 0,8% estavam frequentando curso de qualificação profissional, o que equivale a 568 mil pessoas.
Cerca de 15,8 milhões de pessoas de 14 anos ou mais de idade já haviam frequentado, em algum momento, algum curso de qualificação profissional, modalidade mais acessível da educação profissional, composta de diversos cursos que visam a capacitar o indivíduo para o trabalho em uma determinada ocupação sem, porém, aumentar seu nível de escolaridade
Fonte - Agência Brasil  21/12/2017

sexta-feira, 6 de outubro de 2017

Governo do Estado garante integração da meia passagem entre ônibus metropolitano,metrô e ônibus de Salvador

Mobilidade  🚌 <> 🚇 <> 🚌

O decreto que será publicado neste sábado (07) no DOE,vai igualar as legislações de transporte, garantindo o direito dos estudantes, que utilizam os sistemas, de pagar a meia passagem. A integração dos ônibus metropolitanos com o metrô já está funcionando.

Da Redação
foto - ilustração/arquivo
Será publicado neste sábado (7), no Diário Oficial do Estado (DOE), o decreto que vai regulamentar e permitir a plena integração para estudantes que utilizam os sistemas de ônibus metropolitano e urbano de Salvador, além do metrô. O decreto vai igualar as legislações de transporte, garantindo o direito dos estudantes, que utilizam os sistemas, de pagar a meia passagem. A integração dos ônibus metropolitanos com o metrô já está funcionando.
Os detalhes para a integração geral foram discutidos em reunião entre a Secretaria de Desenvolvimento Urbano do Estado (Sedur), a Agência Estadual de Regulação de Serviços Públicos de Energia, Transportes e Comunicações da Bahia (Agerba), a Secretaria de Mobilidade de Salvador (Semob) e a CCR Metrô. A publicação deste sábado é o ponto de partida para que a Prefeitura de Salvador faça a adequação e os ajustes técnicos necessários nas máquinas dos ônibus da capital, para o pleno funcionamento da integração.
O decreto, assinado pelo governador Rui Costa nesta sexta-feira (6), garante, que por parte do Governo do Estado, o direito de uso dos estudantes nos três sistemas, pagando apenas meia passagem, aconteça no mesmo molde que já ocorre no sistema dos ônibus urbanos.
Com informações da Secom Ba.  06/10/2017

segunda-feira, 2 de outubro de 2017

Trem criança em João Pessoa começa nesta terça (03)

Transportes sobre trilhos  🚃

O projeto tem por finalidade orientar os estudantes de escolas públicas da região da beira da linha para a importância da preservação da vida, do trem e do patrimônio público. As ações educativas e preventivas com crianças terminam na próxima quinta-feira, 05. As atividades começam as 8h e terminam as 11h e no período da tarde, das 13h30 às 16h.

CBTU
Divulgação/CBTU
Começam nesta terça-feira, 03, as atividades do Trem Criança 2017. O projeto tem por finalidade orientar os estudantes de escolas públicas da região da beira da linha para a importância da preservação da vida, do trem e do patrimônio público. As ações educativas e preventivas com crianças terminam na próxima quinta-feira, 05. Ao todo, a CBTU João Pessoa espera receber cerca de 800 estudantes. As atividades começam as 8h e terminam as 11h e no período da tarde, das 13h30 às 16h.
Dentro das atividades estão incluídos passeios de trem, competições, educação e brincadeiras com arte-educadores e distribuição de joguinhos educativos que trazem dicas de segurança e trabalha a coordenação motora. O Trem Criança, ao longo desses 19 anos, tem sido responsável pela redução de acidentes envolvendo meninos e meninas de 4 a 17 anos de idade. Desde a sua implantação, cerca de 60 mil estudantes já foram assistidos pelo projeto, que já distribuiu Cartilhas Educativas, jogos da Memória e Quebras Cabeças educativos.
Para fazer a animação da criançada, a CBTU João Pessoa contará com a participação de arte-educadores,além das brincadeiras educativas.
Com informações da CBTU  02/10/2017

quinta-feira, 28 de setembro de 2017

Cartão do Metrofor será obrigatório para meia passagem a partir de outubro no metrô de Fortaleza

Transportes sobre trilhos  🚇

A partir de 2 de outubro (segunda-feira), será obrigatória a utilização do Cartão do Metrofor para estudantes no pagamento de tarifa meia, no valor de R$ 1,60. A carteira de estudante do sistema de ônibus será aceita por meio da bilhetagem antiga (bilhetes de papel) até o dia 30 de setembro (sábado). Para continuar pagando meia passagem, estudantes terão que usar o Cartão do Metrofor

