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domingo, 15 de dezembro de 2019

Trem que liga estados de Rio e Minas vai partir de Três Rios

Transportes sobre trilhos/Turismo  🚄🚃🚃

Prevista para ser inaugurada no ano que vem, a rota deverá atrair para a cidade cerca de 800 turistas a cada fim de semana. Para receber os visitantes a histórica estação de Três Rios, antes demolida, está sendo reconstruída no mesmo padrão colonial de antigamente. As obras estão avançadas e devem ficar prontas já em 2020.

O Dia
foto - ilustração/Amigos do Trem
O transporte ferroviário foi um dos grandes responsáveis pelo desenvolvimento do Brasil. Esquecido há décadas, esse tipo de locomoção tem tudo para ser um dos principais atrativos turísticos de Três Rios. Tudo por conta do trem que ligará o município fluminense à cidade de Cataguases, no estado de Minas Gerais.
Prevista para ser inaugurada no ano que vem, a rota deverá atrair para a cidade cerca de 800 turistas a cada fim de semana. Para receber os visitantes a histórica estação de Três Rios, antes demolida, está sendo reconstruída no mesmo padrão colonial de antigamente. As obras estão avançadas e devem ficar prontas já em 2020.
O trajeto tem 168 quilômetros de distância e vai interligar oito municípios, sendo dois no Rio de Janeiro e outros seis em Minas Gerais. O trajeto completo começa em Três Rios, passa por Chiador, Sapucaia, Além Paraíba, Volta Grande, Recreio, Leopoldina e termina em Cataguases.

Obras acontecendo
A inauguração da linha turística, mas que no futuro também poderá servir para o transporte de mercadorias e matéria prima, como antecipou o próprio prefeito Josimar Salles, ainda não aconteceu por conta de obras na linha férrea. Neste primeiro momento, segundo a prefeitura, o objetivo é a recuperação de todo o sistema ferroviário para proporcionar segurança e conforto aos passageiros.
Ainda sem previsão de estréia, o trem deverá entrar em funcionamento também em 2020. Ainda não há informações sobre o custo da passagem.
Fonte - O Dia  13/12/2019

terça-feira, 30 de abril de 2019

MPF recomenda que ANTT agilize liberação de trem que ligará BH a Brumadinho

Transportes sobre trilhos  🚄🚃🚃🚃🚃

A iniciativa já conta com o apoio da Comissão Extraordinária Pró-Ferrovias Mineiras, da Assembleia Legislativa de Minas Gerais, que em dezembro do ano passado recomendou à ANTT a liberação do projeto, e da própria concessionária do ramal ferroviário, que informou a elaboração de estudos de viabilidade para implantação do trem turístico para Inhotim.

Estado de Minas
foto - ilustração
O Ministério Público Federal (MPF) recomendou à Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) que agilize os processos de liberação do projeto de trem de passageiros ligando Belo Horizonte a Brumadinho, em Minas Gerais. Esse projeto, de iniciativa da Associação de Preservação das Tradições e do Patrimônio Cultural de Santa Bárbara (Apito), pretende utilizar parte da malha ferroviária arrendada à concessionária MRS Logística para instalar uma linha de transporte de passageiros entre Belo Horizonte e o Museu de Inhotim, situado em Brumadinho, a cerca de 64 quilômetros da capital mineira.
A iniciativa já conta com o apoio da Comissão Extraordinária Pró-Ferrovias Mineiras, da Assembleia Legislativa de Minas Gerais, que em dezembro do ano passado recomendou à ANTT a liberação do projeto, e da própria concessionária do ramal ferroviário, que informou a elaboração de estudos de viabilidade para implantação do trem turístico para Inhotim. Ainda em dezembro de 2018, a MRS Logística encaminhou ao Ministério do Turismo carta de anuência permitindo a continuidade do projeto, que há mais de dez anos vem sendo proposto pela Apito e reivindicado por outras entidades de defesa do transporte ferroviário.
A recomendação também foi encaminhada ao Departamento Nacional de Infraestrutura Terrestre (Dnit), órgão responsável pela gerência do patrimônio ferroviário herdado da antiga Rede Ferroviária, para que sejam efetuadas as cessões dos bens móveis, e às concessionárias MRS Logística e VLI/FCA, para a adoção de diversas providências. Entre elas está a disponibilização, pela MRS, de locomotivas e pessoal de campo e a permissão da passagem do trem de passageiros para Brumadinho no trecho sob concessão da Ferrovia Centro-Atlântica (FCA)-VLI Logística, que pertence à Vale.
Fonte - Revista Ferroviária  30/04/2019

quarta-feira, 30 de janeiro de 2019

O presidente da Vale não pode dizer que não sabia

Ponto de Vista  🔍

Para José Manoel Ferreira Gonçalves, também presidente da FerroFrente, "a prisão dos engenheiros atinge apenas a ponta do iceberg. A sociedade brasileira já deixou claro que quer a punição dos mandantes, e não apenas dos funcionários, que não passam de testas-de-ferro. O presidente da Vale não pode dizer que não sabia".

Portogente
Divulgação/Corpo de Bombeiros de MG
A pergunta que se faz: por que apenas a prisão de empregados e engenheiros da Vale? Por isso, o engenheiro José Manoel Ferreira Gonçalves, também presidente da FerroFrente, voltou a entrar em contato com o Portogente para reiterar a "notícia crime" contra o presidente da mineradora, Fabio Schvartsman, diante da prisão dos engenheiros responsáveis por laudos sobre a barragem, ocorrida nesta terça-feira (29/01).
Para ele, "a prisão dos engenheiros atinge apenas a ponta do iceberg. A sociedade brasileira já deixou claro que quer a punição dos mandantes, e não apenas dos funcionários, que não passam de testas-de-ferro. O presidente da Vale não pode dizer que não sabia".
O advogado do engenheiro noticiante esclarece que a prisão preventiva é importante "para assegurar a melhor investigação dos fatos, já que o presidente da Vale pode atuar para ocultar provas e coagir testemunhas. O fato de manter poder e ascendência sobre a companhia já é fundamento suficiente para uma prisão preventiva".
Fonte - Portogente  30/01/2019

quarta-feira, 15 de agosto de 2018

Trem Turístico Rio Minas chega nesta quarta-feira em Três Rios

Turismo ferroviário  🚄🚃🚃🚃

Após um ano de reuniões entre os prefeitos dos municípios envolvidos, ONG Amigos do Trem, Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) e a concessionária VLI, o Trem Turístico Rio Minas vai estar na cidade para apresentação e ficará no município durante os próximos dias. Em breve será inaugurado este importante projeto turístico.

Prefeitura de Três Rios
ANPTrilhos
Nesta quarta-feira (15), o Trem Turístico Rio Minas chega ao município de Três Rios. A chegada do primeiro trem de turismo interestadual do país está prevista para 15h na Avenida Condessa do Rio Novo, no Centro.
Após um ano de reuniões entre os prefeitos dos municípios envolvidos, ONG Amigos do Trem, Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) e a concessionária VLI, o Trem Turístico Rio Minas vai estar na cidade para apresentação e ficará no município durante os próximos dias. Em breve será inaugurado este importante projeto turístico.
O trem, que apresenta capacidade para 800 passageiros, vai percorrer um trajeto de 168 km entre Três Rios e Cataguases (MG), passando por outras cidades, entre elas: Sapucaia, Chiador, Além Paraíba, Volta Grande, Palma, Recreio e Leopoldina. Ao todo são 15 vagões adquiridos pela iniciativa privada, com apoio do Grupo Mil e participação efetiva da Prefeitura de Três Rios.
“Convido a todos para prestigiarem a chegada do Trem Turístico Rio Minas. O trem representa o resgate da história ferroviária, transformando o turismo e o desenvolvimento econômico do município de Três Rios. A expectativa é grande para o início dos passeios. A cada fim de semana, 800 turistas estarão na nossa cidade. É a transformação do sonho em realidade”, afirmou o prefeito Josimar Salles.
Fonte - ANPTrilhos  15/08/2018

sexta-feira, 20 de julho de 2018

Revitalização de linha férrea cria expectativa por aumento de trens turísticos no Sul de Minas

Turismo ferroviário  🚄🚃🚃🚃

Hoje a região possui duas linhas em funcionamento: o Trem da Mantiqueira, que circula em Passa Quatro (MG) e o Trem das Águas, que liga São Lourenço a Soledade de Minas (MG). Um outro trecho, entre Poços de Caldas (MG) e Águas da Prata (SP), chegou a ter um convênio assinado para reativação da linha, mas o projeto não saiu do papel. Há ainda a previsão para que seja implantado em breve um novo trem que faria o trajeto turístico entre Lavras (MG) e Varginha (MG).

G1
foto - ilustração
Com a publicação da licitação que irá escolher a empresa que fará a recuperação da linha férrea que liga São Lourenço (MG) a São Sebastião do Rio Verde (MG), o Sul de Minas já tem uma previsão para ganhar um novo trem turístico. A recuperação desta linha férrea, cria uma expectativa para que outros trechos também possam voltar a circular na região.
Hoje a região possui duas linhas em funcionamento: o Trem da Mantiqueira, que circula em Passa Quatro (MG) e o Trem das Águas, que liga São Lourenço a Soledade de Minas (MG). Um outro trecho, entre Poços de Caldas (MG) e Águas da Prata (SP), chegou a ter um convênio assinado para reativação da linha, mas o projeto não saiu do papel. Há ainda a previsão para que seja implantado em breve um novo trem que faria o trajeto turístico entre Lavras (MG) e Varginha (MG).
O G1 lista abaixo a situação de todos os trens turísticos em funcionamento no Sul de Minas e também os projetos e discussões de revitalização.

