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quarta-feira, 6 de novembro de 2019

SJDHDS e Agerba discutem acessibilidade nas rodoviárias da Bahia

Acessibilidade/Mobilidade  🚌

A reunião abordou temas como o Passe Livre para Pessoas com Deficiência, acessibilidade e as dificuldades encontradas nos atendimentos nas rodoviárias do estado da Bahia. Foram discutas ainda as denúncias de que algumas empresas de transporte que não estão cumprindo a Legislação e descumprindo a Lei nº12.575/2012, que garante às pessoas com deficiência, comprovadamente carentes, a gratuidade nos transportes coletivo através do Passe Livre. 

Da Redação
foto -  Tainan Rangel / Ascom SJDHDS

A Secretaria de Justiça, Direitos Humanos e Desenvolvimento Social da Bahia (SJDHDS) e o Conselho Estadual da Pessoa com Deficiência (Coede-BA) promoveram um encontro com representantes da Agência Estadual de Regulação de Serviços Públicos de Energia, Transportes e Comunicações da Bahia (Agerba), nesta terça-feira (05), para discutirem sobre o sistema de transporte coletivo intermunicipal. O encontro aconteceu no auditório da Agerba, no CAB, em Salvador.
A reunião abordou temas como o Passe Livre para Pessoas com Deficiência, acessibilidade e as dificuldades encontradas nos atendimentos nas rodoviárias do estado da Bahia. Foram discutas ainda as denúncias de que algumas empresas de transporte que não estão cumprindo a Legislação e descumprindo a Lei nº12.575/2012, que garante às pessoas com deficiência, comprovadamente carentes, a gratuidade nos transportes coletivo através do Passe Livre.
"Essa reunião é de extrema importância para que sejam discutidos os pontos que precisam de maior atenção. Essa articulação entre SJDHDS, Coede-BA e AGERBA é fundamental para chegarmos à soluções e adaptações para a pessoa com deficiência", explicou Alexandre Baroni, superintendente dos Direitos das Pessoas com Deficiência da SJDHDS.
Representante dos usuários do transporte público intermunicipal, Wilson Cruz argumentou sobre a falta de acessibilidade nos banheiros das rodoviárias e da ausência de manutenção dos elevadores que direcionam para o local de atendimento da rodoviária. "A acessibilidade precisa ser discutida e as estruturas precisam de reforma e manutenção. Não deveria ser necessário as pessoas com deficiência precisarem da ajuda de outras pessoas para se descolarem", pontuou.
O diretor executivo da Agerba, Carlos Henrique Azevedo, esteve presente na sessão e pontuou as sugestões discutidas pelos Conselheiros da Coede-BA, principalmente sobre as empresas que não estão cumprindo as regras do Passe Livre. "As empresas têm o dever de disponibilizar transportes com acessibilidade, independente do modal, e os transportes rodoviários seja convencional, semi-leito ou executivo devem estar à disposição para pessoas com deficiência sem nenhum empecilho", pontuou.
Com informações da Seinfra BA 06/11/2019

domingo, 22 de setembro de 2019

Caminhada em Brasília marca luta de portadores de mobilidade reduzida por maior inclusão

Acessibilidade 

Foi para levantar essa e outras bandeiras que um grupo de deficientes se reuniu em Brasília para uma passeata de luta por maior inclusão neste 21 de setembro, Dia Nacional da Luta da Pessoa com Deficiência. 

Felipe Pontes
Repórter da Agência Br

Marcello Casal Jr/Agência Brasil
Sempre que questionados sobre os principais desafios, a resposta dos portadores de mobilidade reduzida brasileiros costuma ser a mesma: acessibilidade. Foi para levantar essa e outras bandeiras que um grupo de deficientes se reuniu em Brasília para uma passeata de luta por maior inclusão neste 21 de setembro, Dia Nacional da Luta da Pessoa com Deficiência.
Eduardo George, jornalista de 32 anos que reside há dois anos em Brasília, onde trabalha com temas ligados à deficiência, contou ser bastante comum que chegue atrasado ao trabalho. Tetraplégico por má formação congênita, ele usa o transporte público para se deslocar, mas muitas vezes precisa aguardar mais de uma hora no ponto de ônibus até que consiga embarcar em um veículo cujo elevador para cadeira de rodas esteja funcionando.
“Outro dia subi, mas não conseguia descer porque o equipamento quebrou”, relatou George. “É corriqueiro”. Apesar das dificuldades com acessibilidade, ele se mostrou animado com a mobilização dos deficientes. “Ainda falta muita empatia na sociedade, mas estamos saindo da fase do coitadismo”, afirmou.
A servidora pública Izana Barbosa, de 41 anos e paraplégica, considera que os deficientes de fato conquistaram direitos e maior inclusão nas últimas décadas, mas avalia que ainda assim há gargalos que impedem uma inclusão social mais efetiva no mercado de trabalho, por exemplo.
Apesar de as empresas receberem incentivos e buscarem contratar pessoas com necessidades especiais, muitas vezes os deficientes não conseguem se qualificar o bastante para ter acesso às oportunidades, avalia. “Falta, por exemplo, cursos com linguagem de Libras ou em braile, até cardápios em restaurantes acessíveis são difíceis de encontrar. As pessoas acham que acessibilidade é só colocar uma rampa, e não é”, disse Izana.
Ainda pequena, a 1ª Caminhada Nacional da Luta dos Direitos das Pessoas com Deficiência ocorreu no Parque da Cidade, no centro da capital federal, e contou com a participação de algumas dezenas de deficientes e seus acompanhantes, mas almeja se tornar uma referência e atrair nos anos seguintes deficientes de todo o Brasil para que venham à capital do país dar visibilidade a suas reivindicações.
“Estamos convidando todos para se sensibilizar”, disse a secretária nacional dos Direitos das Pessoas com Deficiência, Priscilla Gaspar, sobre o evento, que contou com a organização da Secretaria Nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência e apoio da Secretaria da Pessoa com Deficiência do Distrito Federal, criada neste mês pelo governo do DF.
No último Censo Demográfico, em 2010, 45,6 milhões de pessoas declararam ter algum tipo de deficiência (visual, auditiva, motora ou mental/intelectual), o que representava 23,9% da população brasileira.
Fonte - Agência Brasil   21/09/2019

quinta-feira, 5 de setembro de 2019

Passe Livre Intermunicipal beneficia 43 mil pessoas com necessidades especiais

Acessibilidade  🚌  🚇

Vinculada à Secretaria de Justiça, Direitos Humanos e Desenvolvimento Social (SJDHDS), a Sudef é responsável pela concessão do benefício no estado. Para solicitar o passe livre, além da comprovação de necessidades especiais, é necessário que o beneficiário tenha renda de até um salário mínimo por membro da família. O benefício cumpre a lei nº 12.575/2012, que assegura a gratuidade no transporte coletivo intermunicipal, nos modais rodoviário, ferroviário, aquaviário e metroviário em todo o território baiano. 

Da Redação
Fernando Vivas/Gov.BA
Os beneficiários do Passe Livre Intermunicipal se reuniram em evento promovido pela Superintendência do Direito da Pessoa com Deficiência (Sudef) na tarde desta quinta-feira (5), no Centro de Educação Especial da Bahia (Ceeba), em Salvador, para esclarecer dúvidas e discutir possíveis melhorias no benefício. Na Bahia, 43 mil pessoas utilizam o passe livre intermunicipal. Deste total, 16 mil beneficiários vivem na capital e Região Metropolitana de Salvador (RMS).
Segundo o superintendente da Sudef, Alexandre Baroni, o encontro é uma forma de ouvir as necessidades dos usuários. Além disso, a ação integra o Setembro Verde, campanha que marca a luta das pessoas com deficiência. “A ideia é dialogar com esse usuário e seus familiares para entender as demandas dessa população. Nesses momentos, para aqueles que não conhecem, também divulgamos como garantir o direito ao passe livre intermunicipal, já que o benefício é uma ferramenta de inclusão das pessoas na sociedade”, explicou.
Vinculada à Secretaria de Justiça, Direitos Humanos e Desenvolvimento Social (SJDHDS), a Sudef é responsável pela concessão do benefício no estado. Para solicitar o passe livre, além da comprovação de necessidades especiais, é necessário que o beneficiário tenha renda de até um salário mínimo por membro da família. O benefício cumpre a lei nº 12.575/2012, que assegura a gratuidade no transporte coletivo intermunicipal, nos modais rodoviário, ferroviário, aquaviário e metroviário em todo o território baiano.
O encontro desta quinta-feira (5) reuniu beneficiários atendidos por instituições e centros de apoio a pessoas com deficiência em Salvador.
Mais informações sobre o Passe Livre Intermunicipal estão disponíveis no site da SJDHDS.
Com informações da Secom BA  05/09/2018

quarta-feira, 7 de novembro de 2018

Estações Bairro da Paz e Tamburugy de Metrô de Salvador ganham novas passarelas

Transportes sobre trilhos  🚇

A nova passarela Tamburugy que dá acesso à estação de metrô, ao Shopping Paralela, ao canteiro central e ao ponto de ônibus instalado na avenida, no sentido Centro, vai garantir uma travessia com mais segurança, conforto e comodidade aos usuários. Totalmente acessível, o equipamento foi construído seguindo as normas técnicas de segurança e acessibilidade da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) e conta com piso tátil, sinalização em braile no corrimão das escadas fixas para orientar deficientes visuais e duas escadas rolantes inteligentes (uma em cada extremidade).

