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sexta-feira, 28 de outubro de 2016

Circulação de trens em São Paulo teve ao menos 1 falha por dia em 2016

Transportes sobre trilhos

A linha mais afetada foi a 7-Rubi (93), seguida da 11-Coral (42) e da 9-Esmeralda (26). A linha 8-Diamante foi a que concentrou menos ocorrências (19).A principal mudança no serviço é a circulação com velocidade reduzida e maior tempo de parada. Só neste ano foram 208 casos notificados pelo perfil da CPTM no Twitter. Em outras 18 situações, a circulação dos trens chegou a ser interrompida em trechos ou linhas inteiras.

Metro Jornal - RF
foto-ilustração/arquivo
O passageiro que precisa dos trens da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos) para se deslocar diariamente enfrentou neste ano ao menos uma falha na circulação por dia, provocando atrasos ou mesmo suspensão do serviço por um período – em diferentes linhas.
Levantamento do Metro Jornal considerou somente dias úteis e mostrou 227 alterações no serviço em 207 dias – entre o início do ano e ontem. As paradas por obras nos fins de semana avisadas com antecedência não foram consideradas, porque deram chance ao usuário de se programar.
A linha mais afetada foi a 7-Rubi (93), seguida da 11-Coral (42) e da 9-Esmeralda (26). A linha 8-Diamante foi a que concentrou menos ocorrências (19).
A principal mudança no serviço é a circulação com velocidade reduzida e maior tempo de parada. Só neste ano foram 208 casos notificados pelo perfil da CPTM no Twitter. Em outras 18 situações, a circulação dos trens chegou a ser interrompida em trechos ou linhas inteiras.
O principal motivo de alteração do sistema são as obras de manutenção, que afetaram 85 vezes a circulação dos trens – nem sempre avisadas aos usuários com antecedência. Depois, vêm ocorrências técnicas, que se referem a falhas de trens, nas vias ou na sinalização, com 45 casos.
Também entre os mais comuns estão os problemas técnicos no sistema de energia – foram 29 casos registrados. Interferências causadas pelo clima, como chuvas e alagamentos, ocorreram 19 vezes. Pessoas na via alteraram a circulação de trens 10 vezes neste ano.

Companhia só conta quando trem para
A CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos) afirmou que foram registradas apenas 24 ocorrências notáveis – caracterizadas pela interrupção da circulação dos trens em algum trecho da linha – causadas por agentes externos (como alagamentos) e falhas internas. Sobre a mudança de circulação causada por trabalhos de manutenção, a companhia disse que avisa com antecedência todas as obras que serão realizadas nas linhas.
Fonte - Revista Ferroviária  28/10/2016  

quarta-feira, 31 de agosto de 2016

Pane no metrô de Recife causa atrasos e transtornos na Linha Sul

Transportes sobre trilhos

Um problema na sinalização do sistema de segurança de tráfego durante a madrugada motivou a troca de disjuntores na área entre as estações Recife e Joana Bezerra.Por conta disso, as estações da linha centro só abriram as portas às 5h15, com 15 minutos de atraso e os trens passaram a circular mais devagar

Diario de Pernambuco
foto - ilustração/arquivo
Os usuários do metrô do Recife vivem mais um dia de transtornos e incertezas nesta quarta-feira. Um problema na sinalização do sistema de segurança de tráfego durante a madrugada motivou a troca de disjuntores na área entre as estações Recife e Joana Bezerra. No entanto, de acordo com a assessoria da CBTU/Metrorec, após o serviço, o sistema apresentou falhas na sinalização de um trecho longo de quatro quilômetros.
Por conta disso, as estações da linha centro só abriram as portas às 5h15, com 15 minutos de atraso e os trens passaram a circular com a chamada velocidade de manobra, entre 10 km/h e 15 km/h. Além disso, o número de composições foi reduzido de 14 para 11 veículos. O intervalo entre as viagens aumentou de cinco para oito minutos na linha centro e de 10 para 20 minutos nos ramais Camaragibe e Jaboatão. Técnicos estão atuando na área, mas ainda não há previsão para normalização do serviço.

Metroviários realizam assembleia nesta tarde
Além disso, os metroviários realizam uma assembleia geral às 17h, na Estação Central. Ontem, reinvidicando segurança, melhores condições de trabalho e o pagamento de salários atrasados, os vigilantes que atuam nas estações de metrô e BRT do Recife realizaram um protesto. O grupo de cerca de 150 trabalhadores, entre funcionários terceirizados e contratados diretamente, se reuniu na Estação Central do Recife logo no início da manhã, seguindo para a sede da CBTU/metrorec, no bairro Jardim São Paulo.
Representantes da CBTU/Metrorec, da empresa BBC Segurança e uma comissão formada por seis vigilantes se reuniram ainda hoje. Na ocasião foi feita a promessa de pagameto até a próxima sexta-feira. De acordo com o Metrorec, o que só não foi feito por conta do não recolhimento das guias por parte da empresa terceirizada.
Os trabalhadores se queixam do atraso de mais de dois meses nos salários, além do ticket alimentação, o qual alguns funcionários não recebem há mais de seis meses, e até mesmo vale transporte. "Eu e vários colegas estamos acumulando dívidas. Meu nome está no SPC porque eu não recebo há quase três meses", desabafa o vigilante Fábio Rogério. Um outro grupo de funcionários, que não quiseram se identificar, também relata que frequentemente sofrem abusos morais e até mesmo ameaça de seus superiores. "Frequentemente somos forçados a dobrar o turno para substituir um colega, sob ameaça de demissão e sem jamais receber hora extra ou qualquer adicional pelo trabalho", relatam.
Em relação à segurança, o Metrorec garantiu estar investindo na compra de novas câmeras de monitoramento e na contratação de mais vigilantes. Também nesta terça-feira, o superintendente do órgão, Leonardo Vilar Beltrão se reuniu com a Secretaria de Defesa Social (SDS) para tratar do assunto.
De acordo com Sandro José, diretor dos Sindicato dos Vigilantes de Pernambuco (Sindesv-PE), nos últimos 15 dias, duas armas foram levadas em assaltos nas estações. "Nós exigimos segurança, principalmente. Melhores condições. Os plantões contam com apenas um vigilante no posto, e precisamos lidar com pessoas pergosas, armadas", explica.
Na manhã da segunda-feira, o vigilante Bianor José da Silva, de 51 anos, foi assassinado a tiros enquanto trabalhava na Estação Ipiranga. O vigilante, que estava em seu dia de folga e susbstituía um colega, foi baleado na cabeça e no pescoço. Bianor teve a arma roubada e morreu no local.
O crime aconteceu às 11h45. De acordo com informações da assessoria de comunicação da CBTU/Metrorec, dois suspeitos abordaram o segurança, enquanto outro dava cobertura em um carro, onde o trio fugiu. Horas após o crime, policiais militares prenderam o trio suspeito. Os três foram encaminhados para o Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). O metrô enviou ara a delegacia especializada imagens do circuito de segurança que vão ajudar a identificá-los e formalizar o flagrante. Bianor José era casado e trabalhava há quatro anos no sistema.
Fonte - Diário de Pernambuco  31/08/2016