São Sebastião do Rio Verde
Em São Sebastião do Rio Verde, no dia 5 de julho, foi assinado um convênio para revitalização do trecho ferroviário de 20 km que liga o município a São Lourenço. No dia seguinte, a Prefeitura Municipal publicou o edital de licitação para contratar a empresa que terá um ano para concluir as obras.
“As empresas interessadas apresentarão a documentação do certame no dia 17 de agosto. E, no dia 24, serão apresentadas as propostas para as obras que deverão começar após as eleições, ainda em outubro deste ano”, fala o assessor de Controle Interno daPrefeitura de São Sebastião do Rio Verde, Claudinei Pascoal Ribeiro.
Segundo a Companhia de Desenvolvimento de Minas Gerais (Codemge), através de sua assessoria de comunicação, a recuperação dos trilhos que ligam São Sebastião do Rio Verde a São Lourenço, está orçada em mais de R$ 7,8 milhões. Desse valor, R$ 343,7 mil terão que ser bancados pelo município como contrapartida.
“A vigência do convênio é de 840 dias, com início neste mês de julho de 18. A contratação das obras caberá ao Município de São Sebastião do Rio Verde”, explica.
A prefeitura de São Sebastião do Rio Verde (MG) informou que já recebeu o valor de R$ 5,2 milhões. Outros R$ 2,2 milhões estão previstos para serem repassados em março de 2019. E ao final do processo de licitação, será aberto novo edital para exploração do trecho.

O Trem das Águas
O Trem das Águas de São Lourenço tem uma linha com 10 km de extensão, ligando as estações de São Lourenço e Soledade de Minas. Segundo a Associação Brasileira de Preservação Ferroviária (ABPF), entidade responsável pelo Trem das Águas, a Estação de São Lourenço, construída em 1925, foi recuperada e adaptada com infraestrutura e acessibilidade necessárias para a operação.
“A linha segue para Soledade margeando o Rio Verde, onde o turista tem a oportunidade de conhecer o aeroporto de São Lourenço e a pequena estação Parada Ramon, no KM 85”, detalha Bruno Sanches, presidente da associação.
Ele comenta que nos passeios de ida e volta, ainda pode haver feiras de artesanato local e orquestra de violeiros no trem. Todos os finais de semana e feriados, o trem parte em dois horários aos sábados e em um no domingo. Os valores do passaporte variam de R$ 65,00 a R$ 85,00, conforme a classe escolhida.

Trem da Mantiqueira
Outro trem turístico em funcionamento no Sul de Minas é o chamado Trem da Mantiqueira. Ele liga as estações central a de Coronel Fulgêncio em Passa Quatro (MG). Esta linha também tem 10 km de extensão. A Estação Central de Passa Quatro foi construída em 1884 e também foi recuperada.
“O trem inicia a subida da serra, passando pelas corredeiras do Manacá e a ponte Estrela. Há exposição fotográfica de minisséries filmadas no local (Mad Maria e JK), fotos de máquinas e carros recuperados pela ABPF além de fotos da Revolução Constitucionalista de 1932. Também é oferecido um passeio cortesia ao Túnel”, descreve Bruno.
O Trem da Mantiqueira funciona com dois horários aos sábados e um no domingo. O ingresso custa R$ 60,00.

foto - ilustração
Poços de Caldas
Um convênio assinado em janeiro de 2016, entre a Codemge e a Prefeitura de Poços de Caldas (MG), previa a recuperação e reativação do trem que ligaria Minas Gerais a São Paulo (Águas da Prata). No entanto, o projeto não chegou a sair do papel. A assessoria da Codemge, ex-Codemig, também informou que o acordo em questão tinha vigência de 20 meses e foi encerrado em setembro de 2017.
Na ocasião, “a execução dos serviços e obras necessários à implantação de Trem Turístico Cultural com tração a vapor em Poços de Caldas não foi adiante, considerando que a Prefeitura não concluiu o processo licitatório para contratação dos projetos necessários à implantação da iniciativa e não apresentou os documentos imprescindíveis ao andamento da ação. Portanto, não houve repasse de recursos, nem execução de obras durante a vigência do termo”, justifica.
Segundo o secretário de Turismo da Prefeitura Municipal de Poços de Caldas, Ricardo Oliveira, O repasse seria de R$ 10 milhões com contrapartida de R$ 2 milhões do município.
“Como o projeto já era para estar implantado em agosto de 2017, nós pedimos a prorrogação porque não tinha tempo hábil pra gente dar continuidade. Pedimos a prorrogação desse convênio e a Codemge não quis assinar essa prorrogação”, argumentou.

O Expresso do Rei
Um novo projeto pretende implantar um novo trem turístico entre Lavras e Varginha, passando por Carmo da Cachoeira (MG) e Três Corações (MG). A iniciativa é da ONG Circuito Ferroviário Vale Verde (CFVV). Segundo o presidente, César Mori Júnior, o trem turístico, que será chamado de “Expresso do Rei”, já tem uma locomotiva em funcionamento e há estudos sobre a reforma dos galpões.
“Todo processo de reforma da linha até Varginha está diretamente ligado à devolução da linha pela atual concessionária. Uma reunião em agosto, será feita com a Associação Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) para resolver essas questões”, explica.
A ideia é que o novo trem turístico possa utilizar parte de linhas férreas concedidas à Ferrovia Centro Atlântica, em especial pontos que passam dentro dos municípios, que hoje não são utilizadas, já que a empresa opra apenas a rota de escoamento do minério.
A ONG também faz um trabalho de recuperação dos galpões da antiga Rede Ferroviária Federal (RFFSA). Esse trabalhou resultou recentemente em uma visita da Comissão Extraordinária Pró-Ferrovias Mineiras da Assembleia Legislativa de Minas Gerais.
A VLI, a empresa controladora da Ferrovia Centro-Atlântica (FCA), que é atual concessionária da linha férrea, esclarece que o trecho faz parte do contrato de concessão e arrendamento firmado em 1996 e que, por questões de mercado, atualmente não há circulação de cargas na linha entre Lavras (MG) e Varginha (MG).
“Projetos com outras finalidades são submetidos pelo interessado à análise e aprovação da ANTT, órgão responsável por emitir tais autorizações especiais. Nesse sentido, o trecho citado dispõe de um projeto de trem turístico e a VLI vem oferecendo suporte técnico à entidade responsável pela proposta. A empresa aguarda a conclusão dos trâmites que estão em curso com a entidade e a ANTT”, explica a assessoria de comunicação através de nota.
Fonte - Abifer/G1  20/07/2018

quarta-feira, 27 de junho de 2018

Novo passeio de trem ligará Minas Gerais ao Rio de Janeiro

Turismo ferroviário  🚄🚃🚃🚃

A ideia do roteiro surgiu em 2015 para retomar a antiga linha de trem de passageiros entre Cataguases (MG) e Três Rios (RJ), desativada na década de 1970. No caminho também estarão ações nos municípios mineiros de Leopoldina, Recreio, Volta Grande, Além Paraíba e Chiador e o fluminense Sapucaia.

Gazeta do Povo - RF
foto - ilustração/Amigos do Trem
Um roteiro turístico de cerca de 170 quilômetros, que ligará oito cidades entre os estados de Minas Gerais e Rio de Janeiro deve ser inaugurado no segundo semestre: o Trem Rio-Minas. A estrada de ferro é utilizada atualmente para escoar a produção mineral da região.
A ideia do roteiro surgiu em 2015 para retomar a antiga linha de trem de passageiros entre Cataguases (MG) e Três Rios (RJ), desativada na década de 1970. No caminho também estarão ações nos municípios mineiros de Leopoldina, Recreio, Volta Grande, Além Paraíba e Chiador e o fluminense Sapucaia.
De acordo Paulo Henrique Nascimento, idealizador do passeio e presidente da Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (Oscip) Amigos do Trem, as composições poderão transportar até 850 passageiros por dia de funcionamento, nos dois sentidos da ferrovia. “Elas vão partir simultaneamente de Cataguases e Três Rios, e os turistas poderão fazer o trajeto completo ou trocar de trem no meio do caminho”, explica.

Natureza preservada
O passeio no Trem Rio-Minas pretende ser um resgate da história ferroviária brasileira. Ao longo do trajeto, que poderá ser percorrido em quase quatro horas, os passageiros poderão parar em estações que pertenciam à Rede Ferroviária Federal S/A (RFFSA) e que estão sendo revitalizadas pelas prefeituras. Há também um importante trecho da Zona da Mata mineira, de natureza preservada.
A proposta dos idealizadores é aquecer o apelo turístico da região. “No entanto, a gente ainda está na fase de negociação com a Agência Nacional de Transporte Terrestre (ANTT) e a concessionária Ferrovia Centro Atlântica, mais por questões burocráticas mesmo”, diz Paulo Henrique.

Investimento
Todo o passeio será feito em 15 vagões que pertenciam à Companhia Vale do Rio Doce, comprados em 2015 e revitalizados ao custo de R$ 1 milhão. Eles serão divididos em classes econômica e executiva e terão restaurante, lanchonete, espaço para eventos e acessibilidade para deficientes.
Paulo Henrique Nascimento conta que o trem Rio-Minas vai manter o patrimônio preservado e “gerar cerca de 500 empregos diretos e indiretos”. No entorno da ferrovia moram cerca de 9 mil pessoas.
O trem será operado apenas nos finais de semana e feriados com bilhetes vendidos em torno de R$ 100. No entanto, ainda não há previsão de quando inicia o passeio.
De acordo com o Ministério do Turismo, o Brasil possui atualmente mais de 30 trens turísticos em operação, entre eles o que liga Curitiba a Morretes e que teve a frequência diminuída para apenas os fins de semana durante a baixa temporada.
Fonte - Revista Ferroviária  26/06/2018 - (http:// www. revistaferroviaria. com.br/)

quarta-feira, 2 de maio de 2018

Trem turístico ‘Rio-Minas’ vai passar por seis cidades da Zona da Mata

Turismo ferroviário  🚄🚃🚃🚃

De acordo com o responsável pelo projeto, o presidente da Organização Não Governamental (ONG) Amigos do Trem, Paulo Henrique do Nascimento, este será o trem turístico com maior trajeto no Brasil e o primeiro a ligar dois estados.Os trilhos por onde os trens vão passar foram usados para o transporte de carga, principalmente de café, no início do século XX. Os turistas poderão ver e fotografar belas paisagens durante o caminho, com ruas, montanhas e outros atrativos.

