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segunda-feira, 2 de fevereiro de 2026

A China é a campeã de sistemas de transportes sobre trilhos - 中國是鐵路運輸系統的領導者。

Transportes sobre trilhos  🚄🚃🚃🚃🚃 🚇

A China possui os mais extensos e movimentados sistemas de monotrilho do mundo, entre elas, Chongqing, Wuhan e Wuhu. Chongqing se destaca como  a mais importante cidade chinesa a utilizar o sistema de Monotrilho. 

Da Redação
foto - ilustração/arquivo
.A China já possui os mais extensos e movimentados  sistemas de monotrilho do mundo”, várias cidades chinesas adotaram com sucesso a essa tecnologia. Apesar de opiniões controversas de alguns especialistas no assunto ao afirmarem que o monotrilho não é a melhor opção para grandes cidades questionando à sua baixa capacidade isso não é uma afirmação totalmente verdadeira, na China a cidade de Chongqing é  um bom exemplo dessa contradição. Os sistemas de Monotrilhos podem operar com velocidade de 80 km/h e ter as suas composições estendidas, assim como as de Metrô, até 6 ou 8 carros aumentando consideravelmente a sua capacidade de transportes de passageiros. Na cidade de  Chongqing  em 2024, o sistema de transporte sobre trilhos ultrapassou 10 bilhões de viagens. A capacidade do sistema de Monotrilhos, porém, varia de acordo com o tipo de aplicação. A China possui os mais extensos e movimentados sistemas de monotrilho do mundo, entre elas, Chongqing, Wuhan e Wuhu. Chongqing se destaca como  a mais importante cidade chinesa a utilizar o sistema de Monotrilho. Um dos principais fatores negativos dos sistemas de Monotrilho,é o conflito gerado pelo impacto visual na paisagem urbana das cidades, devido aos elevados e colunas de concreto implantadas para a circulação dos trens. Mesmo tendo uma das maiores redes de transportes sobre trilhos, a China mantem um histórico de segurança nos últimos anos com nível muito elevado.         
 Atualmente até o fim do ano de 2025,a China conta com 58 cidades operando sistemas de transporte urbano sobre trilhos, metrô, monotrilho, trilhos suburbanos, maglev e outros modais. Das 58 cidades, 41 cidades têm linhas de metrô convencional. Até o fim de 2025, a extensão dos sistema de  transporte urbano sobre trilhos da China totalizou 13.071,58 km. O metrô com 382 linhas e número total de 6.651 estações, detém a maior parte com 10.007,06 km ou 76,56% do total. 

Sistemas de Metrô da China
Cidades             Extensão em km           Estações          Numero de passageiros(em milhões)
Xangai                   1.041,85   km                  523                  10.272.000
Pequim                     982,28   km                  539                    9.893.000           
Chengdu                   869,71   km                  452                    6.034.000               
Guangzhou               784,28   km                  397                    8.905.000                  
Shenzhen                  642,94   km                  441                    8.450.000         
                           
Trens de Alta velocidade
A rede ferroviária de trens de alta velocidade chinesa ultrapassou 50.000 km no final de 2025, chegando a aproximadamente 50.400 km de linhas em operação. As linhas  de TAV abrangem mais de 97% das cidades chinesas com a população maior de 500 mil habitantes.
Velocidade: Os trens de alta velocidade  operam regularmente com velocidades de 350 km/h. 

Trens Maglev
A China atualmente possui pelo menos três linhas comerciais de trem de levitação magnética (maglev) em operação: a linha de alta velocidade no aeroporto de Xangai (Transrapid), a linha S1 de Pequim e a linha expressa de Changsha. Uma linha turística de maglev foi adicionada em Fenghuang,   lançada em 2022, com novas rotas em desenvolvimento.
*As informações contidas nessa matéria podem estar sujeitas a novas atualizações
Pregopontocom 02/02/2026







domingo, 13 de abril de 2025

Autoridade Metropolitana de Transportes - Porque precisamos dela

 Mobilidade Urbana 🚇  🚉 🚄 🚍

A centralização do controle operacional e administrativo independente dos sistemas de transportes pelas AMTs, torna possível uma melhor gestão proporcionando melhor eficiência, racionalidade, integração resultando em uma melhora substancial na qualidade do serviço oferecido a população como um todo.


Luis Prego Brasileiro
foto - ilustração/Pregopontocom
A Autoridade Metropolitana de Transportes é um modelo de gestão de sistema de transportes público bem sucedido em diversos países da Europa. Os países são divididos em regiões, que englobam um certo numero de cidades, onde cada uma região tem sobre o seu controle a sua Autoridade de Transportes. A centralização do controle operacional e administrativo independente dos sistemas de transportes pelas AMTs, torna possível uma melhor gestão proporcionando melhor eficiência, racionalidade e integração resultando em uma melhora substancial na qualidade do serviço oferecido a população como um todo.
A falta de uma integração inteligente dos sistemas de transportes existentes nas grandes cidades e capitais brasileiras, principalmente a falta de conexão entre os modais, a *acessibilidade precária principalmente no setor de transporte por ônibus, onde ainda persiste  o uso de veículos com piso alto, portas estreitas com catracas posicionadas logo após a porta de entrada para os passageiros, causando um gargalo e retardando o movimento de embarque, além da motorização dianteira, tornam-se um grande entrave na eficiência operacional desse sistema que além do desconforto causado a população que faz uso do mesmo, eleva concomitantemente o custo operacional do sistema com consumo de combustível desnecessário, aumentando o  tempo de viagem, além da poluição ambiental em função do tempo maior de permanência perdido no embarque e desembarque dos passageiros em função das dificuldades de acessibilidade expostas aqui. .

Autoridade Metropolitana de Transportes
Como resolver o problema da fragmentação da gestão do transporte público? a partir da criação de uma gestão única  tornando-o mais eficiente diminuindo o seu custo operacional e ofertando um sistema de transportes totalmente integrado, com eficiência, conforto, segurança, horários regulados e uma tarifa que proporcione e incentive a população a usar o sistema de transporte público.
A criação da AMT, (mais não no formato de uma Ag. Reguladora, pois teríamos ai mais um elefante branco burocrático, inchado, e provavelmente mais um cabide de emprego) tem que ser uma entidade independente, onde os entes (municípios, cidades e estado) envolvidos indicariam no máximo 2  técnicos-conselheiros (não cabe uma indicação política ou por apadrinhamento) com conhecimento comprovado na área de mobilidade e transportes e com empatia com o tema. A partir dai numa eleição interna seriam então escolhidos um Diretor de operações, um Diretor de gestão de frota (seria o responsável pela escolha do modal e veículos adequados para cada tipo de serviço através de estudos e a realização de pesquisas), Diretor de planejamento para composição de rotas e linhas e estudos de tarifas, Um Diretor adjunto (2º na hierarquia) e o Diretor Geral. Todas as ações oriundas de projetos e planejamentos seriam  submetidos a apreciação e aprovação de todo o conselho para que fossem colocadas em práticas.

Entidade Independente
Caberia aos entes participantes apenas prover os recursos necessários proporcionalmente, de acordo com o tamanho da cidade ou município, a sua receita e a densidade demográfica do mesmo, providenciar financiamentos e cobrar da AMT eficiência administrativa e operacional, não cabendo nenhum tipo de interferência por motivação política ou qualquer outra que venha a prejudicar o bom funcionamento e desempenho AMT.

ITS
Em uma segunda etapa seria criado então  o ITS  (Intelligent Transportation System),esta uma ferramenta extremamente necessária e essencial para coordenar toda a operação de todos os modais em conjunto, proporcionando uma operação racional, eficaz proporcionando uma funcionalidade inteligente no sistema de integração intermodais. O ITS será um CCO Master, ou seja o pai de todos os CCOs, a centralização dos CCOs dos modais existentes, coordenando e supervisionando as ações de todos eles e como um elo de ligação, proporcionando assim um sistema de operação e integração racional, eficaz  e inteligente.

Sistemas de transportes em Salvador e RMS dentro AMT
Em Salvador, no caso especifico, os sistemas que comporiam a AMT seriam os seguintes: Metroferroviário : Metrô,Trens,VLTs, Monotrilhos e Teleféricos 
Sistemas de ônibus: Urbanos, Alimentadores, Complementares, Semi-Urbanos e Metropolitanos
Sistemas Hidroviários; Sistema Ferry-Boat, Lanchas na BTS-Salvador/Ilhas, Lanchas Salvador/Recôncavo (Morro de São Paulo) e outros localidades.

A  AMT bem como o ITS quando criados e se criados, trará muitos benefícios para a Mobilidade Urbana em Salvador e RMS, bem como em outras localidades em todo o pais, proporcionando um sistema de transporte mais eficiente, mais racional e inteligente, com redução de custos  e benefícios para a população.
Pregopontocom 14/04/2025


*Acessibilidade precária - A falta de acessibilidade nos ônibus causa um enorme prejuízo ao sistema operacional, motivada pela demora do embarque e desembarque de passageiros gera um maior consumo de combustível, o aumento da poluição ambiental e aumento do tempo de viagem. Esse será um tema  abordado num próximo artigo. 



infográfico - Pregopontocom



VEJA TAMBÉM - 

Um debate para além do Monotrilho

https://pregopontocom.blogspot.com/2019/09/um-debate-para-alem-do-monotrilho.html
Abordagem também do tema sobre a Autoridade Metropolitana de Transportes

segunda-feira, 24 de março de 2025

MARCOPOLO RAIL inicia entrega de trens modelo Prosper para a EFE no Chile

Transportes sobre trilhos  🚄🚃🚃🚃🚃

Marcopolo Rail inicia entrega de trens para EFE – Trenes de Chile.As unidades Diesel Multiple Units (DMUs) foram produzidas no Complexo Industrial de Ana Rech, em Caxias do Sul (RS), em unidade fabril dedicada à produção dos veículos ferroviários e que atende rigorosas normas de fabricação.

