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domingo, 9 de julho de 2017

Em documento final, G20 isola EUA ao afirmar que Acordo de Paris é irreversível

Internacional  

Ao abordar a questão ambiental, no entanto, o comunicado final do encontro deixou evidente a divergência entre os Estados Unidos e os demais membros do G20, com críticas à saída dos norte-americanos do Acordo de Paris, firmado em 2015 durante a 21ª Conferência das Partes das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP21) com compromissos globais de enfrentamento às mudanças climáticas.

Alex Rodrigues
Repórter da Agência Brasil
Beto Barata/PR
Reunidos em Hamburgo, na Alemanha, para discutir os principais desafios econômicos globais, os representantes políticos das 20 maiores economias mundiais (G20) reafirmaram, no documento final da cúpula, a determinação de enfrentar conjuntamente questões como a pobreza, o terrorismo, o deslocamento forçado de populações, o desemprego, a desigualdade de gênero e as mudanças climáticas.
Ao abordar a questão ambiental, no entanto, o comunicado final do encontro deixou evidente a divergência entre os Estados Unidos e os demais membros do G20, com críticas à saída dos norte-americanos do Acordo de Paris, firmado em 2015 durante a 21ª Conferência das Partes das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP21) com compromissos globais de enfrentamento às mudanças climáticas.
O acordo foi assinado a ocasião pelo ex-presidente Barack Obama, mas, em junho, o atual mandatário, Donald Trump, decidiu retirar o apoio dos Estados Unidos à iniciativa.
“Os líderes dos outros membros do G20 afirmam que o Acordo de Paris é irreversível e reiteram a importância de que sejam cumpridos os termos da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima”, diz o documento, em nome dos demais 19 países do grupo. O texto também destaca a importância das potências econômicas ajudarem financeiramente os países mais pobres a implementarem ações que os ajudem a se desenvolver economicamente preservando ao máximo o meio ambiente.
Segundo a agência de notícias alemã DPA, a menção de reconhecimento à intenção dos Estados Unidos de, mesmo se retirando do Acordo de Paris, ajudar outros países “na utilização de combustíveis fósseis mais limpos e eficientes” gerou controvérsia e só foi incluída no documento final para agradar a delegação norte-americana.

Terrorismo

Os líderes do G20 também divulgaram uma declaração conjunta condenando os ataques terroristas e o financiamento destes “atos abomináveis que reforçam nossa determinação de cooperar para melhorar nossa segurança e para protegermos nossos cidadãos”. No texto, os países defendem a eliminação dos “refúgios terroristas” de todos os países, mas destacam a importância do respeito ao direito internacional, incluindo os direitos humanos.
“Clamamos pela implementação dos compromissos internacionais existentes em matéria de combate ao terrorismo e o cumprimento de resoluções relevantes e sanções específicas do Conselho de Segurança da ONU [Organização das Nações Unidas]. Comprometemo-nos a continuar a apoiar os esforços da ONU para prevenir e combater o terrorismo e trataremos da ameaça crescente associada aos combatentes terroristas estrangeiros que retornam de zonas de conflito, como o Iraque e a Síria, e continuaremos empenhados em impedir que esses combatentes estabeleçam ponto de apoio em outros países e regiões ao redor do mundo”, apontam os líderes do G20 na declaração.
Os países também se comprometem, segundo a declaração, a facilitar a troca de informações entre os serviços de inteligência nacionais e a fortalecer a cooperação internacional a fim de detectar a movimentação de suspeitos de terrorismo, entre outras medidas de segurança.
Fonte - Agência Brasil  09/07/2017

quarta-feira, 11 de março de 2015

Economia do G20 mantém crescimento de 0,9% no último trimestre de 2014

Economia/Internacional

Os países onde a economia se mostrou mais dinâmica entre outubro e dezembro do ano passado foram a Índia e a China, que tiveram crescimentos de 1,6% e 1,5%, respectivamente.Os dois países, no entanto, registraram desaceleração em relação ao trimestre anterior, quando as taxas de crescimento do PIB da Índia e da China foram 2,2% e 1,9%.

