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domingo, 16 de junho de 2024

Autorizadas as obras para construção do VLT de Salvador

Transportes sobre trilhos  🚄

Foi dada a largada para o inicio das obras de construção do sistema de VLT em Salvador que contará com três linhas, Calçada/Ilha de São João, Paripe/Aguas Claras, e Aguas Claras a orla de Salvador em Piatã. A obra tem previsão para duração de 37 meses.

Da Redação
foto - ilustr~ção/arquivo
A ordem de serviço para o início das obras de construção do VLT (Veiculo Leve sobre Trilhos) foi assinada pelo Governador da Bahia Jerônimo Rodrigues na sexta feira (14/06). O prazo para a conclusão das obras será de 37 meses e mais um período de aproximadamente 90 dias de operação assistida antes da entrada do sistema na operação comercial. O projeto está dividido em três(3) trechos de vias permanente do VLT - Calçada/Ilha de São João, Paripe/Aguas Claras e Aguas Claras a orla marítima em Piatã. O sistema contará ao todo com 36 Km e 34 estações ao longo das linhas e serem implantadas. O projeto inicial que abrangia apenas a região do Subúrbio Ferroviário foi ampliado fazendo com que o sistema de VLT pudesse também ligar a região do subúrbio a orla de Salvador em Piatâ. O investimento total previsto para a implantação do sistema incluindo outras obras de infraestrutura, sistema de energia, sistema viário, iluminação pública e recuperação de edificação histórica é de R$ 3,2 bilhões. O novo sistema será integrado com o Metrô de Salvador nas estações de Aguas Claras e no Bairro da Paz na Av. Paralela.
Pregopontocom 16/06/2024  

terça-feira, 19 de novembro de 2019

MONOTRILHO de Salvador chega em 2020 para melhorar a mobilidade dos moradores do Subúrbio Ferroviário

Transportes sobre trilhos  🚄

Segundo a Sedur, o Monotrilho substituirá o atual sistema de trens que faz o trajeto entre a Estação da Calçada ao bairro de Paripe, no Subúrbio Ferroviário de Salvador. A intenção do governo é beneficiar mais de 600 mil moradores da região. O Monotrilho pretende ligar o bairro do Comércio, em Salvador, à Ilha de São João, no município de Simões Filho, na região metropolitana de Salvador.

Bahia.ba
foro - ilustração/arquivo
Que Salvador e a Região Metropolitana estão com uma cara nova todos já sabem, mas o governo do Estado tem feito muito mais pela mobilidade do povo baiano nos últimos anos. Segundo a Secretaria de Desenvolvimento Urbano da Bahia (Sedur), já foram investidos mais de R$ 10 bilhões, entre obras concluídas e em andamento, na mobilidade urbana do estado. O próximo passo é implantar o Monotrilho do Subúrbio, que substituirá os antigos trens que fazem a ligação entre os bairros Calçada e Paripe.
De acordo com a superintendente de Mobilidade Urbana da Sedur, Grace Gomes, desde a implantação do Plano Estadual de Mobilidade Urbana pelo Governo do Estado, diversas vias e melhorias na mobilidade urbana de Salvador e Região Metropolitana, já foram concretizadas. Entre elas estão a Via Expressa Baía de Todos os Santos, o Complexo Viário Imbuí – Narandiba, a Estrada do Curralinho e a Ligação Viária BR-324 – Avenida Luis Eduardo Magalhães.
“Somente no Governo Rui Costa, a mobilidade urbana da RMS chegou a 33 km de linhas de metrô e novas vias, como a Via Barradão, a Via Metropolitana – já concluídas – e as Linhas Azul e Vermelha – com trechos em operação e que serão concluídos em 2020. Além disso, foram realizadas obras estruturantes para o sistema metroviário, como a Via Expressa da região de Pernambués e os viadutos de retorno da Avenida Paralela e de Lauro de Freitas”, afirma a superintendente.
Segundo ela, as obras vão além de Salvador e Região Metropolitana. “Essas obras de mobilidade também chegaram ao interior do estado, como em Feira de Santana, nossa segunda maior cidade, que recebeu investimentos de mais de R$ 27 milhões para a implantação da Avenida Nóide Cerqueira, ligando a BR-324 até a Avenida Getúlio Vargas”, pontuou Grace.
De acordo com Grace, as melhorias da mobilidade do Estado refletem também na cultura do povo baiano. Ela afirma que apesar de Salvador ser uma cidade de geografia complexa e com diferentes nuances topográficas, por muitos anos teve o transporte rodoviário como o principal modal. “Após a chegada do metrô, a população passou a enxergar um novo jeito de se movimentar dentro da cidade. “Existe uma mudança de cultura também, que a partir da chegada do metrô permite essa interoperacionalidade de você poder, com um só cartão usar diversos modais, a partir da integração. Também a mudança que o metrô traz a partir da qualidade do seu serviço de excelência, de qualidade, pontualidade, segurança. Então, as melhorias promovidas pelo Governo do Estado vão desde as obras em si até essa mudança de perspectiva.”, concluiu Grace.

Salvador sobre os trilhosA implantação do metrô em Salvador é considerada, pela Sedur, um marco na histórico da mobilidade baiana. Segundo o órgão, foram investidos R$ 3,6 bilhões para a conclusão da Linha 1 e implantação da Linha do Sistema Metroviário de Salvador e Lauro de Freitas. Com 20 estações em operação e aproximadamente 33 quilômetros de extensão, o sistema transporta em médica 370 mil usuários por dia. De acordo com os dados da Sedur, desde o início das operações, mais de 200 milhões de pessoas já foram transportadas.
O próximo passo do governo do Estado é implantar o Monotrilho do Subúrbio. Segundo a Sedur, ele substituirá o atual sistema de trens que faz o trajeto entre a Estação da Calçada ao bairro de Paripe, no Subúrbio Ferroviário de Salvador. A intenção do governo é beneficiar mais de 600 mil moradores da região. O Monotrilho pretende ligar o bairro do Comércio, em Salvador, à Ilha de São João, no município de Simões Filho, na região metropolitana de Salvador.
A assinatura da ordem de serviço para a construção do modal está prevista para o início de dezembro. Segundo o governo, a previsão de funcionamento da fase 1, que tem 19,2 quilômetros de extensão e 21 estações, já é em 2020. Essa primeira fase deve ligar o Comércio a Cidade baixa de Salvador, atravessando o subúrbio e chegando até a Ilha de São João, em Simões Filho. Já a segunda fase, contará com mais cinco estações, ligando a região de São Joaquim ao Acesso Norte, onde acontecerá a integração com o metrô.
A capacidade de transporte diário do Monotrilho é de 156 mil usuários. Segundo o Governo do Estado, o modal será rápido, seguro e movido à propulsão elétrica. Não terá a emissão de agentes poluentes prejudiciais ao meio ambiente e ainda será equipado com sistema de ar-condicionado e Wi-Fi para conforto dos passageiros.
Fonte - ANPTrilhos  18/11/2019

quarta-feira, 3 de maio de 2017

Governador Rui Costa anuncia publicação de licitação do VLT de Salvador

Transportes sobre trilhos  🚄

O aviso de licitação para implantação e operação do novo sistema está no diário oficial de hoje.". A frase é do governador Rui Costa, que anunciou a novidade em suas redes sociais, na manhã desta quarta-feira (3).De acordo com a publicação oficial do Governo do Estado, a implantação e operação do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) será por meio de Parceria Público Privada (PPP).

