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segunda-feira, 26 de setembro de 2016

Maioria dos brasileiros querem menos espaço para carros nas ruas

Mobilidade

Inicialmente, a pesquisa consultou a população sobre três medidas, em perguntas separadas, que desestimulariam o uso do carro. Aquela que teve maior aceitação foi a de redução do número de vagas para carros nas ruas, que teve o apoio de 47% da população. Uma fatia de 41% foi contrária à medida, 9% são indiferentes e 3% não responderam.

Camila Boehm
Repórter da Agência Brasil

foto - ilustração/arquivo
A maioria dos brasileiros (74%) é a favor de ações que reduzam o espaço do veículo particular nas ruas se o motivo for dedicar esse espaço para ciclovias, corredores de ônibus e calçadas, apontou pesquisa sobre mobilidade urbana encomendada pelo Greenpeace ao Instituto Datafolha. A pesquisa foi realizada com 2.098 entrevistados de 16 anos ou mais, em 132 municípios de todas as regiões do país.
Inicialmente, a pesquisa consultou a população sobre três medidas, em perguntas separadas, que desestimulariam o uso do carro. Aquela que teve maior aceitação foi a de redução do número de vagas para carros nas ruas, que teve o apoio de 47% da população. Uma fatia de 41% foi contrária à medida, 9% são indiferentes e 3% não responderam.
A segunda questão foi sobre a redução do número de faixas para carro nas vias, que apresentou tendência inversa: 40% foram a favor da medida e 49%, contra. A parcela de indiferentes é de 8%, e 4% não souberam opinar. O fechamento de determinas ruas para carros, que corresponde à terceira pergunta, foi a questão que teve maior resistência entre os brasileiros: 36% a favor, 52% contra a medida, e os demais indiferentes (8%) ou não responderam (3%).
Após essas questões apresentadas, a pesquisa consultou os entrevistados sobre o motivo para que houvesse a redução do espaço para carros particulares e, somente então, veio a maior aceitação, com 74%.
“Primeiro perguntamos para as pessoas o que elas achavam de cada uma dessas três medidas e em seguida perguntamos para as pessoas se, [por meio] dessas medidas de redução, fosse dado espaço para esses outros meios de transporte, se ela era contra ou a favor. A diferença é que a primeira vez perguntamos só com a medida em si. Mas quando explicamos que isso vai ser usado para dar espaço para outros modos de transporte, as pessoas são a favor”, explicou Vitor Leal, da campanha de Mobilidade Urbana do Greenpeace.
De acordo com ele, as pessoas tendem a concordar com a redução do espaço para os carros quando enxergam um benefício para os outros modelos de transporte. No início, segundo Leal, as pessoas veem essas medidas como uma perda, porque estão tirando espaço do carro, mas depois conseguem ver o benefício de se fazer isso. Segundo ele, é necessário a abertura de diálogo entre o governante e a população para esclarecer a questão.
“Uma das coisas que vemos que é importante a partir desse cenário é que o poder público precisa dialogar mais com a sociedade, explicando melhor para que servem as coisas e não tirar o espaço sem explicar o que está acontecendo. Fazer uma discussão dizendo olha, vamos colocar mais corredores de ônibus, isso significa que vai ter menos pistas para os carros, mas isso vai diminuir o trânsito, isso vai garantir um transporte de qualidade”, disse.

Preferências
Questionados sobre qual meio de transporte seria escolhido para circular na cidade, se houvesse infraestrutura adequada, o ônibus seria a escolha de 42% dos entrevistados, seguido por carro (23%) e bicicleta (21%) – na prática, os dois últimos estão empatados pela margem de erro de dois pontos da pesquisa.
Para Leal, foi uma grande surpresa perceber que as pessoas valorizam o transporte público. “São dados importantes para vermos que há uma valorização do transporte público e aí entendemos que o poder público não está respondendo adequadamente a isso, porque boa parte dos investimentos vai para espaços para o automóvel”, disse.
“O que está faltando então é as pessoas sentirem que é possível: um ônibus de qualidade, uma tarifa justa, ônibus que não poluam tanto e que não façam tanto barulho, ciclovias, infraestrutura para bicicleta e para pedestre. As pessoas escolhem o carro muitas vezes porque sentem que os outros meios de transporte não tem qualidade suficiente”, acrescentou.
Ele ressalta que boa parte da discussão dos candidatos à eleição na capital paulista se dá em torno da redução de velocidade nas vias, especialmente as Marginais Tietê e Pinheiros, no entanto, não é um tema que atinge a maior parte da população. “É um tema que importa para uma parcela pequena da população, que é a que usa carro e que vai para a marginal e que é contra [a redução de velocidade]”.
“O que fica claro para mim é que as pessoas estão interessadas em como garantir a mobilidade delas e, se significa tirar espaço do carro para dar para outros modos de transporte, isso é ótimo, mas continuamos vendo os discursos de candidatos do Brasil inteiro que continuam falando só para quem anda de carro e, de vez em quando, falam um pouco sobre ônibus de um jeito genérico”, avaliou.

“Eu gosto de chegar logo”
O músico Daniel Daibem, 43, mora na Consolação, região central da capital paulista, e escolheu utilizar ônibus e andar a pé para se locomover pela cidade. “Hoje a minha resposta seria irônica para a pergunta 'por que você prefere o ônibus e não o carro?'. Porque eu gosto de chegar logo. É uma resposta que podemos dar nos últimos três anos por causa dos corredores”, disse.
Os motivos para essa decisão incluem a economia do ônibus em relação ao carro particular e a possibilidade de realizar outras tarefas enquanto está sendo conduzido, como falar ao telefone, mandar e-mail e trabalhar. Ele utiliza aplicativos de celular que o ajudam a se organizar. Por meio deles, Daniel pode consultar que linhas de ônibus o levam para cada destino e ainda para saber a que distância está o ônibus que ele pretende pegar.
Sobre o congestionamento caótico da capital paulista, ele dá uma dica. “Hora do rush não é hora de entrar no trânsito. Hora do rush é hora de fazer inglês, hora de ir na terapia, hora de tomar sorvete, hora de fazer qualquer coisa, menos entrar no trânsito. [As pessoas] poderiam ter essa iniciativa de se organizar, de não se enfiar no trânsito”.
Fonte - Agência Brasil  26/09/2016

terça-feira, 1 de março de 2016

Governo do Maranhão amplia serviço da Linha Expresso Metropolitana

Mobilidade

Governo amplia Linha Expresso Metropolitana para os município de Raposa e Paço do Lumiar Serão ônibus,com estrutura que vai garantir maior segurança,conforto,com ar condicionado,poltronas acolchoadas,plataforma para pessoas com deficiência e melhor mobilidade ao usuário

De O Imparcial
foto - ilustração/arquivo
Pesquisa divulgada pelo Instituto Exata, em setembro de 2015,indiciou que a Linha Expressa alcançou 90% de aprovação dos passageiros.Com a satisfação dos usuários, o Governo do Maranhão,lança nesta quarta-feira, às 9h, II Etapa da Linha Expressa Metropolitana e expande os serviços para os municípios de Paço do Lumiar e Raposa.
Serão 25 veículos semiurbanos com estrutura que vai garantir maior segurança, conforto, mecanismo de acessibilidade e melhor mobilidade ao usuário.Somados aos 10 veículos que atuam desde agosto de 2015, serão 35 veículos à disposição dos usuários da região metropolitana de São Luís.
Outra vantagem é a rapidez e agilidade, uma vez que o itinerário destas linhas conta com pontos de paradas fixos.“Este número reduzido de pontos faz com que cumpram o roteiro mais rapidamente”, ressaltou o assessor técnico da Agência de Mobilização (MOB), Rafael Santos Ribeiro.
Serão ônibus com ar condicionado, poltronas acolchoadas e plataforma para pessoas com deficiência. O veículo tem capacidade para transportar 70 pessoas por viagem.A identificação do roteiro será facilitada para quem utilizar o serviço.O letreiro é em led,sistema mais moderno que o dos veículos atuais,que garante melhor visibilidade.“É um serviço que vai oferecer também mais confiabilidade ao usuário e por um preço justo, considerando os benefícios agregados”, destacou Rafael Ribeiro. A passagem cobrada neste serviço é de R$ 2,80.
Para dinamizar ainda mais o serviço, os novos expressos serão integrados ao sistema do aplicativo ‘Meu Ônibus Mob’. Por este monitoramento remoto, feito a partir de GPS instalado no veículo, o usuário poderá visualizar,em tempo real, a localização do ônibus em relação ao ponto de parada.
Com informações de O Imparcial (São Luis Ma.)  01/03/2016

quinta-feira, 12 de novembro de 2015

5 cidades com o melhor transporte público do mundo Destaque

Mobilidade

A qualidade do transporte público em 5 cidades que podem podem servir de inspiração: Moscou(Russia),|Paris(França),Londres(Inglaterra),Nova York(EUA) e Tóquio(Japão).Nesses lugares a mobilidade urbana é tendência desde que foram planejados;não é “coisa da moda”

CicloVivo.
foto - ilustração  (metrô de Paris)
A qualidade do transporte público é um problema em vários países e não é novidade que na lista está incluído o Brasil. Mas, hoje vamos falar dos lugares que podem servir de inspiração. Listado pelo site Inhabitat, clique nas imagens para conferir cada uma das cidades onde estão os melhores sistemas de transporte público:

5º lugar: Moscou (Rússia)
Apesar de inaugurado há quase oitenta anos, em 1935, o sistema da capital russa é um dos mais pontuais do mundo. Mais de 8 milhões de passageiros utilizam diariamente o sistema ferroviário de Moscou, que tem 305 km de extensão.

