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sábado, 9 de junho de 2018

Odebrecht expõe FHC e PSDB. E Fascismo em alta, farsantes tentam se limpar.

Ponto de Vista   🔍

Temer & CIA venderam por R$ 3 bilhões três áreas de petróleo do pré-sal.  Venderam, e para competidores, o futuro pós 2022. Para norte-americanos da Esso, da Chevron em parceria com a anglo-holandesa Sheel. E para a norueguesa Equinor.  Isso no instante em que o destino expõe atores da Farsa. Expostos PSDB e Fernando Henrique na troca de mensagens entre o ex-presidente e Marcelo Odebrecht.  A 13 de setembro de 2010 FHC recorda o "jantar de outro dia". E pede recursos para campanhas de Antero de Barros, Mato Grosso, e Flexa de Lima, Pará.  E encerra o pedido escrevendo: "Envio abaixo os dados bancários". Odebrecht responde: "Fique tranquilo no que depende de nós".  Então FHC era ex-presidente. 

Bob Fernandes




imagem/YouTube

terça-feira, 27 de fevereiro de 2018

A Suíça entrega PSDB. Lula luta para não ser preso. FHC ouve clássicos. De camarote

Ponto de Vista  🔍

Foi a Suíça que comunicou às autoridades brasileiras a existência de R$ 113 milhões movimentados por Paulo Vieira de Souza......Vulgo "Paulo Preto", diretor da DERSA por 5 anos. Nomeado por Alckmin em 2005. A Folha informa: a Suíça mandou, não o Brasil foi buscar. E informações sobre 113 milhões submergiram num processo secundário em São Paulo.Deveriam estar em inquérito no Supremo que investiga Serra e Aloysio Nunes. Ligados a Paulo Preto, que serviu ao governo Serra e ameaçou na campanha 2010: -Não se abandona companheiro ferido à beira da estrada… Recado claríssimo, jamais investigado pra valer. Em 2012, CPI Cachoeira/ Delta, Paulo Preto escancarou, na revista Piauí: -Por que a CPI proibiu a abertura das contas do eixo Rio-São Paulo? Porque se abrir essas contas o Brasil cai.

Bob Fernandes



imagem - YouTube/Arquivo

quarta-feira, 19 de outubro de 2016

Delações contra gov. Temer e PSDB. Cadê os protestos?

Ponto de Vista

Ex-vice presidente da Odebrecht, Claudio Melo Filho negocia delação. E cita os mais próximos ministros de Temer por recebimento de propina, relata a Veja.Teriam sido R$ 3 milhões para Moreira Franco. Para Geddel Vieira Lima, quantia não relatada pela revista. Para Romero Jucá, presidente do PMDB, R$ 10 milhões. Moreira Franco é ministro-secretário no Programa Parcerias de Investimento, do governo Temer. Geddel é o ministro-secretário.


Bob Fernandes




imagem/YouTube

quinta-feira, 17 de março de 2016

MP aciona ex-prefeito de São Luis(Ma) por compra irregular de VLT

Política

O Ministério Público requer na ação,que o Poder Judiciário condene o ex-prefeito João Castelo (PSDB) ao ressarcimento integral do dano; perda dos bens ou valores acrescidos ilicitamente ao patrimônio.A ACP, de autoria do titular da 29ª Promotoria de Justiça de Defesa do Patrimônio e da Probidade Administrativa de São Luís, João Leonardo Leal, é baseada nas irregularidades verificadas no Pregão Presencial nº190/2012-CPL e na Concorrência de mesmo número

O Imparcial
foto - ilustração/Pregopontocom
São Luis - Ilegalidades em processos licitatórios abertos, em 2012, pelo ex-prefeito de São Luís, João Castelo Ribeiro Gonçalves, para aquisição de Veículos Leves sobre Trilhos (VLTs), implantação de trilhos e construção de estações de passageiros motivaram o Ministério Público do Maranhão (MPMA) a ajuizar, em 11 de março, Ação Civil Pública (ACP) por ato de improbidade administrativa contra o ex-gestor.
A ACP, de autoria do titular da 29ª Promotoria de Justiça de Defesa do Patrimônio e da Probidade Administrativa de São Luís, João Leonardo Leal, é baseada nas irregularidades verificadas no Pregão Presencial nº190/2012-CPL e na Concorrência de mesmo número.
O Pregão Presencial, de 28 de junho de 2012, objetivava a compra de seis VLTs para o Município de São Luís. Durante a fase de preparação do procedimento, somente uma das empresas consultadas, Bom Sinal Indústria e Comércio Ltda, apresentou proposta, com valor individual de R$ 7,84 milhões.
O contrato para aquisição de um veículo (atualmente ainda sem uso) foi assinado em julho daquele ano. Duas semanas após a assinatura, o Município celebrou o 1º termo aditivo, reduzindo o valor da contratação para R$ 6,4 milhões, dos quais foram pagos 97,5%.
No processo licitatório, o MPMA constatou que não foi prevista dotação orçamentária para a aquisição do veículo, o que resultou na insuficiência dos recursos para custear a despesa, levando o ex-prefeito João Castelo a emitir dois decretos de abertura de crédito no valor de R$ 6,5 milhões.
Os recursos foram remanejados das secretarias Extraordinária de Projetos Especiais (Sempe), de Informação e Tecnologia (Semit) e Urbanismo e Habitação (Semurh), sem autorização prévia da Câmara de Vereadores.
Outro ponto destacado na ação é a inexistência de estudo sobre o impacto orçamentário-financeiro da implantação do sistema de VLTs aos cofres do Município.
Para o promotor, a implantação do projeto obrigaria o Município de São Luís a arcar com custos não previstos anteriormente, referentes a limpeza, combustível, lubrificação e manutenção de trilhos, uma vez que "não houve nenhum planejamento nesse sentido, colocando em risco os cofres públicos, devido à provável demanda por novas despesas".



Concorrência
Paralelamente ao pregão, o Município realizou uma concorrência prevendo "contratação de empresa especializada em serviços de engenharia para implantação de projeto executivo, do Sistema de Veículos Sobre Trilhos".
O objetivo era a construção de uma via permanente e construção de estações de passageiros no trecho Terminal de Integração da Praia Grande-Bairro de Fátima.
Nesse processo, não houve detalhamento do orçamento da obra. Somente foi demonstrada de forma reduzida a composição do custo total estimado para os serviços, sem apresentação de custos unitários relativos à mão de obra, materiais, além de taxas e tributos.
"A falta de detalhamento do orçamento estimado não somente prejudica a avaliação correta dos custos dos serviços ofertados como também facilita a ocorrência de sobrepreço", explica João Leonardo Leal, na manifestação.
De fato, o valor estimado para a obra sofreu aumento significativo, mesmo sem nenhuma justificativa no processo licitatório. O valor inicial da licitação estimado para a contratação dos serviços (R$ 14.980.365,37) foi acrescido em 27,7%, chegando a R$19.096.142,63.
Na ACP, o Ministério Público questiona, ainda, a emissão das quatro ordens bancárias pelo Município para pagar os serviços de engenharia executados pela empresa Serveng Civilsan S.A.
As apurações demonstraram que, de acordo com o Portal de Transparência do Município, as ordens de pagamento constam como não pagas.
Segundo o promotor, a falta de planejamento orçamentário, impondo remanejamento de recursos para implantação a poucos dias das eleições municipais de 2012, a ausência de pagamento pelos serviços executados e o abandono da obra logo após a derrota do ex-gestor nas eleições revelam a intenção eleitoreira na realização da obra.
"A paralisação da obra da linha férrea, o material que já havia sido comprado e pago sem utilidade, estando sujeito à deterioração ao longo do tempo, demonstram total desprezo com os recursos públicos", resume o representante do MPMA.
Na ação, o Ministério Público requer que o Poder Judiciário condene o ex-prefeito João Castelo ao ressarcimento integral do dano; perda dos bens ou valores acrescidos ilicitamente ao patrimônio, suspensão dos direitos políticos de cinco a oito anos, pagamento de multa civil de até duas vezes o valor do dano.
As sanções solicitadas incluem, ainda, o pagamento de multa civil de até cem vezes o valor da remuneração recebida à época dos fatos e a proibição de contratar com o Poder Público ou receber benefícios ou incentivos fiscais ou creditícios, direta ou indiretamente.
Fonte - O Imparcial  16/03/2016

sábado, 27 de dezembro de 2014

Metrô e as falsas promessas de Alckmin

Política

O PSDB está no comando do Estado há duas décadas e São Paulo tem uma das mais baixas extensões do Metrô no mundo – o que provoca superlotação e panes constantes.Em 2015 serão entregues apenas duas estações do Metrô,e nenhuma da CPTM,

Por Altamiro Borges

O Estadão informa nesta sexta-feira (26) que o governador Geraldo Alckmin entregará apenas duas das nove estações do Metrô e da CPTM prometidas para 2015. Durante a campanha, ele manipulou dados sobre o sistema de transporte e jurou que ele seria ampliado. Agora, garantida a reeleição – graças à ajuda generosa do Estadão e do restante da mídia tucana –, ele confessa que as obras estão atrasadas e ainda tem o cinismo de afirmar que "elas não ficam prontas em 24 horas". O PSDB está no comando do Estado há duas décadas e São Paulo tem uma das mais baixas extensões do Metrô no mundo – o que provoca superlotação e panes constantes. O Estadão, que adora questionar a reeleição de Dilma, não poderia indagar também sobre o "estelionato eleitoral" do grão-tucano?
Segundo o jornalão, "o governo do Estado de São Paulo entregará, em 2015, menos estações de Metrô e de trem do que neste ano e também em um número menor do que havia anunciado. Pelo cronograma da gestão Geraldo Alckmin, no próximo ano serão inauguradas duas novas estações do Metrô – Oscar Freire e Higienópolis-Mackenzie – e nenhuma da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM)". O Estadão até ouviu as queixas de alguns usuários do transporte público – talvez eleitores arrependidos por terem votado no tucano. A consultora de marketing Margarete de Moraes desabafou: "Há uns sete anos ouço falar da Linha 17 e, até agora, nada, nem sombra de obra para esses lados. Só prometem e prometem prazos, mas não cumprem".
Diante das críticas, o governador Geraldo Alckmin deixou de lado o figurino de "picolé de chuchu" e reagiu com aspereza. "Como o senhor enxerga essa demora para a entrega de estações tanto do Metrô como da CPTM?", indagou o jornalista. E o tucano, na maior caradura, respondeu: "Olha, obras de Metrô, obras enterradas, caríssimas e complexas, você não faz em 24 horas". Talvez na próxima eleição, quando pretende disputar a Presidência da República, Geraldo Alckmin volte a prometer mais investimentos e agilidade nas obras. E, talvez, o jornalista do Estadão não faça mais perguntas incomodas!
Fonte - Blog do Miro  26/12/2014

domingo, 14 de dezembro de 2014

Lava Jato, nos trilhos do VLT de Santos

Política

PSDB teria recebido propina no VLT de Santos - Planilhas apreendidas pela Polícia Federal mostram cálculos feitos pela empresa Queiroz Galvão, relacionando valores recebidos em obras do VLT e doações feitas ao partido tucano durante as eleições

