UMA GRANDE NAÇÃO SE CONSTROI COM EDUCAÇÃO, CIDADANIA E SOBERANIA

UMA GRANDE NAÇÃO SE CONSTROI COM EDUCAÇÃO, CIDADANIA E SOBERANIA
UMA GRANDE NAÇÃO SE CONSTROI COM,EDUCAÇÃO, CIDADANIA E SOBERANIA
Mostrando postagens com marcador mercado. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador mercado. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 7 de dezembro de 2020

Neoliberalismo: o exterminador de direitos e empregos dignos

 Ponto de Vista/Economia  🔍

Para o capital, é preciso que seja mantido, a todo o custo, o lucro às custas da exploração da mão de obra, seja pelo aumento das jornadas de trabalho, intensificação com aumento da produtividade ou flexibilização das relações trabalhistas. Nesse contexto de crise sistêmica, a reforma trabalhista no Brasil, aprovada em 2017 no formato da lei ordinária 13.467, foi talvez a medida mais contundente do neoliberalismo, nos últimos anos, para garantir que o capital sobreviva a qualquer forma de resistência e conquistas dos trabalhadores.

Manuella Soares* - Portogente 
foto - ilustração/arquivo
Não há dúvidas de que para o capitalismo se reproduzir é preciso que se reduza o valor da força de trabalho como de forma contrarrestar a tendência à queda da taxa de lucro das empresas e do setor financeiro. Para o capital, é preciso que seja mantido, a todo o custo, o lucro às custas da exploração da mão de obra, seja pelo aumento das jornadas de trabalho, intensificação com aumento da produtividade ou flexibilização das relações trabalhistas. Nesse contexto de crise sistêmica, a reforma trabalhista no Brasil, aprovada em 2017 no formato da lei ordinária 13.467, foi talvez a medida mais contundente do neoliberalismo, nos últimos anos, para garantir que o capital sobreviva a qualquer forma de resistência e conquistas dos trabalhadores. Em 11 de novembro último, a reforma que desregulamentou a mediação jurídica do capital-trabalho no País completou três anos de vigência. Ao contrário do discurso cantado em verso e prosa por seus defensores de que a flexibilização das relações trabalhistas traria mais emprego e atrairia mais investimentos externos, o que se viu neste período foi exatamente o contrário. No segundo trimestre de 2020, segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad/IBGE), o desemprego atingiu 14,1 milhões de pessoas, superando os 13,2 milhões de desocupados, em média, do ano de 2017. Os seis milhões de empregos prometidos a partir das alterações na Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT) não só não foram criados como a política neoliberal aumentou a força de trabalho excedente ou subutilizada de brasileiros, especialmente de mulheres. A taxa de desocupação entre as mulheres chegou a 16,8%, este ano. Entre os homens está em 12,8%. A taxa total de desempregados, no País, hoje, é de 14,6%. Quanto ao aumento de investimentos externos para alavancar a economia, outra promessa alardeada, o que assistimos foi uma fuga de capitais recorde ainda antes da Organização Mundial da Saúde (OMS) decretar o estado de pandemia do novo coronavírus. Em 4 de março último, foi registrada a retirada de R$ 44,8 bilhões da bolsa de valores brasileira, superando o recorde anterior de 2019 de R$ 44, 5 bilhões, segundo informações da Agência InfoMoney. Reforma e pandemia Por conta da pandemia, o ano de 2020, segundo o economista e professor da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) Marcio Pochmann, é atípico para análises de desenvolvimento econômico e índice de desemprego, não só no Brasil, mas em todo o mundo. Mas os efeitos da reforma, aqui, não estão relacionados à pandemia. “As medidas de desregulamentação do mercado de trabalho a partir da reforma trabalhista não vieram acompanhadas de geração de empregos. Isso é o que se pode comprovar nesses últimos três anos. O Brasil não recuperou o nível de ocupação que havia perdido, inclusive, em função da recessão dos anos de 2015 e 2016 e da ausência de uma recuperação econômica”. Segundo Pochmann, ainda antes da pandemia da Covid-19, a economia brasileira se encontrava bem abaixo do que em 2014, ano no qual o Produto Interno Bruto (PIB) fechou com alta de 3,5%. Em 2019, o PIB fechou o ano com crescimento de 1,1%. “Vejo com dificuldade comparações, mas obviamente se a nossa situação já era difícil, agora, é ainda mais. Isso porque as indicações de queda no nível de atividade para 2020 apontam que o Brasil deverá encolher entre 5% a 7%. E se de fato isso vier a se confirmar a partir de janeiro, o País terá sua economia valendo cerca de 90% do que era em 2014”. Reforma agudiza precarização A expansão da ocupação nesses três anos de reforma se deu com o crescimento de postos de trabalho precários, muitos sem qualquer vínculo ou direitos. De lá para cá cresceu enormemente o número de Microempreendedores Individuais (MEIs), que nada mais são do que ‘empresários de si mesmo’ ou trabalhadores que têm uma relação contratual na qual precisam “empreender” sua força de trabalho arcando com todo o investimento material e laboral. Como não são considerados assalariados, mesmo cumprindo jornadas de trabalho às mais variadas, não têm direito a 13o terceiro, férias ou qualquer garantia caso a prestação de serviço seja suspensa pelo “patrão” contratante. Avanço do neoliberalismo Para Pochmann, a reforma trabalhista é mais uma tentativa de se implementar as políticas neoliberais no Brasil. A primeira, segundo o economista, aconteceu durante o governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, quando foram criadas modalidades de redução do custo da força de trabalho e medidas que facilitaram a contratação e demissão dos trabalhadores. “Naquela oportunidade, apesar da retórica governamental favorável às políticas desregulamentatórias do mercado de trabalho como forma de alavancar o crescimento econômico, o resultado em termos de geração de empregos e até mesmo de formalização das ocupações foram pífios. O balanço que se pode fazer é, mais uma vez, que políticas neoliberais produzem um resultado pífio. O emprego não cresceu e os postos de trabalho são muito precários, o faz com que as pessoas que exercem esse tipo de trabalho permaneçam excluídas de quaisquer direitos.” A retórica da desregulamentação do trabalho como forma de facilitar a vida dos empregadores para de alavancar a economia voltou com tudo a partir do golpe de 2016, avalia Marcio Pochmann. “Não mais associada a essa ideia da incapacidade de o país criar assalariados, mas a de que os empregos assalariados seriam gerados justamente pela redução do custo de contratação e pela facilitação em termos de contratação e demissão. É esse, de forma simplificada, o objetivo geral tanto da aprovação da lei da terceirização que ocorreu também em 2017 quanto da própria reforma.” Para o economista, esse seria o equívoco central dos que acreditam que reduzir o custo do trabalho e cortar direitos dos trabalhadores vai fazer com as empresas contratarem ou abram mais postos de trabalho. “O que estamos vendo é o efeito inverso com todas as reformas. No caso da Reforma da Previdência, foi passada a ideia de que o objetivo era reduzir um trilhão de reais em dez anos. Cerca de cem milhões de reais deixariam de ser transferidos para os aposentados e pensionistas. Mas se estes receberem menos dinheiro, terão menos dinheiro para o consumo. Então o efeito é inverso. Se se consome menos, a demanda por produtos e serviços que poderiam gerar empregos é menor. A