Da Redação
Divulgação/CCR
O Governo do Estado entrega, nesta quarta-feira (7), à tarde, as passarelas das Estações Tamburugy e Bairro da Paz do Sistema Metroviário de Salvador e Lauro de Freitas. Com a implantação do metrô, 11 novas passarelas foram construídas ao longo da Avenida Luiz Viana (Paralela). Os novos equipamentos têm garantido uma travessia com mais segurança, conforto e comodidade aos usuários do metrô. O evento oficial de entrega das passarelas conta com a presença de representantes do governo e da CCR Metrô Bahia.
A nova passarela Tamburugy que dá acesso à estação de metrô, ao Shopping Paralela, ao canteiro central e ao ponto de ônibus instalado na avenida, no sentido Centro, vai garantir uma travessia com mais segurança, conforto e comodidade aos usuários. Totalmente acessível, o equipamento foi construído seguindo as normas técnicas de segurança e acessibilidade da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) e conta com piso tátil, sinalização em braile no corrimão das escadas fixas para orientar deficientes visuais e duas escadas rolantes inteligentes (uma em cada extremidade).
Suas três rampas de acesso foram construídas com inclinação estabelecida em norma específica e dimensões projetadas para dar autonomia às pessoas com mobilidade reduzida e outras necessidades durante o deslocamento.
Já a passarela da estação do Bairro da Paz possui 388,85 toneladas, 3,14 metros de largura e 590 metros de extensão. O equipamento fará a ligação da estação de metrô às proximidades da Avenida Orlando Gomes (sentido Aeroporto) e Avenida 29 de Março (sentido Centro) e ao canteiro central da Avenida Paralela. Com capacidade para 9 mil pedestres por hora, a passarela foi construída por cerca de 90 colaboradores em um ano e oito meses de obras. A segurança do local será feita por 19 câmeras de monitoramento interligadas à Sala de Supervisão Operacional da estação e ao Centro de Controle Operacional da CCR Metrô Bahia, rondas estratégicas das Equipes de Segurança da concessionária, além de iluminação em LED.
Assim como as demais já entregues, as novas passarelas atendem às normas técnicas de segurança e acessibilidade da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) e contam com piso tátil, sinalização em braile no corrimão das escadas fixas para orientar deficientes visuais e duas escadas rolantes (uma em cada extremidade). Já as três rampas de acesso foram construídas com inclinação estabelecida em norma específica e dimensões projetadas para dar autonomia às pessoas com mobilidade reduzida e outras necessidades durante o deslocamento.
Com informações da CCR Metrô Bahia  07/11/2018

segunda-feira, 13 de novembro de 2017

Requalificação proporciona mais acessibilidade no entorno da Arena Fonte Nova

Acessibilidade/Infraestrutura Urbana  👪

Na manhã desta segunda-feira (13), o governador Rui Costa entregou obras de infraestrutura urbana no entorno da Arena Fonte Nova, na Rua Djalma Dutra, na Avenida Presidente Costa e Silva, no trecho que vai da Ladeira da Fonte das Pedras até a Estação da Lapa, e na Avenida Presidente Castelo Branco, no trecho que liga o Aquidabã ao bairro da Saúde.

Da Redação
foto - Manu Dias/GOVBA
Um dos pontos mais importantes para a história da Bahia, o Centro Antigo de Salvador está cada vez mais bonito e valorizado com as obras de requalificação realizadas pelo Governo do Estado na região. Na manhã desta segunda-feira (13), o governador Rui Costa entregou obras de infraestrutura urbana no entorno da Arena Fonte Nova, na Rua Djalma Dutra, na Avenida Presidente Costa e Silva, no trecho que vai da Ladeira da Fonte das Pedras até a Estação da Lapa, e na Avenida Presidente Castelo Branco, no trecho que liga o Aquidabã ao bairro da Saúde.
“Nós concluímos na Djalma Dutra toda a parte de urbanização, com passeio e asfalto, e agora nós vamos fazer esse trecho da Fonte Nova e o contorno do Dique do Tororó. A ideia é requalificar a parte interna do Dique, dando mais acessibilidade, melhorando a infraestrutura com espaço para ciclismo. Toda a requalificação das ruas e passeios segue às normas de acessibilidade para garantir que todas as pessoas possam ter acesso às calçadas e equipamentos”, afirmou o governador Rui Costa, durante a entrega das obras.
O governador ainda vistoriou o andamento das obras na via que liga a Avenida Vasco da Gama à Arena Fonte Nova, e visitou a área da Avenida José Joaquim Seabra, região da feira da Sete Portas no sentido Aquidabã, que será recuperada a partir de dezembro. O valor total do investimento é de R$ 11 milhões.
“Essas obras complementam as obras do Centro Antigo de Salvador, um investimento muito importante, e nas próximas visitas vamos acompanhar as etapas que estão concluídas, como as ruas do Comércio e Barris, que vão ser entregues nas próximas semanas”, acrescentou o governador.

Centro Antigo
As intervenções integram o Plano de Reabilitação do Centro Antigo de Salvador para melhorar o fluxo de pessoas e veículos na região. No total, mais de 260 ruas de 11 bairros de Salvador receberão melhorias. As obras são executadas pela Companhia de Desenvolvimento Urbano do Estado da Bahia (Conder), órgão vinculado à Secretaria de Desenvolvimento Urbano do Estado (Sedur).
De acordo com a titular da Sedur, Jusmari Oliveira, as obras ajudam a preservar a identidade da Bahia. “Este é um pedaço de nosso estado que todo o Brasil reconhece a importância histórica e cultural. O nosso objetivo é recuperar toda essa área e melhorar a vida de todas as pessoas que moram aqui”.
As melhorias contam com substituição de meio-fio, construção de passeios novos em concreto lavado, com piso podotátil e granito, assim como rampas de acessibilidade e construção de ciclovias. Para os moradores, a requalificação representa também a valorização de seus imóveis, como afirma a aposentada Ilza Menezes. "Eu moro no centro da cidade há mais de 40 anos. Antes era uma região muito prestigiada, mas foi se desvalorizando com o passar do tempo. Essas obras trazem novamente o brilho pra essa área que nunca devia ter se perdido".

Acessibilidade
Para facilitar o acesso de pedestres e pessoas com necessidades especiais, está sendo construída, ao longo do passeio, uma faixa exclusiva de serviços, onde serão colocados os postes e as lixeiras. Em alguns trechos das seis vias, contempladas pelo projeto, será implantada nova pavimentação asfáltica. A cadeirante Márcia Soares mora há 12 anos no bairro da Saúde e comemora as modificações. "Além de garantir um acesso mais fácil a essa parte da cidade, são obras que certamente estão melhorando a qualidade de vida das pessoas portadoras de necessidades especiais".
Com informações da Secom Ba.  13/11/2017

quinta-feira, 17 de agosto de 2017

Requalificação de calçadas facilita acesso à Igreja de Sant'Ana em Salvador

Infraestrutura viária  👪

As intervenções facilitam o acesso de fieis à Igreja do Santíssimo Sacramento e Sant'Ana e melhoram o fluxo de veículos na região. As calçadas ainda receberam nova iluminação e piso tátil. O comerciário Leandro das Neves lembra que a intervenção "trouxe de volta os turistas.