Portal Forum
Por Redação
foto - ilustração
Durante a sétima fase da Operação Lava Jato, que investiga um suposto desvio de recursos da Petrobras, a Polícia Federal apreendeu planilhas na sede da empreiteira Queiroz Galvão, em São Paulo. Os documentos faziam referência entre os valores recebidos pela empresa em obras públicas e as doações feitas a partidos e candidatos.
Segundo informações do jornal Folha de S. Paulo, a obra realizada pelo governo de São Paulo, por meio da Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos (EMTU) para a implantação do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) da Baixada Santista estava especificada nas anotações encontradas pela PF.
Neste caso, os papeis mostravam que foi aplicado um cálculo de “1,5% vezes 66%” no valor da obra, que seria de R$ 117,5 milhões. O resultado aponta a quantia de R$ 1,16 milhão, que a Queiroz Galvão reconheceu ser uma “provisão financeira para o PSDB”, partido do governador Geraldo Alckmin. Segundo a conta, dois terços do valor destinado a doações (1,5% do recebido líquido) foi para o PSDB.
Em outra planilha a que a polícia teve acesso, esse exato valor é atribuído ao PSDB Nac. [nacional]. Outros políticos destinatários de possíveis doações aparecem, com iniciais. Conforme explicações da própria empresa, “J.S” é o senador eleito José Serra (PSDB-SP), “P.S” é o candidato do PMDB ao governo Paulo Skaf e “E.A.” é o presidente da Câmara dos Deputados, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN). De acordo com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a empreiteira doou R$ 3,7 milhões ao diretório nacional do PSDB nas últimas eleições.
Conforme as investigações da PF, há ainda valores associados a outras obras, como o Contorno de São Sebastião (CSS) e Consórcio Monotrilho Leste (CEML), realizados pelo governo de São Paulo.
Fonte - Portal Forum  14/12/2014

sexta-feira, 21 de novembro de 2014

Tucano critica hipocrisia brasileira: ‘Cada um de nós tem um dedão na lama’

Política

Semler é empresário, advogado e administrador de empresas, formado pela universidade norte-americana de Harvard - Intitulado Nunca se roubou tão pouco, Semler inicia o texto com a certeza que “não sendo petista, e sim tucano”, sente-se à vontade para constatar que “essa onda de prisões de executivos é um passo histórico para este país”.

Por Redação - Correio do Brasil

“Agora tem gente fazendo passeata pela volta dos militares ao poder e uma elite escandalizada com os desvios na Petrobras. Santa hipocrisia”. A observação é do empresário Ricardo Frank Semler, 55, tucano desde a fundação do PSDB, chefe-executivo (CEO) e sócio majoritário da empresa Semco S/A, empresa brasileira reconhecida, internacionalmente, pela reengenharia corporativa e a implementação dos conceitos da democracia industrial que lhe valeram o destaque ao redor do mundo. Sob sua gestão, os rendimentos da indústria cresceram de US$ 4 milhões, em 1982, para US$ 212 milhões em 2003. Em artigo publicado na edição desta sexta-feira no diário conservador paulistano Folha de S. Paulo, no qual mantém uma coluna semanal, o empresário, advogado e administrador de empresas formado pela universidade norte-americana de Harvard não poupa críticas à sociedade brasileira.
Intitulado Nunca se roubou tão pouco, Semler inicia o texto com a certeza que “não sendo petista, e sim tucano”, sente-se à vontade para constatar que “essa onda de prisões de executivos é um passo histórico para este país”.

Leia, a seguir, a íntegra do artigo:
Nossa empresa deixou de vender equipamentos para a Petrobras nos anos 70. Era impossível vender diretamente sem propina. Tentamos de novo nos anos 80, 90 e até recentemente. Em 40 anos de persistentes tentativas, nada feito.
Não há no mundo dos negócios quem não saiba disso. Nem qualquer um dos 86 mil honrados funcionários que nada ganham com a bandalheira da cúpula.
Os porcentuais caíram, foi só isso que mudou. Até em Paris sabia-se dos “cochons des dix pour cent“, os porquinhos que cobravam 10% por fora sobre a totalidade de importação de barris de petróleo em décadas passadas.
Agora tem gente fazendo passeata pela volta dos militares ao poder e uma elite escandalizada com os desvios na Petrobras. Santa hipocrisia. Onde estavam os envergonhados do país nas décadas em que houve evasão de R$ 1 trilhão – cem vezes mais do que o caso Petrobras – pelos empresários?
Virou moda fugir disso tudo para Miami, mas é justamente a turma de Miami que compra lá com dinheiro sonegado daqui. Que fingimento é esse?
Vejo as pessoas vociferarem contra os nordestinos que garantiram a vitória da presidente Dilma Rousseff. Garantir renda para quem sempre foi preterido no desenvolvimento deveria ser motivo de princípio e de orgulho para um bom brasileiro. Tanto faz o partido.
Não sendo petista, e sim tucano, com ficha orgulhosamente assinada por Franco Montoro, Mário Covas, José Serra e FHC, sinto-me à vontade para constatar que essa onda de prisões de executivos é um passo histórico para este país.
É ingênuo quem acha que poderia ter acontecido com qualquer presidente. Com bandalheiras vastamente maiores, nunca a Polícia Federal teria tido autonomia para prender corruptos cujos tentáculos levam ao próprio governo.
Votei pelo fim de um longo ciclo do PT, porque Dilma e o partido dela enfiaram os pés pelas mãos em termos de postura, aceite do sistema corrupto e políticas econômicas.
Mas Dilma agora lidera a todos nós, e preside o país num momento de muito orgulho e esperança. Deixemos de ser hipócritas e reconheçamos que estamos a andar à frente, e velozmente, neste quesito.
A coisa não para na Petrobras. Há dezenas de outras estatais com esqueletos parecidos no armário. É raro ganhar uma concessão ou construir uma estrada sem os tentáculos sórdidos das empresas bandidas.
O que muitos não sabem é que é igualmente difícil vender para muitas montadoras e incontáveis multinacionais sem antes dar propina para o diretor de compras.
É lógico que a defesa desses executivos presos vão entrar novamente com habeas corpus, vários deles serão soltos, mas o susto e o passo à frente está dado. Daqui não se volta atrás como país.
A turma global que monitora a corrupção estima que 0,8% do PIB brasileiro é roubado. Esse número já foi de 3,1%, e estimam ter sido na casa de 5% há poucas décadas. O roubo está caindo, mas como a represa da Cantareira, em São Paulo, está a desnudar o volume barrento.
Boa parte sempre foi gasta com os partidos que se alugam por dinheiro vivo, e votos que são comprados no Congresso há décadas. E são os grandes partidos que os brasileiros reconduzem desde sempre.
Cada um de nós tem um dedão na lama. Afinal, quem de nós não aceitou um pagamento sem recibo para médico, deu uma cervejinha para um guarda ou passou escritura de casa por um valor menor?
Deixemos de cinismo. O antídoto contra esse veneno sistêmico é homeopático. Deixemos instalar o processo de cura, que é do país, e não de um partido.
O lodo desse veneno pode ser diluído, sim, com muita determinação e serenidade, e sem arroubos de vergonha ou repugnância cínicas. Não sejamos o volume morto, não permitamos que o barro triunfe novamente. Ninguém precisa ser alertado, cada de nós sabe o que precisa fazer em vez de resmungar.

Fonte - Correio do Brasil  21/11/2014

segunda-feira, 17 de novembro de 2014

Rastros tucanos na corrupção da Petrobras alertam autoridades

Política

A tentativa dos tucanos de transformar o escândalo em motivo para o impedimento da presidenta recém-reeleita foi identificada, e coibida, por setores do Judiciário - Aécio Neves foi patrocinado por seis das nove empreiteiras envolvidas na Operação Lava Jato.

Por Redação - Correio do Brasil
foto - ilustração
Se a direita pretendia usar a Operação Lava Jato para comprometer o governo da presidenta Dilma Rousseff, os fatos apontam para uma barreira intransponível de evidências quanto à participação de líderes dos partidos oposicionistas na roubalheira ocorrida, durante mais de uma década, na estatal brasileira de petróleo. A tentativa dos tucanos de transformar o escândalo em motivo para o impedimento da presidenta recém-reeleita foi identificada, e coibida, por setores do Judiciário.
Quatro delegados da Polícia Federal chegaram a usar uma rede social para atacar o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a presidenta Dilma Rousseff, às vésperas da eleição, em apoio ao candidato Aécio Neves, do PSDB. Trata-se dos principais responsáveis pela operação que investiga o esquema de corrupção na Petrobras, e a eles foram feitas delações premiadas, cujo suposto conteúdo foi “vazado” no período eleitoral. A megaoperação das prisões precipitou-se sobre o caso dos delegados e sua sugestiva atitude, abafando-o.
A onda de prisões foi deflagrada apenas 24 horas depois que os delegados responsáveis pelo caso Petrobras apareceram comprometidos, como autores, com manifestações explicitamente agressivas contra Dilma e Lula. E de apoio a Aécio Neves.
– O comportamento desses delegados não anula a existência nem diminui um fato grave, que é o escândalo da Petrobras, mas compromete a investigação. Esses delegados acreditam que são os salvadores da pátria, quando, na verdade, estão comprometendo a investigação. Na tentativa de alterar o resultado eleitoral, eles estavam evidentemente fazendo vazar depoimentos, quebrando o sigilo da investigação – disse o senador Roberto Requião (PMDB-PR) ao site Viomundo.