G1
foto -  ONG Amigos do Trem/Divulgação
Com previsão para inauguração no segundo semestre de 2018, o trem turístico que vai ligar os estados de Minas Gerais (MG) e Rio de Janeiro (RJ) passará por seis cidades da Zona da Mata.
O trem vai iniciar a viagem em Cataguases e depois seguirá por Leopoldina, Recreio, Volta Grande, Chiador e Além Paraíba. O destino final será a cidade de Três Rios, já no estado fluminense.
De acordo com o responsável pelo projeto, o presidente da Organização Não Governamental (ONG) Amigos do Trem, Paulo Henrique do Nascimento, este será o trem turístico com maior trajeto no Brasil e o primeiro a ligar dois estados.
O presidente da ONG revelou ao G1 que serão duas locomotivas, com 15 vagões em cada, o que vai proporcionar uma capacidade total para o transporte de 860 passageiros. Ele explicou que uma delas vai sair de Cataguases e a outra de Três Rios. Elas vão se encontrar na estação de Além Paraíba.
Os trilhos por onde os trens vão passar foram usados para o transporte de carga, principalmente de café, no início do século XX. Os turistas poderão ver e fotografar belas paisagens durante o caminho, com ruas, montanhas e outros atrativos.
O trem também vai parar nas cidades que fazem parte do trajeto para apresentação dos elementos culturais e históricos de cada um dos locais. A previsão inicial é que os passeios sejam realizados nos finais de semana e feriados. Os preços e horários, no entanto, ainda não foram confirmados.
De acordo com Paulo Henrique do Nascimento, desde que a linha foi desativada para o transporte de carga, em 2015, a ONG vem trabalhando com o objetivo de viabilizar o trem turístico no trecho.
“Fomos trabalhando em parceria com as prefeituras dos municípios, com a iniciativa privada e órgãos de regulamentação de trânsito para fazer com que o projeto possa funcionar, o que será de grande importância para o turismo da região”, explicou.
Atualmente, o trem está funcionando em sistema de testes e aguardando que sejam feitas as revisões de todos os equipamentos e da ferrovia para que ele possa funcionar oficialmente. A liberação depende de aprovação da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT).
Fonte - Abifer  02/05/2018

sábado, 10 de setembro de 2016

Milhares de manifestantes participam de protesto em BH contra Temer

Política

Organizadores calculam em 20 mil o número de participantes, enquanto a Polícia Militar informou que não fará estimativa. Servidores de educação de todo o estado fizeram hoje uma paralisação de 24 horas e 2,5 mil deles participaram de uma assembleia na capital, no pátio da Assembleia Legislativa de Minas Gerais.

Léo Rodrigues
Correspondente da Agência Brasil
Leo Rodrigues/Agência Brasil
Servidores da educação de Minas Gerais e militantes do Levante Popular da Juventude se uniram na noite de hoje (9) para um protesto contra o governo de Michel Temer no centro de Belo Horizonte. É o segundo ato em menos de uma semana na capital mineira. Na última quarta-feira (7), durante o Dia da Independência, a tradicional manifestação do Grito dos Excluídos também reuniu milhares de pessoas críticas ao processo de impeachment de Dilma Rousseff que levou o político do PMDB ao poder.
Organizadores calculam em 20 mil o número de participantes, enquanto a Polícia Militar informou que não fará estimativa. Servidores de educação de todo o estado fizeram hoje uma paralisação de 24 horas e 2,5 mil deles participaram de uma assembleia na capital, no pátio da Assembleia Legislativa de Minas Gerais. Depois, eles seguiram em marcha até a Praça Raul Soares, onde aguardaram a chegada de 10 mil jovens de diversas partes do país que participavam do 3º Acampamento Nacional do Levante Popular da Juventude. O evento ocorria no Mineirinho, na Pampulha, e, de lá, os jovens saíram em passeata chegando à Praça Raul Soares por volta das 19h.

Lindbergh Farias
Com o reforço de outros manifestantes da cidade, os jovens e os servidores da educação juntos se dirigiram até a Praça da Estação, onde encerraram o ato. O senador Lindbergh Farias (PT/RJ) veio a Belo Horizonte para participar do protesto."Estamos apostando tudo nas mobilizações de rua, porque só assim iremos impedir o retrocesso. O Temer e sua turma pensavam que, afastando definitivamente a Dilma, eles iam aprovar um pacote de medidas contra os trabalhadores sem ter reação popular. Certamente eles estão surpresos. E cada dia eles falam uma barbaridade. Ontem o Ministro do Trabalho falou em aumentar a jornada diária do trabalho para 12h e hoje já teve que pedir desculpa".
Para o senador, o governo de Michel Temer é frágil. "Se Eduardo Cunha for cassado e resolver fazer uma delação, cai o governo. Não descarto que eles ainda tentem dar o golpe dentro do golpe, que seria chamar uma eleição indireta. Para nós, a saída tem que ser com uma escolha do povo." Ele disse ainda acreditar que, no domingo (11), o protesto em São Paulo terá mais pessoas do que no último final de semana quando os organizadores estimaram em 100 mil manifestantes. "São Paulo, que foi tão a favor do impeachment no começo desse processo, virou uma espécie de centro da resistência. Tem muita coisa mudando. Agora os domingos são nossos", disse.

Leo Rodrigues/Agência Brasil
Pautas
A paralisação de 24 horas dos servidores em educação teve como objetivo cobrar do governador Fernando Pimentel compromissos assumidos com a categoria. Eles lançaram também uma campanha pela suspensão de um edital de parceria público-privada lançado no ano passado pelo estado.
"Não achamos que a saída seja a privatização da escola pública. Então a paralisação teve essa tarefa de cobrar do estado as demandas pertinentes à nossa categoria e de denunciar os problemas nacionais que enfrentamos", disse Beatriz Cerqueira, presidenta estadual da Central Única dos Trabalhadores (CUT-MG) e coordenadora-geral do Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais.
Beatriz considera a atual conjuntura para a educação "a pior possível" devido às medidas em discussão no governo de Michel Temer, como o projeto da Escola Sem Partido e o Projeto de Lei 241/16, que congela gastos em saúde e educação por 20 anos.
"Como podemos pensar que o Brasil, que ainda não resolveu seus problemas na educação, vai paralisar seus investimentos na área por duas décadas? Além de não termos avanços nenhum nesse período, teremos retrocessos. Não teremos concursos públicos, salários serão congelados, ou seja, é um momento esquizofrênico. Isso sem falar no aumento do tempo para aposentadoria, que vai afetar todas as categorias", critica a sindicalista.

Batucada e palavras de ordem
O Levante Popular da Juventude foi responsável por dar criatividade à manifestação. Com muita batucada e diferentes palavras de ordem, eles organizaram várias alas. Entre as intervenções, o jovens encenaram, com grandes bonecos, prisões de Eduardo Cunha e Michel Temer e, ao final, destruíram um pato da Federação das Indústrias de São Paulo (Fiesp), um dos símbolos dos manifestantes que foram favoráveis ao processo de impeachment de Dilma Rousseff.
"Estamos aqui para dizer fora Temer, pedir diretas já e, ao mesmo tempo, queremos avançar para uma reforma política radical através de uma assembleia constituinte", disse Thiago Pará, coordenador nacional do Levante Popular da Juventude.
Fonte - Agência Brasil  09/09/2016

sexta-feira, 26 de agosto de 2016

Novo trem de passageiros,Vitória/Minas (EFVM) oferece wi-fi e entretenimento para usuários

Transportes sobre trilhos

Filmes e shows estão entre as novidades oferecidas no Trem de Passageiros da Estrada de Ferro Vitória a Minas.Cada passageiro tem a liberdade de acessar o conteúdo que quiser, direto do seu aparelho. Isso o possibilita de retroceder ou avançar uma mídia, sem interferir na programação dos demais.

Vale
foto - ilustração
​A partir desta sexta-feira, dia 26 de agosto, quem viajar no Novo Trem de Passageiros da Ferrovia Vitória a Minas, único do Brasil que opera longas distâncias diariamente, vai ter à disposição internet wi-fi e conteúdo de entretenimento off-line gratuitos. Ao abrir o ambiente virtual, o usuário acessa um espaço personalizado e amigável, com filmes e shows de sua preferência, sem a necessidade de conexão, nem de instalação de softwares adicionais ou aplicativos.
Cada passageiro tem a liberdade de acessar o conteúdo que quiser, direto do seu aparelho. Isso o possibilita de retroceder ou avançar uma mídia, sem interferir na programação dos demais. O servidor instalado tem compatibilidade com os principais sistemas operacionais como IOS, Android e Windows, encontrados em diferentes dispositivos como celulares, tablets e notebooks.
O sistema inclui um modem de alta sensibilidade e alcance,com antena externa e filtro para falsos sinais. Como o veículo geralmente está em movimento, a troca de torres é constante, mas isso é feito de forma rápida e imperceptível, garantindo internet com qualidade de cobertura 3G e 4G ao longo do trecho. Em alguns pontos da ferrovia, no entanto, a regularidade do serviço dependerá da disponibilidade de sinal das operadoras de telefonia móvel.
Em dois anos de história, o "Novo Trem", como é carinhosamente conhecido, já transportou 2 milhões de passageiros, volume que representa uma média de 82 mil passageiros por mês. Em seu trajeto diário entre o Espírito Santo e Minas Gerais, o trem passa por 51 localidades. A viagem dura, em média, 13 horas.

