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quarta-feira, 31 de agosto de 2016

Impeachment: golpe, e farsa, para escapar à Lava Jato

Ponto de Vista

Ex-presidentes, governadores, prefeitos fizeram e fazem isso que chamam "Pedalada". Temer "pedalou". Se fosse crime de responsabilidade deveria valer para todos. Não apenas quando isso se torna pretexto tramado por funcionário do Tribunal de Contas.Gambiarra jurídica para emprestar legalidade a um fim ilegítimo.Motivos e trama não se sustentam. O que se busca é, com um golpe parlamentar, derrubar a presidente eleita.

Bob Fernandes



imagem - ilustração/arquivo

segunda-feira, 27 de junho de 2016

Mujica: deputados prejudicaram imagem do Brasil

Política

O ex-presidente do Uruguai José Mujica afirmou, nesta quarta-feira, que o posicionamento dos deputados brasileiros durante a votação do processo de impeachment da Presidenta Dima Rousseff prejudicou a imagem do país no exterior.

Sputnik
Sputnik
“Essa transmissão fez mal ao Brasil como nação, ao prestígio do Brasil. Reduziram a categoria do Brasil na consideração mundial. Se tivessem votado sem fundamentar, teria sido mais saudável para o futuro do Brasil”, disse Mujica, atual senador uruguaio licenciado, segundo a Agência Brasil.
Mujica se referiu especialmente à deputada federal Raquel Muniz (PSD-MG), casada com o prefeito de Montes Claros (MG).
“É paradoxal que queira tirar a presidente um monte de gente que (responde a) acusações (criminais), que vota por um monte de coisas, como aquela que votou pela honestidade do marido e no outro dia o marido é preso.”
Em sua votação, a deputada citou o marido, Ruy Muniz, como exemplo de gestor público. No dia seguinte, o prefeito foi preso pela Polícia Federal em uma operação para apurar a prática dos crimes de falsidade ideológica, dispensa indevida de licitação pública, estelionato, prevaricação e peculato.
Mujica também acredita que os grandes meios de comunicação brasileiros fizeram campanha contra o PT e os partidos mais alinhados à esquerda.
“A direita tem o controle dos grandes meios de comunicação e os tem utilizado para criar um senso comum. Desnudando nossos defeitos e mostrando o que não são defeitos da esquerda ou do PT, mas da sociedade brasileira”, disse.
Mujica afirmou também que se o cenário econômico brasileiro não fosse desfavorável, o processo de impeachment não iria adiante.
“Se as forças conspirativas da direita dão resultado, é porque tem algo. A conspiração existe sempre. A direita usou muito bem os erros que cometemos. Mas o fez em um momento histórico que resumo como: a conjuntura econômica estava a favor para gerar descontentamento.”
Fonte - Sputnik  27/06/2016

quinta-feira, 16 de junho de 2016

Governador Rui Costa participa da entrega do Título de Cidadã Baiana a Dilma

Política

Conduzida duas vezes à Presidência da República por meio de voto direto, Dilma Rousseff foi a primeira mulher a ocupar o cargo mais alto do Poder Executivo brasileiro. Em discurso, ela agradeceu a Rui e ao ex-governador Jaques Wagner, também presente no evento, pela parceria do governo estadual em projetos e ações importantes para os baianos.

Da Redação
foto - Manu Dias/Gov.Ba
Milhares de pessoas compareceram à Assembleia legislativa da Bahia (Alba), no Centro Administrativo (CAB), na tarde desta quinta-feira (16), para prestigiar a entrega do Título de Cidadã Baiana à presidente eleita Dilma Rousseff. A honraria é concedida a personalidades que contribuíram para o desenvolvimento do estado. Diversas autoridades, entre elas, o governador Rui Costa, acompanhado da primeira-dama, Aline Peixoto, participaram da cerimônia. Em decorrência da limitação de espaço no plenário, muita gente, boa parte de movimentos sociais, se acomodou do lado de fora da Alba.
Conduzida duas vezes à Presidência da República por meio de voto direto, Dilma Rousseff foi a primeira mulher a ocupar o cargo mais alto do Poder Executivo brasileiro. Em discurso, ela agradeceu a Rui e ao ex-governador Jaques Wagner, também presente no evento, pela parceria do governo estadual em projetos e ações importantes para os baianos.

foto - Manu Dias/Gov.Ba
Dilma também destacou a execução de programas federais no estado como o os programas Mais Médicos e o Minha Casa, Minha Vida (MCMV), além de obras na capital como a Via Expressa Baía de Todos-os-Santos e o Sistema Metroviário Salvador-Lauro de Freitas. "Para mim, é um grande orgulho [receber o Título de Cidadã Baiana]. Vir à Bahia é algo que sempre me alegra muito. Sempre levo daqui uma imensa energia positiva, imensa força de vida".
A presidente ressaltou ainda a importância econômica, social e cultural da Bahia. "Minha vinda aqui hoje é para reafirmar meu compromisso com a Bahia, com o Nordeste e com a transformação do Brasil. Superar as desigualdades regionais é tão importante quanto superar as desigualdades sociais".
Nascida em Minas Gerais, a presidente já ocupou cargos públicos no Rio Grande do Sul e também nas duas gestões do ex-presidente Luíz Inácio Lula da Silva, chegando desempenhar a função de ministra chefe da Casa Civil, pasta onde foi responsável pela coordenação de programas como o MCMV.
Ao se pronunciar na área externa da Alba, ao lado da presidente, o governador Rui Costa enfatizou a “emoção especial” de receber Dilma na Bahia “e acompanhar este reconhecimento das baianas e baianos por tudo o que a senhora fez pela Bahia e pelo Nordeste". Durante a o evento, Dilma recebeu outras homenagens, como uma maquete que simbolizou a entrega de 1,3 milhão de cisternas no sertão baiano e apresentações musicais como a da cantora Juliana Ribeiro, que interpretou ‘Bahia com H’.
Com informações da Secom Ba.  16/06/2016

quinta-feira, 9 de junho de 2016

TV Brasil exibe entrevista exclusiva com Dilma nesta quinta-feira

Politica

A TV Brasil, em parceria com a Rede Minas, exibe nesta quinta-feira (9), às 22 horas, uma entrevista exclusiva com a presidenta afastada Dilma Rousseff. Gravada no último domingo (5), a entrevista foi feita pelo jornalista Luis Nassif, a convite da empresa.

Da Agência Brasil

foto - ilustração
A TV Brasil, em parceria com a Rede Minas, exibe nesta quinta-feira (9), às 22 horas, uma entrevista exclusiva com a presidenta afastada Dilma Rousseff. Gravada no último domingo (5), a entrevista foi feita pelo jornalista Luis Nassif, a convite da empresa.
De caráter público, a TV Brasil é um dos veículos da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), gestora também da TV Brasil Internacional, da agência de notícias Agência Brasil e do sistema público de radiodifusão, composto por oito emissoras públicas, entre elas as Rádio Nacional do Rio de Janeiro e de Brasília. Já a Rede Minas de Televisão é uma emissora pública e educativa vinculada à Secretaria de Cultura de Minas Gerais.
A intenção das duas empresas públicas é que a entrevista de Dilma inaugure uma série de quatro entrevistas com personalidades da política brasileira, como o presidente interino, Michel Temer; o presidente do Senado Federal, Renan Calheiros (PMDB-AL) e o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Ricardo Lewandowski.
Pedidos de entrevistas já foram enviados para Temer, Renan e Lewandowski e, neles, o próprio presidente da EBC, o jornalista Ricardo Melo, assinala que a empresa e seus veículos cumprem o dispositivo constitucional que estabelece a complementariedade dos sistemas público, estatal e privado na radiodifusão. Melo assegura que o jornalismo da TV Brasil se pauta pelo equilíbrio editorial e pela pluralidade dos pontos de vista apresentados.
O sinal da TV Brasil é captado em sinal aberto no Rio de Janeiro, Distrito Federal, São Paulo, São Luís, Tabatinga (AM), Porto Alegre, Belo Horizonte e Juiz de Fora (MG), além de Cabo Frio, Campos dos Goytacazes e Macaé, no Rio de Janeiro. Parte da programação da TV Brasil também é retransmitida por emissoras educativas e comunitárias de 20 estados e várias cidades. A TV Brasil também está presente na grade de emissoras a cabo. Além disso, é possível assistir à programação no portal da emissora .
Para assistir à Rede Minas na Região Metropolitana de Belo Horizonte, o sinal analógico da emissora pode ser sintonizado pelo canal 9 (VHF) e o sinal digital pelo canal 17 (UHF). Pelo operador Net, o canal é o 20, OI TV 09 e Sky 17.
Fonte - Agência Brasil  09/06/2016

quarta-feira, 25 de maio de 2016

Unir sempre, dividir jamais

Ponto de Vista

Uma coisa fica clara a cada dia que passa e é que o compromisso fundamental da transição – pelo menos no que diz respeito aos temas sindicais – consiste em procurar aplicar um tríplice programa regressivo (sem mencionar outros temas, como a terceirização):- idade mínima de 65 anos para aposentadoria, de homens e mulheres, com a unificação das regras para todos os setores e atropelando direitos;- o negociado prevalente sobre o legislado, sem garantias