Vazamentos
Outra tentativa de influir no resultado eleitoral, com base na operação de caça aos corruptos na Petrobras, foi identificada pela Procuradoria Geral da República. O procurador-geral, Rodrigo Janot, afirmou a jornalistas que o advogado do doleiro Alberto Youssef, um dos delatores da Operação Lava Jato, era ligado ao PSDB e vazou informações seletivamente para influenciar as eleições realizadas em outubro.
– Estava visível que queriam interferir no processo eleitoral. O advogado do Alberto Youssef operava para o PSDB do Paraná, foi indicado pelo Beto Richa para a coisa de saneamento, tinha vinculação com partido – disse Janot.
Trata-se do advogado Antonio Augusto Figueiredo Basto, coordenador da defesa de Youssef. Por um ano entre 2011 e 2012, durante o governo tucano de Beto Richa, no Paraná, Basto teve um cargo de conselheiro do Conselho de Administração da Sanepar, a Companhia de Saneamento do Paraná.
Segundo Janot, Basto “começou a vazar coisa seletivamente” e foi avisado pela procuradoria a respeito do risco que a estratégia envolvia.
– Eu alertei que isso deveria parar, porque a cláusula contratual diz que nem o Youssef nem o advogado podem falar. Se isso seguisse, eu não teria compromisso de homologar a delação – disse.
Pelo acordo feito entre a PGR e os delatores, o conteúdo da delação premiada deve ser mantido em sigilo, sob pena de o acusado perder os benefícios negociados com os procuradores. Ainda assim, as declarações deram margem para o golpe midiático levado a termo pela revista semanal de ultradireita Veja, às vésperas do segundo turno das eleições.
Investigadores da Polícia Federal suspeitaram da armação no depoimento em que Youssef afirmou que tanto o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva quanto a então candidata à reeleição Dilma Rousseff, ambos do PT, sabiam do esquema de corrupção na Petrobras.
Youssef prestou depoimento em 21 de outubro e não citou Lula ou Dilma. Em 22 de outubro, Figueiredo Basto pediu para “fazer uma retificação no depoimento anterior” para acrescentar que “perguntou quem mais, além das pessoas já citadas pelo doleiro, sabia da fraude na Petrobras”, ao que Youssef teria afirmado “acreditar que, pela dimensão do caso, não teria como Lula e Dilma não saberem”.
A denúncia foi publicada na noite de quinta-feira 23 pela revista Veja, que naquela semana antecipou sua circulação semanal em um dia. No fim daquela semana, Aécio Neves (PSDB) e Dilma se enfrentariam no segundo turno das eleições presidenciais. No domingo 26, a capa da revista circulou em forma de panfletos por algumas das maiores cidades do País e um boato a respeito do suposto assassinato de Youssef circulou pelas redes sociais. Depois de publicada a matéria, Basto negou a existência da retificação.

PSDB envolvido
A prisão de empreiteiros, durante a sétima fase da Operação Lava Jato (http://correiodobrasil.com.br/noticias/brasil/justica-federal-nega-habeas-corpus-para-11-investigados-da-operacao-lava-jato/740302/ ), na última sexta-feira, elevou a temperatura dos discursos da oposição, com discursos impositivos de Aécio Neves e seus liderados.
– Tem muita gente sem dormir em Brasília – chegou a afirmar o senador mineiro, derrotado nas urnas pela presidenta Dilma.
A falação, porém, esconde o fato que, das nove empreiteiras alvo dos federais, seis financiaram sua campanha para presidente em um montante não inferior a R$ 20 milhões. A situação dos oposicionistas fica ainda mais delicada no momento em que, segundo Rodrigo Janot, a prisão de executivos e presidentes de grandes empreiteiras do país faça com que muitos dos detidos busquem o instituto da delação premiada para tentar reduzir o tamanho de suas penas.
– Isso é um rastilho de pólvora. Quando um começa a falar, o outro diz: Vai sobrar só para mim?’. E aí eles começam a falar mesmo – conclui.
Fonte - Correio do Brasil  17/11/2014

segunda-feira, 3 de novembro de 2014

Janot é contra pedido do PSDB para auditar resultado das eleições

Política

No entendimento de Janot, o pedido do PSDB é baseado em especulações de usuários das redes sociais, sem nenhum indício de fraude. "Não se pode justificar postura de um partido político do tamanho e da representatividade do requerente de, em baseando-se unicamente em comentários formulados em redes sociais, em boatos muitas vezes camuflados pelo anonimato, pretender a instauração de um procedimento que, a par de não previsto em lei, pode comprometer a credibilidade do sistema eleitoral deste país.

Andre Richter
Repórter da Agência Brasil  
foto - ilustração
O procurador-geral Eleitoral, Rodrigo Janot, enviou hoje (3) ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) parecer contrário ao pedido do PSDB para auditar o resultado das eleições presidenciais. Segundo o procurador, o partido “visa promover gravíssimo procedimento de auditoria sem que exista qualquer elemento concreto que o justifique”.
No entendimento de Janot, o pedido do PSDB é baseado em especulações de usuários das redes sociais, sem nenhum indício de fraude. "Não se pode justificar postura de um partido político do tamanho e da representatividade do requerente de, em baseando-se unicamente em comentários formulados em redes sociais, em boatos muitas vezes camuflados pelo anonimato, pretender a instauração de um procedimento que, a par de não previsto em lei, pode comprometer a credibilidade do sistema eleitoral deste país. Tal medida é de uma imprudência a toda prova, dada a real possibilidade de criar uma situação de instabilidade social e institucional", diz.
O procurador-geral também ressalta no parecer que medidas de fiscalização, públicas a todos os partidos, foram disponibilizadas ao PSDB, como cópias dos boletins de urna, de arquivos eletrônicos, além de acesso aos programas de totalização dos votos. “Vê-se, pois, a partir de tais exemplos, que o sistema eleitoral brasileiro, ao qual o partido requerente empresta tão pouca credibilidade, por conta de boatos postados em redes sociais, pode ser amplamente acompanhado e fiscalizado, em suas mais diversas fases, pelos partidos políticos, circunstância que, aliada á ausência de indícios mínimos de irregularidade apontados pelo requerente impõem o indeferimento do pleito", entende Janot
No pedido de auditoria, protocolado na semana passada, o PSDB diz ter “absoluta confiança” de que o tribunal garantiu a segurança do pleito, mas pretende tranquilizar eleitores que levantaram, por meio das redes sociais, dúvidas em relação à lisura da apuração dos votos. O partido solicitou que o TSE crie uma comissão formada por integrantes dos partidos políticos para fiscalizar todo o processo eleitoral, desde a captação até a totalização dos votos. O partido não pede a recontagem dos votos. O pedido deve ser julgado pelo plenário do TSE esta semana.
Fonte - Agência Brasil  03/11/2014 

Conluio entre PSDB e mídia conservadora esvazia pedido de recontagem de votos

Política

Ação assinada pelo deputado Carlos Sampaio (PSDB-SP) foi protocolada no TSE - O requerimento dos tucanos foi recebido com um profundo sentimento de indignação por parte dos magistrados e o ministro Noronha chegou a considerá-lo “prejudicial” à democracia.

Por Redação 
Correio do Brasil

O Plenário do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) prevê a análise, entre estas terça e quinta-feiras, do pedido de recontagem de votos da última eleição presidencial no país, após o pedido do PSDB para que seja verificada a “lisura” do processo de votação. A demanda, segundo apurou o Correio do Brasil, tende a ser arquivada, sob uma avalanche de críticas dos magistrados, após revelado o conluio entre a direção do partido e a mídia conservadora.
O candidato tucano derrotado nas urnas, Aécio Neves, perde estatura política após concordar com a decisão de seu partido que, nesta segunda-feira, foi alvo de alfinetadas de cinco dos sete ministros do Tribunal. Segundo o corregedor-geral, ministro João Otávio de Noronha, não há qualquer reparação ao resultado das urnas, no país, nem “nada que comprometa” a lisura do processo eleitoral.
O requerimento dos tucanos foi recebido com um profundo sentimento de indignação por parte dos magistrados e o ministro Noronha chegou a considerá-lo “prejudicial” à democracia. Seus pares chegaram a aplicar expressões como “desserviço” e “sentimento antidemocrático” para classificar a atitude dos perdedores. Durante o julgamento do pedido, no Plenário da Corte, estas expressões tendem a se repetir, posto não haver, segundo os magistrados que já leram a peça apresentada, “qualquer fato concreto” que sustente as suspeitas levantadas.