ABIFER
Foto - Marcopolo Rail
A Marcopolo Rail anuncia o início da entrega das três composições de dois carros do modelo Prosper adquiridas pela Empresa de Los Ferrocarriles del Estado – EFE Trenes de Chile, responsável pela gestão da rede ferroviária, fundada em 1884 e uma das empresas públicas mais antigas do país. As unidades Diesel Multiple Units (DMUs) foram produzidas no Complexo Industrial de Ana Rech, em Caxias do Sul (RS), em unidade fabril dedicada à produção dos veículos ferroviários e que atende rigorosas normas de fabricação. O fornecimento de material rodante, peças de reposição e manutenção consolida a atuação no mercado internacional da divisão da Marcopolo especializada no desenvolvimento e produção de veículos ferroviários. “A entrega de trens de última geração para a EFE, que há 140 anos desempenha papel importante na mobilidade do Chile, nos consolida como fabricante referência para a América Latina e reforça nosso compromisso com a inovação e a sustentabilidade. Este fornecimento também contribuirá significativamente para o avanço da infraestrutura ferroviária daquele país, promovendo um transporte mais eficiente e seguro”, analisa Petras Amaral Santos, gerente executivo da Marcopolo Rail. As composições bidirecionais com portas em ambas as laterais tem capacidade para transportar 223 passageiros, sendo 80 sentados em poltronas com apoio de braço, e 143 em pé. A bidirecionalidade dos carros permitirá uma operação mais eficiente, já que o trem não precisará atingir as plataformas giratórias para inverter seu curso e poderá retornar de qualquer ponto da via. “Nos enche de satisfação ver este novo trem iniciando o seu percurso, fazendo parte da renovação de um serviço cheio de história e emblemático da Região do Maule. Este serviço é muito apreciado por todos os habitantes, que em breve poderão testemunhar o salto de qualidade mais importante que este serviço teve em seus mais de 60 anos. A incorporação deste primeiro trem, que é o primeiro de três, reflete o compromisso do governo do Presidente Gabriel Boric em oferecer um transporte público de qualidade e reimpulsionar os trens no Chile”, comenta Ministro dos Transportes e Telecomunicações, Juan Carlos Muñoz. Os modelos vão contar ainda com climatização, espaço destinado para pessoas com mobilidade reduzida, além de um sanitário adaptado, portas USB e mesa dobrável no encosto. Para maior conforto térmico, os trens terão sistema de ar-condicionado independente para cada carro.

Sistema vai beneficiar a mobilidade de 325 mil pessoas
As composições irão operar na linha Talca-Constitución, um circuito interurbano de transporte de passageiros de média distância, com 88 quilômetros de extensão, 11 estações, que vai transportar cerca de 50 mil passageiros por ano, ligando quatro municípios. O sistema faz parte do programa Trenes de Chile, que passou recentemente por melhorias em sua infraestrutura e vai beneficiar 325 mil pessoas da região. Atualmente, o ramal conecta as zonas rurais do vale central e da zona costeira, na região do Maule. “Este é um grande passo na modernização do serviço ferroviário na região e também para uma rota tradicional e centenária, aonde estamos chegando com mais segurança e confiabilidade. Esses novos trens permitirão que nossos passageiros viajem com maior conforto e acessibilidade universal, fortalecendo a conectividade e o transporte sustentável no Maule”, comenta o Presidente da EFE, Eric Martin. As obras de renovação dos trilhos receberam aprovação técnica do National Monuments Council (os trilhos e estações são listados como Monumentos Históricos). Essa nova infraestrutura reduzirá o tempo de viagem das atuais 3 horas e 15 minutos para apenas 2 horas e 45 minutos, levando em consideração as paradas nas estações ao longo da rota.

Avanço da mobilidade metroferroviária
A Marcopolo Rail atua para identificar oportunidades para o avanço da mobilidade metroferroviária, em linha com as atuais demandas globais, e trabalha para promover deslocamentos de alta capacidade com velocidade, eficiência e conforto. Em 2024, o Prosper VLT, primeiro veículo leve sobre trilhos (VLT) da Marcopolo Rail entrou em operação em uma rota turística operada pela Giordani Turismo, em Santana do Livramento (RS). A companhia também é responsável pela fabricação dos people movers fornecidos para o consórcio AeroGru, formado pelas empresas Aerom, HTB, FBS e TSEA. O consórcio é responsável pelo projeto de transporte que conecta a linha 13-Jade da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos) aos terminais 1, 2 e 3 do Aeroporto Internacional de Guarulhos, em São Paulo (SP).

Sobre a Marcopolo Rail
Alinhada com o propósito de melhorar a experiência de vida por meio da mobilidade, a Marcopolo Rail é uma divisão da Marcopolo, especializada no desenvolvimento e produção de novos modais sobre trilhos. A Marcopolo Rail tem em seu portfólio produtos ferroviários e atua na produção de Multiple VLTs, bem como fabricação de caixas para People Movers. Além da linha de produtos, também oferece contratos para serviços de manutenção e modernização.
Fonte - ABIFER 24/03/2025

sexta-feira, 27 de dezembro de 2024

AUMENTO DE TARIFAS - Ônibus,trens e metrô de São Paulo terão reajuste de tarifas a partir de 06/01/25

Mobilidade/Transportes  🚌 🚇

Ônibus trens e metrôs da cidade de São Paulo, tem reajustes de tarifas a partir de 06/01/25,a tarifa dos ônibus passará para R$5,00 e dos trens e metrôs para 5,20.

Da Redação
foto - ilustração/arquivo - Precopontocom
A prefeitura de São Paulo anunciou o novo valor da passagem de ônibus em São Paulo nesta quinta-feira 26, A atual que no valor de R$ 4,40 passará para R$ 5,00, sofrendo um aumento de 13,6%. O reajuste entrara em vigor no dia 06/01/25. Estarão mantidas as atuais gratuidades de acordo com a administração municipal, além da integração válida para até quatro ônibus durante o período de três horas.
A prefeitura de São Paulo alega que o valor do reajuste ficou abaixo 32% do índice de inflação acumulada desde o último aumento, dado em janeiro de 2020.
O governo do estado de São Paulo também também anunciou no mesmo dia um reajuste da tarifa dos trens e metrô com a tarifa passando de R$ 5 para R$ 5,20 a partir de 06/01/25. O sistema de transportes ferroviários de São Paulo acumula dois (02) anos consecutivos de aumento de tarifas.
Pregopontocom 27/12/2024

terça-feira, 26 de novembro de 2024

NOTÍCIAS FERROVIÁRIAS - 26/11/2024

NOTÍCIAS FERROVIÁRIAS   🚄🚃🚃🚃🚃


Foto ilustração arquivo (VLT de Fortaleza)


Destaques
01) VLT DE SALVADOR
- O governo do estado da Bahia divulgou no dia 22/11/2024, as empresas que irão gerenciar e fiscalizar as obras e serviços para a construção e implantação do Sistema de VLT (Veículo Leve sobre Trilhos) de Salvador. Segundo o anúncio, os (03) três consórcios que venceram a licitação e ficarão responsáveis cada um por um lote das (03)três etapas para a instalação do sistema são - Consórcio Consultor VLT Nerk - Consórcio Supervisão VLT SSA e o Consórcio Geribello| Tüv Rheinland | Sondotécnica. A previsão é que as obras de implantação do sistema de VLT , sejam iniciadas a partir de janeiro de 2025.

02) METRÔ DE TEREZINA - Metrô de Teresina terá tarifa zero a partir de janeiro de 2025.O anúncio foi feito pelo governador Rafael Fonteles.O governo aquarda a aprovação da Lei Orçamentária pela Assembleia Legislativa para implementar o sistema. O Metrô de Teresina, administrado pela Companhia Ferroviária e de Logística do Piauí (CFLP), opera hoje no horário de 7h às 19h, com tarifa de R$ 1, ligando o Centro da cidade à zona sudeste. São 13,5 km de extensão, em 13 estações. São cerca de 4 mil usuários por dia.

03) METRÔ DESALVADOR - CCR Metrô Bahia inova com realidade virtual para capacitação de operadores de trens. Em Salvador, o sistema metroviário, que já opera com o moderno controle de trens CBTC (Communications-Based Train Control),sistema de Controle de Trens Baseado em Comunicação, agora ganha um novo aliado: o óculos de realidade virtual. A nova tecnologia permite que os operadores pratiquem a atividade em uma réplica virtual da cabine do trem, acessível de qualquer lugar.Utilizando os óculos e controles de mão, os condutores podem simular diversas situações, desde a inicialização dos trens até o controle de velocidade e frenagens. A experiência cobre o trajeto da Linha 2, entre as estações Aeroporto e Acesso Norte, além da Linha 1, entre as estações Lapa e Pirajá. A simulação será expandida até setembro de 2025, abrangendo, inclusive, a passagem pela lavadora de trens e situações operacionais complexas, como falhas operacionais e manobras manuais de máquinas de chaves.

