Agrotóxicos 🍇
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quarta-feira, 3 de fevereiro de 2021
Herbicida mata safra de vinho no RS e, em SC, 41 de 85 municípios apresentam agrotóxicos na água
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domingo, 9 de agosto de 2020
As Forças Armadas e o governo Bolsonaro
Entrevista 🔍
Celso Amorim: Brasil pode "abrir a porta" para invadir outros países
Celso Amorim: Brasil pode "abrir a porta" para invadir outros países
segunda-feira, 6 de janeiro de 2020
Impacto de mineração em cidade maranhense desperta atenção da ONU - Entrevista
Entrevista/Meio Ambiente 🎤
Vera Gasparetto
Especial Portogente
Em meados de dezembro último, o relator especial das Nações Unidas sobre Direitos Humanos e Substâncias Tóxicas (FIDH), Baskut Tuncak, esteve no Brasil, no estado do Maranhão. Ele veio verificar, pessoalmente, as consequências da mineração e da siderurgia sobre a saúde dos habitantes e o meio ambiente da cidade maranhense de Piquiá. A situação é denunciada há anos pelas Organizações Não Governamentais (ONGs) Justiça Global e Justiça nos Trilhos. Após sua visita na área, o relator interpelará as autoridades estaduais e federais sobre o caso do Piquiá.
A expectativa é que as empresas Vale, Viena Siderúrgica, Gusa Nordeste, Aço Verde Brasil e Cimento Verde Brasil sejam notificadas para que reparem os danos causados às comunidades e que passem a cumprir as regulamentações acordadas para a exploração das atividades na região.
A jornalista e ativista Idayane Ferreira atua, desde 2016, na assessoria de comunicação da Justiça nos Trilhos, uma organização que assessora comunidades impactadas pelo setor de mineração e siderurgia no corredor de Carajás. A ONG tem pressionado o Estado brasileiro e as empresas a assumirem suas responsabilidades e repararem integralmente as violações dos direitos humanos e do meio ambiente que atingem a comunidade de Piquiá há três décadas. Ela contou ao Portogente as controvérsias sobre o modelo de desenvolvimento na região.
Por onde passa o Corredor de Carajás?
O Corredor de Carajás é uma região cortada pela Estrada de Ferro Carajás (EFC), que vai da Floresta Carajás, localizada em Parauapebas, no Pará - de onde é extraído o minério -, até o porto Ponta da Madeira, em São Luís, no Maranhão, totalizando cerca de 900 quilômetros de extensão. A EFC corta 27 municípios, sendo 24 no Maranhão e três no Pará, em geral territórios rurais, quilombolas e indígenas.
O que é o Projeto Grande Carajás (PGC)?
Vivemos numa região de exploração de recursos naturais, onde predomina o setor de mineração e siderúrgico, além do cultivo da monocultura, o que de certa forma está tudo interligados ao Projeto Grande Carajás (PGC). Esses projetos tiveram sua origem no período de ditadura no Brasil, baseados em uma lógica de "desenvolvimento" econômico para a região amazônica.
Como essa atividade impacta a população local?
A empresa Vale está instalada na região e é a figura que melhor representa o PGC, pois faz parte de toda a cadeia produtiva. Ela explora os recursos minerais, transporta e os comercializa. Ela transporta também os grãos produzidos pela monocultura, principalmente milho e soja. Outra consequência desse processo é que os produtores da monocultura aproveitam o empobrecimento dos territórios para se instalarem, além de utilizarem da logística de transporte de minérios para o transporte da sua produção.
Independente do empreendimento que se instale ou tente se instalar na região, o discurso desenvolvimentista é muito forte e o discurso de mais empregos é sempre utilizado. Na minha avaliação e o que acontece de fato é que esses empreendimentos causam muitos impactos, como o inchaço populacional e o aumento da violência, sem benefícios efetivos para as comunidades locais.
Fonte - Portogente 06/01/2018
O relator especial da ONU Baskut Tuncak, sobre Direitos Humanos e Substâncias Tóxicas (FIDH),veio verificar, pessoalmente, as consequências da mineração e da siderurgia sobre a saúde dos habitantes e o meio ambiente da cidade maranhense de Piquiá. A situação é denunciada há anos pelas Organizações Não Governamentais (ONGs) Justiça Global e Justiça nos Trilhos.
Vera Gasparetto
Especial Portogente
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| Baskut Tuncak, ao centro, relator especial da ONU sobre direitos humanos e substâncias e resíduos tóxicos. Foto/Idayane Ferreira. |
A expectativa é que as empresas Vale, Viena Siderúrgica, Gusa Nordeste, Aço Verde Brasil e Cimento Verde Brasil sejam notificadas para que reparem os danos causados às comunidades e que passem a cumprir as regulamentações acordadas para a exploração das atividades na região.
A jornalista e ativista Idayane Ferreira atua, desde 2016, na assessoria de comunicação da Justiça nos Trilhos, uma organização que assessora comunidades impactadas pelo setor de mineração e siderurgia no corredor de Carajás. A ONG tem pressionado o Estado brasileiro e as empresas a assumirem suas responsabilidades e repararem integralmente as violações dos direitos humanos e do meio ambiente que atingem a comunidade de Piquiá há três décadas. Ela contou ao Portogente as controvérsias sobre o modelo de desenvolvimento na região.
Por onde passa o Corredor de Carajás?
O Corredor de Carajás é uma região cortada pela Estrada de Ferro Carajás (EFC), que vai da Floresta Carajás, localizada em Parauapebas, no Pará - de onde é extraído o minério -, até o porto Ponta da Madeira, em São Luís, no Maranhão, totalizando cerca de 900 quilômetros de extensão. A EFC corta 27 municípios, sendo 24 no Maranhão e três no Pará, em geral territórios rurais, quilombolas e indígenas.
O que é o Projeto Grande Carajás (PGC)?
Vivemos numa região de exploração de recursos naturais, onde predomina o setor de mineração e siderúrgico, além do cultivo da monocultura, o que de certa forma está tudo interligados ao Projeto Grande Carajás (PGC). Esses projetos tiveram sua origem no período de ditadura no Brasil, baseados em uma lógica de "desenvolvimento" econômico para a região amazônica.
Como essa atividade impacta a população local?
A empresa Vale está instalada na região e é a figura que melhor representa o PGC, pois faz parte de toda a cadeia produtiva. Ela explora os recursos minerais, transporta e os comercializa. Ela transporta também os grãos produzidos pela monocultura, principalmente milho e soja. Outra consequência desse processo é que os produtores da monocultura aproveitam o empobrecimento dos territórios para se instalarem, além de utilizarem da logística de transporte de minérios para o transporte da sua produção.
Independente do empreendimento que se instale ou tente se instalar na região, o discurso desenvolvimentista é muito forte e o discurso de mais empregos é sempre utilizado. Na minha avaliação e o que acontece de fato é que esses empreendimentos causam muitos impactos, como o inchaço populacional e o aumento da violência, sem benefícios efetivos para as comunidades locais.
Fonte - Portogente 06/01/2018
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quinta-feira, 24 de outubro de 2019
Juca Kfouri entrevista o economista Eduardo Moreira
Entrevista 📺
Entre Vistas de hoje recebe o economista Eduardo Moreira. Juca Kfouri e Eduardo Moreira conversam sobre medidas para diminuir a desigualdade e ter uma sociedade mais justa.Acompanhe!
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segunda-feira, 19 de agosto de 2019
Pesquisa espacial: “Estamos no caminho errado”, diz astrônoma
Ciência 🚀
Gilberto Costa – Repórter da Agência Brasil
Duília de Mello fala sobre pesquisa espacial e divulgação científica - Levar a ciência a pessoas leigas, instigar a curiosidade das crianças e, em especial, o interesse pela pesquisa científica nas meninas tem sido parte da missão iluminista que a astrônoma e astrofísica Duília de Mello, 55 anos, paulista criada no Rio de Janeiro, tomou para si quando passou a ser considerada uma das pessoas mais influentes em seu campo de trabalho.
Gilberto Costa – Repórter da Agência Brasil
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| Divulgação - Ascom/UnB |
Victor Ribeiro – Repórter da Rádio Nacional
Uma pesquisa de opinião divulgada em junho, feita junto a 2.206 pessoas de 15 a 24 anos, revelou que 93% dos jovens de todo o país não sabem o nome de nenhum cientista brasileiro. O levantamento, disponível na internet, acendeu um sinal amarelo entre as pessoas que fazem divulgação científica.
Levar a ciência a pessoas leigas, instigar a curiosidade das crianças e, em especial, o interesse pela pesquisa científica nas meninas tem sido parte da missão iluminista que a astrônoma e astrofísica Duília de Mello, 55 anos, paulista criada no Rio de Janeiro, tomou para si quando passou a ser considerada uma das pessoas mais influentes em seu campo de trabalho.
Duília já morou no Chile, na Suécia e nos Estados Unidos, onde trabalhou na agência espacial americana (Nasa). Atualmente, mantêm-se como pesquisadora associada à agência, e é também professora titular, vice-reitora e decana de Avaliação na Universidade Católica da América em Washington D.C., capital dos EUA.
