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domingo, 21 de abril de 2024

VLT ou TREM? Qual solução ideal para a região do Subúrbio Ferroviário de Salvador?

Transportes sobre trilhos  🚄🚃🚃🚃🚃

Depois do fracasso do monotrilho, o governo do estado da Bahia volta a optar pela implantação de um sistema de VLT segregado para substituir os antigos trens do subúrbio de Salvador. Mais seria essa a  solução mais correta dentro de uma visão para um sistema a ser implantado para médio e longo prazo com possibilidade de expansão para a RMS e um futuro aumento de demanda?

Luis Prego Brasileiro
Salvador Sobre Trilhos
foto - ilustração/arquivo
Sobre o VLT - Existem duas categorias de sistemas de VLT, uma Urbana e outra segregada. O VLT urbano é um veículo com capacidade de lotação entre 200 e 300 passageiros e a sua velocidade é de 20km/h, pelo fato de circular em uma via urbana juntamente com outros veículos. O VLT segregado que não opera nem compartilha o seu espaço com nenhum outro tipo de veículo, ficando isolado em uma via restrita, tem capacidade de lotação média de 600 passageiros e opera a uma velocidade máxima de 60km/h, e a baixa capacidade e velocidade do VLT irá certamente comprometer o atendimento de uma demanda futura. Feita essas explicações vamos as seguintes colocações: (EMBORA SEJA EU UM ENTUSIASTA E ADMIRADOR DO VLT) não acho que o mesmo seja o sistema adequado para suprir as necessidades de deslocamentos da comunidade do chamado Subúrbio Ferroviário e parte da RMS pois o mesmo deverá chegar na Ilha de São João no município de Simões Filho. O Monotrilho que seria implantado tem características próximas do metrô, pois tem capacidade para transportar 1000 pasgs. podendo essa capacidade ser estendida com o aumento do numero de carros na composição a uma velocidade de 80km/h. Uma das vantagens do Monotrilho seria a liberação da faixa abaixo da via suspensa para implementação de diversos tipos de equipamentos que beneficiariam as comunidades de borda e lindeira, além do fato de por fim ao isolamento provocado pela ferrovia entre essas comunidades e o a faixa do litoral, compreendendo a praia e o mar. Porem o Monotrilho já descartado, por conta de uma licitação feita de maneira equivocada sendo o seu custo inicialmente, "sub dimensionado". (O custo do monotrilho de Salvador estava orçado em media de $71 mi por km/construído próximo do custo de um VLT, a linha 15 Prata do Monotrilho de São Paulo o custo por Km/construído está em torno de $246 mi),e como diz o ditado popular, "aguas passadas não movem moinho", é preciso encarar a realidade dos fatos. Todo e qualquer projeto na área de Mobilidade Urbana tem que ter no seu bojo a premissa de um planejamento para "Médio e Longo Prazo", projetos que demandam autos custos tem que ser duradouros e não passam por soluções imediatistas e paliativas de curta duração. Qual seria então a solução ideal para ser implantada na região do Subúrbio e da RMS? A solução passa por um projeto de uma ferrovia moderna com bitola(larga) de 1,43 ou 1,63 com trens modernos com velocidade igual ou maior que a do Metrô e com capacidade inicial para 1000 passageiros. Uma ferrovia que permitisse a sua expansão para outras localidades da RMS e cidades próximas e uma conexão transversal em alguns pontos com o sistema metroviário, ai sim, feita com sistemas de VLT. Acho que o Gov. do estado deveria ter um pouco mais de cautela e fazer um estudo mais apurado, para não repetir novamente erros de avaliação cometidos anteriormente. Quanto a questão do uso dos VLTs de Cuiabá, que estão parados a quase 10 anos além de serem desaconselhados, pois a tecnologia desses equipamentos evolui muito nesse últimos anos, o VLT de Cuiabá está na pauta do Gov. Federal para retomada das obras e a sua conclusão. - Uma outra coisa importante seria a transformação em um terminal de cargas do antigo píer da Cosisa em São Tomé de Paripe fazendo a sua ligação com a ferrovia da FCA, atualmente inoperante, que está ali bem próxima, facilitando assim uma ligação entre a ferrovia e o mar. Quanto ao VLT, uma linha entre a Pça.da Sé e o Campo Grande ou Canela, com via dupla(Ida e vinda) na Rua Chile e Av. Sete de Setembro até a Casa de Itália, e essas vias teriam restrição de transito de veículos entre as 7hs e as 20hs,onde apenas circulariam nesse horários os VLTs, alguns ônibus, carros de serviços e moradores cadastrados, a rua Carlos Gomes e Senador Costa Pinto continuariam com o fluxo normal. Essa linha de VLT faria também uma integração com a futura estação do Metrô no Campo Grande. As linhas transversais de VLT seriam implantadas nas avenidas que hoje já fazem a ligação da orla atlântica de Salvador com a orla do Subúrbio Ferroviário.
Pregopontocom 21/04/2024



Sobre o Monotrilho de Salvador
Custo inicial  = $1.5 bi
Extensão da linha = 21km
Nº de estações = 22
Custo por KM/construído =  $71mi

Monotrilho de São Paulo linha 15 Prata
Custo inicial = $6.4 bi
Extensão da linha = 26,6 km
Numero de estações = 18
Custo por Km/construído = $246 mi

terça-feira, 25 de maio de 2021

Governo do Estado(BA) vai leiloar componentes do trem do Subúrbio Ferroviário

Transportes sobre trilhos  🚂🚃

Os 177 lotes do Edital Saeb 002/2021 estão disponíveis para visitação dos interessados a partir dessa segunda-feira (24), mediante agendamento prévio.Avaliado em um montante total de R$ 5,3 milhões, o certame também vai leiloar outros bens públicos como veículos, móveis, material de informática, itens eletrônicos.

Secom BA
divulgação/Secom BA
A Secretaria da Administração (Saeb) vai leiloar, no dia 4 de junho, 19 lotes contendo componentes do trem do Subúrbio Ferroviário, avaliados em R$ 4,3 milhões. Serão levados a leilão itens como vagões, painéis de controle, motores de tração, prancha ferroviária, materiais diversos de cobre, dentre outros equipamentos. Os 177 lotes do Edital Saeb 002/2021 estão disponíveis para visitação dos interessados a partir dessa segunda-feira (24), mediante agendamento prévio. Verifique os locais e horários para visita no edital, acessando site www.comprasnet.ba.gov.br. Avaliado em um montante total de R$ 5,3 milhões, o certame também vai leiloar outros bens públicos como veículos, móveis, material de informática, itens eletrônicos. O leiloeiro oficial Oscar de Menezes Palmeira foi designado para comandar o certame. A sessão pública será realizada exclusivamente de forma eletrônica, pelo sítio na Internet www.oscarleiloes.com.br, a partir das 9h30. Os interessados em participar podem fazer suas inscrições pelo mesmo site, no prazo de até 48 horas antes do início do certame. Os lances do leilão podem ser iniciados até 10 dias antes da sessão pública, oferecidos pelo site do leiloeiro oficial, sem prejuízo das ofertas posteriores, feitas no dia e horário marcados para o início do certame. Os licitantes vencedores serão aqueles que oferecerem maior lance ou oferta. O lote mais barato do certame é composto por materiais de escritório e tem lance mínimo de R$ 400,00. Já o lote com maior valor foi avaliado em R$ 850 mil, formado por itens ferroviários como motores de tração, geradores e outros. O certame vai levar a leilão 11 vagões pertencentes ao trem do subúrbio, além de diversos componentes de cobre como bobinas, cabos e fios. O leilão também vai apregoar 105 lotes com veículos diversos como automóveis, utilitários, caminhões e motocicletas. As fotos e descrições dos bens a serem leiloados também estão disponíveis no portal do leiloeiro oficial (www.oscarleiloes.com.br). No entanto, para avaliar os lotes, os interessados poderão visitá-los, mediante agendamento prévio, realizado pelo endereço eletrônico comissão.leilao@saeb.ba.gov.br ou pelo telefone (71) 3115-3191. O pagamento dos bens arrematados deverá ser feito à vista, por transferência ou depósito bancário, conforme orientações do leiloeiro que serão enviadas ao arrematante através do e-mail informado no cadastro, no prazo de 24 horas. O licitante vencedor pagará ainda ao leiloeiro a comissão de 5% sobre o valor da arrematação. O não pagamento do valor integral do bem arrematado implicará no cancelamento da arrematação. Os bens deste Leilão são isentos de ICMS, de acordo com a Instrução Normativa número 021, da Secretaria da Fazenda. Além da prevenção contra o Coronavírus, ao ser realizado pela internet, o Leilão pode fomentar uma participação maior de licitantes, já que eles não precisam se deslocar para estar presencialmente na sessão pública. Interessados de qualquer lugar do Estado da Bahia e de todo território nacional podem participar, via web. Uma maior participação de licitantes pode gerar uma competição mais acirrada, trazendo vantagem econômica para o Estado.
Com informações da Secom BA  25/05/2021

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2021

Nova era do Sistema Ferroviário de Salvador começa neste sábado (14)