04) CBTU - A CBTU recebe Prêmio Lúcio Costa de Mobilidade, Saneamento e Habitação. A Companhia foi agraciada pelo compromisso de modernizar, expandir e implantar sistemas de transporte de passageiros sobre trilhos.Em um ano especial, no qual celebra 40 anos de história, A cerimônia de premiação ocorreu nesta terça-feira, 12/11, na Câmara dos Deputados, em Brasília, e o adjunto de Diretor técnico, André Joia, recebeu, em nome da CBTU, o prêmio pelo compromisso da Companhia com a modernização, expansão e implantação do sistema de transporte de passageiros sobre trilhos no Rio Grande do Norte.O prêmio “Lucio Costa de Mobilidade, Saneamento e Habitação” foi instituído pela resolução nº 8, de 2015 e faz homenagem ao urbanista Lúcio Costa, que foi reconhecido mundialmente pelo projeto de construção do Plano Piloto de Brasília e faz referência as iniciativas para ofertar qualidade para a Mobilidade Urbana no País. Lúcio Costa se firmou como pioneiro da arquitetura urbana moderna do Brasil

05) METROFOR - Placas solares no Metrofor geram economia anual de quase R$ 250 mil.Com quase dois anos de funcionamento, as placas fotovoltaicas nas estações Juscelino Kubitschek e Padre Cícero produzem, todos os meses, uma média de 42 mil kWh em energia elétrica de matriz solar. Esta produção corresponde a uma economia mensal de R$ 20,2 mil nas contas de luz do Metrofor.As 882 placas operam no teto das duas estações e são conectadas com a rede elétrica de Fortaleza,energia produzida para a rede é convertida em reais, e o valor é direcionado ao Metrofor por meio de descontos nas contas de luz. Em um ano, a economia chega a R$ 242 mil. O investimento ajuda a reduzir a demanda por energia elétrica em outras fontes de produção – que podem ser degradantes para o meio ambiente.
Pregopontocom 26/11/2024

quarta-feira, 30 de outubro de 2024

Notícias Ferroviárias 30/10/2024

Transportes sobre trilhos - 🚂🚃🚃🚃🚃

Governo quer retomar ferrovia abandonada que cruza todo o Ceará e avalia transporte de passageiros

Notícias da Imprensa - Diário do Nordeste (CE)
foto - ilustração/arquivo
O governo federal está negociando a retomada de trilhos abandonados da malha ferroviária nacional e essa ação, caso concluída, terá impacto no Ceará. Segundo a Agência Nacional de Transporte Terrestre (ANTT), no Estado, as linhas que são objeto do pedido de devolução da concessionária Ferrovia Transnordestina Logística (FTL) para a União coincidem com o eixo da nova ferrovia que está sendo construída pela TLSA, a nova Transnordestina. Assim, a ação indicaria um “potencial impacto significativo na infraestrutura ferroviária local”. As tratativas em andamento usam como base um estudo feito pela ANTT e pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), que avalia o pedido de devolução das linhas férreas feito pela FTL, totalizando aproximadamente 3 mil quilômetros.
Fonte - https://diariodonordeste.verdesmares.com.br/negocios/governo-quer-retomar-ferrovia-abandonada-que-cruza-todo-o-ceara-e-avalia-transporte-de-passageiros-1.3574309

domingo, 1 de setembro de 2024

As ferrovias transportam produtos a um custo mais baixo e são menos poluentes”,

Transportes sobre trilhos  🚂

“As ferrovias transportam produtos a um custo mais baixo e são menos poluentes”, diz secretário Nacional de Transporte Ferroviário, Leonardo Ribeiro. O setor de ferrovias tem um papel fundamental no contexto da infraestrutura sustentável. É um modal capaz de transportar carga a custo logístico mais baixo, ao mesmo tempo em que as locomotivas carregam esses produtos emitindo menos gases poluentes.

Ministério dos Transportes-ABIFER
foto - ilustração/arquivo
Como os investimentos na expansão do setor ferroviário de cargas podem impulsionar o desenvolvimento sustentável do Brasil? Esse foi o tema do VIII Brasil nos Trilhos – Sustentabilidade em Movimento, que aconteceu nesta terça-feira (27). O secretário Nacional de Transporte Ferroviário, Leonardo Ribeiro, foi um dos palestrantes. “O setor de ferrovias tem um papel fundamental no contexto da infraestrutura sustentável. É um modal capaz de transportar carga a custo logístico mais baixo, o empresário paga um frete mais barato, ao mesmo tempo em que as locomotivas carregam esses produtos emitindo menos gases poluentes”, explicou ele. Ribeiro acrescenta ainda que a parceria entre o Governo Federal e a iniciativa privada é fundamental para a expansão das ferrovias no país. “Estamos estruturando projetos que levam em conta não só questões econômicas, como também ambientais”, resumiu. O secretário-executivo da pasta, George Santoro, participou da abertura do evento. “Já temos 8 contratos de concessões ferroviárias em andamento, alguns até prontos, em fase de validação, para iniciarmos uma grande carteira de leilões ferroviários”, afirmou. “E, paralelamente a isso, estamos trabalhando para melhorar as formas de desenvolver locomotivas com biodiesel ou outras soluções que possam emitir menos carbono”, concluiu Santoro. Participaram também do evento executivos das maiores operadoras ferroviárias do país, além de representantes do Ministério da Fazenda, Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT). Paixão pelos trilhos “Quando eu nasci meu pai já era ferroviário. A vida inteira a ferrovia faz parte da minha vida”, conta o inspetor de tração André Luiz Almeida, funcionário da empresa VLI. Nessa função, ele acompanha a circulação de trens nos pátios ao longo da linha e orienta equipes de maquinistas e operadores de manobras. André está entre os 66 mil trabalhadores que atuam na indústria ferroviária brasileira, de acordo com a Associação Brasileira da Indústria Ferroviária (Abifer). “Acabei de fazer 21 anos no setor e sinto muito orgulho. Sinônimo de trem para mim é a transformação da logística”, ressalta. Ele trabalha no chamado Corredor Sudeste, que passa pelo Distrito Federal, Goiás, Minas Gerais e vai até o interior de São Paulo. Por ali passam produtos como grãos, açúcar, fertilizantes, fosfato e enxofre. Para se ter uma dimensão do volume escoado pelas ferrovias brasileiras, a movimentação de cargas transportadas em 2023 registrou uma alta de 6% em comparação com o ano de 2022, cerca de 530,6 milhões de toneladas. Os dados estão disponíveis no Anuário Estatístico produzido pelo Observatório Nacional de Transporte e Logística.. Com o Novo PAC, os projetos ferroviários foram elencados como prioridade pelo Governo Federal, e contam com um investimento previsto de R$94,2 bilhões até 2026. “O modal ferroviário por si só já é o debate central sobre sustentabilidade e infraestrutura de transportes, seja pela sua capacidade de substituir modais com emissões muito mais expressivas, seja pelas pequenas faixas de desmatamento para implantação, o que impacta menos os territórios”, avalia o subsecretário de Sustentabilidade do Ministério dos Transportes, Cloves Benevides. 
Fonte - ABIFER  29/08/2024

quarta-feira, 24 de julho de 2024

Trens da CBTU: Uma Economia Essencial para Trabalhadores da Região Metropolitana de Maceió

Transportes sobre trilhos  🚄

A tarifa reduzida da CBTU proporciona economia para os trabalhadores de Rio Largo e Satuba, que deixam de pagar passagem de R $7,00 em ônibus ou van para pagar R$2,50 nos trens. Dessa forma, um trabalhador que usa o trem diariamente, ida e volta, de segunda a sábado, gasta cerca de R$5,00 por dia, totalizando aproximadamente R$130 por mês (considerando 26 dias úteis).

CBTU
foto - ilustração/arquivo
Os trens da Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU) desempenham um papel importante no transporte de trabalhadores das cidades de Satuba e Rio Largo, na Região Metropolitana de Maceió. Com tarifas significativamente mais baixas em comparação aos ônibus e vans, a CBTU facilita o deslocamento diário e impacta positivamente a economia local e a igualdade de oportunidades no mercado de trabalho da capital alagoana.

Transporte Acessível: Uma Necessidade Econômica
A tarifa reduzida da CBTU proporciona economia para os trabalhadores de Rio Largo e Satuba, que deixam de pagar passagem de R $7,00 em ônibus ou van para pagar R$2,50 nos trens. Dessa forma, um trabalhador que usa o trem diariamente, ida e volta, de segunda a sábado, gasta cerca de R$5,00 por dia, totalizando aproximadamente R$130 por mês (considerando 26 dias úteis). Em contraste, os mesmos trajetos feitos de ônibus custam R$14,00 por dia, resultando em um gasto mensal de cerca de R$364. Essa diferença é crucial para famílias de baixa renda, onde cada centavo conta. Considerando o salário mínimo atual de R$1.412, o gasto mensal com transporte de trem representa cerca de 9,8% da renda, enquanto o uso do ônibus consome aproximadamente 27,6% do salário. Essa economia proporcionada pelo trem é um alívio significativo no orçamento familiar, permitindo maior disponibilidade financeira para outras necessidades essenciais.

Impacto no Mercado de Trabalho
A acessibilidade financeira do transporte ferroviário tem implicações diretas no mercado de trabalho, pois permite que moradores da Região Metropolitana de Maceió possam competir em igualdade de condições com os residentes de Maceió por uma vaga no mercado de trabalho. Isso resulta em uma maior oferta de mão de obra disponível para os empregadores da capital, que se beneficiam de um pool de talentos mais amplo e diversificado.

Um Ciclo de Crescimento e Desenvolvimento
O impacto positivo da tarifa reduzida da CBTU vai além do transporte diário. Ao permitir que mais pessoas trabalhem em Maceió, a renda gerada é reinvestida nas cidades de origem dos trabalhadores, fomentando o comércio local e incentivando o desenvolvimento dessas regiões. Isso cria um ciclo virtuoso de crescimento econômico e social, beneficiando tanto a capital quanto as cidades periféricas. De acordo com o superintendente da CBTU Maceió, Carlos Jorge Cavalcante, o trem é o transporte acessível e essencial para o desenvolvimento econômico e social da região metropolitana de Maceió, evidenciando a importância do transporte público para tornar a mobilidade urbana acessível para todos.
Fonte -  CBTU Maceió  22/07/2024

sábado, 20 de julho de 2024

Projetos ferroviários marcam novo capítulo do modal no país

Transportes sobre trilhos  🚄🚃🚃🚃

A demanda pela modernização e ampliação do modal ferroviário se justifica em razão das diversas vantagens logísticas e econômicas que as linhas férreas oferecem na comparação com o modal rodoviário. No âmbito federal, no começo de junho, o ministro dos Transportes, Renan Filho, assinou portaria que estabelece diretrizes para a prorrogação antecipada das concessões de serviço público de transporte ferroviário.