quinta-feira, 15 de outubro de 2015

Supervia registra 320 depredações em menos de 1 ano

Transportes sobre trilhos

A empresa registrou até agora, em 2015, 320 ocorrências criminosas contra trens, a via ou a rede aérea. Foram oito casos a mais do que no mesmo período do ano passado e, em média, 1,2 a cada dia.É o que o engenheiro de Transportes da Uerj Alexandre Rojas chama de “estado de guerra”, incomparável, para ele, a qualquer outra cidade no mundo.

O Dia
foto - ilustração
Ações de vândalos na SuperVia, como supostamente o incêndio no sistema de sinalização em Manguinhos, na noite de terça, que causou atrasos e lotação no Ramal Saracuruna o dia inteiro ontem, ameaçam diariamente a rotina e a segurança dos passageiros. A empresa registrou até agora, em 2015, 320 ocorrências criminosas contra trens, a via ou a rede aérea. Foram oito casos a mais do que no mesmo período do ano passado e, em média, 1,2 a cada dia.
É o que o engenheiro de Transportes da Uerj Alexandre Rojas chama de “estado de guerra”, incomparável, para ele, a qualquer outra cidade no mundo. “As pessoas invadem a via e destroem equipamentos que não lhe dão retorno. Nunca vi isso nem em países em situações de conflito. Criar um sistema inédito que seja protegido contra o vandalismo demanda custo exorbitante e compete ao estado”, diz Rojas.
O furto de cabos é a ação predileta dos criminosos, com 185 casos neste ano (57% do total). Houve, também nos últimos nove meses e meio, sete episódios de objetos lançados na rede aérea, 54 de objetos na via e 74 de arremesso de objetos contra os trens. De janeiro a setembro, a SuperVia registrou 163 casos de para-brisas danificados. Em 2014, as cabines de maquinistas de 118 trens precisaram ter seus vidros integralmente substituídos.
A empresa ressaltou, em nota, que tais atitudes afetam a prestação do serviço e prejudicam a segurança de passageiros e funcionários, mas informou não ter detalhamento de quantos desses casos interferiram na regularidade da operação.
“Para evitar atos irregulares ao sistema, a concessionária considera indispensável o isolamento completo da área restrita à circulação de trens, por isso apoia o governo estadual no projeto ‘Segurança da Via’, cujo objetivo é realizar a segregação total da linha férrea, com a construção de muros, passarelas e viadutos”, comunicou.
No fim de setembro, o governo do estado informou que o Banco Mundial aprovou investimentos de R$240 milhões solicitados para o programa de reforço à segurança da via e para duplicação da linha férrea entre Gramacho e Saracuruna. Após autorização do governo federal e assinatura do termo aditivo do contrato, serão lançadas as licitações para a execução das obras.
Situação não deve melhorar
O incêndio próximo à Estação Manguinhos, na noite de terça, danificou os cabos de transmissão de energia, fazendo com que a circulação fosse operada com apenas uma das três subestações que atendem o Ramal Saracuruna. Como os técnicos não tinham conseguido resolver o problema até a noite, os trens atrasaram durante todo o dia — e hoje não deve ser diferente, já que a SuperVia não apontou previsão para conclusão dos reparos.
A concessionária informou no Facebook que o incêndio foi causado por “um ato indevido contra o sistema”, mas, quase 24 horas depois do ocorrido, ainda não tinha registrado ocorrência na delegacia. Segundo a empresa, os trens da linha Gramacho operaram com intervalos de 20 minutos (o normal é 10 minutos) e, no trecho Gramacho-Saracuruna, 30 minutos (também 10 a mais que o normal).
Os passageiros, no entanto, reclamaram que precisaram esperar bem mais nas estações. “Estou desde as 7h na Estação Saracuruna. Foi mais de uma hora para um trem chegar aqui, e a estação está lotada”, disse Douglas Mendonça, que embarcou por volta das 8h10.
A Polícia Militar explicou que equipes do Grupamento de Policiamento Ferroviário (GPFer) operam diretamente na linha férrea e contam com o apoio dos batalhões da área, que fazem a segurança no entorno das estações.

Impunidade é o maior desafio
Para o especialista em Segurança Pública Paulo Storani, o grande problema é a dificuldade de identificação dos autores dos atos de vandalismo. “Não existe efetivo policial suficiente para vigiar todo o percurso. Se não houver equipe especializada para investigar o modus operandi, só é preso quem é pego em flagrante. ” A Polícia Militar não respondeu quantos foram presos por crimes contra o transporte neste ano.
Fonte - Revista Ferroviária  15/10/2015

quarta-feira, 23 de setembro de 2015

Transporte público de Curitiba recebe 928 reclamações por mês

Transportes

Entre janeiro e julho de 2015, os usuários do transporte coletivo de Curitiba registraram 6.499 reclamações sobre o serviço, uma média de 928 por mês, ou 31 por dia. As principais reclamações tem relação com o tratamento dispensado pelos funcionários das empresas e os atrasos e supressões de horários de ônibus. Na comparação com o mesmo período do ano passado, porém, houve uma queda de 34% no número de ocorrências.

Rodolfo Luis Kowalski - Bem Paraná

De acordo com levantamento feito pela Urbs, entre janeiro e julho de 2014 foram transportados 289,9 milhões de passageiros, totalizando 2,8 milhões de viagens e 9.987 reclamações, o que representa uma reclamação a cada 29,3 mil passageiros transportados ou uma reclamação a cada 281 viagens. Em 2015, o número de passageiros registrou leve queda, com 276,4 milhões de pessoas transportadas, enquanto as viagens totalizaram 2,7 milhões. Isso significa uma reclamação a cada 45,5 mil passageiros ou uma reclamação a cada 415 viagens.
Ao todo, 34% das reclamações tem relação direta com a postura de motoristas e cobradores de ônibus. A reclamação mais comum dos usuários, responsável por quase 18% das ocorrências (1.150 reclamações), é a recusa de embarque de passageiros sem motivo aparente. No ano passado, quando a ocorrência também liderou o ranking de reclamações, haviam sido feitos 1.980 registros.
Outra reclamação recorrente diz respeito à “falta de urbanidade” de quem trabalha no transporte coletivo. Desde o ano passado, porém, esse tipo de ocorrência registrou queda de 44%, totalizando 478 reclamações em 2015 contra 849 em 2014. Motoristas de ônibus dirigindo inadequadamente, com risco de acidente, também é algo aparentemente comum. Foram 588 ocorrências neste ano e 801 no ano passado.

