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segunda-feira, 7 de novembro de 2022

Grafiteiros levam arte e cores às pilastras do Metrô de Salvador na Av. Bonocô

Arte&Cultura / Metrô 🚇

A ação, promovida pela CCR Metrô Bahia, começou na segunda-feira, dia 31, com uma homenagem à Rainha Dandara, proposta pelo arte-educador Dennis Sena.A ação pioneira, realizada pela CCR Metrô Bahia, selecionou por meio de edital dez artistas para grafitar, cada um, uma pilastra da Avenida Bonocô. 

Pregopontocom
Foto ilustração/CCR Metrô Bahia
A partir de segunda-feira, dia 31, dez pilastras que dão sustentação aos trilhos do metrô baiano na Avenida Mário Leal Ferreira (Bonocô) começaram a receber a arte e pinturas de grafite inéditas sobre o tema Diversidade e Inclusão. A ação pioneira, realizada pela CCR Metrô Bahia, selecionou por meio de edital dez artistas para grafitar, cada um, uma pilastra da Avenida Bonocô. Todo o trabalho artístico vai acontecer até o final de novembro, sendo uma pilastra grafitada por vez, transformando a avenida em grande espaço de arte aberta de Salvador. A primeira obra será feita pelo artista visual, arte-educador e graduando em pedagogia, Dennis Sena. Ele vai homenagear Dandara, mulher negra símbolo de luta pela igualdade racial e identidade. “A homenagem à Rainha Dandara traduz a representatividade nas questões de gênero, ancestralidade, política, justiça, afeto, liberdade e beleza da mulher afro-brasileira”, disse o artista em sua apresentação. As obras foram planejadas especialmente para cobrir toda a superfície destinada (cerca de 8 metros de altura e 41,65 m² de área total). “Esses artistas vão levar a sua arte e mais vida para a nossa cidade! Essa é uma ação muito importante para nós e que está totalmente alinhada com o nosso compromisso de fomentar o trabalho de artistas baianos e com o desenvolvimento de ações de promoção da Diversidade e Inclusão, deixando também a cidade de Salvador ainda mais bonita”, explica Luana Xavier, analista de Sustentabilidade da CCR Metrô Bahia. A concessionária vai disponibilizar, gratuitamente, para os selecionados, a Plataforma de Trabalho Aéreo – PTA – com acompanhamento integral de operador, os EPIS de segurança e treinamento de NR 35 – específico para trabalho em altura. Após a execução do projeto, cada artista vai receber um prêmio no valor de R$ 7 mil.
Confira a lista dos artistas selecionados em ordem alfabética: Denis Sena Rocha, Flávio Côrtes da Costa, Isabela Pita Rocha Xavier, Isabela Seifarth Miranda, Isadora Ramos Furlan, Lean Souza Santos, Marcos da Silva Costa, Raphael Silva Ribeiro, Samuel Silva dos Santos e Tarcio Renan Vasconcelos Moreira.
Com informações da CCR Metrô Bahia 07/11/2022 

terça-feira, 14 de agosto de 2018

No Debate, no Judiciário, trevas. Na arte, lucidez, inteligência... Ok, ok, ok.

Ponto de Vista  🔍

Existem tempos tão duros, confusos e estúpidos que só a arte consegue traduzir.Debate na Band. Três ou quatro em busca da luz em meio a trevas: show de hipocrisia, cinismo, ignorância, loucura... real e simulada.À mesma hora, no Rio, Gilberto Gil lançava "Amigos, Sons e Palavras". Do Canal Brasil, série de conversas de Gil com convidados. A primeira, entre Gil e Caetano Veloso. Enquanto patentes disputavam mediocridade no Debate, artistas dialogavam sobre arte, morte, beleza, vida. E Política. Ao jeito deles. Lúcido, inteligente, belo. 

Bob Fernandes



imagem/YouTube

quinta-feira, 12 de outubro de 2017

Manifestantes protestam por liberdade de expressão em frente ao Museu de Arte do Rio

Arte & Cultura  🎦

Com faixas e cartazes defendendo a democracia e protestando contra a censura, os manifestantes realizaram diversas atividades em frente ao museu, incluindo oficinas de culinária e pintura para crianças.A atriz Cristina Pereira, presente no protesto, destacou a necessidade de se evitar retrocessos culturais e morais, lembrando a repressão que acontecia durante a ditadura militar.