Mais conforto e segurança para o usuário
Fruto de um investimento de U$ 80,2 milhões, o Novo Trem de Passageiros da Estrada de Ferro Vitória a Minas conta com 56 novos carros, sendo 10 executivos e 30 econômicos, além de carros restaurante, lanchonete, gerador e cadeirante (destinado a pessoas com dificuldade de locomoção). Cada carro executivo tem capacidade para transportar 57 passageiros. Já os econômicos acomodam 75 pessoas. Em ambas as classes os carros são climatizados e contam com tomadas elétricas individuais nas poltronas para possibilitar o carregamento de equipamentos eletrônicos, como notebooks e telefones celulares.
Mais modernos, os banheiros receberam novo layout e tecnologias voltadas a priorizar o uso sustentável dos recursos naturais, como a substituição do papel toalha por ar quente para a secagem das mãos. O sistema de descarga é a vácuo, semelhante ao utilizado na indústria da aviação, o que reduz o consumo de água. Além disso, toda a composição conta com detector de fumaça, aumentando a segurança dos usuários.
Os carros da classe executiva contam com sistema de som e iluminação individualizados para dar maior conforto e comodidade aos viajantes. Outro diferencial são as poltronas, mais largas. Já o carro-restaurante conta agora com 72 lugares, o que representa um acréscimo de 56% em relação às antigas composições.
O equipamento também recebeu um novo sistema de abertura e fechamento das portas externas, bem como as localizadas entre um carro e outro, que é automático. A travessia entre os carros também mereceu melhorias e ficou ainda mais segura e confortável. Isso porque a conexão entre os vagões passou a ser vedada por um sistema de plástico emborrachado.
Os novos carros de passageiros apresentam ainda displays externos e internos, que exibem informações gerais sobre a viagem. Dados como destino e trajeto do trem, número dos carros, estações e paradas de embarque e de desembarque, entre outros, são algumas das orientações voltadas a facilitar ainda mais a viagem.

Estrada de Ferro Vitória a Minas em números
664 km é o percurso completo do Trem de Passageiros -30 pontos de embarque e desembarque - 42 municípios atendidos
1 milhão de passageiros transportados por ano (média histórica)

Preço da passagem (percurso completo):
Executiva - R$ 95 - Econômica - R$ 62
Com informações da Vale 25/08/2016

quarta-feira, 24 de agosto de 2016

Trechos privatizados de ferrovias estão desaparecendo em Minas

Ferrovias

Trechos de ferrovias que foram entregues para a iniciativa privada estão desaparecendo,hoje são 770 quilômetros totalmente abandonados.Só em Minas Gerais,o Ministério Público Federal calcula que o prejuízo para os cofres públicos ultrapasse R$ 1,2 bilhão.

Jornal Floripa
foto - ilustração/sinfer
O Ministério Público Federal está cobrando uma indenização milionária de empresas concessionárias acusadas de deixar abandonados trechos de ferrovias.
É uma rodovia, mas no local já passou trem: uma parte da linha de ferro está coberta pelo asfalto. O lavrador Ronilson Figueiredo diz que há 25 anos os trilhos seguiam por uma ponte.
“Acabou tudo. A gente falta, sente falta, né?”, conta.
Mas a perda não é só afetiva. Trechos de ferrovias que foram entregues para a iniciativa privada estão desaparecendo. Só em Minas Gerais,o Ministério Público Federal calcula que o prejuízo para os cofres públicos ultrapasse R$ 1,2 bilhão.
“Hoje são 770 quilômetros totalmente abandonados, e não houve pagamento, não houve cobrança por parte do Executivo”, diz Fernando de Almeida Martins, procurador da República em Minas Gerais.
O mato está crescendo, tomando conta da construção. O prédio, em ruínas, foi depredado. Dentro, parece que ele foi ocupado. Há restos de móveis, eletrodomésticos. Nos dois lados da estação não se vê qualquer vestígio da linha de trem que passava pelo local.
“Depois que desativou a linha, os trilhos foram roubados”, afirma a motorista Larissa Melo.
Um dos trechos foi devolvido ao governo federal porque a concessionária considerou sem viabilidade econômica. A devolução está prevista no contrato de concessão, assim como a responsabilidade da empresa pelos danos à ferrovia.
“Agora nós estamos entrando com ações civis públicas junto ao Judiciário para que esse dinheiro que é devido pelo abandono de quase mil quilômetros seja realmente pago”, afirmou o procurador.
A FCA, Ferrovia Centro-Atlântica, responsável pelo trecho, declarou que vai pagar indenização com obras determinadas pelo Ministério dos Transportes, num cronograma feito pela Agência Nacional de Transportes Terrestres, a ANTT.
“Para nós, isso é muito interessante porque esses recursos ficam destinados no modal ferroviário ao invés de ir para uma conta única do Tesouro. Então, para o desenvolvimento do setor ferroviário é importante que esses investimentos sejam mantidos na malha”, disse o superintendente da ANTT, Alexandre Porto.
No Brasil, em 1996 havia 28 mil quilômetros de trilhos. De acordo com o Ministério Público Federal, 16 mil quilômetros foram abandonados.
“Nós deveríamos estar financiando, incentivando a expansão da ferrovia para que ela carregasse mais cargas, desafogando as cidades e as estradas. Mas o que está acontecendo é o contrário, é uma desmobilização, uma redução da nossa atual malha ferroviária”, afirmou Paulo Resende, professor da Fundação Dom Cabral.
Fonte - Revista Ferroviária  24/08/2016

domingo, 1 de maio de 2016

Manifestantes contrários ao impeachment acampam no centro de Belo Horizonte

Dia do Trabalho

A concentração do ato começou às 10h, na Praça Afonso Arinos, e foi convocada pela Frente Brasil Popular, composta por diversas entidades e movimentos sociais.Na Praça da Liberdade, foi montado um acampamento para realizar atividades políticas e culturais ao longo dos próximos dias, a fim de mobilizar a população para resistir contra o processo em curso no Senado Federal.

Leo Rodrigues
Correspondente da Agência Brasil

Léo Rodrigues/Agência Brasil
Manifestantes contrários ao impeachment da presidenta Dilma Rousseff fizeram uma manifestação hoje (1º), no centro de Belo Horizonte, quando foi comemorado no país o Dia do Trabalhador. Na Praça da Liberdade, foi montado um acampamento para realizar atividades políticas e culturais ao longo dos próximos dias, a fim de mobilizar a população para resistir contra o processo em curso no Senado Federal.
Houve discussão na porta do edifício onde mora o senador Antônio Anastasia (PSDB), no bairro de Lourdes. Anastasia é ex-governador de Minas Gerais e atual relator do processo de impeachment no Senado. Um grupo de 50 manifestantes protestava no local, o que gerou bate-boca com pessoas favoráveis ao afastamento da presidenta Dilma Rousseff que passavam pelo local. O muro do edifício também foi pichado com a expressão “PSDB golpista”. Segundo a Polícia Militar, os ânimos se acalmaram e ninguém foi detido. O síndico do edifício registrou ocorrência de dano, mas autor da pichação não foi identificado.
Segundo a presidenta da (CUT-MG), Beatriz Cerqueira, o acampamento na Praça da Liberdade será por tempo indeterminado. "Não temos data para sair. Vamos avaliando pela conjuntura. A ideia é fazer daqui um lugar para debate do momento atual. Vimos anteontem, por exemplo, a justiça mineira tomar a decisão de impedir que as pessoas discutam o impeachment. Vamos nos manter vigilantes e debater todos esses ataques à democracia", explicou referindo-se à decisão do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) que, na sexta-feira (29), proibiu a realização de uma assembleia de estudantes da Faculdade de Direito da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).
A concentração do ato começou às 10h, na Praça Afonso Arinos e foi convocada pela Frente Brasil Popular, composta por diversas entidades e movimentos sociais. As lideranças se revezaram no microfone para lembrar a importância do 1º de maio para os trabalhadores. Para Beatriz Cerqueira, o ato resgatou o espírito do movimento sindical: "Nos últimos anos, o 1º de maio foi lembrado com festas e sorteios pelo movimento sindical. Esta não é uma data para festa, é uma data para luta. E este é o 1º de maio mais importante. Nos últimos 15 anos, nunca fomos tão atacados como agora. O cenário que se vislumbra é terrível para os trabalhadores do campo e da cidade, do mercado formal ou informal".