Transportes sobre trilhos  🚂🚃🚃🚃🚃

Uma história com aproximadamente 168 anos terá seu capítulo especial. Isso porque, o atual sistema de trens de Salvador que interliga o Subúrbio Ferroviário pela orla da Baía de Todos os Santos, em 10 estações, da Calçada a Paripe, será desativado para dar lugar a implementação do  Monotrilho

Da Redação
foto - ilustração/Pregopontocom
Neste sábado (14), por volta das 19h30, uma história com aproximadamente 168 anos terá seu capítulo especial. Isso porque, o atual sistema de trens de Salvador que interliga o Subúrbio Ferroviário pela orla da Baía de Todos os Santos, em 10 estações, da Calçada a Paripe, será desativado para dar lugar a implementação do Monotrilho. O Monotrilho, movido à propulsão elétrica, será um equipamento de locomoção moderno, seguro e rápido que vai desenvolver uma melhor infraestrutura na qualidade de vida dos moradores do Subúrbio. Cerca de 600 mil pessoas serão beneficiadas com o desenvolvimento do projeto. Além disso, mais de 170 mil usuários vão poder se deslocar por dia dentre os 26km de percurso, que terá início no bairro do Comércio até a Ilha de São João, no município de Simões Filho. O equipamento representa um grande investimento do Governo do Estado da Bahia em relação à mobilidade urbana. Com o Monotrilho, o Subúrbio de Salvador, região de forte identidade cultural, seja pelos espaços religiosos, atividades econômicas e beleza natural, ganhará referências na geração de empregos e oportunidade de novos negócios.

Inovação
O Monotrilho já é utilizado com sucesso em cidades do Japão, da China, Emirados Árabes e Estados Unidos. Em Salvador, o transporte contará com carros com ar-condicionado, sistema de wi-fi gratuito e integração com o metrô. As obras do governo serão realizadas em parceria com a empresa Metrogreen Skyrail e a previsão de término gira em torno de 24 meses. O Subúrbio será fortalecido diante da criação do Monotrilho. A região que carrega diversas riquezas patrimoniais vai entrar em uma era sustentável, tecnológica e alinhada ao desenvolvimento social. A integração física do  Monotrilho com o sistema de metrô de Salvador se adequará à lógica de mobilidade do Governo do Estado da Bahia, que viabiliza o funcionamento dos modais em um sistema de rede, através de serviços complementares.

História
A ferrovia que hoje liga o bairro da Calçada a Paripe, começou a ser criada em 1853, quando Joaquim Francisco Alves Muniz Barreto recebeu do Governo Imperial a concessão para a construção de uma estrada de ferro ligando Salvador à cidade de Juazeiro. Foi a primeira da Bahia e a quinta do Brasil. Em 2005, a gestão do trecho ferroviário entre as estações da Calçada e Paripe era de responsabilidade da Prefeitura de Salvador, porém em maio de 2013 o sistema foi transferido para o Estado, juntamente com as obras do metrô, passando a ser administrado pela Companhia de Transportes do Estado da Bahia (CTB).Detalhes A região do Subúrbio marcada pelo patrimônio dos marisqueiros e pescadores após a conclusão das obras do Monotrilho ganhará também um museu ferroviário e um centro comercial de serviços na região. O desenvolvimento do projeto vai beneficiar diretamente cerca de 600 mil pessoas moradoras do Subúrbio Ferroviário. De acordo com o Diretor Presidente da CTB, Eduardo Copello, “hoje estas famílias são precariamente atendidas por um sistema antigo e defasado ao longo dos últimos anos”. O traçado do Monotrilho priorizou a utilização da linha férrea já existente, portanto, a necessidade de realocação da população local será de aproximadamente 360 famílias, que deverão ser reassentadas. Todas as famílias nesta situação terão seus imóveis avaliados individualmente e receberão as indenizações justas. A escolha do novo lar será feita com assistência e as famílias receberão desde apoio jurídico para a aquisição da nova casa, até suporte para a mudança. O Programa de Mobilidade Urbana do Estado da Bahia prevê a requalificação e expansão do sistema ferroviário do Subúrbio e sua integração aos demais sistemas estruturantes em execução. O projeto busca ampliar a oferta de transporte coletivo de massa com qualidade, conforto e segurança, por meio da implantação do Monotrilho. O sistema será requalificado e ampliado para 23,3 km, com 25 paradas. O Monotrilho é um sistema moderno, bastante usado em médias e grandes cidades do mundo, podendo atingir velocidade de até 80 km/h.
Com informações da CTB  11/02/2021


Credito - ASCOM/CTB

terça-feira, 26 de janeiro de 2021

Veja aqui as linhas alternativas ao trem do subúrbio de Salvador a partir de 15 de Fevereiro

Transportes sobre trilhos/Mobilidade  🚉 🚌

Veja aqui todas as alterações que serão feitas no sistema de transportes público que atende aos bairros do Subúrbio ferroviário a partir de 15 de fevereiro,com a desativação dos atuais trens,para a construção do novo sistema do Monotrilho

Da Redação
foto - ilustração/arquivo
Após a avaliação das linhas do Sistema Integrado de Transporte Coletivo que atendem a região do Subúrbio Ferroviário com percurso coincidente, integral ou parcialmente, ao trajeto realizado pelo trem foram definidas as linhas abaixo como principais alternativas:

Linhas alternativas ao trem
• 1614 – Itaigara X Mirantes de Periperi Via Brotas;
• 1607 – Barra X Paripe Cocisa;
• 1550 – Vista Alegre/Alto de Coutos/Estação Pirajá;
• 1633 – Ondina X Mirantes de Periperi;
• 1606-01 – Base Naval Barroquinha;
• 1606-00 – Paripe X Barroquinha;
• 1651 – Lapa X Base Naval Via Estrada Velha;
• 1637 – Mirantes de Periperi – Imbuí/Boca do Rio;
• 1615 – Lapa X Plataforma;
• 1568 – Barra X Faz. Coutos/vista Alegre;
• L111 – Baixa Do Fiscal / Lobato – Brasilgás

Os usuários que embarcavam na estação Calçada (Sentido Paripe) deverão se dirigir ao Largo da Calçada onde poderá embarcar na linha 1607 – Barra X Paripe Cocisa. A distância entre a Estação Calçada e ponto de ônibus indicado é de 80 metros. Os passageiros que embarcavam na Santa Luzia (Sentido Paripe) deverão se dirigir à Avenida Suburbana e poderão embarcar na linha 1607 – Barra X Paripe Cocisa. A distância entre estação Santa Luzia e o ponto de ônibus indicado é de 290 metros. Quem embarcava na Estação Lobato (Sentido Paripe) deverá se dirigir à Rua Nova da Estação onde poderá embarcar nas seguintes linhas: 1568 – Barra X Faz. Coutos/vista, L111 – Baixa Do Fiscal / Lobato, 1607 – Barra X Paripe. A distância entre Estação Lobato e o ponto de ônibus indicado é de 214 metros. Os passageiros que embarcavam na Estação Lobato (Sentido Calçada) deverão se dirigir à Rua Nova da Estação onde poderá embarcar nas seguintes linhas: (1615) – Plataforma X Lapa, (1633) Mirantes de Periperi – Ondina, (1607) Paripe – Barra , (1614) Mirantes de Periperi Via Brotas – Itaigara. A distância entre a estação e o ponto indicado é de 290 metros. Os usuários que embarcavam na Estação Plataforma (Sentido Calçada) , deverão se dirigir ao Largo São João do Cabrito onde poderão embarcar nas seguintes linhas: (1615) – Plataforma X Lapa; (1633) Mirantes de Periperi – Ondina; (1607) Paripe – Barra e (1614) Mirantes de Periperi Via Brotas – Itaigara. O usuário que embarcava na Estação Plataforma (Sentido Paripe) deverá se dirigir ao Largo São João do Cabrito onde poderá embarcar nas seguintes linhas: 1568 – Barra X Faz. Coutos/vista Alegre; L111 – Baixa Do Fiscal / Lobato – Brasilgás e 1607 – Barra X Paripe Cocisa. A distância entre a estação e o ponto indicado é de 270 metros. Quem embarcava na Estação Itacaranha (Sentido Paripe) deverá se dirigir às ruas Gervásio Cerqueira, R. da Palestina, R. Afrânio Peixoto onde poderá embarcar nas seguintes linhas: (1633) Ondina – Mirantes de Periperi (1568) Barra – Faz. Coutos/vista Alegre, (1637) Imbuí/Boca do Rio – Mirantes de Periperi, (1614) Itaigara – Mirantes de Periperi Via Brotas e (1607) Barra – Paripe Cocisa. A distância entre a estação e o ponto indicado é de 595 metros. O usuário que utilizava a Estação Escada (Sentido Paripe) deverá se dirigir à Avenida Afrânio Peixoto onde poderá embarcar nas seguintes linhas: 1568- Barra X Faz. Coutos/Vista Alegre e 1651-Lapa X Base Naval/Via Estrada Velha. A distância entre a estação e o ponto indicado é de 224 metros. O usuário que utilizava a Estação Escada (Sentido Calçada) deverá se dirigir à Avenida Afrânio Peixoto onde poderá embarcar nas seguintes linhas: 1568- Barra X Faz. Coutos/Vista Alegre e 1651-Lapa X Base Naval/Via Estrada Velha. A distância entre a estação e o ponto indicado é de 212 metros. O usuário que embarcava na Estação Praia Grande (Sentido Paripe) deverá se dirigir à Avenida Afrânio Peixoto onde poderá embarcar nas seguintes linhas: 1568 -Barra X Faz. Coutos/Vista Alegre e 1651-Lapa X Base Naval/Via Estrada Velha. A distância entre a estação e o ponto indicado é de 208 metros. O usuário que embarcava na Estação Praia Grande (Sentido Calçada) deverá se dirigir à Avenida Afrânio Peixoto onde poderá embarcar nas seguintes linhas: 1568 -Barra X Faz. Coutos/Vista Alegre e 1651-Lapa X Base Naval/Via Estrada Velha. A distância entre a estação e o ponto indicado é de 203 metros. O usuário que embarcava na Estação Periperi (Sentido Paripe) deverá se dirigir à Avenida Afrânio Peixoto onde poderá embarcar nas seguintes linhas: 1568 -Barra X Faz. Coutos/Vista Alegre, 1606-Paripe X Barroquinha, 1607- Paripe X Cocisa e L111- Baixa do Fiscal/Lobato – Brasilgás. A distância entre a estação e o ponto indicado é de 40 metros. O usuário que embarcava na Estação Periperi (Sentido Calçada) deverá se dirigir à Avenida Afrânio Peixoto onde poderá embarcar nas seguintes linhas: 1568 -Barra X Faz. Coutos/Vista Alegre e 1607- Paripe X Cocisa e L111- Baixa do Fiscal/Lobato – Brasilgás. A distância entre a estação e o ponto indicado é de 10 metros. O usuário que embarcava na Estação Coutos (Sentido Paripe) deverá se dirigir a Avenida Afrânio Peixoto onde poderá embarcar nas seguintes linhas: 1568 -Barra X Faz. Coutos/Vista Alegre e 1607- Paripe X Cocisa e L111- Baixa do Fiscal/Lobato – Brasilgás. A distância entre a estação e o ponto indicado é de 120 metros. O usuário que embarcava na Estação Coutos (Sentido Calçada) deverá se dirigir à Avenida Afrânio Peixoto onde poderá embarcar nas seguintes linhas: 1568 -Barra X Faz. Coutos/Vista Alegre e 1607- Paripe X Cocisa, L111- Baixa do Fiscal/Lobato – Brasilgás e 1651-Lapa X Base Naval/Via Estrada Velha. A distância entre a estação e o ponto indicado é de 10 metros. O usuário que embarcava na Estação Paripe (Sentido Calçada) o usuário deverá se dirigir à Avenida São Luís onde poderá embarcar nas seguintes linhas: -Barra X Faz. Coutos/Vista Alegre e -Barra X Faz. Coutos/Vista Alegre. A distância entre a estação e o ponto indicado é de 150 metros.
Com informações da Secom BA  26/01/2021

