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sexta-feira, 14 de setembro de 2018

Linha 10-Turquesa de SP está há um ano sem manutenção nos trilhos

Transportes sobre trilhos  🚄

O problema, segundo funcionários, se arrasta desde agosto de 2017 quando o contrato com empresa terceirizada até então responsável pelas atividades se encerrou.Embora a CPTM afirme que tem realizado os serviços com equipe própria, até a contratação de nova empresa, funcionários da companhia afirmam que a situação tem exposto cerca de 181,4 mil passageiros da região que circulam pelo ramal ferroviário diariamente a riscos de acidentes.

Diário do Grande ABC

Responsável por ligar municípios do Grande ABC à Capital, a Linha 10-Turquesa da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos) está há mais de um ano sem serviços de reparo e manutenção preventiva. O problema, segundo funcionários, se arrasta desde agosto de 2017 quando o contrato com empresa terceirizada até então responsável pelas atividades se encerrou.
Embora a CPTM afirme que tem realizado os serviços com equipe própria, até a contratação de nova empresa, funcionários da companhia afirmam que a situação tem exposto cerca de 181,4 mil passageiros da região que circulam pelo ramal ferroviário diariamente a riscos de acidentes.
“O que temos feito é apenas remendo e reparos emergenciais, a manutenção era realizada por uma empresa especializada”, disse um funcionário em condição de anonimato.
A possível relação entre falta de conservação com ocorrências no ramal ferroviário, inclusive, é alvo de inquérito civil aberto pelo Ministério Público de São Paulo, que apura se a companhia tem tomado providência para resolver os seus diversos problemas nas linhas de trem, o que provoca desconforto aos usuários.
Uma das irregularidades apontadas pelo órgão é a diminuição da velocidade dos trens entre as estações Capuava e Mauá. Neste trecho, as composições reduzem de 90 km/h para 20 km/h, “pois o trilho é antigo e deve ser substituído”, conta o funcionário.
Revoltados com a situação, usuários do sistema reclamam de problemas diários no ramal ferroviário. Ontem, trens da Linha 10-Turquesa chegaram a circular com velocidade reduzida por 11 horas entre as estações Mauá e Rio Grande da Serra devido a furto de cabos do sistema.“Praticamente todo dia tem alguma falha”, desabafa a vendedora Juliana de Alencar, 28 anos.
De janeiro a abril deste ano, segundo a CPTM, já foram seis ocorrências de interrupção total na circulação de trens na Linha 10-Turquesa. O levantamento, no entanto, não contabiliza falhas que provocam redução de velocidade no sistema.
Na tentativa de amenizar os problemas, a CPTM afirma ter aberto no ano passado licitação para contratação de empresa para prestação de serviços de manutenção na Linha 10-Turquesa. O processo que já está sua quarta republicação, no entanto, foi suspenso nesta semana para o julgamento dos recursos administrativos de participantes. O certame deverá ser retomado neste ano. Até lá, a companhia diz contar com equipe própria para realizar “os serviços que garantem a total segurança operacional”.
A CPTM ressalta ainda que está colaborando com as investigações do Ministério Público, “inclusive já respondeu ao órgão sobre esse inquérito, e está fornecendo todas as informações que comprovam que a ferrovia é altamente segura”.

CPTM reduz a zero receita para modernizar ramal ferroviário da região
A falta de investimentos no ramal ferroviário da região não se limita apenas a serviços de manutenção. Dados obtidos pelo Diário, via Lei de Acesso à Informação, mostram que a CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos) reduziu a zero, neste ano, os repasses reservados em seu orçamento para modernização de trens que circulam no Grande ABC pela Linha 10-Turquesa, que liga Rio Grande da Serra ao Brás, na Capital.
O caso denunciado pelo Diário em junho, mostra que a diminuição do montante quebra sequência de três anos consecutivos em que o ramal recebeu investimentos do Estado. No período, a CPTM repassou cerca de R$ 25,2 milhões para a manutenção de composições que atendem nove estações no Grande ABC.
Com média diária de 370 mil passageiros, sendo 181,4 mil usuários somente na região, a Linha 10-Turquesa tem uma das frotas mais antigas do Estado. São ao menos 25 trens com ano de fabricação entre 1974 e 1977.
Fonte - Revista Ferroviária  13/09/2018

sexta-feira, 17 de março de 2017

Maquinistas reduzem velocidade dos trens em 49 trechos da CPTM por problemas em trilhos

Transportes sobre trilhos  🚃

A falta manutenção nas linhas segundo especialistas,essa falta de cuidado,coloca a segurança dos passageiros em risco.Os trens também reduzem a velocidade em quase nove quilômetros de trilhos condenados, que já estão gastos e precisam ser substituídos, na Linha 10-Turquesa. Defeitos detectados em 2015 e que até hoje não foram consertados.

G1 - RF
foto - ilustração
A lentidão é uma rotina constante na vida dos passageiros da CPTM. O trem vai devagar em vários trechos. O Bom Dia São Paulo teve acesso a documentos da própria CPTM que comprovam o que todo mundo já desconfiava: falta manutenção nas linhas. Segundo especialistas, essa falta de cuidado coloca a segurança dos passageiros em risco.
O Bom Dia São Paulo teve acesso a informações da CPTM que mostram que em 49 pontos da rede os maquinistas são obrigados a diminuir a velocidade dos trens.
Esse tipo de cautela é comum em qualquer ferrovia. Com o tempo e a circulação dos trens as peças precisam ser trocadas e, durante a manutenção, os trens devem passar mais devagar nesse trecho. O problema é que na CPTM esse processo acaba se arrastando por anos.
O problema mais antigo da linha é de 2001, quando os técnicos da CPTM disseram que o trilho entre campo limpo paulista e várzea paulista, na linha 7-Rubi, estava desnivelado. Por isso, o limite de velocidade caiu de 90 km/h para 20 km/h. Hoje, 16 anos depois, o problema não foi resolvido e nem tem data pra ser.
Os trens também reduzem a velocidade em quase nove quilômetros de trilhos condenados, que já estão gastos e precisam ser substituídos, na Linha 10-Turquesa. Defeitos detectados em 2015 e que até hoje não foram consertados.
Na linha mais cheia, a Linha 11-Coral, são oito pontos de redução de velocidade. Um deles por causa de um parafuso emperrado. Um maquinista que trabalha há 20 anos na CPTM disse que tem medo de um acidente acontecer a qualquer momento. “Quanto mais cheio o trem tá ele fica mais pesado e no trilho desgastado ele tem um risco maior de queda”, afirmou.
O presidente da CPTM, Paulo de Magalhães, informou que a companhia comprou dez mil toneladas de trilhos para substituir os que estão com problemas. "Está sendo feito dentro da nossa capacidade de execução, mas não tem nenhum risco para a operação", disse.
Fonte - Revista Ferroviária  17/03/2017

segunda-feira, 13 de março de 2017

Trem descarrila perto da Estação Itapevi e circulação na Linha-8 da CPTM é prejudicada

Transportes sobre trilhos  🚄

Esse é o quarto descarrilamento que ocorre no sistema de transporte público paulista entre fevereiro e março. Apesar de informar que descarrilamentos de trens são raros, o Metrô de São Paulo registrou dois casos de composições que saíram dos trilhos no período de 15 dias.

