UMA GRANDE NAÇÃO SE CONSTROI COM EDUCAÇÃO, CIDADANIA E SOBERANIA

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sexta-feira, 5 de janeiro de 2024

Estudantes protestam contra alta na tarifa do transporte por trilhos (São Paulo)

Transportes sobre trilhos  🚇

O ato ocorreu sob forte chuva. Mesmo assim, os manifestantes decidiram caminhar do vão livre do Museu de Arte de São Paulo (MASP), na Avenida Paulista, até a Praça Roosevelt, no centro da capital. Desde a última segunda-feira (1º), a população de São Paulo paga mais caro para utilizar o Metrô e os trens metropolitanos. As passagens subiram de R$ 4,40 para R$ 5,00

Elaine Patricia Cruz
Repórter da Agência Brasil 
Foto - Rovena Rosa Ag.Brasil
Diversas pessoas se reuniram nesta quinta-feira (4), na Avenida Paulista, em São Paulo, para protestar contra o aumento no preço das tarifas de transporte coletivo sobre trilhos, decretado pelo governador Tarcísio de Freitas. O ato ocorreu sob forte chuva. Mesmo assim, os manifestantes decidiram caminhar do vão livre do Museu de Arte de São Paulo (MASP), na Avenida Paulista, até a Praça Roosevelt, no centro da capital. Desde a última segunda-feira (1º), a população de São Paulo paga mais caro para utilizar o Metrô e os trens metropolitanos. As passagens subiram de R$ 4,40 para R$ 5. O aumento, no entanto, não ocorreu nos ônibus, que são administrados pela prefeitura de São Paulo. Nos ônibus da capital paulista, o preço das passagens foi mantido em R$ 4,40. A prefeitura também anunciou gratuidade para esse tipo de transporte aos domingos. “Contra a tarifa eu vou lutar. Sou estudante e São Paulo vai parar”, cantaram os manifestantes, a maior parte formada por estudantes. “Ei, Tarcísio, deixa eu te falar. Ou abaixa a tarifa ou São Paulo vai parar”, gritaram. Tentativa de privatização Para os manifestantes, o aumento da tarifa em São Paulo está aliado a uma tentativa do governador de São Paulo de privatizar o transporte público. “O ato de hoje é uma manifestação contra o aumento da tarifa e pelo passe livre”, disse Diego Ferreira, diretor de políticas educacionais da União Nacional dos Estudantes (UNE). “Somos também contra a privatização de um espaço que é público. O transporte deve ser público. Ele deve ser acessado por toda a população não só para ir à universidade, mas para ter direito à cidade. A privatização, além de sucatear um serviço de transporte que é público, também faz com que as pessoas não tenham acesso à cidade. E sabemos que, com a privatização, as tarifas vão aumentar”, acrescentou Ferreira, em entrevista à Agência Brasil. Segundo Sofia Rocha, dirigente do Diretório Central dos Estudantes da Universidade de São Paulo (DCE Livre Alexandre Vannucchi Leme), o ato de hoje tem também várias outras bandeiras. “Estamos retomando também as pautas de 2013 como o passe livre e a tarifa zero para os trabalhadores”, argumentou. Segundo os manifestantes, o aumento na tarifa provoca uma série de problemas, entre eles, o crescimento da evasão escolar. “A gente sabe que a evasão hoje está institucionalizada. E nós, da UNE, defendemos o passe livre e entendemos que ele é um avanço nesse processo. A falta de assistência estudantil e de políticas efetivas nesse cenário faz com que se amplie agora a luta pelo passe livre não só em São Paulo, mas em todo o Brasil. O aumento da tarifa em São Paulo foi significativo. Foi um aumento de R$ 0,60 e isso não é fácil. No final do mês, é ali que iria o seu almoço da semana, é ali que iria o seu lanche no intervalo das aulas. Sabemos que isso vai influenciar e muito [no aumentou da evasão escolar]”, protestou Ferreira. Para Sofia, os mais prejudicados com esse aumento são os estudantes mais pobres. “Ele prejudica claramente os estudantes mais vulnerabilizados. Um estudante precisa se locomover para ir para a universidade ou para a escola. Esse aumento na tarifa é pesado para o bolso. Então, é fundamental estar nessa luta”, finalizou. Procurado pela Agência Brasil, o governo de São Paulo ainda não se manifestou sobre o protesto.
Fonte - Agência Brasil 04/01/2024

sexta-feira, 24 de agosto de 2018

Falta de integração no transporte gera mais gasto e perda de tempo

Mobilidade/Integração 🚌<> 🚄 <> 🚇 <> 🚢

Professor da Coppe avalia modelo adotado no Rio de Janeiro - O professor da Coppe disse que um bilhete único daria ao usuário um leque de opções ao sair de casa, “com um valor que ele tenha condição de pagar”. Essa é a forma utilizada em cidades da Europa e dos Estados Unidos. Sublinhou que não faz mais sentido, no século 21, cobrar tarifas isoladamente, sem ter a visão do conjunto. “A integração é a forma que a gente tem de fazer com que as pessoas sofram menos nos seus deslocamentos, tenham mais prazer em andar pela cidade. 

Por Alana Gandra
Repórter da Agência Brasil

foto - ilustração/arquivo pregopontocom
A falta de um sistema integrado entre os diversos modais de transporte torna a viagem mais cara e gera perda de tempo para o brasileiro. Esta é a conclusão do professor de Planejamento de Transportes do Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-Graduação e Pesquisa de Engenharia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (Coppe/UFRJ), Ronaldo Balassiano. “E perda de tempo na viagem é menos tempo com sua família, para lazer, para o descanso, ou para fazer alguma coisa fora do horário de trabalho”, explica.
O transporte é apontado, pela população, como o quarto maior problema das cidades, segundo a pesquisa Mobilidade da População Urbana 2017, publicada pela Confederação Nacional do Transporte (CNT) e pela Associação Nacional das Empresas de Transportes Urbanos (NTU). A adoção de políticas eficientes de mobilidade urbana será um dos desafios dos governantes a serem eleitos em outubro. A Agência Brasil conversou com o especialista para saber qual avaliação sobre modelo adotado no Rio de Janeiro.
Segundo Balassiano, que leciona no maior centro de excelência em Engenharia da América Latina, o Poder Público não vê o sistema de transporte como um sistema único. Na sua avaliação, o Rio de Janeiro tem um sistema com metrô, trens, ônibus, BRT, VLT, barcas, bicicletas, em que cada operador trabalha separadamente, sem que o poder concedente, que é o Estado, sequer exija essa visão de conjunto.
Balassiano defende uma administração integrada e neutra entre os diversos modais, que não ficasse sob responsabilidade exclusiva de qualquer operadora ou concessionária. Para exercer essa tarefa, que incluiria também a fiscalização dos serviços, o professor afirma que não seria necessário criar nenhuma empresa nova. Bastaria buscar profissionais na própria prefeitura ou no governo do estado que entendam de planejamento e de integração. Essa administração abrangeria não só a integração física dos modais, mas também toda a parte de bilhetagem.