Da Agência Lusa
foto - ilustração/Pregopontocom
O Produto Interno Bruto (PIB) dos países do G20 cresceu 0,9% no último trimestre de 2014, o mesmo ritmo do trimestre anterior, apesar da desaceleração das economias da Índia e da China, informou hoje (11) a Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE). Segundo a organização, o PIB do G20 no último trimestre de 2014 cresceu 3,4% em relação a 2013.
Os países onde a economia se mostrou mais dinâmica entre outubro e dezembro do ano passado foram a Índia e a China, que tiveram crescimentos de 1,6% e 1,5%, respectivamente
Os dois países, no entanto, registraram desaceleração em relação ao trimestre anterior, quando as taxas de crescimento do PIB da Índia e da China foram 2,2% e 1,9%.
A economia norte-americana avançou, entre outubro e dezembro, 0,5%, bem abaixo da taxa de 1,2% registrada no trimestre anterior.
O conjunto do PIB da União Europeia e da zona do euro aumentou 0,3% no mesmo período.
A Alemanha, a maior economia europeia, cresceu 0,7% entre outubro e dezembro, enquanto o PIB da França, a segunda maior potência econômica da Europa, avançou 0,1% e o de Itália registrou crescimento nulo.
O PIB do Reino Unido, que não partilha a moeda única europeia, avançou 0,5% no último trimestre de 2014.
A atividade econômica no México avançou no último trimestre do ano passado 0,7%, acelerando em relação ao período anterior, quando tinha crescido 0,5%.
Fonte - Agência Brasil  11/03/2015

domingo, 16 de novembro de 2014

G20 acerta ao relevar aspectos sociais para a recuperação da economia, diz Dilma

Economia

“Esta reunião do G20 teve uma característica que foi diferenciada, que foi o fato de uma preocupação grande com os processos de universalização [do acesso à educação e à energia]”, disse a presidenta brasileira, durante entrevista à imprensa concedida após sua participação na plenária do encontro.- “Um outro fato é que nós definimos a importância também do G20 tratar da educação como sendo não apenas uma questão social, mas uma questão econômica fundamental, principalmente como forma de inclusão social, mas também como forma de difusão do progresso em toda a sociedade”, acrescentou.