Vladimir Platonow
Repórter da Agência Brasil
Tomaz Silva/Agência Brasil
Um protesto reunindo artistas plásticos, atores, músicos e ativistas sociais foi realizado em frente ao Museu de Arte do Rio (MAR), contra a censura e pela liberdade de expressão. O ato foi organizado pelas redes sociais e chamou a atenção de quem passava pelo local, ao lado da Praça Mauá, que nesta quinta-feira (12) estava repleta de pessoas curtindo o feriado de Nossa Senhora de Aparecida e também Dia das Crianças.
Com faixas e cartazes defendendo a democracia e protestando contra a censura, os manifestantes realizaram diversas atividades em frente ao museu, incluindo oficinas de culinária e pintura para crianças.
O MAR foi um dos pivôs da polêmica em torno da exposição de temática LGBT Queermuseu. A mostra foi cancelada em setembro em Porto Alegre, onde acontecia no Centro Cultural Santander, e chegou a ser cogitada para ser realizada no MAR, mas acabou vetada pelo prefeito do Rio, Marcelo Crivella.
A atriz Cristina Pereira, presente no protesto, destacou a necessidade de se evitar retrocessos culturais e morais, lembrando a repressão que acontecia durante a ditadura militar.
“Eu tenho muito medo de retrocessos. A gente está vendo as coisas acontecerem. Abriu-se uma porta à direita, para a censura. A liberdade de expressão é condição sine qua non [essencial], tem que existir. Eu era estudante de teatro na época da ditadura. A gente não quer que essas coisas voltem, com agressividade, recrudescimento, regime de exceção. Foi uma luta muito grande para chegarmos à redemocratização do país”, lembrou Cristina.
O diretor de Artes Visuais da Fundação Nacional de Arte (Funarte), Xico Chaves, também recordou que o país atravessou, na história recente, um longo período de ditadura militar, que controlava as formas de expressões políticas e culturais, o que hoje é inconcebível.
“Nós demoramos 21 anos para derrotar uma ditadura que solapou, excluiu e assassinou grande parte da juventude brasileira nos anos 60 e 70. Se você for a outros países, como Estados Unidos e [países da] Europa, que têm uma tradição cultural mais extensa, não vai ver esse tipo de censura de manifestação ao nu ou de expressões contestatórias aos problemas da sociedade. Lá você tem um embate educado a respeito disso, tem opiniões diversas, mas não existe a violência que se apregoa aqui. Censurar não é só proibir, censurar é impedir que cresça a consciência”, declarou Xico Chaves, que é artista plástico e poeta.
Enquanto o protesto acontecia em frente ao MAR, dentro do museu era realizada uma mostra especial para o Dia das Crianças, com temática indígena, que atraiu um grande número de famílias. Para a estudante de pedagogia Eliana Fonseca, que levava a filha de 5 anos à exposição, é possível conciliar liberdade de expressão com proteção às crianças, bastando haver uma indicação clara nos museus sobre o tipo de conteúdo da exposição.
“Sempre dá para conciliar. É questão de bom senso, ética e respeito com o outro. Eu acho que a criança tem que ser respeitada nas escolhas, mas cada um tem liberdade para escolher. A censura não é legal. Eu não sou obrigada a levar o meu filho. Se tiver um material inapropriado, não vou levar”, disse Eliana.
Para o engenheiro agrônomo e educador ambiental Jay Vanamstel, que também visitava o museu com a esposa e o filho, deve haver indicação visível sobre que tipo de obras estarão expostas e faixa etária adequada, mas a decisão de levar as crianças é dos pais.
“Essa discussão reflete o momento político do país, uma disputa pela opinião da grande massa. Minorias extremistas estão causando essa confusão, sobre nudez artística com pedofilia. Eu nasci no final da ditadura, censurar o trabalho artístico é deplorável, mesmo ele sendo com material de nudez. Tem que ser bem sinalizado, porque é uma escolha sua, de levar ou não o seu filho. Mas não pode haver censura”, disse Jay.
Fonte - Agência Brasil  12/10/2017

domingo, 18 de junho de 2017

Música no Parque abre temporada com show do Ilê no Parque Costa Azul em Salvador

Cultura  🎸🎷

Com a proposta de oferecer shows gratuitos e formar novas plateias, o Projeto Música no Parque completa 16 anos. Nestes anos, foram realizados mais de 170 shows, com uma plateia estimada em mais de 500 mil pessoas e programação aberta a todos os ritmos e estilos musicais.Dentre os vários artistas e grupos musicais que já passaram pelo palco do projeto, estão os cantores Riachão, Edil Pacheco, Alexandre Leão, Márcio Melo, Targino Gondim, Luiz Caldas, Lucas Santana, Chico César, Guilherme Arantes, Edson Cordeiro, Belchior, Otto, Eduardo Dussek, Moska, Xangai.

Da Redação
foto - Amanda Oliveira/GOVBA
Está aberta a temporada do projeto Música no Parque, que este ano começou com uma apresentação do mais belo dos belos, o Ilê Aiyê, no Parque Costa Azul, neste sábado (17). O projeto tem apoio do Governo do Estado, por meio do Fazcultura, e conta com shows ao ar livre, gratuitos, além de exposição de artesanatos e trailers de comidas e bebidas.
A vocalista do Ilê, Iracema Killiane, não se surpreendeu com a arena cheia. “O Ilê Aiyê é o primeiro bloco afro do Brasil e tem um público muito grande e fiel. Até embaixo de chuva, eles vieram ver a gente. Nós já fizemos este evento Música no Parque várias vezes, e, neste momento de crise econômica que estamos vivendo, o Governo do Estado nos dá essa chance de mostrar a nossa arte e interagir com o nosso público. Isso é de grande importância. Um povo sem cultura é um povo sem memória”.
A funcionária pública Ilana Campos, 33 anos, foi assistir à apresentação com um grupo grande de pessoas. “Eu acho importantíssimo esse aproveitamento dos espaços públicos de Salvador. Esse show do Ilê Aiyê é maravilhoso, não tinha estreia melhor. Eu já conhecia o projeto, vou sentir falta do Parque da Cidade, mas o visual aqui também é maravilhoso. A ideia de mudar para cá foi bacana”, aprovou.
Amiga de Ilana, a jornalista Morgana Neves não conhecia o Música no Parque e ficou entusiasmada com o modelo do evento. “Eu achei fantástico, é um fomento à cultura, uma oportunidade de o Ilê se apresentar em outros cantos da cidade. Esse aproveitamento dos espaços é a democratização da cultura. Eu acho que as pessoas comparecem e têm a oportunidade de conhecer o trabalho do artista”.
O coordenador da Associação dos Artesãos da Bahia, João Durães, afirmou que, para quem depende do comércio do que produz, os eventos reforçam a renda. “Viemos em um grupo de 20 artesãos que não têm sempre tantos espaços para mostrar os trabalhos. Aqui temos essa estrutura toda, que atrai tantas pessoas. Isso gera renda, possibilita que esses profissionais trabalhem. A condição do associativismo é importante para que o trabalhador saia da mão do atravessador e tenha a oportunidade de expor’, revelou.
Um dos coordenadores do projeto, Luan Peres, informou que, com o patrocínio do Governo e empresas privadas, o Música no Parque chega à 16ª edição, estando pela primeira vez no Costa Azul. “No mês que vem, teremos o Forró das Antigas e em agosto será a vez da banda Ifá. O Música no Parque está sempre aberto a todos os estilos, atendendo aos pedidos do público. É um projeto de muito sucesso e temos orgulho de participar dessa história”.