João Guilherme Vargas Netto* - Portogente
foto/montagem-ilustração
Todos aqueles que pensaram no afastamento da presidente Dilma como uma forma de pacificar o País e estabilizar a situação política, restaurando-se a moralidade pública, erraram feio.
Mesmo sendo muito difícil que o Senado reverta o afastamento de Dilma, o governo de transição tem se revelado como um conjunto de homens ditos experientes obrigados a executar aos olhos de todos, uma série de ações, recuos, passos em falso e trapalhadas de principiantes na condução política. Muita avidez, pouco siso. Continuamos em plena crise, com o País dividido, apreensivo e sofrendo com a recessão, que passa a ser enfrentada, pela nova equipe econômica de maneira exclusivamente rentista, antipopular e antiestatal.
Uma coisa fica clara a cada dia que passa e é que o compromisso fundamental da transição – pelo menos no que diz respeito aos temas sindicais – consiste em procurar aplicar um tríplice programa regressivo (sem mencionar outros temas, como a terceirização):
- idade mínima de 65 anos para aposentadoria, de homens e mulheres, com a unificação das regras para todos os setores e atropelando direitos;
- o negociado prevalente sobre o legislado, sem garantias;
- desvinculação dos benefícios sociais do valor do salário mínimo que pode perder sua política de valorização.
Estas três orientações necessitam de uma reforma constitucional (diferentemente da terceirização, por exemplo, cujo projeto foi aprovado na Câmara sob o comando de Eduardo Cunha e com o voto contrário do atual ministro do Trabalho e que está parado no Senado) e confrontam-se com as posições afirmadas das direções sindicais e passam a exigir com maior vigor sua unidade de ação e de resistência.
Que esta unidade é necessária, não resta dúvida. Que esta unidade é possível, depende do bom senso e da experiência das direções, cujo compromisso de classe deve ser afirmado muito mais em respeito às bases dos trabalhadores e menos em relação às eventuais manobras de cúpula.
Há no movimento sindical e no movimento social uma determinação de luta. Isto pode ser demonstrado em São Paulo pelo empenho mobilizatório nos trabalhadores da construção civil, nos metroviários, nos ferroviários, nos motoristas de ônibus, nos professores universitários e mesmo nos alunos de cursos secundários e profissionalizantes.
Se o clima é de apreensão na sociedade e de barata-voa na equipe de transição, para o movimento sindical continua a valer o ensinamento de décadas: unir sempre, dividir jamais.
*João Guilherme Vargas Netto é consultor sindical
Fonte - Portogente 25/05/2016

quinta-feira, 12 de maio de 2016

Dilma diz a manifestantes" - Estou vivendo a dor da traição e da injustiça"

Política

Presidenta afastada Dilma Rousseff e o ex-presidente Lula cumprimentam apoiadores em frente ao Palácio do Planalto."Estou vivendo a dor da traição, a dor da injustiça", disse aos manifestantes. “Ao longo da minha vida enfrentei muitos desafios, enfrentei o desafio terrível e sombrio da ditadura, da tortura, enfrentei como muitas mulheres desse país a dor indizível da doença, o que mais dói nessa situação que estou vivendo agora, a inominável dor da injustiça, a profunda dor da injustiça, a dor da traição

Da Agência Brasil
Juca Varella/Agência Brasil
Em discurso a apoiadores do governo, concentrados em frente ao Palácio do Planalto, a presidenta afastada Dilma Rousseff disse que esta sendo vítima de injustiça e traição, após ter sido afastada do cargo por até 180 dias para julgamento do processo de impeachment no Senado.
"Estou vivendo a dor da traição, a dor da injustiça", disse aos manifestantes. “Ao longo da minha vida enfrentei muitos desafios, enfrentei o desafio terrível e sombrio da ditadura, da tortura, enfrentei como muitas mulheres desse país a dor indizível da doença, o que mais dói nessa situação que estou vivendo agora, a inominável dor da injustiça, a profunda dor da injustiça, a dor da traição, a dor diante do fato que eu estou sendo [manifestantes gritam Fora Temer]. São duas palavras terríveis, traição e injustiça, são talvez as mais terríveis palavras que recai sobre uma pessoa e essa hora agora, esse momento é o momento em que as forças da injustiça e da traição estão soltas por aÍ”, disse.
Dilma afirmou que irá resistir até o fim do processo de impeachment, que foi aberto no Senado. "Estou pronta para resistir por todos os meios legais. Lutei minha vida inteira e vou continuar lutando", afirmou.
A presidenta afastada agradeceu o apoio de manifestantes que protestaram nos últimos meses contra o processo que, segundo Dilma, "estiveram do lado certo da história, do lado da democracia".
“Eu sou a primeira mulher eleita presidenta da República, eu honrei os votos que as mulheres me deram. Eu fui a primeira mulher eleita presidenta da República, depois do primeiro operário eleito presidente da República, como primeira mulher, eu honrei as mulheres. Como qualquer pessoa humana, posso ter cometido erros, mas jamais cometi crimes", destacou.
Após o discurso, do lado de fora do Planalto, Dilma recebeu um buquê de flores e cumprimentou os populares. Ela estava acompanhada do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e de ministros de seu governo.

Pronunciamento à imprensa

Antes do pronunciamento para o público, Dilma Rousseff fez um discurso para a imprensa. Cercada por dezenas de ex-ministros, parlamentares e servidores do Palácio do Planalto, a presidenta afastada classificou o processo contra ela de "impeachment fraudulento".
“Diante da decisão do Senado quero mais uma vez esclarecer os fatos e denunciar os riscos para o país de um impeachment fraudulento, um verdadeiro golpe, desde que fui eleita, parte da oposição inconformada pediu recontagem de votos, tentou anular as eleisções depois e passou a conspirar abertamente pelo impeachment, mergulharam o país num ato de instabilidade e impediram a recuperação da economia com tomar na força o que não conquistaram nas urnas”.
Dilma Rousseff admitiu que pode ter cometido erros, mas enfatizou que não cometeu crimes e que está sofrendo injustiça, a "maior das brutalidades que pode ser cometida".
"Não cometi crime de responsabilidade. Não tenho contas no exterior, jamais compactuei com a corrupção. Esse processo é frágil, juridicamente inconsistente, injusto, desencadeado contra pessoa honesta e inocente. A maior das brutalidades que pode ser cometida por qualquer ser humano: puni-lo por um crime que não cometeu", disse.
Em falas interrompidas por aplausos e gritos de apoio, a presidenta lembrou que foi eleita por 54 milhões de brasileiros e disse que o que está em jogo não é somente o seu mandato.
"O que está em jogo não é apenas o meu mandato. É o respeito às urnas. À vontade soberana ao povo brasileiro e à Constituição. São as conquistas dos últimos 13 anos. O que está em jogo é a proteção às crianças, jovens chegando às universidades e escolas técnicas. O que está em jogo é o futuro do país, esperança de avançar cada vez mais. Quero mais uma vez esclarecer fatos e denunciar riscos para país de um impeachment fraudulento. Um verdadeiro golpe", declarou.