Seinfra CE
Divulgação/Seinfra CE
Estudantes que utilizam o Metrô de Fortaleza devem ficar atentos às mudanças nas regras para pagamento da meia passagem estudantil. A partir de 2 de outubro (segunda-feira), será obrigatória a utilização do Cartão do Metrofor para estudantes no pagamento de tarifa meia, no valor de R$ 1,60. A carteira de estudante do sistema de ônibus será aceita por meio da bilhetagem antiga (bilhetes de papel) até o dia 30 de setembro (sábado). Para continuar pagando meia passagem, estudantes terão que usar o Cartão do Metrofor, que está sendo emitido por meio de cadastro realizado pela Cia Cearense de Transportes Metropolitanos.
Para se cadastrar, estudantes devem procurar as estações Benfica, Parangaba ou Virgílio Távora. Em Benfica, o horário de atendimento é de 8h às 12h e de 13h às 17h. Em Virgílio Távora ou Parangaba, o horário vai de 6h30 às 17h. Os documentos necessário são: carteira de identidade com foto e carteira de estudante emitida por uma das cidades da Região Metropolitana de Fortaleza. As cidades da RMF são: São Gonçalo do Amarante, Caucaia, Maracanaú, Maranguape, Pacatuba, Guaiuba, Itaitinga, Eusébio, Aquiraz, Horizonte, Pacajus, Chorozinho, Pindoretama, Cascavel e Fortaleza. Para receber o Cartão, quem se cadastrou deve voltar ao mesmo local do cadastro. Não há prazo para encerramento do cadastramento, no entanto, a Cia Cearense de Transportes Metropolitana orienta que estudantes se cadastrem o quanto antes para garantir o direito a meia passagem estudantil.
Desde o início da operação comercial da Linha Sul, em outubro de 2014, o pagamento de meia passagem é realizado utilizando as carteiras de estudante municipais. Com ela, o estudante recebe o ticket de papel da meia tarifa, que é depositado em uma urna e assim liberado o embarque. Este modelo está sendo substituído pela bilhetagem eletrônica, que consiste na utilização de catracas eletrônicas e cartões eletrônicos para embarque no metrô. Com esse sistema, será utilizado cartão próprio do metrô. O sistema moderno e ágil, garante a comodidade de portar créditos eletrônicos no Cartão do Metrofor, que pode ser recarregado de acordo com as necessidades do estudante.
O prazo normal de entrega dos cartões é de dez dias úteis após o cadastro. No entanto, devido à proximidade da data de encerramento do modelo antigo, a confecção dos cartões foi acerelada. Por isso, quem se cadastrou até o dia 21 de setembro já pode comparecer ao posto de cadastramento e retirar seu cartão.
Com informações da Seinfra CE  27/09/2017

quinta-feira, 6 de julho de 2017

Meia passagem para estudantes baianos no sistema metroviário intermunicipal

Transporte sobre trilhos   🚇

O benefício da meia passagem aos estudantes, compreende o sistema de transporte público intermunicipal de passageiros; serviço de ônibus integrado, além da possibilidade da utilização de cartões seja dos sistemas metroviário, metropolitano ou urbano, indistintamente, dentro das regras de utilização definidas para cada tipo de cartão.A lei (13.730/17) também garante às pessoas com idade igual ou superior a 65 anos a gratuidade no sistema de transporte coletivo intermunicipal do Estado da Bahia, nos modais rodoviário, ferroviário, aquaviário e metroviário. 

Da Redação
Divulgação/Sedur
Os estudantes regularmente matriculados em instituições reconhecidas terão direito a meia passagem escolar no sistema de transporte público metroviário intermunicipal de passageiros.
A mesma lei também garante às pessoas com idade igual ou superior a 65 anos a gratuidade no sistema de transporte coletivo intermunicipal do Estado da Bahia, nos modais rodoviário 🚌, ferroviário, aquaviário 🚢 e metroviário 🚇. A Lei 13.730/17, que dispõe sobre a concessão do benefício, foi publicada nesta quinta-feira (6), no Diário Oficial da Bahia.
Quanto ao benefício da meia passagem aos estudantes, ele compreende o sistema de transporte público intermunicipal de passageiros; serviço de ônibus integrado, além da possibilidade da utilização de cartões seja dos sistemas metroviário, metropolitano ou urbano, indistintamente, dentro das regras de utilização definidas para cada tipo de cartão.

