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quarta-feira, 22 de março de 2023

SIMEFRE critica governo e silêncio de autoridades públicas de MT - (VLT de Cuiabá)

Transportes sobre trilhos  🚄

Assim o SIMEFRE, entidade nacional que representa indústrias de equipamentos ferroviários e rodoviários, descreve a destruição de estruturas do VLT em Várzea Grande, feita pelo Governo de Mato Grosso. Seis quilômetros de via já foram desmontadas, num prejuízo em recursos públicos da ordem de R$ 89 milhões. O retrocesso na mobilidade urbana da Grande Cuiabá chama ainda mais a atenção: 70% do projeto do veículo leve sobre trilhos já está executado

ABIFER
foto ilustração - arquivo
É forçoso reconhecer que as instituições locais não foram capazes de oferecer sequer uma resposta, optando-se pela inércia’, alerta entidade nacional. Uma escolha temerária, que prejudica população usuária do transporte coletivo, pagadores de impostos e turistas que vêm ao Pantanal. Assim o SIMEFRE, entidade nacional que representa indústrias de equipamentos ferroviários e rodoviários, descreve a destruição de estruturas do VLT em Várzea Grande, feita pelo Governo de Mato Grosso. Seis quilômetros de via já foram desmontadas, num prejuízo em recursos públicos da ordem de R$ 89 milhões. O retrocesso na mobilidade urbana da Grande Cuiabá chama ainda mais a atenção: 70% do projeto do veículo leve sobre trilhos já está executado, com todos os trens e materiais necessários entregues e sob manutenção. “O projeto do VLT poderia e deveria ser finalizado, independentemente de ter havido algum ato de corrupção durante a execução do contrato – os quais certamente não diminuem a relevância e necessidade da obra – sendo certo que a modificação pretendida pelo Estado de Mato Grosso traz grande insegurança jurídica, tanto para esse projeto específico quanto para futuros projetos de mobilidade no país”, alerta o SIMEFRE, que encampou diversas denúncias ao longo do lançamento de edital e realização de licitação para instalação de um corredor de ônibus BRT, modal escolhido pela atual gestão estadual para substituir o VLT. Os apontamentos técnicos de distorções no edital e falta de projeto executivo, entre outros alertas amplamente ventilados com o apoio da imprensa, foram ignorados pelo governo estadual e autoridades locais. Atos do certame chegaram a ser suspensos, temporariamente, por ordem do Tribunal de Contas da União (TCU), numa provocação feita pela Prefeitura de Cuiabá, mas retomados por força de uma liminar concedida pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Diante da flagrante depredação de patrimônio público, o SIMEFRE critica o silêncio de instituições públicas de Mato Grosso. “É forçoso reconhecer que as instituições locais não foram capazes de oferecer sequer uma resposta aos diversos apelos promovidos pelo SIMEFRE, seja no âmbito administrativo ou judicial, optando-se pela inércia cuja consequência será a consumação dos prejuízos denunciados”.
Cidadão Consumidor 17/03/2023
Fonte  - ABIFER 22/03/2023

domingo, 12 de março de 2023

Estrutura do VLT de Cuiabá começa a ser desmontada após abandono

Transportes sobre trilhos  🚄

O VLT de Cuiabá não resistiu as pressões impostas por disputas políticas e o lobby em favor dos pneus, embora quase 80% do projeto inicial do VLT  tenha sido executado a um custo de cerca de R$1 bilhão,  o governo estadual afirma que gastará menos dinheiro público desmontando parte da infraestrutura já instalada e erguendo em seu lugar as obras do BRT. Perdem as duas cidades a população e a Mobilidade Urbana.

Por Alex Rodrigues
Repórter da Agência Brasil
foto - ilustração/arquivo
Contratado pelo governo de Mato Grosso para construir a infraestrutura necessária ao funcionamento do futuro sistema de transporte rápido por ônibus (BRT) que ligará a capital Cuiabá à cidade vizinha, Várzea Grande, o Consórcio PN Príncipe começou, nesta semana, a retirar os trilhos que darão lugar a um novo corredor viário. Os trilhos são fruto de um malsucedido projeto que previa interligar Cuiabá e Várzea Grande por meio de um outro sistema, o de Veículos Leves Sobre Trilhos (VLT). A obra foi iniciada e deveria ter sido concluída antes da abertura da Copa do Mundo de 2014, mas embora tenha consumido cerca de R$ 1 bilhão dos cofres públicos, nunca foi concluída. Devido ao atraso e, principalmente, às denúncias de irregularidades no projeto, o governo mato-grossense decidiu rescindir o contrato para construção do VLT ainda em 2017. Três anos depois, com as obras abandonadas, o governador Mauro Mendes decidiu desmontar parte da estrutura recém-construída e substituir o projeto original por outro, que prevê a implementação do BRT. Ainda que quase 80% do projeto inicial, do VLT, tenha sido executado, o governo estadual afirma que gastará menos dinheiro público desmontando parte da infraestrutura já instalada e erguendo em seu lugar as obras que o BRT exigem do que se optasse por reparar os estragos causados pelo tempo e concluísse o que falta para o VLT poder operar. O governo mato-grossense também defende que a operação do BRT é menos custosa que a do VLT, o que permitirá ao operador cobrar dos usuários uma “tarifa mais acessível”. Ainda segundo o governo estadual, o sistema de ônibus pode ser mais facilmente expandido para atender outras regiões. Além disso, argumenta, o corredor viário que será aberto poderá ser usado pelos outros ônibus, garantindo a melhoria da mobilidade urbana. A decisão do governo estadual não foi bem recebida pela prefeitura de Cuiabá, que acionou o Tribunal de Contas da União (TCU) e o Tribunal de Contas estadual (TCE-MT) para tentar impedir a construção do BRT e garantir a conclusão do VLT. O TCE-MT rejeitou o pedido da prefeitura, mas o TCU o acolheu, determinando a suspensão das obras que estavam sendo executadas para trocar os sistemas de transporte público. No entanto, em 20 de dezembro do ano passado, o ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu não haver motivos para o TCU atuar no processo, já que o empreendimento não conta com verbas públicas federais desde 2017, quando o contrato com o Consórcio VLT foi rescindido e o governo estadual, na sequência, quitou as dívidas de financiamento contraídas com a Caixa Econômica. Apesar disso, a prefeitura de Cuiabá segue criticando a substituição do modal de transporte. Membros do Executivo municipal afirmam que o projeto “não possui nenhuma consistência técnica” e apresentaram ao Ministério Público estadual uma denúncia sobre supostas irregularidades na licitação – vale lembrar que, em 2017, ou seja, três anos após iniciar as obras, o ex-governador Silval Barbosa foi investigado e admitiu ao Ministério Público Federal (MPF) ter recebido cerca de R$ 18 milhões do consórcio anteriormente selecionado para instalar o VLT. “Não há o menor bom-senso em dizer que o BRT, que está começando do zero, é mais barato que o VLT, que já tinha [mais de] 70% das obras executadas e boa parte dos seus recursos pagos”, afirma o prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro, defendendo a conclusão do VLT. Em nota divulgada neste sábado (11), o Sindicato Interestadual da Indústria de Materiais e Equipamentos Ferroviários e Rodoviários (Simefre) também questionou a opção do governo estadual. “O Estado do Mato Grosso já tinha desembolsado vultosos valores com o projeto de VLT (da ordem de R$ 1 bilhão), fruto de uma escolha pública e oficial, adquirindo grande parte da estrutura do modal que atualmente já se encontra projetada e instalada”, aponta a entidade. O Simefre lembra ainda que mal haviam iniciado as obras do VLT, o consórcio responsável comprou os trens que seriam usados no sistema. Posteriormente, com o rompimento do contrato, a Justiça decidiu que os vagões, pagos com o dinheiro público destinado à obra, pertenciam ao governo estadual. Desde então, os trens, assim como outros equipamentos adquiridos com recursos públicos, estão parados, demandando manutenção periódica. Para o sindicato, o projeto inicial, de instalação do VLT, “poderia e deveria ser finalizado, independentemente de ter havido algum ato de corrupção durante a execução do contrato – os quais certamente não diminuem a relevância e necessidade da obra”. Segundo a entidade, a opção pelo BRT, conforme proposta pelo governo estadual, “traz grande insegurança jurídica, tanto para esse projeto específico quanto para futuros projetos de mobilidade no país, que não podem ser modificados ou cancelados aos sabores de decisões políticas sem fundamentos técnicos.” A Agência Brasil procurou os representantes da secretaria estadual de Infraestrutura e Logística (Sinfra), mas não conseguiu contato até o fechamento da reportagem. 
Fonte - Agência Brasil   11/03/2023  


Comentário Pregopontocom: 
As cidades de Cuiabá e Várzea Grande perderam uma grande oportunidade de dar um salto de qualidade na Mobilidade Urbana e no sistema de transportes público que interligariam essas duas cidades. Não foram os "trilhos fruto de um malsucedido projeto que previa interligar Cuiabá e Várzea Grande por meio de um moderno sistema de VLT (Veículos Leves Sobre Trilhos)" mais sim vitima do lobby a favor dos "pneus"  e de uma acirrada disputa política de interesses contrários que derrotaram o VLT. Não foram levados em conta o interesse público ou aquilo que realmente seria a melhor opção, toda a infraestrutura já construída será destruida,(embora quase 80% do projeto inicial, do VLT, tenha sido executado) ira ao chão, todos os recursos gastos serão perdidos, dinheiro público pago pelo contribuinte que virara pó, e quem irá pagar essa conta?, tudo isso por causa da falta de uma visão clara para o futuro através de planejamentos com projetos para médio e longo prazo que trariam benefícios para as duas cidades com uma melhoria substancial na qualidade da Mobilidade Urbana da região.

