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sexta-feira, 14 de junho de 2024

Manifestantes vão às ruas contra PL que equipara aborto a homicídio

Direitos Humanos 👩

Texto na Câmara prevê pena de até 20 anos para mulher que abortar. O Projeto de Lei 1904/24 prevê que o aborto realizado acima de 22 semanas de gestação, em qualquer situação, passará a ser considerado homicídio, inclusive no caso de gravidez resultante de estupro. A pena será de seis a 20 anos para mulher que fizer o procedimento.

Elaine Patrícia Cruz/Ag.Brasil
foto - Paulo Pinto/Ag.Brasil
Manifestantes realizaram atos nesta quinta-feira (13) em diversas cidades do país, como São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília, contra o projeto de lei que equipara o aborto a homicídio, e argumentam que a aprovação da proposta, que tramita na Câmara dos Deputados, vai colocar em risco a vida de milhares de brasileiras, especialmente meninas, que são as principais vítimas da violência sexual no país, além de desrespeitar os direitos das mulheres já previstos em lei. O Projeto de Lei 1904/24 prevê que o aborto realizado acima de 22 semanas de gestação, em qualquer situação, passará a ser considerado homicídio, inclusive no caso de gravidez resultante de estupro. A pena será de seis a 20 anos para mulher que fizer o procedimento.
Atualmente, a legislação permite o aborto ou a interrupção de gravidez em casos em que a gestação decorre de estupro, coloca em risco a vida da mãe e de bebês anencefálicos. Não está previsto um tempo máximo da gestação para que seja realizado. Na legislação atual, o aborto é punido com penas que variam de um a três anos de prisão, quando provocado pela gestante; de um a quatro anos, quando médico ou outra pessoa provoque um aborto com o consentimento da gestante; e de três a dez anos, para quem provocar o aborto sem o aval da mulher. Na noite de ontem (12), a Câmara dos Deputados aprovou urgência para a votação do projeto de lei, ou seja, o texto pode ser votado diretamente no plenário sem passar por discussão nas comissões. Em São Paulo, o protesto foi realizado na Avenida Paulista, em frente ao Museu de Arte de São Paulo (Masp), sob gritos de "Criança não é mãe", "Respeitem as mulheres" e "Fora Lira" [Arthur Lira, presidente da Câmara dos Deputados].
Para as manifestantes, a aprovação da proposta vai afetar principalmente as crianças, cujos casos de abuso sexual e gestações demoram a ser identificados, resultando em busca tardia aos serviços de aborto legal. De acordo com dados do Fórum de Segurança Pública, 74.930 pessoas foram estupradas no Brasil em 2022. Desse total, 61,4% eram crianças com até 13 anos de idade. “Esse projeto de lei é totalmente inconstitucional, uma vez que ele coloca em risco milhões de meninas que serão obrigadas a serem mães dos filhos de seus estupradores e mulheres que serão obrigadas a levar uma gestação sendo vítima de violência sexual”, disse Rebeca Mendes, advogada e diretora-executiva do Projeto Vivas - entidade que atua junto a mulheres que necessitam de acesso ao aborto legal, em entrevista à Agência Brasil. Outra crítica é que se o projeto de lei for aprovado, a pena para as mulheres vítimas de estupro será maior do que a dos estupradores, já que a punição para o crime de estupro é de 10 anos de prisão, e as mulheres que abortarem, conforme o projeto, podem ser condenadas a até 20 anos de prisão. “Esse PL protege o estuprador, não a vítima. E isso diz muito sobre a nossa sociedade”, acrescentou. Quem também participou do ato na Avenida Paulista foi Jennyffer Tupinambá, uma mulher indígena do povo Tupinambá de Olivença e que sofreu violência sexual quando criança. “”Estou aqui na Paulista muito emocionada. Fui vítima de violência sexual na primeira infância, entre os 3 e 11 anos, e poderia ter engravidado. Olho isso hoje sabendo que nossos representantes iriam me forçar a ter um filho de um estuprador. Esse é um trauma que até hoje, aos 40 anos, tento superar. E não há superação. Como é que uma vítima, que está totalmente abalada e traumatizada, poderia ser mãe?”, questionou ela. “É inadmissível que hoje o Brasil esteja aceitando isso e que deputados estejam direcionando o que o nosso povo deve fazer”, ressaltou. No ato, houve críticas ao presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), por ter colocado o projeto de lei em votação. “Hoje estamos aqui contra o absurdo que foi feito pelo presidente [da Câmara dos Deputados] Arthur Lira, onde ele, em 23 segundos, conseguiu colocar em risco milhões de meninas e mulheres que são vítimas de violência sexual. Nossos direitos foram barganhados em 23 segundos ontem no Congresso Nacional”, disse Rebeca Mendes.
Na Câmara, Lira afirmou que o projeto foi colocado em votação para ser apreciado em regime de urgência após acordo entre os líderes partidários. Em maio deste ano, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), suspendeu uma resolução do Conselho Federal de Medicina (CFM) que proibia a utilização da chamada assistolia fetal para interrupção de gravidez. O procedimento é usado pela medicina nos casos de abortos previstos em lei, como o caso de estupro.
Fonte - Agência Brasil  13/06/2024

quinta-feira, 12 de outubro de 2017

Manifestantes protestam por liberdade de expressão em frente ao Museu de Arte do Rio

Arte & Cultura  🎦

Com faixas e cartazes defendendo a democracia e protestando contra a censura, os manifestantes realizaram diversas atividades em frente ao museu, incluindo oficinas de culinária e pintura para crianças.A atriz Cristina Pereira, presente no protesto, destacou a necessidade de se evitar retrocessos culturais e morais, lembrando a repressão que acontecia durante a ditadura militar.

Vladimir Platonow
Repórter da Agência Brasil
Tomaz Silva/Agência Brasil
Um protesto reunindo artistas plásticos, atores, músicos e ativistas sociais foi realizado em frente ao Museu de Arte do Rio (MAR), contra a censura e pela liberdade de expressão. O ato foi organizado pelas redes sociais e chamou a atenção de quem passava pelo local, ao lado da Praça Mauá, que nesta quinta-feira (12) estava repleta de pessoas curtindo o feriado de Nossa Senhora de Aparecida e também Dia das Crianças.
Com faixas e cartazes defendendo a democracia e protestando contra a censura, os manifestantes realizaram diversas atividades em frente ao museu, incluindo oficinas de culinária e pintura para crianças.
O MAR foi um dos pivôs da polêmica em torno da exposição de temática LGBT Queermuseu. A mostra foi cancelada em setembro em Porto Alegre, onde acontecia no Centro Cultural Santander, e chegou a ser cogitada para ser realizada no MAR, mas acabou vetada pelo prefeito do Rio, Marcelo Crivella.
A atriz Cristina Pereira, presente no protesto, destacou a necessidade de se evitar retrocessos culturais e morais, lembrando a repressão que acontecia durante a ditadura militar.
“Eu tenho muito medo de retrocessos. A gente está vendo as coisas acontecerem. Abriu-se uma porta à direita, para a censura. A liberdade de expressão é condição sine qua non [essencial], tem que existir. Eu era estudante de teatro na época da ditadura. A gente não quer que essas coisas voltem, com agressividade, recrudescimento, regime de exceção. Foi uma luta muito grande para chegarmos à redemocratização do país”, lembrou Cristina.
O diretor de Artes Visuais da Fundação Nacional de Arte (Funarte), Xico Chaves, também recordou que o país atravessou, na história recente, um longo período de ditadura militar, que controlava as formas de expressões políticas e culturais, o que hoje é inconcebível.
“Nós demoramos 21 anos para derrotar uma ditadura que solapou, excluiu e assassinou grande parte da juventude brasileira nos anos 60 e 70. Se você for a outros países, como Estados Unidos e [países da] Europa, que têm uma tradição cultural mais extensa, não vai ver esse tipo de censura de manifestação ao nu ou de expressões contestatórias aos problemas da sociedade. Lá você tem um embate educado a respeito disso, tem opiniões diversas, mas não existe a violência que se apregoa aqui. Censurar não é só proibir, censurar é impedir que cresça a consciência”, declarou Xico Chaves, que é artista plástico e poeta.
Enquanto o protesto acontecia em frente ao MAR, dentro do museu era realizada uma mostra especial para o Dia das Crianças, com temática indígena, que atraiu um grande número de famílias. Para a estudante de pedagogia Eliana Fonseca, que levava a filha de 5 anos à exposição, é possível conciliar liberdade de expressão com proteção às crianças, bastando haver uma indicação clara nos museus sobre o tipo de conteúdo da exposição.
“Sempre dá para conciliar. É questão de bom senso, ética e respeito com o outro. Eu acho que a criança tem que ser respeitada nas escolhas, mas cada um tem liberdade para escolher. A censura não é legal. Eu não sou obrigada a levar o meu filho. Se tiver um material inapropriado, não vou levar”, disse Eliana.
Para o engenheiro agrônomo e educador ambiental Jay Vanamstel, que também visitava o museu com a esposa e o filho, deve haver indicação visível sobre que tipo de obras estarão expostas e faixa etária adequada, mas a decisão de levar as crianças é dos pais.
“Essa discussão reflete o momento político do país, uma disputa pela opinião da grande massa. Minorias extremistas estão causando essa confusão, sobre nudez artística com pedofilia. Eu nasci no final da ditadura, censurar o trabalho artístico é deplorável, mesmo ele sendo com material de nudez. Tem que ser bem sinalizado, porque é uma escolha sua, de levar ou não o seu filho. Mas não pode haver censura”, disse Jay.
Fonte - Agência Brasil  12/10/2017