Pedro Peduzzi 
Repórter da Agência Brasil 
EBC
O desemprego, a baixa demanda e a falta de acesso à educação e à energia são fatores que prejudicam o desenvolvimento econômico mundial. Portanto, ao se trabalhar contra esses problemas em escala planetária, trabalha-se a favor da superação da crise financeira mundial. De acordo com a presidenta Dilma Rousseff, ao chegar a essas conclusões, os representantes do G20 – grupo que integra as 20 maiores economias do mundo – deram um tom diferenciado ao atual encontro, na reunião de cúpula que terminou hoje (16) na Austrália.
“Esta reunião do G20 teve uma característica que foi diferenciada, que foi o fato de uma preocupação grande com os processos de universalização [do acesso à educação e à energia]”, disse a presidenta brasileira, durante entrevista à imprensa concedida após sua participação na plenária do encontro. Dilma destacou que, do ponto de vista da economia, tais investimentos representam grande vantagem. “Nós definimos a necessidade de acesso universal à energia a custos acessíveis”, disse. “Um outro fato é que nós definimos a importância também do G20 tratar da educação como sendo não apenas uma questão social, mas uma questão econômica fundamental, principalmente como forma de inclusão social, mas também como forma de difusão do progresso em toda a sociedade”, acrescentou.
Dilma ressaltou algumas semelhanças entre as conclusões do grupo e as políticas públicas praticadas no Brasil. “Nós não podemos achar que economia não tem esse componente social. Uma das coisas que o Brasil aprendeu é que economia também precisa de uma certa difusão não só, por exemplo, da universalização da luz, da água e de vários outros serviços, mas também da universalização da educação e da educação de qualidade. Isso é um aprendizado que tivemos no nosso próprio país”.
De acordo com a presidenta, no que se refere ao acesso à energia elétrica o Brasil está em uma situação “bastante razoável”, uma vez que o país tem mais de 99% da população atendida. Outra conclusão que, segundo ela, ficou “mais clara dentro do G20”, foi a necessidade de atuações visando ao aumento da demanda na economia - estratégia que o Brasil já vem adotando internamente, ajudando-o a lidar com os reflexos da crise internacional no mercado interno.
A tendência, acenou Dilma, é que isso continue durante o próximo mandato. Perguntada sobre quais cortes estariam sendo estudados pelo governo brasileiro visando à retomada do crescimento, a presidenta disse que nem todos ajustes são feitos pelo lado de cortar a demanda. “Não se pode achar que com restrições a economia se recupera. Você tem de selecionar aquilo que pode dar maior nível de investimento e, portanto, maior capacidade de recuperação”. “Não defendemos que a melhor política seja a restrição da demanda como forma de sair da crise. Não é. E isso está provado na própria União Europeia”, acrescentou ao defender a redução de despesas consideradas “não legítimas” ou excessivas.
“Você tem no Brasil um conjunto de gastos e de despesas que não levam, necessariamente, à ampliação do investimento, nem à ampliação do consumo. Essas despesas que não levam à ampliação do investimento e do consumo são aquelas que nós consideramos que podem ser cortadas”, acrescentou.
Segundo ela, durante a reunião do G20 as autoridades chegaram à conclusão de que houve frustração do crescimento econômico, após as expectativas manifestadas no início do ano, de um crescimento mais robusto. “Esse crescimento não se verificou da forma como a gente esperava, tanto na Europa, como no resto do mundo”, ressaltou. “Uma série de problemas decorrentes do baixo crescimento apareceu e, basicamente, o que se verifica é que o emprego continua sendo um dos principais problemas, tanto econômicos como sociais, em todas as economias desenvolvidas da Europa e, também, em outros países”, acrescentou. O Brasil, lembrou a presidenta, tem conseguido manter uma taxa elevada de emprego.
Outra questão que foi também muito discutida pelo grupo foi a necessidade de uma reforma do Fundo Monetário Internacional (FMI), com o objetivo de dar nova correlação de forças na entidade, e de dar mais peso aos países em desenvolvimento. Dilma lembrou que essa reforma, que seria basicamente de cotas, havia sido decidida e teria de ser cumprida até 2010.
O que tem acontecido, disse, “são tempos diferentes de recuperação”, entre países desenvolvidos e emergentes. “Todos os países emergentes tiveram uma situação melhor durante anos e resistiram à crise. Até que ela atingiu, de uma forma ou de outra, todos nós [emergentes] também. A China, por uma redução muito significativa do crescimento. Brasil, Rússia e África do Sul, idem. A Índia, tendo um ano pior e outro melhor”.
Fonte - Agência Brasil  16/11/2014

G20 vê possibilidade de crescer 2,1% mais até 2018

Economia

Segundo o G20, a elevação no crescimento adicionaria US$ 2 trilhões à economia global e criaria empregos. Os países destacaram que o crescimento maior pode ser atingido com medidas para aumentar o investimento, elevar o comércio e a competição e impulsionar o emprego