sexta-feira, 6 de janeiro de 2017

Governo do Estado promove Audiência Pública sobre VLT de Salvador

Transportes sobre trilhos  🚄

De caráter consultivo, a Audiência tem o objetivo de esclarecer dúvidas e recolher sugestões para o processo licitatório, na modalidade de concorrência pública, para seleção da melhor proposta para contrato de PPP, para execução do projeto do VLT. 

Da Redação
imagem - ilustração/arquivo
Será realizada, no próximo dia 20, às 17h30, Audiência Pública sobre a Parceria Público Privada (PPP) para concessão da implantação e operação do Veículo Leve sobre trilhos (VLT). Aberto ao público, o evento será em Paripe, no Colégio Estadual Almirante Barroso.
De caráter consultivo, a Audiência tem o objetivo de esclarecer dúvidas e recolher sugestões para o processo licitatório, na modalidade de concorrência pública, para seleção da melhor proposta para contrato de PPP, para execução do projeto do VLT. “O VLT é um projeto estruturante de mobilidade, que irá valorizar toda a região do Subúrbio Ferroviário de Salvador, além de garantir mais qualidade de vida à população”, afirmou o secretário de Desenvolvimento Urbano (Sedur), Carlos Martins. A Audiência também contará com a participação do secretário da Casa Civil, Bruno Dauster.
Os documentos referentes ao projeto do VLT estão disponíveis aqui. Também podem ser consultados na sede da secretaria, no Centro Administrativo (CAB).

VLT
Com 18,5 quilômetros de extensão e 21 estações, o Veículo Leve sobre Trilhos irá substituir o Sistema de Trens do Subúrbio. As atuais 10 estações serão desativadas e reaproveitadas para prestação de outros serviços à comunidade, como postos da Polícia Militar e centros de atendimento.
A previsão é de início das obras em até 90 dias após a assinatura do contrato, com prazo para conclusão de 36 meses. Estão previstas intervenções em duas fases: a primeira, entre o Comércio e Plataforma, tem 9,4 km; a segunda, entre Plataforma e São Luiz, tem 9 km. O valor estimado é de R$ 1,5 bilhão.
Conforme o projeto, os usuários do VLT estarão integrado às linhas 1 e 2 do metrô e aos roteiros do BRT (Transporte Rápido por Ônibus) metropolitano. A perspectiva é de beneficiar mais de 1,5 milhão de moradores do Subúrbio Ferroviário.

Serviço:
O que: Audiência Pública – PPP VLT
Quando: 20 de janeiro de 2017 (sexta-feira)
Hora: 17h30
Local: Colégio Estadual Almirante Barroso (Rua Almirante Tamandaré, 420 – Paripe)
Com informações da Sedur Ba.  06/01/2017

terça-feira, 26 de julho de 2016

Trem da Calçada em Salvador é palco de performances de dança

Arte nos trilhos

O espetáculo mistura dança contemporânea e videodança. Serão 13 apresentações, com performances nas estações e nos trens, além de exibição de vídeo na Estação da Calçada. É arte para além dos ambientes tradicionais, ocupando espaços públicos e alcançando, portanto, uma parcela grande da população

Da Redação
foto - Daniele Rodrigues
A partir desta quarta-feira (27) e até o dia 05 de agosto, os trens do Subúrbio servirão de palco para o espetáculo “Trilhos & Estações – uma viagem dançada da Calçada a Paripe”. As apresentações serão de terça a sexta-feira, em horários variados, e o usuário não paga nada a mais para assistir às performances.
O espetáculo mistura dança contemporânea e videodança. Serão 13 apresentações, com performances nas estações e nos trens, além de exibição de vídeo na Estação da Calçada. É arte para além dos ambientes tradicionais, ocupando espaços públicos e alcançando, portanto, uma parcela grande da população - o sistema transporta cerca de 15 mil usuários por dia.
A gestão dos trens do Subúrbio é feita pela Companhia de Trens da Bahia (CTB), órgão vinculado à Secretaria de Desenvolvimento Urbano (Sedur). Atualmente, são dois trens em funcionamento, de segunda a sábado, das 6h às 19h30 (último horário de saída), com intervalos entre 40 e 45 minutos. A passagem custa R$ 0,50 e R$ 0,25 (meia), com gratuidade a partir de 60 anos.

Serviço:
Trilhos & Estações – uma viagem dançada da Calçada a Paripe
Quando: de 27 de julho a 05 de agosto (apresentações de terça a sexta-feira)

Horário:
27/07 – 16h
28 e 29/07 | 02 e 04/08 – 14h e 16h
03 e 05/8 – 10h e 12h
Valor: R$ 0,50 / R$ 0,25 (o preço da passagem de trem)
Apoio: Companhia de Trens da Bahia (CTB)
Com informações da Sedur Ba.  26/07/2016

segunda-feira, 18 de julho de 2016

Pare, olhe, escute

Transportes sobre trilhos

Inaugurada em 1860, a Estação Ferroviária da Calçada, na Cidade Baixa, é o ponto de partida para uma viagem que corta a costa oeste da cidade rumo a um passado e a uma paisagem bucólicos - paisagem que, em breve, será radicalmente modificada com a implantação do VLT