A cientista esteve, na última semana, na Universidade de Brasília, para abrir o semestre letivo e fazer divulgação científica, quando atendeu a Agência Brasil para a seguinte entrevista:
Agência Brasil: O mundo resolveu desacreditar na ciência?
Duílla de Mello: Estamos passando por um momento muito difícil, de descrédito. As pessoas acham que ciência é religião, que se acredita ou não se acredita. Não é assim. Ciência é baseada em fatos, não precisa de crença. O fato existe, a gente interpreta o fato com método científico. É com muita tristeza que vejo esse passo que a humanidade está dando. Tenho impressão que isso é passageiro, que é só uma regressão que estamos vivendo porque houve um certo descuido, principalmente, dos cientistas que precisam comunicar a ciência todos os dias ao público, e precisa educar o jovem para a ciência. Os cientistas no mundo todo acharam que a escola estava educando o suficiente e demonstrando a importância da ciência. Espero que todos os cientistas acordem, porque passou da hora de comunicar a ciência. É uma coisa muito difícil, não é todo mundo que tem talento de passar conhecimentos difíceis para uma linguagem simples.
Agência Brasil: E paciência para lidar com jornalistas...
Mello: Pois é. Muita gente perde a paciência porque interpretam errado as palavras que a gente fala e aí saem umas coisas erradas. Mas é preciso continuar falando até sair certo. Hoje, com o alcance da mídia social, a gente pode comunicar para muitos ao mesmo tempo. É complicado [porém] com as notícias falsas. Eu nunca pensei que tivesse de explicar em pleno século 21 que a Terra é redonda ou que as vacinas fazem bem! As pessoas se esqueceram da história da humanidade. A gente precisa lembrar.
Agência Brasil: A senhora atua para despertar o interesse pela ciência, especialmente, das meninas. Isso tem melhorado?
Mello: Tem melhorado no mundo todo, mas cada país vai com um passo diferente. No Brasil, sempre foi um pouquinho melhor do que em outros lugares.
Agência Brasil: Por quê?
Mello: A gente não sabe exatamente os motivos. Mas veja o que acontece, por exemplo no norte Europa. É um absurdo! Eu fui a uma defesa de doutorado na Suécia que só tinha duas mulheres, eu e a mãe do homem que estava defendendo a tese. Havia 80 homens no auditório. Eu fui para a Suécia em um programa de balanço de gênero, para melhorar o número de mulheres nas engenharias e na ciência... É mundial o problema, não é só brasileiro. Nos Estados Unidos, a gente faz um trabalho muito grande com as meninas nas escolas. Não pode esperar virar adolescente. Tem que ser com criança. Na hora que vira adolescente, quer fazer aquilo que sua amiguinha está fazendo. A gente precisa mostrar às meninas que mulher pode fazer o que quiser, desde que ela goste daquilo. Eu tenho certeza que a mulher gosta da engenharia e da ciência também. Ela só não despertou porque não foi motivada. Eu vejo meninas pequenas, criancinhas, interessadas em foguete, no céu e na Lua. Tem uma frase em inglês que diz assim “we are what we see”, “a gente é o que a gente vê”. É preciso mostrar às mulheres na ciência para as meninas e para os meninos também. Quando a gente faz isso, mostra que não existe nenhum problema de gênero. Eu sou esperançosa e já vejo uma mudança disso. Interessante é que em países latinos têm mais mulher na ciência. Muitas vezes, as pessoas têm medo de fazer ciência porque acham que vão morrer de fome, que não vão arrumar emprego. A gente precisa mostrar que não é verdade isso.
Agência Brasil: A senhora trabalhou com o Hubble. Qual o legado do telescópio espacial?
Mello: O Hubble veio para substituir a Missão Apollo. Ele, junto com o ônibus espacial, era o carro-chefe da Nasa. O Hubble fica orbitando a terra e vê o universo acima da nossa atmosfera, que atrapalha a visão das luzes das estrelas. Ele está a cerca de 600 quilômetros de altitude, de onde fica olhando o universo. O Hubble fez, em abril, 29 anos - era para ter feito só 15 anos - uma história de sucesso. Ele nos ensinou coisas que não havia a mínima ideia, como a evolução das galáxias, a formação de planetas. O Hubble nos ensinou como que as nuvens formam estrelas. Mostrou muita coisa do sistema solar. A gente viu cometa colidindo com Júpiter, a gente viu isso quase que ao vivo. O Hubble tem papel importantíssimo de desvendar o universo. O telescópio também tem suas limitações. Ele é relativamente pequeno, e enxerga uma área do céu pequena.
Agência Brasil: O Hubble tem parcerias para uso de inteligência artificial?
Mello: O Hubble tem um programa que se chama Ciência do Cidadão, Citizen Science, que é para ajudar a classificar, por exemplo, as galáxias ou discos protoplanetários [formados basicamente por gases]. São muitas imagens, e é preciso a ajuda do público para fazer isso. Também usa o machine learning que é um processo de inteligência artificial para classificar os objetos. O Kepler, que é um satélite que descobre planetas ao redor das estrelas, faz isso também muito bem.
Agência Brasil: O que as descobertas recentes sobre buracos negros agregam para a pesquisa espacial?
Mello: Os buracos negros sempre fascinaram. Era uma previsão teórica do [Albert] Einstein, que durante um século, praticamente, os cientistas tentaram ver. Tínhamos evidências indiretas, mas não tínhamos uma foto. O horizonte de eventos [fronteira ao redor de um buraco negro] mostra a parte mais próxima a um buraco negro, os arredores. Isso comprova todas as teorias que a gente tinha sobre formação de buraco negro. Não podemos confundir os buracos negros estelares com os buracos negros super massivos, que têm até bilhões de vezes a massa do Sol e vivem no interior das galáxias. Os buracos negros estelares, também previstos por Einstein, são fruto da evolução das estrelas muito massivas que explodem as supernovas. Depois o que sobra entra em colapso e forma um buraco negro central. Não temos fotos desses buracos negros, mas temos evidências de que existem. Por exemplo, se tiver estrela do lado, essa começa a perder massa – que está indo para o buraco negro vizinho. A gente consegue detectar aquecimento na região examinada.
Agência Brasil: Que hipóteses explicam a expansão e o aceleramento do universo?
Mello: Foi descoberto há cerca de dez anos que o universo não está apenas se expandindo, como também está acelerando. Isso nos faz eliminar hipóteses de que o universo começou com o big bang, com uma grande expansão, e que depois um dia entraria em colapso em um ponto central novamente. A gente já sabe que isso não vai acontecer. O universo está acelerando e isso é um caminho sem fim. O universo vai continuar expandindo para sempre. Como se descobriu que ele está acelerando? A observação das estrelas, que explodiram a muitos e muitos bilhões de anos atrás, verificou que a velocidade delas tinha aceleração. A aceleração é produzida por uma massa que a gente não vê. Essa massa, chamamos de energia escura. A energia escura é o grande desafio das próximas décadas. Quando a gente faz as contas, dá que mais de 70% do universo seria feito de energia escura. Se a gente somar isso com a matéria escura ao redor das galáxias, que faz parte da massa das galáxias e somam 25% do universo, temos 95% do universo. Então, tudo que a gente estuda na astronomia é só 5%. Estamos no caminho errado. Temos que estudar o resto.
Uma pesquisa de opinião divulgada em junho, feita junto a 2.206 pessoas de 15 a 24 anos, revelou que 93% dos jovens de todo o país não sabem o nome de nenhum cientista brasileiro. O levantamento, disponível na internet, acendeu um sinal amarelo entre as pessoas que fazem divulgação científica.
Levar a ciência a pessoas leigas, instigar a curiosidade das crianças e, em especial, o interesse pela pesquisa científica nas meninas tem sido parte da missão iluminista que a astrônoma e astrofísica Duília de Mello, 55 anos, paulista criada no Rio de Janeiro, tomou para si quando passou a ser considerada uma das pessoas mais influentes em seu campo de trabalho.
Duília já morou no Chile, na Suécia e nos Estados Unidos, onde trabalhou na agência espacial americana (Nasa). Atualmente, mantêm-se como pesquisadora associada à agência, e é também professora titular, vice-reitora e decana de Avaliação na Universidade Católica da América em Washington D.C., capital dos EUA.
A cientista esteve, na última semana, na Universidade de Brasília, para abrir o semestre letivo e fazer divulgação científica, quando atendeu a Agência Brasil para a seguinte entrevista:
Agência Brasil: O mundo resolveu desacreditar na ciência?
Duílla de Mello: Estamos passando por um momento muito difícil, de descrédito. As pessoas acham que ciência é religião, que se acredita ou não se acredita. Não é assim. Ciência é baseada em fatos, não precisa de crença. O fato existe, a gente interpreta o fato com método científico. É com muita tristeza que vejo esse passo que a humanidade está dando. Tenho impressão que isso é passageiro, que é só uma regressão que estamos vivendo porque houve um certo descuido, principalmente, dos cientistas que precisam comunicar a ciência todos os dias ao público, e precisa educar o jovem para a ciência. Os cientistas no mundo todo acharam que a escola estava educando o suficiente e demonstrando a importância da ciência. Espero que todos os cientistas acordem, porque passou da hora de comunicar a ciência. É uma coisa muito difícil, não é todo mundo que tem talento de passar conhecimentos difíceis para uma linguagem simples.