sábado, 27 de novembro de 2021

TCU proíbe financiamento da Caixa para o BRT de Cuiaba(MT) e a transferência de recursos do VLT para novo modal

Mobilidade - BRT/VLT  🚍 🚄

A decisão do TCU dessa quarta-feira (24) tem como base uma representação da Prefeitura de Cuiabá que denunciou irregularidades praticadas pela Secretaria Nacional de Mobilidade e Desenvolvimento Regional e Urbano do Ministério do Desenvolvimento Regional e pelo estado de Mato Grosso na mudança do modal de transporte público intermunicipal

G1 – Revista Ferroviária
foto - ilustração/arquivo
Em uma decisão colegiada, o Tribunal de Contas da União (TCU) proibiu a transferência de recursos federais e de financiamentos do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) para as obras do Ônibus de Trânsito Rápido (BRT), caso seja feita a alteração do modal, como já anunciou o governo do estado. “Determino ao MDR (Ministério do Desenvolvimento Regional) e à Caixa (Econômica Federal), que, caso a alteração do modal seja aprovada pelo Conselho Curador do FGTS, não autorizem transferências de recursos federais e de financiamentos para projetos que não contenham devida avaliação do Estudo de Viabilidade Técnica, Econômica e Ambiental”, diz, a decisão. A decisão do TCU dessa quarta-feira (24) tem como base uma representação da Prefeitura de Cuiabá que denunciou irregularidades praticadas pela Secretaria Nacional de Mobilidade e Desenvolvimento Regional e Urbano do Ministério do Desenvolvimento Regional e pelo estado de Mato Grosso na mudança do modal de transporte público intermunicipal. O governo do estado informou que o BRT será construído com recursos próprios e não mais com recursos federais. No entanto, para dar andamento à obra, precisa quitar o financiamento de mais de R$ 560 milhões que havia sido feito na Caixa, anteriormente, para a construção do VLT. Enquanto não houver a quitação, a licitação para a obra não pode ser realizada. No início deste ano, segundo o governo, foi feito um pedido à Caixa Econômica para a migração do VLT para o BRT, mas que até agora não houve resposta. 
Veja a notícia completa aqui - https://revistaferroviaria.com.br/2021/11/tcu-proibe-financiamento-da-caixa-para-o-brt-e-transferencia-de-recursos-do-vlt-para-novo-modal-em-mt/
Fonte - Revista Ferroviária 26/11/2021 

sexta-feira, 28 de maio de 2021

A novela do VLT de Cuiabá

Transportes sobre trilhos  🚄

A novela de Cuiabá - Governo de MT quer substituir VLT por BRT; entidades do setor se unem para manter o modal ferroviário.O empreendimento, idealizado na esteira de projetos de mobilidade para as cidades-sede da Copa de 2014, já demandou mais de R$ 1 bilhão de verba pública em serviços e materiais

Revista Ferroviária 
Divulgação/Cuiaba/RF
Iniciadas em 2012 e paralisadas desde 2015, as obras do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) Cuiabá-Várzea Grande ainda se encontram em um emaranhado de processos judiciais e administrativos sem previsão de solução. O empreendimento, idealizado na esteira de projetos de mobilidade para as cidades-sede da Copa de 2014, já demandou mais de R$ 1 bilhão de verba pública em serviços e materiais, entre eles 40 trens e 22 km de trilhos, que até hoje não possuem qualquer serventia para a população das duas cidades. O capítulo mais recente dessa história é a decisão do governador do Mato Grosso, Mauro Mendes (DEM), anunciada em dezembro passado, de substituir o VLT por um Bus Rapid Transit (BRT). O objetivo é lançar a licitação do projeto, que incluirá a compra de 54 ônibus articulados elétricos, até julho deste ano. “A previsão para concluir a obra, após ser dada a ordem de serviço, é de 24 meses”, disse o governador.
Fonte - Revista Ferroviária  28/05/2021

segunda-feira, 24 de maio de 2021

Pinheiro defende plebiscito para escolha entre VLT e BRT,em Cuiabá,: “Vamos ouvir o povo, que é o maior interessado”

Transportes sobre trilhos  🚇

Segundo o gestor, o cidadão é quem vai utilizar o sistema escolhido diariamente e, por isso, deve ter voz ativa na escolha entre Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) e Bus Rapid Transit (BRT). “Não vou aceitar que seja feito nada de goela abaixo sem que a população seja ouvida. Queremos assegurar o que for melhor. Qualquer mudança, qualquer discussão contrária, vale a proposta do deputado federal Emanuelzinho que é a realização do plebiscito. 

O Documento (MT)
O prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro, defendeu mais uma vez que a população seja ouvida na definição sobre qual o modal do transporte coletivo deve ser implantado na Capital. Segundo o gestor, o cidadão é quem vai utilizar o sistema escolhido diariamente e, por isso, deve ter voz ativa na escolha entre Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) e Bus Rapid Transit (BRT). “Não vou aceitar que seja feito nada de goela abaixo sem que a população seja ouvida. Queremos assegurar o que for melhor. Qualquer mudança, qualquer discussão contrária, vale a proposta do deputado federal Emanuelzinho que é a realização do plebiscito. Vamos ver se Várzea Grande concorda e também pede plebiscito lá”, enfatizou. Nesse sentido, o chefe do Executivo municipal também destacou que a realização de um plebiscito é a melhor alternativa para contemplar toda a população. Emanuel argumentou que essa medida está, inclusive, prevista na Constituição Estadual de Mato Grosso e causa estranheza o fato de não ser utilizada. A proposta de convocar a população às urnas para decidir sobre o melhor modal de transporte para a capital e a cidade vizinha Várzea Grande, foi apresentada pelo deputado Federal Emanuel Pinheiro Neto (Emanuelzinho) e lida pelo prefeito Emanuel Pinheiro em audiência pública no último dia 08 de fevereiro, na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT). Quando indagado sobre a afirmação por parte do Governo do Estado em relação aos custos, o prefeito sugeriu que a votação fosse feita no mesmo ato do pleito eleitoral em 2022. “Um ano a mais para definir um futuro de uma nação. Existe alternativa para quem quer dialogar, para quem trabalha com respeito à população que utiliza do transporte coletivo. Enquanto eu for prefeito da capital, vou defender o povo cuiabano. Mexeu com Cuiabá, mexeu comigo”, observou. Pinheiro lembrou ainda que quando foi realizada a nova licitação do transporte coletivo em 2016, já constava no planejamento de execução das empresas vencedoras, que o sistema a ser instalado fosse híbrido, pronto tanto para o VLT como o BRT. “Vamos ser democráticos, vamos ser responsáveis, corretos com a população. Quer mudar? Vamos mudar, mas não sem ouvir a população de Cuiabá e Várzea Grande, ninguém tem essa autoridade e legitimidade. Nem o Estado sozinho, nem Cuiabá sozinha e nem Várzea Grande sozinha. Então vamos ouvir o povo, que é o maior interessado, ele deve dizer se quer VLT ou BRT, e a decisão popular tirada de um plebiscito eu acato”, finalizou.
*https://odocumento.com.br/pinheiro-defende-plebiscito-para-escolha-entre-vlt-e-brt-vamos-ouvir-o-povo-que-e-o-maior-interessado/
Fonte - Revista Ferroviária 24/05/2021

quarta-feira, 19 de maio de 2021

Destino incerto para os 40 trens do VLT de Cuiabá

Transportes sobre trilhos  🚇

Destino incerto para os 40 trens de Cuiabá - Os 40 trens do VLT de Cuiabá-Várzea Grande ainda não têm uma destinação definida. Em meio a uma disputa judicial que já soma 14 processos e à decisão unilateral do governo do Mato Grosso de mudar o projeto para um Bus Rapid Transit (BRT)