Tatiana Mendonça - A Tarde
foto - ilustração/Pregopontocom
No começo de uma tarde de quarta-feira, uns homens jogam baralho em meio às barracas de frutas e verduras da feira. A mulher grita vendendo chip para celular, os barulhos dos carros se multiplicam, a vida pulsa no largo. Um prédio imponente assiste ao movimento com certo orgulho de tê-lo criado. Inaugurada em 28 de junho de 1860, a Estação Ferroviária da Calçada fundou um destino e um bairro. Para quem vem do centro, é o primeiro ponto de acesso ao trem do subúrbio ferroviário, que percorre a costa oeste de Salvador. A construção antiga dá ares de que a viagem será no tempo. Lá no alto, tremula uma bandeira puída da Bahia.
Num futuro próximo - sendo próximo uma palavra elástica quando se trata de obras públicas - aquela paisagem irá mudar. O feirante Edvaldo Barbosa, 59, já ouviu falar nessa história, mas não sabe direito o que é, nem quando, nem como. Por enquanto, tem só medo de que sumam os fregueses conquistados em oito anos de trabalho.
O plano do governo é substituir os trens do subúrbio pelo VLT (veículo leve sobre trilho), cuja licitação deve ser divulgada em agosto, depois de mais de um ano de atraso. O projeto é ambicioso. O VLT deverá ter 18,5 quilômetros de extensão e 21 paradas, mantendo o atual desenho do trem com duas intervenções: a ligação de Paripe à Av. São Luiz e da Calçada ao Comércio, com possível extensão via metrô para a Lapa ou Retiro.
O custo total da obra é de R$ 1,1 bilhão, com recursos federais e estaduais. O valor é próximo ao que foi gasto na desastrosa construção da linha 1 do metrô, orçado inicialmente em R$ 350 milhões e que após 15 anos de obras ficou pronto pela bagatela de R$ 1,4 bilhão. Não há estimativa de quando o VLT começaria a operar.
Hoje, dois trens percorrem lentamente 13,6 km entre a Calçada e Paripe, parando em dez estações, contando a chegada e a partida. Muito embarcou nessa viagem com uma pontinha de despedida.
Mesmo fora do horário de pico, corre-se o risco de não achar lugar para sentar, o que acaba sendo um bom negócio para passageiros estreantes. Assim, dá para ir espiando ao mesmo tempo a vida alheia nas casas que ficam ali na beira e a vastidão do mar. Soa o apito, as portas se fecham.

foto-ilustração/Pregopontocom
A vida pela janela
No princípio, é tão devagar o trem que não é totalmente maldade pensar se não era melhor ir andando. Passados alguns minutos, vai ganhando velocidade. As outras duas sensações imediatas são o barulho contínuo e o calor. As frestas das janelas ficam abertas, mas não tem luxo de ar-condicionado. Por dia, são transportados ali cerca de 17 mil passageiros. Já foram 30 mil, mas minguaram com a diminuição do número de locomotivas e o aumento do tempo de espera. Quem chega e perde o trem que acabou de sair aguarda por pelo menos 40 minutos. São, na maioria trabalhadores indo ou voltando do serviço, estudantes à caminho da escola, gente rumando para a casa.
Entre os trilhos há mato alto e muito lixo. Como não há muros ou gradis separando-os da vizinhança, os trens passam sem barreiras por centenas de portas e quintais. Ali adiante são duas mulheres conversando da janela, mais embaixo há roupas estendidas nos varais. De repente, parece que caímos num livro de Lima Barreto. É difícil não ser tomado por certa comoção.
Pergunto a uma moça que segura sacolas do mercado se ela não se importa de ir em pé no vagão cheio. "Cheio? Cheio é o de 16h em diante", responde com certo ar de superioridade experiente. Uma moça de batom brilhante e cabelão loiro exibe-se para as fotos, com jeito de quem nem está ligando. Ramona seu nome. Toda vez que fala alguma coisa, ergue os olhinhos para cima, como se tivesse que pensar um pouco antes, mesmo que só precise dizer a idade. Olhinhos, 27. Mora em Plataforma e conta que pega o trem todos os dias para trabalhar. A passagem é baratinha, R$ 0,50, e não tem que ficar presa em engarrafamentos. Aproveita o tempo para ouvir música, falar com os amigos pelo WhatsApp. Já ouviu falar de gente que foi assaltada ali - "isso hoje é em todo lugar, né?" - mas ela mesma, graças a Deus, nunca viu nada.
O sol bate no mar deixando a água brilhante. Um pescador joga a rede, os meninos batem baba na areia. Não é qualquer trem que tem essa vista, podendo ainda passar por uma ponte, a São João, que liga o Lobato a Plataforma. O equipamento foi reinaugurado em 2012, ao custo de R$ 60 milhões. A estrutura do equipamento estava comprometida, depois de 60 anos sem reformas. Logo no dia da festa de reinauguração, com aquele monte de autoridade ali se promovendo, o trem quebrou e teve que interromper a viagem.

Autoridade e assédio
De repente, a segurança que viaja encostada na porta diz alto, para que fiquem todos cientes da sua autoridade: "O senhor sabe que assédio é crime? O senhor sabe?" Um homem que bebia sua cachaça, levada numa sacolinha, a importunava e não ligou muito para o aviso. O outro vigia teve que pedir para que sossegasse. Reconheceu a palavra masculina, parou logo ali em Escada. "Graças a Deus, o 'bêbo' foi embora. Ousado, né?", disse um senhor direcionando a frase a um interlocutor aleatório. Depois seguiu a prosa. Que muita gente se perde assim, na cachaça, nas drogas. Já tinha visto muitos desse jeito, quando trabalhou com meninos carentes. "Tem que dizer assim agora, carente, porque chamar menino de rua... Você é até processado!".
Em Coutos, o dia escurece na passagem do túnel. No caminho se veem escolas, como a piloto Escolab, criada este ano pela Secretaria Municipal da Educação numa parceria com o Google, e hospitais de porte, como o João Batista Caribé. Há quem desça do trem e ande ali mesmo pelo trilho para chegar ao destino. Outros param na espera do trem passar para chegar à praia. É tudo junto, tudo parte da vida. Em 35 minutos, chegamos a Paripe. Já é hora de voltar.

Cenários bucólicos e realidade sombria
foto - ilustração/Pregopontocom

Os trilhos batizam e margeiam o subúrbio ferroviário. Desde que nasceu, há 37 anos, Jefferson Santos mora de frente para a linha, em Santa Luzia. Menino, andava muito de trem, mas hoje só embarca se precisar resolver alguma obrigação rápida na Calçada. Por isso, hoje lembra mais dos transtornos que das vantagens. Que racha as casas, que faz um barulho medonho. "É uma zoada que a pessoa nem consegue dormir direito. Mas a tudo se acostuma".
Pai de dois filhos, já cansou de repetir para a menorzinha, de 7 anos, que não é para atravessar o trilho sozinha. Conta que já viu muito acidente feio, coisa de gente que passou achando que ia dar tempo, e depois não houve tempo que desse. Se são muitos? "Oxe, são. Só eu já vi mais de 10. De 'rancar' braço, pescoço. Mas, com a construção dessa estação aí [a de Santa Luzia], melhorou". De acordo com os dados oficiais, o trem "alcançou" 12 pessoas e 19 veículos nos último cinco anos, provocando duas mortes.
Da varanda, a dona de casa Vânia Félix, 32, vizinha de Jefferson, espia o movimento da rua. Ela demorou a se acostumar à vista. Nascida em Cajazeiras, mora no bairro há oito anos. Ainda hoje, volta e meia se aborrece de acordar com o barulho do trem de manhã cedinho e de perder as falas mais importantes das novelas, porque bem na hora o trem passa. Eles nunca ouviram falar nessa história de VLT.
No subúrbio vivem cerca de 600 mil moradores, cuja renda média mensal não costuma superar os R$ 500. O cenário bucólico abriga uma realidade sombria. Só este ano, foram registrados 72 homicídios. No ano passado, o total de assassinatos chegou a 244, o que deixou a área no primeiro lugar do "ranking". A "segunda colocada" foi Tancredo Neves, com 153 mortes.

foto - ilustração/Pregopontocom
Costa Oeste
O trem faz parte da paisagem do lugar desde junho de 1860, quando foi inaugurado pela Bahia and San Francisco Railway Company. Atualmente, é administrado pela estatal Companhia de Transportes do Estado da Bahia (CTB), vinculada à Secretaria de Desenvolvimento Urbano (Sedur). Al Mota, 62, é o responsável por controlar as operações e é também um dos funcionários mais antigos da ferrovia.
Aos 26 anos, engenheiro recém-formado, começou a trabalhar com trens e não parou mais. Só ali no subúrbio já está há 27 anos. Mas esse não é um nome de que goste. Acha pejorativo por causa do prefixo "sub", como se estivesse abaixo da urbanidade. Prefere costa oeste. E fala de boca cheia que estão ali as praias mais bonitas da cidade.
Al conta que, antes de haver a mudança para o VLT, há a esperança de dois novos trens, o que diminuiria o tempo de espera para quinze minutos. Quando a conversa percorre os perigos da linha férrea, minimiza dizendo que o trem é o meio de transporte mais seguro que existe e que "99%" das ocorrências são suicídios. Mas lembra o caso de uma mulher que estava fazendo uma oferenda num cruzamento e "incorporou uma entidade" que a deixou "descontrolada". "Ela se jogou no trem e ficou sem as pernas. Isso tem uns dez anos, ali na Baixa do Fiscal".