Música no Parque
Com a proposta de oferecer shows gratuitos e formar novas plateias, o Projeto Música no Parque completa 16 anos. Nestes anos, foram realizados mais de 170 shows, com uma plateia estimada em mais de 500 mil pessoas e programação aberta a todos os ritmos e estilos musicais.
Dentre os vários artistas e grupos musicais que já passaram pelo palco do projeto, estão os cantores Riachão, Edil Pacheco, Alexandre Leão, Márcio Melo, Targino Gondim, Luiz Caldas, Lucas Santana, Chico César, Guilherme Arantes, Edson Cordeiro, Belchior, Otto, Eduardo Dussek, Moska, Xangai.

Fazcultura
Parceria entre as secretarias estaduais de Cultura (Secult) e da Fazenda (Sefaz), o mecanismo Fazcultura integra o Sistema Estadual de Fomento à Cultura, composto também pelo Fundo de Cultura da Bahia (FCBA). O objetivo é promover ações de patrocínio cultural por meio de renúncia fiscal, contribuindo para estimular o desenvolvimento cultural da Bahia, ao tempo em que possibilita às empresas patrocinadoras associar sua imagem diretamente às ações culturais que considerem mais adequadas, levando em consideração que esse tipo de patrocínio conta atualmente com um expressivo apoio da opinião pública.
Com informações da Secom Ba 18/06/2017

domingo, 14 de maio de 2017

Comemoração de reabertura da Concha reúne artistas e grande público

Cultura  🎶

O som dançante de uma das artistas da nova safra que mais tem sido reconhecida pela crítica e pelo público, Márcia Castro, agitou a plateia e abriu a festa, seguida de Nara Gil, que participou do projeto Janela Baiana e lançou a plataforma colaborativa sobre os 50 anos do TCA.

Secom
foto - Carol Garcia/GOVBA
Milhares de pessoas compareceram ao show da cantora Gal Costa, neste sábado (13), em noite que celebra um ano de reabertura da Concha Acústica do Teatro Castro Alves (TCA), após reforma realizada pelo Governo do Estado. O som dançante de uma das artistas da nova safra que mais tem sido reconhecida pela crítica e pelo público, Márcia Castro, agitou a plateia e abriu a festa, seguida de Nara Gil, que participou do projeto Janela Baiana e lançou a plataforma colaborativa sobre os 50 anos do TCA.
Márcia revelou a alegria de fazer parte da festa de celebração desse espaço que é tão importante para a música baiana e brasileira. “Esta é uma noite de muita alegria. A Concha faz parte da minha história como artista, e também como plateia. Aqui, já assisti a shows antológicos, como o Caia na Gandaia, de Gilberto Gil, o acústico de Cássia Eller, que ela fez três meses antes de morrer, entre tantos outros que influenciaram meu campo de percepção em relação à música, destacou a cantora.
A bibliotecária Roquelina Conceição dos Santos, 50 anos, diz que já foi com a filha, Queli Nascimento, 30, a uns 15 shows desde a reinauguração da Concha Acústica. “Eu estou achando a festa ótima, comemorar o Dia das Mães com minha filha é maravilhoso. Eu sou assídua tanto da Concha como do TCA, mas aqui a gente descontrai mais”. Queli também aprovou. “Viemos na reinauguração da concha há um ano e hoje eu trouxe minha mãe para comemorar também o dia das mães” .

Acessibilidade
Durante as comemorações, foram inauguradas na Concha dez plataformas de acessibilidade para portadores de deficiência. O espaço também é ideal para acomodar os gêmeos Renato e Rafael, enquanto oito pessoas da família curtiram a festa, o pai, Herval Júnior, a mãe, o bisavô, a mãe, a avó, a tia avó. “A estrutura da Concha melhorou bastante. A acessibilidade era um pouco complicada, mas com essa reforma eu pude trazer a família, inclusive os meus filhos, que ainda nem completaram dois anos. A gente pode assistir e ouvir o show sossegado. Tudo de bom”, disse Herval.

Comemoração
O público estava ansioso pelo show de Gal Costa, ponto alto da noite. Pessoas que são do meio artístico reencontraram amigos e viveram momentos de plateia, como a produtora Ju Veloso, 54 anos. “Para mim, nada é mais belo do que comemorar um ano assistindo ao show da Gal. E a Concha é um espetáculo, é um lugar que traz a alegria de tudo o que a gente viveu aqui, está lindíssima”.
Segundo o diretor-geral do TCA, Moacyr Gramacho, a Concha movimenta uma cadeia de espetáculos, atrai turistas, movimenta o mercado das artes e gera empregos. “É um equipamento que incrementa a cadeia produtiva da cultura”, destacou.
A reabertura da concha, há um ano, finalizou a primeira fase do projeto novo TCA. As obras custaram ao Governo do Estado R$ 80 milhões e mais um aporte de R$ 10 milhões do Ministério da Cultura. O resultado se traduz em aumento de público. A diretora artística do TCA, Rose Lima, faz o balanço. “A gente conseguiu aumentar em muito o público médio anual, que era de 120 mil e está em 240 mil pessoas. Foram 66 shows maravilhosos em um ano para públicos diferenciados, para crianças, adolescentes, adultos, hip hop, mpb, axé. A Concha é um espaço democrático”.
Também presente no show, Ivan Farias, 43 anos, elogiou a infraestrutura e acessibilidade da nova Concha. “Já vim cinco vezes depois da reabertura e gostei bastante das mudanças. Frequento a Concha desde a adolescência. Parte da minha vida foi marcada por experiências em shows realizados aqui. É o lugar que eu mais gosto em Salvador”.