Cartão
Segundo a Lei, o cartão eletrônico que dá direito à meia passagem poderá permitir, conforme caso e sem prejuízo da legislação, a integração com linhas municipais de Salvador ou com linhas metropolitanas, sendo vedada, neste caso, a concessão de mais um cartão por beneficiário.
O artigo 4º da mesma Lei 13.730/17, o benefício da meia passagem escolar será exercido unicamente através de cartões eletrônicos identificados e pré-carregados.
Constituem motivos para a suspensão ou a cassação do benefício da Lei: falecimento do beneficiário; perda de quaisquer das condições estabelecidas no artigo 2º da lei; não revalidação anual do cartão eletrônico, além de irregularidades em sua utilização.
A Secretaria de Desenvolvimento Urbano (Sedur) vai regulamentar a lei, por meio de portaria, quanto aos procedimentos atinentes à concessão, fruição e controle do benefício da meia passagem escolar.
Com informações da Sedur Ba.  06/07/2017

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

Desafios do ensino médio pós-reforma

Educação  📖

A tramitação da reforma deu-se de maneira inadequada quanto à forma, pois veio à luz por meio de uma Medida Provisória em vez de um Projeto de Lei; antidemocrática, pois excluiu do debate professores e pesquisadores da educação; e inconsistente, pois em nome da necessária demanda de discutir e reformar o ensino médio produziu-se um acelerado processo de descaracterização das ciências humanas na formação do jovem.

Por Gilberto Giusepone - Portogente
foto - ilustração/arequivo
Agora que a reforma do ensino médio foi aprovada e que passará a vigorar já em 2018, precisamos articular um amplo repertório de análises para nortear o debate e traçar estratégias daqui para a frente.
A tramitação da reforma deu-se de maneira inadequada quanto à forma, pois veio à luz por meio de uma Medida Provisória em vez de um Projeto de Lei; antidemocrática, pois excluiu do debate professores e pesquisadores da educação; e inconsistente, pois em nome da necessária demanda de discutir e reformar o ensino médio produziu-se um acelerado processo de descaracterização das ciências humanas na formação do jovem. Dessa maneira, recolocou o tema da conexão com a educação profissionalizante, retomando imperfeições criticadas e enfrentadas energicamente pelos educadores já década de 1990.
Essa situação exige atenção ao tema da flexibilização, que é um dos motes da nova arquitetura do ensino médio.
Se por um lado as escolas serão chamadas a oferecer diferentes percursos formativos, por outro lado será necessário ancorar o leque de possibilidades em sólidos projetos pedagógicos sendo, desde já, insuficiente afirmar que a base nacional curricular tudo suprirá ou tudo indicará.
Foi “por dentro” do tema flexibilização que questões bastante controversas e inconsistentes despontaram, como a presença do professor não formado, mas com “notório saber”, e foi em nome da busca por mais espaço curricular que as disciplinas filosofia, sociologia, artes e educação física por pouco não deixaram de existir nos domínios do ensino médio, ainda que tenham permanecido sob a incômoda suspeita da descaracterização.
A reforma tem seu ponto estrutural centrado no tema da escola em tempo integral.
Trata-se de uma questão que doravante exigirá cuidadoso debate, pois não se trata de simplesmente ampliar jornadas de permanência nas instituições escolares.
Trata-se, isto sim, de conjugar mais tempo para uma formação mais sólida, o que não quer dizer o mesmo que simplesmente “ocupar o tempo” com mais atividades.
Novamente a questão do projeto pedagógico se mostra inadiável. Mas a viabilidade da produção e implementação de projetos pedagógicos depende de agentes educacionais que potencialmente podem reagir à reforma manifestando impossibilidade de corresponder ao leque aberto de novas expectativas, principalmente gestores estaduais e municipais.
Se o projeto pedagógico se mostra imensamente necessário, cabe acrescentar aos debates o tema da formação de professores para o ensino médio. Sem conectar ambas as dimensões, corremos o sério risco de retroceder décadas e aprofundar problemas em detrimento da juventude que, no ensino médio, se prepara para o mundo universitário e para o mundo do trabalho e, por que não?, para o exercício da cidadania.
*Gilberto Giusepone é diretor do Cursinho da Poli e presidente da Fundação PoliSaber
Fonte - Portogente  20/02/2017

quinta-feira, 12 de janeiro de 2017

Em 2017, Rede Pública de Ensino do Maranhão terá 18 escolas de educação em tempo integral

Educação  📖

Este ano, mais 15 centros de ensino passarão a funcionar em tempo integral, sendo 11 Centros de Educação Integral, os chamados Centros ‘Educa Mais’, que entrarão em funcionamento em seis cidades, além de mais quatro unidades plenas do Instituto de Educação, Ciência e Tecnologia do Maranhão (Iema) que estão sendo instaladas em quatro municípios.