Marcello Casal Jr/Agência Brasil
A presidenta afastada voltou a dizer que não cometeu crimes 
No pronunciamento, Dilma estava acompanhada de seus ex-ministros e parlamentares aliados, como a ex-ministra Eleonora Menicucci (das Mulheres), Kátia Abreu (da Agricultura) e Giles Azevedo (assessor especial). Dilma deu a declaração no Salão Leste do Palácio do Planalto que estava lotado de servidores que vieram dar apoio à presidenta afastada. Eles entoaram palavras de ordem: “É golpe”, “Golpistas, fascistas não passarão”, “Dilma, guerreira, da pátria brasileira”.
E voltou a dizer que não cometeu crime, e que, por isso, se sente injustiçada. "Jamais compactuei com a corrupção, esse é um processo inconsistente, injusto, desencadeado contra uma pessoa inocente, é a maior brutalidade que pode ser cometida contra qualquer ser humano, puni-lo por um crime que não cometeu. Não existe injustiça mais devastadora que condenar um inocente, é uma injustiça, um mal irreparável, essa farsa jurídica de que estou sendo alvo. Como presidente, nunca aceitei chantagem alguma, posso ter cometidos erros, mas não cometi crime."
Dilma também voltou a dizer que antecessores também usaram do artifício da pedalada fiscal para ajustar contas de governo. "Atos que pratiquei foram atos legais, honestos. Atos de governo idênticos foram executados pelos presidentes que me antecederam. Não era crime na época deles e não é crime também agora. Tratam como crime um ato corriqueiro de gestão, me acusam de atraso no pagamento do Plano Safra. É falso. A lei não exige minha participação na execução desse plano. Meus acusadores tem que saber dizer que ato pratiquei. Nada restou para ser pago, nem dívida."

Notificação
Dilma foi notificada no Palácio do Planalto pelo primeiro-secretário da Mesa Diretora do Senado, senador Vicentinho Alves (PR-TO), de seu afastamento do cargo após a proclamação do resultado da votação da admissibilidade do seu processo de impeachment na manhã desta quinta-feira (12).
O Senado aprovou, por 55 votos a favor e 22 contra, a admissibilidade do processo de impeachment da presidenta Dilma Rousseff. Com isso, o processo será aberto no Senado e Dilma é afastada do cargo por até 180 dias. Os senadores votaram no painel eletrônico. Não houve abstenções. Estavam presentes 78 parlamentares, mas 77 votaram, já que o presidente da Casa, Renan Calheiros, se absteve.
Assim que terminou sua declaração, Dilma saiu do Palácio do Planalto pela porta principal que fica no térreo do prédio. No caminho, ela cumprimentou servidores da Presidência, em sua maioria mulheres, que a recepcionaram no caminho, que estavam em um cercado próximo à rampa.
Fonte - Agência Brasil  12/05/2016

quarta-feira, 4 de maio de 2016

"Dilma vai usar todos os recursos contra o golpe", diz ex-marido da presidenta

Política

Carlos Araújo, advogado trabalhista e ex-marido de Dilma Rousseff, concede entrevista ao Programa Espaço Público, da TV Brasil.  Para Araújo, a reação popular irá crescer se o vice-presidente Michel Temer assumir o governo, caso o Senado aceite o processo e Dilma seja afastada do cargo.

Da Agência Brasil
Divulgação/Espaço Público/TV Brasil
O advogado gaúcho Carlos Araújo disse que a presidenta Dilma Rousseff – com quem teve um relacionamento de 25 anos e uma filha – vai usar todos os recursos possíveis para se opor ao processo de impeachment, que chamou de golpe. Para Araújo, a reação popular irá crescer se o vice-presidente Michel Temer assumir o governo, caso o Senado aceite o processo e Dilma seja afastada do cargo. O advogado e ex-preso político deu as declarações ontem (3) ao participar do programa Espaço Público, da TV Brasil.
“No governo Lula e no primeiro governo Dilma, as elites brasileiras, de modo geral, foram muito beneficiadas, ganharam muito dinheiro. Mas os trabalhadores também. O povo também. A classe média alta ficou de fora – não foi beneficiada nem prejudicada. Mas se sentiu prejudicada ideologicamente, por vários fatores”, disse, em entrevista ao programa. Carlos Franklin Paixão de Araújo é advogado trabalhista e foi três vezes deputado estadual pelo PDT do Rio Grande do Sul. Ao lado de Dilma, militou contra ditadura militar de 1964. Ele e Dilma são pais da procuradora do Trabalho Paula Rousseff Araújo e avós de Gabriel, 5 anos, e Guilherme, nascido no começo deste ano. Dilma e Araújo mantêm o companheirismo.
Na avaliação de Araújo, o “conformismo” em relação à saída de Dilma tende a desaparecer ao longo das próximas semanas. Para ele, a questão por trás do atual cenário político brasileiro é uma tentativa de impedir uma nova eleição de Luiz Inácio Lula da Silva à Presidência da República. “Se não fosse 2018, não tinha impeachment, não tinha nada”, disse. “Se Lula morresse hoje, se houvesse essa desgraça, não haveria impeachment”.
Fonte - Agência Brasil   04/05/2016

terça-feira, 26 de abril de 2016

Mais de 11 mil baianos passam a morar na casa própria

Habitação

O governador Rui Costa e a presidente Dilma Rousseff participaram da cerimônia no primeiro empreendimento, quando foi realizada a entrega simbólica das chaves para os primeiros moradores.Na ocasião, Rui destacou a importância do Minha Casa, Minha Vida para a redução do déficit habitacional no país nos últimos, especialmente na Bahia, estado destaque na contratação e execução de moradias por meio do programa, e ressaltou o lado social da iniciativa. 

Da Redação
foto - Mateus Pereira/Gov.Ba
Mais de 11 mil pessoas foram beneficiadas com entrega, nesta terça-feira (27), em Salvador, de 2,8 mil moradias construídas pelo programa Minha Casa, Minha Vida para famílias com renda de até R$ 1,6 mil. Inaugurados simultaneamente, os residenciais Coração de Maria e o Lagoa da Paixão Setor IV estão localizados, respectivamente, nos bairros de Cassange e Valéria e totalizam um investimento de R$ R$ 217,83 milhões. O governador Rui Costa e a presidente Dilma Rousseff participaram da cerimônia no primeiro empreendimento, quando foi realizada a entrega simbólica das chaves para os primeiros moradores.
Na ocasião, Rui destacou a importância do Minha Casa, Minha Vida para a redução do déficit habitacional no país nos últimos, especialmente na Bahia, estado destaque na contratação e execução de moradias por meio do programa, e ressaltou o lado social da iniciativa. "Estamos construindo uma mudança expressiva no modelo habitacional desse país com o Minha Casa Minha Vida, que também é um programa social, de geração de emprego e de distribuição de renda. Por isso eu quero agradecer, em nome do povo da Bahia, pela expansão das habitações no estado”, afirmou.
Durante o evento, a presidente Dilma cumprimentou os novos proprietários, em especial às mulheres. "Bom mesmo sentir a alegria nos olhos das pessoas que recebem essas casas. Eu vejo e fico com lágrimas nos olhos por essa emoção da realização de um sonho. É com imenso orgulho que eu venho até a Bahia cumprimentar esse povo que acredita no meu trabalho e agradecer pelo carinho com que sou sempre recebida aqui. O Minha Casa Minha Vida é do tamanho do Brasil e das necessidades do povo brasileiro, que nunca teve uma ação habitacional à altura do que precisa", disse.
O residencial Coração de Maria tem 1,8 mil unidades habitacionais e o Lagoa da Paixão mil. Todos os imóveis, do tipo apartamento, possuem sala, banheiro, cozinha, dois quartos e áreas de serviço e circulação. Além disso, os empreendimentos são dotados de toda infraestrutura urbana e sanitária, com pavimentação, acesso, iluminação e redes de água, drenagem e esgoto, além de áreas social e de lazer.