G1 - RF

Um trem de carga descarrilou perto da Estação Itapevi da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) na manhã desta segunda-feira (13). O intervalo entre as composições e o tempo do percurso foi ampliado na Linha-8 Diamante.
Imagens do Bom Dia São Paulo mostram o trem carregado com brita fora dos trilhos. Apenas uma via está funcionando entre a Estação Itapevi e Sagrado Coração. Procurada, a CPTM não soube informar as causas do acidente e afirmou que não é necessário acionar o Paese porque não há muitos passageiros nessas estações.
No último dia 23, um descarrilamento em um trem da CPTM interditou a Linha 12-Safira, que liga o Brás a Calmon Viana. Ninguém ficou ferido.

4º descarrilamento
Esse é o quarto descarrilamento que ocorre no sistema de transporte público paulista entre fevereiro e março. Apesar de informar que descarrilamentos de trens são raros, o Metrô de São Paulo registrou dois casos de composições que saíram dos trilhos no período de 15 dias. Não há informações sobre passageiros feridos nesses acidentes.
O primeiro descarrilamento ocorreu no dia 7 de fevereiro, na Linha Vermelha do Metrô, a mais movimentada, na Zona Leste da capital paulista. O segundo caso foi na terça-feira (21), na Linha Lilás, a menor do sistema, na Zona Sul.
Fonte - Revista Ferroviária  13/03/2017

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017

Usuários enfrentam transtornos causados por descarrilamento de trem da CPTM em São Paulo

Transportes sobre trilhos  🚉

O descarrilamento ocorreu na madrugada, quando um trem que trafegava vazio saiu dos trilhos da estação Itaim Paulista, na capital.Cerca de 250 mil passageiros que utilizam diariamente a Linha 12-Safira da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) em São Paulo foram prejudicados.

Fernanda Cruz
Repórter da Agência Brasil
Rovena Rosa/Agência Brasil
Cerca de 250 mil passageiros que utilizam diariamente a Linha 12-Safira da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) em São Paulo foram prejudicados hoje (23) por um descarrilamento que ocorreu na madrugada, quando um trem que trafegava vazio saiu dos trilhos da estação Itaim Paulista, na capital. Não houve feridos mas o acidente provocou a interrupção da operação em seis estações. Equipes de manutenção estão no local trabalhando na remoção do trem. Não há previsão de quando o serviço será normalizado.
Para atender aos usuários, foram disponibilizados 60 ônibus do Plano de Atendimento entre Empresas de Transporte em Situação de Emergência (Paese). Segundo a CPTM, os usuários estão sendo informados das alterações na linha pelo sistema de som dos trens e das estações.
Às 9h30, a circulação foi restabelecida entre as estações Engenheiro Manoel Feio, na cidade de Itaquaquecetuba, e Calmon Viana, mas continuava interrompida em outro trecho. Os atrasos causados por este tipo de problema tem sido frequentes em São Paulo. Apenas neste mês de fevereiro foram registrados três descarrilamentos, dois no Metrô e o que ocorreu hoje na CPTM.

Usuários reclamam
A atendente de seguradora Débora dos Santos, que saiu 20 minutos mais cedo de casa hoje, disse que normalmente gasta uma hora no trajeto para o trabalho. “Mas hoje nem sei quanto tempo vou levar. Os trens aqui parece que não têm manutenção. Se de fato tivessem, não teria tanto transtorno”, reclamou.
Outra usuária, a babá Valdirene da Silva estava indignada com a quantidade de baldeações que precisaria fazer para chegar hoje ao trabalho. “Eu saí mais cedo porque vi [o problema] na televisão, senão ia me atrasar”, disse.
O passageiro Antônio de Oliveira estava conformado. “Tem que ter paciência, porque tudo se resolve. Ainda bem que sou aposentado, não tenho pressa, estou pegando o trem para almoçar no [restaurante popular] Bom Prato”.
Fonte - Agência Brasil  23/02/2017

quinta-feira, 13 de outubro de 2016

Falha provoca lentidão de trens em São Paulo

Transporte sobre trilhos

A falha foi provocada por raios que atingiram a rede da Linha 7 – Rubi, que liga o centro de São Paulo (Luz) à cidade de Francisco Morato.

Fernanda Cruz
Repórter da Agência Brasil

foto - ilustração/arquivo
Passageiros enfrentam, agora de manhã, lentidão na circulação de trens da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) na capital. A falha foi provocada por raios que atingiram a rede da Linha 7 – Rubi, que liga o centro de São Paulo (Luz) à cidade de Francisco Morato.
Os trens apresentaram intervalo maior entre as composições às 4h e o problema foi solucionado às 7h. Segundo a CPTM, usuários podem ainda encontrar dificuldades para embarcar em razão das filas geradas com a lentidão no início da manhã.Fonte - Agência Brasil  13/10/2016

segunda-feira, 9 de maio de 2016

Trabalhadores da CPTM decidirão se aceitam reajuste para não entrar em greve

Transportes sobre trilhos

Segundo o tribunal, houve concordância entre os sindicatos e a empresa sobre outras 56 cláusulas sociais, tais como benefício saúde e assistência odontológica, mas ainda não houve acordo sobre o valor do reajuste que foi oferecido pela empresa. 

Elaine Patricia Cruz
Repórter da Agência Brasil
foto - ilustração
Para tentar evitar uma greve dos trabalhadores dos trens de São Paulo na próxima quarta-feira (11), a Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) apresentou, durante reunião de negociação no Tribunal Regional do Trabalho da 2a região (TRT-2), uma proposta de reajuste parcelada de 5,22% aos quatro sindicatos da categoria. A sugestão deverá ser analisada em assembleias pelos trabalhadores na noite de amanhã (10). Os trabalhadores pedem reajuste de 11,08%.
Segundo o tribunal, houve concordância entre os sindicatos e a empresa sobre outras 56 cláusulas sociais, tais como benefício saúde e assistência odontológica, mas ainda não houve acordo sobre o valor do reajuste que foi oferecido pela empresa. Caso a proposta oferecida pela empresa não seja aceita pelos trabalhadores nas assembleias de amanhã, eles poderão entrar em greve a partir de quarta-feira (11).
Ao final da reunião de negociação, o desembargador Wilson Fernandes, vice-presidente judicial do TRT-2, fez um apelo para que os trabalhadores permaneçam em estado de greve, sem a paralisação na quarta-feira, e que a CPTM considere aumentar o valor do reajuste, para que as negociações prossigam.
Uma nova audiência foi agendada para a próxima terça-feira (17), às 10h, na sede do TRT-2, no centro da capital.
Fonte - Agência Brasil  09/05/2016

segunda-feira, 29 de fevereiro de 2016

Paralisação de trem prejudica passageiros em São Paulo

Transportes sobre trilhos

Segundo a CPTM, os trens ficaram sem circular entre 7h45 e 8h20, e o serviço está em processo de normalização.