Mariana Branco
Repórter da Agência Brasil
Presidenta Dilma Rousseff durante Fotografia Oficial
da Cúpula do G20 - Roberto Stuckert Filho/PR
O G20, grupo das maiores economias do mundo, divulgou documento sinalizando a possibilidade de conseguir, até 2018, crescimento adicional de 2,1% dos produtos internos brutos (PIB, soma dos bens e riquezas produzidos em um país) do bloco, constituído pelas 19 maiores economias mais a Comunidade Europeia. O comunicado foi publicado após dois dias de reuniões, na cidade de Brisbane, Austrália.
Segundo o G20, a elevação no crescimento adicionaria US$ 2 trilhões à economia global e criaria empregos. Os países destacaram que o crescimento maior pode ser atingido com medidas para aumentar o investimento, elevar o comércio e a competição e impulsionar o emprego. Os membros do G20 defenderam ainda a adoção de políticas macroeconômicas para apoiar o desenvolvimento e crescimento inclusivo, reduzindo a desigualdade e pobreza. O grupo enfatizou a necessidade de investir em infraestrutura, e destacou o papel dos bancos multilaterais e bancos públicos de desenvolvimento.
“Combater as deficiências de investimento e infraestrutura é crucial para elevar o crescimento, a criação de empregos e a produtividade (…). Nossas estratégias de crescimento contêm grandes iniciativas de investimento, incluindo fortalecer o investimento público e melhorar nosso clima de investimento doméstico e financiamento, o que é essencial para atrair novos recursos do setor privado”, diz a carta. Segundo o comunicado, os membros do G20 continuarão trabalhando com bancos multilaterais, e encorajando a atuação de bancos de desenvolvimento nacionais.
Os países assumiram o compromisso de reduzir a diferença entre as taxas de participação no mercado de trabalho de homens e mulheres, trazendo mais de 100 milhões de mulheres à força de trabalho até 2025. O G20 também se compromete “fortemente” a reduzir o desemprego entre os jovens, considerado “inaceitavelmente alto”.
O comunicado defende, ainda, a estabilidade do sistema financeiro e ações para um sistema internacional de taxas “justo”. Diz também que os países buscarão aumento da eficiência energética para atender à necessidade de crescimento sustentável e desenvolvimento. Apoia, por fim, ações para enfrentar as mudanças climáticas que estejam de acordo com a última conferência da Organização das Nações Unidas (ONU) sobre o assunto.
Fonte - Agência Brasil  16/11/2014

sábado, 15 de novembro de 2014

Líderes do Brics cobram urgência na reforma do FMI

Internacional

Em nota parcialmente compartilhada pelo blog do Palácio do Planalto, os cinco líderes do Brics afirmam que a demora nas reformas afetam a credibilidade e a legitimidade do fundo. “A demora injustificada em ratificar o acordo de 2010 está em contradição com os compromissos conjuntos assumidos pelos líderes do G20 desde 2009”, menciona a nota, antes de criticar a demora do Congresso norte-americano em aprovar os novos termos da participação dos Estados Unidos no fundo.

Alex Rodrigues
Repórter da Agência Brasil
foto - ilustração
Chefes de Estado dos países que compõem o chamado grupo do Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) manifestaram seu “desapontamento e grave preocupação” com a não implementação das propostas de reformas estruturais do Fundo Monetário Internacional (FMI). Os líderes políticos dos cinco países-membro reuniram-se em Brisbane, Austrália, em evento paralelo à 9ª Cúpula do G20, que reúne as 19 principais economias avançadas e emergentes mundiais, mais a União Europeia.
Em nota parcialmente compartilhada pelo blog do Palácio do Planalto, os cinco líderes do Brics afirmam que a demora nas reformas afetam a credibilidade e a legitimidade do fundo. “A demora injustificada em ratificar o acordo de 2010 está em contradição com os compromissos conjuntos assumidos pelos líderes do G20 desde 2009”, menciona a nota, antes de criticar a demora do Congresso norte-americano em aprovar os novos termos da participação dos Estados Unidos no fundo.
Em 2010, a crise financeira global motivou os países-membros a proporem ampliar a influência de países como Brasil, China e Índia no FMI mediante o aporte de recursos financeiros adicionais. A mudança, contudo, depende do aval dos países com poder de veto no organismo, sendo os Estados Unidos o principal deles. “Na eventualidade de os Estados Unidos não lograrem ratificar as reformas de 2010 até o final do ano, os líderes exortaram o G20 a agendar uma discussão sobre as opções quanto aos próximos passos”, menciona a nota.
Ainda durante o encontro, os líderes do Brics reiteraram o compromisso de nomear o presidente e o vice-presidente do Banco de Desenvolvimento antes da próxima reunião do grupo, agendada para julho de 2015.
Fonte - Agência Brasil  15/11/2015