Revista Ferroviária*
Divulgação RF
Único resultado concreto de um projeto de mobilidade urbana que já demandou mais de R$ 1 bilhão dos cofres públicos, os 40 trens do VLT de Cuiabá-Várzea Grande ainda não têm uma destinação definida. Em meio a uma disputa judicial que já soma 14 processos e à decisão unilateral do governo do Mato Grosso de mudar o projeto para um Bus Rapid Transit (BRT), as composições estão armazenadas há sete anos no Centro de Controle, Manutenção e Operação (CCO), em Várzea Grande, sem qualquer serventia para a população. O governador do Mato Grosso, Mauro Mendes (DEM), defensor do projeto de BRT, fez um pedido à Justiça para que todas as composições sejam retiradas do CCO e vendidas pela fabricante, a CAF Brasil, que integra o Consórcio VLT Cuiabá-Várzea Grande ao lado das empresas CR Almeida, Santa Bárbara Construções, Magna Engenharia e Astep Engenharia. Procurada, a CAF Brasil não quis comentar o assunto devido às ações judiciais ainda estarem em andamento. Mendes, segundo informou a assessoria do governo à Revista Ferroviária, solicitou que os valores obtidos com a venda dos trens sejam depositados em uma conta judicial. O governador pleiteia o ressarcimento aos cofres públicos em função da decisão de mudar o modal a partir das denúncias de corrupção envolvendo o consórcio – o que deu origem à paralisação de implantação do sistema em 2014. O plano do governador esbarra, porém, em um complicador ainda maior do que o imbróglio das ações judiciais envolvendo o projeto do VLT. A troca do modal depende do aval do Ministério do Desenvolvimento Regional (MDR) e da Caixa Econômica Federal, gestor e agente financiador do projeto do VLT de Cuiabá, respectivamente. O MDR (ex-Ministério das Cidades) concedeu à época financiamento através do programa Pró-Transporte, que utiliza recursos do FGTS. Projetos com esse tipo de financiamento não podem ter seu escopo modificado, sob pena, inclusive de uma futura fiscalização e eventual punição por parte do Tribunal de Contas da União. Os impactos financeiros são os que mais pesam na balança, tanto na hipótese de manutenção do VLT quanto de mudança para BRT, embora por razões diferentes. O valor total da obra do VLT foi calculado em R$ 1,47 bilhão, do qual R$ 1,06 bilhão (72,2%) já foi executado. A participação do governo do Mato Grosso, sobre o valor total, se deu pela soma de R$ 68,6 milhões de contrapartidas financeiras com R$ 257,3 milhões em desonerações. O restante são verbas federais: R$ 423,7 milhões oriundos do financiamento a partir de recursos do FGTS (Pró-Transporte) e R$ 727,9 milhões do financiamento feito com recursos do Programa de Aceleração de Crescimento (PAC), ambos operados pela Caixa. Segundo o banco, o governo de Mato Grosso já utilizou, na execução da obra, R$ 297,3 milhões do empréstimo do FGTS (70,1%) e R$ 660,8 milhões do PAC (90,8%).

Trens em perfeito estado
Vicente Abate, presidente da Associação Brasileira da Indústria Ferroviária (Abifer), diz que não é viável a solução de venda dos trens proposta pelo governo do Mato Grosso. “Se o fabricante tivesse alternativa, já teria tirado os trens de lá. O sistema é customizado para aquele projeto, não tem como transferir para ser usado em outro”, ressalta Abate, que vem acompanhando o caso de perto e foi um dos autores de contribuições enviadas ao governo do estado em favor da manutenção do VLT. Segundo Jean Carlos Pejo, engenheiro e secretário-geral da Associação Latino-Americana de Ferrovias (Alaf) – que foi ao local em março último, durante uma visita técnica – as composições estão protegidas e em perfeito estado. “A solução que eu entendo, hoje, como técnico e engenheiro, é: com os recursos ainda existentes, conclui o primeiro trecho, entrega para a sociedade e aí abre-se uma PPP (Parceria Público-Privada), para a conclusão do sistema”, avalia. Dos R$ 498 milhões utilizados para a compra dos trens, 98,2% (R$ 489 milhões) já foram medidos, ou seja, já constatado pelo estado como aplicado para efeito de pagamento ao consórcio. Esse valor representa 45% do total já aportado no empreendimento: R$ 1,066 bilhão. Além das 40 composições, com sete carros cada, já foram entregues 22 km de trilho, que também estão armazenados no CCO. As principais alegações do governo mato-grossense para a mudança do modal são em relação aos valores que ainda terão que ser desembolsados se o VLT for mantido. Segundo a secretaria de estado de Infraestrutura e Logística do Mato Grosso (Sinfra-MT), que está à frente do projeto, seriam necessários 763 milhões para a conclusão do VLT, dos quais aproximadamente R$ 352 milhões teriam que sair do cofre estadual. Já o BRT demandaria um acréscimo de R$ 460 milhões para a implantação, com aporte adicional do estado de apenas R$ 48 milhões, em função de um remanejamento de R$ 411 milhões que seria feito nos recursos ainda não desembolsados dos contratos de financiamento do projeto VLT, em vigor com a União. “Ou seja, estamos falando de uma economia de CAPEX de cerca de R$ 300 milhões do BRT em relação ao VLT”, argumenta o engenheiro Rafael Detoni, assessor técnico da Sinfra. No dia 7 deste mês, o governo de Mato Grosso realizou uma audiência pública virtual para debater a mudança de VLT para BRT. A inciativa foi tomada após a Justiça Federal ter atendido ao pedido da prefeitura de Cuiabá – que é a favor da manutenção do VLT – para que o município participasse da discussão. Após o evento, contudo, o governador Mauro Mendes afirmou, através dos canais oficiais, que a mudança está mantida. Os detalhes por trás do empreendimento ferroviário que era para ter sido um dos legados da Copa do Mundo de 2014 estarão na próxima edição da Revista Ferroviária.(https://revistaferroviaria.com.br/)*
Fonte - Revista Ferroviária  19/05/2021

terça-feira, 18 de maio de 2021

“Assusta dizer que BRT,em Cuiabá, custará R$ 470 milhões sem projeto executivo’, diz secretário de Mobilidade Urbana

Mobilidade  🚍 >< 🚄

O secretário de Mobilidade Urbana e presidente do Comitê de Análise Técnica para Definição do Modal de Transporte Público da Região Metropolitana do Vale do Rio Cuiabá, Juares Samaniego, disse ter ficado assustado com a ideia do Governo do Estado em querer gastar R$ 470 milhões na implantação do BRT – sem um projeto executivo . 

O Documento (MT)*
foto - ilustração

Durante a Audiência Pública Integrada, que tratou sobre a mudança do modal Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) para o Ônibus de Transporte Rápido (BRT) – realizada na Câmara de Cuiabá, o secretário de Mobilidade Urbana e presidente do Comitê de Análise Técnica para Definição do Modal de Transporte Público da Região Metropolitana do Vale do Rio Cuiabá, Juares Samaniego, disse ter ficado assustado com a ideia do Governo do Estado em querer gastar R$ 470 milhões na implantação do BRT – sem um projeto executivo . “Como engenheiro, o que me assusta muito em uma apresentação de um grupo de trabalho (GT) na consulta pública do Estado de Mato Grosso, onde um profissional falar de obra de engenharia no valor de R$ 470 milhões não precisa de projeto executivo? O primeiro erro cometido nessa discussão a favor do BRT foi a comparação do modal. Conforme informações dos fabricantes, o VLT tem vida útil de 30 anos e o BRT de 15 anos. Eles apresentaram que o valor é de R$35 milhões para 54 ônibus. Mas não, o valor é R$ 142 milhões. Isso é falta de estudo de viabilidade. Só aí já tem uma diferença de R$110 milhões. A bateria do ônibus de até 8 anos de vida e 3 trocas fica em 15 anos , são mais de R $58 milhões. No final, o custo, se você for comparar a vida útil, chutando vai ser de 820 milhões. Para concluir, a obra do VLT é de R $400 milhões. É diferente comparar um modal que tem projeto e outro não tem. Quero parabenizar a audiência, mesmo que o representante do Governo Rafael Detoni, tenha reclamado dos 6 minutos. Mas quero lembrar que a audiência do Governo só durou 2 minutos e ainda, com séries de problemas na transmissão”, pontuou. Jean Pejo, que é ex-secretário de Mobilidade, Silvia Cristina Silva – presidente da Associação dos Engenheiros e Arquitetos de Metrô (Anptrilhos) , durante sua fala destacou 3 pilares para que a Capital não implante o BRT – “São três aspectos fundamentais para balizar – estamos em 2021 e não 2012, e temos um sistema com 70% executado e o outro que não tem projeto E terceiro ponto, para o engenheiro, uma obra sem projeto é o mesmo que o médico fazer cirurgia no escuro. Tenho notado muito que o tema VLT está se discutindo como se estivéssemos em 2011 – estamos em 2021. Foram investidos valores significativos oriundos do FGTS – do trabalhadorbrasileiro. E quando o trabalhador era do conselho curador, foi aprovado o VLT. É por essas razões, porque existem normativas que não permitem a mudança do objeto. Tenho batido muito na falta de projeto executivo. Nós, engenheiros, não podemos ter ideia de um empreendimento sem projeto. Isso está na lei brasileira, a lei de licitações pede isso. Como vou discutir se eu não tenho o projeto da estrutura? As decisões estão sendo tomadas em números simbólicos, sem precisão. E desde 2018 – exige-se no governo federal, o projeto executivo – existem tantas judicialização por causa desse erro. Sem isso, o recurso público não será bem aplicado”, comentou ele. O presidente da Casa de Leis, vereador Juca do Guaraná Filho (MDB), reiterou que o Legislativo cuiabano deveria ter sido ouvido no processo de mudança do modal de mobilidade urbana, “Essa audiência pública vai muito além do que tratar de mudança de modal do VLT para o BRT, vai de ouvir a população cuiabana e várzea-grandense, ouvir pessoas que de fato vão usar o transporte coletivo para ir ao trabalho, para ir ao colégio, ao médico, essas pessoas precisam ser ouvidas, mas a Câmara de Cuiabá sequer foi ouvida. Quando assumi a presidência desta Casa solicitei uma audiência com o governador Mauro Mendes para tratar sobre o assunto, mas a audiência foi marcada quatro meses depois. Queremos mais informações da mudança do VLT para o BRT”, destacou. Coordenador do Movimento Pro-VLT, o economista Vicente Vuolo , parabenizou o debate ao qual ele classificou por “democrático” e lamentou que o Governo queira “jogar o VLT” no lixo depois de um investimento bilionário. “Esse debate aqui, é uma verdadeira audiência pública. E não aquilo que o Governo fez. Uma farsa, impedindo as pessoas de participarem – isso é o que o governador quer, jogar no lixo, toda a obra do VLT, que foram investidos R$ 700 milhões no centro de operações , e ainda, paga 4 milhões mensal até o ano de 2047. Ele tem 40 vagões e trilhos prontos- tudo isso, ele [Mauro Mendes] quer jogar no lixo”, criticou. A audiência foi solicitada pelo vereador Sargento Vidal , que, citou a audiência de hoje como um grande debate. ” Foram levantadas questões que ainda persistem sem respostas suficientemente claras, sobre uma das principais obras que fizeram parte de uma série de realizações que visavam preparar Cuiabá para receber a Copa do Mundo de 2014 – O que vale nessa audiência é esclarecer a verdadeira opinião da população. Desde o início desta obra, nenhuma autoridade quis ouvir a população e o objetivo é esse dar voz ao povo”, concluiu. 
*https://odocumento.com.br/assusta-dizer-que-brt-custara-r470-milhoes-sem-projeto-executivo-diz-secretario-de-mobilidade-urbana/
Fonte - Revista Ferroviária  16/05/2021