Bilhete único
O professor da Coppe disse que um bilhete único daria ao usuário um leque de opções ao sair de casa, “com um valor que ele tenha condição de pagar”. Essa é a forma utilizada em cidades da Europa e dos Estados Unidos. Sublinhou que não faz mais sentido, no século 21, cobrar tarifas isoladamente, sem ter a visão do conjunto. “A integração é a forma que a gente tem de fazer com que as pessoas sofram menos nos seus deslocamentos, tenham mais prazer em andar pela cidade. E esse sistema funcionando, consegue também reduzir viagens que hoje são feitas de carro, em busca de maior qualidade e conforto”, sinalizou. “Temos como produzir isso com o transporte coletivo”, disse.
Balassiano afirmou que uma cidade pode ser considerada “humana” quando seu sistema de transporte coletivo oferece pontualidade, frequência, segurança, bilhete único e conforto.“Isso a gente não tem em nenhum dos modos [de transporte]”, assegurou Balassiano. Ele admitiu que a mudança para um administrador único, com integração tarifária, não é uma coisa fácil de se realizar “da noite para o dia”, mas é “extremamente viável”. “Não tenho dúvida da viabilidade”, assegurou.

Subsídio
O professor da Coppe/UFRJ destacou que o custo de operação de cada modal de transporte continuaria sendo o mesmo. Em casos extremos, esse bilhete único talvez possa precisar de algum subsídio, “mas é um subsídio quase marginal”. Lembrou que durante a Olimpíada Rio 2016, por uma exigência do Comitê Olímpico Internacional (COI), foi criado um bilhete único, a partir da integração dos vários modais que chegavam às arenas, à exceção somente das barcas. Isso permitiu ao usuário fazer quantas viagens quisesse para assistir aos jogos. Os recursos seriam divididos pelos custos de todos os operadores. “Para isso acontecer, eu não posso deixar a arrecadação nas mãos de operador de ônibus, do metrô, etc. Afinal de contas, aquilo é uma concessão”. Cabe ao poder concedente fiscalizar os operadores e monitorar a realização dos serviços para os habitantes.
Balassiano salientou que todas as tarifas estabelecidas hoje são “tarifas políticas”, não reais. Quando pleiteados, os aumentos de preço das passagens não são, em geral, acompanhados de planilhas atualizadas e verificadas pelas modernas tecnologias que comprovem a necessidade do reajuste. O modelo de sistema integrado de transporte com bilhete único já vigora nas maiores cidades do mundo - lembrou o especialista.
“Você compra um bilhete e anda o dia todo. E essas cidades nem faliram nem estão pobres, nem os operadores estão reclamando”. Balassiano sustentou que o modelo vigente está ultrapassado. “Só não avisaram aos gestores que esse modelo, onde cada um cuida de si, já caducou”. O modelo a ser implantado deve ser bom para o operador e “ótimo para a cidade”, concluiu.
Fonte - Agência Brasil  24/08/2018

quinta-feira, 17 de agosto de 2017

Mobilidade urbana é desafio para cidades e trabalhadores

Mobilidade  🚗 🚌 🚇 🚲 👪

A baixa oferta de transporte público, o alto custo das passagens, a falta de infraestrutura – como sinalização e calçadas inexistentes – e a insegurança são fatores que tornam o sistema de mobilidade urbana ineficiente. Isso tudo resulta em problemas como maior tempo de deslocamento nos centros urbanos, excesso de veículos nas vias e consequentemente maior número de mortes no trânsito e mais poluição.

Fabíola Sinimbú
Repórter da Agência Brasil
foto - ilustração
A necessidade de se deslocar diariamente para cumprir tarefas corriqueiras é muitas vezes um desafio para quem vive nas cidades. Desafio que se impõe também aos gestores que precisam planejar um sistema integrado, sustentável e capaz de atender à demanda da mobilidade dos habitantes.
A trabalhadora doméstica Maria Sales é uma dessas milhares de pessoas que conhecem bem os problemas no sistema de mobilidade urbana. A reportagem da Agência Brasil acompanhou a rotina da trabalhadora. Atualmente, ela passa a maior parte da semana morando na casa onde trabalha. Se precisasse sair de casa todos dias para ir ao trabalho, teria que percorrer diariamente cerca de 34 quilômetros para se deslocar da cidade de Santo Antônio do Descoberto (GO) até o trabalho, em Águas Claras (DF).
Ao longo desse percurso, Maria enfrenta pelo menos uma vez por semana quase duas horas de deslocamento, com cerca de um quilômetro de caminhada e mais dois trechos de ônibus. Ela explica que, assim como outros moradores da região, precisa acordar por volta das 4h, pois o primeiro ônibus que pega passa somente uma vez por dia. “Quando a gente perde o ônibus aqui tem que subir para a rodoviária, aí você imagina essa ladeirinha maravilhosa todos os dias”, diz, mostrando uma subida de mais de um quilômetro.
Segundo Willy Gonzales,coordenador do Centro Interdisciplinar de Estudos em Transportes da Universidade de Brasília (UnB), para que a mobilidade ocorra de forma eficiente é necessário que o deslocamento seja completo, sem que no meio do caminho haja qualquer imprevisto. Para isso, é necessário um sistema de mobilidade em que cada uma das partes interaja para cumprir um fim. “Qual que é o meu fim? Me deslocar com qualidade, com segurança e isso me permite realizar algum tipo de atividade no final do meu deslocamento: trabalhar, estudar, lazer”, diz.
Para chegar ao trabalho, Maria precisa pagar passagem de R$ 4,75 e outra no valor de R$ 3,50. Ida e volta significaria um custo diário de R$ 16,50. Segundo ela, o alto valor do transporte acaba sendo uma barreira para arrumar emprego, já que os patrões preferem contratar alguém que more mais perto e tenha que pagar menos pelo transporte. “A maioria do povo ali de Santo Antônio está desempregada por causa da passagem, porque os patrões não estão tendo condições, ainda mais para quem pega dois ônibus. O meu irmão mesmo foi mandado embora porque a empresa não estava aguentando pagar as passagens”.
A baixa oferta de transporte público, o alto custo das passagens, a falta de infraestrutura – como sinalização e calçadas inexistentes – e a insegurança são fatores que tornam o sistema de mobilidade urbana ineficiente. Isso tudo resulta em problemas como maior tempo de deslocamento nos centros urbanos, excesso de veículos nas vias e consequentemente maior número de mortes no trânsito e mais poluição.
De acordo com dados publicados no anuário 2017 da Confederação Nacional dos Transportes, a frota de automóveis no Brasil é de 51,2 milhões, o equivalente a um carro para cada quatro brasileiros. Outra estatística que chama a atenção é o número de mortes no trânsito, que segundo o Ministério da Saúde, em 2015, somaram 37.306 em todo o Brasil.
Segundo a gerente de projetos do Ministério das Cidades, Martha Martorelli, muitos desses impactos são resultado de um antigo entendimento de que mobilidade tinha a ver apenas com transporte. “Foi com a criação do Ministério das Cidades que se pensou na mobilidade como uma política urbana e não apenas como uma política de transporte”, explica.
Essa transformação provocou muitas mudanças na forma de pensar a mobilidade, entre elas, o caráter público das ruas, que privilegia os transportes não motorizados ou públicos e deixando de dar tanto destaque para o uso de veículos particulares. Outra mudança foi a incorporação do conceito de Ruas Completas (do termo em inglês complete streets) que define uma coexistência harmônica de diversos modos de deslocamento, com boa infraestrutura e informação para pedestres, bicicletas, transporte público e automóveis.
Segundo Pastor Gonzales, é importante encorajar as pessoas a combinarem mais de um modo de se deslocar, mas para isso os meios de transportes e a infraestrutura complementar também devem permitir isso. “A integração de cada modal é importante para que ele finalize o deslocamento. Nesse sentido, várias ações já estão sendo dadas no Brasil, com exemplos muito interessantes. Por exemplo, as bicicletas compartilhadas, elas vêm atender esse aspecto. A pessoa tem uma opção a mais para completar parte do deslocamento”, explica.
Para a trabalhadora doméstica, se houvesse mais opções que otimizassem o deslocamento, sobraria tempo para estudar e melhorar de vida. “Ultimamente, estou trabalhando em casa de família, trabalho aqui em Águas Claras, trabalho há 20 anos com o mesmo pessoal, mas o meu sonho mesmo era fazer uma faculdade de gastronomia e mexer com coisa que eu gosto que é cozinha. Eu amo cozinhar, então, para mim seria uma glória se eu conseguisse né? Então assim não dá, mesmo se eu quisesse não daria, além do horário que eu chego que demora demais e as condições também, porque fica muito difícil”, conta.
Fonte - Agência Brasil  17/08/2017