segunda-feira, 17 de julho de 2017

"Fingir" e fingimentos: indignação com corrupção, Saúde, festa em "Palácio"...

Ponto de Vista  🔍

Ricardo Barros, Ministro da Saúde, conclamou: "Vamos parar de fingir que pagamos o médico e o médico tem que parar de fingir que trabalha".Isso no país em que a chegada de médicos cubanos provocou escândalo e gritaria. De médicos, associações, e manifestantes.Passados três anos os médicos cubanos continuam no Brasil. E... fez-se o silêncio de associações, médicos e manifestantes.Talvez porque os médicos cubanos já tenham atendido mais de 60 milhões de pessoas. Sinal de que 60 milhões de pessoas não eram atendidas.Ou mal tinham atendimento, como agora confessa o ministro da Saúde.Revelador o silêncio em relação aos médicos cubanos. Certos silêncios revelam, assim como barulhos de ocasião.

Bob Fernandes




quarta-feira, 24 de maio de 2017

Manifestantes marcham por eleições diretas em Brasília

Política  👀

Organizada por centrais sindicais. A marcha “Ocupa Brasília” teve concentração no estacionamento do estádio Mané Garrincha, onde também estiveram os cerca de 3,5 mil ônibus que trouxeram os manifestantes para a capital.Durante a manhã, usuários se manifestaram pela saída do presidente de facto, contra as reformas da Previdência e trabalhista e pela realização de eleições diretas

Correio do Brasil
Correio do Brasil
Vindas de diversas partes do país, cerca de 25 mil pessoas, segundo a Secretaria de Segurança Pública, marcharam na manhã desta quarta-feira pelo Centro de Brasília pedindo a saída do presidente de facto Michel Temer e eleições diretas. A estimativa da União Geral dos Trabalhadores (UGT) e da Nova Central Sindical de Trabalhadores (NCST) é de que 100 mil pessoas participem do ato.
Organizada por centrais sindicais. A marcha “Ocupa Brasília” teve concentração no estacionamento do estádio Mané Garrincha, onde também estiveram os cerca de 3,5 mil ônibus que trouxeram os manifestantes para a capital.
Carros de som e manifestantes com faixas contrárias às reformas do governo do presidente de facto Michel Temer se deslocaram pelo eixo Rodoviário em direção ao Congresso Nacional.
Cerca de 1,5 mil profissionais da Polícia Civil, Militar e do Corpo de Bombeiros integraram o esquema de segurança.

Protesto
A mobilização convocada pelas principais centrais sindicais do país. Apoiadas pelas frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo, que ocuparam Brasília nesta quarta-feira, pela saída de Temer (PMDB-SP). Contra as reformas da Previdência e trabalhista, e pela realização de eleições diretas como saída para a crise política. Já repercutiu nas redes sociais. No Twitter, a hashtag #DiretasPorDireitos ficou entre os assuntos mais comentados durante a manhã.
Outras hashtags usadas para promover a adesão à mobilização são #OcupaBrasília e #ReformasNãoDiretasJá
A estimativa dos organizadores foi que a capital federal recebeu até 100 mil manifestantes. A concentração foi nos arredores do Estádio Mané Garrincha, de onde seguiram em marcha até o Congresso Nacional.
– É diretas já com a imediata retirada (das reformas) da pauta. Ou construiremos uma nova greve geral, as centrais e os movimentos organizarão uma greve maior que a do dia 28 (de abril) – afirmou na terça-feira, o presidente da CUT, Vagner Freitas, em Brasília.
Fonte - Correio do Brasil  24/05/2017

sexta-feira, 31 de março de 2017

Manifestações contra reforma da Previdência de Temer paralisam o Brasil

Política 👀

Protestos contra a reforma da Previdência e a terceirização aconteceram em 17 estados nesta sexta-feira (31). Principais cidades como Rio de Janeiro, São Paulo, Salvador e Recife tiveram as vias fechadas.

Sputnik
© REUTERS/ Nacho Doce
As manifestações também fazem uma convocatória para uma greve geral no país em resistência às medidas do governo de Michel Temer.
​Segundo os movimentos organizadores do ato no Rio de Janeiro, "a construção de uma greve geral nacional tem sido o tema de unidade entre os movimentos social e sindical que compõem as frentes Brasil Popular, Povo Sem Medo e Esquerda Socialista, diante das medidas tomadas pelo governo ilegítimo de Michel Temer (PMDB)".
​"Soma-se a isso o apoio de uma maioria de parlamentares na Câmara e no Senado que defende a aprovação de projetos que retiram direitos da classe trabalhadora. É por isso que no dia 31 de março ocorrerão atos em todo Brasil contra a terceirização e o desmonte da Previdência e pelo Fora Temer", diz a convocação do ato no Rio na página do Facebook.
Os protestos acontecem no mesmo dia em que uma pesquisa do Ibope mostrou mais uma queda significativa na popularidade de Michel Temer.
Fonte - Sputnik  31/03/2017

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017

PM usa armas de fogo contra manifestantes em protestos no Rio

Política  👀

A manifestação contra a privatização da Companhia Estadual de Águas e Esgotos (Cedae) na tarde testa quinta-feira (9) foi marcada por forte truculência da Polícia Militar, que disparou bombas de gás durante horas a fio, chegando a usar armas de fogo para dispersar o protesto dos servidores.

