UMA GRANDE NAÇÃO SE CONSTROI COM EDUCAÇÃO, CIDADANIA E SOBERANIA

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quarta-feira, 21 de dezembro de 2016

Educação: um cenário catastrófico?

Educação 📖

A avaliação internacional é realizada a cada três anos pela OCDE (Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico) e traça uma comparação com o resultado de 70 países. A média mundial das pontuações foi de 493, 493 e 490, em ciências, leitura e matemática, respectivamente. O Brasil ficou muito abaixo, pontuando 401, 401 e 377, sendo que em matemática o país foi o último no ranking da América Latina. 

Por Gilberto Giusepone *
foto - ilustração/arquivo
Décadas atrás, o educador Anísio Teixeira constatava que, no Brasil, muito se falou e pouco se realizou em termos de Educação em todos os níveis. Mesmo os avanços inegáveis e significativos da última década não conseguiram preencher a histórica lacuna educacional do país. E agora, com a feroz contraofensiva neoliberal desfechada pela agenda do governo golpista, a situação tende a se agravar cada vez mais.
Esse cenário catastrófico pode ser constatado pelos resultados obtidos na avaliação do Pisa (Programa Internacional de Avaliação de Alunos, na sigla em inglês) de 2015. Dois aspectos desses resultados merecem nossa atenção.
Considerando-se os números apresentados, constatamos que o Brasil está entre os piores países no ranking de desempenho dos alunos em ciências, leitura e matemática. A prova foi aplicada pelo Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira) para 23.141 alunos de 841 escolas, que correspondem a 73% dos estudantes de 15 anos.
Minha percepção é a de que os resultados dos próximos anos devem ser ainda piores. Se pensarmos que a previsão de investimentos em educação nos próximos 20 anos é gastar menos R$ 70 bilhões em educação, seja por conta dos royalties de petróleo, seja em razão do teto de gastos, o cenário deve se agravar ainda mais. É evidente que o dinheiro não traz a solução, mas a falta de investimento gera mais problemas ainda.
A avaliação internacional é realizada a cada três anos pela OCDE (Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico) e traça uma comparação com o resultado de 70 países. A média mundial das pontuações foi de 493, 493 e 490, em ciências, leitura e matemática, respectivamente. O Brasil ficou muito abaixo, pontuando 401, 401 e 377, sendo que em matemática o país foi o último no ranking da América Latina. Além disso, grande parte dos estudantes brasileiros não alcançou a média necessária de conhecimento para exercer uma cidadania plena: em matemática, 70% ficaram abaixo; em ciências, 56%; e em leitura, 51%.
Há que se considerar, no entanto, que os atuais instrumentos de avaliação de grandes contingentes de alunos têm produzido diagnósticos extraídos, na maioria das vezes, unicamente do desempenho de estudantes diante de provas de verificação de proficiência.
Ainda que tais instrumentos sejam inevitáveis, seguramente são insuficientes para diagnosticar com profundidade problemas tão densos e que expressam números tão alarmantes.
Ou seja, o Brasil apresenta números inexpressivos em avaliações como as do PISA, mas ao mesmo tempo vale-se desses instrumentos para refletir sobre suas estruturas educacionais.
Em provas como essa os conteúdos são pensados de forma natural e a-histórica e a aferição de desempenho supõe que as relações com o saber são universais, cabendo a cada governo simplesmente aferir.
O PISA tornou-se referência de avaliação comparada, mas esses processos que comparam proficiência em matemática, leitura etc., pouco ou nada se aproximaram do chão da escola, onde se dá o trabalho docente e onde seguramente a observação das desigualdades e das diversidades tem muito a acrescentar ao trabalho dos que pretendem entender a suficiência ou insuficiência de conhecimento em qualquer disciplina.
A distância em relação ao chão da escola torna o professor o “elemento ausente” em todos esses processos e, sendo assim, a avaliação deixa de ser parte do ato pedagógico para ser, mais uma vez, aquilo que chega ao final sem contar com todos os sujeitos do processo.
Temos números catastróficos, sem dúvida. Mas também temos, como vimos, instrumentos insuficientes de avaliação. Além da ausência do professor nessas avaliações, há que se verificar se esses instrumentos não levam em conta apenas a qualificação da mão de obra para o mercado, não a educação cidadã.
*Gilberto Alvarez Giusepone Jr é presidente da Fundação PoliSaber e Diretor Executivo do Cursinho da Poli
Fonte - Portogente  21/12/2016