segunda-feira, 23 de janeiro de 2017

Trens e barcas ficam mais caros a partir de fevereiro no Rio

Transportes/Tarifas  🚢 🚉

O bilhete nos trens da Supervia, atualmente no valor de R$ 3,70, passam a custar R$ 4,20 a partir de 2 de fevereiro.No caso das barcas, a concessionária fica autorizada a cobrar R$ 5 a partir de 12 de fevereiro. O preço atual é de R$ 4,10.

Vinícius Lisboa
Repórter da Agência Brasil

foto - ilustração
As tarifas cobradas de passageiros de barcas e trens do estado do Rio de Janeiro serão reajustadas em fevereiro. Dois decretos publicados hoje (23) pelo governador, Luiz Fernando Pezão, no Diário Oficial do Estado do Rio de Janeiro, determinam o aumento das passagens.
O bilhete nos trens da Supervia, atualmente no valor de R$ 3,70, passam a custar R$ 4,20 a partir de 2 de fevereiro.
No caso das barcas, a concessionária fica autorizada a cobrar R$ 5 a partir de 12 de fevereiro. O preço atual é de R$ 4,10.
Os valores foram fixados em deliberações publicadas em 27 de dezembro pela Agência Reguladora de Serviços Públicos Concedidos de Transportes Aquaviários, Ferroviários, Metroviários e de Rodovias do Estado do Rio de Janeiro (Agetransp)

Bilhete Único
O valor do Bilhete Único Intermunicipal também foi reajustado no início deste ano, e o aumento foi parar na Justiça. O valor já havia subido de R$ 6,50 para R$ 8 em 1º de janeiro, e o governo do estado decretou novo reajuste, que passaria a valer em 13 de fevereiro e elevaria o valor das passagens para R$ 8,55.
A Defensoria Pública do Estado do Rio de Janeiro pediu a suspensão da medida na Justiça, que concedeu liminar impedindo que o reajuste fosse efetivado.
O bilhete único permite que os usuários façam até duas viagens, no intervalo de três horas, em ônibus, metrô, trem, barcas, vans legalizadas e BRT (corredor exclusivo de ônibus), pagando o valor de R$ 8.
Fonte - Agência Brasil  23/01/2017

quinta-feira, 19 de janeiro de 2017

Justiça nega novo pedido do governo de SP para aumentar tarifa do transporte

Transportes/Tarifas  🚉

Na decisão, o desembargador Spoladore Dominguez, da 13ª Câmara de Direito Público do Tribunal de Justiça de São Paulo, sustenta que não há risco de dano grave irreparável e prejuízo ao erário que justifique a elevação das tarifas.

Bruno Bocchini
Repórter da Agência Brasil

foto - ilustração/arquivo
A Justiça negou hoje (18) um novo pedido do governo do estado de São Paulo para suspender a liminar que impede o reajuste das tarifas de trem e metrô nos bilhetes integrados. Na decisão, o desembargador Spoladore Dominguez, da 13ª Câmara de Direito Público do Tribunal de Justiça de São Paulo, sustenta que não há risco de dano grave irreparável e prejuízo ao erário que justifique a elevação das tarifas.
“O alegado prejuízo ao estado (R$ 404 milhões, apenas no exercício de 2017) não se consolidará, de forma imediata, a curto prazo; diferentemente do que, a priori, ocorrerá com a parcela dos usuários, que serão diretamente afetados pelo reajuste tarifário (23,86% dos usuários do Metrô; e 19,68% dos usuários da CPTM)”, disse Spoladore Dominguez em sua decisão.
Esse foi a segunda vez que o governo paulista tentou, sem sucesso, reverter a liminar do juiz Paulo Furtado de Oliveira Filho, de 6 de janeiro, que suspende o reajuste das tarifas. Na primeira tentativa, em 10 de janeiro, o presidente do Tribunal de Justiça de São Paulo, Paulo Dimas Mascaretti, também manteve a liminar.
O mérito do agravo de instrumento ainda será julgado, sem data definida, com a participação de mais dois desembargadores na votação. A tarifa da integração, que havia passado para R$ 6,80 no último dia 8, continua, até o julgamento final, a custar R$ 5,92.
A reportagem da Agência Brasil não conseguiu contato com assessoria de imprensa do governo de São Paulo para comentar a nova manutenção da liminar. Anteriormente, a Secretaria dos Transportes Metropolitanos (STM) defendeu que “o atendimento da ordem liminar impacta financeiramente de forma drástica e prejudicial o sistema de transporte e os cofres do governo do estado”. De acordo com o governo paulista, com a manutenção da decisão que proibiu o reajuste, o impacto financeiro em 2017 será de R$ 220 milhões.
Fonte - Agência Brasil  18/01/2017

quinta-feira, 12 de janeiro de 2017

Juíza suspende aumento de todas as tarifas de transporte em São Paulo

Transportes/Tarifas  🚌

Na decisão, a juíza disse que a razão para o aumento “não está detalhado tecnicamente,o que impede a análise de sua pertinência e,ademais,supera, sem explicação, os índices inflacionários”.Na tarde de ontem (10),o presidente do Tribunal de Justiça Paulo de São Paulo,Paulo Dimas, decidiu suspender o aumento na integração (ônibus+trilhos) do transporte público em São Paulo que estava em vigor desde domingo (8). 