Da Redação
foto - Divulgação
A Rede Estadual de Ensino do Maranhão deu um importante salto na oferta do Ensino Médio, com foco na formação integral. Este ano, mais 15 centros de ensino passarão a funcionar em tempo integral, sendo 11 Centros de Educação Integral, os chamados Centros ‘Educa Mais’, que entrarão em funcionamento em seis cidades, além de mais quatro unidades plenas do Instituto de Educação, Ciência e Tecnologia do Maranhão (Iema) que estão sendo instaladas em quatro municípios.Com estas unidades, o Maranhão passará a ter mais de 6,5 mil alunos da rede pública estadual cursando o Ensino Médio em escolas de tempo integral.
O secretário de Estado da Educação, Felipe Camarão, destaca que no início da gestão do governador Flávio Dino, a rede estadual de ensino possuía somente um centro de educação integral em funcionamento e agora serão 18 centros, o que demonstra o compromisso e, sobretudo, a mudança significativa na Rede Estadual de Ensino no Maranhão.
“Desde os primeiros dias da gestão, o governador Flávio Dino vem centrando esforços para retirar o Maranhão das últimas posições nos indicadores educacionais e uma das ações adotadas como estratégia para mudar esse cenário é o desenvolvimento integral do estudante maranhense, com a implantação da educação em tempo integral na Rede Estadual de Ensino. Começamos com os Iemas, que integram o ensino médio com a oferta de cursos técnicos, e agora estamos partindo para as escolas acadêmicas”, destacou Felipe Camarão.
Os Centros ‘Educa Mais’, como serão chamadas as unidades de Educação de Tempo Integral, estão sendo instalados em escolas da rede estadual nos municípios de São Luís (seis unidades), Alcântara (1), Santa Inês (1), São José de Ribamar (1), São Bento (1), Timon (1). As unidades atenderão cerca de 5 mil estudantes da Rede Estadual, com este novo modelo de escola pública que visa o desenvolvimento dos estudantes em todas as suas dimensões – intelectual, social, cultural, física e emocional.
Nessas unidades, os estudantes terão carga horária de 37,5 horas/aulas semanais, divididas de segunda a sexta-feira, com disciplinas do ensino regular (como Português, Matemática, História, dentre outras) e disciplinas eletivas (como Robótica, Protagonismo Juvenil, Iniciação Científica, Futsal, Handebol, Dança, dentre outras). As disciplinas eletivas são definidas a partir de uma seleção de temas escolhidos por estudantes e professores. Essas escolas terão em seu centro de ensino espaços administrativos, pedagógicos (com Salas de Aula, Biblioteca, Laboratórios de Informática/Robótica, Laboratórios de Ciências) e esportivos (Quadra poliesportiva, vestiários).
Os centros que estão em implantação no Maranhão têm como inspiração o modelo adotado pelo estado de Pernambuco, que saiu da 26ª colocação em 2005 e tornou-se o Estado com uma das menores taxas de abandono escolar do Brasil, com alto Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) e que reduziu a distorção idade-ano para o ensino médio.
“Pernambuco apostou, lá atrás, em escolas técnicas e integrais. É um modelo que vem dando muito certo e temos certeza que com investimentos e acompanhamento pedagógico adequado também funcionará em nosso estado”, pontuou Felipe Camarão.

Ensino técnico profissionalizante
Outra ferramenta importante no ensino integral no Estado são os Iema’s, criados em 2015 e cuja proposta é oferecer cursos técnicos integrados ao ensino médio, respeitando as necessidades locais e as prioridades estratégicas do Maranhão. Três unidades já estão funcionando plenamente em São Luís, Bacabeira e Pindaré Mirim. Agora em 2017, outras quatro unidades plenas entrarão em funcionamento nas cidades de Axixá, Coroatá, São José de Ribamar e Timon. A meta é ampliar para 23 unidades até 2018.
Além das quatro novas unidades de ensino médio e técnico em tempo integral que começam a funcionar em 2017, outra inovação para o Iema este ano é o currículo. Disciplinas como robótica e programação e leitura e interpretação textual, além de raciocínio lógico e método científico passam a ser conteúdos transversais e passarão a ser trabalhados em todas as disciplinas.
Também este ano os primeiros estudantes do Instituto farão intercâmbio Iema do Mundo. Lançado no final do ano passado, o programa vai permitir que seis estudantes cursem um semestre inteiro do Ensino Médio no Canadá ou Argentina.
Com informações da Seduc Gov.Maranhão  11/01/2016

quarta-feira, 21 de dezembro de 2016

Educação: um cenário catastrófico?