Foto - Mateus Pereira/Gov.Ba
Minha Casa, Minha Vida na Bahia
A Bahia é o estado que mais conseguiu contratar e executar habitações do Minha Casa, Minha Vida 1 e 2. São mais de 188 mil unidades habitacionais contratadas somente na Faixa 1, a de menor poder aquisitivo. 
Dessas, 12,5 mil já foram entregues na capital, incluindo os imóveis desta terça-feira.
Entre todas as faixas, mais de 115 mil moradias já foram entregues no estado, desde o lançamento do programa.
Com informações da Secom Ba.  26/04/2016

quinta-feira, 21 de abril de 2016

Dilma embarca para Nova York

Política

A presidenta embarcou em um helicóptero para a Base Aérea de Brasília, do Palácio da Alvorada, residência oficial, às 9h30. No lado de fora, na área reservada para estacionamento, um grupo de simpatizantes promovia um café da manhã contra o impeachment e de apoio à presidenta.

Paulo Victor Chagas
Repórter da Agência Brasil

A presidenta Dilma Rousseff pega o helicóptero
 até a Base Aérea de Brasilia, onde embarcou para Nova York
Marcelo Camargo/Agência Brasil
A presidenta Dilma Rousseff embarcou nesta manhã para Nova York, onde vai participar da cerimônia de assinatura do Acordo de Paris sobre Mudança do Clima e aproveitar entrevistas para repetir a tese de que está sofrendo um golpe parlamentar. Ao lado de outros líderes mundiais, ela participa dos eventos nos Estados Unidos nesta sexta-feira (22) e deve retornar ao Brasil no sábado (23).
A presidenta embarcou em um helicóptero para a Base Aérea de Brasília, do Palácio da Alvorada, residência oficial, às 9h30. No lado de fora, na área reservada para estacionamento, um grupo de simpatizantes promovia um café da manhã contra o impeachment e de apoio à presidenta.
Esta é a primeira vez que Dilma deixa o país após a abertura do processo de impeachment ter sido aprovada na Câmara dos Deputados. Nessa quarta-feira (20), o senador Raimundo Lira (PMDB-PB) foi indicado para presidir a comissão especial que vai analisar a admissibilidade do processo contra a presidenta no Senado.
Marcelo Camargo/Agência Brasil
Manifestantes fazem ato de apoio ao governo em frente ao Palácio da Alvorada no momento em que a Presidenta Dilma Rousseff parte para viagem a Nova York
Durante o período que Dilma estiver em Nova York, o vice Michel Temer ficará na Presidência em exercício. Temer, que está em São Paulo, retorna no fim da tarde a Brasília. Ele permanecerá na capital federal nos próximos dias. Temer tem dedicado os últimos dias a conversar com diferentes pessoas sobre soluções para os problemas do país e ouvido opiniões sobre a montagem de seu eventual governo, caso a presidenta seja afastada pelo Senado.
O momento é de ouvir, disse um dos interlocutores do vice-presidente. De acordo com o presidente em exercício do PMDB, senador Romero Jucá (PMDB-RR), que ocupa o cargo após Temer ter se licenciado, ele não está parado e vai fazer qualquer anúncio quando “juridicamente” isso for possível.
Fonte - Agência Brasil  21/04/2016

quarta-feira, 20 de abril de 2016

O Grande Ausente

Ponto de Vista

O “agora” significa mais o que acontecerá se o Senado afastar a presidente e o vice-presidente assumir, com respaldo dos deputados e partidos vitoriosos e um programa, já anunciado, de ataque ao Estado social, aos direitos dos trabalhadores, aos cortes afiados da Lava-Jato e às bandeiras dos derrotados na arena política. Serão atendidos os, no mínimo, 45 deputados “papai, mamãe, titia” que não tinham discursos nem razões a não ser as familiares.

Portogente
Por João Guilherme Vargas Netto*
foto - ilustração/Ag.Brasil
Depois dos momentosos acontecimentos dos últimos dias,com a Câmara dos Deputados em foco o tempo todo,a cobertura hoje, segunda-feira,dos jornalões de São Paulo me pareceu contida.
Há um clima de “o que acontecerá agora?” e não se refere apenas aos desdobramentos do rito do impedimento.O “agora” significa mais o que acontecerá se o Senado afastar a presidente e o vice-presidente assumir, com respaldo dos deputados e partidos vitoriosos e um programa, já anunciado, de ataque ao Estado social, aos direitos dos trabalhadores, aos cortes afiados da Lava-Jato e às bandeiras dos derrotados na arena política. Serão atendidos os, no mínimo, 45 deputados “papai, mamãe, titia” que não tinham discursos nem razões a não ser as familiares.

Como dizem os chineses, viveremos tempos interessantes.
No balanço hoje dos jornalões de São Paulo destaco a quase completa ausência da expressão sindical dos trabalhadores.
O “quase” se deve às frases publicadas de Maria Izabel Noronha da Apeoesp e de Tatiana Roque do sindicato dos professores da UFRJ, na Folha e de Natalício Bezerra, do sindicato dos taxistas de São Paulo, no Estadão.
No Valor uma página inteira destaca as reações do “mercado”, dos banqueiros, dos empresários, dos varejistas e do agronegócio, todas entusiásticas com os acontecimentos e perspectivas, mas nada do movimento sindical dos trabalhadores.
Não registro as aparições do deputado Paulo Pereira da Silva porque sua atuação tem sido marcadamente partidária, ferozmente a favor do impedimento na condução de seu partido Solidariedade, embora agindo no plenário com intervenções agressivas e provocadoras aprendidas no movimento sindical.
Apesar da ausência nos jornalões o movimento sindical continua atuante na vida real, defendendo hoje, como defendeu ontem e defenderá amanhã, a sua pauta que é corporificada na Conclat do Pacaembu, no Compromisso pelo Desenvolvimento e no Compromisso para Transformar o Brasil. Qualquer ação sindical que não leve em conta essas pautas e a defesa dos trabalhadores, condenará seu autor a atirar no próprio pé.
*João Guilherme Vargas Netto, consultor sindical
Fonte - Portogente  20/04/2016

sexta-feira, 15 de abril de 2016

Manifestantes contra o impeachment bloqueiam seis rodovias federais no Paraná

Política

No momento, cinco seguem obstruídas. As interdições foram planejadas como protesto em defesa do governo da presidenta Dilma Rousseff, no dia em que a admissibilidade do impeachment começou a ser debatida no plenário da Câmara dos Deputados.

Daniel Isaia
Correspondente da Agência Brasil

foto - ilustração/MST
Manifestantes ligados à Frente Brasil Popular realizaram na manhã de hoje (15) seis bloqueios de rodovias federais no Paraná. No momento, cinco seguem obstruídas. As interdições foram planejadas como protesto em defesa do governo da presidenta Dilma Rousseff, no dia em que a admissibilidade do impeachment começou a ser debatida no plenário da Câmara dos Deputados.
O bloqueio mais próximo de Curitiba já foi desmobilizado e aconteceu no quilômetro 100 da BR-277, que liga a capital paranaense a Ponta Grossa. Cerca de cem manifestantes do Movimento Popular de Moradia interromperam os dois sentidos da rodovia, entre as 6h e as 8h, provocando congestionamento de cerca de dez quilômetros.
Os outros cinco pontos seguem ocupados por manifestantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), sem previsão de liberação. A maior manifestação reúne cerca de mil pessoas em Nova Laranjeiras, no oeste paranaense, na altura do quilômetro 476 da BR-277.
No quilômetro 568 da mesma rodovia, em Cascavel, cerca de 500 pessoas bloqueiam o trânsito. Já no quilômetro 704, em São Miguel do Iguaçu, também no oeste do estado, a interrupção da via é feita por cerca de 150 manifestantes.
A região norte do Paraná tem duas rodovias interrompidas. Em Mauá da Serra, cerca de 400 integrantes do MST protestam no quilômetro 295 da BR 376. Já no município de Jacarezinho, 200 manifestantes ocupam o quilômetro 1 da BR-153.
As estimativas de participantes são da Polícia Rodoviária Federal, que está monitorando as manifestações e o trânsito, nas cinco localidades onde há bloqueios.
Fonte - Agência Brasil  15/04/2016

segunda-feira, 4 de abril de 2016

Presidenta Dilma vem a Salvador para cerimônia de incorporação de navio NDM Bahia

Defesa

O ato será realizado no Comando do 2º Distrito Naval na quarta feira (6), no bairro do Comércio, às 11h e o governador Rui Costa também estará presente.