Sputnik
Sputnik
Aos gritos de "fora Pezão, fica Cedae", manifestantes, lideranças sindicais e servidores protestaram contra a proposta de privatização da empresa, que é responsável pelo fornecimento de água e tratamento de esgoto no Rio de Janeiro. 
Por volta das 15h30 da tarde, segundo agentes da polícia, manifestantes teriam jogado um coquetel de molotov contra a PM, que levou à dispersão da manifestação. 
O que se seguiu daí foi a instauração do caos no centro da cidade, com lançamento de bombas de gás lacrimogênio e balas de borracha durante a tarde inteira, gerando correria. Vidraças de bancos foram quebradas por manifestantes, que revidou os ataques da polícia lançando pedras. 
Durante a repressão policial, foi registrado o uso de armas de fogo por parte dos agentes da Polícia Militar. O 'caveirão' também circulou pelas ruas do centro para dispersar a manifestação.
​No final da tarde, depois intensos confrontos, os servidores conseguiram se reagrupar em frente à Alerj e continuar com a manifestação.
Muitos manifestantes ficaram feridos por estilhaços de bombas jogadas pela Polícia. A PM informou que 6 agentes sofreram ferimentos durante os confrontos.
Fonte - Sputnik  09/02/2016

terça-feira, 10 de janeiro de 2017

Manifestantes protestam contra aumento da passagem em Brasília

Protestos 🚌

Manifestantes fecham uma das principais vias do DF contra aumento da passagem.A manifestação durou cerca de meia hora, no horário de pico. A via foi reaberta às 8h30. "Estamos mostrando ao GDF [Governo do Distrito Federal] que essa briga tem mais participação popular e que essas pessoas estão se mostrando indignadas.

Mariana Tokarnia
Repórter da Agência Brasil
foto - ilustração/EBC
Manifestantes que protestavam contra o aumento das passagens de ônibus no Distrito Federal fecharam hoje (10) a Estrada Parque Taguatinga (EPTG), uma das principais vias do DF. Os manifestantes queimaram pneus e estenderam faixas nas quais pediam a gratuidade do transporte.
A manifestação durou cerca de meia hora, no horário de pico. A via foi reaberta às 8h30. "Estamos mostrando ao GDF [Governo do Distrito Federal] que essa briga tem mais participação popular e que essas pessoas estão se mostrando indignadas. Com a participação popular, acredita que consegue derrubar o aumento da tarifa e manter a gratuidade, que é um direito nosso", disse Maria Paiva Lins, uma das representantes do Movimento Passe Livre (MPL).
Segundo a Polícia Militar do DF, não houve conflito e o ato contou com quatro participantes. O movimento não divulgou uma estimativa de participação e divulgou um vídeo que mostra número maior de participantes.
De acordo com a PM, os manifestantes colocaram fogo nos pneus e deixaram o local. Quando os policiais chegaram, não havia ninguém. Foram fechadas as pistas que ligam Taguatinga ao centro de Brasília, as mais movimentadas no horário. A PM disse que, com a ajuda do Corpo de Bombeiros, apagou o fogo e liberou a via.
O governo do Distrito Federal anunciou o aumento da passagem no dia 30 de dezembro. Os preços das passagens passaram de R$ 2,25 para R$ 2,50, de R$ 3 para R$ 3,50 e de R$ 4 para R$ 5, de acordo com o trecho e o modal utilizado, a partir da última segunda-feira (2).
Segundo o governo, o ajuste é necessário para manter benefícios à população. Em 2014, o governo bancava 16,7% das passagens de transporte público no DF com gratuidade. Esse número subiu para 22%, em 2015, e para 27,8%, em 2016. A estimativa é reduzir, em 2017, cerca de R$ 180 milhões em gastos.
O presidente da Câmara Legislativa do Distrito Federal, deputado Joe Valle (PDT), anunciou a convocação extraordinária dos deputados distritais para sessão, no próximo dia 12, para debater o decreto que reajustou as passagens.
"Essa é uma semana definitiva. A gente entende que a reunião pode vir com uma série de imposições e perda de benefícios dos idosos e pessoas com deficiência", disse Maria Lins, integrante do MPL.
Segundo integrantes do movimento, a situação só se resolve com uma mudança total do sistema de transporte público, como ele funciona e com a revogação do aumento. O movimento defende que o transporte deve ser ofertado gratuitamente a toda a população.
Fonte - Agência Brasil  10/01/2017

domingo, 27 de novembro de 2016

Manifestantes protestam contra PEC do Teto de Gastos na Avenida Paulista

Política 👊

O ato, convocado pela Frente Povo Sem Medo, começou por volta das 15h, em frente ao Museu de Arte Moderna de São Paulo (Masp) e ocupou os quarteirões próximos ao prédio. Um das coordenadoras da mobilização, Natália Szermeta disse que a PEC 55, se aprovada, poderá “destruir direitos trabalhistas e sociais” e por isso é alvo de protesto.

Marli Moreira
Repórter da Agência Brasil
Rovena Rosa/Agência Brasil
Integrantes de movimentos sociais e representantes de partidos políticos de esquerda protestaram hoje (27) na Avenida Paulista, em São Paulo, contra a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 55, que estabelece um limite para os gastos públicos e deve ser analisada pelo plenário do Senado esta semana.
O ato, convocado pela Frente Povo Sem Medo, começou por volta das 15h, em frente ao Museu de Arte Moderna de São Paulo (Masp) e ocupou os quarteirões próximos ao prédio. Um das coordenadoras da mobilização, Natália Szermeta disse que a PEC 55, se aprovada, poderá “destruir direitos trabalhistas e sociais” e por isso é alvo de protesto.
Segundo Natália, a manifestação deste domingo também é um protesto contra a possibilidade de aprovação de uma anistia ao caixa dois eleitoral em um projeto que tramita na Câmara dos Deputados. Mais cedo, Temer e os presidentes da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ); e do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), anunciaram um acordo entre o Legislativo e o Executivo para impedir a anistia.
Entre os manifestantes, estava a estudante do ensino médio Ana Júlia curtis Tavares, 16 anos. “Vim aqui porque sou contra essa medida [PEC 55] que vai tirar os direitos de quem tem poucos direitos já conquistados. Vamos ter um retrocesso”, avaliou.
José Tenório da Silva Filho, 39 anos, integrante do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) decidiu se juntar ao protesto para cobrar o direito à moradia. “Há cinco anos estou aguardando isso.”
A Polícia Militar de São Paulo não divulgou estimativa de público da manifestação.
Fonte - Agência Brasil  27/11/2016

quarta-feira, 16 de novembro de 2016

Comércio fecha no centro do Rio por causa de confronto entre PM e manifestantes

Política 👮

A tropa de choque da PM usou dezenas de bombas de efeito moral e de gás lacrimogêneo contra os manifestantes que se dispersaram no primeiro instante, mas voltaram a se reagrupar logo adiante.Boa parte das pessoas que protesta nas ruas é formada por policiais militares, que criticam os colegas em serviço, dizendo que a luta é por eles e que vão se encontrar, no dia seguinte, no quartel, o que deixa os policiais do Choque visivelmente constrangidos.

Vladimir Platonow
Repórter da Agência Brasil

imagem/Ag.Brasil
O protesto que reúne milhares de servidores em frente ao prédio da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) acabou em confronto com a Polícia Militar e forçou os comerciantes de ruas próximas a fecharem as portas, com medo de depredação ou invasão.
A tropa de choque da PM usou dezenas de bombas de efeito moral e de gás lacrimogêneo contra os manifestantes que se dispersaram no primeiro instante, mas voltaram a se reagrupar logo adiante.
Alguns manifestantes mostraram feridas nas pernas que teriam sido provocadas por tiros de borracha. Boa parte das pessoas que protesta nas ruas é formada por policiais militares, que criticam os colegas em serviço, dizendo que a luta é por eles e que vão se encontrar, no dia seguinte, no quartel, o que deixa os policiais do Choque visivelmente constrangidos.
A situação ficou tensa, no início da tarde, quando um grupo de manifestantes forçou a entrada no prédio da Alerj e derrubou uma das grades de proteção instalada em todo o perímetro, justamente para evitar invasões.
Os policiais dispararam várias bombas e seguiram pela Rua da Assembleia, sendo hostilizados pelos manifestantes, que vaiavam, xingavam e jogavam objetos contra a tropa, que respondia com mais bombas de gás.
O cheiro do gás lacrimogêneo chegou a ser sentido dentro do próprio plenário da Alerj, onde os deputados iniciaram a votação do projeto do governo do estado, que visa reequilibrar as contas públicas e prevê mudanças em empregos, salários e a aposentadoria dos servidores.
A Alerj votará duas das 21 medidas anunciadas pelo governo fluminense - o corte de 30% dos salários do governador, vice-governador, de secretários e subsecretários estaduais e a redução do limite para pagamento de dívidas de pequeno valor no estado.
Dezenas de policiais da Força Nacional foram convocados emergencialmente para garantir a segurança. Na semana passada, a assembleia chegou a ser depredada em um protesto. Hoje, para evitar invasões, os próprios servidores organizaram um cordão de isolamento antes das grades.