Armação na mídia
A ação protocolada com a assinatura do deputado Carlos Sampaio (PSDB-SP), coordenador jurídico da legenda, alega que a confiabilidade da apuração e a infalibilidade da urna eletrônica têm sido questionadas pela população nas redes sociais. Após as reações de indignação por parte de setores jurídicos, em todo o país, o que começou com um pedido de recontagem dos votos já mudou:
– Não tem nada a ver com pedido de recontagem dos votos nem estamos questionando o resultado. Só queremos evitar que esse sentimento de que houve fraude continue a ser alimentado nas redes sociais. O pedido é em defesa do tribunal – disse Sampaio a um site de notícias na internet.
Neves, o candidato tucano a presidente, recebeu votos de 51 milhões de eleitores (48,36%) contra 54,5 milhões (51,64%) da presidenta Dilma Rousseff (PT), reeleita para um mandato até 2018. O fato que gerou a petição do PSDB teria sido a série de denúncias publicadas nas redes sociais, mas há controvérsias.
Em artigo intitulado Uma bizarra simbiose, publicado neste fim de semana, na página do siteObservatório da Imprensa, o jornalista e escritor Luciano Martins Costa agrava ainda mais o quadro de terrorismo político no qual está inserida a ação do PSDB junto ao Tribunal, ao perceber que o pedido de auditoria na eleição presidencial, de iniciativa do PSDB, dividiu o alto da primeira página da edição de sexta-feira do diário conservador paulistano O Estado de S.Paulo com a principal notícia de economia. “O Globo registra o assunto também na primeira página, mas em uma nota sem grande destaque, e a Folha de S.Paulo deixa o tema sem menção na primeira página e o coloca em posição secundária na editoria Poder“, acrescenta Martins Costa.
“O fato, incomum na rotina de manchetes compartilhadas pelos jornais que dominam a cena da mídia nacional, chama a atenção. A razão é explicada por um vazamento da redação do Estado: um dirigente do PSDB teria sondado editores sobre qual seria a receptividade do jornal àquela notícia. Com a garantia de que a iniciativa poderia sair em manchete, os autores da medida resolveram se arriscar à aventura de questionar o resultado das urnas, sem o risco de serem execrados pela imprensa por sua atitude vexaminosa”, afirma o articulista.

‘Calendário de horrores’
“Agora, imagine-se o contrário: se, derrotado na disputa presidencial, o Partido dos Trabalhadores resolvesse pedir uma investigação sobre a lisura do processo eleitoral. Evidentemente, não apenas as manchetes, mas os editoriais, os colunistas, os analistas econômicos, os filósofos, os psicólogos e outros “especialistas” hospedados na mídia tradicional, e até os astrólogos, estariam mobilizados para condenar a insinuação de que o partido governista colocava em dúvida a justeza da decisão popular. No mínimo, os descontentes seriam considerados maus perdedores, mas o tom geral seria de condenação a uma suposta tentativa de golpe de Estado”, acrescentou.
Martins Costa questiona: “E tudo motivado por análises técnicas? Não. O que move os reclamantes é uma série de manifestações de correligionários nas redes sociais. O episódio coloca a sexta-feira, 31 de outubro, no calendário de horrores criado pela simbiose bizarra entre a imprensa hegemônica e a oposição ao Executivo federal. Numa escala imaginária de despautérios, fica apenas alguns graus abaixo da manobra consumada no último fim de semana, às vésperas do segundo turno da eleição presidencial, por um panfleto de campanha distribuído sob o logotipo da revista Veja. Não por acaso, o assunto é explorado pelo carro-chefe da Editora Abril (leia aqui) e justificado por um de seus mais dedicados pitbulls”.
“A iniciativa do PSDB poderia ser considerada uma tolice, não fosse a revelação de que se trata de operação combinada com pelo menos um dos principais jornais do país. Qual seria o efeito de tal notícia no ambiente das redes sociais digitais? Evidentemente, essa manobra tende a acirrar o radicalismo na parcela mais aloprada do eleitorado, aquela que prega diariamente o golpe militar e até o assassinato de adversários como ação política legítima. Sua escalada pode gerar uma crise de governabilidade”, ressalta.

Polarização política
Segundo o jornalista , “o fato de um dos principais partidos do país buscar apoio nesse substrato da cidadania, onde se aglomeram os mais insensatos entre os analfabetos políticos, demonstra a falta de espírito democrático de seus dirigentes, entre os quais já se alinharam alguns intelectuais respeitados. O fato de um jornal de influência nacional embarcar na aventura golpista revela o baixio a que se dispõe a mídia tradicional. Mas a adesão de Veja não surpreende: a revista simboliza há muito tempo a destruição do legado de Victor Civita, processo que pode ser mais bem analisado à luz da psicologia freudiana do que sob as muitas teorias da comunicação”.
“Quanto aos observadores da mídia, desponta aqui um tema interessante para ser considerado: carece de fundamento a suposição, bastante difundida a partir da distribuição dos votos na última eleição, de que os mais educados entre os eleitores tendem a votar com mais racionalidade. A se julgar pelas manifestações de energúmenos que pregam medidas antidemocráticas como reação à decisão soberana das urnas, pode-se afirmar que é nos estratos com mais anos de escolaridade que se expressam a insensatez, o desatino e a irresponsabilidade”, alerta.
Um estudo do instituto norte-americano Pew Research Center sobre a polarização política nos Estados Unidos, citado no artigo de Martins Costa, “mostra que conservadores se informam por fontes menos diversificadas – por exemplo, 88% deles confiam na reacionária Fox News – enquanto os cidadãos mais liberais usam uma variedade maior de fontes de informação e opinião. Aplicada ao Brasil, a pesquisa provavelmente mostraria como a mídia partidarizada contribui para acirrar os ânimos e coloca em risco a própria democracia”, conclui.
Fonte - Correio do Brasil  03/11/2014

quinta-feira, 16 de outubro de 2014

Professores mineiros vão às ruas denunciar gestão de Aécio frente à educação estadual


Política

“Choque de gestão” do ex-governador causou prejuízo de R$ 8 bilhões à Educação, déficit de um milhão de vagas, perdas salariais e até desvio de recursos federais para a merenda escolar - Estudantes e educadores se unem em ato contra precarização da educação estadual durante os governos tucanos

Marcelo Carota,especial para a RBA 
BETO NOVAES/EM/D.A PRESS
Belo Horizonte – Na tarde desta quarta-feira (15), na Praça da Liberdade, na capital mineira, foi realizado o ato "Pela Educação, Aécio Não", organizado pelo Sindicato Único dos Trabalhadores da Educação de Minas Gerais (Sindute-MG), em protesto contra os estragos causados na educação pública do estado durante a gestão do ex-governador e presidenciável Aécio Neves (PSDB, 2003-2010), bem como por Antonio Anastasia (PSDB), seu ex-vice e sucessor, que elegeu para continuar à frente do governo do estado. O ato também marcou o apoio oficial do professorado mineiro à reeleição da presidenta Dilma Rousseff (PT).
Compareceram centenas de professores e militantes solidários à categoria, que assistiram a uma "aula política aberta" ministrada por dirigentes do sindicato, com as participações do vereador Arnaldo Godoy (PT), do deputado estadual reeleito Rogério Correia (PT), e da deputada federal reeleita Jô Moraes (PCdoB). Ao final da aula, os participantes seguiram em caminhada até a Praça 7, no centro de Belo Horizonte.
Na aula pública, foram repassados todos os pontos e fatos que, primeiro, desmitificam a eficiência que Aécio atribui ao choque de gestão que, com cumplicidade incondicional da mídia mineira, impôs à máquina pública e seus servidores; por fim, desmentiram o discurso que o candidato usa em debates, entrevistas e em seu programa eleitoral para falar da "reconhecida" excelência que seu governo conferiu à Educação em Minas, contemplando alunos, escolas e trabalhadores do setor.
No governo do tucano Fernando Henrique Cardoso (1995-2002), perdeu força uma concepção de educação como direito fundamental assegurado pelo Estado, em detrimento de uma visão mercantilizada, com a educação a ser oferecida como mais um serviço do pacote neoliberal de privatizações. Com isso, a rede pública de ensino, em todos os níveis, teve sua estrutura sucateada. Eleito para seu primeiro mandato como governador imediatamente após o fim da presidência de FHC, Aécio adotou a mesma cartilha para Minas, aprimorando apenas a retórica para justificar a manutenção de um modelo excludente de educação.

Fatos e fabulações
Em oito anos de sua gestão, Aécio nunca aplicou na Educação o mínimo de 25% do orçamento anual do estado, conforme determina a Constituição Federal. Com isso – e sem contar a gestão de Anastasia, que também descumpriu a Lei –, o ex-governador deixou de investir R$ 8 bilhões no setor. Não se sabe o destino de tanto dinheiro, mas alunos, professores e demais trabalhadores da educação sabem no que tamanha ingerência resultou para eles.
Os professores mineiros recebem um dos piores salários da categoria no país, e, nesse caso, devido a outro desmando de Aécio, que não cumpriu o Piso Salarial Profissional Nacional, Lei Federal 11.738, de 2008, criada no governo Lula (2003-2010). Além disso, acabou com as gratificações por tempo de serviço e congelou a progressão na carreira até 2015, tudo em favor de um plano de metas cujo único resultado eficaz foi o de adoecer professores, física e psicologicamente, graças à pressão e sobrecarga de trabalho impostas pela Secretaria Estadual de Educação para o cumprimento de tais metas. Hoje, a média salarial de um professor mineiro com 10 anos de serviço na rede estadual e pós-graduação é de R$ 1.013,32.
No caso dos profissionais da educação aposentados, o quadro é ainda mais crítico, em virtude da extinção do Fundo de Previdência dos servidores estaduais, que já somava R$ 3 bilhões. Sem este, e correspondendo unicamente aos critérios do choque de gestão, a aposentadoria dos trabalhadores do setor está pouco acima de um salário mínimo.
Sem os investimentos obrigatórios, a estrutura física das escolas estaduais, hoje, é precária: 633 unidades não possuem rede de esgoto; 1.991 não possuem refeitório; 1.984 não possuem quadras cobertas de esportes; 2.475 não têm laboratórios de Ciências; e quanto à merenda, boa parte dos recursos repassados pelo governo federal para tal finalidade nunca foi transferida para as escolas, faltando comida para os alunos.
Segundo alguns professores presentes ao ato, há, no interior de Minas, escolas improvisadas em postos de gasolina e motéis.
Outro grave problema derivado da negligência de Aécio e Anastasia para com a educação diz respeito às vagas para o ensino: apenas 35% das crianças mineiras conseguem se inscrever no ensino infantil, ao passo que, no ensino médio, faltam mais de um milhão de vagas. Os que conseguem se matricular, entretanto, não têm qualquer garantia de qualidade no aprendizado, uma vez que, para produzir números mais elogiosos a sua gestão, Aécio e Anastasia tiraram dos professores a autonomia para avaliação dos alunos, impondo a aprovação automática destes.