Plataforma colaborativa

Durante a apresentação da DJ Nara Gil, foi apresentada a plataforma colaborativa em homenagem aos 50 anos do Teatro Castro Alves (TCA). A plataforma multimídia estará disponível, ainda neste mês de maio, no site do TCA. De acordo com o diretor geral do Teatro, Moacyr Gramacho, trata-se de uma espécie de livro digital, que está sendo construído a várias mãos.
Para Gramacho, a plataforma digital é uma grande aposta que gira em torno das comemorações dos 50 anos do TCA. “A partir de depoimentos de pessoas do Brasil inteiro, músicos e frequentadores, além de pessoas que estão debruçadas nos arquivos do TCA, a plataforma vai contar a história do espaço, ano a ano”, explicou.
Com informações da Secom Ba.  13/05/2017

sexta-feira, 12 de maio de 2017

Concha Acústica do TCA se prepara para comemorar um ano de reabertura

Arte & Cultura  🎸

A Diretora Artística do equipamento, Rose Lima, relembra os artistas que passaram pelo palco da Concha no último ano. Nomes como Maria Bethânia, Novos Baianos, Marisa Monte, Zé Ramalho, Nando Reis, Vanessa da Mata e muitos outros provaram que o espaço voltou com força total. “Foi um ano formidável, nós tivemos um público de 240 mil pessoas,celebra Rose.

Da Redação
foto - ilustração/arquivo
Depois de muito trabalho, a equipe da Concha Acústica do Teatro Castro Alves festeja um ano de reabertura. E na comemoração não poderia faltar boa música. No palco, a cantora Gal Costa brinda a data especial com um show neste sábado (13), às 19h, no qual cantará sucessos do seu álbum mais recente, Estratosférica, além de antigos sucessos.
A Diretora Artística do equipamento, Rose Lima, relembra os artistas que passaram pelo palco da Concha no último ano. Nomes como Maria Bethânia, Novos Baianos, Marisa Monte, Zé Ramalho, Nando Reis, Vanessa da Mata e muitos outros provaram que o espaço voltou com força total. “Foi um ano formidável, nós tivemos um público de 240 mil pessoas, shows maravilhosos, com diversos gêneros, e linguagens, que contemplaram públicos diversos, tudo isso confirmando que a Concha Acústica é um lugar muito democrático e isso é muito importante”, celebra Rose.
Rose falou também sobre as outras atrações. “Gal vai ser acompanhada brilhantemente por um show de abertura de Márcia Castro e por Nara Gil, que vai fazer uma performance com o DJ Mangaio, apresentando a plataforma de um livro online sobre os 50 anos do TCA”, completou Rose. Nara contou sobre sua relação com a casa de shows. “Venho à Concha desde sempre, vi grandes shows aqui, maravilhosos, de diversos artistas e sentia falta. Tive o privilégio de participar da reinauguração fazendo mais ou menos o que eu vou fazer aqui neste show e eu acho que vai ser bacana”, disse Nara.
Para o vigilante Givaldo Carvalho, funcionário da casa há 20 anos, a melhora foi espetacular. “Cada etapa tem um modificação, no passado foi bom, mas agora nós temos estacionamentos com vagas para 300 carros, temos elevadores para deficientes, os camarotes foram modificados e podemos dizer que agora temos uma nova Concha para muitos anos”, comemora o vigilante.
Com informações da Secom Ba.  12/05/2017

domingo, 26 de março de 2017

Evento SSA Mapping mobiliza Centro Histórico de Salvador

Arte & Cultura  🎥

A realização do festival é resultado de uma parceria entre as produtoras Baluart e Ilimitado, com o objetivo de movimentar a cena das artes visuais na capital baiana, promovendo aproximação e troca entre artistas e criando diálogo entre artes, intervenção urbana e história. A curadoria é da artista visual paraense Roberta Carvalho.

Da Redação
Secom Ba.
Centenas de pessoas, entre baianos e turistas visitantes do Centro Histórico de Salvador, espaço de tradição cultural da cidade, se reuniram noite de sábado (25), na Praça Municipal, para assistir gratuitamente ao primeiro festival de vídeos realizado pelo evento SSA Mapping, que teve o patrocínio do Governo do Estado, por meio do Fazultura, e da Oi.
Além de trabalhos de artistas visuais do Brasil e do exterior, a programação constou de uma Mostra Aberta, com obras criadas a partir da paisagem e da história do Centro Antigo e do seu entorno, o Rolé Histórico e foi encerrado com o show de ÀTTØØXXÁ e OZ, dupla que bebeu das referências eletrônicas e do pagodão feito nas ruas da Bahia para criar uma seleção de sons suingados presentes no disco BLVCKBVN..
A realização do festival é resultado de uma parceria entre as produtoras Baluart e Ilimitado, com o objetivo de movimentar a cena das artes visuais na capital baiana, promovendo aproximação e troca entre artistas e criando diálogo entre artes, intervenção urbana e história. A curadoria é da artista visual paraense Roberta Carvalho.
O video Mapping (ou projeção mapeada) é uma das mais novas linguagens da arte contemporânea e tem se inserido em um número crescente de eventos ao redor do mundo. Com essa técnica, ainda pouco difundida na Bahia, os artistas realizam projeções em superfícies não-lineares para criar uma espécie de ilusão de ótica, reconstruindo os espaços com formas e movimentos, luzes e cores.
"O Fazcultura segue se renovando na perspectiva de se conectar com as várias linguagens culturais no nosso estado. Na Europa, por exemplo, o Festival Vídeo Mapping já está consagrado há mais de 20 anos. Mais uma vez, o Estado, por meio do Fazcultura traz uma atração dessa qualidade mostrando que o programa abarca, patrocina e faz acontecer para levar ao público e dinamizar a cena cultural que está recheada de projetos que têm atraído o público com sucesso absoluto", disse o superintendente de Promoção Cultural da Secretaria de Cultura do Estado (Secult), Alexandre Simões.