Da Redação
foto - ilustração
"O VLT que vai transformar a mobilidade dos bairros na região da bela orla ferroviária de Salvador, já deu o primeiro passo para se tornar realidade. O aviso de licitação para implantação e operação do novo sistema está no diário oficial de hoje.". A frase é do governador Rui Costa, que anunciou a novidade em suas redes sociais, na manhã desta quarta-feira (3).
Em seu perfil oficial no Facebook, Rui também publicou um vídeo que mostra a projeção de como ficará o modal. De acordo com a publicação oficial do Governo do Estado, a implantação e operação do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) será por meio de Parceria Público Privada (PPP). A sessão pública de abertura das propostas de empresas interessadas já tem data agendada: 30 de junho de 2017, na sede da BM&FBOVESPA, em São Paulo.
A previsão é de início das obras em até 90 dias após a assinatura do contrato da PPP, enquanto o prazo para conclusão é de 24 meses. Com cerca de 19 quilômetros de extensão e 21 paradas, o VLT vai substituir o antigo Sistema de Trens que atendem os bairros ao longo da ferrovia,ligando a região do Comércio a Paripe. A expectativa é de beneficiar mais de 1,5 milhão de moradores em toda região da orla ferroviária de Salvador.
As intervenções acontecerão em duas fases: a primeira, entre o Comércio e Plataforma, tem 9,4 quilômetros; e a segunda, entre Plataforma e São Luiz, com 9 quilômetros. O modal será formado por 20 composições de tração elétrica, capaz de levar mais de 600 passageiros em cada uma, e terá um pátio de manutenção no bairro da Calçada e outro de apoio de manutenção em Paripe. Todo percurso, de um extremo a outro, será realizado em 40 minutos.
Com informações da Secom BA  03/05/2017



segunda-feira, 18 de julho de 2016

Pare, olhe, escute

Transportes sobre trilhos

Inaugurada em 1860, a Estação Ferroviária da Calçada, na Cidade Baixa, é o ponto de partida para uma viagem que corta a costa oeste da cidade rumo a um passado e a uma paisagem bucólicos - paisagem que, em breve, será radicalmente modificada com a implantação do VLT

Tatiana Mendonça - A Tarde
foto - ilustração/Pregopontocom
No começo de uma tarde de quarta-feira, uns homens jogam baralho em meio às barracas de frutas e verduras da feira. A mulher grita vendendo chip para celular, os barulhos dos carros se multiplicam, a vida pulsa no largo. Um prédio imponente assiste ao movimento com certo orgulho de tê-lo criado. Inaugurada em 28 de junho de 1860, a Estação Ferroviária da Calçada fundou um destino e um bairro. Para quem vem do centro, é o primeiro ponto de acesso ao trem do subúrbio ferroviário, que percorre a costa oeste de Salvador. A construção antiga dá ares de que a viagem será no tempo. Lá no alto, tremula uma bandeira puída da Bahia.
Num futuro próximo - sendo próximo uma palavra elástica quando se trata de obras públicas - aquela paisagem irá mudar. O feirante Edvaldo Barbosa, 59, já ouviu falar nessa história, mas não sabe direito o que é, nem quando, nem como. Por enquanto, tem só medo de que sumam os fregueses conquistados em oito anos de trabalho.
O plano do governo é substituir os trens do subúrbio pelo VLT (veículo leve sobre trilho), cuja licitação deve ser divulgada em agosto, depois de mais de um ano de atraso. O projeto é ambicioso. O VLT deverá ter 18,5 quilômetros de extensão e 21 paradas, mantendo o atual desenho do trem com duas intervenções: a ligação de Paripe à Av. São Luiz e da Calçada ao Comércio, com possível extensão via metrô para a Lapa ou Retiro.
O custo total da obra é de R$ 1,1 bilhão, com recursos federais e estaduais. O valor é próximo ao que foi gasto na desastrosa construção da linha 1 do metrô, orçado inicialmente em R$ 350 milhões e que após 15 anos de obras ficou pronto pela bagatela de R$ 1,4 bilhão. Não há estimativa de quando o VLT começaria a operar.
Hoje, dois trens percorrem lentamente 13,6 km entre a Calçada e Paripe, parando em dez estações, contando a chegada e a partida. Muito embarcou nessa viagem com uma pontinha de despedida.
Mesmo fora do horário de pico, corre-se o risco de não achar lugar para sentar, o que acaba sendo um bom negócio para passageiros estreantes. Assim, dá para ir espiando ao mesmo tempo a vida alheia nas casas que ficam ali na beira e a vastidão do mar. Soa o apito, as portas se fecham.

foto-ilustração/Pregopontocom
A vida pela janela
No princípio, é tão devagar o trem que não é totalmente maldade pensar se não era melhor ir andando. Passados alguns minutos, vai ganhando velocidade. As outras duas sensações imediatas são o barulho contínuo e o calor. As frestas das janelas ficam abertas, mas não tem luxo de ar-condicionado. Por dia, são transportados ali cerca de 17 mil passageiros. Já foram 30 mil, mas minguaram com a diminuição do número de locomotivas e o aumento do tempo de espera. Quem chega e perde o trem que acabou de sair aguarda por pelo menos 40 minutos. São, na maioria trabalhadores indo ou voltando do serviço, estudantes à caminho da escola, gente rumando para a casa.
Entre os trilhos há mato alto e muito lixo. Como não há muros ou gradis separando-os da vizinhança, os trens passam sem barreiras por centenas de portas e quintais. Ali adiante são duas mulheres conversando da janela, mais embaixo há roupas estendidas nos varais. De repente, parece que caímos num livro de Lima Barreto. É difícil não ser tomado por certa comoção.
Pergunto a uma moça que segura sacolas do mercado se ela não se importa de ir em pé no vagão cheio. "Cheio? Cheio é o de 16h em diante", responde com certo ar de superioridade experiente. Uma moça de batom brilhante e cabelão loiro exibe-se para as fotos, com jeito de quem nem está ligando. Ramona seu nome. Toda vez que fala alguma coisa, ergue os olhinhos para cima, como se tivesse que pensar um pouco antes, mesmo que só precise dizer a idade. Olhinhos, 27. Mora em Plataforma e conta que pega o trem todos os dias para trabalhar. A passagem é baratinha, R$ 0,50, e não tem que ficar presa em engarrafamentos. Aproveita o tempo para ouvir música, falar com os amigos pelo WhatsApp. Já ouviu falar de gente que foi assaltada ali - "isso hoje é em todo lugar, né?" - mas ela mesma, graças a Deus, nunca viu nada.
O sol bate no mar deixando a água brilhante. Um pescador joga a rede, os meninos batem baba na areia. Não é qualquer trem que tem essa vista, podendo ainda passar por uma ponte, a São João, que liga o Lobato a Plataforma. O equipamento foi reinaugurado em 2012, ao custo de R$ 60 milhões. A estrutura do equipamento estava comprometida, depois de 60 anos sem reformas. Logo no dia da festa de reinauguração, com aquele monte de autoridade ali se promovendo, o trem quebrou e teve que interromper a viagem.

Autoridade e assédio
De repente, a segurança que viaja encostada na porta diz alto, para que fiquem todos cientes da sua autoridade: "O senhor sabe que assédio é crime? O senhor sabe?" Um homem que bebia sua cachaça, levada numa sacolinha, a importunava e não ligou muito para o aviso. O outro vigia teve que pedir para que sossegasse. Reconheceu a palavra masculina, parou logo ali em Escada. "Graças a Deus, o 'bêbo' foi embora. Ousado, né?", disse um senhor direcionando a frase a um interlocutor aleatório. Depois seguiu a prosa. Que muita gente se perde assim, na cachaça, nas drogas. Já tinha visto muitos desse jeito, quando trabalhou com meninos carentes. "Tem que dizer assim agora, carente, porque chamar menino de rua... Você é até processado!".
Em Coutos, o dia escurece na passagem do túnel. No caminho se veem escolas, como a piloto Escolab, criada este ano pela Secretaria Municipal da Educação numa parceria com o Google, e hospitais de porte, como o João Batista Caribé. Há quem desça do trem e ande ali mesmo pelo trilho para chegar ao destino. Outros param na espera do trem passar para chegar à praia. É tudo junto, tudo parte da vida. Em 35 minutos, chegamos a Paripe. Já é hora de voltar.