Por Monitor Mercantil - Abifer
foto ilustração - arquivo
O avanço de projetos ferroviários no país ganhou tração nos últimos meses, o que é motivo de otimismo para o setor. A demanda pela modernização e ampliação do modal ferroviário se justifica em razão das diversas vantagens logísticas e econômicas que as linhas férreas oferecem na comparação com o modal rodoviário. No âmbito federal, no começo de junho, o ministro dos Transportes, Renan Filho, assinou portaria que estabelece diretrizes para a prorrogação antecipada das concessões de serviço público de transporte ferroviário. O ministro também assinou um termo aditivo para a otimização do contrato de concessão da Malha Paulista, sob a gestão da Rumo S/A. O aditivo gerou uma receita adicional de R$ 1,3 bilhão de recursos para serem reinvestidos na própria Malha Paulista e outra parte – cerca de R$ 670 milhões – que serão alocados no Plano Nacional de Ferrovias. A administração pública vem conduzindo negociações com as concessionárias para repactuações contratuais – como a finalizada com o Malha Paulista -, criando a possibilidade de somar mais R$ 20 bilhões para investir em ferrovias. Já com o governo do Paraná, o Ministério dos Transportes firmou dois Acordos de Cooperação Técnica (ACT) para o desenvolvimento de soluções voltadas ao projeto da Nova Ferroeste, que prevê 1.567 quilômetros de trilhos, cortando 66 municípios do Paraná, Santa Catarina e Mato Grosso do Sul e um estudo sobre a atual malha ferroviária que corta os três estados do sul, a Malha Sul. Em outra iniciativa pública, o governo de São Paulo anunciou recentemente o programa SP Nos Trilhos, que reúne mais de 40 projetos estaduais de transporte de passageiros e cargas por ferrovias, que somam investimentos estimados em R$ 194 bilhões e mais de 1 mil km de malha férrea. Entre os projetos já qualificados estão os Trens Intercidades Eixo Norte (São Paulo-Campinas), Eixo Oeste (São Paulo-Sorocaba), Eixo Leste (São Paulo-São José dos Campos) e Eixo Sul (São Paulo-Santos); as linhas 10 e 14 (ABC Leste), e 11, 12 e 13 (Alto Tietê) de trens urbanos, as linhas 19 e 20 de metrô e os VLTs de Campinas e Sorocaba. Mercado aquecido “Projetos de expansão da malha ferroviária são imprescindíveis para a diminuição do chamado Custo Brasil, uma vez que a possibilidade de contar com conexões ferroviárias no Brasil tem impacto direto na redução nos custos logísticos e no tempo de transporte de mercadorias. Aproveitando as vantagens do modal ferroviário, o país se beneficia e impulsiona a competitividade nas exportações brasileiras e na distribuição interna de todo tipo de cargas. Além disso, a ferrovia é o meio de transporte que mais se destaca em termos de eficiência e mobilidade sustentável, com o uso de combustíveis alternativos”, afirma o diretor do Portfólio de Infraestrutura e Tecnologia da Informa Markets Latam, Hermano Pinto Junior. Segundo o business manager da NT Expo – Negócios nos Trilhos, Fernando D’Ascola, à frente do principal encontro do setor ferroviário de cargas e passageiros da América Latina, o aquecimento do mercado pode ser sentido na procura de empresas interessadas em participar do evento. “A procura tem sido intensa, tanto de empresas nacionais como também de internacionais. Já contamos com um grupo importante de companhias de praticamente toda a cadeia de soluções em equipamentos, maquinário, tecnologia e serviços relacionados ao transporte ferroviário”, antecipa D’Ascola. A 23ª edição da NT Expo – Negócios nos Trilhos será realizada de 22 a 24 de abril de 2025, no novo Distrito Anhembi, em São Paulo, – em paralelo com a Intermodal South America – e reúne empresas ligadas à operação de cargas e passageiros, eletrificação, fabricação de trens, manutenção e inspeção de via permanente e dormentes de concreto, e equipamentos. Além disso, estarão presentes marcas internacionais com empresas da Alemanha, Espanha e China. “A NT Expo é um evento que explora toda a potência da indústria ferroviária, ao promover o encontro entre os principais players do setor, com um ambiente exclusivo para a exposição de novidades do mercado e a discussão sobre o futuro do setor”, destaca D’Ascola. A última edição do evento, em 2023, reuniu mais de 100 marcas nacionais e internacionais, 50 palestrantes, com um público de mais de 4 mil profissionais do setor.
Fonte - Abifer 17/07/2024

domingo, 21 de abril de 2024

VLT ou TREM? Qual solução ideal para a região do Subúrbio Ferroviário de Salvador?

Transportes sobre trilhos  🚄🚃🚃🚃🚃

Depois do fracasso do monotrilho, o governo do estado da Bahia volta a optar pela implantação de um sistema de VLT segregado para substituir os antigos trens do subúrbio de Salvador. Mais seria essa a  solução mais correta dentro de uma visão para um sistema a ser implantado para médio e longo prazo com possibilidade de expansão para a RMS e um futuro aumento de demanda?

Luis Prego Brasileiro
Salvador Sobre Trilhos
foto - ilustração/arquivo
Sobre o VLT - Existem duas categorias de sistemas de VLT, uma Urbana e outra segregada. O VLT urbano é um veículo com capacidade de lotação entre 200 e 300 passageiros e a sua velocidade é de 20km/h, pelo fato de circular em uma via urbana juntamente com outros veículos. O VLT segregado que não opera nem compartilha o seu espaço com nenhum outro tipo de veículo, ficando isolado em uma via restrita, tem capacidade de lotação média de 600 passageiros e opera a uma velocidade máxima de 60km/h, e a baixa capacidade e velocidade do VLT irá certamente comprometer o atendimento de uma demanda futura. Feita essas explicações vamos as seguintes colocações: (EMBORA SEJA EU UM ENTUSIASTA E ADMIRADOR DO VLT) não acho que o mesmo seja o sistema adequado para suprir as necessidades de deslocamentos da comunidade do chamado Subúrbio Ferroviário e parte da RMS pois o mesmo deverá chegar na Ilha de São João no município de Simões Filho. O Monotrilho que seria implantado tem características próximas do metrô, pois tem capacidade para transportar 1000 pasgs. podendo essa capacidade ser estendida com o aumento do numero de carros na composição a uma velocidade de 80km/h. Uma das vantagens do Monotrilho seria a liberação da faixa abaixo da via suspensa para implementação de diversos tipos de equipamentos que beneficiariam as comunidades de borda e lindeira, além do fato de por fim ao isolamento provocado pela ferrovia entre essas comunidades e o a faixa do litoral, compreendendo a praia e o mar. Porem o Monotrilho já descartado, por conta de uma licitação feita de maneira equivocada sendo o seu custo inicialmente, "sub dimensionado". (O custo do monotrilho de Salvador estava orçado em media de $71 mi por km/construído próximo do custo de um VLT, a linha 15 Prata do Monotrilho de São Paulo o custo por Km/construído está em torno de $246 mi),e como diz o ditado popular, "aguas passadas não movem moinho", é preciso encarar a realidade dos fatos. Todo e qualquer projeto na área de Mobilidade Urbana tem que ter no seu bojo a premissa de um planejamento para "Médio e Longo Prazo", projetos que demandam autos custos tem que ser duradouros e não passam por soluções imediatistas e paliativas de curta duração. Qual seria então a solução ideal para ser implantada na região do Subúrbio e da RMS? A solução passa por um projeto de uma ferrovia moderna com bitola(larga) de 1,43 ou 1,63 com trens modernos com velocidade igual ou maior que a do Metrô e com capacidade inicial para 1000 passageiros. Uma ferrovia que permitisse a sua expansão para outras localidades da RMS e cidades próximas e uma conexão transversal em alguns pontos com o sistema metroviário, ai sim, feita com sistemas de VLT. Acho que o Gov. do estado deveria ter um pouco mais de cautela e fazer um estudo mais apurado, para não repetir novamente erros de avaliação cometidos anteriormente. Quanto a questão do uso dos VLTs de Cuiabá, que estão parados a quase 10 anos além de serem desaconselhados, pois a tecnologia desses equipamentos evolui muito nesse últimos anos, o VLT de Cuiabá está na pauta do Gov. Federal para retomada das obras e a sua conclusão. - Uma outra coisa importante seria a transformação em um terminal de cargas do antigo píer da Cosisa em São Tomé de Paripe fazendo a sua ligação com a ferrovia da FCA, atualmente inoperante, que está ali bem próxima, facilitando assim uma ligação entre a ferrovia e o mar. Quanto ao VLT, uma linha entre a Pça.da Sé e o Campo Grande ou Canela, com via dupla(Ida e vinda) na Rua Chile e Av. Sete de Setembro até a Casa de Itália, e essas vias teriam restrição de transito de veículos entre as 7hs e as 20hs,onde apenas circulariam nesse horários os VLTs, alguns ônibus, carros de serviços e moradores cadastrados, a rua Carlos Gomes e Senador Costa Pinto continuariam com o fluxo normal. Essa linha de VLT faria também uma integração com a futura estação do Metrô no Campo Grande. As linhas transversais de VLT seriam implantadas nas avenidas que hoje já fazem a ligação da orla atlântica de Salvador com a orla do Subúrbio Ferroviário.
Pregopontocom 21/04/2024



Sobre o Monotrilho de Salvador
Custo inicial  = $1.5 bi
Extensão da linha = 21km
Nº de estações = 22
Custo por KM/construído =  $71mi

Monotrilho de São Paulo linha 15 Prata
Custo inicial = $6.4 bi
Extensão da linha = 26,6 km
Numero de estações = 18
Custo por Km/construído = $246 mi

terça-feira, 19 de março de 2024

Nova norma da ANTT busca reduzir custo do transporte via trilhos

Transportes sobre trilhos - Ferrovias  🚂🚃🚃🚃🚃

Um estudo da antiga Empresa de Planejamento e Logística (EPL), atual Infra S.A., estima que somente 15% do transporte de todas as mercadorias do Brasil ocorre via trilhos.O setor de ferrovias tem apresentado um renascimento nos últimos anos e consta como prioridade de novos investimentos da União, inclusive em malhas ferroviárias já concedidas, como é o caso das renovações antecipadas de ferrovias.