Secom Ba.
Além de Roberta, artistas visuais da Colômbia (Optika VJ), de Santa Catarina (VJ Vigas) e da Bahia (VJ Gabiru) levaram seus trabalhos para a “tela de projeção” – a fachada do Palácio Rio Branco. Para criar as obras, os artistas contaram com a consultoria de conteúdo do historiador Daniel Rebouças, pesquisador da Universidade Federal da Bahia (Ufba).
Também esteve presente no evento, Optika VJ, nome artístico da colombiana Laura Ramirez, artista que já participou de festivais em Roma, Paris e São Paulo e Nova Zelândia, o catarinense Leandro Mendes (VJ VIGAS), que foi campeão de torneios de VJs na Polônia, Cidade do México, Roma, Cidade do Cabo e Istambu e o DJ, VJ, fotógrafo, videomaker, cenógrafo e pioneiro de video mapping na Bahia, DIÁLOGOS – Além da Mostra Principal, o SSA Mapping promove iniciativas que visam estimular a criação artística e a difusão da história do Centro Antigo da capital baiana. Trata-se da Mostra Aberta e do Rolé Histórico.

Fazcultura
Parceria entre as secretarias estaduais de Cultura (Secult) e da Fazenda (Sefaz), o Fazcultura é um mecanismo que integra o Sistema Estadual de Fomento à Cultura, composto também pelo Fundo de Cultura da Bahia (FCBA). O objetivo é promover ações de patrocínio cultural, por meio de renúncia fiscal, contribuindo para estimular o desenvolvimento cultural da Bahia, ao tempo em que possibilita às empresas patrocinadoras associar sua imagem diretamente às ações culturais que considerem mais adequadas, levando em consideração que esse tipo de patrocínio conta atualmente com um expressivo apoio da opinião pública.
Com informações da Secom Ba.



domingo, 5 de março de 2017

Show na Concha abre comemorações pelos 50 anos do TCA

Arte & Cultura   🎸🎶

No palco, a Orquestra Sinfônica da Bahia (Osba), regida pelo maestro Carlos Prazeres, recebeu como convidados os cantores Gilberto Gil, Baby do Brasil, Saulo e o afoxé Filhos de Ghandy. As comemorações vão prosseguir durante o ano, com espetáculos de música, dança e exposições em todos os espaços do Complexo do TCA.

Da redação
foto -  Elói Corrêa/GOVBA
Várias gerações de público e de artistas se encontraram na Concha Acústica do Teatro Castro Alves (TCA), na noite deste sábado(4), para a abertura do cinqüentenário da maior casa de espetáculos da Bahia. No palco, a Orquestra Sinfônica da Bahia (Osba), regida pelo maestro Carlos Prazeres, recebeu como convidados os cantores Gilberto Gil, Baby do Brasil, Saulo e o afoxé Filhos de Ghandy. As comemorações vão prosseguir durante o ano, com espetáculos de música, dança e exposições em todos os espaços do Complexo do TCA.
Para Gilberto Gil, o Teatro Castro Alves é um dos que mais recebe atenção do poder público no Brasil. “Até porque é um lugar de acolhimento da vida cultural. Por isso, fica obrigatório que haja essa atenção por parte do Governo. A instituição precisa, merece e a sociedade cobra. O TCA tem se destacado no suporte às artes cênicas, à dança, à música, com o teatro propriamente e a Concha Acústica. Eu me lembro desde o incêndio, a reconstrução e os grandes momentos que vivemos aqui, eu e colegas”.
Saulo Fernandes, nascido no município de Barreiras, no oeste da Bahia, disse que, desde criança, nem em sonho se via cantando no Teatro Castro Alves. “Só que eu fiquei adulto, vim para Salvador e, agora, sobretudo, nessa experiência de carreira solo, eu pude conviver com a orquestra. O maestro Carlos Prazeres faz uma ponte incrível entre as músicas popular e erudita, e isso é transformador”.
Segundo o artista, o maestro disse que lhe mostraria muitas coisas de música clássica que mudariam seu panorama de composição. “E, de fato, as coisas que tive acesso são transformadoras. O TCA é um lugar mágico, onde artistas como Maria Bethânia pisam. Eu me sinto honrado em estar aqui hoje. O Teatro faz parte da nossa vida, da nossa cultura, do nosso entendimento de que a arte genuína é fundamental”.
O maestro Carlos Prazeres afirmou que a Orquestra Sinfônica da Bahia está crescendo e entrando em uma nova era. “A luta para conquistar um público para a música sinfônica acontece no mundo todo. Ao contrário do mundo, onde o público de música clássica decai vertiginosamenete, a Osba descobriu uma maneira de fazer com que este público cresça. Nós tivemos um acréscimo de 192%. E o papel do Governo é fomentar os anseios da sociedade. O Governo do Estado passa a abraçar a Osba da maneira como a orquestra merece ser abraçada, com todo este enlace com a sociedade. Parte para uma nova era a fim de viver momentos mágicos”.
O suiço Michael Dlouhy afirmou que o TCA é um banho de cultura. “O teatro é importante para eu entender a riqueza da cultura brasileira. Toda vez que venho no Teatro Castro Alves ou na Concha Acústica eu saio daqui mais rico culturalmente. Já assisti aqui Lenine, Margareth Menezes, Baiana System, Ney Matogrosso e vários outros’. Baiana, a secretária Zenália Santos, 51 anos, lembrou de bons momentos vivenciados no TCA. “Eu já vivi muita coisa boa neste teatro. Assisti Novos Baianos, Nando Reis. Venho sempre, com a família e amigos. O teatro está ótimo, a reforma melhorou. Já era bom, ficou melhor ainda’.