Cenários bucólicos e realidade sombria
foto - ilustração/Pregopontocom

Os trilhos batizam e margeiam o subúrbio ferroviário. Desde que nasceu, há 37 anos, Jefferson Santos mora de frente para a linha, em Santa Luzia. Menino, andava muito de trem, mas hoje só embarca se precisar resolver alguma obrigação rápida na Calçada. Por isso, hoje lembra mais dos transtornos que das vantagens. Que racha as casas, que faz um barulho medonho. "É uma zoada que a pessoa nem consegue dormir direito. Mas a tudo se acostuma".
Pai de dois filhos, já cansou de repetir para a menorzinha, de 7 anos, que não é para atravessar o trilho sozinha. Conta que já viu muito acidente feio, coisa de gente que passou achando que ia dar tempo, e depois não houve tempo que desse. Se são muitos? "Oxe, são. Só eu já vi mais de 10. De 'rancar' braço, pescoço. Mas, com a construção dessa estação aí [a de Santa Luzia], melhorou". De acordo com os dados oficiais, o trem "alcançou" 12 pessoas e 19 veículos nos último cinco anos, provocando duas mortes.
Da varanda, a dona de casa Vânia Félix, 32, vizinha de Jefferson, espia o movimento da rua. Ela demorou a se acostumar à vista. Nascida em Cajazeiras, mora no bairro há oito anos. Ainda hoje, volta e meia se aborrece de acordar com o barulho do trem de manhã cedinho e de perder as falas mais importantes das novelas, porque bem na hora o trem passa. Eles nunca ouviram falar nessa história de VLT.
No subúrbio vivem cerca de 600 mil moradores, cuja renda média mensal não costuma superar os R$ 500. O cenário bucólico abriga uma realidade sombria. Só este ano, foram registrados 72 homicídios. No ano passado, o total de assassinatos chegou a 244, o que deixou a área no primeiro lugar do "ranking". A "segunda colocada" foi Tancredo Neves, com 153 mortes.

foto - ilustração/Pregopontocom
Costa Oeste
O trem faz parte da paisagem do lugar desde junho de 1860, quando foi inaugurado pela Bahia and San Francisco Railway Company. Atualmente, é administrado pela estatal Companhia de Transportes do Estado da Bahia (CTB), vinculada à Secretaria de Desenvolvimento Urbano (Sedur). Al Mota, 62, é o responsável por controlar as operações e é também um dos funcionários mais antigos da ferrovia.
Aos 26 anos, engenheiro recém-formado, começou a trabalhar com trens e não parou mais. Só ali no subúrbio já está há 27 anos. Mas esse não é um nome de que goste. Acha pejorativo por causa do prefixo "sub", como se estivesse abaixo da urbanidade. Prefere costa oeste. E fala de boca cheia que estão ali as praias mais bonitas da cidade.
Al conta que, antes de haver a mudança para o VLT, há a esperança de dois novos trens, o que diminuiria o tempo de espera para quinze minutos. Quando a conversa percorre os perigos da linha férrea, minimiza dizendo que o trem é o meio de transporte mais seguro que existe e que "99%" das ocorrências são suicídios. Mas lembra o caso de uma mulher que estava fazendo uma oferenda num cruzamento e "incorporou uma entidade" que a deixou "descontrolada". "Ela se jogou no trem e ficou sem as pernas. Isso tem uns dez anos, ali na Baixa do Fiscal".

Paixão por trens
foto - ilustração/Pregopontocom

Apaixonado por ferrovias, Gilson Vieira, 61, lembra que com o VLT os intervalos vão diminuir (a estimativa é de 10 a 12 minutos) e que por isso seria importante gradear os trilhos e construir passarelas, para que os moradores possam ter acesso à praia. Mas diz tudo isso para o caso de sua luta maior não vingar. Por meio da organização Movimento Trem de Ferro (MTF), que criou em 1986, está entrando com uma petição contra o estado pedindo acesso aos estudos que respaldam a implantação do VLT e defendendo a manutenção dos trens do subúrbio.
Por ele, o VLT percorreria apenas o trecho Comércio-Calçada. "Para que dispensar uma estrutura na qual foram gastos recentemente R$ 200 milhões? O que precisa ser feito é disponibilizar mais trens à população e modernizar os existentes. Não se pode alterar tanto algo que é tão característico do subúrbio. É nossa memória".
Já Carlos Martins, da Sedur, defende que os atuais trens estão "ultrapassados" e que o VLT foi escolhido justamente por evitar a "segregação", ao contrário do que ocorre com o metrô. "É um veículo que convive com o tráfego de pessoas e veículos. Em Paris, passa por dentro da cidade e não há qualquer problema".
Quando Gilson era miúdo, a hora mais feliz do seu dia era andar de trem. Aos 5 anos, fugiu de casa, em Periperi, com o firme propósito de viajar até Pojuca. A família conseguiu resgatá-lo antes que embarcasse. Lembra também que um amigo seu tinha um trenzinho, mas era só apontar em sua casa para que guardasse o brinquedo. "Aquilo me dava uma angústia, uma frustração".
A vida tomou outros caminhos, e Gilson não conseguiu tornar-se maquinista, mas compensa o desencontro com o trabalho do MTF para fortalecer a minguante política ferroviária do país. Como nem tudo é luta, o grupo também organiza passeios turísticos pelos trens do Brasil e, claro, do subúrbio ferroviário, cujos vagões já abrigaram forró, samba e rock. "Hoje, no trem que eu quiser eu entro", diz Gilson, que agora pode fugir sem que ninguém lhe busque.
Fonte - A Tarde  18/07/2016

Nota do blog - As fotos,com fins meramente ilustrativos,publicadas nessa "postagem" são de autoria e do acervo desse blog e não fazem parte da publicação original
Link aqui - Pare,olhe,escute 


Veja também

sexta-feira, 15 de janeiro de 2016

Edital do VLT de Salvador será lançado nos próximos meses

Transportes sobre Trilhos

Com edital a ser lançado nos próximos meses, o projeto do veículo leve sobre trilhos (VLT) foi apresentado pelo Governo do Estado, nesta sexta-feira (15), a um grupo de 40 empresários, na Secretaria de Desenvolvimento Econômico (SDE), na capital.Na primeira etapa de implantação, o VLT substituirá o trem do subúrbio, e o trajeto ainda será ampliado.

Da Redação
foto - Secom Ba.
Com 33 milhões de passageiros mensais, o sistema de transporte urbano de Salvador e região metropolitana terá um novo modal. Com edital a ser lançado nos próximos meses, o projeto do  VLT, foi apresentado pelo Governo do Estado, nesta sexta-feira (15), a um grupo de 40 empresários, na Secretaria de Desenvolvimento Econômico (SDE), na capital.
Na primeira etapa de implantação, o VLT substituirá o trem do subúrbio, e o trajeto ainda será ampliado, compreendendo 21 paradas, entre a Avenida São Luís, em Paripe, e o Comércio. A segunda etapa depende de estudos entre duas possibilidades: ligar Paripe à estação do metrô no Retiro, passando pelo Largo do Tanque, ou ir do Comércio até a Lapa.
Este foi mais um passo dado para a concretização do projeto,com a apresentação para a sociedade da primeira modelagem do VLT do Comércio até São Luís de Paripe, através de uma estrutura de Parceria Público-Privado (PPP), Em uma segunda etapa, o sistema poderá fazer uma integração direta com o metrô, seja no Retiro, com uma ligação Santa Luzia-Retiro, seja na Lapa, com uma ligação Comércio-Lapa”, segundo o secretário da Casa Civil, Bruno Dauster.
O Secretário disse ainda que o projeto entra em uma fase de diálogos constantes com todos os interessados, para que eles conheçam o projeto e o governo saiba quais são as intenções e demandas dos investidores.Segundo ele, participaram da apresentação fornecedores de equipamentos, projetistas, consultores e empresas de construção civil, convocados por meio de anúncio público feito em jornais de grande circulação em Salvador, São Paulo e Rio de Janeiro, para garantir a maior participação possível.