Da Redação
foto - Manu Dias
Localizada no bairro de Nazaré e conhecida pela igreja fundada em 1723, a Ladeira de Santana recebeu novas calçadas e pavimentação. As intervenções facilitam o acesso de fieis à Igreja do Santíssimo Sacramento e Sant'Ana e melhoram o fluxo de veículos na região.
"Estou aqui nessa comunidade paroquial de Sant'Ana há quase 11 anos. Esse serviço de requalificação do entorno e da praça de Santana foi um trabalho muito bonito. É um trabalho que traz um benefício enorme para a comunidade transeunte, para quem frequenta a igreja e para o trânsito também", destaca o padre José Abel Pinheiro.
As calçadas ainda receberam nova iluminação e piso tátil. O comerciário Leandro das Neves lembra que a intervenção "trouxe de volta os turistas. Mesmo durante o processo da obra, as pessoas estavam voltando para tirar foto. É um local que dá para trazer a família".
Executadas pelo Governo do Estado, por meio da Companhia de Desenvolvimento Urbana (Conder), as obras fazem parte do projeto ‘Pelas Ruas do Centro Antigo’. A iniciativa investe R$ 124 milhões na pavimentação de vias e requalificação de calçadas da região central de Salvador.
Com informações da Sedur Ba.  17/08/2017 

Mobilidade urbana é desafio para cidades e trabalhadores

Mobilidade  🚗 🚌 🚇 🚲 👪

A baixa oferta de transporte público, o alto custo das passagens, a falta de infraestrutura – como sinalização e calçadas inexistentes – e a insegurança são fatores que tornam o sistema de mobilidade urbana ineficiente. Isso tudo resulta em problemas como maior tempo de deslocamento nos centros urbanos, excesso de veículos nas vias e consequentemente maior número de mortes no trânsito e mais poluição.

Fabíola Sinimbú
Repórter da Agência Brasil
foto - ilustração
A necessidade de se deslocar diariamente para cumprir tarefas corriqueiras é muitas vezes um desafio para quem vive nas cidades. Desafio que se impõe também aos gestores que precisam planejar um sistema integrado, sustentável e capaz de atender à demanda da mobilidade dos habitantes.
A trabalhadora doméstica Maria Sales é uma dessas milhares de pessoas que conhecem bem os problemas no sistema de mobilidade urbana. A reportagem da Agência Brasil acompanhou a rotina da trabalhadora. Atualmente, ela passa a maior parte da semana morando na casa onde trabalha. Se precisasse sair de casa todos dias para ir ao trabalho, teria que percorrer diariamente cerca de 34 quilômetros para se deslocar da cidade de Santo Antônio do Descoberto (GO) até o trabalho, em Águas Claras (DF).
Ao longo desse percurso, Maria enfrenta pelo menos uma vez por semana quase duas horas de deslocamento, com cerca de um quilômetro de caminhada e mais dois trechos de ônibus. Ela explica que, assim como outros moradores da região, precisa acordar por volta das 4h, pois o primeiro ônibus que pega passa somente uma vez por dia. “Quando a gente perde o ônibus aqui tem que subir para a rodoviária, aí você imagina essa ladeirinha maravilhosa todos os dias”, diz, mostrando uma subida de mais de um quilômetro.
Segundo Willy Gonzales,coordenador do Centro Interdisciplinar de Estudos em Transportes da Universidade de Brasília (UnB), para que a mobilidade ocorra de forma eficiente é necessário que o deslocamento seja completo, sem que no meio do caminho haja qualquer imprevisto. Para isso, é necessário um sistema de mobilidade em que cada uma das partes interaja para cumprir um fim. “Qual que é o meu fim? Me deslocar com qualidade, com segurança e isso me permite realizar algum tipo de atividade no final do meu deslocamento: trabalhar, estudar, lazer”, diz.
Para chegar ao trabalho, Maria precisa pagar passagem de R$ 4,75 e outra no valor de R$ 3,50. Ida e volta significaria um custo diário de R$ 16,50. Segundo ela, o alto valor do transporte acaba sendo uma barreira para arrumar emprego, já que os patrões preferem contratar alguém que more mais perto e tenha que pagar menos pelo transporte. “A maioria do povo ali de Santo Antônio está desempregada por causa da passagem, porque os patrões não estão tendo condições, ainda mais para quem pega dois ônibus. O meu irmão mesmo foi mandado embora porque a empresa não estava aguentando pagar as passagens”.
A baixa oferta de transporte público, o alto custo das passagens, a falta de infraestrutura – como sinalização e calçadas inexistentes – e a insegurança são fatores que tornam o sistema de mobilidade urbana ineficiente. Isso tudo resulta em problemas como maior tempo de deslocamento nos centros urbanos, excesso de veículos nas vias e consequentemente maior número de mortes no trânsito e mais poluição.
De acordo com dados publicados no anuário 2017 da Confederação Nacional dos Transportes, a frota de automóveis no Brasil é de 51,2 milhões, o equivalente a um carro para cada quatro brasileiros. Outra estatística que chama a atenção é o número de mortes no trânsito, que segundo o Ministério da Saúde, em 2015, somaram 37.306 em todo o Brasil.
Segundo a gerente de projetos do Ministério das Cidades, Martha Martorelli, muitos desses impactos são resultado de um antigo entendimento de que mobilidade tinha a ver apenas com transporte. “Foi com a criação do Ministério das Cidades que se pensou na mobilidade como uma política urbana e não apenas como uma política de transporte”, explica.
Essa transformação provocou muitas mudanças na forma de pensar a mobilidade, entre elas, o caráter público das ruas, que privilegia os transportes não motorizados ou públicos e deixando de dar tanto destaque para o uso de veículos particulares. Outra mudança foi a incorporação do conceito de Ruas Completas (do termo em inglês complete streets) que define uma coexistência harmônica de diversos modos de deslocamento, com boa infraestrutura e informação para pedestres, bicicletas, transporte público e automóveis.
Segundo Pastor Gonzales, é importante encorajar as pessoas a combinarem mais de um modo de se deslocar, mas para isso os meios de transportes e a infraestrutura complementar também devem permitir isso. “A integração de cada modal é importante para que ele finalize o deslocamento. Nesse sentido, várias ações já estão sendo dadas no Brasil, com exemplos muito interessantes. Por exemplo, as bicicletas compartilhadas, elas vêm atender esse aspecto. A pessoa tem uma opção a mais para completar parte do deslocamento”, explica.
Para a trabalhadora doméstica, se houvesse mais opções que otimizassem o deslocamento, sobraria tempo para estudar e melhorar de vida. “Ultimamente, estou trabalhando em casa de família, trabalho aqui em Águas Claras, trabalho há 20 anos com o mesmo pessoal, mas o meu sonho mesmo era fazer uma faculdade de gastronomia e mexer com coisa que eu gosto que é cozinha. Eu amo cozinhar, então, para mim seria uma glória se eu conseguisse né? Então assim não dá, mesmo se eu quisesse não daria, além do horário que eu chego que demora demais e as condições também, porque fica muito difícil”, conta.
Fonte - Agência Brasil  17/08/2017

quarta-feira, 7 de junho de 2017

Projeto resgata mobilidade e valoriza história da Ladeira da Preguiça

Desenvolvimento Urbano  👪

As ações da Ladeira da Preguiça integram o lote 2 do projeto, que também contempla as ladeiras da Montanha, da Conceição da Praia e da Misericórdia, além das ruas Areal de Cima, Democrata, Pau da Bandeira, Sodré, Visconde de Mauá e Manoel Vitorino. "As alamedas foram todas projetadas para acessibilidade de pessoas com deficiência.