Agência Brasil: E paciência para lidar com jornalistas...
Mello: Pois é. Muita gente perde a paciência porque interpretam errado as palavras que a gente fala e aí saem umas coisas erradas. Mas é preciso continuar falando até sair certo. Hoje, com o alcance da mídia social, a gente pode comunicar para muitos ao mesmo tempo. É complicado [porém] com as notícias falsas. Eu nunca pensei que tivesse de explicar em pleno século 21 que a Terra é redonda ou que as vacinas fazem bem! As pessoas se esqueceram da história da humanidade. A gente precisa lembrar.
Agência Brasil: A senhora atua para despertar o interesse pela ciência, especialmente, das meninas. Isso tem melhorado?
Mello: Tem melhorado no mundo todo, mas cada país vai com um passo diferente. No Brasil, sempre foi um pouquinho melhor do que em outros lugares.
Agência Brasil: Por quê?
Mello: A gente não sabe exatamente os motivos. Mas veja o que acontece, por exemplo no norte Europa. É um absurdo! Eu fui a uma defesa de doutorado na Suécia que só tinha duas mulheres, eu e a mãe do homem que estava defendendo a tese. Havia 80 homens no auditório. Eu fui para a Suécia em um programa de balanço de gênero, para melhorar o número de mulheres nas engenharias e na ciência... É mundial o problema, não é só brasileiro. Nos Estados Unidos, a gente faz um trabalho muito grande com as meninas nas escolas. Não pode esperar virar adolescente. Tem que ser com criança. Na hora que vira adolescente, quer fazer aquilo que sua amiguinha está fazendo. A gente precisa mostrar às meninas que mulher pode fazer o que quiser, desde que ela goste daquilo. Eu tenho certeza que a mulher gosta da engenharia e da ciência também. Ela só não despertou porque não foi motivada. Eu vejo meninas pequenas, criancinhas, interessadas em foguete, no céu e na Lua. Tem uma frase em inglês que diz assim “we are what we see”, “a gente é o que a gente vê”. É preciso mostrar às mulheres na ciência para as meninas e para os meninos também. Quando a gente faz isso, mostra que não existe nenhum problema de gênero. Eu sou esperançosa e já vejo uma mudança disso. Interessante é que em países latinos têm mais mulher na ciência. Muitas vezes, as pessoas têm medo de fazer ciência porque acham que vão morrer de fome, que não vão arrumar emprego. A gente precisa mostrar que não é verdade isso.
Agência Brasil: A senhora trabalhou com o Hubble. Qual o legado do telescópio espacial?
Mello: O Hubble veio para substituir a Missão Apollo. Ele, junto com o ônibus espacial, era o carro-chefe da Nasa. O Hubble fica orbitando a terra e vê o universo acima da nossa atmosfera, que atrapalha a visão das luzes das estrelas. Ele está a cerca de 600 quilômetros de altitude, de onde fica olhando o universo. O Hubble fez, em abril, 29 anos - era para ter feito só 15 anos - uma história de sucesso. Ele nos ensinou coisas que não havia a mínima ideia, como a evolução das galáxias, a formação de planetas. O Hubble nos ensinou como que as nuvens formam estrelas. Mostrou muita coisa do sistema solar. A gente viu cometa colidindo com Júpiter, a gente viu isso quase que ao vivo. O Hubble tem papel importantíssimo de desvendar o universo. O telescópio também tem suas limitações. Ele é relativamente pequeno, e enxerga uma área do céu pequena.
Agência Brasil: O Hubble tem parcerias para uso de inteligência artificial?
Mello: O Hubble tem um programa que se chama Ciência do Cidadão, Citizen Science, que é para ajudar a classificar, por exemplo, as galáxias ou discos protoplanetários [formados basicamente por gases]. São muitas imagens, e é preciso a ajuda do público para fazer isso. Também usa o machine learning que é um processo de inteligência artificial para classificar os objetos. O Kepler, que é um satélite que descobre planetas ao redor das estrelas, faz isso também muito bem.
Agência Brasil: O que as descobertas recentes sobre buracos negros agregam para a pesquisa espacial?
Mello: Os buracos negros sempre fascinaram. Era uma previsão teórica do [Albert] Einstein, que durante um século, praticamente, os cientistas tentaram ver. Tínhamos evidências indiretas, mas não tínhamos uma foto. O horizonte de eventos [fronteira ao redor de um buraco negro] mostra a parte mais próxima a um buraco negro, os arredores. Isso comprova todas as teorias que a gente tinha sobre formação de buraco negro. Não podemos confundir os buracos negros estelares com os buracos negros super massivos, que têm até bilhões de vezes a massa do Sol e vivem no interior das galáxias. Os buracos negros estelares, também previstos por Einstein, são fruto da evolução das estrelas muito massivas que explodem as supernovas. Depois o que sobra entra em colapso e forma um buraco negro central. Não temos fotos desses buracos negros, mas temos evidências de que existem. Por exemplo, se tiver estrela do lado, essa começa a perder massa – que está indo para o buraco negro vizinho. A gente consegue detectar aquecimento na região examinada.
Agência Brasil: Que hipóteses explicam a expansão e o aceleramento do universo?
Mello: Foi descoberto há cerca de dez anos que o universo não está apenas se expandindo, como também está acelerando. Isso nos faz eliminar hipóteses de que o universo começou com o big bang, com uma grande expansão, e que depois um dia entraria em colapso em um ponto central novamente. A gente já sabe que isso não vai acontecer. O universo está acelerando e isso é um caminho sem fim. O universo vai continuar expandindo para sempre. Como se descobriu que ele está acelerando? A observação das estrelas, que explodiram a muitos e muitos bilhões de anos atrás, verificou que a velocidade delas tinha aceleração. A aceleração é produzida por uma massa que a gente não vê. Essa massa, chamamos de energia escura. A energia escura é o grande desafio das próximas décadas. Quando a gente faz as contas, dá que mais de 70% do universo seria feito de energia escura. Se a gente somar isso com a matéria escura ao redor das galáxias, que faz parte da massa das galáxias e somam 25% do universo, temos 95% do universo. Então, tudo que a gente estuda na astronomia é só 5%. Estamos no caminho errado. Temos que estudar o resto.
Fonte - Agência Brasil 19/08/2019
sexta-feira, 16 de agosto de 2019
Bob Fernandes - Entrevista com o Presidente Lula
Entrevista 📹 🎤
Lula fala sobre Moro, Dallagnol, Globo, militares, Bolsonaro, FHC, Queiróz, EUA, Palocci...
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quinta-feira, 4 de julho de 2019
Juca Kfouri entrevista a cineasta Petra Costa - TVT
Entrevista 📹
Entre Vistas com Juca Kfouri
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sexta-feira, 14 de junho de 2019
Ex-presidente Lula concede entrevista para Juca Kfouri na TVT
Política 👀
O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva concede nesta quinta-feira (13/06) uma entrevista aos jornalistas Juca Kfouri e José Trajano transmitida pela TV dos Trabalhadores (TVT).A entrevista acontece após a publicação de três reportagens pelo site The Intercept Brasil que expõem mensagens trocadas entre o ex-juiz federal Sergio Moro, atual ministro da Justiça, e o procurador Deltan Dallagnol demonstrando irregularidades cometidas durante a operação Lava Jato.
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quarta-feira, 6 de junho de 2018
Requião quer que Brasil recupere soberania nacional (Entrevista)
Politica/Entrevista 👀
Portogente
Especial para o Portogente - Em entrevista ao Portogente, o senador Roberto Requião (MDB-PR) falou sobre a atual conjuntura do País: greve dos caminhoneiros, situação da Petrobrás e dos petroleiros, modelo de transporte, política, economia, entre outros assuntos. O parlamentar expôs sua perspectiva de modelo de desenvolvimento para dar uma guinada no Brasil. Para ele, o Brasil precisa recuperar sua capacidade de investimento em projetos de infraestrutura, melhorar suas ferrovias e incentivar o transporte de cabotagem. Requião avalia que o "combate à corrupção", mesmo sendo necessária, hoje serve como uma forma de desviar a atenção da sociedade brasileira aos projetos que estão entregando as riquezas do País ao capital internacional.
Portogente - Como o senhor vê o Brasil a partir da tensão do movimento dos caminhoneiros e da atuação do governo federal na questão?
Roberto Requião - Quando iniciou a Operação Lava Jato a saudei dentro do Senado Federal, por ser uma iniciativa de combate à corrupção. Aos poucos percebi que ao lado disso havia um direcionamento a determinados políticos, e não digo que não tivessem envolvidos, mas era uma punição sistemática do pessoal de direita. Quando os Estados Unidos grampeou a conversa da Dilma e do Lula, percebi que havia interesses geopolíticos por detrás. Isso se exacerba agora com a greve dos caminhoneiros. Concluo que o combate à corrupção deu cobertura a um processo de desnacionalização do Brasil. Foi dirigido para a queda de um governo que ainda resistia aos interesses do capital financeiro para instalar um governo que levasse ao fim de um estado nacional e soberano, especialmente o petróleo. A colocação de Pedro Parente na Petrobrás tinha o objetivo de acabar com a empresa, prova disso são os preços absurdos, quando sabemos que produzimos e refinamos petróleo suficiente para o País. Tentaram vender a BR Distribuidora, os gasodutos, eliminar a produção de adubos químicos, colocando em risco a agricultura do País. O que vivemos é um processo entreguista que vem sendo acobertado pela simulação do combate a corrupção.