Educação 📖

A avaliação internacional é realizada a cada três anos pela OCDE (Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico) e traça uma comparação com o resultado de 70 países. A média mundial das pontuações foi de 493, 493 e 490, em ciências, leitura e matemática, respectivamente. O Brasil ficou muito abaixo, pontuando 401, 401 e 377, sendo que em matemática o país foi o último no ranking da América Latina. 

Por Gilberto Giusepone *
foto - ilustração/arquivo
Décadas atrás, o educador Anísio Teixeira constatava que, no Brasil, muito se falou e pouco se realizou em termos de Educação em todos os níveis. Mesmo os avanços inegáveis e significativos da última década não conseguiram preencher a histórica lacuna educacional do país. E agora, com a feroz contraofensiva neoliberal desfechada pela agenda do governo golpista, a situação tende a se agravar cada vez mais.
Esse cenário catastrófico pode ser constatado pelos resultados obtidos na avaliação do Pisa (Programa Internacional de Avaliação de Alunos, na sigla em inglês) de 2015. Dois aspectos desses resultados merecem nossa atenção.
Considerando-se os números apresentados, constatamos que o Brasil está entre os piores países no ranking de desempenho dos alunos em ciências, leitura e matemática. A prova foi aplicada pelo Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira) para 23.141 alunos de 841 escolas, que correspondem a 73% dos estudantes de 15 anos.
Minha percepção é a de que os resultados dos próximos anos devem ser ainda piores. Se pensarmos que a previsão de investimentos em educação nos próximos 20 anos é gastar menos R$ 70 bilhões em educação, seja por conta dos royalties de petróleo, seja em razão do teto de gastos, o cenário deve se agravar ainda mais. É evidente que o dinheiro não traz a solução, mas a falta de investimento gera mais problemas ainda.
A avaliação internacional é realizada a cada três anos pela OCDE (Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico) e traça uma comparação com o resultado de 70 países. A média mundial das pontuações foi de 493, 493 e 490, em ciências, leitura e matemática, respectivamente. O Brasil ficou muito abaixo, pontuando 401, 401 e 377, sendo que em matemática o país foi o último no ranking da América Latina. Além disso, grande parte dos estudantes brasileiros não alcançou a média necessária de conhecimento para exercer uma cidadania plena: em matemática, 70% ficaram abaixo; em ciências, 56%; e em leitura, 51%.
Há que se considerar, no entanto, que os atuais instrumentos de avaliação de grandes contingentes de alunos têm produzido diagnósticos extraídos, na maioria das vezes, unicamente do desempenho de estudantes diante de provas de verificação de proficiência.
Ainda que tais instrumentos sejam inevitáveis, seguramente são insuficientes para diagnosticar com profundidade problemas tão densos e que expressam números tão alarmantes.
Ou seja, o Brasil apresenta números inexpressivos em avaliações como as do PISA, mas ao mesmo tempo vale-se desses instrumentos para refletir sobre suas estruturas educacionais.
Em provas como essa os conteúdos são pensados de forma natural e a-histórica e a aferição de desempenho supõe que as relações com o saber são universais, cabendo a cada governo simplesmente aferir.
O PISA tornou-se referência de avaliação comparada, mas esses processos que comparam proficiência em matemática, leitura etc., pouco ou nada se aproximaram do chão da escola, onde se dá o trabalho docente e onde seguramente a observação das desigualdades e das diversidades tem muito a acrescentar ao trabalho dos que pretendem entender a suficiência ou insuficiência de conhecimento em qualquer disciplina.
A distância em relação ao chão da escola torna o professor o “elemento ausente” em todos esses processos e, sendo assim, a avaliação deixa de ser parte do ato pedagógico para ser, mais uma vez, aquilo que chega ao final sem contar com todos os sujeitos do processo.
Temos números catastróficos, sem dúvida. Mas também temos, como vimos, instrumentos insuficientes de avaliação. Além da ausência do professor nessas avaliações, há que se verificar se esses instrumentos não levam em conta apenas a qualificação da mão de obra para o mercado, não a educação cidadã.
*Gilberto Alvarez Giusepone Jr é presidente da Fundação PoliSaber e Diretor Executivo do Cursinho da Poli
Fonte - Portogente  21/12/2016