4º lugar: Paris (França)
Independentemente de em que lugar de Paris você esteja, é possível encontrar uma estação de metro a cada 500 metros: são pelo menos 300 espalhadas pela cidade, interligando todas as áreas. E, para que as pessoas possam completar seus trajetos da melhor forma possível, a capital francesa ainda tem um sistema de aluguel de bicicletas com 1.400 estações.

3º lugar: Londres (Inglaterra)
A cidade do Big Ben tem o maior e mais antigo metrô do mundo. O Metropolitano de Londres, ou London Underground, que começou a operar 1863, ainda hoje é um dos mais eficientes, com 268 estações e cerca de 400 km de extensão. Além disso, a capital inglesa conta com uma vasta rede de ônibus, trens na superfície e bondes suburbanos que garantem a mobilidade diária da população londrina.

2º lugar: Nova York (Estados Unidos)
Na maior cidade dos EUA, as possibilidades de locomoção são muitas: ônibus, trem, metrô, bicicletas, balsas e até faixas exclusivas para pedestres fazem da cidade um dos melhores lugares do mundo para se deslocar utilizando o transporte público. Todos os sistemas funcionam 24 horas por dia, de forma a atender toda a demanda da cidade.

1º lugar: Tóquio (Japão)
A capital japonesa é uma das maiores cidades do mundo e tem o sistema de transporte mais complexo – e completo – do mundo: ônibus, metrô, balsas, VLTs, BRTs, diversas formas de locomoção somam cerca de 10,5 bilhões de viagens por ano. Com uma rede tão extensa, o sistema de transporte público é a espinha dorsal da cidade e a primeira opção da população para se deslocar.
Fonte - ANPTrilhos  12/11/2015

quarta-feira, 23 de setembro de 2015

Transporte público de Curitiba recebe 928 reclamações por mês

Transportes

Entre janeiro e julho de 2015, os usuários do transporte coletivo de Curitiba registraram 6.499 reclamações sobre o serviço, uma média de 928 por mês, ou 31 por dia. As principais reclamações tem relação com o tratamento dispensado pelos funcionários das empresas e os atrasos e supressões de horários de ônibus. Na comparação com o mesmo período do ano passado, porém, houve uma queda de 34% no número de ocorrências.

Rodolfo Luis Kowalski - Bem Paraná

De acordo com levantamento feito pela Urbs, entre janeiro e julho de 2014 foram transportados 289,9 milhões de passageiros, totalizando 2,8 milhões de viagens e 9.987 reclamações, o que representa uma reclamação a cada 29,3 mil passageiros transportados ou uma reclamação a cada 281 viagens. Em 2015, o número de passageiros registrou leve queda, com 276,4 milhões de pessoas transportadas, enquanto as viagens totalizaram 2,7 milhões. Isso significa uma reclamação a cada 45,5 mil passageiros ou uma reclamação a cada 415 viagens.
Ao todo, 34% das reclamações tem relação direta com a postura de motoristas e cobradores de ônibus. A reclamação mais comum dos usuários, responsável por quase 18% das ocorrências (1.150 reclamações), é a recusa de embarque de passageiros sem motivo aparente. No ano passado, quando a ocorrência também liderou o ranking de reclamações, haviam sido feitos 1.980 registros.
Outra reclamação recorrente diz respeito à “falta de urbanidade” de quem trabalha no transporte coletivo. Desde o ano passado, porém, esse tipo de ocorrência registrou queda de 44%, totalizando 478 reclamações em 2015 contra 849 em 2014. Motoristas de ônibus dirigindo inadequadamente, com risco de acidente, também é algo aparentemente comum. Foram 588 ocorrências neste ano e 801 no ano passado.

Os números
34% das reclamações tem relação direta com a postura de motoristas e cobradores de ônibus.
276,4 milhoes de pessoas foram transportadas entre janeiro e julho de 2015, enquanto as viagens totalizaram 2,7 milhões.
57% foi a queda de reclamações sobre atraso dos ônibus em 2015 em relação ao mesmo período do ano passado.
156 o caminho mais fácil para fazer uma reclamção sobre o transporte coletivo de Curitiba. Na sede da Urbs, também há local para reclamar.
Fonte - Blog meu Transporte  22/09/2015

sábado, 5 de setembro de 2015

Donos de carros devem sim financiar o transporte público, diz especialista

Mobilidade

Em carta aberta ao ministro das Cidades Gilberto Kassab, o consultor em transportes Marcelo Blumenfeld defende o repasse dos tributos sobre automóvel aos municípios.Recursos devem ser repassados a ônibus, trens, ciclofaixas....

 Marcelo Blumenfeld* - Mobilize
Fernando Frazão/ Agência Brasil
"Carta aberta ao ministro das Cidades Gilberto Kassab.
Prezado Ministro Gilberto Kassab,
Em virtude de sua recente afirmação sobre a contribuição de motoristas para o financiamento do transporte público, decidi escrever-lhe esta carta para apresentar alguns fatos.
Antes de tudo, gostaria de ressaltar que concordo plenamente que o brasileiro já está saturado com impostos. Porém, tal afirmação torna-se tendenciosa e política ao buscar apoio por meio de ameaças teóricas.
Para que se financie a melhora do transporte público, não é necessário impor um imposto adicional aos carros, e sim melhorar a legislação do repasse dos tributos sobre automóveis para os municípios. Não vou citar Londres e outras cidades de países desenvolvidos, pois muitos rangem e batem no peito que São Paulo não é Amsterdã. Não é mesmo, mas o repasse do IPVA diretamente à melhoria dos transportes públicos é uma conta lógica ao invés de uma medida populista a la “Robin Hood” para tirar dos ricos e dar aos pobres.
Atualmente, não há legislação sobre a utilização da arrecadação com o IPVA, nem mesmo para melhoria das vias. O IPVA é coletado pelo Estado. Deste montante, parte fica com o Estado para obras de maior porte, e parte é repassada proporcionalmente aos municípios. Estes valores não tem destino fixo na legislação brasileira, podendo ser aplicados em qualquer área. Pois bem, é um valor muito alto que poderia beneficiar consideravelmente a mobilidade nas cidades. Apenas em São Paulo, o Estado arrecadou quase 2 bilhões de reais no último ano. Imagine a extensão das melhorias que tal valor traria às cidades.
Tal repasse não é uma punição aos motoristas por usarem seus carros. O uso dos impostos sobre carros e motoristas é um ajuste sobre as externalidades causadas por eles. Pense bem. Os automóveis privados, apesar de transportarem cerca de 20% dos passageiros, ocupam 60% das vias públicas, enquanto os ônibus que transportam 70% dos passageiros, ocupam 25% do espaço viário nas grandes cidades brasileiras. Além disto, há também as estruturas para acomodar tal frota.
Um recente estudo da Poli-USP constatou que 25% (isto mesmo, um quarto) da área construída de São Paulo serve apenas para acomodar os automóveis. Imagine quanto das cidades poderia ser usado para habitação, cultura, lazer e comércio com este espaço. Por fim, e não menos importante, os carros são responsáveis por aproximadamente 70% das emissões globais dos transportes, que já chegam a 25% do total mundial (Agência Internacional de Energia).
Portanto, senhor ministro, os impostos sobre o uso do automóvel devem sim ser usados para financiar o transporte público. Não como punição, e sim a mérito de justiça. Caso contrário, as ruas deveriam ter 70% do espaço dedicado aos ônibus e apenas 30% aos carros. Além disto, os subsídios concedidos aos motoristas em forma de recapeamento, sinalização, manutenção e gerenciamento de tráfego não são usufruídos por não-motoristas, enquanto os transportes públicos são de absoluto direito de quem possui um carro.
O senhor, como ministro das Cidades, tem como objetivo a melhoria da qualidade de vida, da redução da desigualdade, da competitividade econômica e da sustentabilidade nas cidades brasileiras. E hoje, ao contrário de algumas décadas atrás, já está comprovado que uma cidade não atingirá seus objetivos apostando no carro como meio principal de transportes. Até mesmo Los Angeles, cuja frota de automóveis supera sua população, está reformando seu urbanismo.
Se, em sua função, o objetivo é equilibrar nossas cidades, há uma necessidade urgente de que esses recursos sejam repassados aos ônibus, à construção de metrôs e novas linhas de trens, ciclofaixas e melhores calçadas. Pois motoristas relutarão em trocar o carro pelo transporte público enquanto este não for de qualidade e conveniência competitiva. E, para que sejam competitivos, há de se usar os recursos captados das externalidades.
Além disto, tal medida é muito mais benéfica no longo prazo. Gostaria de apresentar ao senhor o conceito do efeito Mohring, do economista americano que demonstrou que um subsídio inicial para diminuir o intervalo dos ônibus em uma linha traz retornos financeiros a longo prazo através da maior demanda.
Outro estudo, que compara os custos públicos em acidentes, saúde, espaço etc., mostra que enquanto carros CUSTAM para a sociedade, esta GANHA economicamente quando este mesmo motorista usa a bicicleta. Mas para isto, é necessário que se invista na infraestrutura de qualidade que convença o motorista à troca. Logo, há de se usar o dinheiro do motorista que custa para a sociedade.
Portanto, senhor ministro, enquanto concordo com a impossibilidade de novos impostos sobre o uso do carro, escrevo-lhe esta carta aberta para mostrar que tal medida não é a única saída. Espero ter-lhe mostrado que a solução está no repasse dos impostos já cobrados, como é feito em diversos outros países. Tal repasse não significa uma penalidade, e sim o ajuste socio-econômico para que todos os habitantes tenham acesso à qualidade de vida e oportunidades.
Se quer o bem das cidades, não se torne refém do carro. A legislação correta pode fazer muito mais do que o senhor parece imaginar."
*Marcelo Blumenfeld é mestre em planejamento de transportes pela Universidade de Leeds, e doutorando em engenharia de sistemas no Birmingham Centre for Railway Research da Universidade de Birmingham. É fundador da AHEAD Innovation Strategies, e integra o grupo de pesquisa e desenvolvimento da consultoria de transportes inglesa JMP Consultants. Foi palestrante convidado no TEDx University of Leeds em 2012.
Fonte - Mobilize  04/09/2015