Portogente - Voltando ao movimento iniciado no dia 19 de maio, qual o cenário que precipitou a paralisação dos caminhoneiros? Isso realmente foi pacificado? Como o senhor vê o País daqui para a frente diante do anúncio de que para dar a redução do diesel durante 60 dias terá de fazer cortes na área de educação e do SUS?
Requião – É uma guerra híbrida com a cooptação pelos grandes meios de comunicação comerciais televisivos e radiofônicos. Essa revolta da população foi provocada pelos erros da condução econômica do PT, capitaneada pela inteligência americana. É uma guerra híbrida semelhante ao que aconteceu na Líbia e na Ásia, que tem como fundamento o fim do projeto nacional. Também é consequência da teoria da dependência do FHC. Não mexem na tarifa da Petrobras, mas subsidiam com os recursos da saúde, educação e infraestrutura. Isso depois da aprovação da PEC (Proposta de Emenda à Constituição) 55, que paralisa por 20 anos os investimentos no Brasil. Privatização, redução de impostos e fim do estado social. É a barbárie e a selvageria na condução do mundo globalizado.
Eles querem levar à globalização, com a eliminação dos estados sociais; a supremacia dos bancos centrais; a precarização dos parlamentos com o financiamento privado de campanha - acaba com a obediência ao partido -; a precarização do trabalho, com o fim da previdência pública e a reforma trabalhista. É a semi escravização do trabalho. O fim do estado soberano nacional
Portogente - E qual é a perspectiva para o próximo período? O governo tomou medidas antissociais para solucionar o problema.
Requião - O governo ficou bem mais fraco. Esse governo e essa proposta do imperialismo econômico de privatização, ampliação dos impostos, redução dos direitos e precarização das relações de trabalho não ganhará a eleição no Brasil. Isso me leva à conclusão de que a aposta deles é inviabilizar a eleição direta e para isso irão mobilizar o Lawfare (judiciário e Ministério Público agindo contra o progressismo e o estado soberano nacional) e eliminar candidatos progressistas do processo eleitoral. Se não conseguirem isso não tem eleição.
Portogente - O quanto a política de preços dos combustíveis, conduzida pelo ex-presidente Pedro Parente, da Petrobras, ajudou a criar essa instabilidade econômica e política, ao alinhá-los à flutuação internacional e à cotação do dólar? Vai mudar alguma coisa com a nova gestão?
Requião - A emenda será pior que o soneto. O Temer nomeou o Ivan (Monteiro) para continuar com o projeto da globalização de privatização e entrega das nossas riquezas. O Brasil, o celeiro do mundo, terá seu estado nacional destruído como toda a América Latina, assim como o liberalismo econômico destruiu a Europa. Isso é o entreguismo puro e simples, ao tirar do comando do País a produção e refino do petróleo. Aumentou de 41% para 80% a importação dos Estados Unidos. E tem mais: a Petrobrás quebrou? Não. Seu valor nunca caiu, mas sim o jogo de ações da empresa, o que vai render para o acionista, o que é totalmente equivocado.
Os Estados Unidos para enfrentarem a Opep (Organização dos Países Exportadores de Petróleo), Arábia Saudita, a Venezuela e o Brasil, pressionando os preços para baixo, de US$ 140 para US$ 30,00 o barril de petróleo e hoje está novamente a US$ 80,00, o que equilibra a empresa. Mas o projeto é viabilizar o lucro dos 36% de acionistas americanos, política do governo FHC (Fernando Henrique Cardoso). Vendeu o futuro para remunerar acionistas no presente. Mas a Petrobrás ainda é majoritariamente do povo brasileiro, pois o Estado detém 60% das ações. Não existe a quebra estrutural e financeira da Petrobrás, sua crise é induzida pela política de globalização e financeirização da economia, e do poder absoluto de um único grupo. O petróleo tem que ter preços brasileiros.
Portogente - Outra situação evidenciada pelo movimento dos transportadores foi como o Brasil depende dos caminhões para a movimentação de cargas em todo o território nacional. Isso nos remete, portanto, a uma questão sempre muito bem discutida pelo senhor que é a supremacia rodoviária na nossa matriz de transporte. Mostramos ao mundo que a nossa logística é um fracasso. Aí, a pergunta que não quer calar: por que o Brasil não investe em suas ferrovias, hidrovias e por que não cria intermodalidades eficientes? Por que falta planejamento logístico?
Requião - É um jogo claro do projeto de globalização. A opção do Brasil pelo transporte rodoviário veio de fora para dentro. Não há dúvida de que todo o transporte de massa, de minérios, commodities, minerais, deveria ser ferroviário, que é infinitamente mais barato. Nós temos que reestabelecer o transporte ferroviário e a navegação da cabotagem, que é a navegação costeira, que foi simplesmente eliminada no Brasil nos últimos anos. Estados Unidos e Inglaterra começaram assim. Num país como o nosso é evidente que as mercadorias produzidas no interior são consumidas por uma população litorânea e a cabotagem e a ferrovia são fundamentais.
Portogente - O senhor acredita que as infraestruturas ferroviárias disponíveis poderiam ser recuperadas (ainda que sucateadas) e modernizadas. Teriam compatibilidade técnica e tecnológica?
Requião - Não é impossível. É uma condição para um estado soberano. E é fácil recuperar, pois a tecnologia ferroviária é primária, acessíveis a qualquer país. A recuperação é primordial. Mas o que prevalece são os interesses das grandes montadoras que dominam o setor de cargas no Brasil. O caminhão leva o transporte de massas parceladamente, o que uma composição ferroviária com uma locomotiva potente levaria, fazemos com centenas de caminhões. Isso é uma irracionalidade. Investir na modificação da infraestrutura de transporte é fundamental ao País. Não precisamos abandonar o transporte rodoviário, mas o fundamental é a estrutura ferroviária reestabelecida. Isso é muito fácil, pois o Brasil pode enfrentar a crise de maneira excepcional, pois tem uma reserva de 375 a 400 bilhões de dólares. Nós podemos reestruturar o Brasil com políticas de investimento público. Num momento de recessão o capital privado não investe, mas especula financeiramente. É o investimento na infraestrutura que beneficia o País como um todo e reestabelece o círculo virtuoso do desenvolvimento.
Fonte - Portogente 06/06/2018
Em entrevista concedida ao Site Portogente,o parlamentar expôs sua perspectiva de modelo de desenvolvimento para dar uma guinada no Brasil. Para ele, o Brasil precisa recuperar sua capacidade de investimento em projetos de infraestrutura, melhorar suas ferrovias e incentivar o transporte de cabotagem. Requião avalia que o "combate à corrupção", mesmo sendo necessária, hoje serve como uma forma de desviar a atenção da sociedade brasileira aos projetos que estão entregando as riquezas do País ao capital internacional.
Portogente
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| foto - ilustração/senado.com |
Portogente - Como o senhor vê o Brasil a partir da tensão do movimento dos caminhoneiros e da atuação do governo federal na questão?
Roberto Requião - Quando iniciou a Operação Lava Jato a saudei dentro do Senado Federal, por ser uma iniciativa de combate à corrupção. Aos poucos percebi que ao lado disso havia um direcionamento a determinados políticos, e não digo que não tivessem envolvidos, mas era uma punição sistemática do pessoal de direita. Quando os Estados Unidos grampeou a conversa da Dilma e do Lula, percebi que havia interesses geopolíticos por detrás. Isso se exacerba agora com a greve dos caminhoneiros. Concluo que o combate à corrupção deu cobertura a um processo de desnacionalização do Brasil. Foi dirigido para a queda de um governo que ainda resistia aos interesses do capital financeiro para instalar um governo que levasse ao fim de um estado nacional e soberano, especialmente o petróleo. A colocação de Pedro Parente na Petrobrás tinha o objetivo de acabar com a empresa, prova disso são os preços absurdos, quando sabemos que produzimos e refinamos petróleo suficiente para o País. Tentaram vender a BR Distribuidora, os gasodutos, eliminar a produção de adubos químicos, colocando em risco a agricultura do País. O que vivemos é um processo entreguista que vem sendo acobertado pela simulação do combate a corrupção.
Portogente - Voltando ao movimento iniciado no dia 19 de maio, qual o cenário que precipitou a paralisação dos caminhoneiros? Isso realmente foi pacificado? Como o senhor vê o País daqui para a frente diante do anúncio de que para dar a redução do diesel durante 60 dias terá de fazer cortes na área de educação e do SUS?