Pezão
O governador do estado, Luiz Fernando Pezão, disse que a violência não trará benefício ao debate sobre a crise financeira do estado e pediu que manifestantes levem ideias e não violência à Alerj.
“Que essas pessoas que estão indo lá com violência, que levem ideias para dentro do parlamento, para a gente resolver a crise, que não é no Rio de janeiro, é a crise no Brasil”, disse o governador.
Pezão defendeu as medidas de ajuste e disse que elas buscam dar previsibilidade à folha de pagamento do estado, que, segundo ele, ainda não está garantida para os próximos dois anos. Segundo o governador, só há dinheiro para pagar dez meses de salários dos servidores ativos e inativos nos próximos dois anos.
Fonte - Agência Brasil  16/11/2016

sexta-feira, 11 de novembro de 2016

Cidades americanas registram nova onda de protestos contra Donald Trump

Internacional

Foi a segunda noite seguida de protestos. Na quarta-feira (9) ocorreram as primeiras manifestações nas cidades de Nova York, Chicago, Los Angeles e Washington (capital norte-americana). Os manifestantes se reuniram em vários pontos das cidades e marcharam para as áreas centrais entoando refrão como "Trump não é meu presidente".

José Romildo
Correspondente da Agência Brasil

foto -  Eugene Garcia/Agência Lusa
Manifestantes voltaram a fazer protestos ontem (10) em várias cidades norte-americanas contra as políticas de Donald Trump, o empresário eleito presidente dos Estados Unidos na terça-feira (8). Em Portland, maior cidade do estado de Oregon, a polícia chegou a classificar o protesto de motim, em razão do comportamento "criminoso e perigoso" de parte dos manifestantes. Segundo a polícia, há relatos de vandalismo em vários pontos da cidade. Em outras cidades, como Chicago e Nova York, as novas manifestações ocorreram em clima de paz.
Foi a segunda noite seguida de protestos. Na quarta-feira (9) ocorreram as primeiras manifestações nas cidades de Nova York, Chicago, Los Angeles e Washington (capital norte-americana). Os manifestantes se reuniram em vários pontos das cidades e marcharam para as áreas centrais entoando refrão como "Trump não é meu presidente". Em Nova York, Chicago e Washington, os manifestantes se reuniram em frente a hotéis e prédios comerciais pertencentes a Donald Trump, que fez carreira empresarial no ramo imobiliário.
Os protestos ocorreram apesar da tentativa do atual presidente, Barack Obama, e do futuro presidente, Donald Trump, de criar um clima de harmonia política no processo de transição de poder. Obama, que foi eleito pelo Partido Democrata, recebeu ontem Donald Trump na Casa Branca e disse que desejava sucesso ao novo governo. Segundo ele, se os republicanos tiverem êxito no governo, quem vai ganhar é o país. Donald Trump também elogiou Barack Obama. O clima de tranquilidade entre o atual e o futuro governo contrasta com as acusações mútuas que os dois protagonizaram durante a campanha eleitoral.
Fonte - Agência Brasil  11/11/2016

domingo, 4 de setembro de 2016

Protestos contra o governo nesse domingo (04) no Brasil

Protestos

No Rio a concentração dos ativistas ocorreu no final da manhã na praia de Copacabana, em frente ao tradicional hotel Copacabana Palace.Em São Paulo dezenas de milhares de pessoas ocuparam a Av. Paulista neste domingo em um grande protesto contra o governo do presidente Michel Temer. 

Da Redação
Sputnik
Milhares de manifestantes foram às ruas neste domingo no Rio de Janeiro para protestar contra o presidente Michel Temer, cujo mandato foi confirmado nesta última semana após o final do processo de impeachment de Dilma Rousseff.
A concentração dos ativistas ocorreu no final da manhã na praia de Copacabana, em frente ao tradicional hotel Copacabana Palace. Em seguida, a multidão marchou em direção ao Canecão, espaço que vem sendo palco de inúmeras atividades culturais promovidas pelo movimento Ocupa Minc Rj.

São Paulo
Dezenas de milhares de pessoas ocuparam a Avenida Paulista neste domingo em um grande protesto contra o governo do presidente Michel Temer, acusado de golpismo pelos manifestantes, simpáticos à ex-presidente eleita Dilma Rousseff.A manifestação, convocada pela Frente Brasil Popular e pelo Povo sem medo, teve início no período da tarde, logo após o fim de um protesto semelhante no Rio de Janeiro.

Outro locais
Outras mobilizações contra o atual governo aconteceram também  nas cidades de Salvador, Recife, João Pessoa e Curitiba.
Com informações do Sputnik  04/09/2016

sábado, 3 de setembro de 2016

Manifestantes protestam contra Temer em Salvador e pedem eleições gerais

Política

O ato desta sexta-feira foi organizado por coletivos populares, movimentos negros, feministas e estudantes universitários e secundaristas,esta é a segunda manifestação após a cassação de Dilma Rousseff e a posse de Temer na Presidência da República, na última quarta-feira (31)

Sayonara Moreno
Correspondente da Agência Brasil

Sayonara Moreno/Ag.Brasil
Manifestantes saíram hoje (2 às ruas de Salvador para protestar contra o governo do presidente Michel Temer e pedir novas eleições gerais. Esta é a segunda manifestação, após a cassação de Dilma Rousseff e a posse de Temer na Presidência da República, na última quarta-feira (31).
O ato desta sexta-feira foi organizado por coletivos populares, movimentos negros, feministas e estudantes universitários e secundaristas, entre eles, o estudante Denilson Santos, da União Juventude Socialista (UJS).
“A gente vai resistir e ocupar até a saída dele [Temer], porque toda juventude não reconhece esse governo como legítimo. Além disso, criticamos a proposta da escola sem partido, uma mascaração, que consideramos uma lei da mordaça, porque querem coibir os estudantes, caçar os grêmios estudantis, os DA's [Diretórios Acadêmicos] e DCE's [Diretórios Centrais de Estudantes]”, afirmou o estudante do ensino médio da Escola do Subúrbio, em Salvador.
Além de faixas e cartazes com a frase "Fora Temer", o grupo acrescentou o pedido de novas eleições à pauta de reivindicações e cantou palavras de ordem como “Não é carnaval, é Salvador caindo na real” e “o Brasil vai parar”. A Polícia Militar da Bahia acompanhou toda a manifestação e disse que cerca de 300 pessoas participaram do ato.
Renata Malé faz parte do coletivo Mais, que defende alternativa independente. Segu ndo ela, que é feminista, o governo de Temer representa perdas nos direitos da mulheres, além de outras minorias.
“Não é só porque Temer é homem, mas também porque tem uma equipe de ministros altamente machista. Ele colocou na Secretaria de Mulheres uma mulher que é contra o aborto e contra uma série de pautas feministas. A gente acha que derrubar Temer é lutar pela vida das mulheres, porque elas vêm morrendo e vão morrer ainda mais. Achamos que tem de ter eleição geral. Tem que derrubar Temer e ter eleição geral”, acrescentou.
A concentração ocorreu em frente a um shopping da cidade, passando pela Avenida Tancredo Neves até a Avenida Luís Viana, conhecida como Avenida Paralela. Durante o percurso, que ocupou todas as faixas das vias, diversos pontos da cidade tiveram congestionamento.
Fonte - Agência Brasil  02/09/2016

quarta-feira, 1 de junho de 2016

Manifestantes resistem a sair de prédio da Presidência da República em São Paulo

Manifestações

Militantes do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) ocuparam a entrada do prédio onde funciona o escritório da Presidência da República, na Avenida Paulista.Segundo Simone Silva, uma das coordenadoras do movimento, a ideia é que eles acampem e permaneçam no local até que o governo retroceda e entregue as moradias previstas no programa Minha Casa Minha Vida.