sexta-feira, 19 de junho de 2015

Salvador atrasa Plano de Mobilidade e está impedida de receber recursos

Mobilidade

A Política Nacional de Mobilidade Urbana – Lei 12.587/2012 – determina que cidades com mais de 20 mil habitantes são obrigadas a elaborar o PlanMob, instrumento de política de desenvolvimento urbano que tem objetivo de promover a integração entre os diferentes modos de transporte e a melhoria da acessibilidade e mobilidade das pessoas na capital baiana.O prazo venceu em meados de abril deste ano e, sem o Plano, a gestão soteropolitana está impedida de dar início às obras.

Por David Mendes - TB
foto - ilustração
Salvador - Com dois meses de atraso, a prefeitura de Salvador ainda não concluiu o Plano de Mobilidade (PlanMob), o que impede o recebimento de recursos federais na ordem de R$ 541,8 milhões destinados à implantação do corredor exclusivo para o BRT (Bus Rapid Transit) que vai fazer, inicialmente, o trajeto Estação da Lapa x Ligação Iguatemi-Paralela (LIP).
A Política Nacional de Mobilidade Urbana – Lei 12.587/2012 – determina que cidades com mais de 20 mil habitantes são obrigadas a elaborar o PlanMob, instrumento de política de desenvolvimento urbano que tem objetivo de promover a integração entre os diferentes modos de transporte e a melhoria da acessibilidade e mobilidade das pessoas na capital baiana.
O prazo venceu em meados de abril deste ano e, sem o Plano, a gestão soteropolitana está impedida de dar início às obras.
Por meio de nota, o Ministério das Cidades afirmou que depende da administração municipal, já que a lei define que os municípios que não tenham elaborado o PlanMob não poderão receber recursos até estarem regularizados. “Neste momento, aguardamos a informação da prefeitura de Salvador quanto ao cumprimento da legislação para efetuarmos o empenho inicial que possibilitará a contratação do referido projeto”, afirmou a pasta.
Para o secretário municipal de Mobilidade Urbana, Fábio Mota, em entrevista à Tribuna, a análise por parte do Ministério está equivocada. “Quando o pedido foi feito ao Ministério das Cidades não tinha exigência de ter o Plano de Mobilidade Urbana. Essa exigência é nova. O nosso pedido é anterior a todo esse tipo de exigência, mas, mesmo assim, entendo que essa exigência também está sanada porque o nosso Plano de Mobilidade está sendo realizado, está em processo de licitação e fica pronto em dezembro”, afirmou.
Ainda de acordo com Mota, a prefeitura já apresentou justificativa ao Ministério das Cidades, que deve nos próximos dias analisar o pedido e liberar os recursos. “Essa exigência vale para quem assinou convênios a partir de abril deste ano. Quando nós assinamos com o governo federal no ano passado, entregamos todas as documentações e tudo que foi nos exigido e, naquele momento, não tinha essa exigência. Se eles quisessem ter feito o empenho desde o ano passado até abril deste ano, já estaria tudo pronto para ser feito.
Desabilitada a receber recursos da União, a prefeitura garante que a pendência agora está apenas na liberação dos recursos por parte do governo federal para poder dar início ao processo licitatório para contratação da empresa que ficará responsável pelas obras. Para Fábio Mota, a gestão soteropolitana esbarra em um processo burocrático interno patrocinado pelos técnicos do Ministério das Cidades. “Como tem recursos federais, não podemos licitar o projeto sem a autorização da Caixa. E a Caixa só autoriza com empenho dos recursos federais”.
Em entrevista recente publicada pelo Conselho de Arquitetura e Urbanismo da Bahia (CAU), o diretor geral de Mobilidade e Acessibilidade da Semob, Francisco Ulisses, afirmou que a elaboração do PlanMob é necessária tanto pela lei, quanto pela necessidade de mobilidade da população soteropolitana.
“É fundamental por duas razões: a primeira, é que Salvador tem uma das situações mais desafiantes de mobilidade do país com tendência de agravamento. O tempo de deslocamento casa-trabalho de 40 minutos, em média, é o terceiro mais alto do país (somente inferior aos tempos de Rio e São Paulo). A frota de veículos individuais cresceu 7,4% ao ano entre 2007 e 2013 e, no cenário inercial, deve continuar crescendo em função da relativamente baixa penetração de veículos por habitante em Salvador quando comparada a outras capitais brasileiras”, destacou.
Fonte - Tribuna da Bahia  19/06/2015

quinta-feira, 7 de maio de 2015

Rodoviários aprovam estado de greve em Salvador

Salvador

Trabalhadores ainda não decidiram quando pretendem parar.A categoria volta a se reunir nesta tarde, às 15 horas, quando "devem referendar essa decisão da manhã", conforme prevê o diretor do Sindicato dos Rodoviários, Ubirajara Sales.

Paula Pitta - A Tarde
Raul Spinassé - Ag. A TARDE
Os rodoviários decretaram estado de greve nesta quinta-feira, 7, mas ainda não definiram quando vão paralisar as atividades. A categoria volta a se reunir nesta tarde, às 15 horas, quando "devem referendar essa decisão da manhã", conforme prevê o diretor do Sindicato dos Rodoviários, Ubirajara Sales.
Ele explica que o estado de greve é diferente da deflagração da greve. "O estado de greve autoriza que o sindicato proceda os trâmites legais, como colocar o edital de paralisação e cumprir os termos que a lei manda". A legislação estabelece que os trabalhadores só podem parar 72 horas após decretar o estado de greve.
Esse prazo terminaria na segunda, 11, mas Sales indica que a categoria não deve parar antes da próxima quarta-feira, 13, já que está agendada para esta data um encontro de conciliação entre patrões e empregados com a intermediação do Ministério Público do Trabalho (MPT).
Além disso, o sindicalista explica que o "estado de greve é um alerta, não quer dizer que a greve vai acontecer".

Reivindicações
Motoristas e cobradores pedem reajuste salarial com base na inflação, além de ganho real de 2,5%. Eles também querem ticket de R$ 16 com contrapartida de 5% deste valor pago pelo trabalhador, e redução da contrapartida no plano de saúde de R$27 para R$13,50.
Fonte - A Tarde  07/05/2015

quarta-feira, 22 de abril de 2015

Em Amsterdã todos os ônibus serão elétricos

Mobilidade

Holanda quer se tornar livre de emissões de CO2.Substituição dos ônibus que circulam na capital holandesa será por modelos 100% elétricos

Verde Sobre Rodas
créditos - Verde Sobre Rodas
O governo holandês quer substituir todos os ônibus que circulam na cidade de Amsterdã por modelos 100% elétricos, até 2026. O objetivo é tornar o centro da capital holandesa em uma zona livre de emissões de gás carbônico (CO2).
Para isso, as zonas de baixas emissões e a rede de postos de carregamento serão ampliadas, passando dos 1.000 postos atuais para 4.000 até 2018.
Fonte - Mobilize  22/04/2015

segunda-feira, 20 de abril de 2015

Carros e Motos transportam 31% da população e consomem 85% dos gastos

Mobilidade

Carros e motos consomem 85% dos gastos para transportar apenas 31% da população. O mais recente relatório do SIM - Sistema de Mobilidade Urbana da ANTP (Associação Nacional de Transportes Públicos) - referentes aos dados de 2012 releva o disparate da situação do transporte adotado no país.