Requião – É uma guerra híbrida com a cooptação pelos grandes meios de comunicação comerciais televisivos e radiofônicos. Essa revolta da população foi provocada pelos erros da condução econômica do PT, capitaneada pela inteligência americana. É uma guerra híbrida semelhante ao que aconteceu na Líbia e na Ásia, que tem como fundamento o fim do projeto nacional. Também é consequência da teoria da dependência do FHC. Não mexem na tarifa da Petrobras, mas subsidiam com os recursos da saúde, educação e infraestrutura. Isso depois da aprovação da PEC (Proposta de Emenda à Constituição) 55, que paralisa por 20 anos os investimentos no Brasil. Privatização, redução de impostos e fim do estado social. É a barbárie e a selvageria na condução do mundo globalizado.
Eles querem levar à globalização, com a eliminação dos estados sociais; a supremacia dos bancos centrais; a precarização dos parlamentos com o financiamento privado de campanha - acaba com a obediência ao partido -; a precarização do trabalho, com o fim da previdência pública e a reforma trabalhista. É a semi escravização do trabalho. O fim do estado soberano nacional
Portogente - E qual é a perspectiva para o próximo período? O governo tomou medidas antissociais para solucionar o problema.
Requião - O governo ficou bem mais fraco. Esse governo e essa proposta do imperialismo econômico de privatização, ampliação dos impostos, redução dos direitos e precarização das relações de trabalho não ganhará a eleição no Brasil. Isso me leva à conclusão de que a aposta deles é inviabilizar a eleição direta e para isso irão mobilizar o Lawfare (judiciário e Ministério Público agindo contra o progressismo e o estado soberano nacional) e eliminar candidatos progressistas do processo eleitoral. Se não conseguirem isso não tem eleição.
Portogente - O quanto a política de preços dos combustíveis, conduzida pelo ex-presidente Pedro Parente, da Petrobras, ajudou a criar essa instabilidade econômica e política, ao alinhá-los à flutuação internacional e à cotação do dólar? Vai mudar alguma coisa com a nova gestão?
Requião - A emenda será pior que o soneto. O Temer nomeou o Ivan (Monteiro) para continuar com o projeto da globalização de privatização e entrega das nossas riquezas. O Brasil, o celeiro do mundo, terá seu estado nacional destruído como toda a América Latina, assim como o liberalismo econômico destruiu a Europa. Isso é o entreguismo puro e simples, ao tirar do comando do País a produção e refino do petróleo. Aumentou de 41% para 80% a importação dos Estados Unidos. E tem mais: a Petrobrás quebrou? Não. Seu valor nunca caiu, mas sim o jogo de ações da empresa, o que vai render para o acionista, o que é totalmente equivocado.
Os Estados Unidos para enfrentarem a Opep (Organização dos Países Exportadores de Petróleo), Arábia Saudita, a Venezuela e o Brasil, pressionando os preços para baixo, de US$ 140 para US$ 30,00 o barril de petróleo e hoje está novamente a US$ 80,00, o que equilibra a empresa. Mas o projeto é viabilizar o lucro dos 36% de acionistas americanos, política do governo FHC (Fernando Henrique Cardoso). Vendeu o futuro para remunerar acionistas no presente. Mas a Petrobrás ainda é majoritariamente do povo brasileiro, pois o Estado detém 60% das ações. Não existe a quebra estrutural e financeira da Petrobrás, sua crise é induzida pela política de globalização e financeirização da economia, e do poder absoluto de um único grupo. O petróleo tem que ter preços brasileiros.
Portogente - Outra situação evidenciada pelo movimento dos transportadores foi como o Brasil depende dos caminhões para a movimentação de cargas em todo o território nacional. Isso nos remete, portanto, a uma questão sempre muito bem discutida pelo senhor que é a supremacia rodoviária na nossa matriz de transporte. Mostramos ao mundo que a nossa logística é um fracasso. Aí, a pergunta que não quer calar: por que o Brasil não investe em suas ferrovias, hidrovias e por que não cria intermodalidades eficientes? Por que falta planejamento logístico?
Requião - É um jogo claro do projeto de globalização. A opção do Brasil pelo transporte rodoviário veio de fora para dentro. Não há dúvida de que todo o transporte de massa, de minérios, commodities, minerais, deveria ser ferroviário, que é infinitamente mais barato. Nós temos que reestabelecer o transporte ferroviário e a navegação da cabotagem, que é a navegação costeira, que foi simplesmente eliminada no Brasil nos últimos anos. Estados Unidos e Inglaterra começaram assim. Num país como o nosso é evidente que as mercadorias produzidas no interior são consumidas por uma população litorânea e a cabotagem e a ferrovia são fundamentais.
Portogente - O senhor acredita que as infraestruturas ferroviárias disponíveis poderiam ser recuperadas (ainda que sucateadas) e modernizadas. Teriam compatibilidade técnica e tecnológica?
Requião - Não é impossível. É uma condição para um estado soberano. E é fácil recuperar, pois a tecnologia ferroviária é primária, acessíveis a qualquer país. A recuperação é primordial. Mas o que prevalece são os interesses das grandes montadoras que dominam o setor de cargas no Brasil. O caminhão leva o transporte de massas parceladamente, o que uma composição ferroviária com uma locomotiva potente levaria, fazemos com centenas de caminhões. Isso é uma irracionalidade. Investir na modificação da infraestrutura de transporte é fundamental ao País. Não precisamos abandonar o transporte rodoviário, mas o fundamental é a estrutura ferroviária reestabelecida. Isso é muito fácil, pois o Brasil pode enfrentar a crise de maneira excepcional, pois tem uma reserva de 375 a 400 bilhões de dólares. Nós podemos reestruturar o Brasil com políticas de investimento público. Num momento de recessão o capital privado não investe, mas especula financeiramente. É o investimento na infraestrutura que beneficia o País como um todo e reestabelece o círculo virtuoso do desenvolvimento.
Fonte - Portogente 06/06/2018
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quarta-feira, 18 de abril de 2018
Juca Kfouri entrevista Pedro Serrano
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sexta-feira, 25 de agosto de 2017
TVE BA exibe entrevista exclusiva do ex-presidente Lula neste domingo - Assista aqui
Entrevista 🎤
Da Redação
A TVE Bahia, canal 10.1, exibe neste domingo (27), às 18h, uma entrevista exclusiva com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a primeira para uma emissora de televisão após sua condenação pela Justiça em primeira instância. Na entrevista, concedida ao escritor e crítico de cinema, Pablo Villaça, Lula aborda temas como o clima de ódio na sociedade, o Poder Judiciário, o comportamento da mídia brasileira, eleições 2018 e a reforma política.
Na última quinta-feira (17), em Salvador, Lula iniciou a sua caravana pelo Nordeste. A entrevista completa poderá ser acompanhada também pelo facebook oficial da emissora (/tvebahia), Youtube (/tvebahia) ou Portal TVE.
Assista aqui entrevista completa
Na entrevista, concedida ao escritor e crítico de cinema, Pablo Villaça, Lula aborda temas como o clima de ódio na sociedade, o Poder Judiciário, o comportamento da mídia brasileira, eleições 2018 e a reforma política.
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| Lula |
Na última quinta-feira (17), em Salvador, Lula iniciou a sua caravana pelo Nordeste. A entrevista completa poderá ser acompanhada também pelo facebook oficial da emissora (/tvebahia), Youtube (/tvebahia) ou Portal TVE.
Com informações da Secom Ba. 25/08/2017
Assista aqui entrevista completa
1ª Parte
2ª Parte
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terça-feira, 4 de abril de 2017
Pregopontocom Por Trás da Câmera - Entrevista com Eduardo Copello Presidente da CTB,Cia de Transportes da Bahia
Por Trás da Câmera 📹
Entrevista
Entrevista
O Presidente da CTB (Cia de Transportes da Bahia), Eduardo Copello, fala sobre o Metrô de Salvador, o VLT da orla ferroviária da cidade, investimentos em infraestrutura, e o futuro da Mobilidade em Salvador e na RMS
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sexta-feira, 31 de março de 2017
Pregopontocom Por Trás da Câmera estrèa na terça (04)
Entrevista 🎥
No primeiro programa Pregopontocom Por Trás da Câmera entrevistamos o Presidente da CTB Sr.Eduardo Copello que fala sobre o Metrô de Salvador,o novo VLT da orla Ferroviária de Salvador,Mobilidade Urbana e investimentos em infraestrutura viária na cidade.
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quinta-feira, 27 de outubro de 2016
Petrobras não está quebrada e tem futuro brilhante
Entrevista
Escrito por Solange Santana - Portogente
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| Foto - ilustração/arquivo |
Portogente - A Petrobras está quebrada? A situação da empresa é tão caótica em relação às grandes petrolíferas estrangeiras?
Fernando Siqueira - A Petrobras não está quebrada. Ela teve, em 2015, um lucro bruto de R$ 98,5 bilhões e um lucro líquido de R$ 14 bilhões. Mas por exigência da auditora americana PWC (raposa no galinheiro), ela desvalorizou seus ativos em R$ 49 bilhões, gerando um falso rombo de R$ 35 bilhões. As justificativas dessa baixa contábil são as perdas com a queda do preço do petróleo, mas a Exxon/Mobil, por exemplo, não fez nada disso. A Shell tem uma dívida igual à da Petrobrás, mas tem reservas cinco vezes menores. A Petrobrás já descobriu 50 bilhões de barris nos campos de Tupi, Iara, Búzios, Carcará e outros. A Shell tem reservas de cerca de 10 bilhões de barri, apenas. A Petrobrás está melhor do que todas as empresas do cartel. Tem mais reservas e melhor tecnologia do que elas.