Leo Rodrigues/Agência Brasil
Na Praça da Liberdade, foi montado um acampamento para realizar atividades políticas e culturais

História
A greve dos metalúrgicos do ABC paulista foi lembrada pelo deputado estadual Durval Ângelo (PT. "Foi a mobilização em 1º de maio de 1978que deu um passo fundamental para derrubar a ditadura militar alguns anos depois. Historicamente, esta data sempre esteve vinculada à luta pelas liberdades democráticas. Hoje, vivemos uma situação análoga. Há um risco de retrocesso no Brasil e de perda de direitos", comparou.
A deputada federal Jô Moraes (PCdoB) disse que os trabalhadores precisaram deixar em segundo plano pautas tradicionais presentes em manifestações dos anos anteriores. "Sem dúvida, a marca principal desse Primeiro de Maio é a defesa da democracia, mais do que os avanços em direitos e salários. Porque se já é difícil para os trabalhadores lutar num ambiente democrático, nós não temos dúvidas de que será muito mais complicado com essa agenda apresentada pelo Michel Temer que nos leva de volta ao passado. Os mais prejudicados serão os trabalhadores", alertou.
Integrante do Movimento de Luta nos Bairros, Vilas e Favelas (MLB), Leonardo Péricles considera que a saída é crescer a unidade dos grupos de esquerda. O MLB não integra a Frente Brasil Popular. Movimentos que faziam oposição à gestão da presidente Dilma Rousseff se articularam em um outro grupo: a Frente Povo Sem Medo. Embora críticos das alianças que o PT realizou, defendem que este é um momento de mobilização conjunto e por isso se solidarizam com os atos da Frente Brasil Popular.
Mais cedo, aproximadamente 50 pessoas se reuniram na Praça da Liberdade para manifestarem apoio ao deputado federal Jair Bolsonaro (PSC). Eles gritavam palavras de ordem e exaltavam o deputado e o coronel do Exército Brilhante Ustra, condenado pela justiça de São Paulo por comandar sessões de tortura durante o regime militar, quando chefiava o Doi-Codi na capital paulista. O coronel foi homenageado por Bolsonaro em seu voto a favor da admissibilidade do impeachment da presidenta Dilma Rousseff.
Ainda assim, o servidor público Júnior Amaral, de 28 anos, entende que o deputado não quer a ditadura de novo no Brasil: "Nem ele e nem nenhum de nós aqui pede a ditadura. Isso é uma forma de a esquerda tentar deturpar a nossa manifestação. O que defendemos são os valores que existiam na época do regime militar, que eram o respeito ao país, a educação moral e cívica nas escolas, a segurança pública. A sociedade era muito mais segura. Naquela época, era cerceada a liberdade dos guerrilheiros. E, sinceramente, onde há guerrilheiros, sou a favor de que as forças policiais atuem para nos garantir a liberdade".
Júnior Amaral explica que a mobilização para o ato foi feita pela internet e que o objetivo é se contrapor a uma ditadura de opinião aliada à ideologia de esquerda que estaria vigorando no país: "A imprensa dá uma conotação distorcida da verdade. Os livros do Ministério da Educação dão a versão do governo federal. Por exemplo, o problema do movimento gay é que eles buscam privilégios e distorcem a opinião de quem tem opinião diferente. Ninguém aqui é contra homossexual. Mas não concordamos que crianças de seis anos sejam educadas nas escolas a partir de causas homossexuais. Essa é a posição do Bolsonaro, mas por ele ser autêntico e espontâneo, acaba dando abertura para interpretações equivocadas".
Houve a preocupação de que pudessem ocorrer conflitos com a marcha da Frente Brasil Popular, que vinha da Praça Afonso Arinos com destino ao mesmo local. A Polícia Militar, porém, conseguiu negociar com as lideranças dos dois movimentos para que houvesse compatibilidade entre os horários de saída e de chagada de cada manifestação. Ainda assim, discussões mais acaloradas ocorreram com críticos do deputado Jair Bolsonaro que passavam pelo local. Os policiais intervieram e prenderam uma pessoa, segundo eles, por desobediência.
Fonte - Agência Brasil  01/05/2016

quarta-feira, 16 de março de 2016

Alunos de Engenharia Mecânica da PUC Minas,visitam pátio de manutenção da CBTU

Transportes sobre trilhos

Durante a atividade extra classe, o grupo poderá conhecer os equipamentos utilizados pela manutenção da CBTU e as diversas atividades realizadas pelos técnicos da Companhia.

CBTU

O Pátio São Gabriel será transformado em sala de aula nesta quinta-feira (17/3), a partir de 13h30, quando a CBTU Belo Horizonte recebe mais de 40 estudantes do curso de Engenharia Mecânica da PUC Minas para uma visita técnica às instalações das oficinas.
Durante a atividade extra classe, o grupo poderá conhecer os equipamentos utilizados pela manutenção da CBTU e as diversas atividades realizadas pelos técnicos da Companhia. Com a visita, a Companhia busca contribuir para a formação profissional dos alunos, por meio da observação e do desenvolvimento das capacidades cognitivas e técnicas voltadas às exigências do currículo acadêmico e do mercado de trabalho.
De acordo com o professor de Manutenção Mecânica, Felipe Lage, a visita irá contribuir tanto para a formação profissional quanto para o enriquecimento pessoal dos alunos. “A programação tem como intuito mostrar aos estudantes a importância da manutenção preventiva e corretiva, além de proporcionar acesso a diferentes tipos de equipamentos e técnicas desenvolvidas no sistema metroferroviário, rotinas a que poucos deles têm acesso no dia a dia”.

Tecnologia à vista
Nas áreas da CBTU, a visita será acompanhada pelo coordenador operacional de Oficina Mecânica e Pneumática, Maurício Oliveira e pelos analistas técnicos Francisco Lopes e Amadeu Terra. O roteiro inclui também uma passagem pela Gerência de Material Rodante, onde os estudantes poderão conhecer o funcionamento dos equipamentos utilizados nas diversas áreas que compõem as oficinas, além de terem a oportunidade de observar os detalhes que caracterizam as frotas nova e antiga, bem como as diferenças tecnológicas existentes nos dois sistemas.
Fonte - CBTU  16/03/2016

sábado, 5 de dezembro de 2015

Um mês após tragédia em Mariana, causas e impactos ainda são investigados

Meio ambiente

“Saber o tamanho do estrago vai demorar, porque o estrago ainda não parou”, avalia Nilo D´ávila, coordenador de campanhas do Greenpeace. “Tem partes do rio que parecem estar asfaltadas. Não se vê água, se vê alguma água empoçando e buscando novos caminhos”, disse o especialista.

Maiana Diniz
Repórter da Agência Brasil
imagem/Ag.Brasil
Um mês após o rompimento da barragem de rejeitos de Fundão, em Mariana (MG), as causas e os impactos do derramamento de pelo menos 34 milhões de metros cúbicos de lama no meio ambiente, segundo o Ibama, ainda estão sendo levantadas.
“Saber o tamanho do estrago vai demorar, porque o estrago ainda não parou”, avalia Nilo D´ávila, coordenador de campanhas do Greenpeace. “Tem partes do rio que parecem estar asfaltadas. Não se vê água, se vê alguma água empoçando e buscando novos caminhos”, disse o especialista.
A onda de lama, formada após o desastre em 5 de novembro, destruiu vilarejos da cidade histórica de Mariana e só no distrito de Bento Rodrigues deixou mais de 600 desabrigados. De acordo com o Corpo de Bombeiros de Minas Gerais, já foram confirmadas 12 mortes, três corpos aguardam identificação e sete pessoas ainda estão desaparecidas na região.
As cerca de 200 famílias que tiveram as casas destruídas pela lama de rejeitos foram acomodadas pela mineradora Samarco, responsável pela tragédia, em hotéis e casas provisórias. Essas pessoas ainda não têm previsão de quando vão receber uma nova residência. Quatro dias após o rompimento da barragem, o Ministério Público enviou documento à Samarco pedindo ações imediatas de garantia dos direitos das vítimas, entre elas o pagamento de um salário mínimo por família atingida, mais um adicional de 20% para cada um dos dependentes e cesta básica.
Na última segunda-feira (30), a Samarco, empresa controlada pela brasileira Vale e pela australiana BHP Biliton, começou a entregar o cartão de auxílio financeiro às famílias mais atingidas, e segundo a empresa, os recursos estarão acessíveis a partir de hoje (5).
A medida tem o objetivo de oferecer a essas pessoas uma alternativa para pagamentos de despesas pessoais “como contas de cartão de crédito e prestações de eletrodomésticos, por exemplo”, disse o ex-morador de Bento Rodrigues Antonio Pereira, representante dos moradores da região em comissão criada para negociar com a mineradora.
Segundo Pereira, os moradores avaliaram que o valor proposto é insuficiente e pediram reajuste em encontro com o presidente da Samarco, Ricardo Vescovi, na terça-feira (1). “Pedimos o reajuste do valor do benefício para R$ 1,5 mil reais mensais por famílias, mais 30% por dependente, além de uma verba de reestruturação no valor de R$ 10 mil reais”. A Samarco ficou de responder à solicitação na próxima quinta feira (10), informou o motorista Antonio Pereira.

Qualidade da água
Depois de destruir o Rio do Carmo, próximo a Mariana, a lama chegou ao Rio Doce e ainda causa transtorno na captação de água em muitas cidades de Minas Gerais e do Espírito Santo. A cidade mineira de Governador Valadares, por exemplo, voltou a captar água no Rio Doce para abastecer a população de 280 mil habitantes uma semana após a chegada da lama, mas o Ministério Público de Minas Gerais informou na sexta-feira (4) que as amostras de água colhidas no dia 20 de novembro e analisadas pela central de apoio técnico do MP na região revelam que “os elementos alumínio, manganês, turbidez e cor aparente apresentaram concentrações superiores aos limites estabelecidos na Portaria do Ministério da Saúde”.
Em Colatina, no Espírito Santo, o Ministério Público federal e estadual do Espírito Santo (MP-ES), além do Ministério Público do Trabalho (MPT-ES) ajuizaram Ação Civil Pública na última segunda-feira (30) pedindo a suspensão imediata da captação de água do Rio Doce na cidade. De acordo com o MP, laudos de testes da água na região registram quantidades de arsênio, mercúrio, zinco, cádmio, manganês e chumbo na água superiores às estabelecida pelo Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama), em desacordo com os padrões de segurança e potabilidade. Nos dois casos, os MPs pediram providências das prefeituras e dos serviços de abastecimento sobre o problema e aguardam retorno.
A lama também provocou a morte de mais de 11 toneladas de peixes, prejudicando pescadores de Minas Gerais e do Espírito Santo que atuavam nos rios da Bacia do Rio Doce e no mar, próximo ao município de Linhares (ES). Segundo o Ibama, das mais de 80 espécies de peixes apontadas como nativas da bacia antes da tragédia, 11 são classificadas como ameaçadas de extinção e 12 são endêmicas do Rio Doce, ou seja, só existiam na região e podem desaparecer.
Para atender às comunidades que viviam dos rios atingidos, o Ministério Público do Trabalho em Minas Gerais (MPT-MG) assinou na sexta-feira (4) um termo de ajustamento de conduta (TAC) com a Samarco para assegurar proteção imediata a 11 mil ribeirinhos atingidos, cujo sustento dependia do rio. O acordo definiu que a Samarco também vai pagar a cada trabalhador um salário mínimo, com acréscimo de 20% por dependente, mais o valor correspondente a uma cesta básica do Dieese. A previsão é que os ribeirinhos comecem a receber a partir do dia 11 de dezembro, com pagamento retroativo até 5 de novembro.
O acordo também assegura proteção a empregados da Samarco até 1º de março de 2016 e tem abrangência em Minas Gerais e no Espirito Santo. Serão contemplados 2.686 empregados diretos da Samarco e 2.400 terceirizados nos dois estados. O Termo prevê ainda manutenção dos empregos até 1º de março de 2016, o pagamento de salários de empregados diretos e indiretos até essa data. Demissões posteriores ao prazo de duração do TAC deverão ser negociadas com sindicatos. Em janeiro, a empresa vai reabrir negociações coletivas com os sindicatos.
Fonte - Agência Brasil   05/12/2015