Jornal da Manhã
foto - ilustração
O transporte coletivo atende somente 29% da população, mas é responsável por oferecer a maior oferta de deslocamentos, atendendo 57,2% das necessidades de deslocamentos da sociedade
O mais recente relatório do SIM - Sistema de Mobilidade Urbana da ANTP (Associação Nacional de Transportes Públicos) - referentes aos dados de 2012 releva o disparate da situação do transporte adotado no país. De todos os gastos embutidos e relacionados à mobilidade no Brasil, 85% deles são direcionados aos transportes individuais (carros e motos), entretanto, esta opção atende apenas 31% da população e corresponde a apenas 31% das distâncias percorridas. O relatório flagra ainda que a grande maioria da população prefere o transporte não motorizado, a pé ou de bicicleta (40% da população), para suas necessidades de deslocamento. Apenas 29% da população utiliza o transporte coletivo para se deslocar. O transporte individual, feito por carro ou moto, é utilizado por apenas 31% da população. A pesquisa levantou os dados referentes aos sistemas de transportes de cidades com 60 mil habitantes ou mais, o que representa 438 municípios que somam 119 milhões de habitantes – 61% da população brasileira. Contando com os custos dos próprios deslocamentos e das externalidades (poluição, acidentes de trânsito, uso de estrutura viária, etc.), a mobilidade para 61% da população em todo o País custou R$ 205,8 bilhões no ano de 2012. Os transportes individuais motorizados consumiram R$ 174 milhões deste montante, o equivalente a 85% de todos os custos. A pesquisa demonstra que o meio mais utilizado para se percorrer as distâncias necessitadas pela população foi o transporte coletivo, com 57,2% de todas as distâncias percorridas. O transporte a pé ou de bicicleta atendeu apenas a 11,8% dos deslocamentos e o transporte individual só atende a 31% das distâncias percorridas pela população. Segundo o gerente da AMTU, Paulo Pupo, enquanto os carros e motos recebem a maior parte dos estímulos diretos e indiretos, são os ônibus os responsáveis pela maior parte dos deslocamentos em transportes públicos. “Os dados mostram a necessidade de o transporte por ônibus receber prioridade e investimentos para que a maioria da população brasileira seja atendida com mais qualidade, menor custo para o País e para o próprio usuário, sem dizer menor poluição ou consumo de energia não renovável pela sociedade.” Em um rápido comparativo é possível exemplificar que um ônibus coletivo retira 50 carros das ruas, evitando todo o gasto financeiro e prejuízo ambiental que estes veículos despendem. Aliás, em relação ao custo de deslocamento, o transporte coletivo ainda é o mais barato e eficiente das opções existentes, principalmente aos trabalhadores, que se beneficiam da lei que regulamenta o vale-transporte, subsidiado pelos empregadores que também se garantem dentro da legalidade do benefício. O custo não pode ultrapassar 6% do salário do empregado. Por exemplo, o custo mensal do vale-transporte em Marília é de R$ 132,00/ mês. Se um empregado ganha R$ 1.000,00, 6% deste total representa R$ 60,00. A empresa é quem paga o que exceder, que no caso seria R$ 72,00. Em Marília, a AMTU (Associação Mariliense de Transporte Urbano) estimula o uso do transporte coletivo como principal opção de mobilidade para a população e pagamento com cartão para maior segurança e agilidade das viagens, seja para deslocamentos para o trabalho, laser, etc. Mais informações pelo 3402-9010 ou no site -  www.amtumarilia. com.br.
Fonte - Jornal da Manhã  19/04/2015

quarta-feira, 15 de abril de 2015

Transporte coletivo deve ser licitado após definição do VLT em Cuiabá

Transportes

As empresas que operam no transporte coletivo da capital venceram uma licitação realizada em 2004, na gestão do então prefeito Roberto França Auad. O prazo desse contrato expirou em 2012 e depois foi prorrogado até junho de 2019.A obra do VLT está parada desde o ano passado por falta de pagamento por parte do governo do estado, segundo o consórcio de empresas responsável pela execução do projeto....

G1
foto - ilustração
MT - Apesar de o contrato com as concessionárias do transporte coletivo ser 'precário', já que o prazo expirou em 2012, a licitação para o serviço em Cuiabá deve ser realizada após a definição das obras do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT). De acordo com o prefeito da capital, Mauro Mendes (PSB), as linhas de ônibus devem ser alteradas completamente quando o metrô de superfície estiver em operação.
As empresas que operam no transporte coletivo da capital venceram uma licitação realizada em 2004, na gestão do então prefeito Roberto França Auad. O prazo desse contrato expirou em 2012 e depois foi prorrogado até junho de 2019.
A obra do VLT está parada desde o ano passado por falta de pagamento por parte do governo do estado, segundo o consórcio de empresas responsável pela execução do projeto, e ainda não tem data para ser retomada, tão menos para ser concluída.
"No primeiro semestre deste ano, queremos concluir o edital para licitar o transporte coletivo, ma
s vamos aguardar a definição do governo do estado em relação ao VLT para colocar o edital na praça", afirmou o prefeito. Segundo ele, as eventuais alterações da obra devem ser colocadas no edital de licitação. "A entrada ou não do VLT muda profundamente o sistema de transporte, as linhas, o trajeto e a quilometragem rodada", disse.
O VLT deve percorrer as principais avenidas da Grande Cuiabá, ligando o Aeroporto Marechal Rondon, em Várzea Grande, região metropolitana da capital, ao bairro CPA e o outro entre o Coxipó e o Centro de Cuiabá. As linhas de ônibus devem estar interligadas às do VLT. A previsão é que haja um sistema de transporte coletivo integrado.
No entanto, o prefeito pontuou que, dependendo do prazo para a definição do VLT e se houver demora, a licitação deverá ser realizada. "Temos um contrato e a sua renovação está sendo questionada na Justiça. Por isso, estamos trabalhando para lançar esse edital", afirmou. O VLT deveria ter ficado pronto até a Copa do Mundo, em junho do ano passado, mas até agora não
Em janeiro, Mendes reajustou o valor da tarifa e, no mesmo momento, criou essa comissão composta por representantes da Secretaria de Mobilidade Urbana, do Instituto de Planejamento e Desenvolvimento e da Procuradoria Geral do Município.
O grupo tem o prazo de seis meses para entregar um estudo de viabilidade técnica e jurídica para fazer uma nova licitação, na modalidade concorrência pública, para melhoria o serviço de transporte coletivo na capital.
Fonte - Revista Ferroviária  15/04/2015

segunda-feira, 9 de março de 2015

Reforma da Estação Pirajá altera pontos de ônibus

Utilidade Pública/Cidade

A mudança acontece na Plataforma C. A medida foi tomada por conta das obras de reforma no local.

A Tarde
Da Redação
Raul Spinassé | Ag. A TARDE
Os usuários da Estação Pirajá devem ficar atentos, já que a partir desta segunda-feira, 9, os ônibus que param na plataforma C foram transferidos para as plataformas A e B. A mudança atinge dez linhas [confira abaixo].
A medida foi tomada por conta das obras de reforma no local. De acordo com a assessoria da Prefeitura, funcionários vão orientar os passageiros sobre a modificação.

Confira as linhas relocadas:

Linha 1540 - Conjunto Pirajá, que operava no ponto 1 da Plataforma C, vai para o ponto 1 da plataforma A, junto à linha Lapa

Linha 1423 - Palestina, que operava no ponto 20 da plataforma C, vai para o ponto 13 da plataforma B, junto à linha Cajazeira 11

Linha 1415 - Boca da Mata, que operava no ponto 14 da plataforma C, vai para a plataforma B, junto à linha Cajazeiras 8

Linha 1349 - Canabrava, que operava no ponto 22 na plataforma C, vai para o ponto 15 da Plataforma B, junto às linhas Jardim Cajazeiras e Dom Avelar

Linha 1397 - Canabrava R2, que operava no ponto 22 da Plataforma C, vai para o ponto 15 da Plataforma B, junto às linhas Jardim Cajazeiras e Dom Avelar

Linha 1389 - Nova Brasília e Jardim Esperança, que operava no ponto 23 da Plataforma C, vai para o ponto 27 da Plataforma A, junto às linhas Mussurunga e CAB

Linha 1224 - Sete de Abril, que operava no ponto 24 da Plataforma C, vai para o ponto 25 da Plataforma B, junto à linha Águas Claras

Linha 1398 - Calabetão operava na plataforma C no ponto 25 vai para a plataforma B ponto 17 junto a linha Aguas Claras

Linha 1338 - Vila Canaria operava na plataforma C no ponto 26 vai para a plataforma B ponto 19 junto a Fazenda Grande e 1 e 2

Linha 1328 - Vilamar, que operava no ponto 23 da Plataforma C, vai para o plataforma A ponto 7 junto a linha Estação Mussurunga

Fonte - A Tarde  09/03/2015

sexta-feira, 5 de dezembro de 2014

Congestionamentos já mudam a rotina de cidades do Interior

Ceará

O planejamento urbano parece não acompanhar o aumento da frota de veículos nos grandes centros regionais. - E o transporte público de regra geral, ainda é também um grande problema a ser resolvido.