Elaine Patricia Cruz
Repórter da Agência Brasil
foto - ilustração
A juíza Simone Viegas de Moraes Leme, da 15ª Vara da Fazenda Pública do Tribunal de Justiça de São Paulo, suspendeu hoje (11) o aumento das passagens de todas as linhas de ônibus intermunicipais administrados pela Empresa Metropolitana de Transporte Urbano (EMTU). Cabe recurso da decisão.
Na decisão, a juíza disse que a razão para o aumento “não está detalhado tecnicamente, o que impede a análise de sua pertinência e, ademais, supera, sem explicação, os índices inflacionários”.
Na tarde de ontem (10), o presidente do Tribunal de Justiça Paulo de São Paulo, Paulo Dimas, decidiu suspender o aumento na integração (ônibus+trilhos) do transporte público em São Paulo que estava em vigor desde domingo (8). Com essa decisão, a Secretaria Estadual de Transportes notificou, na noite de ontem, o Metrô, a CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos), a EMTU e a SPTrans, empresa gestora do Bilhete Único, para que as tarifas de integração fossem alteradas ao valor que era praticado antes do aumento, o que começou a ocorrer na manhã de hoje.
No caso da EMTU, a secretaria já havia determinado ontem que a empresa voltasse a cobrar o preço anterior no caso das linhas de ônibus intermunicipais da área 5 da região metropolitana (que corresponde ao ABC) e, a partir de sexta-feira (13), também nas linhas das regiões metropolitanas de Sorocaba, Vale do Paraíba e Litoral Norte.
No entanto, a secretaria não abaixou o preço das passagens nas regiões metropolitanas de Campinas, Baixada Santista, as áreas 1,2,3,4 e o corredor ABD da região metropolitana de São Paulo, pois, de acordo com a secretaria, não estavam incluídas na determinação de ontem do tribunal. Porém com a decisão de hoje, da juíza Simone Viegas de Moraes Leme, a secretaria será obrigada a abaixar o preço de todas as passagens da EMTU.
Por meio de nota, a Secretaria de Transportes Metropolitanos (STM) informou que tomou conhecimento da ampliação da liminar, mas que ainda não foi notificada. "A STM não foi citada ainda e tomará todas as medidas necessárias para cumprimento da decisão", disse.
Segundo a secretaria, a extensão da liminar abrange os reajustes aplicados nas tarifas da EMTU em sete contratos de concessão nas regiões de São Paulo (áreas 1,2,3,4 e Corredor ABD), Baixada Santista (inclusive o VLT) e Campinas.
“A STM reafirma que o atendimento da ordem liminar impacta financeiramente, de forma drástica e prejudicial, o sistema de transporte e o orçamento do governo do estado. Se mantida a decisão, causará um impacto financeiro de mais R$ 212 milhões em 2017, além dos R$220 milhões envolvendo Metrô, CPTM e permissionárias da EMTU”, diz a nota.
Fonte - Agência Brasil  11/01/2017

sexta-feira, 16 de setembro de 2016

Prefeitura do Rio já paga calotes de passagens no VLT

Transportes sobre trilhos

Como previsto em contrato, município compensa concessionária pelas perdas com quem não paga a passagem.Em menos de dois meses após o início da cobrança de tarifa, a Secretaria Municipal de Transportes (SMTR) confirmou que os pagamentos para compensar a concessionária do VLT pelas “perdas” com quem não paga as passagens já estão sendo feitos, mas não informou os valores desembolsados.

Gustavo Ribeiro - O Dia
Ernesto Carriço / Agência O Dia
Rio - Começou a sair das contas da Prefeitura do Rio o prejuízo pelos calotes no Veículo Leve sobre Trilhos, que tem esquema de pagamento espontâneo dentro das composições. Em menos de dois meses após o início da cobrança de tarifa, a Secretaria Municipal de Transportes (SMTR) confirmou que os pagamentos para compensar a concessionária do VLT pelas “perdas” com quem não paga as passagens já estão sendo feitos, mas não informou os valores desembolsados.
Como o DIA publicou em outubro, se o número de pessoas transportadas for entre 10% e 20% maior que o de passageiros validados, metade do prejuízo deverá ser ressarcido à concessionária do VLT com recursos do Tesouro Municipal. A compensação mensal é prevista ao longo da concessão de 23 anos em contrato, que estabelece ainda que os valores que excederem os 20% de evasão (pessoas que não pagam a tarifa) são integralmente pagos pela prefeitura. Sensores nos veículos apontariam a lotação e as discrepâncias.
cobrança de tarifa começou em 26 de julho, mas as multas para quem não pagar só passaram a ser aplicadas em 5 de setembro. O valor é de R$ 170 para quem deixa de validar os bilhetes eletrônicos nos VLTs — a maioria das estações não tem roletas — pela primeira vez. Para reincidentes, a multa é de R$ 255. Até dia 14, foram aplicadas 162 multas, sendo 12 a estrangeiros. O dia com mais registros foi o primeiro (36). Os dias 12 e 13 tiveram a menor incidência (10 multas em ambos).
O VLT transportou 756.173 passageiros nos 17 dias de Olimpíada. Nos fins de semana, atingiu picos com mais de 80 mil passageiros somando sábados e domingos. No primeiro fim de semana de operação na Paralimpíada, mais de 57 mil pessoas andaram de VLT. Desde 5 de junho, início do serviço, foram transportados 2,2 milhões. “Percebo que o VLT entrou na rotina do carioca”, diz o estudante Rodrigo Rapparini, 20, que usa o transporte entre o trabalho, na Candelária, e a faculdade, na Cinelândia.

Pagamentos por 23 anos
Depois que o VLT estiver em operação plena (prevista para 2017), a prefeitura ainda vai remunerar a concessionária nos meses em que o sistema não atingir as curvas de demanda mínima fixadas em estudo para o horizonte de 23 anos.
A prefeitura já remunera o Consórcio VLT Carioca pelos investimentos na obra. O valor, fixado no contrato de 2013 em R$ 5,9 milhões mensais e iniciado com a operação comercial, gira hoje em torno de R$ 8 milhões (devido à atualização monetária) e será pago ao longo da concessão. O empreendimento custou R$ 1,157 bilhão e foi feito em Parceria Público-Privada com o consórcio formado por CCR, Invepar, Odebrecht Transportes, Riopar, RATP e Benito Roggio Transporte, que pagou R$ 625 milhões.

Bilhete só será vendido nas máquinas
A partir de domingo, as estações do VLT não terão mais vendedores do Bilhete Único Carioca, mantidos pela RioCard. A venda e recarga dos cartões continuarão sendo feitas nas máquinas de autoatendimento em todas as paradas. A venda manual foi uma ação voluntária da RioCard para auxiliar o público no início da operação.
A RioCard iniciou campanha, esta semana, com agentes que distribuem panfletos nos pontos, painéis digitais e vídeos nos veículos. O objetivo é evitar que o passageiro seja multado. As mensagens alertam que cada usuário deve ter seu RioCard para andar no sistema, que qualquer RioCard é aceito no VLT e nos outros meios de transporte e recomendam a compra das passagens de ida e volta para facilitar o embarque. Segundo Melissa Sartori, gerente de Marketing do RioCard, essas são as principais dúvidas dos usuários.
Fonte - O Dia  15/09/2016

terça-feira, 30 de junho de 2015

Grécia terá transporte público gratuito até bancos reabrirem

Internacional

Trólebus, metrô, trem e ônibus gratuitos, na grande Atenas.Ministro grego anunciou que não serão cobradas tarifas no transporte público na grande Atenas, até a normalização do serviços bancários

Associated Press 
Autor - EM.com.br 
créditos-Reprodução
O governo da Grécia anunciou nesta segunda-feira (29) que não serão cobradas as tarifas no transporte público na grande Atenas enquanto os bancos estiverem fechados, informou a agência Associated Press.
Segundo o ministro dos Transportes, Christos Spirtzis, a medida atinge os serviços de metrô, trem, ônibus e trólebus na grande Atenas, onde vive cerca de 40% da população do país.
As tarifas custam 1,20 euros para uma viagem com duração de 70 minutos. Spirtzis disse que a decisão custará ao governo cerca de 4 milhões de euros por semana.
Já os serviços em Thessaloniki, a segunda maior cidade da Grécia, são parcialmente privatizadas e não permitem que o governo corte as tarifas.
Fonte - Mobilize  29/06/2015

quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

MPL promete novos protestos contra o reajuste nas passagens de ônibus

Tarifas/ônibus

Os movimentos Passe Livre e Tarifa Zero reiniciam protestos nesta quarta-feira. Em Salvador, o protesto está marcado para esta tarde, do Largo do Campo Grande em direção à Estação da Lapa. Na capital baiana, a passagem passou de R$ 2,80 para R$ 3, no dia 2 de janeiro. 