Atarde
Edilson Lima / Ag. A TARDE
A presidente Dilma Rousseff estará em Salvador nesta quarta-feira, 6, para a cerimônia de incorporação do Navio Doca Multipropósito "Bahia" à frota da Marinha do Brasil. A informação foi confirmada pelo governo do estado. O ato será realizado no Comando do 2º Distrito Naval, no bairro do Comércio, às 11h e o governador Rui Costa também estará presente.
Adquirido por meio de um acordo entre os governos brasileiro e francês, o navio está em Salvador desde domingo, 3. Ele vai substituir o ex-Navio de Desembarque-Doca (NDD) "Rio de Janeiro", permitindo a passagem para a reserva do NDD "Ceará".
Fonte - A Tarde  04/04/2016

sexta-feira, 25 de março de 2016

Movimentos sociais fazem manifestação pela democracia em várias cidades do país

Política

Rio de Janeiro - Público participa do Festival pela Democracia, do grupo Frente Povo sem Medo, na Cinelândia, com artistas contrários ao impeachment da presidenta Dilma Rousseff e defensores de uma saída à esquerda para a crise.Outras cidades como São Paulo, Fortaleza, Uberlândia e Brasília também ocorreram atos com o mesmo objetivo. Pela manhã, a Frente Povo sem Medo fez uma manifestação no shopping Rio Sul, em Botafogo.

Akemi Nitahara,
Marcelo Brandão e Daniel Mello
Repórteres da Agência Brasil

Fernando Frazão/Agência Brasil

A Frente Nacional de Mobilização Povo sem Medo e o coletivo Ocupa Carnaval promovem desde o fim da tarde de hoje (24) o evento cultural Festival pela Democracia, na Cinelândia, centro do Rio de Janeiro. Entre os artistas, grupos e blocos de carnaval anunciados estão BNegão, Otto, Gregorio Duvivier, Tico Santa Cruz, Grupo Maracutaia, Unidos do Baque Virado, Sarau do Escritório, Nada Deve Parecer Impossível de Mudar, Forró de Rabeca, Comuna que Pariu, Primavera das Mulheres, Centro de Teatro do Oprimido, Poesia Viral, Manifesto dos Escritores, Mario Lago Filho e DJ Fukô, entre outros. As duas entidades deixaram claro que não apoiam o governo federal.
O clima é de festa e reúne centenas de pessoas em frente à Câmara de Vereadores. O ato deve ir até a meia-noite no palco principal cedido pela organização da Paixão de Cristo, evento religioso que ocorrerá no local na segunda-feira (28). Uma das frases gritadas pelos organizadores é: "Golpe nunca mais. Eu tô nas ruas por direitos sociais". A frente usa as hashtags #saídapelaesquerda, #contraoimpeachment e #pelademocracia e distribuiu um manifesto, em que propõe uma “saída pela esquerda”. Segundo seus integrantes, a solução proposta pela direita representaria um “aprofundamento dos ataques a direitos sociais e trabalhistas”.
“Por isso não temos disposição de ir às ruas em defesa deste governo. Mas também não ficaremos calados e acovardados ante as ameaças ao que temos de democracia no Brasil. O ataque não é somente contra o PT. É contra o que quer que seja de esquerda neste país. Querem aniquilar o movimento social. Querem impor um ambiente de intolerância e linchamento, onde não há espaço para o pensamento e a ação críticos”, diz o manifesto.

Fernando Frazão/Agência Brasil
Com faixas e cartazes, os participantes do festival que ocupavamna a Cinelândia defendiam a democracia

Integrante do Ocupa Carnaval, Manu da Cuíca disse que o ato artístico é uma forma de diálogo com a política. "Os problemas que se apresentam hoje não são de agora. São problemas que têm tudo a ver com o sistema capitalista que a gente tem que enfrentar, tem que superar”, disse. Para a ativista, o festival é uma forma de colocar isso adiante, dentro dessa conjuntura. “Nós somos absolutamente contra o impeachment, e afirmamos que a saída é pela esquerda, com todas as pautas que colocamos aqui: contra o ajuste fiscal, conta a presença do exército na favela, pela legalização do aborto. Enfim, uma série de pautas acumuladas pela esquerda em toda a sua história e que precisam urgentemente ser colocadas em prática".
A professora municipal Raquel Nascimento, integrando dos coletivos Magdalena Nastácia e Cor do Brasil, ambos de Teatro do Oprimido, participou de uma performance do gênero no meio do público. Em cena, atores, a maioria negros, questionam os caminhos que um possível golpe levaria o país.
"O teatro do oprimido pensa a arte como forma de militância, a gente está aqui hoje não só para manifestar, mas para fazer pensar os rumos dessa sociedade. A gente sabe que hoje a gente já vive estado de exceção, principalmente nas favelas. A gente que é preto sabe, eu já fui detida pela polícia. A gente pode, a qualquer momento, ser visto como suspeito. Mas a gente sabe que, com esse iminente golpe, tudo pode ser muito pior. Então a gente tira o questionamento para pensar junto, mas a gente sabe que nó seremos um dos setores mais afetados".

Fernando Frazão/Agência Brasil
A Cinelândia, no centro do Rio, foi tomada pelos participantes do Festival pela Democracia, do grupo Frente Povo sem Medo

O cientista social Yuri Rafael Freire da Silva afirma que há um golpe em marcha e, por isso, é preciso ir às ruas e "dar a cara a tapa". "Eu, como uma pessoa de esquerda, que defende um processo democrático, que defende o resultado de uma eleição presidencial, que foi feita de forma amplamente democrática, não posso cruzar os braços e assistir a um impeachment, que seria nada mais do que um golpe branco, um golpe dado dentro da esfera institucional", afirmou.
Outras cidades como São Paulo, Fortaleza, Uberlândia e Brasília também ocorreram atos com o mesmo objetivo. Pela manhã, a Frente Povo sem Medo fez uma manifestação no shopping Rio Sul, em Botafogo.

Manifestação em Brasília
Em Brasília, cerca de 70 manifestantes, segundo a Polícia Militar, protestaram contra o impeachment da presidenta Dilma Rousseff caminhando por uma das principais vias do centro da capita federal. O grupo, formado pelo Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) e a Frente Povo sem Medo, participou do ato, chamado de Em Defesa da Democracia e de uma Saída pela Esquerda.

Valter Campanato/Agência Brasil
Manifestantes tentam entrar em shopping na região central de Brasília

Às 17h os manifestantes começaram a se concentrar em frente ao shopping Pátio Brasil, localizado a cerca de 3 quilômetros do Congresso Nacional. Perto das 19h, o grupo caminhou pela W3 Sul, em direção à W3 Norte, ocupando duas faixas da pista. Nesse momento, o trânsito ficou congestionado para os motoristas que seguiam no sentido Asa Norte.
A marcha seguiu escoltada pela Polícia Militar. Os manifestantes erguiam bandeiras e faixas, além de gritar palavras de ordem. Uma delas era “nossa luta é todo dia, não vai ter golpe vai ter democracia”. A marcha foi curta e os participantes tentaram entrar em outro shopping.
A segurança, no entanto, impediu a entrada do grupo. Alguns dos manifestantes se queixaram de terem sido barrados. Em seguida, foram em direção ao prédio da Rede Globo em Brasília, ao lado do shopping.
Os protestos contra o que chamam de “golpe”, além de ofensas à emissora, continuaram. A entrada da Rede Globo foi protegida por um efetivo de cerca de 30 policiais. Por volta das 20h, o grupo se dispersou, embarcou em três ônibus e deixou o local.