segunda-feira, 7 de novembro de 2016

ONU sugere mudanças em transportes para economizar até US$ 700 bilhões por ano

Mobilidade

A ONU recomendou num primeiro relatório escrito por uma comissão de 16 notáveis do setor que os países devem começar a mudar seus sistemas de transportes,adotando novos parâmetros que privilegiem mais o planejamento e o investimento em tecnologia e menos em grandes construções.O texto delineia 10 diretrizes que os países devem perseguir até 2030 para assegurar uma melhoria no setor. 

Folha de S. Paulo - Abifer
foto - ilustração/arquivo
Os países devem começar a mudar seus sistemas de transportes, adotando novos parâmetros que privilegiem mais o planejamento e o investimento em tecnologia e menos em grandes construções.
É o que recomendou a ONU num primeiro relatório escrito por uma comissão de 16 notáveis do setor convocada em 2014 para auxiliar o secretário-geral da entidade, Ban Ki Moon. O texto delineia 10 diretrizes que os países devem perseguir até 2030 para assegurar uma melhoria no setor.
Elaborado após quase dois anos de trabalho, o trabalho aponta que deve haver integração entre as políticas de sistema de transporte e de infraestrutura. Também defende que os financiamentos para investimentos devem se basear numa visão "holística da natureza complexa dos investimentos em transportes e suas consequências", considerando que a utilização de tecnologias inovadoras e de combustíveis limpos são um "imperativo".
De acordo com o português José Viegas, presidente do ITF (Internacional Transport Forum), órgão que auxilia a OCDE no setor e que participou do grupo de conselheiros, a atual política de transporte é baseada na tentativa de se fazer investimentos em grandes obras para aumentar a velocidade de deslocamento das pessoas, focando principalmente na motorização e no transporte individual.
Segundo ele, as diretrizes da nova política recomendada pela ONU passam a dar ênfase ao trinômio ASI (Avoid-Shift-Improve, que numa tradução livre seria Evitar, Aumentar e Melhorar) —evitar os deslocamentos não necessários, o aumentar é para o uso mais eficiente de energia e melhorar seria para os atuais meios se tornarem mais eficientes.
Esse trinômio, segundo Viegas, seria para evitar o que se chama de uso desnecessário do transporte com a adoção de novas tecnologias que tornem a utilização dos meios mais racional e menos poluente.
"Transporte é mais que uma ferramenta para ir do ponto A ao B. É uma força para criar sociedades funcionais", disse Viegas por e-mail à Folha.
Uma mudança em relação aos parâmetros atuais poderia reduzir a necessidade de investimentos no setor, estimada pela ITF em US$ 2,1 trilhões/ano no mundo se mantidos os atuais parâmetros, para US$ 1,4 trilhão, gerando uma economia estimada em US$ 700 bilhões ao ano.

Ambiente

O uso mais racional do setor colaboraria também, de acordo com o relatório, com a redução das emissões de gases do efeito estufa e está alinhado com as diretrizes da ONU que levaram ao Acordo de Paris. Segundo dados do ITF, cerca de 1/4 das emissões do mundo são de responsabilidade do sistema de transporte.
"O transporte verdadeiramente sustentável auxilia não apenas na prevenção das alterações climáticas, mas também se integra nas estratégias e políticas de desenvolvimento para apoiar o crescimento inclusivo e equitativo e o desenvolvimento social", relata Viegas.
Recentemente, os países acordaram um pacto para reduzir as emissões do setor de transporte aéreo. Conduzido no Brasil pela Anac (Agência Nacional de Aviação Civil), o acordo prevê que as emissões do setor vão ficar estáveis a partir do número de 2020, independentemente do crescimento do setor.
Das 10 medidas recomendadas pela ONU para o setor, três são especialmente importantes para países em desenvolvimento, na avaliação de Viegas.
Para ele, a tomada de decisão de investimentos considerando as novas tecnologias, a maior capacitação de técnicos dos governos e a criação de instrumentos para analisar dados gerados pelo transporte, devem ser alvos perseguidos por governos como o do Brasil.
O rápido crescimento da motorização nessas regiões, associado ao alto número de mortes no trânsito, podem ser combatidas com essas políticas de maneira mais eficaz que a aplicação exaustiva de recursos em mais infraestrutura.
"Há uma real oportunidade para os países emergentes de se integrarem à visão do século 21 em termos de mobilidade, descritas no relatório, e saltar de seus atuais problemas no setor para o nível dos países desenvolvidos", acredita Viegas. 
Fonte - ABIFER  07/11/2016