sexta-feira, 27 de novembro de 2015

União, Minas Gerais e Espírito Santo vão processar Samarco e Vale em R$ 20 bi

Meio ambiente

Em entrevista coletiva, a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, disse que cabe às empresas pagar pelos danos e que, dessa forma, os recursos não sairão do Orçamento Geral da União.A decisão foi anunciada há pouco, no Palácio do Planalto, após reunião da presidenta Dilma Rousseff com os governadores de Minas Gerais, Fernando Pimentel, e do Espírito Santo, Paulo Hartung.

Paulo Victor Chagas 
Repórter da Agência Brasil
Valter Campanato/Agência Brasil
O governo federal e os estados de Minas Gerais e do Espírito Santo vão processar a Samarco e as empresas Vale e BHP Billiton para que arquem com R$ 20 bilhões para as despesas de recuperação dos danos e revitalização das áreas atingidas pela tragédia ocorrida na região após o rompimento de uma barragem de rejeitos de mineração no município mineiro de Mariana, que resultou no despejo de mais de 50 toneladas de lama ao longo de 850 quilômetros do Rio Doce nos dois estados.
A ação será ajuizada na próxima segunda-feira (30) pela Advocacia-Geral da União e pedirá que a mineradora dê início à composição de um fundo de recursos de cerca de R$ 20 bilhões, que seja gerido pelos próximos 10 anos. O valor, que poderá ser aumentado ao longo da ação, compreenderá uma linha de quatro ações: acabar com os danos, minimizar os impactos do desastre, revitalizar e recompor biologicamente a bacia do Rio Doce e indenizar as pessoas que foram prejudicadas.
A ação foi proposta após avaliação feita pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), pela Agência Nacional de Águas (ANA) e pelo Instituto Chico Mendes. De acordo com o advogado-geral da União, Luís Inácio Adams, a ação será contra a Samarco, a Vale e a empresa anglo-australiana BHP Billiton. Ele informou que, como o dano permanece, o valor ainda pode ser alterado ao longo da ação.
A intenção do governo é que as empresas façam um ajustamento direto com a Justiça, mas, caso isso não ocorra, a União e os estados podem pedir o sequestro dos recursos com base no faturamento ou no lucro dessas empresas.
A decisão foi anunciada há pouco, no Palácio do Planalto, após reunião da presidenta Dilma Rousseff com os governadores de Minas Gerais, Fernando Pimentel, e do Espírito Santo, Paulo Hartung.
Segundo a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, que participou da reunião, cabe às empresas a responsabilidade cível, criminal e dos danos, além das multas, e dessa forma os recursos não serão obtidos por meio do Orçamento Geral da União. "O que foi perdido ali está perdido. A cadeia biológica não sera reconstruída. Temos que criar condições [para que haja revitalização da bacia]. Teremos que remediar determinadas áreas, trabalhar com sociedade civil e avaliar [os danos]", disse Izabella.

Efeitos a longo prazo e multas
O fundo será composto progressivamente pelos próximos dez anos. No entanto, assim como o valor, o prazo das ações também poderá ser estendido, já que o governo prevê que o efeito final das medidas poderá ser sentido pelos próximos 25 anos.
O fundo será privado e não vai passar pelos fundos estaduais, nem da União. A intenção do governo é de que seja administrado pelo Poder Judiciário
"As prioridades são definidas de acordo com um programa que vai ser ainda apresentado. A nossa ação pede que empresa faz uma proposta [de programa] que vai ser homologada pelo juiz. Nós vamos fiscalizar. Se a empresa fizer uma proposta inferior ao que for necessário à recomposição, vamos questionar", disse Adams.
O advogado-geral informou que a ação proporá que o juiz convide os municípios envolvidos, dos dois estados, a participar do processo. As três empresas estão em "pé de igualdade", afirmou Adams, já que, como são controladoras, a Vale e a BHP Billiton têm responsabilidade financeira e obrigação de supervisionar as ações da Samarco.
De acordo com Izabella Teixeira, os cinco autos de infração que o Ibama já emitiu nas últimas semanas determinam multas, que chegam a R$ 250 milhões com base em legislações sobre poluição por rejeitos e mineração. A ministra informou que o prazo para que a Samarco pague as multas ou recorra da medida ainda não venceu. Outros autos ainda serão protocolados pelo órgão, o primeiro deles relacionado a danos a áreas de preservação permanente.
Fonte - Agência  Brasil  27/11/2015

terça-feira, 3 de novembro de 2015

Rio e Minas criam super-trem para estimular turismo interestadual

Transportes sobre trilhos

Composição batizada de Expresso Trem da Terra tem previsão para início das operações no primeiro semestre de 2016.Os equipamentos, da década de 1970, oriundos da Fábrica Santa Matilde, estão sem utilidade e foram cedidos pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT). Eles serão recuperados em parceria com a iniciativa privada.

Francisco Edson Alves
foto - divulgação / ONG Amigos do Trem
Rio - Representantes políticos, empresários, voluntários e autoridades de diversos setores dos estados do Rio de Janeiro e Minas Gerais se uniram para criar o primeiro trem turístico interestadual do Brasil. Prevista para começar a circular no primeiro semestre do ano que vem e já batizada de Expresso Trem da Terra, a composição terá duas locomotivas, quatro vagões e dois carros-restaurantes.
Os equipamentos, da década de 1970, oriundos da Fábrica Santa Matilde, estão sem utilidade e foram cedidos pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT). Eles serão recuperados em parceria com a iniciativa privada.
Um dos carros do famoso Trem de Prata que passa por reforma, graças à parceria entre a Oscip Trem Amigo e empresários. Vagões de luxo estavam inoperantes desde 1998Foto: Divulgação / ONG Amigos do Trem
“Já protocolamos o projeto técnico operacional no Ministério dos Transportes e na Ferrovia Centro-Atlântica (operada pelo VLI - Valor de Logística Integrada, do Grupo Vale)”, diz o presidente da Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (Oscip)Amigos do Trem, Paulo Henrique Nascimento, idealizador do projeto.
Reuniões estão ocorrendo entre os prefeitos de oito cidades dos dois estados, empresários, a Inventariança da Rede Ferroviáira Federal, líderes dos governos estaduais, Associação Brasileira de Preservação Ferroviária\Porto Novo, Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) e DNIT, para agilizar o processo.

foto - divulgação / ONG Amigos do Trem
Paulo Henrique, Weder Silva e Carlos Guimarães , da Amigos do Trem, na locomotiva a ser reformada 

De acordo com Paulo Henrique, o Trem da Terra deverá circular entre as cidades de Sapucaia e Três Rios, no Centro Sul Fluminense, Cataguases, Recreio, Leopoldina, Chiador, Além Paraíba e Volta Grande, em Minas. O trecho tem 187 quilômetros de malha ferroviária explorada pela VLI, que, porém, desde 31 de julho está inoperante, com o fim dos carregamentos de bauxita (um tipo de pedra) que eram feitos pela concessionária.
Estudos apontam que por viagem serão transportados até 240 passageiros (60 em cada Carro). O preço do passeio, que vai durar cinco horas, inicialmente só nos finais de semana, custará entre R$ 40 e R$ 50 por pessoa. “Negociações com empresas vão propiciar a recuperação de cada carro por cerca de R$ 50 mil”, adianta Paulo Henrique. Em nível governamental, cada vagão reformado sairia entre R$ 800 mil e R$ 1 milhão.
“Estamos consolidando, juntos, sem vaidades, um grande projeto, que, além de interligar cidades dos dois estados, contribuirá para alavancar o turismo, o desenvolvimento econômico e social, e a preservação do patrimônio público ferroviário”, resume o prefeito de Três Rios, Vinicius Farah.

foto - divulgação / ONG Amigos do Trem
Carros-restaurantes e de passageiros do luxuoso Trem de Prata, que está sendo reformado numa oficina em Juiz de Fora, Minas Gerais

Órgãos reguladores terão que autorizar transporte de turistas
Em nota, a Ferrovia Centro-Atlântica informou, através do gerente de Relações Institucionais da VLI, José Osvaldo Cruz, que está acompanhando os estudos para as criação do Trem da Terra.
A concessionária, entretanto, alegou que possui concessão “exclusivamente para o transporte ferroviário de cargas no ramal”. O documento, porém, destaca os esforços da empresa.
“Visando auxiliar os autores da iniciativa, a concessionária repassou orientações sobre projeto especifico para tal transporte (de passageiros) e obtenção das autorizações legais junto aos órgãos reguladores do sistema”, diz um trecho da nota.
Durante as cinco horas de passeio, os turistas poderão curtir paisagens, cachoeiras, fazendas, casarios históricos, hidrelétricas, lagos e a tranquilidade característica das regiões Centro Sul fluminense e Zona da Mata mineira.