sexta-feira, 14 de novembro de 2014

Dilma chega à Austrália para tratar de economia e comércio bilateral

Internacional

Às 10h deste sábado (22h de hoje em Brasília), a presidenta vai ao plenário do Parlamento de Queensland, onde acontece a primeira rodada de conversas reservadas com chefes de Estado e de Governo do G20. Às 12h, participará do almoço oferecido aos chefes de Estado pelo primeiro-ministro da Austrália, Tony Abbott, nos jardins do Parlamento. A partir das 15h15 de sábado (3h15 em Brasília), a presidenta discursará na sessão plenária do G20.

Danilo Macedo 
Repórter da Agência Brasil 
foto - EBC
Em sua primeira agenda oficial a Brisbane, na Austrália, onde será realizada a Cúpula do G20 nos próximos dois dias, a presidenta Dilma Rousseff se reuniu hoje (14) com o primeiro-ministro da Turquia, Ahmet Davutoglu, no Hotel Royal on The Park. Os dois conversaram por cerca de uma hora sobre as relações comerciais e diplomáticas de seus países e temas relacionados à crise econômica internacional, informou a Secretaria de Comunicação da Presidência (Secom).
A presidência do G20, grupo que reúne as 20 maiores economias do mundo, será assumida formalmente pela Turquia em dezembro. O país também receberá a cúpula do próximo ano. Os dois países procuram se articular e defendem reformas para aumentar a participação de outros países nas decisões das instituições econômicas e financeiras internacionais.
Antes de se reunir com o primeiro-ministro turco, a presidenta fez reuniões com ministros e assessores que fazem parte da delegação brasileira. Com fuso horário 12 horas à frente do Brasil, já é sábado em Brisbane. Depois que amanhecer o dia por lá, às 8h30 (20h30 de hoje em Brasília), Dilma tem reunião com outros chefes de Estado do Brics, grupo formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul.
Às 10h deste sábado (22h de hoje em Brasília), a presidenta vai ao plenário do Parlamento de Queensland, onde acontece a primeira rodada de conversas reservadas com chefes de Estado e de Governo do G20. Às 12h, participará do almoço oferecido aos chefes de Estado pelo primeiro-ministro da Austrália, Tony Abbott, nos jardins do Parlamento. A partir das 15h15 de sábado (3h15 em Brasília), a presidenta discursará na sessão plenária do G20.
Os países do G20 representam cerca de 85% do PIB mundial, 75% do comércio internacional e 60% da população do planeta. Na cúpula, os líderes mundiais devem apresentar resultados sobre discussões que vêm ocorrendo nos setores de infraestrutura, regulação financeira e troca automática de informações tributárias entre os países. Representando o Brasil, Dilma deve apresentar os investimentos feitos pelo governo federal, em parceria com o setor privado, para a melhoria dos sistemas de transportes, por meio do Programa de Investimentos em Logística.
Além da reunião bilateral com o primeiro-ministro turco, estão previstos encontros de Dilma com presidentes dos Estados Unidos, Barack Obama, e da China, Xi Jin Ping, e com a chanceler da Alemanha, Angela Merkel. Os ministros das Relações Exteriores, Luiz Alberto Figueiredo, e da Fazenda, Guido Mantega, e o presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, acompanham a presidenta.
Fonte - Agência Brasil  14/11/2014

sexta-feira, 7 de novembro de 2014

Projetos de infraestrutura devem ser discutidos na Cúpula do G20

Internacional

De acordo com o secretário de Assuntos Internacionais do Ministério da Fazenda, Carlos Cozendey, temas que vêm sendo debatidos ao longo deste ano em outras instâncias, com representantes dos países, devem ter seus resultados apresentados no encontro, como infraestrutura, regulação financeira e tributação.