terça-feira, 24 de novembro de 2015

Relatório internacional aponta avanços na educação brasileira

Educação

A informação faz parte da publicação Education at a Glance 2015, da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), divulgado nesta terça-feira, 24, em Brasília.O relatório da OCDE aponta que, em 2012, 17,2% do investimento público total brasileiro foi destinado para a educação. Em 2005 esse percentual foi de 13,3%.

Revista Amazônia

O Brasil está entre os países que mais investiram em educação nos últimos anos. A informação faz parte da publicação Education at a Glance 2015, da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), divulgado nesta terça-feira, 24, em Brasília.
No evento de lançamento do documento, ocorrido no auditório do edifício-sede do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), o presidente da autarquia, Chico Soares, destacou que o Brasil é também um dos países onde houve o maior crescimento da proporção do investimento público voltado para a educação. “Temos que reconhecer o esforço que o Brasil tem feito no sentido de avançar na qualidade da educação”, afirmou Chico. O presidente do Inep ressaltou que o Brasil está gastando quase 20% do investimento público em educação ao ano. “É o terceiro país que mais gasta, o que mostra como mudamos de 2000 até hoje”, destacou.
O relatório da OCDE aponta que, em 2012, 17,2% do investimento público total brasileiro foi destinado para a educação. Em 2005 esse percentual foi de 13,3%. Entre os 38 países analisados em 2012 para este recorte, apenas México e Nova Zelândia dedicaram maior proporção.
O volume de recursos que o Brasil tem investido nos últimos anos na educação básica demonstra também a escolha do país de priorizar a qualidade no ensino. No ano de 2000, o Brasil havia investido 2,4% do Produto Interno Bruto (PIB) na educação básica, enquanto a média dos países da OCDE foi de 3,5% do PIB. Em 2012, o investimento em educação básica no Brasil foi da ordem de 4,7% do PIB, enquanto a média OCDE é de 3,7%.
De acordo com o secretário-executivo do Ministério da Educação, Luiz Cláudio Costa, em 2015, o percentual do PIB brasileiro investido em educação já alcança 6,2%. “A educação não é corrida de 100 metros, é maratona. Mas o Brasil já pode se orgulhar do que fez nos últimos anos, mesmo sabendo que ainda temos muito o que melhorar”, completou.
A qualidade dos recursos educacionais escolares brasileiros é outro destaque do relatório da OCDE. O crescimento do índice no Brasil atinge quase o dobro em comparação com o crescimento da média da OCDE. Enquanto o Brasil cresceu 0,63 pontos, de 2003 a 2012, o crescimento médio da organização para o mesmo período foi de 0,36.
A análise foi construída a partir da percepção dos diretores de escolas e leva em conta o índice de qualidade dos recursos escolares do Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa). O avanço brasileiro se reflete principalmente na quantidade e adequação de livros utilizados em sala de aula e o uso de computadores e softwares para fins pedagógicos.
O documento da OCDE traz informações educacionais referentes ao ano de 2013 e dados financeiros relativos a 2012 de 46 países que em algum momento fazem parte da análise dos dados. Além de oferecer uma visão geral dos sistemas educacionais dos 34 países membros da OCDE, o Education at a Glance possibilita a comparação internacional dos sistemas educacionais de diferentes nações. Assim como a Rússia, o Brasil não está entre os países membros da OCDE, mas tem se destacado por ser uma das nações mais ativas na construção do relatório.
Oportunidade – Na comparação por faixa etária, o relatório mostra que o nível de escolarização da população vem aumentando em todos os países que fazem parte do estudo. No Brasil, o percentual de adultos que não têm ensino médio diminuiu entre diferentes gerações. Comparadas as pessoas de 55 a 64 anos de idade, a proporção de não concluintes de ensino médio é de 72% nessa faixa etária e de 39% entre aqueles de 25 a 34 anos. Esse é um dos maiores avanços registrados entre os países com dados disponíveis.
No quesito número de alunos por professor, por exemplo, em média os países da OCDE registram 15 estudantes em cada sala de aula nos anos iniciais do ensino fundamental. No Brasil, esse número é em média um pouco maior (21). Entretanto, a quantidade de alunos brasileiros por professor é menor que a de outros países latino-americanos como Chile (23), Colômbia (25) e México (28).
Relatório – Education at a Glance é um estudo anual que apresenta dados sobre a estrutura, o financiamento e o desempenho de sistemas educacionais de países membros da organização, além de nações parceiras e integrantes do G20. O objetivo é traçar uma visão geral dos sistemas educacionais desses países e possibilitar aos gestores a comparação internacional de aspectos de políticas nessa área, além de fomentar a reflexão sobre os esforços empreendidos no setor.
Fonte - Revista Amazônia  24/11/2015