Os números
34% das reclamações tem relação direta com a postura de motoristas e cobradores de ônibus.
276,4 milhoes de pessoas foram transportadas entre janeiro e julho de 2015, enquanto as viagens totalizaram 2,7 milhões.
57% foi a queda de reclamações sobre atraso dos ônibus em 2015 em relação ao mesmo período do ano passado.
156 o caminho mais fácil para fazer uma reclamção sobre o transporte coletivo de Curitiba. Na sede da Urbs, também há local para reclamar.
Fonte - Blog meu Transporte  22/09/2015

quinta-feira, 16 de julho de 2015

Passageiros invadem linha férrea na Baixada Fluminense

Transportes sobre trilhos

De acordo com a concessionária Supervia, que administra os trens do Grande Rio, o problema começou quando trens começaram a apresentar atrasos em razão de irregularidades na Estação de Gramacho.

Vitor Abdala
Repórter da Agência Brasil
foto - ilustração
Passageiros invadiram hoje (16) as vias férreas de um ramal de trem interurbano, na Baixada Fluminense, na região metropolitana do Rio de Janeiro. De acordo com a concessionária Supervia, que administra os trens do Grande Rio, o problema começou quando trens começaram a apresentar atrasos em razão de irregularidades na Estação de Gramacho.
Alguns passageiros começaram a protestar contra a situação e passaram a tentar impedir a saída dos trens, que estavam transitando em intervalos irregulares, por causa da invasão das vias férreas.
De acordo com a Supervia, os problemas de sinalização já foram consertados, mas ainda há pessoas prejudicando a circulação das composições. Por isso, as estações entre os trechos de Gramacho e Saracuruna estão fechadas temporariamente.
Fonte - Agência Brasil  16/07/2015

terça-feira, 30 de dezembro de 2014

Cai para 11,6% índice de atrasos de voos em aeroportos brasileiros

Transporte aéreo

O número caiu com relação à média de 14,4% de atrasos registrados na semana de 15 a 21 de dezembro – início da operação de férias. De acordo com a Secretaria de Aviação Civil, além de ter caído em relação à primeira semana, a média de atrasos está dentro do padrão internacional, que considera aceitável percentual até 15%.

Agência Brasil 
foto - ilustração
O índice de atrasos de voos nos 15 principais aeroportos brasileiros na semana do Natal, entre os dias 22 e 28 de dezembro, ficou em 11,6%, segundo balanço da Secretaria de Aviação Civil da Presidência da República. O número caiu com relação à média de 14,4% de atrasos registrados na semana de 15 a 21 de dezembro – início da operação de férias.
De acordo com a Secretaria de Aviação Civil, além de ter caído em relação à primeira semana, a média de atrasos está dentro do padrão internacional, que considera aceitável percentual até 15%. Nas duas semanas acumuladas, o índice de atrasos ficou em 12,9%. O órgão estima que, no período, entre 9 milhões e 10 milhões de pessoas passaram pelos terminais aéreos brasileiros.
A secretaria divulgou ainda pesquisa de satisfação dos passageiros durante as duas semanas. De acordo com o órgão, os viajantes deram nota média de 3,79, em uma escala de 1 a 5, para itens como conforto, limpeza e atendimento nos aeroportos.
Fonte - Agência Brasil  30/12/2014

domingo, 7 de dezembro de 2014

Recife,o fim e um outro começo para as obras de mobilidade

Mobilidade

O fim e um outro começo para as obras de mobilidade no Recife - É o que admite a Secretaria das Cidades ao constatar o atual ritmo das obras dos dois corredores de BRT, duas das sete obras incluídas na Matriz de responsabilidade da Copa. Problemas de desapropriação, remoções de intervenções no meio do caminho e até chuva são alguns dos entraves apontados pelo governo. 

Tânia Passos
Túnel da Abolição no corredor Leste/Oeste
 será aberto para o tráfego em dezembro
Foto Annaclarice Almeida DP/D.A.Press
O ano de 2014 chega ao fim deixando um número significativo de obras de mobilidade para serem concluídas até maio de 2015. É o que admite a Secretaria das Cidades ao constatar o atual ritmo das obras dos dois corredores de BRT, duas das sete obras incluídas na Matriz de responsabilidade da Copa. Problemas de desapropriação, remoções de intervenções no meio do caminho e até chuva são alguns dos entraves apontados pelo governo. A boa notícia é que dois importantes terminais e mais o túnel da abolição estarão operando até o Natal.

Terminal da 3ª Perimetral deverá operar
a partir de dezembro.
 Foto Annaclarice Almeida DP/D.A.Press
Terminal de Abreu e Lima está praticamente
pronto para operar em dezembro.
 Foto Annaclarice Almeida DP/D.A.Press









O Terminal de Integração (TI) da 3ª Perimetral, que faz parte do corredor Leste/Oeste, e o Terminal de Abreu e Lima, do corredor Norte/Sul, entrarão em operação em dezembro. O Túnel da Abolição também será aberto para o tráfego, mesmo que os acabamentos sejam concluídos no ano seguinte. Os dois corredores também sofreram atrasos e supressão de estações previstas nos projetos licitados.

Terminal da 4ª Perimetral no corredor Leste/Oeste
 só será entregue em 2015
Foto Annaclarice Almeida DP/D.A.Press
O corredor Leste/Oeste termina o ano sem conseguir entregar o TI da 4ª Perimetral e mais 12 estações, sendo seis na Avenida Conde da Boa Vista, uma na Benfica e cinco na Avenida Belmínio Correia, em Camaragibe.
De acordo com o secretário executivo de mobilidade da Secretaria das Cidades, Gustavo Gurgel, todas as estações serão entregues até maio de 2015.

Paradas convencionais na Conde da Boa Vista
 para o BRT só em 2015.
Foto Annaclarice Almeida DP/D.A.Press
Na Conde da Boa Vista será mantido o modelo que era provisório e hoje é denominado de parada convencional. Em Camaragibe serão construídas duas estações no padrão BRT, as três restantes irão aguardar o processo de desapropriação, sem previsão de prazo. “Em Camaragibe serão construídas duas estações no padrão BRT nas áreas já desapropriadas. E para agilizar, enquanto não sai a desapropriação das outras três, nós vamos construir duas no modelo convencional”, explicou o secretário.