Portogente
Assessoria de Comunicação 
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Resolução nº 6.031 regulamenta as cobranças acessórias no transporte ferroviário, com o propósito de conferir mais segurança jurídica, coibir abusos e aumentar a competitividade do setor Um estudo da antiga Empresa de Planejamento e Logística (EPL), atual Infra S.A., estima que somente 15% do transporte de todas as mercadorias do Brasil ocorre via trilhos. Publicada no início de dezembro do ano passado, a Resolução nº 6.031, da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), entrou em vigor no início de 2024 e visa incentivar o uso do modal ferroviário com a redução de seus custos, a partir da regulamentação das chamadas "operações acessórias no serviço de transporte ferroviário de cargas". Operações acessórias são aquelas "atividades complementares ao serviço de transporte ferroviário de cargas, para as quais se permite a cobrança de preço em virtude de sua execução", segundo o artigo 3º do texto da Resolução. Entre elas, é possível incluir: abastecimento, amarração, armazenagem, baldeação, carregamento e descarregamento, condução, estadia, inspeção, licenciamento, limpeza, manobra, manutenção, pesagem, transbordo, entre outras. "O setor de ferrovias tem apresentado um renascimento nos últimos anos e consta como prioridade de novos investimentos da União, inclusive em malhas ferroviárias já concedidas, como é o caso das renovações antecipadas de ferrovias, realizadas nos termos da Lei nº 13.448/2017, e diante da edição de um novo marco regulatório, a Lei nº 14.273/2021, que procurou estimular a competitividade no setor", salienta Thiago Valiati, advogado sócio do escritório Razuk Barreto Valiati e especialista em direito da infraestrutura de transportes. A Resolução da ANTT, dentro desse contexto, procura conferir mais segurança jurídica para as empresas que atuam no setor. "Com as definições previstas pela resolução, o objetivo da ANTT consiste em diminuir os riscos de abusos e de dificuldades de relacionamento entre os players, incluindo vedar a cobrança de operações acessórias que não estejam previstas no texto ou não se qualifiquem na definição da Resolução", afirma Valiati. Redução de custos Uma das principais críticas das empresas que adotam o transporte ferroviário era dos custos elevados do frete no Brasil, o que reduz a competitividade dos produtos brasileiros no mercado internacional e aumenta os preços no abastecimento interno. Estima-se que os custos com as operações acessórias representem 35% do total do transporte ferroviário. A ANTT estima que, entre 2012 e 2019, a receita das operações acessórias cresceu cerca de 172%, ao contrário da receita e do custo de transporte das concessionárias. "Entende razoável supor que existiu uma possível recuperação de margem de lucro, não mais por meio das tarifas de transporte, mas principalmente a partir dos valores cobrados a título de operações acessórias", afirmou a ANTT. Assim, a fim de dar transparência e facilitar as negociações, as empresas que realizam esses serviços deverão publicar em seu site a relação de todas as operações acessórias ofertadas e os seus custos, incluindo as manobras, consideradas um dos temas mais sensíveis. Na Resolução, ela é definida como "atividade de movimentação, agrupamento, desagrupamento ou reposicionamento de vagões e locomotivas ocorrida em terminais, estações ou pátios, com intuito de atendimento a necessidade específica do usuário". A redação da Resolução faz com que eventuais manobras realizadas pelas empresas sem a solicitação do usuário não possam ser cobradas – evitando eventuais abusos. É comum a realização de manobras por parte das empresas devido a necessidades de infraestrutura ou até mesmo por questões envolvendo os vagões. Somente atrás do modal rodoviário, o setor de ferrovias ocupa o segundo lugar em volume de cargas transportadas no país. Apesar disso, a participação do modal na matriz de transportes ainda é considerada pequena, já tendo sido maior em outros períodos do desenvolvimento nacional, especialmente até a década de 1930. Thiago Valiati, que também é professor de Direito Administrativo e Direito da Infraestrutura, segue explicando que embora seja considerado o mais seguro dos transportes terrestres e o mais indicado para o transporte de cargas pesadas, o modal ferroviário ainda é muito subaproveitado no país. "Propiciar segurança jurídica e maior previsibilidade aos agentes privados e garantir a descentralização das ações no setor são essenciais para o crescimento do transporte ferroviário na matriz de transportes. A ANTT, nesse sentido, como agência do setor, deve continuar editando normas que estimulem a competitividade e, por consequência, o aumento de investimentos e atratividade no setor", argumenta.
Fonte - Portogente 13/03/2024

sábado, 25 de março de 2023

NOTÍCIAS FERROVIÁRIAS - Plano Ferroviário da Bahia aponta corredores estruturais e necessidade de integração logística

Transportes sobre trilhos - Infraestrutura logística  🚂🚃🚃🚃🚃

Esse é o principal objetivo do Plano Estratégico Ferroviário da Bahia, que foi tema de uma reunião realizada, nesta quarta-feira (22), na Secretaria Estadual do Planejamento, para apresentação do estudo desenvolvido pela Fundação Dom Cabral (FDC), que contou com a presença de secretários estaduais, gestores públicos e diretores de entidades empresariais. 

Da Redação
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Colocar a Bahia no trilho do desenvolvimento, planejando o futuro a partir de um olhar atento ao passado e às oportunidades presentes no Brasil e no mundo. Esse é o principal objetivo do Plano Estratégico Ferroviário da Bahia, que foi tema de uma reunião realizada, nesta quarta-feira (22), na Secretaria Estadual do Planejamento, para apresentação do estudo desenvolvido pela Fundação Dom Cabral (FDC), que contou com a presença de secretários estaduais, gestores públicos e diretores de entidades empresariais. No cenário estudado para elaboração do plano ferroviário baiano, que foi concluído no final de 2022, são reveladas as oportunidades em infraestrutura ferroviária e uma proposta de reestruturação da malha, a partir da demanda de transporte e análises de pré-viabilidade das malhas propostas, como sinaliza o Coordenador do Núcleo de Infraestrutura, Supply Chain e Logística da Fundação Dom Cabral, Paulo Resende. “A metodologia da modelagem que a gente utiliza na elaboração do plano ferroviário é baseada em três pilares: o primeiro pilar é o que a gente chama de matriz de origem-destino, que tem que ser completa, não pode olhar somente uma determinada região. Tem que olhar toda a dinâmica do fluxo de cargas no Brasil”. De acordo com Resende, para entender a demanda existente, a Fundação Dom Cabral, além de analisar a dinâmica dos fluxos de 18 tipos de cargas no país, dispõe de uma rede da infraestrutura mapeada, o segundo pilar do estudo. “Trabalhamos com mais de 30 mil km de ferrovias prontas e a construir, que complementariam a malha ferroviária brasileira, mais de 200 mil quilômetros de rodovias e cerca de 15 mil km de hidrovias. É nessa rede que a matriz de origem destino se assenta”. Para exemplificar como funciona essa simulação no planejamento do transporte de cargas, cuja modelagem é feita por um software alemão PTV Visum (Transportation Planning Software) – o terceiro pilar, que analisa a demanda atual e futura sob o ponto de vista do custo, o coordenador da FDC compara os mapas de carregamentos gerados com os custos mais atrativos, a um princípio utilizado há muitos anos na medicina. “Quando você vai fazer um cateterismo para descobrir veias e artérias bloqueadas, na medicina é injetado iodo, no sistema de planejamento do transporte nós injetamos as cargas atuais e futuras. Quando isso acontece, o sistema vai colorindo a infraestrutura existente, que vai ficando, muitas vezes, congestionada, então, você precisa fazer uma intervenção para que ela tenha maior capacidade de transporte”. O potencial econômico da Bahia, em função da sua localização geográfica, possuindo uma das maiores costas brasileiras, com 11 portos e Tups (Terminais de uso privado), que favorece não só a integração regional, como o fluxo de embarcações que navegam as rotas transoceânicas, contrasta com o custo da logística de transporte, como revela o diretor executivo da Usuport – Associação de Usuários dos Portos da Bahia, Paulo Villa. “A Baía de Todos-os-Santos deveria ser a maior plataforma de logística do Brasil. É um dos melhores sítios portuários do mundo, já que temos uma das operações mais baratas. Nós temos um canal de acesso profundo, natural, que não precisa ser dragado e uma acessibilidade muito rápida para entrar e sair do Porto de Salvador, além de uma dádiva divina que é o clima, que nos permite operar 24 horas por dia nos 365 dias. Embora a gente esteja exposto ao vento sul, nós temos 2.400 metros de quebra-mares. Mas não existe porto sem ferrovia, nem ferrovia sem porto”, conclui, Villa. Para superar esse obstáculo ao desenvolvimento, o Plano Ferroviário da Bahia projeta a implantação de uma malha ferroviária integrada ao restante do país, a conclusão da FIOL – Ferrovia da Integração Leste-Oeste, e a reconfiguração dos trechos ferroviários existentes, que integram corredores estruturais importantes: Salvador – Belo Horizonte; Salvador – Juazeiro; Salvador – Recife, indicando a correção de traçado e a implantação de bitola (distância entre os trilhos), larga – 1.60 m ou mista – 1:00 e 1,60 m, quando necessário.