Paixão por trens
foto - ilustração/Pregopontocom

Apaixonado por ferrovias, Gilson Vieira, 61, lembra que com o VLT os intervalos vão diminuir (a estimativa é de 10 a 12 minutos) e que por isso seria importante gradear os trilhos e construir passarelas, para que os moradores possam ter acesso à praia. Mas diz tudo isso para o caso de sua luta maior não vingar. Por meio da organização Movimento Trem de Ferro (MTF), que criou em 1986, está entrando com uma petição contra o estado pedindo acesso aos estudos que respaldam a implantação do VLT e defendendo a manutenção dos trens do subúrbio.
Por ele, o VLT percorreria apenas o trecho Comércio-Calçada. "Para que dispensar uma estrutura na qual foram gastos recentemente R$ 200 milhões? O que precisa ser feito é disponibilizar mais trens à população e modernizar os existentes. Não se pode alterar tanto algo que é tão característico do subúrbio. É nossa memória".
Já Carlos Martins, da Sedur, defende que os atuais trens estão "ultrapassados" e que o VLT foi escolhido justamente por evitar a "segregação", ao contrário do que ocorre com o metrô. "É um veículo que convive com o tráfego de pessoas e veículos. Em Paris, passa por dentro da cidade e não há qualquer problema".
Quando Gilson era miúdo, a hora mais feliz do seu dia era andar de trem. Aos 5 anos, fugiu de casa, em Periperi, com o firme propósito de viajar até Pojuca. A família conseguiu resgatá-lo antes que embarcasse. Lembra também que um amigo seu tinha um trenzinho, mas era só apontar em sua casa para que guardasse o brinquedo. "Aquilo me dava uma angústia, uma frustração".
A vida tomou outros caminhos, e Gilson não conseguiu tornar-se maquinista, mas compensa o desencontro com o trabalho do MTF para fortalecer a minguante política ferroviária do país. Como nem tudo é luta, o grupo também organiza passeios turísticos pelos trens do Brasil e, claro, do subúrbio ferroviário, cujos vagões já abrigaram forró, samba e rock. "Hoje, no trem que eu quiser eu entro", diz Gilson, que agora pode fugir sem que ninguém lhe busque.
Fonte - A Tarde  18/07/2016

Nota do blog - As fotos,com fins meramente ilustrativos,publicadas nessa "postagem" são de autoria e do acervo desse blog e não fazem parte da publicação original
Link aqui - Pare,olhe,escute 


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quarta-feira, 15 de junho de 2016

Agência Francesa de Desenvolvimento aprofunda discussões sobre o VLT de Salvador

Transportes sobre trilhos

A missão francesa em Salvador teve início ano passado, quando conheceram o projeto do sistema de transporte que vai substituir os trens do Subúrbio.A missão francesa em Salvador teve início ano passado, quando conheceram o projeto do sistema de transporte que vai substituir os trens do Subúrbio. “O VLT é um projeto estratégico para o Governo do Estado e a AFD é um parceiro importante pela sua expertise e o trabalho desenvolvido em vários países.

Da Redação
foto - aquivo/Secom
Na última esta terça-feira (14), uma comitiva da Agência Francesa de Desenvolvimento (AFD), braço do governo francês voltado para a cooperação financeira com o setor público de outros países, reuniu-se com o secretário de Desenvolvimento Urbano do Estado, Carlos Martins, para tratar de novos detalhes sobre uma possível parceria para viabilizar o projeto do Veículo Leve Sobre Trilhos (VLT) da capital baiana. O edital de licitação encontra-se em fase final de conclusão e deve ser lançado até julho, com previsão de início das obras em até 90 dias após a assinatura.
Além do secretário, a superintendente de Mobilidade da Secretaria de Desenvolvimento Urbano do Estado (Sedur), Grace Gomes, e o presidente da Companhia de Transportes da Bahia (CTB), Eduardo Copello, também participaram do encontro. “O VLT é um projeto estratégico para o Governo do Estado e a AFD é um parceiro importante pela sua expertise e o trabalho desenvolvido em vários países. Portanto, é de nosso total interesse oficializar essa cooperação”, afirmou Carlos Martins.
A missão francesa em Salvador teve início ano passado, quando conheceram o projeto do sistema de transporte que vai substituir os trens do Subúrbio. Desde então, foram feitos alguns estudos técnicos e apresentados detalhes da segunda etapa do VLT, cujo projeto original foi repensado com a possibilidade de estender o trajeto para viabilizar uma ligação direta com o metrô através de um novo trecho, ainda a ser definido - entre o Comércio e a Lapa ou Santa Luzia até o Retiro. O objetivo é de tornar o modal ainda mais eficiente e integrado à política estadual de mobilidade.
A comitiva francesa reforçou interesse em firmar parceria com o Governo do Estado, ainda mais motivados com o potencial de integração em rede do VLT, que também fará conexão com o BRT e, futuramente, tem perspectiva de ser estendido e integrado à Região Metropolitana. “Nós também gostamos de inovação, portanto, não encaramos isso como um risco. Queremos encontrar a melhor solução para os melhores projetos”, afirmou o gerente de Projetos de Transporte Urbano da AFD, Arnaud Dauphin.

PPP

Governo e Agência ainda precisam definir qual o modelo de Parceria Público-Privada (PPP) a ser adotado e o tipo de financiamento. “Todas as PPPs do Estado tiveram elementos de inovação e foram pioneiras no país. Um bom exemplo é a que viabilizou o Hospital do Subúrbio, além da própria PPP do metrô”, destacou Carlos Martins.
A estimativa da Sedur é de que, num prazo máximo de 60 dias, sejam concluídos todos os estudos de demandas e projetos, bem como de viabilidade sócio-econômica e ambiental.

AFD
A Agência atua no Brasil desde 2007, com empréstimos a estados e municípios para projetos e programas de infraestrutura e mobilidade. Reconhecida internacionalmente, a AFD atua nos quatro continentes por meio de uma rede de 70 escritórios de representação e dedica, por ano, mais de seis bilhões de euros em financiamento de projetos sustentáveis.
Com informações da Secom Ba. 15/06/2016

sexta-feira, 8 de abril de 2016

Governo prevê obra do VLT de Salvador para novembro

Transportes sobre trilhos

As obras ocorrerão em três etapas: do Comércio até a Lapa; de Plataforma até a avenida São Luís, em Paripe (que liga o bairro à estrada da Base Naval de Aratu); e do Comércio à Lapa. As duas últimas fases serão executadas ao mesmo tempo.O percurso do modal entre o Comércio e Paripe terá 18,4 km, 4,8 km a mais que o percurso atual dos trens.

Priscila Machado - A Tarde
foto - ilustração
O secretário estadual da Casa Civil, Bruno Dauster, anunciou, nesta sexta-feira, 7, que as obras do veículo leve sobre trilhos (VLT) no subúrbio ferroviário de Salvador, orçadas em R$ 1,1 bilhão, devem ser iniciadas em novembro. O custo será dividido entre os governos estadual e federal.
Segundo Dauster, o edital de licitação deve ser assinado no dia 14 de agosto e a construção, iniciada em até 90 dias após a assinatura. A presidente Dilma Rousseff foi convidada para a cerimônia de publicação do edital, mas a Casa Civil ainda aguarda resposta do Planalto.
As obras ocorrerão em três etapas: do Comércio até a Lapa; de Plataforma até a avenida São Luís, em Paripe (que liga o bairro à estrada da Base Naval de Aratu); e do Comércio à Lapa. As duas últimas fases serão executadas ao mesmo tempo.
O percurso do modal entre o Comércio e Paripe terá 18,4 km, 4,8 km a mais que o percurso atual dos trens.
O trecho entre o Comércio e a Lapa, que passa por definição, terá cerca de 1,5 km. "Essa parte terá um túnel, um viaduto e, provavelmente, uma parada na Barroquinha", adiantou o gestor.
O trajeto dos trens será aproveitado, embora totalmente revitalizado e integrado com o meio urbano. Durante as intervenções, um transporte alternativo será disponibilizado para a população.
A obra envolverá a reforma e construção da linha permanente, das paradas, implantação dos sistemas de eletricidade e comunicação e urbanização da faixa de domínio.

Centro comercial
Em Paripe, haverá um centro comercial, provavelmente no local da estação. Na área limítrofe do sistema serão construídas calçadas e vias para ciclistas.
"Hoje, o limite do sistema de trens é bloqueado por muros, quando não por construções irregulares. Queremos que o novo sistema e a região sejam melhor apreciados. O subúrbio é muito bonito, tem uma baía linda que não é vista, em grande parte por causa da desorganização", disse Dauster. A expectativa do governo do estado é que o sistema comece a operar no segundo semestre de 2017.

Paradas
O secretário da Casa Civil explicou que as dez estações do sistema atual serão desativadas e reaproveitadas para prestação de serviços à comunidade.
Segundo ele, "os cais [popularmente chamados de batentes] serão demolidos e os prédios reaproveitados. O trem andará no chão, como se fosse ônibus. Por isso, haverá paradas, não estações". O sistema terá 21 paradas [veja abaixo] mais que o dobro que as dez atuais.


A média de tempo de espera pelos veículos será de cinco a sete minutos, semelhante ao do metrô. "Atualmente, uma pessoa leva, em média, entre uma hora e meia a duas horas e meia para ir de Paripe a Piatã, por exemplo. Futuramente, esse tempo será reduzido para 30 minutos. O VLT será integrado ao metrô, ao BRT e aos ônibus. Será muito mais fácil fazer o trajeto", contou.