Duas estações de BRT na Avenida Cruz Cabugá
do corredor Norte/Sul só ficam prontas em 2015
 Fotos Annaclarice Almeida DP/D.A.Press
Já o corredor Norte/Sul chega ao fim do ano com seis estações de BRT a menos do que era previsto no projeto. Das 33 licitadas, serão entregues 27. Também faltam entregar outras sete, que só serão concluídas em 2015. “Duas das estações estavam previstas em cima dos viadutos e foram descartadas e as outras quatro nós estamos avaliando da real necessidade de implantação”, explicou o secretário sobre a redução no número de estações. Cada uma orçada em R$ 2 milhões no padrão BRT e cerca de R$ 400 mil no modelo convencional.

Passageiros embarcando no BRT no
Terminal de Pelópidas
Foto Annaclarice Almeida DP/D.A.Press
Com um número reduzido de estações e terminais de integração, a operação dos dois corredores de BRT ficou limitada. A presença do BRT é quase insignificante em relação a dependência do sistema convencional. No corredor Leste/Oeste, o BRT responde atualmente por cerca de 23% da demanda esperada de 160 mil passageiros no sistema. Já os ônibus convencionais transportam atualmente cerca de 75% dos passageiros da rede, mas ficam presos no engarrafamento da Caxangá, enquanto o BRT segue livre com uma demanda que fica muito aquém.

Ônibus convencionais respodem por maior
demanda no Norte/Sul
Foto Annaclarice Almeida DP/D.A.Press
No Norte/Sul a dependência dos convencionais é ainda maior. Menos de 12% dos passageiros são transportados dos 160 mil previstos no sistema. Já os ônibus convencionais que atendem atualmente 33 linhas transportam mais de 80% dos usuários da rede. A substituição dos ônibus convencionais pelo BRT ocorrerá aos pouco. “Nós dependemos da finalização das obras. O número de estações e terminais ainda é insuficiente para o BRT operar com uma demanda maior dentro do corredor”, explicou André Melibeu, gerente de operações do Grande Recife Consórcio de Transporte Metropolitano.

Ônibus convencionais serão mantidos no corredor
Norte/Sul, mesmo com o BRT
Foto Annaclarice Almeida DP/D.A.Press
Mesmo quando o sistema for concluído em maio de 2015, como está previsto, o Norte/Sul ainda manterá linhas convencionais. A razão é que faltam estações de BRT no trajeto entre Igarassu e Abreu e Lima, cada uma com apenas uma estação de BRT ao longo do corredor.
Uma boa razão para a Secretaria das Cidades rever onde relocar as estações que foram suprimidas.

Sem ampliação no Terminal de Igarassu, os ônibus
 fazem fila do lado de fora do terminal
 Foto Annaclarice Almeida DP/D.A.Press
A entrada do Terminal de Igarassu, uma das pontas do corredor Norte/Sul , acumula uma fila de ônibus convencionais. Não há espaço para eles dentro do terminal, o que dirá do BRT. O terminal também está de fora da operação do BRT, que atualmente se inicia pelo Terminal de Pelópidas, em Paulista. Além da ampliação que não houve, a única estação de BRT do município localizada no distrito de Cruz de Rebouças só vai ficar pronta em 2015. Aos usuários de Igarassu foi disponilibilizado um ônibus novo, no mesmo modelo dos ônibus de BRT, que se encontra em teste, desde maio, mas não está incluído na operação do BRT e opera com cobrador.

Nenhuma das cinco estações de BRT previstas para
a Avenida Belmínio Correia, em Camaragibe
 foi construída. Previsão em 2015.
Foto Annaclarice Almeida DP/D.A.Press
Em Camaragibe, uma das pontas do corredor Leste/Oeste, a situação é um pouco melhor. Embora o terminal não tenha sido ainda ampliado e grande parte dos ônibus convencionais usem o terreno da futura ampliação como estacionamento, o TI já recebe duas linhas de BRT, que não param em nenhuma das cinco estações prevista na Avenida Belmínio Correia, porque elas ainda não foram construídas, mas levam os usuários que usam o terminal até Recife. “As ampliações dos terminais de Igarassu, Camaragibe, PE-15 e Pelópidas foram incluídas no Pac das Grandes Cidades, explicou o secretário executivo de Mobilidade, Gustavo Gurgel. “É uma outra fonte de captação de recursos e nossa expectativa é que em 2015 as ampliações possam ser executadas”, revelou.

Obra da Via Mangue foi incluída no Pac Copa
        Foto Debora Rosa/Esp.DP/D.A.Press
Dentro da matriz de responsabilidade da Copa em Pernambuco, o ponto for a da curva parece ser a Via Mangue. A obra acabou sendo beneficiada com recursos do PAC Copa, mas na prática não trouxe influência direta para a mobilidade durante a Copa. Dos dois corredores de BRT, o mais significativo, sem dúvida, no trajeto para a Arena Pernambuco foi o corredor Leste/Oeste, mas não precisou de muito esforço e operou na Copa com apenas duas estações: Guararapes e Derby.

Terminal Marítimo do Recife foi uma das sete obras
                            da Matriz da Copa.
        Foto: Maria Eduarda Bione/Esp.DP/D.A P
Outras obras tiveram um impacto mais direto como a construção do Terminal Integrado Cosme Damião, que acabou sendo o principal acesso com o metrô como transporte de massa, mesmo com todos os problemas que foram registrados na Copa das Confederações e corrigidos a tempo para a Copa do Mundo. O ramal da Copa funcionou com uma das duas faixas previstas, mas foi importante para o acesso do BRT à Arena. Também deu conta do recado o Terminal Marítimo de Passageiros, que recebeu um público recorde de mexicanos e por fim a nova torre de controle do Aeroporto dos Guararapes, onde não foi registrado nenhum incidente.
Veja Mais - http://blogs.diariodepernambuco.com.br/mobilidadeurbana/
Fonte - Diário de Pernambuco  07/12/2014

quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

Metrô de Fortaleza volta a ter problemas e gera indignação

Transportes sobre trilhos

Apenas dois dos trens em operação circularam na manhã de ontem; usuários dizem que problema é comum - Além das falhas, passageiros queixam-se dos constantes atrasos, que ontem chegaram a 40 minutos, da insegurança e depredação. A falta de informação também é um problema relatado pela população