sexta-feira, 14 de maio de 2021

Associação Ferroviária Brasileira critica audiência sobre BRT X VLT em Cuiabá; ‘não tem como comparar’

Transportes sobre trilhos  🚄

A  Associação Brasileira da Indústria Ferroviária (ABIFER) divulgou nota de protesto à audiência pública realizada para avaliar a implantação do sistema BRT, em Cuiabá. O evento aconteceu no último dia 07. Para a ABIFER, “(…) a falta do Projeto Executivo do BRT impede qualquer comparação técnica, minimamente razoável, com o VLT”.

ABIFER
Veja a nota da Associação:
Divulgação Movimento Pro VLT de Cuiabá
Durante a Audiência Pública do BRT de Cuiabá, em 07 de maio de 2021, as autoridades do Estado de Mato Grosso utilizaram a maior parte do tempo para comentar pontos jurídicos extemporâneos e não trouxeram esclarecimentos sobre o projeto e os fundamentos técnicos da alteração do VLT pelo BRT. A ABIFER não conseguiu realizar sua manifestação durante a referida Audiência, devido a uma interrupção inesperada e injustificada dos trabalhos. Ainda na mesma data da Audiência e de acordo com o regulamento, a entidade enviou à SINFRA – Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística do Governo de Mato Grosso sua indignação com o ocorrido, como segue: 1) Refutamos integralmente a tendenciosa apresentação técnica feita pelo Sr. Rafael Detoni e corroborada pelo Sr. Marcelo de Oliveira, que absolutamente nada acrescentou ao PowerPoint do Governador de Mato Grosso, quando de sua equivocada decisão de trocar o VLT Cuiabá a Várzea Grande por um BRT, em 21/12/2020, noticiada pelo Diário do Transporte. 2) Causou-nos profunda estranheza também, que o Sr. Detoni, quando questionado sobre a inexistência de um Projeto Executivo do BRT, tenha alegado, ironicamente, que não seria necessário um Projeto Executivo para calcular a tarifa técnica do BRT. Parece que o mencionado “técnico” não sabe que um Projeto Executivo de um sistema de transporte, ou mesmo de qualquer outro tipo de construção, é peça fundamental para que se estabeleçam elementos técnicos para a boa execução de uma obra. É por esta razão que vemos obras inacabadas, aos milhares, no Brasil. A falta do Projeto Executivo do BRT impede qualquer comparação técnica, minimamente razoável, com o VLT.
Fonte - ABFER  13/05/2021

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2021

Caixa afirma que resolução proíbe uso de dinheiro do VLT para outro modal em Cuiabá

Transportes sobre trilhos   🚄

Caixa afirma que resolução proíbe uso de dinheiro do VLT para outro modal - Trocando em miúdos, o uso do dinheiro do agora antigo modal não poderia ser usado no Bus Rapid Transit (BRT), escolha do governador Mauro Mendes (DEM). O documento foi divulgado pelo site RD News.

Olhar Direto (MT)* 
foto - ilustração/arquivo
Um parecer da Caixa Econômica Federal (CEF), encaminhado ao Grupo de Trabalho (GT) Mobilidade Cuiabá, alerta o Ministério do Desenvolvimento Regional (MDR) e o Governo do Estado de que há resolução do Conselho Curador do FGTS (CCFGTS) que não prevê a reutilização do mesmo empréstimo quando há mudança do objeto ou do objetivo do contrato. Trocando em miúdos, o uso do dinheiro do agora antigo modal não poderia ser usado no Bus Rapid Transit (BRT), escolha do governador Mauro Mendes (DEM). O documento foi divulgado pelo site RD News. Conforme previsto contratualmente, o objetivo do CT nº 0364.021-34/2012 é descrito como a implantação do corredor exclusivo para Veículo Leve sobre Trilhos voltado ao transporte coletivo e o cenário onde são apresentadas alternativas ao empreendimento pressupõe, salvo entendimento em contrário, alteração do objetivo contratual pactuado. Ainda, a regulamentação da fonte de recurso, em específico a Resolução 288/1998 do CCFGTS, prevê somente alterações em que se mantenha preservado o objetivo contratual original, além funcionalidade do empreendimento, registra a Caixa no parecer. Vale ressaltar que o Executivo aguarda autorização do CCFGTS e da Caixa para utilizar valores restantes do empréstimo original do VLT para a implantação do BRT. Independentemente da solução a ser escolhida, sua implantação carece, além das autorizações já apontadas neste parecer, de análises de viabilidade técnica e deliberação por parte desta instituição financeira, diz a Caixa. Os representantes do banco ainda pontuam que o Manual de Fomento do programa Pró-Transporte, por meio do qual foi feito o empréstimo do VLT, veda o desembolso para despesas referentes ao reajuste/realinhamento de preços das obras, serviços, estudos/projetos e materiais/equipamentos. A exceção é de quando se trata de uma nova licitação, premissa que será observada por ocasião das análises quando da apresentação de proposta à Caixa. O manual também indica que deve haver redução no valor do empréstimo sempre que houver redução das metas da obra. O valor a ser emprestado, caso a mudança de modal seja autorizada, também deve gerar discussão. Alertamos quanto à elevação expressiva do valor a ser aportado de contrapartida nos casos de alteração de objetivo e conclusão do VLT, registram os representantes do banco. No documento, a Caixa estima que o valor total do VLT, sem reduções, ficaria em R$ 1,8 bilhão. O BRT, com o traçado original, estaria em R$ 770,8 milhões, e ainda é estudada a possibilidade de apenas criar um corredor exclusivo para ônibus, em R$ 748 milhões. Com o projeto original, R$ 775,9 milhões ficariam sem funcionalidade. Também é analisada a possibilidade redução no projeto, conforme proposto pelo governo ao GT. Assim, o VLT ficaria em R$ 1,7 bilhão, o BRT custaria R$ 644,4 milhões e o corredor exclusivo, R$ 626,4 milhões. O valor sem funcionalidade seriam os mesmos R$ 775,9 milhões. A data base dos valores é 15 de outubro de 2019, necessitando atualização. O documento é assinado pelo assistente executivo sênior, Daniel Modrach, pela gerente executivo, Erika Danielly Silva Ferreira, pela gerente nacional, Vladimir Bezerra Monteiro de Brito, e pelo superintendente nacional da Caixa, Mario Augusto Pereira de Oliveira Junior. BRT cuiabano O governador Mauro Mendes (DEM) anunciou o fim do sonho da implantação do Veículo Leve sob Trilhos (VLT) em Cuiabá e já deu detalhes do novo modal que pretende instalar no lugar: o Bus Rapid Transit (BRT). Durante a entrevista coletiva, o governador comparou o VLT e o BRT, deixando claro as diferenças entre os dois. A primeira delas seria a tarifa, com a do primeiro custando R$ 5,28 e a do segundo R$ 3,04. Além disto, o custo total para concluir a obra do VLT seria de R$ 763 milhões de reais, com o edital de licitação dos trabalhos sendo aguardada apenas para junho de 2022. Com a decisão tomada de mudar para o BRT, o Executivo desembolsará R$ 430 milhões, isso já incluindo a aquisição de 54 ônibus elétricos. O tempo para a implantação do BRT está estimado pelo governo em 24 meses, a partir da assinatura da ordem de serviço. Já o VLT demoraria 48 meses, incluindo-se a preparação da Parceria Público-Privada (PPP). Mauro Mendes também levou em conta o menor risco para a implantação do BRT, em detrimento do VLT e apontou que o conflito regulatório entre os municípios, o Estado e entre os operadores é baixo. Outro fator levado em conta é o de que uma possível ampliação do BRT seria muito mais fácil de se fazer do que a do VLT. Ao todo, são 54 veículos do primeiro modal (incluindo quatro reservas) contra 29 do segundo (com três reservas). A capacidade do transporte de passageiros também foi destacada na apresentação, com o BRT podendo levar até 155.181 pessoas a uma velocidade de 25,02 km/h, contra 118.185 do VLT, que tem velocidade de 21,30 km/h. Mauro Mendes ainda levou em conta o número de integrações para o passageiro; impacto no trânsito; compartilhamento da infraestrutura pelos demais ônibus e também por veículos de segurança e saúde; impacto visual; possibilidade da criação de um parque linear e de uma ciclovia na avenida do CPA.
*https://www.olhardireto.com.br/noticias/exibir.asp?id=482501&noticia=caixa-afirma-que-resolucao-proibe-uso-de-dinheiro-do-vlt-para-outro-modal
Fonte - Revista Ferroviária  10/02/2021

sexta-feira, 29 de janeiro de 2021

A troca do VLT,de Cuiabá, pelo BRT

Transportes sobre trilhos  🚄

A troca do VLT pelo BRT - O recente caso da troca do Veículo Leve sobre Trilho (VLT) pelo Bus Rapid Transit (BRT) é um grande exemplo dessa dificuldade que a Prefeitura de Cuiabá tem encontrado quando se depara com demandas em que o Executivo estadual está envolvido. 