não ser que o país se transformasse numa plataforma de exportação e a demanda viria do exterior. Mais isso está distante de ocorrer no caso brasileiro porque temos problemas de competividade e ao mesmo tempo o cenário internacional é de baixo dinamismo e de muita oferta de produtos de vários países”, explica. Caráter ideológico da reforma O pesquisador e professor do Departamento de Administração da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) Marcelo Castañeda diz que reforma trabalhista afetou apenas uma parcela da população economicamente ativa. Castañeda destaca o caráter ideológico da reforma, que estabeleceu uma posição contrária dos trabalhadores que foram precarizados em relação aos que ainda conseguem manter seus empregos formais e alguma regulamentação. “Boa parte da população já não usufruía de todos os direitos estabelecidos pela CLT, em função da terceirização, quarteirização e da precarização, que são anteriores à reforma. A lei foi aprovada sem grandes mobilizações, o que mostra que uma parcela da classe trabalhadora organizada em entidades formais de classe, assim como em partidos de esquerda, na época do governo Temer, acabou não tendo um papel tão relevante no sentido do enfrentamento e de explicar para a população o significado dessas perdas e que era necessário que os trabalhadores da informalidade lutassem em conjunto com os formais para que as garantias trabalhistas fossem mantidas. Quem hoje ainda tem direitos acaba sendo visto como privilegiado.” Individualisno e meritocracia Segundo o docente da UFRJ, a ‘uberização’ e a pejotização são recursos das empresas para desregulamentar o mercado e imprimir uma lógica individualista e meritocrática. E o trabalhador acaba comprando a ideia de que pode se manter sua trabalhabilidade negociando diretamente com os contratantes ou empregadores sem que tenham seus direitos garantidos. “A chamada uberização que vem exatamente no sentido da desregulamentação total do mercado de trabalho. Temos uma perspectiva cada vez mais individualizada de relações, o que se reflete nos discursos de mérito. Só se recebe o que se produz e essa lógica individualista acaba criando várias barreiras para a organização coletiva. Cada vez mais o caráter de classe se faz necessário. Precisa haver uma inter-relação e integração entre os que ainda têm uma relação de trabalho formal e direitos e os que foram precarizados e estão por si só, tendo que negociar sua força de trabalho diretamente seja com um contratante ou uma plataforma tecnológica. São empreendedores de si que na verdade não empreendem nada. Simplesmente são explorados.” Uberizados Os que trabalham de forma uberizada têm parte de seu trabalho expropriada por plataformas digitais que extraem seus lucros diretamente a partir do desconto de percentuais do que é produzido em serviços pelo trabalhador. Esses trabalhadores encaram jornadas de até 16 horas para garantir uma remuneração suficiente para pagar as contas e se manter ativo, em um regime totalmente desregulado pelo Estado, sem garantia de qualquer direito trabalhista. Essa é realidade do motorista de aplicativo Juarez Emmerick, 43 anos, que foi taxista até 2018, quando as plataformas digitais já alcançavam uma grande parcela do mercado de serviços de transporte e entrega no Brasil. Nesse período precisou vender sua autonomia e migrar como motorista para os aplicativos que ofereciam aos passageiros preços menores em relação ao transporte individual regular. “O preço das corridas feitas pelo Uber ou outros aplicativos eram bem menores e não conseguimos mais concorrer como taxistas. Precisei vender meu carro e investir nessa modalidade. Hoje, com o retorno dos uberes após o confinamento, os aplicativos aumentaram os descontos e reduziram o valor da quilometragem. Isso aumenta nossa exploração e reduz nossa renda e até os recursos para manutenção do veículo.” À margem da legislação Priscila Damiana tem 35 anos e nunca trabalhou com carteira assinada. É um exemplo de quem vive à margem de qualquer regulamentação trabalhista. Há dez anos trabalha como diarista em seis casas diferentes, mas em nenhuma delas usufrui da regulamentação da Lei das Empregadas Domésticas. Como milhões de mulheres no Brasil, Priscila sustenta sozinha a casa e seu filho Ryan, de 12 anos. Trabalhando de segunda a sexta, em jornadas que chegam a 10 horas, em média, Priscila ainda consegue com sacrifício pagar as parcelas de sua casa, “uma laje”, no bairro de Realengo, na Zona Oeste do município do Rio de Janeiro. Na pandemia, como a maioria dos informais, a prestadora de serviços domésticos contou apenas com o auxílio emergencial e com a solidariedade de uma de suas “patroas” que manteve o pagamento das faxinas durante o confinamento. Priscila diz que o trabalho precário é apenas uma forma de sobrevivência. “Hoje consigo sobreviver, mesmo sem a ajuda do pai do meu filho, mas a faxina é um trabalho pesado. Não sei até quando vou conseguir manter essas duplas, triplas jornadas, de trabalhar fora, fazer as tarefas em casa e cuidar do meu filho. E sei que não conto com o apoio do governo para garantir nada.” Um novo sujeito social Durante a pandemia do novo coronavírus, o confinamento aumentou as vendas online principalmente no setor de alimentação. Nesse processo, emergiu uma certa consciência de classe por parte dos entregadores de aplicativos, incluindo muitos que perderam seus empregos nesse período, e que “se viram” como categoria essencial. Utilizando seus próprios meios, a maioria motos e bicicletas, aderiram a essa ocupação precária para garantir uma mínima renda diária para sobreviver ao aumento do desemprego. Esses trabalhadores que fazem “bicos” estão na ponta da precarização. Muitos se viram entregando comida, sem sequer ter o que comer. Nessa situação extrema, a ideia individualista sucumbiu à necessidade de algum tipo de organização coletiva. Durante a pandemia, ganhou força movimentos como o dos Entregadores Antifascista, cuja pauta principal é justamente o fim da uberização e a garantia de diretos. O movimento chegou a organizar duas greves nacionais, em junho e julho, que, apesar da pouca adesão e visibilidade, demonstraram que é possível a organização de trabalhadores informais. Para Marcio Pochmann, esse processo de intensificação da precarização do trabalho pode estar criando um novo sujeito social. “Guardadas as devidas proporções, o movimento dos informais pode reproduzir o que ocorreu nos anos 1970. Tendo em vista a alta inflação e as condições de vida inadequadas, operários vindos de outras regiões para as capitais do sudeste, atraídos pelo processo de industrialização, acabaram constituindo uma base social importante que se traduziu numa rebeldia que renovou o sindicalismo e que terminou de certa maneira fazendo com que esse sujeito social se tornasse um novo sujeito político relevante. Parece-me que, guardadas as devidas proporções, estamos diante de um movimento equivalente. Essas pessoas precisam se submeter aos “bicos” para sobreviver. Talvez o aumento dessa massa de trabalhadores sobrantes estabeleça uma contradição importante que é o fato de esses trabalhadores informais terem uma capacidade de organização e reação diferente dos trabalhadores formais que têm seus sindicatos e condições, em tese, melhores para poder reagir e resistir. Essa é uma contradição a qual precisamos considerar.”
*Jornalista do Rio de Janeiro 
Fonte - Portogente  07/12/2020