Novo TCA
De acordo com o diretor-geral do TCA, Moacyr Gramacho, mesmo com a crise, o teatro vem recebendo grandes investimentos nos últimos anos. “Nós fechamos a primeira etapa do redesenho do que a gente chama de Novo TCA. A obra da Concha Acústica envolveu a requalificação de 16 mil metros quadrados e marcou a primeira etapa. Agora, vamos lançar o edital de licitação das obras da Sala do Coro. O passo seguinte será atualizar o projeto e partir para a reforma da Sala Principal. Todo o complexo está recebendo equipamentos novos, no valor de R$ 9 milhões, a partir de um convênio com o Ministério da Cultura”.
Segundo Gramacho, o TCA tem uma localização na cidade histórica, dentro da arquitetura da cidade. É um complexo que junta vários palcos com características diferentes. “Mas também é importante para a formação, oferece apoio como assessoria, formação, qualificação, realização de cursos. Então, é um lugar de formação e qualificação em cultura”.

Ano de comemorações
As comemorações vão continuar durante o ano, como explicou a diretora artística do TCA, Rose Lima. “A gente tem uma pauta vasta com vários espetáculos no complexo como um todo, na Sala Principal, na Concha Acústica. Temos projetos que vão envolver a esplanada, exposições no foyer. A gente vai ter Zeca Baleiro, Gal Costa, uma exposição chamada ‘Vozes do Brasil’, homenageando artistas baianos que passaram por este palco”.
Rose informou ainda que, nos últimos dez anos, houve um incremento muito grande no número de pautas do TCA. “Em geral, o número de pautas em teatros desse porte no País é 12 a 16 por mês. Aqui, nós temos até 22 pautas por mês. Para conseguir, é preciso entrar no site do teatro e fazer uma conexão com a Diretoria Artística, onde tem um formulário específico. A partir daí, nós vamos traçar uma pauta que inclui o cuidado logístico e o cuidado artístico”.
Com informações da Secom Ba.  05/03/2017

quarta-feira, 18 de maio de 2016

Protestos chegam a Cannes e se espalham. Percebam O Som ao Redor.

Ponto de Vista

A internet tem 3 bilhões de usuários no mundo. O Brasil tem 100 milhões de pessoas na Rede.Imagem é tudo, já sabem PT e ex-governo. Caíram depois de marcados com a aura da corrupção; hoje, mais 23 anos de prisão para José Dirceu.Ciente disso, logo na largada o governo interino, principal acionista desse Sistema há décadas, providenciou slogans e logotipo.Logotipo com bandeira do Brasil, escolhido por Michelzinho, 7 anos, filho de Temer... Teve um probleminha de imagem.

Bob Fernandes



imagem/YouTube

Manifestantes ocupam escritório do Ministério da Cultura em Salvador

Cultura

Os escritórios do MinC na Bahia e em Sergipe funcionam em edifício antigo, no Pelourinho.“Com o aumento do número de espaços ligados ao Ministério da Cultura ocupados, em diversas partes do país, pessoas ligadas à cultura se reuniram, e decidiram ocupar a sede regional.

Sayonara Moreno
Correspondente da Agência Brasil
Sayonara Moreno/Agência Brasil
Integrantes do setor cultural permanecem ocupando a sede regional do Ministério da Cultura (MinC), em Salvador, onde farão uma plenária hoje (18) para organização interna do movimento. Eles protestam contra o governo do presidente interino Michel Temer.
No edifício antigo, no Pelourinho, funciona o escritório do órgão da Bahia e Sergipe, que está ocupado desde ontem (17), quando os manifestantes chegaram e, em negociação com os funcionários da sede, decidiram não interromper as atividades do ministério.
“Com o aumento do número de espaços ligados ao Ministério da Cultura ocupados, em diversas partes do país, pessoas ligadas à cultura se reuniram, e decidiram ocupar a sede regional. A mobilização foi muito rápida, o que significa que há uma demanda da sociedade civil, não somente dos trabalhadores da cultura e artistas, para a ocupação desses espaços”, disse uma das ocupantes, a produtora de cinema Tenille Bezerra.

Sayonara Moreno/Agência Brasil
Ocupantes disseram que não vão interromper atividades do escritório
A pauta de reivindicações, segundo Tenille Bezerra, está ligada ao governo do presidente Interino da República, Michel Temer. “A nossa pauta é muito clara, se posicionando contra os abusos do governo interino, não reconhecemos a gestão, sobretudo os abusos dessa gestão”, ressalta.
De acordo com os ocupantes, uma plenária deve ocorrer ainda hoje (18), para organizar a comunicação entre as ocupações das outras cidades, onde o movimento já existe. A quantidade de pessoas envolvidas na ocupação do MinC Bahia varia entre 50 e 60. Atividades culturais e reuniões internas estão ocorrendo no local.
A ideia do grupo, diz Tenille, é manter o espaço ocupado, sem prazo definido.
“Hoje são 11 cidades do país, ocupadas, e as pautas são bem próximas. Dessa forma, pedimos a saída do governo. Estamos abertos a participação de quem quiser aderir e se somar à nossa causa. A nossa determinação é continuar ocupando o espaço, estamos aqui em forma de protesto, e não pretendemos sair enquanto Michel Temer não cair”, disse a produtora de cinema.