Janela de Oportunidades
A necessidade de investimento nas ferrovias é defendida pelo presidente da Companhia Baiana de Pesquisa Mineral, Antônio Carlos Tramm, que destaca a riqueza mineral do estado. “A Bahia precisa sair desse isolamento logístico. Somos o terceiro maior produtor de minérios do país e podemos ter resultados melhores, mas para isso, precisamos de um trem que funcione, para aumentar a competitividade dos nossos produtos, não só da mineração como também do agronegócio, e consequentemente gerar mais emprego e renda”. Já o secretário do Desenvolvimento Econômico, Ângelo Almeida, reforça a importância do Plano Estratégico Ferroviário para o desenvolvimento do estado. “A Bahia tem um grande potencial no segmento de Mineração. A produção mineral baiana comercializada alcançou aproximadamente R$ 1.8 bilhão só em janeiro e fevereiro de 2023. Esse volume pode ser ainda maior, mas é necessário que exista uma logística de transporte para que esse minério produzido tenha por onde ser escoado. E isso passa pelas ferrovias”, disse. A conjunção de fatores favoráveis à Bahia para ampliação e modernização das estradas de ferro baianas, e ainda a mobilização da gestão estadual nessa agenda transversal, foram mencionadas pelo secretário do Planejamento, Cláudio Peixoto. “Estamos começando o PPA – Plano Plurianual. Então esse é um momento muito oportuno, enquanto estamos tratando da formulação do plano de investimentos (2024-2027), que terá uma mesa programática da infraestrutura. Aquilo que for competência legal da Bahia, nós iremos trazer de forma muito robusta no PPA. Temos alinhamento político com o Governo Federal. As condições estão dadas. Nos acabe agora fazer acontecer, avaliando as modelagens, estratégias e políticas públicas”. O encontro realizado na Secretaria do Planejamento contou ainda com as presenças dos secretários estaduais do Trabalho, Emprego, Renda e Esporte, Davidson Magalhães, e da Infraestrutura, Sérgio Brito, do superintendente de Planejamento Estratégico da Seplan, Ranieri Muricy, o economista e ex-diretor da ANTT – Agência Nacional de Transportes Terrestres, Bernardo Figueiredo, que também coordenou o estudo pela FDC, do diretor de Estudos da SEI, Edgar Porto, do diretor Comercial da Ferbasa, Claudiney Pedrosa, e de técnicos da gestão estadual. A elaboração do Plano Ferroviário da Bahia foi viabilizada pela parceria estabelecida entre a Secretaria do Planejamento – Seplan e a Companhia Baiana de Pesquisa Mineral – CBPM.

Histórico
Na segunda metade do século XIX, com o projeto da Ferrovia Centro-Atlântica (FCA), a Bahia entrou na rota das estradas de ferro realizadas no tempo do Brasil Império, sob a influência inglesa, que detinha essa tecnologia para acelerar a circulação de mercadorias, até então transportadas por animais. O primeiro caminho de ferro da Bahia atendia o deslocamento entre a capital baiana e Juazeiro, no porto fluvial do São Francisco, com aproximadamente 540 km, inaugurando a integração entre os modais de transporte ferroviário e hidroviário. Nas décadas seguintes, após a construção de mais alguns trechos de ferrovia, como, por exemplo, a Ferrovia Central Salvador-Recôncavo-Minas Gerais, veio a criação da Rede Ferroviária Federal, em 1957, com o objetivo de gerir a malha ferroviária brasileira. Sem sucesso, o Ministério dos Transportes optou por realizar concessões para a iniciativa privada.
Com informações da Ascom/Seplan/Gov.Bahia  23/03/2023

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2023

NOTÍCIAS FERROVIÁRIAS - 16/02/2023

Destaques - Notícias ferroviárias 🚇

Após 57 anos a Ferrovia Bahia-Minas será reconstruída - Furto de cabos no Metrô de Salvador - Sistema metroviário do Ceará registra aumento do numero de embarques

Pregopontocom
Após 57 anos a Ferrovia Bahia-Minas será 
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reconstruída

A ligação entre Caravelas, no sul baiano, e Araçuaí, no Vale do Jequitinhonha, teve a  autorização para construção e exploração da estrada de ferro  publicada no Diário Oficial da União, no dia 07 (terça-feira). A empresa MTC – Multimodal Caravelas deverá comandar a via por 98 anos. A deliberação foi feita pela Agência Nacional de Transportes (ANTT) e a MTC deve assinar o contrato de adesão em até 30 dias. 

Furto de cabos no Metrô de Salvador
A CCR Metrô Bahia, concessionária  responsável pela operação do sistema metroviário nas cidades de Salvador e Lauro de Freitas, teve um aumento de 400% no número de furtos de cabo no metrô em 2022 em comparação ao numero registrado 2021. Os furtos foram flagrados pelo sistema de câmeras de segurança da empresa, os suspeitos invadiram a linha durante a madrugada e roubaram os cabos. Como consequência os furtos de cabos do metrô provocam a lentidão na circulação dos trens. A lentidão dos trens em virtude dos furtos de cabos afeta a rotina dos 340 mil usuários que utilizam o sistema metroviário de salvador diariamente.

Sistema metroviário do Ceará registra aumento do numero de embarques
A Companhia Cearense de Transportes Metropolitanos fechou o ano de 2022 totalizando 15,7 milhões de embarques em suas cinco linhas de transporte de passageiros sobre trilhos. Esse número é 28% maior que o total registrado no ano anterior, em 2021. Foram 3,4 milhões de embarques a mais, de janeiro a dezembro, em relação ao desempenho de 2021. O crescimento da demanda foi registrado em todas as cinco linhas do Metrofor, que operam nas três regiões metropolitanas do Ceará – de Fortaleza, de Sobral e do Cariri. Em números absolutos, a Linha Sul, em Fortaleza, concentra o maior crescimento, tendo recebido 2 milhões a mais de passageiros, fechando o ano com 8,9 milhões de embarques – aumento de 29,6%.  Em percentual de aumento, se destacam as linhas que operam no Interior do Estado – VLT de Sobral e VLT do Cariri – com crescimento de 73,5% e 52,5%. A única queda ocorreu em 2020, quando a pandemia de covid-19 afetou todos os setores da economia, de forma global, causando suspensão temporária da operação. Em 2021, a demanda voltou a crescer – o que se repete no ano seguinte.
Pregopontocom 16/02/2023

quinta-feira, 10 de novembro de 2022

NOTÍCIAS FERROVIÁRIAS - 10/11/2022

Destaques - Notícias Ferroviárias 🚇

CBTU Maceió aumenta número de viagens do sistema VLT - Rumo inicia obras em nova ferrovia em Mato Grosso. - AeroGRU prepara fábrica de vigas do People Mover de Guarulhos

Pregopontocom
Paris testa atualização de sinalização da linha 9 do metrô.
foto - ilustração/arquivo
A RATP iniciou os testes com o sistema de controle de trens Octys sendo instalado na linha 9 do metrô de Paris.
Trens do Metrô da linha 6 de Paris serão modernizados.
Começou o trabalho para modernizar uma frota de 45 trens MP89CC com pneus de borracha para uso na linha 6 do metrô de Paris.
Rumo inicia obras em nova ferrovia em Mato Grosso.
Uma cerimônia realizada em Rondonópolis, no estado de Mato Grosso, no dia 7 de novembro marcou o início das obras de um trecho de 211 km para Campo Verde, que está sendo construída pela concessionária Rumo Logística ao custo de R$ 4,5 bilhões
AeroGRU prepara fábrica de vigas do People Mover de Guarulhos.
Consórcio que implanta o sistema Aeromovel no aeroporto de Guarulhos em SP já está realizando a montagem das formas das estruturas em um canteiro próximo ao Terminal 3.Com capacidade para transportar até 2.000 passageiros por hora/sentido com partidas em cada 6 minutos, o People Mover de Guarulhos terá quatro estações.
Alstom inaugura ampliação da sua fábrica em Taubaté-SP.
A Alstom investiu R$ 100 milhões para ampliar e modernizar o site industrial, triplicando a área construída, que agora passou para 60 mil m². O investimento faz parte da estratégia de crescimento da companhia, após a assinatura de seis contratos nacionais e internacionais.
CBTU Maceió aumenta número de viagens do sistema VLT para estação Gustavo Paiva.
A partir desta quinta-feira, 10, a Estação Gustavo Paiva contará com mais três viagens saindo em direção ao Centro de Maceió e outras três no sentido inverso, valendo para os dias de semana. Aos sábados, serão mais quatro viagens, duas indo sentido Maceió e duas voltando.
Pregopontocom 10/11/2022

segunda-feira, 22 de novembro de 2021

Quatro(4) momentos que contam a história da destruição das ferrovias no Brasil

Transportes sobre trilhos - Ferrovias   🚂🚃🚃🚃🚃

Em 15 anos, o Brasil tinha perdido 8 mil km de ferrovias, que se estendiam naquele momento por cerca de 30 mil km do território nacional. Desde então, o tamanho da malha ferroviária patina no mesmo patamar.