Paulo Victor Chagas
Repórter da Agência Brasil 
foto - ilustração
A Cúpula do G20, marcada para a próxima semana na Austrália com a participação dos chefes de Estado das 20 maiores economias mundiais, será uma oportunidade para o Brasil apresentar as medidas que vem adotando e que pretende implementar para contribuir com o crescimento mundial nos próximos anos. De acordo com o secretário de Assuntos Internacionais do Ministério da Fazenda, Carlos Cozendey, temas que vêm sendo debatidos ao longo deste ano em outras instâncias, com representantes dos países, devem ter seus resultados apresentados no encontro, como infraestrutura, regulação financeira e tributação.
Os esforços do Brasil para a ampliação dos investimentos em infraestrutura devem ser um dos principais pontos a serem apresentados pela presidenta Dilma Rousseff, durante os dias 15 e 16 de novembro. A perspectiva é que haja avanços na criação de uma iniciativa global com o objetivo de sistematizar projetos de vários países e “vendê-los” a investidores do setor privado interessados.
“Há um esforço do G20 no sentido de desenvolver mecanismos de ajudar os investidores a encontrar projetos e vice-versa. Então vai ser lançada uma iniciativa global de infraestrutura, com vários concorrentes”, afirmou Cozendey nesta manhã a jornalistas, no Palácio do Planalto. Ele citou que a iniciativa poderá envolver a criação de um banco de dados de projetos acessível a investidores, de maneira que eles possam compará-los.
Para alavancar a iniciativa, o país-sede da cúpula está propondo a criação de um secretariado internacional no G20 para coordenar as diferentes instituições. O desenho final dessa instituição deve ser aprovado durante a cúpula. A expectativa é que ela atue de modo temporário, a princípio por quatro anos.
O Programa de Investimentos em Logística brasileiro, que conta com aporte de R$ 143 milhões em melhorias na estrutura de rodovias, ferrovias, aeroportos e na qualidade do transporte público de grandes capitais, deve ser mencionado pela presidenta como uma das ações que o país vem adotando para contribuir para o crescimento mundial nos próximos anos, ao lado de projetos na área da capacitação da mão de obra e do estímulo a pequenas e médias empresas.
Fonte - Agência Brasil  07/11/2014

quarta-feira, 8 de outubro de 2014

Brasil busca acelerar criação de centro de infraestrutura no G-20

Internacional

A ideia é criar um organismo com base de dados de projetos para que investidores possam comparar os planos para a realização de obras em vários países e organizar estruturas de financiamento. Essa busca por novos investimentos em infraestrutura vai ao encontro das necessidades dos países em desenvolvimento, que precisam construir estradas, ferrovias, portos e hidrelétricas para retomar as suas taxas de crescimento.