quarta-feira, 7 de dezembro de 2016

Caráter democrático em risco no Enem

Educação 📖

Dentre as principais alterações, o exame deixa de ser um certificado do Ensino Médio. Segundo o professor Gilberto Alvarez, diretor executivo do Cursinho da Poli, se a certificação cair, a tendência é que o Enem se torne mais difícil.

Por Gilberto Alvarez - Portogente
foto - ilustração/arquivo
O Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) deve sofrer alterações no próximo ano. As mudanças visam a diminuir o número de inscritos, tornando a prova mais sustentável. Além disso, o Inep, organizador do exame, estuda formas de adequar ao prova à reforma do Ensino Médio, que consta na Medida Provisória 746/2016.
Dentre as principais alterações, o exame deixa de ser um certificado do Ensino Médio. Segundo o professor Gilberto Alvarez, diretor executivo do Cursinho da Poli, se a certificação cair, a tendência é que o Enem se torne mais difícil.
“Um dos parâmetros para colocar questões de complexidade baixa na prova é justamente a obrigatoriedade de certificar o Ensino Médio. Sem essa característica, o Enem se transforma simplesmente em um vestibular, muito parecido com a Fuvest”, afirma Alvarez. Ele complementa que esse tipo de exclusão faz com que “as mudanças excluam o caráter democrático do exame”.
Se isso for colocado em prática, uma nova avaliação voltada para o certificado deverá ser aplicada no fim do semestre do ano que vem. Entre as medidas que podem começar a valer em 2017 estão: não poderão se inscrever para as próximas edições os candidatos a treineiro, alunos matriculados no Fundamental II e nas duas primeiras séries do Ensino Médio no ano letivo de 2017, apenas para um simulado que deve acontecer em julho; a taxa de inscrição deve aumentar de 68 reais para 74 reais; a prova pode ter menos questões e ser aplicada somente em um dia; a plataforma da Hora do Enem e a do Geekie Games poderão ser excluídas na próxima edição.
*Gilberto Alvarez é especialista em educação
Fonte - Portaogente  06/12/2016

segunda-feira, 31 de outubro de 2016

No Senado, especialistas dizem que PEC do Teto vai desconstruir PNE

Educação

De acordo com a representante do Fórum Nacional de Educação (FNE), Jaqueline Pasuch, o princípio norteador do PNE consiste “em quase dobrar as atuais receitas orçamentárias da União” para cumprir as 20 metas do plano, entre elas, as que preveem atingir um investimento equivalente a 10% do Produto Interno Bruto (PIB) na educação e a equiparar a remuneração média do magistério com outras categorias profissionais da mesma escolaridade.