Da Redação
imagem - vídeo/Pelas Ruas
Construída como via de acesso entre a Cidade Baixa e a Cidade Alta, a Ladeira da Preguiça tem mais de quatro séculos de história. Como parte do Projeto Pelas Ruas do Centro Antigo, a ladeira recebeu nova pavimentação e teve as calçadas requalificadas. "As pedras estavam soltadas. O acesso era difícil. A população não tinha como ver a beleza do lugar", explica o coordenador da obra, Antônio Marcos Cruz.
As ações da Ladeira da Preguiça integram o lote 2 do projeto, que também contempla as ladeiras da Montanha, da Conceição da Praia e da Misericórdia, além das ruas Areal de Cima, Democrata, Pau da Bandeira, Sodré, Visconde de Mauá e Manoel Vitorino. "As alamedas foram todas projetadas para acessibilidade de pessoas com deficiência. Conseguimos transformar o lugar naquilo que ele merece ser.

imagem - vídeo/Pelas Ruas
As pessoas não conheciam direito [a Ladeira da Preguiça] e agora já têm essa oportunidade", acrescenta Cruz.
Após as obras, destaca o superintendente operacional da Diretoria do Centro Antigo de Salvador (Dircas/Conder), Milton Melo, a Ladeira da Preguiça voltou a ser “uma importante via entre a Avenida Contorno e a Avenida Sete de Setembro. Outras pessoas circulam pela região e isso antes não acontecia".
Ao todo, o Governo da Bahia investe R$ 124 milhões na pavimentação de mais de 260 ruas e requalificação de calçadas, beneficiando 11 bairros que formam o território.
Com informações da Secom Ba.  07/06/2017


Vídeo Pelas Ruas


sexta-feira, 26 de maio de 2017

Lei que obriga estações de metrô e trem a instalarem rampas para cadeirantes entra em vigor no Rio

Acessibilidade  ♿

O projeto determina que rampas ou outras formas de acesso em metrô e trens facilitem a mobilidade dos cadeirantes nas estações e também nas plataformas. 

G1 - Abifer
foto - ilustração
Uma lei que obriga as estações de metrô do Rio a terem rampas acessíveis para cadeirantes no Rio começa a valer nesta sexta-feira (26). O projeto determina que rampas ou outras formas de acesso em metrô e trens facilitem a mobilidade dos cadeirantes nas estações e também nas plataformas.
Segundo o Bom Dia Rio, as empresas vão ter 6 meses para fazer as mudanças necessárias. Apenas 13,7% das plataformas de embarque e desembarque são adaptadas no Rio, de acordo com as empresas.
O Bom Dia Rio mostrou o sofrimento de Kaiky, de 11 anos, que usa a estação Edson Passos e tem problemas para chegar à escola pela falta de acessibilidade. Agentes do metrô tem que levá-lo escada acima para que ele chegue até a plataforma.
Fonte - Abifer  26/05/2017

segunda-feira, 15 de maio de 2017

Melhorias na acessibilidade de ruas do Centro Antigo de Salvador

Infraestrutura Urbana  ♿  🚶

Um dos principais desafios do projeto é implantar melhorias na acessibilidade em vias antigas de Salvador. Nossa proposta é buscar em conjunto soluções para garantir a todos os cidadãos o direito de transitar com segurança e conforto pelo Centro Antigo de Salvador”, declara o gestor da Diretoria do Centro Antigo de Salvador (Dircas/Conder), Maurício Mathias, responsável pela execução do projeto.

Da Redação
foto - ilustração
A Companhia de Desenvolvimento Urbano de Salvador (Conder) e a Superintendência dos Direitos da Pessoa com Deficiência, da Secretaria Estadual de Justiça, Direitos Humanos e Desenvolvimento Social (Sudef/SJDHDS) iniciam parceria para implementar melhorias na acessibilidade nas ruas do centro da cidade, que estão sendo requalificadas com o projeto ‘Pelas Ruas do Centro Antigo de Salvador’, do Governo do Estado.
“Um dos principais desafios do projeto é implantar melhorias na acessibilidade em vias antigas de Salvador. Nossa proposta é buscar em conjunto soluções para garantir a todos os cidadãos o direito de transitar com segurança e conforto pelo Centro Antigo de Salvador”, declara o gestor da Diretoria do Centro Antigo de Salvador (Dircas/Conder), Maurício Mathias, responsável pela execução do projeto.
A parceria entre as duas instituições já rendeu resultados positivos, a exemplo do projeto ‘Pelô Acessível’, circuito de 1,3 quilômetros de extensão, numa área que vai do Terreiro de Jesus ao Largo do Pelourinho, onde foram instalados rampas de acessibilidade, piso tátil e travessias de pedestres.
“Importante é verificar a preocupação do Governo do Estado com o direito do ir e vir de todos os cidadãos. As pessoas devem entender que as calçadas acessíveis não vão beneficiar apenas o cadeirante, mas outras pessoas com dificuldade de locomoção, como crianças e idosos”, lembra o superintendente dos Direitos da Pessoa com Deficiência (Sudef/SJDHDS), Alexandre Baroni. Para ele, com esse novo projeto, será possível democratizar a mobilidade da região.

Pelas Ruas
O projeto foi planejado para ser executado por etapas, simultaneamente, em diferentes pontos do Centro Antigo. Assim, os bairros próximos foram interligados por cinco lotes, sendo quatro já iniciados. Um investimento de R$ 124 milhões.
Aos poucos, as calçadas danificadas, obstáculos para quem quer circular pela região do Centro Antigo de Salvador, vão sendo alargadas, ganhando rampas de acessibilidade, piso tátil, travessias para pedestres, 13 km de ciclofaixas, além de faixa de serviços ao longo do passeio, onde deverão ser alocados postes, lixeiras e dispositivos de sinalização para facilitar o acesso de pedestres e pessoas com necessidades especiais.
Com informações da Sedur Ba.  15/05/2017

terça-feira, 29 de novembro de 2016

Governo do Maranhão fará a reestruturação das Avenidas dos Holandeses e Litorânea em São Luis

Mobilidade 🚌👫

O governador Flávio Dino assinou o contrato de financiamento do Governo do Estado com a Caixa Econômica Federal destinado à execução da primeira etapa do ‘Projeto de Reestruturação das Avenidas dos Holandeses e Litorânea’.

Da Redação
Av. dos Holandeses - foto  ilustração/Pregopontocom
Um passo importante rumo ao melhoramento da trafegabilidade e mobilidade na região metropolitana de São Luís foi dado na tarde desta segunda-feira (28). O governador Flávio Dino assinou o contrato de financiamento do Governo do Estado com a Caixa Econômica Federal destinado à execução da primeira etapa do ‘Projeto de Reestruturação das Avenidas dos Holandeses e Litorânea’.
“Nós estamos assinando aqui hoje uma operação de empréstimo com a Caixa Econômica no valor de R$ 59 mi e vamos abrir agora o processo de licitação. Esse recurso será destinado à ampliação da Avenida Litorânea, que será prolongada até o Olho d’Água para que, com isso, nós possamos criar uma via alternativa à Avenida dos Holandeses. Concluída a etapa número um, nós teremos também a duplicação da Avenida Colares Moreira entre o retorno da Polícia Militar até chegar na Litorânea, até para que, exatamente, com essa conclusão das duas intervenções teremos um sistema de mobilidade urbana mais ágil, mais seguro, melhorando a atividade comercial e sobretudo o fluxo”, informou o governador Flávio Dino.
Dentre as intervenções realizadas pelo projeto de reestruturação das avenidas, terá a implantação do sistema de tráfego binário e transporte tipo BRT (Transporte Rápido por Ônibus), um sistema de transporte coletivo de passageiros de mobilidade urbana rápida e segura. A empreitada contemplará os municípios da Grande Ilha e será realizada por meio da Agência Estadual de Transporte e Mobilidade Urbana (MOB) e Secretaria de Estado de Infraestrutura (Sinfra).
O presidente da MOB, Arthur Cabral, explicou que com o conjunto de intervenções será possível qualificar o Sistema Viário de São Luís, promover a dinamização e interligação dos municípios da Região Metropolitana, além de solucionar a questão do tráfego e aperfeiçoar as condições de acessibilidade.
“Essa é primeira etapa de um grande projeto de mobilidade urbana para Ilha de São Luís, onde está envolvida uma reforma e ampliação do sistema viário e também a implantação de um sistema de transporte público de média capacidade, que é um BRT. Na verdade, esta é a primeira grande intervenção que é feita na mobilidade urbana desde a década de 70, quando foi feito o Anel Viário, temos um projeto que tem uma etapa subsequente que vai ligar até a BR-135”, pontou Arthur Cabral.
Esteve presente na assinatura do convênio o superintendente da Caixa Econômica do Maranhão (CEF), Emilio Carlos Murad, e o diretor-executivo de Infraestrutura e Saneamento da Caixa, Rogério Tavares. Dos R$ 59 mi de investimento, R$ 4,5 mi serão contrapartidas do Governo do Estado.