Manifestação em São Paulo
Em São Paulo, manifestantes saíram em passeata na noite de hoje (24) contra a tentativa de impeachment da presidenta Dilma Rousseff. O ato, que teve concentração no Largo da Batata, zona oeste da capital paulista, foi organizado pela Frente Povo Sem Medo, que reúne diversos movimentos sociais. Com carros de som, bandeiras e camisas vermelhas, os militantes fecharam completamente um dos sentidos da Avenida Brigadeiro Faria Lima e Luís Carlos Berrini. O líder do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), Guilherme Boulos, ao discursar no início do protesto falou sobre a atual situação política do país.
“O que nós estamos vivendo hoje no país autenticamente uma tentativa de golpe, como ocorreu no Paraguai, em 2012, e em Honduras, em 2009. Um golpe que busca não só atacar liberdades democráticas, mas também os direitos sociais”, disse ao comparar o processo vivido por Dilma ao enfrentado pelo paraguaio Fernando Lugo e o hondurenho Manuel Zelaya, ambos destituídos da Presidência.
Boulos enfatizou, no entanto, que a manifestação não era uma defesa do governo, mas, sim, contra o golpe e em favor da manutenção dos direitos sociais. “Nós não estamos aqui para defende governo nenhum”, ressaltou. “Não estamos aqui para defender ajuste fiscal, que o povo pague a conta da crise e reformas que vão atuar contra os direitos dos trabalhadores”, acrescentou.
A diarista Jeane Campos (35 anos) levou o filho Iudi, de seis anos, porque acredita que o governo Dilma trouxe melhorias ao país. “Ela ajudou muito nos negócios do trabalho, da escola para as crianças, na saúde”, disse. Ela teme que a situação piore com a saída da presidenta. “Acho que a gente perde muita coisa”, disse a militante do MTST, que veio de Embu das Artes, na Grande São Paulo, para participar do ato.
O medo de retrocessos também foi o que motivou a estudante Iolanda Frutoso (19 anos) a ir ao protesto. “A direita que está tentando tomar o poder sempre nos explorou, pisou em nós. Eu acredito que nós temos que lutar pelos nossos direitos sociais, pelas nossas conquistas”, disse, citando como exemplo os programas de financiamento para o ensino superior.

Daniel Mello/Agência Brasil
Em São Paulo, manifestantes saíram em passeata na noite de hoje (24) contra a tentativa de impeachment da presidenta Dilma Rousseff

Nesse contexto de disputa política, Iolanda acha que os meios de comunicação têm tentado influenciar a opinião pública em favor da destituição de Dilma. “A mídia dá um foco maio nessa questão de tirar o PT, para as pessoas acreditarem no impeachment”, destacou.

Impeachment
O presidente do PT, Rui Falcão, disse acreditar que o processo de impeachment contra a presidenta não será aprovado pelo Congresso. “Eu estou confiante de que não haverá impeachment. Não há base legal para o impeachment. A tese das pedaladas [fiscais] já foi praticamente derrotada”, disse em entrevista.
Falcão também defendeu a nomeação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva como ministro da Casa Civil. A indicação foi suspensa por uma decisão do ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal. O mérito da questão ainda precisa ser analisado pelo plenário da Corte. “Não há nenhuma razão para obstruir uma medida que é de cunho exclusivamente administrativo, que é prerrogativa da presidenta. O Lula é ficha limpa, não há nenhuma razão para ele não ser ministro”.
Fonte - Agência Brasil  24/03/2016

quinta-feira, 24 de março de 2016

Dilma dá entrevista a jornais de seis países

Política

A Presidenta Dilma Rousseff concedeu nessa quinta feira (24) entrevista a correspondentes estrangeiros de veículos de seis países. Por quase duas horas, Dilma falou sobre crise, impeachment e economia.

Da Ag.Brasil
foto - ilustração
No momento em que repercute na imprensa internacional a crise política no Brasil,a Presidenta Dilma Rousseff concedeu nessa quinta feira (24) entrevista a correspondentes estrangeiros de veículos de seis países. Por quase duas horas, Dilma falou sobre crise, impeachment e economia.
A presidenta conversou com jornalistas do The New York Times (Estados Unidos), El País (Espanha), The Gardian (Inglaterra), Pagina 12 (Argentina), Le Monde (França) e Die Zeit (Alemanha).
Em dezembro do ano passado,a abertura do processo de impeachment da presidenta Dilma na Câmara foi noticiado por jornais de várias partes do mundo,entre eles o Wall Street Journal, dos Estados Unidos, a revista inglesa Time e o El País.Também foram noticiadas fora do país,as manifestações contra o governo Dilma ocorridas neste mês de março.
A presidenta Dilma não tem compromissos na agenda hoje à tarde e deve passar o feriado da Semana Santa em Porto Alegre.
Com informações da Agência Brasil  24/03/2016

sexta-feira, 18 de março de 2016

Dilma: politização do Judiciário e do MP é voltar atrás na roda da história

Política

“Nada, nem ninguém, pode defender uma justiça ou um a polícia que seja a favor de além por critério político”, afirmou, ao entregar hoje (18) unidades habitacionais do Programa Minha Casa, Minha Vida no Residencial Vivr Alto do Rosário, em Feira de Santana, na Bahia.
Andreia Verdélio
Repórter da Agência Brasil

imagen/Ag.Brasil
A presidenta Dilma Rousseff disse hoje (18), em Feira de Santana, na Bahia, que há politização em ações de investigação no Brasil. “O meu governo garantiu a autonomia para a Polícia Federal investigar quem fosse necessário, o meu governo respeita o Ministério Público e respeita o Judiciário. Agora, nós consideramos uma volta atrás na roda da história a politização de qualquer um desses órgãos”, disse.
“Nada, nem ninguém, pode defender uma justiça ou um a polícia que seja a favor de além por critério político”, afirmou, ao entregar hoje (18) unidades habitacionais do Programa Minha Casa, Minha Vida no Residencial Vivr Alto do Rosário, em Feira de Santana, na Bahia.
Em seu discurso, ela também destacou que membros do Judiciário e do Ministério Público têm prerrogativas que garantem sua isenção para que não sofram pressões.
Fonte - Agência  Brasil  18/03/2016

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2016

Campanha nacional contra Aedes aegypti é lançada em escola da PM em Juazeiro na Bahia

Saúde pública

Na ocasião,a Presidenta  Dilma com a presença do governador Rui Costa.convocou as crianças e os jovens a serem multiplicadores das informações da campanha.Cerca de 400 alunos assistiram a uma aula com a presidente sobre o mosquito e as doenças que ele transmite, em especial a zika.

Da Redação
foto - Mateus Pereira/GOVBA
A campanha nacional de mobilização da comunidade escolar contra o Aedes aegypti foi lançada no Colégio da Polícia Militar Alfredo Vianna, em Juazeiro, no norte da Bahia, nesta sexta-feira (19), com a presença da presidente Dilma Rousseff e do governador Rui Costa. Cerca de 400 alunos assistiram a uma aula com a presidente sobre o mosquito e as doenças que ele transmite, em especial a zika.
Na ocasião, Dilma convocou as crianças e os jovens a serem multiplicadores das informações da campanha. “Eu estou fazendo um apelo para vocês ajudarem os pais e mães de vocês a, uma vez por semana, dedicarem 15 minutos para olharem todos os lugares onde o mosquito pode nascer e crescer. Peço a vocês que falem com seus amigos, parentes e vizinhos para que a gente possa combater este mosquito. Ele não pode ser mais forte que um país inteiro. Nós vamos combater o mosquito e temos a certeza de que ele não é mais forte que todos nós juntos”.
Já Rui destacou que o Aedes aegypti, antes de morrer, não se desloca mais de 200 metros do lugar onde nasceu. “Quando olhamos os dados das pessoas que tiveram dengue, zika ou chikungunya, 90% foram contaminadas em sua própria casa, então é preciso que todo mundo faça uma vistoria geral na sua residência. Se tiver algum vizinho que não cuida, a pessoa pode ligar para a prefeitura. A presidente Dilma lançou um decreto que permite que um agente de saúde, acompanhado de uma autoridade, possa entrar na casa e tomar as providências contra o mosquito”.

Pesquisas
Segundo a presidente, o governo está investindo para desenvolver vacinas e buscando outras formas de vencer o Aedes. “Aqui em Juazeiro tem uma das fábricas mais importantes de mosquito do nosso país, a Moscamed, que produz o mosquito estéril. Ele cruza e não produz filhotes, ou também pode carregar uma doença para matar outros. Queremos usar o que o mosquito faz para matá-lo”, afirmou.
Dilma também explicou que o Ministério da Saúde identificou, a partir do aparecimento da zika, um aumento do número de casos de microcefalia. “No dia 1º de fevereiro deste ano, a Organização Mundial de Saúde declara que há uma epidemia de zika e microcefalia e que isso é uma emergência de saúde pública internacional”.
De acordo com a presidente, os casos de zika são registrados, em sua maioria, na costa dos estados nordestinos, mas estão sendo cada vez mais frequentes no resto do país. Antes da aula, Dilma e Rui visitaram a biofábrica Moscamed Brasil, responsável pela produção de mosquitos transgênicos do Aedes aegypti.