Fernanda Cruz
Repórter da Agência Brasil
foto - ilustração
A paralisação na Linha 8-Diamante da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) prejudica passageiros que usam as estações entre Osasco e Carapicuíba, na Grande São Paulo. Uma falha da rede aérea interrompeu as operações durante 35 minutos, o que levou à lotação das plataformas nas estações.
Segundo a CPTM, os trens ficaram sem circular entre 7h45 e 8h20, e o serviço está em processo de normalização. O Plano de Atendimento entre Empresas de Transporte em Situação de Emergência (Paese) foi acionado.
Fonte - Agência Brasil  29/02/2016

sexta-feira, 11 de dezembro de 2015

CPTM paga supersalário a 116 servidores

Política

A companhia, criticada por passageiros pela superlotação e falhas recorrentes, é obrigada a respeitar o teto fixado na Constituição por ser uma empresa pública dependente do poder público.No ano passado, recebeu subvenção do governo de R$ 785 milhões, o equivalente a 38% da receita.Em outubro, empregados com cargos de chefia, como diretores, gerentes e chefes de departamento receberam salários acima dos R$ 30 mil.

Folha de São Paulo - RF
foto - ilustração
A CPTM, empresa que opera os trens no subúrbio da Grande São Paulo, tem 116 funcionários com remuneração maior que a do governador Geraldo Alckmin (PSDB), de R$ 21,6 mil -teto do funcionalismo estadual.
A companhia, criticada por passageiros pela superlotação e falhas recorrentes, é obrigada a respeitar o teto fixado na Constituição por ser uma empresa pública dependente do poder público.
No ano passado, recebeu subvenção do governo de R$ 785 milhões, o equivalente a 38% da receita.
Em outubro, empregados com cargos de chefia, como diretores, gerentes e chefes de departamento receberam salários acima dos R$ 30 mil.
Já o Metrô tinha 269 funcionários com salários maiores do que o de Alckmin no mês. Mas, pela lei, não é obrigado a seguir o limite porque mantém gastos com pessoal e custeio com recursos próprios.
A empresa vem fazendo cortes para não perder esse status de independente do Estado, que já banca os investimentos na ampliação da rede.
As duas companhias registraram suas piores avaliações de usuários em uma década, segundo a última pesquisa da ANTP (Associação Nacional de Transportes Públicos).
O serviço do Metrô, que chegou a ter 93% de avaliação positiva em 2006, viu o índice cair para 64% em 2014. Já na CPTM, no período, o indicador foi de 50% para 40%.
"O Metrô tem alguns cargos comissionados com salários altos sem necessidade, enquanto a massa tem muitas horas extras e poucos funcionários", reclama o presidente do sindicato dos metroviários, Altino Prazeres.
Decreto
A divulgação dos salários de 44 mil funcionários das empresas públicas estaduais foi determinada por Alckmin em agosto, mas o portal da transparência do Estado só passou a divulgar as informações na folha de pagamento de outubro -a mais recente disponibilizada.

Os valores levados em consideração pela Folha não contabilizam benefícios temporários como 13º e férias, que podem fazer a remuneração ultrapassar a casa dos R$ 70 mil.
Os rendimentos também não seguem necessariamente a lógica hierárquica. O presidente da CPTM, Paulo Magalhães, recebeu abaixo do teto (R$ 20,6 mil), enquanto o gerente de operações da empresa, Luiz Amstalden, teve remuneração de R$ 34 mil.
A CPTM nega haver valores acima do teto, pois contabiliza apenas o salário base, sem os adicionais, mesmo os que são pagos todos os meses.
O Metrô considera apenas valores nominais e, por esse critério, diz ter apenas 98 funcionários ocupando cargos com salários acima do teto.
Em julgamentos sobre salários, os tribunais superiores vêm decidindo que o cálculo do teto deve incluir adicionais e benefícios.
O Tribunal de Contas do Estado, em posicionamento sobre salários da Unicamp, afirmou que a jurisprudência "é firme no sentido de que não existe direito adquirido ao recebimento de remuneração além do teto".
Entre os funcionários com remuneração acima do teto, há ao menos seis do Metrô e quatro da CPTM que foram citados nas investigações do cartel acusado de fraudar licitações em São Paulo entre 1998 e 2008, em sucessivos governos do PSDB.
Reynaldo Dinamarco (R$ 28,4 mil), ex-presidente da comissão de licitações da CPTM, por exemplo, é acusado de participação no cartel. Sérgio Corrêa Brasil (R$ 34,6 mil) e Conrado Grava de Souza (R$ 33,6 mil), ex-diretores do Metrô, são acusados de improbidade administrativa sob a alegação de que foram omissos e permitiram irregularidades em licitações.

Todos os funcionários negam as acusações.

Outro lado
A CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos) afirma respeitar o teto do funcionalismo.
De acordo com a companhia, o maior salário da empresa é de R$ 20,3 mil. Nesse valor, não estão computadas verbas adicionais como insalubridade, periculosidade, trabalho noturno e gratificação por tempo de serviço -que podem somar mais de R$ 10 mil à remuneração total.
A empresa pública afirma que, ao ser criada, herdou quadro de empregados das empresas Fepasa e CBTU, assim como direitos trabalhistas já adquiridos.
Em nota, a CPTM afirma ainda que solicitou à PGE (Procuradoria Geral do Estado) que analise os componentes remuneratórios dos funcionários. "Se constatadas irregularidades, as medidas cabíveis serão adotadas", afirma a companhia, em nota.
De acordo com a empresa, na lista de nomes apresentada pela reportagem há alguns que estão afastados por licença, o que, devido a uma operação contábil, os joga para o topo, sem que eles, de fato, recebam os valores mostrados. "Nesse caso, a empresa lança no seu holerite o salário do mês, a gratificação anual e mais a integralização do auxílio doença, porém desconta novamente o salário integral do mês e gratificações", diz o comunicado.
O caso especificado pela CPTM, bem como o caso do Metrô, foram retirados da lista de vencimentos acima do teto pela reportagem.
O Metrô afirma ter 98 e não 269 funcionários recebendo acima do teto. O critério adotado pela empresa é de contabilizar apenas os salários nominais. Por esse critério, o maior salário seria de R$ 25,3 mil, para gerentes e assessores técnicos nível 4. No entanto, na prática, em outubro a remuneração de alguns assessores e gerentes ultrapassa R$ 34 mil.
A empresa ressalta que não depende do Tesouro e tem regime de contratações pela CLT. A estatal afirma que "pratica salários específicos por categorias de cargos comportando progressões salariais anuais por sistema de avaliação de desempenho".
A empresa também afirma que sua política salarial é aprovada pela secretaria da Fazenda e pela Comissão de Política Salarial da Casa Civil.
Tanto a CPTM quanto o Metrô afirmam que a iniciativa de divulgar os salários faz parte de ação do governo estadual "para aprimorar ainda mais o seu canal de comunicação com a sociedade".
"São Paulo é considerado pela CGU (Controladoria-Geral da União), juntamente com o Ceará, o Estado mais transparente do Brasil", afirmam as empresas.
Fonte - Revista Ferroviária  11/12/2015

segunda-feira, 13 de abril de 2015

Segurança da CPTM tenta abusar de mulher em trem, mas é impedido por ex-presidiário

Segurança

A vítima estava num carro do trem próximo a estação Tatuapé, na zona leste de São Paulo."Eu não tive ação. É vergonhoso demais", diz vítima de abuso.