Passagem será mais cara que a dos trens atuais
Com a modernização do sistema, a passagem, que atualmente custa R$ 0,50 para os trens, aumentará. Segundo Dauster, o valor será o mesmo aplicado para qualquer outro modal, no momento em que começar a operar.
“A passagem atual é absolutamente inexequível para qualquer sistema de transporte. Não cobre nem o custo da vigilância”, diz.
Mas ele acrescenta que isso não será um problema para a população: “O usuário terá mais qualidade, saberá a hora exata que o trem passará na parada. Valerá a pena pagar por um transporte de qualidade”.
Além do conforto, o secretário lembra que a passagem será integrada aos demais meios de transporte, como metrô e BRT. Por isso, para ele, o aumento não causará tanto impacto.
“Teremos entre 165 a 170 km de trilhos em Salvador até 2017, contando com o metrô. Os corredores farão uma revolução no sistema de mobilidade da capital porque todas as pessoas poderão circular de um ponto a outro da cidade de forma muito mais fácil”, aposta.
Fonte - A Tarde 07/04/2016

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2016

Representantes do governo francês discutem projetos de mobilidade na Bahia

Transportes sobre trilhos

Os franceses questionaram detalhes do estudo do sistema de transporte que vai substituir os trens do subúrbio, e cujo edital em forma de Parceria Público Privada (PPP) será lançado neste ano. A comitiva, que já teve outros encontros com o secretário da Sedur em 2015, ouviu atualizações sobre a segunda etapa do projeto do VLT

Da Redação
foto - Daniele Rodrigues
Representantes da Agência Francesa de Desenvolvimento (AFD), braço do governo francês voltado para a cooperação financeira com o setor público de outros países, reuniram-se com o secretário de Desenvolvimento Urbano (Sedur), Carlos Martins, nesta quarta-feira (17). Os temas do encontro foram os projetos de mobilidade desenvolvidos pela Sedur em Salvador, especialmente o VLT. Além do secretário, a superintendente de mobilidade da Sedur,Grace Gomes, o presidente da CTB, Eduardo Copello, e o diretor da Sumob, Márcio Tourinho, também participaram do encontro.
Os franceses questionaram detalhes do estudo do sistema de transporte que vai substituir os trens do subúrbio, e cujo edital em forma de Parceria Público Privada (PPP) será lançado neste ano. A comitiva, que já teve outros encontros com o secretário da Sedur em 2015, ouviu atualizações sobre a segunda etapa do projeto do VLT, como a nova possibilidade de articulação direta com o metrô, partindo da estação Retiro, com uma ligação na parada Santa Luzia, do VLT. Além da primeira ligação em estudo, do Comércio à Lapa.
Na primeira etapa de implantação, o VLT substituirá o trem do subúrbio, e o trajeto ainda será ampliado, compreendendo 21 paradas, entre a Avenida São Luís, em Paripe, e o Comércio.
AFD - A AFD iniciou suas atividades no Brasil em 2007. A Agência já firmou acordos com governos e prefeituras para contratação de estudos e elaboração de planos estratégicos destinados à mobilidade urbana e tem amplo know-how em projetos de teleféricos (financiou o de Medelín, na Colômbia, o de Quito, no Equador, e também no Rio de Janeiro), tecnologias inovadoras e sistemas de transportes inteligentes.
Com informações da Sedur Ba.  17/02/2016 

sexta-feira, 15 de janeiro de 2016

Edital do VLT de Salvador será lançado nos próximos meses

Transportes sobre Trilhos

Com edital a ser lançado nos próximos meses, o projeto do veículo leve sobre trilhos (VLT) foi apresentado pelo Governo do Estado, nesta sexta-feira (15), a um grupo de 40 empresários, na Secretaria de Desenvolvimento Econômico (SDE), na capital.Na primeira etapa de implantação, o VLT substituirá o trem do subúrbio, e o trajeto ainda será ampliado.

Da Redação
foto - Secom Ba.
Com 33 milhões de passageiros mensais, o sistema de transporte urbano de Salvador e região metropolitana terá um novo modal. Com edital a ser lançado nos próximos meses, o projeto do  VLT, foi apresentado pelo Governo do Estado, nesta sexta-feira (15), a um grupo de 40 empresários, na Secretaria de Desenvolvimento Econômico (SDE), na capital.
Na primeira etapa de implantação, o VLT substituirá o trem do subúrbio, e o trajeto ainda será ampliado, compreendendo 21 paradas, entre a Avenida São Luís, em Paripe, e o Comércio. A segunda etapa depende de estudos entre duas possibilidades: ligar Paripe à estação do metrô no Retiro, passando pelo Largo do Tanque, ou ir do Comércio até a Lapa.
Este foi mais um passo dado para a concretização do projeto,com a apresentação para a sociedade da primeira modelagem do VLT do Comércio até São Luís de Paripe, através de uma estrutura de Parceria Público-Privado (PPP), Em uma segunda etapa, o sistema poderá fazer uma integração direta com o metrô, seja no Retiro, com uma ligação Santa Luzia-Retiro, seja na Lapa, com uma ligação Comércio-Lapa”, segundo o secretário da Casa Civil, Bruno Dauster.
O Secretário disse ainda que o projeto entra em uma fase de diálogos constantes com todos os interessados, para que eles conheçam o projeto e o governo saiba quais são as intenções e demandas dos investidores.Segundo ele, participaram da apresentação fornecedores de equipamentos, projetistas, consultores e empresas de construção civil, convocados por meio de anúncio público feito em jornais de grande circulação em Salvador, São Paulo e Rio de Janeiro, para garantir a maior participação possível.

Sucesso do metrô
O diretor de Desenvolvimento de Negócios da Alston, Cristiano Lopes, conta que acompanha o processo desde quando era previsto o Regime Diferenciado de Contratação para a construção. “Agora, como PPP, é uma possibilidade de se replicar o sucesso do metrô de Salvador. Os projetos de VLT em geral têm uma capacidade de reurbanização associada muito grande, e uma PPP faz com que seja possível uma captura de valores entre os entes privados e públicos. É uma formatação muito interessante para a implantação de um equipamento moderno e com a confiabilidade e a capacidade que Salvador necessita”.
Representante da BF Capital, Felipe Guidi disse que “o projeto apresentado é uma iniciativa proativa. O governo busca os investidores antes mesmo da licitação. Essa é uma inovação do Governo da Bahia e atrai os investidores que estão em um momento econômico delicado”.

Programa de mobilidade
foto - Secom Ba.
Segundo o secretário de Desenvolvimento Urbano, Carlos Martins, a apresentação é mais uma etapa do Programa de Mobilidade da Região Metropolitana. “O governador Rui Costa recomendou com ênfase a recuperação do transporte de massa no subúrbio. Estamos apresentando uma possibilidade concreta para o investimento privado em um modal que proporcionará maior conforto e segurança de transporte, além de uma demanda garantida que fará com que este modal seja um bom negócio para os empresários”.
Martins informou ainda que estão sendo investidos R$ 8 bilhões na região metropolitana, por meio do programa de mobilidade, somando-se metrô, VLT e corredores estruturantes, além do futuro VLT metropolitano, perfazendo um grande complexo de integração metropolitana.
Com informações da Secom Ba,  15/01/2916

sexta-feira, 25 de dezembro de 2015

Governo vai apresentar projeto do VLT de Salvador a empresários

Transportes sobre trilhos

O projeto prevê a ligação do Comercio,Calçada,Paripe,estação São Luis,e uma futura ligação através de um túnel do Comercio para a estação da Lapa.

Da Redação
foto - ilustração
O Governo da Bahia, através das secretarias estaduais da Casa Civil e de Desenvolvimento Urbano (Sedur), informou na quarta-feira (22) que irá realizar uma reunião aberta com empresários interessados na construção e operação do Veículo Leve Sobre Trilhos (VLT) de Salvador.O projeto prevê a ligação do Comercio,Calçada,Paripe,estação São Luis,e uma futura ligação através de um túnel do Comercio para a estação da Lapa.
O encontro acontecerá no dia 15 de janeiro de 2016, a partir das 9h, no auditório da Secretaria de Desenvolvimento Econômico do Estado (SDE). Na ocasião, os empresários poderão conhecer melhor o projeto do empreendimento.O edital de licitação do VLT, por meio de Parceria Público-Privada (PPP), deverá ser lançado no primeiro semestre de 2016.
Segundo o secretário Bruno Dauster,da Casa Civil,o encontro é fundamental para o andamento do projeto. “Vamos aproximar os empresários do empreendimento e tirar todas as possíveis dúvidas. O VLT é uma prioridade do governador Rui Costa para Salvador e, junto a tantas outras intervenções que o Estado vem realizando no tráfego da cidade, vai fazer nossa capital andar muito melhor”,disse.
Com informações da Secom Ba. 25/12/2015

segunda-feira, 14 de setembro de 2015

VLT do Subúrbio sairá mesmo sem verba federal,garante Rui Costa

Transportes sobre trilhos

Rui Costa pretende fazer parceria com a iniciativa privada caso não consiga verba federal. Costa garantiu nesta segunda-feira, 14, a instalação do sistema de Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) no Subúrbio de Salvador.