Sucesso do metrô
O diretor de Desenvolvimento de Negócios da Alston, Cristiano Lopes, conta que acompanha o processo desde quando era previsto o Regime Diferenciado de Contratação para a construção. “Agora, como PPP, é uma possibilidade de se replicar o sucesso do metrô de Salvador. Os projetos de VLT em geral têm uma capacidade de reurbanização associada muito grande, e uma PPP faz com que seja possível uma captura de valores entre os entes privados e públicos. É uma formatação muito interessante para a implantação de um equipamento moderno e com a confiabilidade e a capacidade que Salvador necessita”.
Representante da BF Capital, Felipe Guidi disse que “o projeto apresentado é uma iniciativa proativa. O governo busca os investidores antes mesmo da licitação. Essa é uma inovação do Governo da Bahia e atrai os investidores que estão em um momento econômico delicado”.

Programa de mobilidade
foto - Secom Ba.
Segundo o secretário de Desenvolvimento Urbano, Carlos Martins, a apresentação é mais uma etapa do Programa de Mobilidade da Região Metropolitana. “O governador Rui Costa recomendou com ênfase a recuperação do transporte de massa no subúrbio. Estamos apresentando uma possibilidade concreta para o investimento privado em um modal que proporcionará maior conforto e segurança de transporte, além de uma demanda garantida que fará com que este modal seja um bom negócio para os empresários”.
Martins informou ainda que estão sendo investidos R$ 8 bilhões na região metropolitana, por meio do programa de mobilidade, somando-se metrô, VLT e corredores estruturantes, além do futuro VLT metropolitano, perfazendo um grande complexo de integração metropolitana.
Com informações da Secom Ba,  15/01/2916

sexta-feira, 2 de outubro de 2015

Governo do Estado apresenta projeto do VLT na Câmara de Vereadores de Salvador

Mobilidade

A proposta do VLT consiste na implantação do sistema de transporte que ligará o Comércio até Paripe, na estação São Luiz, um trecho de 18,5 quilômetros de extensão, contendo 21 paradas com acessibilidade universal. O projeto irá estender, revitalizar e modernizar a estrutura férrea já existente na cidade, entre os bairros de Paripe e Calçada.

Da Redação
foto - ilustração
O projeto do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) da capital baiana foi apresentado pelo coordenador executivo de Infraestrutura e Logística da Casa Civil do Governo da Bahia, Eracy Lafuente, para vereadores e representantes da sociedade civil na manhã desta sexta-feira (2). A apresentação ocorreu no Centro de Cultura da Câmara Municipal de Salvador (CMS), durante a 10ª audiência pública, promovida pela Comissão de Planejamento Urbano e Meio Ambiente, da CMS. No evento, Lafuente representou o secretário da pasta, Bruno Dauster.
A proposta do VLT consiste na implantação do sistema de transporte que ligará o Comércio até Paripe, na estação São Luiz, um trecho de 18,5 quilômetros de extensão, contendo 21 paradas com acessibilidade universal. O projeto irá estender, revitalizar e modernizar a estrutura férrea já existente na cidade, entre os bairros de Paripe e Calçada.
Segundo Lafuente, em futuro próximo, “o Estado espera que o VLT se estenda do Comércio até a Lapa, somando mais 0,8 km no seu traçado e possibilitando a integração com o metrô”. Contando com essa extensão, o valor de investimento total previsto para as obras do VLT é de R$ 1,5 bilhão.
Lafuente também destacou a importância de revitalizar e dar mais oportunidades para as comunidades do Subúrbio Ferroviário. “O Governo da Bahia tem interesse de ofertar para a região do subúrbio, além de transporte de qualidade, mais cultura, esporte e entretenimento. Dentro desse projeto, estamos investindo em paisagismo e em suportes de atrações turísticas e de atividades para jovens e idosos”.
Com informações da Secom Ba.  02/10/2015

quarta-feira, 8 de abril de 2015

Raio atinge rede elétrica e trens não circulam no Subúrbio de Salvador

Transportes sobre trilhos

Trens foram impedidos de sair após raio atingir rede elétrica.O fato ocorreu nas proximidades da estação da Calçada e afetou toda a parte elétrica do sistema.

Thaís Seixas - A Tarde
Fernando Vivas - Ag. A TARDE 
Um raio atingiu a rede elétrica dos trens que fazem a linha Calçada-Paripe na madrugada desta quarta-feira, 8, e impediu a saída dos veículos para atender a população.
O fato ocorreu nas proximidades da estação da Calçada e afetou toda a parte elétrica do sistema.
Segundo informações da Secretaria de Desenvolvimento Urbano do Estado da Bahia, a previsão da equipe técnica é que o serviço seja retomado por volta de 8h40, quando um dos trens sairá de Paripe, e às 9h30, horário de saída da Calçada.
Fonte - A Tarde  08/04/2015

quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

Governador eleito, Rui Costa discute VLT de Salvador no Planejamento

Transportes sobre trilhos

Ele se reuniu com o secretário do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), Maurício Muniz, no ministério do Planejamento e classificou a implantação do novo modal como parte das obras estruturantes de mobilidade para Salvador.

TB
foto-ilustração/Pregopontocom
O antigo trem do Subúrbio dará lugar ao Veículo Leve sobre Trilhos, o VLT, projeto do Governo do Estado defendido, nesta quarta-feira (3), em Brasília, pelo deputado federal e governador eleito da Bahia, Rui Costa (PT).
Ele se reuniu com o secretário do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), Maurício Muniz, no ministério do Planejamento e classificou a implantação do novo modal como parte das obras estruturantes de mobilidade para Salvador. Pelo projeto, o VLT sairá de São Luís, em Paripe, até a Calçada, substituindo o atual Trem do Subúrbio.
Uma nova instalação de trilhos será implantada, ligando a Calçada ao Comércio. “Vamos acabar com a segregação entre o Subúrbio e a orla, porque o muro que existe hoje, por conta do trem, será retirado. E a população terá um transporte de qualidade”, afirmou Rui.
Fonte - Tribuna da Bahia  04/12/2014

terça-feira, 30 de setembro de 2014

Governo da Ba. pré-qualifica empresas para execução das obras do VLT em Salvador

Mobilidade

O chefe de gabinete da Secretaria Estadual da Casa Civil, Bruno Dauster, explicou que o VLT substituirá o atual trem do subúrbio, trazendo uma opção de transporte de massa mais moderno para a população. “Vamos garantir aos soteropolitanos uma circulação com mais segurança, rapidez, conforto e confiabilidade

Secom 
 railwaygazette
Inserido no conjunto de ações de melhorias da mobilidade urbana em Salvador, o edital de pré-qualificação para as empresas interessadas em executar as obras de implantação de Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), no trecho Comércio - São Luiz (Paripe) foi publicado na edição desta terça-feira (30) do Dário Oficial do Estado.
Este processo antecede a licitação, que será realizada em Regime Diferenciado de Contratação Integrada (RDC). Na etapa de pré-qualificação, as empresas interessadas apresentam documentos que comprovem sua capacidade de executar as obras. Esse material será avaliado e as companhias consideradas aptas participarão de concorrência, vencendo aquela que apresentar proposta de menor preço.
railwaygazette
O chefe de gabinete da Secretaria Estadual da Casa Civil, Bruno Dauster, explicou que o VLT substituirá o atual trem do subúrbio, trazendo uma opção de transporte de massa mais moderno para a população. “Vamos garantir aos soteropolitanos uma circulação com mais segurança, rapidez, conforto e confiabilidade. Futuramente, o VLT ainda será integrado a outros meios de transporte, como o BRT e o metrô, com um bilhete único, facilitando ainda mais a vida de quem mora em Salvador”.
O investimento previsto para o trecho Comércio - São Luiz, incluindo o material rodante, é de aproximadamente R$1 bilhão. O VLT do subúrbio possuirá cerca de 18,5 quilômetros de extensão e, quando estiver totalmente implantado, deverá transportar 100 mil passageiros por dia. A previsão é de que as obras comecem a ser executadas no início de 2015, com prazo de conclusão de até 24 meses.
Fonte - Secom Bahia 30/09/2014

segunda-feira, 29 de setembro de 2014

Jaques Wagner visita centro de abastecimento em Paripe

Salvador

“São mais de 300 comerciantes. Esta é uma Ceasa importante da Ebal. A gente já começou a obra, nós já preparamos dois galpões novos. Temos que acelerar agora. A obra dará uma qualidade muito maior ao trabalho deles e a todos que compram aqui no Mercado de Paripe”, afirmou Wagner.