R7.com
Adicionar legenda
São Paulo - Horas depois de deixar a cadeia onde cumpriu pena sob a acusação de roubo, Robson de Almeida Olavo imobilizou um segurança da CPTM (Companhia Metropolitana de trens Urbanos) que havia acabado atacar uma mulher dentro de trem da empresa, perto da estação Tatuapé, na zona leste de São Paulo. O segurança da CPTM Cleber dos Santos Silva, de 41 anos, foi detido por volta das 20h desta quarta-feira (8). Ele estava de folga e sem uniforme. Sua vítima estava acompanhada por duas amigas, que testemunharam a ação do suspeito e a reação do ex-presidiário.
De acordo com o delegado Osvaldo Nico Gonçalves, Olavo havia cumprido pena sob a acusação de dois roubos e estava com a cópia do alvará de soltura no bolso. O ex-presidiário contou na delegacia que ao testemunhar o crime não teve dúvidas em dar uma gravata no pescoço do suspeito e detê-lo. Ainda segundo o delegado, o segurança da CPTM entrou no vagão e decidiu exibir o pênis para a vítima, que gritou. Foi quando o ex-presidiário interveio.
Olavo manteve o suspeito imobilizado até o trem parar na estação. Quando as portas do vagão se abriram, o ex-detento entregou o homem aos seguranças da estação. Todos foram até a Delegacia do Metropolitano. Ali, a polícia decidiu que ia registrar o caso como "oportunação ofensiva ao pudor e ato obsceno", delitos cujo pena somada é inferior a dois anos de detenção. Por isso, ele não deve permanecer preso, segundo o delegado.
— Vamos fazer um termo circunstanciado. Depois, ele será liberado.
Fonte - São Paulo Trem jeito  12/04/2015

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015

Chuva interrompe circulação de trens em Osasco

Transportes sobre trilhos

Os trens estão parados, desde às 9h45, entre as estações Osasco e Presidente Altino.A CPTM informa que a linha foi prejudicada por um raio e orienta que os passageiros utilizem a Linha 8-Diamante como alternativa.

Fernanda Cruz
Repórter da Agência Brasil  
foto - ilustração
Os trens da Linha 9-Esmeralda da Companhia Paulista de Trens Metropolitano (CPTM) estão parados, desde às 9h45, entre as estações Osasco e Presidente Altino. A CPTM informa que a linha foi prejudicada por um raio e orienta que os passageiros utilizem a Linha 8-Diamante como alternativa.
No metrô, os trens das linhas 1-Azul, 2-Verde, 3-Vermelha e 5-Lilás circulam com velocidade reduzida, também em função da chuva. O Aeroporto de Congonhas não foi afetado e às 10h operava normalmente, sem auxílio de instrumentos. No aeroporto de Guarulhos, os pousos e decolagens também ocorrem sem auxílio de instrumentos.
O Centro de Gerenciamento de Emergências (CGE) colocou em estado de atenção para alagamentos as zonas sul, sudeste e oeste da cidade, além da Marginal Pinheiros. A tempestade, que escurece, neste momento, o céu de parte da cidade de São Paulo vem de cidades da região de Sorocaba.
A previsão do tempo para hoje indica temperatura mínima de 19 graus Celsius (ºC) e máxima de 29ºC. Para amanhã, a previsão é de sol com temperaturas elevadas. No fim do dia, as nuvens aumentam e as chuvas ocorrem de forma isolada e rápida. Há chance de chuva forte e possivelmente com rajadas de vento e alagamentos. Os termômetros oscilam entre 20ºC e 30ºC.
Fonte - Agência Brasil  02/02/2015

terça-feira, 27 de janeiro de 2015

Trem da CPTM vira Maria-Fumaça após falha

Transportes sobre trilhos

A composição da linha 7-Rubi apresentou uma falha, segundo a companhia, no sistema de tração e teve que ser esvaziada na estação Baltazar Fidélis, na tarde desta segunda-feira

Por Fernando Mellis, do R7

São Paulo - Quem viu de longe um trem CPTM chegar à estação Baltazar Fidélis, na tarde desta segunda-feira (26), pode ter pensado que a companhia estava usando uma maria-fumaça antiga. Mas não foi isso. A composição da linha 7-Rubi apresentou uma falha, segundo a companhia, no sistema de tração.
Segundo usuários, o trem, que tinha como destino a estação da Luz, já saiu de Francisco Morato soltando fumaça. O problema teria sido percebido pelos próprios passageiros, que acionaram uma equipe da estação.
Apesar do susto, ninguém ficou ferido. A CPTM informou que o trem, em operação desde a década de 1980, foi esvaziado e retirado de circulação.
Fonte - STEFZS  26/01/2015

sábado, 27 de dezembro de 2014

Metrô e as falsas promessas de Alckmin

Política

O PSDB está no comando do Estado há duas décadas e São Paulo tem uma das mais baixas extensões do Metrô no mundo – o que provoca superlotação e panes constantes.Em 2015 serão entregues apenas duas estações do Metrô,e nenhuma da CPTM,

Por Altamiro Borges

O Estadão informa nesta sexta-feira (26) que o governador Geraldo Alckmin entregará apenas duas das nove estações do Metrô e da CPTM prometidas para 2015. Durante a campanha, ele manipulou dados sobre o sistema de transporte e jurou que ele seria ampliado. Agora, garantida a reeleição – graças à ajuda generosa do Estadão e do restante da mídia tucana –, ele confessa que as obras estão atrasadas e ainda tem o cinismo de afirmar que "elas não ficam prontas em 24 horas". O PSDB está no comando do Estado há duas décadas e São Paulo tem uma das mais baixas extensões do Metrô no mundo – o que provoca superlotação e panes constantes. O Estadão, que adora questionar a reeleição de Dilma, não poderia indagar também sobre o "estelionato eleitoral" do grão-tucano?
Segundo o jornalão, "o governo do Estado de São Paulo entregará, em 2015, menos estações de Metrô e de trem do que neste ano e também em um número menor do que havia anunciado. Pelo cronograma da gestão Geraldo Alckmin, no próximo ano serão inauguradas duas novas estações do Metrô – Oscar Freire e Higienópolis-Mackenzie – e nenhuma da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM)". O Estadão até ouviu as queixas de alguns usuários do transporte público – talvez eleitores arrependidos por terem votado no tucano. A consultora de marketing Margarete de Moraes desabafou: "Há uns sete anos ouço falar da Linha 17 e, até agora, nada, nem sombra de obra para esses lados. Só prometem e prometem prazos, mas não cumprem".
Diante das críticas, o governador Geraldo Alckmin deixou de lado o figurino de "picolé de chuchu" e reagiu com aspereza. "Como o senhor enxerga essa demora para a entrega de estações tanto do Metrô como da CPTM?", indagou o jornalista. E o tucano, na maior caradura, respondeu: "Olha, obras de Metrô, obras enterradas, caríssimas e complexas, você não faz em 24 horas". Talvez na próxima eleição, quando pretende disputar a Presidência da República, Geraldo Alckmin volte a prometer mais investimentos e agilidade nas obras. E, talvez, o jornalista do Estadão não faça mais perguntas incomodas!
Fonte - Blog do Miro  26/12/2014

terça-feira, 23 de dezembro de 2014

Cade acelera investigações do cartel dos trens

Política

Cade decidiu desmembrar o processo que investiga o cartel das licitações de trens e metrô nos Estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e no Distrito Federal