quarta-feira, 26 de julho de 2017

Subvertendo a ordem das coisas

Ponto de Vista/Economia  📉

Os dias de hoje que correm tumultuados sob o império dos rentistas neoliberais (apelidados de “mercado”).O “mercado” hoje, através das medidas que exige e põe em prática, não quer a ampliação do próprio mercado, não quer que a economia cresça e age para obter fortes restrições dos direitos dos trabalhadores e, portanto, de seus salários; quer juros e gestão.

João Guilherme Vargas Netto - Portogente
foto - ilustração
Quando houve a libertação dos escravos as vendas de calçados em todo o Império deram um salto. Isso porque os escravos recém-libertados correram ao comércio com as posses que tinham para comprar tamancos, chinelos, sandálias e sapatos, já que enquanto escravos eram obrigados, com raríssimas exceções, a andar descalços, um estigma da escravidão (o que se pode ver nas fotos da época).
Este é um exemplo de uma justa ação social de integração influenciando positivamente o mercado.
Quando Getúlio Vargas, no Estado Novo, determinou a nova legislação trabalhista da CLT com a carteira de trabalho, os fotógrafos populares viram aumentar a demanda de sua arte para confeccionar o retrato a ser estampado nas carteiras e depois, pelo novo hábito adquirido pelos trabalhadores, para retratá-los com suas famílias. Ler o capítulo do livro de Dorrit Harazim – O instante certo – intitulado “O clique único de Assis Horta”.
Esse é um outro exemplo de como uma medida social de avanço age positivamente sobre a atividade artística, um serviço do mercado.
Nem preciso falar do Bolsa Família e do aumento real do salário mínimo cujos efeitos positivos no mercado de massa são reconhecidos por todos.
Os dias de hoje que correm tumultuados sob o império dos rentistas neoliberais (apelidados de “mercado”) nos fazem viver em um mundo no qual aquelas interações e consequências são subvertidas.
O “mercado” hoje, através das medidas que exige e põe em prática, não quer a ampliação do próprio mercado, não quer que a economia cresça e age para obter fortes restrições dos direitos dos trabalhadores e, portanto, de seus salários; quer juros e gestão.
Vejamos, sob este prisma, o efeito da deforma trabalhista. A argumentação do senador João Capiberibe (PSB-AP), que votou contra ela porque a acusou de recessiva faz sentido. Com salários arrochados e diminuídos, em uma situação de desemprego renitente, os trabalhadores não poderão comprar mais bens nem utilizar serviços acima da linha de subsistência e nem mesmo nessa; a fome vai voltar.
É a anulação da sociabilidade, com a lente do “mercado” estreitando a imagem e subvertendo assim a ordem justa das coisas.
*João Guilherme Vargas Netto, consultor sindical
Fonte - Portogente  26/07/2017

segunda-feira, 3 de julho de 2017

Desfazer a deforma

Ponto de Vista  🔍

O governo enviou ao Congresso um projeto com sete alterações pontuais na CLT. Na Câmara, o relator designado – neoliberal de carteirinha – transformou-o num compêndio de agressões aos direitos trabalhistas e sindicais com 117 medidas, incluindo o fim da contribuição sindical obrigatória.Acossados pela crise, desorientados pela Lava Jato e conduzidos como boiada pelo mercado, os deputados aprovaram o monstrengo, sem ter ao menos conhecimento preciso do seu conteúdo. Para a base do governo na Câmara vigorou o ditado “rápido como quem rouba”.

João Guilherme Vargas Netto* - Portogente
foto - ilustração/arquivo
Está ficando cada vez mais claro para milhões de trabalhadores e para milhares de dirigentes sindicais o estrago que a deforma trabalhista aprovada pela Câmara dos Deputados e em discussão no Senado Federal provocará nas relações do trabalho em benefício exclusivo dos empresários e do mercado.
Vamos recapitular. O governo enviou ao Congresso um projeto com sete alterações pontuais na CLT. Na Câmara, o relator designado – neoliberal de carteirinha – transformou-o num compêndio de agressões aos direitos trabalhistas e sindicais com 117 medidas, incluindo o fim da contribuição sindical obrigatória.
Acossados pela crise, desorientados pela Lava Jato e conduzidos como boiada pelo mercado, os deputados aprovaram o monstrengo, sem ter ao menos conhecimento preciso do seu conteúdo. Para a base do governo na Câmara vigorou o ditado “rápido como quem rouba”.
O desconhecimento do pacote de medidas em cada um de seus componentes ficou patente nas discussões senatoriais, até mesmo pelo acordo esdrúxulo entre senadores e a presidência da correção em alguns itens. Em um cesto de frutas podres escolheram aquelas que mais fediam; mas os deputados que votarão no futuro os vetos ou as medidas provisórias adoram mesmo, como já constatamos, “as podres delícias”.
O desconhecimento do conteúdo do pacote de maldades da deforma trabalhista também existe nas direções sindicais e na base dos trabalhadores. Só agora começa a cair ficha do que, realmente, significa a deforma que, nenhum “acordo” pode melhorar.
Alguns RHs e empresários já andam propondo nas negociações que estão fazendo com os sindicatos a adoção dos termos da nova lei (ainda não aprovada formalmente), o que alertou as direções para o alcance nefasto da nova lei em quase todos os aspectos do dia a dia nas empresas e na prática sindical.
Além do repúdio unitário à deforma, que persiste, deve acrescentar-se desde já na plataforma de resistência a não aceitação dos termos da nova lei e o acúmulo de forças para desfazer, assim que for possível, a deforma.
*João Guilherme Vargas Netto, consultor sindical
Fonte - Portogente  03/07/2017

terça-feira, 6 de setembro de 2016

Produção de veículos cai 6,4% em agosto na comparação com julho

Economia

No acumulado do ano, houve retração de 11,3%. Na comparação com agosto de 2015, houve queda de 23,1%.Os dados estão sendo divulgados pela Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores ( Anfavea), que representa as montadoras instaladas no país.

Marli Moreira
Repórter da Agência Brasil

Arquivo/Marcelo Camargo/Agência Brasil
As vendas de veículos ao mercado interno aumentaram 1,4%, em agosto, na comparação com o mês anterior. Foram comercializados 183,9 mil unidades, indicando perda no ritmo de crescimento em comparação a julho, quando os negócios tinham aumentado 5,6%. No entanto, o número de veículos vendidos foi o maior do ano.
No acumulado do ano, houve retração de 11,3%. Na comparação com agosto de 2015, houve queda de 23,1%.
Os dados estão sendo divulgados pela Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores ( Anfavea), que representa as montadoras instaladas no país.
O balanço também indica que o setor faturou menos no mês passado em relação a julho último, alcançando US$ 923,8 milhões, o que é 1,9% inferior ao mês anterior.
A produção também caiu 6,4% com 177, 7 mil unidades. No acumulado do ano, a produção teve uma retração de 18,4% e sobre agosto de 2015, um recuo de 20,1%.
O presidente da Anfavea, Antonio Megale, destacou que, com a definição do cenário político do país, agora é “hora de avançar”. Ele defendeu as reformas estruturais, destacando que a questão do déficit previdenciário é “uma bomba relógio”. Para o executivo, o país também tem que evoluir na questão de infraestrutura para ganhar mais competitividade com o mercado externo.
Segundo Megale, o setor da indústria automobilística tem obtido bons resultados nos acordos comerciais com o exterior, mas “temos que aproveitar este momento e dar uma virada para competir com o mundo”.
Fonte - Agência Brasil 06/09/2016

sexta-feira, 19 de agosto de 2016

Micos para a Infraero

Ponto de Vista

O Estado tem a obrigação de preservar os interesses da sociedade brasileira,e não do mercado.O que dá para conciliar,tudo bem; o que foge a essa convergência, que o povo brasileiro venha em primeiro lugar.

Portogente
foto - ilustração/arquivo
Especulação na imprensa tupiniquim dá conta de que o ministro dos Transportes,Portos e Aviação Civil, Maurício Quintella,está preocupado com a eventual privatização dos aeroportos de Congonhas (SP) e Santos Dumont (RJ),que poderia concentrar os terminais aeroviários mais rentáveis nas mãos da iniciativa privada,deixando apenas os deficitários à Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero).
Aqui cabem duas observações fundamentais: o processo está nas mãos do governo,se desse jeito não é bom,então que as concessões não sejam feitas.E segundo,os aeroportos classificados,pela imprensa,como "micos" podem ter uma política de valorização e modernização,fugindo da regra do mercado que só investe em negócios rentáveis.O Estado tem a obrigação de preservar os interesses da sociedade brasileira,e não do mercado.O que dá para conciliar,tudo bem;o que foge a essa convergência,que o povo brasileiro venha em primeiro lugar.
Fonte - Portogente   19/08/2016

sexta-feira, 27 de maio de 2016

CEPAL pede ‘equação renovada’ entre Estado, mercado e sociedade

Sustentabilidade

O estilo de desenvolvimento dominante é insustentável. Estamos atravessando uma mudança de época’, disse a secretária-executiva da CEPAL, Alicia Bárcena.As observações foram feitas durante o trigésimo sexto Período de Sessões do organismo da ONU – evento bienal mais importante da CEPAL –, que está sendo realizado na capital mexicana.