Diário de Cuiabá 
foto - ilustração/arquivo
Em seu primeiro discurso, após receber o resultado da última eleição, o prefeito Emanuel Pinheiro deixou claro que a gestão do Município sempre estará disponível para debater todas as ações que melhorem a vida da população cuiabana. Acontece que, para que um debate realmente seja uma verdade, esse processo necessariamente deve cumprir etapas como argumentar, ouvir, analisar e, por fim, tomar uma decisão em conjunto. Essas etapas, essenciais principalmente em assuntos que envolvem mais de 600 mil pessoas, até o presente momento, continuam sendo completamente negligenciadas pelo Governo do Estado de Mato Grosso. O recente caso da troca do Veículo Leve sobre Trilho (VLT) pelo Bus Rapid Transit (BRT) é um grande exemplo dessa dificuldade que a Prefeitura de Cuiabá tem encontrado quando se depara com demandas em que o Executivo estadual está envolvido. Agora, depois de tomada uma decisão individualizada, se lembraram que existem as Prefeituras Municipais. Com convites para reuniões, as quais o Município não terá nenhuma voz, tentam criar um cenário para validar um discurso de decisão democrática que nunca existiu. Por meio da imprensa, acompanhamos declarações onde se é cobrada uma mudança de postura da Prefeitura de Cuiabá. Mas, qual é a postura que desejam da Capital? A de subserviência? Essa não terão! Defendemos sim um diálogo. No entanto, queremos que isso seja genuíno. Um diálogo em que as decisões que envolvam Cuiabá sejam tomadas em conjunto e não por meio da imposição. De que adianta convidar para um debate em que já existe uma decisão tomada? Isso não passa de um mero procedimento fantasioso, no qual a opinião do Município não possui qualquer valor. Nem mesmo a própria população, que é quem utiliza de fato o transporte público, teve a oportunidade de ser ouvida. Isso não é democracia e muito menos demonstração de respeito com aqueles que depositaram nas urnas a confiança em uma gestão. Por conta dessa dificuldade de diálogo foi que o prefeito Emanuel Pinheiro criou Comitê de Análise Técnica para Definição do Modal de Transporte Público da Região Metropolitana do Vale do Rio Cuiabá. Queremos, de forma transparente, conhecer o projeto do BRT. Saber de maneira detalhada o custo da passagem, o valor do subsídio, tipo de combustível, e o destino da estrutura existente como os vagões do VLT e os trilhos já instalados em alguns pontos de Cuiabá e Várzea Grande. Confiamos nesse grupo e temos a certeza de que ele dará um verdadeiro diagnóstico para sociedade. Mas, isso será feito com diálogo. Como deve ser! E é por isso que o próprio Governo do Estado também está convidado para participar das discussões, antes de qualquer parecer, antes de qualquer tomada de decisão. Como deve ser! Assim, em respeito ao Estado Democrático de Direito, devemos ouvir a população que é quem realmente vai utilizar o modal a ser escolhido, evitando decisões autoritárias de um governo que pouco ou quase nada ouve a voz rouca das ruas. LUIZ CLÁUDIO é secretário Municipal de Governo.
Fonte - Revista Ferroviária 29/01/2021

quinta-feira, 21 de janeiro de 2021

Entidades se posicionam e defendem o VLT para o transporte de passageiros entre Cuiabá e Várzea Grande/MT

Transportes sobre trilhos  🚄

CARTA MANIFESTO VLT x BRT - Em defesa dos interesses nacionais e da sociedade para expressarem preocupação com o ato do Governo do Estado de Mato Grosso, que sem estudos técnicos suficientes, decidiu de forma simples e equivocada mudar o modal de transporte de passageiros entre Cuiabá e Várzea Grande, de VLT (Veículo Leve sobre Trilhos) para BRT (Bus Rapid Transport).

Abifer
foto - ilustração/arquivo
As entidades abaixo identificadas, que representam a indústria e os serviços de mobilidade, transporte urbano de passageiros e engenharia no País, através da presente Carta Manifesto, vêm a público em defesa dos interesses nacionais e da sociedade para expressarem preocupação com o ato do Governo do Estado de Mato Grosso, que sem estudos técnicos suficientes, decidiu de forma simples e equivocada mudar o modal de transporte de passageiros entre Cuiabá e Várzea Grande, de VLT (Veículo Leve sobre Trilhos) para BRT (Bus Rapid Transport). Comparando a visão do Governo que orientou essa mudança com a visão técnica do setor metroferroviário, baseada nos fatos e sustentada por estudos e projetos, conclui-se justamente pelo oposto, qual seja, que não há elementos técnicos suficientes que justifiquem a alteração do modal e que, no melhor interesse público e benefício da sociedade, no menor prazo possível, as obras do VLT deveriam ser concluídas. Este estudo comentando ponto a ponto a apresentação do Governo do último 21 de dezembro, segue anexo à presente Carta Manifesto. Este Manifesto pretende trazer à luz aspectos técnicos não abordados e provocar um debate mais democrático, aberto e esclarecedor, com audiências públicas que permitam a discussão, posicionamento e demonstração da melhor solução, a bem da verdade e do interesse da população.

O resumo ponto a ponto em anexo, evidencia que o VLT é a melhor alternativa para Cuiabá – Várzea Grande, dentre outras, pelas seguintes razões:

– Melhor interesse público;

– Menor custo para conclusão das obras;

– Menor tempo para implantação;

– Licenças Ambientais, autorizações, projetos básicos e executivos, demais documentos necessários, já existentes;

– Melhor forma de contratação, com investimentos majoritariamente privados (PPP);

– Menor tempo para publicação de edital de licitação. Primeiro trecho já está praticamente pronto, basta dar andamento;

– Menor risco. Projeto executivo existente e parcialmente implantado;

– Material rodante já adquirido, entregue e pronto para entrar em operação;

– Maior velocidade operacional pois dispõe de menor tempo de carregamento nas estações (portas mais largas), via dedicada (sem interferências), sistemas operacionais que automatizam e otimizam sua operação, como por exemplo o sistema de priorização semafórica;

– Menor custo operacional, pelo menor número de condutores, pois carrega mais passageiros por unidade (trem);

– Cabines nas extremidades do VLT facilitam a inversão de sentido nos pontos terminais, enquanto os BRTs necessitam de grandes áreas para manobras, o que implica em mais desapropriações;

– Sistema estruturante, integrado e abastecido por outros modais;

– Os sistemas VLT são conhecidos como indutores de transformações urbanísticas, melhoria da qualidade de vida e desenvolvimento socioeconômico, como ocorreu, por exemplo, no Brasil: Rio de Janeiro e Santos, ou em praticamente todas as 200 cidades em que foi mundialmente implementado, a exemplo de: Bilbao, Zaragoza, Sevilha e tantas outras.

Além do acima exposto, o projeto do VLT Cuiabá-Várzea Grande está muito avançado enquanto o do BRT está em fase ainda preliminar, sem estudos definitivos, projetos básicos, executivos, licenças ambientais… o que torna impossível avaliar a alternativa BRT corretamente e, menos ainda, compará-la com o VLT.

Vale lembrar que as entidades abaixo assinadas desde outubro passado solicitaram, por inúmeras vezes, uma audiência com o excelentíssimo governador para abordar todos estes aspectos técnicos e tentar dissuadi-lo em tomar medidas neste sentido.

Em respeito à engenharia, aos estudos nacionais e internacionais, aos projetos de sucesso já implantados, aos procedimentos administrativos e legais, às portarias interministeriais que norteiam o setor, aos recursos públicos já investidos, aos contratos de financiamento público em curso, propomos um amplo debate público para que a verdade venha à tona e com ela fique definitivamente claro que a decisão correta para o caso em tela é terminar a obra do projeto VLT Cuiabá-Várzea Grande.
Fonte - Abifer  20/01/2021

quarta-feira, 13 de janeiro de 2021

Prefeito reafirma que não aceita troca do VLT pelo BRT em Cuiabá

Transportes sobre trilhos  🚄

Na semana passada, a Assembleia Legislativa autorizou, a pedido do Governo do Estado, a troca do VLT (Veículo Leve sobre Trilhos) para BRT (Bus Rapid Transit), medida que foi duramente criticada pelo prefeito. Quem tem que discutir o que é melhor, se é VLT ou BRT, é a população. A população tem que ser ouvida como a lei manda, com audiências públicas.