Brasil 247
foto - ilustração
O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) irá desmembrar o processo que investiga a existência de um cartel em licitações de trens e metrô nos Estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e no Distrito Federal, noticia reportagem da Folha de S. Paulo nesta terça-feira 23.
Decisão deve ser publicada no "Diário Oficial" da União esta semana. Com isso, a Superintendência-Geral do Cade irá analisar paralelamente dois processos sobre o caso. O primeiro será concentrado no envolvimento das 18 empresas acusadas de participar do conluio. No outro, será apurada a atuação dos 109 empregados destas companhias que supostamente participaram do cartel.
O objetivo do Cade é agilizar a investigação do papel de cada envolvido no esquema. O primeiro processo, que envolve as empresas, já está avançado, porque todas as companhias acusadas já foram intimadas a se manifestar. A partir do desmembramento, as empresas terão 60 dias para apresentar sua defesa.
No caso dos participação dos funcionários, muitos deles vivem no exterior e há ainda aqueles cujo endereço é desconhecido e até agora não foram localizados. O prazo para apresentação de defesa só começa a contar quando todos os acusados forem notificados.
As provas reunidas pelo Cade indicam que o cartel teria atuado em pelo menos 15 licitações promovidas entre os anos de 1998 e 2013. Estão sob suspeita contratos que somam R$ 9,4 bilhões.
Entre as empresas acusadas de participar do esquema estão a espanhola CAF, a japonesa Mitsui, a canadense Bombardier, a francesa Alstom, a americana Caterpillar, a sul-coreana Hyundai-Rotem e a alemã Siemens.
Entre as pessoas físicas, o maior número de acusados é da Alstom e da Siemens. A empresa alemã firmou com o Cade o chamado "acordo de leniência" no início de 2013 em troca de redução na punição, que pode chegar ao pagamento de até 20% do faturamento da empresa.
O Cade atua apenas na esfera administrativa. Há ainda a investigação criminal, que inclui a apuração do pagamento de propina a funcionários públicos nos governos do PSDB em São Paulo.
Fonte - STEFZS   23/12/2014

quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

Os cartéis,o trensalão e o discurso de Alckmin

Política

Os cartéis e o discurso de Geraldo Alckmin. - Governador tucano parece desconhecer detalhes do cartel do Metrô em São Paulo ao apontar diferenças com o escândalo na Petrobras

Por Fabio Serapião - Carta Capital
foto - ilustração
O governador de São Paulo, o tucano Geraldo Alckmin, reeleito com no primeiro turno com 57% dos votos válidos, deparou-se com alguns jornalistas ao chegar a um almoço em homenagem ao falecido Mário Covas no domingo 14. Conforme noticiou o portal de O Estado de S. Paulo, indagado sobre a corrupção na Petrobras e na compra de trens do Metrô e CPTM, disse que os dois casos são "coisas diferentes". Segundo o tucano, em "São Paulo não tem nada, nada comprovado, há uma suspeita de cartel onde o governo é vítima". Na Petrobras, diz ele, trata-se de parte de uma “doença sistêmica”.
Desde o dia 17 de março o caso Petrobras toma conta do noticiário nacional. Como é sabido, a Polícia Federal ao longo das fases da operação Lava Jato descobriu um cartel formado pelas maiores empreiteiras a atuar na petroquímica. Segundo a força tarefa montada para apurar os crimes, o chamado "Clube" teria pagado centenas de milhões de reais em propina a políticos e diretores da estatal, em troca de contratos em diversas diretorias da companhia. O esquema teria começado em 2006 e se estendido até 2014. Somente um diretor, Pedro Barusco, como lembrado por Alckmin em sua entrevista, aceitou devolver 100 milhões de dólares provenientes de propina recebida das empresas. A cifra deve ser ainda maior, como apontam as investigações em andamento.
Trata-se do maior escândalo de corrupção investigado, nos quais os indiciados foram denunciados e uma ação penal foi aceita. O juiz federal Sergio Moro, em menos de três meses, autorizou a busca a apreensão nas empreiteiras, prisão dos executivos citados, deu prazo para encerramento dos inquéritos, acolheu as denúncias e marcou as primeiras audiências para o começo de fevereiro. Até o fim do ano, saberemos quem serão os executivos e agentes públicos sem foro privilegiados que serão condenados em primeira instância pelo cartel e consequente corrupção.
O cartel do Metrô e CPTM apareceu no noticiário em 2013, quando a alemã Siemens assinou um acordo de leniência com o Cade, órgãos antitruste federal, no qual delatou participar de um grupo de empresas que atuou nos contratos firmados com as estatais paulistas entre 1998 e 2008, período em que o estado esteve sob comando do PSDB. Posteriormente, o Ministério Público Estadual e o Cade descobriram que contratos mais atuais também foram alvo do esquema. A partir de 2008, denúncias sobre o pagamento de propina nos contratos das estatais começaram a aparecer nos bastidores da política paulista. Um ex-diretor da Siemens distribuiu algumas cópias dos contratos da empresa alemã com offshores sediados no Uruguai em nome dos irmãos Arthur e Sergio Teixeira, o último já falecido. Os dois seriam, segundo a Polícia Federal, os operadores do esquema. Possuíam consultorias que recebiam o dinheiro das empresas e repassavam pra agentes públicos. Eram como o doleiro Alberto Youssef na Operação Lava Jato, responsáveis pela engrenagem do esquema.
As empresas eram a Gantown e a Leraway. Depois, descobriu-se ainda a GHT Consulting. Todas sediadas no Uruguai e abastecidas pela Siemens e outras empresas, como a Alstom. Não se tem notícia sobre pedidos de cooperação jurídica com o Uruguai para descobrir o destino no dinheiro movimentado nas offshores dos Teixeira. O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, chegou a pedir a diligência ao Supremo Tribunal Federal, mas o ministro Marco Aurélio Mello negou. O Ministério Público paulista já denunciou 30 executivos das empresas envolvidas no cartel e acionou por improbidade ex-diretores. No âmbito criminal, no entanto, ainda não denunciou agentes públicos.
No inicio de dezembro, a Polícia Federal indiciou criminalmente 33 envolvidos por corrupção ativa, corrupção passiva, cartel, crime licitatório, evasão de divisas e lavagem de dinheiro. Entre eles, o atual presidente da CPTM, Mario Bandeira, e o atual diretor de operação, José Lavorente. Apenas por um contrato, da linha 5 do Metrô, a Polícia Federal pediu e a Justiça bloqueou 614 milhões em bens dos envolvidos. No pedido enviado a Justiça Federal em São Paulo, o delegado Milton Fornazari Júnior detalha em 154 tópicos a ação do cartel e os motivos que o levaram a pedir o bloqueio milionário. Com base na documentação amealhada, Fornazari estipula em 9% do valor dos contratos assinados entre as estatais e as multinacionais do setor metroferroviário como destinado ao pagamento de propina a agentes públicos e políticos de São Paulo.
Os dois cartéis, ao contrário do que afirma o governador Alckmin, possuem características iguais. Os alvos são estatais, nos dois casos vítimas de empresas corruptoras aliadas a agentes públicos dispostos a afrouxar as normas administrativas e legais em troca de volumosos repasses de propina. As duas investigações foram possíveis graças a acordos de delação premiada. No Metrô, além da delação do ex-diretor da Siemens Everton Rheinheimer, a própria empresa assinou um acordo de leniência no qual entregou toda a documentação referente às tratativas que resultaram no loteamento das licitações para compra, reforma e manutenção de trens. O provimento da engrenagem financeira, em ambos os cartéis, ficou por conta de operadores que realizavam "consultorias", amparados por doleiros.
No caso dos operadores de câmbio, responsáveis pela movimentação e disponibilização do numerário, os dois cartéis se encontram. Raul Srour, preso com Alberto Youssef, em 17 de março, acusado de encabeçar um dos núcleos de doleiros ligado ao banco de dinheiro sujo do pivô do escândalo da Petrobras, é titular da offshore Cristal Financial Services. Sediada nas Ilhas Virgens Britânicas, segundo depoimentos de funcionários da Siemens, a conta no paraíso fiscal foi utilizada para escoar o dinheiro utilizado para o pagamento de propina a agentes públicos paulistas. As diferenças também existem. Os valores envolvidos no cartel da Petrobras são maiores.
O tempo do Judiciário paulista é diferente da Justiça Federal do Paraná e do juiz Sergio Moro, no entanto. Mesmo após o acordo de leniência da Siemens, em 2013, as instâncias paulistas ainda não condenaram um só envolvido. No sul, Moro aceitou várias denúncias e até o fim de 2015 deverá produzir as primeiras sentenças.
A posição de Alckmin demonstra a tentativa do tucano em se distanciar do caso da Petrobras, mas se dá de forma oportuna. Além das convergências citadas acima, o governador deveria lembrar-se do fato de que as mesmas empresas atuantes na estatal federal atuaram em obras milionárias da administração direta e indireta do estado. Vale lembrar, também, que a força tarefa da Lava Jato mira os contratos apontados na falecida operação Castelo de Areia como alvo de pagamento de propina da construtora Camargo Correa. O documentos apreendidos à época da investigação comprometem boa parte da nata do tucano paulista. Experiente e safo, Alckmin deveria utilizar as oportunidades de manifestação sobre os escândalos para lembrar que base de todo problema são as relações entre o financiamento de campanhas políticas e empresas interessadas em encher os bolsos com contratos públicos. São elas o agente causador da "doença sistêmica" chamada corrupção da qual nem o governo federal nem o estadual estão imunes.
Fonte - STEFZS  17/02/2014