Sayonara Moreno/Agência Brasil
Grupo criou coletivo de trabalhadores, artistas e movimentos culturais
A partir da ocupação, o grupo criou um coletivo de trabalhadores, artistas e movimentos culturais, o Ocupa MinC Bahia, com uma página no facebook, a OcupaMinc Ba. Na plataforma, uma carta aberta foi divulgada, como forma de explicar o motivo da ocupação.
"Ocupamos para demonstrar insatisfação generalizada com o governo interino. Não é legítima a forma como ele foi empossado, não é legítima a extinção e fusão de ministérios, não é legítimo o enfraquecimento dos mecanismos de controle independentes, não é legítima a diminuição da representatividade. Não respaldamos esse governo! As primeiras falas, as primeiras ações, a estética e as primeiras posturas deste governo apontam na direção do retrocesso, do autoritarismo, da austeridade, da violência institucional e desrespeito às conquistas históricas de espaços de diálogo com a sociedade", diz a carta.
Fonte - Agência Brasil  18/05/2016

sexta-feira, 25 de março de 2016

Movimentos sociais fazem manifestação pela democracia em várias cidades do país

Política

Rio de Janeiro - Público participa do Festival pela Democracia, do grupo Frente Povo sem Medo, na Cinelândia, com artistas contrários ao impeachment da presidenta Dilma Rousseff e defensores de uma saída à esquerda para a crise.Outras cidades como São Paulo, Fortaleza, Uberlândia e Brasília também ocorreram atos com o mesmo objetivo. Pela manhã, a Frente Povo sem Medo fez uma manifestação no shopping Rio Sul, em Botafogo.

Akemi Nitahara,
Marcelo Brandão e Daniel Mello
Repórteres da Agência Brasil

Fernando Frazão/Agência Brasil

A Frente Nacional de Mobilização Povo sem Medo e o coletivo Ocupa Carnaval promovem desde o fim da tarde de hoje (24) o evento cultural Festival pela Democracia, na Cinelândia, centro do Rio de Janeiro. Entre os artistas, grupos e blocos de carnaval anunciados estão BNegão, Otto, Gregorio Duvivier, Tico Santa Cruz, Grupo Maracutaia, Unidos do Baque Virado, Sarau do Escritório, Nada Deve Parecer Impossível de Mudar, Forró de Rabeca, Comuna que Pariu, Primavera das Mulheres, Centro de Teatro do Oprimido, Poesia Viral, Manifesto dos Escritores, Mario Lago Filho e DJ Fukô, entre outros. As duas entidades deixaram claro que não apoiam o governo federal.
O clima é de festa e reúne centenas de pessoas em frente à Câmara de Vereadores. O ato deve ir até a meia-noite no palco principal cedido pela organização da Paixão de Cristo, evento religioso que ocorrerá no local na segunda-feira (28). Uma das frases gritadas pelos organizadores é: "Golpe nunca mais. Eu tô nas ruas por direitos sociais". A frente usa as hashtags #saídapelaesquerda, #contraoimpeachment e #pelademocracia e distribuiu um manifesto, em que propõe uma “saída pela esquerda”. Segundo seus integrantes, a solução proposta pela direita representaria um “aprofundamento dos ataques a direitos sociais e trabalhistas”.
“Por isso não temos disposição de ir às ruas em defesa deste governo. Mas também não ficaremos calados e acovardados ante as ameaças ao que temos de democracia no Brasil. O ataque não é somente contra o PT. É contra o que quer que seja de esquerda neste país. Querem aniquilar o movimento social. Querem impor um ambiente de intolerância e linchamento, onde não há espaço para o pensamento e a ação críticos”, diz o manifesto.

Fernando Frazão/Agência Brasil
Com faixas e cartazes, os participantes do festival que ocupavamna a Cinelândia defendiam a democracia

Integrante do Ocupa Carnaval, Manu da Cuíca disse que o ato artístico é uma forma de diálogo com a política. "Os problemas que se apresentam hoje não são de agora. São problemas que têm tudo a ver com o sistema capitalista que a gente tem que enfrentar, tem que superar”, disse. Para a ativista, o festival é uma forma de colocar isso adiante, dentro dessa conjuntura. “Nós somos absolutamente contra o impeachment, e afirmamos que a saída é pela esquerda, com todas as pautas que colocamos aqui: contra o ajuste fiscal, conta a presença do exército na favela, pela legalização do aborto. Enfim, uma série de pautas acumuladas pela esquerda em toda a sua história e que precisam urgentemente ser colocadas em prática".
A professora municipal Raquel Nascimento, integrando dos coletivos Magdalena Nastácia e Cor do Brasil, ambos de Teatro do Oprimido, participou de uma performance do gênero no meio do público. Em cena, atores, a maioria negros, questionam os caminhos que um possível golpe levaria o país.
"O teatro do oprimido pensa a arte como forma de militância, a gente está aqui hoje não só para manifestar, mas para fazer pensar os rumos dessa sociedade. A gente sabe que hoje a gente já vive estado de exceção, principalmente nas favelas. A gente que é preto sabe, eu já fui detida pela polícia. A gente pode, a qualquer momento, ser visto como suspeito. Mas a gente sabe que, com esse iminente golpe, tudo pode ser muito pior. Então a gente tira o questionamento para pensar junto, mas a gente sabe que nó seremos um dos setores mais afetados".

Fernando Frazão/Agência Brasil
A Cinelândia, no centro do Rio, foi tomada pelos participantes do Festival pela Democracia, do grupo Frente Povo sem Medo

O cientista social Yuri Rafael Freire da Silva afirma que há um golpe em marcha e, por isso, é preciso ir às ruas e "dar a cara a tapa". "Eu, como uma pessoa de esquerda, que defende um processo democrático, que defende o resultado de uma eleição presidencial, que foi feita de forma amplamente democrática, não posso cruzar os braços e assistir a um impeachment, que seria nada mais do que um golpe branco, um golpe dado dentro da esfera institucional", afirmou.
Outras cidades como São Paulo, Fortaleza, Uberlândia e Brasília também ocorreram atos com o mesmo objetivo. Pela manhã, a Frente Povo sem Medo fez uma manifestação no shopping Rio Sul, em Botafogo.