Diario do Nordeste
Jéssyca Rodrigues / Sucursais*

Em sedes municipais como Sobral, ainda há veículos da região
FOTO -  JÉSSYCA RODRIGUES
Sobral Seja na hora do rush ou meio da manhã, o sobralense tem enfrentado engarrafamentos que chegam a durar meia hora nas principais vias da cidade. Com uma a frota de automóveis de 74.354, sendo que desses, 37.048 são motos, a cidade recebe, ainda, veículos de toda a Zona Norte.
O ano de 2014 foi marcado por mudanças no trânsito da região, sendo o maior marco o início das operações assistidas do Metrô de Sobral, que causou diversas mudanças, como a do Arco de Nossa Senhora de Fátima, onde o acesso da Avenida Dom José, em frente ao Colégio Luciano Feijão, cruzando a linha férrea, recebeu um sinal no sentido da Universidade Estadual Vale do Acaraú (UVA) e o desvio do fluxo de veículos do Sinhá Sabóia, na direção do Centro da Cidade, pela Ponte José Euclides Ferreira Gomes Jr. Outra intervenção foi na Avenida John Sanford, que passou a ter mão única no sentido bairro-Centro, no trecho que vai da Rua do Cachoeiro até a Escola Gerardo Rodrigues. O trânsito no sentido contrário é feito apenas pela Rua Juca Parente, que já tem sentido único. A mudança tem como objetivo "melhorar o trânsito na região, proporcionando maior fluidez ao tráfego de veículos", explica o secretário da Cidadania e Segurança, Pedro Aurélio Aragão.
O que deu certo na Avenida John Sanford não funcionou no Boulevard do Arco. O funcionário público Custódio Azevedo conta que chegou a esperar 40 minutos na rotatória do Arco de Nossa Senhora de Fátima, onde recentemente foram instalados semáforos. "Nunca vi uma rotatória ter sinal, quanto mais três sinais seguidos, a cada esquina", desabafa. Outros pontos de engarrafamento são a Avenida do Contorno e Rua Coronel Frederico Gomes.
As obras do Projeto Sobral Novo Centro também têm prejudicado o cotidiano dos motoristas, sendo que, a cada dia, um novo trecho é liberado ou interditado, de acordo com a necessidade das obras. "Nós nunca sabemos para onde ir", afirma a empregada doméstica Luziane Costa, "seja de moto ou de carro, todo dia é uma interdição diferente, uma buraqueira e um congestionamento sem fim", desabafa.

Cariri
Em Juazeiro do Norte, município mais populoso da Região Metropolitana do Cariri, a grande quantidade de automóveis e motocicletas que trafega diariamente acaba gerando transtornos a motoristas e pedestre. Além da grande quantidade de veículos de passeio, também cresce o número de ônibus de turismo, coletivos e caminhões de cargas. Embora não existam números oficiais em relação ao número de veículos que circulam todos os dias por Juazeiro do Norte, um levantamento realizado em 2012 já apontava que a frota local, àquela ocasião, era superior a 80 mil automóveis.
Os engarrafamentos são mais comuns em horários específicos. Pela manhã, entre 7 horas e 8h30, e no fim do dia, das 17 horas as 18h30. Os pontos de maior lentidão ou de engarrafamentos nestes horários acontecem nas imediações do giradouro de acesso à Avenida Padre Cícero, que liga Juazeiro do Norte ao município de Crato, bem como no sentido Centro da Cidade; e em artérias de maior movimentação do comércio local, como as ruas São Pedro e São Paulo, por exemplo.
"Aqui em Juazeiro o sujeito tem que ter é paciência pra dirigir. Principalmente quem precisa passar pela Praça do Giradouro, em direção ao Crato, no fim do dia, ou então ali próximo ao Centro, até umas 17 horas. A confusão é grande. Não tem quem dê jeito mais não", avalia o mototaxista Geraldo Luis de Sousa, que há mais de 20 anos trafega pelas ruas da cidade.

Centro-Sul
A cidade de Iguatu, a maior da região Centro-Sul, também já registra pontos de engarrafamentos. As áreas mais críticas são o acesso ao núcleo urbano, pela ponte rodoviária sobre o Rio Jaguaribe, no bairro Alto do Jucá, e o cruzamento das ruas 13 de Maio e Santos Dumont, no Centro.
As mudanças verificadas na infraestrutura urbana 'obrigaram' que veículos tenham que trafegar por ruas do Centro para chegar a outras áreas da cidade. Na Rua 13 de Maio, o funcionamento de três equipamentos (hospital, Câmara de Vereadores e escola) atraem centenas de carros diariamente.
Nos horários de pico, filas de carros se estendem por até 2 Km na Rua Cruzeiro do Sul, segmento urbano da CE-060. "O semáforo não permite um fluxo maior de veículos", observa o secretário municipal de Trânsito, Gomes Filho. "O número de veículos aumentou nos últimos dez anos e é necessário um projeto urbano que atenda à demanda atual". Caso não ocorram mudanças, obras de alargamento, por exemplo, a tendência é verificar longos engarrafamentos na Cruzeiro do Sul, principal via de acesso à Avenida Perimetral, em um futuro próximo.

Sertão Central
As duas maiores cidades do Centro do Estado, Quixadá e Quixeramobim, vivem atualmente duas realidades diferentes em matéria de tráfego urbano. Enquanto as ruas de Quixadá estão se tornando cada vez mais estreitas a até surgindo momentos de rush, por falta de planejamento e estrutura urbana, em Quixeramobim, duas grandes obras para aliviar o fluxo dos veículos estão sendo realizadas. Uma delas é a Avenida Antônio Conselheiro e a outra é a Ponte da Maravilha, onde há necessidade de parar o fluxo de um lado do leito para quem vem em sentido contrário poder cruzar a ponte. As duas estão sendo duplicadas.
A respeito do tráfego nas ruas da área comercial de Quixadá, o diretor do Departamento Municipal de Trânsito (DMT), Blasco Monte, informou que a alternativa encontrada pela administração municipal, a curto prazo, para eliminar os congestionamentos será a instalação de mais semáforos em cruzamentos estratégicos. Outra medida adotada a partir do início de 2015 será a implantação do estacionamento rotativo nas principais vias do Centro, acrescentou.
Em Quixeramobim, a Prefeitura deu início a um projeto de mobilidade urbana, denominado "Quixeramobim 2020". Conforme o secretário municipal de Infraestrutura, Luis Edson Nógimo, a aplicação de uma série de normas aliadas à execução de obras, como as da nova avenida e do alargamento da ponte em breve vão melhorar o tráfego na cidade e evitar congestionamentos. Sem elas o trânsito iria se tornar tão desagradável quanto nos grandes centros urbanos, inclusive do Interior.
Jéssyca Rodrigues / Colaboradora*
Fonte - Diário do Nordeste 05/12/2014

COMENTÁRIO Pregopontocom

Com absoluta certeza esse não deve ser um problema único das cidades interioranas do estado do Ceará....

quinta-feira, 27 de novembro de 2014

Mobilidade Urbana será tema de fórum em SP

Mobilidade,

A abertura do evento deve ocorrer às 8h50, seguida de apresentação do Plano Federal de Mobilidade Urbana. O Secretário Nacional de Transportes e Mobilidade Urbana, do Ministério das Cidades, Raphael Resende Neto, deve traçar um panorama e falar dos critérios de distribuição dos investimentos da união para o desenvolvimento da mobilidade urbana.

RF
foto - Pregopontocom
Na próxima semana, entre os dias 3 e 5 de dezembro, em São Paulo, será realizado o Fórum Movecidades. A abertura do evento deve ocorrer às 8h50, seguida de apresentação do Plano Federal de Mobilidade Urbana. O Secretário Nacional de Transportes e Mobilidade Urbana, do Ministério das Cidades, Raphael Resende Neto, deve traçar um panorama e falar dos critérios de distribuição dos investimentos da união para o desenvolvimento da mobilidade urbana.
O primeiro dia de evento conta ainda com uma chamada para potenciais investidores, que tratará das principais oportunidades de negócio em mobilidade urbana pelo país. Participarão representantes dos estados do Rio de Janeiro e São Paulo e das prefeituras de Cuiabá, Porto Alegre, Belo Horizonte, Manaus e Fortaleza.
O segundo dia de fórum (04/11) deve tratar do planejamento para o futuro, integração de modais, equação tarifária e bilhetagem, entre outros temas.
Para o último dia de evento está programada uma visita técnica no monotrilho da Linha 15-Prata do Metrô de São Paulo, que teve seu primeiro trecho, entre as estações Vila Prudente e a nova estação Oratório, inaugurado no final de agosto deste ano. Confira a programação preliminar do Fórum Movecidades: http://www.revistaferroviaria.com.br/upload/programação_MOVECIDADES.pdf

Serviço:
Fórum Movecidades
Onde: Hotel Golden Tulip Paulista Plaza.
Alameda Santos, 85, Jardins, São Paulo - SP
Outras informações: www.informagroup.com.br/site/hotsite_ibc.asp?idevento=496
Fonte - Revista Ferroviária  27/11/2014

quinta-feira, 20 de novembro de 2014

Passagem de ônibus nas capitais está defasada em 12,8%, diz NTU

Transporte público

“No próximo mês alguns municípios deverão reajustar tarifas ou achar recursos para subvenção”, disse Otávio Cunha. “Feitas em algumas cidades, as isenções – em especial do ICMS sobre o diesel – apenas têm ajudado a não dar impactos maiores nas tarifas”, acrescentou. - Prefeitos temem que eventual reajuste nas tarifas de ônibus provoquem manifestações semelhantes as de 2013