sexta-feira, 25 de abril de 2014

Cinco anos após reforma que custou R$ 40 milhões, CPTM "encosta" trens por falta de peças

Trens de São Paulo

Em 2005, durante a primeira gestão do governador Geraldo Alckmin, o Estado de São Paulo abriu licitação para remobilizar, recuperar e modernizar 45 trens da CPTM. O consórcio BT Brasil — formado pelas empresas Bombardier e Tejofran — venceu a disputa para reformar um lote com quatro composições da frota 5500, fabricadas em 1980, e recebeu para isso R$ 83,2 milhões dos cofres públicos.

Fernando Mellis - R7

Companhia diz que aguarda processo de licitação para que vagões parados voltem a circular.
Dois trens que custaram à CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos) R$ 40 milhões para serem reformados e foram entregues em 2007 estão abandonados e sucateados em um pátio da companhia, na zona leste da cidade de São Paulo.
Em 2005, durante a primeira gestão do governador Geraldo Alckmin, o Estado de São Paulo abriu licitação para remobilizar, recuperar e modernizar 45 trens da CPTM. O consórcio BT Brasil — formado pelas empresas Bombardier e Tejofran — venceu a disputa para reformar um lote com quatro composições da frota 5500, fabricadas em 1980, e recebeu para isso R$ 83,2 milhões dos cofres públicos.
Denúncia recebida com exclusividade pelo R7 e entregue pela reportagem ao Ministério Público do Estado de São Paulo aponta que os trens foram inutilizados depois de apresentar uma série de problemas. Como cada um deles custou cerca de R$ 20 milhões, o equivalente a R$ 40 milhões estão parados.
Fotos feitas por funcionários mostram que peças estão sendo retiradas das composições paradas. Elas estão em um pátio no Brás, em processo de sucateamento. As imagens deixam claro que foram removidos equipamentos dos painéis e das laterais dos vagões.
Questionada, a CPTM diz que não aposentou os dois trens e que eles “estão em processo de manutenção corretiva, aguardando por peças que estavam em falta no estoque”. A empresa ainda acrescenta que um deles entrou na oficina em junho e outro em dezembro do ano passado e que já abriu licitação para a compra das peças. Segundo a companhia, não há prejuízo à população.
O contrato inicial assinado com o consórcio para a recuperação da série 5500 era no valor de R$ 61,5 milhões para a reforma de três composições, mas, ao longo do processo, recebeu um aditivo de R$ 21,7 milhões [valor de mais um trem], que extrapolou o limite legal. Mesmo assim, o Tribunal de Contas do Estado entendeu que não houve irregularidades na execução do contrato.
A maioria das frotas reformadas continua em circulação até hoje. A série 1100, por exemplo, fabricada na década de 50, que opera na linha 7-Rubi, foi modernizada na mesma época, mas apresenta iluminação interna precária, não possui ar-condicionado nem sistema de câmeras de segurança.
O professor Gustavo Fernandes, do Departamento de Gestão Pública da Escola de Administração de Empresas da Fundação Getulio Vargas, diz que o problema não é a realização de reformas nos trens, mas a dificuldade das empresas em contornar eventuais problemas decorrentes disso.
— De fato, faz sentido reformar. Se você analisar outras linhas de metrô mais antigas como Londres, Nova York, eles mesmos renovam. O que causa estranhamento, e que requer providências, é que, se o trem está quebrado, precisa reparar. Mas, às vezes, os processos dentro das companhias e a velocidade de resposta são tão lentos que as coisas acabam paradas.

Outro lado
Em nota, a Bombardier diz que “entregou os trens reformados ao cliente atendendo a todos os aspectos exigidos na licitação e que não detectou nenhuma reclamação por parte do cliente no que diz respeito a problemas técnicos das composições”. A Tejofran também foi procurada pelo R7 para comentar o caso, mas não havia retornado até a publicação desta reportagem.
Fonte - São Paulo Trem Jeito  25/04/2014

quinta-feira, 3 de abril de 2014

Cinco das seis linhas da CPTM registram falhas em apenas 48 horas

São Paulo

A Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) teve problemas em cinco das suas seis linhas nos dois primeiros dias de abril. Foram três problemas na terça-feira (1º) e dois nesta quarta (2).

G1
Enquanto isso...
Foram três problemas na terça-feira e dois nesta quarta. A única linha que não teve alterações na circulação foi a 9-Esmeralda.
A Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) teve problemas em cinco das suas seis linhas nos dois primeiros dias de abril. Foram três problemas na terça-feira (1º) e dois nesta quarta (2).
As linhas 7-Rubi, 8-Diamante, 10-Turquesa, 11-Coral e 12-Safira tiveram problemas na via ou em trens. A única que não teve alterações na circulação foi a linha 9-Esmeralda.
Terça-feira, 1º de abril de 14
A Linha 8-Diamante apresentou um problema no equipamento de via na região da estação Barra Funda por volta das 17h. Os trens circularam com velocidade reduzida e maior tempo de parada.
A assessoria da CPTM não soube informar quanto tempo o problema durou nem a hora em que foi corrigido.
No mesmo dia, a CPTM confirmou por meio do microblog Twitter que a Linha 10-Turquesa também teve falha no equipamento de via. O problema ocorreu na região de Santo André, ABC, por volta das 8h.
A outra falha do dia foi na Linha 12-Safira. Um trem apresentou defeito e foi esvaziado na estação Comendador Ermelino e, posteriormente, retirado para manutenção. O problema ocorreu por volta das 8h10.
Quarta-feira, 2 de abril de 14
O primeiro problema nesta quarta foi na Linha 7-Rubi. Um trem foi esvaziado na estação Vila Aurora e teve de ser recolhido devido a uma falha em equipamento de via.
A Linha 11-Coral teve a circulação de trens alterada por causa de problemas “de natureza técnica”, segundo a CPTM. A falha começou às 7h40 e foi solucionada às 9h25. A circulação, porém, apenas foi normalizada às 10h. O Twitter da CPTM informou que os trens seguiram com velocidade reduzida.
Fonte - São Paulo Trem Jeito  03/04/2014