Germano Ribeiro/Ranniery Melo
Repórteres - DN
FOTO: ÉRIKA FONSECA
O transporte metroviário é considerado uma solução rápida e segura para o deslocamento em grandes cidades. Entretanto, há dois meses operando comercialmente, a Linha Sul do Metrofor vem apresentando constantes problemas e usuários já voltam a optar pelo ônibus para não chegarem atrasados no trabalho. Desde a noite da última segunda-feira, e durante a manhã de ontem, o equipamento circulou com apenas dois dos três trens atuais, causando uma espera de 40 minutos e superlotação.
Os passageiros relatam que problemas são comuns e que faltam informações sobre os atrasos. O editor de vídeo Rafael dos Santos estava no Centro quando o metrô parou de funcionar na noite de segunda-feira. "Quem estava nas outras estações teve que voltar à bilheteria para pegar de volta o ticket", disse. Segundo ele, um funcionário da estação ainda foi irônico: "Se tiver coragem, espere o próximo, que só vem daqui a 40 minutos". Outros passageiros disseram que esperaram por cerca de uma hora ainda dentro da composição lotada, o que causou transtornos como crianças chorando e pessoas passando mal.
Na noite de ontem, a situação já havia sido normalizada. A Companhia Cearense de Transportes Metropolitanos (Metrofor) informou, por meio da assessoria de imprensa, que no fim da manhã de ontem, os três trens voltaram a operar com intervalo de 27 minutos entre cada um.
Ainda assim, os usuários insistiam que as adversidades com o metrô já se tornaram rotineiras. "Hoje, aqui está mais vago, mas isso não é comum. Desde que começou a funcionar, os vagões são sempre lotados e às vezes a espera é maior do que devia. Nunca tem ninguém para dar informações, virou uma verdadeira bagunça", reclamaram algumas passageiras enquanto se preparavam para embarcar.
Os que esperam diariamente pelo metrô apontam ainda que, normalmente, o número de trens em operação é menor que os três divulgados pelo Metrofor, o que não atende à demanda. "Peguei um metrô que praticamente não dava mais para entrar. Quase sempre operam só dois metrôs", queixa-se o vendedor autônomo David Pessoa.
Outro complicador, para os passageiros, é a falta de informação. Nas estações, não há avisos sobre os atrasos e os passageiros só descobrem o problema após esperarem mais do que o normal. "O trem atrasa e eles não avisam nada", afirmou a assistente administrativa Tatiana Melo, que hoje resolveu ir de ônibus da Vila Pery, onde mora, para o trabalho. "Eu estava chegando constantemente atrasada", diz.
Tatiana enviou ao Diário do Nordeste vídeo registrando a superlotação da Estação José de Alencar que se seguiu à paralisação de um dos trens. Usuários se amontoavam para entrar nos vagões e a quantidade de pessoas dificultava até o fechamento das portas. "Quase todo algum deles atrasa, quebra", afirmou.

Insegurança
Outra reclamação dos usuários é com relação à falta de segurança. Ainda na segunda-feira, a assistente administrativa viu um homem entrar em um dos vagões com uma faca de mesa na mão. "Como viram que ele tinha uma arma, a pessoas gritaram e ele jogou a faca no chão", contou. Conforme ela, o suspeito seguiu viagem no trem lotado.
Também são corriqueiros os atos de depredação, em que os trens têm as janelas quebradas ao longo do trajeto. Além do risco de lesionar os passageiros, há ainda o prejuízo.
Em nota, a Companhia Cearense de Transportes Metropolitanos (Metrofor) confirmou que um dos trens apresentou um problema na Estação Carlito Benevides (Pacatuba), não circulando às 6h30, gerando uma espera de até 40 minutos, mas não explicou a causa.
Com relação à falta de informações aos usuários, o Metrofor explicou que, em casos de ações não programadas, "por falhas no funcionamento dos trens, e não ações de manutenção, não é possível comunicar com antecipação".
A Companhia disse que está aperfeiçoando os serviços, e a maioria dos atrasos se deve a falhas em equipamentos, como as portas dos trens. Além disso, os passageiros que não conseguiram embarcar após às 19h de segunda-feira tiveram o valor das passagens devolvidos nas bilheterias ainda abertas e, nas estações já fechadas, um agente entregou vales para ingresso posterior na Linha Sul.
O Metrofor ainda informou que mantém seguranças particulares dentro das estações, nos vagões e no entorno da via metroferroviária e que a segurança externa é feita pela Polícia Militar. Já as ações de depredação são combatidas através de campanhas em escolas e, quando o depredador é identificado, o caso é apresentado à Polícia para os procedimentos legais.
Fonte - Diário do Nordeste  03/12/2014

Vídeo


domingo, 9 de novembro de 2014

Obras do VLT de Fortaleza seguem sem prazo para serem retomadas

Transportes sobre trilhos

Uma nova licitação está sendo articulada para dar prosseguimento às intervenções, que estão paradas há 5 meses.A obra, além de provocar alterações no trânsito, barulho e poeira, tem deixado indignados alguns moradores do entorno do empreendimento, pelo fato de os serviços estarem parados e sem prazo de conclusão

Bruno Mota - Reproter DN
FOTO: HELOSA ARAÚJO
As obras do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) em Fortaleza ainda não têm data para recomeçar. De acordo com a Secretaria da Infraestrutura do Estado (Seinfra), responsável pelo projeto, uma nova licitação está sendo articulada para que os trabalhos sejam retomados, porém, ainda não é possível prever quando a construção terá continuidade. Em julho, um mês após a paralisação do empreendimento, o órgão estimava o retorno às obras até o início de setembro passado. Segundo o governo do Estado, 50% dos serviços estão concluídos.
Conforme explica a Seinfra, por meio de nota, a licitação anterior, lançada no mês de agosto para continuar as obras, teve como único proponente o consórcio VLT-Fortaleza, formado pelas empresas de engenharia Marquise e Engesol. As empreiteiras propuseram o valor de R$ 162 milhões para a execução do restante dos serviços, entretanto a oferta foi rejeitada após ser analisada por técnicos da Secretaria.
O declínio ocorreu pelo fato de a proposta ultrapassar o teto de gastos previstos para concluir a obra, que é de R$ 95 milhões. Ao todo, o orçamento para o VLT é de R$ 194 milhões, sendo que já foram empregados, até agora, R$ 99.464.010.
Por este motivo, um novo certame está sendo organizado pela Comissão Central de Concorrências da Procuradoria Geral do Estado (PGE), em conjunto com a Seinfra, com o objetivo de contratar uma nova empresa para concluir os trabalhos.
O cancelamento do contrato com o consórcio que vinha realizando os serviços, paralisados em junho, foi motivado por conta dos recorrentes atrasos no cronograma de entrega do equipamento, que a princípio deveria ter ficado pronto para a Copa do Mundo.