Trem terá feira móvel e vai gerar uns 500 empregos
O Expresso Trem da Terra, segundo a Oscip Amigos do Trem, vai gerar 500 empregos diretos e indiretos. “São pessoas que vão trabalhar no trem, na sua manutenção, nas estações de embarque e desembarque, e nas lojas de artesanatos.
O projeto fortalecerá também a agricultura familiar e chamada Economia Solidária. Homens e mulheres do campo terão nos restaurantes do trem, uma feira móvel, com artesanatos e produtos da culinária dos dois estados em estandes”, adianta Paulo Henrique Nascimento.
“Considerando o contexto de declínio social e econômico das últimas décadas na região, o Trem da Terra ajudará a recompor o cenário econômico”, diz, otimista, o prefeito Fernando Donzeles, de Além Paraíba (MG), lembrando que as estações serão transformadas em pontos de comércio e atrações culturais.

Mais dois ramais para turismo serão reativados no Estado do Rio
Trens necessitando de reformas para entrar em operação não faltam. Segundo a Oscip Amigos do Trem, há centenas espalhados no País. “A União nunca esteve tão intereressada na reativação deles, por isso temos insistido em parcerias”, ressalta Paulo Henrique.
Graças à parcerias, uma luxuosa Litorina (vagão com motor próprio), fabricada nos Estados Unidos há 57 anos, foi reformada e entrará em operação no final do ano em Miguel Pereira, no Sul fluminense.
Outra composição, o famoso Trem de Prata, que, por 40 anos ligou São Paulo ao Rio e parou em 1998, também está sendo reformada. Os vagõe têm poltronas individuais e cabines-dormitórios, como um hotel.
O governador Luiz Fern do Pezão autorizou estudos para a utilização do Trem de Prata na possível reativação de mais dois circuitos para lazer lazer, ligando Miguel Pereira, Vassouras, Paty do Alferes e Paraíba do Sul, e entre Lídice ( Rio Claro) e Angra dos Reis.
Fonte - O Dia  03/11/2015

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015

Passeio de Maria Fumaça atrai turistas para a histórica São João del Rei

Turismo ferroviário

Os visitantes se divertem nos 12 km de travessia entre os destinos, com uma viagem de 45 minutos de pura apreciação das diversidades ecológicas e belas paisagens que rodeiam a região e até hoje preservam a arquitetura do século XIX. A Maria Fumaça de São João del Rei é a mais antiga em operação no Brasil, e talvez por isso desperte tanta curiosidade.

Folha Vitória 

No Sudeste de Minas Gerais encontram-se dois grandes pólos turísticos: Tiradentes e São João del Rei. Mesclando um pouco de modernidade com as antigas tradições, a cidade de São João del Rei atrai turistas que desejam além de se divertir ter um conhecimento cultural mais abrangentes em relação as histórias que o local oferece.
Logo no centro da cidade é possível encontrar a antiga Estação Ferroviária da Estrada de Ferro Oeste de Minas (EFOM), inaugurada em 1881 também pelo imperador D. Pedro II. Nela, não somente construíram-se grandes histórias, como também é o local de onde ainda partem os tradicionais passeios de Maria Fumaça até a histórica cidade de Tiradentes.
Os visitantes se divertem nos 12 km de travessia entre os destinos, com uma viagem de 45 minutos de pura apreciação das diversidades ecológicas e belas paisagens que rodeiam a região e até hoje preservam a arquitetura do século XIX. A Maria Fumaça de São João del Rei é a mais antiga em operação no Brasil, e talvez por isso desperte tanta curiosidade.
A famosa locomotiva a vapor parte todas as sextas e sábados, às 10h e às 15h, e de domingos também às 10h e às 13h. Os valores só para ida são de R$ 40, e ida e volta R$ 56, sendo que crianças de 6 a 12 anos, estudantes e pessoas acima de 60 com a apresentação de documentos, ganham desconto de 50%, com o direito a meia entrada.
Na Estação da Avenida Hermílio Alves, 366, também encontra-se o Museu Ferroviário, com um acervo que apresenta maquinário, fotos históricas e outras locomotivas, que tanto quanto as viagens, agradam turistas e inclusive moradores locais durante todo o ano. O Museu funciona de quarta a sábado das 9h às 11h, 13h às 17h, e aos domingos das 9h às 13h.
Seja pelo simples apito do trem que empolga as crianças ou pela vista para a Serra de São José que impressiona a jovens e adultos, o passeio vale a pena e na maioria das vezes faz com que o visitante sinta que está voltando no tempo. Para maiores informações sobre pousadas em São João Del Rei acesse http://www.roteirodeturismo.com.br/hoteis-e-pousadas/minas-gerais/sao-joao-del-rei/.
Fonte - STEFZS  05/02/2015

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

Metrô de BH, ampliação depende de repasses da União, diz PBH

Transportes sobre trilhos

Ampliação do metrô de BH depende de repasses da União, diz PBH.Segundo a Prefeitura de Belo Horizonte (PBH), a ampliação do metrô de Belo Horizonte está dentro do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), formalizado em abril de 2012.

G1
foto - ilustração
O prefeito de Belo Horizonte Marcio Lacerda pediu ao Ministério das Cidades a criação de uma comissão com representantes do município, do estado e da União, para agilizar a expansão do metrô da capital. Ele se reuniu com o ministro da pasta Gilberto Kassab em Brasília.
Segundo a Prefeitura de Belo Horizonte (PBH), a ampliação do metrô de Belo Horizonte está dentro do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), formalizado em abril de 2012. O projeto prevê a expansão da Linha 1 (Eldorado/Vilarinho) até o bairro Novo Eldorado, em Contagem, na Região Metropolitana da capital.
Há ainda a expectativa de construção da Linha 2, entre as estações Calafate e Gameleira e irá em direção à região do Barreiro, e da Linha 3, que partirá da Estação Lagoinha em direção à Savassi, passando pela Praça Sete.
Ainda de acordo com nota divulgada pela PBH, "os projetos de engenharia desta primeira fase já estão concluídos e aguardam avaliação da Caixa Econômica Federal, que é o agente federal operador do PAC". O município também informou que as licitações para o início das obras dependem da transferência da direção do sistema de metrô, hoje operado pela Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU), para a empresa estadual Metrominas.
Uma outra fase da ampliação está inserida no Pacto da Mobilidade. Ainda de acordo com a PBH, "estão previstas a construção de dois trechos subterrâneos: um partindo do Calafate em direção ao Santa Tereza, com sete quilômetros de extensão e um outro, que vai da Savassi (Linha 3 acima) em direção ao Belvedere, com seis quilômetros de extensão". A prefeitura informou também que aguarda repasse dos recursos federais para fazer os projetos de engenharia.
A tão prometida ampliação do metrô promete aliviar o desconforto e diminuir os problemas dos passageiros de Belo Horizonte. A reportagem do MGTV 1ª Edição registrou os obstáculos enfrentados pelos moradores todos os dias. Eles são obrigados a viajar em trens lotados.
De acordo com a Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU), foi feito um investimento de R$ 172 milhões em dez novos trens, o que aumentaria a capacidade em 50%. Uma das composições deveria estar circulando desde janeiro, mas não entrou em operação. Ela ainda está em teste.
Com a volta das aulas nesta semana, o movimento aumentou e as estações estão mais cheias.
Atualmente 230 mil pessoas usam o transporte todos os dias, segundo dados da empresa. O número deve aumentar para 340 mil.
A assessoria da CBTU não soube informar quando os novos trens do metrô começam a funcionar. Por nota, disse apenas que os testes vêm sendo realizados normalmente e seguem um cronograma previamente elaborado. Segundo a empresa, tudo está dentro dos prazos estabelecidos.
Fonte - Revista Ferroviária  04/02/2015

quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

MP quer solução para portas do Move (BRT de BH)

Mobilidade

Laudo constatou que maioria dos equipamentos das estações não funciona.Portas das estações ficam abertas mesmo quando não há ônibus,o mau funcionamento das estruturas,que deveriam abrir e fechar automaticamente, pode gerar um prejuízo de aproximadamente R$ 30 milhões aos cofres públicos.

Cinthia Ramalho - O Tempo
Portas das estações ficam abertas mesmo quando
não há ônibus - Lincon Zarbietti/O Tempo
MG - Após o Conselho Regional de Engenharia e Agronomia de Minas Gerais (Crea-Minas) constatar, em perícia realizada no sistema Move, que a maioria das portas das estações não funcionam, o Ministério Público do Estado (MPMG) se reuniu, na tarde nesta quinta, com representantes da Superintendência de Desenvolvimento da Capital (Sudecap) para cobrar explicações sobre o problema. Segundo o promotor Eduardo Nepomuceno, o mau funcionamento das estruturas – que deveriam abrir e fechar automaticamente – pode gerar um prejuízo de aproximadamente R$ 30 milhões aos cofres públicos.
De acordo com o promotor, o MPMG investiga irregularidades nas obras do BRT e, por isso, pediu ao Crea-Minas que realizasse a perícia, em dezembro do ano passado. Com o laudo em mãos, Nepomuceno orientou a Sudecap a acionar a garantia do contrato administrativo para que o reparo das portas seja feito o mais rápido possível. Se o problema não for resolvido, a empresa responsável pela obra, que teve um investimento de aproximadamente R$ 30 milhões, deve devolver o dinheiro à prefeitura.
Nepomuceno destacou que, durante a reunião, o diretor de obras da Sudecap, Cláudio Neto, afirmou que não existem problemas no sistema de portas das estações, já que eles foram reparados na época em que as estruturas foram implantadas. “O diretor disse que o problema é operacional e também causado pelo vandalismo cometido pela população nas estações”.