Intervenção
O projeto pretende modernizar a Avenida dos Holandeses e Litorânea. Na primeira parte da intervenção, serão quase 10 quilômetros em melhorias, com o objetivo de dar fluidez ao trânsito no trecho que compreende o retorno da Polícia Militar, no Calhau, até a entrada da Praia do Araçagi. Contemplando ainda ciclovias, calçadas, pontos de ônibus planejados e estacionamentos.
Na segunda parte, será executada a obra de extensão da Avenida Litorânea e a modernização de um trecho da Avenida Colares Moreira e ruas do entorno, com a implantação do sistema de vias paralelas funcionando em sentido opostos, também conhecido como ‘binário’. É a partir desta readequação que será possível implantar o BRT.
Segundo o secretário de Infraestrutura, Clayton Noleto, este é mais um investimento do Governo do Estado para melhorar o transito na capital maranhense. “Essa é mais uma obra que se conjuga com outras, como o programa Interbairros que já requalificou ruas e avenidas importantes de integração da região metropolitana de São Luís, como também o programa Mais Asfalto, que já asfaltou várias ruas e avenidas de bairro de São Luís e de outros municípios da região metropolitana. E agora o sistema binário, um sistema de integração da avenida dos Holandeses com a Litorânea, que vai aumentar as faixas de rolamento, a quantidade de vias que podem ser utilizadas pelos motoristas com maior fluxo e trafegabilidade, além de um corredor exclusivo para o transporte público BRT, os ônibus biarticulados”, relatou o secretário.
Com informações do Gov.do Maranhão Notícias  29/11/2016

COMENTÁRIO Pregopontocom 

Por A.Luis*
Colocamos aqui alguns comentários sobre a Mobilidade em São Luis e algumas considerações sobre a referida obra citada na matéria do Gov.do Maranhão
Em nossa visita de 12 dias no inicio deste mês (11) onde fizemos avaliações do sistema de transportes urbano e metropolitano da cidade de São Luis,notamos uma boa melhoria em relação a visita idêntica feita no ano passado na mesma época (11/15).A de se ressaltar que a licitação do transporte público realizada na capital maranhense bem como a implantação do bilhete único de 1h30,sem limite de viagens,trouxe uma sensível melhora na qualidade do sistema de transportes da cidade incluindo o sistema do expresso metropolitano.

foto - ilustração/Pregopontodom
Mais um ponto a se destacar é a renovação da frota em andamento,"que deve ter continuidade",com a substituição dos velhos e desgastados ônibus por veículos novos climatizados e com suspensão pneumática (a ar) incluindo alguns articulados.Durante toda a nossa permanência na cidade,ficamos hospedados em Ponta de Areia,utilizamos o transporte público todos os dias com tempo de espera nos pontos ou terminais em média de 12 minutos,na nossa avaliação o sistema atendeu de maneira regular e com relativo conforto os nossos deslocamentos.No entanto com relação ao transito e ao pedestre notamos com relação ao primeiro,o trânsito,a falta de sinalização e de fiscalização mais intensa,tanto eletrônica quanto presencial e o velho hábito ainda muito presente na cidade de carros estacionados nas calçadas bloqueando totalmente a passagem dos pedestres.

ilustração/Pregopontocom
Com relação aos pedestres,principalmente nas avenidas citadas na reportagem e onde transitamos um pouco mais,notamos um numero pequeno de faixas de pedestres,e as existentes principalmente nos cruzamentos das grandes avenidas incluída a dos Holandeses,são descontinuadas deixando os pedestres presos no canteiro central após a 1ª travessia da via,sem opção para completar a 2ª travessia,além disso a ausência de "tempo" e do semáforo especifico para os pedestres dificulta e compromete mais ainda a segurança na travessia.Há de se corregi.Uma atenção especial também para as rampas de acesso para pessoas com limitação e locomoção reduzida,a requalificação das calçadas com a inclusão de piso tátil e a implantação de ciclofaixas e ciclovias.Sugerimos também a inclusão de faixas exclusivas,inexistentes na cidade,para os ônibus,o que irá facilitar a circulação dos mesmos,e se refletirar diretamente no aumento substancial da velocidade média do sistema de transportes.
Com relação a implantação do sistema de BRT na cidade,sugerimos antes um estudo para viabilidade da implantação de um sistema BHLS (Bus with High Level of Service),devido as características topográficas e urbana da cidade,plana e cortada em boa parte por longas avenidas,talvês fosse mais viável e mais vantajoso,não só pelo custo inferior,mais principalmente pela possibilidade de se aproveitar a infraestrutura já existente com algumas adequações,pois o sistema não demanda grandes obras de infra estrutura,não provoca profundas cicatrizes na paisagem e no tecido urbano da cidade,e devido ao seu menor custo pode-se ampliar o numero de corredores,obtendo-se um resultado semelhante ao sistema BRT com todas essas vantagens aqui citadas,vide exemplo das cidades de Londrina(Vide aqui) e Palmas.Vale salientar que mais importante do que resolver questões relativas ao "fluxo de trânsito" do transporte individual,é prover a cidade de um bom,confortável,racional e moderno sistema de transporte público,pois esse é que transporta a maior parcela da população.Independente do bilhete único,é importante a manutenção e a modernização dos cincos terminais de integração existentes,pois os mesmos desempenham um papel de vital importância na articulção do sistema de transportes da cidade,devido a seu alto índice de horizontalidade (o que é ao nosso ver é um fator muito positivo,tornando a cidade bastante ventilada),o que implica em distâncias maiores,servindo os mesmos como pontos de convergência e distribuição para varios locais da ilha,oferecendo dessa forma varias opções diferentes de rotas de deslocamentos para os usuários do transporte público da cidade.
*A.Luis - Editor desse Blog,membro e coordenador do movimento Salvador Sobre Trilhos filiado ao Fórum a Cidade Também é Nossa

terça-feira, 23 de agosto de 2016

2º Seminário Internacional Cidades em Trânsito

Transito

O II Seminário Internacional Cidades em Trânsito será realizado no RS e abordará várias questões nas áreas de transito,mobilidade,transportes entre outras.

Da Redação
foto - ilustração/arquivo
O evento será realizado na PUC no Rio Grande do Sul,reunindo especialistas em suas áreas de atuação,tem como objetivo,através de discussões técnicas,difundir as boas práticas nas áreas de trânsito e transporte através do conhecimento de ações efetivadas em cidades que servem de benchmark para qualidade de vida.
Serão abordados também temas como mobilidade, educação, acessibilidade, transportes alternativos, legislação, inovação tecnológica, urbanismo e meio ambiente como forma de destacar a necessidade de humanização do trânsito e desenvolvimento sustentável das cidades.
O Seminário Internacional Cidades em Trânsito – Mobilidade, Legislação e Inovação Tecnológica - ocorrerá nos dias 25 e 26 de agosto de 2016, na PUC/RS
Com informações do Portal do Trânsito  23/08/2016

segunda-feira, 22 de agosto de 2016

Associação baiana promove acessibilidade nas praias de Salvador

Ação Social

Há 26 anos,a Associação Baiana de Equoterapia (ABAE), em parceria com a Polícia Militar da Bahia / Esquadrão da Polícia Montada,promovem a utilização do cavalo como tratamento equoterápico para crianças e adolescentes com deficiência.Agora,a ABAE expande as atividades para as praias da capital baiana,e a equoterapia ganha reforço com a talassoterapia,tratamento terapêutico que se baseia nos recursos do ambiente marinho para promoção da saúde,do bem estar físico e mental.