Diário de Cuiabá
foto - ilustração/arquivo
O prefeito Emanuel Pinheiro (MDB) reafirmou que a população de Cuiabá precisa ser respeitada e ouvida quanto à possibilidade de mudança do modal de transporte a ser implantado na cidade. Na semana passada, a Assembleia Legislativa autorizou, a pedido do Governo do Estado, a troca do VLT (Veículo Leve sobre Trilhos) para BRT (Bus Rapid Transit), medida que foi duramente criticada pelo prefeito. Quem tem que discutir o que é melhor, se é VLT ou BRT, é a população. A população tem que ser ouvida como a lei manda, com audiências públicas. A prefeitura também tem que ser ouvida, os técnicos da prefeitura têm que ser ouvidos. Não existe a possibilidade de uma posição isolada, unilateral, arrogante, sem nenhum embasamento técnico, na calada da noite, as vésperas das festas de fim de ano, e dizer o que é melhor para população. Não!, afirmou o prefeito. Emanuel voltou a dizer que a decisão do Governo a respeito da mudança do modal para o BRT é unilateral, sem a participação dos municípios por onde o modal de transporte vai ser implantado - Capital e Várzea Grande - e sem o compartilhamento dos estudos técnicos citados pelo Estado para a tomada de decisão. O que estou pedindo na Justiça é para parar tudo, compartilhar tudo com Cuiabá. O Governo não tem legitimidade para decidir sozinho, não pode decidir sozinho. Tem que ouvir Cuiabá, ouvir a sociedade, ouvir a população cuiabana e ouvir a Prefeitura Municipal de Cuiabá. E eu vou recorrer até o último minuto em defesa de Cuiabá, afirmou. O prefeito ainda lembrou que a decisão do Governo sobre a troca do VLT pelo BRT não obedece à Lei Federal de Nº 13089, de janeiro de 2015, denominada Estatuto da Metrópole, que estabelece que os estados, mediante lei complementar, poderão instituir regiões metropolitanas e aglomerações urbanas, constituídas por agrupamento de municípios limítrofes, para integrar a organização, o planejamento e a execução de funções públicas de interesse comum. A lei manda isso. Você não pode ouvir só o município diretamente afetado, como aqueles indiretamente afetados, que se refere a Leverger, Livramento, Chapada. Essa é a natureza da região metropolitana quando vem uma grande obra, que é o caso do transporte intermunicipal e desse modal. Ninguém foi ouvido, essa é a verdade. O que se discute, agora, é que eu exijo respeito com a população cuiabana. Isso não vai passar 'goela abaixo', disse. E acrescentou: Pelo menos, eu vou lutar até o último minuto, vou 'morrer atirando', mas eu exijo respeito com Cuiabá. Exijo respeito com a população cuiabana. E a população tem que ser ouvida e a prefeitura do município tem que ser ouvida, não é uma vontade do prefeito, é o que está na lei. É o que determina a lei e é o mais legitimo, mais correto a se fazer.Além disso, no âmbito do Estado de Mato Grosso, foi instituída pela Lei Complementar nº 359 de 27 de maio de 2009 que a região Metropolitana do Vale do Rio Cuiabá, composta atualmente pelos municípios de Acorizal, Chapada dos Guimarães, Cuiabá, Nossa Senhora do Livramento, Santo Antônio de Leverger e Várzea Grande, também prevê que as decisões devem ser tomadas em conjunto de todas as cidades integrantes da região metropolitana. "Tudo o que puder ser feito, todos os instrumentos possíveis e que se imaginar, que eu tiver que utilizar para defender Cuiabá e para defender o respeito da população cuiabana, para que se ouça a população cuiabana, que se compartilhem as informações, e que dividam essa decisão com a prefeitura municipal, eu vou fazer. Algumas já estão aí, esperando decisão do TJ e vamos aguardar. Todas medidas que forem necessárias no âmbito jurídico, social e administrativo, eu vou fazer", completou Emanuel Pinheiro.
Fonte - Revista Ferroviária  13/01/2021

segunda-feira, 13 de julho de 2020

Prefeitos do Grande ABC querem conhecer proposta para Linha 18,do Monotrilho menos Morando

Transportes sobre trilhos  🚄

Na segunda-feira, representantes do grupo chinês foram ao Palácio dos Bandeirantes juntamente com o presidente do Consórcio Intermunicipal e prefeito de Rio Grande da Serra, Gabriel Maranhão (Cidadania), para anunciar interesse em emplacar a tecnologia de monotrilho na Linha 18. O tema é analisado pela Secretaria dos Transportes Metropolitanos do Estado.Uma das cidades beneficiadas pelo modal, com quatro estações em pontos limítrofes com São Bernardo, conforme o projeto inicial, é Santo André.

Diário do Grande ABC
foto - ilustração/arquivo
Os prefeitos do Grande ABC estão dispostos a debater e conhecer melhor a proposta do grupo chinês BYD para resgate do projeto original da Linha 18-Bronze do Metrô, que ligaria a região ao sistema metroviário da Capital por monotrilho. Dos políticos consultados pelo Diário, apenas o chefe do Executivo de São Bernardo, Orlando Morando (PSDB), se mostrou reticente com a retomada da discussão do monotrilho e se manifestou favorável ao BRT, um ônibus em corredor exclusivo e escolhido pelo governador João Doria (PSDB) para conectar o Grande ABC ao Metrô.
Na segunda-feira, representantes do grupo chinês foram ao Palácio dos Bandeirantes juntamente com o presidente do Consórcio Intermunicipal e prefeito de Rio Grande da Serra, Gabriel Maranhão (Cidadania), para anunciar interesse em emplacar a tecnologia de monotrilho na Linha 18. O tema é analisado pela Secretaria dos Transportes Metropolitanos do Estado.
Uma das cidades beneficiadas pelo modal, com quatro estações em pontos limítrofes com São Bernardo, conforme o projeto inicial, é Santo André. O prefeito Paulo Serra (PSDB) declarou que tem realizado todos os esforços para que a Linha 18 seja concretizada. Apesar de ponderar que o modal é uma discussão técnica, o tucano alegou que está à disposição a debater a questão.
Estamos à disposição do grupo chinês para entender a viabilidade desse negócio. Santo André está completamente disposta a colaborar no sentido de tirar do papel essa importante conquista, afirmou.
Outro município contemplado com o traçado original era São Caetano. O prefeito José Auricchio Júnior (PSDB) seguiu a linha do correligionário andreense ao manifestar interesse em conhecer de que forma o grupo BYD ressuscitaria a ideia inicial. Quero sim (participar). Quero saber qual é a disposição da Secretaria dos Transportes Metropolitanos. Uma oportunidade dessa não pode ficar solta,avisou.
A despeito de Mauá não ser contemplada diretamente com a Linha 18 - mas indiretamente sim, pois, pela Linha 10-Turquesa da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos), possui interligação com Santo André e São Caetano -, o prefeito Atila Jacomussi (PSB) defendeu que, o ideal, como discutido no passado, seria o Metrô.
Os prefeitos de Diadema, Lauro Michels (PV), e de Ribeirão Pires, Adler Kiko Teixeira (PSDB), não se manifestaram sobre o debate.
CONTRÁRIO Aliado direto de Doria, Morando declarou que defende projetos que priorizem a mobilidade urbana do Grande ABC, garantindo a ampliação dos ramais de conexão com a Capital e a Região Metropolitana, desde que haja celeridade e compromisso com a população. Na sequência, defendeu o BRT, sob argumento de que o projeto de construção da Linha 18-Bronze do Metrô se arrasta desde 2014 e a alternativa apresentada pelo governo do Estado para a região busca trazer solução executável para quem depende do transporte público.
Fonte - Revista Ferroviária  13/07/2020

terça-feira, 19 de maio de 2020

Prefeitura do Rio multa OAS em R$ 60 mi por irregularidades no BRT

Travessia marítima  🚏

O Sistema Ferry-Boat que realiza a travessia marítima entre Salvador e a ilha de Itaparica,opera nesta terça(19) dentro do esquema especial, com viagens  sendo realizadas a cada duas horas, nos seguintes horários, às 6h, 8h, 10h, 12h, 14h, 16h, 18h e 20h, nos dois terminais, São Joaquim e Bom Despacho, conforme resolução da Agerba. Nesta terça estão em operação as embarcações Zumbi dos Palmares, Anna Nery, Rio Paraguaçu, Pinheiro e Ivete Sangalo. O fluxo mantém-se moderado para veículos e tranquilo para passageiros nos dois terminais.De acordo om as  determinações da agência reguladora, seguem obrigatórios o uso de máscara pelos passageiros e o embarque equivalente a 50% da capacidade de lotação dos barcos. Permanecem suspensas as travessias aos sábados, domingos e feriados. 