Ana Cristina Campos
Repórter da Agência Brasil

Marcelo Camargo/Agência Brasil
Especialistas da área da educação avaliaram hoje (31), em audiência pública na Comissão de Direitos Humanos do Senado, que a proposta de emenda constitucional (PEC) que limita os gastos públicos pelos próximos 20 anos à correção da inflação do ano anterior vai desconstruir o Plano Nacional de Educação (PNE).
De acordo com a representante do Fórum Nacional de Educação (FNE), Jaqueline Pasuch, o princípio norteador do PNE consiste “em quase dobrar as atuais receitas orçamentárias da União” para cumprir as 20 metas do plano, entre elas, as que preveem atingir um investimento equivalente a 10% do Produto Interno Bruto (PIB) na educação e a equiparar a remuneração média do magistério com outras categorias profissionais da mesma escolaridade. Na Câmara, a PEC tramitou com o número 241 e, agora, no Senado, tramita com o número 55.
“No entanto, os dois principais objetivos da PEC 241, hoje PEC 55, colidem com o PNE, uma vez que se pretende suspender, por 20 exercícios fiscais, o dobro de tempo de vigência do Plano Nacional de Educação, as receitas de impostos vinculadas à educação, art. 212 da Constituição Federal, bem como limitar os investimentos educacionais e despesas primárias do Estado à inflação medida pelo IPCA do exercício anterior, também por 20 anos”, afirmou Jaqueline.
O Ministério da Educação (MEC) foi convidado para participar da audiência, mas não enviou nenhum representante. O FNE é composto por 50 entidades e órgãos ligados à educação, incluindo representantes dos secretários estaduais e municipais da área, movimentos sociais, entidades estudantis e do próprio MEC.
Entre outras atribuições, o Fórum deve divulgar o monitoramento contínuo do PNE (Lei 13.005/2014), composta por 20 metas, desde a educação infantil até a pós-graduação, e estabelece a valorização dos professores e trabalhadores em educação. A lei determina também o investimento de pelo menos 10% do PIB em educação até 2024. Atualmente, o investimento é de 6,2%.
A PEC propõe um novo regime fiscal para o país, em que o aumento dos gastos públicos, em um ano, esteja limitado pela inflação do ano anterior. O governo, autor da proposta, defende a medida como fundamental para o controle da dívida pública e a retomada de confiança na economia e nega que ela vá retirar recursos de áreas como saúde e educação.
Para o coordenador-geral da Campanha Nacional pelo Direito à Educação, Daniel Cara, a PEC 55 desconstrói não só o Plano Nacional de Educação, mas também o processo de desenvolvimento das políticas sociais que vinham sendo realizadas desde a Constituição Federal de 1988.
“Então, parece que nós discutimos uma medida de governo, mas na realidade nós estamos não só impondo um teto à economia brasileira; estamos também impondo um teto de 20 anos ao desenvolvimento do país. Isso precisa ser refletido, porque, se não fossem os estudantes, talvez a sociedade brasileira não debatesse esse tema com a ênfase com que precisa fazê-lo”, afirmou Cara.

Alternativas

Jaqueline disse que, como forma de superar a crise fiscal, o Fórum Nacional de Educação propõe ao Poder Executivo e ao Congresso Nacional a revisão do marco regulatório tributário do país, “com vistas a ampliar a arrecadação de impostos sobre a renda, o lucro e o patrimônio dos que detêm a riqueza nacional, regulamentando inclusive o imposto sobre grandes fortunas, mantendo as riquezas do petróleo para o financiamento da educação pública e da saúde e eliminando a incidência de desonerações de impostos sobre as políticas sociais, sobretudo das que detêm vinculação constitucional”.

Ocupação das escolas
A estudante secundarista de Curitiba, Ana Júlia Pires Ribeiro, 16 anos, cujo discurso na Assembleia Legislativa do Paraná a favor das ocupações das escolas viralizou nas redes sociais, também participou da audiência pública no Senado.
Ela disse esperar que a medida provisória (MP) que reforma o ensino médio não seja convertida em lei. “Nas nossas ocupações, nós frisamos muito o ensino público de qualidade, a importância dele. Nós frisamos a legitimidade do nosso movimento, que estamos lá porque acreditamos no futuro do Brasil. E infelizmente nós temos sofrido repressão de movimentos contrários. Em relação à PEC 55, a antiga PEC 241, nós estudantes só temos a dizer uma coisa: aqueles que votaram contra a educação estarão com suas mãos sujas por 20 anos”, afirmou a estudante.
Fonte - Agência Brasil  31/10/2016

sábado, 8 de outubro de 2016

Estudantes ocupam escola no centro de SP em ato contra reforma do ensino médio

Educação

De acordo com informações divulgadas pela União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (Ubes) nas redes sociais, 62 escolas estão ocupadas por alunos no país. A maioria no Paraná, pelo menos 37. No estado de São Paulo, duas escolas foram ocupadas no estado, sendo que a primeira e única a ser ocupada na capital paulista foi a Caetano de Campos. Para a Ubes, a medida provisória, que prevê mudanças no ensino médio, é um retrocesso em por isso, tem provocado mobilizações estudantis no país.

Camila Boehm
Repórter da Agência Brasil
Wilson Dias/Agência Brasil
Alunos ocupam desde a noite de ontem (7) a Escola Estadual Caetano de Campos, no bairro da Consolação, centro da capital paulista, segundo informações da Polícia Militar (PM). Eles protestam contra a reforma do ensino médio, proposta pelo governo federal. De acordo com a assessoria da PM, os estudantes continuam no local e a ocupação segue pacífica.
De acordo com informações divulgadas pela União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (Ubes) nas redes sociais, 62 escolas estão ocupadas por alunos no país. A maioria no Paraná, pelo menos 37. No estado de São Paulo, duas escolas foram ocupadas no estado, sendo que a primeira e única a ser ocupada na capital paulista foi a Caetano de Campos. Para a Ubes, a medida provisória, que prevê mudanças no ensino médio, é um retrocesso em por isso, tem provocado mobilizações estudantis no país.
A Agência Brasil entrou em contato com a Secretaria Estadual de Educação, mas não houve retorno até a publicação da reportagem.