A Tarde
C/informações de Rodrigo Aguiar
foto - ilustração
Enquanto a presidente Dilma Rousseff (PT) discute cortes nos gastos, o governador Rui Costa garantiu nesta segunda-feira, 14, a instalação do sistema de Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) no Subúrbio.
"Mesmo que não venha recurso federal, eu vou fazer o VLT do Subúrbio em parceria com a iniciativa privada", disse durante o encontro estadual do Partido Social Democrático (PSD).
De acordo com o petista, o investimento na primeira etapa do VLT, que liga o Subúrbio ao Comércio, é estimado em R$ 1,2 bilhões. Rui Costa afirmou que vai viajar em breve para Brasília para conversar com a presidente e que um dos assuntos abordados será o repasse de verba para esse projeto.
O governador explicou que a publicação do edital, que tinha divulgação prevista inicialmente para agosto, depende da definição se terá verba federal no projeto. Isso porque, de acordo com Rui, o modelo de edital com Parceria Público Privada (PPP) é diferente.
Fonte - A Tarde  14/0/2015

segunda-feira, 24 de agosto de 2015

Trens do subúrbio de Salvador resistem à degradação

Transportes sobre trilhos

Com dias contados, os trens do subúrbio levam 15 mil pessoas por dia. Na plataforma de embarque da Calçada, uma amostra do maria fumaça figura entre os novos trens, já não tão novos assim. "Esse aqui é o melhor transporte do mundo. Não tem quebra-molas, engarrafamento ou poluição. Mas eles preferem o rodoviário. Não dá para entender!", observa o maquinista, como é popularmente chamado.

Priscila Machado - A Tarde
Marco Aurélio Martins - Ag. A TARDE
Às 5h45, enquanto muita gente ainda dorme, Wilson Cruz, 53, realiza a primeira viagem do dia. Aos olhos do condutor de trens do subúrbio ferroviário de Salvador, na profissão há 26 anos, o trajeto de 13 km entre a Calçada e Paripe já não oferece novidade.
Quem faz o percurso pela primeira vez, no entanto, impressiona-se com o que vê. O passeio transita entre o bucólico e a degradação.
O conserto de barcos na praia, o cozimento a lenha à margem dos trilhos e a vista da baía conferem o clima agradável. Por outro lado, construções precárias, lixo amontoado, desmanche de carros, moradores de rua e a poluição do mar alertam para os problemas.

Foto - ilustração/Pregopontocom
Na plataforma de embarque da Calçada, uma amostra do maria fumaça figura entre os novos trens, já não tão novos assim. "Esse aqui é o melhor transporte do mundo. Não tem quebra-molas, engarrafamento ou poluição. Mas eles preferem o rodoviário. Não dá para entender!", observa o maquinista, como é popularmente chamado.
Wilson Cruz conta que entrou no ramo por acaso: "Estava a caminho de uma entrevista de emprego para uma cervejaria, me atrasei e perdi a vaga. Então, vi no jornal A TARDE que havia um concurso para a área. E aqui estou".

Degradação
Em todo o trajeto, principalmente no trecho até o Lobato, a linha férrea acumula muito entulho. Eletrodomésticos velhos, como fogão, sofá, estante, TV e até geladeira são descartados na margem da ferrovia.
Ao lado do trilho, um monte de barro se acumula, segundo Wilson, oriundo de escavações para a construção de casas. "O lixo é um problema. Às vezes, engancha no trem, tem que parar a composição para fazer manutenção. O que prejudica os usuários", conta.
O coordenador de operações da Companhia de Transporte da Bahia (CTB), Al Mello, diz que o acúmulo deve-se à falta de consciência dos moradores do entorno. "Eles sabem que, a cada 15 dias, fazemos mutirão com o trem, recolhendo lixo. Por isso, atiram os sacos da frente de casa. Nem se dão ao trabalho de procurar o ponto correto de descarte", diz.
"Não somos uma empresa de limpeza, mas de transporte. Não temos condição nem é nossa responsabilidade recolher resíduos diariamente", complementa.
Outro problema, relatado pelo passageiro Antônio César, 50, é a insegurança. O aposentado utiliza o trem três vezes por semana para ir ao centro de fisioterapia das Obras Sociais Irmã Dulce, no largo de Roma.
Ele conta que, há dois meses, foi vítima de assalto dentro de um dos vagões, por volta das 15h. "Dois pivetes entraram e fizeram um arrastão. Um rapaz foi agredido. Não havia segurança. Se ocorre isso à tarde, imagina à noite", relata.

foto - Marco Aurélio Martins
Ag. A TARDE
Sofá descartado na margem da linha férrea 

Al Mello afirma não ter informações sobre a ocorrência de assaltos no TUE (Trem Unidade Elétrica). "É muito difícil ocorrer, porque dispomos de segurança em cada uma das dez estações e em cada trem", diz.

Capacidade
O Sistema de Trens do Subúrbio transporta 15 mil pessoas por dia, com duas composições. Se contasse com quatro trens em circulação, 50 mil passageiros seriam beneficiados diariamente.
O intervalo de espera é 40 minutos, mas, frequentemente, um dos veículos é tirado de circulação e o tempo aumenta para uma hora.
Sem se identificar, funcionários queixaram-se de três trens reformados, que permanecem no galpão sem nunca ter sido utilizados. O coordenador de operações da CTB explica que os TUEs foram reformados, por uma empresa no Rio de Janeiro, mas continuaram com defeito. "O caso está na Justiça desde o ano passado. A empresa foi considerada inadimplente", justifica.
Fonte - A Tarde  24/08/2015

COMENTÁRIO Pregopontocom

foto  montagem - ilustração
Com relação aos 3 TUEs (Trens) "reformados" que estão parados citados na matéria: Foram enviados para o Rio de Janeiro,na gestão do ex prefeito de Salvador quando a empresa ainda era a CTS administrada pela prefeitura da cidade, para serem reformados por uma empresa,segundo fala-se sem experiência no setor,09 carros motrizes ACF/GE para serem modernizados e transformados em 03 composições com 03 carros cada.Na referida reforma optou-se pela mesma configuração dos TUEs Thoshibas doados pela CPTM em 2007 a CTS,que operam com um único carro motriz central,ao contrário do padrão dos ACF/GE que operam com 02 caros motrizes.um em cada ponta.Desde que aqui chegaram apenas uma das composições fez umas poucas viagens de testes,mais sempre apresentou problemas e nunca foi possível coloca-las em operação comercial,uns dos problemas é o não funcionamento do ar condicionado adaptado,comprometido por problemas no conversor de energia.Não há a menor possibilidade de operar o trem sem o sistema de climatização pois as janelas de vidro são lacradas (não abrem) e até parecem  janelas de avião de tão pequenos que são.Todo o dinheiro gasto pela administração anterior da Prefeitura quando os trens ainda estava sobre a sua responsabilidade foi em vão,os trens nunca funcionaram,já apresentam sinais de corrosão e desgaste, servindo apenas para ocupar espaço em um dos galpões das oficinas da atual CTB que herdou a conta e o problema.

sexta-feira, 7 de agosto de 2015

VLT vai substituir trens do subúrbio de Salvador e terá 21 paradas

Transportes sobre trilhos

Atualmente, os trens de Salvador ligam o bairro de Paripe à Calçada, num percurso de 13,6 km. Com o novo modal de transporte, o sistema será ampliado e se estenderá entre São Luiz de Paripe e o bairro Comércio. São 4,9 km a mais de trilhos, que, integrados aos existentes, farão o VLT percorrer um total de 18,5 km.

G1 - RF
foto montagem - ilustração
Os trens que ligam os bairros do Subúrbio Ferroviário à Calçada, em Salvador, irão dar lugar ao Veículo Leve sobre Trilhos (VLT). Em entrevista ao G1, o secretário da Casa Civil, Bruno Dauster, antecipou que a autorização de licitação das obras será assinada em 14 de agosto, com aporte de verbas estimado em R$ 1,1 bilhão. Conforme o secretário, diante da crise na economia nacional, o valor será dividido pela metade entre os governos estadual e federal. “Com a crise fiscal, corria o risco de atraso se o estado não assumisse”, disse. A presidente Dilma Rousseff foi convidada para participar da cerimônia de publicação do edital de licitação, mas a Casa Civil ainda aguarda resposta do Planalto.
Atualmente, os trens de Salvador ligam o bairro de Paripe à Calçada, num percurso de 13,6 km. Com o novo modal de transporte, o sistema será ampliado e se estenderá entre São Luiz de Paripe e o bairro Comércio. São 4,9 km a mais de trilhos, que, integrados aos existentes, farão o VLT percorrer um total de 18,5 km.
Dauster detalhou que o projeto será dividido em duas etapas. A primeira delas ocorre entre os bairros do Comércio e de Plataforma (9,4 Km) e a segunda entre Plataforma e São Luiz de Paripe (9,1 Km). A previsão do governo é a de que ambas as fases estejam em operação no segundo semestre de 2017. Diferentemente do atual sistema que liga o subúrbio à Calçada, o VLT é composto por trens mais leves, menos poluentes e com um maior roteiro de paradas.