Elaine Patricia Cruz
Repórter da Agência Brasil

Rovena Rosa/Agência Brasil
Manifestantes do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) ocupam, desde as 14h30 de hoje (1), o prédio da Presidência da República, na Avenida Paulista, esquina com a Rua Augusta, na capital paulista. Eles disseram que protestam contra a suspensão de parte do programa Minha Casa, Minha Vida pelo governo federal.
Segundo Simone Silva, uma das coordenadoras do movimento, a ideia é que eles acampem e permaneçam no local até que o governo retroceda e entregue as moradias previstas no programa Minha Casa Minha Vida. “Já tinha sido assinado, estava tudo correto com relação às moradias que já estavam com projeto e, uma semana após o golpe, o presidente interino Michel Temer revogou tudo isso. São lutas que estamos fazendo há 11 anos e, em uma semana, ele acabou com tudo e com o sonho dessas famílias. As famílias vieram aqui hoje e estão dispostas a acampar e a permanecer aqui até ele devolver o que é nosso por direito”, disse ela à Agência Brasil.
Até este momento, segundo Simone, os manifestantes aguardam ser chamados para conversar com representantes do governo federal, o que ainda não ocorreu. O MTST estima a presença de 3,5 mil pessoas no ato. A Polícia Militar ainda não deu estimativa sobre o número de manifestantes.
Parte dos manifestantes ocupam o hall do prédio da prédio com bandeiras do movimento e gritam “Fora Temer” e “MTST a luta é para valer”, “Aqui está o povo sem medo de lutar”, entre outros. Mensagens contra Temer foram fixadas com papéis e também pichadas na frente do prédio.
Há uma grande quantidade de pessoas também do lado de fora, ocupando a calçada em frente ao prédio da presidência, além de três faixas da Avenida Paulista, sentido Paraíso. Apenas uma faixa, sentido Paraíso, está liberada para a passagem de carros e ônibus. No outro sentido, Consolação, a Paulista segue liberada.
Segundo Simone, as pessoas também protestam contra a violência da Polícia Militar que utilizou bombas de gás e jatos de água para dispersar a manifestação em frente à casa de Temer, em Pinheiros, no dia 22 de maio. “Na outra semana, em que acampamos em frente a casa dele [Temer], pacificamente, fomos retirados de lá com balas, bombas, gás de pimenta e jatos de água e resistimos até o momento em que o Choque veio para cima, e não havia mais como deixar aquelas famílias lá correndo risco. Então, recuamos. Mas viemos aqui hoje com mais força, pessoas com mais disposição a ficar e não vamos aceitar esse retrocesso que está acontecendo no país”.
Procurado pela Agência Brasil, o Ministério das Cidades informou que não vai se pronunciar sobre o ato, mas reiterou que o programa Minha Casa, Minha Vida será mantido.
Fonte - Agência Brasil  01/06/2016

sexta-feira, 27 de maio de 2016

Confrontos violentos em manifestações no Chile por educação gratuita

Internacional

No centro da capital chilena, alguns manifestantes mascarados atiraram pedras e paus contra a polícia, que reagiu com canhões de água e gás lacrimogêneo.Os estudantes reivindicam educação gratuita para todos, uma promessa da presidenta Michelle Bachelet

Da Agência Lusa
foto - ilustração/dn.pt
Confrontos violentos foram registrados nessa quinta-feira (27) entre as forças policiais e estudantes, no Chile, para reivindicar educação gratuita para todos, uma promessa da presidenta Michelle Bachelet.
No centro da capital chilena, alguns manifestantes mascarados atiraram pedras e paus contra a polícia, que reagiu com canhões de água e gás lacrimogêneo.
Segundo dados da polícia repassados à agência France Presse, 117 pessoas foram detidas e 32 polícias ficaram feridos.
No sábado (21), uma manifestação similar deixou uma pessoa morta em Valparaíso, quando Bachelet fazia o seu discurso anual perante o Congresso.
A presidente chilena prometeu ampla reforma para acabar com um sistema educativo em grande parte privado e com benefícios para as elites, uma herança da ditadura de Augusto Pinochet (1973-1990).
Depois do lançamento do projeto em 2014, as manifestações de estudantes e professores multiplicaram-se para reclamar a implementação mais rápida e menos seletiva da reforma.
Fonte - Agência  Brasil  27/05/2016

domingo, 22 de maio de 2016

Manifestantes protestam contra Temer em Salvador

Política

Manifestantes fazem ato contra Temer em Salvador.- O grupo se reuniu no Campo Grande, onde foram realizadas manifestações culturais e depois eles seguem para o Farol da Barra, típico reduto de manifestações em favor do impeachment na capital baiana.

A Tarde
A Tarde
Manifestantes fazem um ato contra o governo do presidente interino Michel Temer (PMDB) neste domingo, 22, em Salvador. O grupo se reuniu no Campo Grande, onde foram realizadas manifestações culturais e depois eles seguem para o Farol da Barra, típico reduto de manifestações em favor do impeachment na capital baiana.
Com faixas, cartazes e imagens, o grupo critica o governo do peemedebista e ressaltou a decisão de Temer de acabar com os Ministérios da Cultura (Minc), das Comunicações e das Mulheres. Após a polêmica, o peemedebista voltou atrás em relação a pasta da Cultura.
Eles também alegam que é hipocrisia tirar Dilma do governo e manter Temer, que já foi citado por suposto envolvimento em atos de corrupção na Lava Jato. Diante disso, os manifestantes pedem reforma política e eleições gerais.
Além de Temer, o prefeito ACM Neto, a deputado federal Tia Eron e o deputado Eduardo Cunha também foram alvos dos manifestantes, que fizeram enterros simbolicos desses políticos.

Outras manifestações
Esse não foi o único ato político realizado em Salvador neste domingo. Pela manhã, professores realizaram um piquenique em "defesa da democracia" no Dique do Tororo. Vestidos de vermelho, os docentes exibiam faixas com os dizeres "sou professor e estou com: Dilma e contra o retrocesso na educação".
Fonte - A Tarde  22/05/2016

quarta-feira, 18 de maio de 2016

Manifestantes ocupam escritório do Ministério da Cultura em Salvador

Cultura

Os escritórios do MinC na Bahia e em Sergipe funcionam em edifício antigo, no Pelourinho.“Com o aumento do número de espaços ligados ao Ministério da Cultura ocupados, em diversas partes do país, pessoas ligadas à cultura se reuniram, e decidiram ocupar a sede regional.

Sayonara Moreno
Correspondente da Agência Brasil
Sayonara Moreno/Agência Brasil
Integrantes do setor cultural permanecem ocupando a sede regional do Ministério da Cultura (MinC), em Salvador, onde farão uma plenária hoje (18) para organização interna do movimento. Eles protestam contra o governo do presidente interino Michel Temer.
No edifício antigo, no Pelourinho, funciona o escritório do órgão da Bahia e Sergipe, que está ocupado desde ontem (17), quando os manifestantes chegaram e, em negociação com os funcionários da sede, decidiram não interromper as atividades do ministério.
“Com o aumento do número de espaços ligados ao Ministério da Cultura ocupados, em diversas partes do país, pessoas ligadas à cultura se reuniram, e decidiram ocupar a sede regional. A mobilização foi muito rápida, o que significa que há uma demanda da sociedade civil, não somente dos trabalhadores da cultura e artistas, para a ocupação desses espaços”, disse uma das ocupantes, a produtora de cinema Tenille Bezerra.