MP do ensino médio
A medida provisória torna obrigatórias para os três anos do ensino médio apenas as disciplinas de português e matemática. Inglês também será obrigatório, mas não necessariamente para os três anos. Os demais conteúdos serão determinados pela Base Nacional Comum Curricular, que ainda está sendo definida.
Pela MP, cerca de 1,2 mil horas, metade do tempo total do ensino médio, serão destinadas ao conteúdo obrigatório definido pela Base Nacional. No restante da formação, os alunos poderão escolher entre cinco trajetórias: linguagens, matemática, ciências da natureza, ciências humanas - modelo usado também na divisão das provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) - e formação técnica e profissional. A medida também amplia gradualmente a carga horária do ensino médio para 7h por dia ou 1,4 mil horas por ano.
As mudanças só devem começar a valer a partir de 2018 – de acordo com o texto, no segundo ano letivo subsequente à data de publicação da Base Curricular, mas pode ser antecipado para o primeiro ano, desde que com antecedência mínima de 180 dias entre a publicação da Base e o início do ano letivo.
O texto, que modifica a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (Lei 9.394/1996), prevê o fim da obrigatoriedade do ensino de arte e de educação física no ensino médio. As disciplinas serão obrigatórias apenas no ensino infantil e fundamental.
Em audiência pública na Câmara dos Deputados, no último dia 4, a secretária-executiva do Ministério da Educação, Maria Helena Guimarães, disse que não houve exclusão de disciplinas e que a MP transferiu para a Base Nacional Comum Curricular, o que deverá ser ensinado nas escolas. De acordo com o MEC, não há sinalização que os conteúdos deixarão de fazer parte do ensino médio ou que serão retirados da Base, que definirá também as diretrizes da formação dos professores.
Fonte - Agência Brasil  08/10/2016

quarta-feira, 28 de setembro de 2016

Estudantes criam projeto para enfrentar bullying e preconceito

Educação

Composto por alunos de diferentes idades, o projeto busca caminhos para mudar a realidade da comunidade e enfrentar questões como bullying, preconceito e baixa autoestima. “Eu era o rebelde da escola e tinha uma professora que eu sempre tentava tirar do sério. 

Da Redação
Divulgação
O ditado popular diz que um detalhe é capaz de fazer toda a diferença. A história de Anderson Santos Costa, aluno do 3º ano do Colégio Estadual Professor Hermes Miranda do Val, localizado em Simões Filho, na Região Metropolitana de Salvador (RMS), confirma a afirmação. O estudante teve uma grande mudança de comportamento ao fundar com colegas o Grupo de Apoio e Conselhos (GAC).
Composto por alunos de diferentes idades, o projeto busca caminhos para mudar a realidade da comunidade e enfrentar questões como bullying, preconceito e baixa autoestima. “Eu era o rebelde da escola e tinha uma professora que eu sempre tentava tirar do sério. Quando ela me falou que eu era capaz de mudar a minha história, eu parei. Agora estamos dando apoio consciente aos outros alunos através de um diálogo aberto", afirma Anderson em vídeo da série 'Educar Para Transformar', produzida pela Secretaria de Comunicação Social do Estado (Secom).
O grupo tem o apoio da direção da escola. De acordo com a professora Simone Bocaiuva, a ação também aproximou as famílias do colégio. “Eles [os alunos] mudaram muito. E a maneira com as pessoas enxergam a escola também mudou, a comunidade nos vê agora como referência. Ajudamos a perceber a grandeza que é trabalhar com o ser humano com amor e dedicação”, comenta.
Esse ano, o GAC ganhará reconhecimento internacional ao participar da 'Be The Change Conference’, evento organizado pelo movimento global Design for Change, atuante em 25 países, incluindo o Brasil. Na conferência, realizada em Pequim, na China, em dezembro, serão compartilhados projetos desenvolvidos por estudantes de diversos países, que também participarão de oficinas, workshops e atividades culturais. Rayssa Rodrigues, aluna do Colégio Estadual Professor Hermes Miranda do Val, vai representar o GAC no evento.
Com informações da Secom Ba.  28/09/2016