Atrasos
"Por diversas vezes a Seinfra notificou o consórcio por atrasos nos serviços, mas o contrato não foi rompido antes porque foram levadas em consideração algumas variáveis que poderiam atrasar a obra, como as chuvas, paralisação de operários e, sobretudo, a demora no processo de realização de uma nova licitação", pronunciou-se o órgão, via assessoria de imprensa. Com o sucessivo descumprimento aos prazos, a dissolução do contrato foi oficializada em junho de 2014 e o consórcio multado.

Transtornos
A obra, que por si já causa estorvos à população, devido às alterações no trânsito, barulho e poeira provocados, deixa indignados alguns moradores do entorno do empreendimento, pelo fato de os serviços estarem parados e sem prazo de conclusão.
O eletricista Francisco Lourival Mendes Almeida, morador do Bairro de Fátima, queixa-se da falta de perspectivas em relação ao equipamento. "Essa obra só trouxe transtorno para nós. O trânsito (na Avenida Borges de Melo) foi desviado para uma rua que não tem condições para receber grande tráfego. O descaso é visível, está tudo abandonado, quem quiser pode chegar e levar os ferros da construção", denuncia o morador.
Devido à imprevisão sobre a retomada na construção da linha do VLT, a Avenida Borges de Melo foi liberada provisoriamente para o tráfego no último dia 20 de outubro.
A intenção do Governo do Estado, para compensar o atraso nas obras, é fazer o processo licitatório por meio de um regime especial, que deve garantir maior celeridade na contratação da construtora e, consequentemente, agilizar a entrega do empreendimento. Trata-se do Regime Diferenciado de Contratação (RDC), em que vence a empresa que apresentar o lance de menor valor global perante seus concorrentes. O método RDC é permitido pelo fato de a obra estar inserida no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).

Cargas
O Ramal do VLT Parangaba-Mucuripe é um projeto da Seinfra em conjunto com a Companhia Cearense de Transportes Metropolitanos (Metrofor). A linha já existe atualmente, sendo utilizada para o transporte de cargas, mas deve ser remodelada para atender também à condução de passageiros.
O percurso atravessa, ao todo, 22 bairros e, segundo estudo realizado em 2006, a previsão de demanda para o VLT envolve o número de 90 mil passageiros por dia. Os veículos a serem implantados na Capital devem ser os mesmos já utilizados nos municípios cearenses de Juazeiro do Norte e Sobral.
Das dez estações previstas ao longo do percurso do VLT na Capital, apenas a Vila União, situada às margens da Avenida Borges de Melo, está com obras avançadas, com 93% concluídos. No restante, há apenas estruturas iniciadas e material de construção depositados.
Fonte - Diário do Nordeste  09/11/2014

segunda-feira, 17 de março de 2014

Falha causa atrasos na Linha 1 - Azul do Metrô de SP

Metrô de SP

De acordo com o Metrô, um defeito acometeu o sistema pneumático de um trem parado na plataforma da Liberdade, às 7h15. As pessoas que estavam dentro da composição tiveram que desembarcar, mas o trem ficou quase 40 minutos estacionado na estação.


O Estado de S. Paulo 
foto - ilustração
Uma falha em um trem na Estação Liberdade, na Linha 1-Azul, causou transtornos aos passageiros do Metrô de São Paulo na manhã desta segunda-feira, 17. Como reflexo da pane, as demais composições circularam com a velocidade reduzida. Além disso, houve formação de filas grandes fora das estações, atrasando o embarque dos usuários.
De acordo com o Metrô, um defeito acometeu o sistema pneumático de um trem parado na plataforma da Liberdade, às 7h15. As pessoas que estavam dentro da composição tiveram que desembarcar, mas o trem ficou quase 40 minutos estacionado na estação.
Só às 7h53 a composição foi removida do local. A partir daí, o Metrô informou que a linha estava em processo de normalização. A reportagem apurou que na Estação Tucuruvi chegou haver controle de fluxo de passageiros, ou seja, funcionários restringiam a entrada de pessoas na parada, a fim de evitar superlotação da plataforma, o que provocou filas extensas do lado de fora.
O problema impactou outras linhas, como a 2-Verde e a 3-Vermelha, onde os trens rodaram com a velocidade reduzida e maior tempo de parada nas estações.
Fonte - A Tarde  17/03/2014

quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

Moradores de Sobral reclamam do atraso das obras do VLT

Transportes sobre trilhos

G1 CE/ TV Verdes
Foto - ilustração

As obras do metrô de Sobral, na Região Norte do Ceará, ainda estão causando transtornos ao moradores da cidade. Com investimento de R$ 73 milhões, as obras foram iniciadas em março de 2011 e deveriam ter sido concluídas em dezembro de 2012, mas o que se são ruas interditadas e muitos trabalhadores na construção da via por onde vão circular as composições do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) de Sobral.
De acordo com o Metrofor, o prazo para a conclusão da obra é o final de janeiro, mas ainda não existe previsão para que o Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) comece a operar. Uma das reclamações dos moradores é a proximidade dos trilhos com as casas. Em uma das ruas, essa distância é de apenas três passos. “Frigorífico, mercantil, tudo é do outro lado [do trilho], gente não tem como passar. Vai ficar difícil de morar nesta rua quando o metrô começar a funcionar”, reclama Neide Aragão, auxiliar de dentista.
Fonte - Revista Ferroviária  09/01/2014

segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

Gargalos logísticos reduzem lucro de agricultores dos EUA

Logística 

Reuters
foto - ilustração
Enormes safras de milho e soja no Meio-Oeste dos Estados Unidos estão sobrecarregando o sistema de transporte entre as lavouras e os mercados, elevando os custos da exportação e limitando os lucros de produtores e operadores de grãos.
Após anos de seca, as colheitas abundantes seriam vistas como um alívio para o cinturão de grãos dos EUA se não fosse pelos severos gargalos logísticos que se desenvolveram.
O volume cada vez maior de milho e soja está causando severos atrasos na rede interligada de ferrovias, rodovias e rios do país. As reservas de barcas e caminhões estão sobrecarregadas em um sistema já desgastado por conta de uma nova demanda por fornecimento de petróleo via férrea, atrasos nos reparos de eclusas e nos terminais de transporte marítimo internacional.
"Todas os armazéns e cooperativas com quem nós falamos nos dizem a mesma coisa: eles não sabem como vão conseguir realizar todas suas entregas de dezembro", disse Mike Hall, operador de grãos da região central de Illinois. "Há um mundo de grãos para se mover em dezembro. Volumes imensos."
O Rio Mississippi e seus afluentes funcionam como estradas para as barcas de grãos e são o meio mais barato de levar as colheitas do coração do cinturão agrícola, no Meio-Oeste do país, aos terminais de exportação na Costa do Golfo.
Quando surgem gargalos no sistema do Mississippi e nas linhas ferroviárias do cinturão de grãos, os atrasos podem elevar os preços de exportação, tornando os grãos dos EUA menos competitivos. Eles também criam um excesso no interior, o que pode reduzir os lucros dos agricultores do país.
Os produtores devem ter suas receitas líquidas com a safra de grãos reduzidas em 3 por cento em 2013, um ano de grandes volumes, de acordo com um relatório do governo divulgado no final de novembro.
Fonte - Revista Ferroviária  09/12/2013