Sayonara Moreno/Agência Brasil
Ocupantes disseram que não vão interromper atividades do escritório
A pauta de reivindicações, segundo Tenille Bezerra, está ligada ao governo do presidente Interino da República, Michel Temer. “A nossa pauta é muito clara, se posicionando contra os abusos do governo interino, não reconhecemos a gestão, sobretudo os abusos dessa gestão”, ressalta.
De acordo com os ocupantes, uma plenária deve ocorrer ainda hoje (18), para organizar a comunicação entre as ocupações das outras cidades, onde o movimento já existe. A quantidade de pessoas envolvidas na ocupação do MinC Bahia varia entre 50 e 60. Atividades culturais e reuniões internas estão ocorrendo no local.
A ideia do grupo, diz Tenille, é manter o espaço ocupado, sem prazo definido.
“Hoje são 11 cidades do país, ocupadas, e as pautas são bem próximas. Dessa forma, pedimos a saída do governo. Estamos abertos a participação de quem quiser aderir e se somar à nossa causa. A nossa determinação é continuar ocupando o espaço, estamos aqui em forma de protesto, e não pretendemos sair enquanto Michel Temer não cair”, disse a produtora de cinema.

Sayonara Moreno/Agência Brasil
Grupo criou coletivo de trabalhadores, artistas e movimentos culturais
A partir da ocupação, o grupo criou um coletivo de trabalhadores, artistas e movimentos culturais, o Ocupa MinC Bahia, com uma página no facebook, a OcupaMinc Ba. Na plataforma, uma carta aberta foi divulgada, como forma de explicar o motivo da ocupação.
"Ocupamos para demonstrar insatisfação generalizada com o governo interino. Não é legítima a forma como ele foi empossado, não é legítima a extinção e fusão de ministérios, não é legítimo o enfraquecimento dos mecanismos de controle independentes, não é legítima a diminuição da representatividade. Não respaldamos esse governo! As primeiras falas, as primeiras ações, a estética e as primeiras posturas deste governo apontam na direção do retrocesso, do autoritarismo, da austeridade, da violência institucional e desrespeito às conquistas históricas de espaços de diálogo com a sociedade", diz a carta.
Fonte - Agência Brasil  18/05/2016

domingo, 15 de maio de 2016

Em São Paulo, manifestantes protestam contra governo Temer

Política

O ato, até as 17h20, transcorreu de forma pacífica. Depois de se reunirem na Praça Roosevelt em assembleia, eles decidiram encerrar o ato em frente à Federação das Industrias de São Paulo (Fiesp), onde gritam "Golpistas não passarão".“O ato hoje é em repúdio à entrada de Michel Temer porque achamos que o governo de Dilma Rousseff era um governo legítimo, que entrou pelo voto direto. Achamos que o processo de impeachment tem inúmeras ilegalidades. 

Elaine Patricia Cruz
Repórter da Agência Brasil

foto/Ag.Brasil
Milhares de manifestantes fizeram na tarde de hoje (15) uma caminhada pela Rua da Consolação, em São Paulo, contra o presidente interino de Michel Temer. Eles se reuniram na Praça do Ciclista, na Avenida Paulista, por volta das 14h e, as 15h20, saíram em caminhada até a Praça Roosevelt, no centro da capital paulista, onde chegaram por volta das 17h. A Polícia Militar não informou, até a publicação da matéria, o número de manifestantes. Os organizadores, no entanto, estimaram a presença de 10 mil pessoas. O ato, até as 17h20, transcorreu de forma pacífica. Depois de se reunirem na Praça Roosevelt em assembleia, eles decidiram encerrar o ato em frente à Federação das Industrias de São Paulo (Fiesp), onde gritam "Golpistas não passarão".
“O ato hoje é em repúdio à entrada de Michel Temer porque achamos que o governo de Dilma Rousseff era um governo legítimo, que entrou pelo voto direto. Achamos que o processo de impeachment tem inúmeras ilegalidades. O Michel Temer deveria estar inelegível por oito anos. Ele é um político ficha-suja”, disse Luiz Dantas, organizador do ato e membro do Coletivo Frente pela Democracia.
O protesto também teve apoio dos movimentos União Brasileira das Mulheres e da Marcha Mundial das Mulheres, que lideraram a caminhada. Durante o trajeto, os manifestantes gritaram “Fora Temer”, e “Não tem arrego” e palavras de apoio a Dilma. Muitos deles seguravam faixas de Fora Temer. Alguns políticos participaram da marcha, como o deputado federal Ivan Valente (PSOL-SP).

Equipe ministerial
Além de protestar contra o processo de impeachment, que afastou a presidenta Dilma Rousseff por até 180 dias, Dantas disse que o ato também protesta contra a falta de mulheres e de negros no atual ministério – anunciado por Temer na semana passada. “Não vemos negros, não vemos mulheres e isso é um retrocesso”, falou ele à reportagem da Agência Brasil.
Eles também protestam contra a extinção de alguns ministérios por Temer. “Michel Temer não foi eleito. Então, se a Dilma não volta por conta desse processo de impeachment, então que se tenha novas eleições e que o povo decida quem ele quer”, acrescentou Dantas.
Em um jogral, repetido por todos os manifestantes antes do início da caminhada, os manifestantes gritaram “Fora Temer” e disseram que não vão aceitar o que chamaram de eleições indiretas. “Não aceitaremos eleições indiretas feita pelos deputados e apoiada pelos senadores”, cantaram os manifestantes. “Eleições diretas. Poder ao povo. Fora Temer”, gritaram.

Temer em SP
O presidente interino Michel Temer está em sua residência, no Alto de Pinheiros, desde ontem (14). Hoje, por volta das 10h, ele deixou sua residência para um destino não informado e só voltou para sua casa por volta das 14h, sem falar com a imprensa. A previsão é que Temer permaneça em casa e volte para Brasília somente amanhã (16) cedo.

Marcelo Camargo/Agência Brasil
Em Brasília
Na tarde deste domingo, em Brasília, a Frente das Trabalhadoras e Trabalhadores do Serviço Público em Defesa da Democracia se reuniu no Eixão Sul em Brasília. 
Cerca de 300 pessoas, número dos organizadores, discutiram ações que para se opor ao governo interino. 
A Polícia Militar do Distrito Federal não esteve no local e, por isso, não divulgou o número de manifestates. O evento foi marcado pelas redes sociais.
Fonte - Agência Brasil  15/05/2016

quinta-feira, 12 de maio de 2016

Dilma diz a manifestantes" - Estou vivendo a dor da traição e da injustiça"

Política

Presidenta afastada Dilma Rousseff e o ex-presidente Lula cumprimentam apoiadores em frente ao Palácio do Planalto."Estou vivendo a dor da traição, a dor da injustiça", disse aos manifestantes. “Ao longo da minha vida enfrentei muitos desafios, enfrentei o desafio terrível e sombrio da ditadura, da tortura, enfrentei como muitas mulheres desse país a dor indizível da doença, o que mais dói nessa situação que estou vivendo agora, a inominável dor da injustiça, a profunda dor da injustiça, a dor da traição

Da Agência Brasil
Juca Varella/Agência Brasil
Em discurso a apoiadores do governo, concentrados em frente ao Palácio do Planalto, a presidenta afastada Dilma Rousseff disse que esta sendo vítima de injustiça e traição, após ter sido afastada do cargo por até 180 dias para julgamento do processo de impeachment no Senado.
"Estou vivendo a dor da traição, a dor da injustiça", disse aos manifestantes. “Ao longo da minha vida enfrentei muitos desafios, enfrentei o desafio terrível e sombrio da ditadura, da tortura, enfrentei como muitas mulheres desse país a dor indizível da doença, o que mais dói nessa situação que estou vivendo agora, a inominável dor da injustiça, a profunda dor da injustiça, a dor da traição, a dor diante do fato que eu estou sendo [manifestantes gritam Fora Temer]. São duas palavras terríveis, traição e injustiça, são talvez as mais terríveis palavras que recai sobre uma pessoa e essa hora agora, esse momento é o momento em que as forças da injustiça e da traição estão soltas por aÍ”, disse.
Dilma afirmou que irá resistir até o fim do processo de impeachment, que foi aberto no Senado. "Estou pronta para resistir por todos os meios legais. Lutei minha vida inteira e vou continuar lutando", afirmou.
A presidenta afastada agradeceu o apoio de manifestantes que protestaram nos últimos meses contra o processo que, segundo Dilma, "estiveram do lado certo da história, do lado da democracia".
“Eu sou a primeira mulher eleita presidenta da República, eu honrei os votos que as mulheres me deram. Eu fui a primeira mulher eleita presidenta da República, depois do primeiro operário eleito presidente da República, como primeira mulher, eu honrei as mulheres. Como qualquer pessoa humana, posso ter cometido erros, mas jamais cometi crimes", destacou.
Após o discurso, do lado de fora do Planalto, Dilma recebeu um buquê de flores e cumprimentou os populares. Ela estava acompanhada do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e de ministros de seu governo.