Revista Amazônia 
foto - Presidência de México
O secretário da Fazenda e Crédito Público do México, Luis Videgaray Caso, e a renomada economista italiana e professora da Universidade de Sussex (Reino Unido), Mariana Mazzucato, destacaram na última quinta-feira (26) no México a proposta da Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (CEPAL) para construir um novo estilo de desenvolvimento na região, baseada em uma renovada equação entre o Estado, o mercado e a sociedade.
As observações foram feitas durante o trigésimo sexto Período de Sessões do organismo da ONU – evento bienal mais importante da CEPAL –, que está sendo realizado na capital mexicana.
A proposta do organismo regional da ONU está inserida no documento “Horizontes 2030: a igualdade no centro do desenvolvimento sustentável”, apresentado na quinta-feira pela secretária-executiva da CEPAL, Alicia Bárcena, em uma sessão presidida pela secretária de Relações Exteriores do México, Claudia Ruiz Massieu.
Bárcena explicou suas principais diretrizes às autoridades dos países-membros e associados da Comissão, que se resumem em reduzir os desequilíbrios econômicos, sociais e ambientais que hoje afetam a região, de modo a alcançar um desenvolvimento baseado na igualdade e na sustentabilidade.
“O estilo de desenvolvimento dominante é insustentável. Estamos atravessando uma mudança de época, com profundas mudanças tectônicas que a humanidade não pôde absorver em sua totalidade. Por isso, nossa proposta é realizar uma mudança estrutural com base em um grande impulso ambiental”, assinalou Alicia Bárcena em sua apresentação.
Bárcena mostrou que a região apresenta vários retrocessos, com um crescimento reduzido que não supera 2% nas últimas décadas, um comércio com o pior desempenho em oito décadas, pouco investimento físico, em capital humano em pesquisa e desenvolvimento, e uma latente vulnerabilidade externa.
Além disso, persistem desequilíbrios estruturais, como uma estrutura produtiva pouco diversificada, um atraso no esforço e no desempenho da inovação, a manutenção da pobreza e a concentração de renda, e uma alta vulnerabilidade à mudança climática.
“Para enfrentar estes desafios, propomos uma mudança estrutural progressiva que aumente a incorporação de conhecimento nas economias. São necessárias novas coalizões, novas instituições e alianças público-privadas. É preciso mudar o diálogo”, declarou a secretária-executiva da CEPAL.
“Nossa proposta por um novo estilo de desenvolvimento é política, não técnica. O horizonte é a igualdade, a mudança estrutural progressiva é o caminho e a política o instrumento”, acrescentou Bárcena.
Mais informações aqui - periododesesiones.cepal.org/
Fonte - Revista Amazônia  27/05/2016

quinta-feira, 5 de março de 2015

CBTU anuncia em Maceió a construção de duas estações de trem

Transportes sobre trilhos

A obra será realizada com recursos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e está orçada em cerca de R$ 23 milhões. O projeto pretende atender à modernização do sistema entre a capital e Lourenço de Albuquerque, em Rio Largo.

G1
foto - ilustração
AL - A Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU) de Maceió vai assinar, na próxima sexta-feira (6), uma ordem de serviço para dar início às obras de construção de duas estações de trem em Maceió, uma no Mercado e outra no bairro do Bom Parto.
A obra será realizada com recursos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e está orçada em cerca de R$ 23 milhões. O projeto pretende atender à modernização do sistema entre a capital e Lourenço de Albuquerque, em Rio Largo.
A previsão para a construção da nova Estação Mercado, localizada entre as ruas Formosa e Melo Morais, no Centro da capital, e da nova Estação Bom Parto, na Rua Francisco de Menezes, é de 12 meses, contabilizada a partir da assinatura do contrato com a empresa vencedora da licitação.
Além das estações, o projeto prevê a modernização da Via Permanente entre as ruas Melo Morais, no Centro, e a travessa General Hermes, no Bom Parto, abrangendo cerca de 2 km de via férrea. O trecho da Via entre a zona rural do município de Rio Largo e a Estação Satuba também será modernizado, com aproximadamente 4 km.
A conclusão das obras de modernização das vias férreas tem previsão de 18 meses, com a substituição de trilhos, dormentes e lastro, além da implantação de muros de vedação da faixa e construção de novas Passagens de Nível (PN).
Segundo o superintendente da CBTU, Marcelo Aguiar, as obras já estavam previstas desde o ano passado e será importante para os usuários que utilizam o sistema ferroviário entre Maceió e Lourenço de Albuquerque.
“Na primeira fase do projeto, englobaremos quatro estações para reforma e modernização das vias e estações. Com isso, o nosso maior desafio será concluir as obras no tempo pré-determinado sem que a população sofra com as reformas, já que em alguns momentos haverá interrupção das vias", expôs o superintendente.
Fonte - Revista Ferroviária 04/03/2015

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

Pedidos de falência das empresas caem 11,7%, mostra Serasa

Economia

Serasa Experian mostra que caíram pedidos de requerimentos de falências.Na comparação com janeiro de 2014, o número de pedidos caiu 8,9%.Dos 113 requerimentos de falência de janeiro, 65 vieram de micro e pequenas empresas, 22 de médias empresas e 26 de grandes empresas.

Fernanda Cruz
Repórter da Agência Brasil 
Arquivo/Agência Brasil
São Paulo - Os requerimentos de falências somaram, em janeiro, 113 pedidos em todo o país, uma queda de 11,7% em relação a dezembro, mostra a empresa de consultoria Serasa Experian. Na comparação com janeiro de 2014, o número de pedidos caiu 8,9%.
Dos 113 requerimentos de falência de janeiro, 65 vieram de micro e pequenas empresas, 22 de médias empresas e 26 de grandes empresas.
Os requerimentos de recuperações judiciais aumentaram 39,6% em janeiro, quando comparados ao mês anterior. Foram 74 solicitações no primeiro mês deste ano, contra 53 em dezembro. As micro e pequenas empresas lideraram os requerimentos de recuperação judicial com 48 pedidos, seguidas pelas médias grandes empresas, com 13 pedidos cada.
De acordo com os economistas da Serasa Experian, a queda dos pedidos de falências em janeiro, na comparação com dezembro, é reflexo do impacto positivo no caixa das empresas das vendas de final de ano.
Fonte - Agência Brasil  04/02/2015

quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

Mercado de transporte aéreo no Brasil cresceu 5,7% em 2014

Economia

Foram 95,1 milhões de passageiros transportados nos voos domésticos e 6,4 milhões nos internacionais. A ocupação dos assentos ficou em torno de 80%. Quanto às reclamações de passageiros que enfrentaram problemas nos aeroportos e nos voos, a Abear argumentou que as companhias operaram com pontualidade acima de 92%, mas reconheceu que houve falhas.