Valor Econômico
foto - ilustração
A delegação brasileira vai aproveitar a reunião do Fundo Monetário Internacional (FMI) que acontece nesta semana, em Washington, para avançar nas discussões em torno da criação do Centro de Infraestrutura Global (GIC, da sigla em inglês) no âmbito do G-20, o grupo que reúne as 20 maiores economias do mundo.
A ideia é criar um organismo com base de dados de projetos para que investidores possam comparar os planos para a realização de obras em vários países e organizar estruturas de financiamento. Essa busca por novos investimentos em infraestrutura vai ao encontro das necessidades dos países em desenvolvimento, que precisam construir estradas, ferrovias, portos e hidrelétricas para retomar as suas taxas de crescimento. O desafio do GIC seria o de unir os investidores aos projetos, acelerando a sua concretização.
A proposta de criação do Centro foi feita pela Austrália, que exerce a presidência temporária do G-20. A delegação brasileira avaliou que a ideia é interessante, pois o novo órgão pode funcionar como uma boa forma de articulação para firmar projetos no setor. "É algo que vale a pena tentar", afirmou um representante do governo brasileiro. "É uma iniciativa interessante."
Caso seja aprovado, o GIC se tornaria a primeira instituição formal do G-20. Seria o primeiro órgão com sede, secretariado, corpo técnico e verbas dentro do grupo. Atualmente, o G-20 funciona sem um organismo formal, através de encontros entre os ministros da economia e líderes dos países.
A Austrália se dispôs a financiar a sede da instituição, mas restam questões importantes a serem debatidas, como o sistema de governança e as regras para o funcionamento. A expectativa é a de que os ministros aproveitem o encontro do FMI, em Washington, para avançar na formatação do GIC, mas a decisão final sobre a criação deve ser tomada apenas no próximo encontro do G-20, em novembro, em Brisbane, na Austrália.
No último encontro do grupo, em Cairns, na Austrália, em setembro, os Estados Unidos apoiaram a ideia, assim como a Reino Unido, o Canadá e o Japão, que, no entanto, querem aprofundar o debate sobre como seria o funcionamento do Centro antes de dar o aval final.
O ministro do Tesouro da Austrália, Joe Hockey, defendeu o GIC, alegando que o centro pode remover barreiras aos investimentos privados em projetos capazes de melhorar as condições de crescimento dos países. Um dos argumentos dos australianos é que nenhuma instituição detém uma base de dados de projetos em infraestrutura em âmbito mundial.
A avaliação feita pelos países que apoiam a ideia é a de que os problemas surgidos depois da crise financeira, em 2008, como as reformas regulatórias no setor, levaram a uma retração da atuação dos bancos na área de financiamentos de longo prazo, sobretudo na área de "project finance". Muitos investidores internacionais estariam dispostos a ingressar com capitais na área, pois, uma vez realizados, esses investimentos geram fluxos de renda regulares.
No momento em que os títulos de renda fixa estão com níveis de rentabilidade baixa, os investidores de longo prazo, principalmente os fundos de pensão, estão procurando fazer aportes com rentabilidade constante em patamares mais elevados. O objetivo do centro seria justamente o de diminuir o custo de financiamento de projetos de grande porte na área de infraestrutura.
Depois de trabalhar para a criação do Banco dos Brics e do Arranjo Contingente de Reservas (CRA, da sigla em inglês) - fundo para ajudar nações em dificuldades financeiras -, a delegação brasileira vê no GIC a oportunidade de avançar em um novo organismo internacional alinhado às necessidades de elevar as taxas de crescimento através da promoção de investimentos em países emergentes.
Fonte - Revista Ferroviária  08/10/2014

domingo, 21 de setembro de 2014

G20 anuncia meta de crescimento de 1,8% em cinco anos

Internacional

Na análise preliminar entre o Fundo Monetário Internacional (FMI) e a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE), as medidas preconizadas vão possibilitar um crescimento adicional de 1,8% até 2018.

Da Agência Lusa
foto - ilustração
Os ministros das Finanças dos países do G20, grupo que reúne as 20 maiores economias do mundo, informaram hoje (21), em comunicado, que acordaram meta de crescimento adicional de 1,8% nos próximos cinco anos, no âmbito das reformas que serão promovidas pelos países-membros.
Na análise preliminar entre o Fundo Monetário Internacional (FMI) e a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE), as medidas preconizadas vão possibilitar um crescimento adicional de 1,8% até 2018.
O comunicado do G20 assinala ainda que serão necessárias mais medidas para promover o crescimento da economia dos países do G20 em 2%.
Ao participar da reunião ministerial do G20, a diretora do FMI, Christine Lagarde, citou um estudo do organismo segundo o qual a economia do grupo crescerá apenas 1,5%. Ontem (20), o ministro francês das Finanças, Michael Sapin, a expectativa de crescimento em 1,8%, abaixo dos objetivos do grupo, que discutiu na reunião cerca de 900 propostas para impulsionar a economia.
O encontro ministerial, preparatório da cúpula de líderes de novembro, em Brisbane, terminou neste domingo (21).
Fonte - Agência Brasil  21/09/2014