Da Redação
foto - SJDHDS/Secom
O projeto 'Agora é a vez do Cavalo Marinho!' foi lançado na manhã deste domingo (21), na praia de Itapuã, Rua K, em Salvador, com banho de mar assistido, prática de stand up, passeio de bote, banho com cadeira anfíbio, futebol de areia, entre outras atividades lúdicas, tendo a participação de mais de 250 crianças e jovens cadastrados.
Há 26 anos, a Associação Baiana de Equoterapia (ABAE), em parceria com a Polícia Militar da Bahia / Esquadrão da Polícia Montada, promovem a utilização do cavalo como tratamento equoterápico para crianças e adolescentes com deficiência. Agora, a ABAE expande as atividades para as praias da capital baiana, e a equoterapia ganha reforço com a talassoterapia, tratamento terapêutico que se baseia nos recursos do ambiente marinho para promoção da saúde, do bem estar físico e mental.
“Ano passado surgiu a ideia de introduzir de forma lúdica o cavalo marinho e aproveitar a talassoterapia para que as crianças pudessem mudar de ambiente, saindo do quartel para a praia, ter contato com a areia e com a água para evoluírem em seu desenvolvimento. Fizemos um projeto piloto, aqui mesmo na rua K, e foi um sucesso. Hoje estamos realizando aqui e vamos para outras praias de Salvador”, explicou o comandante do Esquadrão de Polícia Montada da Bahia, Aloysio Herwans.
foto - SJDHDS/Secom
“De 15 em 15 dias estaremos em cinco praias da Salvador. Inauguramos em Itapuã porque é onde está a nossa sede, a cavalaria. Daqui vamos para Piatã, Ondina, Ribeira e Paripe, na praia de Tubarão. Todas essas praias já foram visitadas, as que não estão acessíveis ainda, nós adaptamos, colocando uma passarela com placas de EVA que suporta a cadeira de rodas”, afirmou Maria Cristina Guimarães Brito, superintendente de Coordenação de Projetos da ABAE, acrescentando ainda que o projeto conta com recursos do Fundo Municipal da Criança e do Adolescente e do Conselho Municipal da Criança e do Adolescente, por meio da Secretaria Municipal de Combate à Pobreza (Semps).
Para Maria Cristina, foi uma manhã ímpar para a ABAE e também uma realização pessoal. “Mesmo sem saber, eu já praticava a talassoterapia, há mais de 30 anos, com meu filho Yuri, que tem paralisia cerebral. Fazia de forma empírica e intuitiva e era incentivada pelos médicos. Queremos que a cada 15 dias as famílias sejam assistidas e depois tirem proveito do que foi aprendido aqui para colocar em prática com seus filhos, na praia ou num passeio ao ar livre. É um projeto que está com a semente plantada, mas certamente vai visitar todas as cidades litorâneas do estado da Bahia”.

Benefícios
Sueli Lima, mãe de Yan Kevin, de seis anos, aprovou a atividade. "Quando Yan fica muito em casa, ele se estressa, e eu não tenho muita noção de como ajudá-lo. Cada dia é um desafio. Como ele gosta muito de água, estar aqui brincando e se divertindo é muito importante para o desenvolvimento dele. Hoje ele vai dormir a tarde toda e passar a semana bem mais relaxado”, disse.
Pietro tem três anos e é autista. Os pais dele, Laís Lopes e Reni Viana, contam como a equoterapia e a telassoterapia ajudam no seu desenvolvimento. “Pietro tinha várias dificuldades, principalmente de interação social. Com a equoterapia, que ele participa toda segunda-feira pela manhã, ele está superando essas dificuldades. Já se relaciona com os coleguinhas, está mais calmo e presta mais atenção às coisas, está melhorando cada dia mais. Agora, com este projeto, superou o medo da água e a aversão que tinha da areia, está sendo maravilhoso”, conta a mãe Laís Lopes, ao lado do pai, Reni Viana.
Também autista, Miguel Feitosa, 10, participou da equoterapia por mais de três anos. “Sinto muito a diferença, no comportamento, na atenção dele com as coisas e pessoas, a maneira de olhar, de interagir, hoje ele quer saber tudo, pergunta tudo. Agora estamos participando do 'Cavalo Marinho'. Essas atividades são essenciais para melhorar o desenvolvimento dele a cada dia”, disse Inaci de Fátima, mãe de Miguel.
Com informações da Secom Ba.  21/08/2016

quarta-feira, 20 de julho de 2016

#Nada atrapalha meu caminho: um mutirão para avaliar a acessibilidade

Acessibilidade

Mapeamento de lugares para receber pessoas com mobilidade reduzida acontece no dia 28 de julho em várias cidades do Brasil. Calçadas e transportes também estão na mira.O encontro de lançamento reuniu jornalistas de todo o Brasil e ativistas, entre eles o atleta Fernando Fernandes. Os debates foram mediados pelo jornalista Marcos de Sousa, editor do Mobilize Brasil.

Marcos de Sousa - Mobilize
Mobilize
#Nada atrapalha meu caminho é o mote da campanha lançada ontem (19) pelo aplicativo Biomob em parceria com a Advil Brasil . A ideia é estimular a mobilidade a pé nas cidades brasileiras e melhorar as condições de acessibilidade para todos, em especial para idosos e pessoas com deficiência.
O encontro de lançamento reuniu jornalistas de todo o Brasil e ativistas, como o atleta Fernando Fernandes, o arquiteto Mario Cezar da Silveira, o empresário Rodrigo Credídio, um dos criadores do app Biomob, e Elio Dilburt, representante da Pfizer Consumer Healthcare, fabricante do Advil. Os debates foram mediados pelo jornalista Marcos de Sousa, editor do Mobilize Brasil.
Como parte dessa campanha, na sexta-feira, 28 de julho, pessoas de todo o país estarão mobilizadas para avaliar a acessibilidade em centros esportivos, escolas, hospitais, shoppings e outros estabelecimentos comerciais, além de calçadas e pontos de acesso ao transporte público.
O aplicativo Biomob foi criado em 2015 como uma ferramenta para ajudar as pessoas a encontrarem locais acessíveis utilizando seus celulares. O mutirão é mais uma etapa de avaliação para ampliar o mapeamento dos estabelecimentos em cidades brasileiras. A população está convidada a participar, avaliando a acessibilidade de estabelecimentos por meio do aplicativo Biomob e, assim, promover cidades melhores para todos. Após um pequeno treinamento, todos sairão às ruas juntos, para visitar lugares acessíveis e, em tempo real, dar uma nota para cada item de acessibilidade.
Quem não puder comparecer à ação presencial pode contribuir mesmo assim. Ao visitar um local, basta procurá-lo no aplicativo e fazer a avaliação, a qualquer momento. O Biomob também detecta a localização do usuário e sugere lugares próximos - que atendam à necessidade específica dele – e também permite a busca por nome ou tipo de estabelecimento. Bares, restaurantes, academias, teatros, shoppings, hotéis e parques são avaliados com base na norma NBR 9050 – que estabelece as regras de acessibilidade para edificações, mobiliário, espaços e equipamentos urbanos - e recebem notas de 0 a 5 para todos os itens (calçada, entrada, banheiro adaptado, sinalizações etc.).

Direito de ir e vir

"Seja para trabalhar, passear, fazer compras ou estudar, nossa rotina está repleta de atividades e compromissos que envolvem a mobilidade. Idosos, gestantes, pais com carrinhos de bebê, obesos ou pessoas com deficiência física também precisam ter seu direito de ir e vir garantido. Por isso, por pensar na necessidade de todos os cidadãos e, principalmente, para inspirar as pessoas a realizarem o que elas desejam é estamos promovendo a campanha #Nada Atrapalha Meu Caminho junto com o Biomob", frisa Elio Dilburt, ao explicar porque a Pfizer está apoiando a ação do Biomob.

Envelhecimento da população
Durante o evento de ontem, em São Paulo, o arquiteto especialista em acessibilidade Mario Cezar da Silveira lembrou que acessibilidade é uma necessidade que todas as pessoas têm ou terão no futuro, devido ao envelhecimento, perdas funcionais, deficiência adquirida ou até mesmo uma gravidez. De acordo com o IBGE, o Brasil tem hoje 13 milhões de pessoas com deficiência motora, mais de 20 milhões de idosos, quase 19 milhões de obesos e 800 mil gestantes por ano. A previsão é que, em 2040, 27% da população tenha mais de 60 anos, ou seja, 55 milhões de pessoas. "Um local acessível é mais confortável para todos e a adaptação de um estabelecimento deve ser vista como investimento, já que incentiva a frequência de novos clientes”, reitera Mario Silveira.

Como obter o app Biomob
O aplicativo Biomob é gratuito para os usuários e também para as empresas que quiserem incluir seus estabelecimentos, desde que apresentem um nível mínimo de acessibilidade. O app está disponível para Android e Ios e também no site www.biomob.com.br. Biomob é uma iniciativa da Goodbros e da BioMais, empresas que atuam para melhorar o bem-estar das pessoas com deficiência, e tem o apoio do Advil Brasil.
Fonte - Mobilize Brasil  20/07/2016

terça-feira, 5 de julho de 2016

Intervenções da Conder no entorno da Fonte Nova já oferecem mais comodidade

Desenvolvimento Urbano

Serviços de substituição de meio-fio,demolição dos passeios antigos e construção de novos,com piso podotátil e granito polido,rampas de acessibilidade e a colocação de asfalto novo nas pistas (quando necessário),de veículos.Estão sendo investidos R$ 10,5 milhões em todo o projeto,com recursos dos governos estadual e federal,e obras sendo executadas pela Conder.