Bruno Bocchini
Repórter da Agência Brasil 
foto - ilustração
As companhias aéreas Avianca, Azul, Gol e TAM transportaram 101,5 milhões de passageiros em voos domésticos e internacionais em 2014. O resultado representa alta de 5,7% em relação a 2013. Os dados foram divulgados hoje (28) pela Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear).
O número, no entanto, mostra queda no ritmo anual de expansão, que foi 6,5% em 2013 e havia ficado próximo de 7% em 2012. “A redução do ritmo de crescimento anual merece atenção, mas o resultado positivo comprova que continuamos com massificação do avião possibilitada pela liberdade tarifária”, disse, em nota, o presidente da Abear, Eduardo Sanovicz.
Foram 95,1 milhões de passageiros transportados nos voos domésticos e 6,4 milhões nos internacionais. A ocupação dos assentos ficou em torno de 80%. Quanto às reclamações de passageiros que enfrentaram problemas nos aeroportos e nos voos, a Abear argumentou que as companhias operaram com pontualidade acima de 92%, mas reconheceu que houve falhas.
“Na média, transportamos quase 280 mil pessoas por dia. São aproximadamente 200 por minuto, todos os minutos do dia, todos os dias do ano. Ainda que estejamos dentro de níveis de excelência internacional, estamos sempre estatisticamente expostos a falhas, que lamentamos e resolvemos”, destaca a nota da empresa.
Em termos de participação no mercado doméstico, a TAM fechou o ano, mais uma vez, como líder, obtendo uma parcela de 38,41%. A Gol respondeu por uma fatia de 36,4%, a Azul teve 16,77% de participação e a Avianca, de 8,43%.
A TAM também foi a empresa líder em participação no mercado internacional, com 84,48%, seguida pela Gol, que fechou a temporada com uma parcela de 14,92%. A Azul, com 0,57%, e Avianca, com 0,02%, fecham a relação das empresas brasileiras com operações internacionais.
Fonte - Agência Brasil  28/01/2015

segunda-feira, 29 de setembro de 2014

Jaques Wagner visita centro de abastecimento em Paripe

Salvador

“São mais de 300 comerciantes. Esta é uma Ceasa importante da Ebal. A gente já começou a obra, nós já preparamos dois galpões novos. Temos que acelerar agora. A obra dará uma qualidade muito maior ao trabalho deles e a todos que compram aqui no Mercado de Paripe”, afirmou Wagner.

TB
foto - ilustração/Sedur
O governador Jaques Wagner visitou as obras de ampliação e requalificação do Centro de Abastecimento de Paripe, no Subúrbio Ferroviário de Salvador, na manhã do último sábado (27). Acompanhado dos presidentes da Companhia de Desenvolvimento Urbano do Estado da Bahia (Conder) e da Empresa Baiana de Alimentos (Ebal), Ubiratan Cardoso e Eduardo Sampaio, respectivamente, o governador conversou com os comerciantes do local e verificou o andamento do trabalho realizado pelo governo do Estado.
“São mais de 300 comerciantes. Esta é uma Ceasa importante da Ebal. A gente já começou a obra, nós já preparamos dois galpões novos. Temos que acelerar agora. A obra dará uma qualidade muito maior ao trabalho deles e a todos que compram aqui no Mercado de Paripe”, afirmou Wagner.
Nesta primeira etapa foi construída uma nova ala coberta, em formato de ‘L’, composta de boxes, com água encanada, esgotamento e sistema elétrico, destinados aos bares e restaurantes. Outra parte é ocupada por boxes provisórios que vão receber feirantes durante a reconstrução do antigo pavilhão. Um canal que corre ao lado do mercado também foi coberto e está sendo pavimentado.
foto - ilustração/Sedur
“Nós estamos concluindo uma etapa importante que é a liberação do galpão principal para realizar a reforma. Estamos entregando dois galpões, além da pista externa, para onde estão sendo transferidos alguns feirantes e para que a gente possa fazer uma intervenção forte neste galpão, que é o maior de todos e abriga a maior parte dos permissionários”, explica Eduardo Sampaio.
Além da restauração do antigo pavilhão de feiras, a segunda etapa do projeto inclui asfaltamento e instalação de passeios nas vias de acesso, construção de espaços específicos para carga, descarga e armazenagem de mercadorias.
foto - ilustração/Sedur
A Conder também está desenvolvendo um projeto de utilização da área coberta do canal para a instalação de parque infantil, equipamentos de ginástica e pista de cooper. Ao todo, serão investidos cerca de R$ 9,3 milhões.O Mercado de Paripe foi construído em 1994, para abrigar, em um único lugar, a feira de Paripe, que funcionava em barracas espalhadas por passeios e áreas próximas à linha férrea. No local, são comercializados confecções, gêneros alimentícios e hortifrutigranjeiros.
Fonte - Tribuna da Bahia  29/09/2014

quarta-feira, 24 de setembro de 2014

Contratação em empresas foi 3,7% maior em 2012

Economia

O número é 3,7% superior ao observado em 2011, quando os estabelecimentos empregaram 32,7 milhões de pessoas. O dado é da pesquisa Demografia das Empresas – 2012, divulgada hoje (24) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Vitor Abdala 
Repórter da Agência Brasil 
foto - ilustração
As empresas brasileiras empregaram 33,9 milhões de pessoas assalariadas em 2012. O número é 3,7% superior ao observado em 2011, quando os estabelecimentos empregaram 32,7 milhões de pessoas. O dado é da pesquisa Demografia das Empresas – 2012, divulgada hoje (24) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Essa é, no entanto, a menor taxa de crescimento registrada pela pesquisa desde 2009, ano do segundo levantamento feito pelo IBGE. A Demografia das Empresas começou em 2008 e, portanto, só foi possível fazer comparações no ano seguinte. Os crescimentos anteriores tinham sido 6,1% em 2011, 9,1% em 2010 e 4,7% em 2009.
O crescimento dos postos de trabalho assalariados em 2012 foi conseguido pelos 3,7 milhões de empresas chamadas de sobreviventes, ou seja, que já existiam em 2011. Nesses empreendimentos, os postos de trabalho passaram de 31,7 milhões em 2011 para 33 milhões em 2012.
As 799,4 mil empresas que deixaram de existir levaram consigo 453,1 mil postos de trabalho, mais do que em 2011 (quando 864 mil empresas acabaram, junto com 410,4 mil postos assalariados).
As empresas novas empregaram menos pessoal assalariado do que em 2011. As 860 mil novas empresas de 2012 criaram 950,5 mil postos de trabalho, enquanto em 2011, os 871,8 mil novos empreendimentos trouxeram consigo 980,1 mil pessoas ocupadas assalariadas.
Analisando-se os setores da economia, as empresas dos segmentos da indústria da transformação e do comércio empregavam 17,1 milhões de trabalhadores assalariados em 2012, o que representa cerca da metade da força de trabalho de 33,9 milhões do país.
De acordo com o levantamento, o setor de comércio e reparação de veículos automotores empregava 8,8 milhões de pessoas, enquanto a indústria da transformação respondia por 8,3 milhões de postos de trabalho.
Outros setores importantes são atividades administrativas e serviços complementares (3,7 milhões), construção (3 milhões), transporte, armazenagem e correio (2,4 milhões) e alojamento e alimentação (1,7 milhão).
Fonte - Agência Brasil  24/09/2014

quarta-feira, 17 de setembro de 2014

Alstom anuncia investimento em mercado metroferroviário brasileiro

Transportes sobre trilhos

Fornecedora de produtos e serviços para operadoras de passageiros, a Alstom atende o sistema metroviário dos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília.

Monitor Mercantil

Após um período de poucos investimentos no Brasil, o mercado metroferroviário retomou sua atuação com o desenvolvimento intenso de novos projetos. A Alstom Brasil é uma das empresas representantes do setor que tem contribuído para a expansão da malha e concretização da mobilidade urbana. Será a primeira a fornecer um sistema de Veículo Leve Sobre Trilhos (VLT) sem catenárias (cabos elétricos) para o Porto Maravilha (projeto de revitalização da região portuária do Rio de Janeiro), composto por 32 composições modelo Citadis, além de sistemas de fornecimento de energia, sinalização e telecomunicações.
O pionerismo no setor segue com planos a curto prazo, como a inauguração da primeira fábrica de VLTs da América Latina, em 2015, na cidade de Taubaté (SP). O empreendimento prevê a geração de 150 postos de trabalho e novas oportunidades para a cadeia de fornecedores.
- Esta é a nossa contribuição para o segmento, com investimentos, empregos e responsabilidade para levar mobilidade urbana inteligente aos quatro cantos do Brasil - comenta o diretor da área de Transporte da Alstom Brasil, Marco Contin.
Com outros projetos a serem licitados no país, o diretor da Alstom enxerga um ponto de virada para a divisão metroferroviária da companhia, que deve se destacar com a evolução e o momento vivido pelo mercado. Para ele, o modelo de VLT é promissor para ser implantado dentro dos municípios e os trens regionais, entre cidades.
- Nossa perspectiva é de crescimento nos próximos anos, levando em conta os planos governamentais, parcerias público-privadas e avanços tecnológicos.
Fornecedora de produtos e serviços para operadoras de passageiros, a Alstom atende o sistema metroviário dos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília.
Fonte - STEFZS  17/09/2014

domingo, 31 de agosto de 2014

Putin avisa União Europeia da dificuldade de voltar ao mercado russo

Internacional

"O perigo para os nossos fornecedores tradicionais é que quando a empresa se instala em um mercado, neste caso o russo, afastá-la depois vai ser muito difícil, ou até impossível", disse Putin em declarações à televisão pública do país.