Pedro Peduzzi
Repórter da Agência Brasil
foto - Pregopontocom
As passagens de ônibus, nas capitais, estão com uma defasagem média nos preços cobrados de 12,8%. A conta é da Associação Nacional das Empresas de Transporte Urbano (NTU). De acordo com o presidente da entidade, Otávio Cunha, prefeitos receiam que a situação complique ainda mais, com um possível reajuste nos preços das tarifas. Ele destaca que os prefeitos trabalham com a possibilidade de novas manifestações, como as ocorridas em julho de 2013, caso os preços das passagens aumentem.
“No próximo mês alguns municípios deverão reajustar tarifas ou achar recursos para subvenção”, disse Otávio Cunha. “Feitas em algumas cidades, as isenções – em especial do ICMS sobre o diesel – apenas têm ajudado a não dar impactos maiores nas tarifas”, acrescentou.
Segundo ele, o déficit de 12,8% já considera as isenções feitas pelo governo federal na folha de pagamento, que mudou a contribuição patronal na alíquota de faturamento, resultando em uma diminuição de 4% no custo, além de 3,85% relativo à Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins).
“Em consequência das manifestações de 2013 houve uma deflação de 5% nas passagens, apenas com as desonerações e reduções”, informou o presidente da associação. De acordo com a NTU, as gratuidades e os benefícios nos sistemas de transporte são outros fatores responsáveis pelo aumento de 17,8% no preço das passagens.
Representante de empresas de transporte coletivo
 reclama de incentivos do governo ao transporte
individual -Arq./Marcelo Camargo/Agência Brasil
A principal reclamação da entidade é a política de incentivo ao transporte individual, promovida pelo governo. “A política de preços do óleo diesel mostra isso. Entre junho de 2012 e novembro de 2014, o preço da gasolina aumentou 23%, enquanto o óleo diesel [principal combustível usado pelos ônibus] aumentou 38%”, disse Cunha.
Se o recorte for entre 2001 e 2014, o diesel contabiliza, segundo a NTU, um aumento de 202%. No mesmo período, as passagens aumentaram 163%, o Índice de Preços ao Consumidor Ampliado foi 128% e a gasolina teve um reajuste de 76%. Otávio Cunha ressalta que o óleo diesel representa 23% do custo total dos serviços de transportes.
Para melhorar a situação das empresas, a NTU apontou algumas alternativas, em entrevista na Confederação Nacional dos Transportes. Entre elas, a criação de um programa emergencial de qualificação do transporte público urbano por ônibus; a adequação da estrutura do governo federal à Lei de Mobilidade Urbana o que, segundo Otávio Cunha, não tem ocorrido; um mutirão nacional em favor dos planos de mobilidade urbana; e o apoio à aprovação da Proposta de Emenda a Constituição (PEC) 307/13, que destina 70% dos recursos da Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide) aos municípios, 20% aos estados, e 10% ao governo federal.
“Se metade da subvenção [destinada a municípios] tiver como destino a operação de transporte público, metade dos custos estariam abatidos. Ou seja, reduziria pela metade o preço da passagem de ônibus”, disse o dirigente. Projeções da NTU indicam que, ao todo, seriam arrecadados cerca de R$ 35 bilhões por ano.
Ele propõe que a outra metade dos recursos municipais da Cide, no formato apresentado pela PEC, tenha como destino a infraestrutura de transportes das cidades.
As propostas apresentadas pela NTU para o setor, prevêm a priorização do transporte público sobre o individual, a continuidade dos investimentos federais, estaduais e municipais no transporte, e a implantação de uma política de preços diferenciada para tornar o óleo diesel mais barato.
*Matéria alterada às 15h02 do dia 20/11/2014 para correção do nome do presidente da Associação Nacional das Empresas de Transporte Urbano
Fonte - Agência Brasil  20/11/2014

COMENTÁRIO Pregopontocom

Enquanto permanecer no país a tendência em privilegiar o oligopólio do transporte público na sua grande maioria sobre pneus,rodoviarísta,em detrimento da implantação e expansão dos sistemas de transportes de massa sobre trilhos em conjunto com outras alternativas sustentáveis,dando a eles (setor rodoviário) força para que continuem dando as cartas no seguimento de transportes,enquanto o transporte público não deixar de ser visto apenas como uma atividade simplesmente comercial ou uma fonte incessante de lucros,enquanto o transporte público não for tratado pelos maioria dos administradores como uma "atividade essencial" de utilidade pública e social......vai ser isso ai. 

sábado, 15 de novembro de 2014

Motoristas param ônibus fora dos pontos e deixam passageiros irritados

Salvador

Passageiros têm que embarcar no meio da rua, ônibus cheios, motoristas que correm, veículos que atrasam, falta de acessibilidade,desconforto,são alguns dos problemas vividos pelos usuários do sistema de transportes por "ônibus" em Salvador

Chayenne Guerreiro - TB
Foto: Francisco Galvão
Quem precisa usar o transporte público de Salvador, já está acostumado com as dificuldades enfrentadas diariamente. Ônibus cheios, motoristas que correm, veículos que atrasam, são alguns dos problemas vividos pelos pedestres da cidade.
Como se não bastasse, os moradores de São Cristóvão, próximo ao aeroporto, estão tendo que encarar mais um transtorno. É que no bairro, poucos são os ônibus que param nos pontos.
Acostumada a utilizar os coletivos diariamente, a vendedora, Maria Lucia, conta que chegar ao local de trabalho todos os dias, virou uma saga.
“Os ônibus quando não passam cheios, simplesmente não param no ponto, e quando param normalmente é bem longe, e a gente tem que sair correndo, pelo meio da pista, levando empurrão pra tentar pegar o carro, por que os motoristas não têm paciência para esperar todo mundo subir,” diz.
A diarista, Rebeca Teixeira, conta que já ficou presa na porta traseira do veiculo, mais de uma vez. “Muitas vezes os motoristas estão apressados, então não prestam atenção se ainda tem passageiros subindo. Numa dessas vezes, fiquei presa pela perna, na porta dos fundos, as outras pessoas que estavam no veiculo, tiveram que gritar pro motorista parar e abrir a porta. Vejo isso acontecer sempre,” conta Teixeira.
A equipe da Tribuna da Bahia percorreu inúmeros pontos de parada de carros do bairro, e em todos eles, constatou a dificuldade denunciada pelos passageiros. Os ônibus escolhem aonde vão parar, se pararem em um ponto, no próximo passam direito.
Quem se esforça fazendo um sinal e consegue a atenção do motorista, tem que sair correndo entre os carros que passam, até conseguir embarcar. Muita gente desiste no caminho, foi o caso do pedreiro Pedro dos Anjos. “Vou chegar atrasado ao serviço de novo, infelizmente passo sempre por essa luta. A gente fica dependendo da boa vontade do motorista. Na vida pobre nunca tem vez,” reclama.
Além do descaso das empresas de ônibus, os passageiros ainda têm que aguentar a confusão causada pelas vãs de transporte clandestino, famoso naquela área.
“As vãs ocupam toda a extensão do ponto do ônibus, por isso muitos dos coletivos não param aqui, só que muitas pessoas pegam linhas diferentes das que o clandestino oferece, e acabam sendo prejudicadas. Falta fiscalização,” contou um dos vendedores ambulantes do local, que preferiu não se identificar.
A prática de parar fora do ponto é proibida por lei. Só no ano de 2012, 1653 pessoas entraram em contato com o Serviço de Informação e Atendimento à Comunidade (Seac) da Transalvador, para fazer este tipo de denúncia. Através dos números 2109-3641 e 2109-3679 e munido do número de série do veículo, localização do fato, data, horário e empresa, qualquer usuário poderá fazer a reclamação que será analisada pelo órgão e, posteriormente, pelo Sindicato das Empresas de Transporte de Salvador.
De acordo com a Transalvador, após a denúncia, “o Seac encaminha as informações às gerências responsáveis, que vão apurar o fato e tomar as providências cabíveis. Se houver reincidência, a denúncia sobe a instâncias superiores - diretorias e gabinete do superintendente - para medidas mais rígidas”.
Ainda segundo o órgão, nos casos específicos de motoristas que não param no ponto de ônibus, a Gerência de Fiscalização de Transporte coloca um fiscal no ponto da denúncia para tentar flagrar a infração, que assim constatada, gera multa para a empresa. A infração pode gerar advertência, multa e a apreensão do veículo.
Fonte - Tribuna da Bahia  15/11/204

COMENTARIO Pregopontocom
"a Gerência de Fiscalização de Transporte coloca um fiscal no ponto da denúncia para tentar flagrar...tentar flagrar...tentar flagrar...tentar flagrar....até quando????????"

quarta-feira, 3 de setembro de 2014

Conforto pode levar motoristas a optar por transporte público, diz especialista

Mobilidade

“As pessoas sentem uma sensação de dignidade quando sobem em um ônibus em São Paulo? Essa é a mudança mais importante que vocês podem alcançar: fazer com que [usar o transporte público] seja atraente para as pessoas”, afirmou Litman, ao participar do encontroo organizado pelo Instituto de Energia e Meio Ambiente (Iema).