BBC News Brasil * 
foto - ilustração/arquivo
Lançada em 1975, a canção Ponta de Areia, composta por Milton Nascimento e Fernando Brant, é um lamento do fim da Estrada de Ferro Bahia Minas, que ligava os 582 km entre Araçuaí (MG) e o distrito de Ponta de Areia (BA). Em 15 anos, o Brasil tinha perdido 8 mil km de ferrovias, que se estendiam naquele momento por cerca de 30 mil km do território nacional. Desde então, o tamanho da malha ferroviária patina no mesmo patamar. Atualmente, de acordo com o os dados do Anuário Estatístico de Transportes, tem 29,8 mil km. A BBC News Brasil perguntou a especialistas em história e engenharia ferroviária o porquê – sintetizado, a seguir, em quatro momentos. A crise do café O café é elemento central nos primeiros capítulos da história das ferrovias no Brasil – tanto na ascensão quanto na decadência, como explica Eduardo Romero de Oliveira, professor da Universidade Estadual Paulista (Unesp). É a razão para a construção das primeiras estradas de ferro no século 19: a primeira delas, a Estrada de Ferro Mauá, que começou a operar em 1854, levava em suas locomotivas a vapor a commodity do Vale do Paraíba ao porto de Magé, na baixada fluminense, que, de lá, seguia de barco até a cidade do Rio. Nessa época, o café representava quase 50% das exportações brasileiras. A malha ferroviária foi aumentando com a expansão da atividade cafeeira e passou a deslocar também passageiros, que até então só conseguiam viajar longas distâncias com transportes movidos por tração animal, como as charretes puxadas por cavalos. “Durante muito tempo, as ferrovias foram praticamente a única via de transporte de cargas e pessoas no país”, destaca Oliveira, um dos pesquisadores do projeto Memória Ferroviária. E foi nesse contexto que a malha chegou a quase 30 mil km de extensão na década de 1920, quando veio o baque da crise de 29. O crash da bolsa nos Estados Unidos, na época o maior comprador de café brasileiro, e a grande depressão que se seguiu tiveram impacto direto sobre o Brasil. Em um curto espaço de tempo, as exportações da mercadoria despencaram, assim como os preços. As ferrovias, que eram administradas pelo setor privado sob regime de concessão, passaram a transportar cada vez menos carga e viram sua rentabilidade despencar. Tem início, nesse momento, um período lento de decadência que culminaria na estatização das estradas de ferro mais de duas décadas depois. JK e o nascimento da indústria automobilística Antes, contudo, outros dois fatores importantes entram em cena: o crescimento das cidades e a popularização do automóvel. O país vive uma grande transformação depois de 1940. Até então baseada quase exclusivamente na agricultura, a economia brasileira se volta cada vez mais para a indústria. A Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) e a Vale do Rio Doce, então empresas estatais, são fundadas nessa época, em 1940 e 1942, respectivamente, no último período do governo de Getúlio Vargas, a ditadura do Estado Novo. Essa mudança na matriz de crescimento, por sua vez, catalisa um processo de migração das populações de áreas rurais para as cidades. As capitais ganham uma nova escala, vão inchando, um processo que tem como efeito colateral a diminuição da demanda por trens de passageiros em alguns trechos menores, entre cidades próximas. “As fábricas estão nas cidades”, pontua Oliveira. A política de industrialização continua com o presidente Juscelino Kubitschek, que assume em 1956 e elege a indústria automobilística como catalisador de seu plano de desenvolvimento. O Plano de Metas de JK, que ganhou o slogan “50 anos em 5”, é frequentemente apontado como o início do chamado “rodoviarismo” no Brasil. Um movimento cheio de nuanças e explicado por uma combinação de fatores, diz o professor de Engenharia de Transportes da Coppe/UFRJ Hostílio Xavier Ratton Neto. Um deles é a própria natureza da indústria automotiva, que tem uma cadeia de produção longa, com efeito multiplicador na economia, e emprega uma mão de obra qualificada que até então não existia no país. “É nessa época que se cria a classe do operário especializado, com maior poder aquisitivo”, afirma. Em paralelo, a construção das rodovias era menos custosa que as estradas de ferro e o petróleo usado para produzir combustível ainda era muito barato. No pano de fundo, a Guerra Fria estreitava as relações entre Brasil e Estados Unidos. Na tentativa de barrar a expansão da influência da União Soviética no continente, os americanos firmaram acordos de cooperação técnica e de financiamento para investimentos com diversos países da América Latina. Assim, ainda em 1956 foi criado o Grupo Executivo da Indústria Automobilística (GEIA), sob o comando do Capitão de Mar e Guerra Lúcio Meira. O Brasil, que até então só montava veículos, passaria a fabricar carros, caminhões e jipes, tendo como principal polo a região do ABC paulista. São desse período dois modelos que fizeram história no país: o Fusca e a Kombi, ambos da linha de montagem da Volkswagen em São Bernardo do Campo. Com a produção de veículos nacionais, multiplicaram-se os quilômetros de rodovias. Só nos cinco anos de gestão JK, a malha rodoviária federal pavimentada foi multiplicada por três, de 2,9 mil km para 9,5 mil km. As ferrovias, por sua vez, entravam os anos 1950 sucateadas. Além da redução da demanda de carga e passageiros, um outro fator contribuiu para o “estado bastante acentuado de degradação física das estradas de ferro”: “Muitas concessões já estavam no final, próximo da devolução, e não havia cláusula nos contratos que obrigassem as concessionárias a fazer investimentos ou devolver as ferrovias no estado em que as pegaram”, diz Ratton Neto, que tem larga experiência no planejamento, construção, operação e gestão de sistemas de transporte metroviário e ferroviário. É nesse contexto que, em 1957, surge a Rede Ferroviária Federal (RFFSA), estatal que passou a administrar as ferrovias que até então estavam nas mãos de diferentes empresas privadas. Inicialmente, diz o historiador Welber Luiz dos Santos, do Núcleo de Estudos Oeste de Minas da Associação Brasileira de Preservação Ferroviária, a intenção não era “destruir” as ferrovias. “Os primeiros relatórios da empresa demonstram que o projeto era de modernização e unificação administrativa para facilitar a integração entre os diferentes meios de transporte”, afirma o pesquisador. “Os investimentos rodoviários do Plano de Metas de JK não eram uma ameaça ao sistema ferroviário”, avalia. A extinção das linhas de passageiros Os projetos de recuperação e melhoria, contudo, incluíam a desativação de uma série de linhas e “ramais” (jargão do setor para os trechos secundários) considerados deficitários. A lógica, diz o historiador Eduardo Romero de Oliveira, é que o mundo de meados do século 20 era completamente diferente daquele que, muitas décadas antes, havia norteado a construção de parte das ferrovias. “Houve uma mudança no negócio”, diz o professor da Unesp. “As estradas de ferro da música do Milton Nascimento eram de outra época, para pensar o transporte de café, de açúcar, em um período em que nem a legislação trabalhista existia.” O químico Ralph Mennucci Giesbrecht, um “fanático por ferrovias” que há mais de duas décadas pesquisa sobre elas, especialmente sobre as estações, coleciona diversas histórias desse período turbulento. “Nos anos 60 e 70 sumiram praticamente todas as ferrovias menores, aquelas consideradas deficitárias”, diz ele, autor do livro O Desmanche das Ferrovias Paulistas. Os conflitos aparecem em histórias como a da desativação do trecho entre as cidades paulistas de São Pedro e Piracicaba, concluída em 1966. O prefeito de São Pedro na época chegou a enviar um telegrama incisivo ao governador, Laudo Natel, questionando o critério da baixa rentabilidade usado para justificar a extinção do ramal. “Déficit, se não levarmos em conta o bem coletivo, também dá a polícia, dão as escolas e todas as repartições mantidas pelo Estado. O déficit do ramal é muito relativo, pois, não levando em conta o movimento das estações de Barão de Rezende, Costa Pinto, Recreio e Paraisolândia, a estação de São Pedro despachou este ano mais de 40.000 toneladas de cana. Finalizando, aqui deixo minha desilusão por tudo e por todos”, dizia a mensagem, conforme reportagem do jornal O Estado de S.Paulo de 30 de outubro de 1966 encontrada por Giesbrecht. Aos poucos, as linhas de passageiros foram desaparecendo, permanecendo, em alguns casos, aquelas que cruzavam as regiões metropolitanas das grandes cidades, usadas até hoje. Com o avanço da indústria automobilística e a entrada do avião em cena, as ferrovias entraram em crise, em maior ou menor medida, em todo o ocidente. Nos países em que foram mantidas para transporte de passageiros, o serviço, na maioria dos casos, passou às mãos do Estado. É o caso, por exemplo, dos Estados Unidos. A estatal Amtrak foi fundada em 1971 e faz até hoje a gestão das linhas de passageiros no país. Também são estatais a alemã Deutsche Bahn, a espanhola Renfe e a francesa Société Nationale des Chemins de fer Français (SNCF). A estagnação e o corredor de commodities Do lado do transporte ferroviário de carga, parte dos investimentos vislumbrados no período JK não saíram do papel, diz o historiador Welber Santos. Em sua visão, a ditadura militar mudou o foco da política de transportes, que passou a ser mais voltada para as rodovias, com a aposta em grandes obras de engenharia, como a ponte Rio-Niterói, e alguns investimentos questionáveis, como a Transamazônica, que nunca foi concluída. A Ferrovia do Aço, ele diz, um dos projetos ferroviários que chegou a sair do papel nesse período, começou a ser construída em 1973 com a promessa de ser entregue em mil dias, mas só foi inaugurada em 1992, e com um porte muito mais modesto do que o projeto inicial. Para Ratton Neto, da Coppe/UFRJ, um dos principais obstáculos à realização dos investimentos necessários à malha ferroviária do país naquela época foi a crise do petróleo de 1973 e o período turbulento que se seguiu. “Depois daquele choque na economia mundial, o Brasil, que até então tinha acesso fácil a crédito, passou a ser visto como país de alto risco. A partir daí, teve início uma crise que impediu que os planos nacionais de desenvolvimento pudessem ter sequência. Deixamos de planejar para apagar incêndio praticamente até os anos 90”, diz ele. Nos anos 1990, em um contexto de baixo crescimento econômico, inflação elevada e alto nível de endividamento público, a RFFSA é liquidada e as ferrovias são novamente concedidas à iniciativa privada, por meio do Plano Nacional de Desestatização (PND). A partir daí, elas passam a funcionar majoritariamente como corredores de transporte de commodities para exportação, diz o professor da Coppe/UFRJ. Hoje, quase metade da malha, 14 mil km, está nas mãos da Rumo Logística, empresa do grupo Cosan. Outros 2 mil km são administrados pela Vale. Cerca de 75% da produção de transporte ferroviário é minério de ferro. “Outros 10% ou 12% são soja”, estima Ratton Neto. Como os contratos de concessão não preveem a realização de investimentos e melhorias, boa parte da malha segue como foi construída no segundo império, com a chamada bitola métrica, ultrapassada, bem mais estreita que a bitola internacional, hoje usada como padrão. O modelo atual de exploração das ferrovias, na avaliação do especialista, subaproveita o potencial do país e deixa o Brasil refém das rodovias – consequentemente, mais suscetível a greves de caminhoneiros como a de 2018, que gerou caos e desabastecimento. As estradas de ferro poderiam ser mais utilizadas para transporte de bens industriais, ele exemplifica, de bobinas de ferro e cimento a automóveis, inclusive em trechos curtos, nos moldes das “short lines” dos Estados Unidos. “Também poderiam ser usadas para transportar contêineres, uma tendência nova e muito rentável”, acrescenta. Um entrave para o planejamento de novas linhas, contudo, é o apagão de dados sobre a movimentação interna de cargas. O Brasil não sabe, no detalhe, o que é transportado e de onde para onde. Iniciativas como o Plano Nacional de Contagem de Tráfego ainda não geram dados robustos nesse sentido, diz o professor. A outra é o próprio modelo de concessão, em que as concessionárias têm controle tanto sobre as vias quanto sobre os trens. Assim, essas empresas acabam tendo o monopólio do transporte ferroviário e, em última instância, decidem o que trafega ou não pelos trilhos. “As ligações hoje atendem aos interesses dos próprios concessionários.” Os novos projetos anunciados recentemente pelo governo, na avaliação do professor, não chegam a quebrar a lógica das ferrovias como corredor de commodities. Em setembro, o ministro da Infraestrutura, Tarcísio Freitas, anunciou a autorização para construção, pela iniciativa privada, de 10 novas ferrovias, com investimentos da ordem de R$ 50 bilhões. Em paralelo, ele chama atenção também para o projeto da Ferrogrão, que deve ligar o Mato Grosso ao Pará em cerca de 933 km com a proposta de facilitar o escoamento de grãos pela região Norte do país. Na tentativa de tirar a ferrovia do papel, o governo sinalizou que disponibilizará para a futura concessionária até R$ 2,2 bilhões em recursos da União. O dinheiro, contudo, viria da outorga que será paga pela Vale para renovar a concessão de duas das ferrovias que administra hoje, a Estrada de Ferro Carajás e a Estrada de Ferro Vitória-Minas. “Os recursos da outorga que poderiam ser usados para geração de benefícios econômicos e sociais nesse caso acabariam captados pelo próprio setor privado.”
* https://www.bbc.com/portuguese/brasil-59242402
Fonte - Revista Ferroviária  17/11/2021