Da Agência Lusa 
Wilson Dias/Agência Brasil
O presidente russo, Vladimir Putin, advertiu hoje (31) a União Europeia de que será difícil voltar ao mercado russo, depois de ele ser ocupado por empresas latino-americanas e asiáticas.
"O perigo para os nossos fornecedores tradicionais é que quando a empresa se instala em um mercado, neste caso o russo, afastá-la depois vai ser muito difícil, ou até impossível", disse Putin em declarações à televisão pública do país.
Para ele, as empresas europeias sabem isso e estão decepcionadas com os seus governos devido à política de sanções contra Moscou.
Putin, que proibiu as importações de alimentos, frutas e verduras do Ocidente, em resposta às sanções contra a Rússia pelo seu papel no conflito ucraniano, reconheceu e lamentou que os produtores russos não conseguem cobrir essas importações.
"Por isso, agora trabalhamos com outros produtores estrangeiros. São países da América Latina: o Brasil, a Argentina, o Chile. Também com os nossos parceiros asiáticos: produtores chineses e de outros países", disse o presidente.
Ele classificou de "irrisórias" as tentativas europeias de convencer esses países a não exportar a sua produção para o mercado russo.
"É difícil imaginar que os homens de negócios não aproveitem a ocasião para acessar o nosso mercado", acrescentou.
Nos supermercados de Moscou já se nota a escassez de frutas e hortaliças e lácteos europeus.
A crise ucraniana, que provocou a pior degradação das relações entre Moscou e o Ocidente desde o final da guerra fria, teve nova etapa esta semana devido a informações relativas a incursões de soldados russos na Ucrânia.
Fonte - Agência Brasil  31/08/2014

segunda-feira, 28 de julho de 2014

O "mercado", que toca o terror na eleição, quebrou o mundo - Bob Fernandes





O "mercado" não quer Dilma. Isso está nas manchetes há dias, semanas. A Bolsa sobe ou cai a depender de pesquisas mostrarem Dilma em baixa ou em alta. - Em 2002, governo Fernando Henrique, o "mercado" fez terror com a hipótese da vitória de Lula. Qual foi o resultado daquele terror todo? - O governo Fernando Henrique terminou melancólico, com dólar a quase R$ 4, risco-país acima de 4 mil pontos, e inflação de 12, 53%......



Postado em 28/07/2014

segunda-feira, 19 de maio de 2014

Público lota Ceasinha do Rio Vermelho em Salvador

Salvador

A visitação às novas instalações, que foram apresentadas à população na quinta-feira (15/5), superou a expectativa dos comerciantes. 

Kelly Cerqueira - TB
Quem foi de carro encontrou estacionamento fácil
Foto: Reginaldo Ipê
Ansiosos por uma feira mais organizada, soteropolitanos aproveitaram o fim de semana para conhecer os novos ares do Mercado do Rio Vermelho, a Ceasinha.
A visitação às novas instalações, que foram apresentadas à população na quinta-feira (15/5), superou a expectativa dos comerciantes. Apesar do grande movimento, boa parte dos boxes permanece fechada para os últimos ajustes.
Em visita ao local na manhã desse domingo (18), o secretário da Indústria, Comércio e Mineração, James Correia, assegurou que, dentro de uma semana, todos os antigos permissionários devem iniciar as atividades.
Em busca do tradicional café da manhã servido na feira, a bancária Aparecida Conceição, frequentadora assídua do local, visitou a nova Ceasinha pela primeira vez após as mudanças. Ao lado da amiga Kátia Araújo, fez a primeira refeição do dia, um prato de sarapatel, no único restaurante disponível após a inauguração, o Donana. “Estávamos curiosas para ver como ficou e, como sempre fazemos nos fins de semana, tomamos nosso café da manhã reforçado, mas infelizmente não tivemos muita opção porque a maioria dos restaurantes ainda não abriu”, lamentou.
O que foi motivo de lamentação para a bancária, para as proprietárias do Donana restaurante, foi alvo de comemoração. “Graças a Deus o fim de semana foi de muito movimento, acima do esperado por nós. Agora a gente espera que este movimento permaneça, inclusive após a reabertura dos outros restaurantes”, afirmou uma das sócias do negócio, Daniela Lisboa.
Ela conta que, no sábado (17), o movimento foi tamanho que chegou a faltar comida para quem chegou mais tarde para o almoço. “Tivemos que fazer tudo nas pressas para dar conta”, lembra.
E no domingo não foi diferente. Embora só funcione até as 13 horas, o novo Mercado do Rio Vermelho ficou lotado durante toda a manhã de ontem. Proprietária da loja Natureza e Cia, Gloria Martins comemora o sucesso das vendas. “Desde a inauguração, não tenho do que reclamar. A reforma permitiu expor mais produtos, coisas que antes eu não conseguia fazer por falta de espaço. A loja ficou maior e agora está dando para atender melhor o cliente”, destacou.
Apesar de tarifado, o estacionamento também é alvo de elogios por parte dos frequentadores do local. “Aquele assédio dos flanelinhas não existe mais. Mesmo pago, pelo menos tem gente qualificada para orientar direitinho”, elogiou a estudante Lígia Assis.
Limpeza, presença constante de segurança privada, espaço para circulação de pessoas, acessibilidade e a climatização do local foram outros pontos considerados positivos pelos frequentadores assíduos da feira. A nova estrutura conta com 140 empreendimentos, no entanto, 39 deles são de novos permissionários e só iniciam as atividades no próximo mês.
Já os antigos permissionários que ainda não abriram as portas dependem de pequenos ajustes nos boxes para iniciar as atividades. Este é o caso de Edinho, responsável pela seresta mais famosa do Mercado do Rio Vermelho que acontece dentro da feira.
Com o espaço ainda em reforma, ele é cobrado por parte dos frequentadores sobre a reabertura do bar, situado agora na área destinada à parte gastronômica da feira. Ao lado da presidente da Associação de Permissionários da Ceasa do Rio Vermelho, Karina Gusmão, ele recebeu do secretário James Correia notícia sobre o andamento das obras finais do espaço.
Fonte - Tribuna da Bahia  19/05/2014

sexta-feira, 16 de maio de 2014

Reformada, Ceasinha no Rio Vermelho em Salvador está com cara de shopping

Salvador

Com espaços amplos, mais arejados, estacionamento, organização, acessibilidade para pessoas com dificuldade de locomoção e limpeza impecável nas áreas compartilhadas, o Mercado do Rio Vermelho surpreendeu quem compareceu ao local na inauguração....