Portogente - Quais as perspectivas do Brasil na produção de petróleo?
Fernando Siqueira - São as melhores. O instituto de Geologia da Uerj prevê que a reserva do pré-sal pode se situar entre 178 e 280 bilhões de barris (segunda ou terceira do mundo). A Petrobras já descobriu cerca de 50 bilhões de barris dessas reservas; produz cerca de 1,5 milhão de barris equivalentes por dia (óleo + gás) no pré-sal. Em 2015, ela ganhou, pela terceira vez - fato inédito entre as petroleiras mundiais - o prêmio máximo da indústria do petróleo pelo seu domínio da tecnologia em águas ultra profundas, aplicada no pré-sal; o custo total de produção no pré-sal, incluindo impostos royalties, amortizações e outros, caiu de US$ 40 por barril, em 2013, para US$ 20 em maio de 2016. No mesmo período, o custo de extração (considerando a infraestrutura toda montada e abstraindo dos custos externos), caiu para US$ 7,50 por barril. Ambos os custos continuam caindo em face do conhecimento técnico da Petrobras e da produtividade do pré-sal.
Portogente - Há semelhanças entre o Brasil e a Venezuela na geopolítica mundial do petróleo?
Fernando Siqueira - Podemos dizer que há muitas. A Venezuela tem a maior reserva do planeta e fica fora da zona conflituosa do Oriente Médio; o Brasil tem a segunda ou terceira reserva do mundo e fica também na América Latina.
Os países desenvolvidos têm uma brutal insegurança energética devido à alta dependência do petróleo e por não possuírem reservas. Querem as nossas, pagando barato.
Na década de 1990, os EUA, junto com a Arábia Saudita, derrubaram o preço do petróleo para US$ 13 dólares e desmontaram a União Soviética, cuja renda tem 50% de sua origem no petróleo e estava dominando a Europa, dependente do seu petróleo e gás. Agora estão repetindo essa estratégia, pois os BRICS, que têm na Rússia o principal suporte tecnológico, são uma ameaça à hegemonia americana: criaram um banco de desenvolvimento com um fundo de US$ 100 bilhões e pretendem criar uma moeda alternativa ao dólar. Mortal para os EUA. Sadham foi assassinado por isto. A Arábia Saudita, aliada aos EUA, não reduziu sua produção conforme solicitado pelos parceiros da OPEP. Em vez disso, aumentou-a em 1 milhão de barris por dia e fez com que o petróleo caísse de US$ 115 para US$ 45 por barril. Com isto, Rússia, Venezuela e Irã se enfraqueceram economicamente. Além disto, o pré-sal deixou de ser o grande trunfo que o Brasil tem para deixar de ser o eterno país do futuro, segundo uma campanha insidiosa da mídia, que faz o jogo do mercado e engana os brasileiros. E minou economia da Petrobras que está sendo desmantelada pelo senhor Pedro Parente através da venda de ativos estratégicos.
Intensa campanha foi deflagrada para mudar o marco regulatório que resgatava o interesse do País em detrimento da lei de concessão que dá todo o petróleo para quem produz, gerando "o pior contrato de concessão do planeta". Aproveitaram as denúncias da lava-jato e passaram a defender a privatização "para eliminar a corrupção do petrolão. Irônico, porque as empresas capazes de produzir o pré-sal são as empresas do cartel internacional, que são as mais corruptas e mais corruptoras do mundo: derrubam, matam ou prendem lideranças que nacionalizaram petróleo: Mohamed Mossadeg, no Irã, Enrico Mattei, na Itália; e Jaime Roldós (Equador), são exemplos antigos. Sadham Hussein e Muamar Kadafi são exemplos recentes dessa ação predatória. Conforme mostrou o Widileaks, eles atuam dentro do Congresso.
Portanto, Brasil, Venezuela, Irã, Rússia (e os BRICS) são alvo da mesma estratégia geopolítica dos países hegemônicos petróleo- dependentes. Derrubaram Dilma Rousseff não pelos seus grandes erros, mas pelos seus acertos em defesa do Brasil. Estão sabotando o Maduro o tempo todo.
Portogente - A Petrobrás não tem condições técnicas e econômicas de explorar o pré-sal?
Fernando Siqueira - Falácia gigantesca. A Petrobras tem mais condição do que qualquer outra empresa do setor para produzir o pré-sal, tecnologicamente falando. Economicamente também a empresa tem condições excepcionais, pois tem reservas, já descobertas, de cerca de 50 bilhões de barris. A US$ 50 por barril são US$ 2,5 trilhões. O custo total de produção, como já dito, é de US$ 20 por barril. Por outro lado, a dívida líquida da empresa é da ordem de US$ 90 bilhões, irrisória diante do grande patrimônio da Companhia. Vale lembrar que a Shell perfurou o campo de Libra até 3990m e o devolveu à ANP como subcomercial. A Petrobras perfurou Libra e achou o maior campo do mundo. Se não fosse a Petrobras, Libra e o pré-sal não teriam sido descobertos.
Portogente - Por que o governo Temer e seus aliados no Congresso defendem a entrega das nossas reservas na camada pré-sal?
Fernando Siqueira - O golpe dado no País, reconhecido até pelo Papa Francisco, foi para colocar no Governo os vendilhões da Pátria. A maioria deles envolvidos e citados na Lava-jato. O programa do PMDB "A Ponte para o futuro(...dos EUA)" prevê isto. O Serra, segundo o Wikileaks, prometeu à Chevron que, se eleito presidente, derrubaria a Lei de Partilha. Eleito senador fez o projeto PLS 131, ou 4567 na Câmara, que tira a Petrobras do Pré-sal; Temer colocou na Petrobras o Pedro Parente, que no período 1999 a 2003, como presidente do Conselho de Administração da Petrobras, participou de um trabalho de desmonte da Companhia para desnacionalizar, chegando a mudar o nome para Petrobrax. Agora está retomando esse projeto, vendendo os ativos mais estratégicos para consumar o trabalho. Vendeu a malha de gasodutos do Sudeste (60% do transporte de gás do país), um monopólio natural, para grupo estrangeiro, Brokfield, formado por fundos especuladores (abutres?) internacionais. A Petrobras será refém deles.
Portogente - A quem interessa que seja sancionado o Projeto de Lei 4567/16, de autoria do então senador José Serra (PSDB), que desobriga a Petrobras de ser a operadora na exploração do pré-sal, no regime de partilha?
Fernando Siqueira - Como mencionado acima, aos países hegemônicos que precisam de petróleo, mormente os EUA, que tem uma reserva de 40 bilhões de barris, incluindo o Shale gás, e consomem cerca de 10 bilhões por ano. E as suas empresas (Anglo-americanas) que formam o cartel internacional do petróleo. Elas já dominaram 90% das reservas mundiais e, hoje, dominam menos de 5%. Precisam de reservas para sobreviver.
Desobrigada, a Petrobras nem participará dos leilões, pois o Sr. Parente vendeu um dos melhores campos do pré-sal, o Carcará, já descoberto, com três poços perfurados e comprovado, o que a Petrobras irá fazer nos novos leilões? Nada. O pré-sal, portanto, irá ficar livre para as empresas internacionais mais corruptas do planeta. Elas terão imensos lucros com o pré-sal. Todos os países que entregaram o seu petróleo para elas estão na miséria – Ângola, Gabão, Nigéria e outros.
Portogente - O que o senhor acha de uma Petrobras 100% estatal?
Fernando Siqueira - Acho que não é bom. Apenas o Governo deve deter a maioria das ações com direito a voto. A Noruega, que era o segundo país mais pobre da Europa, descobriu o petróleo no Mar do Norte, criou a Statoil, que tem ações no mercado, mas o governo tem maioria, ela trabalhou bem e a Noruega passou a ser o país mais desenvolvido do mundo, o melhor IDH dos últimos cinco anos. Ser 100% estatal gera muita interferência (espúria) dos políticos e do governo. Nossos governantes estão longe de ter credibilidade para isto. Aliás, estive estudando a forma de governo do Brasil. E concluí: não é democracia, pois vivemos as ditaduras da mídia, dos políticos corruptos e da morosidade do Judiciário. Pesquisando no Wikipedia acabei achando o verdadeiro regime político: Plutocleptocracia: Governo de corruptos sustentado pelos ricos do "Mercado". Segundo o americano John Perkins, (ver no Youtube) o mercado é a corporatocracia americana, ou seja, o complexo financeiro/petroleiro/armamentista/CIA. Eles, coordenados pelo CFR - Conselho de Relações Internacionais, estabelecem a (Des)ordem mundial. A favor deles, claro. Por isto é preciso criar a “Jet Wash” – lava-jato internacional para inibir as compras de líderes nacionais.