Reprovado
Graças a esse modus operandi, e com um preciso equilíbrio entre omissão da mídia "amiga" e autopropaganda diretamente proporcional, Aécio propaga como projetos o que não passam de produtos de marketing político, caso do "Poupança Jovem", que assiste apenas nove dos 844 municípios mineiros, tamanho desproporcional ao tratamento que o projeto recebe em seu programa eleitoral e, sobretudo, em seu discurso. Mas Aécio edita o que convém a sua imagem pública, conforme explica Mônica Maria de Souza, diretora estadual do Sindute-MG e professora nas redes estadual e municipal de ensino.
"O Ideb [Índice de Desenvolvimento da Educação Básica] foi criado pelo Inep [Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais] para reunir em um só indicador dois conceitos para avaliação da qualidade na educação: médias de desempenho nas avaliações e fluxo escolar. Mas, ao se limitar a esses conceitos, desconsidera problemas graves, como a exclusão do ensino e a falta de vagas escolares em Minas, fruto do choque de gestão de Aécio. Outra coisa. Com a aprovação automática, o conceito de médias de desempenho é contemplado, mas isso não significa de forma alguma que o aluno teve um aprendizado de qualidade. Mas, como a avaliação despreza estas questões, a nota final é boa, e ele faz toda essa propaganda disso”, pondera.
Aécio ainda se vale de outro expediente para exaltar os "feitos" da gestão tucana pela educação: personalista, nunca explica que a avaliação do Ideb não se refere à gestão do estado, mas à soma dos resultados obtidos nos municípios mineiros, graças aos esforços dos prefeitos e secretários municipais de Educação.
A diretora Mônica destaca que todos esses desmandos do agora presidenciável Aécio Neves foram denunciados pelo Sindute-MG, composto por mais de quatrocentos mil trabalhadores da Educação, ao longo de seus dois mandatos como governador. Nesse período, Aécio nunca recebeu a categoria, limitando-se a fazer acordos pontuais, que, segundo o sindicato, invariavelmente acabaram descumpridos. O ex-governador respondia às denúncias contra sua gestão com processos judiciais, na tentativa de calar seus opositores. Somente agora, nas eleições, foram movidos 27 processos contra o sindicato e contra dirigentes, pessoalmente.
O último processo, movido pela Coligação Todos por Minas, que tentou eleger governador Pimenta da Veiga, candidato de Aécio, dá a exata dimensão de como construiu a imagem de eficiência para si e sua gestão: o Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais (TRE-MG), depois de o Sindute-MG fazer uma campanha em que mostrava a real situação da Educação em Minas, proibiu o sindicato de fazer qualquer crítica à rede pública de ensino de Minas, com punição de R$ 100 mil por denúncia.
Para o deputado estadual Rogério Correia, um dos fundadores do movimento Minas Sem Censura, Aécio apenas repete o que fez durante oito anos como governador e continuou fazendo como senador e candidato: “Quando ele falava bem da educação ou de qualquer outro segmento em Minas, a realidade mostrava que ele estava mentindo, então ele mobilizava o Tribunal de Contas, o Tribunal de Justiça e a imprensa para calar a verdade, um verdadeiro estado de exceção. A resposta a isso veio nas urnas: seu candidato ao governo foi derrotado no primeiro turno, e ele também perdeu pra Dilma em Minas, o que o torna desacreditado como candidato a presidente. A verdade se estabelece".
Fonte - Rede Brasil Atual  16/10/2014

domingo, 14 de setembro de 2014

Para encarar racionamento de água que Alckmin nega, o jeito é improvisar

São Paulo

Falta de água virou rotina em vários bairros de São Paulo, mas população não relaciona crise de abastecimento com má gestão do governo paulista - Garrafas pet são as escudeiras da família de Marina Simões para garantir a água da casa, que não tem caixa de água 

Rodrigo Gomes, da RBA 
DANILO RAMOS/RBA
São Paulo – O governador de São Paulo e candidato a reeleição, Geraldo Alckmin (PSDB), nega repetidamente haver racionamento de água na capital paulista. No entanto, a população das regiões norte, leste e oeste sofre com a alteração da rotina desde março. Cozinhar, lavar roupa e tomar banho só é possível antes de o sol se pôr. O padeiro que entrava à noite para adiantar a fornada da manhã, agora entra cedinho. Tudo porque as torneiras secam todas as noites nos bairros, sem aviso ou justificativa.
Duas pesquisas recentes apontavam que a população passa por um racionamento de água não declarado. O Instituto Datafolha, em agosto, concluiu que 46% dos paulistanos tinham sofrido interrupção no fornecimento de água, até 30 dias antes. No último dia 2, foi a vez de o Ibope revelar que 38% dos paulistanos tiveram o abastecimento cortado nos últimos três meses. Os dados demonstram que, em alguns lugares, a água não tem chegado regularmente.
Moradores e comerciantes dos bairros de Vila Maria Alta, Jardim Japão e Parque Novo Mundo (zona norte), Jardim Romano (leste) e Jardim Previdência (oeste) relatam que a água “some” todas as noites, entre 19h e 20h. E que as caixas só começam a encher a partir de 5h do dia seguinte, mas quando eles procuram a Companhia de Saneamento Básico de São Paulo (Sabesp) são informados de que não há nada de irregular no fornecimento.

Moro aqui há dez anos. Não é uma coisa comum', diz Elza"Moro aqui há dez anos. Não é uma coisa comum. Começou em março deste ano, todos os dias, a partir das 20h. Às vezes, um pouco mais cedo, outras, um pouco mais tarde. E só volta na manhã seguinte”, explica a aposentada Elza Mufalo, de 60 anos, moradora da Vila Maria. Na casa dela, só a descarga do banheiro está ligada na caixa d'água. Então, ela definiu que tudo que envolva uso da água da rua, inclusive o banho, deve ser feito antes de o sol se pôr.
Porém, a 300 metros dali, moradores da Vila Maria Alta não perceberam cortes no fornecimento. O trabalhador autônomo André Luiz Cancela avalia que, como os cortes são aleatórios, a água chega a alguns lugares e não a outros. Além disso, quem tem uma caixa d'água grande consegue passar pelo período seco adotando algumas medidas de economia, como reaproveitar água da lavagem de roupas e tomar banhos rápidos. “E pode nem perceber que a caixa não está enchendo durante a noite”, afirma.
Contudo o Parque Novo Mundo, o forró que virava as noites de sábado no Bar do Bigode está cancelado. A gerente do estabelecimento, Geralda Lopes, explica que, sem água a partir das 20h, não tem como manter o atendimento até a madrugada. “Não posso fazer suco, a louça vai amontoando, os banheiros ficam impossíveis”, descreve. E isso, apesar de ter mudado algumas práticas, como a limpeza do espaço, que agora é somente com pano úmido.

Na padaria, mudanças na rotina e na jornada de trabalho, por falta de águaNo térreo do sobrado em que Elza mora, funciona a padaria Dalvares, que também enfrenta o desabastecimento noturno. Algumas mudanças na rotina do trabalho tiveram de ser feitas, para ser possível fazer pão. Então, o padeiro, que entrava às 22h e trabalhava durante a madrugada, passou a entrar às 6h. Isso atrasou a produção e impôs um ritmo mais pesado, segundo o gerente Edvaldo Duarte.
Ao pensar na causa do problema, as pessoas mencionam a seca que atinge o estado e é “a pior em 80 anos”. Que não chove mais como antigamente. Que o clima está mudando. Poucas responsabilizam o governador Alckmin e a estatal Sabesp.
Dados Instituto de Astronomia e Geofísica da Universidade de São Paulo (IAG-USP) indicam que este foi o período com menos chuvas desde 1969. O pior desde a criação do Sistema Cantareira, em 1973. No entanto, os dados de mananciais disponibilizados pela própria Sabesp já demonstravam que, desde maio de 2013, as chuvas estavam menos intensas do que em anos anteriores. E nada foi feito.
O próprio documento de outorga para captação de água do Cantareira pela Sabesp, de 2004, já definia que a companhia devia realizar ações para reduzir a dependência do sistema. E, em 2009, um relatório elaborado pela Fundação de Apoio à Universidade de São Paulo (Fusp) pontuou que o sistema estava no limite da capacidade de fornecimento.
No Jardim Romano, abastecido majoritariamente pelo Alto Tietê, a situação não é diferente. A dona de casa Marina Simões guarda água em garrafas pet de dois litros, baldes e bacias. Mesmo assim, a filha mais velha não consegue tomar banho quando chega do serviço, às 22h. “Ela toma banho de manhã, porque a água que tem à noite é pra cozinhar, beber. Vai que não volta de manhã?”, cogita.