TB
foto - ilustração/Sedur
O governador Jaques Wagner visitou as obras de ampliação e requalificação do Centro de Abastecimento de Paripe, no Subúrbio Ferroviário de Salvador, na manhã do último sábado (27). Acompanhado dos presidentes da Companhia de Desenvolvimento Urbano do Estado da Bahia (Conder) e da Empresa Baiana de Alimentos (Ebal), Ubiratan Cardoso e Eduardo Sampaio, respectivamente, o governador conversou com os comerciantes do local e verificou o andamento do trabalho realizado pelo governo do Estado.
“São mais de 300 comerciantes. Esta é uma Ceasa importante da Ebal. A gente já começou a obra, nós já preparamos dois galpões novos. Temos que acelerar agora. A obra dará uma qualidade muito maior ao trabalho deles e a todos que compram aqui no Mercado de Paripe”, afirmou Wagner.
Nesta primeira etapa foi construída uma nova ala coberta, em formato de ‘L’, composta de boxes, com água encanada, esgotamento e sistema elétrico, destinados aos bares e restaurantes. Outra parte é ocupada por boxes provisórios que vão receber feirantes durante a reconstrução do antigo pavilhão. Um canal que corre ao lado do mercado também foi coberto e está sendo pavimentado.
foto - ilustração/Sedur
“Nós estamos concluindo uma etapa importante que é a liberação do galpão principal para realizar a reforma. Estamos entregando dois galpões, além da pista externa, para onde estão sendo transferidos alguns feirantes e para que a gente possa fazer uma intervenção forte neste galpão, que é o maior de todos e abriga a maior parte dos permissionários”, explica Eduardo Sampaio.
Além da restauração do antigo pavilhão de feiras, a segunda etapa do projeto inclui asfaltamento e instalação de passeios nas vias de acesso, construção de espaços específicos para carga, descarga e armazenagem de mercadorias.
foto - ilustração/Sedur
A Conder também está desenvolvendo um projeto de utilização da área coberta do canal para a instalação de parque infantil, equipamentos de ginástica e pista de cooper. Ao todo, serão investidos cerca de R$ 9,3 milhões.O Mercado de Paripe foi construído em 1994, para abrigar, em um único lugar, a feira de Paripe, que funcionava em barracas espalhadas por passeios e áreas próximas à linha férrea. No local, são comercializados confecções, gêneros alimentícios e hortifrutigranjeiros.
Fonte - Tribuna da Bahia  29/09/2014

quarta-feira, 26 de março de 2014

TV Brasil visita trem do subúrbio de Salvador - Programa Aglomerado

Transportes sobre trilhos

Programa Aglomerado visita o trem do subúrbio de Salvador mostrando a cultura sobre trilhos do Projeto Ver de Trem



Trem de Salvador - Toshiba 


sexta-feira, 18 de outubro de 2013

Vi-Verde Trem

TV Brasil grava programa no Trem de Salvador


Da Redação
Uma equipe do programa AgloMerado da TV Brasil,realizou nesta sexta feira (18) a bordo de um dos trens Thoshiba da CTS,as filmagens para um documentário a ser exibido em breve na emissora da EBC.
O evento foi realizado em parceria com o projeto Verde Trem do Movimento Trem de Ferro, contando com a presença de um dos seus coordenadores o Ferroviarista  Gilson Vieira,que conversou com a equipe da  TV Brasil durante percusso no trem.O evento transcorreu durante uma viagem rotineira do trem nos dois sentidos,ida e volta,Caçada/Paripe/Calçada em clima de festa com "som mecânico" e "quituteiras" a bordo de um dos carros da composição.O objetivo do documentário entre outros é ressaltar uma característica muito especial,entre poucas no mundo, da  ferrovia do nosso subúrbio que se desenha ao longo da sua orla com visão para belas paisagens da Baia de Todos os Santos, fato esse que abre possibilidades para que o nosso trem,além do grande potencial como um meio transporte,rápido,barato e eficiente para a população do subúrbio,seja também um potencial instrumento para alavancar o turismo na região que se reverterá em benefícios para a população local,pois certamente isso trará novos investimentos com novas fontes de geração de emprego e renda para a região.Além disso atividades culturais,entre elas eventos musicais, também são realizadas pelo Projeto Verde Trem em parceria com a CTS a bordo de trens especiais para esses fins.O nosso trem do subúrbio não é só apenas um meio transporte importante para a nossa cidade,é também patrimônio histórico e cultural,uma marca registrada da história dos bons tempos da nossa ferrovia,cujos trens de passageiros que partiam da imponente Gare da Calçada ligavam a Capital ao recôncavo,ao interior da Bahia e a cidades em outros estados entre elas Aracaju/Sergipe(Trem Estrela do Norte) e Monte Azul/Minas Gerais.E por todos esses motivos é que todos nós "queremos o nosso trem de volta"
Estivemos presentes ao evento documentando e também representando o Movimento Salvador Sobre Trilhos agradecendo o convite do nosso amigo e companheiro de lutas pela volta dos trens de passageiros Gilson Vieira do Verde Trem.
Pregopontocom


Galeria de fotos


trem thoshiba





Entrevista no trem
janela do trem








































marisqueiras









terça-feira, 15 de outubro de 2013

Dilma e Wagner assinam o contrato de concessão do sistema metroviário Salvador e L. de Freitas

Transportes Sobre Trilhos

Dilma Rousseff anuncia investimentos para construção do metrô de Salvador


O anúncio dos investimentos foi feito nesta terça-feira (15/10), em Salvador

A presidente Dilma Rousseff participou, nesta terça-feira (15/10), ao lado do governador Jaques Wagner, em Salvador, da assinatura do contrato de concessão do Sistema Metroviário de Salvador e Lauro de Freitas, entre o Governo da Bahia e o Grupo CCR. Com a assinatura do contrato da Parceria Público-Privada, a Linha 1 será concluída e a Linha 2 implantada.
Além de participar da assinatura, Dilma anuncia o investimento de mais R$ 700 milhões para as obras do metrô, através do PAC Mobilidade.
Segundo o governador Jaques Wagner, entre julho e agosto de 2014 estará funcionando o trecho até o Retiro. “Creio que em dezembro de 2014, janeiro de 2015, a gente tenha o trecho até Pirajá.” Wagner lembrou que algumas obras já estão em andamento para facilitar a mobilidade urbana, a exemplo de viadutos, da duplicação da Avenida Pinto de Aguiar e da Via Expressa.
foto - ilustração
Serão investidos R$ 7,3 bilhões, incluindo verbas dos governos federal, estadual e municipal e da iniciativa privada, de modo que no final de 2014, a população vai poder circular e utilizar o metrô no primeiro trecho, que em seguida, será estendido até Cajazeiras/Águas Claras.
No evento, foi anunciada a liberação de verbas para outras obras em Salvador, através do PAC Mobilidade. De acordo com a presidente, além do metrô de Salvador/Lauro de Freitas, do complemento da Linha 1, vai oferecer outras duas ações, melhorando o transporte público de Salvador, com a implantação de 13 quilômetros de BRT (Bus Rapid Transit) da Lapa ao Iguatemi e implantação do VLT (Veículo Leve sobre Trilhos) metropolitano (Comércio/Calçada/Paripe e Águas Claras/Paripe).
Fonte - Tribuna da Bahia  15/10/2013