terça-feira, 25 de março de 2014

MP denuncia 30 executivos por envolvimento em cartel no Metrô e na CPTM

Cartel da CPTM

De acordo com o promotor de Justiça Marcelo Mendroni, do Grupo de Atuação Especial de Combate aos Delitos Econômicos (Gedec), as fraudes teriam ocorrido a partir de 1998. Os prejuízos aos cofres públicos são avaliados em R$ 834,8 milhões. A expectativa de Mendroni é que os processos sejam analisados rapidamente para que todos os acusados respondam pelos crimes praticados.

Marli Moreira 
Repórter da Agência Brasil 
Ag.Brasil
O Ministério Público de São Paulo (MP-SP) anunciou, hoje (25), que foi encaminhada denúncia à Justiça contra 30 executivos acusados de envolvimento em formação de cartel e fraudes em 11 contratos de licitações do governo paulista. As irregularidades foram verificadas em contratos de 12 empresas, firmados em cinco projetos do metrô e da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM).
De acordo com o promotor de Justiça Marcelo Mendroni, do Grupo de Atuação Especial de Combate aos Delitos Econômicos (Gedec), as fraudes teriam ocorrido a partir de 1998. Os prejuízos aos cofres públicos são avaliados em R$ 834,8 milhões. A expectativa de Mendroni é que os processos sejam analisados rapidamente para que todos os acusados respondam pelos crimes praticados.
O promotor explicou que a estratégia mais comum nos casos foi a de participação nas concorrências públicas de forma combinada. Parte das empresas perdia a licitação e as vencedoras rateavam 30% dos ganhos e, em contrapartida, contratavam os serviços das perdedoras. Os contratos somam R$ 2,7 bilhões.
Alguns dos executivos denunciados eram funcionários das empresas Siemens e da Alstom, que já são investigadas por denúncia de cartel em licitações do metrô. Também foram citadas as empresas Balfour Beatty Rail Power Systems Brasil Ltda, Bombardier, CAF, Daimler-Chrysler, Hyundai, MGE, Mitsui, Tejofran, Temoinsa e T'Trans.
A Agência Brasil entrou em contato com as empresas envolvidas para que elas comentem as denúncias e aguarda resposta.
Fonte - Agência Brasil   25/03/2014

domingo, 9 de março de 2014

Ministério Público vê Serra envolvido no cartel da CPTM

Cartel CPTM

Em um depoimento revelador, noticiado em reportagem da revista IstoÉ dessa semana, o ex-dirigente da Siemens Nelson Branco Marchetti conta "ter sido pressionado pelo próprio governador José Serra a desistir de medidas judiciais para anular a vitória da espanhola CAF, em um certame para o fornecimento de 320 vagões". Caso a Siemens avançasse nas ações judiciais, Serra anularia a licitação, segundo o delator.