Ana Cristina Campos
Repórter da Agência Brasil 
Marcelo Camargo/Agência Brasil
Grupos contrários ao aumento do preço do transporte público, como o Movimento Passe Livre (MPL) e o Tarifa Zero, prometem voltar às ruas a partir de hoje (7) para protestar contra o reajuste nas tarifas de ônibus.
Em Salvador, o protesto está marcado para esta tarde, do Largo do Campo Grande em direção à Estação da Lapa. Na capital baiana, a passagem passou de R$ 2,80 para R$ 3, no dia 2 de janeiro. No Facebook, 1,3 mil pessoas confirmaram participação no protesto. Na descrição do ato, os organizadores dizem “Ano novo, tarifa nova, vida ainda mais difícil. Mas, que fique claro, não vamos ficar de braços cruzados! Não é de hoje que estamos dizendo: se a tarifa aumentar, Salvador vai parar!!!”.
Em Joinville, Santa Catarina, o protesto está marcado para hoje, a partir das 18h, na Praça da Bandeira. No ABC Paulista, haverá ato também nesta quarta-feira, às 16h, na estação de trem de Mauá.
Em São Paulo, onde os protestos contra o aumento das passagens tiveram início em 2013, a manifestação convocada pelo Facebook para sexta-feira (9) já tem 38 mil pessoas confirmadas. A concentração para o ato, convocado pelo MPL, começará às 17h, em frente ao Theatro Municipal.
Na capital paulista, desde ontem (6), o preço do transporte coletivo passou de R$ 3 para R$ 3,50. Na tarde de segunda-feira (5), o movimento promoveu uma aula pública, sob o Viaduto do Chá, próximo à prefeitura de São Paulo, para discutir o aumento das tarifas.
No Rio de Janeiro, o MPL promete protestar contra o reajuste das passagens na sexta-feira, às 17h, na Cinelândia. Desde 2 de janeiro, as passagens de ônibus municipais subiram de R$ 3 para R$ 3,40. A negativa da Justiça em conceder liminar para impedir o aumento das passagens, na ação civil proposta pelo Ministério Público do Estado, é considerada pelo MPL uma demonstração de que a tarifa tende a aumentar cada vez mais no atual modelo de gestão, "em que os custos ficam com os usuários e as concessionárias têm total liberdade para administrar os serviços".
Em Belo Horizonte, o protesto está marcado para sexta-feira, às 17h, na Praça Sete de Setembro. No dia 29 de dezembro, as tarifas de ônibus municipais passaram de R$ 2,85 para R$ 3,10. O ato é convocado pelo Tarifa Zero e tem 6,5 mil pessoas confirmadas no Facebook. Segundo os organizadores, o aumento “exclui a população mais pobre do acesso à cidade, além de aumentar o número de veículos nas ruas, já que as pessoas deixam de usar os ônibus e passam a andar de moto ou de carro”.
No Recife, o ato contra o aumento das passagens também está agendado para sexta-feira, às 7h30, em frente à sede do Grande Recife Consórcio de Transporte. Está previsto para o mesmo dia o início das discussões sobre a nova tarifa.
Em Guarulhos, na Grande São Paulo, onde as passagens subiram de R$ 3 para R$ 3,50, o MPL marcou ato para a próxima segunda-feira (12), às 17 horas, em frente à Igreja Matriz. Outras cidades paulistas que já têm manifestações agendadas são Santo André, no sábado (10), e São Bernardo do Campo, na quarta-feira (14).
Em Florianópolis, a agenda de mobilização contra o aumento começa hoje e vai até terça-feira (13), quando será realizado um ato, às 17h, no Terminal de Integração do Centro.
Em Niterói, Rio de Janeiro, o ato está previsto para quinta-feira (15), às 18h, no campus Gragoatá da Universidade Federal Fluminense.
No município paulista de Osasco, os protestos estão marcados para dia 23, na Estação Osasco da CPTM, onde a passagem subiu ontem para R$ 3,50. "Osasco é 10 vezes menor que São Paulo. Cobrar a mesma tarifa de São Paulo por uma quilometragem menor, é desproporcional", ressaltam os organizadores no Facebook.
Fonte - Agência Brasil  07/01/2015

segunda-feira, 10 de novembro de 2014

Prefeitos debatem redução de tarifas do transporte público

Transportes

Com 120 prefeitos inscritos e 600 gestores, entre secretários e outros cargos de administrações municipais, o evento terá a participação do vice-presidente da República Michel Temer. Os prefeitos vão entregar a Temer documento contendo 23 reivindicações sobre diversos assuntos.

Fernanda Cruz 
Repórter da Agência Brasil
foto - ilustração
Redução de tarifas do transporte público, esforços para economizar água e escalonamento de dívidas dos municípios são alguns temas a serem debatidos na 66a Reunião Geral da Frente Nacional de Prefeitos (FNP), encontro que ocorre hoje (10) e amanhã (11) em Campinas, São Paulo.
Com 120 prefeitos inscritos e 600 gestores, entre secretários e outros cargos de administrações municipais, o evento terá a participação do vice-presidente da República Michel Temer. Os prefeitos vão entregar a Temer documento contendo 23 reivindicações sobre diversos assuntos.
Segundo prefeito de Campinas, Jonas Donizette, os municípios vão levar também a Temer pedido para que o imposto sobre combustíveis seja municipalizado e também pleitear auxílios para redução no preço das tarifas no transporte público. “Os municípios não têm capacidade financeira de oferecer os subsídios necessários para o barateamento das tarifas”, disse.
Jonas destaca que, nos últimos anos, a frota de veículos cresceu muito, mas as vias nas cidades brasileiras praticamente não se alteraram. Ele defende um aporte financeiro para realização de obras.
Outros temas também serão levados, como uma melhor distribuição do orçamento. “No bolo tributário, uma pequena parte fica com os municípios. E é nos municípios que estão as reivindicações da população”, disse. Jonas disse que o documento a ser entregue ao vice-presidente comprovará como, nos últimos tempos, aumentou as responsabilidades das cidades, sem que aumentasse a capacidade financeira nos municípios. “Talvez por isso tenhamos tanta insatisfação das pessoas. Precisamos do fortalecimento dos municípios no país”, declarou.
Outro assunto é a dívida das cidades. Em Campinas, cita Jonas, a dívida era de R$ 177 milhões em 2000. “A cidade pagou R$ 540 milhões e deve R$ 480 milhões. É algo impagável. Pagamos 32% de juros a mais que a Selic”, disse ele.
Fonte - Agência Brasil  10/11/2014

segunda-feira, 6 de outubro de 2014

Passagem para usuários do VLT na Baixada Santista custará R$3,20

Transportes sobre trilhos

VLT será integrado a linhas de ônibus e bicicletários - O usuário que fizer a integração com ônibus municipais pagará R$ 3,40 pelo bilhete.

A Tribuna online

A Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos (EMTU) já definiu o valor da tarifa do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) na região: R$ 3,20. O usuário que fizer a integração com ônibus municipais pagará R$ 3,40 pelo bilhete.
Os valores estão previstos no edital da licitação, publicado sexta-feira (3), para a concessão patrocinada – modalidade em que o Estado complementa o valor da tarifa ao concessionário – Sistema Integrado Metropolitano da Região Metropolitana da Baixada Santista (SIM RMBS).
A empresa vencedora da concorrência será responsável pela prestação dos serviços públicos de transporte coletivo nas nove cidades da região, inclusive pelos ônibus, que hoje totalizam uma frota de 514 veículos, distribuídos entre 62 linhas que atendem 223 mil usuários.
O documento também afirma que, nos casos de integração entre os transportes metropolitanos, a tarifa não poderá ser superior à cobrada para um deslocamento realizado somente por linha de ônibus.
Por questão de segurança, as estações de parada do modal não terão bilheteria. Haverá uma rede credenciada para comercializar o bilhete de transporte.