quarta-feira, 11 de março de 2015

Economia do G20 mantém crescimento de 0,9% no último trimestre de 2014

Economia/Internacional

Os países onde a economia se mostrou mais dinâmica entre outubro e dezembro do ano passado foram a Índia e a China, que tiveram crescimentos de 1,6% e 1,5%, respectivamente.Os dois países, no entanto, registraram desaceleração em relação ao trimestre anterior, quando as taxas de crescimento do PIB da Índia e da China foram 2,2% e 1,9%.

Da Agência Lusa
foto - ilustração/Pregopontocom
O Produto Interno Bruto (PIB) dos países do G20 cresceu 0,9% no último trimestre de 2014, o mesmo ritmo do trimestre anterior, apesar da desaceleração das economias da Índia e da China, informou hoje (11) a Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE). Segundo a organização, o PIB do G20 no último trimestre de 2014 cresceu 3,4% em relação a 2013.
Os países onde a economia se mostrou mais dinâmica entre outubro e dezembro do ano passado foram a Índia e a China, que tiveram crescimentos de 1,6% e 1,5%, respectivamente
Os dois países, no entanto, registraram desaceleração em relação ao trimestre anterior, quando as taxas de crescimento do PIB da Índia e da China foram 2,2% e 1,9%.
A economia norte-americana avançou, entre outubro e dezembro, 0,5%, bem abaixo da taxa de 1,2% registrada no trimestre anterior.
O conjunto do PIB da União Europeia e da zona do euro aumentou 0,3% no mesmo período.
A Alemanha, a maior economia europeia, cresceu 0,7% entre outubro e dezembro, enquanto o PIB da França, a segunda maior potência econômica da Europa, avançou 0,1% e o de Itália registrou crescimento nulo.
O PIB do Reino Unido, que não partilha a moeda única europeia, avançou 0,5% no último trimestre de 2014.
A atividade econômica no México avançou no último trimestre do ano passado 0,7%, acelerando em relação ao período anterior, quando tinha crescido 0,5%.
Fonte - Agência Brasil  11/03/2015

domingo, 21 de setembro de 2014

G20 anuncia meta de crescimento de 1,8% em cinco anos

Internacional

Na análise preliminar entre o Fundo Monetário Internacional (FMI) e a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE), as medidas preconizadas vão possibilitar um crescimento adicional de 1,8% até 2018.

Da Agência Lusa
foto - ilustração
Os ministros das Finanças dos países do G20, grupo que reúne as 20 maiores economias do mundo, informaram hoje (21), em comunicado, que acordaram meta de crescimento adicional de 1,8% nos próximos cinco anos, no âmbito das reformas que serão promovidas pelos países-membros.
Na análise preliminar entre o Fundo Monetário Internacional (FMI) e a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE), as medidas preconizadas vão possibilitar um crescimento adicional de 1,8% até 2018.
O comunicado do G20 assinala ainda que serão necessárias mais medidas para promover o crescimento da economia dos países do G20 em 2%.
Ao participar da reunião ministerial do G20, a diretora do FMI, Christine Lagarde, citou um estudo do organismo segundo o qual a economia do grupo crescerá apenas 1,5%. Ontem (20), o ministro francês das Finanças, Michael Sapin, a expectativa de crescimento em 1,8%, abaixo dos objetivos do grupo, que discutiu na reunião cerca de 900 propostas para impulsionar a economia.
O encontro ministerial, preparatório da cúpula de líderes de novembro, em Brisbane, terminou neste domingo (21).
Fonte - Agência Brasil  21/09/2014