quinta-feira, 12 de agosto de 2021

Trem Rio-Minas deve começar a operar em 2022 com foco no turismo

Turismo ferroviário  🚂🚃🚃🚃

A luta pelo transporte de trilhos, que sai do Rio de Janeiro e passa por Minas Gerais, começou em 2015 e agora, com o aval da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), poderá retornar em dezembro de 2022, e em grande estilo.

O Tempo*
foto- Ong Amigos do Trem/Divulgação
A paisagem bucólica entre a Zona da Mata mineira e o estado fluminense está prestes a ganhar mais um atrativo: as viagens de trem que marcaram a história da região. A luta pelo transporte de trilhos, que sai do Rio de Janeiro e passa por Minas Gerais, começou em 2015 e agora, com o aval da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), poderá retornar em dezembro de 2022, e em grande estilo. O trem Rio-Minas, que terá foco exclusivo no turismo, terá um trajeto de 37 km, saindo da cidade de Três Rios, no Rio de Janeiro, e passando por Chiador, em Minas, finalizando a viagem em Sapucaia, no estado fluminense. Na última semana, a ANTT aprovou a reestruturação do trecho, que será bancada pela concessionária FCA/VLI, dona da concessão do trecho. A luta pelo trem é fruto de um trabalho da ONG Amigos do Trem, além de prefeituras e empresários locais, que há seis anos estudam uma forma de aproveitar o trecho, que desde 2015 deixou de ser utilizado pela concessionária para o transporte de cargas. Para além da paixão pelo transporte de trilhos, a diretora da ONG, Cyntia Nascimento, conta que o trem vai trazer desenvolvimento para a região, que já se preparou para acomodar turistas. “Esse é um sonho antigo, e não só porque temos essa paixão pelo trem, mas também porque é uma forma de atrair investimentos e recursos para a região. Desde que começamos a estudar essa implantação do trem Rio-Minas, a ONG elaborou inúmeros estudos em parceria com o Sebrae, os empresários e também as prefeituras. São planos que contemplam o desenvolvimento do turismo para os municípios, e isso afeta toda a cadeia do comércio, a rede hoteleira, produtores locais, empresas. É uma oportunidade de trazer visibilidade e aumento de renda para as cidades”, avalia. Cyntia está à frente do projeto desde 2018, quando o idealizador Paulo Henrique do Nascimento, mineiro de Juiz de Fora, na Zona da Mata, faleceu vítima de um câncer. Antes de partir, Paulo levantou tudo do zero, desde a compra dos vagões e da locomotiva, que pertenciam a Vale, até o escopo do trajeto, que originalmente contemplava oito municípios, a maioria em Minas. As viagens devem acontecer aos fins de semana, e sempre com atrações para todos os gostos. “O trem Rio-Minas vem com uma proposta bem inovadora, não é apenas o resgate histórico da ferrovia. A nossa intenção é fazer vagões temáticos e a cada mês colocar oferecer atrações de gastronomia, cerveja artesanal, e outras coisas que chamem os turistas, e também valorizem a cultura e a indústria local”, revela Cyntia. “Esse projeto também vem com a questão social, da geração de emprego e da economia. Após estudos, nós conseguimos verificar que vamos ter de 200 a 300 postos de trabalho criados direta e indiretamente, além de toda uma cadeia de capacitação que será realizada com os moradores, para que eles se preparem para receber o turista da melhor forma”, conta a diretora da ONG. História e modernidade Em Chiador, o trem vai parar na estação de Penha Longa – a primeira do estado, inaugurada em 1869 pelo imperador dom Pedro II. A atração, que esteve perto de virar ruína, está em processo de restauração por parte da prefeitura, que contou com uma ajuda da Furnas Centrais Elétricas para bancar a reforma. Mas o passeio pela história também tem atrações mais modernas, especialmente para quem curte natureza. Em Três Rios, no Rio de Janeiro, a prefeitura apostou nos passeios de rafting pelo rio Paraíba do Sul e outras atrações ecológicas para atrair o turismo. “A nossa ideia é conseguir agradar todo o tipo de turismo que venha a região, diversificando as atrações dentro do trem, e fora dele, onde o visitante poderá encontrar uma rede de hotel de qualidade, muito da nossa cultura local, e uma cidade moderna e pronta para agradar”, explica secretário de planejamento e projetos de Três Rios, Bernardo Goytacazes de Araujo, 37. O Trem Rio-Minas terá à disposição 15 vagões com capacidade para 870 pessoas. Além das acomodações regulares, a composição também terá o vagão restaurante, espaços para eventos e carros de acessibilidade para passageiros com deficiência. A velocidade deverá chegar a 30 km/h.  https://www.otempo.com.br/cidades/trem-rio-minas-deve-comecar-a-operar-em-2022-com-foco-no-turismo-1.2526487*
Fonte - Revista Ferroviária  12/08/2021

quinta-feira, 8 de julho de 2021

CPTM: Ferroviários confirmam greve para o dia 15 de julho por direitos

Transportes sobre trilhos    🚂🚃🚃🚃

A decisão foi tomada em assembleias e deve atingir todas as linhas da CPTM. “Reunimos a categoria em assembleias em cada sede seguindo todos os protocolos de segurança de saúde e os trabalhadores, cansados do descaso da empresa, decidiram dar um basta nessa situação.

Portogente
foto - divulgação
O Sindicato da Sorocabana, em conjunto com os Sindicatos de São Paulo e dos Engenheiros de São Paulo, anuncia que os Ferroviários da CPTM vão parar a partir da 0 hora do dia 15 de julho. A decisão foi tomada em assembleias e deve atingir todas as linhas da CPTM. “Reunimos a categoria em assembleias em cada sede seguindo todos os protocolos de segurança de saúde e os trabalhadores, cansados do descaso da empresa, decidiram dar um basta nessa situação. Estamos em estado de greve desde o dia 1º de abril, depois do calote que sofremos em relação ao PPR. Agora, a empresa também não aceita as cláusulas econômicas propostas para o ACT 21/22”, explica José Claudinei Messias, presidente interino do Sindicato da Sorocabana. A CPTM insiste em reajuste zero nas negociações há dois anos e, agora no ACT 21/22, atrasando a data-base da proposta e colocando em risco a saúde financeira dos ferroviários. “Como a categoria pode trabalhar tranquila se não há garantias de que receberá recuperação das perdas salariais? O que a CPTM está fazendo é desrespeitoso e mostra o quanto os ferroviários representam somente números para a empresa e é hora de dar um basta!”, afirma Messias. Além disso, no que diz respeito ao pagamento do PPR 2020, os ferroviários estão indignados com o tratamento recebido da empresa. A CPTM não aceitou o acordo proposto pelo Ministério Público para a liquidação da dívida do PPR 2020, que já tem duas parcelas vencidas e sem previsão de pagamento, um verdadeiro calote da CPTM e do Governo do Estado. Cabe lembrar que durante a pandemia, os ferroviários estiveram e estão na linha de frente e considerados categoria essencial, sem qualquer consideração pela empresa ou Governo Estadual e também reclamam que durante a pandemia tiveram de comprar seus equipamentos de segurança, como máscara e álcool gel, que apenas passaram a ser fornecidos após decisão judicial depois de ação judicial do Sindicato e Ministério Público. A paralisação das linhas da CPTM acontecerá a partir da meia noite do próximo dia 15, sem previsão de término.
Fonte - Portogente   08/07/2021