foto - ilustração/arquivo

quinta-feira, 30 de janeiro de 2020

BRT de Salvador,a cidade pagará a conta no futuro

Mobilidade/Sustentabilidade  🚌 

Além da implantação de um sistema obsoleto,é a degradação ambiental,a conturbação da imagem urbana,as feridas no tecido urbano,a excessiva impermeabilização do solo,o encapsulamento do braço remanescente do Rio Camarajipe,o excesso de viadutos e elevados de concreto que interferirão negativamente no microclima local,juntamente com a eliminação de árvores,em uma agressão e total desrespeito ao meio ambiente.A excessiva impermeabilização do solo tem sido uma das principais causas dos alagamentos e enxurradas que causam transtornos e prejuízos a cidade e a sua população, durante o período de chuvas

Luis Prego Brasileiro
Salvador Sobre Trilhos

imagem - ilustração/arquivo
Os prejuízos para a cidade vão muito além da implantação de um sistema obsoleto,é a degradação ambiental,a conturbação da imagem urbana,as feridas no tecido urbano,a excessiva impermeabilização do solo,o encapsulamento do braço remanescente do Rio Camarajipe,o excesso de viadutos e elevados de concreto que interferirão negativamente no microclima local,juntamente com a eliminação de árvores,em uma agressão e total desrespeito ao meio ambiente.A excessiva impermeabilização do solo tem sido uma das principais causas dos alagamentos e enxurradas que causam transtornos e prejuízos a cidade e a sua população, durante o período de chuvas.Aliada a falta de um sistema de drenagem pluviométrica inteligente com retenção de fluxo das águas quebrando a sua velocidade com sistemas de armazenamentos transitórios das águas das chuvas que liberem o fluxo gradativamente evitando assim os grandes alagamentos e as correntezas nas vias urbanas.O tamponamento ou encapsulamento dos rios urbanos,transformando eles(indevidamente) em sistemas de escoamento pluviométrico,limitando ao mesmo tempo a sua capacidade hídrica de transporte,faz com que toda água excedente vá a procura de outros caminhos para correr e escoar, correndo assim pela a superfície das vias urbanas, provocando as já conhecidas enchentes e os alagamentos.

foto/Pregopontocom
O sistema BRT poderia ser substituído pelo sistema BHLS(assim como em varias cidades no mundo e também já no Brasil) que não depende de grandes obras de infraestrutura,pois usa as faixas exclusivas já existentes nas vias para os ônibus,com adequações e a implantação de sistemas de fiscalização eletrônica,para evitar invasões,e sistemas semafóricos inteligentes que privilegiam a passagem dos articulados ou alongados(ônibus) nos cruzamentos.Além disso o custo de implantação do sistema é de aproximadamente 20% do custo da implantação de um sistema de BRT,com a vantagem que a sua estrutura operacional não causara obstáculos nem custos maiores(com demolições),em um futura implantação de um novo modal de alta capacidade.O resultado e o custo desse erro grotesco serão creditados na conta do futuro da cidade.
Luis Prego Brasileiro
Salvador Sobre Trilhos - Mobilidade com Sustentabilidade

Pregopontocom 30/01/2020

terça-feira, 26 de novembro de 2019

SALVADOR,CHUVAS,INUNDAÇÕES E TRAGÉDIAS

Ponto de Vista

Não foram poucas as enchentes, enxoradas, alagamentos, transtornos no trânsito, nos transportes, nos deslocamentos da população,prejuízos no comércio e para a cidade em geral,isso sem falar nos desabamentos de encostas, beiradas da orla, casas e o pior, a perda de preciosas vidas humanas geralmente nos bairros periféricos da cidade,um prejuízo inominável, fatos que geralmente se repetem rotineiramente a cada chuva forte que vem para lavar a cidade de "São Salvador"

Da Redação
foto - ilustração/arquivo
alagamento na comunidade do Bate Facho - Av.Jorge Amado
O mais do mesmo, o fato que se repete rotineiramente a cada chuva forte que vem para lavar a cidade de "São Salvador",ainda que pese o nome,nenhum "salvador" apareceu para mitigar os graves problemas que ocorrem na nossa cidade sempre que desaba um temporal sobre ela. Não foram poucas as enchentes, enxoradas, alagamentos, transtornos no trânsito,nos transportes,nos deslocamentos da população,prejuízos no comércio e para a cidade em geral, isso sem falar nos desabamentos de encostas,beiradas da orla,casas e o pior,a perda de preciosas vidas humanas geralmente nos bairros periféricos da cidade,um prejuízo inominável.
Mais porque depois de repetitivas vezes tais fatos ainda persistem em nossa cidade?
Pessoas de maneira leviana e imediatista,preferem jogar a culpa na população por não descartar de maneira adequada o lixo que produz.Mais seria essa a principal causa? Quais condições são colocados pelo poder público a disposição da população para um descarte adequado e consciente?
O problema de Salvador é de "infraestrutura",de falta planejamento urbano,de políticas públicas,de eficiência administrativa,de decisão e coragem para enfrentar os problemas da cidade de maneira correta e eficiente,da ausência de uma ampla rede de drenagem consistente e independente dos rios e córregos urbanos, que possam suportar a grande quantidade de águas pluviais nas épocas chuvosas.Essa não é função dos rios e córregos,eles poderão ajudar na dispersão das águas ,mais não como protagonistas.Para os rios urbanos,bem cuidados e bem tratados,cabe amenizar o clima, humanizar e embelezar o ambiente urbano da cidade. Tamponar,encapsular os rios e córregos urbanos dando a eles a função exclusiva da dispersão das águas pluviais ou de esgotos é uma "estupidez" (a única maneira de nominar isso),ao limitar a capacidade hídrica de transporte em tais galerias ou tubulações,automaticamente o excesso muito mais volumoso das águas vai a procura de outros espaços para sua dispersão,e o único caminho disponível nesse caso é a superfície da cidade,causando assim as corriqueiras e nefastas inundações.Além disso a excessiva impermeabilização do solo contribui para o baixo índice de capacidade de absorção das águas das chuvas contribuindo para o agravamento das frequentes inundações.Cuidar das encostas antes das tragédias,relocar adequadamente populações em áreas eminentes de risco,tudo isso deve ser levado em conta,é melhor prevenir do que lamentar.Falta planejamento urbano adequado para a cidade,faltam projetos para médio e longo prazo,falta coragem e disposição para realização de obras necessárias "enterradas", longe dos olhos dos "eleitores",obras que não aparecem como elevados e viadutos de concreto ou suntuosas e desnecessárias, tal como a do BRT, que só agravará mais ainda a ocorrência de inundações,além de influir negativamente(com suas inúmeras obras de arte em concreto),no micro clima nas áreas por ele afetadas.Não existe um conceito de urbanismo planejado para  a cidade que considere o seu futuro e das próximas gerações,os projetos são sempre imediatistas,com soluções breves de curto prazo quase sempre voltadas para interesses políticos e oportunos. Salvador continua uma Veneza em épocas de chuvas....mas,as águas fazem de "Venézia" com suas gondolas, uma atração turística internacional(ainda que isso cause grandes transtornos a sua população e a vida da cidade)....Salvador é uma "tragédia"....repetitiva e irremediável....pelo menos até por enquanto.
Pregopontocom 26/11/2019


imagem do Facebook/Ednillson de O. Pereira

VEJA TAMBÉM

ATÉ QUANDO SALVADOR????!!!!!

Rios de Salvador 🌊

A luta entre a comunidade do Bate Facho e o Rio Pituaçu é antiga e duradoura,o Rio luta pelo retomada do espaço que lhe foi tirado,os moradores pelo direito a moradia e uma vida com dignidade.Nessa contenda não há vencedores e todos saem derrotados,....o povo e o Rio....até quando?......

segunda-feira, 9 de setembro de 2019

BRT de São Luis (MA) deverá entrar em operação no segundo semestre de 2021

Mobilidade 🚌

O BRT de São Luis que deverá entrar em operação no segundo semestre de 2021,terá ônibus bi-articulados,com tecnologia embarcada que informará aos usuários os horários da passagem do veículo nas paradas de ônibus, e os corredores contarão com um sistema de semáforos inteligentes com programação dos sinais de trânsito,que estarão sempre verdes para passagem dos ônibus.

Da Redação
divulgação/mob.ma.gov.br
O BRT de São Luis (MA),que se encontra em faze de construção,será um sistema de transporte público localizado na parte norte da Ilha,que terá impactos em todas as outras regiões.Os dois principais corredores,além de outras vias,por onde deverão circular os ônibus do sistema serão as Av. dos Holandeses,que estão passando por obras de requalificação e a Av. Litorânea com obras de sua extensão.
O BRT  que deverá entrar em operação no segundo semestre de 2021,terá ônibus bi-articulados,com tecnologia embarcada que informará aos usuários os horários da passagem do veículo nas paradas de ônibus, e os corredores contarão com um sistema de semáforos inteligentes com programação dos sinais de trânsito,que estarão sempre verdes para passagem dos ônibus.
divulgação/mob.ma.gov.br
O sistema de transporte público que ficará localizado na parte norte da Ilha terá impactos em todas as outras regiões,uma vez que se cria um novo corredor para desafogar o grande fluxo  hoje existente em pontos como a Forquilha, Cohab, São Cristóvão,e das pessoas que precisam se deslocar de outros municípios em direção ao centro de São Luís.
A previsão é que o sistema deverá reduzir em 1 hora o tempo tempo das viagens,quando estiver em operação.
Além disso serão implantadas também, Ciclovias, calçadas e pistas de corrida ou caminhada em 20 km da Ilha de São Luís.
Com informações do Imparcial  09/09/2019


foto - ilustração/sistema semafórico inteligente
Dispensa o uso de viadutos e elevados

quarta-feira, 3 de julho de 2019

Obra de prolongamento da AV.Litorânea em São Luis/MA entra em nova fase de execução

Infraestrutura viária  🚌 🚗

Com investimento de mais de 140 milhões, o prolongamento da Avenida Litorânea, tem entrega prevista para dezembro de 2019,e compõe a primeira fase para a implantação do novo corredor de transporte,de BRT.O prolongamento da litorânea e a implantação do BRT é a maior obra de mobilidade do Maranhão e representa um salto de qualidade na vida de todas as pessoas que vivem na grande ilha.