Etapa
As empresas interessadas em participar do certame devem entregar os envelopes com as propostas em uma sessão pública, que acontecerá no dia 25 de novembro.
O investimento privado previsto é de R$ 666 milhões e inclui a implantação de equipamentos e sistemas, bilhetagem eletrônica, aquisição de frota de ônibus e material rodante adicional para operar no trecho Barreiros – Samaritá do VLT, em São Vicente. O valor total do contrato, com valores da projeção da contraprestação e receitas, é de R$ 4,8

Teste
Os primeiros testes do VLT começaram no final de agosto e devem se estender até o primeiro trimestre de 2015, quando está previsto o início da operação comercial do modal, no primeiro trecho, entre as cidades de Santos e São Vicente.

Pioneiro
O VLT entre os dois municípios - Santos e São Vicente - *é inédito no País. Será composto por 22 composições, três delas fabricadas na Espanha, e as outras 19 no Rio de Janeiro. Cada composição transportará 400 passageiros, dos quais 72 sentados.
Fonte - STEFZS  05/10/2014

(*) Grifo nosso - Será que esqueceram o VLT de Cuiabá que ligará a capital a vizinha cidade de Várzea Grande?.......

segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

Ligação de telefone fixo para celular ficará 13% mais barata em março

Telefonia

Novas tarifas de remuneração de redes móveis vão determinar uma redução de 13% em média do preço das ligações de telefones fixos para celulares a partir do próximo mês.

Sabrina Craide 
Repórter da Agência Brasil 
Marcello Casal Jr./Agência Brasil
Novas tarifas de remuneração de redes móveis vão determinar uma redução de 13% em média do preço das ligações de telefones fixos para celulares a partir do próximo mês.Marcello Casal Jr./Agência Brasil
A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) publicou hoje (24), no Diário Oficial da União, as novas tarifas de remuneração de redes móveis, que vão determinar uma redução de 13% em média do preço das ligações de telefones fixos para celulares a partir do próximo mês. A expectativa da Anatel é que os novos valores nas chamadas de fixo para móvel gerem uma economia anual para os consumidores da ordem de R$ 2,1 bilhões.
Com as mudanças, o preço médio das ligações locais de fixo para celular passará de R$ 0,45 para R$ 0,39 por minuto. O preço médio das ligações interurbanas feitas de fixo para móvel com DDD iniciando com o mesmo dígito (exemplo: DDDs 61 e 62) passará de R$ 0,93 para R$ 0,80, e o preço médio das demais ligações interurbanas de fixo para celular passará de R$ 1,05 para R$ 0,92.
A redução é resultado do Plano Geral de Metas de Competição da Anatel, aprovado em 2012, e abrange chamadas da telefonia fixa para celular, sejam ligações locais ou de longa distância, originadas nas redes das concessionárias da telefonia fixa (Oi, Telefônica, CTBC, Embratel e Sercomtel) destinadas às operadoras móveis. A Anatel diz que novas quedas de valores estão previstas para 2015.
Fonte - Agência Brasil   24/02/2014

quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

Preço das tarifas de metrô, trens e barcas vai subir no RJ

Rio de Janeiro

Na contramão do que foi informado pelo governador do Rio Sérgio Cabral no dia 31 de janeiro, as tarifas das passagens do metrô, barcas e trens vão sofrer reajustes. Por meio de nota, a assessoria de imprensa do Governo do Estado confirmou, nesta quarta-feira (19), o aumento nas passagens, mas afirmou que não haverá mudança no valor para os usuários do Bilhete Único.

G1 – Mariucha Machado

Apenas usuários do Bilhete Único não serão afetados pelos reajustes. Em 31 de janeiro, Cabral havia afirmado que os preços não aumentariam.
Na contramão do que foi informado pelo governador do Rio Sérgio Cabral no dia 31 de janeiro, as tarifas das passagens do metrô, barcas e trens vão sofrer reajustes. Por meio de nota, a assessoria de imprensa do Governo do Estado confirmou, nesta quarta-feira (19), o aumento nas passagens, mas afirmou que não haverá mudança no valor para os usuários do Bilhete Único.
“Não houve qualquer mudança. Conforme informado no dia 31 de janeiro de 2014 em nota oficial à toda a imprensa sobre a manutenção dos valores atuais das tarifas de trens (R$2,90), barcas (R$3,10 – tarifa social) e metrô (R$3,20), o Governo do Estado deixa claro que o acesso ao Bilhete Único Intermunicipal (BU) é universal ou seja, não tem restrições; todo e qualquer usuário pode solicitá-lo, sem qualquer custo para isso. Portanto, somente paga a tarifa cheia quem não optar pela simples adesão”, diz a nota enviada.
Ainda segundo informações do Governo do Estado, as pessoas têm direito à gratuidade por 60 dias para a obtenção do cartão do Bilhete Único. Também não haverá reajuste na tarifa social. Os usuários que utilizam o vale-transporte para pagamento podem convertê-lo em Bilhete Único Intermunicipal sem qualquer custo.
A Agetransp, agência reguladora dos transportes, informou que os aumentos serão baseados na inflação. “Conforme previsto nos contratos de concessão, as datas para entrada em vigor de reajuste tarifário anual para o transporte ferroviário é fevereiro e para o transporte metroviário é abril. Para os dois modais, o índice de inflação contratual é o IGP-M (em período de 12 meses)”.

Barcas
Em sessão regulatória extraordinária realizada na manhã de segunda-feira (17), a Agetransp autorizou, com base no contrato de concessão, reajuste tarifário para o serviço público de transporte aquaviário no Rio de Janeiro. A tarifa das linhas sociais será reajustada no prazo de 30 dias -- medida já foi publicada nesta quarta-feira (19) no Diário Oficial.
O conselho diretor da agência reguladora homologou reajuste de 5,72%, o equivalente à variação do IPCA (índice de inflação calculado pelo IBGE) entre fevereiro de 2013 e fevereiro de 2014 (projetado). Assim, a concessionária CCR Barcas fica autorizada a praticar a Tarifa Aquaviária no valor de R$ 4,80.
Segundo a CCR Barcas, empresa que administra o transporte, atualmente 80% dos usuários são beneficiados pelo Bilhete Único. Os passageiros que pagam a tarifa de R$ 3,10 nas linhas sociais da concessionária terão o valor da passagem mantido.