Manifestação em Brasília
Em Brasília, cerca de 70 manifestantes, segundo a Polícia Militar, protestaram contra o impeachment da presidenta Dilma Rousseff caminhando por uma das principais vias do centro da capita federal. O grupo, formado pelo Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) e a Frente Povo sem Medo, participou do ato, chamado de Em Defesa da Democracia e de uma Saída pela Esquerda.

Valter Campanato/Agência Brasil
Manifestantes tentam entrar em shopping na região central de Brasília

Às 17h os manifestantes começaram a se concentrar em frente ao shopping Pátio Brasil, localizado a cerca de 3 quilômetros do Congresso Nacional. Perto das 19h, o grupo caminhou pela W3 Sul, em direção à W3 Norte, ocupando duas faixas da pista. Nesse momento, o trânsito ficou congestionado para os motoristas que seguiam no sentido Asa Norte.
A marcha seguiu escoltada pela Polícia Militar. Os manifestantes erguiam bandeiras e faixas, além de gritar palavras de ordem. Uma delas era “nossa luta é todo dia, não vai ter golpe vai ter democracia”. A marcha foi curta e os participantes tentaram entrar em outro shopping.
A segurança, no entanto, impediu a entrada do grupo. Alguns dos manifestantes se queixaram de terem sido barrados. Em seguida, foram em direção ao prédio da Rede Globo em Brasília, ao lado do shopping.
Os protestos contra o que chamam de “golpe”, além de ofensas à emissora, continuaram. A entrada da Rede Globo foi protegida por um efetivo de cerca de 30 policiais. Por volta das 20h, o grupo se dispersou, embarcou em três ônibus e deixou o local.

Manifestação em São Paulo
Em São Paulo, manifestantes saíram em passeata na noite de hoje (24) contra a tentativa de impeachment da presidenta Dilma Rousseff. O ato, que teve concentração no Largo da Batata, zona oeste da capital paulista, foi organizado pela Frente Povo Sem Medo, que reúne diversos movimentos sociais. Com carros de som, bandeiras e camisas vermelhas, os militantes fecharam completamente um dos sentidos da Avenida Brigadeiro Faria Lima e Luís Carlos Berrini. O líder do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), Guilherme Boulos, ao discursar no início do protesto falou sobre a atual situação política do país.
“O que nós estamos vivendo hoje no país autenticamente uma tentativa de golpe, como ocorreu no Paraguai, em 2012, e em Honduras, em 2009. Um golpe que busca não só atacar liberdades democráticas, mas também os direitos sociais”, disse ao comparar o processo vivido por Dilma ao enfrentado pelo paraguaio Fernando Lugo e o hondurenho Manuel Zelaya, ambos destituídos da Presidência.
Boulos enfatizou, no entanto, que a manifestação não era uma defesa do governo, mas, sim, contra o golpe e em favor da manutenção dos direitos sociais. “Nós não estamos aqui para defende governo nenhum”, ressaltou. “Não estamos aqui para defender ajuste fiscal, que o povo pague a conta da crise e reformas que vão atuar contra os direitos dos trabalhadores”, acrescentou.
A diarista Jeane Campos (35 anos) levou o filho Iudi, de seis anos, porque acredita que o governo Dilma trouxe melhorias ao país. “Ela ajudou muito nos negócios do trabalho, da escola para as crianças, na saúde”, disse. Ela teme que a situação piore com a saída da presidenta. “Acho que a gente perde muita coisa”, disse a militante do MTST, que veio de Embu das Artes, na Grande São Paulo, para participar do ato.
O medo de retrocessos também foi o que motivou a estudante Iolanda Frutoso (19 anos) a ir ao protesto. “A direita que está tentando tomar o poder sempre nos explorou, pisou em nós. Eu acredito que nós temos que lutar pelos nossos direitos sociais, pelas nossas conquistas”, disse, citando como exemplo os programas de financiamento para o ensino superior.

Daniel Mello/Agência Brasil
Em São Paulo, manifestantes saíram em passeata na noite de hoje (24) contra a tentativa de impeachment da presidenta Dilma Rousseff

Nesse contexto de disputa política, Iolanda acha que os meios de comunicação têm tentado influenciar a opinião pública em favor da destituição de Dilma. “A mídia dá um foco maio nessa questão de tirar o PT, para as pessoas acreditarem no impeachment”, destacou.

Impeachment
O presidente do PT, Rui Falcão, disse acreditar que o processo de impeachment contra a presidenta não será aprovado pelo Congresso. “Eu estou confiante de que não haverá impeachment. Não há base legal para o impeachment. A tese das pedaladas [fiscais] já foi praticamente derrotada”, disse em entrevista.
Falcão também defendeu a nomeação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva como ministro da Casa Civil. A indicação foi suspensa por uma decisão do ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal. O mérito da questão ainda precisa ser analisado pelo plenário da Corte. “Não há nenhuma razão para obstruir uma medida que é de cunho exclusivamente administrativo, que é prerrogativa da presidenta. O Lula é ficha limpa, não há nenhuma razão para ele não ser ministro”.
Fonte - Agência Brasil  24/03/2016

segunda-feira, 23 de setembro de 2013

Prefeitura do Rio promove iniciativa para chamar a atenção de pedestres

Transito

Tânia Rego
ABR
Rio de Janeiro – Para estimular as pessoas a atravessarem a rua na faixa destinada aos pedestres, a prefeitura da cidade contratou artistas para grafitarem desenhos, em cores vivas, em 30 dessas faixas. Os grafiteiros também escreveram a frase Agora que você prestou atenção, respeite a faixa. O objetivo é mostrar a importância de atravessar no local certo e, aos motoristas, que respeitem a sinalização

























Fonte - Agência Brasil 23/09/2013