Fiscalização 
Ainda de acordo com o promotor, agora, o MPMG vai realizar uma nova fiscalização nas estações do Move, que deve ter início neste mês. A Prefeitura de Belo Horizonte informou, por meio de nota, que a manutenção das portas automáticas já encontra-se a cargo dos consórcios concessionários, atuais responsáveis pelos custos operacionais dos sistemas de bilheteria e acesso do transporte coletivo.

Vistoria
Laudo. O Conselho Regional de Engenharia e Agronomia de Minas Gerais (Crea-Minas) avaliou, no último mês de dezembro, 808 portas presentes em cerca de 90 estações da capital.
Fonte - O Tempo  29/01/2015

quinta-feira, 16 de outubro de 2014

Professores mineiros vão às ruas denunciar gestão de Aécio frente à educação estadual


Política

“Choque de gestão” do ex-governador causou prejuízo de R$ 8 bilhões à Educação, déficit de um milhão de vagas, perdas salariais e até desvio de recursos federais para a merenda escolar - Estudantes e educadores se unem em ato contra precarização da educação estadual durante os governos tucanos

Marcelo Carota,especial para a RBA 
BETO NOVAES/EM/D.A PRESS
Belo Horizonte – Na tarde desta quarta-feira (15), na Praça da Liberdade, na capital mineira, foi realizado o ato "Pela Educação, Aécio Não", organizado pelo Sindicato Único dos Trabalhadores da Educação de Minas Gerais (Sindute-MG), em protesto contra os estragos causados na educação pública do estado durante a gestão do ex-governador e presidenciável Aécio Neves (PSDB, 2003-2010), bem como por Antonio Anastasia (PSDB), seu ex-vice e sucessor, que elegeu para continuar à frente do governo do estado. O ato também marcou o apoio oficial do professorado mineiro à reeleição da presidenta Dilma Rousseff (PT).
Compareceram centenas de professores e militantes solidários à categoria, que assistiram a uma "aula política aberta" ministrada por dirigentes do sindicato, com as participações do vereador Arnaldo Godoy (PT), do deputado estadual reeleito Rogério Correia (PT), e da deputada federal reeleita Jô Moraes (PCdoB). Ao final da aula, os participantes seguiram em caminhada até a Praça 7, no centro de Belo Horizonte.
Na aula pública, foram repassados todos os pontos e fatos que, primeiro, desmitificam a eficiência que Aécio atribui ao choque de gestão que, com cumplicidade incondicional da mídia mineira, impôs à máquina pública e seus servidores; por fim, desmentiram o discurso que o candidato usa em debates, entrevistas e em seu programa eleitoral para falar da "reconhecida" excelência que seu governo conferiu à Educação em Minas, contemplando alunos, escolas e trabalhadores do setor.
No governo do tucano Fernando Henrique Cardoso (1995-2002), perdeu força uma concepção de educação como direito fundamental assegurado pelo Estado, em detrimento de uma visão mercantilizada, com a educação a ser oferecida como mais um serviço do pacote neoliberal de privatizações. Com isso, a rede pública de ensino, em todos os níveis, teve sua estrutura sucateada. Eleito para seu primeiro mandato como governador imediatamente após o fim da presidência de FHC, Aécio adotou a mesma cartilha para Minas, aprimorando apenas a retórica para justificar a manutenção de um modelo excludente de educação.

Fatos e fabulações
Em oito anos de sua gestão, Aécio nunca aplicou na Educação o mínimo de 25% do orçamento anual do estado, conforme determina a Constituição Federal. Com isso – e sem contar a gestão de Anastasia, que também descumpriu a Lei –, o ex-governador deixou de investir R$ 8 bilhões no setor. Não se sabe o destino de tanto dinheiro, mas alunos, professores e demais trabalhadores da educação sabem no que tamanha ingerência resultou para eles.
Os professores mineiros recebem um dos piores salários da categoria no país, e, nesse caso, devido a outro desmando de Aécio, que não cumpriu o Piso Salarial Profissional Nacional, Lei Federal 11.738, de 2008, criada no governo Lula (2003-2010). Além disso, acabou com as gratificações por tempo de serviço e congelou a progressão na carreira até 2015, tudo em favor de um plano de metas cujo único resultado eficaz foi o de adoecer professores, física e psicologicamente, graças à pressão e sobrecarga de trabalho impostas pela Secretaria Estadual de Educação para o cumprimento de tais metas. Hoje, a média salarial de um professor mineiro com 10 anos de serviço na rede estadual e pós-graduação é de R$ 1.013,32.
No caso dos profissionais da educação aposentados, o quadro é ainda mais crítico, em virtude da extinção do Fundo de Previdência dos servidores estaduais, que já somava R$ 3 bilhões. Sem este, e correspondendo unicamente aos critérios do choque de gestão, a aposentadoria dos trabalhadores do setor está pouco acima de um salário mínimo.
Sem os investimentos obrigatórios, a estrutura física das escolas estaduais, hoje, é precária: 633 unidades não possuem rede de esgoto; 1.991 não possuem refeitório; 1.984 não possuem quadras cobertas de esportes; 2.475 não têm laboratórios de Ciências; e quanto à merenda, boa parte dos recursos repassados pelo governo federal para tal finalidade nunca foi transferida para as escolas, faltando comida para os alunos.
Segundo alguns professores presentes ao ato, há, no interior de Minas, escolas improvisadas em postos de gasolina e motéis.
Outro grave problema derivado da negligência de Aécio e Anastasia para com a educação diz respeito às vagas para o ensino: apenas 35% das crianças mineiras conseguem se inscrever no ensino infantil, ao passo que, no ensino médio, faltam mais de um milhão de vagas. Os que conseguem se matricular, entretanto, não têm qualquer garantia de qualidade no aprendizado, uma vez que, para produzir números mais elogiosos a sua gestão, Aécio e Anastasia tiraram dos professores a autonomia para avaliação dos alunos, impondo a aprovação automática destes.

Reprovado
Graças a esse modus operandi, e com um preciso equilíbrio entre omissão da mídia "amiga" e autopropaganda diretamente proporcional, Aécio propaga como projetos o que não passam de produtos de marketing político, caso do "Poupança Jovem", que assiste apenas nove dos 844 municípios mineiros, tamanho desproporcional ao tratamento que o projeto recebe em seu programa eleitoral e, sobretudo, em seu discurso. Mas Aécio edita o que convém a sua imagem pública, conforme explica Mônica Maria de Souza, diretora estadual do Sindute-MG e professora nas redes estadual e municipal de ensino.
"O Ideb [Índice de Desenvolvimento da Educação Básica] foi criado pelo Inep [Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais] para reunir em um só indicador dois conceitos para avaliação da qualidade na educação: médias de desempenho nas avaliações e fluxo escolar. Mas, ao se limitar a esses conceitos, desconsidera problemas graves, como a exclusão do ensino e a falta de vagas escolares em Minas, fruto do choque de gestão de Aécio. Outra coisa. Com a aprovação automática, o conceito de médias de desempenho é contemplado, mas isso não significa de forma alguma que o aluno teve um aprendizado de qualidade. Mas, como a avaliação despreza estas questões, a nota final é boa, e ele faz toda essa propaganda disso”, pondera.
Aécio ainda se vale de outro expediente para exaltar os "feitos" da gestão tucana pela educação: personalista, nunca explica que a avaliação do Ideb não se refere à gestão do estado, mas à soma dos resultados obtidos nos municípios mineiros, graças aos esforços dos prefeitos e secretários municipais de Educação.
A diretora Mônica destaca que todos esses desmandos do agora presidenciável Aécio Neves foram denunciados pelo Sindute-MG, composto por mais de quatrocentos mil trabalhadores da Educação, ao longo de seus dois mandatos como governador. Nesse período, Aécio nunca recebeu a categoria, limitando-se a fazer acordos pontuais, que, segundo o sindicato, invariavelmente acabaram descumpridos. O ex-governador respondia às denúncias contra sua gestão com processos judiciais, na tentativa de calar seus opositores. Somente agora, nas eleições, foram movidos 27 processos contra o sindicato e contra dirigentes, pessoalmente.
O último processo, movido pela Coligação Todos por Minas, que tentou eleger governador Pimenta da Veiga, candidato de Aécio, dá a exata dimensão de como construiu a imagem de eficiência para si e sua gestão: o Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais (TRE-MG), depois de o Sindute-MG fazer uma campanha em que mostrava a real situação da Educação em Minas, proibiu o sindicato de fazer qualquer crítica à rede pública de ensino de Minas, com punição de R$ 100 mil por denúncia.
Para o deputado estadual Rogério Correia, um dos fundadores do movimento Minas Sem Censura, Aécio apenas repete o que fez durante oito anos como governador e continuou fazendo como senador e candidato: “Quando ele falava bem da educação ou de qualquer outro segmento em Minas, a realidade mostrava que ele estava mentindo, então ele mobilizava o Tribunal de Contas, o Tribunal de Justiça e a imprensa para calar a verdade, um verdadeiro estado de exceção. A resposta a isso veio nas urnas: seu candidato ao governo foi derrotado no primeiro turno, e ele também perdeu pra Dilma em Minas, o que o torna desacreditado como candidato a presidente. A verdade se estabelece".
Fonte - Rede Brasil Atual  16/10/2014