Da Redação
foto/divulgação
A obra de prolongamento em 1.800 metros da avenida litorânea em São Luís entra em uma nova fase. Com a finalização da construção do muro de contenção e o assentamento dos tubos que irão receber as águas pluviais, com a drenagem profunda, os operários deram início a construção da base dos pilares das pontes na foz do Rio Claro e do Rio Pimenta.
Os pilares são construídos através de estacas escavadas a doze metros de profundidade, que após a concretagem servirão de base para a implantação dos pilares. Ao todo serão construídos 16 pilares em cada ponte.
Com investimento de mais de 140 milhões, o prolongamento da Avenida Litorânea, que tem previsão de entrega para dezembro de 2019, compõe a primeira fase para a implantação do novo corredor de transporte, o BRT (Ônibus de Transporte Rápido), que vai interligar os municípios de São Luís, Raposa, Paço do Lumiar e São José de Ribamar diminuindo o tempo de percurso entre os municípios da Grande Ilha em até 40 minutos. A previsão de entrega do BRT é dezembro de 2020.
Toda a Avenida Litorânea e a Avenida dos Holandeses estarão requalificadas, com a construção de calçadão, bares, ciclovias, estacionamentos e áreas para caminhada.
“O prolongamento da litorânea e a implantação do BRT é a maior obra de mobilidade do Maranhão e representa um salto de qualidade na vida de todas as pessoas que vivem na grande ilha. Continuamos cumprindo todo o nosso cronograma de execução e mantemos a nossa previsibilidade de entrega do prolongamento da avenida litorânea para dezembro de 2019”, disse o presidente da MOB, Lawrence Melo. (28/06/2018)
Com informações da Agência MOB/São Luis MA  03/07/2019

segunda-feira, 24 de junho de 2019

Secretário "enterra" VLT e acredita em novo modal em Cuiabá,BRT ou um corredor de ônibus

Transportes sobre trilhos  🚄

Secretário "enterra" VLT e acredita em novo modal em Cuiabá - Uma disputa inicialmente política, BRT ou VLT,e depois acrecida de denuncias de corrupção e super faturamento com a paralisação das obras,condenaram o VLT de Cuiabá/Varzea Grande a ter a sua construção interrompida sem definição para a sua continuidade ou mesmo para a sua conclusão definitiva.Após tantos recursos já aplicados nesse projeto interminável,"quem ganha e quem perde com isso"?!

Folha Goias 
foto - ilustração/arquivo
O Secretário de Mobilidade Urbana de Cuiabá, Antenor Figueiredo, acredita que o Veículo Leve Sobre Trilhos (VLT), não saíra do papel. O chefe da pasta da prefeitura da Capital, entretanto, revela que um "novo modal" deve ser lançado, dizendo que as opções possíveis seriam a implantação do Bus Rapid Transport (BRT), ou mesmo corredores de ônibus convencionais.
Antenor Figueiredo deu as declarações em entrevista ao Jornal do Meio Dia, da TV Vila Real, na última sexta-feira (21). As obras do VLT estão paralisadas desde dezembro de 2014, ainda na gestão do ex-governador Silval Barbosa.
"Eu já tenho a informação que o VLT não vem, o VLT não sai. Eu tenho essa informação. Primeiramente nós precisamos acabar com essa ferida deixada por esse imbróglio do VLT. Eu acredito que o VLT não sai. Talvez venha um novo modelo, um BRT, um corredor de ônibus", analisou o secretário.
Recentemente, o Governo do Estado anunciou que até o final de julho informará a população o "destino" das obras do VLT. Pode ser anunciado o modelo de retomada das obras, ou até mesmo, a desistência dela.
O VLT é um projeto do Governo do Estado, e não da prefeitura de Cuiabá, porém, como é um sistema de transporte que deveria atender somente a Capital e Várzea Grande - considerando seu projeto -, sua operação atinge diretamente a qualidade da mobilidade urbana das duas cidades. Nesse sentido, Antenor Figueiredo também comentou sobre a licitação das linhas municipais de ônibus urbanos, que deve ocorrer no próximo dia 15 de julho.
"[A licitação] já foi lançada e está prevista para o dia 15 de julho. O Ministério Público está acompanhando, o Tribunal de Contas está acompanhando. O prefeito Emanuel Pinheiro criou uma comissão especial para acompanhar essa licitação. No dia 15 de julho começaremos a abrir as propostas do sistema de transporte. O prefeito Emanuel Pinheiro pediu para que nós fizéssemos uma licitação muito rigorosa. É uma licitação bastante moderna, no mínimo 30% dos ônibus terão ar-condicionado", explicou Antenor.
As obras do VLT, que já deveria estar em operação há quase cinco anos, não possui boas perspectivas de serem concluídas. No último dia 6 de junho, o Poder Judiciário Estadual (TJ-MT) manteve a rescisão do contrato entre o Governo do Estado e o consórcio VLT-Cuiabá/Várzea Grande, responsável pelo projeto. A decisão foi proferida no âmbito da 2ª instância.
O VLT - um projeto de um sistema de transporte integrado e elaborado para atender a população de Cuiabá e de Várzea Grande -, deveria estar finalizado em março de 2014 para atender a demanda por mobilidade urbana durante e após a Copa do Mundo do Brasil. As obras, porém, estão paralisadas desde dezembro daquele ano.
Em 2017 o ex-governador Pedro Taques (PSDB) tentou um acordo com o consórcio responsável pelo projeto - composto pelas empresas CR Almeida, CAF, Santa Barbara e Magna -, e pretendia pagar R$ 922 milhões para retomada das obras.
O caso vinha sendo discutido entre os Poderes Executivo, Judiciário e o Ministério Público (Estadual e Federal), porém, após a operação "Descarrilho" - deflagrada pela Polícia Federal em agosto de 2017 e que desnudou diversos esquemas de corrupção no processo licitatório e implementação da obra -, o Governo decidiu pela rescisão do contrato com a organização.
Um dos fatores apontados como "fonte" da corrupção pela operação "Descarrilho" - que entre outras fraudes revelaram um superfaturamento superior a R$ 120 milhões na compras dos vagões do sistema de transporte -, está na escolha do regime diferenciado de contratação (RDC), um modelo de negócio mais "flexível" se comparando com os editais elaborados pela Lei Geral de Licitações (nº 8.666/1993).
Fonte - Revista Ferroviária  24/06/2019

segunda-feira, 27 de maio de 2019

Presidente do Metrô de SP é convidado para falar na Assembleia Legislativa sobre mudanças na Linha 18

Transportes sobre trilhos  🚄

O convite foi feito pela comissão de assuntos metropolitanos e municipais.O Vice-presidente da comissão, o deputado estadual Luiz Fernando Teixeira (PT), de São Bernardo, disse que o objetivo da audiência é saber detalhe técnicos da possível decisão.A linha deve ligar São Paulo, na estação Tamanduateí, até São Bernardo do Campo, passando por São Caetano do Sul e Santo André.

Viatrolebus
foto - ilustração/arquivo
O presidente do Metrô, Silvani Alves Pereira, foi convidado pela Assembleia Legislativa a explicar o motivo da possível troca do monotrilho da Linha 18-Bronze por um corredor de ônibus do tipo BRT - Bus Rapid Transit. O convite foi feito pela comissão de assuntos metropolitanos e municipais.
O Vice-presidente da comissão, o deputado estadual Luiz Fernando Teixeira (PT), de São Bernardo, disse que o objetivo da audiência é saber detalhe técnicos da possível decisão.
A linha deve ligar São Paulo, na estação Tamanduateí, até São Bernardo do Campo, passando por São Caetano do Sul e Santo André.
O deputado cita o Jornal Diário do Grande ABC, que tem feito diariamente reportagens defendendo o meio de transporte.
"Estamos juntos com a campanha do Diário pelo Metrô. A cada dia está mais forte a movimentação pela troca do modal. O Grande ABC tem enorme fluxo de moradores que se dirige à Capital diariamente, não apenas para trabalhar, mas também para passar em consultas médicas, por exemplo. BRT não sustenta. O monotrilho é maior, carrega mais pessoas, não tem paradas em semáforos, algo que o BRT tem de conviver", disse o petista.
No mês de julho, o governo estadual deve anunciar oficialmente sua decisão.
Fonte - Revista Ferroviária  27/05/2019