Biofábrica
Com investimento de R$ 1,2 milhão por ano, por meio da Secretaria de Saúde do Estado (Sesab), a Moscamed realiza o cruzamento dos transgênicos machos com fêmeas silvestres do Aedes, gerando mosquitos estéreis ou que morram antes de chegar à fase adulta. Atualmente, a fábrica tem a capacidade de produzir de 4 a 5 milhões de mosquitos por semana, o que é suficiente para controlar uma área de até 100 mil habitantes.
O Aedes é responsável pela transmissão da dengue, chikungunya e zika, esta última causadora de problemas de gestação, que incluem morte do feto e nascimento com microcefalia. Até 13 de fevereiro, 744 casos de microcefalia foram notificados em 121 municípios da Bahia, por meio do Registro de Eventos em Saúde Pública (RESP). Dos 744 casos, 161 foram investigados com a realização de exame de imagem, sendo 107 confirmados e 54 descartados.

Ações do Estado
O Governo do Estado vai disponibilizar mais 200 mil testes rápidos para detecção de dengue e chikungunya. Associado a um smartphone com GPS, o exame permite, simultaneamente, o georreferenciamento dos casos, a fim de controlar rapidamente os surtos. Lançado pela Sesab em 2015 e inédito no país, o teste foi utilizado inicialmente nos municípios de Feira de Santana, Riachão do Jacuípe e Ribeira do Pombal.
Outra ação do Estado é o Caça Mosquito, aplicativo que possibilita o envio de fotos de locais onde há possíveis focos do Aedes. Mais de R$ 13 milhões estão sendo investidos pelo Governo da Bahia no combate ao mosquito, incluindo campanhas educativas e capacitação para supervisores no trabalho de campo. Os municípios também receberam incentivo financeiro de R$ 3,7 milhões.
Com informações da Secom Ba. 19/04/2016

sexta-feira, 29 de janeiro de 2016

Empresários elogiam medidas, mas há receio sobre impactos na inflação

Economia

O presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), José Carlos Rodrigues Martins, elogiou a postura de Dilma. "Ela foi humilde, disse que 'precisa' da nossa ajuda e que não há tema interditado ao diálogo", observou.Para o presidente do Bradesco,o estímulo ao crédito"não cria [inflação] porque simplesmente estamos ajudando a parar de piorar".

Valor Econômico
foto - ilustração
Empresários que participaram ontem da reunião de retomada do Conselho Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES), no Palácio do Planalto, elogiaram as medidas de estímulo ao crédito anunciadas pelo governo, mas há divergências quanto ao seu impacto inflacionário. A mudança de atitude da presidente Dilma Rousseff, que pediu expressamente a ajuda dos conselheiros para superar a crise, impressionou.
O presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), José Carlos Rodrigues Martins, elogiou a postura de Dilma. "Ela foi humilde, disse que 'precisa' da nossa ajuda e que não há tema interditado ao diálogo", observou.
O presidente do Bradesco, Luiz Carlos Trabuco, afirmou que as medidas de estímulo ao crédito poderão reduzir as taxas de juros e negou que pressionem a inflação. Para Trabuco, são políticas voltadas à retomada do crescimento. "Precisamos virar esse jogo", exortou.
O executivo negou que as bandas fiscais propostas pelo ministro da Fazenda, Nelson Barbosa, sejam um afrouxamento da política em vigor. "Eu acho que é uma alternativa, o Barbosa estabeleceu a importância da governança fiscal. A banda seria dar uma elasticidade na transição", afirmou.
Para Trabuco, crédito é sempre algo que tem que ser colocado na oferta máxima. "A oferta de crédito está num nível adequado, e quando se oferta mais crédito, pode ter até disputa pelo preço e taxa de juros". O estímulo ao crédito, para o presidente do Bradesco, "não cria [inflação] porque simplesmente estamos ajudando a parar de piorar".
Em outra ponta, Eraí Maggi, do grupo Bom Futuro, receia que as medidas anunciadas gerem mais inflação. "Mas não vai ter outro jeito. Vão ter que fazer mesmo tendo risco [inflacionário] sim", afirmou. Para Maggi, o Brasil tem que ficar mais competitivo ao melhorar a infraestrutura. "Falta pouco", afirmou.
Maggi lembrou que o governo está trabalhando para que sejam licitadas novas rodovias, que - com o dinheiro da iniciativa privada - facilitariam as exportações. Uma das principais demandas do agronegócio é a ligação do Mato Grosso à ferrovia Norte-Sul, o que viabilizaria exportações pelos portos do Norte do país, "desafogando" os portos sulistas. "É uma 'perninha' que tem que fazer para essa ligação, são apenas 200 km para aproveitar a ferrovia", destacou.
Quanto ao apelo de Dilma para que apoiem a recriação da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF), Martins, da CBIC, ponderou que não adianta elevar impostos se o governo não cortar o gasto público. Ele também considerou positiva a medida anunciada por Barbosa, que amplia em R$ 10 bilhões a oferta de crédito habitacional por meio da aplicação de recursos do FGTS em Certificado de Recebível Imobiliário (CRI). Mas, para ele, o melhor modelo seria ampliar o limite para utilização do FGTS para R$ 300 mil ou R$ 400 mil. Ele deu como exemplo o teto aplicado no Distrito Federal, que é de R$ 235 mil.
O presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), Luiz Moan, comemorou o anúncio da linha de refinanciamento das prestações do PSI e da Finame, voltada para bens de capital, de R$ 15 bilhões.
"Essa linha visa a não punir as pessoas que investiram e acreditaram no Brasil e foram pegas de surpresa com a recessão, esse é um exemplo de medida positiva", elogiou. Moan disse que compareceu à reunião disposto ao diálogo, "e isso aconteceu".
No mercado de capitais, houve também uma boa recepção. Um executivo de um banco de investimentos disse que a medida que pretende simplificar e ampliar a emissão de debêntures de infraestrutura é relevante e que o investidor também sai ganhando, com bom rendimento em uma aplicação de renda fixa em um ambiente econômico bastante volátil.
Fonte - Revista Ferroviária  29/01/2016

terça-feira, 22 de dezembro de 2015

Inaugurada hoje a Estação Pirajá da linha 1 do Metrô de Salvador com a presença da Presidenta Dilma Rousseff

Transportes sobre trilhos

A Estação Pirajá,última estação do projeto original da Linha 1 do metrô de Salvador foi inaugurada hoje pela manhã com a presença do Governador da Bahia Rui Costa,da Presidenta Dilma Rousselff,do Ministro Gilberto Kassab e do Presidente do Grupo CCR Renato Vale.

Da Redação
foto - Pregopontocom
O equipamento, entregue pela presidente da República, Dilma Rousseff, pelo governador da Bahia, Rui Costa, e pelo presidente do Grupo CCR, Renato Vale, vai aproximar, de maneira mais segura e confortável, os habitantes de um dos bairros mais populosos da capital baiana de localidades antes consideradas de difícil acesso. Também serão beneficiados moradores dos bairros de Campinas de Pirajá, Marechal Rondon, Lobato, Boa Vista de São Caetano, São Caetano, Calabetão, Mata Escura, Jardim Santo Inácio e Granjas Rurais Presidente Vargas.
A presidente Dilma Rousseff presente,também comemorou a concretização de mais uma etapa do sistema metroviário. "Já inaugurei algumas estações na cidade, mas hoje estou ainda mais feliz por inaugurar a de Pirajá. Salvador passa a ter acesso ao que já era de direito. A Linha 1 do Metrô já está pronta. É de se orgulhar. A Linha 2 já está em construção e vai beneficiar milhares de famílias".
A inauguração da nova estação marca a conclusão do projeto original da Linha 1 do metrô de Salvador, que passa a ter 12 quilômetros de extensão com oito estações: Lapa, Campo da Pólvora, Brotas, Bonocô, Acesso Norte, Retiro, Bom Juá e Pirajá. Esta etapa da obra foi concluída pelo Governo do Estado em apenas dois anos e meio após a transferência da gestão do sistema do município de Salvador para o Estado, ocorrida em 2013.
foto - Pregopontocom
Localizada às margens da BR-324, com acesso pela Rua da Indonésia, a oitava estação do metrô funcionará, inicialmente, em operação assistida, com acesso gratuito, de segunda a sexta-feira, das 11h às 14h, e aos sábados, das 8h às 14h30. Os trens circulam da Lapa a Bom Juá, com tempo de percurso de 15 minutos, e os usuários irão desembarcar, para embarcar novamente seguindo para a Estação Pirajá, com tempo de viagem de mais três minutos.
A Estação Pirajá é considerada estratégia também pela integração com um dos maiores terminais de transbordo da cidade, por meio de uma passarela de acesso com 130 metros de comprimento e seis metros de largura.
Para o atendimento ao usuário e segurança na nova estação, a CCR Metrô Bahia conta com 30 colaboradores e 78 câmeras de monitoramento, que estão interligadas ao Centro de Controle Operacional (CCO). Os agentes passaram por treinamentos, incluindo o módulo de acessibilidade para garantir a condução das pessoas com deficiência, idosos e cadeirantes, possibilitando o conforto e bem-estar dos usuários.