Darci: difícil entender as 'mágicas' da SabespLigar para a Sabesp também não costuma ser esclarecedor, segundo conta a aposentada Darci dos Santos Braga Duarte. Às vezes, se resolve “magicamente” a falta de água. “Tem dias que dá 9h e a água ainda não voltou. Daí a gente liga na Sabesp e eles dizem que não tem nada de errado. Quinze minutos depois, a água volta”, relata.
Na padaria de Ernesto Morais de Azevedo, o banheiro ganhou uma placa escrito “quebrado”, mas ele confessa que não é verdade. “Não posso gastar água com a descarga e a limpeza do banheiro, porque pode faltar para fazer o pão”, diz. Azevedo também garante que a situação começou neste ano. “Em cinco anos que tenho o comércio, nunca tinha faltado água.”
O sociólogo Gérson Brandão Júnior relata que já tomou alguns banhos de caneca neste ano, pois a volta do trabalho leva mais tempo do que a água para sumir dos canos. "Estamos deixando três galões de dez litros e mais umas garrafas pet sempre abastecidas. Quem vem do centro pra cá, depois do trabalho, tá sofrendo bastante, porque 19h30 não tem mais água", reclamou.
O jornalista Cyro Queiroz Fiuza, morador do Jardim Previdência, na zona oeste da cidade, contou que, além do racionamento noturno diário, chegou a ficar 48 horas sem água na semana passada. “É um absurdo o governo estadual dizer que não tem racionamento”, protesta.
Além dele – e dos demais entrevistados – pelo menos duas centenas de pessoas relataram falta de água nos últimos quatro meses em São Paulo, por meio do mapa colaborativo Faltou Água (www.faltouagua.com). Vila Madalena, Jardim Bonfiglioli, Butantã, Rio Pequeno (zona oeste); Vila Monumento, Ipiranga, Interlagos (sul); Jaçanã, Casa Verde, Jaraguá, Vila Guilherme, Perus (norte); e Itaim Paulista, Arthur Alvim, Cidade Tiradentes, São Miguel Paulista (leste) são alguns dos bairros relacionados onde falta água “regularmente” todas as noites.
A RBA procurou a Sabesp para questionar as causas da falta de água nos bairros, mas não teve retorno.
O Sistema Cantareira abastece oito milhões de pessoas nas regiões leste, norte e centro da capital paulista, além de 11 cidades da região metropolitana de São Paulo. Com a crise, admitida em 20 de fevereiro deste ano, o governo paulista ofereceu desconto de 30% na conta para quem reduzisse 20% no consumo de água médio de 12 meses.
Como isso não foi suficiente para que o nível das cinco represas que formam o Sistema Cantareira caísse menos por dia, a média diária é de 0,2%, a solução foi retirar água dos sistemas Alto Tietê e Guarapiranga para suprir parte da demanda do Cantareira. E utilizar o chamado “volume morto”, água que fica abaixo das comportas de saída por gravidade, que serve como sobrevivência do manancial. O esgotamento pode levar à seca irreparável das represas.
Hoje (12), o Cantareira atingiu 9,5% da capacidade, contando o volume morto. O governo Alckmin cogita utilizar também o volume morto do Alto Tietê, que chegou ao pior nível da história em agosto. Esse sistema está com apenas 14,1% da capacidade.
Fonte - RBA (Rede Brasil Atual)  14/09/2014

quarta-feira, 27 de agosto de 2014

Ação judicial cobra R$ 4 mi de ex-diretores do Metrô e da Alstom

Política

Entre os nove acusados na ação –quatro do Metrô, quatro da Alstom, além da própria empresa– está Ademir Venâncio, ex-diretor administrativo da companhia paulista e que também é investigado pela Polícia Federal.- Em novembro, a PF indiciou Venâncio sob a acusação de corrupção passiva, cartel e lavagem de dinheiro no inquérito sobre o cartel de empresas que atuou em licitações de trens entre 1998 e 2008, em governos do PSDB.

Folha de S. Paulo - Por RF
foto - ilustração
O Ministério Público pediu à Justiça que ex-diretores do Metrô de São Paulo e da multinacional francesa Alstom sejam condenados a devolver R$ 4 milhões aos cofres públicos, sob a acusação de terem assinado ilegalmente um contrato sem licitação que durou 18 anos (1989-2007) e teve 23 aditivos no período.
Dois dos aditivos incluíram novos itens no contrato que, na verdade, deveriam ser objeto de novas concorrências, segundo a Promotoria.
Entre os nove acusados na ação –quatro do Metrô, quatro da Alstom, além da própria empresa– está Ademir Venâncio, ex-diretor administrativo da companhia paulista e que também é investigado pela Polícia Federal.
Em novembro, a PF indiciou Venâncio sob a acusação de corrupção passiva, cartel e lavagem de dinheiro no inquérito sobre o cartel de empresas que atuou em licitações de trens entre 1998 e 2008, em governos do PSDB.
A ação proposta pelo promotor Nelson Luís Sampaio de Andrade cita ilegalidades no contrato para fornecimento do sistema de sinalização e controle de trens para as extensões norte e leste do Metrô, obtido sem licitação pela CMW, comprada pela Alstom.
Segundo o promotor, além da falta da concorrência, em 1997 Venâncio assinou aditivo que acrescentou e excluiu projetos, equipamentos e materiais ao negócio, desfigurando o contrato original. Para a Promotoria, as alterações deveriam ter levado à realização de novas licitações.
A ação aponta ainda que outro aditivo foi fechado em 2005 com o mesmo tipo de irregularidade. Um dos servidores que assinou o documento foi o então diretor administrativo e financeiro José Kalil Neto, que chegou a presidir o Metrô em 2012.
Segundo Andrade, os aditivos ilegais elevaram o montante do contrato de R$ 57 milhões para R$ 61 milhões (valores atualizados) e a diferença de R$ 4 milhões deve ser devolvida ao poder público.
A Alstom informou que não foi comunicada sobre a ação e não iria se manifestar.
O Metrô afirmou que só a Alstom poderia entregar os equipamentos para as extensões das linhas, pois a empresa foi a fornecedora original para os outros trechos. O uso de equipamentos de companhias diferentes poderia causar problemas, diz o Metrô.
O advogado de Venâncio, Luiz Fernando Pacheco, disse que ele "nega com veemência" a prática de irregularidades. José Kalil Neto disse que só vai se manifestar quando for notificado pela Justiça.
Fonte - Revista Ferroviária  27/08/2014

quinta-feira, 5 de junho de 2014

Aécio, sem vice, é motivo de piada no anedotário político nacional

Política

José Serra já avisou que não quer ser vice de Aécio - O próprio Serra descarta, terminantemente, o posto de vice do oponente interno na legenda. Avisou que prefere ser a deputado ou a senador. Sem uma opção apresentada ao público, até agora, para a candidatura à Vice-presidência, Neves vira motivo de piada na crônica política brasileira.

Por Redação - CB

Pré-candidato tucano à Presidência da República, o senador Aécio Neves (MG) segue, até agora, a mesma trilha de seu antecessor, José Serra, na tentativa de encontrar alguém para chamar de vice, e que o acompanhe na tentativa de chegar ao Palácio do Planalto, em outubro deste ano. Serra conseguiu que fosse escolhido o nome de última hora, do empresário Antonio Pedro Indio da Costa, que lhe rendeu algumas situações embaraçosas durante a campanha. O próprio Serra descarta, terminantemente, o posto de vice do oponente interno na legenda. Avisou que prefere ser a deputado ou a senador. Sem uma opção apresentada ao público, até agora, para a candidatura à Vice-presidência, Neves vira motivo de piada na crônica política brasileira.
Há também a pressão para que o futuro candidato tucano escolha de vice um goiano. Ronaldo Caiado e Henrique Meirelles chegaram a ser citados por correligionários, junto com o governador daquele Estado, Marconi Perillo. Caiado, identificado com o agronegócio e a ultradireita, peca por não ser um nome reconhecido nacionalmente, a não ser por suas opiniões extravagantes. Não consegue ser consenso nem mesmo em Goiás. O DEM, partido a que pertence, tende a desaparecer nas próximas eleições e, em território goiano, não consegue esconder suas fragilidades, principalmente, por causa do envolvimento com o bicheiro Carlinhos Cachoeira.
Já Henrique Meirelles, ex-presidente do Banco Central durante os oito anos do governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que hoje integra o PSD, não tem expressão política e mais: o PSD fechou, em termos de candidato a presidente, com a reeleição de Dilma Rousseff. Para Gilberto Kassab, presidente nacional do PSD, que teve seus direitos políticos cassados por três anos, uma possível aliança com os tucanos seria restrita a São Paulo, mas sequer cogita ter o ex-presidente do Banco Central Henrique Meirelles como candidato a vice de Aécio Neves.
– É impossível. Só de admitir essa possibilidade já fica chato, porque ela realmente não existe – descarta Kassab.
A Justiça Eleitoral condenou o ex-prefeito de São Paulo à perda dos direitos políticos e ao pagamento de multa por entender que ele violou a lei, ao tirar recursos para quitação de precatórios e usar as verbas para outras finalidades da prefeitura paulistana. Além da perda dos direitos políticos, Kassab foi condenado ao pagamento de multa correspondente a 30 vezes o valor salário do prefeito no último mês do exercício de 2006. Cabe recurso contra a decisão. A sentença não enquadra uma possível candidatura de Kassab na Lei da Ficha Limpa porque é de primeira instância e o juiz não apontou enriquecimento ilícito do ex-prefeito no caso.
Os precatórios são dívidas do governo que, após serem reconhecidas pela Justiça, devem ser pagas pelas administrações de acordo com regras gerais. As verbas devidas a servidores após disputas judiciais com o Executivo são exemplos de precatórios. Segundo a decisão do juiz da 7ª Vara da Fazenda Pública da Capital Evandro Carlos de Oliveira, quando o orçamento de 2006 da Prefeitura de São Paulo foi aprovado havia previsão de gasto de R$ 240 milhões para o pagamento de precatórios. Porém, posteriormente Kassab editou decretos que levaram à quitação de apenas R$ 120 milhões em 2006, o que violou a legislação, de acordo com a sentença do magistrado.