quinta-feira, 5 de setembro de 2013

Demanda aumenta nos trens de Salvador

Transportes sobre trilhos
 trens de Salvador - foto ilustração  pregopontocom
Correio da Bahia
Respirar é missão árdua. Se mexer é quase impossível.O contorcionismo é uma habilidade fundamental para
os usuários dos trens do Subúrbio.Se mover dentro dos *carros de forma voluntária é quase impossível. Os corpos ficam bem próximos,colados;a música alta (oriunda de celulares) incomoda, gente grita para o maquinista adiantar a viagem,o calor sufoca, mulheres brigam por conta das mãos bobas...Enfim,um inferno sobre trilhos.
Desde que a prefeitura de Salvador passou a gestão dos trens para o governo do estado,há 90 dias, o número de usuários dos trens aumentou em 10 mil por dia,segundo avaliação da Companhia de Transporte de Salvador (CTS),responsável pelo sistema ferroviário.Eram 9,3 mil passageiros diários no sistema que roda de Paripe até a Calçada,e hoje são quase 19 mil.No entanto, nenhum novo trem foi colocado em operação.Resultado:superlotação.
O excesso de passageiros provocou, anteontem, a depredação de um *carro.Ontem,o CORREIO percorreu as dez estações que compõem o sistema e fez a viagem com maior fluxo de passageiros da linha que liga Paripe até a Calçada, às 7h20.
“A via-crúcis começa na estação de Paripe e vai piorando ao longo das nove estações seguintes,onde desce um passageiro e sobem,em média,dez em cada *carro.Isso aqui é um inferno na terra. Muita gente,poucos trens,o intervalo entre um e outro demora 40 minutos.É um inferno”,reclama a estudante Carla Almeida,que mora em Paripe e estuda em Nazaré.
O presidente da CTS,Carlos Martins,afirma que a procura aumentou depois do início das obras de requalificação da Baixa do Fiscal e da abertura da cratera da BR –324,que fez com que o deslocamento de ônibus entre o Subúrbio e a Calçada passasse a demorar duas horas e o trem se tornasse a ser a melhor opção.
foto - ilustração
“De trem, além de custar só R$ 0,50,o trajeto é feito em menos de uma hora.Quem vai de ônibus paga R$ 2,80 e passa umas duas horas engarrafado por conta das obras.O problema é que recebemos o sistema sucateado.Os trens têm mais de 40 anos de uso,vivem quebrando”,explica Martins.
O custo mensal do sistema é de R$ 2,5 milhões.“As tarifas pagas pelos usuários correspondem a cerca de 8% desse valor,o que deixa um déficit grande”,completa Martins.
Segurança
A superlotação é tanta que os *carros circulam de portas abertas. Mas não há fiscais nem monitores de acessos nas estações.A cada parada,a gritaria fica mais intensa e os vagões mais cheios.Sobram ofensas para a mãe do maquinista.
“Aqui só tem um segurança em cada estação.Os trens ficam tão cheios que as portas vão abertas.Tentamos reclamar,mandar o pessoal entrar e fechar a porta, mas somos ameaçados e temos que deixar seguir viagem mesmo com um monte de gente pendurada na porta correndo o risco de cair e morrer”,relata um segurança que prefere não se identificar.
Ontem,bastaram 80 segundos,para que os três *carros,onde cabem cerca de cem passageiros,fossem lotados na estação de Paripe,às 7h20.O desafio para entrar é árduo.O empurra-empurra é intenso e vale a lei do mais forte.“O povo sai empurrando aqui.Ninguém consegue passar.Vão te jogando e você vai se amassando para o fundo do *carro”,reclama o eletricista Antonio Santos Costa,que mora em São Tomé de Paripe.
Quem fica na desvantagem são os idosos e gestantes.“Aqui ninguém respeita nada disso.São poucos bancos e o pessoal vem das outras estações já sentado.Chego a esperar até duas horas para conseguir entrar em um trem menos cheio”,conta a dona de casa Eliana Pereira Urbano,que tem uma filha de 3 meses e ontem pegou o trem em Escada para marcar uma consulta médica em Paripe.
“Aqui é uma lata de sardinha.Na guerra da Síria você consegue se mexer mais do que aqui dentro”,brinca o técnico em radiologia Robson dos Santos Santana,morador de Escada,que sempre tenta viajar perto da porta para facilitar a saída.Afinal,não é raro o passageiro não conseguir descer na estação que deseja porque fica espremido no meio das pessoas.
Calor
A temperatura também não ajuda.Só uma das quatro composições possui ar-condicionado.“Mas com tanta gente o ar não suporta.É um calor dos infernos que o povo chega a passar mal.Aqui é o inferno da Primavera de manhã porque vai todo mundo cheiroso,mas, na volta pra casa,o perfume compartilhado é o de suor.Vira o inferno de Verão”,brinca o aposentado Antonio Almeida,morador de São Tomé de Paripe.
A única coisa boa da viagem,por unanimidade entre os passageiros,é a vista para as praias suburbanas.Isso quando dá para ver,já que na maioria das viagens a única visão que se tem é o cangote do passageiro em frente.
Sistema é sucateado e quebras são constantes, reconhece governo
“É um sistema completamente sucateado”.Essa é a avaliação do presidente da Companhia de Transporte de Salvador (CTS),Carlos Martins,sobre o sistema de trens que liga os bairros da Calçada até Paripe. Atualmente,há quatro composições com três *carros cada para operação.
Mas,constantemente,esse número é reduzido.“Os trens são velhos e entram em manutenções periódicas,quebram direto.Temos quatro composições de trens disponíveis.Três ficam operando – umas delas só vai até Platatorma – e outra fica em reserva para emergência.Mas, hoje (ontem),esse de emergência está quebrado”,destacou Martins,acrescentando que o órgão está realizando uma avaliação geral do sistema para propor alternativas.
Em caráter emergencial,ele pretende aumentar o número de trens em circulação.“Temos dois trens parados por falta de peças.Estou tentando junto à companhia de trens de São Paulo pegar essas peças que eles não estão usando mais.Se eles fizerem a doação, teremos mais dois trens disponíveis o que pode reduzir o tempo de espera”, indica Martins.
Os trens circulam a cada 40 minutos entre 6h e 19h30. Para o futuro, a ideia do governo é substituir os trens por VLT (Veículo Leve sobre Trilho).“É um sistema mais adequado para quando se tem uma população grande no entorno dos trilhos,como no Subúrbio.É um sistema moderno e mais rápido”,explica Martins.Ele diz que ainda estão sendo feitos estudos e,em seguida,será lançado edital de licitação.
Ainda não há prazos,mas o investimento seria na ordem de R$ 1,2 bilhão.O VLT ainda seria estendido para cidades da Região Metropolitana.“A ideia é chegar em Candeias, Camaçari e Simões Filho”, ressalta. A obra, demoraria pelo menos 18 meses.
*O termo vagão usado originalmente nessa matéria foi substituído pelo termo carro,veículo ferroviário usado para o transportes de passageiros,o vagão é um veículo ferroviário usado para o transporte de cargas.
Fonte - Revista Ferroviária  04/09/2013