Pronunciamento à imprensa

Antes do pronunciamento para o público, Dilma Rousseff fez um discurso para a imprensa. Cercada por dezenas de ex-ministros, parlamentares e servidores do Palácio do Planalto, a presidenta afastada classificou o processo contra ela de "impeachment fraudulento".
“Diante da decisão do Senado quero mais uma vez esclarecer os fatos e denunciar os riscos para o país de um impeachment fraudulento, um verdadeiro golpe, desde que fui eleita, parte da oposição inconformada pediu recontagem de votos, tentou anular as eleisções depois e passou a conspirar abertamente pelo impeachment, mergulharam o país num ato de instabilidade e impediram a recuperação da economia com tomar na força o que não conquistaram nas urnas”.
Dilma Rousseff admitiu que pode ter cometido erros, mas enfatizou que não cometeu crimes e que está sofrendo injustiça, a "maior das brutalidades que pode ser cometida".
"Não cometi crime de responsabilidade. Não tenho contas no exterior, jamais compactuei com a corrupção. Esse processo é frágil, juridicamente inconsistente, injusto, desencadeado contra pessoa honesta e inocente. A maior das brutalidades que pode ser cometida por qualquer ser humano: puni-lo por um crime que não cometeu", disse.
Em falas interrompidas por aplausos e gritos de apoio, a presidenta lembrou que foi eleita por 54 milhões de brasileiros e disse que o que está em jogo não é somente o seu mandato.
"O que está em jogo não é apenas o meu mandato. É o respeito às urnas. À vontade soberana ao povo brasileiro e à Constituição. São as conquistas dos últimos 13 anos. O que está em jogo é a proteção às crianças, jovens chegando às universidades e escolas técnicas. O que está em jogo é o futuro do país, esperança de avançar cada vez mais. Quero mais uma vez esclarecer fatos e denunciar riscos para país de um impeachment fraudulento. Um verdadeiro golpe", declarou.

Marcello Casal Jr/Agência Brasil
A presidenta afastada voltou a dizer que não cometeu crimes 
No pronunciamento, Dilma estava acompanhada de seus ex-ministros e parlamentares aliados, como a ex-ministra Eleonora Menicucci (das Mulheres), Kátia Abreu (da Agricultura) e Giles Azevedo (assessor especial). Dilma deu a declaração no Salão Leste do Palácio do Planalto que estava lotado de servidores que vieram dar apoio à presidenta afastada. Eles entoaram palavras de ordem: “É golpe”, “Golpistas, fascistas não passarão”, “Dilma, guerreira, da pátria brasileira”.
E voltou a dizer que não cometeu crime, e que, por isso, se sente injustiçada. "Jamais compactuei com a corrupção, esse é um processo inconsistente, injusto, desencadeado contra uma pessoa inocente, é a maior brutalidade que pode ser cometida contra qualquer ser humano, puni-lo por um crime que não cometeu. Não existe injustiça mais devastadora que condenar um inocente, é uma injustiça, um mal irreparável, essa farsa jurídica de que estou sendo alvo. Como presidente, nunca aceitei chantagem alguma, posso ter cometidos erros, mas não cometi crime."
Dilma também voltou a dizer que antecessores também usaram do artifício da pedalada fiscal para ajustar contas de governo. "Atos que pratiquei foram atos legais, honestos. Atos de governo idênticos foram executados pelos presidentes que me antecederam. Não era crime na época deles e não é crime também agora. Tratam como crime um ato corriqueiro de gestão, me acusam de atraso no pagamento do Plano Safra. É falso. A lei não exige minha participação na execução desse plano. Meus acusadores tem que saber dizer que ato pratiquei. Nada restou para ser pago, nem dívida."

Notificação
Dilma foi notificada no Palácio do Planalto pelo primeiro-secretário da Mesa Diretora do Senado, senador Vicentinho Alves (PR-TO), de seu afastamento do cargo após a proclamação do resultado da votação da admissibilidade do seu processo de impeachment na manhã desta quinta-feira (12).
O Senado aprovou, por 55 votos a favor e 22 contra, a admissibilidade do processo de impeachment da presidenta Dilma Rousseff. Com isso, o processo será aberto no Senado e Dilma é afastada do cargo por até 180 dias. Os senadores votaram no painel eletrônico. Não houve abstenções. Estavam presentes 78 parlamentares, mas 77 votaram, já que o presidente da Casa, Renan Calheiros, se absteve.
Assim que terminou sua declaração, Dilma saiu do Palácio do Planalto pela porta principal que fica no térreo do prédio. No caminho, ela cumprimentou servidores da Presidência, em sua maioria mulheres, que a recepcionaram no caminho, que estavam em um cercado próximo à rampa.
Fonte - Agência Brasil  12/05/2016

domingo, 1 de maio de 2016

Manifestantes contrários ao impeachment acampam no centro de Belo Horizonte

Dia do Trabalho

A concentração do ato começou às 10h, na Praça Afonso Arinos, e foi convocada pela Frente Brasil Popular, composta por diversas entidades e movimentos sociais.Na Praça da Liberdade, foi montado um acampamento para realizar atividades políticas e culturais ao longo dos próximos dias, a fim de mobilizar a população para resistir contra o processo em curso no Senado Federal.

Leo Rodrigues
Correspondente da Agência Brasil

Léo Rodrigues/Agência Brasil
Manifestantes contrários ao impeachment da presidenta Dilma Rousseff fizeram uma manifestação hoje (1º), no centro de Belo Horizonte, quando foi comemorado no país o Dia do Trabalhador. Na Praça da Liberdade, foi montado um acampamento para realizar atividades políticas e culturais ao longo dos próximos dias, a fim de mobilizar a população para resistir contra o processo em curso no Senado Federal.
Houve discussão na porta do edifício onde mora o senador Antônio Anastasia (PSDB), no bairro de Lourdes. Anastasia é ex-governador de Minas Gerais e atual relator do processo de impeachment no Senado. Um grupo de 50 manifestantes protestava no local, o que gerou bate-boca com pessoas favoráveis ao afastamento da presidenta Dilma Rousseff que passavam pelo local. O muro do edifício também foi pichado com a expressão “PSDB golpista”. Segundo a Polícia Militar, os ânimos se acalmaram e ninguém foi detido. O síndico do edifício registrou ocorrência de dano, mas autor da pichação não foi identificado.
Segundo a presidenta da (CUT-MG), Beatriz Cerqueira, o acampamento na Praça da Liberdade será por tempo indeterminado. "Não temos data para sair. Vamos avaliando pela conjuntura. A ideia é fazer daqui um lugar para debate do momento atual. Vimos anteontem, por exemplo, a justiça mineira tomar a decisão de impedir que as pessoas discutam o impeachment. Vamos nos manter vigilantes e debater todos esses ataques à democracia", explicou referindo-se à decisão do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) que, na sexta-feira (29), proibiu a realização de uma assembleia de estudantes da Faculdade de Direito da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).
A concentração do ato começou às 10h, na Praça Afonso Arinos e foi convocada pela Frente Brasil Popular, composta por diversas entidades e movimentos sociais. As lideranças se revezaram no microfone para lembrar a importância do 1º de maio para os trabalhadores. Para Beatriz Cerqueira, o ato resgatou o espírito do movimento sindical: "Nos últimos anos, o 1º de maio foi lembrado com festas e sorteios pelo movimento sindical. Esta não é uma data para festa, é uma data para luta. E este é o 1º de maio mais importante. Nos últimos 15 anos, nunca fomos tão atacados como agora. O cenário que se vislumbra é terrível para os trabalhadores do campo e da cidade, do mercado formal ou informal".