Da Redação
foto - Divulgação/Gov.Ba
Salvador - Palco das emoções para os apaixonados por esporte e cultura, a Arena Fonte Nova já apresenta o entorno à altura de sua história. Por meio do Plano de Reabilitação do Centro Antigo de Salvador, diversas intervenções estão sendo realizadas para a garantia da segurança e comodidade de quem passa pelo local.
Estão sendo realizados os serviços de substituição de meio-fio, demolição dos passeios antigos e construção de novos em concreto lavado, com piso podotátil e granito polido, assim como rampas de acessibilidade e a colocação de asfalto novo nas pistas (quando necessário), onde transitam diariamente milhares de veículos.
"Está ótimo. Antes estava tudo esburacado, a gente não conseguia andar direito, tinha que se desviar dos buracos. Agora está tudo pavimentadinho. Estou gostando", destaca a moradora Rosemeire Silva em vídeo da série Pelas Ruas, realizada pela Secretaria de Comunicação Social do Estado (Secom). A obra em andamento já traz benefícios para a população.
Estão sendo investidos R$ 10,5 milhões em todo o projeto, com recursos dos governos estadual e federal. As obras, executadas pela Companhia de Desenvolvimento Urbano do Estado da Bahia (Conder), vão beneficiar as ruas na poligonal ao redor do estádio, melhorando a qualidade de vida e potencializando o comércio local.
foto - Divulgação/Gov.Ba
As intervenções tiveram início na Avenida Presidente Costa e Silva, entre o estádio, seguindo até a Estação da Lapa. Esse trecho está em fase de conclusão, dependendo apenas da relocação dos postes por parte da Prefeitura para liberar a faixa de percurso para os pedestres.
A obra segue na Avenida Castelo Branco (Vale de Nazaré); a partir da Avenida Vasco da Gama, tangenciando o Dique do Tororó, até a Arena Fonte Nova; e em toda a Rua Djalma Dutra. As intervenções vão acontecer também na Avenida J.J.Seabra, da Sete Portas até a Estação Aquidabã.
"Antes da pavimentação, não tinha comércio quase nenhum por aqui. Hoje tem pizzaria, restaurante. Agora está melhor. [Após a requalificação], você pode andar com mais segurança nas ruas, sem cair e se machucar", destaca o cozinheiro José Luiz.
Com informações da Secom Ba  05/07/2016


sexta-feira, 29 de janeiro de 2016

Alfenas (MG) aprova Lei proibindo anúncio e obstáculos nas ruas

Acessibilidade

A lei complementar nº 24, de 23/12/2015, sancionada pelo prefeito Maurilio Peloso, altera o "Código de Posturas" do município, e cria critérios para o combate à poluição visual e a obstáculos colocados nas vias públicas e calçadas. O intuito é preservar o trânsito de veículos e pedestres, segundo o próprio texto da Lei.

O Melhor do Sul de Minas
imagem - O Melhor do Sul de Minas
A cidade de Alfenas, no Sul de Minas, aprovou uma lei que busca responder ao direito da população, em especial pedestres e deficientes, de caminhar livremente pelas calçadas, com maior acessibilidade e sem interferências físicas ou visuais.
A lei complementar nº 24, de 23/12/2015, sancionada pelo prefeito Maurilio Peloso, altera o "Código de Posturas" do município, e cria critérios para o combate à poluição visual e a obstáculos colocados nas vias públicas e calçadas. O intuito é preservar o trânsito de veículos e pedestres, segundo o próprio texto da Lei.

Sem propaganda
Com a nova legislação, ficam proibidos os usos de anúncios, cavaletes, placas, faixas, bandeiras, cartazes ou similares, quando provocarem aglomerações, poluição visual ou restrição de passagem, tais como propagandas publicitárias de qualquer espécie, do tipo faixas ou bandeiras em semáforos, cavaletes e bandeiras em calçadas e outras análogas. Uma das justificativas da medida é também que estes objetos são causadores de desatenção de motoristas e pedestres.
Nenhum tipo de propaganda, inclusive móvel, poderá ser feito em praças e vias públicas. Quem descumprir, e dispuser cavaletes ou placas em calçadas, praças e canteiros e faixas em semáforos está sujeito a receber multa de 10 UFPA (a Unidade Fiscal Padrão Alfenas equivale a aproximadamente R$ 140) e apreensão do material. Já bandeiras e faixas serão multadas em 5 UFPA e, havendo reincidência, com valor da multa dobrado.
Fonte - Mobilize  28/01/2016

sábado, 5 de dezembro de 2015

Cidades acessí­veis. Para todos

Mobilidade

Fazer cidades acessíveis é bem mais barato do que construir pistas, viadutos, túneis e pontes para automóveis. São obras mais simples, como calçadas, lombofaixas e muita sinalização. Cidades assim ficam mais humanas, calmas, boas para qualquer pessoa: cadeirantes, cegos, crianças, idosos, trabalhadores, estudantes, ciclistas, e até mesmo para os motoristas que realmente precisarem sair com seus carros.

Autor
Marcos de Sousa - Mobilize Brasil
foto - ilustração/Pregopontocom
Nesta semana, países de todo o mundo realizam eventos e ações de rua para lembrar que mais de um bilhão de pessoas enfrentam problemas em suas vidas cotidianas por terem algum tipo de deficiência.
No Brasil, seriam quase 24% da população, cerca de 48 milhões, número que pode parecer exagerado se olharmos ao redor, nas ruas, escolas e locais de trabalho. Mas, boa parte dessas pessoas simplesmente não consegue sair de casa, barradas por escadas, calçadas intransitáveis, e também transportes públicos com baixíssimo nível de acessibilidade.
Há quatro anos, quando realizamos o Estudo Mobilize 2011, apenas a cidade de Curitiba apresentava um panorama aceitável, com 92% de sua frota de ônibus acessível, graças ao sistema de corredores, com embarque em plataformas elevadas, o popular "Ligeirinho".
Felizmente, há avanços no horizonte, como o edital de transportes de São Paulo, que prevê 100% de acessibilidade no transporte municipal. Há bons exemplos também em outras capitais e cidades médias, como Joinville (SC), Boa Vista (RR), São José dos Campos (SP), Diadema (SP) e Uberlândia (MG), mas as estatísticas não contabilizam os milhares de cadeirantes que ficam nos pontos quando os elevadores e rampas não funcionam, ou quando um condutor despreparado recusa-se a parar.
Os melhores exemplos de acessibilidade encontram-se nos metrôs do Rio de Janeiro e de São Paulo, este 100% acessível, em todas as estações. Mas, para chegar ou sair desses terminais as pessoas têm que enfrentar calçadas estreitas, esburacadas, algumas com degraus de 40 cm de altura, além da ausência de rampas de acessibilidade em vários pontos.
Em 2016, além da Olimpíada, teremos a Paralimpíada, em setembro, com milhares de atletas e público com necessidades especiais circulando por várias capitais do país. Avaliações realizadas recentemente pela equipe do aplicativo Biomob nas instalações para a Olimpíada de 2016 mostram que enquanto as arenas, como o Maracanã (RJ), o Itaquerão (SP) e o Parque Olímpico (RJ) estão bem adaptadas, nas ruas o cenário é de enormes dificuldades para quem roda uma cadeira ou caminha com uma bengala branca.
Fazer cidades acessíveis é bem mais barato do que construir pistas, viadutos, túneis e pontes para automóveis. São obras mais simples, como calçadas, lombofaixas e muita sinalização. Cidades assim ficam mais humanas, calmas, boas para qualquer pessoa: cadeirantes, cegos, crianças, idosos, trabalhadores, estudantes, ciclistas, e até mesmo para os motoristas que realmente precisarem sair com seus carros. Cidades assim recuperam sua condição original de Urbe, de lugar compartilhado por todos, como sugere o precioso artigo A construção do espaço público, publicado nesta semana pelo ativista Lincoln Paiva.
Por fim, mas não menos importante, vale lembrar que nesta semana está acontecendo a COP 21, em Paris. E um relatório da ONU divulgado no encontro aponta que os transportes emitem 25% dos gases de efeito estufa e que o setor também é um dos principais contribuintes das emissões ligadas à geração de energia. Portanto, pise leve no acelerador. Use os pés para pedalar, caminhar e observar a cidade.
Fonte - Mobilize  Brasil  04/12/2015

quinta-feira, 12 de novembro de 2015

Aeroportos devem garantir acessibilidade em embarque e desembarque até dezembro

Acessibilidade

Passageiros não poderão mais ser carregados manualmente, exceto em emergências.Segundo a resolução 280/2013 da Anac (Agência Nacional de Aviação Civil), o acesso a aeronaves que tenham mais de 1,60 metro de altura deve se dar por meio de equipamentos "com ascenso ou descenso (como o ambulift) ou por rampa”.