domingo, 8 de setembro de 2013

Diário sobre trilhos: 15 anos de problemas e falhas da SuperVia

Transportes sobre trilhos

Concessionária opera com ineficiência e promessas de melhorias desde a sua estreia
Cláudia Freitas
Jornal do Brasil
JB
As manhãs da última semana foram marcadas por um cenário que se repete anos após anos no principal transporte sobre trilhos do Rio de Janeiro. Trens enguiçados, estações lotadas, passageiros caminhando pela via férrea, atrasos na circulação das composições e horas de paralisação no sistema foram as cenas presenciadas durante quatro dias seguidos de falhas técnicas na malha da SuperVia, que transformaram a vida do carioca em caos. Revoltados, passageiros depredaram composições e chegaram a incendiar um dos trens avariados. No “diário” da SuperVia, os relatos de precariedade no serviço aparecem desde o primeiro dia em que a concessionária assumiu no estado, no dia 02 de novembro de 1998, Dia de Finados, com o slogan “Melhorando a cada dia por você”.
A Flumitrens (Companhia Fluminense de Trens Urbanos) foi privatizada no dia 15 de julho de 1998, na Bolsa de Valores do Rio de Janeiro, pelo valor de R$ 279 milhões e como parte integrante do Programa Estadual de Desestatização (PED), do governo de Marcelo Alencar. Na época, o então secretário de Fazenda, Marco Aurélio Alencar, afirmou que o Estado havia investido mais de R$ 500 milhões na companhia, nos quatro anos anteriores. No dia 2 de novembro, a SuperVia, formada pelas empresas espanholas Construcciones e Auxiliar de Ferrocarriles S/A, assinou com o governo carioca a concessão do serviço por um prazo de 25 anos. O então diretor do grupo, Roberto Macias, assumiu o compromisso de modernizar em três anos todo o sistema ferroviário do Rio, deixando-o digno de primeiro mundo, inclusive instalando ar condicionado nos trens de todos os ramais. No entanto, pediu um pouco de paciência aos usuários, que teriam que conviver por "um tempo a mais com a cara feia dos trens da cidade".
A estreia da SuperVia rendeu muitos comentários e destaque na imprensa brasileira, mas as manchetes não repercutiram da forma esperada pela companhia. Um acidente em uma das linhas da Baixada Fluminense deixou o sistema paralisado durante todo o dia. Passageiros tiveram que descer dos vagões e caminharem até a plataforma. Na Central do Brasil, um protesto de vendedores ambulantes proibidos de comercializar mercadorias nos trens reuniu centenas de pessoas. O diretor de operações da SuperVia, Ronaldo Coutinho, tentou acalmar os ânimos, garantindo que a concessionária estava pronta para investir mais de R$ 1 bilhão na recuperação das composições, até 2001.
JB
Dois dias depois, 5 de novembro, dois trens reformados descarrilaram e, num outro episódio no mesmo dia, uma composição colidiu com dois ônibus em uma passagem de nível, matando 4 pessoas e ferindo 32. No descarrilamento, passageiros pulavam do trem enquanto ele ainda estava em movimento. A SuperVia justificou o fato pela precariedade nos ramais da Baixada Fluminense. No dia 7 de novembro, outro descarrilamento parou o sistema por mais de três horas. Na contabilidade final, foram quatro dias de incidentes e caos na primeira semana em que a SuperVia assumiu o serviço.
A SuperVia recebeu de herança da Flumitrens as composições enferrujadas, pichadas e lentas. Com o recurso inicial de R$ 180 milhões disponibilizado pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), a SuperVia conseguiu aumentar a sua frota de 50 para 85 composições, recuperando 35 delas que estavam encostadas na Central do Brasil. As condições precárias dos trens tiveram como ponto de partida a superlotação, que atingiu seu ponto crítico em meados da década de 80.
A falta de cuidados mínimos com as composições e os atos de vandalismo, somados à falta de investimento público, foram os componentes que levaram ao colapso da malha ferroviária. Ao se livrar da manutenção dos 225 quilômetros de trilhos, o governo do Estado transferiu para a SuperVia uma “bomba relógio”, cujos efeitos são esses que estão explodindo nos últimos dias, causando um sentimento de revolta e descredito dos passageiros que há anos aguardam por melhorias no serviço.
Em 1983, o sistema de transporte ferroviário ainda era eficiente no Estado, com boas condições de segurança e preço de passagem acessível. A média de passageiros nesse ano era de 80 mil pessoas, diariamente. A qualidade do serviço atraiu mais usuários e no ano seguinte, a companhia registrou um número record de passageiros, cerca de 1 milhão e 100 pessoas circulavam pelos trens do Rio. Sem novos investimentos para a crescente demanda, teve início o processo de sucateamento do sistema sobre trilhos e os problemas começaram a afugentar os usuários mais exigentes. Em 1985, o número de usuários caiu para 900 mil e a queda foi ainda maior nos anos seguinte. Em 1990, os trens já estavam degradados pela má conservação e pelo uso inadequado das pessoas. Várias composições burlavam as normas de segurança e transitavam entre as estações com as portas abertas, oferecendo riscos para os cerca de 500 mil passageiros / dia.
Quatro anos antes da SuperVia assumir a concessão do serviço, o sistema ferroviário conheceu um novo e preocupante problema: os passageiros clandestinos. Na época, as estatísticas comprovavam que o trem não era mais a preferência carioca, apontando para um movimento de apenas 300 mil pessoas por dia, sendo que as estimativas eram de que 100 mil deles haviam ingressado de forma irregular nas estações, sem pagar passagem.
Trem ainda é o transporte ideal, garante especialista
A ausência de sinal, os pontos de parada definidos e os horários rigorosos fazem do transporte ferroviário o melhor do mundo, na opinião do especialista em Transportes da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ), Alexandre Roujas. As principais qualidades do sistema oferecem ao trabalhador uma opção segura para ele chegar ao seu emprego sem atrasos e sem o estresse natural dos outros tipos de transporte que depende do bom fluxo das estradas e vias urbanas congestionadas. No caso da malha ferroviária do Rio, Alexandre acredita que os constantes problemas que estão desgastando a relação entre companhia e usuário são provenientes de “uma concepção do século passado”, quando o sistema era eficiente para sua proposta social e considerado o maior da América Latina.