Kelly Cerqueira - TB
Foto: Reginaldo Ipê/Tribuna da Bahia
No primeiro dia de abertura da nova Ceasinha, que passou por longa reforma nos últimos dois anos, ganhando estrutura de um shopping center, clientes e comerciantes eram só elogios. Com espaços amplos, mais arejados, estacionamento, organização, acessibilidade para pessoas com dificuldade de locomoção e limpeza impecável nas áreas compartilhadas, o Mercado do Rio Vermelho surpreendeu quem compareceu ao local na inauguração, mesmo com boa parte dos boxes e lojas permanecendo ainda fechados.
Na manhã de ontem (15), apenas 50 permissionários iniciaram as atividades após a reforma. De acordo com a presidente da Associação de Permissionários da Ceasa do Rio Vermelho, Karina Gusmão, apenas 40% dos antigos comerciantes conseguiu adiantar a abertura dos empreendimentos. “Aqueles que não abriram ainda estão fazendo os últimos ajustes nos boxes, aguardando a publicidade, arrumando os estoques. Acredito que até domingo todos os antigos feirantes abram as portas”, afirmou.
No total, 140 empreendimentos integram o novo Mercado do Rio Vermelho, uma das feiras mais tradicionais da cidade, no entanto, 39 deles só serão abertos no próximo mês. Em visita ao primeiro de funcionamento do local, a gerente de Qualidade da Empresa Baiana de Alimentos (Ebal), Cristiane Skutera, informou que apenas em junho o local estará em pleno funcionamento. “A estimativa é de que nos meados de junho, os novos permissionários comecem a atuar”, afirmou, lembrando que o local será gerido pela Enashop, empresa que venceu a licitação para a administração do empreendimento, sob a supervisão da Ebal.

Expectativa
Ansioso pelas promessas de resultados do novo projeto, o dono da barraca Canto do Mar abriu as portas ainda na primeira hora de ontem. Feirante há 28 anos, João Silva Nunes acumula grande expectativa com os resultados no novo espaço. “Tanto tempo trabalhando nesta área e nunca tivemos condições de trabalho como está. Tudo ficou melhor, desde o ambiente oferecido aos clientes, até a área de circulação dentro dos boxes”, elogiou.
Com grande oferta de grande variedade de frutos do mar no mercado, ele garante que as mudanças não irão recair sobre o valor cobrado pelos itens. “Nós queremos ganhar na rotatividade e não em cima de aumento dos preços. As pessoas vêm para cá, geralmente, porque fogem da confusão do mercado, das filas, dos produtos de baixa qualidade. Agora que temos a oportunidade de oferecer mais conforto, não podemos assustar o cliente com preços altos”, explicou o feirante.

Acessibilidade garantida
Acompanhada da avó de 82 anos, idosa que tem dificuldades de locomoção, necessitando do auxílio de uma cadeira de rodas, a professora Michelle Checcucci, afirmou que esta foi a primeira vez que conseguiu ir as comprar junto com a aposentada. “Já tinha ouvido falar que as novas instalações iriam oferecer acessibilidade, então resolvi trazê-la para conhecer e até para se distrair um pouco”, afirmou, ressaltando que não encontrou dificuldades no acesso ao estabelecimento. Em compra de frutas no Box Ramos, ela comparava os preços dos produtos em relação a uma compra recente, em outra feira da cidade.
“Ainda não visitei todos os boxes, mas por enquanto não notei nenhuma diferença em relação aos preços da antiga Ceasinha”, continuou. A constatação da professora foi confirmada pela dona do Box Ramos, Eliana Leite. Segundo ela, apesar do aumento do valor cobrado pela manutenção dos boxes, os preços dos produtos serão mantidos para a fidelização do público, que deve diversificar ainda mais com a entrega das novas estruturas. “Neste momento, nos temos que conquistar a confiança dos clientes, trazê-los de volta a Ceasinha. Aumentar os preços não vai ajudar nisso”, avaliou Eliana.
Para a nutricionista Rita Ferreira, o que chama atenção na nova Ceasinha é o atendimento. “Devido ao espaço mais amplo, me parece que algumas lojas contrataram mais pessoas, a variedade dos produtos também aumentou. Parece que a mudança física da estrutura impactou o comércio em vários aspectos, para melhor”, opinou em compras na loja Natureza e Cia.
A nova Ceasinha, como vem sendo chamada, oferece 240 vagas tarifadas para estacionamento, 179 delas cobertas, a preços mais baixos dos encontrados em outros locais da cidade, R$ 3 a hora. No local, que funciona das 7h às 18h de segunda a sábado, e as 7h às 13h aos domingos, é possível encontrar restaurantes, lanchonetes, lojas de artesanato, produtos do interior, naturais, importados, pet shop, floricultura, entre outros estabelecimentos.
Fonte - Tribuna da Bahia  16/05/2014 

segunda-feira, 28 de abril de 2014

Segmento atacadista fatura R$ 197,3 bilhões em 2013, diz associação do setor

Economia

O segmento, responsável por 52% de tudo que é movimentado no mercado mercearil nacional foi 2,1 pontos percentuais superior à evolução do Produto Interno Bruto (PIB) em 2013. O mercado mercearil compreende produtos de uso comum das famílias, tais como alimentos, bebidas, limpeza, higiene e cuidados pessoais.

Elaine Patricia Cruz 
Repórter da Agência Brasil 
foto - ilustração
O segmento atacadista e distribuidor brasileiro cresceu 4,4% em 2013 em comparação com o ano anterior, atingindo faturamento de R$ 197,3 bilhões. Em termos nominais, a alta foi 10,6%. O dado foi divulgado hoje (28) pela Associação Brasileira de Atacadistas e Distribuidores (Abad).
O segmento, responsável por 52% de tudo que é movimentado no mercado mercearil nacional foi 2,1 pontos percentuais superior à evolução do Produto Interno Bruto (PIB) em 2013. O mercado mercearil compreende produtos de uso comum das famílias, tais como alimentos, bebidas, limpeza, higiene e cuidados pessoais.
Segundo o presidente da Abad, José do Egito Frota Lopes Filho, o bom resultado das empresas reflete a disposição do consumidor em adquirir bens não duráveis. “Observamos que este consumidor substitui produtos e é mais exigente e criterioso, mas não abriu mão do seu poder de compra, até porque o emprego e a renda continuam em patamares elevados”, disse ele.
Para este ano, a associação estima alta de 3,5% em termos reais na comparação com 2013.
Fonte - Agência Brasil  28/04/2014

domingo, 27 de abril de 2014

A Classe B voltará a ter mais de 50% do consumo

Economia

Os números se confirmados vão mostrar uma recuperação da classe B. Em 2013, esse extrato da população tinha diminuído em relação a 2012 - uma queda de 50,02% para 48,52%.

Luiz Guilherme Gerbelli 
Agência Estado 
Segundo a pesquisa, a mudança na estrutura de consumo
continua mesmo com uma economia desaquecida
Joá Souza / Arquivo - Ag. A TARDE
O mercado consumidor será marcado pela retomada da classe B neste ano. O estudo desenvolvido pela consultoria IPC Marketing mostra que essa parcela da população - equivalente a 35,4% do total de domicílios urbanos do País - vai responder por 50,84% (aproximadamente R$ 1,55 trilhão) do potencial de consumo no Brasil.
Os números se confirmados vão mostrar uma recuperação da classe B. Em 2013, esse extrato da população tinha diminuído em relação a 2012 - uma queda de 50,02% para 48,52%.
A classe A também deve aumentar a fatia no consumo: a participação subirá de 19,26% no ano passado para 19,52%. "A força do novo consumo está nas classes A e B. A classe emergente - que já foi tão destacada - ainda tem a maior quantidade de domicílios, mas ela perde força", diz Marcos Pazzini, diretor do IPC Marketing. Pelo levantamento, a classe C deve responder por 26% do potencial de consumo, nível mais baixo desde 2005.
A mudança na estrutura do consumo continua mesmo com uma economia mais desaquecida. A população continua comprando e, consequentemente, mudando de classe social. Isso ocorre porque o Critério Brasil, da Associação Brasileira das Empresas de Pesquisa (Abep) e adotado pelos institutos de pesquisas, leva em conta a posse de bens e o nível de escolaridade do chefe da família para classificar os domicílios. "Essa migração social positiva está numa segunda e até terceira onda. A primeira onda foi a migração das classes D e E para a classe C. A segunda onda da classe C para a B, e a terceira onda da classe B para a classe A", afirma Pazzini.
A expectativa da consultoria é que o consumo das famílias continue a crescer de 1,8% a 2% neste ano, acima do Produto Interno Bruto (PIB).
Um dos principais fatores que impulsiona a mobilidade social é a criação de emprego formal, segundo o presidente do Instituto Data Popular, Renato Meirelles. No mês passado, a desocupação medida pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) ficou em 5% nas seis regiões metropolitanas pesquisas (Recife, Salvador, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, São Paulo e Porto Alegre). O resultado foi o mais baixo para meses de março desde 2002, quando tem início a série histórica. "A economia pode não estar tão boa, o consumo das famílias está crescendo menos, mas o emprego e a geração de renda proveniente dele continuam forte."