Comédia
No anedotário político, porém, o ex-atacante da seleção brasileira Ronaldo (Fenômeno) Nazário seria o candidato perfeito para Neves. “Ronaldo Fenômeno, maior artilheiro de todas as Copas e empresário bem sucedido, pode ser acusado de tudo, menos de ser um idiota, como o chamou o escritor Paulo Coelho, que estava a seu lado, entre outras autoridades e celebridades, quando o Brasil foi escolhido para sediar a Copa do Mundo de 2014. Ao contrário, o ex-jogador do Corinthians e da seleção sempre foi muito esperto nos negócios e não rasga dinheiro, um exímio surfista em busca de uma boa onda, sem dar muita bola para compromissos e princípios éticos, um verdadeiro fenômeno empresarial”, afirmou em sua coluna semanal o cronista Ricardo Kotscho.
“Quando aceitou ser membro do Comitê Organizador Local, em 2007, uma das tarefas de Ronaldo era exatamente a de defender a Copa no Brasil e responder críticas à organização do evento. Só que, logo em seguida, ele sumiu do noticiário, mudou-se para Londres, onde foi cuidar dos seus negócios, e esqueceu a tarefa que havia assumido. Até aí, seria apenas mais um cartola omisso e leniente, preocupado mais em faturar como garoto propaganda do que em servir ao futebol brasileiro que lhe deu fama e fortuna. Depois de embolsar uma bela grana com comerciais alusivos à Copa do Mundo, eis que ele ressurge em grande estilo no Brasil, ganhando novamente as manchetes ao papaguear as críticas da grande mídia à organização, na qual o COL tem um papel importante. Ronaldo foi além e desceu o pau no atraso das obras dos estádios e da mobilidade urbana. Como se não tivesse nada com isso, apenas um turista inglês de passagem pelo Brasil, falou mal dos aeroportos e de todo o resto, dizendo que sentia vergonha de tudo”, prosseguiu.
Vergonha de Ronaldo sentimos nós ao constatar que não fez nada de graça, nem isso: na verdade, estava fazendo política rasteira para desgastar o governo e iniciar uma campanha a favor do candidato que apoia, o tucano Aécio Neves, seu amigo, como fez questão de registrar em seuFacebook, chamando-o de futuro presidente. Com a maior cara de pau, logo deu início à sua nova tarefa de cabo eleitoral: ‘Sempre tivemos uma amizade muito forte e agora vou apoiá-lo. É meu amigo, confio nele e acho que é uma ótima opção para mudar o nosso país’. Foi mais longe: afirmou que, como empresário, diz que desistiu de investir no Brasil no próximo ano por estar inseguro. ‘Essa insegurança que estamos vivendo, essa instabilidade, a revolta do povo… O governo deveria tranquilizar o povo, o setor empresarial”, acrescentou.
“Se com sua ficha extracampo Ronaldo vai agregar ou tirar votos do tucano, é outro problema. E se o nome dele for aprovado nas pesquisas internas do PSDB? Fica a sugestão. A campanha eleitoral ficaria pelo menos mais divertida e festiva”, conclui Kotscho.
Fonte - Correio do Brasil  05/06/2014

segunda-feira, 2 de junho de 2014

Anonymous acessa contas do PSDB na web publica protestos

Política

O Anonymous publicou uma charge do cartunista Latuff na página do Twitter do PSDB - O ataque ocorreu por volta das 11h30 e, até o fechamento desta matéria, a legenda ainda não havia conseguido retomar o controle de seus sítios na internet.

Por Redação - CB

O grupo Anonymous conseguiu quebrar a segurança e acessar as contas oficiais do PSDB no Twitter, Facebook, Youtube e Instagram. As páginas foram atacadas por hackers na manhã desta segunda-feira. O ataque ocorreu por volta das 11h30 e, até o fechamento desta matéria, a legenda ainda não havia conseguido retomar o controle de seus sítios na internet.
No Twitter, após assumir a conta, os hackers do Anonymous trocaram as imagens de capa e o logo da conta com alusões aos casos de cartel no Metrô e na CPTM, que estão sob controle do governo paulista há 20 anos. Os hackers também fizeram algumas postagens que incluíram ataques à imprensa, além de disponibilizar login e senha de algumas das contas em questão. No instagram, os hackers colocaram uma imagem que faz alusão a legalização das drogas, política não defendida pelo partido.
O PSDB disse que já acionou seus departamentos de informática e jurídico foram acionados retomar o controle das contas.

Os hackers do Anonymous também criticaram a mídia conservadora

Fonte - Correio da Brasil  02/06/2014

domingo, 20 de abril de 2014

A crise na campanha de Aécio Neves

Política

Ela explodiu justo em Minas Gerais, onde Aécio esperava tirar parte da diferença de votos que Dilma terá em outros Estados. - Com seu partido enfraquecido, resta ao PSDB torcer para que os partidos não sejam a principal força motriz das eleições deste ano

Por Antonio Lassance

Uma crise se abate sobre a campanha de Aécio Neves. De todos os problemas que já enfrentou, a bomba de efeito retardado chamada “Pimenta da Veiga” é, sem sombra de dúvida, a maior até o momento.
Ela explodiu justo em Minas Gerais, onde Aécio esperava tirar parte da diferença de votos que Dilma terá em outros Estados.
A escolha de Pimenta da Veiga, um dos pais das privatizações dos anos 1990 e um dos filhos diletos do governo FHC, parecia ideal, mas foi implodida a partir do momento em que a Polícia Federal (PF) desvelou a teia de relações montadas pelas empresas de Marcos Valério no mensalão tucano.
A PF indiciou Pimenta por ligações consideradas mais que suspeitas com o esquema.
Como se o problema já não fosse suficientemente grande, Aécio e Pimenta cometeram o erro de levantar suspeitas sobre a ação da PF.
Para tentar rebater o inquérito e confrontar a PF, o indiciado alegou que seus negócios com Marcos Valério eram lícitos. Como “prova”, afirmou que tudo havia sido declarado à Receita Federal.
A informação mostrou suas pernas curtas quando veio o desmentido, da própria PF, de que Pimenta só revelou seus negócios com as empresas que abasteciam o mensalão tucano depois de o esquema ter sido estourado pela CPI dos Correios.
Após o escândalo, em 2005, Pimenta fez uma declaração retificadora, na qual apareceram, finalmente, R$300 mil. Grande ideia, só que, para a PF, o esquecimento e a retificação, feita só depois da CPI, são prova da tentativa de esconder o dinheiro.
O risco é que o pré-candidato do PSDB de Minas, agora provável ex-pré-candidato, se transforme em réu em plena campanha. Mesmo se afastado da disputa, Pimenta da Veiga permanece como rescaldo.

Devagar e indeciso
A trapalhada em Minas foi grande e provoca não apenas um estrago na candidatura tucana ao Governo do Estado. Reforça dúvidas, sobretudo entre os tucanos paulistas (à exceção de FHC), sobre a própria perspicácia de Aécio nesta campanha.
A calma entre os correligionários já está com o prazo de validade vencido, dado o avanço do calendário eleitoral e as intenções de voto empacadas, pesquisa após pesquisa.
Considerado lerdo para pôr sua candidatura na rua e acanhado em falar para valer como oposicionista, Aécio foi alertado de que precisava reagir para ficar claro seu perfil anti-Dilma e evitar que caísse sobre ele a mesma pecha de picolé de chuchu que colou em Geraldo Alckmin, nacionalmente, em 2006.
A aproximação com Eduardo Campos foi vista como um péssimo negócio, que beneficiaria mais o PSB, bem menor em todo o país, do que o PSDB.
Até agora, Aécio não foi capaz nem mesmo de escolher o nome para a sua vice. Entre as opções e indecisões, se fala até em Fernando Henrique Cardoso, que, mesmo internamente ao PSDB, é tido como a alternativa mais desastrosa – tal a rejeição que o ex-presidente goza na opinião pública.
Como se isso não bastasse, falta palanque próprio a Aécio em estados importantes. Onde se comemora a adesão de setores do PMDB, como no caso da Bahia e no Rio de Janeiro, os festejos encobrem um quadro de velório do PSDB enquanto partido.
Além da Bahia e Rio de Janeiro, no Rio Grande do Sul, Espírito Santo, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, Alagoas e no Distrito Federal, o partido ou recorrerá a alianças com outros partidos ou terá que se contentar em lançar candidatos “pangarés”, pouco competitivos.
Situação grave, pelo tamanho do colégio eleitoral, é a do Rio de Janeiro. O Partido se esfacelou no estado. Aécio, ao procurar remendar, cometeu outra trapalhada ao lançar uma celebridade, o técnico de vôlei, Bernardinho, que recusou a candidatura logo após ter sido “confirmada” por Aécio.
Depois de cogitar Ellen Gracie, a inexpressiva ex-ministra do STF, o Partido pode acabar não lançando ninguém, deixando o pouco que resta de sua base livre para apoiar a candidatura de Luiz Fernando Pezão, do PMDB.

Aposta na mídia e nos bancos para decidir a eleição
Com tamanhas fragilidades, os tucanos ainda têm que evitar que Eduardo Campos os ultrapasse. Para tanto, contam com o fato de que, se o PSDB vai mal das pernas, ainda assim tem uma máquina eleitoral maior que a do PSB.
Com seu partido enfraquecido, resta ao PSDB torcer para que os partidos não sejam a principal força motriz das eleições deste ano.
Os tucanos esperam que a velha mídia e os financiadores de campanha, principalmente os bancos, façam toda a diferença, principalmente diante do alastramento do inconformismo entre uma parcela expressiva de eleitores.
Nesta hora, o pedido de vistas do ministro Gilmar Mendes, no STF, que segura a decisão que proibirá o financiamento empresarial a campanhas eleitorais, vem a calhar.

Para atender à velha mídia, Aécio veio para cima com o mote da CPI da Petrobrás.
Para atender aos bancos, principalmente o Itaú Unibanco, deixou correr a informação de que Armínio Fraga é o seu candidato a ministro da Fazenda.
É bom lembrar que, quando Fraga foi presidente do Banco Central de FHC, tinha Ilan Goldfajn como diretor de política econômica. Ambos se tornariam sócios na Gávea Investimentos. Goldfajn é hoje economista-chefe é sócio do Itaú Unibanco.
Por isso, apesar da tempestade, na mídia tradicional, a previsão para Aécio Neves é de tempo bom.
Para parceiros como o Itaú Unibanco, mesmo com o inferno astral do PSDB, Aécio continua sendo um partidão.
Antonio Lassance, é cientista político
Fonte - Correio do Brasil  20/04/2014

terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

Reboliço no ninho tucano....fogo amigo???...

Política

Serra diverge de Aécio. Fogo amigo?