Fonte - Portogente 27/10/2016
segunda-feira, 27 de junho de 2016
DCM entrevista Ciro Gomes na TVT
Política
Em entrevista concedida ao DCM na TVT Ciro Gome fala sobre o atual momento político brasileiro
Em entrevista concedida ao DCM na TVT Ciro Gome fala sobre o atual momento político brasileiro
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quinta-feira, 9 de junho de 2016
TV Brasil exibe entrevista exclusiva com Dilma nesta quinta-feira
Politica
Da Agência Brasil
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De caráter público, a TV Brasil é um dos veículos da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), gestora também da TV Brasil Internacional, da agência de notícias Agência Brasil e do sistema público de radiodifusão, composto por oito emissoras públicas, entre elas as Rádio Nacional do Rio de Janeiro e de Brasília. Já a Rede Minas de Televisão é uma emissora pública e educativa vinculada à Secretaria de Cultura de Minas Gerais.
A intenção das duas empresas públicas é que a entrevista de Dilma inaugure uma série de quatro entrevistas com personalidades da política brasileira, como o presidente interino, Michel Temer; o presidente do Senado Federal, Renan Calheiros (PMDB-AL) e o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Ricardo Lewandowski.
Pedidos de entrevistas já foram enviados para Temer, Renan e Lewandowski e, neles, o próprio presidente da EBC, o jornalista Ricardo Melo, assinala que a empresa e seus veículos cumprem o dispositivo constitucional que estabelece a complementariedade dos sistemas público, estatal e privado na radiodifusão. Melo assegura que o jornalismo da TV Brasil se pauta pelo equilíbrio editorial e pela pluralidade dos pontos de vista apresentados.
O sinal da TV Brasil é captado em sinal aberto no Rio de Janeiro, Distrito Federal, São Paulo, São Luís, Tabatinga (AM), Porto Alegre, Belo Horizonte e Juiz de Fora (MG), além de Cabo Frio, Campos dos Goytacazes e Macaé, no Rio de Janeiro. Parte da programação da TV Brasil também é retransmitida por emissoras educativas e comunitárias de 20 estados e várias cidades. A TV Brasil também está presente na grade de emissoras a cabo. Além disso, é possível assistir à programação no portal da emissora .
Para assistir à Rede Minas na Região Metropolitana de Belo Horizonte, o sinal analógico da emissora pode ser sintonizado pelo canal 9 (VHF) e o sinal digital pelo canal 17 (UHF). Pelo operador Net, o canal é o 20, OI TV 09 e Sky 17.
Fonte - Agência Brasil 09/06/2016
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terça-feira, 17 de maio de 2016
“Democracia está ameaçada”, diz cientista político que previu golpe de 1964
Ponto de Vista
“A democracia está ameaçada desde já. Já foi maculada. Isso não é simples, não foi um episódio simples. Aqueles que participaram e organizaram têm que ter consciência de que produziram um fenômeno grave na história política do Brasil moderno”, disse ele no programa, que foi ao ar ontem (16) à noite.
Felipe Pontes
Repórter da Agência Brasil
Célebre por ter previsto, em artigo publicado dois anos antes, o golpe civil-militar de 1964, o cientista político Wanderley Guilherme dos Santos crê que a atual conjuntura política coloca a democracia brasileira em risco, sem que seja possível prever se a estabilidade democrática conseguirá prevalecer até as eleições de 2018, avaliou ele em entrevista ao programa Brasilianas.org, da TV Brasil.
Para Santos, diferentemente de 1964, hoje o país tem um imenso eleitorado, uma ampla sociedade civil organizada, que, segundo ele, em grande parte está descontente com os acontecimentos recentes em Brasília. Ele chamou a decisão do Senado de afastar a presidenta Dilma Rousseff de “golpe parlamentar”, e que não tem o respaldo da sociedade.
“A democracia está ameaçada desde já. Já foi maculada. Isso não é simples, não foi um episódio simples. Aqueles que participaram e organizaram têm que ter consciência de que produziram um fenômeno grave na história política do Brasil moderno”, disse ele no programa, que foi ao ar ontem (16) à noite.
“É um país com 200 milhões de habitantes, um PIB [Produto Interno Bruto] nacional bastante significativo, com instituições fortes e capazes de se organizar. Ameaças e discursos não serão suficientes, e isso é uma situação grave. Os líderes do momento têm que tomar consciência do que fizeram, têm que prestar contas, têm que levar em consideração a opinião dos que discordam”, afirmou o cientista político, professor licenciado da UFRJ.
Diante do que avalia ser o esgotamento do modelo de presidencialismo de coalizão vigente no Brasil, Santos se posicionou cético em relação a uma mudança de sistema de governo para o parlamentarismo.
Se nós não mudarmos os eleitores e não mudarmos os candidatos, não vai mudar muita coisa. Qual o problema do parlamentarismo? No parlamentarismo, é a Câmara dos Deputados que faz o governo, obrigatoriamente, o primeiro-ministro sai de lá. Então, imagine...”, disse Santos, que é autor do livro À Margem do Abismo – Conflitos na Política Brasileira (Revan), lançado em outubro do ano passado.
Partido dos Trabalhadores
Em relação ao PT, Santos acredita que o partido precisa concentrar esforços no sentido de assegurar sua sobrevivência como ator político de relevância, antes de voltar a querer apresentar caminhos para o país.
“O único projeto que ele [o PT] deve ter é o de sobreviver e recuperar sua personalidade, no sentido de que ele existe e será reconhecido como existente, porque neste momento as forças políticas outras não reconhecem mais a existência do PT, acham que se trata de uma organização em liquidação”, disse o cientista político. “O PT não tem projeto, não tem condições, não tem cacife para ter projeto de nada.”
“A democracia está ameaçada desde já. Já foi maculada. Isso não é simples, não foi um episódio simples. Aqueles que participaram e organizaram têm que ter consciência de que produziram um fenômeno grave na história política do Brasil moderno”, disse ele no programa, que foi ao ar ontem (16) à noite.
Felipe Pontes
Repórter da Agência Brasil
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| imagem YouTube/TV Brasil |
Para Santos, diferentemente de 1964, hoje o país tem um imenso eleitorado, uma ampla sociedade civil organizada, que, segundo ele, em grande parte está descontente com os acontecimentos recentes em Brasília. Ele chamou a decisão do Senado de afastar a presidenta Dilma Rousseff de “golpe parlamentar”, e que não tem o respaldo da sociedade.
“A democracia está ameaçada desde já. Já foi maculada. Isso não é simples, não foi um episódio simples. Aqueles que participaram e organizaram têm que ter consciência de que produziram um fenômeno grave na história política do Brasil moderno”, disse ele no programa, que foi ao ar ontem (16) à noite.
“É um país com 200 milhões de habitantes, um PIB [Produto Interno Bruto] nacional bastante significativo, com instituições fortes e capazes de se organizar. Ameaças e discursos não serão suficientes, e isso é uma situação grave. Os líderes do momento têm que tomar consciência do que fizeram, têm que prestar contas, têm que levar em consideração a opinião dos que discordam”, afirmou o cientista político, professor licenciado da UFRJ.
Diante do que avalia ser o esgotamento do modelo de presidencialismo de coalizão vigente no Brasil, Santos se posicionou cético em relação a uma mudança de sistema de governo para o parlamentarismo.
Se nós não mudarmos os eleitores e não mudarmos os candidatos, não vai mudar muita coisa. Qual o problema do parlamentarismo? No parlamentarismo, é a Câmara dos Deputados que faz o governo, obrigatoriamente, o primeiro-ministro sai de lá. Então, imagine...”, disse Santos, que é autor do livro À Margem do Abismo – Conflitos na Política Brasileira (Revan), lançado em outubro do ano passado.
Partido dos Trabalhadores
Em relação ao PT, Santos acredita que o partido precisa concentrar esforços no sentido de assegurar sua sobrevivência como ator político de relevância, antes de voltar a querer apresentar caminhos para o país.
“O único projeto que ele [o PT] deve ter é o de sobreviver e recuperar sua personalidade, no sentido de que ele existe e será reconhecido como existente, porque neste momento as forças políticas outras não reconhecem mais a existência do PT, acham que se trata de uma organização em liquidação”, disse o cientista político. “O PT não tem projeto, não tem condições, não tem cacife para ter projeto de nada.”
Fonte - Agência Brasil 17/05/2016
quarta-feira, 4 de maio de 2016
‘Sem dólar’ e sem concorrer com FMI: Conheça a fundo o projeto econômico dos BRICS
Internacional
Sputinik
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| Marcelo Camargo/Ag.Brasil |
Aleksandr Lukashik: O acordo de criação do Banco de Desenvolvimento foi celebrado em Fortaleza durante a cúpula do grupo BRICS em 2014. Já em 2015 ele começou a funcionar. Depois disso, os representantes dos nossos países discutiam o conteúdo dos documentos que regulam o funcionamento do banco. Agora estes documentos estão sendo aprovados pelos representantes. O Banco já está de fato operando. A sua sede foi estabelecida em Xangai após a celebração do acordo entre os representantes da China e os chefes deste Banco.
S: Países do BRICS mantem a rota em direção à renúncia do dólar e a repassagem ao comercio nas moedas nacionais…
AL: Agora se trata do aumento dos volumes e intercâmbios entre os nossos países em moedas nacionais.
S: Então, sem uso de dólar?