Gasto
O estudo da IPC Marketing também identificou como o brasileiro vai gastar o dinheiro este ano. A maior parte - R$ 770,57 bilhões - vai para a manutenção do lar. Nesse item, estão incluídas despesas como aluguel, conta de luz, água e telefone. "É uma realidade do brasileiro esse elevado custo da moradia", diz Pazzini.
O segundo maior gasto do ano será com outras despesas (R$ 659,56 bilhões). Nesse item, o peso maior é com dívidas. "Boa parte da melhoria dessa ascensão é por causa da aquisição de bens de consumo. Normalmente, eles não são comprados à vista, mas no crédito. O crescimento desse item tem a ver com o aumento dessas compras feitas a prazo", afirma o diretor do IPC Marketing.
Na sequência, aparecem alimentação no domicílio (R$ 314,01 bilhões) e alimentação fora do domicílio (R$ 156,57 bilhões). "Quanto maior o peso dessas despesas básicas, pior. Acaba sobrando menos dinheiro para itens que não são de primeira necessidade,", afirma Pazzini. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
Fonte - A Tarde  27/04/2014

quinta-feira, 24 de abril de 2014

GE negocia compra da Alstom por US$ 13 bi

Economia

A compra daria à fábrica americana turbinas de avião e locomotivas, controle sobre os trens TGV de alta velocidade e as tecnologias de sinalização ferroviária da Alstom, em um momento no qual a economia europeia começa a se reaquecer. A queda de 20% nas ações da Alstom acumulada nos últimos 12 meses tornou a empresa um alvo mais acessível para a GE.

Bloomberg / Valor Econômico
foto - ilustração
A General Electric negocia a compra da francesa Alstom, no que seria a maior aquisição na história da empresa americana, segundo fontes a par da situação. Um acordo pode ser anunciado na próxima semana, de acordo com as fontes, que pediram para não serem identificadas, uma vez que as conversas são reservadas. A americana poderia pagar mais de US$ 13 bilhões pela Alstom, segundo as fontes. O montante é cerca de 25% superior ao atual valor de mercado da francesa.
A compra daria à fábrica americana turbinas de avião e locomotivas, controle sobre os trens TGV de alta velocidade e as tecnologias de sinalização ferroviária da Alstom, em um momento no qual a economia europeia começa a se reaquecer. A queda de 20% nas ações da Alstom acumulada nos últimos 12 meses tornou a empresa um alvo mais acessível para a GE.
O presidente da GE, Jeffrey Immelt pode usar as reservas de caixa internacional da GE para financiar a compra, de acordo com uma das fontes. A companhia tinha cerca de US$ 89 bilhões em caixa no fim de 2013, sendo US$ 57 bilhões fora dos Estados Unidos.
A GE vem redirecionando seu foco, concentrando-o em operações que produzem turbinas de avião, locomotivas e equipamentos industriais e reduzindo sua divisão financeira, denominada GE Capital, que colocou a companhia em perigo durante a crise financeira mundial. A Alstom tem vendido ativos para cortar custos e reduzir dívida.
A GE tem o apoio da Bouygues acionista da Alstom, disseram as fontes. O conglomerado francês detém cerca de 29% da Alstom, segundo dados compilados pela Bloomberg. Virginie Hourdin, porta-voz da Alstom, disse que a discussão de uma venda à GE é "rumor sem fundamento", enquanto Seth Martin, porta-voz da GE, preferiu não comentar. Não foi possível contatar o porta-voz da Bouygues.
Immelt já disse que pretende fazer aquisições na faixa de US$ 1 bilhão a US$ 4 bilhões, e que gastará mais por alvos "dotados de valores excelentes, sinergias fortes, que sejam adequados a nossas estratégias de crescimento e que tenham caráter agregador imediato". A Alstom é a líder mundial em turbinas para usinas, mas fica atrás da GE e Siemens em turbinas a gás. Ela é a terceira maior fabricante mundial de equipamentos de transmissão de energia depois da ABB e Siemens. E concorre com Siemens e Bombardier no mercado de trens e outros equipamentos ferroviários.
Fonte - Revista Ferroviária  24/04/2014

quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

Lição do nocaute de Luiza Trajano em Diego Mainardi.

Economia

Lição do nocaute de Luiza Trajano em Diego Mainardi. Não fechem os “shoppings”, otários

Fernando Brito

Nunca antes, na história deste blog, dois posts receberam tantas “curtidas” no Facebook e foram feitos tantos acessos quanto ontem, por conta do “nocaute” impiedoso que a empresária Luiza Trajano aplicou ao “dandi” Diego Mainardi.
153 mil acessos e 14 mil “curtidas”, nos dois posts
E porque tanta vibração por uma empresária ter desmontado assim um jornalista.
Os jornalistas de economia e os empresários deveriam pensar sobre isso.
Os empresários, sobretudo, porque ando desistindo de esperar que os jornalistas de economia pensem em alguma coisa, porque só repetem o que “o mercado diz”.
Mas, infelizmente, os empresários otários estão mais preocupados em conseguir liminares e baixar as portas dos shoppings.
Acham o ascético Mainardi um luxo e a gorduchinha Luiza um lixo.
Como assim ela suspende por uns dias a venda no site de seu magazine e promove um “rolezão” presencial nas lojas da sua rede numa liquidação?
Aquele “monte” de gente de classe média baixa se amontoando esperando a loja abrir para comprar uma TV de tela plana, uma lavadora, um tablet?
Vai ver que tinha ali até beneficiário do “Bolsa-Família” que, em vez de comprar comida, estava comprando celular…
E a dona Luiza, nem aí, virou “case” de sucesso empresarial em Harvard.
A subelite empresarial brasileira, essa massa cheirosa de executivos e gerentes que enchem a boca para dar lições de economia a torto e a direito é, no fundo, um bando de gente que pensa a atividade empresarial como o Mainardi.
Bom mesmo é vender a firma para a Amazon.
Ou vender logo o pré-sal para a as multis, porque é dinheiro rápido e aquilo vai dar muito trabalho e exigir investimento demorado.
Ruim é ter que olhar para um mercado de “gente diferenciada”, os jovens da classe C que, como publicou ontem a BBC, “têm um poder de consumo de R$ 129,2 bilhões, montante é superior ao do que consomem os jovens das classes A, B e D somadas, segundo o instituto de pesquisa Data Popular”.
Inclusão, para eles, é um discurso teórico e descolado de uma imensa massa a quem sempre o Brasil baixou as portas.
Afinal, é preciso assegurar, antes de tudo, a liberdade de ir e vir e a tranquilidade dos frequentadores dos brilhantes corredores do mercado financeiro.
Ruim, para eles, é olhar que este país só vai ser grande quando for de seu próprio tamanho, e não de 20 ou 30% de sua gente.
Já escrevi sobre isso e sobre D. Luiza, contando como, um jovem esquerdistas, eu me chocava com as historinhas de Brizola sobre como os australianos amavam seus empresários, por acreditarem e investirem no país.
Pudera, grande parte dos nossos empresários também não tem o menor apreço pelos brasileiros.
Preferem o Mainardi.
Fonte - Do Blog Tijolaço  22/01/2014