terça-feira, 6 de maio de 2014

Brics cresce 3,5% este ano e 4% em 2015 - OCDE

Economia

De acordo com as previsões feitas no relatório Perspectivas Econômicas, da OCDE, a China e a Índia destacam-se no Brics, com crescimento de 7,4% e 5,4%, respectivamente, mais que o dobro de qualquer um dos outros países que formam o grupo das chamadas economias emergentes, devido ao potencial que apresentam.

Da Agência Brasil Edição
Com informações da Agência Lusa
foto - ilustração
O Brics, grupo que reúne o Brasil, a Rússia, Índia, China e África do Sul, vai crescer 3,5%, em média, este ano, aumentando para 4% em 2015, prevê a Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE).
De acordo com as previsões feitas no relatório Perspectivas Econômicas, da OCDE, a China e a Índia destacam-se no Brics, com crescimento de 7,4% e 5,4%, respectivamente, mais que o dobro de qualquer um dos outros países que formam o grupo das chamadas economias emergentes, devido ao potencial que apresentam.
Segundo o relatório, a China reduzirá ligeiramente o crescimento no próximo ano, para 7,3%, mas as outras economias vão acelerar o passo, sendo o Brasil o país que menos crescerá (2,2%).
O relatório mostra ainda que a média da inflação nos cinco países está em 5%, mas sobe para 7,25% se a China ficar fora das contas, o que "não é um valor particularmente baixo", dizem os analistas.
O grupo foi apresentado inicialmente como Bric pelo economista-chefe da Goldman Sachs, Jim O'Neil, no estudo Building Better Global Economic Bric, em 2001. Dez anos depois, foi incluída a África do Sul, passando a se chamar Brics. A organização representa cerca de 25% da riqueza mundial e, entre 2003 e 2007, foi responsável por 65% do crescimento global.
Fonte - Agência Brasil  06/05/2014

sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

Condições de vida e queda de defasagem escolar refletem na posição do Brasil no Pisa, diz especialista

Educação

Camila Maciel
Repórter da Agência Brasil

São Paulo – Melhoria das condições de vida dos brasileiros e a diminuição da defasagem idade – série foram as razões apontadas pelo pesquisador André Portela, da Fundação Getulio Vargas (FGV), para explicar o resultado obtido pelo Brasil na série histórica do Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa).
“Melhoramos ao longo dos anos, mas não porque a escola se tornou melhor, e sim porque o país como um todo melhorou e isso refletiu na escola”, apontou ao participar, hoje (6), de debate sobre os resultados da avaliação, feita pela Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).
Os resultados do Pisa, divulgados na última terça-feira (3), mostram que, apesar de ter conseguido melhores pontuações nos itens leitura, matemática e ciências, o Brasil ainda está nas posições mais baixas do ranking. Entre os 65 países comparados, o Brasil ficou em 58º lugar em matemática, em 55º lugar em leitura e na 59º posição em ciências. Em 2009, o país ocupava a 53ª posição em leitura e ciências, e o 57º lugar em matemática.
Desde 2003, os alunos brasileiros têm apresentado melhor performance em matemática, quando alcançaram 356 pontos naquele ano, chegando aos 391 pontos em 2012, porém não suficiente para subir no ranking. No ano passado, a pontuação dos estudantes em leitura ficou em 410 e, em ciências, 405.
“Nenhum país melhorou os resultados da aprendizagem mais rápido do que o Brasil, mas o país ainda tem um longo caminho a percorrer”, avaliou Andreas Schleicher, vice-diretor de Educação e assessor especial de Política da OCDE. O Pisa avalia o conhecimento de jovens de 15 anos, a cada três anos.
Para o pesquisador da FGV, se não houver melhora na velocidade do aprendizado, não será possível atender às metas propostas pelo Plano Nacional de Educação, que é alcançar o nível médio dos países avaliados pela OCDE, em 2023. “Com esse ritmo, seria necessário pelo menos o dobro do tempo”, apontou. De acordo com os dados de 2012, a pontuação média do Pisa em matemática foi 494; em leitura, 496; e em ciências, 501.
Portela destaca que, diante desse quadro, é preciso melhorar, além do fluxo escolar, a qualidade das escolas e dos professores. “Mas o que envolve ter bons profissionais? A carreira ser atraente, ter condições de trabalho, mas isso não se faz da noite para o dia, entre outras questões”, apontou. O pesquisador avalia que mudanças são ainda mais desafiadoras em um sistema educacional estabelecido. “Partir de um sistema que já existe, maduro, é mais difícil. Há mais resistência do conjunto”, declarou.
O Pisa apontou ainda aumento percentual de estudantes matriculados. De acordo com o estudo, em 2003, 65% dos jovens com 15 anos frequentavam a escola. Em 2012, o país conseguiu matricular 78% dos adolescentes nessa faixa etária.
Fonte - Agência Brasil  06/12/2013

quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Entre 150 países, Brasil tem o maior ganho de bem-estar em 5 anos

No Dodó Macedo

O Brasil foi o país que melhor utilizou o crescimento econômico alcançado nos últimos cinco anos para elevar o padrão de vida e o bem-estar da população. Se o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro cresceu a um ritmo médio anual de 5,1% entre 2006 e 2011, os ganhos sociais obtidos no período são equivalentes aos de um país que tivesse registrado expansão anual de 13% da economia.
A conclusão é de levantamento feito pela empresa internacional de consultoria Boston Consulting Group (BCG), que comparou indicadores econômicos e sociais de 150 países e criou o (Seda, na sigla em inglês), com base em 51 indicadores coletados em diversas fontes, como Banco Mundial, FMI, ONU e OCDE.
O desempenho brasileiro nos últimos anos em relação à melhoria da qualidade de vida da população é devido principalmente à distribuição de renda. "O Brasil diminuiu consideravelmente as diferenças de rendimento entre ricos e pobres na década passada, o que permitiu reduzir a pobreza extrema pela metade. Ao mesmo tempo, o número de crianças na escola subiu de 90% para 97% desde os anos 90", diz o texto do relatório "Da riqueza para o bem-estar" (...). O estudo também faz referência ao programa Bolsa Família, destacando que a ajuda do governo as famílias pobres está ligada à permanência da criança na escola.
Nessa comparação de progressos recentes alcançados, o Brasil lidera o índice com 100 pontos, pontuação atribuída ao país que melhor se saiu nesse critério de avaliação. Aparecem a seguir Angola (98), Albânia (97,9), Camboja (97,5) e Uruguai (96,9). A Argentina ficou na 26ª colocação, com 80, 4 pontos. Chile (48º) e México (127º) ficaram ainda mais atrás.
Foram usados dados disponíveis para todos os 150 países e que fossem capazes de traçar um panorama abrangente de dez diferentes áreas: renda, estabilidade econômica, emprego, distribuição de renda, sociedade civil, governança (estabilidade política, liberdade de expressão, direito de propriedade, baixo nível de corrupção, entre outros itens), educação, saúde, ambiente e infraestrutura.
O ranking-base gerou a elaboração de mais três indicadores, para permitir a comparação do desempenho, efetivo ou potencial, dos países em momentos diferentes: 1) atual nível socioeconômico do país; 2) progressos feitos nos últimos cinco anos; e 3) sustentabilidade no longo prazo das melhorias atingidas.
Como seria de se esperar, os países mais ricos estão entre os que pontuam mais alto no ranking que mostra o estágio atual de desenvolvimento. Nessa base de comparação, que dá conta do "estoque de bem-estar" existente, a lista é liderada por Suíça e Noruega, com 100 pontos, e inclui Austrália, Nova Zelândia, Canadá, EUA e Cingapura. Aí o Brasil aparece em posição intermediária, com 47,8 pontos.Arthur Pereira Filho
Fonte -  Com Texto Livre 29/11/2012