Camila Maciel 
Repórter da Agência Brasil 
Ag.Brasil
Linhas de ônibus com internet wi-fi e ar-condicionado, como as que começaram a rodar ontem (2) na capital paulista, são mecanismos que podem atrair motoristas para o transporte público. É o que diz o canadense Todd Litman, especialista em mobilidade urbana, que participou hoje (3) de um seminário sobre o desestímulo ao uso do automóvel.
“As pessoas sentem uma sensação de dignidade quando sobem em um ônibus em São Paulo? Essa é a mudança mais importante que vocês podem alcançar: fazer com que [usar o transporte público] seja atraente para as pessoas”, afirmou Litman, ao participar do encontroo organizado pelo Instituto de Energia e Meio Ambiente (Iema).
David Litman, especialista canadense, diz que uso de bicicletas
 precisa ser estimulado - Wilson Dias/ABr
Diretor do Instituto de Políticas de Transporte de Victoria, no Canadá, Litman também ressaltou que as cidades devem se preparar para estimular o uso da bicicleta e a prática de caminhadas.
“São Paulo tem vias melhores para os carros, tem faixa exclusiva para ônibus, mas as calçadas são terríveis para os pedestres. É horrível para quem está em uma cadeira de rodas. Falo sobre uma cidade em que todos possam se movimentar”, disse ele. Para ele, os adeptos do transporte individual precisam ser convencidos também pelos aspectos da economia financeira e da redução de acidentes, bem como dos benefícios da prática de exercícios físicos.
O presidente do Iema, André Ferreira, destacou, por sua vez, outros benefícios da adoção de meios de transporte limpos, como a diminuição das emissões de gases poluentes e a melhoria da qualidade do ar. “Ao falar em combustível fóssil no Brasil, é preciso focar necessariamente em transporte”, disse Ferreira. Os dados apresentados por ele mostram que, dos quilômetros rodados hoje em transporte de passageiros, 96% dos deslocamentos ocorrem no transporte individual. “Os impactos disso ocorrem não só no congestionamento, mas há um conjunto de externalidades.”
Como exemplo dos benefícios provocados pela adoção de mecanismos para melhorar a eficiência do transporte coletivo, Ferreira apresentou um estudo do Iema sobre a implantação de faixas exclusivas para ônibus na cidade de São Paulo. A análise de três corredores mostrou que houve, além da diminuição do tempo de viagem, redução do consumo de combustível e da emissão de gás carbônico. Em algumas linhas, houve queda de 14,3%. “A faixa é algo mais tímido do que um corredor expresso. É uma medida de baixo custo, que trouxe ganhos na redução de todos os gases poluentes”, destacou.
Os impactos que a crescente motorização no transporte de passageiros provocam na saúde também foram abordados no seminário. O professor do Departamento de Medicina Preventiva da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), Nelson Gouveia, lembrou que a Organização Mundial da Saúde (OMS) coloca a poluição do ar entre os dez principais fatores de risco para a saúde humana.
“As pesquisas mostram que morrem mais pessoas em dias mais poluídos, nos quais há também maior número de admissões hospitalares, principalmente por doenças cardiovasculares”, disse o professor.
Fonte - Agência  Brasil  03/09/2014

segunda-feira, 11 de agosto de 2014

BRT de BH - mais uma ilusão concretizada.......

BRT de BH

Reportagem comprova que o BRT MOVE não melhorou o transporte dos passageiros. Será que a população foi enganada mais uma vez?



          
           Interior do ônibus - BRT (YouTube)
estação  - BRT (YouTube)




quarta-feira, 30 de julho de 2014

Especialistas criticam trânsito e cobram investimentos em mobilidade no Rio

Mobilidade

Pesquisa estimou que prejuízos, em 2014, devem chegar a R$ 25 bilhões - De acordo com a pesquisa da Firjan, em 2014 o prejuízo deve cair para R$ 25 bilhões e esse valor deve ser mantido em 2015, mesmo com a previsão de um aumento estimado em 0,9% dos engarrafamentos. Contudo, ainda segundo a pesquisa, caso não haja novos investimentos na ampliação do transporte de massa e no uso da Baía de Guanabara, pode haver um aumento do prejuízo em 2016 e, em 2022, alcançar R$ 40 bilhões.

Louise Rodrigues
Jornal do Brasil
foto - ilustração
Especialistas comentaram pesquisa da Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan), divulgada segunda-feira (28), que estima o custo dos congestionamentos na Região Metropolitana do Rio em R$ 29 bilhões em 2013, o que equivale a 8,2% do PIB metropolitano. Entre outros aspectos, economistas e engenheiros destacaram que a quantidade de obras no Rio contribui para essa perda, e que o problema de mobilidade reduz a produtividade, já que o trabalhador chega cansado no trabalho.
De acordo com a pesquisa da Firjan, em 2014 o prejuízo deve cair para R$ 25 bilhões e esse valor deve ser mantido em 2015, mesmo com a previsão de um aumento estimado em 0,9% dos engarrafamentos. Contudo, ainda segundo a pesquisa, caso não haja novos investimentos na ampliação do transporte de massa e no uso da Baía de Guanabara, pode haver um aumento do prejuízo em 2016 e, em 2022, alcançar R$ 40 bilhões. A Firjan considerou o tempo em que as pessoas economicamente ativas ficam paradas no trânsito e o gasto extra com combustível.
Para Adriano Pires, economista e especialista em infraestrutura da Centro Brasileiro de Infra Estrutura (CBIE), “o estudo da Firjan mostra um obstáculo a um maior crescimento e eficiência do Rio de Janeiro”. Ele explica que “esse dinheiro que está sendo perdido, poderia ser investido em outras necessidades. Além disso, há o gasto de gasolina e as pessoas perdem horas de trabalho”. Para Adriano, “a quantidade de obras no Rio de Janeiro contribui para essa perda e a saída é investir em transporte coletivo e em diversos modais”.
João Sicsu, professor do Instituto de Economia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), acredita que “o problema de mobilidade no Rio é grave porque reduz a produtividade. O trabalhador chega cansado no trabalho, depois horas no engarrafamento, e, quando vai voltar para casa, demora novamente e tem menos tempo de descanso”. Ele acrescenta que “além da perda de combustível, os congestionamentos trazem a poluição do ar e a poluição sonora”. Para Sicsu, a alternativa seria “investir em transporte de massa sobre trilhos, ampliando o metrô e modernizando os trens da SuperVia”. Perguntado sobre os impactos desse prejuízo para o bolso do carioca, o economista respondeu: “quando falamos em perdas, existem custos. Então, os preços tendem a subir”.Fechamento da Avenida Rodrigues Alves gera longos congestionamentos na Zona Portuária
De acordo com engenheiro de transporte Alexandre Rojas, é difícil mensurar valores para a perda em produtividade que uma pessoa tem ao ficar parada no engarrafamento. Contudo, ele confirma que “os números pela perda de mobilidade são bastante grandes”. Rojas acredita que “as políticas de transporte vão atender razoavelmente às Olimpíadas”. Ele explica: “Regiões que têm uma demanda significativa, como São Gonçalo e Niterói, estão sendo jogadas para segundo plano. O projeto da Linha 3 do metrô, que ia melhorar a mobilidade São Gonçalo – Rio de Janeiro, parou. Estamos falando de 600 mil viagens por dia. Isso iria desafogar o trânsito em vias como a Ponte Rio – Niterói e a Avenida Brasil. Fora isso, a Baia de Guanabara é poluída. Se uma barca colide com algum objeto maior, como um móvel, ela quebra a proa e pode naufragar. Para investir em barcas Rio - São Gonçalo é preciso despoluir a Baía de Guanabara. Além disso, as barcas estão saturadas e sem investimentos e quem é responsável por isso é o Estado e não a iniciativa privada”.
Sobre Plano Diretor de Transportes Urbanos (PDTU), Rojas esclarece que ele “aponta pontos críticos e, se o Estado atender as diretrizes desse plano, vai melhorar a mobilidade do Rio”, mas acrescenta: “O discurso está impecável. Só que apenas nos discursos, os planos são insuficientes”. O engenheiro também reforçou a necessidade de investimento nas linhas férreas do metrô. “Existem vários planos para o metrô e muitos deles, se implantados, serão bons. É preciso finalizar a Linha 4, por exemplo. Mas uma lacuna é a Linha 3, que é extremamente necessária”, apontou.
A pesquisa da Firjan estimou também que o Arco Metropolitano, os BRTs e a Transbaixada serão importantes para reduzir os congestionamentos, mas ressalta que novas obras precisam ser feitas a fim de atender a demanda de infra estrutura de transporte. Para a engenheira de transporte da COPPE/UFRJ, Eva Vider, não se pode descartar uma visão pessimista para o futuro. “É preciso terminar as linhas de metrô e investir pesado em infra estrutura. Como o próprio estudo aponta, vai sair mais caro se isso não for feito. A Linha 4 de metrô precisa ser concluída, o projeto da Linha 3 precisa ser retomado. É preciso investir também na Baía de Guanabara e em novas ligações aquaviárias”. Eva também acredita que “as obras vão atender a população, mas chegaram por causa das Olimpíadas. O PDTU já indicava há décadas o que devia ser feito em termos de mobilidade urbana no Rio, mas os investimentos só chegaram agora, por causa da Copa e das Olimpíadas”.
Do Programa de Estágio do JB
Fonte - Joranal do Brasil  30/07/2014

sexta-feira, 11 de julho de 2014

Secretário critica Neto, clama por adiamento de licitação de ônibus e aponta 'equívocos técnicos'

Salvador

A metropolização de Salvador é inevitável e já aconteceu sem que as administrações municipais se dessem conta se preocupassem e procurassem entender essa transformação.A metropolização das cidades envolvidas é inevitável e isso já faz parte do novo plano de mobilidade urbana (LEI Nº 12.587, DE 3 DE JANEIRO DE 2012) 

Evilásio Júnior
Foto: Elói Corrêa/ GOV BA
O secretário estadual de desenvolvimento Urbano, Manuel Ribeiro, afirmou que o objetivo do ofício enviado pelo Estado ao Município para suspender a licitação do transporte coletivo de Salvador é uma solicitação para que se "examine a necessidade de adiar o processo por conta de equívocos técnicos". Em entrevista ao Bahia Notícias, ele reclamou do imbróglio diplomático gerado pela troca de farpas via imprensa. "A primeira coisa que eu gostaria de colocar é que isso foi um ofício do governador para o prefeito, que muito pouca gente do Estado sabia e, de repente, o governador recebeu a resposta de forma não muito delicada. A resposta deveria ser pessoal", condenou. De acordo com o titular da Sedur, três aspectos motivaram o pedido: a contestação do prefeito ACM Neto (DEM) à Lei que criou a Entidade Metropolitana, a "dificuldade de diálogo" com a prefeitura e "problemas" no edital que abriu a concorrência pública. Segundo Ribeiro, a primeira questão diz respeito à opção de se utilizar outorga onerosa, para arrecadar R$ 180 milhões aos cofres municipais. "Está na contramão da Lei Federal de Mobilidade e contra o princípio geral de modicidade tarifária. Por que não fazer por menor preço, que você estabelece um sistema equilibrado? Essa opção não só tira dinheiro do passageiro do ônibus, como também vai acabar prejudicando a própria prefeitura, porque ela está dizendo que o sistema de transporte dela é superavitário. Por exemplo, ela está pleiteando agora com o governo federal o BRT. Como pleitear recursos se o seu sistema é superavitário? Acho não só socialmente ruim, como também vai dificultar em nível de investimento na cidade", assinalou.