Natália Pianegonda
Agência CNT*
foto -  Divulgação/SAC
Até o final deste ano, todos aeroportos brasileiros devem dispor de equipamentos que facilitam embarque e desembarque de passageiros com dificuldade de mobilidade. Cadeirantes, por exemplo, não poderão mais ser carregados manualmente, exceto em situações de emergência. Segundo a resolução 280/2013 da Anac (Agência Nacional de Aviação Civil), o acesso a aeronaves que tenham mais de 1,60 metro de altura deve se dar por meio de equipamentos "com ascenso ou descenso (como o ambulift) ou por rampa”.
Conforme as regras da Anac, aeroportos que movimentam mais de 500 mil passageiros por ano já precisam estar adequados às regras, previstas em uma resolução de 2013. Aqueles que recebem menos de 500 mil pessoas anualmente têm até dezembro para se adaptar.

Cartilha reúne principais orientações
As principais informações sobre os direitos dos passageiros com necessidade de atendimento especial estão reunidas no Guia de Direitos e Acessibilidade do Passageiro, lançado no dia 10 de novembro, em Brasília (DF). O material contém as principais responsabilidades das operadoras aeroportuárias e das companhias aéreas na garantia do atendimento íntegro aos usuários do transporte aéreo, em todas as fases da viagem.
Segundo as normas, têm direito à assistência diferenciada pessoas com deficiência, quem tem 60 anos ou mais, gestantes, lactantes, pessoas acompanhadas por criança de colo e quem tem mobilidade reduzida.
Tanto as empresas aéreas quanto as administradoras dos aeroportos estão sujeitas a multas que variam de R$ 10 mil a R$ 25 mil caso descumpram as determinações de acessibilidade definidas pela resolução da Anac.
*Com informações da SAC
Fonte - Agência CNT de Notícias 12/11/2015

sexta-feira, 9 de outubro de 2015

Cidadania e inclusão social pautam ações da Sedur na Bahia

Cidadania

Com a proximidade do Dia Nacional do Deficiente Físico (11 de outubro), torna-se ainda mais urgente discutir acessibilidade, como afirma o secretário Carlos Martins, enfatizando que os dois programas-vitrine da Sedur exemplificam, na prática, o que o órgão defende em seu trato diário - incluir para somar e tornar todos os baianos cidadãos de fato e de direito. 

Da Redação
foto - Daniele Rodrigues
Acessibilidade significa agregar, somar, incluir. É sinônimo de respeito e inclusão social. Garante, à pessoa com deficiência, viver de forma independente e participar plenamente das atividades diárias e comuns a toda população. O que é praxe para a maioria, representa uma conquista incomensurável para os portadores de deficiência. Se sentir incluído, fazer parte, ser mais um no todo. Isso só é possível e viável em decorrência das práticas de acessibilidade. E isso está na essência de todas as ações da Secretaria de Desenvolvimento Urbano do Estado (Sedur).
Com a proximidade do Dia Nacional do Deficiente Físico (11 de outubro), torna-se ainda mais urgente discutir acessibilidade, como afirma o secretário Carlos Martins, enfatizando que os dois programas-vitrine da Sedur exemplificam, na prática, o que o órgão defende em seu trato diário - incluir para somar e tornar todos os baianos cidadãos de fato e de direito. Nas estações de metrô e nos imóveis que integram o Programa Minha Casa, Minha Vida (MCMV), acessibilidade é palavra de ordem.
Todas as seis estações de metrô em funcionamento - Lapa, Campo da Pólvora, Brotas, Acesso Norte, Retiro e Bom Juá – estão devidamente adaptadas às normas de acessibilidade, com as intervenções essenciais à mobilidade e autonomia das pessoas com deficiência asseguradas e que ainda garantem mais segurança e conforto desde o acesso às estações, com elevadores e inclinação de rampas, à instalação de piso tátil e de sinalização tátil nos corrimões, comunicação tátil em braile, bilheterias e catracas preferências, além da reserva de acentos.
As estações do Retiro e Bom Juá ainda contam com sanitários adaptados - em construção no Acesso Norte, Lapa, Campo da Pólvora e Brotas, com previsão de conclusão até o fim do ano. “As instalações internas das estações são magníficas”, elogia o cadeirante Cledson Oliveira Cruz, presidente da Associação Municipal de Pessoas com Deficiência, salientando que “o metrô é uma alternativa nova e moderna. Atende às nossas necessidades por ser dinâmico”.
Os agentes de atendimento de segurança que trabalham no metrô também foram treinados e orientados para garantir tratamento diferenciado às pessoas com deficiência. Cadeirantes e deficientes visuais, por exemplo, são conduzidos pessoalmente até o vagão de embarque. “Garantir o respeito à dignidade da pessoa com deficiência e com mobilidade reduzida, através dos deslocamentos com autonomia, conforto e segurança, é fundamental”, destaca o gestor de atendimento da CCR, concessionária responsável pela construção e operação do Sistema Metroviário de Salvador, Hamilton Trindade. Para o deficiente visual Evanei Jesus da Silva, a estrutura das estações, somada ao atendimento personalizado da equipe do metrô, otimizou sua mobilidade. “O metrô é todo eficiente. A pista tátil aqui dentro está muito boa e tudo isso facilitou demais a vida”.

Minha Casa, Minha Vida
Acessibilidade é imprescindível também dentro de casas. Afinal, autonomia e independência são essenciais para os afazeres domésticos e tarefas diárias simples, como tomar banho ou lavar a louça. No Programa Minha Casa, Minha Vida, as construções seguem as regras da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) 9050/2004, que regula a acessibilidade, como informa Martins.
A diretriz determina que todas as unidades habitacionais da faixa 1 do Programa (para pessoas com renda de até R$ 1.600) sejam adaptáveis, ou seja, tenham dimensões que permitam futuras modificações para atender e se adequar às necessidades e deficiências dos beneficiários. Na Bahia, desde 2012, quando foi lançada a segunda fase do MCMV, todas as unidades habitacionais entregues – ou em fase de conclusão – seguem esse desenho padrão de acessibilidade e adaptabilidade.
Além disso, pelo menos 3% dos empreendimentos entregues já devem estar devidamente adaptados. Nas dependências da área de serviço e da cozinha, por exemplo, a largura mínima deve ser de 1,8 metros, de forma a permitir o deslocamento da cadeira de rodas. Já no acesso principal aos imóveis, os desníveis não podem ultrapassar os 15 milímetros. As barras de apoio também são itens indispensáveis para o conforto e segurança dos portadores de deficiência.
No estado, a seleção é feita já na chamada pública para inscrição no Programa. O Governo, inclusive, destina 7% das vagas para portadores de deficiência (e 10% para idosos). O percentual de 3% dos imóveis adaptados é destinado, preferencialmente, aos cadeirantes.
Com informações da Secom Ba.  09/10/2015

segunda-feira, 28 de setembro de 2015

Campanha de gentiliza urbana estampa bilhetes da CBTU-BH

Transportes sobre trilhos

A iniciativa busca chamar a atenção dos passageiros para a necessidade de esperar o desembarque antes de entrar nos trens. Ao todo, 8,7 milhões de bilhetes foram impressos com o novo leiaute que já está disponível nos guichês do sistema.

CBTU

As campanhas de gentileza urbana da CBTU Belo Horizonte voltaram aos bilhetes do metrô da capital. A mensagem “Deixe sair para depois entrar” estampa o verso dos tíquetes “unitário” e “múltiplo de 10”, comercializados nas estações. A iniciativa busca chamar a atenção dos passageiros para a necessidade de esperar o desembarque antes de entrar nos trens. Ao todo, 8,7 milhões de bilhetes foram impressos com o novo leiaute que já está disponível nos guichês do sistema.
A campanha “Deixe sair para depois entrar” estimula os usuários a dar preferência a quem sai do trem, tornando o embarque mais organizado, ágil e seguro. A ação conta ainda com o reforço de cartazes nas estações e trens da Companhia, além de adesivos nas portas das composições.

Fonte - CBTU  28/09/2015