Sistema de paradas
O secretário da Casa Civil explicou que as atuais 10 estações serão desativadas e reaproveitadas na prestação de serviços aos moradores. “Os prédios das estações terão outros usos. Poderá ser um posto da PM, centro de atendimento ao cidadão”, exemplificou.
Dauster informou que a desativação dos prédios é necessária por conta do perfil do novo modal. “O trem [do VLT] irá andar no chão, como se fosse ônibus. Você agora vai ter paradas e não estações”, afirmou. O secretário antecipou que a previsão é de que o VLT tenha 21 paradas. “Podem ser muitas. A depender das necessidades, criaremos novas”, disse.
Na primeira etapa das intervenções, entre Comércio e Plataforma, o secretário da Casa Civil apontou a criação de quatro novas paradas, além das estações já existentes: São Joaquim, Porto, Avenida da França e Comércio. Na segunda etapa, estão previstas novas paradas na Baixa do Fiscal, Viaduto Suburbana, União, São João e São Luiz de Paripe.

Perspectivas
O estado estima que, diante das intervenções, a média diária de público que utiliza o transporte sobre trilho suba de 15 mil para 150 mil. Embora ainda sem licitação, o estado espera que o VLT se estenda do Comércio para a Lapa.
Bruno Dauster afirmou que o novo VLT irá funcionar de forma interligada aos demais modais de transporte da capital.
Conforme o projeto, por meio do VLT, os usuários terão acesso às Linhas 1 e 2 do metrô e a dois roteiros de BRT (Transporte Rápido por Ônibus), todas com obras de conclusão previstas para 2017. “Logo que estiver operando, estará tudo integrado. Isso vai significar uma revolução na geografia de transporte”, avaliou.
Fonte - Revista Ferroviária   0708/2015

sexta-feira, 31 de julho de 2015

Edital do VLT de Salvador será lançado nos próximos dias

Transportes sobre trilhos

O presidente da Companhia de Transportes da Bahia (CTB), Eduardo Copello também participou do encontro, acompanhado de equipe técnica da Secretaria de Desenvolvimento Urbano do Estado da Bahia (Sedur) e da CTB. O encontro permitiu ao empresariado tirar dúvidas sobre o projeto.

Sedur
foto -  Daniele Rodrigues/Ascom Sedur
O edital de licitação para a implantação do Veículo Leve sobre Trilhos, que vai ligar o Subúrbio Ferroviário de Salvador ao bairro do Comércio, vai ser publicado ainda no mês de agosto e beneficiará mais de 1,5 milhão de pessoas. O anúncio foi feito nesta sexta-feira (31) pelo secretário da Casa Civil, Bruno Dauster, em evento para apresentação de detalhes do projeto de construção do equipamento a representantes das empresas, realizado no Hotel São Salvador.
O presidente da Companhia de Transportes da Bahia (CTB), Eduardo Copello também participou do encontro, acompanhado de equipe técnica da Secretaria de Desenvolvimento Urbano do Estado da Bahia (Sedur) e da CTB. O encontro permitiu ao empresariado tirar dúvidas sobre o projeto.
O VLT, que vai substituir o atual Trem do Subúrbio, terá 18,5 quilômetros de extensão e 21 estações. A licitação prevê intervenções em duas fases. A primeira, entre o Comércio e Plataforma, tem 9,4 km; e a segunda, entre Plataforma e São Luiz, com 9 km. Um investimento orçado em R$1,1 bilhão.

foto - Daniele Rodrigues/Ascom Sedur
Bruno Dauster destacou que o VLT faz parte de um conjunto de intervenções que o governo estadual vem realizando pela melhoria da mobilidade urbana de Salvador. “Estamos investindo pesado na construção de transportes públicos de massa sobre trilhos, como o Metrô e o VLT, que se conectam em alguns pontos. A ideia é prever, ainda, a integração tarifária com metrô e ônibus. Nosso compromisso é dar aos soteropolitanos a mobilidade urbana que merecem, com celeridade, conforto e segurança. Futuramente, vamos expandir o projeto e implantar o VLT metropolitano, integrado a cidades do entorno, como Simões Filho e Candeias”.

Mudanças
As atuais estações serão demolidas para dar lugar a novas estruturas mais simples, modernas e dentro das normas internacionais de acessibilidade. “Esse VLT vai trazer uma grande melhoria na estrutura de transporte do Subúrbio, Cidade Baixa e região do Comércio. Será um sistema que dará conforto e segurança, além de reduzir o tempo de viagem dos usuários”, destacou Eduardo Copello.
Fonte - Sedur Ba.  31/07/2015

domingo, 18 de janeiro de 2015

Sedur vistoria obras da Estação Pirajá do Metrô de Salvador

Transportes sobre trilhos

A previsão é que até junho a linha 1 esteja operando da Lapa à Estação Pirajá.Atualmente, mais de três mil operários trabalham no trecho entre o Bom Juá e Pirajá.Na visita à linha de trem do Subúrbio da capital baiana, Carlos Martins e o presidente da CTB Eduardo Copello vistoriaram a recomposição do talude, em Plataforma, e a reforma da cabeceira da ponte São João

Secom
Ascom/SEDUR
O secretário estadual de Desenvolvimento Urbano, Carlos Martins, visitou no sábado (17) as obras de construção da Estação Pirajá do Metrô de Salvador, às margens da BR-324, acompanhado pelo presidente da Companhia de Transportes da Bahia (CTB), Eduardo Copello, e por técnicos da concessionária CCR Metrô Bahia. Atualmente, mais de três mil operários trabalham no trecho entre o Bom Juá e Pirajá. A previsão é que até junho a linha 1 esteja operando da Lapa à Estação Pirajá.
“A visita é importante porque nós podemos constatar in loco o andamento das obras. A nossa preocupação especial é que os prazos sejam cumpridos. Então, tivemos reuniões com os técnicos para avaliar o andamento da estação, do pátio de manutenção e todo o conjunto de obras físicas dos elevados”, afirmou o secretário.
Ascom/SEDUR
Ainda segundo Martins, as obras estão dentro do prazo e os objetivos fixados na concessão serão atingidos. Segundo os técnicos da concessionária, os operários trabalham em dois turnos para que as obras de Pirajá sejam entregues no prazo estabelecido pelo governo estadual. A área total de intervenções do Metrô em Pirajá é de mais de 150 mil metros quadrados.
De acordo com o secretário, a chegada a Pirajá é o “ápice” da linha 1, conforme estava previsto inicialmente no projeto do Metrô de Salvador. “A ligação entre a Lapa e Pirajá vai permitir que aqueles que mais precisam utilizem um transporte público de qualidade para se deslocar pela cidade”.

Trem do Subúrbio
Na visita à linha de trem do Subúrbio da capital baiana, Carlos Martins e o presidente da CTB Eduardo Copello vistoriaram a recomposição do talude, em Plataforma, e a reforma da cabeceira da ponte São João, ambas realizadas pelo Governo do Estado. Na região conhecida como Mocotó, no bairro de Plataforma, uma das vias do trem estava interditada, o que implicava em mais tempo de viagem.
Fonte - Secom Ba. 18/01/2015

terça-feira, 30 de setembro de 2014

Governo da Ba. pré-qualifica empresas para execução das obras do VLT em Salvador

Mobilidade

O chefe de gabinete da Secretaria Estadual da Casa Civil, Bruno Dauster, explicou que o VLT substituirá o atual trem do subúrbio, trazendo uma opção de transporte de massa mais moderno para a população. “Vamos garantir aos soteropolitanos uma circulação com mais segurança, rapidez, conforto e confiabilidade

Secom 
 railwaygazette
Inserido no conjunto de ações de melhorias da mobilidade urbana em Salvador, o edital de pré-qualificação para as empresas interessadas em executar as obras de implantação de Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), no trecho Comércio - São Luiz (Paripe) foi publicado na edição desta terça-feira (30) do Dário Oficial do Estado.
Este processo antecede a licitação, que será realizada em Regime Diferenciado de Contratação Integrada (RDC). Na etapa de pré-qualificação, as empresas interessadas apresentam documentos que comprovem sua capacidade de executar as obras. Esse material será avaliado e as companhias consideradas aptas participarão de concorrência, vencendo aquela que apresentar proposta de menor preço.
railwaygazette
O chefe de gabinete da Secretaria Estadual da Casa Civil, Bruno Dauster, explicou que o VLT substituirá o atual trem do subúrbio, trazendo uma opção de transporte de massa mais moderno para a população. “Vamos garantir aos soteropolitanos uma circulação com mais segurança, rapidez, conforto e confiabilidade. Futuramente, o VLT ainda será integrado a outros meios de transporte, como o BRT e o metrô, com um bilhete único, facilitando ainda mais a vida de quem mora em Salvador”.
O investimento previsto para o trecho Comércio - São Luiz, incluindo o material rodante, é de aproximadamente R$1 bilhão. O VLT do subúrbio possuirá cerca de 18,5 quilômetros de extensão e, quando estiver totalmente implantado, deverá transportar 100 mil passageiros por dia. A previsão é de que as obras comecem a ser executadas no início de 2015, com prazo de conclusão de até 24 meses.
Fonte - Secom Bahia 30/09/2014