COMENTÁRIO PREGOPONTOCOM

O abandono e a degradação a que foi submetido o sistema de transportes ferroviário dos trens do subúrbio de Salvador,em virtude da falta de compromisso e o descaso total da antiga administração pública municipal da cidade para com o mesmo,fizeram com que o sistema operasse sempre bem abaixo da capacidade das reais expectativas e necessidades das demandas da população do subúrbio,obrigando a população usuária do sistema a migrar  para o transporte por ônibus com grandes prejuízos para a mesma,entre os quais o aumento dos custos com o valor das passagens e do  tempo gasto nas viagens.Com apenas um pequeno fôlego que lhe foi dado até o momento,eis que o nosso "TREM" como "FÊNIX" ressurge das cinzas,mostrando toda a sua real importância e capacidade como um sistema de transportes vigoroso para a população do subúrbio de Salvador,que ainda poderá muito mais eficiente a medida que se melhorem as suas condições operacionais,a sua modernização,o aumento do numero de trens em operação e a criação de sistemas alimentadores entres as estações e os bairros no entorno da linha férrea.A atual superlotação dos trens do subúrbio é na verdade um reflexo autêntico dos verdadeiros anseios,desejos e pela clara escolha feita pela população local  pelo trem como sistema preferencial de transporte  para os seus deslocamentos diários,e esse é um"recado" e um fato que não pode ser desconsiderado pela administração pública.

quarta-feira, 22 de maio de 2013

Moradores do Quilombo Rio dos Macacos se encontram com Wagner


                               Foto: Carol Garcia/ Secom
    Os moradores da comunidade quilombola Rio dos Macacos, localizada no município de Simões Filho, na Região Metropolitana de Salvador, se reuniram no final da manhã desta quarta-feira (22), com o governador Jaques Wagner, na sede Governadoria, no Centro Administrativo da Bahia (CAB). O grupo reivindicou a posse do terreno que é disputado pela Marinha do Brasil. O governador se colocou como mediador do processo e prometeu seu apoio ao processo de negociação entre as partes. “Eu quero ajudar a terminar este conflito, levar os argumentos deles até o Governo Federal e articular uma solução”, disse. Wagner afirmou que a Marinha já fez uma proposta e que, na resolução, os quilombolas terão direito a água, moradia, aposentadoria.
    Fonte - Bahia Notícias 22/05/2013

sábado, 29 de dezembro de 2012

O trem suburbano de Salvador - Ferrovias da Bahia

Transportes sobre trilhos/Registro histórico

Entrada da Enseada dos Cabritos (à direita) com a ponte São João no centro da foto. Esta ponte foi inaugurada em 1952,em substituição à antiga ponte de Itapagipe. Podemos observar o bom estado de conservação da via permanente,com os dormentes de concreto. 

Registro histórico
Alexandre Santurian - 24-Fev-1992
Trilhos na enseada dos Cabritos e a ponte São João

Atualmente operado pela CBTU, o sistema de trens de subúrbio de Salvador compõe-se de material rodante já obsoleto e no limite da sua vida útil. Para se chegar aos dias atuais vamos voltar um pouco ao passado para lembrarmos parte da história da antiga Viação Férrea Federal Leste Brasileiro - VFFLB, como até hoje é conhecida pela população local, a atual SR-7 da RFFSA.

Histórico
Em 28 de junho de 1860 era inaugurado o trecho ferroviário que ligava o bairro da Calçada ao subúrbio de Paripe, com uma extensão de 15,2 km em via singela e bitola de 1,60 m. Os trens eram tracionados por locomotivas a vapor, que percorriam o trecho após uma hora de viagem.
Carro Administração O-200 da SR-7 RFFSA, construído pela VFFLB nas oficinas de Aramari

No decorrer do tempo esse trecho passou por uma série de reformas, como a mudança da bitola para 1,00 m na primeira década deste século, a aquisição das primeiras automotrizes diesel de fabricação alemã entre 1926~1929 e a construção de automotrizes diesel nas antigas oficinas de Aramari (próximo a Alagoinhas), a modernização das estações do subúrbio entre 1936~1943, a duplicação das linhas, a construção da ponte São João sobre a enseada dos Cabritos (inaugurada em 1952 e que substituiu a antiga ponte de Itapagipe, construída pelos ingleses) e a eletrificação, para que as locomotivas a vapor dessem lugar a modernas unidades elétricas. A duplicação das linhas até Paripe e a eletrificação ocorreram nas décadas de 40 e 50.

A Bahia já teve cerca de 230 km de linhas férreas eletrificadas
A partir de Salvador, iam até Alagoinhas e, pela Linha Sul, de Mapele até Conceição de Feira. Esses trechos eram percorridos por 13 locomotivas elétricas IRFA, de construção nacional e material elétrico Brown-Boveri e, no início dos anos 80, por 5 locomotivas elétricas Metropolitan Vickers de fabricação inglesa que vieram da SR-2. As locomotivas elétricas foram desativadas por volta de 1986~1987, visto que a eletrificação foi virtualmente erradicada na SR-7, somente restando o trecho do subúrbio operado pela CBTU. Os motivos principais do fim da tração elétrica na Bahia foram a baixa produtividade das locomotivas em função do volume de cargas tracionadas e os constantes furtos dos cabos elétricos da rede aérea, além da própria obsolescência do sistema e da falta de manutenção adequada.
Até 1972, os trens de subúrbio percorriam as linhas até o município de Simões FIlho. Depois passaram a ir até Aratu, Mapele e, a partir do início dos anos 80, somente até Paripe. A demanda atual de passageiros é menor do que há alguns anos, em virtude da crescente concorrência dos ônibus, que oferecem hoje um nível de conforto melhor pagando-se somente Cr$ 50 a mais do que o trem, se bem que este é mais rápido. As empresas de ônibus municipais estão atualmente remodelando suas frotas rapidamente com a aquisição de ônibus do tipo Padron, cobrando tarifas de Cr$ 450, enquanto o trem da CBTU custa Cr$ 400 desde há pouco mais de duas semanas, quando até então sua passagem custava Cr$ 270.

Características técnicas
Extensão do trecho: 13,76 km - Número de linhas: 2 em bitola de 1,00 m - Tipo de tração: elétrica com 3.000V CC
A via permanente, dupla, foi totalmente reconstruída em 1981~1982 e constitui-se de uma superestrutura de primeira categoria com as seguintes características:
Trilhos TR-45 soldados eletricamente, dormentes bi-blocos de concreto com taxa de 1.667 dormentes / km com fixação elástica isolante tipo RS e com velocidade máxima permissível de 70 km/h. O sistema é eletrificado com rede aérea de tração de 3.000V CC e alimentado por duas subestações retificadoras, sendo uma em Lobato (km 3,4), atualmente desligada por medida de economia, e outra em Periperi (km 10,8). Esta última atualmente alimenta todo o sistema e está tão sobrecarregada que somente permite o tráfego simultâneo de 3 TUEs formados por 2 carros-motores e 2 carros-reboque, cada.
No trecho Salvador-Lobato a sinalização é semi-automática, com o pátio da Calçada e a entrada do Lobato dotados de chaves de intertravamento do tipo elétrico e interligados por uma seção de bloqueio semi-automático, com sinaleiros anões para os pátios e sinaleiros altos nas linhas principais. A sinalização do trecho Calçada-Lobato é realizada através de um operador na cabine de sinalização da Calçada e outro na pequeníssima cabine do Lobato. Desta última estação até Paripe os trens são licenciados por telégrafo em código Morse e pelo sistema de talão, com troca deste último em Periperi.