IstoÉ

Reportagem da revista IstoÉ cita duas investigações na Procuradoria-Geral de São Paulo envolvendo o ex-governador do PSDB no esquema de cartel do transporte; a primeira trata da pressão que o tucano exerceu para que a espanhola CAF vencesse uma licitação durante seu governo (2007-2010); em depoimento revelador, ex-dirigente da Siemens Nelson Branco Marchetti conta que foi pressionado por Serra a desistir de medidas judiciais para anular a vitória da empresa; outro processo investiga omissão do tucano em relação ao esquema, uma vez que ele recebeu alertas do Tribunal de Contas, Ministério Público e até do Banco Mundial sobre o caso; há ainda apuração de contratos suspeitos de irregularidades
247 – O envolvimento do ex-governador de São Paulo José Serra (PSDB) no esquema de cartel do metrô, que envolve agentes públicos e políticos tucanos, está cada vez mais confirmado. Investigações em curso na Procuradoria-Geral do Estado atuam em duas frentes: na pressão que o tucano teria exercido para beneficiar empresas no setor de transporte, durante seu governo, e a omissão do ex-governador diante do esquema, uma vez que teria recebido alertas sobre ele. Há ainda a apuração de irregularidades em contratos para a prestação de serviços ao setor, firmados durante a gestão de Serra.
Em um depoimento revelador, noticiado em reportagem da revista IstoÉ dessa semana, o ex-dirigente da Siemens Nelson Branco Marchetti conta "ter sido pressionado pelo próprio governador José Serra a desistir de medidas judiciais para anular a vitória da espanhola CAF, em um certame para o fornecimento de 320 vagões". Caso a Siemens avançasse nas ações judiciais, Serra anularia a licitação, segundo o delator. Em outro depoimento, ele revela que dirigentes do Metrô e da Secretaria de Transportes Públicos sugeriram que sua empresa se associasse à Alstom para vencer uma licitação.
Leia abaixo a íntegra da reportagem, assinada pelo jornalista Pedro Marcondes de Moura:
Apesar das evidências do envolvimento do ex-governador José Serra (PSDB) com o cartel de trens e o propinoduto em São Paulo, desde o surgimento das primeiras denúncias em junho do ano passado o tucano tem procurado se desvincular do escândalo. Com verdadeiras ginásticas verbais, Serra tenta explicar o inexplicável. "Qualquer manual anticartel nos daria razão. Ganharíamos a medalha anticartel", declarou Serra na última semana, sem levar em conta que foram as próprias empresas integrantes do cartel que confessaram a prática criminosa e lesiva aos cofres públicos paulistas durante os governos do PSDB, apontando inclusive a participação de políticos e agentes públicos no esquema. Agora, sobre a mesa do procurador-geral de São Paulo, Álvaro Augusto Fonseca, há dois procedimentos investigatórios sobre o envolvimento do tucano com a máfia dos trilhos. O primeiro refere-se à pressão exercida por Serra para que a empresa espanhola CAF vencesse uma licitação de fornecimento de trens para a CPTM durante sua gestão como governador (2007 e 2010). O outro apura a omissão do tucano diante das fraudes cometidas pelo cartel, já que ele, também na condição de governador, recebeu uma série de alertas do Tribunal de Contas, Ministério Público e até do Banco Mundial. Em paralelo, as autoridades ainda investigam contratos celebrados durante a administração de Serra que foram considerados lesivos ao erário. Entre eles, a bilionária modernização de trens do Metrô e a implementação do sistema CBTC. A obra encontra-se até hoje incompleta.
Em ofício, o promotor Marcelo Milani diz haver indícios da ligação de Serra em licitações investigadas por fraudes na CPTM. "Segundo os delatores (executivos da Siemens), era realizada toda sorte de falcatruas e combinações para a conquista de contratos", escreveu Milani. "Ficou claro que todas as licitações de determinado período (que compreende o governo Serra) foram baseadas em atos ilícitos", complementou. Ao apurar o pagamento de propina e outras irregularidades em um acordo firmado entre a Alstom e a CPTM para manutenção de trens da série 7000, o MP chegou a um depoimento revelador dado à Polícia Federal. Nele, Nelson Branco Marchetti, ex-dirigente da Siemens, diz ter sido pressionado pelo próprio governador José Serra a desistir de medidas judiciais para anular a vitória da espanhola CAF, em um certame para o fornecimento de 320 vagões. A CAF não atendia a exigência mínima de capital social pedida no edital de licitação, em que a Siemens ficou na segunda colocação. Mesmo assim, Serra insistiu para que a Siemens não recorresse e, assim, beneficiasse a CAF. "Releva notar que o delator diz ter participado de tratativas, na Holanda, com agentes do governo do Estado de São Paulo. Especialmente o então governador José Serra", diz o promotor. Ainda chamou a atenção das autoridades a proposta nada republicana oferecida pela cúpula do governo Serra para pôr fim ao imbróglio: que as empresas se acertassem entre si e a Siemens fosse subcontratada para tocar um terço do projeto. Para Milani, ao agir dessa maneira, o Estado, durante o governo Serra, acabou por incentivar a formação do cartel. Ao final, a sugestão não foi acatada e a CAF forneceu sozinha os trens, ou seja, aconteceu o que Serra almejava desde o início.
Em outro depoimento, desta vez ao Ministério Público, Marchetti narrou um insólito caso que demonstra a inequívoca ligação de Serra com as empresas do cartel de trens em São Paulo. Segundo Marchetti, durante o governo do tucano, tanto ele como executivos da Alstom foram convidados a um encontro por dirigentes do Metrô e da secretaria de Transportes Metropolitanos. Na reunião, os agentes públicos incentivaram as duas companhias a se associarem para vencer a licitação do sistema de sinalização dos trens das linhas 1, 2 e 3 do Metrô. Os executivos ainda sugeriram que a estatal licitasse a sinalização linha por linha, triplicando a concorrência. Mas integrantes do governo Serra sinalizaram que queriam a vitória de um consórcio formado pelas duas empresas para as três linhas. A Alstom acabou ganhando sozinha o contrato para o fornecimento do CBTC. O sistema até agora não foi plenamente instalado, gerando inúmeros problemas aos usuários e levando ao bloqueio de pagamentos pelo Metrô, na gestão do governador Geraldo Alckmin. A companhia francesa alega que foi decidido fazer a "implementação operacional em fases".
Na gestão Serra, concentraram-se também os controversos contratos de reformas de trens com mais de quatro décadas de funcionamento. Em outros metrôs pelo mundo, as locomotivas estariam aposentadas. Não à toa, os veículos entregues apresentam problemas de operação. Na versão oficial, a modernização dos 98 veículos das linhas 1 e 3 do Metrô paulista trariam uma economia de 40%. No entanto, investigações do MP apuraram que as reformas custaram mais do que vagões novos vendidos pelas mesmas empresas em outros locais. A constatação veio com o depoimento de um ex-diretor do Metrô, Sérgio Correa. Ele revelou que a estatal não previa no orçamento "o chamado truque, bem como a caixa que importariam em 40% do custo final". Mas esses e outros itens foram licitados e trocados. A falta de concorrência na disputa dos quatro lotes da "modernização" também fez com que os acordos fossem fechados a valores acima dos previstos em tomadas de preços com as próprias vencedoras dos certames. A reforma, que se encontra suspensa, foi alvo, segundo o MP, de superfaturamento de aproximadamente R$ 800 milhões. As autoridades tentam agora obter a devolução do dinheiro. A Alstom admite que está "enfrentando acusações", mas ressalta que implementa regras "de conformidade e ética". Autora de denúncia do cartel, a Siemens diz colaborar para que "as autoridades competentes possam prosseguir com suas investigações". Procurados, a CAF e o ex-governador José Serra não responderam os questionamentos feitos por ISTOÉ.
Outra investigação em curso pelo Ministério Público apura a prática do crime de improbidade administrativa pelo ex-governador do PSDB. O MP quer saber a razão de o tucano ter mantido a execução de contratos firmados por empresas do cartel com a CPTM e o Metrô, apesar de seguidos alertas dados pelos promotores e pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE) dizendo que eles eram prejudiciais aos cofres públicos. A informação sobre os alertas, encaminhados a presidentes das estatais e publicados no "Diário Oficial", foi revelada, em agosto, por ISTOÉ. Em fevereiro de 2009, por exemplo, o TCE constatou desvios e direcionamentos em licitações da CPTM. Ao analisar um recurso, o conselheiro Antonio Roque Citadini concluiu que a estatal adotou uma conduta indevida ao usar uma licitação para fornecimento de 30 trens com o consórcio Cofesbra, realizada em 1995, para comprar 12 novos trens mais de uma década depois. Citadini revelou à ISTOÉ que o governo foi avisado inúmeras vezes das evidências de falcatruas.
O Ministério Público também disparou vários avisos de irregularidades, que Serra preferiu ignorar. Ao apurar um acordo do Metrô com a CMW Equipamentos S.A, o órgão declarou: "A prolongação do contrato por 12 anos frustrou o objetivo da licitação, motivo pelo qual os aditamentos estariam viciados". Na ocasião, a CMW Equipamentos foi incorporada pela Alstom. Os promotores também apontaram para fraudes numa série de contratos firmados com outras companhias. Ainda assim, Serra insiste em se dizer merecedor de uma medalha.
Fonte - São Paulo Trem Jeito  08/03/2014

segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

Depoimentos do cartel de SP são encaminhados à PGR

Politica

Felipe Recondo
Agência Estado
foto - ilustração
As delações premiadas e depoimentos no inquérito que investiga a formação de cartel nas obras do metrô em São Paulo foram encaminhadas nesta segunda-feira, 13, ao procurador-geral da República, Rodrigo Janot. Os depoimentos com referências ao possível envolvimento de parlamentares fizeram com que a investigação, que tramitava na primeira instância, em São Paulo, subisse para o Supremo Tribunal Federal (STF).
Relator do processo, o ministro Marco Aurélio Mello afirmou que os depoimentos estavam em seu gabinete desde o ano passado. Entretanto, ao abrir vista para o Ministério Público, essa parte do processo não foi encaminhada. Janot fez o pedido para que os depoimentos fossem então remetidos, o que Marco Aurélio deferiu imediatamente.
Na semana passada, Marco Aurélio decidiu desmembrar o processo e manter no STF a parte da investigação referente apenas aos deputados cujos nomes apareceram durante as investigações. As referências a parlamentares foram feitas, por exemplo, pelo ex-diretor da empresa Siemens, Everton Rheinheimer. À Polícia Federal, em 14 de outubro, Rheinheimer descreveu "contatos e reunião pessoais", além de "acordos financeiros" com parlamentares.
Entre os nomes citados na investigação estão os deputados Arnaldo Jardim (PPS-SP), Edson Aparecido, José Aníbal e Rodrigo Garcia. Aparecido, Aníbal, ambos do PSDB, e Garcia, do DEM, são deputados licenciados e ocupam secretarias do governo de São Paulo.
Fonte - A tarde  13/01/2014