Por Altamiro Borges

Descartado pelo PSDB, o eterno candidato José Serra surpreendeu na semana passada durante uma palestra para rentistas em São Paulo. Ao analisar o cenário econômico do país, ele discordou do discurso terrorista de Aécio Neves, o cambaleante presidenciável tucano, e da "guerra psicológica" patrocinada pelos urubólogos da mídia. "Eu não vejo que o quadro econômico seja tão calamitoso quanto se divulga", afirmou o rejeitado tucano, segundo relato acanhado do jornal O Globo. Para desencanto da oposição partidária e midiática, ele foi ainda mais taxativo: "Não há o risco de descontrole inflacionário"; "não há perspectiva de descontrole na área fiscal e muito menos de calote".
Para alguns analistas, o inesperado discurso de Serra seria um nítido sinal de "fogo amigo". O político paulista tentaria se afastar da campanha tresloucada do mineiro, que tem explorado o tema econômico para atacar o governo Dilma Rousseff. Em recente artigo, Aécio Neves afirmou que o Brasil enfrenta um "descontrole fiscal generalizado". Ele também afirmou, em entrevistas, que "o governo perdeu o controle sobre a inflação". Na semana passada, em Belo Horizonte, o cambaleante presidenciável do PSDB criticou duramente a "irresponsabilidade do governo federal, que vai nos legar um crescimento pífio, inflação alta e a falta de crescimento do Brasil". O discurso de José Serra, que não dá ponto sem nó e nem é ingênuo, destoa completamente deste diagnóstico apocalíptico.
Ele também vai na contramão das manchetes catastrofistas dos seus amigos da mídia. Como observou Luciano Martins Costa, em artigo no Observatório da Imprensa, ele mostra como "a chamada grande imprensa brasileira largou o jornalismo em algum lugar por aí". "Habituado ao discurso hegemônico dos jornais, sempre reproduzindo a visão catastrofista segundo a qual a política econômica com forte protagonismo do Estado estaria conduzindo o país ao abismo, o leitor atento e crítico do noticiário haverá de produzir aquela pergunta cândida: mudou a economia ou foi Serra que mudou? Tido por muitos como um economista talentoso, José Serra teria, afinal, se despido do discurso de candidato, obrigando-se a elaborar uma análise mais fria e menos partidária da realidade econômica?"
"Essa pergunta só pode ser respondida pelo próprio personagem, e ele terá certamente muitos olhos e ouvidos dispostos a colher suas palavras, uma vez que sempre contou com inteira disponibilidade dos jornalistas - o certo seria usar a expressão subserviência. Mas o pensamento controverso de José Serra e sua surpreendente sinceridade são questões de foro íntimo, possivelmente desbloqueadas por sua condição de não-candidato. Mas o que nos move aqui é a observação da imprensa. Fica, então, o observador diante da seguinte possibilidade: tendo, ao longo das duas últimas décadas, rezado em voz alta pela cartilha econômica do ex-governador, ex-senador e ex-ministro, será que os jornais vão rever sua visão da realidade brasileira?", questiona, com uma ponta de ironia, Luciano Martins Costa.
Os jornalões e os tais "analistas de mercado" - nome fictício dos porta-vozes dos rentistas que lotam a telinha da tevê - até agora não deram destaque ao discurso de José Serra. "Difícil acreditar que nem mesmo os supostamente bem informados colunistas de economia da Folha e do Estadão ignoraram a manifestação surpreendente do ex-governador - é mais provável que os editores dos dois jornais paulistas tenham considerado mais conveniente omitir essa informação de seus leitores", cutuca o atento jornalista do Observatório da Imprensa. O mineiro Aécio Neves também evitou comentar a visão frontalmente divergente. O fato é que há algo de estranho, novamente, no ninho tucano.
Fonte - Blog do Miro 24/02/2014

sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

Deu a louca no PSDB?

Política

Por Cadu Amaral, em seu blog
bessinha
A poucos meses das eleições gerais no país, o núcleo central do PSDB parece - ou confirma - estar sem capacidade de raciocinar. Não é novidade para ninguém que em anos eleitorais partidos e candidatos medem com mais cuidado suas ações e palavras.
A prefeitura de São Paulo, comandada pelo petista Fernando Haddad, deu início a uma ação positiva na busca de recuperar viciados em crack na maior cidade do Brasil. o programa “Braços Abertos” tem como foco a região chamada de “cracolândia”.
Ao invés de repressão bruta e tradicional, a prefeitura ofereceu emprego e moradia na busca de reinserir os viciados ao convívio coletivo. Além de ser uma iniciativa humanizadora, não se trata o dependente químico como bandido.
Sem nem dar tempo para avaliações mais concretas sobre o programa, o governo do estado de São Paulo, comandado pelo tucano Geraldo Alckmin, desceu a bordoada na “cracolândia” no último dia 23 de janeiro usando a Polícia Civil paulista sem, até onde se sabe, comunicar à prefeitura que faria tal operação.
Não existe a obrigação, do ponto de vista legal, de a prefeitura ser avisada, mas diante de uma nova abordagem sendo implementada pela prefeitura, seria de bom tom o informe. A Polícia Civil alega que a operação visava prender traficantes e não usuários.
Aqui cabe uma reflexão de métodos. A prefeitura pôs em prática um plano que busca o convencimento e a criação de oportunidades para que aquelas pessoas saiam da “cracolândia”. O governo paulista, como já demonstrado em outras situações, faz a opção pela pancada, pela truculência e pela violência. Algo que ocorre há bastante tempo e sem resultados concretos. Serve apenas para o gozo de quem tem horror a pobre.
É claro que existe uma parcela da população que aprova a repressão. Isso também não é novidade, mas será que tal gesto, diante da tentativa de uma nova abordagem não é demais até para setores que tendem a votar no PSDB em São Paulo? A ver.

Lorotas de FHC
foto - ilustração

Fernando Henrique Cardoso, ex-presidente do Brasil, farol das ideias conservadoras modernas da elite brasileira, sociólogo e até imortal da Academia Brasileira de Letras (ABL), a cada entrevista que concede consegue superar o pré-candidato à Presidência da República, Aécio Neves.
Na última, ele disse que o “mensalão” do PSDB em Minas foi “apenas caixa dois”. O ato falho do grão mestre tucano, talvez sirva para mostrar como a elite pensa sobre a relação poder econômico e poder político: caixa dois pode, desde que seja o meu. Ou algo semelhante.
Essa fala de FHC pode explicar o porquê da insistência em negar que o “mensalão” do PT nunca existiu e que o erro cometido foi caixa dois. E isso não é uma mazela menor. Pensa assim que concorda que toda e qualquer relação social e política deva ser banhada a dinheiro.
O ato falho de FHC, digamos assim, também pode ter acontecido diante da certeza de impunidade. O “mensalão” tucano está em vias de prescrever. No esquema, até ele, andou recendo alguns “agrados”.
O que ele disse sobre o propinoduto tucano do metrô em São Paulo é algo que nem merece comentário. Coisa de quem perdeu a vergonha ou toma remédio controlado.
Para além do comparativo entre os casos de caixa dois entre PT e PSDB, a luz que ilumina as ideias parisienses tucanas, disse na mesma entrevista que seria bom que “qualquer um vença Dilma” em outubro. Ou seja, tanto faz. Desde que Dilma não se reeleja.
Ora, mas o PSDB tem um pré-candidato. É o senador Aécio Neves. Ele foi alçado à presidência nacional do partido para ter mais visibilidade. Se tanto faz quem vença a disputa em outubro, por que o tucanato lançou candidato? Depois da péssima colocação, FHC tentou consertar, mas o estrago já estava feito.
Mais um mal estar no ninho tucano. Se a coisa já não anda muito bem, segundo as pesquisas de opinião, elaboradas inclusive, por institutos ligados à imprensa grande. O que dirá agora com mais uma “bicorada” interna. Se ainda fosse o Serra quem tivesse dito tal coisa, isso poderia ter passado batido, mas foi o FHC, a quem Aécio vem afirmando que seu “legado” precisa ser resgatado para salvar o Brasil da bancarrota (surreal, não?).
Fonte - Blog do Miro ( Altamiro Borges)  24/01/2014

terça-feira, 14 de janeiro de 2014

Marina, Eduardo etc.

Política

Jânio de Freitas

O choque de objetivos se complica e se acirra entre Marina Silva e Eduardo Campos no PSB. Os grupos de ambos acusam a existência apenas de intrigas da imprensa, mas Eduardo Campos e sua corrente partiram para iniciativas que os recuperem da noticiada perda de força na sua relação com Marina Silva. Tudo sugere, porém, que as iniciativas adotadas não levarão ao resultado pretendido, e, sim, à permanência mais agravada do choque.
A maneira como Eduardo quis invalidar a recusa de Marina a apoiar a recandidatura de Geraldo Alckmin –doou ao PSDB uma secretaria e um cargo de segundo nível no governo de Pernambuco– nem arranhou a intenção da Rede de lançar candidato próprio em São Paulo. E, atraindo peessedebistas de Aécio Neves para a sua candidatura, leva o comando nacional do PSDB a reagir com a proibição de acordos estaduais sem a sua concordância prévia. O que pode trazer danos indiretos ao PSB em outros Estados.
O entendimento com o PSDB de Pernambuco, sem entendimento a respeito com Marina, teve a desculpa de ser ato do governo. Já a planejada reunião, na próxima sexta-feira, de dirigentes do PSB sem a participação de Marina, tem, por si só, um ingrediente inegável de animosidade. E vai muito além disso, com os já antecipados propósitos de acelerar o compromisso de apoio à recandidatura de Alckmin e cravar Marina Silva como candidata a vice de Eduardo Campos.
Por ora, o pretendido avanço da corrente de Eduardo Campos parece pouco para demover Marina Silva de suas posições e propósitos. Mas suficiente para criar novos embaraços na relação em que Eduardo Campos ainda está por demonstrar algum ganho com sua apressada criação do PSB-Rede.
Fonte - Jânio de Freitas (Folha de SP) 14/01/2014