Material rodante
18 carros-motores GE / ACF (American Car & Foundry), construídos nos Estados Unidos em 1962. Cada um possui 2 cabines para o maquinista, 2 pantógrafos, comprimento de 17,8 m e largura de 2,8 m, numerados E-101 a E-118. Cerca de 9 destes carros vieram da SR-2 no início dos anos 80 para reforçar o sistema suburbano de Salvador.
31 carros-reboque Pidner

Lotação por carro: 250 passageiros
Velocidade média comercial: 35 km/h
Tempo de viagem média Calçada-Paripe e vice-versa: 25 minutos
Intervalo mínimo entre trens: 20 minutos
Intervalo máximo entre trens:30 minutos
Fonte - Centro Oeste Brasil ( http://vfco.brazilia.jor.br ) 29/12/2012

segunda-feira, 24 de dezembro de 2012

Rio dos Macacos - Quilombo sofre novo ataque armado

Atiradores dispararam contra moradores; testemunha aponta que o interesse pela terra é dos governos federal e estadual, que utilizam a Marinha para “massacrar a comunidade”


Os moradores do Quilombo Rio dos Macacos, na Bahia, foram alvos de ataque armado na noite da última terça-feira (18). Atiradores não identificados dispararam em direção às pessoas que estavam próximas à residência de seu Antônio, ex-morador que faleceu de infarto este ano após ser ameaçado, junto com sua família, por integrantes da Marinha do Brasil.
A área do Quilombo Rio dos Macacos tornou-se palco de uma disputa judicial e territorial a partir da década de 60, com a doação "formal" das terras pela Prefeitura de Salvador à Marinha do Brasil. Atualmente, o território é alvo de uma ação reivindicatória proposta pela Procuradoria da União, na Bahia, que pediu a desocupação do local para atender as “necessidades futuras da Marinha” que pretende ampliar as instalações da base, onde residem 450 famílias de militares.
Entretanto, Rosemeire dos Santos, moradora e uma das dirigentes do quilombo, aponta que o interesse pela terra não é somente da Marinha.
“A gente tem a consciência de que é o próprio Governo, tanto do Estado da Bahia quanto o Federal, que está massacrando a comunidade através da Marinha.”
O Quilombo Rio dos Macacos, localizado no bairro de São Tomé de Paripe, no limite da cidade de Simões Filho e Salvador, é formado por 70 famílias que vivem tradicionalmente no local há mais de 200 anos.
Como o quilombo não possui energia elétrica, não foi possível identificar quem eram os autores dos disparos. “Me tranquei dentro de casa com minha filha. Meus irmãos ficaram dentro do mato, deram vários tiros contra meu pai e meus irmãos. Eles se jogaram no meio do mato para se proteger”, relata Rosemeire.
O Brasil de Fato tentou entrar em contato com a Marinha para que prestasse esclarecimento, porém, até o fechamento dessa matéria, não obteve retorno.
A exemplo do ano passado, apenas uma terra quilombola foi titulada pelo governo de Dilma Rousseff em 2012. A comunidade que recebeu o título foi o Quilombo Chácara de Buriti (MS), composta por 19 famílias.
De acordo com a Comissão Pró-Índio de São Paulo (CPI-SP), a demora na titulação deixa as comunidades quilombolas em situação de vulnerabilidade sem garantia de que poderão permanecer em seus territórios e, em muitos casos, ameaçadas de expulsão.
Segundo a entidade, atualmente, somente 193 quilombolas contam com suas terras tituladas, o que representa 6% das 3 mil comunidades já identificadas no Brasil. Mais de mil processos estão abertos no Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) aguardando a titulação.

Fonte -  Brasil de Fato 24/12/2012

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

UM NOVO ALENTO para o transporte ferroviário na Bahia

Ferrovias

Da redação
foto - verde trem
Em fim, temos ai então motivos para renovarmos as nossa esperanças na reativação do transporte ferroviário entre Salvador a RMS e cidades do interior baiano que no passado já foram servidas por trens que cortavam   o nosso estado em varias direções,entre elas o recôncavo,(Sto.Amaro,Cachoeira,São Felix),Feira de Santana,Serrinha,Sr. do Bonfim,Juazeiro e até fora dele chegando a Minas Gerais, e a Sergipe com o famoso e elegante trem noturno o Estrela do Norte que ligava Salvador a Aracaju,passando por Alagoinhas,Entre Rios,Esplanada e muitas outras cidades ao longo da ferrovia que ligava os dois Estados.A cia FCA do grupo da Vale segundo nota divulgada na imprensa, promete recuperar 1.330km de ferrovias na Bahia de trechos que se encontram inativos e sub utilizados.As novas regras da ANTT e a sombra da concorrência da FIOL ( Ferrovia de integração leste oeste) são as prováveis causas  que levaram a FCA a tomar a iniciativa de voltar a investir no trecho baiano sobre sua concessão.Trechos como Alagoinhas e Propiá,o porto de Aratu a Brumado,e a  via da FCA que que transporta o seu maior volume de cargas no estado,(o traçado que liga o Porto de Aratu ao Sudoeste do pais),receberá investimentos de quase R$ 70 milhões cujo projeto pretende concluir a recuperação do sistema ao termino do ano de 2013.O mais importante para Salvador,o subúrbio e a RMS é que os trabalhos de recuperação das ferrovias do estado,começarão no trecho de 8 km que liga Paripe a Mapele,com investimentos de cerca de R$4 milhões com previsão da sua conclusão para meados de 2013.Esse trecho que foi abandonado pela FCA e teve boa parte da sua estrutura destruída e degradada,e uma parte do leito invadido por pessoas que construíram no local,deixando inclusive isolado o trecho entre Salvador e Paripe,é de vital importância na ligação ferroviária entre Salvador e as localidades da sua Região Metropolitana,pois não só possibilitará o transporte de cargas pela ferrovia sindo de Salvador,que esta interrompido a vários anos,mais também possibilitará inicialmente a implantação do sistema de trens Metropolitanos de passageiros entre Salvador e os municípios que compõem a RMS,e depois futuras linhas de trens para municípios mais distantes.É muito bom poder ter de volta os nossos trens passando pelas estações ao,longo da ferrovia  transportando pessoas,mercadorias e o progresso sobre os nossos trilhos,promovendo a integração social e econômica e urbana.É pena que acordaram tão tarde para resolver a questão do abandono das nossas ferrovias; mais...antes tarde do que nunca,e que tragam de volta os nosso TRENS.
foto - verde trem










Pregopontocom -  02/11/2011                                                     .                                                                                       

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

SALVADOR FORA DOS TRILHOS

Transportes sobre trilhos

A ponte S.João pelo seu aspecto metálico e localização é sem duvida um belo cartão postal da nossa cidade,ou pelo menos deveria ser se não fosse o seu péssimo estado de conservação tendo sido embargada pelo MP,obrigando aos usuários do sistema a fazer o percurso entre Lobato e Plataforma num ônibus da Pref.que interliga os dois bairros,aumentando em media a viagem em mais 40 minutos no total.

Da Redação
Ponte de S.João Foto M.U.S
Fiquei muito surpreso ao ler em um jornal da cidade  uma matéria sobre as atuais condições de conservação e funcionamento da nossa modesta ferrovia suburbana.Então resolvi verificar em loco.A ponte S.João pelo seu aspecto metálico e localização é sem duvida um belo cartão postal da nossa cidade,ou pelo menos deveria ser se não fosse o seu péssimo estado de conservação tendo sido embargada pelo MP,obrigando aos usuários do sistema a fazer o percurso entre Lobato e Plataforma num onibus da Pref.que interliga os dois bairros,aumentando em media a viagem em mais 40 minutos no total.Não fosse só isso,também as péssimas condições de funcionamento e conservação dos trens,quebrando constantemente deixando composições fora de operação,além de problemas com o funcionalismo com os constantes atrasos  do pagamento de salários dos mesmos.Lamentável toda esta situação.Quem será que odeia tanto os TRILHOS  de Salvador? um trem que já teve o seu trajeto,suas composições,e o seu numero reduzidos,um METROsinho que a quase 15 anos ainda não saiu da chocadeira,um VLT que os "sábios" o chamam de "aventura" e insistem em transforma-lo em um BRT,...QUEM SERÁ, OU SERÃO ESSES FANTASMAS QUE TANTO NOS PERSEGUEM, "NOS O POVO"? e que tanto odeiam os nossos TRILHOS...A muito tempo já perdemos os bondes,estamos perdendo os nossos mirrados trens,ainda não ganhamos o METROsinho, e o VLT...aaaa...como tá dificil...
Pregopontocom - 17/12/2010