Alexandre comparou o transporte de trens do Rio ao da capital paulista, que também tem 225 quilômetros de extensão e também sofre com os reflexos dos duros anos de sucateamento e falta de investimentos. Na década de 90, o estado de São Paulo cumpriu a promessa de modernizar a sua frota, levando outras melhorias para as plataformas, que ganharam mais espaço e cobertura. No Rio, os trens ganharam a preferência da população e a superlotação foi inevitável.
Os trens exigem cuidados técnicos de alto custo
“Os problemas foram se acumulando e causando a degradação do serviço. Quem assumiu a concessão ficou também com a responsabilidade de recuperar o sistema e as composições fornecidas pelo Estado. Só que este é um serviço cuja manutenção é muito cara e o dinheiro da SuperVia não está sendo suficiente para recuperar o sistema. Ao contrário de outros meios de transporte urbano, os trens exigem cuidados técnicos de alto custo e especializado. Então, é necessário um grande número de usuários pagando pelo serviço para compensar os cofres da concessionária e, assim, ela reverter em investimentos e na boa prestação de serviço. É uma relação de proporcionalidade”, explicou Alexandre.
Pressionada a apresentar soluções a uma clientela cada vez mais exigente e já acostumada com os avanços tecnológicos, a SuperVia começou a fazer “gambiarras” na rede e as medidas paliativas já não conseguem mais esconder o sucateamento geral do sistema. Alexandre considerou que os recentes investimentos da Odebrecht TransPort em sinalização deu mais segurança aos clientes, mas as soluções isoladas são encobertas pela imensidão de problemas. “Esse foi um passo importante e bom investimento, mas ele não aparece em meio ao caos que se transformou o sistema ferroviário do Rio”, disse ele.Reportagem do JB sobre primeira semana de estreia e transtornos na SuperVia
Segundo Alexandre, o ramal que mais recebeu investimento da SuperVia foi o de Deodoro, na Zona Oeste da cidade, por receber a maior demanda de passageiros, 46% do total registrado diariamente. “Como o foco é Deodoro, outros ramais ficam desprestigiados e apresentam mais falhas técnicas”, destacou o especialista. Uma outra deficiência grave apontada por Alexandre diz respeito à logística do sistema. Ele explicou que um ramal é ligado por várias linhas e quando uma delas tem que ser interrompida por qualquer anormalidade, todas as outras são prejudicadas. “O ideal era encontrar um caminho para desmembrar as linhas e ramais”, comentou.
O sistema que está em operação desde os anos 30 já está agonizando e precisa de uma revisão completa e urgente. “As concepções sobre transporte urbano já mudaram, o perfil do público usuário já mudou e o serviço parou no tempo. O diretor de operações da SuperVia anunciou que o sistema de monitoramento foi unificado e modernizado, mas os resultados não vão chegar da forma esperada, porque os trens continuam sucateados, com peças ultrapassadas e desgastadas, até o piso das composições estão furados”, disse Alexandre.
Ele questionou também a funcionalidade das estações. “Será que elas ainda estão nos locais certos? Podemos observar os acessos dessas estações, eles são ineficientes para a atual demanda, são entradas de acesso estreitas, complexas, não ideais para portadores de deficiência e fica evidente que a concessionária não conseguiu acompanhar as mudanças ocorridas no perfil de consumo. Sem contar que o sistema de áudio é falho e a sinalização pior ainda”, detalhou o especialista.
Eles não sabem dialogar com o usuário. Até o sistema de áudio dos trens não funciona
Para Alexandre, um dos principais problemas da SuperVia é a precária comunicação com o seu público, o que pode ser interpretado como falta de preocupação e cuidado com a sua clientela. “Eles não sabem dialogar com o usuário. Na era da tecnologia, podiam usar as redes sociais a seu favor, mas não o fazem. Até o sistema de áudio dos trens não funciona e eles deixam as pessoas sem informação. Isso é uma falha considerável, talvez a maior de todas, porque causa revolta”, disse Alexandre.
Uma solução citada por Alexandre para resolver as questões mais urgentes é a parceria entre governos estadual e municipal para integrar os transportes públicos, como já acontece com o Metrô. “Num momento crítico como vivenciamos essa semana, com a paralisação de ramais, a SuperVia devia contar com o apoio do município, ter o deslocamento de ônibus para as estações mais afetadas e resolver rapidamente o deslocamento dos usuários até os seus destinos. Para isso, a questão da mobilidade tem que ser revista e com bastante atenção. Tem que ter o acesso dos trens a outros modais”, destacou ele.
Com relação à passagem de nível, Alexandre acredita que esta estrutura não representa um problema grave e destaca que ela ainda é usada como alternativa de acesso em diversos outros países. “Essa é uma questão de educação da população. Tem a Cruz de Santo André, o motorista tem que obedecer a sinalização. No Rio de Janeiro, as passagens costumam ter uma boa manutenção e a sinalização raramente apresenta defeito”, contou. Alexandre criticou os atos de depredação dos trens ocorridos durante a semana e nos últimos anos. "O trem é do povo. Quando é depredado, a reposição de peça é demorada e cara, é um material importado”, opinou Alexandre.
Presidente da SuperVia pede paciência e promete mudanças para cinco anos
Após quatro dias seguidos de problemas técnicos na circulação dos trens, na última semana, o presidente da SuperVia, José Carlos Cunha, pediu desculpas ao usuário, durante entrevista ao telejornal “Bom Dia Rio”, da Rede Globo. Ele prometeu 60 novas composições circulando na cidade até o final do ano e estimou que o sistema feche o balanço com 500 falhas em 2013, um índice menor que do ano passado. Cunha anunciou que a SuperVia investiu na comunicação com o passageiro e colocou uma equipe formada por 160 jovens aprendizes para dar orientações nas estações.
Cunha admitiu que a logística do sistema é complicado e de difícil reversão em momentos de pane. O presidente da SuperVia pediu o apoio da população e prometeu que os problemas e falhas serão completamente sanados num prazo entre quatro e cinco anos. “São questões que precisamos de tempo para resolver”, justificou.
Fonte - Jornal do Brasil  08/09/2013