Outro questionamento do secretário diz respeito à ausência de um projeto básico adequado anterior à abertura da concorrência pública do setor. "O edital deveria ter um projeto básico. Serve para que o licitante possa determinar o preço que pode entrar nessa licitação. Não existe projeto básico. O que tem aí é um arremedo, já elogiando", criticou, ao opinar que o sistema tarifário previsto "só atende ao interesse privado e não ao interesse do usuário". "Tem tanta gente regulando ônibus metropolitano, trem, ônibus, Stec (Sistema de Transporte Complementar), que vai ser difícil ter a prática de reajustamento tarifário, por exemplo, anual. Podem ter datas e percentuais diferentes, o que também vai afetar o equilíbrio interno do sistema", cogitou. Ele chama a atenção de que, embora a exploração do sistema, conforme estimado na licitação, seja de 25 anos, não há previsão de integração com outros modais, a exemplo de ônibus intermunicipais, trens, lanchas e ferry boat, o que prejudicaria, sobretudo, o "usuário de baixa renda". No seu entendimento, a formatação do novo modelo de transporte poderá inviabilizar modais de massa como o metrô e o VLT, ainda na fase da promessa. "Outro problema que a gente vê é o risco da prática do modelo concorrencial, que está aí adotado. Todas as linhas, hoje, passam pelo Iguatemi, porque lá tem 22% dos passageiros. Isso pode acabar causando um prejuízo para o metrô, o trem e o VLT, que são vetores troncais que têm que ser alimentados pelos ônibus que entram nos bairros. Se privilegiar entre eles [empresários de ônibus], vai acabar prejudicando o sistema troncal", sentenciou, ao completar que "todas as pesquisas entre os usuários apontam que a principal insatisfação não é com o ônibus ou com o serviço e, sim, ficar muito tempo no transporte".
Foto: Betto Jr./ Ag. Haack/ Bahia Notícias
Ele contesta ainda que a resolução do problema de circulação na cidade não se dará só com coletivos sobre rodas. "Principalmente se der prioridade ao transporte individual, visto que ainda não é cobrado estacionamento em shoppings e muita gente usa carro", considerou, ao fazer um apelo: "A gente tem que ver que os contratos de concessão são muito longos: o metrô são 30 anos e o ônibus, 25. Talvez esta seja a última oportunidade que a gente tenha de fazer algo planejado. A última licitação de ônibus, segundo a própria prefeitura diz, foi há 40 anos. Não vão ser seis meses de adiamento para fazer de outro jeito, com uma visão metropolitana de futuro, que vão perturbar e criar mais problemas para o transporte coletivo", apelou. Para se chegar a uma equação ele requer que o prefeito atenda ao regimento da Entidade Metropolitana. "O prefeito diz que não obedece à lei porque é inconstitucional. Lei é para ser obedecida. Inclusive o IPTU dele muita gente contestou, mas foi lá, pagou, e foi à Justiça contestar. Ele, como prefeito, tem que respeitar e dar o exemplo. Agora, se ele acha que a lei é inconstitucional, ele vá aos tribunais. O Supremo está aí para ele fazer uma ação de inconstitucionalidade, mas até ele ter uma decisão favorável, tem de cumprir", sugeriu.
Foto: Max Haack/ Ag. Haack/ Bahia Notícias
Ribeiro defende a legitimidade da norma, a partir da aprovação na Assembleia Legislativa, por 50 votos a três. "Na realidade, o Estado estava cumprindo um mandamento constitucional. É uma lei complementar para um grupamento de municípios limítrofes com funções públicas de interesse comum. Não foi para pirraçar o Município e, sim, cumprir suas atribuições constitucionais. Quem controla a entidade são municípios e não o Estado. Salvador tem mesmo número de votos que o Estado e o fiel da balança são os demais municípios. Essa lei foi bastante republicana, sem nenhuma intenção de subtrair a autonomia municipal. Quem tem que fazer a licitação do transporte é o Município, mas não dá para olhar só para o seu umbigo e, sim, para área metropolitana", justificou. Ele não sabe dizer se a Procuradoria Geral do Estado pretende acionar a prefeitura de Salvador, caso Neto cumpra a promessa de manter a licitação e os prazos estabelecidos no edital.
Fonte - Bahia Notícias  11/07/2014

COMENTÁRIO DE  Salvador Sobre Trilhos

Conhecem aquele velho ditado conversa mole pra boi dormr?????......Pois é...""porque a cidade não suporta mais o modelo atual"".....????......mais a quantos anos????!!!!.... magico,engraçado,surreal,só agora ele descobriu isso...deu um jeitinho para atrasar o Metrô o quanto pode,e essa licitação vem se arrastando desde a época do antigo prefeito..."3 vezes na madeira"....sempre adiada e sempre empurrada com a barriga,não é agora que ela provavelmente vai andar.Acontece pelo que se especula,que nem os donos de ônibus de Salvador a querem, na verdade estão muito temerosos que consórcios poderosos e nacionais formados por grandes empresas do setor venham abocanhar uma boa fatia da sua mina de ouro,e por isso até já se articularam na reformulação dos seus consórcios locais,e todos sabem disso inclusive o concedente. A estratégia é apostar em um possível embargo da licitação,cheia de vícios, e arrumar um bode expiatório para justificar perante a população da cidade a sua não realização,muito comodo por sinal.A quem cabe os possíveis embargos já entendeu a pegadinha,e ai la vem adiamento em cima de adiamento na esperança que alguém morda a isca,só que essa estratégia não vai mais funcionar já esta desgastada.Salvador é hoje uma cidade que fundiu as suas fronteiras com as dos seus vizinhos que somando-se a eles formam o grande elo da RMS,e por isso não cabe mais pensar um sistema de transportes urbano exclusivo que não converse com os sistema de transportes a sua volta,dos seus vizinhos.A metropolização de Salvador é inevitável e já aconteceu sem que as administrações municipais se dessem conta se preocupassem e procurassem entender essa transformação.A metropolização das cidades envolvidas é inevitável e isso já faz parte do novo plano de mobilidade urbana (LEI Nº 12.587, DE 3 DE JANEIRO DE 2012) .....CAPÍTULO IV DAS ATRIBUIÇÕES Art. 16. São atribuições da União: I - prestar assistência técnica e financeira aos Estados, Distrito Federal e Municípios, nos termos desta Lei; II - contribuir para a capacitação continuada de pessoas e para o desenvolvimento das instituições vinculadas à Política Nacional de Mobilidade Urbana nos Estados, Municípios e Distrito Federal, nos termos desta Lei; III - organizar e disponibilizar informações sobre o Sistema Nacional de Mobilidade Urbana e a qualidade e produtividade dos serviços de transporte público coletivo; IV - fomentar a implantação de projetos de transporte público coletivo de grande e média capacidade nas aglomerações urbanas e nas regiões metropolitanas... - Por tanto não adianta fazer marolas nem jogo de sena para criar um clima e iludir a população com discursos eufóricos de conteúdos políticos que não trara nenhuma solução efetiva para o problema, pelo contrário só ira agrava-lo mais ainda com um pesado ônus para a cidade e a sua população.Com a chegada do Metrô e a prevista modernização e reformulação dos trens do subúrbio e outros prováveis sistemas de transportes sobre trilhos (VLTs) e até sobre pneus, a de se entender que nem o sistema atual nem o sistema,de isolamento,proposto pela município servem para compor a nova realidade da mobilidade urbana de maneira ampla e metropolitana,a modernização e a racionalização de todo o sistema estrutural da mobilidade composta por vários modais,não pode ser transformada uma guerra política e mesquinha sem vencedores cujo o maior perdedor será sempre o povo e a cidade.O mais correto e o mais sensato será observar as diretrizes da nova lei de mobilidade urbana,sentarem -se a mesa,todos os envolvidos,prefeitos e governador e conjuntamente desarmados de interesse políticos econômicos e eleitorais em beneficio de uma nova ordem para a mobilidade urbana que contemple e integre todas as cidades da RMS e Salvador.Dessa forma só teremos a ganhar e todos sairemos vitoriosos.
A.Luis
Coordenador do Movimento Salvador Sobre Trilhos