AL: Então, sim. Por exemplo, existe um acordo de 2015 entre o Banco Central da Rússia e o Banco Nacional da China de estabelecimento da linha de swap entre estes bancos e também da cooperação entre bancos comerciais. Foram realizados testes bem sucedidos. Agora estamos discutindo a questão de aumento do comércio, pelo menos, entre a Rússia e a China em moeda nacional. Estudamos a questão de tais operações entre a Rússia e a Índia e também entre a Rússia e o Brasil. Não está faltando trabalho. Mas isto não é assunto do grupo BRICS, mas um assunto das relações bilaterais.
S: É que este banco é um concorrente do Fundo Monetário Internacional (FMI)?
AL: Não, não podemos dizer isso. Pelo contrário estamos tentando desmentir esta comparação, quando alguém a formula, porque isto não é assim. O nosso objetivo novo consiste na entrada no sistema monetário internacional que existe agora e fazer uma contribuição, apresentar as nossas propostas para fazê-lo mais legítimo e equilibrado porque a nossa opinião é que a parte dos países em desenvolvimento é baixa e não corresponde ao seu nível do desenvolvimento econômico na etapa atual. Especialmente, tomando em conta o poder de compra dos nossos cinco países. Acreditamos que no âmbito da decima quinta ronda da revisão das quotas, que deve ser afinal começado, os países do BRICS ressaltarão das posições do aumento da sua participação e das suas quotas no âmbito do FMI, que permitirá fortalecer as posições desta organização e aumentar o papel do BRICS na salvação das questões ligadas com o funcionamento do FMI.
S: Como é que os países pequenos podem ser incluídos na vossa agenda?
AL:Vejo a possibilidade da realização de tal cooperação através do desenvolvimento econômico e estratégico e também através do mapa rodoviário da cooperação econômica e de investimentos. Além disso pode prestar a tensão do que os países do BRICS no âmbito do projeto do novo banco de desenvolvimento vão discutir os projetos ligados com o desenvolvimento da infraestrutura e com a realização do projeto no âmbito do desenvolvimento estável. Neste domínio é possível a construção de alguns objetos e os investimentos em países terceiros. Os projetos de construção podem ser realizados naqueles países onde eles estão apresentados.
Fonte - Sputnik 04/05/2016
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quarta-feira, 27 de abril de 2016
“Nossa defesa não é de um governo, mas sim da democracia”, diz presidenta da UNE
Política
Carina é contrária a eleições gerais e afirma que defender eleições agora é legitimar democraticamente um golpe. Em entrevista nessa terça-feira (26) ao programa Espaço Público, da TV Brasil, ela disse que as manobras feitas para retirar uma presidenta do poder provocam danos ao país.
Marieta Cazarré
Repórter da Agência Brasil
Presença permanente nas manifestações contra o impeachment de Dilma Rousseff, a presidenta da União Nacional dos Estudantes, Carina Vitral, de 26 anos, afirma que não é a favor do governo, mas contra a legitimidade do impeachment. Em entrevista nessa terça-feira (26) ao programa Espaço Público, da TV Brasil, ela disse que as manobras feitas para retirar uma presidenta do poder provocam danos ao país.
“Os movimentos seguem nas ruas para contrapor o que acontece no Congresso Nacional e para derrotar politicamente o impeachment. A gente mesmo [da UNE] tem várias críticas na área da educação, do programa de governo e do que foi esse segundo mandato da presidente Dilma. Mas a gente acha errado 'impichar' [afastar por meio de impeachment] uma presidente sem que haja crime de responsabilidade, sem que haja prova”, afirmou.
O processo de impeachment foi aceito na Câmara, por 367 votos a 137, e agora está em discussão na comissão especial do Senado.
Carina é contrária a eleições gerais e afirma que defender isso é legitimar democraticamente um golpe. “É dar o verniz democrático que eles precisam para o golpe fajuto”, destacou. Ela acrescenta que a condução do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), deslegitima o processo.
“Dilma foi torturada na ditadura e torturada na democracia. O que é Jair Bolsonaro dedicar o voto dele ao torturador da Dilma?”, questionou Carina. No momento do voto na sessão de votação, na Câmara, da admissibilidade do impeachment de Dilma, o deputado Jair Bolsonaro (PSC-R) exaltou a ditadura militar e a memória do coronel Carlos Brilhante Ustra – um dos chefes do DOI-Codi em São Paulo, local onde diversos presos políticos foram torturados.
A estudante criticou duramente os líderes dos movimentos a favor do impeachment de Dilma, os quais chamou de líderes fakes. “Acho que são líderes montados e colocados ali pra tentar conquistar a juventude que não foi pra rua nas passeatas da direita”. Carina disse ainda que, nas passeatas contra a Dilma, não há jovens e que a maioria dos manifestantes tem mais de 40 anos e formação universitária.
Educação
Para ela, é preciso mobilizar o governo e o Congresso para mais ações que beneficiem as camadas mais pobres e excluídas, a implantação do Plano Nacional de Educação, valorização do Programa Universidade para Todos (Prouni) e do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies).
Em uma avaliação dos avanços na área educacional na última década, Carina Vitral cita a criação de novas universidades, a Lei das Cotas e a implantação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), que tem se consolidado como alternativa ao vestibular.
Repórter da Agência Brasil
| TV Brasil |
“Os movimentos seguem nas ruas para contrapor o que acontece no Congresso Nacional e para derrotar politicamente o impeachment. A gente mesmo [da UNE] tem várias críticas na área da educação, do programa de governo e do que foi esse segundo mandato da presidente Dilma. Mas a gente acha errado 'impichar' [afastar por meio de impeachment] uma presidente sem que haja crime de responsabilidade, sem que haja prova”, afirmou.
O processo de impeachment foi aceito na Câmara, por 367 votos a 137, e agora está em discussão na comissão especial do Senado.
Carina é contrária a eleições gerais e afirma que defender isso é legitimar democraticamente um golpe. “É dar o verniz democrático que eles precisam para o golpe fajuto”, destacou. Ela acrescenta que a condução do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), deslegitima o processo.
“Dilma foi torturada na ditadura e torturada na democracia. O que é Jair Bolsonaro dedicar o voto dele ao torturador da Dilma?”, questionou Carina. No momento do voto na sessão de votação, na Câmara, da admissibilidade do impeachment de Dilma, o deputado Jair Bolsonaro (PSC-R) exaltou a ditadura militar e a memória do coronel Carlos Brilhante Ustra – um dos chefes do DOI-Codi em São Paulo, local onde diversos presos políticos foram torturados.
A estudante criticou duramente os líderes dos movimentos a favor do impeachment de Dilma, os quais chamou de líderes fakes. “Acho que são líderes montados e colocados ali pra tentar conquistar a juventude que não foi pra rua nas passeatas da direita”. Carina disse ainda que, nas passeatas contra a Dilma, não há jovens e que a maioria dos manifestantes tem mais de 40 anos e formação universitária.
Educação
Para ela, é preciso mobilizar o governo e o Congresso para mais ações que beneficiem as camadas mais pobres e excluídas, a implantação do Plano Nacional de Educação, valorização do Programa Universidade para Todos (Prouni) e do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies).
Em uma avaliação dos avanços na área educacional na última década, Carina Vitral cita a criação de novas universidades, a Lei das Cotas e a implantação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), que tem se consolidado como alternativa ao vestibular.
Fonte - Agência Brasil 27/04/2016
quinta-feira, 24 de março de 2016
Dilma dá entrevista a jornais de seis países
Política
A Presidenta Dilma Rousseff concedeu nessa quinta feira (24) entrevista a correspondentes estrangeiros de veículos de seis países. Por quase duas horas, Dilma falou sobre crise, impeachment e economia.
Da Ag.Brasil
A Presidenta Dilma Rousseff concedeu nessa quinta feira (24) entrevista a correspondentes estrangeiros de veículos de seis países. Por quase duas horas, Dilma falou sobre crise, impeachment e economia.
Da Ag.Brasil
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| foto - ilustração |
No momento em que repercute na imprensa internacional a crise política no Brasil,a Presidenta Dilma Rousseff concedeu nessa quinta feira (24) entrevista a correspondentes estrangeiros de veículos de seis países. Por quase duas horas, Dilma falou sobre crise, impeachment e economia.
A presidenta conversou com jornalistas do The New York Times (Estados Unidos), El País (Espanha), The Gardian (Inglaterra), Pagina 12 (Argentina), Le Monde (França) e Die Zeit (Alemanha).
Em dezembro do ano passado,a abertura do processo de impeachment da presidenta Dilma na Câmara foi noticiado por jornais de várias partes do mundo,entre eles o Wall Street Journal, dos Estados Unidos, a revista inglesa Time e o El País.Também foram noticiadas fora do país,as manifestações contra o governo Dilma ocorridas neste mês de março.
Em dezembro do ano passado,a abertura do processo de impeachment da presidenta Dilma na Câmara foi noticiado por jornais de várias partes do mundo,entre eles o Wall Street Journal, dos Estados Unidos, a revista inglesa Time e o El País.Também foram noticiadas fora do país,as manifestações contra o governo Dilma ocorridas neste mês de março.
A presidenta Dilma não tem compromissos na agenda hoje à tarde e deve passar o feriado da Semana Santa em Porto Alegre.
Com informações da Agência Brasil 24/03/2016
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