Leo Rodrigues/Agência Brasil
Na Praça da Liberdade, foi montado um acampamento para realizar atividades políticas e culturais

História
A greve dos metalúrgicos do ABC paulista foi lembrada pelo deputado estadual Durval Ângelo (PT. "Foi a mobilização em 1º de maio de 1978que deu um passo fundamental para derrubar a ditadura militar alguns anos depois. Historicamente, esta data sempre esteve vinculada à luta pelas liberdades democráticas. Hoje, vivemos uma situação análoga. Há um risco de retrocesso no Brasil e de perda de direitos", comparou.
A deputada federal Jô Moraes (PCdoB) disse que os trabalhadores precisaram deixar em segundo plano pautas tradicionais presentes em manifestações dos anos anteriores. "Sem dúvida, a marca principal desse Primeiro de Maio é a defesa da democracia, mais do que os avanços em direitos e salários. Porque se já é difícil para os trabalhadores lutar num ambiente democrático, nós não temos dúvidas de que será muito mais complicado com essa agenda apresentada pelo Michel Temer que nos leva de volta ao passado. Os mais prejudicados serão os trabalhadores", alertou.
Integrante do Movimento de Luta nos Bairros, Vilas e Favelas (MLB), Leonardo Péricles considera que a saída é crescer a unidade dos grupos de esquerda. O MLB não integra a Frente Brasil Popular. Movimentos que faziam oposição à gestão da presidente Dilma Rousseff se articularam em um outro grupo: a Frente Povo Sem Medo. Embora críticos das alianças que o PT realizou, defendem que este é um momento de mobilização conjunto e por isso se solidarizam com os atos da Frente Brasil Popular.
Mais cedo, aproximadamente 50 pessoas se reuniram na Praça da Liberdade para manifestarem apoio ao deputado federal Jair Bolsonaro (PSC). Eles gritavam palavras de ordem e exaltavam o deputado e o coronel do Exército Brilhante Ustra, condenado pela justiça de São Paulo por comandar sessões de tortura durante o regime militar, quando chefiava o Doi-Codi na capital paulista. O coronel foi homenageado por Bolsonaro em seu voto a favor da admissibilidade do impeachment da presidenta Dilma Rousseff.
Ainda assim, o servidor público Júnior Amaral, de 28 anos, entende que o deputado não quer a ditadura de novo no Brasil: "Nem ele e nem nenhum de nós aqui pede a ditadura. Isso é uma forma de a esquerda tentar deturpar a nossa manifestação. O que defendemos são os valores que existiam na época do regime militar, que eram o respeito ao país, a educação moral e cívica nas escolas, a segurança pública. A sociedade era muito mais segura. Naquela época, era cerceada a liberdade dos guerrilheiros. E, sinceramente, onde há guerrilheiros, sou a favor de que as forças policiais atuem para nos garantir a liberdade".
Júnior Amaral explica que a mobilização para o ato foi feita pela internet e que o objetivo é se contrapor a uma ditadura de opinião aliada à ideologia de esquerda que estaria vigorando no país: "A imprensa dá uma conotação distorcida da verdade. Os livros do Ministério da Educação dão a versão do governo federal. Por exemplo, o problema do movimento gay é que eles buscam privilégios e distorcem a opinião de quem tem opinião diferente. Ninguém aqui é contra homossexual. Mas não concordamos que crianças de seis anos sejam educadas nas escolas a partir de causas homossexuais. Essa é a posição do Bolsonaro, mas por ele ser autêntico e espontâneo, acaba dando abertura para interpretações equivocadas".
Houve a preocupação de que pudessem ocorrer conflitos com a marcha da Frente Brasil Popular, que vinha da Praça Afonso Arinos com destino ao mesmo local. A Polícia Militar, porém, conseguiu negociar com as lideranças dos dois movimentos para que houvesse compatibilidade entre os horários de saída e de chagada de cada manifestação. Ainda assim, discussões mais acaloradas ocorreram com críticos do deputado Jair Bolsonaro que passavam pelo local. Os policiais intervieram e prenderam uma pessoa, segundo eles, por desobediência.
Fonte - Agência Brasil  01/05/2016

domingo, 17 de abril de 2016

Manifestantes contrários ao impeachment se reúnem no Vale do Anhangabaú

Política

Em meio à multidão, circulam grupos tocando percussão e berimbau. São ouvidos gritos com palavras de ordem e estouros de fogos de artifício. Com bandeiras de sindicatos e movimentos sociais, vários participantes estão vestidos de vermelho e levam faixas e adesivos que classificam o processo contra Dilma de golpe. 

Daniel Mello
Repórter da Agência Brasil

São Paulo - Jornada Nacional de Mobilização contra o impeachment no Vale do Anhangabaú, participam da manifestação a Frente Brasil Popular, composta pela CUT, CTB e outras entidades do movimento social, MST, CMP,
Rovena Rosa/Agência Brasil
Manifestantes contrários ao afastamento da presidenta Dilma Rousseff estão reunidos na tarde de hoje (17) no Vale do Anhangabaú, centro da capital paulista. Foi instalado no local um telão para que possa ser acompanhada a votação sobre a abertura do processo de impeachment, na Câmara dos Deputados. Além disso, foi montado um palco onde são feitos debates e apresentações musicais.
Em meio à multidão, circulam grupos tocando percussão e berimbau. São ouvidos gritos com palavras de ordem e estouros de fogos de artifício. Com bandeiras de sindicatos e movimentos sociais, vários participantes estão vestidos de vermelho e levam faixas e adesivos que classificam o processo contra Dilma de golpe. “Estão tirando ela do poder para eleger quem eles querem sem ter uma nova eleição”, reclamou Guilherme Nadoni, de 22 anos.
Para o jovem, não existem razões para que a presidenta deixe o Palácio do Planalto. “Estou aqui pela democracia que está em risco com esse golpe que está sendo feito. A Dilma é ficha limpa, não fez nenhuma ilegalidade”, destacou o jovem, que veio de Interlagos, zona sul paulistana, mesmo não sendo um apoiador do governo. “Na verdade, eu não gosto do governo atual, mas não acho que o golpe é certo.”
As suspeitas contra os deputados que conduzem o impeachment são, na opinião da cientista política Daliane Saroba, de 38 anos, um dos principais problemas do processo. “Eu não reconheço nas pessoas que estão fazendo o julgamento nenhuma credibilidade”, disse. “O mesmo crime que está sendo imputado a ela o TCU não imputou aos governos Lula [Luiz Inácio Lula da Silva] e FHC [Fernando Henrique Cardoso]. Não está havendo imparcialidade”, acrescentou a cientista política.
Daliane afirmou que não está confiante em relação ao desfecho da votação desta tarde. “Eu acredito que ela não vai escapar”, opinou. No entanto, a cientista política defende a importância de marcar posição. “A cidadania se traduz em participação política. Você só tem como interferir na ordem social quando se manifesta.”
Entre os apoiadores do ato no Anhangabau estão a Central Única dos Trabalhadores (CUT), o Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) e a Central de Movimentos Populares (CMP).
Fonte - Agência Brasil  17/04/2016