Estação Pirajá
Com 8.484 metros quadrados de área construída, a maior estação em capacidade da Linha 1 possui banheiros feminino e masculino, banheiros adaptados para pessoas com deficiência, elevadores, escadas rolantes e piso tátil. A estação tem arquitetura moderna que privilegia a ventilação natural e conta com iluminação em LED.
A construção da Estação Pirajá durou 12 meses e contou com o trabalho de mais de 600 operários.
2016
O horário de funcionamento da Estação Pirajá será estendido gradualmente até abril de 2016, quando entrará em operação comercial, com funcionamento das 5h à meia-noite todos os dias, inclusive nos feriados. Quando estiver em operação plena, a estação deve receber cerca de 150 mil passageiros por dia.Está prevista ainda a expansão da Linha 1 até Águas Claras/Cajazeiras, cuja licitação deve ser lançada pelo governo no primeiro trimestre de 2016.
Com informações da Secom Ba.  22/12/2015




quinta-feira, 3 de dezembro de 2015

CNBB sai em defesa da presidenta Dilma e ataca Cunha

Política

Manifestando “imensa apreensão”, a comissão da CNBB diz que a atitude de Cunha “carece de subsídios que regulem a matéria” e que a sociedade está sendo levada a crer que “há no contexto motivação de ordem estritamente embasada no exercício da política voltada para interesses contrários ao bem comum”. Para a CNBB, Cunha agiu por interesse pessoal.

Marcelo Brandão 
Repórter da Agência Brasil
foto - ilustração/CNBB
A Comissão Brasileira Justiça e Paz, da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), criticou hoje (3) o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), que autorizou a abertura de processo de impeachment da presidenta Dilma Rousseff. Em nota, a CNBB questiona os motivos que levaram Cunha a aceitar o pedido de abertura do processo.
Manifestando “imensa apreensão”, a comissão da CNBB diz que a atitude de Cunha “carece de subsídios que regulem a matéria” e que a sociedade está sendo levada a crer que “há no contexto motivação de ordem estritamente embasada no exercício da política voltada para interesses contrários ao bem comum”. Para a CNBB, Cunha agiu por interesse pessoal.
A entidade católica, que, na época em que o então presidente Fernando Collor enfrentou processo de impeachment, participou de uma manifestação pela ética na política, afirma no comunicado divulgado hoje que “o impedimento de um presidente da República ameaça ditames democráticos, conquistados a duras penas”. “[...] Que autoridade moral fundamenta uma decisão capaz de agravar a situação nacional com consequências imprevisíveis para a vida do povo? […] É preciso caminhar no sentido da união nacional, sem quaisquer partidarismos, a fim de que possamos construir um desenvolvimento justo e sustentável”, acrescenta a comissão da CNBB
O anúncio da aceitação do pedido de abertura do processo de impeachment foi feito no fim da tarde de ontem (2) por Cunha. Poucas horas depois, Dilma fez pronunciamento no qual disse que não tem contas no exterior, nem participa de “barganhas” com o Congresso.
Cunha, que quando anunciou ter aceitado o pedido de abertura do processo disse não estar feliz por tomar a decisão, rebateu as declarações da presidenta. Ele disse hoje (3) que Dilma “mentiu à nação” quando disse que seu governo não barganhava com o Congresso.
Uma comissão especial formada para analisar o processo terá seus membros anunciados nas próximas horas. Serão 65 deputados, representando todos os partidos da Casa. Desde o início da tarde de hoje, o deputado Beto Mansur (PRB-SP) lê o pedido aceito por Cunha e apresentado pelos juristas Hélio Bicudo, Miguel Reale Jr e Janaína Paschoal.
Fonte - Agência Brasil  03/12/2015

quarta-feira, 16 de setembro de 2015

Usar a crise para chegar ao poder é versão moderna do golpe, afirma Dilma

Política

Em entrevista à rádio paulista, Dilma diz que vários países passaram por crises nos últimos anos e que em nenhum a “ruptura democrática” foi proposta.“Em todos esses países que passaram por dificuldades, você não viu nenhum país propondo a ruptura democrática como forma de saída da crise. 

Luana Lourenço
Repórter da Agência Brasil
Wilson Dias/Agência Brasil
A presidenta Dilma Rousseff disse hoje (16) que querer usar a crise econômica que o país atravessa como instrumento para chegar ao poder é “uma versão moderna do golpe”. Segundo Dilma, vários países passaram por crises nos últimos anos e, em nenhum, a “ruptura democrática” foi proposta como solução.
“Em todos esses países que passaram por dificuldades, você não viu nenhum país propondo a ruptura democrática como forma de saída da crise. Esse método que é querer utilizar a crise como um mecanismo para chegar ao poder é uma versão moderna do golpe”, comparou Dilma, em entrevista para a rádio Comercial AM, de Presidente Prudente, antes de viajar para um compromisso na cidade do interior paulista.
Dilma disse que há pessoas “que não se conformam” com o fato de o Brasil ser uma democracia sólida, baseada na legitimidade do voto popular. “Essas pessoas geralmente torcem para o quanto pior, melhor, e aí é em todas as áreas, quanto pior, melhor na economia, quanto pior, melhor na área politica; todas elas esperando uma oportunidade para pescar em águas turvas.”
A presidenta destacou que o Brasil "tem uma solidez institucional” e voltou a pedir união das forças políticas para fazer o país voltar a crescer. “O que temos de fazer é o seguinte, nos unirmos, todos juntos o mais rapidamente, independente das nossas posições e interesses pessoais ou partidários, e tomarmos o partido do Brasil, o partido que leva à mudança da nossa situação. Por isso, é fundamental muita calma nesta hora, muita tranquilidade e a certeza que eu posso garantir: o governo trabalha diuturnamente, incansavelmente para garantir a estabilidade econômica e política do país.”

Standard&Poor's
Na entrevista, Dilma comentou o rebaixamento da nota de crédito do Brasil pela agência de classificação de riscos Standard&Poor's, mas disse que a economia brasileira não tem problemas de crédito internacional nem dificuldades para atrair investimento estrangeiros.
“Estamos tomando todas as medidas para nós, não por causa da nota, estamos honrando compromissos e contratos. Não temos problemas de crédito internacional tampouco problema para atrair investimentos para o Brasil, aliás somos um dos países em que mais há entrada de capital para isso”, ressaltou.
Dilma citou países que também tiveram a nota de crédito rebaixada na última década, como os Estados Unidos, a Espanha, França e Itália, e disse que, assim como nesses locais, a economia brasileira vai se recuperar. Para isso, segundo ela, o governo aposta em medidas de controle da inflação, de reequilíbrio do Orçamento e de estímulo ao investimento. “Todos os países foram muito maiores que suas notas e o Brasil é maior que sua nota também. Todos voltaram a crescer e assim vai ser com o Brasil.”

Minha Casa, Minha Vida
Em Presidente Prudente, Dilma vai participar da entrega de 2.343 unidades habitacionais do Programa Minha Casa, Minha Vida. Simultaneamente à cerimônia com Dilma, serão entregues 256 moradias no município de Cotia, também no interior paulista.
Fonte - Agência Brasil  16/09/2015