SuperVia
Em nota, a SuperVia informa que seguirá com o programa de investimentos iniciado em 2012 e, atualmente, transporta 600 mil passageiros por dia.
Fonte - São Paulo Trem Jeito  20/02/2014

quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

CPI dos Transportes finaliza relatório e faz recomendações para prefeitura de SP

Transporte público

O relatório pede ainda total transparência na elaboração e divulgação das planilhas de custo apresentadas pelas empresas de ônibus para justificar a tarifa, fiscalização mais rigorosa das empresas e novos critérios de licitação e contratação das empresas

Flávia Albuquerque 
Repórter da Agência Brasil 
foto - pregopontocom
A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) dos Transportes da Câmara Municipal de São Paulo apresentou hoje (13) o relatório final de suas investigações sobre os valores das tarifas de ônibus na cidade de São Paulo, no qual faz 26 pedidos à prefeitura, entre os quais mudanças na própria planilha. O relatório pede ainda total transparência na elaboração e divulgação das planilhas de custo apresentadas pelas empresas de ônibus para justificar a tarifa, fiscalização mais rigorosa das empresas e novos critérios de licitação e contratação das empresas.
A CPI foi criada em junho do ano passado após as manifestações contra o aumento de R$ 0,20 na tarifa de ônibus e pedindo a abertura das planilhas, pois a alegação da prefeitura para o aumento da passagem era a necessidade de subsidiar as empresas de ônibus. O documento será enviado ao prefeito Fernando Haddad, ao Ministério Público Federal, ao Ministério Público Estadual e ao Tribunal de Contas do Município.
As recomendações ainda exigem da administração municipal melhor qualidade no transporte oferecido ao cidadão, reestruturação para evitar sobreposição de linhas entre concessionários e permissionários, construção de mais terminais para integração de ônibus e auditoria permanente por parte do Tribunal de Contas do Município.
De acordo com o presidente da CPI dos Transportes, Paulo Fiorilo (PT), a CPI conseguiu apresentar a necessidade da mudança da metodologia da planilha, porque a utilizada atualmente tem 30 anos e está obsoleta e equivocada. “Com as indicações feitas a questão da tarifa pode ser rediscutida, porque a questão é esse R$ 1,5 bilhão que a Prefeitura coloca para manter a tarifa em R$ 3. A cidade de São Paulo precisa gastar melhor o dinheiro. Nos últimos três anos, os aditivos aos contratos foram crescendo de forma vertiginosa. É preciso rever isso, porque isso pode ser um gasto desnecessário".
A relatora da CPI, Edir Sales (PSD), ressaltou que os membros da CPI acompanharão bem de perto as ações e resultados pedidos no relatório, mas deixou claro que nada disso deve ocorrer da noite para o dia. “As mudanças vêm a médio e longo prazo. Não é porque houve uma CPI na Câmara que vamos ter uma mudança radical. Nós acompanharemos com mais afinco agora. O transporte público em São Paulo precisa melhorar muito. Tudo o que recomendamos é superimportante”.
A Secretaria Municipal de Transportes informou que ainda não tem uma posição sobre o relatório e as recomendações.
Fonte - Agência Brasil  13/02/2014

sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

Governador do Rio mantém tarifas dos transportes

Transportes

Sérgio Cabral decidiu manter os preços das tarifas dos trens, das barcas e do metrô

Douglas Corrêa 
Repórter da Agência Brasil

O governador do Rio, Sérgio Cabral, decidiu manter os preços das tarifas dos trens (R$2,90), das barcas (R$3,10 – tarifa social) e do metrô (R$3,20). Em nota, informou que a Lei Estadual 6.138/2011 instituiu a tarifa social para as barcas e definiu que as despesas serão subsidiadas pelo Fundo Estadual de Transporte. O caso dos trens e metrôs serão definidos pela área econômica do governo estadual.
Nesta quinta-feira (30), o Diário Oficial do município do Rio publicou decreto do prefeito Eduardo Paes, reajustando em 9,09% as passagens dos ônibus urbanos. A tarifa vai passar dos atuais R$ 2,75 para R$ 3. O aumento entra em vigor no dia 8 de fevereiro.
Eduardo Paes instituiu o passe livre universitário e ampliou os benefícios de gratuidade nos ônibus para estudantes do ensino fundamental e ensino médio da rede pública.
Fonte - Agência Brasil  31/01/2014

segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

Tocar fogo em SP: A onda "reacionária" em 2014

Politica

Haddad lidera reformas indispensáveis para tirar a cidade do caos. A velocidade dos ônibus já deu um salto de 45%. Mas o dinheiro grosso barra novos avanços.




A velocidade dos ônibus em São Paulo registou um salto de 45% em 2013 (de 14,2 kms/h para 20,6 kms /h).

Saul Leblon - CM
Três milhões de pessoas ganharam 38 minutos por dia fora das latas de sardinha, que agora pelo menos andam.
Embora a maioria ainda desperdice mais de duas horas diárias em deslocamentos pela cidade, é quase uma revolução quando se verifica a curva antecedente.
Ninguém pagou mais por isso: as tarifas estão congeladas desde junho sob a pressão de protestos legítimos liderados pelo Movimento Passe Livre.
Financiar a tarifa e modernizar o sistema com 150 kms de corredores exclusivos (as faixas já passam de 290 kms) , seria a tarefa do aumento progressivo do IPTU previsto pelo prefeito Fernando Haddad.
A coerência entre os meios e os fins é irretocável.
1/3 dos moradores mais pobres de SP não pagariam nada de IPTU em 2014; os demais, em média, contribuiriam com um adicional de R$ 15,00 ao mês. Os boletos dos mais ricos, naturalmente, transitariam acima da média.
O matrimônio de interesses expresso na aliança entre Fiesp, PSDB e a toga colérica implodiu esse reajuste.
Como Nero, eles querem ver São Paulo pegar fogo para culpar os adversários (os cristãos, no caso do imperador).
Em meio às labaredas emergiria o palanque conservador como a escada Magirus que os reconduziria com segurança ao Bandeirantes e, quem sabe, ao Planalto.
O dinheiro grosso fornece a gasolina; o tucanato fino de Higienópolis entra com o maçarico.
‘Bum!’, diz a mídia obsequiosa que estampa a foto de Haddad com a legenda: o culpado é o oxigênio.
Depois de subtrair R$ 40 bi por ano do sistema público de saúde, ao extinguir a CPMF, eles não hesitam agora em usar o sofrimento da população como recheio do seu pastel de vento eleitoral.
É o de sempre, ataca Haddad: a coalizão da casa-grande contra a senzala.
Eles retrucam estalando o chicote da mídia.
A rede de ônibus da capital (linha e fretados) transporta 68% das população e ocupa somente 8% das vias urbanas.
A frota de automóveis transporta 28% e ocupa cerca de 80% do espaço das vias.
A informação é da urbanista Raquel Rolnik, em artigo reproduzido no Viomundo.
A rigor, portanto, a mobilidade melhorou para a maioria dos habitantes da cidade, com uma redistribuição pontual do uso do espaço viário.
Mas a emissão conservadora atiça o fim de ano da classe média com bordão do caos no trânsito –por culpa do privilégio concedido aos ônibus.
Na edição de sábado (21/12), o jornal Folha de SP estampa a manchete capciosa em seis colunas, no caderno Cotidiano: ‘Trânsito piora, e ônibus anda mais rápido’.
No manual de redação dos Frias , trânsito é sinônimo de transporte individual.
Há um traço comum entre esse entendimento do que seja interesse coletivo e individual e o belicismo conservador contra o programa ‘Mais Médicos’.
O programa subverteu a lógica protelatória e alocou médicos estrangeiros, cubanos em sua maioria, ali onde os profissionais locais não querem trabalhar: periferias conflagradas e socavões distantes.
Produz-se assim uma mudança instantânea na vida de 23 milhões de brasileiros até então desassistidos.
Quantos não morreriam à espera do longo amanhecer incremental preconizado pelo conservadorismo?
A dimensão estrutural desse antagonismo perpassa a luta pelo desenvolvimento brasileiro desde Getúlio.
Reformas de base ou a delegação do futuro da economia e do destino da sociedade aos mercados?
Em 1964 o pelourinho midiático, a Fiesp e o tucanismo, na versão udenista, resolveram a pendência da forma sabida.
Meio século depois, São Paulo reproduz em ponto pequeno a mesma confluência de interesses que se reivindica o direito consuetudinário de tocar fogo no canavial e estalar o açoite para fazer a moenda girar.
Primeiro, a garapa; resto a gente conversa depois.
Com a tigrada guardada nas senzalas.
Ou imobilizada em ônibus-jaula.
A gestão Haddad precisa modular o timming de suas ações para discuti-las antes com a população.
Tem agora um inédito conselho de participação popular para isso.
Mas é indiscutível que o prefeito lidera hoje um conjunto de reformas imperativas, as reformas de base da São Paulo do século XXI.
Sem elas a cidade afundará no destino que lhe reservou a elite brasileira branca e plutocrática: ser um exemplo de viabilidade de uma das mais iníquas versões do capitalismo no planeta.
Esse é o embate dos dias que correm na metrópole.
Diante dele, o silêncio de quem liderou os protestos de junho chega a ser desconcertante.
Mas não é inédito.
Há inúmeros antecedentes gravados na história com os predicados de cada época .
E nenhum deles é inocência.
Fonte - Carta Maior 22/12/2013

sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

Senado terá CPI para investigar setor de transporte público

Transportes

foto - ilustração
A comissão parlamentar de inquérito será instalada em 2014 para apurar os vícios em processos licitatórios que inibem a concorrência no setor de transporte público, além de falhas na condução dos contratos e em planilhas de custo


Karine Melo
Repórter da Agência Brasil

Brasília – Senadores vão instalar em 2014 uma comissão parlamentar de inquérito (CPI) para apurar os vícios em processos licitatórios que inibem a concorrência no setor de transporte público, além de falhas na condução dos contratos e falta de publicidade das planilhas de custo que permitiriam uma avaliação correta da relação entre as despesas e as tarifas de ônibus.
A criação da comissão só será possível porque duas assinaturas fundamentais – para atingir o mínimo de 28 exigidas, foram apresentas na Secretaria-Geral da Mesa, cinco minutos antes do prazo final, que terminou às 23h59 dessa quinta-feira (12). O requerimento de criação da CPI, proposto pelo senador Roberto Requião (PMDB-PR), chegou a ter 40 assinaturas, mas 14 foram retiradas.
A partir de agora os líderes deverão fazer as indicações dos integrantes da CPI que será instalada, em 2014, depois do recesso parlamentar.
“Pretendo com essa CPI, antes de tudo, fazer valer o direito do cidadão usuário de ônibus urbanos a receber do Parlamento o efetivo serviço de fiscalização dos processos de contratação, condução, definição de tarifas e concessão de subsídios “, disse Requião ao justificar a proposta.
Fonte - Agência Brasil 13/12/2013

sexta-feira, 18 de outubro de 2013

Comitê vai avaliar qualidade dos serviços na Copa

Copa 2014


A qualidade dos servi- ços, os preços e as tarifas, durante a Copa no Brasil, serão monitorados por um comitê interministerial criado por determinação da presidenta Dilma Rousseff e envolverá os ministérios envolvidos na organização do Mundial

Paulo Victor Chagas
Repórter da Agência Brasil

Brasília – A qualidade dos serviços, os preços e as tarifas, durante a Copa do Mundo de 2014, serão monitorados por um comitê interministerial criado hoje (17) por determinação da presidenta Dilma Rousseff e envolverá os ministérios envolvidos na organização do evento esportivo.
A ministra-chefe da Casa Civil da Presidência da República, Gleisi Hoffmann, que coordenará o comitê, se reuniu nesta quinta-feira com os representantes dos ministérios do Esporte, da Justiça, do Turismo, da Secretaria de Aviação Civil e de entidades de defesa do consumidor para tratar do assunto.
“Vamos utilizar todos os instrumentos à disposição do Estado para garantir a defesa dos direitos do consumidor, seja ele brasileiro ou estrangeiro”, disse a ministra por meio de nota divulgada pela Casa Civil. De acordo com Gleisi, o governo não pode interferir, por exemplo, nos valores das passagens aéreas, mas abusos não serão permitidos.
O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, terá atuação importante no comitê, que se reunirá pela primeira vez na próxima quinta-feira (24). De acordo com a Casa Civil, o ministro acionará o Conselho Administrativo de Defesa Econômica para fazer uma análise dos setores aéreo e hoteleiro, visando a identificar situações que levariam à inibição da concorrência.
"Nós vamos acompanhar preços, tarifas, avaliar a qualidade dos serviços prestados e buscaremos garantir aos turistas e brasileiros que acompanharão a copa uma situação acolhedora", disse Cardozo.
Segundo o ministro, o comitê fará um monitoramento para mapear possíveis abusos, que serão coibidos utilizando mecanismos previstos na legislação de defesa do consumidor. "A nossa lei prevê, para cada tipo de abuso, uma alternativa de ação. O governo vai atuar para fazer com que os preços sejam justos, sem exorbitâncias, e para coibir os abusos dentro da legislação que defende o consumidor", declarou.
O Ministério da Justiça também entrará em contato com os Procons das 12 cidades-sede do Mundial para fazer um diagnóstico detalhado dos preços e qualidades dos serviços prestados em hotéis, restaurantes, aeroportos e outros setores. A metodologia das avaliações e a periodicidade de encontro do comitê, no entanto, ainda não foram definidas.
Participaram da reunião com Gleisi Hoffmann os ministros da Justiça, José Eduardo Cardozo; do Turismo, Gastão Vieira; e da Secretaria de Aviação Civil, Moreira Franco, além dos presidentes da Embratur, Flávio Dino, e da Agência Nacional de Aviação Civil, Marcelo Guaranys, e do secretário executivo do Ministério do Esporte, Luis Fernandes. No encontro da próxima semana, cada ministério ficou responsável por apresentar uma análise da sua área.
Fonte - Agência Brasil  17/10/2013

quinta-feira, 8 de agosto de 2013

Usar carro sai mais barato que transporte público

A QUE ABSURDO CHEGAMOS




De acordo com pesquisa do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), os gastos de usuários com veículo particular nos últimos doze anos foram menores que os custos com transporte público. Veja o motivo na reportagem da TV Universitária de Lavras. As imagens são de Jayme Rodrigo.

quarta-feira, 31 de julho de 2013

Reajustes de pedágio serão aplicados, mas com medidas para reduzir impacto para usuários

Sabrina Craide
Repórter da Agência Brasil
foto - ilustração
Brasília – O governo federal vai buscar formas de reduzir o impacto do reajuste dos pedágios, que deve
começar a ser aplicado no próximo mês nas rodovias federais. Segundo o ministro dos Transportes, César Borges, uma das alternativas é retirar a taxa de fiscalização da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), para que, mesmo com a aplicação do reajuste previsto em contrato, o preço não suba para o usuário.
De acordo com Borges, no caso das concessões da Via Dutra e da Ponte Rio-Niterói, praticamente não haverá impacto. “Estamos trabalhando para reduzir o máximo o impacto. Nos dois casos, praticamente não vai ter impacto nenhum”, disse. Nas revisões tarifárias, que ocorrem a cada cinco anos, a ANTT também poderá reduzir o valor cobrado dos usuários.
O ministro garantiu que o governo vai cumprir todas as cláusulas contratuais previstas nas concessões de rodovias federais. “Ninguém poderá alegar que os contratos não foram cumpridos”, disse ele, garantindo que as obras de melhoria já previstas no contrato serão mantidas.
Fonte -  Agência Brasil  31/07/2013